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Arte na Tela

José Francisco Alves

Fachada do Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS.

TADE, Nascimento afirmou que as sementes dessa política surgiram “no Rio Grande do Sul, no Fórum Estadual de Museus, em 2002, quando profissionais da área museo­lógica reuniram-se para discutir e preparar um documento que foi entregue para candidatos a presidente e governador. Como não existia na época o Fórum Nacional, o trabalho ganhou esta reper­ cussão”. Talvez tenha ali ocorrido até por causa da tradição cultural desse Estado, o segundo da federação em número de museus: 360. O presidente do Ibram ponde34

| BOA VONTADE

ra sobre o caminho de sete anos percorrido desde o lançamento da ideia no Sul: “Menos rápido do que gostaria, mas no tempo certo de amadurecimento do setor, de acordo com as condições que havia na época”. O Ibram será responsável por gerenciar a política pública para a área museológica, trabalhando pelo aumento de visitação e arrecadação dos museus e pelo fomento de políticas de aquisição e preservação de acervos, de programas de capacitação e de legislação, integrando as ações entre os museus brasileiros.

Esse modelo de gestão está sendo copiado por outras nações, a exemplo da Espanha, da Colômbia, do Chile e da Argentina. A troca de experiências com esses países é gratificante e enriquece a nós, brasileiros; basta olhar a quantidade de editais e projetos em curso. Nessa marcha, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus relembra apoios importantes, como o do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, que acreditou no projeto e em sua continuidade, e do atual ministro, Juca Ferreira. Para Nascimento, “o Ibram é o filho caçula do Ministério e, como em toda família, o mais novo é sempre o mais cuidado, o que ajuda bastante. O governo enxerga a política de museus como estratégica. Esse legado deixaremos para as futuras gerações”. Segundo ele, a estruturação do novo órgão, do ponto de vista administrativo, é mais do que justificada. “Saímos de dentro do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] com a tarefa de articular a Política Nacional de Museus e o Sistema Brasileiro de Museus como um todo: os 2.650 museus que possui o país e um milhão de itens a serem preservados. É uma área que gera empregos, turismo, desenvolvimento, educação.” Além disso, garante, a equipe é formada por profissionais de vários ramos da cultura, o que dá consistência e experiência para enfrentar a empreitada. Ele explica: “É um time, cada um na sua posição, cumprindo o papel, buscando resultado. Todo mundo está imbuído, remando para o mesmo lado.

Revista Boa Vontade - Sérgio Britto  

Aos 86 anos, o consagrado ator, roteirista e diretor diz que teatro é para a vida toda e não esconde a satisfação de poder inovar no palco.

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