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As pessoas fazem a biblioteca na Ilha de Moçambique

Resultados e Recomendações


As pessoas fazem a biblioteca na Ilha de Moçambique | Resultados e Recomendações

Conteúdo Conteúdo ..................................................................................................................................2 1.Enquadramento .....................................................................................................................3 2.Processos participativos ........................................................................................................5 3.Formação não-formal...........................................................................................................20 4.Campanha de Comunicação ...............................................................................................22 5.Recomendações ..................................................................................................................35 6.Divulgação de resultados e encerramento ...........................................................................41 Anexo I – Ideias e sugestões recolhidas através dos folhetos ................................................43 Anexo II – Projeto “As pessoas fazem a biblioteca na Ilha de Moçambique”..........................52

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1. Enquadramento No âmbito da prorrogação da Fase II e preparação da Fase III do projeto “Cluster de Cooperação Portuguesa da Ilha de Moçambique”, a UCCLA convidou a Direção Municipal de Cultura, da Câmara Municipal de Lisboa, para participar num projeto de colaboração visando “Consolidar a intervenção e a componente participativa global das bibliotecas públicas generalistas – Biblioteca Municipal da Ilha de Moçambique e Biblioteca Distrital da Ilha de Moçambique - como polos culturais e de conhecimento local.”

Como resposta a este convite, e em colaboração com a UCCLA, a Direção Municipal de Cultura | Divisão da Rede de Bibliotecas (DRB), da Câmara Municipal de Lisboa (CML), propôs a implementação de um projeto, assente em processos participativos, com a designação “As pessoas fazem a biblioteca na Ilha de Moçambique”. O nome da campanha “As pessoas fazem a biblioteca na Ilha de Moçambique” retoma e declina, para a Ilha de Moçambique, a campanha “As pessoas fazem a biblioteca” desenvolvida pela Divisão da Rede de Bibliotecas na Rede de Bibliotecas de Lisboa. Esta campanha assenta na premissa de que as Bibliotecas da Ilha de Moçambique devem responder às dinâmicas da comunidade onde estão inseridas, sendo que, para tal, deverão não só manter um diálogo continuado com a comunidade, como também fazer parte integrante, e reconhecida, dessa comunidade.

Neste contexto, considerou-se que o levantamento de ideias para tornar as Bibliotecas mais relevantes deveria assentar, sem se esgotar, na auscultação da comunidade da Ilha de Moçambique, através da metodologia participativa de Focus Group. O recurso à metodologia de processos participativos teve como principal objetivo dar enfoque às práticas de participação cidadã. Alicerçada em princípios-base da Democracia, fundamentais para a captação de interesses e informações por vezes não identificados, esta metodologia permite ampliar a visão acerca da realidade, quer na definição de prioridades, quer no planeamento e dinamização das Bibliotecas, gerando um sentimento de identidade e de pertença à comunidade. Setembro 2019

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. Paralelamente, foi promovida a visibilidade e ligação afetiva às Bibliotecas através de uma ação de comunicação apoiada em materiais de forte impacto visual e apelo emocional. No terreno, esta campanha foi sempre acompanhada por elementos designados por ambas as Bibliotecas que, desse modo, beneficiaram de uma formação de caráter não-formal, com o intuito de os capacitar ao nível da preparação, implementação e avaliação de processos participativos de âmbito cultural, assim como no que diz respeito à elaboração e apresentação de documentos de planificação e normativos. Gostariamos de deixar aqui o nosso sincero agradecimento a toda a comunidade da Ilha de Moçambique pela gentileza e total disponibilidade demonstrados ao longo destes 15 dias de trabalho conjunto. Obrigado!

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2. Processos participativos Em termos metodológicos, os processos participativos estiveram no cerne deste projeto. Quer através da auscultação da população local (cartazes, folhetos e entrevistas espontâneas), quer através da auscultação em Grupos Focais de alguns dos setores mais relevantes da comunidade (crianças e jovens, educação, cultura e bibliotecas, líderes comunitários, mulheres, turismo, pescadores e universidade), partiu-se da realidade da Ilha de Moçambique, e das expetativas de quem aí mora ou trabalha, para, recorrendo à experiência do trabalho realizado pela Rede de Bibliotecas de Lisboa, se chegar a um conjunto de conclusões e recomendações de caráter prático, que possam vir a constituir um primeiro esboço do trabalho que poderá vir a ser desenvolvido nas Bibliotecas da Ilha de Moçambique, a curto, médio e longo prazo. 2.1 Folhetos Ao longo deste período foram realizadas diversas atividades de recolha de ideias e de sugestões, que permitiram identificar oportunidades de melhoria das Bibliotecas, tendo em vista a sua consolidação enquanto polos culturais e de desenvolvimento local, bem como potenciar o desenvolvimento de estratégias para suportar e justificar futuras tomadas de decisão.

Folheto de recolha de contribuições

Neste âmbito, a primeira ação iniciou-se em agosto, ainda antes do início da campanha propriamente dita, e consistiu na colocação de cartazes nas bibliotecas, solicitando ideias para as melhorar. Obtiveram-se 11 contributos, cujo tratamento foi feito juntamente com as ideias recolhidas posteriormente através de folhetos concebidos propositadamente para o efeito.

Algumas das resposta obtidas com a pré-campanha Setembro 2019

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Foram distribuídos 470 folhetos, tendo sido recolhidos 181. Ou seja, 39% dos folhetos distribuídos foram efetivamente utilizados para registar ideias, sonhos ou desenhos relacionados com as Bibliotecas Municipal e/ou Distrital. Esta adesão ultrapassou largamente a expetativa inicial, que se situava numa taxa de respostas na ordem dos 25%.

Algumas das ideias e sugestões registadas nos folhetos

Para além das sugestões recebidas através do preenchimento dos folhetos, e das que foram entregues em resposta aos cartazes colocados nas bibliotecas, anteriormente referidos, foram recebidas sugestões espontâneas por email (por intermédio do representante local da Oikos), bem como através de um ofício do CACIM. No total foram recolhidas 308 sugestões.

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Depois de analisadas, foi possível distribuir as sugestões por 7 categorias: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

Ambiente: limpeza, comportamento dentro da biblioteca, etc. Atividades: promoção da leitura, oficinas diversas, debates, etc. Coleção: aquisição de livros, jornais, etc. Conforto: mobiliário, temperatura, etc. Informática: computadores, wi-fi, etc. Serviços: fotocópias, empréstimo domiciliário, etc. Outros: sugestões fora do âmbito de ação das bibliotecas.

A categoria “Coleção” destacou-se ao incorporar 58% das sugestões.

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Considerando o número de sugestões similares, com mais de 3 ocorrências, destacam-se livros de não ficção, de diversas áreas do conhecimento, representando 29,2% das sugestões recebidas, seguidos de livros sobre Moçambique e/ou a Ilha de Moçambique, representando 11,7% das sugestões.

