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Texto.com

Especial

Edição Nº 3 - Maio de 2011

RECICLAGEM DE PAPEL a moda que vai pegar!

ARTISTAS DE RUA Quem são eles?

ADOLESCENTES Falar sobre sexo com eles é difícil? Quem é o HOMEM-AR ANHA de Manaus?

SAÚDE

Conheça os exercícios que prolongam a vida


EDITORIAL

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Revista Texto.Com volta as suas atividades em 2011 preprando novos exemplares. A temática escolhida para este semestre pelos alunos do projeto será a Copa de 2014. Enquanto essa edição está sendo eleborada, nós estamos publicando, em caráter especial, a Revista Olhares Produzida como avaliação da disciplina Jornalismo de Revista, ministrada pela Profª. Msc Leila Ronize. A revista OLHARES foi idealizada pensando nas peculiaridades do povo manauense, mas acima de tudo, pensando nas situações que passam despercebidas em nosso cotidiano. Nesta edição você vai saber como surgiu o papel e a importância de sua reciclagem, além de aprender como fazer seu próprio papel reciclado sem sair de casa. A matéria de capa aborda o sedentarismo e para combatê-lo a matéria trata das novidades nas academias e como manter uma vida saudável. E não fica por ai, você também vai conhecer os artistas que mostram seus talentos nas ruas da cidade. Em especial, a história de Nei Valente, um senhor de 57 que decidiu vender picolé vestido de homem-aranha. Para finalizar, você vai tirar as suas dúvidas acerca da sexualidade na adolescência e aprender como lidar com essa situação. Então, não perca mais tempo. Cklick a Texto. Com Especial OLHARES e boa leitura

Boa leitura!

Conselho editorial Uninorte Centro Universitário do Norte Laureate Internacional Universites Presidente Waldery Areosa Ferreira Reitora Maria Hercília Tribuzy de Magalhães Cordeiro Pró-Reitora Acadêmica Leny Xavier Louzada Diretora de Ensino e de Gradução Maria Izolda de Oliveira Barreto Coordenadores do Curso de Comunicaçáo Social Prof° Gustavo Soranz Gonçalves Prof° Márcio Pessoa Coordenação do Projeto Profa. Msc. Marta Rocha do Nascimento Expediente OLHARES Edição e Diagramação Fabiana Ferreira Redação e Fotografia Amanda Karoline Anne Kellen Bruno Melo Diárcara Ribeiro Kelly Jhenniffer Saleyna Borges Texto.Com É uma Revista de comunicação digital que possibilita aos alunos de comunicação experimentar e inovar. Endereço Rua Huascar de Figueiredo, 209, Centro. Manaus - AM CEP: 06020-190 Fone: (092) 3212-5053 Edição N° 3 - Maio de 2011


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Curiosidade

Olhares

Saúde

Comportamento

Sumário

Ciência


Artigo

Manaus e a Copa 2014

Por Bruno Melo

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om o maior pacote de investimentos das sub-sedes da copa 2014, Manaus pretende consolidar-se como a capital internacional da Amazônia. Ainda que recentemente o Governo do Amazonas, pressionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) tenha subtraído algumas dezenas de milhões do pacote seis bilhões de reais, a população já espera com ansiedade a conclusão das obras - visto que os transtornos são inúmeros e atinge a toda população. Logo após a confirmação em 31/05/09 de Manaus como sede amazônica da copa, uma escavadeira começou a arrancar o asfalto que cobria o estacionamento do estádio Vivaldo Lima, fazendo levantar num dos mais movimentados cruzamentos da cidade, uma poeira fina e pegajosa, que pairava no ar anunciando o inicio das obras. Os planos de investimentos vêm (supostamente) para facilitar o acesso a; saúde, esporte, lazer, transporte, educação, segurança e etc. A população das periferias que certamente não será a grande maioria nos estádios da copa pelo Brasil, mas é a grande maioria da população brasileira certamente espera que as mudanças cheguem até as suas comunidades, e por que não nas portas de suas casas. Que a água possa chegar com regularidade, que suas crianças cresçam tendo acesso a uma educação de qualidade. Esperam ser atendidos com dignidade quando por ventura precisarem dos serviços públicos de saúde e segurança pública. Mas que não se restrinja somente a sobrevivência, também desejam esporte e lazer. Parece muito, mas não é. O povo Brasileiro é sem dúvida a maior e melhor representação do nosso país, pelo mundo afora. Portanto é nas periferias distantes dos estádios que a copa deve acontecer para os Brasileiros. Em Manaus a sociedade civil deve se organizar, para de algum modo acompanhar os gastos públicos de perto. O Governo do Amazonas, desde muito cedo se propôs a arcar com os gastos estratosféricos, sacando dos cofres estaduais tais cifras. Sabemos que o projeto apresentado pela comissão amazonense foi eleito um dos melhores. – Isto para não dizer o melhor. O estádio terá a forma de um paneiro, como uma cesta de palha. Manaus está sofrendo intervenções na malha viária. Muito em breve teremos um moderno sistema de transporte de público. Em 2014 quando o juiz apitar o inicio do primeiro jogo no mais moderno e arrojado templo do futebol, a capital Amazonense terá ascendido ao título de capital internacional da Amazônia. É certo que a copa do mundo seguira para outros países e continentes. Porém Manaus como cede internacional da Amazônia jamais sairá do consciente coletivo da humanidade. Ainda esse ano Copenhague sediará um encontro internacional pra debater as questões climáticas. Estima-se que os grandes líderes mundiais apresentem suas teses e propostas quanto às problemáticas cada vez mais presentes em nosso dia-dia. Por isso, e muito mais, me permito dizer que de 2014 em diante, Manaus será tão conhecida como Paris, Rio de Janeiro, ou Nova York.


