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VEJA SP Especial Temรกtico agosto/2013

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LUXO

ECONOMIA

DIVERSテグ

FASHION

GASTRONOMIA

VARIEDADE MODA

PASSEIO COMPRAS


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Crescer para onde? Shutterstock

O setor de shopping centers prospera com expansões nas capitais e, principalmente, no interior do Brasil. Na comparação com países da América do Norte e da Europa, ainda há muito a ser explorado por aqui

lecimentos em municípios com cerca de 100 mil habitantes”, diz Marcos Hirai, diretor da BG&H Real State, empresa de consultoria no ramo de varejo. Segundo ele, são vários os motivos que estão levando os shoppings para além das capitais. “As grandes cidades sofrem com a falta de terrenos para novos empreendimentos. Em metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro hoje é quase impossível, ou caro demais encontrar espaços físicos. Por isso, para crescer, os shoppings precisam partir em busca de novos mercados, onde a oferta de terrenos ainda é alta e os preços, mais razoáveis”, avalia ele.

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Outro motivo é o crescimento da renda dos municípios de menor porte. “Essas cidades contam com poder Mercado de consumo em alta e modalidades de investimento financeiro contribuem para o sucesso dos shoppings

aquisitivo muito maior do que há dez ou 12 anos. Então, além de haver uma oportunidade de espaço físico, há também a

Dos 40 shoppings que devem ser inaugurados no pa-

atração de um público consumidor que

ís em 2013, apenas 15 estão localizados em capitais,

já não precisa mais se deslocar a outros

apontam dados da Associação Brasileira de Shopping

municípios para fazer suas compras ou

Centers, a Abrasce.

se divertir. É a democratização do con-

O número confirma a tendência que já vem se ob-

sumo”, afirma Marcos. Em cidades com

servando há alguns anos de que o setor está conquis-

100 mil habitantes, o perfil dos empreen-

tando as cidades do interior e se espalhando pelo pa-

dimentos que estão sendo lançados é de

ís. “Até cerca de cinco anos atrás, o foco principal dos

shoppings de pequeno porte, com cerca

shoppings era a cidade com mais de 300 mil habitan-

de cem lojas e área bruta locável (ABL) en-

tes. De lá para cá, temos visto a abertura de estabe-

tre 15 mil e 20 mil metros quadrados.


“E não é porque são empreendimentos feitos no interior que são menos arrojados que os shoppings construídos nas capitais: muitos deles têm sido desenvolvidos com arquitetura contemporânea. Assim como nas capitais, eles também oferecem, além das

SHOPPING NA BOLSA

Modalidades de aplicação financeira atreladas a shoppings garantem crescimento do setor e lucratividade de quem investe

lojas, boas opções de lazer e entretenimento, já que uma das grandes vocações dos shoppings hoje em dia é ser um centro de convivência”, afirma Marcos.

Além do mercado de consumo, um fator que vem colaborando para o boom do setor de shoppings é a abertura de capi-

Metros quadrados por habitante

tal e a oferta de modalidades de investi-

O marcante desempenho recente do segmento – que

mento atreladas ao resultado de empre-

atingiu os R$ 119,5 bilhões de faturamento em 2012 – leva inevitavelmente a uma pergunta: até quando o crescimento pode se sustentar nesse ritmo? Uma das respostas pode ser encontrada na compa-

sas de shoppings, tais como Certificado de Recebível Imobiliário (CRI), Fundo de Investimento Imobiliário (FII), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Debêntures. Segundo dados da Lumine, empresa

ração entre os números do setor no Brasil e em países

de planejamento, comercialização e admi-

da Europa e da América do Norte.

nistração de shoppings, os Inicial Public

Uma pesquisa da consultoria Jones Lang LaSalle mostra que o Brasil tem 50 metros quadrados de ABL por cada mil habitantes, enquanto nos Estados Unidos esse número chega a 2.180 metros quadrados para cada mil habitantes. No Canadá, o número é de 1.290 metros quadrados de ABL por mil habitantes, e na Europa a média é de 275 metros quadrados. “A razão da área bruta locável pelo número de habitantes ainda é muito baixa aqui no Brasil. Esse número leva a crer que ainda existe bastante espaço para crescimento. Consideramos que os shoppings são