Conclusão A taxa de adesão ao preenchimento dos folhetos para recolha de sugestões ultrapassou as expectativas, , pelo que esta metodologia de auscultação se revelou bastante adequada. O “Anexo I – Ideias e Sugestões recolhidas junto da comunidade” apresenta duas listas: 1. Lista agrupada por número de ocorrências das 308 ideias e sugestões recolhidas durante o levantamento de ideias - ver capítulo 2.1 “Folhetos” - ordenada por ordem decrescente de número de ocorrências (Nº). 2. Lista exaustiva das 308 ideias e sugestões recolhidas durante o levantamento de ideias - ver capítulo 2.1 “Folhetos” - ordenada alfabeticamente, por categoria e ideia. Setembro 2019

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2.2 Grupos Focais A marcação das sessões de Grupos Focais ficou a cargo de diferentes pessoas e entidades, identificadas e contactadas para o efeito. À chegada à Ilha de Moçambique, a generalidade das sessões estavam marcadas segundo a agenda previamente idealizada. Apesar das sessões não abrangerem todas as entidades que gostaríamos de auscultar, não nos foi possível alargar o nº de sessões dado o tempo disponível para a concretização do projeto. As sessões decorreram numa média diária de duas por dia, sempre que possível alternando o local da sessão entre a Biblioteca Municipal e a Biblioteca Distrital, como forma de levar às bibliotecas os diferentes setores da comunidade. Importa salientar a importância da presença de elementos nos diferentes grupos que, sempre que necessário, fizeram a tradução macua/português e português/macua. Neste capítulo serão apresentadas as ideias e sugestões que surgiram em cada uma das sessões. A ordem de apresentação em cada grupo reflete apenas a ordem pela qual as ideias e sugestões surgiram durante a sessão. Estas ideias e sugestões, juntamente com as que foram recolhidas através dos folhetos, são a matéria prima utilizada para a elaboração das recomendações, complementadas com a experiência de trabalho da Rede de Bibliotecas de Lisboa. Para cada grupo, e quando identificados nas folhas de presença, são apresentados os nomes dos participantes. Em alguns casos, devido a eventual falha de interpretação da letra dos participantes, os nomes podem não estar todos corretos e, noutros casos, não foi possível transcrever o nome ou parte dele. Por este facto apresentamos as nossas desculpas. 2.2.1 Grupo de Gestão As reuniões do Grupo de Gestão decorreram ao longo de toda a campanha, com o objetivo de preparar, desenvolver e analisar as restantes reuniões. No primeiro dia de trabalho na Ilha de Moçambique deu-se a primeira reunião na Biblioteca Municipal, na qual estiveram presentes Alima Alde (Biblioteca Distrital), Fátima Salimo (Biblioteca Municipal), Faiza (Biblioteca Municipal), Assam (Chefe de Gabinete do Presidente do Conselho Municipal), Cassamo Braga (Vereador dos Serviços Sociais e Religião do Conselho Municipal), Mussagy Otaviano (Diretor do Turismo do Conselho Municipal), Felisberto Jorge (Aranha) e Mutualibo Brandão (anterior coordenador da Biblioteca Distrital e antigo funcionário da Biblioteca da Escola Secundária da Ilha de Moçambique, respetivamente), Cristina Manguele (Diretora dos Serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação do Conselho Municipal de Maputo), Alda Moreira (UCCLA), Susana Silvestre (DRB) e Paulo Silva (DRB). Nesta reunião foi apresentado o projeto e a metodologia que seria utilizada, tendo cada participante demonstrado total disponibilidade para acompanhar e apoiar segundo as suas Setembro 2019

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áreas e disponibilidades. Ficou estabelecido que Alima Alde, Fátima Salimo e Mutualibo Brandão iriam acompanhar Alda Moreira, Susana Silvestre e Paulo Silva em todas as reuniões com os grupos focais, como forma de capacitação não formal em processos participativos e como forma de estreitar relações com eventuais parceiros para atividades e projetos futuros. Para tornar as bibliotecas polos culturais e de conhecimento local foram sugeridas várias ideias para ambos os espaços.

Biblioteca Municipal e Biblioteca Distrital

Ideias e sugestões:                 

Atualização da coleção das bibliotecas Municipal e Distrital; Disponibilização de livros em árabe, porque existem muito poucos e são caros; Disponibilização de livros sobre as principais religiões da Ilha (muçulmana, católica, hindu); Envolvimento dos líderes religiosos na seleção dos livros de religião e em atividades de divulgação das diferentes religiões; Aquisição de livros de apoio às atividades económicas da Ilha; Disponibilização de livros de apoio ao estudo, para os diferentes graus de ensino; Atividades de capacitação para crianças na área da pesquisa de informação; Estreitamento da relação biblioteca - turismo para trabalho conjunto; Aproximação de todas as bibliotecas e centros de documentação da Ilha, tendo em vista o desenvolvimento de trabalho em parceria; Empoderamento dos funcionários de ambas as bibliotecas para o uso das tecnologias de informação e comunicação; Formação contínua dos funcionários de ambas as bibliotecas na área da biblioteconomia; Abertura de bibliotecas em todas as escolas para que todos os estudantes tenham acesso; Atualização da coleção das bibliotecas escolares; Ampliação do espaço da biblioteca da Escola Secundária; Abertura de uma Biblioteca em Jambesse, considerando a distância do continente para a Ilha; Diversificação das atividades, programando cada uma para horários diferentes; Criação do hastag #eufaçoabiblioteca, para divulgação da campanha nas redes sociais.

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2.2.2 Grupo da UniLúrio: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Pessoas e entidades presentes: Wilson Nicaquela (Director da Faculdade), Jóssimo Calavete (Director Adjunto Pedagógico), Nildo Diogo (responsável da Biblioteca), Cassamo Braga (Vereador dos Serviços Sociais e Assuntos Religiosos do Conselho Municipal), Cristina Manguele (Diretora dos Serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação do Conselho Municipal de Maputo), Alda Moreira (UCCLA), Susana Silvestre (DRB) e Paulo Silva (DRB), Alima Alde (Biblioteca Distrital), Fátima Salimo (Biblioteca Municipal), Mutualibo Brandão (antigo funcionário da biblioteca da Escola Secundária). Nesta reunião foram apresentados os objetivos e projetos das Faculdades sediadas na Ilha de Moçambique e a sua Biblioteca. Foram ainda discutidas ideias para tornar as bibliotecas polos culturais e de conhecimento local, assim como froram avançadas algumas pistas para possíveis parcerias entre a biblioteca universitária e/ou projetos de alunos e as bibliotecas Municipal e/ou Distrital. Esta sessão teve continuidade num outro momento, com 35 estudantes do projeto “Um estudante, uma família” e Alda Moreira (UCCLA). Para efeitos de identificação de ideias e sugestões, elencam-se de seguida, de forma indistinta, as ideias e sugestões que surgiram em ambas as sessões.

Sessão na UniLúrio e com os estudantes do projeto “ Um estudante, uma família”

Ideias e sugestões:       

É referido que a Biblioteca da Faculdade tem um memorando de entendimento com a biblioteca municipal sendo que, no tempo de duração do projeto não foi possível apurar o conteúdo do mesmo; Realização de reuniões periódicas entre os profissionais das bibliotecas Municipal, Distrital e da Faculdade, com vista à troca de experiências e conhecimentos, numa lógica de mútua apredizagem; Bibliotecas criarem um serviço informativo de práticas culturais locais (ex.lo a utilização do mussiro); Bibliotecas disponibilizarem informação dos horários e serviços prestados pelas outras bibliotecas (públicas, escolares, universitárias, etc.); A generalidade dos estudantes do projeto “Um estudante, uma família” demonstraram interesse em colaborar em atividades e projetos das bibliotecas Municipal e Distrital; Rodas de leitura para idosos, crianças e jovens, com o objetivo de promover a leitura e a sociabilização; Contadores de histórias e estórias locais e tradicionais (ex.lo Conversas à volta da fogueira contadas por idosos);

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             

Atividades criadas para idosos, pois este público não possui espaços pensados para eles; Preservação e divulgação da cultura local (tradição, artes, etc.); Capacitação contínua dos funcionários das bibliotecas, para que possam fazer um trabalho cada vez melhor; Disponibilização de acesso a computadores, internet e Wi-fi pois seria, entre outras, uma forma de aceder a informação atualizada e de promover o ensino à distância; Livros atuais e sobre temas variados, envolvendo professores na sua seleção; Atividades de divulgação e valorização do livro, incluindo biblioteca de rua, sensibilização das escolas e comunidade sobre a importância da leitura e da biblioteca, envolvendo comunidade, famílias e escolas; Promover as bibliotecas dentro das escolas primárias (ex.lo: fazer livrinhos que contam estórias para que os estudantes possam apreciar mais as bibliotecas); Mobiliário confortável e em número suficiente, luminosidade adequada e climatização (ergonomia do espaço); Criar uma biblioteca em Jambesse, de forma a garantir as mesmas oportunidades em todo o concelho; Literatura infantil, para promover a leitura desde a infância; Criar espaços onde as crianças e famílias se sintam bem; Alargar o horário também para os fins de semana; Promover a troca de livros entre as pessoas; Projeção de filmes nas bibliotecas nas noites de 6ª feira, para que crianças e idosos criem o hábito de entrar na biblioteca.