Ciência

Agora é reciclagem! Por Amanda Karoline O papel é de grande importância em nosso cotidiano. E hoje em dia seria quase impossível, afinal aprendemos a usá-lo para tudo: anotações, cartões, cadernos, jornais, livros, impressões, documentos, cartazes, panfletos, rótulos... Po-

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questão ambiental vem causando impactos positivos em vários setores econômicos, gerando oportunidades de negócios e ocupações para milhões de empreendedores em todo o mundo. A reciclagem de papel, no entanto, é menor em relação ao alumínio (78% de acordo com o Portal Ambiente Brasil), pois somente 30% do que é produzido é reciclado. Mesmo assim, estes percentuais são animadores. A decomposição do papel/papelão no ambien-

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rém, o papel passou de “mocinho” para “vilão” nos últimos anos. Sua extração feita de forma incorreta está causando alguns danos ao meio ambiente e uma das soluções para este caso são os investimentos em reciclagem do material. te é bastante variável. Depende das condições do meio, como umidade, aeração, fragmentação prévia, temperatura, pH. Assim, o tempo para ser absorvido pelo ambiente é variável, mas em média varia de 4 à 6 meses, após a atuação dos fungos nas cadeias de celulose. Apesar do pouco tempo em relação a outros componentes, o meio ambiente sofre as conseqüências. Daí a importância da reciclagem do papel e papelão que deve ser considerada sob dois aspectos, além da questão econômica para todo o ciclo: a


redução na derrubada de árvores utilizadas na produção do papel, propiciando redução no consumo de água e energia e, no aumento da vida útil dos aterros. De acordo com a secretária Nádia Ferreira, é um meio muito fácil de arrecadar dinheiro, pois, as pessoas que se engajam nesse processo ajudam a natureza como também a renda da família. “Uma das primeiras contribuições das pessoas de baixa renda com a sustentabilidade é oW não envolvimento com as invasões, notadamente das áreas de preservação, no meio urbano e rural. As pessoas de poucos recursos também podem adotar a regra dos 3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar”, diz. Apesar das boas intenções com o meio ambiente, a qualidade do papel reciclado ainda é inferior ao papel branco que estamos costumados a utilizar. “A qualidade do papel comum, ou de uso convencional, é maior para impressão, pois é mais branco e liso. Mas a qualidade superior tem um preço ambiental: maior tratamento químico. O papel reciclado, atualmente de boa qualidade, ainda não tem larga utilização pela sua aparência e, principalmente, porque ainda é mais caro que o papel branco”, diz a secretária. No âmbito de atuação da Prefeitura Municipal de Manaus já existem roteiros de coleta seletiva domiciliar, no sistema porta-a-porta (desde 1998),

que atende alguns conjuntos habitacionais localizados nas zonas oeste, centro- sul e sul. O papel e papelão estão incluídos nessa coleta junto com os demais materiais recicláveis. Depois de separados e enfardados por associação de catadores, estes materiais têm como destino a Rio Limpo (que centraliza o mercado) e depois as industriais de reciclagem instaladas em Manaus (Sovel da Amazônia, Bipacel e PCE). Mas a maior quantidade de papel e papelão que abastece as unidades industriais de reciclagem já instaladas é oriunda das indústrias do Pólo Industrial de Manaus (PIM), onde é feita a segregação. A coleta e transporte desses materiais são feitos por empresas prestadoras de serviços especializadas nessas atividades (Manaus Limpa, Rio Limpo, etc.) Embora a história do papel se confunda com sua reciclagem, foi somente a partir do século XXI que o processo adquiriu popularidade, em função do valor ecológico agregado. Anualmente, o país reaproveita três milhões de toneladas, o que corresponde a 44,7% do consumo nacional. Porém, essa produção ainda não atingiu um patamar maior, pois a coleta ainda é pequena. Uma pena, porque, para cada 1000 kg de papel reciclado evita-se a derrubada de 20 a 30 árvores adultas.