Offering (IPOs) dos shoppings e os novos produtos de investimento financeiro atrelados aos resultados de empresas do segmento se intensificaram a partir de 2006 e tiveram reflexos sobre o faturamento e o tamanho da área bruta locável (ABL) do setor. Entre 2006 e 2012, a ABL total dos shopping centers passou de 7,5 milhões de metros quadrados para 12,9 milhões de metros quadrados, enquanto o faturamento saltou de R$ 50 bilhões para R$ 120 bilhões no mesmo período. “Antes de 2006, investidores estrangei-

atualmente um investimento muito rentável, uma óti-

ros representavam uma das principais fon-

ma oportunidade para ganhar dinheiro”, opina Alex

tes de captação de recursos para os shop-

César, gerente de negócios da divisão de varejo da Jones Lang LaSalle.

pings. A partir de então, a esses recursos se somaram os obtidos no mercado financeiro, como as bolsas de valores”, explica Cláudio Sallum, sócio diretor da Lumine.

Além da falta de terrenos nas capitais, shoppings são levados ao interior pelo desenvolvimento das cidades de menor porte

“Quem investe em shoppings colhe hoje bons resultados. Esses investimentos, por sua vez, são fonte de financiamento e de crescimento importante para muitos empreendimentos”, comenta Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping, a Alshop.


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A vez da classe C Empreendedores e comerciantes estão atentos ao crescente poder aquisitivo da classe média, que já representa 54% da população brasileira

Desde 2011, a classe C já representa mais da metade

Antigos shoppings, novas demandas

da população nacional: são 40,3 milhões de pessoas,

Coração financeiro do país, São Paulo é

ou 54% dos brasileiros. O crescimento dessa classe

recordista em número de shoppings no

veio atrelado ao aumento do poder aquisitivo: de 2005

Brasil, segundo a Abrasce. Há na cidade

a 2011, a renda familiar da classe C aumentou 31%.

155 empreendimentos, com previsão de

Não é de se estranhar que empresários, comerciantes

mais dez até o fim do ano. Com diversos

e construtoras de shoppings venham apostando fichas

shoppings voltados originalmente para a

nesse novo público.

classe C, alguns estabelecimentos vêm

De acordo com uma pesquisa realizada em seis

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capitais brasileiras pela Associação Brasileira de

sentindo a necessidade de mudar o perfil de serviços e lojas.

Shoppings Centers (Abrasce), a classe média é a que

É esse o caso de um shopping em

mais compra em shopping centers, e representa atu-

Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

almente 23% dos frequentadores.

Inaugurado há 11 anos, ele foi concebi-

“Esses novos consumidores se acostumaram a en-

do para a classe C. Hoje, tem 205 lojas e

trar em todo tipo de centros comerciais. Exceto nos

quiosque, 13 lojas âncoras e cinco salas

shoppings classe A, em todos os outros há sempre

de cinema. Recebe cerca de 1,5 milhão

um mix de lojas para classes B, C e D. É um público

de consumidores por mês; atualmente,

que exige qualidade de produtos e de serviço. Por is-

a classe B contribui com 62% do movi-

so, os malls têm de estar preparados para atender to-

mento e a classe C, com 25%.

do tipo de consumidor, de diferentes perfis e poderes

“Ao longo da última década, a clas-

aquisitivos”, afirma Luís Augusto Ildefonso da Silva,

se C mudou seu perfil. A ascensão des-

diretor de relações institucionais da Associação

sa faixa social trouxe outros empreendi-

Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

mentos de mais qualidade e a demanda

Como 55% do público frequentador de shoppings

mudou”, afirma Carla Mautone, superin-

é formado por mulheres, esses centros comerciais in-

tendente do shopping. “Hoje, as marcas

vestem cada vez mais em conforto, qualidade e segurança. “É a nova mulher brasileira quem eleva a família à classe C. Ela define não só a compra dela própria, como a da família inteira. É ela quem decide o carro, a casa, decoração e roupas do filho e do marido”, explica o empresário mineiro Elias Tergilene, dono de uma cadeia de shopping centers.

