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Tradução: Ana Claudia Leitura Inicial: Ana Claudia Formatação: Nanna Sá Leitura Final: Sônia / Nanna Sá


SINOPSE

Asher 'Ghost' e Natalie Collins Kovac compartilharam uma noite de paixão. Nenhum deles pode esquecer. Então, por que é tão difícil para eles estar perto um do outro? Sem esperança de ficarem juntos, eles decidem ir por caminhos separados. E, de alguma forma, tornam-se mais próximos do que nunca. Só amizade será o suficiente para o casal?


PRÓLOGO

O CASAMENTO

The White Rabbit está cheio de convidados do casamento. Eu olho a noiva e noivo. Tão felizes. Sorrio e olho a minha melhor amiga grávida, Valentina, dançando com o seu novo marido, Nikolai. A música que Tina escolheu para a primeira dança como marido e mulher é ―Amazing‖ de Cassi Davis1. É perfeita. Nick detém perto de Tina, esfrega suavemente contra o nariz dela e sussurra contra seus lábios. Tina sorri em resposta com os olhos fechados. Eu reviro meus olhos. Que idiotas. O amor faz coisas engraçadas com as pessoas. Tina conheceu Nik há pouco mais de um ano e passou o começo da sua amizade negando seus sentimentos por ele. Foram amigos por um 1

https://www.youtube.com/watch?v=Epg0GC_VzcQ


tempo, mas qualquer pessoa com um cérebro podia ver que a atração sexual entre ambos era também densa que poderia ser cortada com uma faca. Para encurtar a história, minha doce melhor amiga esteve olhando para Nik durante semanas através das janelas de sua loja Safira’s. Nik saía do clube The White Rabbit do qual era dono, para fumar um cigarro nos intervalos, Tina observava seu rosto carrancudo e se entristecia. Tina não gostava de vê-lo triste. Assim decidiu enviar a Nik anonimamente alguns doces com um bilhete junto. Falar disso agora faz Tina rir, mas a verdade é que estava mortificada quando Nik mandou seu irmão Max, à loja em busca de quem escreveu o bilhete, sem perceber Tina escreveu o bilhete em um tíquete de Safira’s, O resto é história. Juntos formam um todo. Nunca adivinharia, ao olhar para Tina, a dor e a tragédia que havia vivido em sua curta vida. Ela perdeu sua mãe e sua filha no mesmo acidente deixando-a quebrada por dentro durante muito tempo. Quebrando a mim também. Imagina, nós vivíamos ambas em Cali. Crescemos juntas. Nossos pais são croatas e amigos, assim de alguma maneira isso significa que automaticamente nós também éramos amigas. Assim passei a maior parte da minha infância cuidando da pequena e doce Tina que não tem


um osso de maldade em seu corpo. Eu a amo mais que tudo. Ela acredita que eu salvei a sua vida quando fui morar com ela depois que sua filha e sua mãe faleceram, mas na verdade foi ela que salvou a minha. Não há mais nada avassalador do que ver a sua melhor amiga se deteriorar através dos seus olhos. Tina se tornou uma concha vazia, e viver em Cali só estava piorando, por isso que se mudou para Nova York. Aguentei pouco antes de pegar as minhas coisas e segui-la. Meu coração se encolhia a cada dia. Eu não sou o que dizem de uma ―boa pessoa‖. Tolero as pessoas nos meus melhores dias. Não me interpretem mal, uma vez que quebro essa barreira da amizade que tenho ao meu redor, está tudo bem. Mas Tina é parte do meu coração. Ela me ajuda a ser uma boa pessoa. Ela me faz querer ser uma pessoa melhor. Depois de passar por tudo que passou, deveria ser uma megera. Mas ela é minha recordação diária que a vida segue e correr o risco de ser absorvido por uma corrente de crueldade. Eu olho para o bar. Lola e Trick estão abraçados. Não é comum. Lola ama Trick com todo o seu coração, mas Trick está tendo dificuldade de se comprometer com ela. Não estou certa do por quê. Ela é inteligente, leal e carinhosa. Trick é divertido e um total cabeça oca, mas também é adorável. Não pude evitar rir das suas


horríveis piadas. Há mais de Trick do que ele deixa transparecer, mas até que ele deixe ver, não vamos saber o que é. Meus olhos seguem olhando o clube. Max e Mimi estão sentados com Ceecee, filha de Max. Eles estão rindo de algo e Mimi tem a testa enrugada. Ela obviamente está chateada com algo. Um sorriso se propaga em meu rosto. Max e Ceecee moram com Tina e Nik, assim eu os vejo muito. Eu os amo. Max é um bom amigo e realmente estupendo para falar com a gente de forma metafórica. E Ceecee é tão adorável. Ela ficou paraplégica em um acidente quando era só um bebê. Assim eles são um exemplo de como a vida segue e as coisas podem ser boas depois de tudo. Mimi, ou Meems, se transformou por completo desde que cheguei a Nova York. Ela era arredia quando cheguei. Em absoluto, uma pessoa sentimental. Desde que estamos saindo com os meninos, ela sorri e ri mais. Os meninos são o que chamamos... Bem, os caras. O grupo é formado por Nik, seu irmão Max, seu primo Trick, e um velho amigo de infância, Ghost. Ghost. Maldito homem.


Sim, maldito seja. Ghost é um pouco como eu. Tampouco uma pessoa sociável. Dito isso, não somos amigos. O homem realmente é uma dor na bunda. Ele escolhe o momento perfeito em todas as ocasiões para sussurrar algo no meu ouvido e isso sempre é o suficiente parar me fazer perder a cabeça. Não é preciso muito para me fazer perder a cabeça. Ghost, cujo verdadeiro nome é Asher, e eu tivemos um ―momento‖ o ano passo. Se por um ―momento‖ você entende em ser arrastada pelo salão do clube, ter sua calcinha arrancada e ser fodida em cima da mesa de conferência enquanto suplica e grita por mais, então, sim, compartilhamos um momento. Porém uma vez só. Foi uma vez só. Nunca falamos sobre isso, mas foi o melhor sexo que tive em toda a minha vida. Eu não sou uma estranha quanto ao sexo. Eu adoro sexo, e não tenho medo de praticar todo o tempo e sempre uso proteção. Não diria que sou uma puta. Só estou em contato com a minha puta interior. E ela está ativa Você é uma idiota. Odeio-me por olhar Ghost. Ainda que seja escondido. O homem é insuportável. Um idiota total. Não tem modos com nada. Nenhum.


Então, por que não pode parar de pensar em seu pinto? Deus, eu sou uma merda. Um braço se coloca ao redor do meu ombro e me aperta. Olho em volta para ver meu pai e minha mãe me abraçando. — O casamento está bonito, não? E eu estou muito feliz por Valentina — O inglês do meu pai não é bom. Havia vivido nos Estados Unidos desde que fez trinta anos e ainda tem um forte sotaque. Ele não é o único. O pai de Tina, Mark, tem um parecido. Trabalham com croatas e a maioria dos seus amigos é croata. Assim se esqueceram de ser americanos. Ainda que seja um pouco. Minha mãe dá um cotovela em meu pai e diz: — Boris, não fale de casamento em frente à Natália. Ela sabe como é. — O inglês de mamãe é bastante bom. Ela é um pouco dramática, mas não a culpo. Ter três filhas exaltadas te faz isso. Meu pai está tratando de me casar com um homem croata desde que tinha dezoito anos e cada vez que a palavra casamento saía em uma conversa, eu normalmente corria enquanto ele falava. Papai olha mamãe. —Ana... Mamãe o interrompe.


—Boris. Papai faz beicinho e olha para o outro lado. Mamãe 1 - Papai 0. — Estou vendo a Nina no bar. Vou me juntar a ela para tomar um drink. Afasto-me das garras do meu pai e vou embora. Dou dois passos e escuto meu pai gritar: —¡Pamet u

glavu!

¡Nemoj

mi

sramotit! — Sorrio. Eu

escutei isso desde pequena. Basicamente significa. Use a sua cabeça e não me envergonhe. Cada criança croata escuta essa frase enquanto está crescendo, e muito provavelmente, ainda o fazem. Tenho quase vinte nove anos e ainda estou ouvindo. Minhas irmãs estão no bar, e obviamente estão paquerando o maravilhoso barman loiro. Ele é realmente lindo. Não quente exatamente, mas elegante. Eu o vi várias vezes, mas não sei o seu nome. Todos nós nos encontramos no The White Rabbit no sábado a noite para beber e


relaxar. Nik nos fez meninas VIPs permanentes. Temos nosso próprio camarote. Sorrio internamente e decido ser uma verdadeira cadela. Vou ter que acabar com a sua diversão. Ponho meu melhor sorriso sensual, caminho entre minhas irmãs e me inclino sobre o balcão do barman. — Oi — Inclino minha cabeça e olho seu rosto como se realmente estivesse vendo pela primeira vez. — Estou certa que você é novo. Me lembraria de você se o tivesse visto antes por aqui. Mordo ligeiramente a unha do meu dedo indicador, acentuando assim meus lábios carnudos. O barman fica olhando meus lábios, suspira e responde sem ar. — Oi — Limpa a garganta e tenta de novo. —Oi. De fato eu sim te conheço, Nat. Te vejo cada sábado pela noite com o grupo de Safira’s. Coloco a minha melhor cara de humilhada e me inclino mais perto, para que ele possa ver meu decote. — Sinto muito. Talvez eu devesse saber... — Stefan. Mas todo mundo me chama de Sheriff. — Pega a minha mão e a beija.


Eu pego a sua mão e beijo os pontos de seu dedo médio e muito rapidamente cubro com o meu lábio inferior. A boca de Stefan se abre ligeiramente e seu corpo fica tenso. Ele parece estar sofrendo. Sussurro: — Deixe-me compensá-lo em algum momento... Sheriff. — Então eu pisco para minhas irmãs e vou embora, as deixando irritadas. Rá, rá. Toma isso, putas! Minhas irmãs e eu temos uma relação de amor-ódio. Amamos nos odiar. Todas nós nos parecemos, temos as mesmas atitudes e somos todas de pavio curto. Mas amamos umas as outras até a morte, e se alguém machuca uma de minhas irmãs, terá que responder a mim. Ao meu punho. Em repetidas ocasiões. Caminho até o banheiro. Logo que entro, escuto alguém tentando vomitar. — Está tudo bem ai dentro? — grito. — Bem! Meu feijãozinho não gosta de dançar muito. Pobre Tina. Eu rio. — Ou isso, ou ele gosta de chamar a atenção. Tina ri e replica: —Justo como a sua tia Nat!


Solto a risada mais falsa que eu tenho, a qual soa como um cacarejar de um velho. Tina ri no lugar, mas rapidamente começa com a náusea novamente. A pobrezinha tem náuseas durante todo o dia. Recordo que ocorria o mesmo quando ela estava grávida de Mia, a filha de Tina que faleceu faz alguns anos. — Quer que eu te traga uma limonada? — perguntei. Geme e responde com voz rouca. —Sim, por favor, querida. Antes de ir, olho o meu reflexo no espelho. Amo meu cabelo. É comprido e ligeiramente ondulado. Costumava ser de profundo magenta/ violeta, mas recentemente eles estão vermelho intenso. Com meus lábios vermelhos combinando, olhos verdes e um corpo curvilíneo, poderia facilmente ser confundida com Jessica Rabbit. E me encanta fazer o papel de sedutora. Saio do banheiro e viro a cabeça para o bar onde estão as minhas miseráveis irmãs. Chego perto, e ambas me olham. — Que merda foi isso, cadela? — Cospe minha irmã mais velha, Nina. — Sim, ele foi todo pegajoso com você, e agora não vai voltar aqui, idiota! — zomba minha irmã mais nova, Helena. Ah, sente o amor.


Quando uma pessoa nos olha todas juntas, podem dizer claramente que somos irmãs. Tem um ano de diferença entre cada uma. A única diferença entre nós são os cabelos, o de Nina é tingido de loiro, e o cabelo de Helena está tingido de preto. Nina é cabelereira e tem seu próprio salão em Cali. Odeio ter que pagar para um salão em Nova York quando minha irmã é cabelereira. Helena ainda está estudando. Quer ser fisioterapeuta. — Para trás, putas. Estava totalmente claro o que estavam fazendo. Impedi que seguissem fazendo o ridículo. — Digo por um lado de minha boca Qualquer um que nos olhasse veria as três irmãs sorrindo e tendo uma conversa agradável. Não poderiam adivinhar o que realmente estávamos dizendo umas para as outras. Cada má palavra e insulto se pronunciam com o melhor dos afetos, eu prometo. Nina sorri e coloca um braço ao redor dos meus ombros. —Ele estava caído por mim. Retire-se, bruxa. Helena finge rir e empurra ligeiramente Nina — Oh, por favor, não por você, Nina. Ele não quer uma mulher com bigode. Todas nos rimos e nos abraçamos. Realmente fazíamos bem o papel de nos amarmos. Só temos uma maneira estranha de expressá-los.


Brinco: — Talvez pudessemos fazer uma cena. Já sabe, se quer uma de nós, tem que levar a todas as três. Helena zomba. — Com certeza. Podemos convidar papai e mamãe para assistir. Todas nós paramos e nos olhamos com assombro. Ao mesmo tempo, franzimos nossos rostos e murmuramos: — Ewww. Stefan passa ao nosso lado por trás do balcão, e eu o grito: — Sheriff, preciso de limonada. Imediatamente. A noiva está vomitando de novo. — Para de repente, se vira, e a limonada aparece na minha frente como mágica. Pego o copo e beijo as bochechas de minhas irmãs e volto para o banheiro. Passo a limonada sobre a porta, e Tia festeja. — Hull! Não sinto mais ânsia. Eu rio e pergunto: — Você quer eu fique com você, querida? Ela nega firmemente.


— Não! Nada é pior do que escutar alguém vomitar. Na realidade, sim existe. Cheirar o vômito de outra pessoa. Credo. — Está bem, mas estou com o meu telefone se precisar de mim. Enquanto eu saio pela porta do banheiro, alguém me agarra por trás. Com força. Desequilibro-me e quase caio, mas braços fortes se envolvem ao redor da minha cintura e me seguram firmemente. Minha cabeça balança e de repente me sinto tonta. Fecho os olhos e respiro profundamente. Oh, maldito seja. Conheço esse cheiro. Fantasio com esse cheiro. Meus olhos voltam a abrir, e eu olho sobre o rato bastardo. Ghost me olha com que parece preocupação em seus olhos. — Está bem, menina bonita? Odeio que eu goste da maneira que ele me chama. Ainda aturdida, estupidamente rosno: — Cheira bem. Uma rodada de aplausos, por favor. Bravo.


Minhas costas estão pressionadas contra o seu estômago e seu peito. Ele não é tão musculoso como Nik. Ghost é mais esbelto, ainda que quase tão alto e robusto. Tem o corpo magro, musculoso de um nadador, ainda que seus braços sejam mais fortes e maiores. A sensação de seu tanquinho contra a minhas costas faz minha vagina dançar. Seu desalinhado cabelo loiro cai sobre seu rosto perfeitamente estilizado, ainda que ele passe a sua mão a cada cinco minutos. Está escandalosamente lindo com smoking. E seus cálidos olhos marrons brilham. Ele responde com voz rouca e suave. — Ah sim? — Se inclina para baixo e enterra seu nariz no meu cabelo. E me cheira. — Bom, tenho que dizer que você também cheira bem. Muito bem, menina bonita. Rapidamente me endireito e cuspo: — Deus, por que você é tão idiota? — Antes que ele possa responder, eu saio. Isso está um pouco fora de lugar. Cala-te cérebro.

***


A noite cai lentamente. As pessoas estão indo embora, são quase duas da manhã. Estou sentada no bar, falando e flertando com Sheriff, que estava mais relaxado. É fácil falar com ele, é divertido e atrativo. Reflito por que nunca me dei conta disso antes. Então eu o olho atentamente. Ele é loiro, olhos marrons, alto e musculoso. Ghost. Se parece com Ghost. É por isso. Mas não quero uma imitação de Ghost. Eu tive o real, e sei quanto é bom. Não vou fingir isso. Stefan se aproxima e pega minha mão. Diz: —Eu sinto Nat. Tenho que limpar. Foi maravilhoso conversar com você. Espero que possamos conversar novamente esse sábado. Ele beija a minha mão, e eu sorrio suavemente. — Eu também. E não seja um estranho, Sheriff — respondo. Estou a ponto de levantar quando um braço se curva ao redor da minha cintura. Olho para cima e vejo Ghost franzindo o cenho. Sua faixa está desfeita e está solta ao redor do seu quadril.


Tão quente. Ele ordena: — Dança, agora! Aperta minha cintura e me arrasta pra pista de dança. Somos os únicos que seguimos aqui. Pega minhas mãos, as colocas ao redor de sua cintura e dá um passo mais perto de mim. Me segura contra, pressionando sua mão contra a minhas costas, enquanto a outra está na parte baixa, quase sobre minha bunda. Rodeando-me totalmente. Não estou segura que isso esteja bem. Assim reajo da única forma que sei. Com ira. Pisco e logo assobio: — O que se passa com você? Ele pisca. Seu rosto se enruga e seus olhos piscando, antes que ele assobie a resposta. — Comigo? Que merda está mal contigo? Eita! Não gosto quando Ghost está zangado comigo. O que eu fiz agora?


— Nada está mal comigo. Eu estou muito bem. — Rodo meus olhos e suspiro. — Vamos fazer isso todo o tempo? Ghost para de balançar e diz bruscamente: — Não quero fazer isso o tempo todo, Nat. Você quer. Desde que nós... Você tem sido uma cadela dez vezes mais do que normalmente é. O que você não sabe é que... — se inclina para baixo e sussurra... — Isso me prova algo. Faz-me querer tranquilizar o tigre dentro de você. Faz-me querer dobrar você sobre outra mesa e fodê-la até a sua submissão. Porque é isso que funciona com você. — Seus lábios acariciam minha orelha — De um tigre e um gatinho malhado. E eu gosto desse seu lado. Eu gosto de todos os seus lados, menina bonita. Pensa que está me afastando com essa atitude de cadela? Não, tudo que está fazendo é me colocando duro. Eu me encosto nele, olho os seus olhos e grunho: — Acredito que deveríamos evitar um ao outro. Ele sacode a cabeça lentamente e sorri. — Acredito que deveríamos foder de novo. Essa noite. Meu estômago sacudiu e meu centro ficou molhado só de pensar na possibilidade de ter Ghost de novo. Saia das suas malditas garras, estúpida! Baixo minha cabeça e nego. Sussurro:


— Não. Isso foi um erro. Nunca vai voltar a acontecer. Tenho que ir. Por favor, solte-me, Ghost. Ghost fica rígido e responde tranquilamente. — Se é isso o que quer menina bonita. Olho em seus olhos e apesar de tudo, não parece chateado. Vê-se ferido e resignado. Não o sinto. Meu coração se aperta e eu peço: — Por favor, Ghost. Não somos bom um com o outro. Precisamos começar a nos evitar. Sua testa de enrruga enquanto inclina a cabeça. Baixa os braços e se afasta. Ghost vai embora me deixando sozinha e amarga. Por que fiz isso? Porque se apaixonou por um homem quebrado que finalmente te deseja, sem se importar. Oh sim. Obrigada, cérebro.


CAPÍTULO UM

MEUS VIZINHOS Sete meses depois tarde…

Tatiana tirou de mim um fio de cabelo com força. Ouch! Fecho os olhos pela dor, aperto minhas mãos, e em voz baixa eu a reprendo. — Ei pêssego, e isso o que é Teta Nat. Vai ter que crescer um pouco mais se quiser ter um pouco do seu próprio cabelo. — Teta significa tia em croata. Tina insiste que utilizemos Teta em vez de tia. Ela me dá um sorriso desdentado e salta dos meus braços. Não posso evitar sorrir de volta. Ela é demasiadamente linda. Tatiana tem três meses de idade. Todos nós estivemos presente em seu nascimento. Realmente não pudemos ficar longe... Se um de nós chama o outro, começa a cadeia telefônica para alertar os demais.


Tatiana se parece com Tina quando era bebê; gordinha e linda como o inferno, com o cabelo escuro. A única diferença entre minha doce criança são os olhos âmbar de Nik em vez dos olhos verdes de Tina. Tina se alegra disso. Ela ama a cor dos olhos de Nik. Caminho até o estoque e chamo antes de entrar. Tina está sentada na mesa fazendo a contabilidade. Sorri quando nos vê entrar e arrulha para sua filha. — Olá, minha preciosa menina. Você está dando trabalho à tia Nat? Está comendo o seu cabelo outra vez? Minha pequena. Ela toma Tatiana de meus braços e a coloca contra a sua cadeira. A cara sorridente de Tina desparece quando me olha. Me pergunta: —Está tudo bem? Não. Meu coração dói cada vez que estou perto de Tatiana. Nunca poderei ter filhos. Olhar Tina com Tats me provoca tanta dor como felicidade. O ano passado, em uma consulta médica de rotina, me diagnosticou com a Síndrome do ovário policístico. Tenho vários cistos nos ovários e no útero. Uns oitenta cistos em cada ovário. Isso é muito.


O doutor me aconselhou a me preparar para o fato de nunca poder ter filhos. Meus ovários e meu útero têm muitas cicatrizes e danos para que eu seja capaz de conceber. Forço um grande sorriso e respondo: — Claro. Só estou um pouco nervosa pela mudança, isso é tudo. Tina sorri. — Nem sequer se preocupe com a mudança. Eu disse para as meninas te ajudarem. Os meninos se ofereceram, mas eu disse que é uma coisa só de meninas. Sorrindo, suspiro. —O que eu faria sem você? Ela enruga o nariz e inclina a cabeça para cima. —Teria que comprar cupcakes. — Pisca e continua. — Isso é tudo. —Nós rimos. Os cupcakes de Tina são uma bomba. Na realidade, tudo o que Tina cozinha está fora desse mundo. Tina é a proprietária da Safira’s Boutique. Safira’s é uma loja de roupa, mas também vendemos acessórios e lingerie. Mimi, Lola e eu trabalhamos com Tina. Justo no outro lado da rua está The White


Rabbit, que é onde trabalham os meninos. Estamos bastante perto, o que faz evitar Ghost não ser fácil. Durante sete meses, eu consegui ficar longe dele. Nem sequer havíamos nos cumprimentado durante esse tempo. É uma loucura que fez menos seus comentários menos agravantes e como ele me chamava de menina bonita. O que é uma loucura é que naturalmente, eu queria o cara mal. Mas não é assim sempre? Todas as mulheres querem um homem que só seja bom com ela. Todas querem domar a besta selvagem. E Ghost é também selvagem como um homem pode ser. É imprevisível, mal-humorado e impassível. É como um animal. Nunca o ouvi rir. O Ghost de minhas fantasias é carinhoso, dominante e divertido. Mas esse Ghost não existe. Só está na minha cabeça. Minhas recordações da noite em que Ghost e eu fizemos sexo são tão claras como a luz do dia. Elas me perseguem. Cada maldita noite. Meu ventre se aperta e me molho cada vez que penso nele. Tina me devolve para a realidade com um divertido:


— Olá? Há alguém ai? — Ela agita a mão diante do meu rosto. Meu rosto forma uma careta e ergo ligeiramente a sobrancelha. Ela ria como uma tonta e me faz sorrir. Minha amiga é uma boba, mas é tão adorável que só faz dela ainda mais linda. Nós fazemos rir uma da outra o tempo todo. É à base da nossa amizade. Suspiro e digo: — Por favor, diz que está assado. Seu rosto cai imediatamente e eu sei que ela não fez. Tina leva o coração na mão. Eu amo isso. — Oh, querida, prometo que eu farei em breve. Mas é que com Tatiana e as tarefas de casa, e Ceece, tem sido uma loucura! — Parece que está entrando em pânico. Rio e a tranquilizo. — Querida, só estava brincando! Não é um dia de emergência de cupcakes. Ela fica em silêncio e promete: — Amanhã. Cupcakes. Tic, tac! Tic, tac! Olho para o relógio de parede. 15h34. Em poucas horas eu estarei mudando para a minha nova casa.


Perverso.

***

O caminhão de mudanças chegou, e todas nós estamos trabalhando para colocar as caixas dentro do meu novo apartamento. O preço era uma pouco mais alto do que o orçamento que tinha pensado, mas a segurança nesse lugar é incrível! Há um código de acesso para entrar pela porta principal e um código diferente para usar o elevador. Cada apartamento dispõe de um sistema de segurança, e as instalações são monitoradas. Estava feliz de pagar cinquenta a mais por mês no aluguel para me sentir segura em minha pequena casa. Os homens da mudança ajudaram a colocar meus móveis dentro como haviam prometido. Uma vez que todas as coisas pesadas estavam no interior, as meninas e eu tomamos um folego. Lola, Mimi e Tina estão abrindo caixas e colocado dentro e fora dos quartos. Está e a razão de precisar das garotas para desempacotar o apartamento de uma menina. Todas sabem aonde devem ir as coisas! Com quatro de nós, só levou duas horas, e estou extasiada quando terminamos. Lola desaparece por um minuto e volta com um pouco de champanhe. Não um barato, mas sim um Don Perignon.


Seiscentos dólares em um champanhe. Estou emocionada! Isso tem que ser graças a Nik. Deus adoro esse homem. Olho Tina e sorrio. — Adoro seu marido. — Tina sorri e encolhe os ombros. Mimi abre a garrafa e todas nós gritamos de alegria. Ela serve uma taça para nós, e todas bebemos com entusiasmo, exceto Tina que só toma um pequeno gole porque ela ainda está dando o peito para a Tats. Olho para Tina e sorrio. Depois de beber, nós nos abraçamos e beijamos. Eu as agradeci pela ajuda e me despeço delas. Fecho a porta e inclino minha cabeça nela. Enfim sozinha. Amo minhas amigas, mas também amo meu tempo sozinha. Volto as minhas costas para a porta, e dou uma olhada para o meu apartamento recentemente equipado e sorrio

.

Está incrível! Eu não coloquei um monte de coisas novas, mas eu tinha mesclado com as coisas novas que comprei e isso fez com que o apartamento tivesse um aspecto elegante e chique. Tina me deu seu sofá velho, que é tão malditamente confortável que não posso me arriscar de sentar antes de sair, ou esquecerei as demais coisas e terminarei dormindo em frente a


TV. Também me deu algumas partes e peças de nossa velha casa, porque Nik tinha sua casa completamente mobiliada. O apartamento não é grande, mas é aberto com um só dormitório e um banheiro separados. Eu amo. A cozinha foi remodelada faz um ano. Tem uma mesa de café da manhã de mármore e armário novo de madeira para os pratos e as panelas. A pia é o dobro de largura do normal e as torneiras são brilhantes. A sala é um pouco pequena para minha televisão de 60 polegadas que os homens que fizeram a mudança amavelmente me ajudaram a colocar na parede. Eu amo ver televisão. Nada me faz mais feliz do que deitar no sofá e ver um filme. Tudo bem, me chamem de antissocial. Não me interpretem mal, eu amo sair. Nos fins de semana. Se eu tenho que trabalhar no dia seguinte (o que eu faço quase todos os dias), não há forma de eu levantar minha bunda da cama cedo. Tina me chama de zumbi. Minha amiga se equivoca. Uma vez que estou dormindo, e as luzes se apagam não ouço e não vejo nada depois disso. Se uma pessoa me sacode para me acordar, isso me revolta. Literalmente. Sempre quando há alguém o suficiente estúpido para me acordar. Suspiro e me afasto da porta. Caminho para o banheiro que também foi recentemente reformado e está impecável, e ligo chuveiro. Tiro a


roupa, entro e deixo que a água quente lave qualquer negatividade de mim. Serenidade agora. Esfrego-me até que minha pele está em carne viva. Fecho a água, saio e envolvo o meu cabelo em uma toalha. Passo hidrante no meu rosto, e caminho nua até o meu quarto, onde coloco calcinhas de seda e depois o meu pijama, e estou pronta para ver televisão. Meu pijama é confortável. É bastante puído, mas a comodidade prevalece sobre tudo quando não tenho nenhum relacionamento. Minha camiseta preta chega até o umbigo, minhas calças roxas são da Minnie Mouse para completar o conjunto. Mas minhas calcinhas são sempre de seda e sexys. Eu gosto de surpreender a mim mesma quando se trata de roupa de baixo. Inclusive se ninguém vai vê-la, mas faz sentir sexy. Eu penteio meu cabelo, retiro sorvete de morango com queijo do congelador, e pego uma colher e caio no sofá com um plof. Ligo a televisão e me emociono quando encontro um filme adolescente dos anos oitenta. Bingo! Eu amo os filmes antigos de adolescente dos anos oitenta! Tanta angústia e amargura. Tão como eu!


Ser adolescente foi impressionante. Sem problemas, a única preocupação que tinha é o quanto devastadora poderia ser a semana. A escola. As últimas tendências. As espinhas. Os hormônios. Sabe o que eu penso? Ser um adolescente é uma porcaria. Estou perdida no filme quando escuto um forte golpe seguido de uma risada feminina. Pisco e logo sorrio. Meus vizinhos estão tendo sorte essa noite. Bom para ele. Passam dez minutos e outro forte golpe soa na parede detrás da televisão. Meu televisor se sacode e de repente estou preocupada que minha televisão de dois mil dólares caia da parede e fique em pedaços. Outro golpe, depois de novo seguido de um comprimido gemido feminino. Oh, merda. Sério? Deixe-os, só estão tendo um pouco de diversão. E arruinando meu maldito filme. Outros cinco minutos golpeando a parede e eu já tenho o suficiente. Desligo a televisão e vou para a cama. Arrasto-me e deixo escapar um suspiro de felicidade.


Adoro tanto dormir! Cubro-me até o queixo e solto uma profunda respiração. Ao exalar, eu ouço o grito afogado de uma mulher “Oh Deus! Sim! Sim! Simmmm” então silêncio. Bom, isso foi divertido. Ao menos alguém estava conseguindo algo. Touché, cérebro. Afundo-me em minha cama e durmo.

***

—Oh, Deus. Sim! Sim, baby! Sim! Que merda? Meus olhos se abrem e imediatamente sei que algo está mal. Ainda está escuro. Assim, por que estou acordada? Olho para o despertador digital que marca 00h37... — Mais forte baby! Sim! Oh Deus! Sim— a maldita mulher gritona está de volta.


Estúpidos vizinhos. Aperto a almofada sobre minha cabeça e gemo. —Oh, sim! Foda-me! Mais profundo! Oh, só colocar uma maldita bala em minha cabeça, você quer? — Sim! Sim! Siiiiimm! — Então silêncio. Escuto por um momento, mas não ouço nada, assim me aconchego em meu travesseiro e volto a dormir.

***

—Oh, Deus! Baby, assim! Sim! Oh meu Deus! Sim! Tem que está fodidamente brincando. Olho o relógio digital que marca 01h45. Meu sangue ferve. Foder meu sono uma vez essa noite é o suficientemente ruim, mas duas vezes? Passo a mão no meu rosto. Oh, querido Deus, dai-me força!


Uso até a última gota da minha força de vontade para sair da cama e meter algum sentindo neles. — Por favor, baby! Sim! Sim! Deus, sim! Está é uma mulher egoísta. Teve ao menos três orgasmos está noite. Deixa algo para nós, mulher. — Baby, por favor! Sim! Sim! Siimmm! Logo, o silêncio. Graças a Deus! Aconchego-me mais em minha cama e suspiro. Justo quando estou a ponto de cair no sono, começa de novo. THUMP-THUMP-THUMP. Meus olhos piscam com raiva. Não podem estar falando sério! THUMP-THUMP-THUMP. Quem é esse homem? Um fodido ciborg? Começo a solução em silêncio contra o meu travesseiro. Adoro dormir tanto que vou chorar pela perda do mesmo. Então eu olho para o teto e silêncio.


Meus olhos tem espasmo de raiva. Olho o relógio digital 02h57. Estou fazendo isso por horas. Alternando entre chorar, amaldiçoar e rezar. Nada ajuda. Cerro os dentes. Meus vizinhos sugam tudo. Eu decidi que os odeio. Nunca vou enviar-lhes um cartão de Natal. Nunca. — Oh, Deus! Baby, sim! Mais forte, baby! Oh! Oh! Oh! Meus olhos têm espasmos de novo. Eu estou olhando no teto por anos. Meus olhos estão irritados. Não posso dormir com estas condições. Chama a polícia. Não, demoram muito! Tenho que dormir agora! —Sim! Babyyyyyyy! Siiiiiiiiiiiiimmmmmmmm! Isso é tudo! Acabou! Saio das cobertas, caminho até o banheiro e faço um coque bagunçado no alto da minha cabeça. Sou como um tornado saindo do meu apartamento e caminho pelo corredor. Bato na porta dos meus


vizinhos e espero. O trinco trava, a porta se abre e eu vejo uma pequena mulher muito bonita de pé diante de mim vestida somente com uma camisa de homem. É loira, com olhos azuis e esbelta. Dá-me um sorriso de boas vindas. Franzo a testa e digo: — Sinto atrapalhar a sua festa, mas são maldita três da manhã e eu tenho que trabalhar daqui a pouco. Parece pesarosa e justo quando abre sua boca para falar ouço do corredor a voz rouca de um homem. — Eu sinto muito, senhora. — As luzes estavam apagadas então não posso ver corretamente porque sua cabeça está inclinada, concentrandose nos botões da camisa que esta abotoando enquanto caminha até a porta. E continua: — Não acontecerá novamente. Então levanta sua cabeça. Meu estômago embrulha. Me encolho e congelo. Meu coração se aperta e eu sussurro: —Ghost? Ghost parece atônito. Com sua voz estrangulada diz:


— Nat, o que faz aqui? Olho para baixo e contesto silenciosamente. —Eu... Ah... Moro ao lado. — Limpo a garganta e franzo meu famoso cenho. — Não faça tanto barulho, por favor. Tenho que trabalhar pela manhã. Eu viro para ir embora. Ghost me detém colocando uma mão em meu braço e com uma súplica diz: —Nat, espera. Tiro o meu braço bruscamente saindo do seu aperto e assobio: —Estou cansada e não quero falar com você, maldito seja. — Sussurro com voz rouca. — Só quero meu maldito sono. Assim, pelo amor de Deus, por favor, foda ela silenciosamente. Viro-me nos meus calcanhares e me apresso para voltar ao meu apartamento. Bom, isso foi divertido. Uma vez que fecho a porta, coloco a mão em meu peito, respiro profundamente e inspiro lentamente.


Bem, ver Ghost com outra mulher foi algo. Doeu mais do que eu quero admitir. Há uma dor perfurando o meu peito. Eu esfrego suavemente o peito. Estou a ponto de afastar de minha porta quando ouço Ghost dizer com a voz afogada: — Tasha, você precisa ir. Meus olhos se abrem e eu coloco os dedos na parede. Pressiono meu ouvido contra a parede e escuto a mulher contestar: — Claro amor. Eu sinto por isso. Eu fiquei um pouco ruidosa. De todos os modos quem era ela? Ghost responde: — Nada. Isso dói maldito seja. Minha garganta fecha, meus olhos se umedecem e me afasto da parede. Vou para o meu quarto, me arrasto até a cama e coloco a manta sobre a minha cabeça. Então faço algo que nunca voltarei a fazer por um homem. Choro.


GHOST

Vejo Tasha sair do apartamento, me apoio contra a porta e penso. O que acaba de acontecer? Tasha e eu estávamos fodendo, muito ruidosamente. Mas estávamos tendo um bom momento. Então saíndo de alguma parte aparece minha fantasia. Em meu apartamento. Enquanto estou fodendo outra mulher. Sim, isso não está bem. Meu peito dói. O que isso importa? Será que ela se importa? Sim, estou seguro que não. Ainda que, quando se deu conta de que era eu,ela pareceu ferida. Não. Nat não sente. Jamais. Sim. Isso é fato. Nunca antes conheci uma mulher como ela. Uma total cadela. Maldição, ainda que seja muito atraente. Não é a verdade?


Mesmo usando um ridículo pijama de rato e sapatilhas, ela estava quente, tirando Tasha em seguida da minha cabeça. Não usava maquiagem e seu cabelo vermelho estava preso num coque de aspecto estúpido no alto da sua cabeça, usando uma camiseta minúscula sem sutiã. Quente. Não sei por que senti a necessidade de explicar que Tasha e eu só estavamos fodendo. Não tenho relações. Isso requer que as pessoas eventualmente vivam juntas e durmam na mesma cama. E isso eu não posso fazer. Tenho pesadelos extremos. Bem, tecnicamente, são recordações. Recordações do meu pai, minha mãe, da minha infância, de dor e dano. Tudo o quese aplicava a crescer na minha casa. Desde que morei com a família de Nik e Max, sabia que algo estava mal. Olhavam-me com compaixão desde quando cheguei. Nunca me acordavam dos meus pesadelos. Só uma noite quando a mãe de Nik, Cecília, me abraçou durante um pesadelo e eu a ataquei, nunca havia me dado conta do que era capaz quando estava sonhando. Bati em Cecília na cara. Estava tão preocupado que o pai de Nik me devolvesse que, de fato eu chorei. Não podia voltar para casa. O pai de Nik, Ilia, era mais um pai para mim do que o meu próprio. Era um homem amável, desde que cruzou o meu caminho.


Planejei matar o meu pai. Ilia me disse que se estava certo disso, ele faria por mim. Ilia era parte de uma gangue russa chamada Chaos. Reclamou-me como seu, tanto quanto Nik foi recrutado depois que Ilia morreu, Max e eu nos juntamos a eles. Senti que devia isso a ele. Nunca soube o que era ter uma família até que Nik me ofereceu sua amizade. Nunca havia tido um amigo antes. Ele me dava respaldo mesmo antes de me conhecer. Na escola secundária, se metiam comigo pela roupa velha e suja. Nik se aproximou de mim um dia enquanto se metiam comigo e ele me perguntou se precisa de uma mão. Nunca saberá que esse gesto significou para mim. Depois disso quase bati nele e me surpreendi que ele deixasse. Todos queriam ser amigos de Nik na escola secundária, mas ele era seletivo. Depois de que conheci o seu pai, soube por quê. Nik só oferecia a sua amizade a pessoa com o qual poderia ser verdadeiro. Então Ilia sugeriu que dormisse em sua casa sempre que me sentisse inseguro na minha. Isso era sempre. Assim que, basicamente vim um dia e nunca mais fui embora. Até tinha o meu próprio quarto. Cecilia, a quem chamo de mãe, saiu no dia seguinte e me comprou um armário cheio de roupas e três pares de sapatos. Não sabia que as pessoas poderiam ter três pares de sapatos. Tinha só um par e estavam se desfazendo. Depois desse dia, Nik começou a me apresentar como seu irmão. Eu realmente considero Nik e Max como meus irmãos.


Um dia na aula de ginástica, Nik conseguiu ver minhas cicatrizes e contusões. Perguntou-me sobre elas mais não respondi. Não fui a sua casa durante uma semana. Quando finalmente voltei, mamãe chorou de alívio. Nunca havia tido alguém que se preocupasse comigo. Disse-me que estava me castigando para que nunca a assustasse assim outra vez. Eu rio sempre que eu recordo. Tomei meu castigo sem dizer uma palavra. As lágrimas de amor de mamãe valiam uma semana de tarefas. Mamãe gosta de Nat. Disse-me que me movia em círculos e precisava convidá-la para sair. Sim. Muito francamente, prefiro que umas formigas de fogo me mordam as bolas. No entanto a megera é minha nova vizinha. Beije-me a bunda Sorri com satisfação. Ao menos a visão será agradável.


CAPÍTULO DOIS

AMIZADE COM UM FANTASMA2

Consegui chegar ao trabalho depois das nove. Manter-me acordada a maior parte da noite não me ajudou. Ouvi meu alarme, mas meu corpo atuava por sua própria vontade e me pressionou a cabeça, Quatro vezes. Tirei minha bunda da cama e nem sequer me lembrei de tomar banho. De alguma maneira, em meu estado de coma eu consegui colocar uma roupa decente e fui para o trabalho. Entro pela porta e Mimi olha para o relógio. Seus olhos arregalam e ela fala: — Wow. Você parece uma merda. Eu mostro o meu dedo do meio e ela ri. Chego perto e grito: —Reunião! Tina e Lola se aproximam de nós na mesa e olhando um pouco cautelosa. 2

Ghost é fantasma em inglês.


Oh, meninas. Vocês não têm nem ideia. Tina diz em voz baixa: —Oh, querida! Você se sente mal? Você está bem? Respondo: — Não. Não estou bem. Nem um pouco. Lola parece preocupada, coloca uma mão em meu ombro e pergunta:··. —O que é Nat? Fico com água na boca quando vejo os cupcakes de chocolate com manteiga de amendoim de Tina atrás da vitrine. Pego um, desembrulho e coloco um inteiro na minha boca. Fecho os olhos em êxtase e gemo. Minha boca está cheia assim minha resposta é um pouco confusa. — Tive uma briga com o meu vizinho a noite. Mimi sorri. — Você está em apuros. Querida, você tem que esperar ao menos algumas semanas para isso. Tina pergunta: — Que tipo de briga?


Os olhos de Lola se arregalam e ela sussurra em voz alta. — Oh, não. — Então adivinha. — Sexo ruidoso? Engulo o cupcake, disparo com pistolas imaginárias em Lola e digo: — Bingo! Tina simpatiza. — Oh, querida. Você ama dormir. Isso é uma merda. Eu zombo e passo a minha mão no meu rosto. — Vocês não têm nem ideia, meninas. Três malditas vezes. Estive acordada até as 03H00 da manhã antes de decidir ir lá. Então uma pequena e bonita mulher abre a porta e aparece bastante agradável. Justo quando estava a ponto de me pedir desculpas, seu homem aparece. Lola faz uma careta. — Imbécil. Ele é um imbécil, certo? Baixo o meu rosto e rio através da minha resposta. —Você não sabe quanta razão você tem. Mas nós conhecemos este imbécil. O rosto de Mimi se enruga pela confusão enquanto pergunta: — Quem?


—Sim, quem? — pergunta Tina. Dou um passo para trás, coloco minhas mãos para o lado e limpo a garganta. — Meu novo vizinho é o Ghost. As três mulheres suspiram alto e Lola cobre a sua boca com as mãos. Concordo com a cabeça lentamente. Oh, sim. Isso aconteceu senhoras. Tina balbucia: — O que... Eu... Ele... Como? Mimi não consegue se controlar, ela ri. Os lábios de Lola se contorcem. Eu estreito meus olhos e me pergunto por que eu sou amiga dessas meninas. Tina e Nik me apresentaram a Ghost e nós tivemos um ―momento‖ porque nos escutaram por casualidade na sala de conferência na noite que fizemos. Só contei para Mimi e Lola um dia no trabalho quando me perguntaram por que Ghost e eu nunca nos falávamos. Às vezes, me dizem que eu posso ser brutalmente honesta. Mas não posso mudar quem eu sou. Lola se endireita e diz em voz baixa: — Isso é uma merda, baby.


Mimi ri. — Sim. Isso é uma merda. Eu sinto. Eu franzo o cenho para Mimi. — Não soa como arrependida, bruxa. — Ela ri mais forte e eu luto para não sorrir. Mimi me trata igual as minhas irmãs. Isso é genial porque eu gosto, e Mimi me faz sentir como em casa. Tina me envolve em um abraço e sussurra. — Oh, querida. Eu sinto. Isso deve ser difícil para você. Minto. — Não. Não é. Mas seria genial se não tivesse que ver ele nunca. Evitá-lo é o melhor. O rosto de Mimi volta a ficar sério e pergunta em voz baixa: —Por que você precisa evitá-lo se você está bem com isso? As meninas me olham por uns bons trinta segundos antes que eu responda em voz baixa: — Ele disse que eu não era nada. Mimi franze o cenho, Lola suspira e Tina balança a cabeça lentamente. Digo em um sussurro:


—Me doeu. Muito. Eu talvez tenha chorado. Tina levanta seu rosto e pisca, —Mas você nunca chora. Respondo exasperadamente: —Eu sei. Satisfeita?! Culpo a falta de sono. Mimi responde em voz baixa: — O que isso te preocupa. Lola concorda. Suspiro e passo uma mão em meu cabelo. —Não quero me importar! Deus, por que sempre passo por isso? Ghost precisa de alguém como Tina. Alguém que seja carinhosa, doce e delicada. E eu preciso de alguém como... Como... Nem mesmo sei com quem! A frustração me consome. — Por que não sai com alguém? Para esquecer ele? Minhas sobrancelhas se arqueiam. Essa não é uma má sugestão. Vou fazer. Coloco minha mão debaixo do meu queixo e sento.


O Pensador. Tina ri. — Nem todos os problemas se resolvem com um encontro. Mimi adiciona: — Mas não pode fazer mal tampouco. Ambos são bons pontos. Respondo: — Já passou muito tempo desde que eu tive um encontro. Acredito que é uma grande ideia. — Sorrio e pergunto: — O que faria sem vocês? Abraço em grupo! — Elas sorriem e se aproximam mais de mim. Eu as abraço e aperto forte. Amo minhas amigas.

***

Chega à noite de sábado e estou emocionada. Não posso esperar para chegar ao clube e encontrar um homem!


Tina era anfitriã dos preparativos antes de nós sairmos, o que consistia em todas nós nos produzindo e falando de qualquer coisa enquanto nos arrumávamos. Mas agora ela tinha Tatiana, e não podia fazer mais. Assim ofereci a minha casa. Ghost não estaria aqui. Sei que ele começa a trabalhar no clube as sete. Verifico o meu relógio. São quase nove. Perfeito! Mimi e Lola aparecem minutos depois que olhei em meu relógio e começamos a nos preparar. Encontraríamos com a Tina lá. Nós nos revezamos para usar o espelho do banheiro. Decido ganhar tempo e faço a maquiagem de Mimi para que possamos sair daqui o quanto antes. Mimi prende o cabelo de Lola e eu começo a me preparar deixando o meu cabelo solto e ondulado. Mimi usa um mini vestido preto com sapatos de salto alto. Seu cabelo loiro está solto e uma sombra escura esfumada em seus olhos. Parece sexy. Lola veste um jeans preto colado na bunda, uma camisa branca e sandálias de tiras. Seu comprido cabelo castanho está meio preso e sua maquiagem é mínima. Mas ainda está incrível. Agora que ela e Trick são como um casal, não se arruma para qualquer um, exceto para ele. Eu admito. É um pouco doce.


Eu coloco um vestido amarelo canário brilhante. Ele fica um pouco acima dos meus joelhos, tem mangas compridas e é justo. Abraça minhas curvas. Pensaria que pareço com um palhaço com vestido amarelo e o cabelo vermelho brilhante, mas, de alguma maneira, funciona. Não posso usar roupa intima por baixo desse vestido, porque fica marcando. Assim decido, por uma noite, ir sem nada. Sinto-me nua e asquerosa. Termino meu look com sapatos de tiras da cor amarelo claro. Minha maquiagem se consiste em um pouco de delineador nos olhos, uma grande quantidade de máscara de cílios e lápis de boca da cor rosa pálido. Meu cabelo cai em ondas nas minhas costas. Adoro meu vestido. Quando Tina viajou no inicio do ano, me enviou uma foto deste vestido e eu soube de imediato que eu teria que ter ele. Pedi e implorei para ela consegui-lo. Então exigi, digo pedi. Ela comprou dez, em uma semana de exibição, se venderam. Quando estamos prontas para irmos, entramos no táxi que chamamos e partimos. Toot Toot! Não posso esperar! Estou na espreita essa noite!


Suspeito que inconscientemente estou atraindo a atenção com o meu vestido. Mentalmente rezo para não parecer um Picasso abstrato. O táxi para na The White Rabbit e gritamos quando saímos. B-Rock, o enorme porteiro calvo afro americano, ri e balança a cabeça quando nos vê. Nós nos aproximamos e ele diz: — Eu reconheci essa loucura. Malditas sejam meninas, vocês estão bem essa noite. Deem a B- Rock um pouco de amor. Sorrimos. Fazemos isso cada final de semana. B-Rock gosta de atuar um pouco e nós o amamos tanto que seguimos a corrente. Parece um urso, mas é um gatinho. Ele é adorável. Todas nós nos revessamos para beijar sua bochecha e cabeça, e entramos no clube. Somos VIPS em The White Rabbit. Nunca pagamos por nada e temos o maior camarote da secção VIP. Este é o único lugar além do meu apartamento, onde eu posso deixar tudo para trás e relaxar depois de uma semana difícil. The White Rabbit é, de longe, o clube mais impressionante que eu já vi. O tema é Alice no país das maravilhas. O quanto genial é isso? Todas as garçonetes se vestem com um vestido curto como da Alice com meias brancas até a coxa e sapatos de salão brancos. Balançam longas perucas loiras e maquiagem dramaticamente pálida. Todo o clube


tem a mesma sensação de extravagância. Mas além de um clube normal com bebidas e boa música. Há dois andares. No piso térreo estão os camarotes em forma de U e mesas alinhadas, na área fora do bar está toda a parte de trás da sala e a pista de dança que é um pouco menor. A área VIP consiste em diferentes tamanhos de camarotes que são de couro macio e loucamente confortáveis. Sempre há fila para entrar e a pista de dança está sempre lotada. Posso dizer que Nik vai muito bem. Nós nos demos as mãos e fazemos o nosso caminho para as escadas da seção VIP. A Alice asiática de sempre nos recebe. — Olá, senhoritas, vamos passem. — Declinamos a sua oferta e mostramos o nosso camarote. Temos vindo aqui durante mais de um ano. Sabemos aonde ir. A maior parte das pessoas nos conhece pelo nosso nome. Cada vez que estou aqui me sinto como uma celebridade. É genial! Nós chegamos perto de nosso camarote, com capacidade para dez pessoas, e vejo Nik e Tina. Tina está sentada no colo de Nik e falam com seus rostos muito perto. Sorrindo como idiotas. Resisto à vontade de virar os olhos. A verdade é que eu estou muito feliz por eles.


Deixo-me cair ao lado deles com um enorme sorriso e finjo estar chateada. —Deus, não procuraram um quarto? Tina sorri, e se inclina e beija um lado da minha bochecha. Nik o outro lado. —Somos um sanduíche de Nat. Nik responde com um sorriso. — Se soubesse o pouco que eu na realidade tenho com a minha esposa agora que temos Tats, nem mesmo eu iria lá, irmã. Tina responde: — Triste, mas certo, querido. — Ela sorri. — Mas vale a pena. Sorrio e lhe digo: — Oh sim. Se ela é como a sua tia favorita Nat, vai ser impressionante. — Todos nos rimos. Eu sinto alguém se aproximar do meu lado, e um braço me rodeia os ombros, e eu sou atraída para o um corpo duro. Sorrio. Lábios tocam o meu ouvido. — Me lembrei do por que nunca fodemos?


Eu rio e logo me endireito antes de virar até Max e dar-lhe um tapa. Franzo o cenho, inclino a cabeça e levanto o meu olhar. Respondo: — Por que somos amigos? Max sorri e diz um resignado: — Oh, sim. Não consigo evitar rir. Max e eu brincamos todo o tempo. Ambos sabemos que nunca vamos ser mais do que amigos, mas é divertido e lindíssimo. Max e Nik se parecem. Nike é um pouco mais alto, mas ambos têm um tom de pele azeitonado, cabelo escuro, corpo musculoso, olhos cor de âmbar e grande sorriso branco. Trick também se parece com eles, por ser primo e tudo isso, mas é mais baixo e tem os olhos cor de avelã. Ridiculamente quente. Todos. Trick entra no camarote e Lola avança sobre ele. Ele ri e sussurra algo em seu ouvido. Ela pega sua mão e se afastam. Sorrio. É fácil adivinhar o que estarão fazendo em meio minuto. Odeio a mim por procurar Ghost. E justo quando me dou por vencida, eu o localizo no bar VIP com uma mulher bonita de cabelo escuro. Meu peito dói. Eu o esfrego distraidamente.


Levanto-me e digo para os outros que vou ao bar do outro andar. Mime e Tina sorriem em cumplicidade. Oh, sim, meninas. A espreita. Enquanto me afasto, meu salto engata e eu tropeço. Estou caindo. Oh, merda! Braços me seguram ao redor da minha cintura e me sustentam com firmeza. A pessoa me ajuda a estabilizar e pergunta: —Está bem? Afasto o meu cabelo do meu rosto, e levanto o olhar e quase afogo com a minha língua. Diante de mim há um homem. Um homem, alto, corpulento e lindo. Tem olhos azuis e cabelo preto. Balbucio. — Ahhh... Eu... Est... Uh huh. — Ele sorri, Oh wow. Que sorriso. Ele amplia o sorriso e mostra os seus dentes brancos e perfeitos. Eu gosto de homem com bons dentes. Seus olhos se enrugam no canto. O sorriso transforma o seu rosto. Ele é lindíssimo. Não posso acreditar, mas eu fiquei corada. Ele sorri e me solta, e logo oferece a sua mão.


— Sou Cole De repente me sinto um pouco tímida. Coloco minha mão na sua e respondo em voz baixa. — Sou Nat. — Evito o seus olhos. Sem soltar a minha mão, ele baixa seu rosto sorridente para olhar o meu e pergunta: — Gostaria de tomar um drink comigo, Nat? Mordo meu lábio para deter o meu sorriso. Ele olha meu lábio inferior e deixa de sorrir. Libero rapidamente meu lábio e respondo com voz baixa. — Eu adoraria. Forma-se um sorriso em seu rosto enquanto se aproxima e segura minha mão quando caminhamos para escada juntos. Agora que não demorou muito!

****

— Assim, então trabalha na loja de roupa do outro lado da rua, tem vinte e oito anos, descendente de croatas e está solteira?


Bebo o meu cosmopolitan, assinto com a cabeça.

— Sim. Essa sou eu em poucas palavras. Cole sorri. — Bom, eu em poucas palavras poderia ser bem curto também. Tenho trinta e um anos, sou americano. Moro no centro da cidade. Sou personal treinee e estou solteiro também. Sem complicações. Justo o que eu preciso. Sorrio e levanto a minha bebida. — Por sermos muito solteiros. Ele sorri e bate o seu copo com o meu. Bebemos e eu noto uma mão sobre o meu braço. Ainda sorrindo, olho para cima para ver Ghost me olhando inexpressivamente. — Preciso falar com você. Eu olho com incredulidade por um momento antes de rosnar: — Agora? Agora mesmo?


Viro-me para olhar Cole e não estou segura do que aconteceu com o cara que estava sentado há um minuto. Seu sorriso amável desapareceu e em seu lugar há um olhar de cenho franzido. Suas sobrancelhas caíram, e ficou espantado. O aperto do seu copo é tão grande que temo que ele vá quebra-lo. A voz de Cole está totalmente tranquila enquanto pergunta: — Há algum problema aqui? Antes que Ghost tenha a oportunidade de falar, eu respondo. — Não. Ash é meu vizinho. Provavelmente só tem a minha correspondência de novo? — Olho a Ghost com meus olhos suplicantes. — Certo Ash? O rosto de Ghost se suaviza ligeiramente e olha nos meus olhos quando responde. —Sim. Claro. — Não soou convincente assim eu atuo um pouco. Coloco minha mão sobre o seu braço e sorrio. —Irei amanhã recolher. Diga oi para Tasha por mim. Assim que menciono Tasha, os olhos de Ghost se tornam duros e responde tranquilamente: — Sim, como quiser. Observo enquanto ele se afasta.


O que ele precisa falar aqui comigo? Cole interrompe meus pensamentos. —Assim, ele é seu vizinho? Eu olho e noto que ele está claramente confuso. Brinca com a sua bebida e me olha distraidamente através do copo. Sorrio e exagero na minha resposta. — Oh sim! Nós nos conhecemos desde algum tempo. De fato, que na outra noite tive que ir lá para dizer a ele e sua amiga que mantivessem os ruídos baixo. Capta o que eu me refiro? — Gemo e sorriu. Entendimento surge em seu rosto. Ri entre os dentes e esfrega a parte posterior do seu pescoço. —Oh, pensei que ele estava te paquerando. Não gostei disso. Quero dizer, que eu estava sentado aqui. — Ele parece tímido. —Não, não somos isso. Pega a minha mão e brinca com os meus dedos. — Bom, porque estava planejando para te pedir para sair. Sorrio, e logo mordo meu lábio. Limpo a garganta e aceito. —Bem, isso é bom, porque eu diria que sim. Cole faz reaparecer seu brilhante sorriso e está de acordo.


— Sim. Isso é bom **** Quando volto do clube para casa, estou sorrindo como uma idiota e me sinto tão leve que praticamente flutuo através da porta. Terminei ficando até um pouco mais tarde do que o normal. Vejo a hora no meu telefone. São às 03h17am. Céus! Tudo bem, um pouco mais tarde do que o normal! Mas Cole é tão maravilhoso! E eu vou ver ele de novo na segunda-feira à noite. Suspiro Sorrindo como uma completa idiota, eu tiro os sapatos e deixo cair a minha bolsa sobre o balcão. Caminho até meu quarto, eu tiro a roupa e entro no banho. Coloco meu pijama, e volto para o meu quarto e acendo a luz. E grito como uma doida. Ghost está deitado na minha cama com as suas mãos cruzadas atrás da cabeça. E o idiota está sorrindo, satisfeito. Ele me viu nua! Grito: — Você me viu nua!


Ele sorri mais, e morde a ponta da sua língua e assente. Deus, eu amo quando ele faz essa coisa com a língua. Meu sangue ferve. Eu escolho um sapato e jogo. Ele se esquiva e cai fora da cama. Eu começo a rir. Uma comprida e forte risada que faça com que lágrimas escorram pelo meu rosto. Abro olhos e encaro Ghost no chão esfregando a sua cabeça. Caminho por cima dele e ainda rindo, pergunto: — Está bem? Ele franze o cenho, mas sorri. — Sim! — Logo se levanta e diz: — Agora que você está na sua casa, podemos conversar. Que Ghost invadiu o meu apartamento não me preocupa. Ele fez isso com a Tina, como, um milhão de vezes. Ele é o figurão da segurança, assim acredito que ele sabe o suficiente sobre como desativar fechaduras e alarmes. Com um suspiro, eu me jogo na minha cama e falo: — É um pouco tarde, Ghost. Podemos conversar amanhã? Isso sai amortecido. Minha cama me chama.


— Não. Conversaremos agora. É importante. Olho para cima e Ghost está encostado perto de mim com seus braços atrás de sua cabeça, olhando para o teto. Seus braços estão perfeitamente deliciosos com o uniforme preto que ele colocou e eu interiormente lhe amaldiçoo. Exalo ruidosamente e cedo. —Tudo bem, o que acontece? Ele de repente parece nervoso e murmura: — Sobre Tasha... Eu o interrompo: — Não é o meu assunto. Próximo tema da discussão. Ghost assente e continua: —Acredito que você poderia repensar sobre nós estarmos nos evitando. Giro o meu corpo para que esteja de costa. — Por quê? Ghost vira para me olhar e declara firmemente: — Porque é egoísta de sua parte. Que merda?!


— O que? — Sussurro. Ele concorda e explica. —Durante sete meses todos nossos amigos têm estado divididos e eu não gosto disso. Moramos um ao lado da porta do outro, assim cresça e supere tudo o que fizemos para deixarmos de nos falar. A raiva se enrola em eu estômago. Grito: —Não sou egoísta. Ele assente com a cabeça. —Bom, tudo bem. Me mostra que não é. Vamos parar de evitar um ao outro. Perco a cabeça quanto ele diz isso. O que pode dar errado? Posso começar a sentir coisas por ele. Coisas pegajosas e repulsivas. Então você não dorme com ele de novo, estúpida. Quais são suas intenções? Limpo minha garganta e pergunto: — Quais as suas intenções, Ghost?


Ele vira para me olhar o rosto e parece inquieto. Franze o cenho e responde: —Não sei. Sermos amigos ou alguma merda. — Termina com um pequeno encolher de ombros. Amiga de Ghost. Amizade. Não posso fazer amizade. Depois de um minuto de silêncio, respondo tranquilamente. —Sim, está bem. Podemos ser amigos. Ghost pisca e sai da minha cama. Apaga a luz, me cobre com cobertor e sussurra: —Boa noite, Nat. Sorrio. —Boa noite, Ghost. — Tudo está bem no mundo.


CAPÍTULO TRÊS

NÃO ADIANTA CHORAR O SOBRE O LEITE DERRAMADO.

Thump Meus olhos se abrem com barulhos de pratos e fico rígida. Thump Cubro-me com a minha coberta até o queixo e escuto. Há alguém em minha cozinha! No entanto, ninguém tem a chave desse lugar, assim chego à conclusão que estão me roubando. Pego o meu telefone e lentamente me sento na ponta da cama, com cuidado para não fazer barulho. Disco 911 em meu telefone e aperto o botão verde da chamada. Nota mental: comprar um taco. Espio o corredor e vejo o corpo de um homem ao lado do meu refrigerador. Por sorte, a porta está meio fechada, assim ele não pode me ver. Ando tão silenciosamente quanto posso até o final do corredor, entro na cozinha e fecho a porta do refrigerador com o ombro tão forte como posso. Esmago o homem que faz o um som de Oomph. Corro até a


porta, abro e saio pelo corredor e bato na porta de Ghost o mais forte que eu posso. Meu corpo treme. Tem medo de morrer. Sussurro temerosa: —Por favor, que ele esteja em casa. Por favor, que ele esteja em casa. Perco a paciência e grito: — Ghost! Abre a porta! Por favor, que esteja em casa! Meus olhos se enchem de lágrimas. Estou aterrorizada. Um braço envolve ao redor da minha cintura e eu grito. Justo quando estou a ponto de arranhar os olhos do ladrão, lábios pousam em meus ouvidos e sussurram: — Calma menina bonita. Sou eu. Meu corpo fica sem forças e com alívio, eu caio em soluços. Abaixo o queixo e choro. Ele me vira e eu apoio minha testa em seu peito enquanto ele me abraça com força. Balança o meu corpo de um lado para o outro e sussurra: —Está tudo bem, baby. Sou eu.