2.2.3 Grupo de líderes comunitários (secretários de bairro e líderes religiosos) Nesta reunião estiveram presentes Sabune Ali, Sumaile Jumane, Issufo Momade, Muaroibo Amade, Ricardo João, Atumane Age, Momade Salimo, Salafo Alide, Muarabo Amade, Sabumal, Jumale, Issufo Momade, BI A Issufo Mamade, Cassamo Braga (Vereador dos Serviços Sociais e Assuntos Religiosos), Cristina Manguele (Diretora dos Serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação do Conselho Municipal de Maputo), Alda Moreira (UCCLA), Susana Silvestre (DRB) e Paulo Silva (DRB), Alima Alde (Biblioteca Distrital), Fátima Salimo (Biblioteca Municipal), Mutualibo Brandão e Felisberto Jorge (antigo funcionário da biblioteca da Escola Secundária e antigo corrdenador da Biblioteca Distrital, respetivamente) A total adesão dos presentes foi reveladora da importância dada ao papel que as bibliotecas podem ocupar na comunidade. Nenhum dos presentes tinha alguma vez entrado na biblioteca Municipal ou Distrital, no entanto, foram apresentadas ideias muito claras sobre o papel que estas podem ter na comunidade, muitas delas focadas na preservação e divulgação da cultura e tradições da comunidade da Ilha. O envolvimento foi de tal forma relevante que algumas das ações de comunicação previstas no projeto foram adaptadas, com vantagem, em função de sugestões de alguns líderes, nomeadamente a afixação de cartazes apelando à participação na campanha e a distribuição de folhetos para registo de ideias para as bibliotecas.

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Sessão com os líderes comunitários

Ideias e sugestões:         

Deslocação dos funcionários das bibliotecas aos bairros, para divulgarem os serviços e as atividades; Informar e consultar os líderes religiosos, com maior regularidade, sobre as atividades das bibliotecas, para que estes possam transmitir a informação à comunidade; Realização de atividades de capacitação em Tecnologias de Informação e Comunicação; Convite a artistas locais para exporem e/ou embelezarem as bibibliotecas; Recolher, ensinar e divulgar receitas, ofícios e jogos tradicionais; Criar oficinas de costura para mães; Atividades de valorização do ensino formal, valorização da educação formal; Fomentar reuniões periódicas entre bibliotecas e diferentes setores da comunidade (como governo ou lideres), para reforçar o papel da biblioteca na comunidade; Associar a biblioteca à cultura, com atividades diferentes, para públicos diferentes, em diferentes horas.

2.2.4 Grupo dos profissionais do sector cultural, educativo e bibliotecas Esta sessão contou com a presença de Edna Klirmamos (Mediateca do BCI), Nina Cássimo (Missanga), Moira Forjaz (Artista), Abdul Faurzir (Diretor Museu da Ilha de Moçambique), Esperança Alberto (Centro Infantil da Ilha), Sara Admo (Centro Infantil da Ilha), Binaime Molde (Biblioteca Distrital), Cassamo Braga (Vereador dos Serviços Sociais e Assuntos Religiosos do Conselho Municipal); Cristina Manguele (Diretora dos Serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação do Conselho Municipal de Maputo), Alda Moreira (UCCLA), Susana Silvestre (DRB) e Paulo Silva (DRB), Alima Alde (Biblioteca Distrital), Fátima Salimo (Biblioteca Municipal), Mutualibo Brandão (antigo funcionário da biblioteca da Escola Secundária). A par das muitas ideias recolhidas, percecionámos que existem diversas entidades na Ilha a trabalhar com o objetivo de capacitar a comunidade em diveras áreas, tendo sido sugerido que uma maior articulação entre estas diferentes entidades poderia potenciar o resultado global. Setembro 2019

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Sessão com o grupo dos profissionais do setor educativo, cultural e bibliotecas

Ideias e sugestões:      

     

Tornar as bibliotecas esteticamente mais atrativas; Colaboração entre bibliotecas e projetos locais de capacitação (ex. Moira Forjaz está a desenvolver um projeto de capacitação de crianças e mães através das artes visuais e música; Escolinha da Helpo trabalha a alimentação saudável); Colaboração entre bibliotecas e escolinhas locais, com ida das crianças às bibliotecas e ida das funcionárias das bibliotecas às escolinhas; As atividades que envolvam pessoas externas deveriam prever o pagamento dessas pessoas; Atividades de capacitação de língua portuguesa, orientadas para crianças e mães; Colaboração com a mediateca do BCI, que oferece alguns recursos informáticos e atividades de sensibilização para a importância da educação, orientadas para crianças e mães (ex. exposições e sessões de cinema) e que possui um espaço de conferências que pode ser solicitado pelas bibliotecas para a realização de atividades; Colaboração com o Museu, que também possui biblioteca; Colaboração com entidades governamentais, e outras, em campanhas de sensibilização e prevenção do HIV; Atividades de sensibilização em áreas vitais como o HIV, as alterações climáticas e a higiene/saúde; Atividades de capacitação das mães para cuidar das crianças usando métodos tradicionais (ex. Aloe Vera); Envolvimento das famílias, convidando-as a contar histórias às crianças; Criação de uma “associação” que discuta estas e outras questões, e que partilhe experiências, criando uma imagem apelativa (logotipo), a colocar nos locais associados, para a comunidade saber onde se pode informar sobre determinadas questões como o HIV, a sustentabilidade ambiental ou a higiene/saúde.

2.2.5 Grupo de profissionais do setor do turismo e turistas Neste grupo estiveram presentes Nina Cássimo (Associação Pequenos Empresários Hotelaria e Turismo); Mussagy Otaviano (Director do Turismo do Conselho Municipal); Tâmara (turista); Ash (turista); Almira (empresária hotelaria), Cristina Manguele (Diretora dos Serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação do Conselho Municipal de Maputo), Alda Moreira (UCCLA), Susana Silvestre (DRB) e Paulo Silva (DRB), Alima Alde (Biblioteca Setembro 2019

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Distrital), Mutualibo Brandão (antigo funcionário da biblioteca da Escola Secundária) e Amélia (bibliotecária da Biblioteca da Escola Secundária). Nesta sessão ficou claro que existe um grande potencial no que respeita à utilização das bibliotecas para a promoção turística da Ilha, através de parcerias com os restantes atores do turismo, tendo sido apresentadas diversas ideias nesse sentido. A presença de turistas enriqueceu a reunião com uma visão externa.

