Issuu on Google+

PERFIL DO RADIOAMADORISMO O Radioamadorismo é um hobby sem fins lucrativos, de elevado nível técnico, cultural e social exercido por povos de todos os países do planeta, sem exceção. Em suas fileiras se incluem pessoas de todas as idades, sexo, condição social e cultural, cor, credo, filosofia e todas as atividades profissionais que se possa imaginar. Para ingresso é bastante está em pleno gozo dos seus direitos de cidadania e constitucionalidade e apto a se submeter ao exame, o qual, no caso do Brasil, se constitue de Legislação de Radioamadorismo, Eletricidade Básica, e CW (Contínuos Wave) [Telegrafia – Código Morse] e é ministrado pela ANATEL – Agencia Nacional de Telecomunicações, filiada ao Ministério das Comunicações, órgão oficial que regulamenta a matéria. Em caráter internacional os Radioamadores seguem as normas determinadas pela ITU – International Telecommunications Union, com sede em Genebra na Suíça, porquanto é o órgão oficial que determina inclusive a todos os países os prefixos que são designados para utilização pelos Radioamadores. Os prefixos identificam o pais, o estado, a região, e o Radioamador. Por exemplo; PR7CPK: “P”, identifica o país (Brasil); “PR”, identifica alem do país, o estado da federação (Paraíba); “7”, identifica a região (7ª Região – Pois cada país está dividido em regiões que vão de 1 a 0); e finalmente, “CPK” que personaliza o Radioamador. Portanto, “PR7” é o prefixo que identifica o país, o estado e a região, enquanto que, “CPK” é o sufixo que identifica o Radioamador. Como órgão internacional privado que representa os Radioamadores perante a ITU, temos a IARU – International Amateur Radio Union com sede em Newington, CT, nos Estados Unidos da America. Além disso, cada país tem a sua instituição extra oficial interna que assiste a todos os seus membros. No caso do Brasil, temos a LABRE – Liga de Amadores Brasileiros de Radio Emissão sediada em Brasilia e com Sub-Diretorias em todos os estados da federação. Em todos os países os radioamadores operam obedecendo a classe para a qual estão autorizados a operar. No caso brasileiro, são três classes; A, B e C. Para todas as classes as matérias são as mesmas porém o conteúdo tem maior abrangência. A diferença de classes se reflete exclusivamente na restrição a utilização das freqüências autorizadas ao radioamadorismo. A classe “C” é a inicial enquanto que a classe “B” é a intermediária. Após um ano de permanência na classe “B” o candidato pode concorrer aos exames de promoção à classe “A” que, por sua vez, o habilita a operar em todos os espectros e freqüências autorizadas para a prática do radioamadorismo em HF, VHF, UHF e modos digitais inclusive via satélite. Na banda de UHF são autorizadas as freqüências de 23, 33 e 70 centímetros, l.25, 2 e 6 metros utilizadas nas operações via satélite enquanto que para HF e VHF são permitidas a utilização das freqüências de 10, 12, 15, 17, 20, 30, 40, 80 e 160 metros para operações em SSB (fonia) e CW. Em 1969 um grupo de amadores norte americanos fundaram a AMSAT – Radio Amateur Satellite Corporation com sede em Washington, D. C. A esse grupo original juntaram-se amadores da Austrália, Canadá e Alemanha e deram início a um arrojado projeto privado para colocação de satélites em órbita terrestre para uso exclusivo dos Radioamadores de todo o mundo. Assim nascia então os famosos e históricos satélites da série OSCAR (Orbiting Satellite Carrying Amateur Radio). A NASA se propôs a colocá-los em órbita terrestre sem quaisquer ônus. E assim, no histórico dia 15 de outubro de 1972, da Base Aérea de Lompoc, na Califórnia, foi lançado o OSCAR-6 seguido do OSCAR-7 em 15 de novembro de 1974. Após o sucesso obtido e o êxito absoluto do projeto, inúmeros outros satélites mais sofisticados foram colocados em órbita até os dias atuais. Por outro lado, os Radioamadores também criaram o Projeto EME (Earth-Moon-Earth), [TerraLua-Terra] utilizando a lua como espelho refletor enviando sinais telemétricos ao satélite natural e recebendo-os de volta num ângulo previamente estabelecido mediante o uso de antenas especiais