Quando finalmente me acalmo, me inclino para trás e olho a cara de Ghost. Parece preocupado enquanto limpa minhas lágrimas. Eu espirro ele abre um pequeno sorriso. Justo quando ele abre a boca para falar, eu dou um soco. Justo no nariz. Ele tropeça para trás segurando o seu nariz e gemendo. Eu grito. — Nunca mais faça isso! Então eu viro nos meus calcanhares e volto furiosa para meu apartamento. Fecho a porta atrás de mim, corro para o meu quarto e escondo a cara em minha cama. Em questão de segundos, escuto a porta principal se abrir. Suspiro. Segundos mais tarde sinto alguem na cama e ele se senta ao meu lado. — Quem te ensinou a bater dessa maneira? Digo uma resposta abafada. — Meu pai. Depois de um momento de silêncio, levanto a minha cara e digo: —Tenho duas irmãs. Papá queria que fôssemos capazes de nos defender. Tudo o que realmente fez foi nos tornar com o pavio curto e perigosas. Havia mais brigas de gato em nossa casa do que nós poderíamos contar. Nina me apunhalou com um garfo porque estraguei


o seu suéter. Helena arrancou um pedaço do meu cabelo quando estava na escola secundária, eu tive que usar chapéu por um ano. Os olhos de Ghost se arregalam. — Isso é fodido. Suspiro e sorrio com nostalgia. — Sim é. — Assim, portanto você não se dá bem com a sua família? Eu aperto o meu rosto e declaro. — Minha família é impressionante. Só somos um pouco temperamentais, isso é tudo. Depois de um momento de silêncio, eu pergunto: — Você tem irmãos ou irmãs? Ghost responde sem emoção. — Nik, Max e Trick são meus irmãos. Isso é realmente doce, mas nunca eu admitiria. Me encontro curiosa para saber sobre a sua família. Mas importe ainda, é saber o que fizeram a Ghost para ser da forma que é. Mordo os lábios é pergunto:


— Irmãos e irmãs de verdade? Suspira. — Não, também não tenho família, assim podemos deixar para lá. Meus olhos se contraem. — Que diabos você estava fazendo na minha cozinha está manhã? Você me deu um susto de morte. Ghost esfrega o nariz. — Sim, eu sinto por isso. Fiquei sem leite assim vim pedir um pouco. Não é isso que fazem os amigos? Só agora me dou conta que nos dois estamos de pijama. Ghost veste uma camiseta branca justa e uma calça de pijama azul. Eu estou vestida com minhas calças da Minnie Mouse e uma camisa sem mangas do conjunto. Eu rio suavemente e limpo a garganta: — Entrou no meu apartamento para roubar meu leite? Ghost sorri, e passa a mão por seu comprido e macio cabelo, e morde a língua. Oh caramba. Ele se parece com um menino quando ele faz isso. Adorável.


Ele disse em tom de desculpas —Eu sinto. Não era minha intenção assustar você. Meu estômago ronca. E olho para o relógio. 08h57. Pergunto lentamente: —Quer um pouco de torradas francesas? Ghost me olha surpreso. Apresso-me em dizer: — Não posso fazer somente para uma pessoa. A receita que eu conheço é para duas pessoas. É muito para mim, assim se você quiser, vou fazer para nós dois, do contrário o resto vou jogar fora. Faço uma pausa para tomar ar. Ele sorri — Uh, sim. Claro. Sempre. Desde que também tenha bacon. Rolo meus olhos e murmuro: —Quem na face da terra faz torradas francesas sem bacon? Nós ficamos de pé e caminhamos para a cozinha. Começo a tirar as coisas da geladeira e dos armários. Eu peço para Ghost que pegue alguns pratos e justo quando estou a ponto de falar onde pegá-los, ele vai ao lugar exato onde meus pratos estão guardados, pega dois e os coloca no balcão.


Meus olhos se contraem. — Ghost, você esteve em meu apartamento antes de ontem anoite? Ele está de costas para mim, mas ele fica visivelmente rígido. Oh Meus Deus! Inclino-me mais para frente e eu sussurro: — Oh, Meu Deus! Você esteve? Quando? Ele dá a volta, levanta suas mãos e encena em rendição e explica: — O dia depois da sua primeira noite. Cheguei em casa enquanto você estava no trabalho e inspecionei o lugar. Só estava comprovando o quão seguro era. Isso é tudo. Minhas mãos formam um punho e fecho os olhos. —Você foi cuidadoso? Ele responde imediatamente. — Malditamente bastante cuidadoso. Com os olhos ainda fechados, pergunto num tom silencioso: —Foi ao meu quarto? Ele não disse uma palavra. Assim ai está minha resposta; Minha cara ficou rígida e sussurrei:


— Olhou a minha gaveta de roupa intima? Ele não responde nem a essa. Meu Deus! Isso significa que ele viu... —Oh, Meu Deus! —Grito e cubro minha cara com as mãos. Ghost balbucia: — Eu- eu só olhei por um segundo. Não tenha vergonha. É normal. Muitas mulheres usam vibradores... Meu rosto e minhas bochechas ficam vermelhos e grito: —Para de falar! —... Conheço muitas mulheres que dão prazer a si mesmas. Eu grito: —Cala-se, Ghost! —... Queria dizer, que me surpreendi no princípio. Você não parece ser o tipo de mulher que precisa de um vibrador... Chego perto dele e tapo a sua boca com ambas as minhas mãos. Fecho os olhos. Sussurro: —Nunca vamos falar disso outra vez. Jamais.


Ficamos em silêncio por um longo período, mas ele concorda de uma vez. Deixo a sua boca, e dou a volta e continuo fazendo nosso café da manhã. **** Meus olhos fecham de felicidade quando mordo outro pedaço de bacon coberto com xarope. Não só ela é sexy, mas ela cozinha também. Ótimo. Estivemos bastante calados durante o café da manhã. Depois que da conversa sobre o vibrador, ela não havia falado. Não sei qual o grande problema. É quente. Apostaria que ao menos cinquenta por cento das mulheres possuem um. Eu gosto de uma mulher que não tem medo de entrar em si. Eu limpo a garganta. — Isso é brilhante. Não sabia que você cozinhava. Nat olha e sorri.


— Você nunca perguntou certo? Você não é um grande conversador, sim Ash? Eu adoro quanto ela diz meu nome. Eu pico o meu bacon, e admito em voz baixa: — Não. Não muito. Não. —Por que isso? Você é claramente inteligente. Não seria capaz de fazer todas essas coisas de segurança sofisticadas se fosse um tonto. Por que não fala muito? Encolho meus ombros e explico: — Prefiro escutar. Você pode descobrir muito sobre uma pessoa se ela pensa que não está interessado no que está dizendo. Ajuda-me a averiguar o tipo de pessoa que são. Ela brinca com a sua comida e pergunta em voz baixa: — Me escuta quando eu falo? Balanço com a cabeça e ela pergunta: — O que aprendeu sobre mim? Me recosto em minha cadeira. —O que eu aprendi e que as aparências enganam. Sua testa se enruga.


— O que isso significa? Balanço a minha cabeça e acuso: — Diabos, não. Se eu te disser, você vai me bater de novo! Ela vira os olhos e promete: —Prometo não te bater de novo. Hoje. Pronuncio. — Está bem. Você pediu menina bonita. Exalo em voz alta e descanso meus antebraços na pequena mesa da cozinha me apoiando nela. —Você age como uma menina dura, mas as coisas que machucam as outras pessoas também a machucam. Você não diz nada a respeito. Nunca mostra a suas emoções e é muito cautelosa com as pessoas que conhece. Usa o sarcasmo para desviar da verdade e não confia facilmente. Às vezes utiliza sua aparência para conseguir o que quer. Você se esconde atrás de seu cabelo vermelho brilhante, vestidos bonitos e lábios atrativos. Também é hipersensível. Basicamente, você é o sonho molhado de qualquer homem e seu pior pesadelo, tudo em um só. É uma mulher que um homem se apaixona, mas não sabe. Ele se apaixona por uma versão sua. Mas só se mostra verdadeiramente quanto se sente segura na relação e pode não ser o que esse homem queria afinal.


Seus olhos perderam o foco. Ela fica olhndo distraidamente o meu peito. Merda. É por isso que eu não falo com as pessoas. Só vou dizer merda para que as pessoas se zanguem e fiquem chateadas. Não é que eu não tenha modos, simplesmente eu não entendo muito bem as emoções. Passo uma mão através do meu cabelo e começo: — Nat, eu sinto... Mas ela me interrompe com um movimento de cabeça e silenciosamente declara: —Você é bom nisso. Deveria ser criador de perfis ou algo assim. Isso é mais ou menos correto. Tudo. — termina num sussurro. Eu limpo a garganta. — Não quero dizer nenhuma coisa ofensiva. Só falo o que eu vejo. Realmente não sei mentir. Prefiro a verdade diretamente. Não faço rodeios, sabe? Sorri. Um pequeno sorriso. —Você é o tipo de amigo que preciso Ghost. Mentir não é comigo. Eu odeio. A salvo.


Grandioso. Não tenho nem ideia de porque me sinto tão aliviado. Quando Nat me disse que deveríamos evitar um ao outro por alguns meses, estava chateado. E um pouco ferido. Esse encontro apaixonado com ela foi o suficiente para eu pensar que tínhamos potencial para nos vermos de vez em quando, mas obviamente ela pensou que eu só valia a pena como algo de uma vez só. Assim que quando exigiu que deixássemos de nos falar, pensei que se foda. Mas vê-la no clube e não poder sequer me sentar suficientemente perto dela para ouvir sua voz estava me esgotando. Nunca vou admitir perante a ela, mas de alguma maneira, ela me acalma. Só queria me sentar ao seu lado no camarote só para relaxar, fechar meus olhos e deixar que o som da sua voz me impregne. O doce e suave som acabava com qualquer recordação de meu pai. Então, quando ela começou a me evitar, eu me levantava a noite com muito mais frequência do que antes, e a única coisa que ajudou foi encontrar uma menina aleatória e transar com ela até minha mente estar tão exausta que tudo que eu podia fazer era dormir, mesmo que fossem apenas algumas horas. Algo sobre Nat me deixa louco. Não posso colocar o dedo sobre o que é. Ela é mais.


Vou dizer uma coisa, desde que fodemos, tudo o que eu queria fazer era conseguir outra oportunidade com ela. Depois dessa ocasião, eu prometi que se alguma vez tivesse uma nova oportunidade, eu faria bem e lento. Eu gostaria de desfrutar da experiência. A vez anterior foi apressada, explosiva e feroz. Sem embargos, eu não mudaria por nada. Ela gozou duas vezes sobre o meu pau, isso nunca tinha acontecido antes. Foi fenomenal. Só de pensar me deixa duro. E... Está me colocando duro. Merda. Isto é simplesmente genial. Agora que eu penso, sim há uma coisa eu mudaria essa noite. A beijaria. **** Ghost arrasta seus pés ao redor da sua cadeira. — Você stá bem? — pergunto. Responde com sussurro. —Sim. Bem. Está um pouco corado.


— Precisa de um pouco de água ou suco? Ele me olha agradecido enquanto sussurra: — Água. Sim, água. É perfeito. Obrigado. Coloco a água ao seu lado na mesa e termino meu café da manhã. Faço estalar o último pedaço da torrada francesa em minha boca e gemo. Como é maravilhosa essa comida! Levanto e olho justo quando Ghost traga com força, e se levanta e caminha rigidamente até o banheiro. Que homem estranho! Amo a comida. Há um tipo de comida para lidar com qualquer emoção. Deprimida? Comida frita Feliz? Produtos cozidos. Contente? Sorvete.


Ghost sai do banheiro e tratando de estabelecer uma conversa, pergunto: — O que você vai fazer hoje, amigo? Ele sorri — Realmente não sei. É o único dia livre que tenho, assim trato de fazer tudo, meter toda a merda nele. Balanço a cabeça em acordo. —Eu também. Porém tenho que fazer compras no supermercado. Você se deu conta está manhã que quando entrou em meu apartamento para roubar leite que eu só tinha uma gota? Ele ri. — Sim. Você precisa de mais leite. —Você

precisa

de

algo

do

supermercado?

pergunto

cuidadosamente. Ele se vê surpreso com a minha oferta. Quero dizer, que eu estou bastante surpresa com a minha oferta. Ghost está de volta em minha vida durante umas doces horas, mas nesse tempo, ele revelou mais sobre si mesmo do que fez em um ano. Eu quero saber dele. Esse é o meu raciocínio e eu fico com ele. Finalmente responde:


— Sim, tenho que fazer compras. Ele está inseguro, mas pergunta: —Podemos ir juntos? Eu normalmente olho primeiro pela loja, porque não escrevo uma lista. Ele não faz uma lista? Sacrilégio! Estou emocionada por ir às compras com Ghost. —Claro. Não há problema. Encolho os ombros e respondo em um tom enfadonho. Ele disse para nos encontramos no corredor em meia hora. Nesse tempo eu tomo banho e me visto. E lá vamos nós. ****

Nat propõe irmos em seu carro para o supermercado. Isso não vai acontecer. Sem ânimo de ofender as mulheres, mas quando estou em um carro com qualquer mulher, mesmo que em seu carro, eu tenho que dirigir.


Poderia ter a ver com o fato que o meu carro é o meu bebê. Trabalhei muito e guardei cada centavo extra para restaurá-lo. Meu Chevy Impala 68. Seu exterior preto faz jogo com o interior preto. Couro enviado da Itália. Alguns diriam que sou um estúpido por ter gastado tanto, mas vão à merda. Me faz feliz. Depois de discutir durante dez minutos, caminho até meu carro. Arranco e conduzo até ela. Tenho que esconder o meu sorriso. Ela está malditamente linda. Tem o cenho franzido. Seu corpo está rígido. Tem os braços cruzados sobre o peito e faz um grande bico. Toco a buzina e ela pula de susto. Não posso evitar rir. Finalmente, ela roda os seus olhos, se rende e nós vamos. Não fala comigo até que chegamos ao supermercado, e inclusive então só pergunta: — Você quer dividir um carrinho? — Eu concordo. Nos leva diretamente a seção de frutas e verduras e põe coisas aleatórias no carrinho: morango, a metade de um melão, cenouras, tomate, aipo, maçã e abacate. Olha para mim. — O que você precisa? Estou confuso.


O que preciso? Estou bastante certo que estou vivendo muito bem sem eles. Tomo o carrinho e dirijo a secção de carnes. Ouço Nat murmurar: — Está bem, nem frutas e nem verduras. Anotado. Olhando ao redor da seção de carnes, vejo Nat pegando dois tipos de carne moída. Ela olha um lado a outro entre elas, durante um minuto inteiro. Eu as tomo de suas mãos, coloco uma no carrinho e coloco a outra na estante. Ela franze o cenho, mas estou pronto para isso. — O que? É só carne! — Não é só carne! Uma tem cinco por cento a menos de gordura! E para a sua sorte, foi essa que você colocou no carrinho. Viro os olhos e murmuro entre os dentes: — O que seja senhora. — Encho o carrinho com quatro tipos diferentes de carne. Está bem, eu sou o típico solteiro. Eu gosto de carne. Nada melhor do que um bom bife. Poderia comer carne cada maldito dia. Creio que é isso que há no cardápio dessa noite e estou esperando que chegue. Vamos de corredor em corredor e o carinho está enchendo. Adiciono somente o essencial, batata frita, chocolate, molho de tomate, manteiga


de amendoim, geleia, calda de chocolate e leite. Nat adiciona coisas que nunca ouvi falar, quinoa, bolinhos de trigo integral, húmus, fideos udon3, leite e vegetais. Estou a ponto de perguntar se ela é uma fanática da saúde quando põe chocolate, três diferentes tipos de sorvete e bacon no carrinho. Isso é melhor. Deus, odeio quando as mulheres se matam de fome. Eu gosto das minhas mulheres com curvas. Porém desde Nat, eu tenho evitado as mulheres com curvas e me conformado com as mulheres magras em seu lugar. Não há comparação, por que sequer tentar. Nos fomos para o corredor da farmácia e paro justamente na frente dos preservativos. Olho para Nat para encontrá-la olhando diretamente em mim. É um olhar distante. Nós olhamos um para o outro durante quase um minuto antes que eu pegue duas caixas. Eu as coloco no carrinho. — Uma para você e outra para mim. Provavelmente você vai precisar com o seu novo namorado. Eu estava tentando falar dele de alguma forma. —Oh, eu não havia pensando nisso. —Responde em voz baixa. 3

Fideos Udon: macarrão japonês.


Soa verdadeira. Assim pergunto. — O que, vai me dizer que não dorme com que você quer? Ela vira um pouco e evita os meus olhos quando responde: —Claro que sim. Falsa. Ela está mentindo. Posso ler as pessoas muito bem e apostaria minhas economias de que Nat não faz isso, no qual me leva a perguntar por que me deixou fodê-la em uma sala de conferência naquela noite. Isso me faz feliz. Apesar de que não tenho o direito de sentir-me feliz por isso. —Porém, quando você vai ver o cara irritado de novo? Ela salta imediatamente em sua defesa. — Ele não um cara irritado! Ele só pensou que você estava me paquerando, e seu nome é Cole, certamente vou sair com ele amanhã à noite. Eu posso entender isso. Se alguém se mete entre minha mulher e eu... Quer dizer, se eu estivesse com Nat e algum cara chegasse perto dela na minha frente, eu quebraria sua cabeça. Mas algo sobre ele não estava bem. Vou ter que usar os meus recursos e vigiá-lo.


Olhando as prateleiras, eu digo: — Você tem que descobrir o seu sobrenome, menina linda. Algo sobre esse cara não está bem. Ele é muito nervoso. Ela franze o cenho, mas vejo que os seus olhos se concentram em olhar as prateleiras, o que me faz acreditar que ela pensa o mesmo que eu. Ela consente com uma aceno. — Está bem. Qualquer coisa estranha, eu deixarei que o investigue. E vou ser honesta com você sobre ele. Mas se vejo que ele é só um cara normal, você não fará nada. — Ela estende a sua mão e eu a tomo na minha. Nós damos um aperto e seguimos comprando. Com esta experiência única, posso dizer que estarei feliz de comprar com ela novamente. Eu gosto da forma com que ela caminha ao redor do carrinho, passando junto a mim. Também fala consigo mesma e eu sinto que o meu corpo se relaxa e minha mente se acalma. Poderia escutar sua conversa todo o dia. Meia hora mais tarde terminamos, pagamos e estamos em meu carro dirigindo de volta para casa. Nós levamos as sacolas cheias de comida até nossos apartamentos, e justo quando estou a ponto de dizer adeus, Nat para de repente e solta: — Quer ver televisão comigo está noite? Ela quer passar mais tempo comigo?


Passamos toda manhã juntos, e estou realmente contente de que ela ainda não está doente de mim. — Um... Ah... Oh, sim. Eu acho. Quero dizer, que teríamos que estar ali embora. Não tenho televisão. — gaguejo. Ela engasga forte e põe a mão em seu peito. Sussurra audivelmente: — Você não tem televisão? Eu esperaria essa reação se eu dissesse que tinha um coração biônico. — Não tenho. Ela põe uma mão em meu braço e sussurra de novo: — O que acontece com você? Inclino a minha cabeça para trás e solto uma risada. O rosto de Nat se suaviza, assim como seus lábios nos cantos e ela fala cheia de assombro. — Vai. Ainda rindo, pergunto: —O que? Ela passa de um lado para o outro, olha o chão e diz em voz baixa:


—Está é a primeira vez que ouço você rir. — Ela gira nervosamente o anel em seu dedo. — É um dos sons mais agradáveis que tenho escutado Ghost. Deveria rir mais. E então foi embora. O calor que se propaga através de mim, fazendo que meu peito se expanda eu sorrio. Bom inferno. Sorrio e volto passeando como um pavão real ao meu apartamento.


CAPÍTULO QUATRO

O ENCONTRO

A noite passada eu estive muito bem. Ghost veio depois das sete. Quando digo que veio, me refiro que ele entrou pela porta do corredor e se moveu como se fosse o dono do lugar. Sentamo-nos em extremos opostos do meu ridiculamente cômodo sofá e olhamos a TV. Ele veio vestido com uma calça, uma camisa e descalço. Claro, ele parecia incrível. Sempre parece incrível. Eu já tinha tomado banho e estava de pijama. Decide colocar um sutiã em baixo da minha camiseta curta. Eu costumo deixar as meninas livres, mas eu não quero dar-lhe um show gratuito. Eu achei hilário que eu tive que explicar para ele sobre os reality shows. Na realidade ele gostou dos reality, assim que mudamos de canal e nos decidimos por um programa de padarias. Ele na verdade estava olhando os padeiros em ação. Ele fez comentários tranquilos como:


―Está vendo isso?‖ e ―Isso deve ser bom.‖ Eu o achei tão adorável que em algumas ocasiões eu comecei a rir. Não podia parar e perguntei: — Por que você não tem TV? Ele encolheu os ombros antes de explicasse. — Na realidade nunca entendi o porquê se sentar e assistir alguém viver a sua vida quando deveríamos viver a nossa. Olho as coisas na internet, mas nunca antes me sentei para ver episódios inteiros de um programa de televisão. Mas eu gosto dos canais de cozinha. Assim passamos cinco horas assistindo o canal de cozinha Eu surpreendentemente gostei. Comemos sorvete no mesmo pote e falamos de vez em quando, mas na realidade, na sua maior parte só aproveitamos a companhia um do outro em silêncio. Quando dei uma olhada no relógio e vi que era quase meia noite, eu disse a Ghost que precisava ir para casa. Ele pareceu decepcionado, assim eu disse que ele poderia ficar até que seu programa de cozinha terminasse. Creio que eu nos surpreendi a ambos quando eu o beijei acima da sua cabeça e fui para o meu quarto. Eu ouvi-o sair cerca de dez minutos mais tarde através do caminho de volta pelo pátio. Eu me perguntei como ele fechou a porta. Eu terei que perguntar. Em uns minutos, eu estava dormindo.


Está manhã, despertei com o cheiro de café. Confusa, saí da cama e vi uma grande xícara de café e uma sacola em cima da mesa da minha cozinha. Corri até eles e vi um bilhete de papel amassado debaixo da sacola. Tirei o papel e li.

Desculpe-me por manter você acordada a noite. Eu acho que você precisa de café essa manhã. Eu te consegui um bagel para agradecer o café da manhã de ontem.

Sorri como uma idiota. Dobrei o bilhete e o coloquei na minha tigela de frutas, então eu fui me arrumar para ir ao trabalho.

****

Hoje vai ser um bom dia. Acordei com um maravilhoso cheiro de café, tive um delicioso bagel de blueberry para o café da manhã e esta noite vou ter um encontro muito quente. Yee! Estou entusiasmada!


Eu não me incomodei de fazer depilação em minhas partes. Se eu fizesse, seria como se eu estivesse esperando para transar esta noite, e eu não estou. Está noite seremos duas pessoas conhecendo uma a outra. Sinto que agora mesmo tenho o melhor de dois mundos. Ghost é o meu novo recente amigo e Cole é meu namorado quente. Depois do almoço, as meninas me encurralaram para me fazer perguntas sobre essa noite. Mimi começa com: —Quem é esse cara? Eu respondo: —Seu nome é Cole Lewis. Tem trinta e dois anos é personal treinee. Um total gato. Lola sorri. —Lindo. E aonde ele vai te levar? Eu encolho os ombros. — Não sei. Ele só pediu o meu endereço e vai me ligar a hora que sair para me buscar. Tina aplaude e disse em um sussurro alto: — Era um total gostoso! Nik me disse que queria ver ele, mas não podia. Ele é só... Wow! Espero que se saia bem essa noite, querida.


Mimi franze o cenho enquanto declara: — Você não sabe aonde vai com alguém que acabou de conhecer? — nega com cabeça energicamente. — Não. Isso não vai acontecer. Mandenos uma mensagem assim que souber aonde vai. Me giro para Mimi, pondo um braço ao redor de seu ombro e trato de acalmar as suas dúvidas. —Ok, está bem. Não pareceu ser um imbécil nem nada disso. Na verdade ele é oposto disso. Mimi retira meu braço de seu ombro e replica: —Sim, bem não podemos correr nenhum risco. Omar não parece um psicopata, mas não teve nenhum problema em sequestrar Tina e atirar nela e no Nik. — me olha e me diz severamente. — Esqueceu que eles quase morreram? Meu estômago se contorce. Não. Não o fiz. Ainda vejo o corpo frágil e pequeno de Tina na cama do hospital. Eu me vejo olhando a cicatriz franzida embaixo da sua clavícula e me pergunto o que haveria passado com ela se não houvesse alçando. Um arrepio percorre o meu corpo. Isso é muito horrível para imaginar.


Tina coloca sua mão sobre o braço de Mimi. Dizendo que agora não é o momento de discutir e rio. — Bem, lhes mandarei uma mensagem tão logo sabia onde estou indo para o meu encontro. Mimi parece ligeiramente mais calma, o que me agrada. Estou tratando de trazer Ghost para a conversa. Quando não posso encontrar o momento eu solto: —Ghost passou o dia de ontem comigo. Todas as meninas ficam quietas e piscam para mim como se eu tivesse falado outra língua. — Não. De. Nenhuma. Maneira. —E você nos diz justo agora? — pergunta Mimi incredulamente. Lola aplaude e faz uma dancinha. —Hurra! Outra vez todos nós somos amigos! Respiro profundamente e então explico o que conversamos no sábado pela noite e a tentativa de roubo de Ghost do meu leite no domingo pela manhã. Eu falo de cada pequeno detalhe do nosso café da manhã juntos, a conversa do vibrador (do qual todas elas riram muito), a aventura do supermercado e como passamos juntos a noite vendo TV.


Logo explico que tivemos que ver TV no meu apartamento porque ele não tem e as três engasgaram e me olharam fingidamente incrédulas. Eu sei certo? Obrigada! Não ter uma TV é estranho. Sabia que não era só eu que pensava assim. Sorrindo, jogo um pedaço de papel sobre o balcão e me encontro admitindo: — Me diverti com ele realmente. Ele não fala se eu não pergunto, mas eu creio que estou chegando a algum lugar com ele. Ele está se abrindo comigo. — baixo meu queixo e digo silenciosamente: — Quero conhecer ele melhor. Depois de longo silêncio, levanto a minha cabeça para encontrar Tina, Lola e Mimi sorrindo docemente. Sinto-me desajeitada e exposta, coloco um falso sorriso. —Podem me ajudar a encontrar algo para usar no meu encontro? Tina e Lola dão pulos de excitação e a cara de Mimi se abranda enquanto silenciosamente responde: —Claro boneca. Ufa. Salva pelo gongo. ****


As meninas fizeram um grande trabalho com minha roupa considerando que não tínhamos nem ideia de onde Cole estava me levando para o nosso encontro. Colocaram-me um vestido branco e preto com saia longa e solta, um cardigã preto e sapatilhas. Aplicaram-me o mínimo de maquiagem e meu cabelo está solto caindo por minhas costas. Consegui de alguma maneira uma boa aparência com essas roupas, que é exatamente o que eu preciso. Hoje a noite não é uma noite para um olhar sexy. Nervosamente golpeio o solo com o meu pé, vejo a hora. 18h58 Estará aqui a qualquer minuto! Meu estômago se fecha. Você poderia imaginar quanto quente é Cole? Ding Dong. Eu faço “Yee” para mim. Não há tempo para pensar agora, cérebro! Responda a maldita porta! Mentalmente conto até três e então abro a porta. Bem, assim não imaginei como quente Cole é. Malditamente quente. Ele está fantástico. Ele veste calça jeans, uma camisa de manga comprida e tênis branco esportivo. Seu cabelo preto está para trás e seus olhos azuis brilham. Creio que poderia engolir a língua.


— Wow. Está bonita, Nat. — Então me dá um cravo rosa. Awww. Que doce! Eu lhe dou um brilhante sorriso, me inclino e beijo sua bochecha. — Você está muito bonito, Cole. — Me afasto. — Só vou pegar minha bolsa e podemos ir. — Vou ao meu quarto, me olho mais uma vez, e pego a minha bolsa e vou para a porta principal. Eu paro diante de Cole e falo: —Podemos ir. Só vou fechar a porta. Cole me detém com uma gentil mão em meu braço. Inclina-se e me olha fixamente através de meus olhos, coloca um dedo debaixo do meu queixo. —Eu estou esperando duas noites por isso. Não acredito que eu posso esperar um segundo mais. —Seu polegar passa lentamente sobre o meu lábio inferior. Meus olhos voam, respiro profundamente, e meu centro se aperta, fazendo me enrijecer. Eu sinto o nariz de Cole roçar ligeiramente o meu e sussurrar: —Eu quero beijar você, anjo. Sem pensar, eu corto a distância entre nós. Ponho minha mão sobre sua bochecha e suavemente acaricio com os meus lábios o seus.


Meu centro se umedece. Dói por seus beijos. Tento baixar a velocidade. Eu respiro, e seus braços se enrolam ao redor da minha cintura e me agarra de tal maneira que estamos peito contra peito. Ainda não tínhamos nos beijado, mas isso parece mais intenso. Estamos jogando um contra o outro. Este é um jogo perigoso onde eu desconheço as regras. Eu pego firmemente a frente sua camisa. — Pare de brincar comigo. Faça-o Cole. — eu imploro com voz rouca. Ele sorri, é tão charmoso que quero devorá-lo. Seu rosto se enterra em meu colo. Deus, eu me sinto incrível. Estou desesperada por algum tipo de contado. Qualquer contato. E tomo uma decisão muito estúpida. Eu passo a mão pelo peito, raspando com as unhas ao longo das suas costelas, estômago até consigo chegar ao zíper de suas calças. Antes de dar conta o que está acontecendo, Cole me levanta e num piscar de olhos, me leva pelo apartamento, abre a porta para em seguida fechá-la atrás de nós. Não! Isso não deveria acontecer!


Tranquilo cérebro, estamos chegando à parte boa! Ele apoia meu traseiro em seus antebraços, e coloco a ponta de meus dedos suavemente por suas bochechas, enquanto nos olhamos fixamente. —Sofá — eu sussurro. Ele se aproxima do sofá comigo em volta dele. Ele senta com cuidado e eu coloco as pernas para cima. Posso sentir sua dureza através das suas calças jeans e se alinha perfeitamente com o meu ponto doce. Meu corpo se move com vontade própria. Empurro-me contra ele e gemo. A fricção é incrível. Os olhos de Cole fecham e ele solta um gemido. Agarra o meu quadril e murmura. —Baby. Boca. Inclino-me e o beijo suavemente. Logo o beijo se volta mais duro, abrindo a minha boca um pouco, acariciando suavemente com minha língua em seus lábios. Ele grunhe contra os meus lábios fazendo uma carícia molhada. Seus braços músculos se envolvem ao redor da minha bunda e minhas costas, apertando-me firmemente. Ele se afasta um pouco dizendo: —Nunca antes tinha sentido algo como isso por alguém. Respondo com sinceridade.


— Eu também. Estamos tão magneticamente juntos que me assombra. Ele me arrasta até que a frente do meu corpo se toca com o seu. —Isto está indo muito rápido, não acha? — Sim, eu acho. Deveríamos parar agora. — Concordo com a cabeça e respondendo com mau humor. Ele ri dissimuladamente acariciando a minha bochecha. — Fico feliz de ouvir esse som de desespero sol, quero beijar você, e está com essa cara de desgosto. — Ele empurra uma mecha do meu cabelo solto para trás das minhas orelhas e sugere: —Por que não corrigimos? Tomo um momento para pensar em ele, brinco com o seu cordão e admito: — Isso soa bem. Ele sorri, me puxa e me beija profundamente. Estou perdida. Os beijos de Cole são aditivos. Depois de um minuto, me afasto rindo.


—Será melhor levantarmos ou vamos ficar aqui toda a noite Suspira e levanta acomodando sua obvia ereção. Eu fico com calor. Franze o cenho brincando e murmura: — Você é incrível Sol. Se não deixar de me tentar, poderia te violar. O que é isso uma ameaça ou uma promessa? Sorriu, e vou para cozinha e reviso todas as opções de prato pronto para levar para o freezer. Nós decidimos por pizza. Cole pede e eu envio uma mensagem do meu paradeiro para as meninas. Logo que sentamos no meu sofá. Esperamos uns trinta segundos antes de estarmos de novo nos braços um do outro. Cole de alguma maneira conseguiu ficar em cima de mim e com o seu peso me senti muito bem. Envolvo meus braços ao redor do seu pescoço. Ele sustenta o seu peso com os seus braços para não me esmagar e deposita suaves beijos em meus lábios. Não posso evitar sorrir em seus lábios. Ele é tão suave por ser um tipo grande. Meu estômago pula quando ele acaricia com as pontas de seus dedos ao lado do meu peito. Sim! Faça! Quero mais. Agora. Minha mão roça o seu pescoço, descendo até ao seu peito largo e seu estômago até chegar o zíper da sua calça jeans.


Ding Dong. Levantamos a cabeça ao mesmo tempo e olhamos até a porta. Oh, você deve estar brincando comigo! Deve ser uma brincadeira! Cole geme sorrindo e enterra sua cara em meu peito. Sem deixar de rir, diz: — Acredito que seja melhor você atender. Se abrir a porta nesse estado, vou assustar alguém. Isto está fora de controle. Rimos e nos colocamos de pé. Cole busca em seu bolso e me entrega uma nota de cinquenta. Eu olho surpreendida. Ele disse: — Vamos nos livrar dele. De todas as maneiras quero pagar pelo jantar, assim paga o maldito menino e trás a sua sexy bunda de volta aqui para que possamos continuar da onde paramos. Pisco. Essa lógica é totalmente aceitável. Corro até a porta e Cole ri. Abro, e jogo o dinheiro para o entregador de pizza, coloco a pizza sobre o balcão da cozinha, caminho até Cole e pergunto:


— Que acha de pizza fria? — Eu adoro. — Responde sorrindo. Assinto vigorosamente com a cabeça. —Eu também. — eu pego a sua mão e levo para o meu quarto. Eu não planejava ter relações sexuais com Cole está noite, mas se vamos fazer, bem poderia ser num lugar confortável. Dentro do meu quarto eu empurro sobre a minha cama e eu o monto. Seus braços envolvem ao redor da minha bunda. Baixo o meu rosto até ele e inspiro. — Isso é uma loucura. —sussurra. Beijo suavemente seus lábios antes que responda: —Merda louca. Ele sorri e murmura: — Uma ideia descabida. —Como uma lebre louca em março4 — Eu rio. Ele ri por baixo. — Alguém voando sobre o ninho do cuco5— Ambos começamos a gargalhar com tanta força que sacudimos a cama. 4

4Ele era "louco como uma lebre de março" é uma frase, usada em países de língua Inglês (Especialmente na GrãBretanha) e derivada da observação do comportamento durante Hare, época de acasalamento (primavera), quando os machos "boxean" para fêmeas. A expressão pode ser extrapolados para o comportamento de qualquer animal ou pessoa que se comporta da maneira aparentemente absurda e inexplicável como uma lebre de março.


Meu coração infla. Isso é exatamente como quando Tina e eu brincamos. Parecia que nunca pararíamos de lutar por conseguir a última palavra, dando um desvio enorme por ser a primeira em falar. O que parece é que eu não posso tirar o sorriso idiota da minha cara. Acalmo-me um pouco quando vejo Cole com um idêntico sorriso idiota. Deus, somos idiotas! Sem deixar de sorrir eu pergunto: —Onde estávamos? Cole entreabre os olhos me olhando como se ele estivesse pensando, então ele me vira rápido como um raio sobre minhas costas. Baixa o rosto e me beija lentamente e de maneira significativa. Levanta o rosto, com expressão séria. — Sei que o sexo está fora de questão está noite. Nem sequer eu te pediria baby. Mas há algo que quero fazer, creio que poderia morrer se não me deixar. Meu estômago se agita. Minha expressão também se torna séria. — O que é exatamente isso? — Eu pergunto com cautela.

5

É uma forma pejorativa de defini um manicômio


Ele me beija de novo. Contra os meus lábios, murmura; —Quero te provar. Meu estômago cai. Justo fora da minha vagina. Como os olhos muito abertos eu engasgo: — Está bem. Puta merda! Mentalmente debato comigo mesma. Meu lado bom: Na verdade você vai permitir que Cole faça isso? Nem sequer o conhece bem! Meu lado quente: Oh, cale-se! Um cara quente, super quente, quer te dar prazer, sério, qual é o problema? Meu lado bom: Hmmm. Não estou segura, pensa um momento. Vai vir para mim. Não há problema! Toot toot! Meu lado quente: Hurra! Nós perdemos essa! Oh, estamos totalmente fazendo isso. Não estive com ninguém desde Ghost... Deus isso foi um segredo. Então naquela época eu pensei que estivesse grávida por isso eu marquei uma consulta com um médico e descobri que tenho SOP - termo abreviado para síndrome do ovário


policístico. Basicamente significa que tenho cistos nos ovários e no útero. Desde sempre o meu período foi irregular, eu tomo pílula há dois anos para regulá-lo. Depois de um ano de tomar pílula meu período se normalizou. Só consegui um pouco de manchas a cada cinco ou seis meses. O que parecia impressionante. Quero dizer, vamos! Quem gosta de ficar menstruada? Eu não! O médico me pediu uma ecografia. Eu estava esperando escutar batidas de coração. Mas não, só escutei um. Hum! Ah! Quando vi a expressão no rosto do médico, sabia que não era uma boa notícia. Ele me falou um sobre a SOP e então me explicou a razão para que não estivesse tendo o período, era porque tinha cistos nos ovários. Meus ovários estão muito estragados e cobertos por tecidos e cicatrizes o que torna muito provável que eu não possa ter filhos próprios, ainda que queira engravidar, não há nenhuma garantia de que aconteça bem. O médico pegou as minhas mãos entre as suas, e o mais suavemente possível, me disse que sou uma candidata a histerectomia. Esse foi o momento que eu caí. Tina se ofereceu para ser a minha barriga de aluguel. Eu a amo por isso. Mas até que encontre alguém, e isso não é algo que eu tenho planejado.


Trato de não ter ilusões sobre as crianças, e ser mãe é algo que tenho querido desde pequena. Eu já havia planejado minha família e estava composta por um pai ainda sem nome, duas meninas doces e um menino travesso. E dois cachorros ferozes e lindos chamados Pizza e Donut. Essa é a minha família. Ao menos, assim era. Tina, Mimi e Lola sabem de tudo sobre isso. O que não sabem é como isso me mutilou e me cortou profundamente. A lâmina atravessou o meu coração, por meu esterno e foi parar as minhas entranhas. Ainda que não vá morrer de tristeza, isto te marca e te faz sentir como se estivesse sofrendo uma morte lenta e atroz. Meu peito ainda dói quando penso nisso. Cole me devolve a realidade. —Calcinhas, Sol. — Ele coloca a minha mão por debaixo da minha saia e acaricia minhas pernas apoderando-se da minha roupa íntima. Sei que não estou preparada, mas eu quero, quem sou eu para negá-lo? Ele deixa rastros de beijos úmidos por minhas pernas e na parte interior da minha coxa. — Vou sacudir seu mundo Sol. — Dirige seu nariz suavemente a minhas pregas e respira.


Puro sexo. Sujo. Eu gosto. Aperta meu estômago e meu centro de forma simultânea Então Cole começa a sacudir o meu mundo.


CAPÍTULO CINCO

AMIGOS

Na manhã seguinte eu me levanto como uma estrela. Que demônios! De onde vem esse barulho? Buzz-buzz, buzz-buzz, buzz-buzz. Existe a porra de uma abelha em minha cama? O pensamento de uma abelha em minha cama me faz pular como um gato dentro de uma caixa. E assim estou, ali de pé em minha cama, dificilmente acordada e desorientada, imitando uma postura de luta para combater uma abelha que eu não estou certa cem por cento que exista. Uma expressão se forma em minha cara. Algo está mal aqui. Meus olhos se centram na luz intermitente produzida pelo meu celular em minha mesa. Baixo a minha postura de ataque e saio da cama. Entreabro os olhos, recorro ao meu celular e vejo a hora. São 6h24 da manhã. Você está fodidamente de brincadeira!


A pessoa que me enviou a mensagem, obviamente tem vontade de morrer. Com um suspiro, abro a ofensiva mensagem de texto e um sorriso de surpresa se forma no meu rosto quando vejo que é de Cole. A noite foi quente. Tão quente que pensei que íamos nos queimar. Ou ao menos, eu queimaria as folhas. Ele fez exatamente o que disse que faria. Sacudiu o meu mundo. Cole se assegurou disso. Me lambeu, chupou e me fez chegar ao orgasmo até que me tinha feito quase chorar. O tonto não me deixava gozar e estava curtindo isso. Cada vez que me movida por seu sexo, ele ria. Então finalmente aconteceu. E os anjos cantaram. Minhas pernas tremeram, meu núcleo convulsionou e eu estava derrotada. Caí em coma de sexo. Cole me deixou por um tempo. E logo escutei subconscientemente seus pés se arrastando e água correndo, então estava sendo limpa com algo suave e cálido. Ainda aturdida e cheia de endorfinas, só podia sorrir. Ele me pegou e levou para a sala e me trouxe um pedaço de pizza fria. Comemos em silêncio, Olhando um para o outro e sorrindo como os idiotas que somos. Quando terminamos de comer, nos sentamos abraçados, e nos beijando como dois adolescentes. E apesar de ser piegas, foi agradável.


Tão bom, que eu não queria que se fosse. Durante o resto da noite, argumentei comigo mesma mentalmente. Se o sexo oral era tão bom com Cole, a coisa real teria que ser espetacular. Talvez pudesse rivalizar com o sexo com Ghost. Esperava que fosse um rival para o sexo de Ghost. Mentalmente suspirei. Nada rivaliza com o sexo com Ghost, Antes de me dar conta, era perto da meia noite e Cole estava se preparando para ir embora. Colocou a camisa que arranquei dele, os sapatos que ele tirou para ficar mais confortável, eu o acompanhei até a porta e o puxei para baixo para dar um beijo casto em seus lábios carnudos. Isto foi obviamente a coisa mais incorreta a fazer porque ele gemeu e me empurro contra a parede da onde me beijou selvagemente durante uns minutos a mais. Afastou-se de mim. Passei os dedos pelos seus cabelos, até as suas bochechas e olhei seu rosto. Parecia indeciso. Porém, naturalmente eu gritei quando me levantou obrigando a minhas pernas a envolver ao redor da sua cintura, e me levou para o meu quarto para a segunda rodada. Sorrio ao recordar. A segunda vez, ele me deixou gozar depois de dez minutos. Dez minutos de doce tortura. Tentando sair pela segunda vez, eu o acompanhei até a porta, mas quando fui dar um beijo nele, ele me deteve com um firme, ―Não‖. Realmente eu estava gostando de Cole. Cole o troglodita. Cole o doce de coração. Eu gostava de ambas as maneiras.


Isto nos leva agora. Abro a mensagem de texto. Meus olhos se arregalam e sorri antes de cair na gargalhada. Cole: Eu descobri. Você tem o gosto da torta de mirtilo da minha avó. Eu respondi imediatamente. Eu: Santa merda, Cole! Você não pode me acordar assim. Você quase me fez ter um ataque do coração. Cole: Pensei que amava torta de mirtilo da minha avó até que provei a sua. Um brilhante rubor vermelho cobre a minha pele e meu núcleo começou a umedecer. Estou ficando quente e molhada. Escrevo rapidamente. Eu: Você é bem vindo para pegar sempre uma fatia cada vez que quiser... Mas vou te fazer trabalhar por isso. Cole: Vou pegar já! Trabalhar por isso é a metade da diversão. Eu: Você está me deixando quente. Não é justo  Cole: Eu vou fazer isso para você, se você me deixar ver você hoje à noite  Meus pensamentos imediatamente se dirigem a Ghost. O programa de cozinha que ele gosta é essa noite. Pensei que voltaríamos a vê-lo juntos. Comecei a discutir comigo mesma. Por que estou colocando Ghost como prioridade?


Não estou fazendo dele prioritário. Ele é meu amigo. E é isso que os amigos fazem. Pense menina. Quanto você está ficando fora desta amizade? Quem está recebendo o melhor final do negócio aqui? Foda-se, cérebro. Você é uma puta amarga. Ghost pode não ser bom para mim, mas não é mal para mim. Não se lastime. Sim, sim. Eu me certificarei disso. Eu suspiro e envio uma mensagem para Cole. Eu: Eu sinto querido. Tenho planos com amigos essa noite. Pode ser amanhã? Uns poucos minutos se passam e de repente estou preocupada de que Cole esteja bravo comigo. Cole: Claro que sim, sol. Amanhã. É um encontro. Uma onda de alívio passa sobre mim. Não é que eu havia mentido. Só não disse que era um amigo com quem estava saindo. Sozinha, em meu apartamento. Toda a noite. Hmmm. Se fosse ao contrário e Cole estivesse com uma mulher quente toda a noite em seu apartamento, eu ficaria brava. Decido que da


próxima vez que o ver vou explicar que Ghost e eu somos unicamente amigos e tudo vai ficar bem. Espero.

**** O dia de hoje está se fazendo tão longo que creio que poderia simplesmente enfiar um dedo no olho só por diversão. Tina não está aqui hoje porque Tatiana tem um resfriado. Isso é uma merda. Dói-me o coração por meu pequeno amor. Odeio quando as crianças ficam doentes, especialmente os bebês, porque não há muito que possamos fazer para ajudá-los. Claro que hoje, sou a chefe da Safira’s Boutique. Por sorte Mimi e Lola, estão trabalhando hoje, mas é só minha sorte que as coisas não estão indo bem. Em primeiro lugar um carregamento de roupas que deveria estar no estoque está desaparecido e, como de costume, os odiados funcionários dos correios estão acreditando que isso não me causa nenhuma porra de problema. Em segundo lugar, eu perdi meu almoço porque havia muita gente na loja e eu não podia deixar as meninas sozinhas. Em terceiro lugar, a cada segundo alguém enche meu saco, e cada vez que alguém


fala comigo, meu cérebro o traduzia em um som como blá, blá, fodida blá. É só uma questão de tempo antes de perder minha merda e de dar alguém um par de respostas ríspidas. Eu nunca disse que era uma boa chefa. A multidão se foi e meu estômago roncou. Em voz alta. Lola arregala os olhos. — Que diabos foi isso? Mimi responde desde o outro lado da loja, sem levantar a vista do seu porta-papel. —Ela tem fome. Não teve tempo para almoçar. Lola fica brava. — O que está mal com você? — grita e golpeia o meu ombro. Mimi responde, ainda sem olhar: —Ela é a chefe hoje. Não pode deixar a loja se tem mais de dez pessoas. Não pode ir. — Mimi finalmente me olha e ri. — Mas ela pode ir agora. Sorriu de volta. Lola pega a minha bolsa e me empurra através da loja até a porta principal.


—Vai! Coma algo! Não posso deixar de rir. Adoro essas meninas. —Vocês querem algo do Silvio? Ao mesmo tempo, ambas respondem: —Biscoito! — em uma voz de monstro dos biscoitos. Rindo entre os dentes diante a sua estupidez, pego a minha bolsa e caminho pela rua até a loja de Silvio. O homem faz uns sanduíches como ninguém. Ele realmente corta a carne na sua frente. E o peru é sempre fresco e úmido. Um lanche de Silvio é para morrer. Silvio é um doce e maduro homem italiano. É careca, gordo e divertido e fala um inglês aceitável. Ele me vê e finge problemas de coração, colocando suas mãos em seu peito, tremendo-as. Sorri despreocupadamente e me cumprimenta com ―diavolo rosso dai capelli.‖ Desde então eu aprendi o significado Diaba Ruiva. Eu tenho que dizer eu gosto. Sorriu ainda mais encantadoramente e pergunto: — O que tem digno de uma diaba? Silvio levanta a cabeça e olha para o telhado e ri. Com os olhos dançando, ele responde: — Você não é mal. Muito doce para um diabo. Talvez um anjo?


Sem deixar de sorrir eu balanço a cabeça com tristeza e falo: —Pensamento positivo, Silvio. Nós dois sabemos que eu sou. Não posso esconder. Ele ri enquanto responde: —Doce diabo, um dia se converterá em anjo. Você sabe, — Ele vai fazer meu sanduíche de peru e olha ao redor da loja. Faço um duplo pedido quando vejo Ghost sentado na cabine do canto com o cenho franzido para a tela do seu computador. Silvio me entrega meu sanduíche e os meus biscoitos. Sem pensar, me aproximo de Ghost e me sento a seu lado. Ele franze o cenho enquanto se vira, mas ele o pouco que me olha, seu rosto se suaviza um pouco. Forma-se um tímido sorriso em seu rosto. —Sinto muito. Não te vi. Desembrulhando o meu sanduíche, respondo: — Não me foda, Sherlock. Por que está tão triste? O pornô não carregou suficientemente rápido? Um confuso olhar cruza o seu rosto. Olho para o seu notebook. Ele sorri e responde: — Querida, o que faz você pensar que eu preciso de pornô? — ele se inclina para trás da cabine, coloca suas mãos atrás de sua cabeça e me olha com ar de satisfeito. — No clube as mulheres me procuram todo o


tempo. — Rodo os meus olhos e finjo engasgar com o meu lanche. Rindo ele volta ao seu computador, escrevendo furiosamente. Nós sentamos em um cômodo silêncio e eu termino meu sanduíche com um gemido. Este é um lanche muito bom. Se eu tivesse um chapéu eu tiraria para Silvio. —Eu gosto disso. — Murmura Ghost. Huh? Abro meus olhos e depois que terminei a comida olho diretamente os suaves olhos marrons de Ghost. — Você gosta do que? — Quando você... — interrompendo a si mesmo, ele limpa a garganta e olha em volta do seu computador. — Quando as mulheres comem. O riso brota de mim e eu falo: —Então você deveria me amar, Ash. Não há nada melhor no mundo do que comida. Por que acredita que eu amo tanto a Tina? A mulher pode cozinhar! Ainda olhando o seu computador, Ghost murmura: —A mulher pode seriamente cozinhar. Minha voz se enche de humor. Trato de ir além.


— A mulher pode cozinhar a merda de uma torta. Nós nos olhamos um ao outro sorrindo como uma dupla de imbecis e rimos. Prendo minha barriga e falo: —Oh, merda, Tina ficará brava se ela souber. O sorriso de Ghost se desvanece e me disse muito sério: — Não diga para ela que eu estava provocando ela. Eu adoro esses cupcakes. O pensamento de Ghost começando a ter medo de que Tina corte a fonte. Eu ri de novo, mas o que Ghost diz logo a seguir, limpa qualquer divertimento da minha cara. —Assim que... Ouvi gemidos e golpes nas paredes à noite. Eu penso que seu encontro foi bom. — Nem sequer me olha, só tecla o notebook. Insegura de dizer que coloque a sua mente em seus próprios negócios decido que ser distante é melhor. —Sim, posso dizer que foi bem. Ao ver ele perto, vejo o que parece ser ira cruzar a sua cara, mas ele a encobre rapidamente. — Assim que, acredito que deveria me acostumar a isso? A ele passando a noite? Mantenha a boca. Digo o quê agora?


Agora estou chateada. Respondo acaloradamente: — Em primeiro lugar cretino, ele não passou a noite. Segundo lugar, as aventuras sexuais que planejo viver não são da sua conta. E em terceiro lugar, eu não ia ver ele essa noite para podermos ver o programa de cozinha com você, mas agora você pode comer um pau. Termino com um assentimento, e me movo para levantar, mas ele me segura com a mão e me puxa de novo para sentar. —Ei, tudo bem. Não queria soar grosseiro. Só estava conversando. Provocando, respondo: — Sim, claro. Está se comportando como se eu devesse alguma merda de explicação, Ash. Com o cenho franzido, murmura: —Tem razão. Eu sinto menina bonita. Não acontecerá de novo. Eu adoro quando me chama de menina bonita. O bastardo traidor. Olho os seus olhos. E ele está chateado consigo mesmo e genuinamente arrependido. Suspiro e reviro os meus olhos. —Tudo bem. O calor em minha mão atrai o meu olhar. Nem sequer me dei conta de ele ainda segurava a minha mão desde que sentei na cabine pela segunda vez. Seu polegar esfrega suavemente a palma da minha mão.


Quando ele me vê olhando para abaixo, deixa cair à mão como se estivesse ardendo e limpa a garganta. —Portanto, seguimos vendo a televisão esta noite ou o que eu disse deixou as coisas estranhas? Por mais que eu tente, não posso impedir que um sorriso se propagasse através de minha cara. —Você é estranho, Ash. Uma fodida espécie rara. Mas sim, ainda nos veremos está noite. Meu sorriso se transfere para o seu rosto. —Bom. Vejo-te mais tarde. Enquanto deslizo para fora da cabine, ele diz em voz baixa: —Eu sinto pelo mal entendido. — Ele fica incomodado e quase envergonhado, enquanto continua. — Realmente não sei ser de outra maneira. Meu coração se parte por ele. Quero que ele me explique por que é sua forma de ser, mas até eu sei que nossa amizade é muito nova para pedir que ele me explique. De repente eu me sinto protetora com ele. Eu olho seus olhos e respondo com firmeza: — Eu gosto que seja diferente. Te faz único. Nunca conheci ninguém como você, e estou orgulhosa de ter você como amigo, Ash.


Deixando-o em estado de choque, eu me viro sobre meus sapatos e me dirijo de novo ao trabalho, com um rubor vermelho em minha cara com um letreiro de neon.

****

Eu olho sua bunda balançar enquanto ela desfila para fora. Porque ela nunca caminha, não é tão simples com Nat. Ela desfila. Desliza-se. Espreita. Planeja. Ela é como um fodido animal. Um animal que quero domesticar. Cada movimento que faz é calculado. Ela é um sonho úmido andante. Descarada como o inferno. Eu a vi tropeçando e ser desajeitada? Diabos, sim. Eu ri até partir a minha bunda. Ela me daria um soco em minhas bolas. Observo Safira’s através do CCTV a maior parte do dia. Apesar de que estou destinado a monitorar a loja, eu passo a maior parte do tempo olhando para Nat. O que ela disse há uns minutos antes de ir. “Estou orgulhosa de ter você como amigo Ash.”


Eu não escuto isso muito. Orgulho. Essa palavra não está usualmente associada comigo. Simplesmente não se encaixa. O pai de Nik, Ilia, foi a primeira pessoa que alguma vez me disse que estava orgulhoso de mim, Nat é a segunda pessoa, em toda a minha vida. Eu adoraria dizer que não me afetou, mas foda-se, estou inflando meu peito como um sapo. Se tivesse que caminhar nesse momento, sei que me pavonearia. Ela recusou o encontro dessa noite com o imbecil, para que assim pudéssemos ver televisão juntos. Não sei o que fazer com isso. Talvez ela estivesse mentindo sobre como foi a noite de ontem para salvar seu orgulho. Você ouviu os gemidos e lamentos por si mesmo. Está dizendo que ela fingiu? Meus lábios se estreitam. Pensar em Nat fodendo com algum tipo me deixa furioso. Odeio esse tipo, foda-se. Sei que eu não o conheço, mas está escondendo algo e eu vou descobrir. Um suspeito reconhece outro suspeito. E eu sou suspeito como a merda. Pelo menos você passará a noite com ela. Sorrindo, eu volto ao meu computador e continuo trabalhando. Meu sorriso se desvanece quando me dou conta que provavelmente ela vá vê-lo de novo amanhã a noite. Preciso tirá-la da minha cabeça.


É hora de chamar Tasha

****

Colocando o pote de sorvete de avelã, colheres e suco na mesinha de café, espero meu convidado. Olho o relógio 20h37. Ele estará aqui em breve. Eu tomei banho e vesti minha roupa que normalmente eu durmo. Enquanto espero, abro um suco e ligo a TV. Sento-me, mas um ruído perto da porta da frente chama a minha atenção. Eu levanto e chego perto. O som abafado vem do apartamento de Ghost. Usando o controle da TV, baixo o volume e chego perto. Eu sei que é errado, mas tenho curiosidade. — Veja, eu disse que eu podia ser silenciosa. — Isso vinha de uma mulher. Ghost ri e responde. — Sim. Obrigada por vir Tasha. Meu estômago gira e minha cara arde. Tasha. A mulher da primeira noite. Escuto ela sorrir enquanto fala.


— Quando quiser. Eu estava me perguntando se alguma vez me chamaria depois da última vez. Sei que foi estranho para você. — Quero bater esse sorriso fora de sua cara bonita. Estranho para ele? E quanto a mim? Ele responde: — Não, isso não foi nada. Nat e eu somos amigos. Tudo está bem. Amigos. É isso que somos. Então por que você está com raiva sobre isso? Sim. Então se ele está transando com alguém. Bom para ele. Minha cara cai. Eu acho que vou ficar doente. Eles se despendem e me arrasto até o sofá e me jogo. Aumento o volume da TV e tomo um gole do suco casualmente. A porta do pátio se abre dez minutos mais tarde e Ghost entra usando uma calça de pijama azul e uma camiseta branca. Seu cabelo está úmido de seu banho póssexo que acaba de ter. Ele fixa meu rosto e franze o cenho. — Está tudo bem? Não confiando em mim mesma para falar, só concordo e continuo olhando a TV.


Ele senta ao meu lado e coloca sua mão fria em meu quente rosto. Preocupação aparece em sua cara e murmura: — Está quente, baby. Tiro a sua mão do meu rosto e explico em voz baixa: — Não. Não estou doente. Só fico assim algumas vezes. Na maioria das vezes, quando estou com raiva ou triste. O corpo de Ghost fica tenso. — Se esse imbecil te disse algo... — Me olha acusadoramente. — O que merda está acontecendo Nat? Pensei que os amigos falavam sobre estas coisas. — Não. Não é isso. Eu só... Eu... Briguei com a minhas irmãs. Isso é tudo. Olho a sua cara. Ele não está convencido, mas ele deixa passar com um sorriso igualmente falso. A quem estamos tratando de enganar? Isso nunca funcionará. Estávamos condenados a isso antes de começar.


CAPÍTULO SEIS

QUANDO MOCINHOS SE TORNAM MAUS.

Ontem a noite com Nat foi incômodo com o inferno. Foi estranho porque pela primeira vez na história havia tensão na sala entre nós enquanto víamos a televisão, eu juro que ela cheirara o sexo em mim. Liguei para Tasha ontem à tarde e eu perguntei se ela poderia vir. Necessitava dar a minha ereção um descanso, e foi a única maneira que me ocorreu de encontrar libertação. Como de costume, ela estava mais do que feliz em ajudar. Então me processe. Eu tenho necessidades, tanto como qualquer outro. O curioso era que apesar do corpo estar interessado, minha cabeça não estava. Embora fosse Tasha quem estivesse chupando meu pau, imaginava que fosse Nat. Depois de ter que passar a noite com ela, todo o tipo de emoção da garota temperamental passou por mim. Sentia-me culpado, como se houvesse feito algo errado. Segui-me lembrando de que Nat estava namorando um idiota chamado Cole, e eles tinham transado no dia anterior, então por que eu não podia?


— Que demônios, homem? Está muito longe. — Max interrompe meus pensamentos. Suspiro e encosto na cadeira. —Ei, irmão. O que acontece? Max coloca o seu sorriso marca registrada e eu não posso evitar sorrir de volta. Algo acontece. Começa: —Bem, eu tenho um encontro na noite de quinta-feira eu espero que você cuide de Ceecee para mim. Minha cara cai. Bom, merda. Incrédulo, me engasgo. — Eu? Eu era a sua melhor maldita opção? Max faz um careta, mas a verdade sai. — Todo mundo está ocupado, cara. E essa mulher... — Ele faz a sua melhor cara de estar apaixonado. — Oh, essa mulher. Sacudindo a cabeça ante o seu dramatismo, pergunto: — Que bom, hein?


Max esfrega suas mãos de uma maneira gananciosa, e seus olhos brilham. — Você seria o melhor. — Ele volta a suplicar. — Por favor, cara. Te deverei um grande favor; Reviro os olhos e lembro: — Você me deve as últimas cinco coisas que fiz para você também, se lembra? Ele encolhe os ombros como se não houvesse problema e exclama: — Você sabe que eu sou bom nisso! Murmuro: — Sim, Sim. O que seja cara. Eu farei. —Ele faz como se fosse me dar uma abraço de homem, assim eu levanto as minhas mãos em sinal de advertência. Enquanto Max se afasta como um idiota, e diz: — Poderia te beijar agora mesmo! Quero dizer, não o farei, mas poderia, amigo. Te devo uma. Mais como seis, seu idiota. Com um movimento de minha mão, me deixa em paz, assim sigo fazendo o que estou fazendo toda a amanhã e observo Nat no CCTV. Eu a vejo dobrar roupas e receber clientes. Ela é tão linda quando sorri. Eu


gostaria que fizesse mais. Então vejo algo transformar o meu humor em merda. Eu bato a minha mão na mesa e olho com fúria a tela.