Sessão com o grupo dos profissionais do setor do turismo e turistas

Ideias e sugestões:   

    

Divulgação da cultura tradicional (música, dança, estórias tradicionais, etc.) com mostras, oficinas abertas e outras atividades, como forma de contribuir para uma melhor experiência dos turístas na Ilha; Atividades ligadas ao futebol, como forma de atrair jovens e adultos; Recolha de histórias locais, com enfoque nas vivências pessoais. Foi referido, a título de exemplo, que uma artista residente na Ilha fez uma exposição de fotos de pessoas da comunidade acompanhadas de biografia, sendo esta exposição, talvez, a primeira a que a comunidade fez questão de assistir; Como forma de inspiração para eventuais projetos ou atividades, foi sugerida a visualização de documentários de recolha de histórias e vivências pessoais, tais como o documentário “Humans” ou o projeto “Humans of New York”; Colaboração entre as bibliotecas e o Centro de Estudos e Documentação da Ilha de Moçambique (ex. bibliotecas fazerem exposições temporárias de documentos únicos do CEDIM); Realização de visitas guiadas grátis, a partir da biblioteca, onde os turistas seriam convidados a contribuir com livros ou com donativos para a compra de livros; Atividade de limpeza de praias, a partir da biblioteca e enquadrada em campanhas de sensibilização ambiental, onde a recolha seria conduzida por crianças da ilha; Disponibilização de informação turística nas bibliotecas, nomeadamente um mapa da Ilha na parede, com informação dos pontos de interesse.

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2.2.6 Grupo de mulheres Neste grupo estiveram presentes mulheres representantes de diversos setores da comunidade: Caripa Abdala (Areal), Maria Jama (Esteu), Mahazuma Chale (Maragonha), Agira Comiga (Líder), Muakhomo Momade (Líder), Atomane Ag (Líder), Mara Semoila (Líder), Ramadane Sualem (Quraine), Cristina Manguele (Diretora dos Serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação do Conselho Municipal de Maputo), Alda Moreira (UCCLA), Susana Silvestre (DRB) e Paulo Silva (DRB), Alima Alde (Biblioteca Distrital), Fátima Salimo (Biblioteca Municipal), Mutualibo Brandão e Felizberto Jorge (antigo funcionário da biblioteca da Escola Secundária e da Biblioteca Distrital, respetivamente), Amélia (Bbibliotecária da Biblioteca da Escola Secundária). Este grupo demonstrou uma grande preocupação com a educação das crianças, assim como com a perpetuação das tradições, tais como o Tufo, tendo identificado as bibliotecas como lugares previligiados para apoiar o desenvolvimento intelectual das crianças e a preservação e divulgação das práticas culturais da Ilha.

Sessão com o grupo de mulheres

Ideias e sugestões:        

Atividades em torno de ofícios, como bordados e costura; atividades domésticas, como cozinhar, limpeza, etc. para jovens e mães; Criação de um serviço de creche gratuito para crianças; Atividades de sensibilização para as artes; Recolha, preservação, ensino e divulgação da cultura tradicional, pois estas artes começam a descaraterizar-se (ex. danças Tufo, Mahulide, Mapico); Oficinas para o ensino da cultura tradicional dirigidas às crianças e jovens, dinamizadas pelos membros mais velhos da comunidade, incluindo contadores de estórias; Divulgação da cultura do uso das capulanas junto das camadas jovens, por exemplo a tradição das três capulanas; Expansão do espaço físico das bibliotecas para poderem acomodar mais atividades; Atividades que envolvam as crianças e suas famílias para que estas comecem a valorizar as bibliotecas.

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2.2.7 Grupo de pescadores Neste grupo estiveram presentes Noro Ambassi Hassam (dirigente da CCP) com cerca de 50 pescadores, Cristina Manguele (Diretora dos Serviços de Biblioteca, Arquivo e Documentação do Conselho Municipal de Maputo), Alda Moreira (UCCLA), Susana Silvestre (DRB) e Paulo Silva (DRB), Alima Alde (Biblioteca Distrital), Fátima Salimo (Biblioteca Municipal), Mutualibo Brandão (antigo funcionário da biblioteca da Escola Secundária) Este grupo reuniu elementos do setor da pesca, tendo-se realizado no local onde os pescadores trabalham quando não estão no mar. Mais uma vez, a preservação da tradição, no caso as tradições ligadas à pesca, foi uma das ideias mais discutidas. Durante a sessão foi também provocada a discussão em torno da sustentabilidade ambiental, tendo sido lançado aos pescadores o desafio de produzirem valor através dos resíduos existentes no mar: produzir barcos de material reciclado. O desafio foi aceite e dele resultaram dois barcos de lata, atualmente expostos na Biblioteca Distrital.

Sessão com o grupo de pescadores

Ideias e sugestões:    

Oficinas dirigidas aos jovens, dinamizadas por mestres, sobre ofícios que se estão a perder, tais como de carpintaria, alfaiataria ou construção de casas tradicionais; Recolha e divulgação das artes ligadas à pesca (exemplo: reproduções em miniatura dos artefactos da pesca, como barcos, redes, etc. expostos na biblioteca); Reprodução de miniaturas de barcos, feitas de material reciclado, expostas nas bibliotecas e, eventualmente, vendidas a turistas como recordação e sensibilização para a a principal fonte de rendimento da Ilha; Realização de atividades ligadas ao futebol, como forma de envolver públicos tradicionalmente afastados das bibliotecas (exemplo: festa do futebol aquando dos grandes campeonatos).

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2.2.8 Grupo de crianças e jovens Para este grupo de cerca de 30 crianças e jovens optou-se por aplicar uma metodologia diferente, intitulada brainstorming (tempestade de ideias), tendo-se convidado 3 grupos (5-8, 9-12 e 13-15 anos) a escreverem e/ou desenharem, em rolos de papel, as suas ideias para cada uma das seguintes frases: “Se esta casa estivesse vazia o que punham aqui?”, “Como a punham mais bonita?” e “Quem seriam os vossos convidados?” Esta metodologia visou fomentar nas crianças o espírito crítico e a ideia de que a biblioteca é sua, é a sua casa e a casa daqueles que amam. Em simultâneo, permitiu perceber o que as crianças gostariam de ter na bilioteca, tendo surgido desenhos e frases diversas com um grande enfoque nos livros, estantes ou computadores, mas também na música e na natureza. Os 3 painéis criados foram afixados na biblioteca, participando para um ambiente mais acolhedor, alegre, criativo e gerador de ideias. Paralelamente, foi desenvolvida uma micro oficina de literacia digital com as crianças, recorrendo a um telemóvel, através do qual as crianças foram fotografadas junto à sua ideia desenhada. Cada uma editou a sua fotografia e escreveu nela o seu nome.

2.2.9 Outros grupos Para além dos grupos programados, foram ainda realizadas algumas sessões não programadas, assim como entrevistas espontâneas com residentes na Ilha, como por exemplo com o responsável da Oikos, empresários do ramo hoteleiro, jovens e crianças, Grupo Teatral da Ilha de Moçambique, coordenador do Parlamento Juvenil da Ilha de Moçambique, Presidente da ASSOPIM - Associação de Pescadores da Ilha de Moçambique, entre outros. Setembro 2019

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Destas sessões e entrevistas resultaram ideias que foram, igualmente, tidas em conta nas recomendações deste relatório. Conclusão As sessões com os grupos focais geraram um conjunto significativo de ideias e sugestões, e permitiram identificar algumas preocupações transversais a vários grupos, para as quais a biblioteca é apontada como parte da solução. Destas, destacamos a necessidade das bibliotecas terem uma coleção adaptada aos diferentes graus de ensino, a necessidade de recolher, preservar, ensinar e divulgar a cultura tradicional e a importância do envolvimento das crianças e respetivas famílias em atividades desenvolvidas na biblioteca, com maior relevância para as mães.