Era uma vez... O papel. O surgimento do papel foi na China no século II. Era uma mistura de água, cascas de amoreira, pedaços de bambu, rami (planta têxtil), redes de pescar, pedaços de roupas usadas e cal para ajudar na separação das fibras.De qualidade ainda precária, este foi o ponto inicial para o desenvolvimento das pesquisas para o aperfeiçoamento da técnica, que, em sua maioria, se baseava no uso de tecidos velhos como matéria-prima principal. Com o crescente consumo do papel, o uso de panos passou a ser inviável. Até que, por volta de 1880, o homem percebeu que a pasta usada nessa fabricação era formada por fibras de celulose impregnadas por outras substâncias da madeira (lignina) e definitivamente o tecido deixou de ser usado. Hoje o papel é feito a partir da madeira, da qual são extraídas fibras de celulose, convertidas em papel após uma série de processos industriais. Para que este objetivo seja alcançado muitas árvores precisam ser derrubadas para que tenhamos o papel.

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PAPEL ARTESANAL Materiais Papéis usados Copo americano Liquidificador Bacia grande, que caiba na tela Tela de nylon (a mesma usada para silk-screen) ou de arame bem fininho • · Deixe de molho uma quantidade grande de papel, de um dia para o outro. Quanto mais mole ele ficar, melhor para bater; • · Para cada copo americano de água, a mesma medida de papel; • · Bata por alguns segundos a mistura no liquidificador. Lembrese: Cuidado para não queimar o aparelho; • · Veja como fica a polpa. Se quiser um papel mais grosso, coloque mais papel. Se quiser um papel mais fino, ponha mais água; • · Encha a bacia (banheira ou tanque) de água para cobrir a tela posteriormente. Jogue a mistura que você bateu no liquidificador nesta bacia; • · Pegue a tela e mergulhe-a na vertical até o fundo; • · Faça um movimento com a tela como se fosse juntar sujeira com uma pá; • · Deixe a tela na horizontal, leve até o fundo e comece a levantála; • · Retire a tela totalmente da água; • · Coloque um jornal sobre uma pia, por exemplo; • · Vire a tela sobre o jornal; • · Pressione a tela com o pano ou esponja (não esfregue!) até retirar o máximo de água da tela; • · Dê umas leves batidas para desgrudar o jornal e o papel reciclado da tela; • · Como o papel reciclado grudou no jornal, pendure-o no varal para secar. Assim, você aproveita a tela para fazer vários papéis ao mesmo tempo. • · Assim que secar, desgrude o papel reciclado do jornal e dê o formato que quiser, como envelopes, sacolas... • · Outras cores são possíveis se você usar tinta para tingir roupa.

Faça você mesmo!

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O Amazonas reserva uma vasta riqueza de fauna e flora. AlĂŠm das saborosas frutas, d Mas nada se compara ao homem e sua div

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Foto: Saleyna Borges

dos peixes, a farinha do Uarini, o calor de 40 graus e o majestoso Encontro das Ă guas. versidade. Esses sĂŁo os olhares caboclos.

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Saúde

Por Kelly Jhenniffer No mundo atual, cheio de novas tecnologias, as pessoas têm deixado de lado atividades que são elementares para uma vida mais saudável. Não se anda mais a pé, porque é cansativo, além do mais, ir de carro ou moto é mais rápido. Não se levanta para ligar ou mudar de canal, porque a Tv tem controle remoto. Junte-se a essas circunstâncias, o advento da internet com os sites de relacionamento: as pessoas passam mais tempo viajando no mundo virtual do que praticando uma atividade física, seja ela um esporte ou uma simples caminhada.

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xercício físico não é um luxo, mas sim, um sinônimo de cuidado com o corpo. E para ter certeza, nem precisa sair da cadeira. A própria internet dá várias dicas para não ficar parado. O site arturmariano.com, por exemplo, deixa claro que as atividades físicas trazem benefícios incontestáveis: eleva a oxigenação do sangue pelo cérebro, o que melhora a desempenho das funções cerebrais. O suor libera toxinas e favorece o irrigamento sanguíneo da pele e ainda previne o envelhecimento precoce. Os pulmões aumentam a capacidade de absorção de oxigênio. Um atleta desenvolve a capacidade de receber até 6 litros de oxigênio, enquanto um sedentário não suporta mais de 3 litros. Além disso, ainda é possível emagrecer, uma vez que a concentração de gordura diminui e os músculos têm sua degradação retardada. Mas com todos esses benefícios, há quem se recuse a entrar em uma academia, ou porque não gosta do ambiente ou por falta de tempo. Contudo, essa história pode mudar.