****

Tina está longe do trabalho. Falei com ela está manhã e a febre de Tatiana baixou, o que é maravilhoso, mas ainda está muito congestionada. Meu pobre anjo se sente frustrada. Quero dizer, vamos, eu também estaria se eu não pudesse respirar. Por sorte, hoje tem sido um dia tranquilo. Atender a clientes e dobrar as roupas tem sido meu principal trabalho, e eu tenho que dizer que me faz feliz. Eu gosto de um dia tranquilo como qualquer um. Cantarolando eu vou dobrar suéteres até que mãos cobrem meus olhos e uma voz profunda em meu ouvido, diz: — Adivinha quem é sol. Um sorriso aparece em toda a minha cara e grito: — Cole! Ele ri enquanto eu dou uma volta. Gargalhando, bato no seu peito de brincadeira e pergunto:


— O que você está fazendo aqui? — Entre abro os meus olhos. — Está me assediando? Está vestindo uma calça preta e uma camiseta branca de exercício, obviamente, vem do treino com alguém. Ele coça a cabeça como se pensasse, então responde: — Eu vim comprar um novo suéter. — Levanta um que eu acabei de dobrar e põe contra seu musculoso peito. Me faz rir. O suéter é branco e de um tamanho pequeno, contra o seu largo peito parece como um babador de bebê. — Pode ser que não fique bem, no entanto. — admite com desânimo. Seu riso se junta ao meu e me puxa para um carinhoso abraço de urso. Eu envolvo meus braços em torno da sua cintura tonificada, colo minha cabeça em seu peito firme e suspiro feliz. Ele sussurra em meu cabelo: —Eu perdi você raio de sol. Não posso me manter longe de você. Retrocedo e sorrio. Seus olhos se escurecem e seu rosto volta sério. Suas mãos se movem pelas minhas costas, e meus ombros e a meu cabelo. Minha respiração se prende. Ele segura a minha cabeça firme e baixa sua boca na minha, plantando um beijo lento e sensual em meus lábios. Ele se afasta um pouco e diz com voz rouca: —Isso é uma promessa do que está por vir essa noite. Através de meus olhos estreitos eu sussurro em resposta:


— Mal posso esperar. — Eu realmente não posso. Lançando-me um sorriso branco e brilhante, baixa seu lindo rosto até o meu uma vez mais e me beija profundamente. Logo solta o meu cabelo e se afasta e sai pela porta, todo o tempo sorrindo e me deixa com os meus próprios pensamentos. Que diabos foi isso? Sacudo a minha cabeça como se tentasse apagar e volto a dobrar as roupas com um enorme sorriso na cara. Passo uma hora mergulhada na banheira quando chego em casa de um grande dia na loja. Saber que Cole estará aqui daqui a pouco está fazendo coisas engraçadas e oscilantes na minha barriga. Não me senti assim por um cara em muito tempo, E em segredo estou esperando que algo saia mal, por que, sejamos honestos, sou Natalie Kovac. E isso é conhecido pela maioria dos meus amigos em Cale, Tina inclusa, que tenho o pior gosto do mundo em se tratando de homem. Nomeie, eu tive. Infiéis, um homem com fetiche por pés, homens que gostam de fantasiar não se esquecendo do cara que queria que eu fizesse xixi nele.


Desempenhar papéis é bom. Estou interessada em dramatização. Pode ser seriamente quente. Embora eu não ache que seja quente querer fazer uma brincadeira de incesto pai-filha. Eca! Ainda me estremeço diante disso. Ainda não sei o que pensar de toda essa inicial relação que Cole e eu temos, mas ele fez algo hoje para concretizar onde estamos em... Esta... Coisa. Durante minha hora de almoço, fui ver a minha amiga no salão Bells and Whitsles e me depilei toda. Assim isso significa mais ou menos que esta noite Cole vai ter sorte. Muito emocionada? Inferno sim! Vou fazer sexo essa noite. Sorrindo, deixo escapar um mini grito, me coloco de pé na banheira, enxáguo meu corpo e saio. Hora de ficar linda. Aplico a minha maquiagem um pouco mais dramática do que normal, só um pouco mais escuro ao redor dos olhos com suave brilho nos lábios de cor rosa. Quero que Cole note que fiz um esforço. Não é que eu não vá fazê-lo. Suspiro.


Homens estúpidos. Sempre com muito cuidado, tiro as etiquetas das lingeries novas que comprei, e deslizo a calcinha pelas minhas pernas. Coloco o sutiã e me olho no espelho. Não posso evitar que um sorriso e forme em meus lábios. Não estou mal pelo tempo que tive. Coloco jeans justo e termino o look com suéter branco transparente. Na realidade, é o mesmo suéter com que Cole estava brincando hoje. Eu me olho no espelho mais uma vez e vejo meu sutiã sutilmente através do suéter. Perfeito. Ding Dong. Olho o meu relógio, sorrio. Chegou cedo, fico entusiasmada. Afofo o meu cabelo e aplico um pouco mais de brilho em meus lábios antes de ir descalça até a porta. Não espero dessa vez. Abro e sorrio. Ele estava maravilhoso vestido com jeans preto, uma camisa de manga longa preta e seus tênis brancos. Assim que ele sorri, eu agarro a sua camisa e o puxo para dentro. Começou. Estamos um em cima do outro como PB&J6. Eu estava esperando por isso todo maldito dia. Freneticamente beijando e puxando roupas um do outro, Cole consegue deslizar meu suéter de cima de mim. Eu tento fazer o mesmo com sua camisa, mas ela fica presa em volta de sua cabeça, depois de 6

peanut butter and jelly sandwich. Manteiga de amendoim e gelEia sanduíche - popular na América do Norte sanduíche com pão camada de manteiga de amendoim e geléia ou geléia


alguns segundos puxando e chegando a lugar nenhum, comecei a rir. Ouço Cole rindo também, mas não posso ver o rosto dele que, é claro, faz com que seja mais divertido. Eu suspiro através do meu riso, me curvo agarrando a minha barriga. Ele puxa-se livre da camisa e joga para o lado. A visão do seu lindo corpo tonificado me deixa séria. Tenho uma total excitação feminina. Minhas partes femininas estão muito felizes. Tão felizes que estão chorando lágrimas suculentas. Foda-me, por favor! Me levanta e deixa minha bunda sobre o balcão. Coloca suas mãos sobre a borda e se inclina sobre mim, me obrigando a encostar e tomar seus beijos deliciosamente contundentes. Seguro seu rosto em minhas mãos e devolvo. Minhas costas golpeiam algo e começa a cair. Cole trata de segurar à fruteira, mas há fruta por toda a parte. Rindo forte, Cole se move ao redor do balcão e por trás de mim recolhe as maçãs e as laranjas do chão. Ele se próxima de novo de mim e imediatamente sei que algo está mal pela expressão de sua cara. Que demônios? Ele segura um pedaço de papel em suas grandes mãos, uma expressão mortal cobre o seu rosto e seus olhos não estão mais quentes agora estão frios que nem gelo. Não sei o que havia encontrado, mas minhas mãos começam a suar. Cole me dá medo e de repente estou assustada.


Faço um movimento para beijá-lo do balcão, mas me empurra para trás. Forte. Meus ombros tremem e meus olhos se arregalam em estado de choque. Ele olha meus olhos e grunhe: —Quer me explicar o que é isso? — Joga o papel na minha cara. Que porra é essa? Aonde foi o meu doce Cole? Com as mãos tremendo, olho o bilhete e meu estômago se embrulha. De todos os malditos bilhetes que tinha que encontrar, tinha que ser o de Ghost quando me trouxe café da manhã. Tenho que admitir, que isso é mal. Cole não espera uma resposta. Arranca o bilhete da minha mão tremendo e lê em voz alta com calma total: — Lamento ter mantido você acordada a noite. Acredito que precisa desse café essa manhã. Também consegui um beagel para te agradecer pelo café da manhã de ontem. —Assente lentamente. — Parece que alguém tem sido uma mulher muito ocupada. Oh merda! Não! Isto não é como planejei que fosse a minha noite. Planejei uma noite incrível com Cole, sexo, e mais sexo. Talvez comer no meio, mas terminando definitivamente com mais sexo! A expressão que Cole faz me diz que não devo mentir sobre isso. Assim não faço. Tento com todas as minhas forças acalmar a minha voz.


— Querido, Asher é o meu vizinho do lado e não tem televisão, por isso às vezes ele vem ao meu apartamento. É isso que ele queria dizer com que mantive acordada. Eu juro Cole, não é nada para se preocupar. Somo amigos e isso é tudo. Cole me olha com os olhos incendiados e responde com os dentes apetados: — Não. Enquanto eu te foder. Eu recuo. Com voz trêmula, e digo. —Cole, você está me assustando. Ele se inclina diante do espaço que eu criei para mim, toca seu nariz contra o meu e pergunta: — Isto é o que você estava fazendo a noite, é? Estar com o seu amigo? Sim, claro. Quanto tempo que vocês estão transando? Eu engasgo: — Nós não estamos transando. Ele grita em minha cara. — Não minta para mim! — Sua saliva salpica em minha cara e eu estremeço. Tremo fortemente, digo em voz baixa:


—Não estou mentindo, Cole. Um ensurdecedor tapa enche a sala e antes de registrar o que está passando, estou caída no chão batendo a cabeça, um olho palpitante e um pulso dolorido. Cole anda de um lado ao outro de minha cozinha. Está visivelmente irritado. Ele passa uma mão pelo cabelo e sussurra uma e outra vez ―Foda-se‖. Posso estar exaltada, mas meu pai me ensinou uma série de coisas na vida. Escolher suas batalhas foi uma das coisas importantes que ele me ensinou. Claro que poderia usar minhas fantásticas habilidades de boxe nele, mas não havia maneira de que poderia nocauteá-lo, isso me deixaria com um homem muito irritado e instável. Nada bom. Cole é o dobro do meu tamanho. Se tratar de brigar com ele, sei que vou terminar gravemente ferida ou inclusive morta, assim faço o que qualquer pessoa em minha posição faria. Usando meus pés, me deslizo o mais longe possível dele. A distância é o que eu preciso agora mesmo. Minha visão está borrada enquanto lágrimas caem livremente pelas minhas bochechas. Começo a hiperventilar. Meu peito se aperta e sinto como se fosse desmaiar.


Cole para e olha pra mim. Seu rosto se suaviza e está cheio de remorso. Ele começa: — Raio de sol, eu... Mas eu o corto em um rouco sussurro: —Por favor, Cole. Vai embora. Ele coloca uma mão em sua cintura e assente solenemente, concordando. — Está bem, eu irei. Ele se aproxima de mim. Utilizo os meus pés para me empurrar para trás, mas eu me choco contra um muro. Gemo enquanto ele ajoelha perto de mim. Toca a minha bochecha suavemente e diz em voz baixa: — Veja o que você me fez fazer, raio de sol. Eu levanto o meu rosto e olho seus olhos. Esse filho da puta está falando sério? É difícil, mas me seguro para não arrancar seus olhos. Ele sorri. — Nos tentaremos de novo amanhã. Concorda? — Suas mãos acariciam minhas bochechas e baixa seu charmoso rosto ao meu, me beija suavemente. Eu não devolvo o beijo. Minha boca é permissiva e inútil. Isso me faz enjoar. Usando um dedo polegar e indicador, pega o meu queixo e coloca na palma da sua mão e agarra minhas bochechas


com tanta força que me faz gemer. Seu semblante cheio de raiva atravessa em mim. E ele exige: — Me dê um beijo, com vontade. Que diabo é esse homem? Ele aperta os lábios e baixa sua cara na minha. Faço o meu melhor esforço em tratar de dar um beijo como se tivesse vontade. Isso na realidade é muito difícil de fazer quando tudo o que realmente queria era partir o seu lábio. Aparentemente satisfeito, ele se inclina para trás e sorri. —Isso é melhor, raio de sol. — Suspira enquanto se coloca de pé. — Sei onde fica a porta. Pense sobre o que você fez. Não quero que isso se repita amanhã. Sem afastar os olhos dele, vejo quando ele abre a porta, e volta para mim sorrindo, me atira um beijo e fecha a porta atrás dele. A compreensão de que algo muito ruim acaba de acontecer em minha casa me bate e eu me apresso a ficar de pé. Estabilizo-me tanto com essa possibilidade e arrastro meus pés com as pernas trêmulas até a porta principal. Passo a corrente e o cadeado com as mãos trêmulas. Incapaz de pensar em outra coisa agora mesmo, além de enviar uma mensagem para Tina.


Eu: Oi. Eu sinto muito por avisar tarde, mas estou com gripe! Estou alternando entre suar como um cervo e me congelar como um burro, assim não irei trabalhar amanhã. Releio a mensagem umas dez vezes antes de estar satisfeita com o que escrevi e me certificar que soe verdadeiro, antes de enviar. Uns minutos mais tarde escuto meu celular tocar. Tina: Oh, querida! Espero que Tatiana não tenha te contagiado!  Claro, fique o tempo que precisar. Cecilia está fazendo seu turno de manhã, então eu estou de volta. Quer que eu leve algo para você? O pensamento dela me ver assim é suficiente para que eu comece a chorar. Eu sempre tenho sido a mais forte. Não poderia suportar que Tina me visse assim. Recomponho-me o suficiente para escrever uma resposta. Eu: Obrigada, baby. Tenho tudo o que preciso aqui. Te amo. Eu te farei saber como me sinto amanhã à tarde. Tina: Muito bem, querida. Que você fique melhor. Nós também te amamos! Xx Só há uma pessoa em quem confio para me ajudar com essa situação.

****


Em lugar de ficar em casa para escutar o concerto de sexo que viria do apartamento de Nat, eu decido passar o momento com os caras. Demoro um pouco a chegar, mas finalmente estamos tendo uma interversão de Trick. — As coisas estão ficando bastante sérias com a Lola. Você sabe o que deve dizer, cara. Ela pensa que você não gosta dela. — Nik dirige isso a Trick. Trick responde sem coração. —Eu sei, irmão. Eu sei. Só não sei como. Trick, por falta de um termo melhor, parece uma porcaria. É uma fração do homem que foi há um ano. Com bolsas debaixo dos seus olhos e seu constante mau humor, qualquer um poderia dizer que algo está acontecendo com ele. — Seja honesto com ela. Ela te ama. Ela te estenderá uma mão. Você sabe que ela fará. — disse Max. Trick se mofa: — Sei que fará Max! A pergunta é, por que deveria fazer? Eu a quero mais que tudo, mas não posso me comprometer com ela sem que saiba o que vem ao ter uma relação comigo. Não é tarde. Ela é jovem.


Ela pode encontrar alguém que não lhe dê um montão de dores de cabeça. Nego com a cabeça e trato de raciocinar com ele. — Não pode decidir por ela, Trick. Só deve contar e deixá-la fazer a escolha. Trick apoia os cotovelos nos joelhos e cobre as mãos com a boca. Se sente derrotado. Se houvesse alguma maneira que pudesse ajudar, eu faria, mas isso não é algo que eu posso ajudar. Trick passa as mãos pelo rosto e responde em voz baixa: — E se ela me deixar? —Olho ao meu redor, os caras nada dizem até que Trick continua: —Este está sendo o momento mais difícil de minha vida. Inclusive pior do quando eu perdi o meu pai. Se perder Lola, não sei o que farei. Eu estendo minha mão e seguro o seu ombro. — Vai perdê-la se não contar, independentemente. Ela já pensa que está guardando segredos, irmão. Nik lhe diz: — Sabe mamãe e as meninas vão ajudar em tudo o que puderem. Somos uma família. Faremos de tudo o que pudermos para ajudar. Meu celular está no silencioso, mas vibra no meu bolso. Olho a tela. Meus olhos se abrem incrédulos.


Que demĂ´nios? Leio a mensagem e me gela o sangue. Nat: Pode voltar para a casa, por favor? Algo estĂĄ mal.


CAPÍTULO SETE

SOMOS IRMÃS DO CONVENTO KOVAC

Toc, toc, toc. —Quem é? — pergunto com voz rouca. Puta merda! Está é minha voz? Pareço uma mulher de cinquenta anos fumante! Ghost responde com firmeza: — Abra a maldita porta, Nat. Meu estômago se revira e minhas palmas suam. Realmente não quero que me veja assim, mas na realidade não tenho opção. É ele ou Tina, e não há maneira em que deixe que Tina me veja assim. Com as mãos tremendo, abro a porta só algumas polegadas. Ocultando a maior parte da minha cara, e falo em voz baixa: —Você não pode ficar louco, de acordo?


Ele revira os olhos e suspira, mas acena com a cabeça. Eu viro o meu rosto para longe dele e abro a porta completamente para que ele entre. Ouço a porta fechar suavemente. Ghost pergunta: — Qual é o problema, Nat? Ainda de costa para ele, eu sussurro novamente? —Você não pode ficar louco, de acordo? Silêncio. Então ele responde com voz baixa: —Está bem, menina bonita. Eu prometo. Agora me diz qual é o problema. Tomo uma respiração profunda para não perder o equilíbrio, fecho meus olhos e giro para ele. Seus olhos se ampliam antes de piscar com ira e caminhar até mim. Sua respiração se intensifica e suas mãos apertam em punhos. Entendo a sua reação. Eu me vi no espelho do banheiro. Na última meia hora, meus olhos incharam e meu lábio inferior dobrou de tamanho. Minhas bochechas têm hematomas aonde Cole me beliscou para beijá-lo. Meu punho também inchou um pouco e está muito dolorido movê-lo. Ghost engole saliva antes de se afastar longe de mim, sua mandíbula endurece e seus olhos se enchem de ódio. Através dos dentes apertados, sussurra:


— Volto logo. Ele sai pela porta e me deixa com uma sensação de confusão e tão sozinha. Um grito me sacode. —PORRA! Quando ouço distintos sons de coisas sendo lançadas com força e vidros quebrando, a tensão enche o meu peito, me fazendo respirar com dificuldade, e as lágrimas desfocam a minha visão. Meu sangue ruge através dos meus ouvidos. Levantando uma mão até o meu peito, caminho para trás até que bato contra a parede e deslizo meu dolorido e fraco corpo até o chão. Tomada por uma imensa tristeza, eu cubro meu rosto com as mãos e soluço em silêncio. Alguém pôs as mãos em mim para descarregar a sua ira. Nunca pensei que seria uma dessas mulheres. E é realmente uma fodida merda. Braços fortes me envolvem debaixo de meu colo e braços. Estou sendo levantada com cuidado por um corpo duro. Arquejo, então gemo enquanto a dor palpita através de todo o meu corpo. Inclusive minhas unhas estão doloridas. Não sabia que uma pessoa poderia ter dor nas unhas. — Eu sinto menina bonita. Realmente não sei como fazer isso sem fazer dano. Prometo que serei tão suave quanto possa. — disse em voz baixa.


Ghost me deita na cama, com cuidado para não me tocar em algum lugar que não seja necessário. Ele pergunta: — Você pode abrir seu olho bom para mim, menina bonita? — Cada vez que tento abrir, ele fecha. Ghost usa seus dedos para levantar com cuidado, abrindo e obtendo o suficiente para fazer um julgamento. Em silêncio, explica: — Não acredito que tenho uma concussão. Eu vi o suficiente para saber, mas não vou correr nenhum risco com você. Não quero mover você agora mesmo e causar uma dor não necessária, por isso que eu vou dormir no seu sofá e acordarei a cada hora só para estar seguro. Estou tão cansada. Quero dormir e justo quando começo adormecer, Ghost me empurra. Abro meu olho bom tanto como é possível. Ghost tem uma garrafa de água e um pouco de Tilenol. Com uma expressão de evidente preocupação, coloca os comprimidos em minha boca e logo levanta a água para eu possa beber. —Eu sinto menina. Eu adoraria te dar algo mais forte, mas isto é tudo o que eu posso dar até que esteja seguro de que não tem uma concussão. Trate de ficar acordada por mim certo? Eu engulo os comprimidos com dificuldade. Minha cabeça dói. Meus ouvidos palpitam. Não há maneira que eu possa me obrigar a permanecer acordada. Em um sussurro débil, eu contesto:


— Não acho que possa Ash. Estou muito cansada. — Estou adormecendo rapidamente. Ele senta com as costas contra a minha cama, me colocando contra o seu corpo. Envolvendo seus braços suavemente ao redor da minha cintura, e me diz: —A adrenalina desapareceu por isso você se sente tão cansada, menina. Fica comigo. Diga o que fez hoje. Me afundo em seu peito, mas faço uma careta de dor quando seu queixo toca a protuberância da parte de trás da minha cabeça. Ghost se endurece antes de mover meu corpo para frente e tocar suavemente a protuberância em forma de ovo na parte posterior da minha cabeça. Confundido, murmura para si mesmo: — Que demônios? Atrai-me suavemente de novo, esfregando meus braços com as suas grandes mãos. Seus lábios tocam o meu ouvido e ele sussurra: —Me diz o que aconteceu, menina. Desde o inicio. Assim que faço. Lentamente e com voz baixa eu digo como estava bastante entusiasmada porque Cole viria está noite. Como ele veio me ver no trabalho hoje e tudo estava bem. Como passei horas me preparando para ele como se perdeu quando encontrou o bilhete na minha fruteira. Eu explico que meu deu um tapa tão forte que eu caí na mesa da cozinha, batendo minha cabeça contra o chão e sofri uma torção


no meu pulso. Durante o tempo que explico tudo isso, o corpo de Ghost enrijece tão forte que temo que ele vá decolar como um foguete. Obviamente confuso Ghost pergunta: — Por que ele ia ficar irritado por um bilhete? Sem pensar, eu digo: — Foi o bilhete que você me deixou quando me trouxe café da manhã. Ele pensou que eu havia transando com você. — Meu coração dói e tomo um suspiro trêmulo. — Simplesmente não me escutava. Eu disse uma vez e outra vez que tudo era um mal entendido. Mas era com se ele estivesse possuído, Ash. Ele simplesmente perdeu o controle. — As lágrimas que tentei conter escaparam, deixando o rastro pelas minhas bochechas. Eu sussurro: —Eu estava muito assustada, Ash, Pensei que ele fosse me matar. Ghost limpa minhas lágrimas e beija minhas bochechas suavemente. Diz: — Ninguém mais te machucar, nunca mais. Eu te prometo menina bonita. E mesmo que não deva, eu acredito. Parte da tensão se desvanece enquanto tomo o calor do seu corpo.


Imploro com um sussurro infantil: — Não me deixe, de acordo? Silêncio. Então: — Não vou te deixar, baby.

****

Na manhã seguinte, me surpreendo quando realmente não me sinto tão mal. Deslizo fora da minha cama vazia para encontrar Ghost no sofá profundamente adormecido. Ele parece um anjo de uma maneira diabólica. Deus, esse homem é um tesão. Eu lhe direi isso. Sorrindo, eu me aproximo do sofá, chego até o chão e recolho a manta. Estendo-a e coloco suavemente sobre ele. Meu coração infla ao pensar o quanto amável e protetor ele foi na noite anterior comigo. Sem pensar, baixo a minha boca para colocar um suave beijo em sua testa. Justo quando meus lábios estão a ponto de tocar a sua testa, ele abre os olhos e levanta a cabeça de repente, me dando uma cabeçada. Ambos gememos e eu coloco as mãos na minha testa.


Ao mesmo tempo, nós dois dizemos através de nossos gemidos: —Que diabos? Ainda gemendo, abro meu olho bom e olho para ele. Ele olha em volta do meu apartamento malditamente confuso, seu rosto tem uma expressão de ―onde estou?”. Não posso evitar, eu começo a rir. Seus lábios tremem enquanto diz: — Bem, bom dia para você também. Ainda rindo, agarro as suas bochechas em minhas mãos e baixo meu rosto até o seu. Coloco beijos na sua testa, bochecha e nariz, dizendo com sarcasmo: — Aqui está seu bom dia! Ghost inclina a cabeça para trás e ri gargalhando. Ele segura minhas mãos, tomando cuidado com o meu pulso dolorido e me puxa para sentar em sua barriga. Seus olhos me observam um momento. Seu rosto sorridente se escurece um pouco. —Seu rosto não está tão inchado hoje. Há pequenos hematomas em suas bochechas e seus olhos estão semicerrados, mas seus lábios já não estão inchados. Como se sente hoje? Doente em sentir como uma vitima, sorrio e brinco: — O suficiente bem para foder a sua mãe.


Ele levanta uma sobrancelha e me olha fixamente. Faço os meus olhos rodarem e grito: — Oh, vamos! Nunca viu Super Troopers? —Ele não responde, simplesmente levanta sua sobrancelha ainda mais. Eu digo: — Assim faremos. Ele é o seguinte em nossa lista. Você vai rir até partir seu peito. Sem soltar minhas mãos, espeta: — Chega. Me diz como se sente. É importante. Mordendo meu lábio, concordo e falo em voz baixa: — Você quer saber como eu me sinto, Ash? Sinto-me como se um cara com quem estava saindo bateu a merda fora de mim. — Eu olho nos seus olhos e vejo seu rosto se suavizar. Ele se aproxima e roça com o dedo polegar na minha bochecha machucada. — Não quero ser uma vítima. Não mesmo. Não vai acontecer. Meus pais educaram melhor a mim e as minhas irmãs. Quando menciono minhas irmãs, o corpo de Ghost fica rígido e sua cara se transforma em uma expressão de choque. Ele senta e esfrega as mãos pela cara dizendo: — Oh merda! Não me foda! Oh, merda! Eu esqueci! Coloco-me de pé, mas ele tira seus braços ao redor da minha cintura e me olha nos olhos. Seu rosto é quase de desculpa e divaga: —Esqueci porra! E é hoje! Foda-se, Nat! Oh Deus...!


Ding Dong Confusa como o inferno, olho desde Ghost até a porta principal e logo de volta para Ghost enquanto continua divagando. —Eu fiz porque pensei que... Eu fiz isso porque pensei que você precisava delas. As verificamos ao menos. Basta lembrar que eu fiz isso com boa intenção e... E não me acerte! Me coloco de pé, e caminho até a minha porta e olho através do olho mágico. Minha boca se abre em estado de choque e olho para Ghost lhe dando a minha expressão de que merda. Ele levanta, e encolhe os ombros e me olha com remorso. Sem me dar opção, abro a porta para minhas irmãs. Helena e Nina estavam ali com braços abertos e grandes sorrisos, gritam com entusiasmo. — Surpresa. Quando ambas olham a minha cara caem em choque. Não é de se estranhar. Justo quando começo a explicar o que aconteceu Helena chega até Ghost gritando: — Eu vou matar você, merda! — Antes de ter a oportunidade de dizer para parar, Ninna corre na minha frente até Helena e um Ghost


agora com olhos abertos. Ela o empurra com tanta força que ele cai sobre a minha mesa de café com um oomph! Crack-Snap-smash Lascas de madeiras voam por toda parte. É como ver um episódio de luta livre WWE, a mesa quebra em pedaços pequenos com Ghost deitado o centro. Nina se senta de cócoras sobre sua cintura, batendo na sua cara e gritando: — Ninguém toca a minha irmã! — Ghost faz o melhor que pode para cobrir o seu rosto, mas ela consegue dar uns bons golpes. Bom, este dia apenas tornou-se uma merda. Surpresa, de fato! Helene, não deixa que Nina tenha toda a diversão, olha ao redor buscando uma arma. Ela vê minha bolsa em cima da mesa da cozinha, ela pega e caminha ao redor das peças da mesa café que estava acima da cabeça de Ghost. Levanta minha bolsa grande e pesada o mais alto que consegue e bate em sua cara. Os braços de Ghost caem em seu lado e suas pernas deixam de mover. Arquejo, e por um momento, me preocupa que elas o tinham matado até que ele geme longo e baixo. Bom, isso ficou intenso rapidamente. Isto foi longe de mais. Grito: — Basta! Não foi ele! Parem!


Corro ao redor dos pedaços da minha mesa de café até Ghost, empurro minha irmã mais velha longe dele, caio de joelhos junto a sua cabeça e levanto a minha bolsa de cima dele. Eu estremeço ante a visão de seu nariz sangrando. Aperto a sua bochecha e pergunto e voz baixa: —Está bem? Ghost sorri, seus dentes manchados de sangue: — Isso foi fodidamente incrível. Meus ombros caem em alivio, e solto uma respiração que nem sequer sabia que estava segurando. Incapaz de reprimir uma risada sorrio com ele. — Eu te disse. Minhas irmãs são como bombas. Eu o ajudo a se levantar e repreendo as minhas impressionantes irmãs. — O que vocês têm a dizer? Elas estão ali com um par de crianças petulantes. Olhando para o chão e arrastando os pés, murmuram: — Nos sentimos. Ghost ri um pouco mais, manca até ao meu refrigerador e abre o congelador. Pega uma saco de ervilhas verdes congeladas e a deixa cair em sua cara com uma pequena careta de dor.


As caras de Nina e Helena caem e Nina pergunta: — Então, que merda que aconteceu? Rodo os meus olhos e passo minhas mãos pela minha cara ainda dolorida. Aqui vamos de novo.

****

Passo ao redor de meia hora explicando para as minhas irmãs o que aconteceu com Cole. E, como é lógico, passaram de odiar Ghost a amálo em questão de segundos. Ambas abraçaram o seu rígido corpo, ignorando seus olhos bem abertos e evidentemente incomodados e logo fizeram o que melhor fazem os croatas. Desculpam-se com comida. Informo às minhas aspirantes de guarda-costas que fazer a merda de minhas heroínas era um pouco demais e não o certo e elas precisavam fazer o correto. Assim cozinharam e assaram durante o dia todo e essa manhã disseram a Ghost que se não viesse para jantar, elas o encontrariam. Ao se dar conta de que não era uma ameaça vazia, um Ghost com os olhos arregalados falou que estaria de volta perto das seis.


Eu sento no sofá para descansar enquanto ela redecoram da pior forma a minha cozinha e falamos. Nina começa. — Então esse cara, Cole, simplesmente perdeu o controle sobre um maldito bilhete? Concordo lentamente. Com a cara enrugada, ela continua: —Como uma banana de dinamite? Boom. Merda voando por toda parte o psicopata? Concordo de novo e ela nega com a cabeça lentamente, seu cabelo loiro balança e murmura: —Incrível. Helena está tranquila antes de saltar em minha defesa. — Que diabos acredita que isso significa, hein? Nina se volta para Helena com as mãos levantadas e explica: — Só estou dizendo que Nat não tem o melhor gosto para homens. Helena aperta o seu ombro e replica: — Bom, inferno! Isso não é culpa sua. Ela é malditamente impressionante. São os homens que estão loucos e não ela.


O rosto de Nina se esquenta e começa a dizer algo, mas ela se detêm e toca o cabelo preto de Helena. Ela mostra a língua e disse: — Quanto tempo passou desde que pintou o cabelo? Helena tenta responder, mas Nina a corta. —Odeio pintar o cabelo. Quantas vezes te falei que não pinto o cabelo? — Nina olha até mim. — Quantas vezes tenho que dizer que não pinte o seu cabelo? Abro a boca para responder, mas ela me interrompe com frustrado: — Muitas vezes! Helena e eu nos olhamos uma a outra e começamos a rir. Nina é certamente uma força. Ela se orgulha de seu trabalho como cabelereira e odeia quando Helena e eu não fazemos o cabelo com ela quando ela considera que é uma honra. Nina ignora nossa risada e murmura para si: —Encontrarei um lugar que vende tinta. — Ela olha até a pilha de madeira no canto da sala. — E uma mesa de café. Soltando um suspiro frustrado, e rogo: —Podemos falar de outra coisa? Estou farta de escutar falar sobre o imbecil de Cole. Nina sorri e volta para cozinha. Helena ri.


—Imbécil. Cole. Isso rima!7 Sorriu para ela e pergunto: — Como vão os estudos? Ela tira o cabelo de seu rosto e faz uma asquerosa careta. Amo tanto minhas irmãs. Isso é exatamente o que eu precisava. Terei que agradecer Ghost mais tarde. Ela enruga o nariz. — Um ano mais. Só um ano mais e vou ser uma fisioterapeuta. Nina e eu gritamos e aplaudimos. Helena é a mais inteligente de nós, mas ela é uma inteligente de escola. Nina e eu, poderíamos dizer que somos inteligentes de rua. Já vê, Nina decidiu quando tinha quinze anos que havia tido o suficiente da escola. Sem dizer nada a mamãe e papai, ela conseguiu um trabalho em um salão local varrendo o chão e observando os cabelereiros o mais perto possível. Ela se apaixonou por tudo relacionado a cabelo. Nina é totalmente fashion, chegou em casa da escola com os papéis de autorização para que papai e mamãe os assinassem para sair da escola. Basicamente, fez uma canção e um baile sobre os benefícios de ser cabelereira e como ter um salão na família seria genial para todos os parentes. Uma hora mais tarde, tinha meus pais em suas mãos, e assinando a autorização. Nina é uma cadela, sempre foi. Agora ela é dona de um salão muito popular em Cali. Tão popular que você tem que 7

No original é Asshole, Cole. Por isso diz que rima


reservar com um mês de antecedência e há uma regra estrita de não encontro. Pensar em seu êxito coloca um grande sorriso na minha cara. Estou muito orgulhosa delas. — E bem? — Helena rompe meus pensamentos. Meu cenho franze. — Bem, o que? Ela está chateada enquanto repete: —Caspar. Poltergeist. Ghost. Você fodeu com ele outra vez? —Ao ouvir isso, Nina deixa o que está fazendo e me olha como um sorriso descarado. Eu zombo e coloco a minha melhor imitação de bêbada. — O primeiro é o primeiro irmãs, você não fode com Ghost. — Minhas duas irmãs se inclinam mais perto como se estivéssemos negociando por informação. Aponto com meu dedo enunciando cada palavra e continuo: — Ele te fode. Sorriu ao recordar aquela tórrida noite. Inclinada sobre uma mesa da sala de conferências. Me estremeço de prazer. Nem sequer nos vimos nus. Ainda tinha o meu vestido e ele ainda estava vestido, só arrancou minha calcinha, abriu seu jeans e foi. Com. Ele. Yummy. Suspiro sonhadoramente.


— E é algo completamente diferente. É como se ele entrasse na sua cabeça, tomando controle e a incendiabdo-a. Fim. — Sem deixar de sorrir termino com: — Foi incrível. Sim minhas irmãs puderam sorrir mais, ambas tinham divido o rosto pela metade. Voltaram para a cozinha e me deixaram com os meus pensamentos. Suspiro uma vez mais. Realmente tenho o pior gosto para homens.


CAPÍTULO OITO

SÓ UM JANTAR COM A FAMÍLIA

Estando de pé em frente a porta do apartamento de Nat escutei os sons das meninas rindo, me deu vontade de escapar como um pequeno cachorro. Sinto-me mal, como se estivesse me intrometendo em seu tempo familiar. Não estou certo se devo entrar ou sair correndo, assim que estou de pé na porta, esfregando a parte traseira do meu pescoço com inquietude. Ter ido trabalhar hoje com o nariz inchado foi bastante mal. Ter que dizer aos caras como consegui o meu nariz inchando foi ainda pior. Então ter que explicar o que aconteceu com Nat ontem à noite... Foi só... Nada bom. Tive que fazê-los jurar não dizer nada para as meninas. Ela contaria quando estivesse pronta. Tive um momento de merda quando Trick tomou errado. Ele estava pronto para esmagar crânios. Se eu realmente estivesse sendo honesto, eu acho que sua situação em casa o tem feito buscar por luta. Nik estava muito distante e isso me colocava muito incomodado. E Max... Fez-se em pedaços. Tanto que cancelou seu encontro quente. Nat é sua amiga.


Eles são bons amigos. Eu poderia viver sem eles flertando o tempo todo, mas eu sei que sua amizade é somente isso. Uma boa amizade. Porém, quando as meninas soubessem... A merda ia bater no ventilador. Nat me disse que ela não queria prestar queixa. Que só queria seguir em frente. Eu entendo. Eu faço. Mas isso não significa que eu não vou fazer esse cara desejar nunca ter nascido. Cole Lewis vai implorar pela sua morte antes que eu termine com ele. A porta se abre de repente e eu vejo a cara sorridente de Helena. Ela não me cumprimenta simplesmente me agarra pelo braço e me arrasta. As conversas entre as meninas não diminuem agora que estou aqui, elas só falam ao meu redor. E me surpreende porque agora que estou aqui, não quero ir. A voz de Nat está me acalmando. Estar perto de Nina e Helena é como estar perto de Nat, por três. Eu gosto. São todas iguais. Seu aspecto, voz e personalidade. São geniais. Não posso evitar que um sorriso apareça em meu rosto. Três como Nat. Por Deus. Uma é mais que o suficiente. Nat me pega sorrindo, para de falar e me olha. Coloca um olhar inquisitivo, mas eu só sorrio e encolho os meus ombros. Ela estreita os


olhos para mim, mas continua conversando. A próxima coisa que eu sei e que estou sendo levando para a mesa de jantar e sento. Cada uma das meninas traz pratos de comidas. Franzo a testa e olho ao redor do apartamento para procurar os outros convidados que, presumo que estão chegando. Não há nenhuma possibilidade de que prepararam toda essa comida só para nós quatro. Há o suficiente para alimentar quinze pessoas! Sento-me em frente a Nat e a observo enquanto ela fala com Helena. O inchaço do olho diminuiu ainda mais e ela está de bom humor. Seu cabelo vermelho chamejante parece que foi recém-colorido e cortado, igual ao de Helena. Deve ter feito um dia de SPA das meninas. Procuro no seu rosto algum sinal de angústia, mas não consigo ver nenhum. Seus charmosos olhos verdes estão luminosos e brilhantes, suas bochechas rosa pelo riso e seus lábios carnudos são da cor rosa e deliciosos. Não está maquiada e de alguma maneira, isso me excita. Ela parece tão fresca quando acorda pela manhã? Minha semi-ereção aumenta. Estou fodidamente envergonhado de mim mesmo. Ela acaba de ser atacada por um cara com quem ela estava saindo, e eu estou pensando nela em minha cama. Não me foda. Sou um imbecil. Sim realmente eu sou.


****

Olho Ghost através da mesa e minha pequena dama se revolta alegremente. O homem é mais quente que o inferno, isso é certo. Vestia calça jeans preta, uma camisa branca de manga longa justa e botas com bico de aço. Suspiro. Ele está charmoso. Olhando para ele de perto me pergunto o que é que eu vi em Cole. Quando meus olhos alcançam os seus, eu congelo. Seus suaves olhos marrons estão escuros quase pretos. Ele me olha como se eu fosse o jantar. E estivesse com muita fome. Minha boca fica mais seca que o Saara e minhas bochechas queimam. Abaixo a cabeça para evitar o seu intenso olhar. Depois de um momento para esconder o rubor em meu corpo, eu dou outra olhada nele. Minha excitação morre quando vejo que não está mais me olhando, apenas ouvindo a conversa das minhas irmãs. Droga. Poderia ter realmente usado o impulso do ego agora. Observo com diversão como minhas irmãs enchem o prato de comida para Ghost. Sério é uma pequena montanha e seu olhar assustado é malditamente divertido. Eu rio sacudindo a minha cabeça, Nina e Helena estarão irritadas se ele não comer o que elas colocaram para ele.


Nina me disse sorrindo: — Uma vez que coma seu jantar, temos Krempota para a sobremesa. Você gostará. É como um pedaço de pudim de baunilha. Tem massa folha na parte superior e inferior, e no meio o maravilhoso pudim, suave. Tão delicioso. Helena e eu olhamos uma e a outra e gritamos "yummeh!" Eu mordo meu lábio para evitar cair na gargalhada. Ghost parece que está tendo problemas para digerir o fato de que Nina simplesmente disse para que comesse seu jantar com um bom menino, mas responde em voz baixa: — Obrigada. Tudo isso está delicioso. Nós o olhamos como os falcões que somos e começa com um pequeno bocado do arroz com ervilhas de Helena. E Helena diz: — Isso se chama Rizi Bizi. — Ghost quase engasga com sua comida, Sorriu. A pronúncia é divertida, está boa! Cada vez que ele prova um prato, uma de minhas irmãs, explica o que é e quem ensinou a fazer. Agora, não quero soar o meu próprio apito, mas eu sou uma maldita boa cozinheira e fico um pouco triste que nada do que entra na barriga de Ghost seja algo que eu fiz. O cara cuidou de mim a noite e não eu não fiz nada para agradecêlo. Poderia ter feito ao menos uma maldita torta!


Agora que eu penso, acho que nem lhe disse obrigada. De repente me sinto pior como a escória e perco o apetite. Mantenho minha cabeça baixa de vergonha, separo a comida em meu prato e escuto minhas irmãs ter conversas unilaterais com Ghost. Todo mundo terminou de comer e estou surpresa de ver que Ghost limpou o seu prato. Eu levanto para recolher os pratos, mas quando passo perto dele, sinto a necessidade de fazer algo íntimo e familiar. Dúvida, mas minha mão tem vontade própria. Passo meus dedos por seu comprido cabelo pálido, e pergunto: — Estava bom? Ele está saciado e estupidamente feliz. Sorrindo, uma pequena risada com os olhos a meio mastro com se estivesse caindo em estado de coma por comida, ele responde com um grunhido feliz. Passo os dedos pelos seus cabelos de novo e eu digo que voz baixa: — Você precisa de um corte de cabelo. Ainda passando com meus dedos por seu cabelo, ele fecha os olhos de felicidades. Exala a sua resposta: — Odeio ter que cortar, nunca fazem como eu quero. Está bem, estou secretamente feliz de estar fazendo algo que parece de ele gosta. Não é que eu me culpe por isso. Não é como seu eu fosse dizer a alguém.


Massageio o seu couro cabeludo durante alguns minutos, coloco um pequeno beijo sobre a sua cabeça quando termino, logo recolho os pratos e levo para a pia. Corto a torta e levo as fatias dela para todo mundo. Minhas irmãs estão no sofá, felizmente falando, comendo e vendo televisão. Sorrindo descaradamente, me sento do lado de Ghost. Tão perto que nossos músculos se pressionam entre si. Ele se joga para trás e estreita seus olhos e uma espécie de olhar de o que você está fazendo. Amplio o meus olhos inocentemente, encolho meus ombros e entrego o seu prato com a fatia de pudim. Fazendo uso de seu garfo, corto um pedaço e coloco em minha boca. Seus olhos piscam e se focam em minha boca. O sabor me bate como um tornado. Doce e suave. Absolutamente delicioso. Meus olhos fecham e gemo longamente baixo. Mastigo lentamente e engulo. Abro os olhos e olho diretamente o seu olhar quente. Eu sussurro com voz rouca: —Você tem que provar isso. É melhor do sexo. Cortando outro pedaço, levo para sua boca ligeiramente aberta e digo: — Abre. Ele abre muito rápido, e eu coloco um pedaço em sua boca. Seu olhar entreaberto nunca deixa o meu. Seus lábios se fecham sobre o garfo


e lentamente eu afasto fora da sua boca. Sorrio, e então ele não me devolve o sorriso, mais seus olhos sim. E meu centro se sacode. Seus olhos se fecham de felicidades enquanto mastiga lentamente. Quando engole, seus olhos se abrem e se inclina para frente, justo em meu rosto e sorri encantadoramente. — Tem razão maldita seja, é bom, mas não é melhor do que sexo. A ponta de seu nariz se encosta com o meu. Escondo com êxito meu estremecimento e fecho os olhos. Ele diz: —Não o sexo com você. E justo então, estou me queimando. Merda, isso é quente! Eu pensei que eu estava no comando aqui, maldito seja! Ele acaba de virar a situação. E eu gosto disso. Normalmente odeio quando alguém tira vantagem, mas com Ghost, é como se quase confiasse nele nessa posição. Eu não confio facilmente. Eu sei que ele não me machucaria. Sou firme em confiar em meus instintos e eu que nunca me sinto bem, de repente sinto que é correto nesse momento. Eu o quero. Eu o quero tanto.


Estou de repente sem palavras. Nunca estou sem palavras! Sempre há alguma palavra na lista, comentário espirituoso ou ácido na ponta da língua. A ponta da língua que atualmente tem um cartaz que diz: Fora de serviço. Volto em cinco. Justo quando estou pensando em algo espirituoso em dizer, Nina está ao meu lado. Ela pega a mão de Ghost e firmemente diz: — Levante. Ele estreita os olhos com desconfiança, mas se levanta. Ela o leva a uma cadeira solitária em meio ao meu apartamento e o empurra para que ele sente. Oh, Meu Deus. Eu sei que ela está fazendo e não posso parar uma risada que quer sair da minha boca. O pobre homem nunca teve uma oportunidade. Uma vez que seu traseiro bate na cadeira, levanta um dedo e abre a boca para dizer algo, mas ela o interrompe com um movimento de sua capa de cabelereiro. Apertando a capa ao redor do seu pescoço. Ghost engole a saliva e de repente está muito preocupado. Antes que possa dizer outra palavra, seus olhos são forçados a fechar enquanto ela borrifa água em seu cabelo e penteia. Ela se aproxima e murmura coisas como ―malditamente muito comprido‖ e ―o que fazer, o que fazer‖. Seus olhos brilham e sorri. Ela penteia e corta seu espesso cabelo por só uns poucos minutos antes que corte os cabelos das laterais da cabeça.


Não está muito bonito neste momento, mas Nina tem uma maneira de fazer com que as coisas funcionem. Ela deixa as tesouras e utilizada outra para descarregar o que fica do cabelo. Parecendo satisfeita com os resultados, remove a capa, mas fala para ele não levantar. Eu disparo um olhar de desculpa e me encolho os ombros. Ele estreita os olhos como se isto de alguma maneira fosse a minha culpa. Levanto minhas mãos em um movimento de eu não fiz nada e sorriu. Nina volta com um tubo de cera pegajosa e leva-o para o banheiro. Eu a escuto explicando como utiliza-lo para o seu novo estilo quando soa a campainha. Sem deixar de sorrir eu vou até a porta e abro. Quando olho a porta aberta, e meu sangue gela. Isto parece como uma reação apropriada porque ali está Cole, com um sorriso fácil, com um, buquê de rosas rosa. Estou petrificada. Literalmente, não posso me mexer. Minhas mãos suam. Aperto meus joelhos para que deixem de tremer e sussurro: —Cole. Seus olhos estão tristes e suspira: —Sinto chegar tarde, Raio de Sol. — Ele balança as flores. — Eu tinha que conseguir algo especial para minha namorada. Ele tem a audácia de piscar para mim, e de repente quero jogar água quente sobre sua cabeça e lançar um balde de pluma sobre ele.


Imediatamente Helena está ao meu lado e pergunta com cautela: —Quem é você? Sorri devastadoramente. — Sou Cole. E por seu aspecto, eu acredito que você seja irmã de Nat, Nina sai do nada, e fica do meu outro lado, me rodeando e segurando as suas afiadas tesouras de cabelereira. Ela lança um olhar de incredulidade e logo cospe: — A única coisa que vai conseguir é que eu te apunhale se você não sair daqui neste mesmo segundo. Não posso acreditar que tenha o descaramento de voltar aqui depois do que fez a minha irmã, trazendo um ramalhete de flores, e nada mais. O sorriso de Cole se desvanece e a crueldade que vi nele na noite anterior ressurge. As flores que ele segura caem ao seu lado, ele estreita os seus olhos até Nina e fala: — Se mete em seus assuntos de merda, cachorra. Helena pega a minha mão e com muita calma me diz: — Você precisa deixar a minha irmã. Então por favor, vai embora, agora.


Minha garganta fecha e minha visão se torna borrada por minhas lágrimas. Justo quando abro a boca para dizer a Cole para ir embora alguém me interrompe. — Meninas, vão para o quarto, agora. Bem, isso acaba de ficar realmente interessante.

****

A raiva se enrola fortemente nas minhas entranhas como uma serpente pronta para atacar a sua presa. Cole me olha e sorri. Definitivamente não é um sorriso de Como você está, mas como um Vou adorar te estripar, esse tipo de sorriso. As meninas não se afastam. Isto não é uma maldita brincadeira. Fico puto. Rujo: —Meninas, agora! Helena conduz suavemente Nat e ela caminha até seu quarto. Caminho e paro atrás de Nina, que olha Cole como se ela fosse ter um imenso prazer de cortar seu pinto. Sei como se sente. Coloco uma mão em seu ombro e sussurro em seu ouvido: — Ela precisa de você.


Essas fodidas palavras funcionam. Depois de um segundo olhar, ela se afasta. Uma vez que escuto a porta do quarto fechar, sugiro: —Talvez você deva ir antes que alguém tenha um acidente. Cole, sendo o cara duro e grande que é não se intimida: — Só porque tenho a mulher que você quer. — Estala a língua. — Ela não quer você homem. Se afaste. Deixe-a com um homem de verdade. Dou um passo mais perto dele, e minha voz perfeitamente tranquila: — Vamos falar lá fora. Estreita seus olhos a os meus com desconfiança, mas ele vai até o corredor. Eu o sigo e fecho a porta atrás de mim. Sorrio o mais falso e amavelmente que posso e ofereço minha mão para apertar. Ele parece confuso, mas toma a minha mão. Grande. Fodido. Erro. Rápido como um raio, eu o derrubo e dou a volta, torcendo o braço por trás de suas costas em um ângulo incômodo e pouco natural. Pressiono meu joelho em suas costas subindo a pressão em seu rim e isso será insuportável em um momento. Este cara é mais baixo que eu, mas tem mais músculo. Músculos podem ser bons, se você sabe como usálos. Cole claramente não sabe.


Inclino-me na sua frente, cravando mais meu joelho em suas costas. Ele reclama em voz alta e eu bufo em seu ouvido. — Você vai se manter longe de Nat. Não vou dizer de novo. Não foda comigo, Cole. Não tem nem ideia do que sou capaz. Usando o meu joelho para me equilibrar, uso minha mão livre para pegar um pedaço de papel no meu bolso traseiro. Eu abro e leio: — Cole Taylor Lewis. Medicamentos receitados: antidepressivos, antipsicóticos e mais antidepressivos. Condenado há cinco anos em um centro de detenção juvenil por violação da condicional e assalto a um menor. Fichado por agressão até a bunda. —É a minha vez de estalar a língua. — Cole, Cole. Cole. Você tem sido um cara muito ocupado, e por sorte a sua agenda ficou mais vaga porque não vai mais ver Nat. Me compreende? Cole silva: — Você não toma decisões por ela. Ela é minha namorada! Concordo solenemente e digo: — Não. Eu não tomo decisões por ela. Mas estou tomando uma decisão por você. Você sabe o que acontecerá se eu convencê-la a apresentar queixa contra você. Posso fazer. Sou seu amigo e ela confia em mim. Cole sorri.


— Com o que? Você não tem provas, homem. Pego o meu telefone e abro na galeria em que eu tenho as vinte fotos que tirei do rosto de Nat, inchada e vermelha depois de que ela desmaiou. Eu coloco na sua cara e seu corpo fica rígido. Sim eu tenho, imbecil. — Você não vai tentar ver Nat de novo. Se fizer, eu vou atrás de você, e só um de nós sairá vivo. — Cole solta uma risada e eu sorrio acidamente, o que ele não pode ver. Pego no meu bolso traseiro, e tiro minha charmosa faca de caçador com cabo de prata esterlina. Me inclino diante dele e abro-a em seu rosto Ele fica quieto e se engasga. — O que está fazendo? Sem me deter, repito cinicamente: — Ensinando-o quão fodidamente sério eu estou rato de merda. Com a faca aberta movo meu joelho ao centro das suas costas, empurro seu braço para trás, tão atrás que deveria se deslocar a qualquer momento. Ele suspira, suspira e grunhe, quase gritando, o que me faz feliz. Um pouco feliz demais. Sim, sou um monstro, mas ao menos eu sei.


Endorfinas correm pela minha cabeça, fazendo com que meu corpo se sinta quente e leve com uma pluma. Sabendo que eu o tenho imobilizado, eu coloco a faca contra seu cenho, aplico um pouco de pressão e lentamente e, definitivamente, dolorosamente, baixo a faca pelo seu rosto abrindo a pele profundamente por aproximadamente quatro polegadas. Ele grita como um bebê e meus olhos giram em êxtase. Deus. Eu me sinto bem com isso. A cicatriz que eu deixei deveria ser um lembrete para que se lembre com quem se mete. Cole não grita, mas seu corpo treme com sons silenciosos. Eu pergunto: — Então, me diz, quais são os seus planos Cole? Ele se afoga em soluços. —Me manter afastado de Nat! Dou um tapa em sua cara ensanguentada e digo: —Bom menino. Cachorro velho aprendendo novos truques e toda essa merda. Bom pra você. Olhando até a minha mão ensanguentada eu encolho os ombros e limpo minha mão na parte de trás da sua camisa.


Eu me levanto e o ajudo a levantar. A única palavra que poderia dizer para descrever a expressão no rosto de Cole seria horrorizado. Ainda soluçando ele embala a sua ferida e eu digo gravemente: —Se cuida Cole. Foi um prazer. Tomando a indireta, ele evapora pelo corredor, até o elevador. Eu rio dissimuladamente. Se ele saísse mais rápido, ele teria voado. Suspiro quando olho o chão, até a piscina de sangue. Por sorte o corredor é de piso. Hora de limpar. Volto para o apartamento de Nat, escuto a porta do quarto se abrir. A música explode quando Helena levanta a cabeça e olha as minhas mãos ensanguentadas. Olha para o quarto, e diz algo que eu não posso escutar e se aproxima, fechando a porta atrás dela. Estou sorrindo fodidamente quando ela não faz perguntas. Só agacha debaixo do lavabo para pegar um pouco de desinfetante e toalhas na cozinha, depois sai para o corredor e limpa o sangue de Cole. Limpo minhas mãos uma na outra novamente com sabão. O sangue é difícil de limpar e cheira mal. Uma vez que estou certo de que já não tem sangue sobre mim, me junto a Helena no corredor. Encostado contra a parede abro a minha


boca para explicar, mas ela me corta. Limpando o desastre novamente diz: —Obrigada. Minhas sobrancelhas se unem em confusão. Não respondo. Ela limpa mais sangue antes de levantar o olhar até mim. — Por se preocupar tanto com ela até o ponto de fazer isso. — Assinala com seus braços para o chão cheio de sangue. Sem voltar a me olhar diz suavemente. — Ela precisa de alguém como você, Ghost. Zangado. Eu cuspo: — Ninguém merece alguém como eu. Ela parece triste por minha declaração. Levanta-se e caminha até mim. Estamos quase cara a cara quando me diz firmemente: — Nat precisa. Nenhum de nós fala por um momento e fica insegura enquanto diz: — Você só precisa deixá-la entrar aqui. — Ela coloca a sua mão sobre o meu coração. — E aqui. — diz colocando seus dedos sobre a minha testa. — Não acredite nas coisas que a sua cabeça fala de você. Teu valor é julgado pelo que os outros acreditem sobre você, e não o que você acredita sobre você mesmo. Só dá uma oportunidade. Ela te surpreenderá.


Termina de limpar em silĂŞncio. Depois toma as toalhas manchadas de sangue e fecha a porta atrĂĄs dela. Suspirando profundamente eu vou para o meu apartamento. Quando a porta fecha, eu coloco a minha testa contra ela. Preciso de uma bebida.


CAPÍTULO NOVE

TROCANDO SALIVA

Deitada na cama fazendo girando meus polegares, estou assim perto de perder a merda. É quase meia noite e ainda estou um pouco assustada pela apreciação inesperada de Cole. Quero dizer, vamos lá! Este cara estava falando sério? Pensou que poderia fingir que a coisa de me bater e me jogar no balcão não haviam acontecido? A merda com isso! Uma vez que Helena me acompanhou até ao meu quarto, me fez colocar o meu tocador de mp3. Assim estava eu, devastada e assuntada ouvindo a Hally e Oates cantando ―I can’t for that8‖. Não é exatamente a música que caberia a situação, mas uma vez que Helena se deu conta de que eu estava escutando, ela mergulhou na música entusiasmadamente e não pude evitar em conter a minha risada.

8

https://www.youtube.com/watch?v=ccenFp_3kq8


Amávamos Adam Sandler e Afinados no Amor é um dos nossos filmes favoritos. Quando Nina finalmente se junta a nós, ela decide seguir cantando. E tal como eu esperava, sacudimos totalmente essa merda. Então aqui estamos, cantando como loucas músicas dos anos oitenta. Quase me esqueci de Cole até que eu escuto um sangrento e horroroso grito. Maldito Cole. Arruinou a minha festa dos anos oitenta. Então Nina fez a única coisa que poderia fazer. Pegou o meu mp3 e colocou a música no volume máximo. Não sei o que Ghost está fazendo, e francamente, não me importo em nada. Tudo o que eu sei é que os gritos de Cole podem ser ouvidos por cima da música malditamente alta. Quase fico doente quando sinto florescer a satisfação no fundo do meu estômago. Quase. Ghost não é um cara amável. Sei que qualquer que seja o castigo que ele deu a Cole é ruim. Tão ruim que não quero saber nenhum detalhe. Provavelmente eu ficaria doente. E às vezes, sangue e eu não combinamos bem. Helena se ausenta do dormitório transformando nosso trio em uma dupla. Ela se foi há dez minutos. Quando volta, eu pergunto onde está


Ghost e ela me diz que ele foi para casa. Obviamente não escondo minha decepção muito bem por que minhas irmãs saem em sua defesa dizendo que ele estava muito cansando do trabalho e mentalmente exausto por ter que lidar com Cole, que provavelmente era melhor não me ver nesse momento. Perto das dez horas, me desculpei dizendo que estava cansada e fui para a cama. O que me traz aqui agora. Normalmente, o sono e eu somos os melhores amigos, mas eu estou contando carneirinhos pelas últimas horas. Meu cérebro não se rende. Isso me irrita. Uma ideia cruza a minha mente com uma fodida compulsão. Não posso deixá-la ir. Deixando sair outro suspiro, eu jogo as cobertas. Coloco as minhas pantufas de Minnie Mouse, me arrasto até a porta do meu quarto e caminho até a porta de Ghost. Fecho meus olhos, inspiro profundamente e bato na porta. Dando-me conta rápido demais que está é uma ideia muito estúpida, eu dou meia volta e rapidamente volto para o meu apartamento. Sei que é muito tarde quando escuto sua porta abrir. —Nat, está tudo bem? Pega. Giro minha cara até ele e pronuncio:


—Sim. Eu sinto muito. Não me dei conta da hora que era, quando eu fiz nem imaginei que estaria dormindo. Mentira, mentira, calças em chamas. Ele inclina o seu corpo no batente da porta e cruza as pernas uma sobre a outra. Está vestido com seu pijama de sempre de calças azuis e camisa branca. Com muita facilidade faz com que os pijamas mais simples sejam sexys. Seus olhos me encaram longe e me olha como se não acreditasse em mim. Brinco com o anel em meu dedo e me mexo nervosamente, olhando ao meu redor para escapar quando ele pergunta lentamente: — Quer entrar? Má ideia. Não vá para dentro. É uma armadilha! Mas minha boca decide por mim. — Sim. Que diabos, boca? Uma vez que eu entro em seu apartamento, me dou conta que é a primeira vez que estou em sua casa. As luzes estão apagadas, mas através da iluminação que vem do seu quarto, posso ver o suficientemente claro para notar que é exatamente como pensei que seria. Nu como o dia em que foi feito.


Sem sofá, sem mesa de jantar, sem TV. Uma ampla estante cheia até em cima de livros, está colocada onde deveria ser o sofá, e na parede próxima a sacada tem uma mesa com, mentalmente eu conto, um, dois, três, quatro, computadores e um notebook. Todos estão ligados e funcionando. Alguns piscam enquanto outros apitam. Seu apartamento é como uma estranha sala de controle. A única coisa que a nossa casa parece ter em comum é que ambos temos um refrigerador. Eu olho e estico o canto da minha boca. —Não tem muito por aqui. Ele olha através das suas sobrancelhas franzidas. — Eu gosto bastante. Com os olhos bem abertos e concordando lentamente, respondo: —Isso é tudo o que importa amigo. Rodando os seus olhos, pergunta secamente: —Há algo do que você precisa? Está bem. Seja rápida. Vai ao ponto. Depois corre como o inferno. Concordo mais uma vez, dou um passo mais perto, fechando a distância entre nós. Para o momento em que eu o alcanço, e sua cara se envolve em uma interrogação. Eu me explico rapidamente:


—Sabe eu me dei conta que você já me socorreu duas vezes, e eu não disse nada sobre isso. Eu giro e caminho, passando a minha mão de cima a baixo por seu queixo para acariciar a barba imaginaria. Rindo eu digo: — Minha mãe estaria muito decepcionada comigo e odeio dizer isso, mas eu fui muito egoísta hoje e eu só pensei em mim mesma. E que merda de gosto eu tenho pelos homens. E tão estranho que eu queria contar o que aconteceu para Tina e as meninas sem soar como uma pessoa fraca ou uma vítima. Meus olhos começam a lacrimejar. Tomo uma respiração e encolho os ombros e solto: — Não sei como aconteceu isso. Devia ter percebido desde o principio, mas creio que eu estava tão desesperada para me conectar com alguém que fiz com qualquer um. — Eu me viro para ele e aponto o seu peito. —Você viu. Eu o chamou de ―o homem irritado‖, e tudo o que eu fiz foi me colocar na defensiva. Deveria saber, mas não o fiz e agora me sinto uma estúpida por isso. —Meus pés se detêm. Meus olhos fecham e coloco meus dedos na minha testa, e rio sem humor. — Sou tão estúpida. De qualquer forma, só queria vir aqui te agradecer por ser meu herói. Pela segunda vez. Não sei o que você fez com Cole, mas te direi que estava tão feliz como, um cervo chafurdando na merda, escutando-o gritar como um maricas.


Ghost pisca. Uma vez. Duas vezes. Uma grande risada transforma seu charmoso rosto. Responde suavemente: — Esse foi um grande fodido agradecimento menina bonita, e eu o pegarei, mas deveria saber que eu sou mais um anti-herói. Meu rosto suaviza e lhe dou um pequeno sorriso. — Isso não é verdade. Fecho a distância entre nós e tomo uma de suas mãos. Sinto-me tão pequena perto dele. Minha cabeça solenemente alcança seu ombro quando estou de salto. Seus olhos me questionam. Olha minha delicada mão tomando a sua tão grande e calosa. Sussurro: — Você não tinha que vir, mas você fez. Me ajudou inclusive quando realmente eu não merecia. Sempre sou uma cadela contigo. — Inclino minha cabeça e confesso. — Sabe o que eu gosto. Você e eu, somos da mesma classe. Somos vingadores. Protegendo as pessoas que amamos. Tem sentido desde que somos amigos, certo? Eu olho para cima seus suaves olhos e ele concorda uma vez. Alívio corre através de mim, esquentando o meu corpo. Aperto a sua mão e sorrio. — Está bem. Bom. Genial. Agora fecha os seus olhos por favor. Seus olhos se estreitam desconfiados e eu rodo o meu olho. Com uma sacudida de cabeça, o empurro.


—Simplesmente faça! Rodo os olhos e um sorriso sobe pinicando a minha garganta para sair. Mordo os meus lábios para deter. Solto uma respiração, colo a suas mãos em seu quadril e faço todo um show para fechar os seus olhos. Uma vez que estão fechados, coloco minhas mãos na frente da sua cara e as movo como se estivesse em uma festa louca. Estou satisfeita que ele não pode ver, mas agora que estou nessa posição, não sei como eu vou fazer este trabalho. Olhando ao redor de seu apartamento, eu falo: — Não mova nem um músculo. Corro através do apartamento até a estante de livros e pego duas lista telefônicas da parte de baixo. Colocando-as no chão em frente aos pés de Ghost, uma em cima da outra, cuidadosamente eu subo em meu banco improvisado. Salto de cima para baixo para verificar se é seguro, e uma vez que estou satisfeita de que não há ameaça de cair sobre o meu traseiro, coloco ambas as mãos no peito duro de Ghost. Seu corpo fica tenso pelo meu toque, mas enquanto acaricio seu peito gentilmente, rapidamente eu o sinto relaxar debaixo das minhas palmas. E nesse momento aproveito para uma boa olhada. É lindo.