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3. Formação não-formal Desde o primeiro dia da campanha foram envolvidas nas diferentes ações e atividades, respeitando a disponibilidade e respetivos horários de trabalho, as funcionárias da Biblioteca Municipal, Alima Alde e da Biblioteca Distrital, Fátima Salimo. Foram também envolvidos, por desejo dos próprios, a funcionária Amélia, da Biblioteca da Escola Secundária, Mutualibo Brandão, antigo funcionário da Biblioteca da Escola Secundária e Felisberto Jorge (também conhecido por Aranha), antigo coordenador da Biblioteca Distrital. Todos os elementos foram incansáveis no apoio ao desenvolvimento da campanha no terreno e fundamentais na tradução bilingue macua para português e vice-versa. Simultâneamente, tiveram a oportunidade de participar na preparação, desenvolvimento, implementação e análise de atividades de auscultação, resultantes dos processos participativos, numa lógica de formação-ação. Foram também desenvolvidas pequenas ações de capacitação em diferentes áreas da biblioteconomia e dinamização de grupos, nomeadamente em atividades de brainstorming. A presença destes elementos na generalidade das sessões com grupos focais de diferentes setores da comunidade, permitiu-lhes ainda percecionar como envolver e estimular a participação de pessoas com interesses e preocupações distintas. Este alargamento da rede de contactos das bibliotecárias poderá ser capitalizado em futuras parcerias para novos projetos ou atividades, algumas delas incluídas no capítulo 5 “Recomendações”.

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Momentos de aprendizagem não-formal e almoço de grupo Setembro 2019

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4. Campanha de Comunicação Durante o período de realização do projeto na Ilha foi levada a cabo uma ampla ação de comunicação para a promoção e visibilidade do projeto “As pessoas fazem a biblioteca na Ilha de Moçambique”, com vista à recolha de ideias e à criação de uma ligação emocional às bibliotecas. A campanha de comunicação foi idealizada para atrair o público, gerar interesse, curiosidade e conversas sobre as bibliotecas, mesmo que em alguns casos se limitasse a suscitar a questão “O que se está a passar?” Simultaneamente, procurou-se também desenvolver sentimentos positivos e uma maior empatia para com as bibliotecas e para com o projeto. Para tal, foram desenvolvidos diversos materiais de comunicação: cartazes A3, folhetos A5, molduras para fotografia , crachás “Eu faço a biblioteca”, t-shirts amarelas para distribuir aos protagonistas que ajudaram nas dinâmicas locais e uma tela de lona para afixação na rua. Para abranger toda a comunidade, e sempre que possível, optou-se por privilegiar a comunicação bilingue, língua portuguesa/língua macua. 4.1 Ação: pré campanha Tal como referido anteriormente, a primeira ação para apelar à participação da população, intitulada “Campanha para melhorar os serviços das bibliotecas” foi desenvolvida pelos funcionários das bibliotecas Municipal e Distrital, no seguimento do desafio lançado pela UCCLA/DRB. Esta ação teve como principal objetivo atuar como um teaser da campanha, gerando curiosidade e atraindo a atenção junto das pessoas.

Imagens do cartaz da pré-campanha afixado na Biblioteca Distrital

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Cada biblioteca, Municipal e Distrital, afixou o seu cartaz. Porém, o cartaz da Biblioteca Distrital foi arrancado por desconhecidos uns dias depois. Com este primeiro apelo à participação, a Biblioteca Municipal obteve 6 respostas e a Biblioteca Distrital 5 respostas. Estas 11 respostas foram tratadas juntamente com os resultados da distribuição dos folhetos. 4.2 Ação: colocação de cartazes A3 A segunda ação de comunicação iniciou-se a 3 de setembro, aquando da chegada da equipa UCCLA/DRB à Ilha de Moçambique. Na reunião do dia 4 de setembro foram sugeridos pelos líderes comunitários e religiosos os locais estratégicos de afixação dos cartazes, considerando a relação das pessoas com os espaços que habitam. Os restantes cartazes foram colocadas nas bibliotecas e nas montras de lojas localizadas em pontos centrais e de referência para os habitantes e para os turistas.

Cartaz A3

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Alguns locais escolhidos para a colocação dos cartazes A3

Foi claramente visível que toda a ilha estava coberta por cartazes e, pelas interações espontâneas na rua, percebeu-se que a comunidade estava desperta e curiosa com a campanha. 4.3 Ação: colocação da tela de lona A colocação da tela de lona ocorreu no dia 6 de setembro, data na qual foi possível utilizar o escadote dos serviços do Conselho Municipal.

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Tela da campanha na Praça 6 de julho

Por sugestão do Conselho Municipal, a tela foi colocada na Praça 6 de julho, em zona central de bastante visibilidade. A colocação da tela gerou bastante curiosidade e interação com a comunidade, vindo reforçar a ação dos cartazes A3 anteriormente colocados.

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4.4 Ação: distribuição de folhetos de divulgação e recolha de contributos

Folheto de divulgação e recolha de contributos

À semelhança dos cartazes A3, a metodologia inicialmente pensada para a distribuição de folhetos de divulgação da campanha e a recolha de contributos foi alterada por sugestão dos líderes comunitários que participaram na sessão do dia 4 de setembro. Assim, a maioria dos folhetos foi entregue aos líderes presentes na sessão, tendo a distribuição ficado a seu cargo. Os restantes foram colocadas nas bibliotecas. A elevada percentagem de respostas – 39% dos folhetos distribuídos foram devolvidos com contributos (escritos e desenhados) - validou esta alteração de metodologia.

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A distribuição dos folhetos

Alguns dos folhetos preenchidos com ideias e sugestões

A distribuição dos folhetos foi acompanhada da oferta de um crachá “Eu faço a biblioteca”, com o intuito de criar uma identificação e relação direta entre o participante e as bibliotecas.

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Os crachás “Eu faço a Biblioteca”

4.5 Ação: distribuição de brindes Ao longo dos dias foi visível a utilização pela comunidade dos crachás “Eu faço a biblioteca”, com maior expressão nas crianças.

Pessoas com o crachá “Eu faço a biblioteca” Setembro 2019

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Nas sessões com os diferentes grupos focais foram distribuídos aos participantes blocos com frases que transmitem sentimentos positivos para com as bibliotecas: “As pessoas fazem as bibliotecas”, “Portas abertas para mentes abertas”, “Bibliotecas para todas as famílias” e “Bibliotecas que tiram ideias da prateleira”. Distribuíram-se ainda cadernos com verbos que apelam aos sentidos, marcadores de livros, lápis ou canetas, em função do stock disponível.

Exemplo de brindes distribuídos nas sessões com grupos focais e noutros momentos da campanha.

Estes brindes foram acolhidos com bastante entusiasmo, pelo que se acredita que tenham participado para uma ainda maior adesão da comunidade à campanha e para uma identificação positiva das bibliotecas . 4.6 Ação: dar a cara pelas bibliotecas A par das ações descritas, decorreu uma ação lúdica de envolvimento mais próximo das pessoas, convidando-as a dar a cara pelas bibiotecas, através da recolha de fotografias com uma moldura com a mesma frase de divulgação da campanha. Esta ação tinha como objetivo criar empatia com a campanha, convidar à participação da comunidade e, consequentemente, garantir que a comunidade fala das bibliotecas e se envolve com elas. Esta recolha decorreu durante vários dias, e em diversos locais, como na rua, nas lojas, nas escolas, na praia e em distintos locais de restauração. As fotografias tiradas foram todas publicadas no blogue da campanha.

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Exemplos de fotografias com a moldura da campanha

Esta atividade teve a total adesão da comunidade. Todas as pessoas convidadas participaram com entusiasmo tendo-se, inclusive, registado um sem número de participações espontâneas.

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4.7 Ação espontânea “Pipiliyoteka orera we” Paralelamente às ações programadas, surgiu, de forma orgânica e espontânea entre as crianças e jovens da Ilha, o mote em macua “Pipiliyoteka orera we!”, cuja tradução livre será “A biblioteca é bonita!”. Este mote foi utilizado pela comunidade ao longo de toda a campanha, funcionando como uma frase de reconhecimento e assimilação da mesma, inclusivamente pelo executivo municipal no dia da apresentação dos resultados do projeto em reunião de Conselho Municipal.

Imagem de alunas da Escola Secundária gritando a frase “Pipiliyoteka orera we!”