Lojas aspiracionais e bom mix são características destes shoppings


Classe G Belo Horizonte tem o exemplo mais emblemático de empreendimentos para a classe C. Em 2008, o empresário Elias Tergilene idealizou o shopping para essa faixa: algo simples e de qualidade. O sucesso foi tanto que, atualmente, tem cinco endereços – três na capital mineira e dois em Manaus. Em 2012, o empreendimento faturou R$ 24 milhões. O segredo, ele conta: “faShutterstock

ço shopping para a classe G, de gente”. “Temos de pensar que o poder de compra no interior é diferente de em grandes cidades. A pessoa pode sair da classe C,

têm de ser aspiracionais e precisamos ter a qualificação no mix de lojas. O público por aqui quer tênis caros, modernos aparelhos de celular e restaurantes em vez de praça de alimentação”, explica. Nesse shopping, o tíquete médio varia entre R$ 800 e 900. No Natal, passa para R$ 1.200. “A renda familiar da classe C aumentou muito e eles estão preocupados com as marcas que compram”, diz. Carla explica, ainda, que essa nova classe passou a morar em lugares mais valorizados. Logo, shoppings para esse público tendem a expandir em áreas consideradas mais centrais e não ficam mais restritos aos subúrbios de grandes centros. Quem percebeu essa mudança foi o lojista Geraldo Felizola, dono da única livraria do shopping em Taboão da Serra. Em oito meses, tempo que tem a loja, ele afirma que o comportamento do público mudou. “O shopping percebeu que precisava abrir uma livraria. Nesse tempo, houve um aumento de 40% nas vendas. Agora, o shopping está me propondo ampliar a loja e mudá-la para um espaço maior. A livraria virou um atrativo”, explica Felizola, que diz que os gêneros mais vendidos em sua loja são literatura infanto-juvenil, romance adulto e livros religiosos.

mas continua tendo hábitos de consumo e cultura dessa classe. Há uma questão econômica e cultural muito forte que não se resolve com dinheiro no bolso. Em Manaus, tem gente que ganha R$ 10 mil por mês, mas come peixe com a mão. Ou seja, essa pessoa não vai a um shopping de classe A, pois ela anda de chinelo, bermuda e come com a mão”, explica Elias, que tem novos empreendimentos à vista, como um no Rio de Janeiro. “Escolhemos Manaus – e deu certo – pois 99% dos 2 milhões de habitantes têm hábitos de classe C”, afirma Elias. Em seus shoppings, as lojas não passam de 20 metros quadrados e a operação de marketing dos shoppings funciona com muita música ao vivo na praça de alimentação – de preferência, música sertaneja. “Assumimos que gostamos de sertanejo, de dançar, de cantar, comer feijoada e tomar pinga. O shopping é um equipamento urbano de inclusão social”, explica. “A classe A gosta de sertanejo, também, mas paga caro para assistir a um show.”


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Profissionais cada vez mais especializados Com a proliferação de shoppings, o mercado sente ainda mais necessidade de contratar quem entende do assunto. Acompanhando esse movimento, o setor educacional avança, e oferece cursos de gestão sobre o assunto Faculdades brasileiras oferecem especializações em shopping

preparados para lidar com as especificidades desse setor. “Muitos dos shoppings já nascem com gestão profissionalizada. O próprio fato de algumas empresas do setor terem aberto capital mostrou ao mercado que uma gestão mais eficiente é fundamental para atrair investimentos de melhor qualidade”, afirma Cláudio Sallum, sócio diretor da consultoria Lumine. Por gestão profissional, não se pode entender apenas a contratação de espetivos das mais diferentes áreas, como