da desde 1979, caracterizando-se por ser a luta em pé mais completa, se valendo de chutes, socos, joelhadas e cotoveladas. Apesar de ser uma arte agressiva, o Muay-thai melhora o condicionamento físico, desenvolvendo a auto defesa, força, flexibilidade, agilidade, autoconfiança, coordenação motora e melhora os aspectos mentais e intelectuais do indivíduo. Para o professor de Muay-thay, Dídimo Neto, 34, a luta é “um estilo de vida, algo que vicia”. Ele conta que o Muay-Thai é um forte aliado para diminuir peso e combater o estresse e a depressão. Porém, Neto adverte para certos cuidados que se deve tomar. “Antes de tudo, é preciso passar por uma avaliação médica, a fim

Não só as academias de musculação e hidroginástica podem proporcionar mudanças de hábitos. Existem outros meios de se alcançar o corpo perfeito, basta ter força de vontade. Os espaços são para todos os gostos. Para os mais radicais, quem sabe uma luta? O Muaythai, ou boxe tailandês, é uma boa alternativa. Essa luta surgiu há mais de 2000 anos, na Tailândia, e até hoje faz sucesso entre os lutadores. No Brasil, a técnica começou a ser utiliza-

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de constatar se a pessoa está apta para o treino. Fora isso, dos 7 até aos99 anos, qualquer pessoas pode treinar”, comenta o professor que trabalha com artes marciais há mais de 16 anos e é o representanteda equipe Champions Factory em Manaus e professor da luta na Norte Fitness. Engana-se quem pensa que os exercícios servem apenas para manter um físico escultural. A Personal Trainer Juliana Maquiné, pós-graduada em Condicionamento Físico e Treinamento Físico para Grupos Especiais, relata que as atividades são muito importantes ao ponto de serem usadas tanto para fins estéticos, como terapêuticos, e ainda proporcionam um melhor convívio social e qualidade de vida. “Uma pessoa que não tem amigos, que é tímida, quando vem para academia e começa a se exer

citar em grupo, (ou mesmo que individual, mas ela está inserida num grupo), consegue se socializar e assim viver melhor ”, enfatiza a personal. Os idosos ou pessoas portadoras de alguma dificuldade, (cardiopatas, diabéticos etc.) também são beneficiados com os exercícios, basta saber o que se adequa melhor à situação. Por isso Juliana explica que é fundamental seguir orientações de um profissional, afinal exercício sempre é bom, porém precisa ser dosado. Cada pessoa tem suas particularidades e o excesso influencia no aparecimento de uma lesão, por fazer um movimento inadequado. Ela ainda alerta para as atividades domésticas, que também ajudam no combate ao sedentarismo. No entanto, mesmo estas atividades não devem ser feitas de qualquer modo. “Precisa-se ter uma postura correta seja para pegar numa vassoura ou abaixar para pegar um balde com água”. Se isso for feito de forma errada a pessoa pode adquirir uma disfunção na coluna, por exemplo. Nesse caso, a figura de um personal trainer conta muito, pois com as orientações certas se chega ao alvo desejado. Com todos esses recursos, não dá pra dizer que praticar uma atividade é chato ou estressante. Tudo depende do gosto de cada um. Basta escolher o mais apropriado. Na falta de ‘grana’, não tem porque ficar se lamentando. Corra, caminhe nos calçadões ou mesmo passeie de bicicleta, o importante é não ficar parado.

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Tem novidades? Tem sim senhor

fazemos alongamentos ou indicamos um relaxante muscular”, completa. Essa aula tem sido muito apreciada, principalmente por mulheres que não gostam ou tem preguiça de malhar. Os homens também participam e acabam levando mais vantagem pelo fato da natureza masculina ser mais forte ”, afirmar a professora Marcela, destacando que uma vez fazendo o tecido, os resultados obtidos são os mesmos da malhação.