4.8 Ação: Blogue e presenças digitais O diário digital da campanha foi registado em blogue e teve como objetivo recolher e divulgar evidências objetivas do trabalho realizado durante o período da campanha e do envolvimento das pessoas. Neste sentido, optou-se por uma narrativa escrita, ilustrada com fotografias e vídeos, que reforçou o sentido de pertença e orgulho da comunidade para com as suas bibliotecas.

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Endereço do blogue: https://aspessoasfazemabibliotecanailhademocambique.photo.blog/ A par do blogue, a campanha foi também divulgada através da página Facebook das Bibliotecas de Lisboa:

Através da página Facebook do Munícipio da Ilha de Moçambique:

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No canal de Youtube das Bibliotecas de Lisboa:

E no site da UCCLA:

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4.9 Campanha de comunicação em números 

Nº de telas colocadas: 1

Nº de cartazes A3 afixados: 50

Nº de folhetos distribuídos: 470 (taxa de resposta de 39%)

Nº de crachás distribuídos: 400

Nº de lápis distribuídos: 140

Nº de canetas distribuídas: 100

Nº de caixas lápis de cor: 50

Nº de marcadores distribuídos: 50

Nº de blocos distribuídos: 50

Nº de cadernos capa mole distribuídos: 80

Nº de cadernos capa dura distribuídos: 40

Acessos ao blogue entre 2 e 14 de setembro: o Média visitas/dia: 29 o Média visualizações/dia: 255

Conclusão Sobre a campanha de comunicação, conclui-se que, não só cumpriu os seus objetivos, como ultrapassou as expectativas criadas, dada a elevada taxa de resposta aos folhetos distribuídos para recolha de ideias, a participação entusiasta de todos os grupos focais, o envolvimento espontâneo e o reconhecimento da comunidade no processo de auscultação realizado em prol das bibliotecas. Podemos afirmar, pelas evidências no terreno, que durante a campanha todas as pessoas da Ilha de Moçambique terão falado, ou ouvido falar, positivamente de bibliotecas.

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5. Recomendações Em resultado do trabalho realizado ao longo de mais de duas semanas com moradores, com representantes de instituições públicas e privadas, com associações e com grupos informais da Ilha de Moçambique, e tendo em vista a participar para o desígnio “consolidar a intervenção e a componente participativa global das bibliotecas públicas generalistas – Biblioteca Municipal da Ilha de Moçambique e Biblioteca Distrital da Ilha de Moçambique - como polos culturais e de conhecimento local”, apresenta-se em seguida um conjunto de recomendações que tem em conta os resultados referidos no capítulo 2 “Processos participativos”. As sugestões propostas pelos grupos focais, ou que nos tenham sido transmitidas através dos folhetos, que não são consideradas nesta lista de recomendações poderão, e deverão, ser também implementadas, em função de eventuais oportunidades políticas ou técnicas. Nessa medida, aconselhamos a consulta de todo o presente documento, que traduz as expectativas da comunidade no que respeita ao papel das bibliotecas Municipal e Distrital da Ilha de Moçambique. 1. Implementar uma rede de bibliotecas na Ilha de Moçambique com vista a rentabilizar o investimento financeiro das várias instituições e, por consequência, potenciar e diversificar os recursos disponíveis. Sugestões de implementação:  Efetuar o levantamento de todas as unidades de informação e conhecimento da Ilha (bibliotecas públicas, escolares, universitária, mediatecas e outras);  Sistematizar os públicos-alvo e caracterizar o espólio de cada uma (áreas do conhecimento mais fortes e mais fracas), respetivos horários e regras de consulta. Com base nesta informação criar um site, página de Facebook ou outro canal de comunicação, que permita disponibilizar a informação aos potenciais interessados;  Quando reunidas as necessárias condições técnicas e financeiras, implementar um catálogo coletivo de todo o espólio das diferentes unidades de informação;  Redigir um regulamento geral de utilização da rede de bibliotecas, com normas de utilização para os serviços partilhados. 2. Ampliar a oferta de bibliotecas nas escolas e no bairro Jambesse. Sugestões de implementação:  Abrir mais bibliotecas em escolas e no bairro Jambesse, com vista a garantir iguais oportunidades para todas as pessoas, em todo o concelho; 3. Criar uma associação, formal ou informal, de profissionais de biblioteca e documentação na Ilha de Moçambique, com o objetivo de se partilharem ideias, experiências e conhecimento ao nível da biblioteconomia. Setembro 2019

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Sugestões de implementação:  Identificar todos os profissionais ligados às unidades de informação;  Implementar um grupo de Whatsapp que funcione como um fórum de troca de conhecimentos e experiências;  Planificar reuniões trimestrais, definindo uma agenda construída por todos os profissionais. 4. Capacitar os funcionários das bibliotecas e documentação com formação em biblioteconomia (tratamento documental) e em competências digitais Sugestões de implementação:  Receberem formação na área da biblioteconomia, isto é, no tratamento documental dos livros (catalogação);  Obterem formação na área das Tecnologias da Informação e Comunicação para criarem um catálogo único na Rede de bibliotecas da Ilha e para realizarem oficinas de literacia digital para o público. 5. Definir uma verba anual para compra de coleção (50 livros por ano) e jogos tradicionais para cada uma das bibliotecas Municipal e Distrital Sugestões de implementação:  Numa primeira fase, deverá haver um investimento em livros sobre a História de Moçambique e sobre a Ilha de Moçambique;  Numa segunda fase, livros escolares do ensino secundário e livros de literatura infantil;  Numa terceira fase, livros de não ficção (livros técnicos de várias áreas) e de ficção (literatura, banda desenhada, literatura infantil, etc.);  Sugere-se o envolvimento de professores, líderes religiosos e artistas locais para a seleção de livros de algumas áreas temáticas;

6. Adquirir recursos tecnológicos para as bibliotecas, possibilitando o acesso de todos a diferentes recursos e fontes de informação Sugestões de implementação:  Instalar Wi-Fi;  Adquirir 3 computadores;  Adquirir impressora, fotocopiadora e digitalizador para acesso ao público;  Adquirir uma televisão e ligação por cabo, para acesso a canais de informação.

7. Melhorar o ambiente e o conforto das bibliotecas Sugestões de implementação:  Disponibilizar mobiliário ergonómico, confortável e em número suficiente;  Pintar as paredes de branco para tornar as bibliotecas mais luminosas;  Criar espaços para as crianças e famílias;  Colocar um aparelho de ar condicionado;  Ampliar o espaço físico das bibliotecas para poderem acomodar mais atividades. Setembro 2019

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8. Alargar o horário de funcionamento das bibliotecas Sugestões de implementação:  Alargar o horário de funcionamento das bibliotecas, ajustando-o aos horários das pessoas, o que contribuirá para incentivar a participação de todos nas atividades da biblioteca. 9. Implementar o serviço de empréstimo, uma vez que é a melhor forma de promoção da leitura Sugestões de implementação:  Definir qual a coleção passível de empréstimo. Numa primeira fase, a literatura;  Definir quantos livros cada leitor pode requisitar. Numa primeira fase, um livro;  Definir o número de dias de duração do empréstimo. Numa primeira fase, sete dias;  Definir a penalização caso o leitor se atrase na devolução. Numa primeira fase, impossibilidade de realizar novos empréstimo durante 1 mês;  Elaborar as folhas para registo de cada empréstimo: nome do leitor, título do livro, data de empréstimo e, quando devolvido o livro, data de devolução;  Redigir e divulgar as regras de funcionamento do serviço de empréstimo.

10. Investir na alfabetização Sugestões de implementação:  Realizar oficinas de alfabetização nas bibliotecas, ministradas pelos professores, com vista a valorizar a educação formal;  Pagar aos professores para ministrarem essas formações.