Seu novo corte de cabelo é moderno e elegante, raspado dos lados mas ainda comprido na parte superior. Chama a atenção e faz o seu rosto fica refinado. Meu olhar se desliza para baixo do seu corpo magro e musculoso. A camiseta branca que usa está apertada contra sua pele, e eu posso ver cada tensão de músculos em seus abdominais. Seus braços são tonificados e fortes, com veias correndo através deles. Pergunto-me como seria ser abraçada por esses braços. Aqui vamos nós. As listas telefônicas quase me puseram com a mesma altura que Ghost e estamos tão perto que meus peitos quase estão pressionados contra ele. Deslizo minhas mãos ao longo do seu peito, em direção a seus ombros para dobrar a parte de trás do seu pescoço. Ele fica tenso quando eu empurro meu corpo completamente contra o seu e eu o abraço com ele como se estivesse assustado e fugindo de mim. Porque, na realidade, estou assustada que de fuja de mim. Minha bochecha suavemente descansa contra a sua barba. Meus dedos brincam com o seu cabelo curto na parte de trás do seu pescoço. Isso é intenso, e há muito sentimentos. Sim, é nojento. Meu coração se acelera e eu me sinto vulnerável. Sussurro com voz rouca:


— Obrigada. Muito obrigada por estar aqui para mim. Não sei o que haveria passado está noite se você não estivesse aqui. Estou muito agradecida que estivesse aqui, porque eu posso suportar me baterem por todos os lados, mas não sei o que teria feito se algo acontecesse com as minhas irmãs. Dizendo a minha parte, sinto os braços de Ghost com dúvida em minhas costas antes de envolver minhas costas e me abraçar forte. Solto o ar que não sabia que estava segurando e eu relaxo contra ele, me sinto segura e protegida. Enterro meu rosto no seu pescoço e respiro. Cheira a sabonete de homem e menta. A estranha combinação faz a sua magia, me tranquiliza. Totalmente preciso disso agora. Minhas irmãs sabem que eu não sou o tipo de pessoa que abraça, assim nem tentam. Mas hoje realmente precisava de contato, qualquer tipo de contato, mas não queria ser essas mulheres patética que o pedem. Mas este é Ghost. É diferente com ele. Diferente de uma forma que não sei explicar. Seus musculosos braços me envolvem, me apertando mais forte. Estamos um contra o outro e sinto seu pau duro na parte da frente das suas calças de pijamas pressionando contra mim. Sorriu em seu pescoço e sei que ele sente quanto sinto os músculos da bochecha formar um sorriso também. Sinto-me atrevida e com poder, faço algo que não planejei fazer.


Afasto minha cara do seu ombro, mas mantenho meus braços ao redor do seu pescoço. Estou surpresa de ver que Ghost não tinha aberto os olhos. Secretamente estou agradecida por ele. Deslizo as minhas mãos da parte traseira de seu pescoço para frente e aperto suas bochechas. Antes de restabelecer as coisas, me inclino e pressiono um suave beijo contra os seus lábios. Uma corrente elétrica me sacode, e por sua repentina inalação, estou certa que ele também sentiu. Então eu me lembro de algo. Puta merda! Esse é o nosso primeiro beijo! Sinto-me apertada da melhor maneira quando os braços de Ghost se enredam mais forte ao redor de mim, me aquecendo. Sinto sua boca se abre um pouco contra a minha boca. Isto é um convite? Não tenho nem ideia, mas eu tomo completamente! Em vez de empurrar a minha língua dentro, inclino minha cara e abro a minha boca um pouco, soltando uma inspiração nele e colocando o meu lábio inferior contra a sua boca aberta. Ghost geme contra mim e suga o meu lábio gentilmente. Puta merda é quente!


Sinto sua ligeira sucção percorrer todo o meu corpo até minha vagina. Meu núcleo se aperta e aperto a minhas pernas juntas, mas não ajuda. Seus lábios são quentes, suaves e deliciosos. Seu gosto doce mentolado se mistura com o meu. É incrível. Desejo não ter que voltar a respirar e assim poder beijá-lo para sempre. Este é um doce beijo. Não há nada de sexy nesse beijo, mas estou tão quente, estou ardendo. Isto não era parte do plano! Oh, sim. Correto. Sigo o plano. Saber que eu tenho que me afastar desse assombroso beijo em um momento está quebrando o meu coração. Meu estômago afunda. Não quero terminar, mas Ghost e eu somos amigos. Fazendo com que esse beijo não planejado seja algo estranho. Chame-o de agradecimento, se assim quiser. Meu corpo sente-se tão leve como uma pluma. Estou nadando de felicidade. Nunca antes havia estado excitada por um beijo. Como nunca Em toda a minha vida.


Tirando o meu braço do seu pescoço, deslizo minhas mãos para que descansem em seus ombros e puxo minha cara da sua. O que acontece a seguir eu não vejo vir. Ghost grunhe e empurra sua cara até a minha, reconectando nossos lábios. Sinto esse grunhido vibrar entre as minhas pernas. Minha calcinha está molhada. Ele não está me deixando ir! Empurro com vontade o seus ombros, mas ele briga para ganhar essa batalha. Seus braços se afrouxam, suas mãos deslizam até abaixo das minhas costas, cada vez mais até que suas palmas descansam sobre a minha bunda. Maldito seja eu gosto. Meus olhos rodam em volta e suspiro forte. Ele belisca meu lábio inferior e aperta minha bunda, esmagando suas bochechas com a suas grandes mãos. Um gemido escapa de mim e eu me pressiono contra ele. E aqui se acabam os meus termos! Está feito, filho da puta! Um gemido escapa fora de mim. Atacando seus lábios com profundos beijos com a boca aberta e envolvo meus braços com força ao redor do seu pescoço uma vez mais. Suas mãos amassam meu formigado traseiro, me incendiando e me sinto incrível. Meu estômago revolta.


Usando seus ombros como alavanca, salto um pouco e envolvo minhas pernas ao redor dele. Ghost geme contra meus lábios. —Foda me! Você é doce como um mel, menina bonita. Ele segura minha bunda por debaixo com uma mão e lentamente desliza outra mão debaixo do elástico das minhas calças de pijama. Afasto a minha boca da sua e arquejo: — Não! O corpo de Ghost fica tenso, Me sustenta por um segundo antes de colocar-me lentamente no chão. Me solta é dá uns passo para trás. Busco o seu rosto, para entender sua repentina retirada. Ele não me olha, mas seus olhos estão cheios de arrependimento. Quase que envergonhados. Minha cabeça nada enquanto meus lábios palpitam deliciosamente. Wow! Esse beijo me deixou atordoada! Esquecendo-me das listas telefônicas, dou um passo para trás e tropeço. Minhas pernas trêmulas vacilam por um momento antes de endireitar. Ajusto a minha roupa e limpo minha garganta antes de caminhar de volta para a porta. —Então. Hum, obrigada de novo. — Mesmo em coma durante o beijo, eu perco a noção. — Mas eu já te disse obrigada. Então você sabe que eu, hum, eu, uh, obrigado. Você é bom abraçando, é verdade, então obrigada por isso também. Você é muito quente. Como um cobertor em


forma de pessoa. —Me choco contra uma parede com um golpe. Irritada com que minha saída falhou, eu me viro e franzo o cenho para a parede. Eu viro de novo até Ghost a quem me olha como o cenho franzido, eu sinalizo meu polegar para trás. — Há uma parede ali, assim precisa ser cuidadoso. Seu lábio sobe um pouco e acena uma vez. Finalmente consigo localizar a porta, e giro a fechadura e saio. Virome para dizer: —Boa noite, Asher. — Sem esperar uma resposta, fecho a porta atrás de mim e vou de volta para o meu apartamento. Uma vez dentro, vou na ponta dos pés até o meu quarto e me deito na cama. Realmente não entendo o que aconteceu, mas sei de uma coisa. Ghost pode beijar a merda fora de uma mulher. Eu durmo com um grande sorriso no meu rosto.


CAPÍTULO DEZ

LÁBIOS QUENTES MCGEE9.

Eu acordo com uma ereção tão dura que poderia cortar vidro, mas tenho que dizer que não estou surpreso. O que aconteceu ontem à noite? Não é que eu não queira que aconteça novamente, mas alguém, por favor, pode explicar o que diabos foi isso? Isso não foi um beijo. Isso foi completamente diferente. Passo a minha mão pela minha ereção e sorrio satisfeito comigo mesmo. Isso foi Nat. Simples e claramente; Acho que vou ter que chamá-la Lábios Quentes McGee de agora em diante. Eu rio, sabendo perfeitamente que isso vai deixá-la com raiva. Sinto-me mal e torcido por desfrutar puxando-me louco. Suas bochechas

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Expressão usada por Jon Stewart para descrever o vice presidente Joe Biden , junto com a expressão " A Grande Gaffesby”


coram e, embora eu aposto que ela nem sequer sabe o que faz, fazendo beicinho com esses lábios cheios, sensuais. Lábios que eu não cheguei a provar até a noite passada. Lábios que eu tenho pensando desde quando fodemos aproximadamente há mais de um ano. Doces como o pecado, lábios com sabor de cereja que quero provar uma ou outra vez; Eu não acho que Nat sabe o que ela fez. Ela sem saber, abriu as comportas. Me masturbando com força, fecho os meus olhos e penso em seus lábios sobre mim. Minha ereção começa a desinflar. E o desgosto volta a meu corpo frio. Por que ela te quer? Uma vez que ela olhar melhor, que olhar verdadeiramente você, ela nunca vai te querer de novo. Com um suspiro, saio da cama e caminho até o banheiro. Eu fico nu e abro a ducha enquanto espero que saia água quente, estupidamente eu me olho no espelho. Meus olhos permanecem centrados em meu torso. Rosa e cheio de feias cicatrizes espalhadas em meu peito e estômago. Recordações do meu pai invadem a minha cabeça.


Ninguém vai te amar. Ninguém vai ter querer. Sempre será um estorvo. Sempre. Meu estômago ferve enquanto a raiva controla o meu corpo. Golpeio o espelho. Meu peito palpita rapidamente enquanto respiro pesadamente através do meu nariz. Eu olho para o meu apertado e sangrento punho. Porra. Para o inferno! O homem está morto há anos e ele ainda te controla. Você é tão fraco. Foda-se. Saio do banho, me visto e cubro a minha ferida. Então tenho que trabalhar o aspecto ameaçador que tem em meu rosto. Limpar o espelho quebrado pode esperar.

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Meu telefone toca com ―Blister in the Sun‖ de Violet Femmes10, sorrio. Coloco o telefone no meu ouvido e respondo: —Alô. 10

https://www.youtube.com/watch?v=JE-dqW4uBE


Tina grita dramaticamente: —Oh Meu Deus! Ela está viva! Muahahahah! Escuto os aplausos abaixo de Mimi e Lola ao fundo. Coloco minha melhor voz nasal e falo: — Mami, ainda não me sinto bem. Tina ri. — Espera, vou colocar no viva-voz. — Ela brinca com o seu telefone por uns poucos segundos antes de eu escutar o eco de sua voz. — Nós sentimos sua falta, querida. Quando você vai voltar? Sorrio com força com um som de tom de lástima. —Amanhã meninas. Hoje estou um pouco melhor, mas estou certa que amanhã estarei bem. Adivinhem? — O que cadela? — essa é a Mimi. Grasno. — Minhas irmãs estão aqui! Tina respira e logo exclama emocionada. —Está brincando! Isso é impressionante. Elas têm que vir na loja amanhã, para podermos almoçar todos no The White Rabbit! Lola se junta na conversa.


—Com quem? Eu rio. — Minhas irmãs estão aqui e veremos se podemos ir almoçar todas juntas. Elas irão embora em dois dias, assim espero poder passar tanto tempo quanto possível com elas. Tina diz: — Muito bem, querida. Te vejo amanhã. Toma algum ibuprofeno e muita água. Essa é Tina em poucas palavras. Sempre cuidando e olhando pelos outros. E amanhã tenho que contar de Cole. Meus olhos coçam. Limpo minha garganta e forço: — Muito bem meninas, eu sinto falta de vocês. Eu as verei logo. Todas gritam de uma vez. Escuto um coro de Melhoras, toma um banho menina suja. Nós também sentimos sua falta, rio e quebro. Saio da cama sorrindo. Hoje vai ser um bom dia.

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Ghost: Você está bem para vir ao The White Rabbit está noite? Descansando sobre o meu sofá passando o tempo vendo televisão com as minhas irmãs, minha testa se enruga pela mensagem enquanto respondo. Eu: Sim, por quê? Ghost: O clube está fechado. Só estaremos nós dois e os outros. Tragaa suas irmãs. As 19h00. Eu: Bom. Preciso levar algo mais? Ghost: Só algo para suar e sapatos confortáveis. Mais e mais curiosa. Decidimos pular o almoço com as meninas, levar as minhas irmãs no clube, na realidade, é perfeito. Dessa maneira todo mundo poderá vêlas e passamos algum tempo todos juntos. Eu: Bem. Te vejo logo. Ghost: Me escreve quando chegar aqui. Não tenho nem ideia do que está acontecendo, mas já estou suando. Minhas irmãs e eu chegamos a The White Rabbit dez minutos antes das sete, eu estava vestida com roupas esportivas. Todas nos estávamos com o cabelo preso no alto e levamos roupa extra: compridas meias de ginástica, camiseta preta e tênis. Meu tênis é branco, os de Helena rosa e


de Nina são pretos com bordados rosados. O certo é que compramos as coisas de três em três. A maior parte de nossas roupas são exatamente iguais porque nós gostamos que sejam. Nós paramos quando chegamos na entrada lateral da segurança e eu escrevo para Ghost para deixá-lo saber que estamos aqui. A porta se abre e quase engulo minha língua. Ele está de pé vestindo uma camiseta preta mais apertada que o inferno, calça preta de agasalho e tênis branco; Deus! Esses braços! Minha temperatura abaixa um pouco quando ele nem sequer me olha. E ele diz as minhas irmãs: —Helena e Nina. Vocês podem nos dar um minuto? — Minhas irmãs concordam e ele lhe dá as instruções. —Sigam pelo corredor, vire à esquerda e ao fundo. Todos estão lá. — Helena sorri, aperta meu braço e Nina a guia antes de fechar a porta e nos deixar a sós no beco. Seus olhos me olham. Nós nos observamos um ao outro por um longo momento antes que eu pergunte tranquilamente: — O que estou fazendo aqui, Ash? Ele esfrega nervosamente a parte posterior do seu pescoço e declara. — Isto vai ser difícil, você sabia? Faça como quiser fazer, mas vai ser duro. Deveríamos simplesmente tirar do caminho com todos aqui, e você


terá que explicar somente uma vez. Eu vou esperar até que você esteja pronta, mas posso ver que você está tentando atrasar isso. Eu tremo toda. Eu caí numa armadilha. Evitando os seus olhos, olho seu ombro. — Isto não é uma decisão sua idiota. — digo tranquilamente. Ghost se aproxima, toma meu queixo em sua mão e suavemente me faz levantar a cabeça. Eu levo o meu olhar triste ao seu olhar suave. A ansiedade se instala na boca do meu estômago. Sussurro: —Não quero que todos eles saibam. Seus olhos piscam com ira antes de suavizar imediatamente. Ainda segurando meu queixo com seus dedos firmes, diz tranquilamente: — Você precisa contar menina bonita. Se você não fala disso com alguém, isso vai ter matar. Deixará de ver seus amigos e deixará de sair. Será uma fração da pessoa que era sem seu apoio. Perderá essa ferocidade que há em você e somente será uma pessoa fria. Exala ruidosamente e continua: —Você será como eu. Ele segura um olhar, mas não diz nada. Sinto-me débil e exposta. Sei que tenho que fazer isto, mas estava esperando fazer de uma maneira que poderia deixar a situação mais branda, eu digo:


— Eu não posso contar. Sua cara cai. Ele não oculta a decepção. Ele tira sua mão do meu queixo balança a cabeça de novo e responde em uma exalação. — Muito bem. Eu te levarei para casa. Enquanto dá um passo longe de mim, eu pego a sua mão e entrelaço meus dedos com o seu. Ele me olha e eu explico. —Merda, Ash. Eu quero dizer... Eu não posso contar a eles. Mas tenho uma esperança de que você... — Não termino a frase. A compreensão aparece em seu rosto. Sabendo o que eu queria. Minha expressão suplica que ele tome esta responsabilidade. Com os olhos sorridentes, ele se inclina uma vez mais, segura a parte posterior do meu pescoço em um firme aperto e declara: —Tudo que tinha que fazer era pedir, Lábios Quentes. Com olhos entre abertos, pergunto: —Lábios Quentes? Os olhos sorridentes de Ghost se cravam nos meus, ele balança a sua cabeça e informa: —Lábios Quentes McGee, na realidade. Coloco minhas mãos no meu quadril, meu rosto cheio de incredulidade.


—Você tem que estar brecando. Isso é o melhor do que te ocorreu? Ele baixa a cabeça, enquanto o seu corpo estremece com uma risada silenciosa. —Cresce. Guia-me para dentro com nossas mãos unidas, eu murmuro. — Oh, com certeza. Como um maldito fungo. Caminhamos até o corredor, juntos e antes de entrar na sala principal eu tiro a sua mão atrás de mim. Ele para e se volta até mim. Eu não posso me ajudar, estou morrendo para saber. —Por que você está fazendo isso por mim, Ash? Um lado de sua boca peculiarmente sobe, baixa sua testa até a minha e me fala: — Eu e você. Somos da mesma espécie. Isso derrete um pouco meu coração gelado. Assinto e sorriu quando beija minha testa. Antes que eu possa dizer algo mais, ele se retira, pisca o olho e com as mãos unidas me leva para dentro da sala principal. Os sons de risadas contagiosas, piadas e conversas param quando entramos. Baixo a minha cabeça, ignorando os olhares interrogativos de


meus amigos. Antes de ter qualquer oportunidade de dizer algo, Ghost começa: — Muito bem. Eu chamei todos aqui está noite porque há algo que precisamos conversar. Sei que soa como se Ghost e eu fossemos um casal, mas eu não sinto nenhuma necessidade de corrigir. Realmente me sinto bem em ter ele falando sobre nos dois como um nós. Ele continua. — Assim vamos direto ao ponto. Há duas noites, Nat teve um encontro com Cole. Houve uma briga e Cole sentiu a necessidade de colocar as mãos sobre Nat. Minha garganta se fecha com a emoção enquanto escuto Tina, Mimi e Lola suspirarem em choque. Não consigo ficar em pé sentindo seus olhares sobre mim. Escondo-me um pouco atrás de Ghost, seguro seu quadril e escondo minha cara em suas costas como um avestruz tratando de enterrar sua cabeça no chão. Imediatamente ele me acalma acariciando com a sua mão. Ghost espera um momento antes de continuar: —Vamos deixar essa noite para deixar as coisas claras. O que seja que queiram perguntar podem fazer essa noite. Depois que deixarmos o clube, não falaremos nisso de novo. Nat me perguntou se eu podia explicar o que aconteceu nessa noite e assim aqui vai... — Ele passa uns bons cinco minutos explicando o que aconteceu.


Com sua rouca e detalhada explicação, meu coração se acalma enquanto a ansiedade diminui. Ele é bom nisso. Sinto-me valente, dou um passo a seu lado e enlaço nossos dedos e, finalmente, levanto o olhar até aos meus amigos. Tina está sentada a frente de um claramente irritado Nik, chora em silêncio, e imediatamente sinto a necessidade de consolá-la. Caminho até ela com os braços abertos, ela se lança até mim e eu a abraço enquanto ela chora. Ela sussurra: — Eu sinto querida. Eu sinto tanto. Eu faço ela se calar e eu sinto braços ao redor da minha cintura e meu pescoço. Levanto meu olhar para ver Mim e Lola se juntarem ao nosso abraço em grupo. Lola não fala nada. Não faz falta. A imensa tristeza está escrita por todo o seu rosto. Mimi diz tranquilamente. — Se alguma vez ver esse filho da puta, vou chutar seu rabo até manda-lo de volta para merda de onde veio. Sorrindo por sua ameaça, eu digo: — Está bem, meninas. Estou bem. Ghost me ajudou. Ele já se encarregou disso. Em ambas as ocasiões. — Eu falo com as meninas, mas levanto o olhar e olho em seus olhos. — Ele é um bom vizinho. No próximo minuto passam comigo nos braços de cada um dos meninos.


Nik me abraça tão forte que quase paro de respirar. Ele agarra atrás da minha cabeça me apertando contra o seu peito tão forte que tenho que beliscar um de seus mamilos para conseguir que ele me solte. Com um grito ele se afasta, massageando o seu mamilo e zomba com incredulidade. — Muito perigosa! Sorrindo, me coloco na ponta dos pés e beijo sua bochecha gentilmente. — Você sabe que eu gosto de você, Niki. Mas eu não gosto de toda essa comoção. Seu rosto amolece. — Sim, eu sei. Você sabe que poderia ter vindo a mim, certo? Imediatamente, eu assinto. —Sim, eu sei. Sei que poderia ter pedido ajuda a qualquer um de vocês. Realmente não posso explicar por que eu não fiz. Suponho que eu pensei que Ghost seria a melhor opção, estando mais próximo de tudo isso. Justo quando Nik abre a sua boca para falar algo, sou empurrada para trás contra um duro peito. Fortes braços me rodeiam a cintura e bochecha descansa sobre minha cabeça. —Estou com raiva de você, baby.


Esse comentário quente vem de Max. Eu o entendo. Max e eu, somos amigo. Podemos conversar de qualquer coisa e mais. Flertamos, brincamos e temos estupendas, profundas e significativas conversas. Ele está com raiva porque não eu fui até ele. Estrego os seus braços com minhas mãos frias e suspiro. —Eu sei Mad Max11. Eu sei. — Me envolvo em seus braços e o abraço com força. E falo contra o seu peito. — Espero que entenda como é difícil falar sobre isso. Faz-me sentir tão fraca. E como eu me sinto a respeito. Ele beija a minha testa e diz contra ela: — Sim, eu sei. Mas isso não significa que não vou chutar a bunda desse cara. Ele está com a entrada proibida por toda vida no clube. Eu me inclino para trás e olho para o meu amigo. Eu tomo as suas bochechas e puxo para baixo para lhe dar um suave e leve beijo sobre os seus lábios. Eu digo: — Eu te amo. Você sabe, não? Assente com gravidade. —Sim, ainda que como um amigo. — Lança suas mãos em punhos para cima e finge desespero. — Maldita Friend-Zone! —Eu começo a rir, mas giro quando alguém me dá um tapa rápido no ombro. 11

Louco Max, inglês rima Mad Max.


Trick Trick. Querido, doce e bobo Trick. Ele parece tão chateado. Agarro a sua mão e a aperto. Abre a sua boca, mas não sai nada. Brinco com ele tranquilamente. — Oh, querido Deus. Quebrei Trick! — Sorrio e me aproximo para lhe dar um quente, e consolador abraço. Eu o prendo com força. Ele acaricia meu cabelo e expressa: —Estou tão contente de que está bem. — Sim. Eu estou bem, menino grande. —suspiro. Nos balança suavemente e murmura: — Poderia ter sido pior. Muito pior. Poderíamos ter te perdido. Meu coração salta em um batimento. Ele está certo. Isso poderia ter sido muito pior. Mas depois de pensar nisso, eu manifesto: — Que se foda. Estou bem. Você está bem. Todos estamos bem. E todos somos malditas rochas. Que Cole vai à merda. Libera-me de seu abraço e me olha com seu rosto sorridente. —Exato irmã. Sorrindo como um par de tontos, chocamos os punhos. Coloca um braço ao meu redor de mim enquanto caminhamos ao centro da sala.


Ghost brinca: — Defesa pessoal um com outro. Oh doce Jesus! Eu sabia que esta noite estava perto de ficar interessante.


CAPÍTULO ONZE

FRIEND-ZONED

—AI!FILHO DA PUTA! DOE COMO UMA CADELA! Tudo bem posso ter sido um pouco brusca com minha técnica de joelho. Murmuro: — Boceta. Max se endireita e quase dispara fogo por seus olhos. Me assinala e grita: — Você roçou minhas bolas! Sorrio. — Eu sei! Assume a posição! Estou tendo uma subida de adrenalina! — E realmente estou. Quem acreditaria que aprender algo tão simples poderia ser tão divertido e fortalecedor. Sinto-me como se eu pudesse ter qualquer coisa neste momento. Max está ansioso quando assume a posição de combate que Ghost disse aos homens para tomarem. Justo quando eu lanço meu joelho para trás, Ghost grita:


— Troca, nova dupla! Começo a rir quando Max se coloca de joelhos de alívio e beija o chão sujo. Salto sobre suas costas e ambos caímos de lado, rindo. Esta noite tornou-se realmente uma boa noite. Estou muito contente de ter vindo e contado tudo. Tenho que agradecer a Ghost por isso. Max me rodeia e aperta minha mama enquanto faz um som de buzina. — Pedaço de merda! — Me queixo antes de apertar a sua. Ele chia com um porco e eu rio histericamente. Alguém limpa sua garganta e ambos olhamos para cima para ver um Ghost não muito impressionado, nos olhando. Ghost abre a boca, mas eu me adianto. — Sim, sim. Troca. Levanto-me e caminho até Nik que está de costas para mim enquanto fala docemente com Tina. Na metade do caminho pego impulso numa corrida e salto sobre suas costas com um bebê coala. Seus reflexos são muito bons. Ele segura meus joelhos justo quando começo a cair. Tina rindo decide saltar em sua frente e se unir ao nosso pequeno abraço. Nik se endireita orgulhoso, comigo rindo em suas costas e Tina rindo na sua frente; caminha com nós penduradas sobre ele e dispara: — Nem sequer começo a suar.


Eu grito para as minhas irmãs e falo em croata para que saltem a bordo do trem de Nik. Tina, Helena e Nina começam a rir e Nik profetiza: — Isso não soa bem. — Nina salta sobre minhas costas e Helena sobe em Tina e envolve suas pernas ao redor da cintura dela. Nik começa a rir. — Meu Deus. Quatro mulheres de uma vez? É um bom dia para estar vivo! — Nossa bola de gente se sacode com risadas e eu ouço Mimi, Lola, Max e Trick rindo do lado de fora. Ghost fala: —Vamos pessoal! Levem isso a sério. Isso pode salvar sua vida. Com isso toda a diversão se dissipa da sala. Nina se solta de mim e logo Nik, Helena se abaixa de Tina e Tina segue agarrando Nik. Nina coloca um braço ao redor da minha cintura e caminha até o centro da sala onde está Ghost. Ela está de pé junto a ele e explica em voz baixa: — Humor. É a forma que lidamos com as más situações. Não é que não estamos levando isso a sério. Nós estamos. Eu juro. Ghost olha minha expressão em branco e assente. Com aperto de mãos, Nina nos deixa. Ele pega meu queixo com sua mão e sussurra: — Quero que esteja preparada, menina linda. Não posso estar com você o tempo todo. — Eu reviro os meus olhos em aborrecimento.


Sabendo que ele não está chegando a nenhum lugar, muda de tática. — Você poderia fazer isso por mim? Você sabendo fazer algo disso será um grande alívio por mim. — Suspira e logo sussurra. — Não posso ver você assim de novo. E, por Deus, funciona. Eu olhos seus olhos. — O que você quer dizer? Ele olha ao redor. Quando vê que ninguém está nos observando, ele se inclina para frente e diz em voz baixa, mas com firmeza: — Saber que um filho da puta colocou as mãos em você... — Se detém e respira com força. —Quando vi a sua cara naquela noite, quase perco a cabeça. Mas mantive o controle por você. Eu facilmente poderia ter matado ele na outra noite, Nat. Eu juro, eu até pensei sobre isso. Eu poderia ter sumido com ele também. Tudo o que eu pensei foi que depois de sete meses nós estávamos perto um do outro novamente. — Ele agarra a parte de trás do meu pescoço, obrigando meus olhos a fixarem nos seus. Sua expressão é escura e séria quando diz: — Não posso passar por isso outra vez. Você é como um alívio para minha dor. Não posso explicar. Você é isso. Meu cenho se franze pela confusão. E começo: — Não entendo...


Mas ele me corta com um movimento de cabeça. — Não posso explicar. Talvez algum dia você entenda. De qualquer maneira, eu falo agora que estou contente de sejamos amigos. É assim, nos mandamos para a Friend-Zoned.

****

Na manhã seguinte da aula de autodefesa no clube, me levanto cedo para tomar banho e logo me encosto-me à cama nu. Estou fodidamente perdido. Foi exaustivo mostrar para as meninas aquelas técnicas e truques. Mas tenho que dizer que me sentia muito bem em vê-las em cima de um cara do tamanho do Nik. A verdade é que, em um momento de pânico, é difícil lembrar-se de algo em absoluto, mas espero que se alguma vez acontecer de encontrar algum que sabe que é perigoso, possam usar ao menos uma das técnicas para bater. Olho meu relógio despertador digital na minha mesa de cabeceira. Os números vermelhos brilhantes piscam. 6h35 da amanhã.


Normalmente eu chego ao trabalho as sete, mas eu disse para Nik ontem a noite que eu gostaria de ir um pouco mais tarde se é que eu fosse em absoluto. Todo o mundo pensa que Nik é meu chefe, mas realmente eu sou dono de parte do clube, nunca questiona minha necessidade de tomar um tempo livre. Ele sabe que eu necessito, vou tomar. Meus olhos ficam pesados. Coloco meu antebraço sobre eles e respiro profundamente. Luzes apagadas. ****

Algo suave, mas firme toca meu peito. É um toque suave, mas eu sinto. Finjo ainda estar dormindo, assegurando de respirar profunda e uniformemente. Um dedo percorre minhas cicatrizes e minha cara fica quente de raiva. Não gosto que ninguém toque as minhas cicatrizes. O aroma de baunilha e canela chega ao meu nariz e respiro profundamente. Sem mover um músculo, pergunto em voz baixa: —Como você conseguiu entrar aqui, menina bonita? O dedo de Nat roça o meu peito. Ela tira e responde tranquilamente.


—Você não é o único com habilidades, amigo. Levanto o braço da minha cara, e olho para ela, Não sou religioso em absoluto. Não acredito em Deus. Mas ao ver Nat agora... Eu gostaria de pensar que é assim como os anjos seriam se existissem. Vestida com seu lindo pijama com seu cabelo vermelho brilhante em uma bola na parte superior de sua cabeça, seu rosto permanece colado no meu peito. Sei que estou pelado, mas não há uma maldita maneira de que eu possa ter uma ereção agora. Não quando ela me olha como se eu fosse um pobre animal ferido. Espero que ela me pergunte sobre as cicatrizes, mas me surpreende quando ela olha minha cara e sussurra: —Você dorme pelado? Eu ri surpreso. De todas as coisas que ela poderia me perguntar, essa não estava em minha lista de possíveis perguntas. Ainda rindo, eu falo: —Não. Normalmente eu não durmo. — Sorrindo, fecho os olhos de novo. Nat sussurra roucamente: —Que sorte a minha. — Ela dirige lentamente seu dedo do meio do meu peito até o meu estômago.


Me dou conta que está sendo amável, mas meu corpo obviamente, não sabe disso. De fato, me sento e fico boquiaberto quando noto que meu pau começa a crescer. Que demônios? De nenhuma maneira. Meu pau fica ereto e eu olho para Nat que me olha com um sorriso travesso. — Bom, olá marinheiro. Bom dia para você também. Justo quando penso em um comentário espirituoso sobre ela me chupando nessa grande manhã, recordo que está sentada na minha cama. Volto a perguntar: — Como você chegou aqui? O corpo de Nat se endurece. Brincando com o seu pingente, evita me olhar e murmura pouco convincente. — Através da sacada. Também tenho habilidades. Levanto uma sobrancelha. Ela não pode mentir por nada. Olha-me e diz: —Nik me deu uma chave reserva. Levanto mais a sobrancelha. Ela mente de novo. Tut tut. Ela deveria saber que os mentirosos recebem palmadas. Ela me olha e suspira. Diz:


—Está bem, está nem. Eu perguntei a Tina se podia utilizar as chaves de Nik para poder fazer uma cópia da sua. Não posso esconder a minha diversão. Eu encosto e rio. Está mulher é outra coisa. Meu tipo de mulher. Abro a boca para falar quando escuto minha porta abrir. Os sons de duas mulheres no meio de uma conversa nos bate. Entreabro os meus olhos com incredulidade e silvo para Nat: — Você não fechou a porta principal? Ela me olha e encolhe os ombros com se desculpando. Seus olhos se abrem quando os passos se aproximam. Corre até a borda da minha cama e coloca o lençol sobre mim até o meu pescoço para proteger meu secreto vergonhoso estado, então ela senta na borda da cama. Nina e Helana aparecem na porta. Meu quarto é escuro, mas não tanto. Helen grita: — Ewww, Nat. Ver alguém dormindo é descomunal. Nina diz em voz baixa: —Sim, Nat. Isso é fodido. Nat abre a boca para falar, mas eu a interrompo. —Estou acordado.


—Oh, bom, suponho que isso está bem então. — Nina responde em volume regular. Bem, não que ela seja a pessoa mais inteligente, mas eu tenho certeza que eu não quis dizer isso como um convite para vir e sentar-se comigo na minha cama e ter uma conversa. Nina chega até a minha cabeceira e se senta. Sua bunda está a duas polegadas da minha cara, e justo quando decido me afastar dela, Helena se senta do outro lado. Estou cercado de bundas. Nat nem se quer se deu conta. As três mulheres de pijama iniciam um conversa sobre o café da manhã que se transforma de alguma maneira em um conversa dos benefícios do uso da placenta nos cabelos antes que comecem a examinar as unhas de seus pés e dizer que todas precisam de pedicure. E eu aqui estou, pelado debaixo dos meus lençóis com nenhum meio de escapar. Tudo o que posso fazer é fechar os olhos e escutar a ridícula conversa que está acontecendo na minha cama. Ao menos posso escutar a relaxante voz de Nat. Respiro profundamente e deixo que flua sobre mim como suaves ondas. Nunca vou admitir, mas estou fodidamente relaxado neste momento.


Isso até que escuto a porta principal abrir pela segunda vez. Escuto uma mulher dizer: —Isso é estranho. Não estava fechada e normalmente ele já saiu a essa hora. Que merda agora? Abro meus olhos e olho ao redor e as outras mulheres usam a mesma expressão confusa como eu. Grito: —Tina? Na sala, Tina sussurra: —Abortar! Abortar! — O som de saltos as segue antes que. Tropeço. Crash. Bang Mimi ri e diz: — Homem caído! Repito. Temos um homem caído! Lola ri com força e grita: —Somos tão más com isso! A melhor missão de todas! Os sons de risadas e saltos se aproximam do meu quarto. Coloco um braço debaixo da minha cabeça para levantá-la. Quero ver o que estão fazendo estas tontas. Tina cruza primeiro a porta fica envergonhada


enquanto esfrega o cotovelo. Isso até ela olhar Nat, Helena e Nina, todas sentadas na cama. Então ela grita: —Festa do pijama! — E, literalmente, se lança sobre a cama, se esquecendo do cotovelo machucado. Ela bate no estômago. Meu corpo sacode, soltando todo o ar e eu gemo. Tina me olha com os olhos muito abertos. Ela levanta correndo. —Ash, querido! Eu sinto muito. — Logo ela esfrega o que pensa ser o meu estômago. Mas é o meu pau. Eu tiro as suas mão de mim, e digo: —Tina, não creio que Nik goste que esteja na minha cama esfregando meu pau. Ela chia e gagueja: — De nenhuma maneira! Isso era teu... Mas pensei que era...! Merda! Nina, Helena e Nat caem rindo na minha cama. Olho a porta, onde dois corpos de Mimi e Lola se sacodem em risada silenciosa. De verdade não posso evitar. Eu começo a rir sobre está ridícula situação. Essas mulheres vão ser minha morte. Mimi e Lola vêm para a minha cama e encontram um lugar para se sentar. Imediatamente depois que suas bundas batem na cama, as


meninas começam a falar, ruidosa e animadamente. É como ver um galinheiro cheio de galinhas cacarejando. Justo quando penso que não pode haver melhor lugar para estar do que na cama com seis mulheres, me dou conta que deveria haver zero mulheres na minha cama. Sei como Nat, Helena e Nina entraram. Como diabos entraram Tina, Mimi e Lola? Ainda deitado nas costas, eu olho para Tina. —Como demônios vocês entraram aqui, Tina? O sorriso de Tina esmorece. Seu corpo fica rígido e entra em pânico. Ela olha para cima através de suas sobrancelhas franzidas como se estivesse pensando muito e diz: — Bom você vê. A coisa é que... — E agora cheio de merda. Eu a corto: — Tina. Como diabos você se meteu em minha casa? Tina odiava o que ela chama de minha suja boca. Estreita os olhos até mim e empurra o meu peito. —Não tem necessidade desse tipo de linguajar, Ghost. Eu só te trouxe algo, isso é tudo. Só um presente. Lola intervém: —Acredito que você vai gostar.


Mimi assente com a cabeça: — Sim. Só um difícil, mas realmente eu gosto. O doce rosto de Tina sorri e me diz em voz baixa: — Está em cima do balcão da cozinha. Só terá que abrir quando tiver uma oportunidade. Não tem pressa. As meninas começam a falar de novo. As risadas fazem eco em todo o meu apartamento. Colo os braços atrás de mim cabeça e sorrio para o teto. Seriamente tem lugares piores que eu poderia estar neste momento. Tina me tira dos meus pensamentos sussurrando em meu ouvido, tão baixo que ninguém poderia ser capaz de ouvir além de mim. — Feliz aniversário, Ash. — Ela beija minha testa e eu fecho os olhos. Estou em paz agora. Aniversário ou não, vou fazer de hoje um bom dia.

****


Sábado a noite se aproxima com a suficiente rapidez. Esta noite será primeira noite que saio desde o incidente de Cole. Eu sigo para The White Rabbit com Mimi e Lola. Eu tentei com força conseguir que as minhas irmãs permanecessem ao menos até amanhã de domingo só para que pudessem experimentar uma noite do clube The White Rabbit que é meu lugar favorito. Além do meu sofá, é claro. Infelizmente, mesmo que eu tentasse, sabia que elas já tinham usado uma grande quantidade do seu tempo de férias. E com o coração partido, me despedi das minhas irmãs ontem pela manhã e chorei como um bebê logo que elas foram. Não me envergonho disso. O meu coração doe. O taxista pergunta: — Para aonde? Vertiginosas quando entramos, dizemos todas de uma vez: — The White Rabbit! Mimi pega a minha mão. —Como você está? Eu lhe dou um pequeno sorriso. — Bem, só me sinto um pouco estranha. Lola esfrega meu joelho suavemente e diz tranquilamente:


—Bem, certo. Isso é de se esperar. Você verá, quando chegarmos ali, será como se nada tivesse acontecido. Sorrio para ela. Realmente eu espero isso. O táxi para em frente ao clube e eu estou de repente nervosa. E se ele está aqui? As pessoas podem ver o dano que ele me fez? Eu deveria ter ficado em casa. A porta do taxi se abre e Mimi sai. Fechando os meus olhos, tomo uma respiração para poder ter equilíbrio e saio em seguida. Uma mão pega a minha e olho para cima para ver a cara sorridente de B-Rock, o enorme cara afro americano careca da segurança do clube que eu adoro. Seu rosto suaviza de maneira que sei que ele sabe. Bom, claro que sabe. Max disse que Cole tem entrada proibida no clube, portanto, ele teve que dizer a B-Rock o porquê. Ele me leva a um lado e ajuda a Lola a sair do taxi antes colocar o seu braço ao redor do meu ombro. Eu o olho e em silêncio nos comunicamos. Ele assente para mim. —Você está bem? Olho para cima sorrindo e assinto uma vez. —Sim, estou bem. — Depois eu beijo sua bochecha. —Obrigada, BRock.


Ele tira a corda de veludo vermelho para nos deixar passar. Pego as mãos das meninas e caminho pelo corredor até as grandes portas duplas. Paro. Mimi e Lola não me empurram para me mover. Exalo e abro as portas. Aqui não vai acontecer nada. Assim que as portas se abrem, o som de uma nova música popular me bate com força tão surpreendente que meu coração dá um solavanco. O calor me enche. Em que diabos eu estava pensando? Não tenho medo de estar aqui. A música flui através de mim. Sorrio. E isso é tudo. Estou de volta baby! Foda-se sim! Estou totalmente em meu elemento. Este é o meu lugar! Não vou deixar que Cole tire isso de mim! Olho para Mimi e Lola que estavam sorrindo. Solto a suas mãos e praticamente corro através do clube para as escadas que conduzem a área VIP. Eu as ouço rir e simplesmente me faz feliz. Estou tão emocionada de estar aqui! Nós nos aproximamos da entrada VIP e negra Alice está ali. Seu nome na realidade é Shawna, mas nós chamamos Triple A. Ela nos vê e nos solta um enorme sorriso. — Oi meninas! Seu camarote VIP está pronto, logo à frente. — Vejo Mimi se aproximar sorrindo para Triple A, a abraça e coloca um pequeno beijo em seus lábios. Meems e Shawna estão se relacionando faz um tempo. Quando eu perguntei a Mimi por ela, disse que não era


nada sério, mas sei que é, ela se preocupa com ela. Vou admitir que é um pouco estranho olhar minha amiga estando assim com uma mulher, mas sempre e quando Meems seja feliz, sou feliz também. Caminhamos pelas escadas e olho nosso habitual camarote de dez lugares. Tina e Nik já estão sentados envolto um ao outro, e pela primeira vez, não me dá vontade de vomitar. Em seu lugar, me pergunto quando vou encontrar o meu próprio Nik. Claro que eu não vou encontrá-lo aqui no clube. Talvez devesse ir a algum lugar como um parque ou a biblioteca. A ideia de caçar um solteiro em uma biblioteca realmente me dá asco e me estremece. Pensar nisso é deprimente. Suspiro e me volto para o camarote. Conseguirei o meu algum dia.


CAPÍTULO DOZE

SALA DE CONFÊRENCIAS, SEGUNDO ROUND.

Estou um pouco bêbada, um pouco tonta e cada vez que ele baixa a música, posso vê-los. Redemoinhos de cores aparecem na minha frente. Rosa, Amarelos e Roxos dança na frente dos meus olhos. Tubo bem, talvez eu esteja um pouco mais bêbada, mas dizendo a verdade, claro que estou curtindo mais da vida está noite. Nik organizou para que todos os meninos tivessem a noite livre e todos nós estamos sentados no nosso camarote de elegante couro negro, bebendo cherry bombs, conversando e rindo. Todos menos um de nós, isso é. De repente com raiva de mim mesma, mesmo que eu não deva estar, não posso evitar perguntar por que Ghost não está aqui. Viro para Max e pergunto: —Onde está Ghost? Max parece um pouco atordoado antes em sua boca formasse um sorriso de cumplicidade. Ele levantou o dedo e perguntou Nik: —Onde está Ghost?


— Está na pista. — Nik aponta para baixo antes de agitar a mão em forma de despedida. — Algo da segurança. O cara nunca se dá por vencido. Minha mente fica clara, me coloco de pé. —Vou buscá-lo e trazê-lo. — Todo mundo me olha com expressão aturdida. Todos eles, exceto Tina que sorri docemente e assente com aprovação. Balanço o cabelo, e coloco os meus olhos em branco e os gritos: —Até logo. Na metade do caminho pelas escadas, eu o vejo sexy como sempre com uma camiseta preta justa e jeans preto, seu cabelo elegante com cera que minha irmã deu. Vejo o seu cinto com uma fivela prata brilhante de onde eu estou. Meu sorriso treme quando me dou conta de que ele está no bar falando com uma morena muito bonita. Penso em dar a volta, mas em algum lugar profundo em minhas entranhas me incomoda, e antes que eu possa raciocinar comigo mesma, caminho através da sala. Uma vez que estou atrás dele, eu dou um tapinha no ombro e digo em voz alta: —Hei Ash, hoje chegaram duas cartas suas. — A senhorita Morena Bonita estreita os olhos em minha direção. Olho para Ghost e colo minha melhor expressão tímida. — Só não sabia que eram tuas até que eu abri. Parece que você tem gonorreia!


A senhorita bonita olha Ghost com desgosto. Enruga a testa e levanta um olhar pensativo, pronuncia: —Será melhor que faça o tratamento logo que possível. E você pode até ficar cego por essa merda! A morena bonita começa a se afastar e eu murmuro: —Sim. Adeus. Ghost sacode a cabeça e ri: —É sério? Você está cheirando pó? Estou bêbada, portanto o filtro que tem do meu cérebro até a minha boca não funciona muito bem. Eu o empurro pelo peito e o acuso: —A última vez que você pegou mulher no clube, ela era uma escandalosa! Manteve-me acorda toda a maldita noite com seus ―Oh Deus‖ e ―Sim, sim mais!‖ As pessoas estão começando as nos olhar. Estou certa de que isso tem algo a ver porque estou me exibindo enquanto imito Tasha Gritona, na realidade estou gritando ―Oh Deus‖ e ―Sim, sim mais!‖. Ghost não se preocupa, porém, segue rindo das minhas travessuras bêbadas. Murmuro: —Oh, inferno não. Você não vai me manter a noite toda acordada outra vez. — A repentina urgência de ir ao banheiro se apodera de mim. Levanto o olhar para um divertido Ghost e falo um pouco forte demais.


— Merda, preciso fazer pipi! — Caminho sem olhar para trás até o banheiro das mulheres, faço o que tenho que fazer, logo saio e volto para Ghost. E eu paro bruscamente. Você está fodidamente brincando? Ghost está no bar e, não com uma, mas sim com duas loiras ao seu lado. Uma das mulheres tem a mão sobre o seu peito e a outra pisca para ele. Eu viro os meus olhos. Aficionadas. Olho para baixo para comprovar a minha aparência. Eu estou bem. Não sou muito sexy, mas tenho classe. Estou usando um vestido curto preto de Tina. Ele é justo e de mangas compridas e gola alta, mas com as costas abertas. Coloco este vestido com um par de botas de camurça e tem a combinação que funciona para qualquer ocasião. Eu endireito o vestido, arrumo meus peitos e inflo a barriga. Canalizo a minha mulher interior e embosco a Ghost e as suas novas amigas.

Na

realidade

olho

minha

barriga

sobressaliente

com

preocupação e tenho que morder o meu lábio para não rir. Eu o empurro pelo peito e silvo: — Assim é como eu te encontro? Rodeado de boas mulheres? Você disse à elas, Ash? Contou para quando é? — Aponto para o meu ventre e


as duas mulheres me olham com tristeza e antes de olhar com frieza a Ghost. Uma delas diz: — Você é um imbécil. — Enquanto a outra diz: — Você deveria ter vergonha de si mesmo! — Me disparam olhares de desculpa antes de se afastar caminhando. A cabeça de Ghost cai enquanto dá uma gargalhada. Ele me olha sorrindo. —Poderia estar bravo se você não fosse uma ridícula. Eu devolvo o sorriso, eu pego do lado meu vestido e faço uma reverência. — Estarei aqui toda a noite. Obrigada por vir. Seus olhos sorridentes mudam para predadores quanto obviamente ele olha par mim. Ele se aproxima de mim, pega a minha mão e me puxa até ele. Ele baixa o rosto até o meu pescoço, me inspira. Meus olhos se abrem e fico rígida como uma tábua. Isto tem que ser uma brincadeira. Ao menos, eu acho que ele está jogando comigo até que sua respiração fica quente em meu pescoço e diz: — A sala de conferência está livre, menina bonita. Uma segunda rodada de Nat e Asher soa muito bem nesse momento.


Meu corpo fica solto em seu agarre, mas minha cabeça grita não faça! Inclino a cabeça para trás, permitindo um melhor acesso e deixa um rastro de beijo do meu pescoço até a minha orelha. Minha cabeça se clareia um pouco e com o melhor aceno britânico que posso fazer, eu o acaricio o ombro e digo: —Está noite não, querido. Por que pensei que isso ia funcionar, não tenho nem ideia. Sem tirar a sua boca experta do meu pescoço. Ele me envolve e aperta mais contra o seu duro corpo. Sinto sua ereção através da sua calça e instintivamente me esfrego contra ela. Ghost geme e então diz: —Vamos, menina bonita. Ao menos me da um beijo de aniversário Que diabos? Empurrando os seus ombros com força, eu olho pra ele, com uma expressão aturdida. —É seu aniversário? Ele encolhe os ombros como se não fosse grande coisa, respondendo: — Sim, faz alguns dias. Estou tão fodidamente brava. Minha cara se enruga e empurro seu ombro de novo mais forte. E digo:


— Você é um idiota! A cara de Ghost está cheia de confusão e pergunta: — O que você disse? Lançando os braços no ar, respondo em voz alta: — Nada! Esse é o ponto! Você não ia me dizer nada? Os amigos dizem coisas como essas. Eu poderia ter feito um bolo! — Eu deixo escapar um suspiro de raiva, pego sua mão, e o arrasto para cima, passando na frente do camarote onde estão todos os nossos amigos eles nos olham interrogativamente, através da porta da ala VIP, e todo o caminho até a sala de conferência. Uma vez lá eu o faço entrar na sala pouco iluminada, fecho a porta, giro minha cara irritada para olhar a sua claramente confusa e digo: — Feliz fodido aniversário, imbecil! Então, lentamente, tiro meus braços das mangas e deslizo a parte superior do vestido até o meu estômago para revelar meus peitos nus. Seu olhar escurecido passa por cima do meu corpo enquanto ele senta na borda da mesa de conferência. O álcool que eu consumi esta tarde deixa isso mais fácil do que seria da outra maneira. Ele levanta sua cara até a minha e dobra um dedo em minha direção. É como seu um fio invisível estivesse nesse dedo, meus pés se movem lentamente até ele. Quando chego entre seus joelhos, pergunto: —O que é isso?


Ele olha nos meus olhos e encolhe os ombros, —Duas pessoas fodendo. Eu assinto com a cabeça em acordo e logo sorriu. — Dois vizinhos fodendo. Ele sorri —Dois amigos fodendo. Meu sorriso se transforma em uma risada brincalhona —Simplesmente duas pessoas curtindo uma foda. Ghost termina com uma risada — E eles dizem foda um montão. Oh sim, isso é impressionante! — Está bem. Tudo bem! — Estou de acordo, assentindo. Ghost roça a minha bochecha com o polegar ternamente. Ele diz em voz baixa: — Eu prometi para mim mesmo que se alguma vez te tivesse de novo eu faria direito. Oh, Meu Deus! Os sentimentos!


Essa é a coisa mais doce que jamais alguém me disse, e isso me afeta tanto que tenho que esconder rapidamente, ou arriscar que ele veja que isso significa algo mais para mim. Um sorriso falso estala em mim e eu pergunto: — Espera. Você acredita que dois orgasmos está mal? Eu gosto de sexo louco, Ash. Eu gosto muito. Ghost levanta e passa as mãos pelos meus braços. Baixa o rosto até o meu e fala contra os meus lábios: — Não vamos falar mais, menina bonita. Eu te desejo. Meu doce Jesus, eu também te desejo. A umidade se filtra no meu núcleo, molhando a minha calcinha. O que você espera? Esse homem é um deus do sexo e a última vez que eu tive sexo faz mais de um ano! Com meu filtro do cérebro até a minha boca ainda estragado, acidentalmente eu solto: — Eu senti saudades. — Enquanto estou falando meu cérebro grita mentalmente. PARE! Imediatamente me sinto com uma idiota. Minha cara ruboriza, meu corpo fica tenso e estou mortificada. Seus dedos estão abaixo do meu queixo. Trata de levantar meu rosto, mas eu me afasto do seu agarre. Ele diz com firmeza:


— Me olhe. — Ele diz de uma maneira que não é um pedido. Levanto o rosto, mas evito o contato com seus olhos. Ele aperta os braços ao redor da minha cintura e suspira. —Me deixa contar uma história. Um dia, aqui mesmo neste clube, eu encontrei com essa menina. Uma menina louca. Tinha o cabelo roxo brilhante, lindos olhos verdes com um corpo com curvas que poderia colocar qualquer homem duro. Fodidamente impressionando. — Faz uma pausa para criar um efeito e trato de ocultar o meu sorriso por trás da minha mão. Meu cabelo era da cor magenta, na realidade. Mas, continuando... Pilhando o meu sorriso, o idiota sorri, Limpa a garganta e continua: —Então como de costume, fui um puto imbecil com ela. Não é porque foi ela, é como eu sou. Mas em lugar de correr e se irritar, ela me olha fixamente como o imbécil que eu sou. E eu só posso pensar em uma única coisa. Ele brinca com o meu cabelo e passa as mãos pelas minhas costas nuas como se estivesse terminado de contar a história. Claramente me coloca louca por não saber, exijo: —E bem? Qual era a única coisa?


Ghost move suas grandes mãos para descansar nos meus quadris e olha fixamente para meus peitos. Ignorando-me completamente, murmura: — Foder. Você tem uns bons peitos, baby. —Abro minha boca para lançar algum tipo de ofensa quando ele baixa seu rosto entre meus peitos e acaricia a carne sensível ali. Jogo-me para trás, suspiro, passando meus dedos pelo seu agora curto cabelo. Contra minha pele, admite: —A única coisa que poderia pensar era em como essa menina de alguma maneira iria sacudir o me mundo. E maldição, ela fez. Eu estava indo para esgueirar-me para chegar perto dela. Certificar-me de que eu não tivesse outro lugar para sentar-me para ouvi-la falar. Algo sobre essa menina me acalmou. Ela tornou a vida mais fácil. Colocando beijos desde meu peito até minha garganta, ele belisca minha pele e continua: — Então, justo quando eu acredito que tudo vai bem, ela fica dura comigo. Me diz que devemos evitar um ao outro. E apesar de que isso quase me mata, eu digo que está bem, apesar de não estar fodidamente bem. Então eu passo os próximos meses fodendo tudo o que tem pulso porque eu não posso tê-la Meu coração se aperta na última parte. Não tinha nem ideia que ele se sentia dessa maneira. Estava sendo muito egoísta para me dar conta.


Beijo um caminho até seu queixo, trazendo minha mandíbula e baixando de novo até chegar aos seus lábios uma vez mais. Tenho o seu rosto entre minhas mãos e dou beijos suaves em seus lábios enquanto olho seus olhos. Quase é uma desculpa. Com os olhos sorridentes, continua: — A coisa é que nada que eu fizesse, fazia com que essa menina saísse da minha cabeça. Ela virou uma obsessão. Minha escolha de mulheres ficou mais seletiva. Nada de ruivas. Nada de olhos verdes. Nada de curvas. Sem atitude. — Ele esfrega o seu polegar no meu lábio inferior. —Definitivamente não lábios cheios da espécie sexy como o inferno. Seu intenso olhar segue centrado nos meus lábios e sussurra: — Passei meses pensando em com seria beijar esses lábios. Eu fiquei fodidamente louco. Trago a saliva. Maldito seja, isso é intenso. Por outra parte, tudo com Ghost é intenso. Cada palavra que diz, meu coração se enche um pouco. Quase tenho pulso de novo. Estou quase viva de novo. Coloco minhas mãos em seu peito e luto para encontrar a minha voz: —Por que não me disse nada?


Ele fica em silêncio, faz uma demonstração de limpar a garganta e continua a história: —Então, uma noite, achando que tinha ficado louco, porque ali estava

ela,

minha

obsessão,

em

minha

porta.

Foda-se.

Tão

charmosamente despenteada. Estava vestindo um bobo pijama, com pantufas de rato e estava com raiva. Realmente raivosa. Diz-me que somos vizinhos e que, por favor, que fodesse minha conquista dessa noite um pouco mais silenciosamente. Tão rápido como chegou, ela se foi. Não hvia maneira do inferno que eu pudesse me levantar depois disso, então eu enviei a mulher para casa. Mas, toda a noite eu pensei na minha obsessão. E saber que morava ao meu lado, sem sequer ter contato com ela, me fez estar calmo e mais leve. É como se eu tivesse me esquecido dos sete meses sem ela e eu sabia que tinha que fazer algo para mantê-la ao redor. Me beija suavemente uma vez, duas vezes. Então: — Agora, depois de toda essa merda, sei alguma coisa. Sei que ela cheira a cerejas e baunilha. Que posso confiar nela, eu confio. Somos amigos porque nós nos entendemos. Ela me disse uma vez que somos da mesma classe. Simplesmente nos entendemos. Ela é a primeira pessoa que conheci que não quer me mudar ou me obriga a me abrir. Simplesmente deixa ser eu mesmo. E é disso que eu preciso. Sorri contra os meus lábios.


— Então eu acho que também poderia dizer que senti saudades de você, menina bonita. OH. MEU. DEUS. Meu ventre fica quente. Estou cheia de emoções agora mesmo. Estou sofrendo uma sobrecarga de informação. Eu não tinha nem ideia de nada disso. Ele me chama de sua obsessão e eu o entendo totalmente. Não é uma coisa descomunal. Eu sou para ele o que ele é para mim. Ele é a minha perfeição sexual e nada mais se compara a ele. Eu o desejo. Ele me deseja. E saber que ele gostou tanto como eu gostei é impressionante. Sinto-me como se fôssemos iguais. Ninguém tem vantagem aqui. Há uma confiança mútua que compartilhamos. Ele não tinha o porquê de compartilhar comigo, mas ele fez, porque confia em mim para manter essa informação segura. E, por um trovão, que eu farei. Com os meus lábios contra os seus, sussurro: — Teus beijos me excitam. Ele bufa alto enquanto ele ri. Sorrio. Isto é agradável. Me sinto mais corajosa depois de escutar a sua história, dou um passo para trás. Passando meus dedos pelas minhas costelas até meu quadril, pego suavemente meu vestido, e o empurro para baixo. Observo


seus olhos tragando cada curva do meu corpo. Só estou de calcinha preta e botas pretas até o tornozelo, pego a sua mão e puxo para levantá-lo. —Quero ver você está noite. Todo. Sua testa se enruga e ele abre a boca para discutir, mas eu o interrompo com um beijo. Afasto-me um pouco e falo: — Eu já te vi Ash. Eu o quero. Tudo ou nada. Nenhum de nós dois diz nada por alguns momentos. Permito o seu silêncio, mas decido tocá-lo. Sabendo que eu poderia estar cometendo um grande erro, meu estômago se contrai. Colocando uma cara de valente, estico a mão até a borda da sua camiseta e agarro. Levanto o olhar para o seus olhos buscando algum tipo de permissão. Como o cenho franzido, ele assente uma vez, evitando os meus olhos. O alívio percorre minhas veias e eu levanto lentamente a sua camiseta. Meu coração bate com ira quando a primeira cicatriz aparece justo debaixo do seu umbigo e só fica pior quanto mais vejo. São todas irregulares e parecem inflamadas e inchadas, mas são antigas. Pergunto-me de onde vem. Mascarando minhas emoções, levanto a camiseta passando pela sua cabeça e tento com todas as minhas forças olhar o seu rosto. Descanso as mãos suavemente ao redor da base do seu pescoço e limpo a garganta. Ele levanta seu rosto para me olhar e eu lanço um sorriso descarado. Eu sussurro: —Seguimos em frente.


Um canto dos seus lรกbios se inclina para formar um sorriso sexy. Oh, sim baby! Isto estรก comeรงando.


CAPÍTULO TREZE

O COMEÇO DE UMA AVENTURA

As mãos de Ghost deslizam por meu corpo, acariciando meu peito, estômago e bunda. Sinto-me desejada e adorada. Nossas bocas se conectam em um frenesi sensual, lambendo e mordendo, enquanto eu luto com a fivela do seu cinto. Gemo em sua boca quando a fivela finalmente se solta, me afasto e grito: — Sim! — Ele ri antes de voltar a conectar as nossas bocas. Eu gosto muito dos seus beijos. Fazem-me retorcer com deleite. Com menos esforço eu abro os seu jeans e assim que eu tenho acesso, deslizo a minha mão para dentro deles, sabendo muito bem quem vai comandar. Sorrio contra a boca quando pego o seu pau, apenas posso envolver minha pequena mão em sua largura, mas eu tento. Aos poucos eu o acaricio para cima e para baixo, ele afasta seu rosto do meu e grita: —Foda-se! — Enquanto fecha os olhos e levanta a cabeça para o céu. Usando meu polegar, traço a cabeça do seu eixo, usando seu pré-


sêmen como lubrificação para acaricia-lo. Sinto o seu estremecimento enquanto empurra contra o meu aperto. Com um gemido, ele se endireita e se libera em minhas mãos. Eu faço beicinho como uma criança de quem tiraram o doce. Ele se redime quase que imediatamente quando tira minha calcinha e a joga no chão, me empurra para me sentar na borda da mesa de conferência, ele coloca meu pé ainda com a bota em seu ombro e baixa a cara para deslizar nas minhas pregas úmidas. Suspiro. — Oh, doce menino Jesus! Não para, Ash! E ele não faz. Ele me come como se eu fosse à ceia de ação de graças. Meu estômago se aperta e meus olhos giram de prazer. O calor úmido de sua língua em mim quase é mais do que eu posso suportar. Eu acho difícil recuperar o fôlego, ofegante eu gemo. Nunca foi assim com ninguém. Ele está me comendo como seu eu fosse a sua última refeição. Acho que vai ser um recorde. Ele desliza a língua e lambe minha abertura, então sobe e chupa o meu clitóris em sua boca. Ele suga suavemente e o um formigamento começa no meu centro, fazendo o meu núcleo contrair-se em um arco. Gemo forte antes de gritar: —Puta merda, eu vou gozar!