Não existem mais desculpas para quem evita entra em uma academia. De forma geral, atualmente, muito se têm investido em novas tendências de exercícios físicos para agradar e chamar a atenção dos alunos. As salas não Outra academia que apresenta um atendiestão mais restritas aos aparelhos de mus- mento diferenciado é a Spaço do Corpo, situada culação, esteira e bicicleta ergonométrica. no bairro Vieiralves. Lá, o atendimento é persoAgora, além de se exercitar, é possível “brin- nalizado, onde o numero de alunos é limitado car um pouco” e se descontrair com as ativi- por horário. Numa sala, por exemplo, o Personal dades. Na Norte Fitness, as aulas variam: da Trainer só pode atender no máximo 5 pessoas. musculação à hidroginástica, natação, artes Além disso, os profissionais monitoram a marciais, danças, entre elas dança do ven- freqüência cardíaca de cada aluno durante tre, sensual e polly dance, power jump, yoga e a realização dos exercícios com equipamencom exclusividade na academia, aula de tecido. tos de alta tecnologia. O destaque da Spaço O tecido é uma técnica circense onde o aludo Corpo são as aulas no aprende a se equilibrar num pano preso de capoeira que foram adaptadas para pessoao teto e desenvolve força, condicionamento dos membros superiores (braços, ombros as portadoras de deficiências físicas ou visuais. e costas) e a resistência abdominal. É uma aula difícil que exige muito do praticante, mas no final o aluno consegue fazer as mais complexas acrobacias e extravasar suas emoções. Lógico que no começo os ‘gordinhos’ tem mais dificuldade, sofrem mais, porém isso não os impede de conseguir praticar. O peso não é problema”, afirma a professora Marcela Laurentini, 26. Marcela ressalta que no inicio das aulas é comum o aluno ficar com a musculatura dolorida, mas isso é normal. Para evitar as dores é fundamental se prevenir, por isso “sempre antes e depois das aulas

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Guarda de Segurança Robson Cavalcante, 25, é uma prova viva de quem mudou de vida a partir da prática de exercícios físicos e venceu o sedentarismo. Desde criança, sofria com graves crises de asma e aos 21 encarou o excesso de peso. Hoje, com 84 kg e curado da asma, foi através do jiu-jitsu que Robson encontrou a fórmula da qualidade de vida. Tudo começou com uma visita a uma academia de artes marciais. Lá, ele conheceu a Arte Suave, ou Jiu-jitsu e se ‘apaixonou por ela’. Como no jiu-jitsu é preciso aprender a respirar, isto é, trabalhar o pulmão e o diafragma, para agüentar cinco minutos de luta, ou até mais, Robson acabou conseguindo administrar os seus problemas respiratórios, até que em 3 meses, ficou completamente curado da doença. “Senti muita diferença quando comecei a lutar, as crises foram diminuindo com o tempo e passei a viver melhor”, comenta o lutador que é faixa Roxa e treina, pelo menos, 4 vezes por semana.

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Comportamento

Adolescência

A descoberta da sexualidade “Já sei namorar, Já sei beijar de língua, Agora, só me resta sonhar. Já sei onde ir, Já sei onde ficar, Agora, só me falta sair.” Por Saleyna Borges

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música “Já Sei Namorar”, interpretada pela cantora Marisa Monte, narra o universo adolescente de uma forma espontânea e sincera. Se a música foi escrita para eles, essa não é a questão a diswcutir. O que importa mesmo é que esses conceitos de independência e afirmações norteiam a vida de aproximadamente 45 milhões de adolescentes em todo o Brasil, segundo estimativa do Portal do Ministério da Saúde (www. http://portal.saude.gov.br). Mas então, o que é adolescência? A Organização Mundial da Saúde conceitua como um período de vida que começa aos 10 e vai até os 19 anos. É a fase onde acontece uma transformação conhecida como bio-psico-social. Não é somente a transformação do corpo, mas também da postura, nas atitudes de lidar com essas transformações. E é nesse momento que o papel da família, principalmente dos pais, é primordial. Mas como lidar com as dúvidas desses meninos e meninas, principalmente nos dias de hoje, onde

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as mídias de massa oferecem inúmeras opções de conselhos e respostas? Qual a idade certa para tocar no assunto da sexualidade? Será que os pais estão envolvidos nesse processo de descobertas? A psicóloga Danielle Araújo diz que a idade certa para se falar sobre sexo com os filhos é a partir do momento em que eles começam a ouvir sobre o assunto na escola, na rua e em alguns casos na sua própria casa, sem querer. Segundo ela, “é preciso que os pais observem atentamente o comportamento dos filhos, pois o assunto sexo gera sim algumas mudanças comportamentais nas crianças e principalmente nos adolescentes. Encontrar palavras que se façam entender é o primeiro passo para uma boa conversa, e deixar espaço para que o filho se coloque diante do assunto também é um bom caminho”, enfatiza a psicóloga. Segundo ela, a compreensão e a sensibilidade para falar sobre o assunto é a melhor medida a ser adotada pelos pais.


