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Capítulo 3 – O Segredo da Boneca Personagens: Blazi - Jovem de 18 anos, trabalha numa empresa de animes criado por si. Takeshi - Primo do Blazi e sócio deste na empresa de animes. Gohan - Um dos sub dirigentes da empresa de animes. Neil Robertson - Sub dirigente da empresa de animes. Gori -Senhora de idade, dona de uma pensão. Hunter - Senhor de idade, marido da senhora Gori, é também dono da pensão. Molly - Rapariga de 8 anos, filha da Senhora Gori e de Hunter, irmã gémea de Miekid. Miekid - Rapariga de 8 anos, filha da Senhora Gori e de Hunter, irmã gémea de Molly. Ricardo - Rapaz de 14 anos, filho da Senhora Gori e de Hunter. Bruno - Rapaz de 15 anos, filho da Senhora Gori e de Hunter. Rooney - Raz de 18 anos, filho mais velho da Senhora Gori e de Hunter. Agente da Polícia - Um simples agente, tal como outro qualquer…

-Ahhhhhh! Socorro! – Gritou a Molly. Os dois saíram do quarto e dirigiram-se ao local de onde tinha vindo o grito, a entrada para o armazém. -O que se passa Molly? – Perguntou o Ricardo. A Molly tentou responder, mas só conseguiu apontar para o primeiro andar. -O sótão? O que tem o sótão Molly?

O resto da família, tal como Blazi e Takeshi, subiram as escadas e repararam no corpo imóvel do Senhor Hunter, este estava morto, tinha-se enforcado, foi um choque para a família, que como é lógico começou a chorar. -Mas porquê? - Perguntou a Senhora Gori. - Vocês. Como é que descobriram isto meninas? - Eu estava a brincar com a Miekid e ela fez batota... - Disse a Molly, acabando por ser interrompida pela irmã. - ... foste tu que fizeste batota. Depois fomos perguntar ao pai quem é que tinha razão... - Explicou a Molly, deixando a Miekid terminar. - e quando chegámos cá acima ele estava pendurado naquela corda sem se mexer.


-Olá a todos. - Disse o Rooney que tinha acabado de chegar da viagem até à cidade. Acabei de chegar. O que estão aqui a fazer em cima? - Perguntou o Rooney inocentemente. A sua mãe desviou-se para deixar o filho ver e este ao ver o que tinha acontecido ao seu pai, agarrou-se à mãe e começou a chorar. A senhora Gori ligu para a polícia e levou toda a gente para a sala de jantar. Uns minutos mais tarde... -Boa noite minha senhora - Diz o Agente da Polícia. -Boa noite. - Disse a Senhora Gori. -Onde está o cadáver? -Está ali naquela casa ao lado, no primeiro andar. -Nós vamos retirar o corpo do sítio e depois viremos aqui falar um pouco com os membros todos que estavam na pensão. -Senhora Gori. Há alguma razão para o seu marido ter feito aquilo. -Não. Acho que não, apesar de estarmos sem muitos clientes, não estávamos assim tão mal, porque como o Hotel está quase sempre cheio, as pessoas sem quartos lá, vem aqui para a pensão, pelo que os tempos memso não sendo os melhores, não eram assim tão maus. -Estou a ver. Foi um acontecimento que ninguém esperava, um choque para todos nós. - Disse o Blazi. - Eu vou ver como está o trabalho a polícia. -Eu também. - Disse o Takeshi. Os dois saíram, mas mesmo à entrada do armazém o Blazi pára... -Então? Não vens? -Vou sim. Vai andando. Vou só ligar para o Niel para saber como vão as coisas. - O Blazi pegou no telemóvel e ligou para o sócio. - Estou? Neil? Como vai isso? -Bem. - Respondeu o Neil num tom apressado. - Já acabou a discussão entre ti e o Gohan.? - Perguntou o Mandre. -Já. O que se passou foi que eu passei pelo gabinete dele e apanhei-o num site todo esquisito, podia estar a procurar inspiração, mas não me pareceu, nunca tinha visto aquele site. -Era conteúdo "xxx"? - Perguntou o Blazi num tom jucoso. -Não. Não era. Antes fosse. Era um site meio escuro e sombrio. Muito esquisito. Eu perguntei-lhe e ele disse que era um blog, mas não era. -Ok. Mas já está tudo bem? -Já claro. Está tudo bem. Podes ir descansado. Adeus. -Adeus. - Respondeu o Blazi mais aliviado, terminando a chamada e começando a subir as escadas. -Então senhores agentes? Como vai isso? - Perguntou o Blazi. -Foi quase de certeza um suícidio. Temos o banco que serviu de apoio, a corda, a única coisa esquisita é esta boneca no meio do chão. -Ele tinha ido buscar umas bonecas para nós vermos. - Esclareceu o Takeshi. -Então parece que daqui está tudo. Vamos para baixo para fazer algumas perguntas se não se importarem. - Disse o agente. -Sim, claro. - Respondeu o Blazi.