No Brasil, em se tratando de um hobby de utilidade pública, os Radioamadores são considerados constitucionalmente como reservas especiais das Forças Armadas já que é o único meio de comunicação que sobrevive a todas e quaisquer catástrofes naturais, acidentais ou criminosas. Nos tsunamis, terremotos, cliclones, tufões, enchentes, etc., os radioamadores se mobilizam numa cruzada humanitária de busca e salvamento. Por convenção internacional todos os meios de transporte aéreo e marítimo dispõem de uma freqüência no seu sistema de comunicações, utilizada pelos radioamadores e destinada a um eventual pedido de socorro à rêde mundial. Na Segunda Guerra Mundial foi histórica a atuação dos Radioamadores. No ataque ao World Trade Center, seis radioamadores perderam a vida durante a sua desinteressada missão humanitária de busca, salvamento e comunicação. Aos Radioamadores não lhes é permitido falar através do rádio sobre política, religião e comércio. Afora esses três tópicos, todos os demais assuntos podem ser objetivados lògicamente obedecendo os critérios éticos. O meio de comunicação bilateral é feito através de rádios transceptores produzidos exclusivamente para essa finalidade, em nível de alta tecnologia, por várias empresas. A primeira dessas a produzir esses equipamentos em série foi a Collins Radio Company, em 1931 nos Estados Unidos. Depois surgiram outras emprêzas japonesas que passaram a produzir equipamentos também em série e de tecnologia igualmente avançada. Trata-se da Kenwood Corporation, em 1946; ICON Incorporated, em 1954 e finalmente a Yaesu-Musen Company, em 1956. Existem ainda outros fabricantes de menor performance no entanto as marcas acima citadas são as de maior aceitação em todo mercado internacional. A quaisquer desses equipamentos em utilização são acopladas antenas especiais projetadas para irradiação dentro de cada freqüência estabelecida, principalmente quando se trata de contactos a longas distâncias (DX). Todos os equipamentos, antenas e frequencias foram projetados e selecionados para proporcionar aos usuários a condição de realizar contactos bilaterais (QSO) a longas distâncias em ângulos de até 360º ao redor da terra sem a necessidade de utilização de repetidoras. As antenas direcionais são instaladas sobre um rotor acionado remotamente e acoplado sobre uma torre metálica dando assim condições ao operador direcionar o sinal trasmitido para qualquer parte do planeta para as quais a propagação natural das ondas eletromagnéticas estejam então favoráveis. O Radioamadorismo atua amplamente em todos os países da terra sem qualquer distinção sobre condições políticas, sociais, econômicas, culturais, filosóficas, etc, porquanto o interesse de cada um é a realização de contactos (QSOs) com as regiões mais longínquas e inóspitas do planeta. Embora não seja legalmente obrigatória no entanto é èticamente devida a permuta de cartões nos quais constam os dados técnicos do contato realizado bilateralmente, pois sòmente assim cada estação pode comprovar tudo aquilo que foi realizado ao longo do tempo, ou seja; quantos e quais países e continentes foram trabalhados. Igualmente, quantos mares, oceanos, ilhas, faróis, navios, aeronaves, etc, foram realmente contactadas. Esses cartões de confirmação (QSL), têm dados técnicos e dimensões padronizadas internacionalmente, ou seja, 140 mm x 90 mm e inclusive estampam fotos e/ou paisagens interessantes sobre o seu titular ou sobre as respectivas regiões de onde se originam. Existem comentários de que com o advento da Internet o radioamadorismo foi superado. É um mero equívoco ou desconhecimento de causa. A Internet é uma rede mundial interligada enquanto que o radioamadorismo é um hobby que funciona independentemente entre si, obedecendo exclusivamente as leis físicas e naturais que regem o universo e dentro dos princípios do maior invento de todos os tempos: o rádio.


Radio transceptores para uso exclusivo da rede mundial de Radioamadores. Respectivamente, de cima para baixo, s達o produzidos pela KENWOOD, YAESU e ICON


Antena direcional, 3 elementos, Yagi, multibanda para 10, 15 e 20 metros. Muito utilizada na prática de DX (Comunicações a longa distância).


Estes foram os dois primeiros satélites para utilização exclusiva dos Radiamadores, projetados e lançados pela AMSAT. Na sequencia, o OSCAR-6 o primeiro satélite útil da série lançado em 15 de outubro de 1972, e, em segundo plano o OSCAR-7 lançado em 15 de novembro de 1974. Outros vieram posteriormente e continuam ativos até o presente

Cartões QSL (Cartões de Confirmação de Comunicados). Dois modelos, frente e verso. Tamanho padrão internacional l40 mm x 90 mm.


Dois exemplos de QSLs (confirmação) recebidos. Frente e verso. Observe os detalhes técnicos dos QSOs (contactos).


Mapas Mundiais para RADIOAMADORES delimitando numericamente as zonas IARU e ITU respectivamente. O BRASIL, por exemplo, ĂŠ identificado como CQ zona 11 e ITU zona 13.


Radioamador