Praticando o diálogo

Administrar os sentimentos aflorados e as inúmeras transformações que o adolescente enfrenta é a dúvida que cerca a mente de muitos pais. A assessora de cerimonial Nazaré Aguila é mãe de um menino de 13 anos e afirma que é delicado, mas não impossível administrar a vida de um adolescente. “O diálogo vai depender da liberdade que o adolescente tem em casa. Se os pais forem cabeça aberta, tudo bem, mas se não forem, fica complicado, pois nessa fase, principalmente os meninos, necessitam de uma atenção maior, diferente das meninas que são mais chegadas às mães, o que torna o diálogo mais fácil.” O adolescente Thiago Duarte, 12 anos, diz que ser adolescente é muito difícil. “Ser adolescente é a pior fase da minha vida. As mudanças no corpo são os principais problemas e o relacionamento com os pais é complicado. Eles liberam os filhos pra sair e os adolescentes têm que ter responsabilidades. Quando estou com meus amigos conversamos sobre muitas coisas, principalmente vídeo-game, mas tem aqueles saidinhos que querem falar de sexo. As meninas só falam sobre roupa e maquiagem. Eu converso mais com a minha mãe do que com meu pai. Ele é a pessoa menos indicada para isso. Às vezes ela responde ou então só eu quem falo. Ainda bem que isso vai passar quando me tornar adulto.”

Depoimentos como o desse menino, deixam claro que em muitas famílias não há espaço para o tema sexualidade, o que para muitas ainda é considerado tabu. Algumas famílias acreditam que impedir o assunto dentro de casa é uma maneira de evitar que aconteça fora do ambiente familiar. Já se sabe que isso é um grande erro, pois não retarda o inicio da vida sexual, e muita vezes até acelera pelo fato da curiosidade que brota a partir do momento em que se ouve a palavra sexo pela primeira vez. Antigamente isso seria bem mais difícil de se conversar dentro de casa, mas hoje em dia, com os problemas das DST’s divulgados amplamente, os pais têm a obrigação moral de alertar os filhos sobre os riscos que correm se não se protegerem. Vale ressaltar que a linguagem dos pais precisa estar “antenada” com a dos filhos, e que os filhos precisam sentir que os pais os entendem e vão sempre estar dispostos a orientá-los e acima de tudo, ouvi-los. Muitos adolescentes encaram a fase como um período difícil da vida. Ana Auzier, 15 anos, diz que “é muito chato ser adolescente. Os pais não compreendem os nossos pedidos, as nossas vontades. Parece que ainda somos criancinhas que eles pegam na mão e levam de um lado e para outro. Temos responsabilidades como qualquer pessoa.

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Maturidade precoce Talvez saiba como é ser adolescente quando alcançar a idade adulta.” E é por essa fase que grande parte dos adolescentes sonha. Talvez o amadurecimento de muitos garotos e garotas seja resultado da massificação da mídia a respeito da liberdade sexual. É indiscutível que existe toda uma campanha pública para derrubar as barreiras de idade. É possível reconhecer isso através dos anúncios de TV, vitrines de lojas, as propagandas impressas e televisivas com meninas vestidas como mulheres e o aumento das literaturas picantes nas prateleiras das livrarias. As conseqüências de uma vida sexual precoce são inúmeras, principalmente se o menino ou menina não tiver nenhum tipo de orientação seja ela familiar ou escolar. O início precoce da vida sexual interrompe o processo natural do viver, pois as meninas e meninos pulam fases essenciais para a formação de sua personalidade e a criação dos seus objetivos de vida.Muitos passam a ter corpo de adultos, mas com comportamentos infantilizados. Quando chegam à idade adulta, percebem o tempo que desperdiçaram, as brincadeiras que não aproveitaram e muitas vezes se tornam pes-

soas frustradas, chegando a desenvolver personalidades depressivas, além de procurarem sempre um culpado pelo que lhes aconteceu ainda na adolescência. É a partir desse momento que a atenção da família, principalmente da mãe e do pai deve ser redobrada. Uma vida sexual iniciada na fase errada, atrai não somente problemas físicos, mas emocionais, comportamentais, que irão refletir para sempre na vida do indivíduo.

Complemento educacional na internet

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Conversas sobre namoro, sexo, menstruação, primeiro beijo, transformações do corpo, primeira vez, liberdade sexual, DST, gravidez precoce e aborto são comuns nos grupos de adolescentes, e é entre eles que as dúvidas são compartilhadas. Na maioria dos casos, os próprios colegas são os conselheiros, e acabam contribuindo com dicas e opiniões, de certa forma, inexperientes. Participar do processo de crescimento de um filho requer presença afetiva, informativa e de certo modo