Na sala se jantar... -Se não se importam, vamos começar os interrogatórios. Senhora Gori, o que estava a fazer durante a hora da morte do seu marido? - Eu estava a falar com o resto da minha família e com os nossos dois clientes, aqui na sala, apenas não estava aqui o Rooney. - Explicou a Senhora Gori. - Nenhum deles pode ter cometido o crime, estávamos todos aqui. É claro que um ou outro saiu um pouco para ir tomar ar ou ir à casa de banho, mas nada de mais. -Com certeza, senhora Gori. Havia razões para o seu marido se ter suicidado. -Não. Penso que não. -Muito obrigado. Menina Gori, o que estava a fazer enquanto o seu pai estava no sótão. -Por amor de Deus, acha que foram as minhas meninas de 8 anos, senhor agente? Perguntou a Senhora Gori em gritos. -Não minha senhora, Não teriam força para fazer aquilo, nem juntas, apenas pergunto isto pois podem ter visto alguma coisa suspeita. -Não, não vimos. Eu estava a brincar com a minha irmã Molly e depois fomos perguntar uma coisa ao pai e ele já estava assim. - Respondeu a Miekid. -Nós não fizémos nada senhor agente. - Disse a Molly. -Eu acredito. Menino Ricardo, ausentou-se alguma vez da sala de jantar? -Sim. Ausentei-me sim senhor agente. Fui dar uma volta com o meu irmão Bruno. Espero não estar a insinuar que fomos nós. -É verdade, fomos dar uma voltita a pé, nada mais. Não fomos nós. – Disse o Bruno. -Isso não sei. Talvez tenham sido. Onde foram? -Fomos até à cidade comprar umas gomas e pastilhas. - Disse o Ricardo. -Há alguém que posso provar isso? - Perguntou o Agente. -Há sim, a senhora da loja, estivemos lá às 21h30m. Demorámos 20minutos na viagem, é mais ou menos à conta para ir e vir da cidade e fazer uma paragem. - Explicou o Bruno. -Sim isso é verdade. Podem ir. Não me parece que foram vocês, a vossa família facilmente prova as horas a que saíram e que chegaram e que não foram para o sótão. - Disse o agente. - Senhor Rooney. O que você fez durante a noite? -Eu fui à mercearia. Antes de ir embora entreguei uma lâmpada nova ao meu pai e depois saí com a carrinha, só cheguei à pouco, tal como deve ter reparado. Respondeu o Rooney. -Sim. Muito bem. Faremos mais algumas pesquisas de provas e já voltamos. -Nós vamos consigo. - Disse o Takeshi, referindo-se a si e ao Blazi.

Cerca de 20 minutos mais tarde... -Bem. Amanhã o médico legista virá tratar dos últimos pormenores e levará o corpo. Até amanhã rapazes. - Disse o agente falando para o Blazi e para o Takeshi. -Até amanhã. - Disse o Blazi À espera que a polícia se fosse embora. – Takeshi, achaste uma morte estranha?