Então ele me come como se ele pagasse por isso, o queixo de Asher vibra na minha boceta. E isso é tudo, meus amigos. Vencida pelo êxtase, minhas pernas tremem, meu centro se sacode uma vez, duas vezes, antes que fogos de artifícios estourem atrás das minhas pálpebras e minha boceta palpite com um dos orgasmos mais intensos que eu já tive. Ainda pulsando, Ghost empurra sua língua dentro e fora de mim, e é igual à gasolina em uma chama, acende um segundo orgasmo. As portas da comporta central foram abertas! Se não detiver isto, eu vou ficar sobrecarregada demais de prazer. Agarro a parte posterior de sua cabeça com as mãos e gemo. Ele geme e empurra seu rosto mais fundo em mim enquanto meu corpo se retorce e eu me esfrego contra a sua cara, montando-o enquanto eu gozo mais forte pela segunda vez. Passa um momento e minhas mãos se voltam frouxas na cabeça de Ghost. Sorridente em um completo momento de felicidade, eu o acaricio como um gatinho. Ele limpa suavemente sua boca na minha coxa e se se levanta. Realmente não posso evitar, coloco minha mão em seu peito direito, eu o olho fixamente e eu me pergunto de onde podem vir.


Talvez de um acidente de carro? Há marcas de queimaduras, assim como lacerações. Não posso imaginar nada. O que poderia causar feridas assim? Imagine a dor... Me dou conta de minha estupidez tão longo ele se afasta de mim. Minha testa se enruga, eu agarro a sua mão e firmemente digo: — Não. — Passando meu polegar sobre os nós dos seus dedos, continuo: — Eu sinto Ash. Eu te prometo que não vou olhá-las. Eu realmente quero dizer isso. Não quer fazer ele se sentir mais incômodo do que já está. Está claro que está com raiva. Inalando profundo, evita meu olhar e grunhe: — Não deveria ter que olhar e ofender seus bonitos olhos com está merda. — Faz um gesto em seu peito com a mão livre. Odeio ver ele assim. Tão cheio de ódio e ira. Estou acostumada que seja reservado, mas não estou acostumada ver ele zangado. Usando a mão que eu tenho agarrada a ele, me aproximo até que eu me pressiono contra o meu corpo nu, só para descobrir que sua ereção se foi. Que vergonha. Você querida, é uma idiota.


Estou tão irritada comigo mesma. Não posso evitar. Sou tão estúpida às vezes. Uma ideia passa através do meu desiquilibrado cérebro e antes que eu tenha um segundo para pensar nisso, envolvo minhas pernas livremente ao redor dele, cavando os saltos de minhas botas em sua panturrilha. Colocando as minhas mãos em seu quadril, as deslizo ao redor, pelas suas costas para agarrar sua bunda firme. Sinto seu olhar queimando através de mim. Está é a segunda má decisão que eu tive essa noite. Maldito seja álcool. É um mau amigo. A merda! Inclinando minha cara para frente muito lentamente, me aproximo mais do seu peito cheio de cicatrizes. Vejo seu estômago ficar tenso com antecipação. Ante ao temor dele se afastar de mim, agarro seu pescoço tão forte que minhas unhas cravam em sua pele. A ideia de marcar alguém soa excitante, mas agora que eu enfrento, o que eu tenho certeza, uma vez foi um bonito peito, a ideia me enjoa. Eu me aproximo finalmente e pressiono com a boca aberta um beijo diretamente no centro do seu peito. A respiração de Ghost se intensifica e suas mãos forma punhos ao lado do seu corpo. Sussurra com voz rouca: — Não.


Sem levar ao caso, deixo outro beijo com boca aberta sobre ele e eu lambo seu mamilo de brincadeira. Seu corpo fica rígido como uma tábua, mas eu faço o meu melhor esforço para ignorá-lo. Estou em uma missão. Com minhas pernas ainda envoltas ao redor dele, libero seu traseiro e movo minhas mãos para cima e pra baixo pelas suas costas em uma massagem sexual. Quero colocar o meu pé na mesa e dar um grito de júbilo, quando seu copo começa a relaxar. Uns beijos a mais em seu peito, e eu o sinto endurecer dentro de sua calça. E apesar de querer dar cambalhotas, me centro no grande panorama. Lambo seu mamilo e logo chupo duro, todo o tempo eu esfrego meu úmido sexo nu sobre a sua ereção coberta. Utilizando a mesma técnica no outro mamilo, sorrio contra ele quando ele geme longamente e baixo. Lambo desde o centro do seu peito até chegar a sua garganta, respiro quando ele agarra com força meu cabelo até a base da minha bunda. Tira suavemente para que eu olhe até ele, e quando eu faço, vejo suaves olhos marrons escuros e dilatados. Ele grunhe: — Como você quer? Ainda sem filtro do cérebro à minha boca, sussurro: — Foda-me como se me odiasse. Um quase cruel sorriso se cruza no seu rosto. Ele pronuncia. —Foder sim.


Solta o meu cabelo e me beija com força, sua língua brinca com a minha. Ele tira os seus sapatos, coloca seu polegares em seus jeans, tira e sai deles. Olho com assombro como acaricia seu longo membro em minha cara. Maldito provocador! Sem ser capaz de resistir, me inclino pra frente para levá-lo a minha boca, mas ele retira e estala a língua. —Pode ter ele quando você pedir. Meus olhos se estreitam e olho para ele. Quero gritar uma grande merda, mas tenho sede. O pau de Ghost é um copo de limonada em um dia de verão. Eu olho seus olhos e apertando os dentes eu pergunto: — Ghost, posso chupar você? Seus olhos se enrugam no canto quando responde: — O que exatamente você que chupar? Oh amigo! Que maldito descarado desse homem! Exalo em voz alta e pergunto: —Posso, por favor, chupar o seu pau? Sacode a cabeça.


—Você não pediu corretamente, assim não o terá. O termo correto é possível. E quando estiver com você, e só com você, sou Asher, e não Ghost. Wow. É estupido que eu goste quando ele está fanático por controle? Bem, então mesmo que ele esteja sendo o melhor idiota do mundo, de alguma forma eu sei que eu tenho o poder aqui. E é agradável. Meu coração se aquece e meu rosto se abranda enquanto digo em voz baixa: — Seria possível, por favor, que me deixe chupar o seu pau, Asher? Imediatamente sou recompensada quando ele se inclina e beija meus lábios suavemente. —Essa é a minha garota. Eu gosto que me chame de sua garota. Especialmente durante nosso tempo de diversão super feliz. Dando um passo para trás, seu eixo é uma visão. Comprido, grosso e eu dou uma olhada irritada. Envolvo minhas mãos ao redor dele e me inclino para frente pra lamber sua umidade. O sabor salgado me bate e eu fechos os olhos. Eu lambo outra vez até que Asher geme e empurra em minha cara. Tomando ritmo, abro a boca e chupo a cabeça lentamente.


Dois podem jogar um jogo de tortura. Com a cabeça de seu pênis em minha boca, empurro tão longe quanto posso e subo e abaixo suavemente minha cabeça, movendo minha língua ao comprimento da sua sensível parte inferior. Ele geme de novo, desta vez mais forte e eu me molho. Eu dei uma olhada para encontrá-lo com sua cabeça reclinada com os olhos fechados e uma felicidade agonizante. E de repente eu entendo o jogo. Isto é tudo o que tem pra me dar. Ele está me dando um presente nesse momento. Ninguém o tem visto assim antes. Desinibido e fora de controle. E eu que causei. Bom para mim! Movo-me mais para baixo em sua largura, sei que não serei capaz de tomá-la toda. Minha maldita boca pequena! Quando coloco minha boca ao redor da metade do seu eixo, ele silva e se afasta de mim. Com o cenho franzido, olho para ele. Respira profundamente e pigarreia: — Não mais. Não posso aguentar mais. Um tímido sorriso se forma em meus lábios e me movo para dar a volta, mas ele coloca a mão sobre o meu ombro, me detendo. — Não. Como está. Eu quero ver você nesse momento.


Colocando as mãos debaixo da minha bunda, me senta e me puxa para frente até que estou a ponto de cair na mesa de conferência. Segurando uma perna no alto utilizando seu antebraço ele se aproxima mais de mim. Nossas partes íntimas se tocam e eu gemo. Asher me olha e sussurra: — Preservativo. —mas não se move uma polegada. Na última vez que tivemos sexo espontâneo, não usamos um preservativo e eu pensei que estava grávida. Sacudindo a cabeça, respondo em um sussurro: — Não. Eu não... Está bem. Estou saudável. Seu lábio se levanta de um lado e diz: — Eu também. Meu sorriso se desvanece em um arquejo quando ele toma o seu pênis em suas mãos e o pressiona contra a minha abertura. Merda! É mais grosso do que eu me lembro. Empurrando palmo a palmo, respira profundamente e diz entre dentes: — Você está apertada, menina bonita. Em um estado de felicidade, nem sequer penso quando respondo, —Eu sinto. Passou muito tempo.


Asher deixa de empurrar em mim e levanta o seu rosto confuso. Ele sorri. — Uma semana não é tanto. Ainda flutuando em felicidade, eu empurro mais sobre ele e solto: —Não tive sexo na semana passada. Não tenho sexo há mais de um ano. A primeira rodada na sala de conferência foi a mais de um ano. Uma mão se agarra no meu queixo e levanta para que eu o olhe. Seus olhos se suavizaram, mas sinto o calor irradiar deles. Ele pergunta lentamente: — A última vez que você teve sexo foi comigo? Oh wow. Está com sorte com a estupidez, senhora. Dando-me conta do que acabo de revelar, meu discurso falha. Simplesmente assentir parece a melhor opção nesse momento. Seus olhos se arregalam enquanto me beija e diz contra meus lábios: —Foda-se. Você é algo mais. A cara de Asher se enruga pela concentração. Empurra para frente e eu gemo. Totalmente empalada, meus olhos rodam e eu começo a rezar. —Por favor, me foda. Eu preciso tanto. Com os olhos ainda fechados, eu escuto ele responder:


—Me deixa cuidar de você. Ele sai quase que completamente e logo empurra de novo em mim. Duro. Luzes brilhantes dançam nos meus olhos e eu gemo. —Oh sim. Justo assim, baby. Inclinando sobre mim, ele põe sua tesa na minha, agarra minha bunda e empurra com força, uma e outra vez. Eu sinto também que poderia chorar de alegria. Um ano sem sexo completamente esquecido. Isso é o que é sexo. Isso é o que deve ser o sexo. Bestial e apaixonado. Ele fode com uma máquina. Oh maldito Deus, ele é bom! Tão bom como eu me recordava. Realmente. Talvez inclusive melhor. Oh demônios, passou muito tempo, certo? Com a minha perna ainda sobre o seu antebraço, eu o uso para me equilibrar enquanto levanto meus quadris ao ritmo de suas investidas, dando-lhe tão bem quanto estou recebendo. O som dos corpos golpeando enchem o ar e meus mamilos se endurecem. Estou ardendo! Ele grunhe antes de tomar minha boca em um beijo duro que faz enlouquecer. Um formigamento baixa lentamente pela minha coluna e minha mente grita muito cedo! Justo quando estou a ponto de dizer a Ash que eu vou gozar outra vez, ele rompe nosso beijo e diz roucamente:


— Goze comigo, baby. A próxima vez eu farei melhor. Eu prometo. Grito: — Obrigada Deus! Estou gozando, Ash! Meu núcleo se aperta ao redor dele enquanto ele fica rígido. Manchas brancas aparecem diante dos meus olhos e uma felicidade cálida se eleva através de mim. As contrações me batem duro. Gemo em voz alta e meus quadris se sacodem ainda mais nele. Apertando forte, posso senti-lo sacudir sua liberação dentro de mim. Geme e empurra. Uma, duas, três vezes, e algumas mais, arquejo. Meu corpo fica flácido de exaustão. Um longo momento se passa porque nenhum de nós parece poder colocar nossa merda juntos. Nós ficamos como estamos, unidos intimamente. Nossas testas se tocam e respiramos um na cara do outro. Com um braço rodeio seu pescoço e pressiono meus lábios ligeiramente nos seus. Sussurro. — Feliz aniversário, Ash. — ele sacode em uma risada silenciosa e pressiona mais duro em minha boca, aprofundando o beijo. Se afastando, diz: —Obrigada, menina bonita. Quando ele sai de mim, quase gemo pela repentina perda e o vazio que sinto. Este é o ponto em que eu espero que toda a situação fique


estranha... Mas nunca acontece. Eu me sento nua na borda da mesa de conferência vestindo só as minhas botas. Asher recolhe a minhas roupas e me entrega então ele coloca a sua calça jeans de novo. Eu deslizo o vestido por cima da minha cabeça e o arrumo para que fique o mais normal possível. Incapaz de encontrar minha calcinha em qualquer lugar me dou por vencida, me coloco de pé e caminho até um Ghost ainda seminu. Meu dou conta que ele raramente sorri, mas seus olhos o fazem muito. E eu gosto disso. Aproximando-me dele, vejo seus olhos se arregalarem. Eu sorrio, e envolvo meus braços ao redor de sua cintura e beijo seu peito. Ele se endurece um pouco, mas posso ver que esta mais acostumado com isso. Entre os beijos, eu pergunto: —Vamos esperar outro ano para fazer isso de novo? Sua mão se estende até a parte de trás do meu pescoço o apertando enquanto ele responde. — Tudo depende de você, menina. Eu gosto muito da coisa do meu pescoço. Ele se sente possessivo e dominante. Tomando um momento para tratar de ativar meu filtro cérebrocabeça e eu percebo que é muito tarde quando eu deixo escapar:


—Eu realmente só quero transar com você cada vez que me dê vontade. Insira tapa na cara aqui. Meu rosto se ruboriza, mas por sorte ele não se ofende. O alívio flui através de mim enquanto ele esfrega suavemente minhas costas e ri respondendo: —Bom, bravo! Eu estou de acordo com isso. E só então, Asher Collins e eu estamos tendo uma aventura... Certo. Hmmm devo esclarecer isso com ele. Buscando a maneira correta de dizer isso, admito: — Não quero que ninguém saiba sobre isso, Ash. Sua mão se detém sobre minhas costas e, maldito seja me preocupa que eu tenha cometido outro grande erro. Antes que ele possa responder, continuo: —Não é isso que você está pensando. Não me envergonho de você. —Olhando até ele para que ele possa ver a sinceridade em meus olhos, e o digo: — É que com todas as coisas que aconteceram com Cole e que, ultimamente, todo mundo sente a necessidade de me dar suas opiniões, eu só quero algo que seja meu. Algo privado. Que não seja julgado, e


nem ter pessoas nos olhando em cada movimento que fazemos. Você me entende, ou acabo de soar com uma mulher louca? Seus olhos buscam os meus um momento antes de responder: —Sim. Eu entendo. — A resposta é áspera, mas ele suaviza colocando meu cabelo solto atrás da minha orelha. Pensar em que Gh... Quero dizer Asher, estar me fodendo outra vez me faz ficar molhada. Sorrio amplamente e eu aperto a sua cintura. Pergunto: —Quais são as regras? Seus olhos se abrem comicamente enquanto pergunta: —Há regras? Rodando os meus olhos dramaticamente, pronuncio: —Uh, sim. Se vamos fazer isso, nós dois necessitamos estar na mesma página. Então eu vou primeiro. — Inclino minha cabeça e estreito os meus olhos em concentração antes que fique ofegante. — Nada de falar de sentimentos. Asher assente de acordo. —Sim, essa merda é para bebê. Uma boa. Está bem. —Ele pensa um momento e logo sorri um sorriso descarado. —Se a porta tem fechadura, qualquer lugar é jogo limpo.


Inclino-me para trás para olhar ele com incredulidade, eu digo: —Wow. Um, está bem. Estou nele. —Esfrego o seu peito pensado distraidamente, então digo: —Podemos chamar um ao outro a qualquer hora. Do dia ou da noite. Apertando a minha bunda com suas grandes mãos, ele responde: —Merda. Isso é um fato. —Ele me olha seriamente. — Você está segura que quer fazer isso, menina bonita? Posso ser muito exigente. Brincando, respondo: —Oh, querido. Você não tem nem ideia de onde está se metendo. Sorrio mentalmente. Ele realmente não sabe.


CAPÍTULO QUATROZE

ESQUELETOS NO ARMÁRIO... TODO MUNDO TEM

Acordando com um sorriso no meu rosto, entreabro os olhos para o despertador digital. Os brilhantes números vermelhos piscam 5h25 da manhã. Estou muito cansada, mas delirantemente feliz. Isso é o que três orgasmos em uma hora fazem a uma mulher. Chegamos em casa há algumas horas atrás. A noite anterior foi perfeita. Quando digo que foi perfeita, me refiro quando Asher e eu emergimos do nosso ninho de sexo, tudo o que tivemos que fazer foi chamar um ao outro por alguns nomes graciosos, enquanto nos olhávamos irritados e ninguém suspeitou de nada. Pelo menos, eu acho que isso não aconteceu. Tina pareceu um pouco surpresa quando Ash exigiu que voltássemos para casa juntos, mas quando mencionou que queria verificar meu apartamento para se certificar que estava seguro, Tina se voltou toda sonhadoramente feliz. E eu realmente queria lhe dar um tapa.


Lola e Trick estavam envolvidos um no outro, sendo todos lindos e tão eles, que nem sequer se deram contar de que havíamos ido. Mimi e Nik seguiam estreitando seus olhos até meus lábios, os quais eu estou certa que estavam da cor rosa e inchados pelos ásperos beijos durante o sexo, mas eu os olhava com uma expressão confusa em minha cara como se não pudesse entender o que estavam olhando. Mimi franziu o cenho diretamente, mas eu deixei passar. Nike se limitou a sacudir a cabeça como se fosse clarear as ideias. Pontução: Nat 1 - Mundo 0 Passamos o resto da noite conversando e rindo no camarote. Max e eu estávamos juntos, flertando e nos tocando. Ash não estava se contendo com isso. Não tinha que dizer. A expressão do seu rosto era o suficiente para ver o que estava irritado. E estupidamente, isso me fez bem ver o seu lado ciumento. Então, claro que joguei um pouco. Beijando a bochecha de Max e sussurrando palavras sujas em seu ouvido até às três da manhã, quando Ash me puxou pelo braço e anunciou que estávamos indo. Nem sequer me deu a oportunidade de fazer mais que um aceno de mão para me despedir, me arrastou até o seu carro esportivo quente como o inferno e me ajudou a entrar. Quando estava dentro e pronta pra ir, ele voltou seu rosto para mim e mandou. —Me chupe. Começou.


Meu coração bate com entusiasmo. Colocando um sorriso sexy, eu abro a sua calça jeans e eu sussurro: —Com muito gosto. Era sujo e impressionante. Ali estávamos, no banco da frente do seu carro, no estacionamento do The White Rabbit, com seu banco empurrado para trás. Eu, inclinada sobre o assento tomando-o em minha boca, minha bunda nua para cima, um espetáculo gratuito para qualquer pessoa que passasse na frente. Para o momento que Ash estava pronto para explodir, e eu estava pronta para explorar a mim mesma. Com um gemido, ele diz: — Está chegando, menina. Aonde você quer? Não respondi, simplesmente balancei a minha cabeça mais rápido e mais profundo. Ele acariciou meu cabelo e sussurrou: —Muito suja. Merda, tão suja. O que você quer? Toma-o, baby. Então ele gozou. Com cada puxão do seu orgasmo, calor salgado encheu a minha boca. E como uma boa menina que sou, eu engoli e limpei os lados da minha boca. Sorrindo, voltei ao meu assento, coloquei o cinto de segurança e nós partimos. Quando chegamos em casa, ele não me desejou boa noite, simplesmente me bateu na bunda quando caminhávamos juntos até nossos apartamentos. Duas vezes. Duro. Minha cara se enrugou, esfreguei minha dolorida bunda e murmurei Ai. Ele só me piscou um olho e logo foi para o seu apartamento. Não


estou cem por cento segura, mas acho que isso foi uma advertência sobre meu aberto e frívolo flerte com Mad Max. Fui dormir como um sorriso na cara, pensando em quando e aonde seria o lugar da seguinte rodada. Então agora, na primeira hora da manhã, estou acordada. Bem, meu cérebro não está, meu corpo está ardendo. Eu sei que comecei este assunto dizendo que poderíamos chamar um ao outro de dia ou de noite, em qualquer momento, mas realmente eu vou lá agora mesmo? Sim. A resposta é sim. Afasto as cobertas, sorrindo como uma completa idiota e basicamente corro pelo corredor, me detendo só para pegar a chave do apartamento de Asher. Derrapo pelo corredor e abro a sua porta tão rápido quanto eu posso, rindo todo o caminho Uma vez dentro, ouço gemidos vindos do seu quarto. Detenho-me em seco. Meu coração se contrai. Estou morta. Eu morri. Meu coração começa a bater buscando vingança e caminho pelo corredor seguindo para seu quarto, tão fodidamente irritada que meu coração está acelerado. O sangue ruge através dos meus ouvidos. Nunca iria admitir que meu coração estivesse se quebrando silenciosamente.


Sério? O filho da puta gozou duas vezes essa noite e já tem alguma fulana em sua cama? Que idiota! Justo quando chego à porta do seu quarto e começo a abri-la, a ira se desvanece. Penso por um momento no que isso significará para nós se não puder controlar minhas emoções, no qual, curiosamente, era uma de minhas regras neste assunto. Meu coração pede que não faça nada enquanto meu cérebro grita maldito filho da puta! Antes que eu possa pensar muito sobre isso abro a porta e acendo a luz. Respiro, colocando uma mão no meu peito e dou um passo para trás diante dessa horrível cena. Oh Deus, não! Asher se agita em sua cama, com cara vermelha e gemendo de dor em voz alta. Seus olhos estão fechados, mas se movem com rapidez debaixo das suas pálpebras fechadas. Eu não sei o que está acontecendo aqui. Um soluço fica preso na minha garganta vendo esta inquietante desordem. Ele respira e grita: —Não! Tendo um momento para me acalmar, corro para a cabeceira de sua cama tentando em vão despertá-lo. Com sua agitação, parece que não posso me aproximar o suficiente dele para tocá-lo. Suas costas se curvam e seus olhos fechados se apertam enquanto mostra os dentes. Um


borbulhante e agonizante ruído soa baixo em sua garganta antes que ele grite como voz de uma criança: —Mamãe me ajude. Não sei o que fazer. Estou petrificada. Estou perdendo a batalha interna para me manter calma. Sem pestanejar, as lágrimas correm pela minha face quanto soluço histericamente. Sem me preocupar de ser golpeada pelos seus membros agitados, agarro suas mãos e as seguro. Seu pé me bate no estômago e eu gemo de dor. Uma de suas mãos se liberta do meu agarro e me bate na cara gritando: —Não! Estou muito desconsolada por essa situação para gritar que ele pare. Soluço tão duro que apenas não posso respirar por completo. Ele agarra meu cabelo apertado e puxa tão forte que eu acho que na realidade poderia arrancar da minha cabeça. Grito de dor. Depois de um segundo, suas mãos soltam o meu cabelo e me empurra para trás com força. Tropeço caindo na cama e em cima da minha bunda em cheio com um uf. Ash se senta na cama e olha ao redor do seu quarto com confusão antes de voltar e me olhar nos olhos. A única coisa que posso escutar são nossas combinadas e pesadas respirações. Seu rosto se torna passivo enquanto toma respirações pesadas de ar.


— O que você está fazendo aqui? — Pergunta em voz baixa. Sobrecarregada pela angústia, me sento no chão, abaixo meu rosto até minhas mãos trémulas soluço silenciosamente. Ouço um movimento antes que me puxe até seu corpo duro e me abrace forte. Asher me balança e me diz palavras doces até que finalmente me tranquilizo. O silêncio é reconfortante. Depois de um momento, ele sussurra em meu ouvido. —Eu sinto muito, menina bonita. Sinto-me como um idiota. Eu te machuquei? Sinto sua vergonha se infiltrando através dele como veneno. Obviamente, ele não tem nem ideia de que acabo de passar outro momento como aconteceu com Cole. Ignorando a sua pergunta, eu sussurro de volta: —Que demônios aconteceu com você, Ash? Apertando seus braços ao meu redor, sentados juntos no chão frio, suspira. — São sonhos. Bem, tecnicamente pesadelos, eu acho. — Ele faz uma pausa antes de corrigir a si mesmo. — Na realidade, são malditas recordações. Meu coração se contrai. As cicatrizes. Estou certa de que tudo isso deriva das cicatrizes, embora realmente eu não queira escutar, eu tenho que escutá-lo. Eu acredito que ele tem que dizer tanto quanto eu preciso


ouvir. Volto a pensar no dia em The White Rabbit, quando ele nos ensinou defesa pessoal e no que ele me disse, “Você tem que contar-lhes, menina bonita. Se não disser nada a alguém sobre isso, isso te comerá. Vai deixar de ver seus amigos e deixará de sair. Será uma fração da pessoa que foi sem seu apoio. Vai perder essa intensidade e acabará ficando fria. Você ficará igual a mim.” Eu acredito que ele dizia a verdade. Todo mundo tem esqueletos no seu armário. Limpando a garganta. Pergunto: —Você pode me deixar levantar? Quando ele me libera, eu me coloco de pé e me volto para olhá-lo. Estendo a minha mão para que ele a pegue. Ele fica olhando a minha mão, sem saber o que fazer. Sem dar opção, eu estico a minha mão para frente, tomo a sua mão e eu o ajudo a se levantar. Tão longo ele se coloca de pé, eu envolvo meu braço ao redor da sua cintura e me aproximo de sua cama. Sem pedir permissão, eu me deito na cama e puxo sua colcha azul escuro sobre mim. Olho ele e bato ao lado livre do meu lado, mas ele nega com a cabeça. —Não posso dormir com você. Eu, ah, fico violento. Não quero te machucar, baby. — ele diz em voz baixa. Assinto e respondo: —Tudo bem. Não vamos dormir. Nos limitaremos a conversar.


Quando o seu rosto se volta com dor, me corrijo rapidamente: —Falar de qualquer coisa, Ash. Não tem que ser algo específico. Talvez queira saber qual o seu cereal favorito. Ele não sorri, mas seus olhos se arregalam. Depois de um momento de silêncio, ele se aproxima da porta e apaga a luz antes de se deitar na cama. Uma vez que está acomodado ao meu lado, eu me movo até ele e coloco minha bochecha em seu peito cheio de cicatrizes. Passo a minha perna coberta com o meu pijama em cima da sua perna coberta com o seu e suspiro. Ele acaricia meu cabelo e pergunto: —Então, eu tenho você coberta, é? Respondendo com os olhos fechados, confesso: — Sim, você me tem muito bem coberta. Ele beija a minha cabeça e fala contra o meu cabelo. —Eu sinto tanto, baby. Eu não me lembro de nada da merda que passa quando os pesadelos começam. É como seu eu tivesse oito anos de novo. Oh, Deus. Oito anos. Algo horrível aconteceu quando tinha malditos oito anos. Pensar em Ash como uma criança agonizante, me faz querer chorar, mas


eu aguento. Em lugar disso, eu viro a cabeça um pouco e coloco beijos em seu peito. — Então, qual é o seu cereal favorito? Seu corpo se sacode numa risada silenciosa quando responde: —Flocos de arroz com chocolate. Sorrindo contra seu peito, eu digo: —Sou o tipo de garota de flocos de arroz normal. Com o corpo ainda sacudindo de alegria, ele diz: —É bom saber. —Então me abraça com mais força Curtindo essa sessão de abraços, estou um pouco surpresa quando ele pergunta: — Nat você acredita que poderíamos falar de qualquer coisa? — Levanto minha cabeça para olhar sua cara em sombras. Ele joga o meu cabelo e continua: —Eu gosto da sua voz. Faz-me deixar de pensar. Meu coração se incha e estou aliviada que eu possa fazer algo para ajudá-lo. Sem responder, descanso minha bochecha no seu peito. —Quando eu tinha onze anos, Nina cortou o meu cabelo no estilo falso moicano.


Meu corpo rejeita o seu quando começa a rir. Ele ri muito e forte, e eu digo: — Sim. O falso moicano cai bem em você. Por desgraça, não cai muito bem em mim. De repente recordo da última vez que estive nesse quarto: estava com as minhas irmãs e as meninas. Foi uma grande manhã e devido a isso, se transformou em um grande dia. Tina veio trazer um presente... — Ash o que Tina te deu de presente de aniversário? Eu o sinto encolher os ombros quando ele responde em voz baixa: —Não tenho ideia. Ainda está embrulhando em cima da estante. —Bom, essa é uma coisa muito idiota! — Me afasto. Antes que ele possa me deter, estou de pé e caminhando até a estante para pegar o presente embrulhado. Uma vez que eu o tenho, faço o meu caminho de volta para a sua cama. — Acende a luz, por favor? Com um grande suspiro, ele acende a luz e de repente somos iluminados com um pouco de luz. Sorrindo, eu estendo o seu presente. — Você gostaria que eu cantasse para você? — Minha voz está séria. Virando os seus olhos, ele ri enquanto tira o seu presente das minhas mãos e o desembrulha. Sua testa se franze por um momento, antes que seus olhos se arregalem e um grande sorriso apareça em seu rosto. Gira o porta retratos rosa brilhante para mim e eu mordo o lábio para não rir.


Eu tenho que amar Tina. Ela é a única pessoa que poderia se sair bem em dar um presente sem nenhuma repercussão. A foto do portaretratos é da bebê Tatiana e de Asher. Asher deitado de costas segurando Tatiana por cima de sua cabeça. Tatiana luta para ele baixar ao seu nível. Ela segura as orelhas de Asher, baixando a cabeça para chupar o nariz dele. Seu perfil demonstra que está sorrindo, um sincero e muito doce sorriso. Doce menino Jesus. Olhe esse sorriso. Isso são alguns sentimentos extremos. Meu coração incha os olhando. Ele está tão feliz. Murmuro: —Ela é tão linda. Assentindo, Ash responder: —Sim, ela é. Eu faria qualquer coisa por Tatiana e Ceecee. —Sinto seus olhos em mim, eu olho para cima para encontrá-lo me olhando. Justo antes que eu diga que pare, ele me diz: —Você seria uma boa mãe. E justo então, meu coração vai de inchar a encolher. Coloco um sorriso tenso, me afasto dele, pego o porta-retratos e o coloco em sua mesa de cabeceira. Volto a sentar em sua cama e digo:


— Eu não posso ter filhos. — Antes que ele possa responder, eu continuo. — E isso é uma verdadeira porcaria porque eu queria ter filhos. Queria um casamento, filhos e dois cachorros da raça pug chamados Pizza e Donut. Depois que nós fizemos sexo e não usamos proteção, meu período atrasou e eu suspeitei que estivesse grávida — eu olho para sua cara atônita, — o que é ótimo. Eu não estava bem com isso. Na realidade, uma vez que convenci a mim mesma de que estava grávida, estava muito, muito feliz por isso. Fui ver um médico na cidade e ele me fez um ultrassom, dizendo umm e ahh, e me disse ―Eu sinto, linda. Não tem bebês para você.‖ — Termino com uma breve risada sem humor. Asher não diz nada durante um tempo. Depois, com o cenho franzido e diz: —Foi por algo que eu fiz? Eh? — O que você quer dizer? Seus olhos deslizam até meu ventre. —Eu fui muito rude com você ou fiz alguma merda? E por isso que você não pode ter filhos? Eu te fodi de alguma maneira? Oh não. Ele pensa que fez isso.


Arrastando-me na cama até ele, beijo a parte superior de sua cabeça e o digo: —Não, Ash. Não foi você. Você só me ajudou a saber que havia algo errado comigo. Nada do que você fez teria mudado o resultado. Eu só não estou destinada a ter filhos. E isso. Eu juro. Assentindo, mas com um olhar de incredulidade, afirma: —Eu gosto de sexo duro. Não sei o porquê, simplesmente eu gosto, merda. — Olhando até mim, pergunta:

— O doutor te disse que não

havia absolutamente nenhuma possibilidade de eu ter quebrado algo ou só está me dizendo isso para me fazer sentir melhor? É doce que se preocupe tanto. Ele parece tão malditamente devastado, embora me esforce tanto que estou certa que meu rosto está da cor vermelho brilhante, mas eu não posso evitar o que acontece depois. Eu ri. Justo em seu rosto. Pode ser porque eu só tive duas horas de sono, ou poderia ser pelo fato que Ash pense que me rompeu algo, mas não posso deixar de rir. Minha cara cai sobre o seu ombro com um golpe e sinto o seu corpo tremer da risada também. Ele me envolve em seus braços e eu rio como ele. Me afogo entre minha risada.


—Você acredita que me rompeu Ash! Que merda? Ele ri. — Não sei como funciona o corpo de uma mulher! Merda! — Ainda envolta nele, sussurra: — O que vou fazer com você, menina? Ele beija o lado do meu pescoço, então eu levanto minha cabeça para lhe dar melhor acesso, sei que não há tempo para uma sessão de jogos está manhã. Agarro seus ombros enquanto ele planta a sua boca firme na minha garganta. Com minha respiração agitada e meus olhos fechados pelo prazer que a sua boca esperta está me trazendo, eu me afasto para murmurar: —Ash preciso de um banho. Tenho que ir trabalhar, agora. Ante a isso ele se queixa contra o meu pescoço e me libera de seu agarre. Nós olhamos um ao outro durante alguns segundos antes dele dizer com olhos sorridentes: —Banho, baby. Eu sussurro: — Certo. Sim. Banho. Atuando por impulso, deslizo minha mão até seu pau agarrando através de sua calça de pijama. Seus olhos se escurecem e sua boca se abre ligeiramente. —Isso vai ficar, verdade?


Sorrindo com seu maldito sorriso torcido que tanto amo, ele responde: —Para você, baby. Vou manter por meses. Sorrindo me inclino para frente para beijar seus lábios e sussurro contra eles: —Essa foi uma grande resposta. Então pulo, e saio do seu apartamento e volto para o meu para tomar banho, e me preparar para o trabalho.


CAPÍTULO QUINZE

BALANÇANDO O MEU MUNDO

Quando crescia amava os filmes de Disney. Amo tanto os filmes da Disney que minhas irmãs e eu ainda assistimos juntas. Eu não acho que você pode ser velho para ver os filmes da Disney. Porque estou trazendo isso? Eu estou trazendo isso porque depois da luxúria, medo e as discussões profundas e significativas desta amanhã com Asher, me sinto mais leve. Enquanto caminho pela calçada a caminho do trabalho, me sinto como Branca de Neve, delicadamente dançando pelo bosque com as suas pequenas aves amigas seguindo-as enquanto canta. Só que as minhas pequenas aves amigas são essas horríveis pombas cinzentas. Estou bastante segura que essas pombas transmitem doenças. E aí vem uma agora. Me esquivo da pomba e sigo com o meu caminho dourado. Nada me fará cair hoje! Chegando na frente do Safira’s, coloco meu sorriso mais brilhante e empurro as portas. Caminho através da loja eu cumprimento a todas com um:


— Bom dia, cadelas! Ninguém responde e eu rio porque estou certa de que todas estão mal-humoradas e cansadas pela noite anterior. Quando chego ao estoque, meu sangue se esfria. Tina sentada no escritório sorrindo e limpando os olhos. Quem quer que seja que tenha ferido a minha melhor amiga está fodido! Digo: —Favo de mel por que está mal? —enquanto eu a envolvo em um abraço. Ela soluça em meu ombro e chia. —Não são iguais! Mas que demônios?! Tirando seu comprido e preto cabelo da sua cara, eu digo que comece desde o início. — Começa de novo. Então soluçando ela levanta dos catálogos do Safira’s e aponta um dos vestidos que aparece em ambos. Ela se engasga. — A impressão colocou as cores erradas.


Franzo as minhas sobrancelhas com confusão enquanto olho ambos os catálogos. Honestamente não posso ver a diferença e eu digo para Tina. Ele abre as cortinas e assim eu posso vê-los na luz do sol. Ela aponta um catálogo com lágrimas saindo dos seus preciosos olhos verde. Olho de mais perto e ainda não posso ver a diferença na cor. Dando-me por vencida, eu pergunto: — O que está errado baby? Isso não poder ser por um estúpido catálogo certo? Eu não obtenho resposta para isso. Tina simplesmente levanta a sua cabeça e chora ruidosamente. Tudo bem estou malditamente perdendo a minha cabeça. Não sou realmente boa com as emoções. Quero dizer, tenho muitas delas, eu só não sei como lidar com as terríveis lamentações de outras mulheres. Eu tratei com diferentes versões de Tina, mas nunca a tinha visto assim. Ela enlouqueceu. Olho ao redor com pânico antes de ter uma ideia estúpida. Pânico! Corro através da sala até ao balcão, passo a mão por baixo ate encontrar o botão saliente e o pressiono. Assim que eu faço, o alivio corre por mim sabendo que Nik estará aqui em qualquer segundo para tratar com a louca versão de hoje da minha melhor amiga Tina. Nem um segundo depois me encolho enquanto me dou conta que a cabeça de Asher explodiu com a quantidade de ruído que essa coisa faz na sala de segurança de The White Rabbit.


Menos de um minuto depois Nik entra com toda pressa pela porta e enquanto sua boca abre para dizer algo, vê uma inconsolável Tina com a sua cabeça levantada para o teto, chorando como uma mulher demente. Eu giro até ele com uma cara de que diabos, mas ele só suspira profundamente e sacode a sua cabeça e caminha até a sua esposa e a abraça fortemente. Minha boa manhã se transformou numa merda. Preciso de uma bebida. Já. Suspiro com medo quando escuto alguém sussurra em meu ouvido. — Hora do almoço. Escritório da segurança. Você me deve. Não posso escutar uma merda. Virando-me e vejo Asher sacudindo um dedo dentro do seu ouvido tentando limpá-lo. Eu lanço um olhar de desculpa antes de dizer: —Entrei em pânico. Seus lábios se curvam e estreita os seus olhos até mim. Levanto minhas mãos em rendição antes de me inclinar mais perto dele e sussurro: —Você está vendo? Eu nunca a tinha visto dessa maneira! Ambos giramos para ver Nik e Tina. Nik sussurra algo no ouvido de Tina. Ela o abraçava pela cintura e assente. Parece mais calma agora e


eu agradeço a Deus por não ter que lidar com Tina chorando todo o dia. Amo Tina e a escuto quando está chateada. Tina se afasta de Nike para me olhar com um sorriso trêmulo. — Lamento ter te assustado. Problemas de mulheres. Asher e eu dizemos ―Oh‖ ao mesmo tempo. Loucura explicada. Pobre Tina está em seu período. Oh merda! Isso significa que Lola e Mimi estão em seu período também. Isso é quão perto estamos. Os períodos das meninas são sincronizados. Eu não tenho o meu período por conta da Síndrome de ovários policísticos. Você não tem a menor ideia do que é juntar três mulheres que tem seu período ao mesmo tempo? Passo a mão pelo meu rosto aflito, e eu digo: —Está bem baby. Eu gostaria que você tivesse me dito antes que de voltar toda a louca contra mim. Tina explode em risada, ficando um pouco incômoda. Sua cara se suaviza quando se coloca na ponta do pé para beijar o seu marido. Olhando por cima dele diz a Asher: — Não mais transtornos. Eu prometo. — Levanta o seus dedos em continência antes de caminhar até o estoque. Nik me olha como olhos arregalados.


— Ela está um pouco emocional nos últimos dias. Eu usei o amaciante errado e ela chorou. —Inclinado mais perto de mim ele sibila. —Durante quatro horas Nat! Ela chorou durante quatro horas porque eu usei o amaciante errado. Quando eu perguntei por que ela estava chorando um rio, sabe o que ela disse? Sacudindo a minha cabeça ele recua para trás e abre os braços anunciando: — Porque cheira muito forte a flores. E ela gosta das flores suaves e não das flores orientais. — Passando uma mão pelo cabelo, continua: — Então eu pergunto por que ela compra a merda de flores orientais e ela disse que é porque ela gosta no supermercado, mas não quando usada em roupa. Então eu pergunto por que não simplesmente o tira se sabe o que acontece? Mordendo o meu lábio para não rir de Nik em seu desalinhado estado, sacudo minha cabeça uma vez mais. Ele aperta os olhos dourados em meus lábios contraídos, antes de me dizer: — Ela me deu o tratamento de silêncio toda à noite. Mas eu ainda me esqueci de que não estava falando, assim eu estive toda a maldita noite dizendo meias orações antes de ela estreitar os olhos e olhar para mim. Logo na manhã seguinte era como se nada tivesse acontecido. Eu estou perdendo a cabeça Nat. Definitivamente. Cobrindo o meu rosto com a mão, fecho meus olhos enquanto meu corpo sacode em uma risada silenciosa. Escuto Nik dizer:


—Porque pensei que ia ter simpatia de ti? Minha pequena irmã. — Nik envolve seus braços ao meu redor e ri comigo. Beija-me na testa. — Da próxima vez que ela enlouquecer, só me chame. Não aperte mais o botão de pânico. — E com isso ele e Ash se vão. Nike vai na frente e Ash se vira até mim e articula hora do almoço. Meu estômago se encolhe com antecipação. Está na hora do almoço?

****

Verificando meu relógio, vejo marcar 12h37. Se eu tenho que vê-la passear em frente à CCTV durante dez minutos mais, ela vai ter o que merece. Um sorriso se forma no meu rosto. Eu gostaria muito de dar tudo o que ela merece. Mmmmm. Esse fodidamente traseiro sexy no meu colo enquanto eu a faço contar. Um calafrio percorre através de mim. Não sei realmente de onde vem a minha necessidade de ser dominante. Não sou um Dom nem nada desse estilo. Só gosto de controle. A primeira psicóloga a que fui me disse que era pelo o que eu havia passando quando criança. É a minha forma de ter de volta algum


controle em minha vida caótica. Com um obrigado por me diagnosticar, eu chicoteio e a fodo sobre a mesa do escritório. Nunca voltei à terapia, mas eu estive tentando. Aqui vamos nós. Nat sai do Safira’s e caminha até o The White Rabbit. Ela desparece da tela, mas escuto o tamborilar dos seus saltos uns minutos depois. Ela para um pouco longe demais, mas eu a escuto perguntar a alguém. — Preciso falar com Ghost em particular. Aonde é o escritório da segurança? Escuto Trick responder: —Aquela porta ali, boneca. O que ele fez agora? Nat responde através de uma comprida exalação. —O que foi que ele fez? Sorrio e me coloco de pé e espero que a porta de abra. Quando isso acontece, a puxo para dentro fecho a porta e nos coloco em segurança. Ela me olha com os olhos muito abertos. Sexy. Como um anjo caído, ela usa um vestido branco comprido com sandálias de tiras. Soa inocente, certo? Não. Seu brilhante cabelo vermelho cai em suas costas, combinando com o seus lábios vermelhos.


Foda-se, ela é quente. Ela se inclina para trás, e eu ando em sua direção. Ela sussurra: — Você sabe que todo mundo está aí fora, certo? E se alguém nos escutar? Pressionando meus lábios, inclino a minha cabeça e digo silenciosamente: — Só terá que se manter quieta. Certo menina bonita? Suas costas se chocam contra a parede. Está presa. Eu me movo para atacar. Me pressiono tão perto dela que meu peito empurra suas costas mais para trás. Sua respiração está pesada e ela olha até mim com um sorriso antes de se deslizar pela parede. Fecho meus olhos enquanto ela desabotoa meu jeans e o puxa pra baixo Meu pau é subitamente banhado em molhado calor e eu digo a mim mesmo para não olhar para baixo. Eu não posso me conter. Eu tenho que ver sua boca em mim. Ela me chupa com os olhos fechados. Seus grandes e cheios lábios fazem um O enquanto me move dentro e fora de sua maravilhosa boca. Baixo minha mão e tomo seu queixo, tomando o controle. Pressiono mais fundo com cada lenta estocada, posso ver que ela começa a lutar para tomar meu pênis sem engasgar. Foda-se


Isso aí... Isso é a perfeição. Minhas costas começam a formigar e eu me afasto da sua perfeita boca. A saliva escorre pelo seu queixo e algo animal desperta em mim. Eu me inclino para frente e meto a mão debaixo do seu vestido para tirar suas brancas e simples calcinhas, então coloco minhas mãos debaixo dos seus braços e levanto seu pequeno corpo contra o meu. Usando a parede como alavanca, empurro meu peito contra ela para segurara-la ali enquanto levando a saia do seu vestido sobre seu quadril e empurro-o para o lado para mantê-lo fora do meu caminho. Lambo o seu lábio inferior e pergunto: —Alguma vez você já fodeu contra a parede? Seus olhos se apertam e se encontram com os meus e através de seus lábios apertados suspira: —Não oh. Colocando minhas mãos debaixo de seu firme traseiro, eu abaixo um pouco, só até que eu sinta meu pau entrar em contato com a sua boceta. —Está pronta para mim, baby? Ela trata de mover seu quadril para causar mais contato, mas eu a seguro o suficientemente longe. Embalando meu rosto entre a suas mãos, me beija profundamente antes de me empurrar longe e responder: — Me foda, sim.


Segurando-a ali por uns segundos, um cruel sorriso se forma quando a vejo começar a frustrar-se. Inclina-se para frente e me beija de novo, sua língua se move contra a minha e me faz gemer também. Agacho-me e seguro o meu pau, esfregando a cabeça ao longo de sua abertura gotejante e eu o uso para massagear seu clitóris. Seu gemido se converge em um grunhido quando sussurra entre assobios: —Pode me foder já? — Você sabe que eu não faço nada sem que me pergunte amavelmente Movendo-se contra a cabeça do meu pau, geme: —Oh Deus, Preciso disto. Por favor, Ash. Por favor, me fode. Capturando seus lábios em um profundo beijo possessivo, me inclino para trás e respondo. — Essa é a minha garota. Façamos isso. Baixando-a lentamente, a cabeça do pau se desliza dentro dela e ambos gememos. Dando-me conta que ambos vamos ser ruidosos, a beijo para que não nos escutem. Eu a abaixo polegada a polegada até que sua apertada boceta está complemente empalada por mim. Afastando-me de sua boca, coloco minha testa contra a sua e sussurro: —Tão fodidamente apertada, baby. Tão úmida.


Movendo-me um passo longe da parede, uso minhas mãos debaixo do seu traseiro para levantá-la e então a abaixo rapidamente me empurrando dentro dela. Seus olhos se abrem amplamente e eu pisco. Seus olhos se apertam me olhando enquanto eu me enterro dentro dela. Uma mão em seu traseiro e a outra em sua boca com suas costas contra a parede. Funciona. Com cada estocada seu gemido abafado se faz mais alto e seus olhos se fecham com prazer. Olhar o seu rosto de perto enquanto eu a fodo é lindo. Nunca havia visto beleza como esta antes. Suas bochechas estão coradas, seus olhos apertados e seus lábios vermelhos e inchados é quase mais do que eu posso ter. Movo meu braço para abraçar as suas costas e uso a parede como alavanca para empurrar seu corpo com minhas investidas. É uma sensação tão profunda, eu juro que estou movendo para além da sua boceta em algum lugar mais profundo. Seus gemidos abafados se movem a um tom mais alto e eu sinto sua boceta se tencionar ao meu redor. Os calafrios sobem por minhas costas e sei que vamos encontrar a libertação juntos. Deixo a sua boca e suspiro: — Quieta. — antes de tomar seus lábios em um beijo profundo. Passo seus braços ao redor do meu quadril e ela geme contra a minha boca. Nada melhor do que esse som.


Ela inclina a sua cabeça longe de mim, contra a parede e abre sua boca em um grito silencioso enquanto sua boceta se contrai ao redor do meu pau. Minha boca abre em assombro enquanto eu a vejo gozar com meus olhos apertados. Quando as suas contrações diminuem, ela se inclina para frente, morde meu lábio fortemente e depois o chupa. Sussurro um gemido e martelo dentro dela enquanto está completamente quieta. Luzes brilham por trás dos meus olhos e eu a seguro firmemente enquanto eu bombeio dentro dela. Enquanto meu pau sacode dentro dela, o êxtase flui por meu corpo como um vento cortante através do ar. Descendo ela de mim, solto o agarre do seu traseiro com mãos débeis e a carrego até a minha mesa. Lentamente tiro meu pau e a sento na borda. Ainda quente como o inferno, eu digo: —Abra-as. Seus olhos se ampliam com surpresa, mas ela faz. Uso meu dedo indicador e médio para abrir a sua boceta e lhe digo: —Empurra. — Sua boca forma um O, mas ela faz. Seu estômago se contrai e eu olho enquanto meu creme branco sai, se desliza pela sua abertura e goteja no chão. Meus olhos viram para trás por um incalculável prazer e sussurro: —Essa é coisa mais sexy que já vi na vida.


Olhando para cima, encontro Nat mordendo o lábio e sorrindo timidamente. Um sorriso que nunca havia visto antes. É linda como o inferno. Incapaz de me deter tomo seu queixo com minha mão e a beijo forte e profundo por um minuto. Quando a solto, sussurra: — O melhor descanso do mundo. Rindo uso um pano para limpa-la e ambos arrumamos nossas roupas. Ela toma meus lábios uma vez mais. Destranca a porta, abre e grita: —Deus, Ghost! Você é um imbecil. — Então ela vai caminhando rapidamente pelo corredor e saindo do edifício. Sento-me de novo em minha cadeira e penso em voz alta: — Sabia que ela ia balançar o meu mundo.

****

O suave couro cor de marshmallow do sofá diz meu nome quando entro pela porta. Em minha mente, vejo um brilho dourado ao seu redor e mentalmente eu escuto um coro cantar ―Aleluia‖.


Eu lanço um beijo e prometo que estarei de volta depois de tomar banho. O jorro quente de água aquece a minha pele. Lavo meu corpo, limpando meio dia de merda. E a água começa a gelar. Tomo isso como um sinal para terminar. O cansaço corre através de mim. Arrasto meu traseiro para o meu quarto e coloco uma pequena calcinha de seda preta, uma camiseta preta de alças, minha calça de pijama da Minnie Mouse e minhas pantufas de Minnie Mouse. O dia de hoje realmente me esgotou. Arrasto meus pés, de alguma maneira consigo chegar ao sofá e me deito de bruços. Um suspiro de alívio me escapa. Justo quando começo a dormir, escuto destrancarem a porta da varanda e logo a abrem. Meus olhos ficam vesgos, se abrindo e se apertando sobre Asher, vestido com suas calças azuis de pijama e um suéter, e ele vem em uma missão. Nem sequer me ve, só caminha até o meu refrigerador, o abre e pega duas sodas e um pote de sorvete com sabor de bolo de canela da Ben & Jerry. Ainda não me olhou nem uma vez sequer, caminha pela cozinha e então eu não posso vê-lo, eu escuto tirar colheres da gaveta dos talheres. Caminha até o sofá, coloca o sorvete e as sodas na mesinha de centro. Solto um gritinho quando ele me levanta e reclina com suas


costas tomando o meu lugar. Minha cara se enruga e meu dedo o está apontando com minha boca aberta preparada para lançar insultos ao perdedor do meu vizinho. Grito uma segunda vez quando ele me puxa para baixo dele. Coloco a cara sobre o seu peito e digo com voz abafada: — Bem, como diabos está vizinho? Ele liga a TV e eu giro a cabeça para o ver buscar os canais de culinária. Sorrio e pergunto: — Dia de merda? Grunhe e eu sinto através de seu peito, contra a minha bochecha. Sorrio amplamente. —Eu também. O almoço foi maravilhoso, mas o resto do dia foi fodido. Realmente estou esgotada. Então pensei em vir para casa com meu sofá e minha TV e fazer que meu dia melhorasse. Pouco me imaginava que meu sofá seria invadido pelo meu estranho vizinho. Neste ponto, coloca uma almofada em minha cabeça e eu escuto um ―Shhhhhhh‖ abafado. Começo a rir, e trato de não pensar em quão cômoda que estou como a cabeça encostada contra seu peito e ouvindo as batidas do seu coração.


CAPÍTULO DEZESSEIS

TRUQUES E JOGOS DA MENTE   Quinta-feira era noite de jogos de tabuleiro. Bem, o que seria antes a noite de póquer se converteu na noite de jogos de mesa, e agora é realmente uma noite de cinema. Tenho que dizer que eu adoro as noites de quinta. A princípio costumávamos ir para casa e tomar banho, agora vamos direto do trabalho para casa de Nik e Tina. Um enorme sorriso cruza o meu rosto. Não posso esperar para ver meu angelical bebê. Assim que Mimi estaciona o seu carro, saio do lado do passageiro e corro até a porta principal. A porta se abre e uma sorridente Tina se coloca na porta segurando uma Tatiana esperneando. Sem cumprimentar Tina, eu pego Tatiana. —Como está o meu adorado bebê? Oh você me estranhou. —Então eu dou um milhão de cálidos beijos em suas gordinhas bochechas. Finalmente eu giro para Tina, e pergunto: —Ela ainda inda não come?


Uma sorridente Tina responde ligeiramente exasperada: — Não. Estão nascendo os dentes, a única coisa que quer é o pudim de arroz com leite. Ouço Nik falando com Meems enquanto eu levo Tatiana à cozinha. Eu grito de volta para Tina. —Pudim de arroz com leite eu posso fazer, e você terá a tarefa de recarregar de leite materno. Max e sua doce filha de dez anos, Ceecee, estão escondidos na cozinha quando entro. Olham-me e eu vejo idênticas expressões de culpados, aperto os olhos até eles e sussurro: —Vocês estavam roubando as madalenas12? Ceecee tem uma aparência tão doce. Ela tem o cabelo castanho até os ombros e olhos cor de âmbar. Quando era apenas um bebê sofreu um acidente. A ex-namorada de Max estava se recuperando de uma depressão pós-parto, e cometeu um pequeno erro que mudou suas vidas para sempre. Maddie colocou Ceecee sobre o balcão e voltou para pegar algo na geladeira. Ceecee caiu de costas batendo num tamborete. Seu pequeno corpo bateu de uma forma que ficou paraplégica. Ela melhorou desde então, e nunca imaginou que tanta coisa pudesse acontecer em segredo. Max é meu herói. E o tipo de pai que 12

As madalenas, ou “madeleines”, como são ainda hoje chamadas, tanto em Portugal como no Brasil, são uns biscoitos em forma de concha originários da França


ganha o título do Pai do Ano todos os anos. Uma joia para qualquer mulher. Max olha para Ceecee com seus olhos muito abertos e ambos respondem: — Não. Eu poderia ter acreditado. Se não tivesse vendo suas bocas cheias de cobertura de chocolate. Digo: —Estão em muitos problemas! Ceecee cobre a boca e ri. Ela é tão condenadamente doce que quero comê-la. Eu passo Tatiana para seu tio Max, agarro um bolinho e digo a Ceecee: —Deixa uma velha profissional te ensinar, querida. Retiro cuidadosamente o envelope, subindo e descendo enquanto eu acomodo meu pescoço de lado a lado como um boxeador. Max ri e pisca para mim antes de virar para Ceecee surpreendida. Max começa a contagem regressiva. — Três, dois, um, agora. Introduzo a madalena inteira na minha boca. Ceecee abre a boca com assombro e ri em voz alta. Max também ri histericamente enquanto segura Tatiana em seu quadril. Mastigo e mastigo durante uns minutos. Eu engulo e faço uma grane reverência.


—Uau. Isso foi impressionante. — sussurra Ceecee. Max sorri. — Isto é impressionante. — Me entrega Tatiana enquanto sussurra em meu ouvido — Me pergunto o que mais você pode colocar nessa boca? Bato no seu ombro para que modere seu linguajar. Acomodo Tatiana em sua cadeira alta para que coma seu arroz com leite, sentada na mesa. Nik e Meems vêm do corredor. Assim que Nik vê sua filha, seus olhos se derretem. Vem até onde eu estou a alimentado e beija sua bochecha dizendo: — Quem é a menina do papai? Em? É a menina do papai?

Tatiana olha o seu pai com seus olhos âmbar e seus escuros cabelos e sorri amplamente. Não posso deixar de sorrir também. Deve ser agradável ser um bebê. Não tem preocupações. Claro que odeio papinha, mas quando se trata de crianças, também sou sensível um pouco. Volto à cara sorridente para ele. — Você fez bem, Nik. Ela é perfeita. Se inclinando, Nik beija a minha testa e diz:


— Obrigada, baby. Te amo. — Então ele me deixa alimentar a sua filha de olhos dourados. De repente a porta se abre e ouço-o discutir com alguém que vem da sala. É Lola. — Só quero saber aonde você vai? Por que é muito pedir muito, se você não está me enganando? Trick responde: — Baby, não tenho tempo para te enganar nem se eu quisesse! — eu me estremeço. Reposta errada Trick. A voz de Lola se levanta incrédula. — Não acredito! Não sei quanto mais posso suportar Diego. Quando usa o nome real de Trick é uma amostra de quanto zangada está. A discussão se aproxima do corredor até onde Mimi, Nik e Max se encontram com expressões igualmente atordoadas, os olhos marrons de Lola parecem chorosos. Quando ela pergunta com voz trêmula: — Aonde você vai essa noite? Sua voz se quebra e eu sei que ela está perdida.


Tina se adianta com um discurso conciliador e ela diz a Lola: —Vamos querida. Deixa-o ir. — Ela e Mimi a guiam pelo corredor até o seu dormitório, mas Mimi olha abertamente até a porta principal. Ouço a porta do dormitório se fechar, Trick entra na sala distraído e cansando. Ao menos hoje ele se barbeou. Continuo alimentando Tatiana. E falo com ele tranquilamente: — Não sei o que está acontecendo com você Trick, não se guarda segredos da família. Se tiver algo para dizer, diga. Nós precisamos tanto de você como você precisa de nós, e não gosto que você discuta com Lola. Nik e Max não dizem nada, mas vejo Max assentir com a cabeça com minha visão periférica. Sem dizer uma palavra. Trick se aproxima e me beija a bochecha. Pega a colher dos meus dedos e me dá uma cotovelada para eu me levantar. Eu deixo ele para que possa alimentar Tatiana. Só ela pode tirar um sorriso estes dias. Caminhando até Nik e Max e pergunto: —Então, o que tem para o jantar? Nik diz: — Comida chinesa. — ao mesmo tempo Max diz: — Pizza


Supresa mordo o lábio para não rir. Eu os olho fixamente. — Não podemos ter todas as noites pizza, Max! —disse Nik. Max assente e diz: —Sim podemos Nik! Essa é a graça da pizza. Diferentes recheios e é como se estivéssemos comendo uma comida diferente a cada vez! — Não saudável para Ceecee. — replica Nik. Max estreita os seus olhos e exala um suspiro, seu rosto cansado. Oh por favor, ele consegue colocar a sua melhor expressão. — Ceecee, baby você quer pizza? Ceecee grita do seu quarto. — Eu adoro pizza! Max sorri malignamente gesticulando com suas mãos em sinal de vitória. Nik junta suas sobrancelhas em uma atitude triunfante com um sorriso de come merda pintado na sua cara. E diz a Max: —Tina quer comida chinesa. Fim do jogo.


Tina sempre ganha. Ela tem uma forma de fazer sentir, sem fazer nada na realidade, para que se sinta assim. Ela é malditamente muito doce. Ela é assim. Max faz um bico com a boca e suspira derrotado. —Bem. Vamos chamar a merda da comida chinesa. Então Tina vem pelo corredor com um sorriso e diz: —Pizza! Sim! Max e eu nos viramos para olhar Nik. Seu rosto caí derrotado. Max e eu começamos a rir até que sinto um calafrio no meu estômago. Nós rimos forte. Inclusive Nik ri também e ele diz: — Cabeças de merda. — antes de entrar na cozinha. Sorrindo como idiotas, Max envolve seu braço ao redor do meu ombro e me aproxima para o sofá. Logo nos sentamos. Realmente não posso o ajudar e nem a mim mesma. Eu pergunto: —Onde está Ghost? A resposta de Max faz com que meu bom humor se transforme em um inferno de emoções. Ele responde: — Com Tasha. Está com Tasha? Tasha cara de riso? Oh a Senhorita — Deus- Sim-SimSim?


Meu peito doe e meu estômago arde. Eu limpo a garganta. —Isso é bom. Faz muito tempo que eles se vêm? Max resume em resposta. —Ghost não tem mais ninguém. São só bocetas rotativas para ele. Eu acho que ele está fodendo Tasha por uns poucos meses simplesmente por preguiça. Ele não se preocupou em encontrar outra mulher. Ele diz que Tasha é um pouco selvagem. Mas ele gosta como é. Completamente inconsciente do muito que me doí o que está me contando Max continua: — Não creio que Ghost se estabeleça jamais. Ele não é assim sabe? Nem sequer sabe como falar com as pessoas. Acredito como o inferno que ele não confia em ninguém. Por que você acha que ele se meteu com a segurança? Ele me abraça mais forte enquanto eu falo: —Mas ele superará tudo o que o incomoda, certo? — Não conte com isso, baby — responde Max em voz baixa. Está bem, tenho duas alternativas. O meu coração está quebrando ou alguém me apunhalou.


Antes que eu possa compreender o que estou sentindo neste momento a porta principal se abre. Tanto Max quanto eu levantamos os olhos de nossa posição do sofá para olhar até a entrada do vestíbulo. Asher caminha com uma expressão zangada, com uma apertada e sexy camiseta preta de manga comprida, calça jeans e tênis. Zangado ou não, meu coração se eleva; Ele veio! Ele está aqui! E o que significa que não está fodendo Tasha! Sim! Assim que vê Max me abraçando no sofá, seu cenho se aprofunda, Com uma voz mortal ele pergunta: —Estão se divertindo? Max só ri enquanto me abraça mais forte entre seus braços. —Inferno, sim! Estou vendo a televisão com uma das minhas mulheres favoritas. Vamos jantar pizza esta noite e Nat me disse que me faria voar mais tarde! Agora, eu entendo. Nunca em minha vida eu levei Max a sério. Sempre brincamos desta forma e nunca senti a necessidade de colocar um freio. Sempre eu respondi suas brincadeiras de duplo sentido e nós riamos juntos. Mas hoje não. — Está mentindo!


Não tenho nem a ideia de onde nasce a necessidade de me defender. Max me olha como seu eu tivesse perdido o juízo enquanto que Asher parece contente e a ponto de explodir em risada. Ao me dar conta do que acabo de fazer, digo em voz baixa: — Eu sinto. Não sei o que me aconteceu. Algo está errado comigo. Uma lâmpada se acende em minha cabeça e digo as palavras mágicas. —Devo estar no meu período. A expressão na cara de Max é incômoda quando pronuncia: —D.I baby. D.I13. Olho Ash que tem esse sorriso de comemerda. Minha expressão claramente diz Eu ganhei. Ele me olha, logo se aproxima e cumprimenta Trick e Tatiana. Que tem mais arroz com leite em sua cara do que em sua boca. Acomodo minha calça e olho até Max. Tem o cenho franzido e me sussurra: —Tudo bem? Coloco um sorriso em falso na minha cara e respondo: —Maravilhoso. Ele assente com resignação. 13

Demasiada informação.