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cialistas em varejo, mas também execumarketing, operações, jurídico, gestão financeira e administrativa, recursos humanos e planejamento, entre outras. Mais shoppings, maiores shoppings, melhores shop-

Atualmente, há grande oferta de

pings. Se por um lado o crescimento do setor se tra-

cursos, de curta e longa duração, pa-

duz em aumento de oferta de empregos, por outro

ra quem tem pretensão de se dedicar

também traz uma necessidade: a da contratação de

ao setor. A Abrasce e a Escola Superior

profissionais especializados para uma gestão cada

de Propaganda e Marketing, por exem-

vez mais apurada.

plo, oferecem um programa de 40 horas

A indústria de shopping centers, que segundo a

de Marketing para Shopping Centers. A

Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)

Abrasce também ministra, juntamen-

emprega hoje cerca de 900 mil pessoas e é respon-

te ao Instituto de Ensino e Pesquisa

sável por aproximadamente 20% das vendas do vare-

(Insper) o curso de pós-graduação

jo nacional, observou nos últimos anos o aumento da

Shopping Center Management Program,

oferta de cursos que buscam formar executivos mais

com 360 horas de aula.


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Shopping AAA O mercado de luxo conquista cada vez mais consumidores no Brasil, atraídos por conforto, qualidade e, principalmente, pela ideia de exclusividade

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Referência em comércio de luxo, a Galleria Vittorio Emanuelle, em Milão, reúne famosíssimas grifes de alta-costura e, claro, atrai italianos e turistas

Joias cujo valor chega aos seis dígitos.

teve acesso a produtos que não conhecia, e iniciou um

Peças de roupa desenhadas por estilis-

processo de educação de consumo”, explica o consul-

tas consagrados, e cobiçadas no mundo

tor Carlos Ferreirinha, especialista no assunto desde

todo. Acessórios com sofisticação digna

1987. Ele afirma também que, com a estabilidade eco-

de estrela de Hollywood. Esses são ape-

nômica adquirida ao longo desses anos, o consumidor

nas alguns dos sofisticados artigos que

passou a se planejar e a comprar mais.

hoje se tornaram “comuns” no mercado de luxo brasileiro e, dia após dia, come-

O luxo vai ao shopping

çam a ocupar cada vez mais as vitrines de

Observando esse aumento do poder de consumo da

shopping centers espalhados pelo país.

população, alguns shopping centers passaram a inau-

O aumento de itens luxuosos à ven-

gurar em seus espaços lojas que antes eram exclusi-

da no Brasil é um fenômeno relativamen-

vidade americana ou europeia. Marcas prestigiadas e

te novo, que começou a ganhar destaque

voltadas para um público acostumado a grifes e a pre-

nas duas últimas décadas. “Com a aber-

ços exorbitantes começaram a figurar nos corredores

tura do país às importações, o brasileiro

desses malls.


Engana-se, porém, quem acredita que apenas os letreiros e os símbolos conhecidos mundialmente bastam para atrair esse mercado consumidor. “Como em todo produto ou serviço de

PELO MUNDO Nos Estados Unidos e sobretudo nos países emergentes asiáticos, grandes centros comerciais de luxo se tornaram referência no assunto. Confira alguns deles

luxo, o shopping center deve ter o cuida-

MIAMI

do de trazer outros atributos desse seg-

Bal Harbor O shopping center tem o mesmo nome do

mento”, alerta o consultor – ele diz ser necessário um cuidado especial até na

bairro, que reúne hotéis e restaurantes de alto padrão. É uma ilha de luxo na já luxuosa Miami Beach.

estrutura física do estabelecimento. “O

Village of Merrick Park Construído para ser um cen-

projeto arquitetônico, seja moderno ou

tro de compras a céu aberto, o Village of Merrick Park

clássico, deve remeter à grandeza e ter em seu conceito um estilo único, com

chama atenção pela decoração e pelos jardins, além de suas fontes de água.