-Achei. Até porque qual era a razão de fazer o teatro todo, daquilo das marionetas antigas, só para se suicidar? - Disse o Takeshi. -É exactamente isso que acho estranho, vamos procurar algo suspeito. - Uns minutos mais tarde o Blazi chama o seu primo. - Hey, Takeshi anda cá. Estás a ver isto, não tinha reparado. – O Blazi depois de um tempo a “brincar” com a lanterna acabou por detectar algo de interessante, uma pequena mancha de sangue que estava localizada numa das vigas que sustentavam o telhado do sótão do armazém. – É um sangue não é? -Pois é. É provável a polícia não ter visto, pois a trave está num sítio alto e muito mal iluminado, e há ali uma coisa na janela. - Disse o Takeshi. -O quê? - Perguntou o Blazi. - É um pionés na janela e outro no chão, mesmo pertinho dessa mesma janela, não percebo a razão de estarem ali, num sótão costuma haver barafunda mas chamou-me à atenção pois o sótão está muito arrumado, mas os pionés estão espalhados. - Explicou o Takeshi com toda a razão, pois uma vez que tudo naquele sótão estava estranhamente organizado e desarrumado, era pouco provável que aqueles pionés tivessem sido ali esquecidos, no entanto como poderiam estar ligados à morte do Senhor Gori? -Bem visto. Já agora, esta boneca está aqui mal. - Disse o Blazi. -Porquê? - Perguntou o Takeshi surpreendido. - Porque o Senhor Hunter ia buscar umas bonecas antigas, com alguns anos, mas esta tem 2 meses. - Respondeu o Blazi. -Blazi! Olha, está aqui uns fios muitos fininhos, quase invisíveis. - Gritou o Takeshi. Bom olho primo. Vamos ver onde vão dar. O Blazi apontou a lanterna e viu com alguma dificuldade, que o fio acabava do lado de fora da janela e que a outra ponta acabava na trave, possivelmente atada à corda que já lá não estava. -Estranho. - Disse o Takeshi. - O começo percebo que esteja ligado à corda onde se cometeu o suicídio/homicídio, mas a ponta, simplesmente acabar do lado de fora da janela é estranho. -O que é aquilo Takeshi? - Perguntou o Blazi. - Aquilo o quê? - Disse o Takeshi. -Está ali uma fita de velcro no chão, lá em baixo, na relva. -É uma simples fita Blazi, não te entusiasmes. -Já viste alguma coisa espalhada pelo pátio da pensão? – Perguntou o Blazi à procura de mais algo suspeito. -Nada. Sempre limpinho. -Então é estranho, até parece que voou... é isso… espera… a fita, o fio de pesca fininho e a corda devem estar interligados. O Takeshi foi buscar a fita e viu que tinha um furinho feito pelo pionés. -Olha Blazi, o pionés provavelmente estava na fita. - Disse o Takeshi. -E também na madeira, estava a prender a fita à madeira. – Sugeriu o Blazi. -Então a fita estava presa à madeira e a prender o fio de pesca? - Perguntou o Takeshi. -És um génio, é isso. Só preciso de comprovar umas coisas. O Blazi foi ao corpo do Senhor Hunter e depois foi vasculhar o junto ao armazém, onde estava a fita. -Hei Takeshi. Olha isto. O Blazi tinha encontrado mais fio de pesca enrolado no caixote do lixo este tinha umas marcas muito peculiares e únicas, que só poderiam vir de um sítio. -Já sei quem é o culpado. - Disse o Blazi.


-Também eu primo. Ao que parece os dois primos já conseguiram desvendar o estranho caso do suicídio do Senhor Gori, será que também já descobriste que causou tal tragédia? Continua…

Crime Perfeito Capitulo 3  

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