—Vamos pedir uma pizza — Ele fica de pé. Coloca o seus braços ao redor do meu ombro e entramos juntos na cozinha. Eu dou uma olha em Asher e não posso ocultar meu sorriso. Tatiana está chupando seu nariz de novo. Suspiro. Ah, sentimentos.

****

Quando saímos do carro, Ash caminha até mim e colo seu braço em minha

cintura

me

aproximando

dele.

Ainda

surpresa

pelos

acontecimentos dessa noite, não estou certa do que eu estou sentindo exatamente, estou exausta. Tudo começou uma hora depois que todos chegamos à casa de Nik e Tina. Obviamente Lola e Trick não iam vir, então Trick não foi visto por nenhum lado, suspeito que ele tenha isso embora. Sem despedidas. Nenhum tchau. Ele só desapareceu. Um pouco depois disso, Lola saiu do quarto com os olhos vermelhos e nos disse: —Eu sinto pessoal, acho que eu vou embora. — A pobre olhou ao redor da sala, baixou a cabeça e sussurrou: —Ele se foi? Não é?


Meu estômago se contorce por ela. Já basta dessa merda! Por sorte, Mimi, Tina e Tatiana tinham ido para jogar no quarto de Ceecee. Cruzei a sala para abraçar uma chorosa Lola entre meus braços. Antes de passar por Nik, Max e Asher dizendo: — Já é o suficiente. Conte-nos o que está acontecendo! Trick não vai fazer e... — eu me engasgo com minhas lágrimas—... Ele está quebrando o seu coração. Quando se tem amigos, inclusive ainda que seja uma pessoa fria como eu, nos afeta sua cor. Meu coração se oprime. Olhando diretamente a Ash e comento: —Não posso ver isso. Me doí o coração. Ash se voltou a seus irmãos e finalmente disse: —Solucionem isso. —Evidentemente, isso não foi uma solicitação. Ele se aproximou de Lola e beijou sua cabeça pegou as chaves e se foi. Deixando-me confusa como o inferno, gritei: — Será que alguém vai nos dizer o que diabos está acontecendo? Max e Nik recorrendo as suas expressões faciais e gestos com as mãos, tiveram uma conversa silenciosa. Um minuto mais tarde, Max suspirou.


—Nos dissemos para Trick que ele deveria contar para Lola. O homem está caindo em pedaços. Lola levantou a cabeça de meu ombro e respondeu: — Ele está me machucando! Nik e Max têm três irmãs. Eu esperaria que fossem insensíveis com as lágrimas, mas sempre que nós choramos, parecem querer atravessar a parede com o punho. Max se aproximou e explicou: —Prometemos a Trick não dizer nada. Eu sinto meninas, ele confia em nós. Lola baixou a cabeça em meu ombro e gemeu com força. Nik argumentou com pânico: — Sim, ele confia em nós. Não podemos dizer nada. — assentiu cada vez que dizia algo tratando de desviar a nossa atenção. Eu levanto e digo a eles: —Está bem. Você não podem dizer nada, então nos mostre. Max franziu o cenho e sacudiu a cabeça com desaprovação a Nik. Nik apontou Lola com expressão pesarosa. Max olhou Lola brevemente enquanto suspirava concordando. Nik parou na minha frente enquanto eu segurava Lola, ele coloca suas mãos juntas inquietas para baixo, seu peito movendo pra trás e para frente em seus braços. Dei um grito afogado:


— Trick tem um bebê? Lola levantou a cabeça em estado de choque e gritou: —O que? Tanto Nik como Max negaram energicamente com a cabeça. Você é muito ruim para essa merda. Nik tentou de novo repetindo o gesto. Lola gritou palavras aleatórias como se estivesse em um concurso: — Um bebê! Berço! Berço! Crianças! Dormir! Balanço! Balanço! Rock! Ele está numa banda de rock! Não se atira pedras nas casas de vidros! Um, ele é uma rocha, apenas me diga? Tanto Max com Nik tinham a mesma expressão. Dito isso, aonde demônios aprenderam a sacudir assim suas cabeças? Durante a comoção não escutamos abrirem a porta. —É minha mãe. Ela está doente. Todos nós voltamos para olhar aonde Ash colocava uma mão no ombro de Trick em uma amostra evidente de apoio. Trick estava devastado. Tão devastado que segurei meu lábio trêmulo o mordendo. Lola correu para abraçar Trick dizendo: — Eu sinto muito, querido. Deveria ter me contado. Poderia ajudar de alguma maneira.


E assim Lola e Trick foram uma vez mais Trick e Lola. Inclusive Trick até sorriu. Qualquer pessoa se daria conta que os ânimos realmente não estavam para pizza. Entrei no quarto de Ceecee dizendo que estava com dor de cabeça e me despedi de todos. Sem me importar se me viam, me aproximei de Ash, que ainda tinha suas chaves na mão. Coloquei seu braço em meu ombro, e eu coloquei meu braço ao redor de sua cintura e nós fomos. Depois que a mãe de Tina e sua filha morreram, eu disse a mim mesma que acordaria a cada manhã com uma boa atitude. Durante meses repeti como um mantra “estou agradecida por esse dia”. A questão é que você pensa que ―tem tempo‖. Vivendo nossa graciosa vida cotidiana, nós nos esquecemos de relaxar e viver o momento. Contamos nossas bênçãos não os nossos problemas. Todo mundo na vida tem batalhas a lutar. Aqueles que você nunca verá a menos que eles permitam. O que nos traz ao presente. Sem pedir permissão sigo Ash até o seu apartamento, caminho até o seu quarto, e me deixo cair na frente da sua cama, o desafiando. Não passou nem dez segundos quando sinto a cama afundar. Obviamente sem saber o que dizer, nós ficamos no escuro em um silêncio confortável, presos em nossos próprios pensamentos.


Após um momento de pensamentos sem sentido, meu cérebro apresenta uma possibilidade presente diante de mim, eu viro a cabeça para um lado e sussurrou: — Não me deixe dormir, certo? Ash responde entre bocejos: —Está bem, baby. Diga-me. Eu fico feliz que ele me queira aqui, e eu faço. Eu conto tudo sobre a minha infância. Como foi crescer na Croácia. Quando Helena colocou o gato na geladeira. Como minha mãe me faz Palacike (panqueca croata), cada vez que vou à sua casa. Como meu pai sabe que juro em oito idiomas. Eu conto sobre o meu primeiro amor na escola secundária. — Ele era horrível. Ele disse para todos que esteve comigo e que eu não era nada boa. Quero dizer, não é que eu não gosto dos homens, certo? Se ele pedisse, eu o foderia, porque eu sou muito boa. Como cada palavra sussurrada que eu digo, meus olhos vão fechando cada vez mais. De alguma maneira nós fomos nos aproximando um do outro. Ash me embalou contra o peito, com seu nariz enterrado no meu cabelo, respirando sobre a minha cabeça. Eu o lembro: — Não me deixe cair no sono, ok? Ele resmunga em sinal de aceitação e eu continuo debilmente:


—... Então eu o vi, por um tempo como ele só disse, ―você está tão bem‖ e ―talvez poderíamos ter um encontro...‖ — bocejo antes de seguir em frente apenas mantendo os olhos abertos e arrastando minhas palavras... — eu era tão idiota. Tudo fica preto Luzes apagadas.


CAPÍTULO DEZESSETE

FESTA DO PIJAMA

Algo quente pressiona contra mim e suspira docemente, me aconchega mais em seu peito. Que porra é essa? Levo um momento para abrir os olhos, mas quando eu faço, quase morro de susto. O sol já nasceu. Meu cenho está franzido pela confusão. Não me lembro de acordar na noite anterior. Meu corpo não está dolorido, nem tenso pelos violentos pesadelos que me perseguem cada fodida noite da minha vida. Provavelmente porque não tive nenhum à noite, e quando olho para baixo, eu acho que encontrei o motivo. Ela está tão bonita. Inocente. Isso me faz sorrir. Sei que não é nada inocente, mas ela parece agora mesmo.


Sem querer acordá-la, pego meu celular da mesa de cabeceira e desligo o alarme. Ainda é cedo, só passa das seis da manhã. Com todo o cuidado que posso, tiro o braço com que ela está me abraçando, o levanto e abaixo enquanto ela vira para outro lado. Bom, isso foi fácil. Levanto-me e olho para ela. Parece tão pequenina sozinha em minha cama. Seu cabelo vermelho flamejante contrasta com minhas almofadas azul marinho e verde. Linda. Passando uma mão pelo meu cabelo e balançando a cabeça com incredulidade, me dirijo para a cozinha para preparar uma xícara de café. Enquanto termino de preparar o café, meu cenho se franze em confusão e suspiro. Isso não é bom. O última coisa que preciso é me amarrar mais a Nat. Eu me importo com ela e sei também que ela se importa de maneira amigável. Simplesmente eu não preciso dessa merda agora. E ela? Ela não aceita merdas minhas. É mais do que isso e você sabe disso. Meu celular vibra me afastando dos meus pensamentos. Inclinandome para frente, eu olho a tela e minha boa manhã se transforma em


merda. O que fez pra que ela me chame de todas as maneiras? Não que eu atenda as suas ligações. Nik sempre está me dizendo para trocar de número, mas são meus fodidos princípios que me impedem de fazê-lo. Não deveria estar me ligando. Não deveria trocar nada porque ela não pode me deixar ir. Que se dane. Não quero vê-la e nem ouvir o que ela tem a dizer. Esse barco já partiu. Ouço passos no corredor e Nat aparece. Não posso evitar sorrir em sua presença. Está por toda parte. Sem batom e sua maquiagem está borrada por todo seu rosto e seu cabelo parece uma bagunça. Obviamente está com frio, ela veste uma de minhas grandes camisetas de manga comprida e está encolhida nela. Tento não pensar o muito que eu gosto dela usando minha merda, mas, porra, eu gosto. Estou ficando duro. — Anos oitenta chamando. Eles querem o seu penteado de volta. — eu digo. Ela respira e se afasta de mim. Como uma autêntica expressão de surpresa, me pergunta calmamente: — Você acaba de fazer uma piada? Muito feliz comigo mesmo, esfrego minhas unhas na parte da frente de minha camiseta e respondo de maneira presunçosa: —Você sabia que estava vindo, menina. Sorrindo disse:


—De nenhuma maneira. — Sua cara cai enquanto pergunta: — Onde você esteve essa noite? Eu te disse para não me deixar cair no sono. Por alguma razão, estou nervoso para dizer. N��o quero que se assuste, mas eu não sou de mentir, assim eu digo vagamente: —Dormi aonde você dormiu. Apoiando a sua cintura contra a bancada, confirma. —Dormimos na mesma cama? Sem olhá-la, confirmo sua resposta. Ela não diz nada durante um tempo. Eu a olho e como os olhos suspeitos, ela segue: —Dormimos na mesma cama. Franzindo os lábios, assinto de novo. Não vou deixá-la correr. Nat pergunta: — Você não teve nenhum pesadelo? — Assinto uma vez, mas e ela continua: — Dormimos na mesma cama. Toda a noite. E você não teve nenhum pesadelo. — um grande sorriso se forma em seu rosto e corre até mim, saltando e colocando seus braços ao redor do meu quadril. Seguro seu quadril para evitar que ela caia e ela se agarra com as pernas ao meu redor. Colocando beijos no meu rosto, eu faço como seu eu estivesse irritado, mas eu me sinto bem. Ela diz felizmente:


— Você não vê o que isso significa? Tentando falar entre seus beijos atacantes, eu digo: — Não. Na realidade não. O que significa? Ela se inclina para trás com sorriso, e presume: — Eu te curei. A risada é baixa na minha garganta antes de sair com força. Sua cara se cai e eu rio mais. Ela se desliza do meu abraço e se apoia contra a bancada. Oh, essa mulher, sabia que colocaria meu mundo de cabeça para baixo. Sem poder parar, me agarro de um lado e falo entre risos. —Realmente não está brincando, certo? Colocando as mãos no seu quadril e com uma expressão irritada, diz: —Bom, é verdade! Minha risada por fim se acalma e eu digo: —Não sabemos se é coisa de uma vez. Talvez minha mente estivesse cansada demais para se preocupar com nada além de dormir depois do que aconteceu com Trick e Lola.


Parecendo desanimada, fala: — Tem razão. A menos... — seus olhos se abrem e sorri. — A menos que nós tentamos de novo essa noite! Meneando a cabeça em desaprovação, ela assente a cabeça com força e grita: — Festa do pijama! E eu sei que estou fodido. Muito fodido. Fodido até a bunda, e porra. Se isso funcionar, significa grandes problemas para mim. Nat caminha até minha frente e me olha nos olhos. Ela tem um sorriso suave. — Ei, podemos tentar sem mais, certo? A curiosidade me ganha, não que seja uma batalha difícil de ganhar. Assinto e Suspiro. — Sim. Tudo bem. Ela grita e me dá um ligeiro soco na barriga. Voltando para o meu quarto, ela lança as mãos no ar e grita: —Estou muito emocionada!

****


—Não posso acreditar que está me fazendo fazer isso! —grita Nat. Olhando-a, faço o possível para não rir, mas está tão linda e graciosa ao mesmo tempo em que começo a rir, mas escondo com uma tosse, mas é muito tarde. Ela me fulmina com um olhar gritando: — Ri imbecil. Olhando até a televisão por medo de me perder de novo, contesto: — Primeiro a segurança. — Não posso dormir assim. — diz acaloradamente. Deito em seu sofá e tento me concentrar no programa de cozinha, e a digo distraidamente: — Ou fazemos da minha maneira, ou nada. Assim que sai da minha boca, eu quero remover. Espero que não me diga para que eu vá para casa. Conhecendo Nat, sua curiosidade ganhará. E eu suspiro de alívio quando responde: —Tudo bem. Mas só dessa vez. Se funcionar não voltará a fazer isso jamais! — então começa a se remover. Eu meneio a cabeça e sorrio; Essa tarde disse a Max que monitorasse a sala de segurança enquanto eu fiz uma rápida excursão para a minha unidade de armazenamento. Há muitas coisas ali, mas eu estava atrás de uma coisa


em particular. Tive que procurar um pouco até encontrar e recuperar algumas recordações de merda, mas se isso funcionar valerá a pena. Há um ruído vindo do corredor e eu olho para ver Nat pegando meu antigo uniforme de futebol. Calça curta acolchoada, ombreiras e capacete inclusos. Já não tem graça, mas estou ficando ligado. Parecendo irritada, ela bufa. — Posso tirar está coisa já? Assentindo, respondo: —Sim. Venha aqui. Eu te ajudarei. Ela pisoteia até chegar a mim e eu tiro o capacete lentamente. Seu cabelo vermelho cai livre e sua cara de irritação faz meu pau levantar pedindo atenção. Algo sobre está mulher me faz feliz. E também me deixa quente. Com cuidado eu tiro as ombreiras e meu olhar baixa para seu pequeno top branco. Não está de sutiã e seus seios estão incríveis embaixo desse fino material. Jogando as ombreiras, passo meus polegares por seus mamilos. Nat suspira, logo geme e se joga em meus ombros buscando apoio. Sorrindo, baixo as mãos por seus quadris até a borda da sua calça e as abaixo até o chão. Meus olhos se abrem um pouco quando ela sai delas e vejo que veste uma pequena calcinha branca de renda. Uma calcinha branca de renda para fazer par com o seu top branco, diria eu. De repente engulo em seco, e quero passar minhas mãos por minha cara


e gritar: ―O que você está me fazendo comigo?‖ Sinto como se não tivesse nenhum controle com ela. Para mim, isso quer dizer que há algo diferente nela. Algo que eu quero. Mas a pergunta é, vou saber o que fazer com ela uma vez que eu a tenha? Jamais estive apaixonado. Amo as pessoas. Quero dizer, amo meus irmãos e a Trick. Amo a Ceecee e a Tatiana. Amo minha mãe e minhas irmãs. Demônios, inclusive amo as mulheres de alguma maneira, mas não sei nada sobre isso. Só tive uma relação e ela durou uma semana. Ela queria coisas que eu não podia dar. Quando me disse que me amava, quase fiquei doente. A única coisa em que podia pensar era quando minha mãe dizia a meu pai que ela o amava. Poderia dizer a uma pessoa que a amo mesmo que não estivesse certeza se amava, seria justo isso? Que faz exatamente que uma pessoa esteja apaixonada? Eu vi Nik perder a cabeça de preocupação e receber um tiro por amor. É isso que eu quero? Foda-se, não. Todo mundo fala de amor como se fosse uma fodida mágica. A única coisa que eu vi proveniente do amor foi devastação, preocupação e corações quebrados. Tudo bem, Nik e Tina são a exceção, mas todas as minhas lembranças me dizem ao contrário. Claro que se eu pudesse amar, amaria alguém como Nat. Se pudesse. Mas não posso. Minhas mãos alcançam seus quadris e eu a olho com olhos apertados. Seus lábios estão separados e seu olhar se fixa em minha calça


de pijama. Sem perguntar, ela se inclina para trás e caminha até a geladeira. Vejo sua firme e redonda bunda na calcinha e a necessidade de ir atrás dela se apodera de mim. Antes de raciocinar, ela abre a geladeira e tira um pote de sorvete. Sorrindo. Eu gosto de como ela pensa. Sujo, suja menina. Ela me surpreende colando o sorvete no micro-ondas durante um minuto. Estou oficialmente confuso. Meus olhos se estreitam e eu a olho. Quero foder, e não fazer essa merda estranha pegajosa com o sorvete. Uma vez que soa o temporizador, ela tira e sorrindo, me entrega. Caminha de novo até a cozinha, pega uma colher e o único que posso pensar é: É sério, caramba? Eu não tenho fome de sorvete! Minhas sobrancelhas se elevam quando ela para na borda da bancada, tira o top para mostrar seus seios e se ajoelha no chão de madeira. Coloca uma colherada em sua boca com um sorriso, e começa engatinhar até mim. Oh, eu mudei de opinião. De verdade eu quero esse fodido sorvete. Pensei que o mais sexy que eu havia visto era minha porra escorrendo da boceta de Nat. Não posso acreditar que foi há alguns dias somente. Observar Nat engatinhar só com sua calcinha de renda me fez ir ao chão... Estou a ponto de me colocar ao ridículo correndo como um adolescente. Tenho o suficiente de fuga de pré-sêmen para que se veja em


minha calça de pijama, mas não me importo, isto é fodidamente sexy e provavelmente não vou ter um espetáculo desse de novo. Vou curtir. Quando ela chega aos meus joelhos, deixo que ela tome a iniciativa. Coloca a colher nela mesma, me olha com os olhos caídos e sussurra? — Posso chupar o seu pau, por favor, Asher? Minha cabeça cai para trás e eu resmungo. A coisa mais sexy acaba de conseguir ficar ainda mais sexy. Se me pedisse um milhão de dólares agora mesmo, eu roubaria um banco em vinte minutos. Esta força que ela exerce sobre mim, não é boa. Eu não gosto de me sentir fora controle, mas tenho uma maneira de me fazer sentir que tenho o poder, embora eu saiba que agora ela que está no comando. Foda-se, ela é boa. Assinto e ela rasteja para frente, entre meus joelhos, abre o soverte e o coloca ela mesma. Observo tonto enquanto tira a minha calça para liberar o meu pau. Ela o agarra firmemente e passa seu polegar sobre a cabeça, lambendo o pré-sêmen. Meu estômago se encolhe. Ela tira a parte inferior da minha camiseta. Faço o que eu quero e a tiro, jogando-a de lado. Suas mãos se movem de meu pau e da minha virilha e logo se desliza para o meu estômago e meu peito. Eu gosto de suas mãos sobre mim. Quando me toca, me esqueço das cicatrizes, porque quando eu a olho, eu vejo em seus olhos sua irritação por mim e não a sua pena.


Respirando com dificuldade, fecho os olhos e jogo minha cabeça para trás. Ela deixa um caminho de beijos em meu peito, deixando um rastro molhado. Coloca um grande beijo embaixo do meu umbigo sinto a eletricidade em meu pau. Sua boca me deixa um momento e sinto algo frio e molhado em meu pau. Olho para baixo para ver Nat lambendo o sorvete derretido sobre mim. Lentamente e com longas carícias, sua língua me limpa e começa de novo. Minhas bolas se endurecem. Colocando meu braço em cima de meus olhos digo com voz rouca: — Se você continuar fazendo isso vou gozar logo menina. Nat levanta sua boca de mim o suficiente para responder: — Este ainda é o primeiro assalto, querido. Essa é toda a permissão que preciso para que meu controle se quebre. Sento-me mais reto, e me inclino para agarrar a parte de trás de seu traseiro e eu digo: —Deixa comigo, menina bonita. Agarrando seu cabelo, eu a aproximo mais de mim e me encosto sobre o sofá. Segurando a sua cabeça com força, eu me enfio lentamente em sua boca, tendo cuidado de não afogá-la. Para alguém com sua língua tão afiada e que cospe tantas palavras ácidas, sua boca na realidade é muito pequena. Seus olhos estão fechados e sei que ela está curtindo tanto como eu. A necessidade de controlar me alcança e exijo: — Toque-se.


Gemendo sobre meu pau, ela mete a mão entre suas pernas e esfrega a sua boceta com a palma da mão. Minha coluna formiga. Não vou durar muito. Sua perfeita boca está manchada de sorvete derretido. —Tão suja. Minha menina suja. Porra. Eu amo sua boca, querida. — sussurro com voz rouca. As vibrações de seus gemidos me levam à borda. Empurro mais profundamente em sua boca e movo minhas mãos para acariciar suas bochechas. Meu corpo se estremece de prazer e minhas bolas se endurecem, eu digo: —Vou gozar nos seus seios, menina bonita. Logo vem a primeira contração de meu orgasmo, eu puxo sua cabeça para trás e acaricio meu pau sobre os seus seios. Olho até os seus inchados lábios vermelhos e a vista me faz gozar. Acaricio-me mais forte e rápido, e derramo meu sêmen por todo o seu peito, ofegando o tempo todo. Nat passa sua mão por seus seios e então leva os dedos à boca, lambendo-os. Se levantando com as pernas claramente trêmulas, disse: —Para o chuveiro. — então caminha até o corredor. Ouço-a abrir o chuveiro e sorrindo, levanto o meu corpo do sofá e sigo o som da cantoria hipnótica de Nat.


Festa do pijama. Deveríamos fazê-la toda noite.

****

Depois de usar a sua boca pra fazer com que eu gozasse no chuveiro, Ash fez com que eu colocasse as ombreiras e as calças acolchoadas antes de entrar na cama. Eu me neguei a colocar o capacete. De nenhuma forma iria poder dormir com isso! Passamos um minuto os dois discutindo, mas ele se rendeu, dizendo que estava muito cansado para lidar com a minha merda. Eu ganhei! Uma vez que nos metemos na cama, o que era difícil para mim devido a toda a merda que eu vestia, minha boca falou antes que eu tivesse a oportunidade de detê-la. — Sei que você não gosta de falar disso, mas se alguma vez quiser falar o que aconteceu com você, na realidade eu sou boa em escutar. A mão que acaricia meu cabelo se detém um momento antes de seguir me acariciando como um gatinho.


— É fodido. De verdade você quer ouvir? — disse calmamente. Meus olhos se abrem e sussurro: —Sim. Mas só se você quiser falar disso. Silêncio. Suspira e então começa. —Papai sempre tinha cuidado de não me queimar nos braços para que os professores não percebessem. Meu corpo fica rígido diante de sua admissão e meu coração quebra em um milhão de pedaços. É pior do que eu pensava. O estado de suas cicatrizes faz com que pareça que estivesse em um horrível acidente. Agora, sabendo que essas cicatrizes são de diferentes ocasiões... Meu coração se quebra. Como alguém pode fazer isso com o próprio filho? Ele não diz nada durante um momento, então admite calmamente: —Não quero falar disso agora mesmo. Poderia me provocar pesadelos. Vamos ver se esta noite vai bem, e então... Ele não tem que dizer nada mais. Eu o entendo. Agora que sei de onde vêm esses pesadelos, sem dúvida não quero forçá-lo a dizer nada que não queira. Virando um pouco a minha cabeça até um lado, beijo o seu peito. —Boa noite, Ash.


Fecho os olhos e o escuto sussurrar: — Boa noite, querida. Então rezo para que amanhã seja mais fácil para ele.


CAPÍTULO DEZOITO

OS FODIDOS SENTIMENTOS

Alguém está tirando minha roupa. E eu estou tão cansada que na realidade não me importa uma merda. Deixe-me nua quando quiser homem fantasma do saco. Minhas calças saem em um puxão rápido e algo volumoso é levantado dos meus ombros. Minha camisa é a seguinte a ir e estou apoiada contra algo quente e duro. Braços me envolvem na cintura e eu acordo sobressaltada quando alguém me sussurra com voz rouca no ouvido: —Acorda menina bonita. Meus olhos se abrem por completo quando, o que sem dúvida nenhuma é uma ereção, descansa entre as bochechas da minha bunda. Então eu lembro. —Você não se levantou! É de manhã! — grito emocionada. Asher ri em meu ouvido.


—Suponho que tenha razão. Você me curou. — Ele bate no meu traseiro e continua. — Eu diria que isso é o motivo de comemoração. — E em um movimento rápido, desliza seu grosso eixo em minha boceta pronta e em espera. Ambos gememos quando me puxa mais para ele. Minhas costas estão apoiadas contra seu peito enquanto ele se mexe dentro de mim. Coloco meus quadris para trás para tomá-lo mais profundo. Seus braços se envolvem fortemente ao redor de mim e trabalhamos juntos, empurrando e mexendo pelo que parecem ser horas. Não é uma transa rápida e furiosa que normalmente preferimos, mas faço uma exceção. E pela manhã depois de tudo. Quem pode estar cansado? Quando Ash envolve um braço ao redor do meu peito e baixa o outro para acariciar suavemente meu clitóris, eu me empurro para trás ainda mais profundo nele e gemo. Meu estômago se contrai e sinto um agradável calor passar por cima de mim. Sem prévio aviso, meu orgasmo chega duro e rápido. Meu canal pulsa ao redor e ele geme em meu ouvido. Seu impulso se retarda e me envolve com força quando se detém. Silenciosamente sacode sua liberação dentro de mim. Ambos respiramos com dificuldade, eu relaxo contra ele e ele diz: —Isso é o que eu chamo de uma boa fodida manhã. Rindo, afirmo sonolenta:


—Estou muito contente por você, Ash. Já não tem mais pesadelos. Talvez agora já não seja um imbécil todo o tempo, com tudo o que poderá dormir. Seu corpo treme com uma risada silenciosa e eu sorrio. Isso é agradável. Eu estou me sentindo toda cálida e trêmula e não é pelas sequelas de um grande orgasmo matinal. É algo mais. Oh merda. É por isso que não queria fazer isso com Ash. Era só questão de tempo antes de começar a ficar pegajosa e merda repulsiva por ele. Eu gostei da primeira vez que transamos, e por isso que eu o cortei. Sete meses sem tê-lo ao meu redor foi uma tortura, mas minha mãe sempre me dizia que as vezes você tem que se afastar do que você quer a fim de encontrar o que você merece. Bom, eu fiz isso mamãe... E eu achei Cole. Talvez o que eu pensei que quisesse, na verdade, é o que eu mereço. Ash é diferente quando ele está comigo. Já não o vejo como a pessoa agressiva que uma vez foi. Agora eu o vejo com uma pessoa que confia pouco nos demais e com uma boa razão. Depois de descobrir um pouco sobre o que aconteceu com ele quando era mais jovem, me pergunto como ele passou sem chegar ser um serial killer psicopata. Se algo assim houvesse acontecido a mim, seria um desastre. Ash, na realidade, parece que controlou sua merda de uma maneira do tipo não confio em ninguém. Mas ele me disse. Sorrio. Ele confia em mim.


—Não tenho nem ideia do que você está pensando, mas para. Agora. Sorrio mais e respondo: — Me perdi na minha cabeça por um segundo e, por certo, você não pode ordenar que deixasse de pensar.

Ainda enrolada nele, seu amolecido pau começa a deslizar em mim. Ele acaricia um lado da minha bunda, respirando e diz com total naturalidade: —Claro que posso. Sempre consigo o que eu quero. Sem nenhuma razão em absoluto, isso me irrita. Soa como se estivesse jogando um jogo comigo e meus sentimentos. Sei que não é assim, mas os cabelos da minha nuca se colocam de pé. Eu me afasto dele, e complemente nua, coloco meu pé na borda da cama e assinalo a porta. Ladro: —Fora. Seus olhos adormecidos se abrem e murmura: —Que porra eu disse agora? — Meu coração se acelera e minha cara se ruboriza. Empurro minha mão até a porta e ele franze o cenho.


Sentado, disse: — Sabe se eu quisesse lidar com essa merda, te transformaria em uma namorada. Enquanto caminho até o banheiro eu grito em resposta: — Não venha essa noite. Nem amanhã. Eu te chamarei quando quiser um pó barato. — Então eu entro no banho, ligo o chuveiro e fico embaixo da corrente quente e choro durante todo o tempo que posso antes que a água se torne fria. Penso no que acabo de fazer e me encolho. Seguramente, agora ele sabe. Ele tem que saber que isso é algo mais para mim. Atuando como se não fosse meu namorado funciona tudo bem e agradável, mas a merda acaba de ficar séria. Vou perdê-lo antes de nem sequer tê-lo. Foda-se! Quem se importa se ele sabe? Vamos assumir a culpa estrogênio. Essa merda é culpada por tudo Acabo de fazer com que minha relação não complicada seja complicada. Aplaudo mentalmente a mim mesma. Não é uma rodada de aplausos, senão um aplauso lento e incomodo quando alguém que conhece acaba de se fazer um imbecil. Suspiro e inclino a cabeça contra a parede do chuveiro. O que diabos está errado comigo? Tenho que controlar a minha merda. E rápido. Digo que eu dou um, não, dois dias sem mim antes que ele venha se arrastando. Sorrindo ante a ideia, saio do chuveiro e me visto. Quando eu termino, eu sigo para a


cozinha e vejo a caixa de cereal e um prato sujo em cima do balcão da cozinha. O imbécil tomou café da manhã aqui. É claro que sim. Por que não sujar todos os meus pratos para me deixar irritada um pouco mais? Nego com a cabeça e coloco o recipiente sujo na lava-louças, vou à geladeira para pegar um pouco de leite, e pego uma colher e uma tigela limpa para mim. Sento-me em um banquinho do balcão, pego minha caixa de cereal e despejo. Um grão de cereal cai na tigela. Com o cenho franzido, olho dentro da caixa. E está fodidamente vazia. Oh, isso é tudo! Pego as minhas chaves, saio em disparada até a casa de Ghost, abro a porta e grito: — Se você termina com os meus malditos cereais, substitua da próxima vez seu filho da puta! Ghost sai do seu quarto completamente nu e molhado do banho. Seu cabelo cinzento está quase úmido e, com cicatrizes ou não, seu corpo é o máximo. Trato de não ficar olhando seu pau. De repente, estou salivando. Quando ele estica a mão para tocar seu eixo endurecido, levanto os olhos rápido para olhá-lo. Ele sorri:


—Você tem fome, gata? Quero implorar para que me deixe chupá-lo, mas em seu lugar disparo: —Foda-se, Ghost. Seus olhos se abrem e me olha zangado quando diz: —Você está degradando para Ghost agora? Hmmm Parece que ele tem razão. Deve voltar a ser Ghost quando estou irritada com ele. Interessante. Sem saber o que mais dizer, viro-me em meus saltos e vou embora. Quando caminho para a porta, grito: — Substitui os putos cereais, cadela! Meu sangue ferve quando eu o ouço rir. Isso não vai bem. ****

Hoje na loja, as meninas estiveram tentando me tirar do meu mau humor todo o dia. Tina me subornou com torta. Mimi me falou de suas


aventuras sexuais com Shawna, e Lola me comprou chocolate dose dupla da Winnies. Nada funcionou. A caminho de casa, parei e comprei um hambúrguer para jantar. Eu me sentia uma merda. Hambúrguer mal. Sei que não deveria ter gritado com Ash como eu fiz por algo que nem sequer ele sabe, mas foda-se, o homem é ultrajante às vezes. Comer os meus malditos cereais foi à última gota. Eu como o hambúrguer no carro a caminho de casa. Quando abro a porta do meu apartamento, algo está fora do lugar. Olho ao meu redor tratando de averiguar o que pode ser, mas não vejo nada de diferente. Estou certa de que estou imaginando coisas, então eu tiro a roupa a caminho do banheiro e tomo um bom banho quente. Hoje escolho o gel de banho de lavanda e camomila. A espuma cai tão bem em mim, faço uma mini massagem e as tensões de hoje parecem desaparecer. Quando termino, eu coloco o pijama e vou para cozinha. Há um bilhete na despensa. Eu o desprego e leio. Substituídos os seus cerais, sua alteza. Espero que dez caixa sejam suficiente. Ghost Ghost está sublinhado três vezes. Eu acho que eu poderia ter ferido os seus sentimentos com isso, mas me sinto apaziguada pelo fato de que ele teve tempo para comprar mais cerais. Dez caixas era um exagero,


mas está bem. Eu não sei o que me deu, mas tenho curiosidade para ver as caixas de cerais. De alguma maneira isso vai me fazer com que me sinta melhor. Abro a despensa e congelo.

****

Olho o circuito fechado de televisão recém-instalado como as dez caixas de cereais que comprei e amontei, caírem da despensa em uma pequena montanha aos pés de Nat. Eu rio e rio mais até partir a bunda de tanto rir. Ela tenta se mover, mas com cada passo que dá, mas cereal se dispersa e desliza continuamente entre eles. Eu rio com força que tenho que segurar o meu estômago. Está é a merda mais divertida que eu já vi. Quem precisa de internet quando tenho minha própria versão de comédia vivendo ao lado. Ela tenta se levantar, mas ela cai uma e outra vez. Finalmente se dando por vencida, ela cai de cara antes que grite com a parte superior de seus pulmões em frustração. E começa tudo de novo. Eu morro de rir. Surpreende-me que não limpe a bagunça, simplesmente ela varre até um canto e deixa lá. Obviamente tendo o suficiente por um dia, ela vai


para cama. Eu altero as câmeras e aciono a visão noturna quando ela se deita na cama. O que eu estou fazendo é assustador? Pode ser. Eu me importo? Não sou conhecido como uma pessoa que dá a mínima. Não. Minhas sobrancelhas se levantam quando eu a vejo esticar uma mão até sua gaveta de roupa íntima para tirar algo. Assim que ela coloca entre suas pernas, meus olhos giram e meu pau endurece. A pequena descarada está utilizando um vibrador. Aproximando o zoom para poder vê-la melhor, me acaricio e a vejo tratando de dar prazer a si mesma. Ela alterna entre o uso da mão e do vibrador, em seguida utilizando o vibrador enquanto acaricia o clitóris, logo usa o vibrador enquanto acaricia seus mamilos. Nada. Ela não pode fazer. Ela joga o vibrador pelo quarto e sua boca se move rapidamente. Sorrio. Provavelmente está me amaldiçoando ao inferno por estraga-la tanto que não pode gozar. De qualquer maneira, isso foi sexy como o inferno e outro para o banco de palmadas. Não posso acreditar que não viu as câmeras quando chegou do trabalho. Não são exatamente invisíveis.


É tarde e decido encerrar a noite. Quando me acomodo na cama, me toco pensando em Nat usando o seu vibrador. Quente como o inferno. Então me lembro do cereal. E sorrio e rio e rio. Pela primeira vez em vinte e cinco anos, eu adormeço com um sorriso no rosto. **** Pela manhã bem cedo, meu alarme soa. São as 5h25 da manhã e eu me preparo para a minha missão me vestindo com calças esportivas pretas e camiseta preta. Assim que entro na cozinha, abro cada um dos armários e encontro a bacia maior que tenho e encho de cereal. É muito cedo como o inferno, mas encontro a vontade de fazer panquecas também. Eu levo tudo aos poucos ao apartamento de Asher, e quando tudo está pronto, eu olho em volta. Seu apartamento está bastante vazio fazendo meu trabalho muito fácil. Fazendo o meu caminho para sua cozinha, eu tiro a supercola e me coloco a trabalhar, sorrindo todo o tempo. Ninguém se mete com uma Kovac. **** Meu alarme soa e, enquanto eu o desligo, escuto a porta principal se fechando. Franzo o cenho. É muito cedo para acontecer qualquer merda.


Suspirando, me levanto da cama e saio pela porta do meu quarto só para bater em um prato no chão. Recolho o prato que tem três panquecas nele. Estão quentes e cheiram bem, carregados de manteiga e xarope. Eu sorrio para mim mesmo. Está deve ser a forma de pedir desculpas de Nat por ser uma mulher louca. Enrolo uma das panquecas e como um bocado. Está deliciosa. Entro na cozinha com os olhos fechados de alegria e continuo comendo. Quando chego ao balcão da cozinha, eu lavo minhas mãos cobertas de xarope e coloco o prato sujo na lavalouças. Há um bilhete em cima do balcão, eu o desprendo e leio. Aproveita seu café da manhã! Isso está bem da parte dela. A parte inferior do bilhete tem uma pequena flecha que aponta para virar a página. Eu viro e leio. Olha para cima. Assim que eu faço. Levanto a cabeça até o teto e tudo para. Que merda? Isso é? Ela...? De nenhuma maneira? Foda-se, ela colou panquecas no teto! Demônio de mulher louca colou panquecas na merda do teto! Ainda estou fodidamente bravo, estou igualmente impressionado. Como diabos elas chegaram lá em cima? Preciso de café. Ligo a cafeteira e vou até a geladeira. Assim que a abro eu escuto um rangido, suspiro mentalmente. Pego o leite da


geladeira e a fecho. E começo a rir. Uma risada genuína e divertida como a merda. Ela colocou fodidos cereais em minha geladeira. Não posso ver a superfície. Ela passou muito tempo gastando na piada desta manhã e estou impressionado. Sei que deveria estar irritado, mas eu comecei e há consequências para minhas ações. Deixarei passar. Desta vez. Nat simplesmente ganhou uma medalha em meus livros. Respeito. Isso não quer dizer que ela não estava conseguindo. Esquecendo-me do café, saio do meu apartamento e sigo para o de Nat. Há um bilhete em sua porta. Com um sorriso, eu abro e leio. Você deve ser louco se acredita que eu ia ficar para ver a sua reação. A vingança é uma cadela, cadela. Você tem sorte de não estar aqui. Provavelmente eu a faria comer uma dessas panquecas. Volto e me dirijo ao meu apartamento. Fazendo o caminho para o chuveiro, eu rio. Puta mulher malvada. **** O sucesso na missão desta manhã pedia uma festa e estou celebrando com torta. Torta de avelã com chocolate, para ser exata. Eu comprei em uma pequena padaria que fica na Rua do Safira’s. Assim que


eu a levo para dentro, Tina está em cima de mim como whisky sobre a cola. Ela corta para si um grande pedaço e coloca grande parte dela na boca. Gemendo, diz um confuso: — Está muito bom. Eu fico olhando com se ela tivesse perdido a maldita cabeça. Mimi se aproxima e olha a torta com ávido interesse. Coloco os olhos em branco por tentar ser inteligente e eu quase tiro um pedaço. Lola vê a torta e grita: — Torta. — Seguido de um: — Hurra, hurra! — Qual é a ocasião? — pergunta Mimi. Sendo uma vadia, brinco: —Tina está grávida. Tina quase se engasga com a torta. Aturdida, levanta um olhar para minha cara e sussurra: —Como você sabe? Deus meu! De maneira nenhuma! Com os olhos e a boca aberta, todas nós olhamos para Tina. Depois de um momento, ela sussurra: —Era para ser uma piada, certo?


Mimi, Lola e eu assentimos lentamente assombradas. Tina aperta os dedos e fala: — Eu sabia! Maldita seja! Lola nos tira do nosso estupor pulando ao redor e gritando: — Oh Meu Deus! Meu Deus! Oh meu maldito Deus! Mimi nega com a cabeça e acaricia Tina ligeiramente no seu ventre, dizendo: — Nós deveríamos saber. Você tem sido uma loucura emocional ultimamente e você disse que teve seu período quando sei que não. Deveria ter adivinhado. Cara estou muito brava comigo mesma! Sem ser capaz de me mover, eu me levanto de onde estou esquecendo a torta e com lágrimas nos olhos, pergunto: —Tatiana vai ter um irmão ou uma irmã? Tina sorri. — Sim, querida. Ela terá. Estou com um pouco mais de seis semanas. Nós íamos esperar até a oitava semana para contar. Baixado a cabeça, eu choro em silêncio. A felicidade poder ser esmagadora. Às vezes você se sente tão cheia dela que poderia explodir e a felicidade estaria por todas as partes. Tina se aproxima de mim e


envolve seus braços ao redor de mim. Nós ficamos assim durante um tempo. Quando por fim me acalmo, grito: — Hoje é um dia impressionante! Todas nós rimos, falamos e comemos torta. Virando-me até Tina, pronuncio: — Nike deve ter sido com você como o xarope nas panquecas se conseguiu a engravidar tão rápido. Parecendo irritada, ela coloca as mãos nos quadris. —E eu não sei? Eu disse que tínhamos que usar proteção, mas estava todo. — ela imita a voz profunda de Nik. — ―Não, baby. Você está amamentando. Não precisamos usar nada. Tudo ficará bem!‖ — Seus olhos se abrem e ela continua: — O imbécil já sabia que estava me deixando grávida! Nem sequer se surpreendeu quando eu contei que está grávida. Só me dedicou a maldita covinha. — Sorrindo para si mesma, ela nos olha e admite: — É uma covinha mágica. Faz-me fazer coisas que normalmente não queria. Rindo de sua estupidez, eu digo a mim mesma que apesar de não poder ter filhos, tenho que deixar de amargar a respeito. E surpreendentemente, me sinto mais leve. Hoje vai ser um bom dia.


CAPÍTULO DEZENOVE

FALAR DORMINDO MATA

De volta ao apartamento, vou admitir que estivesse nervosa como a merda. Ainda estou esperando algum tipo de represália pela parte de Asher pelo caos no café da manhã. Entrando pela porta, acendo a luz e olho ao redor, com os olhos apertados. Tudo está bem, mas não posso estar cem por cento segura, então eu atravesso o apartamento na ponta dos pés, da cozinha e ao corredor até o meu quarto. Nada lá. Isso é raro. Certamente eu não ganharia. Ghost não permitiria. Sim, Ghost não permitiria, mas Asher faria? Não estou certa. Talvez. Ele sempre foi um cavalheiro quando me deixava chupar o seu pau e tudo isso. Há uma batida na porta e eu salto com uma postura de luta. Meu coração bate a mil por hora e minhas pernas tremem. Merda, isso me assustou. — Nat, abre. — Merda. É Asher. Pés não me falhem agora.


Espera? O que diabos ele está fazendo na porta principal? Agora estou convencida que algo não está bem. Aproximo-me da porta e o grito: — O que você quer, bobo? Ele ri. — Abre a porta. Encostada contra a porta, eu reviso minhas unhas e digo: — Não. Silêncio. Então: — Por que não? Aproximo-me mais da porta e me empurro como se estivesse empurrando o peito de Ash. Digo: — Algo cheira mal aqui. Por que você não entra como sempre o fez? Silêncio. Depois: — Pensei que isso poderia fazer a sua alteza irritada, vendo como ela me deixou na manhã de ontem. Essa possivelmente seja uma resposta razoável. Ainda insegura, eu pergunto: — O que você quer?


Ele responde: — Eu te trouxe um presente. De maneira nenhuma! Afaste-se! É uma armadilha! Eu não digo nenhuma palavra. Estou certa que isso é uma piada. Eu grito: —Isto é uma espécie de piada? Ele diz: — Não. Eu tenho você e você me tem. Estamos empatados, portanto, se há alguma piada a mais na manga, deixe-as. Não quero passar outra manhã raspando malditas panquecas do teto. Não posso evitar a risada que brota de mim. Eu digo enquanto rio: —Está bem. Bom, então deixa o presenta na porta. Ele murmura: —Realmente queria te mostrar como usá-lo, mas... Tudo bem. Escutando através a porta, ouço quando a porta do seu apartamento se fecha. Então incerta se isso é um truque, eu abro a porta, e pego a caixa branca e fecho a porta com uma batida em tempo recorde. Aperto os olhos até a caixa e olho em todas as direções para obter uma melhor visão dela. O embrulho não dá nenhuma pista.


Se eu abrir a caixa e houver insetos nela? Filho da puta! Coloco minha orelha na caixa e agito. Não soa como se tivesse insetos dentro. Não parece que tenha nada. A caixa é leve como uma pluma. Suspiro pra mim mesma enquanto minha curiosidade me vence e eu a abro vacilante. Há um pequeno frasco de líquido da cor laranja no centro. Com uma inspeção mais de perto, o frasco tem escrita chinesa nele. Tendo em conta que não falo e nem conheço a nenhum chinês, isso não me ajuda. Eu não tenho nem ideia do que estou vendo. Então eu recorro ao meu celular para escrever para Ash, o telefone vibra em minha mão. É uma mensagem de Asher e eu rio porque eu me esqueci de que troquei seu nome no meu telefone a ASSer14. Eu abro e contém um link de uma página da web. Eu clico no link para ver uma imagem exata do frasco que tenho em minhas mãos. Eu desço a barra de rolagem até embaixo e leio a informação. O frasco contém um antigo remédio chinês que se utilizada como óleo de massagem. Enrugando a minha cara, seguro o frasco perto do meu nariz e cheiro. Cheira doce, como baunilha. Não há o suficiente de óleo no frasco para fazer uma massagem de corpo completo. Há o suficiente para se massagear um pé. Leio e quando eu chego à parte que descreve que o conteúdo do frasco de óleo é para o prazer íntimo, meus olhos se arregalam com interesse. 14

Ass é bunda em inglês


Oh, é esse tipo de óleo! Verificando o resto da informação da página, eu chego ao final da página e quase corro pelo corredor até o meu quarto para tentar outra coisa. Dizia que leva cerca de vinte minutos para começar a fazer efeito e só teria que usar uma única gota em seu centro do prazer. Abrindo o frasco, estendo o meu dedo indicador e colo uma gota nele. Esfrego meu polegar e indicador, eu tiro minha calça e minha roupa íntima e massageio meu ―centro de prazer‖. Não passa nenhum minuto antes de eu sentir formigar lá embaixo. Começando a me sentir ansiosa, movo minha bunda até a cozinha e caminho ao redor. Depois de poucos minutos de fazer nada mais do que caminhar, começo a me sentir mais ansiosa. O formigamento entre minhas pernas é tão intenso que meu rosto fica vermelho brilhante, meu coração acelera e minha respiração se agita. Quase me sinto como se fosse ter um or... — Oh Deus! Oh meu Deus! Merda! Merda! Jesus Cristo! — Eu me seguro ao balcão buscando apoio. Minhas pernas tremem e meus olhos rolam para trás quando eu gozo com força. Sem fazer nada. Este óleo de merda é a merda! Sobre minhas pernas iguais à gelatina, caminho para o meu quarto e eu caio de costas sobre a minha cama. Oficialmente eu perdoei a Ash por qualquer merda por estar irritada com ele. Caminhando ao redor com só um camiseta, rapidamente coloco minha roupa íntima, pego minhas


chaves e sigo para o seu apartamento. Abro a porta, respirando com dificuldade e entro na casa de Ash. Ele está sentado ali, detrás de um monitor de computador, acariciando seu pau. Com um gemido eu caio de joelhos. O formigamento entre minhas pernas se intensifica. Ele sorri como o puto que é. Sabe exatamente o que eu estava fazendo. Arrastando-me até ele, olho até o monitor e suspiro. Essa é a minha cama. Meu quarto. Essa é a minha cama em meu quarto! Rispidamente digo: —Você estava me olhando? Ele assente e sorri. — As câmeras eram por segurança... Claro. Outro orgasmo não muito longe. Volto a minha cara vermelha pra ele e eu rogo: —Por favor, me cure! Ele sacode a cabeça e murmura: — Eu adoraria. Realmente eu adoraria. — Se inclinando, pega a parte de trás da minha bunda e diz com voz rouca. —Mas você não me perguntou amavelmente. Gemo.


—Por favor, Asher! Por favor, me foda! Oh Deus, por favor! Ele baixa sua calça, obviamente, apaziguado, me diz em voz baixa: — Essa é a minha garota. — Caminhando ao meu redor, ele se ajoelha por de trás de mim e puxa firmemente meu rabo de cavalo. Inclina-se sobre mim e sussurra em meu ouvido. — Dobre-se. De um só golpe, ele baixa minha calcinha e empurra contra mim. Suspirando eu gozo de novo. Resmunga e empurra em mim outra vez. Ele diz: —Você foi travessa. As meninas travessas são castigadas. — grito quando ele bate na minha bunda. O formigamento se intensifica e eu gemo: — Outra vez não! Ele me dá palmadas enquanto empurra contra mim e eu grito: —Não posso aguentar mais, Ash! Você tem que parar! Agarrando meu cabelo com força e me puxando para trás expondo minha garganta, ele diz com perfeita calma: — Você vai ter o seu castigo está noite ou faremos tudo de novo, noite após noite, até que você aguente.


Puta merda, isso me excita quando ele fica assim! Eu sei que o que ele diz não é uma ameaça vazia e não é como se na realidade eu quisesse parar. Pode-se morrer de excesso de prazer? Sem prévio aviso, eu gozo de novo. Eu grito e gemo. Minhas pernas tremem enquanto meus olhos viram. Ash envolve um braço ao redor do meu ventre para se apoiar e empurra contra mim. Suas bolas golpeiam meu clitóris em cada impulso e um segundo mais tarde eu gozo outra vez. Gritando e chorando outra vez, eu grito: — Me desculpe! Não vou fazer de novo! Ash Suspira. —Fazer o que? Grito. — Não tenho nem ideia. Ash ri antes que gemer longamente. Puxando o meu cabelo, ele se inclina sobre mim para sussurrar em meu ouvido. — Fodidamente linda quando você perde o controle. Você é perfeita. Pegue-o baby. Você quer que eu goze? —Sim! Dê-me! Eu grito.


Ele geme. —Aqui vem, baby. Ele esfrega sua perna contra as minhas. Ele solta: — Me dê, Nat! Meu corpo traidor o faz. Este orgasmo é tão intenso que me dói. Soluço e escuto Ash dizer: —Aqui vem, menina. Seu corpo fica rígido e ele rosna com cada puxão do seu orgasmo. Depois de um momento, se afasta de mim, me deixando uma bagunça respirando no chão. Olho para ele enquanto ele enxuga a umidade das suas coxas. Eu acho que vem muito mais. Um gemido escapa da minha garganta quando um formigamento começa de novo. Ash abre a geladeira pega uma caixa de papelão e me traz. Ele pergunta: — Você leu as instruções, baby? Gemendo, assinto. Ele suspira e diz: —Obviamente não o suficientemente bem. Ele derrama algo frio sobre o meu ―centro de prazer‖ sobrecarregado oficialmente. Usando a sua mão, me lava suavemente e o formigamento para. Calmo.


—Graças a Deus! Ash sorri e levanta a caixa de papelão para me mostrar. É leite. Eu grasno. —Leite? Ele levanta as sobrancelhas e assente. Sou uma estúpida! Exausta e saciada sussurro: —Doce menino Jesus, isso era algo mais. Tirando o cabelo da minha cara, ele diz: — Desapareceu a mulher demônio e louca? Eu me estremeço. — Não oh. Não. — Fecho os olhos e Ash me levanta. Incapaz de abrir meus olhos sinto que ele me abaixa sobre algo macio. Eu acho que é sua cama. Ele sobe ao meu lado e pega a minha mão. Beijando minha testa, sussurra. —Boa noite, menina bonita. Meio dormindo, sussurro. — Noite, Ash. Te amo. Em seguida apago.


**** Despertando mais cedo do que eu esperava, olho um dorminhoco Asher. Não há mais pesadelos. Sim! Sorrindo, me estico e saio da cama. Vou para a cozinha e consigo um copo de água. Faço meu caminho de volta para a cama, e meu coração infla de vê-lo dormir. Ele está em paz. Me incomoda que eu tenha que fazer isso. Despejo o conteúdo do copo sobre a sua cabeça. Ash tosse e cospe. Ele me olha como se estivesse louca e diz. —Fodida mulher demônio! Que merda? De fato, eu falo: — Isso é por colocar câmeras em minha casa e me olhar sem eu saber. Seu rosto realmente perde a irritação e abre a boca para dizer algo, mas eu o corto ajoelhando na cama e beijando-o profundamente. Com seu argumento esquecido, ele envolve seus braços ao redor de mim e me puxa para ele. Afastando-se um pouco, diz: —Espera. Tenho que saber de algo. Eu olho e assinto. Ele diz:


— Você me ama? Eu quase afogo. Minha cara se ruboriza e eu engasto. — O que? Ele passa a mão no cabelo e me diz: —Ontem à noite quando estava adormecendo, me disse que me amava. Oh merda! Foda-se de falar dormindo! Olha o que você fez? Eu gaguejo: —Eu-ah-não estou o que quero dizer é que eu não... Segurando a minha mão, ele diz em voz baixa: —Amar alguém não é algo mal, certo? Realmente ele está me perguntando como se não soubesse a resposta. Isso me deixa triste. Apertando a sua mão, coloco a mão na sua bochecha e afirmo: —Não querido. Amar alguém pode ser algo muito bom. Ele assente e evita meu olhar quando pergunta de novo lentamente. — Assim que, você já sabe que me ama?


Não respondo por um momento. O medo da rejeição se arrasta até o meu peito e pela minha garganta. Ash parece tão pequeno neste momento. Inseguro de si mesmo e um pouco ingênuo. Eu o beijo nos lábios e digo contra eles: — Sim, baby. Eu te amo. Afastando-me dele ele olha nos olhos, e divaga. —Está bem. Bem, bom. Isso é bom. Quero dizer, me sinto bem. Sim, está bem. Está bem. Hmmm, não é a resposta que eu esperava. Tampouco eu estava esperando uma. Isso me deixa mais triste. Dói-me o coração. Ash não me quer. Fazendo o melhor que posso, sorrio e me movo para me levantar. Com o cenho franzido, ele me puxa de novo contra ele e murmura: —Nunca antes nós fizemos amor. Se inclinando pra a frente, beija minha atordoada e relaxada boca. Eu encosto e pergunto: — O que está acontecendo aqui?


Ele sorri. —Eu acho que você não entende ainda. Sussurro com olhos abertos: — O que? Seu cenho está franzido, mas se suaviza quando sorri. — Que você é minha garota. Estou atordoada. Eu sussurro. — Não sei o que fazer com essa nova informação. Seus lábios se contraem e ele responde: — Apenas segure em mim e monte a onda, baby. Piscando uma vez, duas vezes, respondo em um sussurro: — Tudo bem. Ele baixa seu rosto até o meu e me beija de novo. Um novo tipo de beijo. Um suave e amoroso beijo. —Isso é novo para mim, então tenha paciência. Estou cheio de merda. — explica. Assentindo com a cabeça lentamente, rodeio seu pescoço e coloco minha boca contra a sua. Ele geme em minha boca e me atrai para ele.


Seus braços se envolvem ao meu redor e me mata docemente com cada beijo. Seus lábios são como o vinho e estou me sentindo embriagada de amor. Pego a parte inferior da sua camiseta, e a levanto e passo pela sua cabeça. Ele faz o mesmo com a minha, e pela primeira vez nós nos olhamos nos olhos. Dessa vez é diferente. Nós levamos o nosso tempo explorando um ao outro e tiramos nossas roupas até que sentamos um na frente do outro, despidos. Sua mão se estende e segura o meu rosto. Seus olhos estão estreitos pela luxúria, mas há algo mais. Não posso colocar o dedo sobre isso. Afastando-se de mim, Ash senta no centro da cama, colocando suas costas contra a cabeceira da cama. Ele estende suas mãos até mim e com um pequeno sorriso, eu a pego. Quando estou o suficientemente perto, ele me levanta e me coloca por cima dele. Sento-me sobre suas coxas e me movo um pouco para que a cabeça de seu pau beije minhas pregas. Eu me movo contra ele, e ele geme envolvendo seus braços ao meu redor. Sem fechar nunca os olhos, captura meus lábios em um beijo profundo e sensual. Se alguma vez tive dúvidas, todas elas estão resolvidas agora. Posso dizer com segurança que estou apaixonada por Asher Collins. Eu nunca vi esse lado dele antes. Duvido que alguém tenha visto. Este pensamento me deixa cheia de felicidade.


Incapaz de suportar a distância imaginária por mais tempo, eu me levanto, avanço um pouco e me afundo nele. Envolvendo meus braços ao redor de seu quadril, o beijo e com os pés fixos sobre a cama, me levanto e me deixo cair. Pouco a pouco. Quase suficientemente lento como para ser classificado como tortura. Conseguindo um ritmo, Ash deixa cair suas mãos na minha bunda e a aperta. Seguro seu rosto entre minhas mãos e busco em seu rosto alguma pista que me diga o que ele está sentindo. Ele não me deixa afastar muito, mas vejo que ele está me olhando de maneira diferente. Com ternura. Eu gosto. Acelerando meus movimentos, me empurro para baixo contra ele e me movo para frente e atrás. Resmunga e se agarra a minha bunda com mais força, o calor se propaga através de meu ventre e minha boceta se aperta. Já falta pouco. Não quero que isto termine nunca. Os sentimentos que correm através de mim neste momento são fortes e poderosos. Eu amo que estamos descobrindo algo desconhecido, juntos. O formigamento começa e sussurro, ―Eu te amo, Ash‖, antes de tomar sua boca com beijos molhados e profundos. Ele me devolve os beijos com entusiasmo e empurra até em cima contra mim. Geme quando começo a gozar e crava


o meu corpo contra o seu. Sem dizer, uma palavra, fica quieto e eu sinto o puxão de seu pau dentro de mim. No alto da minha felicidade, apoio minha testa sobre o seu ombro e o abraço com força. Ele envolve seus braços ao meu redor e me beija no ombro uma, duas e três vezes. — Então é isso que é fazer amor? Levanto a cabeça, sorrio com sono. — Sim, claro. Eu nunca o havia feito antes. — Tomo um risco enorme e continuo. — No entanto, penso que só funciona quando as duas pessoas se amam. Sua cara cai e sua testa se enruga. Ele sussurra: —Oh. E ai está a minha resposta. Ele não me ama. Tratando de esconder a minha dor, envolvo meus braços ao redor de seu pescoço e aperto meus olhos fechados para conter as lágrimas. Ele acaricia minhas costas nuas com amor e diz: — Bom de qualquer maneira, eu gostei muito. Descanso minha cabeça em seu ombro, eu respondo em voz baixa.


—Fico feliz, querido. Me sentindo como uma completa idiota, quase saio correndo quando seu celular vibra na mesa de cabeceira. Estando mais perto dele, eu o pego e vejo a tela. Grace ligando. Quem merda é Grace? Eu o entrego o telefone a Ash com uma expressão irritada, minha atitude muda quando ele pega o telefone da minha mão, e lê a tela, franze o cenho e logo joga o telefone com todas suas forças. O telefone bate na parede e quebra em mil pedaços. Surpreendida e um pouco nervosa, começo a me levantar, mas ele me segura firmemente e bruscamente, diz: — Fica. Apenas um pouco mais. Há um quê de desespero em sua voz e sei que algo o está irritando. Nua e ainda em seu colo coloco meus braços ao redor de seu pescoço e descanso minha cabeça em seu ombro uma vez mais. Posso ouvir seu coração batendo através do seu pescoço. Não sei o que acaba de acontecer, mas quero estar aqui para ele. Meu namorado precisa de mim.