acabamentos que mostrem que ele é di-

HONG KONG

ferente dos outros”, explica. Além dis-

Times Square O centro foi inaugurado na década de

so, mobiliários requintados, cores cla-

1990 e tem espalhadas pelos seus 16 andares cerca

ras e harmônicas, corredores amplos e um pé-direito alto devem ser priorizados, proporcionando a sensação de se estar em um lugar espaçoso e arejado. Essa mudança nos hábitos de consumo é natural em todas as economias,

de 230 lojas. Além disso, concentra diversos restaurantes de alto padrão. The Landmark Dividido em quatro prédios, o complexo concentra grandes marcas de joias e relógios e é interligado por sofisticadas e envidraçadas passarelas de pedestres.

afirma o consultor, e deve criar por aqui

CINGAPURA

novos motivos para a expansão do mer-

ION Orchard O shopping center abriu as portas em

cado de luxo, bastante baseado na questão da exclusividade. “É um pro-

2009 e tem oito andares. Dos seus 66 mil metros quadrados, mais de mil são dedicados a uma loja Prada.

cesso de amadurecimento. O fato de ser

TAIWAN

um movimento recente, aliado ao cres-

Taipei 101 O centro comercial é um anexo de um dos

cimento robusto da classe média, cria o ambiente perfeito para um consumidor que quer acessar o que é diferente.”

edifícios mais altos do mundo, onde ficam grandes centros financeiros. No shopping, lojas de grife e bares requintados.

Acerca dos motivos que levam os consumidores ao mercado de luxo, o consultor Carlos Ferreirinha lista os clientes que compram por status, os que buscam qualidade e os que consomem pela história da marca


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Arquitetura sustentável e agradável Brunna Mancuso

Shoppings fechados e sem uso de luz natural começam a dar espaço a projetos que priorizam os espaços abertos e com medidas que prezam pelo meio ambiente

Os shoppings fechados, com aspecto de caixote, onde o consumidor não sabe se é dia ou noite, se chove ou faz sol lá fora, estão com os dias contados. A ordem agora é privilegiar os empreendimentos que ofereçam um ambiente mais agradável e com mais espaços ao ar livre. É essa a tendência que vem norteando a escolha das técnicas de arquitetura e construção nos

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empreendimentos que vêm surgindo.

Luz natural e espaços abertos ganham os shoppings, hoje ainda mais horizontais

“Os novos shoppings são mais abertos. Verificamos hoje a importância de oferecer uma

áreas internas, janelas, abóbodas e teto envidraça-

área mais agradável, de espaços com ilumi-

dos têm ganhado destaque. O resultado dessa “no-

nação natural e muito verde”, diz o presiden-

va arquitetura” é que, com a entrada de luz natural,

te da Associação Brasileira de Shopping Centers

o ambiente se torna menos pesado para quem fre-

(Abrasce), Luiz Fernando Veiga. Segundo ele, es-

quenta o local e reduz o consumo de energia.

sa mudança caminha de mãos dadas com outra, a

Mas as soluções sustentáveis não param por

de adotar princípios sustentáveis. “Além de serem

aí. Entram nesse grupo também escadas rolan-

mais saudáveis para o meio ambiente, essas solu-

tes que são acionadas somente quando alguém

ções também refletem em uma redução de custo

pisa no degrau, coleta seletiva de lixo e sistemas

para os shoppings”, explica.

de reutilização de água. No Brasil, essas medidas

Basta caminhar por alguns estabelecimentos

estão surtindo efeito, e hoje já há shoppings que

mais modernos para ver in loco a evolução. As cons-

conseguiram o selo de qualidade ISO 14001, con-

truções são cada vez mais horizontais, com “pra-

ferido a empresas que atendem aos padrões de

ças” ou espaços abertos arborizados e, mesmo nas

uma gestão ambiental eficaz.