11. Realizar atividades na rua de forma contínua Sugestões de implementação:  Dinamização de atividades nos bairros pelos técnicos das bibliotecas, como Rodas de leitura, Poka Pokani, ou outras. Dessa forma, criam-se laços com a comunidade, estimulando nas pessoas a vontade de frequentar as bibliotecas;  Dinamização de atividades nos bairros que envolvam os idosos ou outros contadores de estórias da comunidade. 12. Realizar sessões de esclarecimento e de sensibilização sobre assuntos da atualidade com impacto direto na comunidade Sugestões de implementação:  Realizar tertúlias em parceria com a Direção Distrital de Saúde, Hospital, Parlamento Juvenil, entre outros, em torno de temas como a SIDA/ HIV e o planeamento familiar para os adolescentes e jovens;  Efetuar sessões de esclarecimento sobre a principal fonte de rendimento da Ilha – a pesca. Sugere-se o trabalho em parceria com a Oikos, com vista a esclarecer e sensibilizar os pescadores para o esgotamento dos recursos piscatórios; Setembro 2019

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  

Realizar oficinas dirigidas aos jovens, dinamizadas por mestres, sobre ofícios que se estão a perder, tais como carpintaria, alfaiataria ou construção de casas tradicionais; Realizar com escolas e turistas oficinas de miniaturas de barcos, feitas de material reciclado, expostas nas bibliotecas e, eventualmente, vendidas a turistas como recordação e sensibilização para a a principal fonte de rendimento da ilha; Realizar atividades ligadas ao futebol, como forma de envolver públicos tradicionalmente afastados das bibliotecas (ex. festa do futebol aquando dos grandes campeonatos).

13. Estabelecer parcerias com outras instituições locais e distritais de índole cultural, social, educativo, saúde e ambiental Sugestões de implementação:  Colaborar com o Turismo, disponibilizando um mapa da Ilha com os pontos de interesse e folhetos de divulgação turística;  Realizar juntamente com o posto de turismo visitas guiadas grátis, a partir da biblioteca, onde os turistas seriam convidados a contribuir com livros ou com donativos para a compra de livros;  Promover com ONG´s atividades de limpeza de praias, a partir da biblioteca e enquadradas em campanhas de sensibilização ambiental, onde a recolha seria conduzida por crianças da Ilha;  Colaborar com a Direção Distrital de Saúde e com Hospitais na divulgação de cartazes e informação relativa a campanhas em curso (HIV, etc.). 14. Oferecer uma programação diversificada e com horários distintos Sugestões de implementação:  Planificar atividades para diferentes públicos, com interesses e necessidades distintas;  Realizar as atividades em horários diferenciados. Por exemplo, durante a manhã com escolas, à tarde com as mamãs, ao final do dia com funcionários do setor público ou privado.

15. Incentivar a participação das mães nas atividades com crianças, Sugestões de implementação:  Realizar sessões de histórias com crianças e mães;  Projetar filmes nas bibliotecas nas noites de 6ª feira, para que crianças, familias e idosos criem o hábito de entrar na biblioteca;  Realizar oficinas sobre alimentação saudável para crianças e mães, em parceria com a Helpo;  Trabalhar em parceria com a mediateca do BCI em atividades de sensibilização para a importância da educação, orientadas a crianças e mães;  Conceber atividades de capacitação das mães para cuidarem da pele das crianças usando métodos tradicionais (ex. Aloe Vera).

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16. Realizar oficinas de manualidades para perpetuar as tradições e costumes dos antepassados Sugestões de implementação:  Realizar oficinas de bordados e costura para capacitar as mulheres e mamãs;

17. Recuperar, preservar e divulgar histórias de vida, tradições populares e património imaterial Sugestões de implementação:  Estabelecer parcerias com a universidade e com o setor do turismo com o objetivo de recolher histórias de vida;  Registar histórias, fotografias e vídeos, com vista a criar uma biblioteca digital;  Recolher, preservar e divulgar a cultura tradicional (música, dança, etc.), com mostras, oficinas abertas e outras atividades, como forma de participar para uma melhor experiência dos turístas na Ilha (ex: danças Tufo, Mahulide, Mapico);  Realizar oficinas para o ensino da cultura tradicional dirigidas às crianças e jovens e dinamizadas pelos membros mais velhos da comunidade, incluindo contadores de estórias;  Divulgar a cultura do uso das capulanas junto das camadas jovens, por ex. a tradição das três capulanas;  Expor nas bibliotecas reproduções de objetos ligados à pesca (barcos, redes, etc.), ou a outras atividades tradicionais, explicando às crianças as tradições e costumes da comunidade, valorizando-as. 18. Estabelecer parcerias com projetos internacionais de storytelling Sugestões de implementação:  Divulgar e internacionalizar as histórias das pessoas, contribuindo para a preservação das memórias da Ilha (exemplo: parceria com o projeto “Humans of New York”).

19. Realizar oficinas de capacitação em Tecnologias da Informação e Comunicação Sugestões de implementação:  Realizar atividades simples de literacia digital com crianças e idosos;  Realizar oficinas para capacitação na utilização de redes sociais.

20. Realizar exposições com caráter regular Sugestões de implementação:  Identificar crianças e jovens com talentos em diferentes artes (pintura, escutura, ilustração);  Convidar artistas locais para realizarem exposições individuais e/ou coletivas;  Colaborar com o CEDIM - Centro de Estudos e Documentação da Ilha de Moçambique (ex: exposições temporárias de documentos únicos).

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21. Dar continuidade à metodologia de processos participativos, auscultando com regularidade os grupos focais Sugestões de implementação:  Implementar um calendário de auscultação anual, com todos os setores da comunidade;  Realizar reuniões periódicas com diversos grupos da comunidade para a identificação e planeamento de atividades, serviços, etc.

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6. Divulgação de resultados e encerramento O projeto desenvolveu-se entre 3 e 13 de setembro, tendo sido desenvolvidas 8 sessões com grupos focais, recolhidos 181 folhetos com sugestões e ideias, assim como outras ações de divulgação inicialmente não planeadas, mas fundamentais para a identificação de recomendações, nomeadamente junto da Escola Secundária da Ilha de Moçambique ou do Parlamento Juvenil. Durante esse período realizaram-se ainda 2 reuniões com o Senhor Presidente do Conselho Municipal, Gulamo Mamudo, uma das quais com a presença do Senhor Diretor Municipal da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Veiga. Nesta última foi abordada a possibilidade de desenvolver futuras parcerias com outros setores da Direção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa. Foi ainda proposta, pelo Senhor Presidente, a apresentação dos resultados do projeto à população. Esta foi agendada para o dia 16 de setembro, no Paiol (antiga Rádio Local), um dia antes das comemorações dos 201 anos da elevação da Ilha a cidade.

Programa para o dia apresentação do projeto

Como nota final, importa referir que foram enviados por via marítima e com o apoio da ONG HELPO, tendo como destino a Ilha de Moçambique, diversos brindes (blocos, cadernos, lápis e canetas), material de escritório (papel, tesouras, blocos post-it, marcadores, fita-cola, etc.) e cerca de 250 livros de literatura (adulto e infantil). Esta encomenda sofreu atrasos alheios Setembro 2019

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ao projeto, pelo que a sua chegada ocorrerá após o seu encerramento. No entanto, gostaríamos que fosse garantida a distribuição equitativa dos materiais pelas bibliotecas Municipal e Distrital, e que os livros sejam utilizados para implementar a recomendação nº 9 “Implementar o serviço de empréstimo”.