CAPÍTULO VINTE

MINHA GAROTA

Nunca imaginei que veria o dia em que realmente quisesse ficar na cama com uma mulher e só para segurá-la. Mas isso é exatamente o que eu fiz essa manhã. Nat me disse como se sentia por mim? Difícil Nat mostrando algo doce dela que ninguém mais viu? Não é tão difícil assim. Com o seu corpo pressionado contra o meu, seus lábios em meu ombro e respirando, me calma. Se essa maldita idiota não houvesse ligado essa manhã, tudo estaria bem. Assim que eu vi a tela, eu me perdi. Jogar o maldito telefone era a única coisa que poderia fazer para me aliviar, também foder Nat duro e rápido, mas eu não queria isso. Ela me mostrou algo doce esta manhã e eu não queria manchá-lo com minha merda. Esta é, provavelmente, a primeira vez me minha vida que alguém me disse ―Eu te amo‖ e eu não quis vomitar. Isso assusta a merda fora de mim? Sim. Quero dizer, o que acontece agora? Há algum procedimento


ou manual para agradar a pessoa que te ama? Não sei nada desse tipo de etiqueta. É isso sequer é uma palavra? Etiqueta? Passando frustrado uma mão pela minha cara, suspiro. Foda-se. Isso complica as coisas. Eu sabia o que ela queria de mim. Pude ver a decepção em seus bonitos olhos verdes, mas não posso fazer. Não vou dar falsas esperanças a alguém que me importa. E eu me importo. Ela me importa muito. Mais do que alguém tenha me importado em muito tempo. Quero fazê-la feliz. Faria qualquer coisa para fazê-la feliz. Amar éisso? Se eu preciso perguntar, então não, não sei o que é. Estou fora de minha fortaleza aqui. Preciso falar com alguém sobre isso, mas não posso falar com Nik, Max ou Trick sem revelar muito. Não posso falar com as meninas, porque saberiam o que está acontecendo entre Nat e eu. Talvez Silvio? Silvio... Você está brincando comigo com está merda? O homem apenas pode falar inglês! Eu acho que vou ter que resolver isso por mim mesmo. ****


Enquanto entro na sala principal do The White Rabbit indo até a sala da segurança, localizo Stefan, o barman. Ele é um pouco mais jovem do que eu e pelo que tenho visto, é um cara decente. É alto, tem o cabelo loiro e olhos marrons. Eu só falei com ele algumas vezes a respeito dos programas de segurança no clube, mas ele não me deu nenhuma má atitude e parecia genuinamente interessado no que eu estava falando. Sei que Nik não havia contratado a qualquer um para levar o bar. Ele está bem se Nik o havia contratado. Por que estou divagando? Talvez ele possa me ajudar com Nat. Caminhando até ele com o que, eu tenho certeza, é mais parecido com um sorriso de um psicopata em vez de uma saudação amigável: —Ei, Sheriff. Como vão as coisas? Quando ele vira para me enfrentar, tem dificuldades para mascarar sua surpresa. Não o culpo. Eu também estou surpreso como a merda. Stefan está limpando o bar e meia cerveja. Responde: —Ei, Ghost. Bem, obrigado. Está bem. Mais coisas de seguranças? Olhando para cima, me esfrego meu queixo e confesso. —Não. Na realidade esperando falar contigo sobre algo. De imediato ele está preocupado. Com os olhos abertos, pergunta:


—Estou despedido? Rindo eu contesto. —Oh, merda, homem. Posso ver porque poderia pensar isso. — É claro que ele pensaria que haviam enviado o idiota para despedir o cara do bar. Endireitando-me, admito: —Na realidade eu preciso de um conselho. Sua boca se abre e ele disse em voz baixa com olhos muito abertos: —Nenhuma merda? Sacudindo a cabeça, me sento no bar e eu digo: —Isto é algo que não posso falar com ninguém, então pensei que me daria uma nova perspectiva, já que é um homem de uma só mulher e tudo isso. Sacode a cabeça como para se limpá-la e pronuncia: —Nunca vi que você tenha problemas com as mulheres antes, cara. Assinto em acordo e exponho: — O problema não é esse. Como você fica com uma, sem problemas? Um amplo sorriso aparece no rosto de Stefan antes de dizer:


— Isso, bom, isso nem sempre é fácil. Mas se ela vale a pena, encontrará uma maneira. Olhando-o com os olhos entreabertos, eu clico. —Isso é tudo? Isso é todo o conselho que tem para me oferecer? Empilhando ainda as cervejas, ele ri. — Nunca disse que era um especialista, amigo. Me olhe. Ainda estou fodidamente solteiro. Suspirando, eu passo uma mão pelo cabelo. Fico de pé, e começo a caminhar. —Ela está me deixando louco! É bastante feroz e um furacão. — Suspirando, passo a mão pelo cabelo. Fico em pé e começo a caminhar. —Ela me faz fazer coisas que nunca pensei que faria. E então me diz que me ama e por uma vez não quero fugir. — Paro de caminhar, me viro para ele e digo: — Quero fazê-la feliz! — Assinalo o meu peito e assentindo, eu digo: —Eu! Quero fazer uma mulher feliz, e não quero que ninguém mais a tenha. Eu disse a ela que era minha namorada, e agora não sei o que fazer. O que isso significa ao menos? Eu acho que isso significa algo mais para ela do que para mim. Eu a quero e não quero que mais ninguém a tenha, mas não tenho nem ideia de onde ir desde aqui. — Rogo. — Me ajude Sheriff. Dê-me algo para trabalhar aqui. Stefan sacode a cabeça e ri.


— Você entendeu mal, homem. Eu acho que é seguro dizer que a encontrou. Exasperado, Suspiro. —Quem? Respondendo minha pergunta ele afirma: — A única. Tudo o que acaba de descrever... Soa como que a tenha encontrado. — Então pergunta: — Você a ama? Minha resposta entristece até a mim. —Não sei o que é o amor. Stefan inclina a cabeça até um lado e disse em voz baixa: — Eu não sou um especialista nem nada, mas parece que você está lá. E se não está, está perto. Caminhando até ele, estendo a minha mão. E ele a pega com um sorriso e a sacudimos. Ainda sacudindo a mão, digo: — Se você contar a alguém sobre isso vou chutar a sua bunda. Rindo ele se afasta e diz: —Sim. Isso é o que eu pensei. Afastando-me, sorrio. Não. Stefan, o Sheriff não é um mal cara.


**** Com Tina e Lola na loja, Mimi e eu decidimos almoçar juntas. Tem sido um dia tranquilo até o momento, mas sei que quando for as 15h00, vai ser um caos, com Safira’s fazendo sua primeira venda do catálogo. Tina. Meu pequeno Teeny. Ninguém a acusava de fazer as coisas pela metade. Sendo a mulher inteligente que é, esta venda está fixada para capturar a atenção das estudantes do ensino médio e das universitárias. Ela inclusive nos enviou no começo da semana as escolas e as universidades locais para distribuir os catálogos. Houve uma grande quantidade de procura. Então hoje será um bom dia de ganhos para Tina. Não que ela precise, mas a procura da loja está crescendo embora ela não dissesse nada, estou certa de que está pensando em abri uma segunda loja. Nós decidimos por sushi e sentamos em frente à esteira. Os pratos se deslizam até nós e escolhemos o que queremos. Enquanto abro a boca para comer um rolinho Califórnia, Memes diz: —Então como você não disse nada para ninguém, mas eu sei que você está fodendo. Com a boca ainda aberta, eu coloco o sushi e mastigo. Ela olha para o meu rosto através de seus escuros olhos azuis e diz: — Isso significa algo para você, certo?


Eu não digo nada. Mastigo meu sushi como se fosse um chiclete e encontro seu olhar. Ela sussurra: —Espero que você saiba o que está fazendo. Finalmente engulo, abro minha garrafa de água para tomar um gole e digo diretamente: —Estou apaixonada por ele. Meems sorri sinceramente e diz em voz baixa: — Eu sei. — Brincando com a sua comida, diz: — E eu te apoio. Sorrindo, empurro seu ombro com o meu. Eu a amo por se preocupar o suficiente para me dizer algo. A amo por acreditar em mim e saber que está é minha decisão. Isto é amizade. **** Cama. Preciso de uma cama. Hoje foi um dia movimentado. A venda por catálogo da Safira’s foi um sucesso. Das três até às sete da tarde estivemos correndo como galinhas sem cabeça atendendo os clientes e registrando as vendas. As estantes estavam quase vazias quando terminamos, e literalmente tivemos que fazer sair algumas pessoas quando as portas estavam fechando. Embora esteja cansada, também estou feliz. Isto significa algo


para Tina. Nik tenta interferir oferecendo sua equipe de publicidade, mas Tina queria que isso fosse dela. Algo que fizera por si só. E ela seguiu em frente. Podia ver que Nik estava impressionado. Ele ficou na loja conosco durante as horas de vendas, porque queria ficar seguro de que nada saísse do controle da sua pequena mulher grávida. Puxa! São tão doces! Ash chegou por volta das seis e olhou ao redor da loja com os olhos muito

abertos.

Muitas

mulheres

correndo

e

falando,

parecia

impressionado. Levantou as mãos até Nik em um gesto de eu vou sair daqui e foi saindo, mas não sem antes de piscar o olho. E as borboletas voaram no meu estômago. Ugh, esse amor é um merda. Arrastando meu corpo pelo corredor até meu apartamento, abro a porta e sorrio quando vejo Asher na cozinha. Meu corpo vibra ao vê-lo. Eu tiro um peso extra dos meus ombros. Algo cheira bem. Muito, muito bem. Deixo cair minha bolsa no chão ao lado da porta e caminho até ele, envolvendo os meus braços ao redor de sua cintura. Deixo sair um suspiro de alívio e ele levanta uma de minhas mãos para beijá-la. Tudo bem. Está merda de amor não está tão mal... Eu acho. Sem tirar as minhas mãos da minha cintura, eu manobro ao seu redor para poder abraçá-lo de frente. Sorrindo, pergunto com uma voz cantante:


— O que você está fazendo? Corando um pouco enquanto sorri, diz: — Fazendo o jantar. Eu imaginei que estaria cansada depois de... De... Nem sequer sei que merda foi isso, mas não ia entrar lá. Parecia o triângulo das Bermudas. Nunca me encontrará ali de novo. Rindo suavemente, me aconchego mais profundamente em seu peito. Bocejo. — Eu tenho tanto sono. Beijando suavemente minha cabeça, diz: — Vai tomar um banho. Fará com que se sinta melhor. Levantando minha cabeça com um sorriso esperançoso, digo: — Sabe o que me faria me sentir melhor? Ele me olha como os olhos entreabertos, e eu mordo meu lábio para evitar rir. Ele nunca vai depois disso. **** — Se levante. Eu vou. Apertando-me contra ele, eu imploro.


— Não! Fica por favor! Está quente e é divertido. — termino com um gemido. Ash diz o obvio. — Não só ele não é engraçado, é que de nenhuma fodida maneira fodida e de nenhuma maneira vou me empalar aqui com um plug em minha bunda. Minha cabeça cai descansando sobre o seu peito e a risada sai de mim. Digo entre risadas: — Você faz com que pareça que você tem um dilatador anal! Ele fala. —Dilatador anal. Plug. Os dois são coisas que não quero na minha bunda. — ele se move e eu irrompo as risadas de novo. — Certo! Eu vou. Rindo, me desculpo. —Eu sinto. De verdade. Por favor, não vá. Eu gosto disso. Todo molhado, quente e relaxado. Ok, talvez eu tenha calculado errado o tamanho da minha banheira. Parecia divertido nesse momento e eu estou me divertindo, mas toda a minha risada vem às custas de Asher. Pobre homem. Suas pernas são tão compridas que tenho que deitar de lado na banheira para que nós dois


possamos entrar bem. É agradável e quente, me aconchegando em seu peito estou certa que suas pernas estão geladas. Sou uma má namorada. Depois de uns momentos de me aconchegar, eu digo: —Ok, vamos sair! — enquanto me levanto, eu o advirto: — Só para que você sabia, estou verdadeiramente cansada, então acho que você não vai ter sorte essa noite. Ainda na banheira, eu viro para olhar sua cara. Seus olhos se escurecem enquanto observa as gotículas de água que deslizam pelo meu corpo nu. Respira. —Por que eu sinto com sorte então? — ele desliza seu polegar por meu mamilo, causando um frio no meu estômago. Eu me esquivo enquanto saio da banheira. —Sim. Como se essa frase tenha funcionado alguma vez na sua vida. Vamos tenho fome. Eu estendo uma mão para que segure. Ele faz e eu o ajudo a sair da banheira. Pego uma grande toalha e começo a secar o seu corpo. Ele me olha como as sobrancelhas franzidas e eu fico vermelha. Tudo bem. Obviamente ele não gosta. Baixando o meu queixo pela vergonha, digo:


— Eu sinto. Pega... — eu me movo para dar a tolha, mas ele aperta a minha mão, coloca seus fortes braços ao meu redor, me agarra fortemente, e baixa seus lábios suaves e quentes até os meus. Beija-me longamente e lentamente pelo que parece ser uma eternidade, estou oficialmente quente. Sua língua dança com a minha. Resmunga em minha boca quando mordo sua língua docemente. Eu chego mais perto para aprofundar o beijo, mas ele se afasta de mim e quase faço um bico. Olha nos meus olhos e sorri. — Vamos comer querida. Nós dois colocamos o pijamas e pela primeira vez, Ash não coloca camiseta. Eu gosto de olhá-lo. Vejo suas cicatrizes em seus firmes abdominais e meu coração deixa sair lágrimas de felicidade. Faz com que o meu coração se aperte em agonia ao pensar em o quê provavelmente se passou com ele, mas ninguém deveria sentir vergonha do seu corpo. Sem dúvida não um deste tão bom. Em uma mostra de apoio silencioso, me aproximo dele, colo meus braços ao seu redor e coloco um beijo suave e molhado sobre o seu peito. Ele verifica a massa que cozinhou e parece tão bom como cheira. Nos sentamos e provo um pouco da massa. Está muito boa. Sorrindo eu digo: — Nunca disse que sabia cozinhar.


Levantando o seu garfo, sorri. — Você nunca perguntou menina bonita. Seu novo telefone vibra em cima do balcão e eu o levanto sem permissão. Grace ligando. Afasto o telefone. Vibra outro segundo durante o nosso silencioso incomodo. Ash olha o telefone com olhos vazios. Não sei quem é essa mulher, mas está deixando o meu homem mal, chateado e triste. Eu cortarei essa cadela! O telefone deixa de vibrar e eu o coloco no meio da mesa. — Não queria que você quebrasse outro. — Respiro, evitando o seu olhar. Ele continua comendo e diz calmamente: — Obrigada. Sem ter mais fome, deixo minha comida antes de me levantar e deixar meu prato na pia. O pergunte. Pergunte quem é Grace. Ash se aproxima para ficar atrás de mim e me abraça. Baixando sua boca até o lado do meu pescoço, pergunta:


—Televisão ou cama? Pergunte. Quando respondo ―Cama‖, sinto o seu sorriso no meu pescoço e repito o de antes. —Eu ainda acredito que você não vai ter sorte está noite, amigo. Covarde. Grito quando ele me levanta para os seus ombros. Apertando minha bunda com tanta força que dói, diz: — Eu te disse mulher. Eu tenho sorte. Ele me joga sobre a cama e eu sorrio. Eu congelo. Espera um fodido momento, eu suspiro e Ash ri. Sussurro: —Será que eu...? Eu acho... Eu não posso acreditar que... —Eu acho que você acabou de soltar gazes — sorri, sem dúvida encantado. Meneando a cabeça, minto. — Não, eu não fiz. Eu não solto gazes. Foi um peido. Ash joga a cabeça para trás e ri fortemente. Não posso evitar rir com ele. Ele passa uma mão para o seu cabelo.


— Somente você poderia pensar que soltar um cacarejo nervoso seja pior do que soltar um peido. — meneando a cabeça, respira. — Muito inteligente. Eu me aproximo mais dele e ele me abraça fortemente. Eu coloco beijos em seu peito e queixo. Sinto-me valente, e pergunto: —Você acha que alguma vez poderá me contar o que aconteceu com você? Em lugar de responder a pergunta, ele me aproxima mais dele e Suspira. — Quando eu tinha oito anos, meu pai perdeu seu trabalho. E era um bom trabalho. Tinha um cargo importante em alguma companhia de empréstimo, como um banco. Sempre havíamos tido dinheiro. Mamãe e papai vinham de famílias com dinheiro, então se esperava que seguíssemos assim. Bom, ocorreu o pior. As pessoas perdem seus trabalhos todos os dias, mas meu pai começou a beber. Muitíssimo. Não há nenhuma recordação que eu tenha que não o inclua bebendo ou caído em algum lugar em seu próprio vômito. Bebia durante todo o dia. Era meu aniversário e eu estava trabalhando em minha bicicleta na garagem. Papai baixou e... Ele fica tenso e eu sei que algo aconteceu. Levanto minha cabeça para olhá-lo. Suas sobrancelhas estão franzidas e seus olhos vazios.


Meu coração se acelera. De repente estou assustada. Colocando minha mão em seu peito, pergunto calmamente. —Querido, me fala. O que aconteceu? —Ele era um homem mal. — sussurra como um menino pequeno. E o meu coração se quebra.


CAPÍTULO VINTE E UM

RECORDAÇÕES

Oito anos de idade.

— Que merda você está fazendo, garoto? —Suas palavras soam divertidas. Como se estivesse a ponto de dormir. Meu estômago se retorce. Estou nervoso. Ele estava bebendo a coisa marrom de novo. Eu tentei provar uma vez quando ele estava dormindo. Não é agradável. Fez-me tossir muito. Minha garganta se sentia como se estivesse ardendo. Eu não gostei. Eu digo: —Fixando minha corrente, senhor. Ele tropeça outra vez, batendo nas coisas no caminho. Ele está engraçado. Trato de conter minha risada, mas escapa um sorriso. Cospe as palavras para falar.


—Você acha que isso é engraçado? Tem gordura por toda parte. Quem vai limpar isso? Assinto com a cabeça e digo: — Eu farei senhor. Assim que eu terminar. — Assim eu acho que você quer que te diga feliz aniversário, filho. — Seu tom é agudo. Evito seus olhos e continuo trabalhando na corrente da minha bicicleta. Eu não gosto quando ele está assim. Eu tento esconder a garrafa ou jogar no ralo, mas ele sempre sabe que sou eu. Não gosto quando ele me bate. Ele pega o meu braço e me dá um puxão para frente gritando. — Me olhe quando eu falo com você, garoto! Me lábio treme quando eu olho. —Sim, senhor. Através dos dentes apertados, diz: — Você é o pior erro da minha vida, Asher. Rezei para Deus para que sua mão tivesse um aborto voluntário. Sabia que não seria nada bom. Eu tinha razão. Você é uma má semente. Não é nada e nunca será. Escuta as minhas palavras, garoto. Você está para baixo. Tão abaixo que pode chegar às migalhas que caem no chão. Isso é tudo o que será. Escória se arrastando pelo chão. Um mendigo. As lágrimas saem em meus olhos. Quando me dei conta, se agrava. — Deixa de fazer isso, garoto.


Mas não posso, soluço silenciosamente. Sei que ele não gosta de ruído. Com cada soluço vejo seu sangue ferver quente. Passa uns minutos e adverte: — Se não fechar essa sua boca, vai conseguir que eu a feche. Me faz chorar mais e me sacudo. Tenho medo. Quando ele para e sobe suas mangas, me dá vontade de gritar para pedir ajuda. Sei que é inútil, porém. Mamãe não virá. Fecho os olhos e espero o golpe, mas não vem. Me acalmo ligeiramente, abro os seus olhos e vejo os seus vazios, frios e olhando até a mim. Ele murmura: — Eu te adverti. Logo dá um passo para frente, toma meu braço e torce para trás até o meu cotovelo. Grito e choro. Dói muito. Ele mantém a flexão. Meu corpo treme quando a eletricidade o atravessa. A dor é tão forte. Sinto que vou desmaiar. Grito até que minha voz está rouca. O ouço. Ouço um clique. Algo em meu corpo assume e não sinto nada mais. Eu caio no chão de joelhos antes de olhar o meu pai com os olhos borrados. Vejo o seu sorriso. — Isso vai te ensinar... Pequeno filho da puta... Desperdício de espaço... Merda inútil. — disse. Ele sai e, por último, desmaio.


—Eu acho que ele tem que ir ao hospital, querido. — Mamãe se senta no meu lado na cama e banha minha testa com uma toalha fria. Eu acho que estou a ponto de explodir em fogo. Não acho que deveria estar tão quente. Eu me sinto como se alguém tivesse me deixado sair ao sol para me assar. Papai está na porta olhando minha mãe. Ele disse: —Ele está bem. Sempre quer chamar a atenção. Mamãe me olha, com os olhos tristes. Ela sussurra: —Temos que levá-lo ao hospital. A febre aumentou ontem pela noite e não baixa, Robbie. Ele vai morrer se não fizermos algo. Papai se endireita junto à porta e se afasta murmurando. —Parabéns.

Dez anos de idade...

A chuva bate forte no teto. Sempre este clima me deixa mal. Eu esfrego a comprida cicatriz de seis polegadas em meu braço esquerdo. Se entrelaça, mas estou acostumado a ela.


Os olhos negros da noite mantém a maior parte da minha atenção de todos os modos. Quando entrei e o vi se descarregando em mamãe, eu perdi. Pulei em suas costas e o afastei dela. Sei que foi uma estupidez, mas mamãe o ama. Realmente o ama. Por quê? Não tenho nenhuma ideia. Ele é um marido e um pai de merda. Ele disse que se eu fosse descarregar em alguém, seria comigo e eu aceitei sem dizer uma palavra. Eu acho que fiz um trato com o diabo. Não me importa como o chame. Tenho que cuidar da minha mãe. Ela o ama. Ela é boa comigo. Sempre se assegura que eu esteja bem e de que eu não me machuque muito. Ela se esconde em meu quarto pela noite e me diz que somos afortunados de termos o que maioria das famílias não tem, mãe e filhos tão próximos como somos nós. Eu gosto quando ela me abraça e brinca com o meu cabelo. Eu sei que ela está tratando de fazer a situação soar melhor do que é, mas isso é o que fazem as mães, não? Enquanto ela continuar cuidando de mim, tudo vai ficar bem.

Dozes anos de idade... O treinador viu os hematomas ontem. Eu disse que eu os fiz quando fui à granja da minha prima na semana passada. Eu acho que fui bastante convincente, apesar de que não tenho nenhuma prima que


conheço que possa ter uma granja. O treinador me olha durante um tempo. Por favor, não chame o meu pai. Merda. Sim ele chama meu pai, vou conseguir outra rodada está noite, e a última vez que fiquei fora para evitá-lo, e ele bateu em mamãe. — Vamos, treinador. Não se meta em problemas por perseguir os porcos. — eu digo. Rindo, o treinador responde: — Você é um bom menino, Asher, mas tem que ter mais cuidado. Você é uma grande adição para a equipe. Meu pai me pegou essa noite de todos os modos. Estava bebendo de novo. Ele bebe todo o tempo. Grita muito, e quando não está gritando, está dormindo. Cheira mal. Eu não acho que tomou banho em meses. Trato de segurar a respiração quando ele está perto de mim, porque o cheiro dá vontade de vomitar. Eu me saí bem. Quebrou o meu nariz. Eu estou acostumado a levar analgésicos na minha mochila. Eu sempre levo um pouco antes de eu chegar em casa , apenas no caso. Estou nervoso para ir para casa essa noite. Ontem a noite foi a primeira vez que eu disse que me defenderia. Eu acho que ele se surpreendeu quando eu fiz. Eu dei socos em seu queixo algumas vezes e o empurrei contra a estante.


Logo que ele estava no chão, corri para o meu quarto. Fechei a porta e saí pela janela. Prefiro estar de baixo de chuva a estar em casa com ele. Amanhã eu vou deixar o beisebol.

Treze anos...

— Quantas fodidas vezes eu tenho te dito que mantenha essa merda? Aperto os dentes e fecho os olhos com força. Meu peito se esforça por levantar e as lágrimas correm por todos os lados dos meus olhos. Dói mais quando você olha. Ouço a minha pela crepitar enquanto pressiona o metal contra ela. Esta é sua nova atividade favorita. Esquentar algo de metal e me queimar com ele. O eleito dessa noite é um garfo. Assim que os dentes me tocam, me dá vontade de gritar alto e forte, mas eu não darei essa satisfação. Também, se gritar, ele trabalharia mais duro. Meu corpo tremia. E o tremor é bom. Isso significa que não vou perder o sentido. Tenho que ter cuidado quando passar o tremor. Ele também sabe. Espera e olha por ele. Seu joelho se crava contra mim e me segura no chão, ele me toca uma e outra vez com as pontas quentes. Nunca toca os meu braço, só o meu peito. Ele aprendeu a lição de quebrar o meu braço. Se as pessoas pudessem ver as cicatrizes, fariam perguntas. E ele não quer que as


pessoas façam perguntas, assim evita os lugares onde as pessoas podem vê-las. De vez enquanto me bate na cara, mas as pessoas acreditam em qualquer coisa que meus pais digam. Algumas das melhores desculpas são “Ele é um garoto muito ativo. Ama os esportes” e “Os meninos sempre serão meninos.”, e um velho favorito de meu pai. Sangue ruge nos meus ouvidos. A dor é quase insuportável. Eu não desmaio, no entanto. O que passa com as queimaduras é que a cicatrização é tão dolorosa como quando elas acontecem. Eu acho que é por isso que ele gosta tanto. Duplicar minha dor. Apertando a minha boca, não tenho mais remédio que respirar pelo nariz e fedor é horrível. Sinto o vômito subir pela minha garganta, mas eu o engulo de novo. Seu eu vomitar ele vai dizer para que eu o coma como o da última vez. Mamãe se senta no canto do quarto. Ela está vazia. Não se parece com nada da doce mulher que amava. Ele faz que ela observe, mas ela vai a alguma lugar que ele não sabe. Desaparece dentro de sua cabeça e emite um zumbido. Fecho os olhos e a escuto. Ela cantarola uma das músicas que cantava quando eu era um bebê. Está é a única forma de me consolar nestes dias. Ele a castigava quando ela vinha me ver pela noite,


por isso que ela parou. Eu gostaria de dizer a ela que eu a entendo, mas eu não digo. Agora eu a odeio tanto como odeio ele. Sou um menino. Ela deveria estar me protegendo. Não ao contrário. Ela é fraca. E eu a odeio

Dezesseis anos...

Eu não me importo com ninguém. Deixo que falem. Eu irei embora daqui algum dia e as coisas estarão melhores então. Pulo a cerca alambrada e me afasto. — Ei imbecil, sua camisa está rasgada e você fede. —Ciumento porque vou roubar sua namorada, Cris? Sua cara fica vermelha. Ele não é o cara mais bonito, mas é um atleta, o que significa que tem algunm status que Deus deu a esse maldito. Ele vem até mim é agarra minha camisa com desprezo. —Você vai pagar por isso, filho da puta. Ele não tem nem ideia de quantas vezes eu ouvi exatamente isso em casa. Não é algo que me assuste. Inclino-me para frente e sussurro:


— Você não tem nem ideia com quem está fodendo. Eu atiro três vezes na sua cabeça e ainda vai parecer um acidente. Durante alguns segundos parece que ele vai me deixar ir, mas ele e eu sabemos que o faria parecer fraco diante dos outros. Ele leva o meu braço para trás e eu suspiro. — Que você seja rápido imbecil. Justo nesse momento sinto alguém ao meu lado. Os olhos de Chris se ampliam e ele dá um passo para trás. Uma mão cai sobre o meu ombro, fazendo com que eu gire e olhe o cara. Conheço essa cara. Bem, eu não o conheço, mas ele é um desses caras. Os caras mais populares. Justo quanto estou a ponto de mandá-lo a merda, ele diz: —Precisa de uma mão? E ele não estava falando merda. Eu tinha bastante experiência com pessoas más para saber que este cara na realidade me perguntou se preciso de ajuda para partir a cara do atleta. Ainda não estou certo, aperto os olhos e movo a cabeça. Ele assente com a cabeça, sem deixar de olhar a Chris em advertência. E ele logo vai embora. Eu esperava todo o segundo período na biblioteca. Sentindo-me como um idiota aqui de pé, mas quero falar com ele.


Finalmente, ali está. Cabelo castanho escuro, olhos marrons mais claros do que eu tenha visto e beijando c uma menina quente. Ele tem a mão em sua bunda e por um segundo, fico com ciúmes. Sou mais alto que ele. Porém não muito. Espero que ele passe pelo corredor e corro para ficar ao seu lado. Quando chego perto dele, caminho em seu ritmo. Digo: —Sou Asher. Ele assente com a cabeça, olhando para frente. Responde. —Sou Nik Caminhamos pelo corredor juntos e as pessoas param para nos olhar. Pessoas como eu não vão com gente como Nik, mas há algo nesse cara. Tem uma atitude nele. Ele é um desses caras que criam tendências. Ninguém se atreveria a questioná-lo. Sei por que as pessoas estão olhando. Tenho buracos na roupa e Nik usa roupa de designer. Nós não combinamos. A metade do caminho para a aula, eu pergunto: —Por que você fez isso? Se fazendo de tonto, pergunta: — Eu fiz o que? Estou perto de perder a minha merda. Eu quebro.


—Eu não te devo nenhuma maldita coisa, menino bonito! Nik sorri. E uma covinha aparece e diz: —Nunca eu disse que você devia idiota. Se tranquilize. Isso é o que vai acontecer. Hoje você vai almoçar comigo. Só você e eu. Conversaremos então. Ele desparece pelo corredor. Nik vê que na realidade eu não tenho almoço e me dá a metade do seu sanduíche. Ele diz com a boca cheia: —Então. O que acontece pra que esteja tão irritado? Aperto os meus olhos. —Quem diabos está aqui para ser feliz? Nik sorri. —Bom ponto. —Sua cara fica séria. — Você tem passado merda? Não retruco, só o olho para baixo enquanto mordo um pedaço do sanduíche. Ele assente e diz com voz baixa: —Sim, eu também. Nós não falamos durante o resto do almoço. Ele termina o seu sanduíche e fica de pé.


—Vem amanhã depois do colégio. Tenho algo que você gostaria de ver. Ele se afasta e não posso evitar me perguntar se realmente acabo de fazer um amigo.

**** Eu fico olhando o objeto em minhas mãos com os olhos como espanto e em completo assombro. Nik me diz através de um sorriso. —Você gosta? Pops me deu no ano passado. Veio da Rússia. É uma pistola de calibre quarenta e cinco. Eu levanto, e a seguro e aponto para a janela. Nik pega das minhas mãos agita a pistola no ar e diz: —Meu pai diz que nunca aponte para algo que não tem intenção de matar. Eu tenho que encontrar uma maneira de roubar essa arma. A curiosidade tirar o melhor de mim. Eu pergunto: — Alguma vez você já a usou?


Nik assente com a cabeça e logo me entrega uma bolsa. Eu pego, mas não abro. É suave. Eu acho que é roupa. — Se tiver algo que não serva, simplesmente jogue fora. Eu me pergunto por que este cara cuida das minhas costas. Independentemente do quanto indeciso eu estou, algo me diz que eu fique e verifique mais. **** Não sei por que estou tão nervoso, mas não posso deixar de olhar o pai de Nik. Eu acho que estou esperando que a ficha caísse. Por que Nik tem um pai como este e eu tenho o meu? O curioso é que Ilia – nome diferente, soa como Ii-lii-ah – me vigia muito de perto. E como se ele pudesse ver dentro de mim. Ver através do que eu tenha passado. Meu coração se acelera enquanto eu me sento-me à mesa de jantar entre Nik e seu irmão, Max. Max está bem. Ele é irritante, mas em muitos sentidos, é como Nik. Para eles não se importarem realmente uma merda de onde eu venho. Estou rodeado de uma forte família feliz. E é uma merda. Me recorda do que eu não tenho. A mãe de Nik me olha como os olhos tristes e quero ir. Não quero ser um caso de caridade.


— Obrigado pelo jantar, mas eu tenho que ir para casa. — Eu me levanto e saio. Ninguém diz uma palavra. Posso ver que a mãe de Nik está decepcionada. Ilia fica de pé e diz com forte sotaque: —Vem. Eu te levarei. Balançando minha cabeça baixa, não falo boa noite a ninguém. Ilia coloca uma mão no meu ombro e eu quero começar a chorar. Quando ele fecha a porta atrás de nós, faz um gesto até as escadarias da entrada e eu me sento. Então ele diz: —Quando você precisar de ajuda, filho, por qualquer coisa em absoluto. Chame a Nik e ele me dirá. E eu vou cuidar disso. Aturdido, eu o olho e ele afirma: —Os hematomas em seu braço, tem a forma de uma mão de um homem adulto. Agora, não estou dizendo que vi o que vi, mas as cicatrizes não são fáceis de esconder. Se recostando sussurra: —Ninguém deveria nunca colocar a mão em cima de um menino. As crianças são inocentes. Merecem algo melhor. Se alguma vez você se sentir inseguro, venha aqui. Se eu souber de Nik que você foi à escola com hematomas, irei ver seus pais por mim mesmo e não posso prometer que vai ser agradável.


Quero perguntar por que está se oferecendo para isso, mas mudo de ideia. Uma cama e uma casa segura, quente e com comida, seria estúpido eu recusar isso. Eu digo a mim mesmo que não tem nada haver com o fato de que eu goste de Nik e Max. Olhando até ele, assinto com a cabeça de acordo. Ele bate em meu ombro de um modo paternal e eu me levanto para ir. Caminhando longe de Ilia, eu dou meia volta e o digo: —Eu o odeio. Desejo que ele estivesse morto. Algumas noites eu desejo muito. O rosto de Ilia se suaviza. Não espero uma resposta. Caminho para casa seja qual for o tipo de inferno que me espera.

Dezesseis anos de idade, mais tarde no mesmo ano... Eu coloco tudo o que possa caber na bolsa de esporte. Cannibal Corpse toca ―Hammer Smashed Face‖

15

no toca fitas, e

me imagino fazendo cada coisa que está música diz ao meu pai. Eu estava dormindo na casa de Nik. Muito. Na verdade é que eu não quero mais ficar aqui, nem sequer para proteger a minha mãe, então eu estou fazendo uma bolsa e indo neste momento. Na outra semana cheguei bastante tarde e quando Cecilia, a mãe de Nik, viu meu rosto 15

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machucado, chorou e me abraçou com força. Eu me sentia bem em ter alguém cuidado de mim. Ilia me chamou de lado e disse: — Arrume tudo o que possa e volte para casa. Não vou te enviar de novo para sua morte. Argumentei que meu pai não me permitiria, mas ele disse: — Deixe-o comigo. Sinto uma grande satisfação em saber que meu pai provavelmente teve sua cara partida por ele. Quando corro pelo corredor, minha mãe está ali. Quando ela vê a bolsa em minha mão, se desmorona. Eu grito: —Nem tente, Ma. Não vai fodidamente gritar. Saia correndo! Simplesmente basta ir, maldita seja. Ele vai nos matar se não fizermos. Olhando minhas contusões em meu rosto, sussurra: —Nada mais do que eu mereço, Ashy. Com uma única olhada até ela, eu dou a volta e juro não voltar nunca mais nesse lugar. Logo que dou um passo fora do terreno da propriedade, dou um Suspiro de alívio. Eu vou para casa.


CAPÍTULO VINTE E DOIS

A MERDA COMEÇA A SALPICAR

Sentado na cama, Ash descansa sua cabeça sobre o meu ventre com os abraços me abraçando fortemente. Ele me aperta em seus sonhos enquanto eu passo os dedos pelo cabelo. Escuto sua profunda respiração. Meu único consolo neste momento é saber que ele está dormindo sem pesadelos dos abusos que sofreu quando era menino. Meu coração está triste. Sinto-me impotente e retraída. Nunca me senti assim. A última vez que me senti assim foi quando Mia morreu. A filha de Tina foi uma grande parte de minha vida. Eu era sua tia, e me afetou tanto como afetou a Tina. Amava essa menina como todo o meu coração. Amaldiçoando-me, apoio a minha cabeça na cabeceira da cama com um golpe suave. Queria saber o que aconteceu com ele. Fui eu quem o empurrou. Disse-me que estava fodido, e eu empurrei até que não teve mais remédio me dizer. E agora eu não gostaria de saber.


Então eu agora me sento aqui, com lágrimas correndo pelo rosto pela devastação que esse maravilhoso homem sofreu quando era um menino. Nunca me esquecerei do que ele me disse está noite. Era como se ele estivesse drogado. Como nem sequer estivesse no quarto comigo. Parecia que falava durante horas, quando na realidade tudo que fez foi falar uma meia hora para me dar uma ideia geral de como era sua vida antes de conhecer Nik. A próxima vez que eu olhar Nik, terei sorte se eu não começar a chorar. Sabia que eu gostava de Nik, mas agora... Agora eu estou agradecida. Queimado. Cortado. Machucado. Afogado. Golpeado Ele não era mais que um fodido bebê. Tudo o que quero fazer é encontrar o seus pais e castigá-los. Ele me disse que seu pai morreu há alguns anos e para que eu tenha compaixão de sua mãe, disse: “Mamãe nunca me machucou, mas ela nunca me ajudou, então eu acho que ela me fez apesar de tudo. Mas ela era fraca. Fraca fisicamente e fraca de caráter. Qualquer coisa que papai dizia, ela estava de acordo. Não o tinha em conta a minha luta. Ela não gostava de mim.” Sim Ash é algo, é um bom lutador. Ele esteve com o braço quebrado por dois dias antes que o levassem ao hospital. Estava tão infectado que os médicos pensaram que poderia


perdê-lo. Tratando de minimizar, me disse que não se lembrava muito disso. Mas não importa. Dada à oportunidade, eu os machucaria tanto como eles fizeram. Quando eu perguntei se ele tinha algum irmão ou irmã ele disse: “Nik, Max e Trick são meus irmãos. Os únicos que importam.” Tantas perguntas me vieram na minha cabeça. Eu perguntei por que o chamam de Ghost, e ele me disse que durante o tempo que trabalhou para os russos, ele descobriu que tinha uma habilidade de entrar e sair dos lugares sem ser descoberto. E assim nasceu Ghost. Eu acho que era mais profundo do que isso. Eu acho que bate mais fundo em algum lugar do seu peito. Há mais que isso. Sei que há uma razão que o irrita quando eu o chamo assim. Levanto a sua cabeça do meu ventre e me sento na cama. Eu olho um momento para ele. Realmente eu olho. Ele está mais tranquilo enquanto dorme. Imagino os anos de tortura que sofreu, seguidos por anos de terrores noturnos... Faz com que o meu coração doa. Eu o observo um momento mais e logo seco as minhas lágrimas. Inclino-me mais perto dele, eu o beijo nos lábios sussurrando em voz baixa: —Você não é invisível para mim, Ghost.


Eu me aconchego mais perto dele e me pergunto se ele sente o meu calor. O mesmo calor que eu sinto quando estou com ele. Coloco sua mão sobre a minha, e entrelaço os nossos dedos e fecho os olhos. —Doces sonhos, Ash. Eu te amo.

**** Algo bate no meu nariz. Eu movo minha mão para me livrar disso. De novo no meu nariz. Resmungo e coloco minha cabeça debaixo do travesseiro. Tem cheiro de limão e frutas vermelhas. Agradável. —Asherrr. — Nat. Ela diz em uma voz cantante, e sei que eu tenho que olhá-la. Quando levanto meu rosto, eu esfrego meus olhos para espantar o sonho e eu congelo. Ali está ela, de pé, na porta, vestindo somente minha camisa e calcinhas. Sexy como o pecado e linda como o inferno, tudo em um. Então estou molhado de água.


Em modo de defesa, eu tomo seu travesseiro e o seguro, enquanto ela roda pela cama no estilo militar. A ouço bombear sua maldita pistola de água e ela grita: — O justo é justo. — Então ela joga algo na cama. Ouço seus passos fugindo do quarto. Quando eu vejo que é seguro, levanto a minha cabeça e olho sobre a cama. Sorrio. Pegando a minha própria pistola de água, bombeio o mais longe que ela vai me deixar. Eu verifico o nível de água. Está cheio. Minha pequena descarada não está me trapaceando. Respeito. Oh, agora ela vai ver o que ela fez. Em modo sigiloso retomo e me arrasto pela cama até que chego à porta do quarto, arrastando as minhas pernas atrás de mim. Metendo a cabeça na parte inferior da porta e vejo uma pequena sapatilha de relance se escondendo por detrás do balcão da cozinha Eu a encontrei. Eu me agacho e me arrasto até a cozinha, com cuidado de não fazer barulho. Nada pode ser mais silencioso que Ghost. Quando chego ao outro lado do balcão, mentalmente conto até três, e logo salto com um grito de guerra, disparando a arma e molhando a merda fora dela. Só que não há ninguém ali. Só uma maldita sapatilha.


Minhas costas estão ensopadas de repente. Quando eu me viro, o meu peito está ensopado também. Saindo em perseguição engatilho a arma e dou um passo até Nat. Ela está linda. Bochechas vermelhas, olhos brilhantes e partindo a bunda fora de mim. Quando pensar sobre ela, vou pensar em como eu estou vendo ela agora. Realmente é a minha menina bonita. Estreitando os olhos com uma cruel risada, ela para um momento. Quando se dá conta do que eu estou fazendo, grita deixando cair sua arma, e se vira em seus saltos e corre. Eu grito. —Corre Forrest, corre! Vamos! Até eu sei de Forrest Gump. Só há três lugares possíveis neste apartamento para o qual ela poderia correr e eu simplesmente saio correndo para cozinha, deixando seu quarto e o banheiro como as únicas opções. Caminho para seu quarto e abro porta. Parece que está vazio, mas... Algo cai do armário e eu rio. O armário? Ela não pode chegar a nenhuma parte desde aqui! Muito linda. Chego perto da porta do armário sorrindo como um tonto, pego o puxador e abro a porta. Enrugo o meu rosto enquanto a água me salpica nos olhos. A pequena merda tem duas pequenas pistolas em suas mãos. Está rindo tão forte que está chorando. Eu arranco as pistolas, e as jogo


para trás, eu a pego em meus braços e a coloco sobre os meus ombros. Não se preocupa em lutar. Eu acho que sequer pode. Seu corpo está fraco da risada. Isso é o que eu gosto nessa mulher. Ela não me trata como se eu estivesse danificado. Sei que ontem a noite deve ter sido difícil de escutar, mas ela ficou bem. Mascarou suas emoções como uma profissional. A única coisa que ela transparecia era sua apertada mandíbula e a forma que apertava a suas mãos. Essa garota. Ela é minha garota. Ela não é perfeita. E eu também não sou, mas ela é perfeita para mim, e eu farei tudo o que eu puder para mantê-la. Caminhando através do seu quarto com ela, eu a coloco sobre a cama. Ela me olha com as bochechas rosadas e olhos sorridentes e eu estou em casa. Não há lugar em que prefira estar a aqui com a minha mulher, só com ela ao meu redor. Talvez Sheriff tenha razão. Talvez isso seja amor Se não for isso está muito perto. Eu empurro suas pernas e eu me coloco sobre ela, minha cabeça em seu peito. Escuto seu coração se acelerar e sorrio, sabendo que tenho esse efeito sobre ela. Meu peito se expande e me sinto como se estivesse reclamando-a. Então o faço.


Envolvo meus braços ao redor de sua pequena cintura e digo em voz baixa e rouca, falando como os homens das cavernas: — Você mulher. Minha mulher. Ela ri e escuto através de seu peito, as vibrações fazem cócegas em minhas bochechas. Acariciando meu cabelo, ela responde em voz baixa: —Sim; Sou tua, baby. A ideia dela com outra pessoa me deixa louco irracionalmente. Minhas entranhas se retorcem e cuspo para fora. — E eu não compartilho. Com nenhum filho da puta. Ela puxa o cabelo mais comprido na parte superior da minha cabeça para me olhar nos olhos e responde com toda a sinceridade: — E eu também não. Então diz para Tasha que não vai vê-la nunca mais. Apesar de meu couro cabeludo doer com uma cadela, sorriu. — Eu já disse menina. Sorrindo de novo, diz em voz abaixa: — Bem. Seria uma pena para eu partir sua cara. Ela parecia amável.


Ela afrouxa o seu agarre do meu cabelo e eu coloco minha cabeça entre o vale dos seus seios. Está tão quente e cômodo aqui. Fecho os olhos e murmuro: — É diferente com você. O que há em você, menina? Um momento antes que volte a acariciar meu cabelo. Ela diz em voz baixa: — Não sei Ash. Mas eu te amo muito. Quero devolver o sentimento. Realmente quero. Mas não estou ali ainda. Não exatamente. Sinto algo forte por ela. Mais forte do que eu nunca senti por alguém em minha vida e saber que é minha me faz sentir que posso fazer qualquer coisa. Superar qualquer coisa. Ela levou a posse que meu pai tinha sobre mim. Agora eu nem sequer penso nele. Sinto-me mais leve e mais feliz que nunca, e tudo isso é graças a ela. O calor estende por todo o meu corpo. Viro a cara e a beijo no interior do seu peito. Eu não respondo, só a aperto com força. Envolvo as suas pernas ao redor de mim e nos ficamos assim durante um longo tempo, completamente confortável em nosso silêncio. Foda-se. Eu acho que estou apaixonado pela minha garota. **** —Hei menina bonita, é hora de irmos. Mexa seu traseiro.


O que? Saio arrastando meus pés de meu dormitório, com cuidado de não tocar minhas unhas dos pés ainda molhadas, ainda vestida com os meus pijamas. Minha testa se enruga com a confusão e eu pergunto: — Do que você está falando, Ash? Não tenho que ir até... Olhando o meu relógio, eu digo: —... Dentro de duas horas. Ele está tão bem em seu uniforme. Esses braços musculosos esticam sua apertada camiseta preta e eu quero me apoiar em algo e suspirar. Ele veste calça jeans preta que é como se fosse feita para ele, apertando suas fortes pernas. A fivela de seu cinto brilha e seus sapatos pretos parecem reluzentes. Sacudindo a cabeça, me disse: — Não uh. Meems ligou, eu disse que você iria comigo está noite. Meus olhos se abrem, abro minha boca e a fecho rápido. —Você não acha que poderia ter me dito, imbecil? Seu rosto cai enquanto diz entre os dentes: — Que merda que eu fiz agora? Sacudindo a cabeça, expiro alto em frustração e eu explico de maneira quase gritando:


— Se trata de um processo, Ash! Leva tempo para se preparar para ir dançar. Ainda nem fiz o meu cabelo e nem maquiagem. Nem sei o que eu vou vestir hoje à noite! Seu rosto se levanta de novo e sorri. — O vestido que você usava a semana passada era quente. Use-o. Eu fico pasma e digo: — Há regras para se vestir, baby! A número um é não usar a mesma coisa duas vezes seguidas. Seu rosto fica sério. Ele fica quieto e assente lentamente, como se finalmente

entendesse

minha

situação.

Passando

por

mim

tranquilamente, ele entra no meu quarto. Eu o ouço revirar todo meu armário e nem um minuto mais tarde, ele volta com um vestido xadrez vermelho e reto justo, manga comprida e um par de sapatos preto liso. Poderia ser pior. Na realidade... Não está mal. Ele me olha com cautela com seus olhos muito abertos, como esperando aprovação. Viro os olhos. — Não está mal, bobo.


Ele sorri. Nunca vi Ghost com um sorriso como este. É um sorriso Asher. É bonito. Me dá vontade de foder com a pessoa que afastou esse sorriso dele. Eu digo em voz baixa: —Você fez bem, querido. Eu levo quinze minutos para me preparar. Sério, é um maldito recorde para mim. Coloco o vestido e os sapatos que Ash escolheu para mim, e quando saio do banheiro, ele olha para cima e para baixo com um estúpido sorriso como se estivesse orgulhoso de sua obra. Na metade do caminho para clube, me diz: — Você não vai pintar os lábios essa noite? Sorrio. Eu tinha esperança de que ele percebesse. — Eu farei. Eu peguei um espelho antes de sair. Ele não tem nem ideia que não estou usando batom porque tenho planos de fazer coisas com meus lábios antes de entrar no clube. Logo que ele estaciona seu poderoso carro molha calcinhas no estacionamento de The White Rabbit, espero pacientemente até que ele tire as chaves e se volte para mim. Eu subo no assento sobre o seu colo. Colo meus braços ao redor do seu pescoço e sorrio suavemente. Seu rosto se suaviza enquanto ele me olha com um olhar terno. Nós nos olhamos por um momento e meu coração acelera. Eu me inclino para frente lentamente e beijo os seus lábios, tão suaves que é apenas um


roçar. Ele resmunga baixo e captura meu lábio inferior, beliscando suavemente. Abrindo a boca, empurro minha língua contra a sua e gemo com o contato. Amo esse homem. Com todo o meu coração. Ele é tudo para mim. Nunca encontrei outro como ele. Eu me pressiono contra ele, aprofundando nosso beijo. Envolve seus braços ao meu redor, me apertando, fazendo me sentir segura e quente. Estico a mão e aperto a sua bochecha. Ele se afasta um pouco e diz: — Diga. Confusa, eu me afasto para trás e o olho nos olhos. Ele repete. —Diga baby. Isto me surpreende e com um pequeno sorriso, eu digo com sinceridade: —Eu te amo, Asher Collins. Triste, ele fecha os olhos e apoia sua testa na minha. Sussurra: —Eu não te mereço. Nem sequer um pouco. Mas todo o tempo que você me quiser, você me terá. Meus olhos se fecham e eu sussurro: — Não me deixe. Nunca.


— Nunca. Você é minha mulher. — responde com sinceridade. Meu coração se enche de alegria e dou um suspiro de alívio. Está noite vai ser uma boa noite. **** Logo que entramos no clube, é o momento de começar a missão Ninguém suspeita de nada. Basicamente, Ash e eu temos que começar a atuar como nossos velhos eu. Não é algo que eu gosto de fazer, mas realmente quero que esta relação seja só minha e sua por um pouco mais. Pelo menos até que ele possa me dizer que me ama. Ele quase disse essa manhã, mas algo o está freando. Senti as ondas de frustração irradiar dele. Isso me dói um pouco, mas sei que ele está tentando. Estou fazendo meu melhor esforço para não tomar como algo pessoal. Eu sei o que ele passou em sua casa. E o que me diz respeito, tenho a sorte que ele está me fazendo de sua namorada. Isso é um grande passo para o pequeno velho Ghost. Justo antes de entrar no clube, ele me beija longo e duro. Acabei de colocar batom, mas eu não me importo. Seus lábios são como drogas. Seus beijos são como consumidores de mente. Sou afortunada, uma mulher de sorte. Agora começa o espetáculo.


Ele segue pela porta e me aperta o quadril. Eu viro para ele e vejo que ele está com um descarado novo sorriso feliz. Só eu tenho a honra de vê-lo algumas vezes antes. Não posso deixar de rir dele. O verdadeiro Asher é na realidade um cara bastante desajeitado. Quem sabia o que estava escondido debaixo de toda a melancolia? É cedo. O clube não abre na próxima meia hora. Ele me leva para cima para a área VIP. Ele me olha e diz: —Tenho merda para fazer. — Em seguida, me lança uma piscadela e caminha até a sala de segurança. Vou até o bar para cumprimentar a Stefan, o barman lindo. Eu digo: —Olá, Sheriff! Ele me olha e sorri enquanto segura o peito. Ele brinca: —Estou tranquilo, meu coração bate. Rindo, brinco: —Sabe, eu estaria bem com uma bebida. Sei que está ocupado e tudo, mas quero a coisa mais complicada que possa fazer. Que seja um duplo. E quero um show, como Tom Cruise em Cocktail. Ele vocifera uma risada, me pisca o olho e diz em voz baixa: — Eu não estou nunca ocupado para você, linda.


Conversamos e rimos, e justo quando começa a fazer minha bebida de fantasia, Tina aparece em meu lado, me abraça saltando de cima para abaixo. Ela olha a Stefan e diz: —Sim. Eu adoro quando Sheriff faz um show! Gritamos e animamos quando Stefan vira e joga as garrafas. Mistura duas bebidas e pega uma e coloca nas mãos de Tina. Nos duas nos olhamos como se fosse veneno já que Tina está grávida. Tratando com todas as minhas forças para não ser indiscreta pego sua bebida e a tiro dela. Tina me anima e logo Sheriff dá a volta, ela articula dramaticamente: — Obrigada, querido! — E passa a mão no rosto dele. Eu rio ante seu excessivo dramatismo. Duas horas mais tarde, todos estamos sentados no camarote. Asher está fazendo um turno de trabalho de segurança por isso que não estava livre durante umas horas mais, eu estou me divertindo muito com os meus amigos, que me deixa feliz em saber que estão na mesma vizinhança que eu. Max e eu flertamos como de costume. Diz algumas coisas sujas, tão sujas que faz com que eu inclusive fique corada. Passo a maior parte da noite rindo, vagando entre as conversas ridículas e vendo Nik e Tina com olhos ciumentos. Quero isso.


Essa relação sem preocupações. O amor. A tranquilidade de saber que está comprometido com tua alma gêmea. Eu quero tudo. Max me puxa para o seu lado e me aconchega. Eu amo Max. Ele é o meu melhor amigo homem. Sinto que o banco da cabine se afunda e giro para ver Asher com um olhar muito infeliz. Eu coro com culpa e me endireitando perfeitamente digo como a velha Nat: —Que demônios está olhando, fuckface? Ash olha a Max, se inclina mais perto de mim e sussurra em meu ouvido: —A merda vai salpicar em você, baby. Se prepare. Por um segundo, eu acredito que ele quer dizer que vai perder a sua merda e me preocupa. Minha preocupação diminui quando assente até a entrada VIP e minha boca se abre antes que eu comece a rir. Oh, merda merda merda. Isso vai salpicar merda com certeza. Quando eles avistam a minha risada, todo o mundo se vira para olhar até a entrada VIP. Mimi, Tina e Lola gritam de emoção. Nik, Max e Trick todos tem cara de demônios. É hilariante. Nik e as irmãs de Max, Leticia, Marcia e Isabel estão ali todas juntas e cumprimentando com entusiasmo. Aqui está a coisa.


Isa... Tem sรณ dezenove anos. Fodidamente hilariante! Genial!


CAPÍTULO VINTE E TRÊS

REVELANDO

Nik se levanta e grita: —Aqui. Agora. As três irmãs ficam preocupadas por um segundo. Nik era uma figura paterna em casa. Seu pai morreu quando ele era um adolescente, assim ele tomou as funções. Ele é o que eu gosto de chamar, de um puta campeão. Eu gosto de Nik e não eu poderia ter escolhido um melhor homem para minha melhor amiga. As irmãs vão até a mesa com os olhos muito abertos. Nik e as irmãs e Max são impressionantes. Leti é a mais velha, Maria é a irmã do meio e Isa é a mais nova... Por uma década. Nik é quase dezesseis anos mais velho que ela. Leti e Maria parecem gêmeas. Tem o cabelo comprido, ondulado e escuro. Tão escuro que pode ser chamado de preto, e grandes olhos expressivos de colo marrom iguais aos da sua mãe. Isa é muito parecida, mas tem grandes expressivos olhos de cor âmbar como Nik e Max. Isa é uma beleza na idade precoce. Nik terá uma hérnia quando começar a ter encontros, se ela já não tem.


Leti como a irmã mais velha, tenta pacificar Nik. Levanta a sua mão em um movimento de espera. —Você acha que eu levaria a minha irmãzinha e a colocaria em problemas, Nikolai? Ele abre a boca para falar, mas Maria o interrompe com um choramingo. — Vamos Nik. Tome um calmante. Ela não está bebendo. Ela estava chateada em casa sozinha. — Quando ela diz sozinha, ela pega sua mão e aperta as bochechas de Isa e me fazendo rir. Eu adoro essas meninas. Isa sacode a mão de Maria, abaixa o queixo e diz em voz baixa: —Tudo bem Nik. Vou embora. Não quero ser um incômodo. Meu coração quebra em silêncio por ela, mas vejo que o de Nik também. Ele se aproxima para um abraço e ele diz: —Você pode ficar baby, desde que você não beba. Eu amo você como o inferno, mas não quero perder minha licença de álcool por isso. Isa sorri e olha seu irmão mais velho como se ele tivesse trazido às estrelas da noite. Ele a olha da mesma maneira e de repente fica estranho com as irmãs. Tina se levanta e puxa Maria para o seu lado.


Conversando imediatamente sobre alguma roupa nova que chegou na loja. Mimi sequestra Leti para falar, fofocar e destroçar a todos. Vejo Isa olhar ao redor da mesa com os olhos arregalados. Ela se sente fora do lugar. Odeio isso. Eu faço um aceno, e quando ela se aproxima o suficiente, e a puxo para sentar ao lado de Asher e eu pergunto sobre a escola. Ash sorri como um pai orgulhoso e coloca seu braço ao redor dela. Eu me esqueci que Isa é como sua irmã. Ela era só um bebê quando ele foi morar com eles. Ele sorri para ela antes que sua expressão volte a ficar esgotada. Ela diz: — Estamos em um descanso agora. Graças a Deus. Não sei quanto mais posso suportar. E pensar que há outros três anos... Eu acho que poderia desmaiar. Sorrindo, eu digo: — Minha irmã está em seu último ano de fisioterapia e disse que vale a pena. —Ela sorri suavemente e eu digo: —Aguenta baby. Valerá a pena no final. Todos nós conversamos mais um tempo antes de Trick perguntar a sua prima em voz alta: — Então, Isa, baby você está saindo com alguém?


Ela se vira vermelha, os olhos arregalados, enquanto olha através da mesa para um Nik e Max repentinamente rígidos. Ela gagueja. —N- Não! Quero dizer, nenhum cara me pediu. Eu não faria de todo modo. Não sou seu tipo. Ela soa tão triste que eu me aproximo sobre o colo de Asher e pego a sua mão. Digo em voz alta: —Então são estúpidos porque você é linda e inteligente. Ash me olha com uma expressão suave, seus olhos repentinamente úmidos. Eu disparo um olhar através de um cenho franzindo e balanço a cabeça discretamente. Ele se dá conta. Limpa a garganta e franze o cenho de novo. Bom garoto. Max espeta: — Você precisa sair Isa? Você ainda é um bebê. Não se preocupe até eu você seja mais velha, querida. Oooh, demônios. Eu sei que ele estava tratando de ser um irmão que a apoia, mas não só a chamou de bebê na frente de seus amigos, e deu a entender que não tem que se preocupar com os encontros... Nunca.


Todas as meninas olham de boca aberta para Max. Suas expressões dizem sem dúvidas que ele enlouqueceu. De repente, uma Isa que nunca tinha visto, surge. Seus olhos se estreitam até Max e ela fala: — Não sou um maldito bebê, Max! Tenho dezenoves anos. Vou completar vinte em alguns meses... E eu tive encontros. Muitos! Eu beijei muitos caras também. Olha! Ela dá uma volta, agarra a cara de Asher com as duas mãos e puxa seu rosto aturdido até o seu. Ela o beija com entusiasmo. Ele não move nenhum músculo. Muito aturdido para raciocinar, só senta ali e aceita, e eu quero desatar de rir. Assim eu faço Está é a coisa mais divertida que eu vi na vida! Eu gosto que a minha família não seja a única com problemas de ira. Isa solta o rosto de Asher, e volta até os seus irmãos, e mostra o dedo do meio e exclama: —Vete a la mierda!16 — Antes de se colocar de pé e pisar forte até o banheiro das mulheres. Agora, eu não falo espanhol, mas soou como se dissesse a seus irmãos que fossem a merda e pela expressão de Nik e a cara de Max, diria que eu acertei em cheio. O rosto de Nik se volta com um cenho franzido enquanto murmura: 16

Vá à merda!


— Que diabos foi isso? — Ele assinala para Max e acusa. — Ele é um idiota. Leti chateada. Se volta até Max e manda: — Corrige isso! Maria diz a Max através de uma risada sem sentido de humor. —Você fez isso, Menino Maxie. Alguma vez você escutou falar em delicadeza? Pois você precisa, e muito. Não me estranha que você não tenha namorada. Max abre e fecha a boca com um peixe enorme. Ao menos tem a decência de parecer culpado. Tina se levanta, mas eu estendo a minha mão e digo: —Fica. Eu vou vê-la. — Sem esperar a resposta, me dirijo ao banheiro das mulheres na ala VIP. Logo que entro, vejo Isa sentada em uma poltrona mais triste do que deveria estar. Caio na cadeira ao dela e digo: —Isso foi um show, querida. — Ela encolhe os ombros e eu continuo. —Tenho que dizer que eu gostei quando mandou seus irmãos a merda. — Ela solta um sorriso e admito. — Mas minha parte favorita foi quando você beijou a Ash.


Isa cobre o seu rosto com as mãos e deixa rir. Eu rio com ela. Nós duas rimos tão forte que choramos. Uma vez que tenho minha risada em controle, pergunto: — O que foi isso, baby? Ela solta uma suspiro frustrado. —Estou cheia de que me tratem como uma criança. Sei que sempre vou ser o bebê da família, mas há uma hora que tem que parar. A superproteção tem que terminar. A de bebê. É muito. Eu odeio. Concordando, digo sério: — Bom, agora eles sabem. Isso é certo. Eu acho que você tem algo a dizer a Asher. — Eu rio ao me lembrar de sua expressão. — Ele está seriamente assustado. Eu imito a sua expressão com os olhos arregalados, aturdido e começamos a rir de novo. Ela diz em voz baixa: —Você o chama de Asher. Merda. Eu fiz, não? Com um pequeno sorriso, ela continua. —Ninguém o chama de Asher exceto mamãe. — Abro a boca para tratar de me explicar, mas ela me interrompe dizendo em voz baixa:


— Isso é realmente genial. — E de alguma maneira, sei que guardará o meu segredo. Coloco-me de pé, e a levo comigo e puxo-a para meu lado. Segurando a sua mão eu digo: —Me cairia muito bem uma bebida. Vamos. Saímos do banheiro e vamos ao bar. **** Alguém limpa a sua garganta e eu levanto o olhar. Nat está sorrindo atrás de Isa, segurando a sua mão em uma amostra de apoio. Isa diz toda reservada: —Lamento ter feito uma cena. Peço desculpas por quase arruinar a sua noite. — Ela vira até mim toda envergonhada. — Eu sinto Ghost. Você era o homem mais próximo a mim que não era um da família e eu queria deixar algo claro. Dando a ela um pequeno sorriso e esfregando a parte de trás do meu pescoço com falta de jeito eu digo: —Bem, eu acho que você fez huh? Isa me dá um sorriso de megawatts e vejo Nat abaixar a cabeça enquanto seu corpo se sacode com uma risada silenciosa. Nik limpa a garganta e diz:


—Está bem, querida. Sei que me esqueci de que você é uma mulher e agora... — Seu rosto se suaviza à medida que continua. —... Sei que não é mais um bebê. Max se coloca de pé e envolve Isa em um forte abraço. Eles se abraçam e falam em voz baixa por um tempo e eu sei que tudo foi resolvido quando eu os vejo rindo. Quando se sentam, pego minha Coca-Cola. Tomo um gole enquanto Max diz: — Ei Ghost, onde está Tasha esses dias? Abro a boca para falar e engolir ao mesmo tempo. Me afogo com minha bebida, tossindo e cuspindo. Algo da Coca-Cola sobe pelo meu nariz e o resto termina em cima de mim. Nat cai na gargalhada. Ela nega com a cabeça, murmurando: —Tonto. Acalmando-me, eu limpo minha garganta e digo a Max: —Já não a estou a vendo. — Não sei de onde vem, mas me parece que não posso falar em voz alta. — Na realidade, estou vendo alguém. E logo que eu falo desejo ter uma dessas bolas mágicas que os vilões usam nos filmes antigos. Sabe? Aquelas que fazem uma enorme nuvem de fumaça dando tempo ao vilão desparecer. Sim. Essas.


