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A BELA MANDARINA Era uma vez, na velha China dos mandarins, um grande senhor rico e poderoso. Era o Mandarim! Vivia no alto de uma montanha, no seu palácio de bambu e desde ali via todas as suas terras. O Mandarim era grande e gordo, como o seu coração: nele cabiam todos os seres. A sua esposa, a Mandarina, era muito diferente: pequena e bonita, mas no coração dela só havia espaço para ela. O Mandarim gostava muito da esposa dele e não via como era pequeno o seu coração, deslumbrado pela sua cara bonita. Todas as tardes, passeavam pela horta que rodeava o palácio, cheia de laranjeiras, e apanhavam as laranjas mais bonitas para lanchar. Uma manhã, estava a bela Mandarina a passear sozinha por entre as árvores, quando viu junto a um taipal, um mendigo que estava a olhar para ela. (Mas não era um mendigo: era um mago disfarçado) Sem se aproximar muito, disse-lhe ela: - Sai do meu jardim, ou chamo o Mandarim para te mandar embora! - Bela Mandarina, tenho sede. -Dá-me uma das tuas laranjas, por favor- suplicou o mendigo. -Nem penses! As minhas laranjas são muito bonitas e tu és só um velho feio e sujo – respondeu a Mandarina. O mendigo insistiu: -Tu tens muitas e eu só te peço uma, mesmo que seja a mais pequena. Mas a Mandarina recusou-se e começou a chamar aos gritos o Mandarim. Então, o mendigo transformou-se em mago e, com a sua varinha mágica na mão, disse-lhe: - Para aprenderes a ser generosa, vou-te transformar em árvore e darás saborosos frutos a todos os que passarem pelo caminho. O teu coração ficará maior e todos vão gostar de ti. E transformou-a numa árvore pequena, cheia de pequenas laranjas. Quando chegou o Mandarim não encontrava a sua esposa, a bela Mandarina. E passou horas a procurá-la por entre as árvores. Ao cair da tarde, cansado e triste, encontrou a nova árvore e pensou: “O que faz esta arvorezinha entre as minhas laranjeiras? E porque as suas laranjas são tão pequeninas?” Apanhou uma fruta, provou-a e o seu sabor doce lembrou-lhe a esposa dele. Desde então, todas as tardes, passeava até à arvorezinha, sempre carregada de frutas, e lanchava uma delas, às quais chamou mandarinas, em honra de sua esposa, a bela Mandarina. E, mesmo que não acreditem, isto não é um conto da China!

Laura Pons Vega


A BELA MANDARINA Era uma vez, na velha ............................. dos mandarins, um grande senhor rico ............................ . Era o Mandarim! Vivia no alto de uma montanha, no seu ............................. de bambu e desde ali via todas as suas terras. O Mandarim era grande e gordo, como o seu ........................... : nele cabiam todos os seres. A sua esposa, a Mandarina, era muito diferente: pequena e bonita, mas no coração dela só havia ............................. para ela. O Mandarim gostava muito da ........................... dele e não via como era

pequeno

o

seu

coração,

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pela

sua

cara

bonita.

Todas

as

tardes, ................................ pela ........................ que rodeava o palácio, cheia de laranjeiras, e apanhavam as laranjas mais bonitas para lanchar. Uma manhã, estava a bela Mandarina a .............................. sozinha por entre as árvores, quando viu junto a um taipal, um mendigo que estava a olhar para ela. (Mas não era um mendigo: era um mago ................................) Sem se ................................ muito, disse-lhe ela: - Sai do meu jardim, ou chamo o Mandarim para te mandar embora! - Bela Mandarina, tenho sede. -Dá-me uma das tuas laranjas, por favor- ................................ o mendigo. -Nem penses! As minhas laranjas são muito bonitas e tu és só um velho feio e sujo – respondeu a Mandarina. O mendigo ................................ : -Tu tens muitas e eu só te ..................... uma, mesmo que seja a mais pequena. Mas a Mandarina ................................ e começou a chamar aos gritos o Mandarim. Então, o mendigo transformou-se em mago e, com a sua varinha ........................ na mão, disse-lhe: - Para aprenderes a ser ................................ , vou-te transformar em árvore e darás saborosos frutos a todos os que ............................ pelo caminho. O teu coração ficará maior e todos vão gostar de ti. E .................................. numa árvore pequena, cheia de pequenas laranjas. Quando chegou o Mandarim não encontrava a sua esposa, a bela Mandarina. E passou horas a ................................... por entre as árvores. Ao cair da tarde, cansado e triste, encontrou a nova árvore e pensou: “O que faz esta arvorezinha entre as minhas laranjeiras? E porque as suas laranjas são tão pequeninas?” Apanhou uma fruta, ............................. e o seu sabor doce ................................ a esposa dele. Desde então, todas as tardes, ................................ até à arvorezinha, sempre carregada de frutas, e lanchava uma delas, às quais chamou mandarinas, em ........................... de sua esposa, a bela Mandarina. E, mesmo que não acreditem, isto não é um conto da China! Laura Pons Vega



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