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Anexo I – Ideias e sugestões recolhidas através dos folhetos Lista agrupada por número de ocorrências das 308 ideias e sugestões recolhidas durante o levantamento de ideias - ver capítulo 2.1 “Folhetos” -, ordenada por ordem decrescente de número de ocorrências (Nº). Categoria Coleção Coleção Coleção Informática Coleção Coleção Informática Atividades Atividades Serviços Conforto Atividades Coleção Serviços Serviços Conforto Serviços Serviços Serviços Serviços Coleção Coleção Conforto Conforto Atividades Coleção Atividades Atividades Atividades Ambiente Ambiente Outros Outros Serviços

Ideia ou sugestão Livros não-ficção Livros Moçambique e/ou Ilha de Moçambique Livros ensino Computadores Livros ficção (inclui BD) Livros Islâmicos Wi-fi Concursos Oficina aprendizagem e capacitação Apoio aos estudantes Mobiliário confortável Promoção leitura Dicionários Fotocopiadora Alfabetização Bebidas Biblioteca de rua Empréstimo domiciliário Espaço infantil Impressora Jogos Jornais Material escolar (lápis, borracha, afia) Ar condicionado Debates Gramática inglês Máquina de costura Palestras para desempregados e desocupados Promoção escrita Regras de utilização da biblioteca Sociabilização Agência de atribuição de vistos Agência de tradução Alargamento do horário de abertura

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Nº % 90 29,2% 36 11,7% 21 6,8% 14 4,5% 8 2,6% 8 2,6% 8 2,6% 7 2,3% 7 2,3% 6 1,9% 6 1,9% 6 1,9% 5 1,6% 4 1,3% 3 1,0% 3 1,0% 3 1,0% 3 1,0% 3 1,0% 3 1,0% 3 1,0% 3 1,0% 3 1,0% 2 0,6% 2 0,6% 2 0,6% 2 0,6% 2 0,6% 2 0,6% 2 0,6% 2 0,6% 1 0,3% 1 0,3% 1 0,3% 43 / 52


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Outros Conforto Atividades Outros Outros Outros Outros Serviços Atividades Atividades Atividades Serviços Coleção Serviços Atividades Serviços Atividades Ambiente Coleção Ambiente Conforto Atividades Serviços Atividades Atividades Serviços Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Informática Serviços Atividades Atividades Serviços

Apoio financeiro material escolar Áreas exterior e jardins Atividades para crianças Biblioteca pessoal em minha casa Centro de caridade para órfãos e idosos Centro de Feiras nacionais e internacionais (turismo) Centro de pesquisa cientifico-social Comida Consolidação da componente participativa das bibliotecas públicas Contadores de rua sobre temas como sustentabilidade e ambiente Desenhar Edição de livros de baixo custo com contos populares da ilha Enciclopédias Familiarização com o Ensino on-line Hora do conto Informação relacionada com a pesca (80% depende pesca); estado do mar, Levar a biblioteca junto dos munícipes: escolas, jardins, etc. Limpeza da biblioteca Livros reproduzidos em cartão e fotocopia de baixo custo Lugar de motivação Mais espaço Materiais desenho Mobilizar todas as escolas para a partilha do acervo educativo Peddy paper nas bibliotecas Prémios aos leitores mais dedicados Projeção filmes Promoção cultural Promoção igualdade de género Promoção respeito mútuo Jogos de perguntas inter turmas na biblioteca Recolha de contos populares da ilha Tablet Televisão Troca de ideias com a AidGlobal Venda de livros (foco turistas) Vídeo Total

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1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 308

0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3% 0,3%

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Lista exaustiva das 308 ideias e sugestões recolhidas durante o levantamento de ideias - ver - ver capítulo 2.1 “Folhetos” – ordenada alfabeticamente por categoria e ideia. Categoria Ambiente Ambiente Ambiente Ambiente Ambiente Ambiente Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades

Ideias e sugestões Limpeza da biblioteca Lugar de motivação Regras de utilização da biblioteca Regras de utilização da biblioteca Sociabilização Sociabilização Atividades para crianças Concurso crianças Concurso escrita Concurso escrita Concurso estudantes Concurso leitura Concurso leitura Concurso talentos Consolidação da componente participativa das bibliotecas públicas Contadores de rua sobre temas como sustentabilidade e ambiente Cursos de capacitação Debates Debates e tertulias Desenhar Promoção escrita Promoção escrita Promoção leitura Promoção leitura Promoção leitura Promoção leitura Promoção leitura (1ª à 12ª classes) Hora do conto Levar a biblioteca junto dos municipes: escolas, jardins, etc. Máquina de costura Máquina de costura Materiais desenho Oficina aprendizagem Oficinas bordados Oficinas bordados Oficinas capacitação TIC Oficinas dança Oficinas música Palestras para desempregados e desocupados Palestras todos os sábados

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Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Atividades Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção

Peddy paper nas bibliotecas Prémios aos leitores mais dedicados Promoção cultural Promoção igualdade de género Promoção leitura Promoção respeito mútuo Quiz-day inter turmas na biblioteca Recolha de contos populares da ilha Troca de ideias com a AidGlobal Venda de livros (foco turistas) Dicionário portugês-inglês Dicionários Dicionários Árabe-Português Dicionários línguas Enciclopédias Gramática inglês Gramática português Jogos alfabéticos para crianças Jogos de Impale Jogos WorroWorro (Ludo) Livros Livros Livros Livros Livros (José Maria Relvas; João de Deus) Livros Livros ensino profisssional Livros Alcorão Livros Alcorão Livros Alcorão Livros Alcorão em emakua Livros Alcorão em português Livros Aprendizagem inglês Livros Árabe Livros atualizados Livros atualizados Livros atualizados Livros atualizados Livros atualizados Livros ensino secundário Livros Banda Desenhada Livros Banda Desenhada Livros Banda Desenhada Livros biologia Livros biologia

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Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção Coleção

Livros biologia Livros biologia Livros biologia humana Livros ciências naturais Livros colonialismo e impacto nos moçambicanos Livros construção cívil Livros construção cívil Livros cuidados na infância Livros culinária Livros culinária Livros culinária Livros culinária Livros cultura Livros desenho Livros desporto Livros desporto internacional Dicionários Livros educação Livros educação física Livros educação moral e cívica Livros emakhuwa Livros empreededorismo Livros ensino Livros ensino Livros ensino infantil Livros ensino novo curriculum Livros ensino para todas as classes Livros ensino secundário Livros ensino secundário Livros ensino secundário Livros ensino secundário Livros ensino técnico Livros ensino todas as classes Livros ensino todas as classes Livros ensino todas as classes Livros ensino escolar Livros ensino escolar Livros ensino escolar antigo sistema Livros ensino secundário e superior Livros ensino escolar Livros estética Livros ensino Livros filosofia Livros física Livros física

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Wi-fi Wi-fi Agência de atribuição de vistos Agência de tradução Apoio financeiro material escolar Biblioteca pessoal em minha casa Centro de caridade para orfãoes e idosos Centro de Feiras nacionais e internacionais (turismo) Centro de pesquisa cientifico-social Alargamento do horário de abertura Alfabetização Alfabetização Apoio ao estudo por professores Apoio aos estudantes Apoio escolar Apoio trabalhos de casa Biblioteca de rua Biblioteca de rua Bibolioteca de rua e itinerantes Centro de alfabetização de adultos Centro de explicação para estudantes Comida Edição de livros de baixo custo com contos populares da ilha Empréstimo domiciliário Empréstimo domiciliário Empréstimo domiciliário Espaço família Espaço infantil Espaço infantil Familiarização com o Ensino on-line Fotocopiadora Fotocopiadora Fotocopiadora Fotocopiadora Impressora Impressora Impressora Informação relacionada com a pesca; estado do mar, Mobilizar todas as escolas para a partilha do acervo educativo Projeção filmes Sala de estudos Televisão Vídeo

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Anexo II – Projeto “As pessoas fazem a biblioteca na Ilha de Moçambique”

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Relatório Projeto - As Pessoas Fazem a Biblioteca na Ilha de Moçambique  

Durante 17 dias estivemos em Moçambique (Maputo e Ilha) a partilhar ideias e experiências, com diferentes pessoas e instituições, porque acr...

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