so adolescente é a Cartilha para profissionais da Saúde (ver box acima), desenvolvida pela Prefeitura de Manaus, com o apoio do Governo Federal e do Ministério da Saúde. O material se propõe a cuidar da sexualidade do público adolescente, a partir do preparo dos profissionais que lidam com essa clientela. O que mais preocupa os especialistas no que se refere à adolescência é o efetiva dos pais. Substituir a palavra dura por avanço da gravidez precoce e as DST’s. conselhos é uma das soluções para entrar no De acordo com o Sistema de Informação de mundo delicado em que o menino e a menina Nascidos Vivos (SINASC/ Manaus) de um total estão inseridos. de 36.808 nascidos vivos em 2007, 8.521 são Alguns sites na internet adotam o papel dos filhos de mães entre 10 e 19 anos. No total, Mapais e colaboram nesse acompanhamento vir- naus registrou, em 2007, um decréscimo de 1% tual. Um exemplo disso é o site http://www. no número de nascidos vivos filhos de jovens adolescente.psc.br/site/index.php do psicólogo entre 10 e 19 anos. Claudecy de Souza, que de maneira sutil apóia Segundo dados do site da CNBB (http:// garotos e garotas com o Manual do Adolescente. www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article. O site é simples, interativo e aborda assuntos php?storyid=2612), 2,1 milhões de infectados pertinentes aos jovens e adolescentes, através pelo vírus da AIDS em todo o mundo são criande uma linguagem clara e sucinta. Outra suges- ças e adolescentes com menos de 15 anos. tão de complemento informativo sobre o univer-

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Olhares

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Respeitável público... com vocês...

o trabalho diário e incansável de produzir sonhos e fantasias em forma de objetos artísticos, bijuterias, performance no sinal, teatro e estátuas vivas, eles fazem das esquinas, das praças e das ruas o seu palco. São os

os ARTISTAS DE RUA “Não Preciso Me Drogar Para Ser Um Gênio... Não Preciso ser um Gênio Para Ser Humano ... Mas Preciso Do Seu Sorriso Para Ser Feliz”. (Charles Chaplin)

Artistas de rua, que muitas vezes nem a simpatia do público recebem, mas eles sempre estão lá, tentando ganhar a vida e a sua atenção. Debaixo de sol e de chuva, eles sempre estão presente, mostrando o que sabem fazer.

Esse saber é um modo nada fácil de sobreviver. Os artistas o fazem não só por dinheiro, mas para mostrar arte e cultura a outras pessoas. Essa maneira de pensar não é muito bem compreendida por muitos, nem valorizado, no entanto o

Família Hutz, 30, artista do estado de Minas Gerais disse que escolheu trabalhar nas ruas por opção, já está enraizado. “Nascido na trilha e criado na Br”, completa. O artista tem esposa que está grávida de 4 meses, é seu primeiro filho, trabalha fazendo bijuterias e vendendo nas praças. “Somos livres”, disse o artista que viaja desde pequeno para vários estados brasileiros.

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trabalho é árduo e exige esforço físico e emocional. Quando o semáforo da Avenida João Valério, esquina com a Djalma Batista fecha, entra em cena com a cabeça cheia de sonhos, com um rosto já cansado, porém alegre, mesmo depois de várias horas de baixo do sol. O Artista de rua vindo de Lion, na França, Autista Natural, 22, está pela quarta vez em Manaus. “Quero que todo mundo me conheça.” Autista veio de uma família de artistas. O pai é Escultor e a mãe trabalha com óleo, sua tradição é de mostrar arte, e a sua é o malabares com fogo, ele carrega uma bolsa e o material necessário para as apresentações e disse ganhar até R$ 50,00 por dia, no final do trabalho, dorme em um hotel. Com uma bagagem cheia de realizações e com muitas experiências que revelam como é dura a vida de artista de rua, Autista comenta que “quem vive nessa vida sente na pele a frieza de muitas pessoas”. O medo da aproximação, a falta de um sorriso, de um obrigado, de qualquer gesto que demonstre que ele está ali ganhando a vida fazendo arte, faz parte do seu cotidiano. Também sofre com a violência urbana. “Na cidade do Rio de Janeiro fui seqüestrado, eles pensavam que eu era gringo e turista, até convencêlos que eu era artista e só queria mostrar o meu trabalho”, disse. Para o Professor de Antropologia Cristian Pio Ávila, o Artista de rua é valorizado por muitas pessoas, porém há outras que não reconhecem seu trabalho

como arte. “A arte começou nas ruas e não no museu. O artista de rua muitas vezes vai se alimentar das referências múltiplas que o mundo globalizado oferece, e transformá-la em algo novo e também regional”. Um exemplo é o couver do Michael Jackson, onde todas as pessoas que o assiste vai saber que ele é da nossa terra, assim também vai acontecer com outros artistas. “Temos dificuldade de reconhe-

cer qual o espaço da arte e quem são os artistas”, complementa ao se referir a ajuda que os artistas pedem, para sobreviver, pois pode haver o choque da arte na rua e da arte como trabalho. Segundo o malabarista Gefferson Guerreiro, 22, da cidade de São Cristóvão, na Venezuela, trabalhar nas ruas é viver cada dia de uma vez, conhecer lugares novos e culturas diferentes. “Devíamos ser mais respeitados.” Os Artistas