Nat fica tensa ao meu lado e vejo Isa sorrir. De repente sou bombardeado com perguntas. Max se inclina para frente e pergunta com incredulidade: —Vendo alguém? Igual a saindo? Confirmo e Trick diz com os olhos arregalados. —Wow. Quem é? Abro a boca para responder, mas Nik me interrompe perguntando: —Há quanto tempo está vendo essa fulana? Eu franzo o cenho a Nik, de repente quero bater nele por chamar Nat de fulana. Só eu posso chamá-la de fulana porque é minha. É uma... Diria senhora, mas... Sim, não. Vamos chamá-la de uma pessoa explosiva. Tina se vê sonhadoramente feliz quando diz: —Oh Ghost, querido, temos que conhecê-la! Mimi olha para Nat a seu lado e repete: —Sim. Nós adoraríamos conhecê-la. Lola olha de mim para Nat com cara de tristeza. Ela diz mal humorada: — Bom, isso é uma merda. —Trick dá uma cotovelada e ela modifica sua declaração anterior. —Me refiro que é genial. — E forçando um sorriso mais falso que eu já vi na minha vida.


Maria e Leti veem como se estivessem a ponto de explosão de felicidade. E de repente me sinto valente e os digo: —Sim, ela é, uh, é outra coisa. — Enquanto minha mão de baixo da mesa aperta o joelho de Nat, eu continuo. — Ela é divertida e linda como o inferno. Ela grita todo o tempo e não aceita os meus gritos. — Eu sinto a mão de Nat cobrir a minha. Seu polegar acaricia a palma da minha mão e eu sigo. — Me escuta inclusive quando estou sendo um idiota. Há algo diferente neste caso. Eu gosto. Eu quero mantê-la. Ela diz que ama. Todas as mulheres suspiram e fazem caras pegajosas enquanto colocam suas mãos sobre o peito. Todas exceto Nat e Mimi, quero dizer. Mimi sorri suavemente e Nat fica com cara de pedra. — E você? Já sabe? A ama? — Apertando o joelho de Nat, respondo: —Ela me ensinará como. Se Tina pudesse se derreter em um a poça, ela faria agora mesmo. Max parece surpreso. O mesmo ocorre com Trick e Nik. Esta bem, todos o fazem, e no geral eu me importaria uma merda com os dois, mas nem uma só merda foi solta essa noite. Se eu sair, eu os diria que a todos neste momento que ela é minha. E que eu ficarei com ela.


***** Oh. Meu. Fodido. Deus. Isso acaba de acontecer? Ash só disse a todos que estava saindo comigo e que eu o estava ensinando a amar? Desmaia baby. Isso foi absolutamente para desmaiar. Definitivamente ele me fodeu essa noite. Inclusive poderia lhe pedir para me deixar chupar seu pau. Sei que ele gosta muito disso. Sendo honesta, eu gosto tanto quanto ele. Tomo um gole da minha bebida quando Ash desliza sua mão pelo meu joelho até a minha coxa. Trato de engolir, mas vai pelo caminho errado, assim, eu cuspo e tusso. Tusso muito durante um bom minuto quando Ash me devolve meu insulto anterior. Ele ri e murmura: —Tonta. Sem soltar minha coxa de baixo da mesa, ele desliza um pouco mais para cima, olha até mim com o cenho franzido e diz: —Você fechou o meu carro? De repente com tesão e confusa, eu digo: — De que merda você está falando, cara de bunda?


Ele suspira em voz alta e todos nos olham. Por que ele está fazendo uma cena? Ele diz: — Você o bloqueou. Se roubarem o meu bebê será a sua culpa. Oh! Eu o entendo, baby! Pisco-pisco. Eu o olho e digo: — Bem, se você tivesse me ensinado como fazer em primeiro lugar, não estaria me perguntando neste momento. Ash nega com a cabeça, exalando e murmurando: — Não haverá uma próxima vez. — Então assinto. — Vamos Isa sai do camarote tratando de ocultar um sorriso. Ash se levanta e eu o sigo. Meus olhos se encontram com os de Tina, e digo: —Imbecil! Ela me lança um olhar compreensivo e se despede de mim. Correndo para alcançá-lo, eu digo: — Você poderia ter me advertido Ash. Sacode a cabeça e diz: —Preciso estar dentro de você, menina bonita. Agora.


Ele pega meu antebraço, quase me arrasta fora do clube até seu brilhante preto Impala. Uma palavra para descrever este carro. Quente, Sexo encarnado seria outra. As portas destravam e ele caminha ao redor do carro. Ele senta ao lado do passageiro, empurrando o assento para trás o máximo que pode. Ele acaricia seu colo, me olhando com os olhos entornados. Oh, eu gosto disso. O estacionamento tem uma luz tênue, mas se alguém passa pela frente do seu carro, nos veria muito claramente. Isso deixa tudo mais quente. Ele abre o cinto, desabotoa o botão superior do seu jeans, baixa ao zíper e, na continuação, mete a sua mão e se liberta. Maldição! Cada vez que eu o vejo, meu coração dispara. É um bom pau. Grosso, comprido e forte. E é todo meu Ergo a cabeça com cuidado, eu subo em seu colo. Uma vez que meus joelhos estão na posição, ele desliza suas mãos pelas minhas costas, debaixo do meu vestido para apertar a minha bunda. Ele para antes de me olhar com expressão atônica. Diz com voz rouca: — Menina bonita, por favor, me diz que não estava sentada a noite toda sem sua calcinha.


Sorrio o mais angelical que eu consigo e sua cabeça cai para trás com gemido. Meu vestido levanta ao redor do meu quadril. Ele me levanta um pouco, e se posiciona em minha entrada e antes que possa dizer uma palavra, ele me conduz para casa. Levanto as mãos para agarrar seus ombros, fechos os olhos e gemo em voz alta. Ele não move nenhum músculo. Baixo meu rosto até seu pescoço e sinto seu pulso batendo através dos meus lábios com cada beijo sensual que coloco ali. Passando a língua por todos os lados do seu pescoço, eu paro para beijar sua mandíbula. Eu respiro um cheiro forte e completamente masculino. Amadeirado e almiscarado e totalmente de molhar calcinhas. Sabendo que vou colocá-lo louco, agarro o lóbulo de sua orelha e sussurro: —Te amo, Ash. Seus braços me apertam, e ele geme forte e investe em mim, tão profundo que meus olhos se viram enquanto aperto o meu centro ao seu redor. Minha boceta chora lágrimas de felicidade. Ele levanta a sua mão e leva o meu queixo até ele. Seus beijos são molhados e sexys. Sua língua saqueia a minha boca com o mesmo ritmo que suas investidas. Minha respiração fica irregular, meu centro se aperta firmemente e eu gemo em sua boca. Ele coloca sua mão entre nós e pressiona seu polegar contra o meu clitóris, rodando em prazerosos círculos suaves. Minha cara se esquenta, meu coração acelera e suspiro repentinamente quando meu núcleo se contrai quando encontro a minha liberação. Ash resmunga em minha boca. Diz:


—Minha menina safada. Eu amo assim. Toda minha, baby. Gemo enquanto ele agarra a minha boca em um beijo possessivo que sacode minha alma. Murmura em minha boca: —Aqui vem, menina bonita. Todo seu. Suas investidas se voltam erráticas, seus braços apertam ao redor das minhas costas e ele segura forte enquanto encontra sua liberação. Eu o sinto mover dentre de mim e isso aumenta o meu clímax. Seu corpo relaxa contra o meu, sua respiração se regula e seus ombros caem. Ele se retira para observar a minha cara e diz: —Isto é meu. — Então mete a mão para apertar minha boceta empalada, e é tão quente que suspiro um pouco antes de assentir vigorosamente. De alguma maneira, não parece muito convencido, mas ele confirma levemente antes de exigir: — Lábios, baby. Inclinando meu rosto mais perto do seu, de repente me retiro e pergunto. —Por que você fez isso? Já sabe, ai dentro. A confusão se instala em seu rosto. Suspira em silêncio.


—Realmente não sei. Eu sinto como uma compulsão. Como se não pudesse detê-la. Assentindo com incredulidade, eu sussurro: —Essa é uma resposta aceitável. Ele pisca uma vez antes que apareça seu amplo novo sorriso feliz. Agarro a parte da frente de sua camisa e esfrego minha bochecha contra sua. Eu me movo um pouco para que nossos narizes se toquem e sua bochecha com a minha, suave e docemente. Eu pergunto com voz baixa: —Então eu sigo sendo a sua obsessão? Suas mãos esfregam minhas costas em movimentos longos e suaves. Deixando um pequeno beijo em meus lábios, ele responde: — A primeira e a única. Nunca deixa de ser, menina bonita. Engolindo saliva, de repente começo a suar quando eu pergunto em um sussurro: —Você está tentando com força, não? Ele se aperta contra mim e um deliberadamente lento beijo, com a boca que deixaria louca qualquer uma. Ele responde: —Sim. Eu estou. Você me faz pensar que vale a pena.


Sorrindo em sua boca eu solto. — Eu faço. Nós dois rimos ante a minha brincadeira. Um segundo passa antes dizer: —Ash? —Sim, menina? Sussurro: —Estou com a bunda dormente. Seu corpo treme contra o meu e eu me inclino para trás para vê-lo rir. Nada poderia ser melhor que isso.


CAPÍTULO VINTE E QUATRO

O RETORNO DE GHOST

Tomando um descanso de meu trabalho, me dirijo para a sala de relaxamento, caminho até o sofá e me deixo cair com um ruído abafado. Observar Nat todo o dia está me causando alguns problemas graves. Todo mundo vai saber sobre nós se eu andar o dia todo com uma ereção. E não só uma rígida, e sim uma completa, furiosa ereção. É como se o meu pau soubesse que ela está na tela e quer estar mais perto dela. Passei a maior parte da noite pensando no que está acontecendo aqui. E cheguei a uma conclusão. Nat é uma bruxa e jogou um feitiço sobre mim. Sim. Essa é a única explicação que podia me ocorrer. Por que caso contrário, por que não posso parar de pensar nela? Penso nela todo o tempo. Quando estou no trabalho. Quando estou em casa. Quando estou na academia. Quando estou na cama com ela, malditamente segurando-a. Ela está na minha cabeça, sequestrando meus pensamentos todo o tempo. E me irrita, mas quando eu a vejo, não


dou merda nenhuma sobre alguém mais a tocando, segurando ou apenas falando com ela. Um cenho franze na minha cara e meus lábios se enrugam. Eu não sou um ursinho de pelúcia. Vê? Bruxa. Fechando os meus olhos, inclino a minha cabeça para trás no sofá e Suspiro. Ontem a noite ela perguntou se eu estava tentando e eu estou. Realmente eu estou. Mas não sei para onde ir daqui. Preciso de um conselho. Meu assento se afunda e eu sinto algo frio pressionar minha mão. Ao abrir os olhos vejo Nik sentando perto de mim, me olhando com os olhos apertados. —Quem cagou no seu cereal? Abro o refrigerante que está na minha mão e dou um gole sem responder. Ele assente com a cabeça grande e lentamente antes de murmurar: —Ah. Problemas de mulheres.


Franzindo o cenho, minto. —Está muito longe, irmão. Ele se inclina de novo até mim com as sobrancelhas levantadas. —Oh sim? Eu me equivoco? Você esquece quem é que tem uma esposa grávida em sua casa. — Ele assente. — Esse olhar? Conheço esse olhar. Merda. Eu inventei esse olhar. Você me deve direitos autorais pelo uso dele. Não posso deixar de rir. Nik sabe como fazer com que eu me divirta. Cedendo, pergunto: — A primeira vez que você se deu conta de que estava apaixonado por Tina... Como você se sentiu? Ele se inclina para trás com seus braços descansando atrás de sua cabeça. Suspira através de seu sorriso e diz: —Ainda sinto homem. Ainda me afeta. — Me enfrentando, continua. — Sinto como se nada mais importasse, só ela. Como ela ela fosse o centro do meu mundo. Cada vez que a vejo, só quero tocá-la. Quero que todos saibam que ela é minha. Ela me faz feliz. Sei que nunca amarei ninguém tanto como eu a amo. Bom, talvez Tatiana e o novo bebê, mas Tina, ela sempre vai ser minha mulher. Um maldito furação. Merda.


Assim é como eu me sinto por Nat. Franzo o cenho ante aos meus pensamentos. Nik continua: —Agora, não estou dizendo que você está vendo-a ou o que seja, mas se Nat fosse minha garota... — Eu viro para olhá-lo e ele desata a rir. Através de sua risada, diz: —... Se ela fosse minha garota, sei que ela iria querer tudo. Está bem, meu interesse atingiu o seu ponto máximo agora. Ainda olhando o idiota, pergunto: —O que você quer dizer? A cara sorridente de Nik se converte em pensativa enquanto responde. —Nat não é o tipo de pessoa que faz nada pela metade. Se ela o quer, ela quer tudo. Pode ser feliz com o que está dando agora amigo, mas em algum momento no futuro, ela vai esperar que você seja um homem e morda a bala. Que bala? Confuso, pergunto: —Que bala? É a vez de Nik para me olhar. Ele diz:


—Acorda e pensa de uma puta vez. Casamento, Ghost. Ela vai querer. E isso é algo que você vai poder oferecer? Porque se não é assim, sugiro que você termine neste momento. Casamento? Foda-me. Pensamentos aleatórios fazem redemoinhos em minha cabeça. Quero estar com ela. Não quero que ninguém mais a tenha. Se colocar um anel em seu dedo, significará que ela é toda minha, e será por toda a vida. De repente, me pergunto por que a ideia de casamento me fazia sentir como se houvesse tomado um litro de tinta de chumbo. Poderia me casar com Nat. Nik interrompe meus pensamentos. Ele me diz em voz baixa: —Ela não vai querer alguém que se afaste para um lado quando as coisas ficarem difíceis. Ela vai querer um homem que vai falar com ela, conversar através de questões e ela vai querer ajudar com essas questões. — Se inclinando diz: — Te amo como um irmão, cara, mas Nat é como minha irmã, então se você quebrar o seu coração, não me deixará outra opção que quebrar seu nariz. Olho para ele e seus lábios crispados enquanto diz: — Não é que você esteja saindo com ela. Basta dizer.


Sem dizer uma palavra, eu pisco o olho, ele fica de pé e me deixa sentado no sofá com uma centena de perguntas mais do eu tinha antes de começar. A pergunta é: —Posso ser o homem que Nat precisa? **** Entro no meu apartamento depois de um longo dia de trabalho, eu tiro o salto e grito: —Querido, estou em casa! — Na forma de uma comédia dos anos 1950. Sem resposta. Meu cenho se franze. Isso é estranho. Ash está normalmente aqui me esperando depois dos turnos mais longos que tenho. Ele deve estar ainda em sua casa, o que está tudo bem porque eu preciso de um banho com urgência antes que consiga algo de doce, doce amor. Deixando cair minha bolsa sobre o balcão com um suspiro, entro no meu quarto e acendo a luz. Grito quando vejo Ash sentado na ponta da minha cama, me esperando. Seguro o meu peito, eu rio e digo:


—Baby. Uma palavra de advertência. Há coisas escorregadias em mim. Essa é melhor maneira de conseguir me dar um infarto. Seus cotovelos descansam sobre seus joelhos e mantém as mãos fechadas em punhos frente a sua boca. Ele está perdido em seus pensamentos, assim imagino que devo deixá-lo. Aproximo-me dele, beijo sua testa e o digo: — Vou tomar um banho. Tua mulher está muito fedida hoje. Enquanto me afasto dele, ele diz: —Nat volta aqui. Sem me virar, eu falo: —Um segundo, baby. Realmente eu preciso de um banho. Ele diz: —Nat. Eu vou embora. Entro no banheiro para ligar a ducha e respondo: —Está bem, eu estarei pronta em uns quinze. Só vou... Me corpo treme em estado de choque enquanto ele ruge. —Senta. Porra. Agora — grita tão forte que as veias de seu pescoço pulam.


Colocando minha mão em meu peito, sinto meu coração se acelerar através de minha palma. Sussurro: —Tudo bem. Então, vou me sentar na minha cama. Algo me diz que isso não é o momento de discutir, então eu não faço. Eu sei. Estou tão surpresa como você. A inquietude flui através de mim. Algo não está bem. Buscando seu rosto, meu coração se aperta enquanto tomo sua fria expressão. Ele diz com firmeza: — Isto... Está coisa. Não é boa e tem que parar. Não. Deus, não. Um formigamento bate na ponta do meu nariz e meus olhos ardem. Pergunto em voz baixa: —Que coisa? Ele agita um braço até mim e murmura: —Está coisa entre você e eu. Estou mudando tudo isso sobre mim mesmo por você e eu não gosto. Então, acabou. Dissemos que quando um de nós não estivesse bem com isso, nós terminaríamos e eu não estou mais bem.


Meu peito dói com cada batimento do meu acelerado coração. Meu coração está se partindo. Partindo em mil pedaços. Seu olhar está cravado no chão. Ele coloca as mãos em seu quadril e coloca-se de pé. Diz: — Eu gostei. Quero dizer, eu gosto. É só que isso não é para mim. Você precisa de outro tipo de homem. Um homem que eu nunca poderei ser. De onde vem tudo isso? Meu estômago se aperta. Levanto-me e resmungo: —Tudo o que eu preciso é de você. Ele olha os meus olhos e cospe: — Não sou sequer um homem completo, Nat. Merda! Apenas sou a metade de um. Me aproximando dele, eu o alcanço e toco o seu braço. Falo através de minhas respirações trêmulas. —Eu te ajudarei. Iremos através disso juntos, pouco a pouco. Tirando seu braço longe de mim, grita. —Você não pode me mudar! Perdendo a minha merda, grito em resposta.


—Eu não quero te mudar. Eu te amo. Ele abaixa sua cabeça derrotado. Colocando suas mãos em seus quadris e diz em voz baixa: —Eu não tenho nada para te oferecer. Lágrimas caem do meu rosto. Eu digo: —Teu amor é algo. —Eu não sei o que é amor. —sussurra, evitando meu olhar. Silêncio. Nos dois estamos de pé muito perto um do outro, mas me sinto como se o houvesse perdido. Não estou perdendo sem lutar. Eu seco minhas lágrimas que caíram e pergunto em voz baixa: — De onde vem isso, Ash? Exala em voz alta e ele anda na frente do meu armário. Não responde a minha pergunta, diz: — Quando éramos pequenos, nós pedíamos para nossas mães que verificassem em baixo da cama para ver se tinha monstros. Meus monstros não viviam debaixo da minha cama. Meus monstros... — Ele aponta para si. —... Meus monstros estavam aqui. Ainda estão. Você quer ficar com alguém assim? Alguém como Cole? Porque sou pior que


ele. Não vai acreditar a merda que está fazendo. Faria com que sua pele se arrepiasse. Ira líquida chamusca em minhas veias. Eu choro e grito: —Você não como ele! Não diga isso! Você não é como ele! Seu rosto muda para algo cruel e escuro. Ele dá dois passos até mim e envolve suas mãos ao redor da minha garganta, apertando com força. Ele corta meu ar lentamente, pouco a pouco até que não posso mais respirar completamente. E eu o estou deixando. Ele resmunga entre os dentes: — Você acha que não sou como ele? Eu matei antes. Eu faria de novo. Você não pode me mudar. A maldade cria maldade. Assim como meu pai. Levanto os braços e me sujeito a seus braços, não arranho, não brigo, só me sujeito a ele. Minha visão fica borrada enquanto a pressão se constrói em minha cara, meus ouvidos se bloqueiam. Afogo em um sussurro. — Você não é ele. — sussurro. — Eu sei o que você está fazendo. Sua cara muda para algo mais que dor. Devastação. Ele deixar cair suas mãos de minha garganta e me afundo em meus joelhos formando um monte, respirando e tossindo. Sua voz é fria quando fala sem me olhar.


—Eu vou. Tenho merda para resolver. Uma só lágrima cai pela minha bochecha. Respirando pesadamente, agarro minha garganta dolorida com mãos trêmulas. Levantando meu olhar até ele eu sussurro: — Se me deixar agora, não sei se alguma vez vou te querer de volta. Seus olhos seguram os meus por um sólido minuto. Logo se vira e sai do quarto. Começo a hiperventilar. Escuto na porta do apartamento se fechar, e sinto que é o final e faço a única coisa que posso nessa situação. Entro em colapso, minhas trêmulas mãos apenas me suportando, fecho os olhos apertados e grito meu sofrimento.

****

Alguém toca a porta do apartamento de Asher. Passaram-se quatro dias desde que ele foi. Não veio para casa. Nenhuma vez. Estou preocupada.


Não retorna as minhas chamadas nem manda uma mensagem me dizendo que está bem. Passei a noite de ontem em sua cama, esperando que ele voltasse para casa, não tive o coração para me mover ou me dizer que sai. Mas ele não veio para casa. As meninas estão tratando de averiguar o que está mal comigo, mas não posso nem sequer pensar em dizer. À noite eu chamei Nik e eu implorei para que me dissesse onde ele estava, mas ele me disse que Ash nunca disse aonde ele foi. Então agora Nik sabe. Ele disse: — Dê tempo a ele querida. Tem muito com o que lidar. Os demônios em sua cabeça às vezes são mais fortes que ele. Então agora alguém bate na sua porta e meu coração pula. Automaticamente penso no pior. Imagino que são policiais que estão de pé ali, se apoiando para dizer ao ente querido de Asher que ele não voltará para casa. Nunca. Meu estômago se torce e as lágrimas nublam minha visão. Ele pode não me amar, mas ele era o meu amado. Incapaz de estar de pé sem saber, abro a porta e olho pelo corredor. Uma mulher alta e mais velha está parada ali. Ela se vira para me enfrentar. Tenho uma boa visão de sua cara e imediatamente sei quem é. Tiro do meu rosto qualquer emoção e pergunto: —Posso ajudar?


—Desculpe. Estou procurando o meu filho. Conhece Asher Collins? Sou Grace. Meu coração acelera com nojo e minha respiração se faz pesada. A raiva torce meu estômago e eu coro. Grace. Quero pegar essa mulher na garganta. Com razão Asher lançou seu telefone contra a parede. Era sua mãe que ligava. Como se atreve em vir aqui? Está vestida como qualquer outra mãe. Esta poderia ter sido minha mãe. Vestindo calça branca de linho e uma blusa amarela clara, ela brilha como se pudesse ser a Mãe do Ano. Seu cabelo cortado curto e elegante. Iluminado e liso. Oh por deus, como as aparências enganam. Meu sangue ferve e antes que eu possa controlar, minha boca se abre e meu ódio sai. —Oh, não, mamãe. Você não tem o direito de estar aqui. Como você se atreve a vir aqui? Sua cara se vira com dor. Seus olhos... Asher tem os seus olhos. Abre a boca para falar, mas a interrompo. Eu olho diretamente em seus olhos e eu digo.


—Ele não é seu filho. Para que seja seu filho, você teria que tê-lo protegido em algum ponto dessa maligna vida. Mas você não fez. Ou vez? Sua cara se desmorona e eu tenho um torcido sentido de prazer ao saber que eu a estou machucando. Espeto: —Apesar de toda a feiura que ajudou a colocar em sua vida, ele sobreviveu. Você sabe que ajudou a colocar a feiura ali, não? — Lágrimas de raiva caem pela minha cara. Resmungo: — Você estava ali parada enquanto seu marido queimava furos nele, o cortava como um pedaço de carne, batia e quebrava seus ossos. E você não fez nada para deter isso. Deveria estar envergonhada de si mesma. Ela cobre a sua boca com sua mão, fecha os olhos e soluça silenciosamente. Eu preciso machucá-la. Quero o seu coração para quebrá-lo. Eu digo tranquilamente. — Você pode se esquecer dele... Porque ele te esqueceu há muito tempo. Eu não sou uma pessoa que odeia, mas eu odeio você e o seu marido igualmente. Se há alguma justiça neste mundo, seu pai estará cavando sua merda no inferno. Você não é sua mãe. Você não é nada. Eu sou a sua família. Eu paro para dar uma boa olhada nesta mulher. Está horrível mulher. E eu digo:


—Nunca volte aqui, Grace. — Então eu giro nos meus saltos e me dirijo de novo para dentro do apartamento. Uma vez dentro, encosto minhas costas sobre a porta, cubro meu rosto com minhas mãos e choro. Eu deslizo pela porta, choro mais forte. Soluço desde minha garganta e meu coração se quebra um pouco mais. Volte para casa, Ash.

****

Deus, o uísque tem gosto de bunda. Me arrasto enquanto tomo outro gole, realmente não tenho nem ideia de como ele bebeu esta merda quase todos os dias de sua vida adulta. Sento-me no túmulo do meu pai, olhando como se fosse me trazer algumas respostas às perguntas que não sei como fazer, me pergunto se ele pode me ver justo agora. Meu pai estava morto por minha culpa. Eu o matei sem piscar. Ele era um homem mal.


Foi alguns meses depois de eu deixar as profundezas do inferno. Peguei outra rota até a minha casa, uma mais perto da minha antiga casa. Eu acho que eu poderia dizer que tinha curiosidade em ver como estavam fazendo sem mim. Secretamente, queria que estivesse pior. Queria que papai se desse conta de que eu não era a coisa fodida em sua vida. Ele que era. Subi pela porta lateral, dando uma olhada através da janela da cozinha e congelei diante da visão de frente a mim. Estava descarregando sobre mamãe. Ele olhava como costumava fazer comigo. Era óbvio que não era a primeira vez que ele dava um golpe desde que eu havia ido. Minha raiva ferveu e incapaz de me deter, fui ao redor da casa até a porta de trás e entrei pela cozinha. Peguei uma faca de trinta centímetros, puxei o meu pai de minha mãe apenas consciente inclinei seu braço para trás antes de perfurar o centro do ventre. Empurrei a faca tão profundo como pude. Tomei mais tempo do que eu esperei, mas tive o prazer de vê-lo sufocar e suspirar por ar. Vi no momento exato em que a luz se extinguiu de seus olhos. Inseguro do que ia fazer depois, chamei Ilia. Ele me disse que se encarregaria dele e que eu fosse direto para casa.


Minha mãe tratou de me abraçar, mas eu me afastei. Eu disse que alguém estaria ali pronto para limpar e que ela não precisava tomar tais medidas. Sem nenhum sentimento, deixei a minha mãe com o corpo morto de meu pai e nunca mais olhei para trás. Ilia veio para casa mais tarde do que o normal nessa noite e veio diretamente no meu quarto. Pegou uma bolsa cheia de roupas ensanguentadas que eu tinha vestido e buscou meu rosto. Justo antes de se virar para ir, ele me disse com o seu forte sotaque. — Sua mãe apunhalou seu pai em legitima defesa. Ela é uma afortunada por estar viva, filho. — Colocando uma mão meu ombro, disse: —Você fez muito bem, Asher. Ela precisava e você a ajudou. Você é como o arcanjo Miguel. O protetor. Estou contente de que seja parte desta família. Família. Eu tenho uma dessas. Vivendo uma epifania, eu digo ao túmulo de meu pai. — Não sou como você. Preciso ir para casa. Preciso ver minha mulher. De alguma forma eu tenho que consertar a merda que eu fiz. Mas antes de fazer isso, há uma parada que preciso fazer.


CAPÍTULO VINTE E CINCO

GRACE

Bato na porta principal e centenas de memórias passam pela minha cabeça de uma vez. Passou-se muito tempo. Eu costumava passar os meus verões aqui. A porta principal se abre e uma mulher baixa e gorda pergunta: — Posso te ajudar, filho? Mais do que eu recordo, isso é certo. Segurando um copo de CocaCola, posso ver seus lindos olhos verdes saindo de algum lugar atrás deles. Seu cabelo está preso atrás de sua cabeça. Sorrindo ante o som de sua voz, eu digo: — Sim, tia Faith, pode me ajudar. Ela pisca dramaticamente e se agarra ao batente da porta para se apoiar. Ela se aproxima e sussurra: —Asher, querido. É você? Ela pisca. Uma, duas vezes, três vezes.


Então ela suspira e pula cheia de emoção, seu corpo redondo se sacode com cada salto. Grita: —Oh, doce Jesus! Oh, senhor! Eu rezei, rezei e rezei por você, querido. Ela pula em meus braços e sorrindo, a abraço fortemente. Eu perdi minha tia. Ela se inclinou um pouco para trás, colocou suas mãos em meus braços e disse: —Me deixa olhar bem para você! Primeiro ela olha o meu corpo, sua mão aperta minha bochecha e ela balança a cabeça e diz: —Oh, vá. Você é muito bonito, Ashy. Abro a boca para falar, mas tia Faith vira e entra na casa. Grita. —Me siga querido. — e eu faço. Abro minha boca para falar pela segunda vez ela e me corta de novo com um grito em direção a outro cômodo. —Jeffrey, levanta a sua bunda! Temos visita! Meda. Jeffrey ainda está vivo? Jeffrey está distraído enquanto diz: Tia Faith coloca uma mão em sua cintura e responde: —Que demônios têm que escutar quando você vê a Roda da Fortuna? Está tudo na tela, Jeff!


— O que acontece com todos esses gritos, mulher? Não posso ouvir o que está passando na Roda da Fortuna Tio Jeff franze o cenho e diz: — Eu perco todas as frases, A Roda da Fortuna não tem graça se você perde as frases. Oh, merda, mulher. Pedir para você ficar quieta é o mesmo que pedir a um gato que use o toalete. — Ele se vira até mim com um sorriso. —Não vai passar... Eu rio e observo como a sua testa franze. Ele fica me olhando por um momento antes de um pequeno sorriso sair em sua cara. Sussurra: —Eu não acredito. É o meu homenzinho Asher? Sorrindo tanto que minhas bochechas começam a doer, confirmo. O tio Jeff se aproxima e me dá um grande abraço de urso. Eu não gosto de dar muitos abraços, mas se deixasse que alguém me abraçasse seria Jeff ou Faith. Jeffrey é um afro americano que se apaixonou pela minha tia Faith quando estavam na universidade. Nunca conheci um par mais perfeito em minha vida. Faith é irmã de minha mãe e é completamente o oposto do que é a minha mãe. Mamãe é alta, Faith é baixa. Mamãe é elegante, Faith não é. Mamãe se preocupa com a aparência, a Faith... Nem tanto. Mamãe é quieta e Faith fala mais que uma sirene. Faith é feliz... Mamãe não. Mamãe disse


a Faith que estava cometendo um erro ao se casar com um homem ―de cor‖, Faith disse que se metesse com sua vida. Jeffrey me ensinou como lançar uma bola. Ensinou-me como bater com o taco e também lançar. Jeffrey foi tudo o que o meu pai deveria ter sido e eu adorava passar os verões com eles. Jamais tiveram filhos próprios, mas acolheram duas ou três crianças. Tinham muito amor para dar e eles tinham dado livremente para qualquer um que necessitava. Faith fez muito trabalho de caridade com crianças com necessidades especiais e Jeffrey treinava uma equipe de beisebol de crianças paraplégicas. Eles são, por falta de uma palavra melhor, excepcionais. Jeff por fim solta e limpa a garganta. Diz calmamente: —Como você está Ash? Nós sentamos à mesa, a mesma mesa em que eu sentava quando era criança, tudo sai. — Se você tivesse me perguntado ontem tio Jeff, eu te diria que eu estava uma merda. Mas hoje estou melhor. Eu estou melhor do que eu jamais estive. A cara de tia Faith se suaviza. Levanta suas sobrancelhas enquanto sorri. — Você tem alguém, querido?


Minha cara cai. Eu digo: —Eu não sei. Espero que sim. Eu fodi tudo. Tio Jeff diz: —Oh demônios! Nunca pensei que veria esse dia. — Ele se vira para Faith e disse: — O rapaz está apaixonado, Faith. Eu vi esse olhar muitas e muitas vezes antes. — Ele me sorri e recorda. —Recordo de um homenzinho que me disse uma vez que as mulheres eram asquerosas e que jamais teria uma mulher porque não queria pegar piolhos. Minha cabeça cai de novo e desato a rir. De verdade eu havia dito isso. Faith e Jeff riem comigo; De repente estou triste. Dói-me o peito. Eu digo aos dois: —Vocês foram os únicos bons em minha vida e lamento não vir vêlos depois que eu fui embora. Vocês... Vocês me ajudaram muitíssimo e eu acho... Acho que simplesmente queria agradecê-los. Faith desata em soluços altos e ruidosos, e por alguma razão faz com que eu queria rir. Tia Faith... É outra pessoa. Jeff me olha e coloca os olhos em branco. Eu sorrio. Ele sabe como ela é. O que Faith diz através das lágrimas faz que nós dois choremos


— Se eu soubesse... Se eu soubesse, querido. Eu teria me afastado desse lugar. Nunca teria deixando levá-lo de volta. Você estaria a salvo aqui, Ash. Eu teria te protegido com a minha vida. Ela diz com tanta convicção que eu não duvido dela, nem por um segundo. Sua cara segue devastada quando diz calmamente: — Então todos os machucados dos esportes que tinha? Na realidade eram... Eu a corto e contesto: —Sim, senhora. Nunca pratiquei muitos esportes. Papai era um caso sério de fodido. — Virando-me até Jeff, digo: —Você se lembra como ele gostava de beber? Não posso lembrar-me de nenhuma vez em que ele estivesse sóbrio. Sentamos-nos em silêncio durante um momento antes de decidir falar por que estou aqui. Pergunto: — Vocês sabem onde está minha mãe? Eu não quero chamá-la. Na realidade não quero falar com ela, mas ela tem algo que eu quero. Jeff e Faith se olham de uma maneira que faz meus olhos se apertarem. Jeff diz calmamente: —Bom, você vê, filho, Grace vive aqui... Conosco.


Minhas costas se endireitam e olho ao redor. Vejo fotos dela na parede e me pergunto por que nunca ele a fotografou. Pergunto em voz baixa: — Ela está aqui? Faith parece confusa por um momento antes dizer: —Querido, pensei que esse fosse o motivo por que está aqui. Ela foi ver você hoje. Meu cenho se franze. Por que demônios ela ia me ver? Ela sabia que eu não queria vê-la. Justo quando abro minha boca para perguntar, a porta principal se abre e a partir do corredor, uma voz familiar grita em brincadeira: —Sou só eu. Não atire Jeff! Ela entra na cozinha com um pequeno sorriso e diz: —Por que está tão triste camarada? — Então ela me vê. Seu corpo fica rígido, suas mãos vão para a sua boca e a bolsa que ela está segurando cai no chão, seu conteúdo se espalha por toda parte. Aproveito este momento de silêncio para lhe dar uma olhada. Ela se parece como minha mãe costumava ser. Mais feliz, com olhos brilhantes. Eu acho que ela devia estar mais feliz com o meu pai morto.


Eu me levanto lentamente e sabendo que com isso iria ferí-la, digo em uma forma de saudação: —Grace. Golpe direto. Seus olhos se fecham firmemente, com a cara de dor. De repente eu me pergunto por que me sinto como um pedaço de merda. Faith limpa a garganta e diz: —Vamos, Jeff. Vamos dar a eles um tempo a sós. —Ambos se colocam de pé. Faith recolhe rapidamente o conteúdo da bolsa de mamãe, e a coloca em cima do balcão. Ambos saem, deixando minha mãe e eu a sós pela primeira vez em vinte anos. Aceitando o fato de que seu filho está só alguns metros dela, seu rosto se suaviza e um pequeno sorriso aparece em seu rosto. Ela está muito bonita. Perdeu isso. Ela me diz: — Eu fui te ver, mas você não estava. — Sacode a cabeça, sorri e ela caminha. —Bom, é claro que você não estava. Você estava aqui! O que é estranho como o demônio. E sei que não quer ouvir, mas eu sou a sua mãe e vou dizer de todos os modos... Você cresceu para ser um homem lindo, baby.


Não posso deixar de olhá-la. Essa mulher é diferente da que conheci há vinte anos. A mulher que eu odiava. Quem é está mulher? Ela aplaude com suas mãos, passa pelo refrigerador e diz sobre seus ombros: —Eu perdi o almoço então nossas opções são peru com pão de centeio ou... — Ela olha mais perto antes de assentir. — peru com pão de centeio. Eu ainda não tinha nenhuma palavra, mas ela se dedica a fazer nossos sanduíches e fala sem parar. Solta uma risada. —Então, como eu disse, fui até a sua casa hoje e você não estava ali. — Ela vira para me olhar e diz: —Ashy, não é um grande bairro, baby. Você acha que é seguro morar ali? Aturdido em silêncio, só posso assentir. Eu me sinto como se tivesse dez anos de novo. Ela coloca primeiro o queijo no pão, depois a maionese, então o peru e corta as cascas, exatamente como eu ia pedir. Pela forma que se move ao redor da cozinha, nem sequer se deu conta. Diz:


—Eu acho que deveria perguntar o que o trás aqui hoje, mas podemos falar disso durante o almoço. Ela me trás meu sanduíche em prato junto com um copo de chá doce e logo trás o seu também e se senta. Dá uma mordida em seu sanduíche e me observa de perto. De repente me sentindo incômodo, dou uma mordida no meu sanduíche e seu rosto estala em um bonito sorriso. Incapaz de lutar por mais tempo, digo em voz baixa: —Você não pode fingir que nunca aconteceu, mãe. Sua cara cai um pouco, mas não pela tristeza, e sim por algo sério. Ela me diz: — Asher, passei vinte anos com esse homem, temendo por minha vida. Eu era uma pessoa diferente naquela época. Você sabia que seu pai me ameaçou? Disse-me que se eu fosse a polícia ele te mataria. — Sua cara cai ainda mais quando sussurra:

—E eu não tinha nenhuma

dúvida que ele faria, baby. Limpando a sua garganta, fala um pouco mais forte quando diz: — Eu disse que se você estivesse espancado, mas vivo, eu estaria ganhando. Eu não estava lá para você, Ash. Eu gostaria de voltar atrás e fazer o que tinha força para fazer por você. Se pudesse, haveria sido eu a terminar com tudo. Mas depois de que você se foi, me senti como se estivesse recebendo só o que merecia, então não lutei contra ele.


Enfio a metade de um bocado na boca para me deter a falar um pouco mais. Foda-se isso, vá ao ponto. Depois d que eu engulo, digo: — Eu quero o anel da vovó. Ela pisca e me olha com os olhos arregalados por um momento antes de se levantar e se afastar. Nem um minuto depois, ela volta com a caixa de veludo azul do anel. A coloca sobre a mesa na minha frente, a abre e diz: —Asher, isso foi seu desde o dia em que nasceu baby. Não há necessidade de pedir o que é seu. É por isso que eu fui te ver. Fui te levar isso hoje. Isto e algo mais. Algo que estou certa que não vai querer, mas tenho que te dar. Eu não perguntei a ela o que ela queria me dar então ela toma isso como a permissão para continuar. Diz: —Quando Robert... Quando ele morreu, não me dei conta do muito que tinha pagado por seu seguro de vida. Já que sua morte foi em legítima defesa, consegui a herança e a coloquei numa conta bancária. Você ainda era menor de idade, Asher, então tive que colocar seu nome. Não posso tocar no dinheiro. Agora você é adulto, e eu não posso acessá-lo, então você precisa tomar uma decisão logo do quer fazer com isso, baby.


Eu franzo o cenho para a mesa. Não posso acreditar nesta merda. Eu me afasto. —Sério você está fodidamente me jogando isso agora? Sério, Ma? Não posso acredito nesta maldita merda. Ela engole visivelmente antes de dizer tensamente: —Pensa no que o dinheiro poderia fazer por você. Este dinheiro sempre via ser teu se o quiser ou não. Se não quiser, doa. Pensa em uma organização beneficente contra a violência doméstica e o que poderiam fazer com este dinheiro, baby. Há pessoas aí fora que precisam de ajuda... Igual a nós precisamos e nunca a tivemos. Posso odiá-la pelo resto da minha vida e culpá-la pelo que passou, mas eu sei como era o meu pai. Se ele disse que me mataria, eu não me surpreenderia. Ela coloca os dados da conta na frente com mãos trêmulas e eu congelo. Eu olho, olho e olho a cifra antes de soltar uma risada. Minha risada se converte e vejo mamãe sorrir. Levanto o olhar e pergunto: —Está merda é verdade, Ma? Um número de sete cifras está na minha frente e tudo o que posso fazer é rir. Eu não tinha nada enquanto crescia. Alguém poderia pensar que estou grato por isso agora, mas eu não estou. Odeio esse dinheiro


mais do que odeio meu pai. É como se eu estivesse sendo compensado pelos anos de torturas que suportei. Nenhum dinheiro pode me pagar. Eu digo para a minha mãe: —Sou sete tons de fodido, e isto é o que eu consigo? Sou um cara simples, mamãe. Nem sequer tenho televisão. Vivo dentro das minhas possibilidades. Não preciso disso. Seus olhos brilham e ela pergunta: — E sua bonita ruiva? Você poderia usar um pouco disso? Minha cabeça se levanta bruscamente e ela sorri com tristeza. —Conheci a sua mulher hoje. Ela me rasgou em pedaços. Partiu pra cima de mim. Ela disse que eu não tinha o direito de ver você e que nunca mais voltasse ali— Mamãe me olha e diz, por último. — Nunca. Não posso evitar um sorriso que se propaga através de minha cara. Nat encarou minha mãe... Pagaria para ver essa merda. Só posso imaginar o que ela disse. Ela ri e diz em voz baixa: —Realmente ela te ama, Ash. Estou tão feliz que você encontrou alguém que enfrentaria qualquer um para te manter a salvo e protegido. Porque ela o faria. Ela é um a pequena bola de fogo. Eu gosto.


Minha pequena bola de fogo. Sério ela é. Talvez mamãe tenha razão. Talvez este dinheiro pudesse ajudar a Nat de alguma maneira. Poderia conservá-lo um pouco mais antes de tomar qualquer decisão final. Eu levanto, pego a caixa do anel e a coloco em meu bolso. Dobro a informação da conta e a coloco no bolso também. Sem saber para onde ir depois daqui, digo: —Tenho que voltar para casa. Eu não saí nas melhores circunstâncias. Mamãe dá dois passos mais perto de mim e pega a minha mão entre as suas. E diz com força: — Ela te perdoará baby. Ela te ama. Disse que ela era sua família. Então vai para casa, para sua... Seus olhos se abrem questionando. Respondo: — Nat. Minha Nat. Sorrindo, sussurra: — Vá para casa com tua Nat e faça o melhor. Ela me olha insegura antes de envolver seus braços ao redor de minha cintura e me aperta com força. Não estou certo de querer abraçá-


la, mas coloco um braço ao redor do seu ombro de todos os modos. Ela diz em meu peito: — As flores ajudam. Sorrindo, eu a solto. Essa mulher não é a pessoa que eu me lembro de odiar. Essa mulher é a mãe que eu escolhi esquecer. Está de volta na forma que sempre deveria ter sido e estou feliz por ela. Minha cara se volta sombria. —Foi agradável vê-la, mamãe. Ela me solta, seu rosto se torna sombrio. —Você pode vir aqui a qualquer momento. Em qualquer momento que você desejar. Estaria feliz em te ver mais frequentemente. Eu acho que não serei convidada para o casamento? Respondendo honestamente, eu falo: —Não, não será. Vejo o seu coração se partir. Seus olhos se enchem de lágrimas enquanto responde com voz trêmula. —Isso é o suficientemente justo. Não digo adeus, simplesmente eu dou meia volta e caminho pelo corredor até a porta principal. Escuto meus tios conversarem na varanda. Logo que eu dou um passo para fora, eu pergunto a Tia Faith:


— Aonde eu posso comprar lindas flores?

**** Puta merda. Estou nervoso como a merda agora mesmo. De pé em frente à porta de Nat segurando um ramalhete de flores que provavelmente ela vai atirar no lixo, já se passou cinco minutos e eu ainda não tive coragem para chamá-la. Seja um homem. Seja o tipo de homem que ela precisa. Não tenha medo. Antes que eu pudesse me deter, bato. Forte. Um pouco forte demais. A porta se abre e ali está a minha mulher. Minha menina bonita. Ela está cansada, mas quando ela me vê, seus olhos brilham. Ela levanta a suas mãos trêmulas a boca e sussurra: — Você voltou. Você está bem. Alívio se instala no meu estômago agitado. Balançando a cabeça, estendo as flores até ela. Ela olha o ramalhete extravagante e seu rosto fica furioso. Oh merda.


Ela tira as flores da minha mão e me bate com elas. Utilizando toda a força que pode reunir, ela bate sobre minha cabeça uma e outra vez. Diz com os dentes apertados: —Seu imbecil. Eu te odeio malditamente Foda-se você e suas flores! Eu a deixo fazer. Fodidamente eu mereço. Você é um imbecil! Quando termina ela joga os talos no chão aos meus pés. Abro os olhos para ver todo seu corpo tremer de raiva. Seus lábios tremem, seus olhos são frios e ela se esquiva. — Eu fico feliz que você esteja bem, monte de merda. Agora se afaste de mim. —Então fecha a porta em minha cara. Recolhendo os pedaços de flores de meu cabelo, meus ombros caem e eu sacudo a cabeça. Isso não foi tão bem como eu esperava. Tempo para o Plano B.


CAPÍTULO VINTE E SEIS

ENGANOS

Eu me deito na cama fumegando. E tudo por causa do asno do outro lado da porta. Estou tão irritada que sinto como se minha cabeça pudesse explodir a qualquer segundo e minha raiva é como demônios que preenchem o quarto fazendo pequenos demônios bebê como Gremlins. Seu eu ficar com eles teria que seguir algumas regras Não expor os bebês Demônios na luz. Não permitir que os bebês Demônios se molhem. E o mais importante, não alimentar os bebês Demônios depois da meia noite, não importa quanto eles rugem. Se meus bebês de demônios se parecem algo com esses personagens estou fodida. Não haveria nenhum modo que eu alguma vez dissesse não a aquela pequena cara doce. De que diabos está falando? Ugh. Não tenho ideia.


Estou tão cansada, que eu tenho tido problemas para dormir sabendo que Ash está ao lado, assim ele se converteu em obsessão. Eu tenho tantos insultos para gritar a ele. Isso é algo que posso fazer? Só tenho que ir ali e insultá-lo a intervalos aleatórios durante a noite e logo voltar para cama. É melhor que chorar, isso é o certo. Você pode acreditar nele? Vindo aqui com flores com um desculpe se eu te larguei e tentei sufocá-la para provar um ponto, em seguida, desapareci por quatro dias, mas agora estou de volta. Que burro! Eu lamentei arruinar as flores. Na realidade eram bonitas. Eram de uma variedade especial, eu deveria ter pegado e ter dado a alguém que pudesse utilizá-las como um impulso de felicidade em seu dia. Meu coração se acelera em ansiedade e as lágrimas borram os meus olhos. Ele está bem. Você o viu. Ele está bem. Sim, mas houve uma enorme chance de que ele não estivesse bem. Que ele poderia ter se tornado uma estatística. Estou tão fodidamente zangada com ele! A verdade é que estava com tanto medo, que quando o vi me senti aliviada, e recordei o fodidamente idiota que ele havia sido. Nenhuma ligação, nenhuma


mensagem, nada. Sei que eu disse a ele que o odeio, mas não é verdade. Mas estou zangada comigo mesma por continuar amando-o. Eu sempre disse que nem sempre se pode ajudar a quem se ama, e agora é um desses momentos em que realmente desejava que fosse verdade. Talvez se eu me disser o suficiente que eu odeio, se tornasse realidade. Bom plano. Revirando os olhos para mim, reconheço: —Sim, sim. Eu sei. Chupa essa. Meus olhos ficam pesados. Apoio à cabeça no travesseiro. Minha reflexão final antes de dormir é que espero que ele esteja bem. **** Meus olhos se abriram e eu sorrio. Este é um bom sonho. Eu me estico na cama e minha mão entra em contato com algo em cima do cobertor. Meus olhos se abrem e estão em choque, toco em volta na minha cama e entro em contato com mais coisas legais. Sento-me respirando com incredulidade e tapo a boca com ambas as mãos. De nenhuma maneira. Não de nenhuma fodida maneira.


Minha cama está coberta de flores. E quando digo coberta, me refiro a coberta. Nenhum só centímetro do meu edredom está exposto. Como uma manta de tulipas brancas e um monte de íris da cor lilás. A mesma variedade de flores que o ramalhete que eu joguei em Ash. Eu não me mexo mais, meus olhos fazem um passeio sobre a minha cama e rio em voz alta. Ok. Esta sim que é uma boa maneira de acordar. Balanço a cabeça com dúvidas, levanto meu cobertor e fico de pé só para encontrar o chão com mais flores. Olho para baixo e o chão está coberto de flores inteiras. Isto é real? Eu rio de mim mesma, eu tenho que admitir. Despertou o meu interesse. Apostaria um bom dinheiro que Ash sabia que minha curiosidade ia tirar o melhor de mim. Quantas flores comprou este imbecil? Dou um passo por meu tapete de flores e sigo pelo corredor rindo todo o caminho. Quando chego à minha sala de estar e na cozinha suspiro, dou um passo para trás em estado de choque. Levanto a mão trêmula e toco o meu peito agitado tratando de não chorar. As flores estão por toda parte! Minha casa virou um país das maravilhas floral.


Tulipas brancas, vermelhas, laranjas, rosas e amarelas cobrem a cozinha, íris cor de rosa, roxa e branca fazem um jardim na minha sala. O chão está coberto de todos os tipos de flores imagináveis. Rosa cor pêssego, rosa e vermelha. Gérbera branca, laranja e amarelas. Cravos com pintas rosadas, amarelas e brancas. Margaridas, girassóis, orquídeas, jacintos, lírios princesas, violetas e flores de ipê. Isto são só alguns nomes. Estão por todas as partes sobrecarregando minha visão e olfato As lágrimas embaçam minha visão enquanto entro na cozinha. Uma só tulipa branca está no vaso com haste longa. Há um bilhete junto. Eu tiro e leio. Tulipas brancas simbolizam o perdão. Me perdoa, menina bonita. Minhas emoções são um caos neste momento. Não sei o que fazer. Deixo o bilhete e abro a despensa para pegar uma caixa de cereal. Pego uma tigela, uma colher e leite, eu coloco tudo sobre o balcão. Abro a caixa de cereal par começar a... E começo a rir. Tulipas brancas enchem a tigela. Espirituoso, o idiota. Muito espirituoso. Quem diria que Ash seria bom fazendo travessuras?


Não estou cega. Vejo o esforço que ele fez. Ele deve ter estado aqui a noite toda para fazer isso, silencioso como um rato. Sorrio ao pensar nele correndo com meias, jogando flores. Deve estar esgotado. Que se foda. A lembrança da angústia que ele me causou me enche de novo. Sim. Que se foda. Inclino minha tigela de tulipas em cima do balcão junto com as suas amigas, as outras flores e vou para o sofá. Uma só haste de lírio lilás se encontra no vaso idêntico ao da tulipa branca. Há um bilhete junto a esse também. Eu o abro e leio. Lírio lilás simboliza o primeiro amor. Ainda me ama, baby? Eu amo. Realmente eu amo. Mas estou fodida e também zangada como o inferno. Este cabeça de merda. Ele merece o tratamento de silêncio durante ao menos um mês. Talvez dois. Dependendo de quão generosa eu me sinta. Deixo cair o bilhete sobre a mesa e descanso minha cabeça no sofá quando escuto uma batida na porta principal. Meu estômago se retorce. O que acontece se for ele?


Arrastando-me até a porta, eu me coloco de lado me escondendo dele como a covarde que eu sou e pergunto: —Quem é? Uma profunda voz masculina diz: —Entrega senhora. Meus olhos fecham céticos e pergunto: —De onde? O homem responde de imediato. —Não sei senhora. Eu sou só o entregador. Você quer que eu devolva ao remetente? Meus pais deveriam ter me batizado como Cat17 porque estou tão curiosa de quem é este pacote. A curiosidade é uma coisa de merda às vezes. Abro a porta uma polegada e olho o senhor mais velho. Olho o pacote embrulhado com papel marrom em sua mão e aceno até o dispositivo de assinatura eletrônica. Ele me dá através da pequena fenda e eu assino. Trocamos os itens e fecho a porta.

17

Gata: devido Nat ser muito curiosa, pois os gatos são curiosos. Refere-se a frase “a curiosidade matou um gato.”


O item é do tamanho de um caderno e não mais grosso que um. Estou tão nervosa sobre o que poderia ser, eu deixo e decido me preparar para o trabalho. Depois do banho, eu aplico um pouco de maquiagem. Me visto com calças de cintura alta de linho branca, blusa branca de manga comprida Eu desabotoo para revelar uma boa quantidade do meu peito, uma grossa fivela preta que fica justo debaixo dos meus peitos. No sei o que fazer com os cabelos, eu prendo no alto em um coque. Quando alguém bate na porta pela segunda vez, estou tão imersa me preparando para o trabalho que inclusive nem vejo quem é antes de abrir a porta. E ali está ele. Quente como um inferno com uma calça preta, uma camisa branca enrolada na altura dos cotovelos, e seus braços ficam deliciosamente, um cinto comum com uma fivela de prata brilhante, sapatos pretos brilhantes. Eu fico estupefata. Nunca tinha visto Asher vestido assim antes, e de repente minha calcinha fica molhada. Merda ele está vestido com classe. Ele troca o peso de um pé para outro, ele está nervoso como o inferno. Não quero que ele saiba que eu me sinto da mesma forma, assim eu faço o que sei melhor fazer.


Ser uma puta. Eu falo. —Posso te ajudar em alguma coisa Ghost? Ele não responde a minha pergunta, ele muda a pergunta: — Você gostou das flores, baby? Eu fecho os olhos para não chorar, e eu me viro de costas respondendo com um movimento de mão cruzando pelo meu florido apartamento. —Quem não gostaria? Ele entra no meu apartamento e diz: —Você viu os bilhetes? Eu respondo com um simples gesto de cabeça. Ele assente e solenemente diz: —Eu tenho que te contar uma história. Não dessa vez. Sacudindo a cabeça eu digo em voz alta: —Não. Eu não quero outra história. Só quero seguir em frente. Ele caminha para mais perto de mim e diz:


—Se você não gostar dessa história baby, eu vou te deixar sozinha e nunca mais vou te incomodar de novo. Então meu coração se quebra com essa declaração, realmente quero escutar o que ele tem para dizer. E espero desesperadamente que me agrade. Aceno com a minha cabeça com um só movimento para que ele continue. Ele vai até o balcão da cozinha e começa: — Um dia eu conheci essa mulher. — Jogando as flores sobre o balcão, ele me olha e pergunta: — Você conhece a primeira parte da história, assim eu vou pular a merda e chegar ao o que você tem que escutar, tudo bem? De repente ele está nervoso, eu me abraço esfregando minhas mãos para cima e para baixo em meus braços. Aceno com a cabeça mais uma vez, e ele continua. —Esta mulher era minha obsessão. Não sei como isso aconteceu. Ela estava em minha mente o tempo todo. Pouco depois de concordarmos a sermos parceiros de cama, pensei que eu teria tudo. A liberdade e a mulher de uma vez. Algum tempo depois de começarmos a foder, eu me dei conta de que apesar de sentir que tinha tudo, me faltava algo. Comecei a abrigar em meu interior sentimentos profundos e eu entrei em pânico. Encontrei-me com um medo tão forte que fiz algo estúpido e coloquei minhas mãos nesta menina, com a esperança que ela se afastasse de mim. E o plano não funcionou.


Ele alcança a tulipa branca no vaso, e a leva até mim colocando na minha mão. Ele usa a outra mão para envolver meus dedos ao redor dos dele e continua: —Então eu me vou por um tempo para encontrar a mim mesmo. E foi uma fodida merda o que eu fiz; mas pela primeira vez em minha vida estava confuso sobre o que eu sentia por uma mulher. Tratei de sabotar nossa relação, mas eu fodia comigo mesmo, ela é mais forte do que eu pensava. Não iria fugir de mim. Inclusive quando eu fui um monstro. Ash entrou na sala de estar para recolher a haste solitária de lírio lilás. Ele retorna para mim, me entrega o lírio lilás rindo baixo. — Sabe, eu acho que soube por algum tempo que eu amo essa mulher. —Dou um grito apagado, mas ele não me faz caso. — Eu nunca senti algo assim antes, e tenho medo de tirar essa merda de mim. Você vê menina bonita? Eu faria qualquer coisa por essa mulher. Qualquer coisa. Se ela me pedisse que comprasse um diamante, eu faria. Se ela me pedisse que fosse um homem melhor, eu gostaria de tentar com tudo o que eu sou. Se ela me pedisse que deixasse de ver tudo de negativo em minha vida, eu gostaria de lembrar que ela é o meu positivo. Ele fala enquanto caminha até mim. —Sempre pensei que fosse eu. Que eu era o problema quando se tratava de encontrar mulheres, mas não era. Eram elas. Pegando ambas as flores de minha mão, diz em voz baixa:


—Você vê baby? Elas não eram você. Meus lábios estremecem e eu fecho os olhos para deter as lágrimas caindo. Sussurra: —Espere aqui. Tenho algo mais para você. Eu ouço o se afastar de mim, pelo corredor e dentro do meu apartamento. Caminha de volta para mim e coloca algo em minhas mãos. Abro os olhos molhados e olho para baixo ao grande e lindo lírio Casablanca que se assenta em minhas palmas. E ele diz: —Isto significa uma celebração. Sussurro em voz rouca: —O que estamos celebrando? Meu coração dá um pulo e quase eu caio em estado de choque quando ele ajoelha diante de mim. Ele coloca a mão no bolso e tira uma caixa de anel de veludo azul. Eu tapo a boca e começo a chorar. Ele abre a caixa e o mais bonito anel de diamantes e esmeralda de ouro branco antigo está ali. Com um sorriso, anuncia: —Nós vamos nos casar, baby.


**** Oito horas depois...

—Aceita essa atrevida dama... — Elvis lê o pedaço de papel em sua mão antes de continuar. — Natalie Kovac, para ser sua legítima esposa, meu homem? Ash ri antes de me olhar nos olhos e sorrir com um novo sorriso feliz. —Inferno, sim. Elvis se dirige a mim e pergunta: —E você, atrevida dama, aceita esse desordeiro gato. — Revisa o papel de novo antes de continuar — Asher Collins, para ser o seu principal homem e marido? Sorrindo como uma tonta que sou seguro meu buquê de flores de plástico de quinze dólares, que caem no lugar e quase grito: —Sim! Elvis sorri e murmura: —Bom, está bem. Pelo poder que me confere o estado de Nevada, agora eu os declaro marido e mulher. Agora pode beijar sua...


Mas eu não espero que ele termine, eu corro e salto nos braços de Asher e eu o beijo duro, gemendo todo o tempo. Eu estou num grande dia, o que é quase incrível porque esta manhã eu me encontrava em meu pior dia. Hoje é o melhor dia de minha vida. Ash me segura com um braço ao redor da minha bunda e segura a parte superior da minha cabeça com o outro, enfiando os seus dedos no meu cabelo enquanto eu envolvo minhas pernas ao redor dele. Nosso beijo é profundo, carnaval e sexy como todos. Eu amo beijar o meu marido! Oh, Meu Deus... Meu marido. Não posso acreditar que nos casamos. Isto é incrível! Ash tira os lábios dos meus antes de murmurar contra eles: —Eu te amo, menina bonita. Sorrindo contra ele, sussurro: —Oh Deus, não acredito que alguma vez fiquei doente por ouvir isso. Também te amo, Ash. Elvis nos interrompe com: —Ouçam, guardem isso para o hotel. Ash nunca afasta os seus lábios dos meus quando ele me carrega e diz a uma completa representação de Elvis.


—Muito obrigado. Ele me tira da capela Love N WED até o nosso carro de aluguel. Ele me senta no capô e dá um passo entre minhas pernas abertas. Sorrindo para mim, diz: —Eu te prometo, um dia te darei um grande casamento com toda a merda brilhante que as mulheres gostam, eu juro, mas agora mesmo, estou tão feliz como uma criança numa loja de doces. Alcanço suas mãos nas minhas e pergunto: —Você acha que tomamos a decisão correta? Ao fazer isso, aqui de todos os lugares possíveis? Ash acena sem dúvida. —Sim. Eu acho. Eu não preciso de ninguém que aprove o que eu sinto por você. Só preciso e espero que tudo o que você precise seja a mim também. Repentinamente triste, sussurro: —Provavelmente não posso ter filhos, Ash. Ele sorri timidamente e diz: —Você quer filhos, baby?


Olhando até ele, confirmo com a cabeça. Ele aproxima seu rosto até o meu, beija meus lábios suavemente e diz: —Então vamos ter filhos. Vamos fazer com que aconteça de alguma maneira. Eu te prometo. Depois de um segundo, ele franze o cenho e diz: —Porém eu não sei que tipo de pai eu serei. Segurando o seu rosto em minhas mãos, eu falo com tal fé e convicção. —Se você deixar de pensar em que tipo vai ser, então você vai ser um grande pai — sussurro — você não é em nada como ele. Engolindo a saliva, assente com a cabeça e sussurra de novo. —Não sou nada como ele. Ele aperta minha bochecha e dirige seu polegar sobre a linha da minha mandíbula. Diz: —Vou fazer todo o possível para ser o homem que te merece. Sei que fizemos nossos votos ali, mas devo dizer que não há nada que não vá fazer para te fazer feliz. Só diga uma palavra e eu farei menina. Eu me ocuparei de você e te amarei para sempre.


O alcançando, eu o puxo para baixo para outro beijo lento. Trato de mostrar através desse beijo que eu sinto o mesmo, mas eu o respaldo com palavras de todos os modos. —Eu nunca poderia amar alguém tanto como amo você. Serei tudo o que merece em uma esposa. Eu prometo. Vou gritar com você quando tomar leite direto da caixa. Eu te baterei na parte de trás da cabeça quando olhar você olhando para outras mulheres. Vou beijar quando precise de um pouco de amor. Inclusive chutarei a sua bunda quando precise que eu chute. — Sorrindo, sigo. — Vê? A esposa perfeita. Rindo ele diz: —Perfeita não, você é a única que eu quero. E agora que eu a tenho... Você mencionou amar em algum lugar em... Eu o interrompo com outro beijo, e eu digo: —Me leve para o quarto em quinze minutos ou menos e... — Movendo a minha cabeça assim estamos bochecha com bochecha, mordisco sua orelha e sussurro —... Vou implorar para chupar seu pau, baby. Ele olha até mim com olhos entreabertos e diz: —Entra no maldito carro, mulher. E coloca o cinto de segurança.


Não passa nem dez segundos e ele já está no assento do motorista. Eu levanto do capô e caminho rindo até o lado do passageiro. Nego com a cabeça sem deixar de sorrir. —Tão homem. Meu homem. Meu coração. Meu marido.


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