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se apresentam nas ruas das grandes metrópoles para gente apressada, que circula por todas as regiões e se dispõe a gastar alguns minutos apreciando as performances. Alguns Artistas estão se destacando na Capital Amazonense é o caso do maranhense Thiago Silva, 35, mais conhecido como Tiririca do Amazonas, que se apresenta próximo ao Porto, no Centro, cantando paródias de composição própria e do amigo Sidney Almeida. Também encontramos o Rambo da Amazônia, o Picolé do Aranha, estátuas vivas entre várias imitações de personalidades que fazem arte e a alegria de muitas pessoas. As ruas, esquinas e sinais de trânsito já estão oferecendo bem mais do que árvores, asfalto, luz vermelha do sinal, concreto e trânsito aos moradores e visitantes da cidade, viraram palco para muitos artistas e também para pedintes, vendedores ambulantes, ou seja, está virando um verdadeiro negócio, mas o que vale é a criatividade para chamar a atenção e conseguir um dinheiro a mais, onde tudo vai depender do fluxo de carros e pessoas disposta a contribuir. Pois de fato é nas ruas que vários artistas têm sua principal fonte de renda, você pode jogar moedas em uma latinha, chapéu, pano, toda contribuição é valida e você ainda leva o sorriso de presente para casa.


Curiosidade

A VERDADEIRA DO HO H

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A IDENTIDADE HOMEM-ARANHA OMEM-ARANHA Por Anne Kellen A versão do documentário do Picolé do Aranha tem 20 minutos de duração, com legendagem para o do português, inglês e espanhol. O documentário custou por volta 2 mil. Com a direção, produção e edição foram feitas por ele mesmo, já a direção de fotografia é do Bruno Pereira e do Thiago Moraes e a finalização e edição de áudio é do Ícaro Lobo e a Trilha sonora original do Roberto Dibo.

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O documentário foi selecionado para competir no VI Amazonas Film Festival, na mostra competitiva de curtas digitais Brasil. Que será o representante amazonense e concorrerá ao troféu Voo na Floresta com outros 6 curtas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. O picolezeiro mais famoso de Manaus, Ney Valente seu o documentário foi exibido pela pri-

Homem-Aranha (Spider-Man em inglês) é um personagem fictício da Marvel Comics, e é uns dos mais importantes super-heróis das histórias em quadrinhos da década de 60. Em 2002 O Homem-Aranha saiu das páginas das revistas direto para as telas do cinema. O filme, dirigido por Sam Raimi, é a primeira adaptação oficializada pela Marvel. Mas não é só no cinema que podemos encontrar heróis. Na cidade de Manaus, encontramos o nosso homem-aranha, Ney Valente, 54 anos, que vende picolés vestido como o personagem. Uma forma criativa para se diferenciar dos demais colegas da mesma profissão de picolezeiro, ou seja, tornou-se grande empreendedor. Através dessa diferença, Ney Valente conquistou uma clientela variada, como adolescentes, adultos, principalmente as crianças e até cachorros. Isso mesmo, ele tem uns 2 ou 3 clientes cachorros, que compram o picolé do aranha. A história do Homen-Aranha de Manaus é bastante interessante, pois vivemos atualmente

meira vez, na IV Mostra Amazônica do Filme Etnográfico, na categoria de curtas. No no dia 30 de outubro, a partir das 19 h, no teatro Gebes Medeiros, antigo Ideal clube, e vai rolar distribuição de picolés. A Mostra é provomida anualmente pelo NAVI (núcleo de antropologia visual da Ufam) e sempre exibe documentários legais sobre a cultura e as pessoas da nossa região.

numa crise financeira mundial, e as pessoas que vêem o Ney acham que ele vende picolés por causa dessa crise. Na verdade, ele está superando uma crise interna; um casamento de 19 anos que acabou num divórcio que o deixou sem nada. E essa foi uma de saída que ele achou para superar o fim do casamento e do desemprego. A história do super-herói amazonense ficou conhecida na cidade quando Anderson Mendes resolveu contá-la no documentário Picolé do Aranha. Segundo Anderson, “As pessoas que já viram o documentário se emocionam com a história de luta dele, porque é um historia sofrida de superação, enfrentando as dificuldades das ruas para fazer as pessoas felizes. No documentário tem umas pitadas de humor também, não é só luta e sofrimento”. Anderson já dirigiu diversos documentários com a temática de biografia. Um deles foi a Incrivel História de Coti- Rambo do São Jorge, rodado em Manaus em 2008.

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Revista Texto.Com Ed. 3  

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