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Especializado nas compras e na diversão Para decorar a casa ou trocar de carro, o consumidor costuma procurar por um shopping temático. Mas esses centros ainda guardam outros benefícios

Facilidade,

conveniência,

segurança,

ambiente climatizado e diversas opções de lazer e alimentação para embalar as compras. Não é de hoje que o modelo proposto pelos shopping centers seduz o consumidor brasileiro. Mas uma evolução do varejo, os centros de compra temáticos, também conquista progressivamente espaço no mercado nacional. Shopping centers especializados na venda de carros e acessórios, artigos para casa, moda ou calçados já representam cerca de 10% dos malls brasileiros. Luiz Sternick, gerente de marketing

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de um conceituado shopping de decoração, explica que, nesse tipo de estabelecimento, pelo menos 80% das compras são programadas. “O cliente vai mudar de casa, está esperando um bebê ou fazendo uma reforma... Ele entra em um shopping de decoração e sai de lá com tudo o que precisa, do piso aos móveis e adornos”, diz. Algo a mais

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Além de vitrines do varejo, os shopping centers podem ser vistos como verdadeiros centros de convivência, onde o frequentador encontra muito mais que


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AMBIENTAÇÃO TEMÁTICA Nem sempre é exatamente o mix de lojas que dita a especialidade de um shopping center. Com comércio variado, um centro de compras carioca se dedica a tornar temática a decoração, trazendo elementos típicos da arquitetura e dos grandes monumentos do mundo para o seu interior. Inspirado nos grandes parques de diversão temáticos americanos, o shopping completa os elementos cenográficos com apresentações de dança, música e teatro.

lojas. Com os malls temáticos não é diferente: antes dedicado a alocar concorrentes sob o mesmo teto, esses estabelecimentos crescem também em ofertas de entretenimento e serviços. O citado shopping especializado em decoração é um exemplo disso: depois de caprichar na escolha dos restaurantes que figurariam em sua praça de alimentação, o empreendimento investiu em salas de cinema diferenciadas (com apenas 50 seletos lugares e serviço de garçom) e em espaço para cursos. “Fizemos uma pesquisa de público, que apontou para jovens de classe A e B acima dos 25 anos que, claro, se preocupa com decoração. Os cursos, portanto, passeiam pelos interesses desse consumidor: história da arte, design e até culinária gourmet”, conta Luiz. Para os fascinados por motores Para quem não vive longe das quatro rodas, os shop-

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pings temáticos de veículos – ou auto shoppings –

“O cliente vai mudar de casa, está esperando um bebê ou fazendo uma reforma... Ele entra em um shopping de decoração e sai de lá com tudo o que precisa, do piso aos móveis e adornos.”

também vão além das concessionárias, lojas multi-

Luiz Sternick

o comportamento no tráfego real”, conta André.

marcas e de acessórios automotivos. Pista de kart e espaço cultural são algumas das opções de lazer que têm atraído ainda mais frequentadores aos auto shoppings. “Uma empresa de kart nos procurou especialmente, porque a presença constante de um público que gosta de carro seria ótimo para o negócio dele”, explica André Moreno Vargas, gerente geral de um dos maiores auto shoppings de São Paulo. Educação no trânsito, voltada especialmente às crianças, também tem boa acolhida por ali, de forma recreativa: “Recebemos escolas e grupos fechados. As crianças se dividem entre guardas e motoristas, que percorrem o trajeto de bicicleta e aprendem sobre


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Morar, trabalhar, comprar Empreendimentos mixeduse, que conjugam centros comerciais, apartamentos e escritórios, são uma realidade fora do Brasil, e conquistam cada vez mais consumidores e investidores por aqui

Em metrópoles cada vez mais saturaBrunna Mancuso

das, de habitantes e veículos, muitos cidadãos acabam optando por frequentar lugares capazes de descomplicar o cotidiano. De olho nessa demanda, construtoras brasileiras investem cada vez mais em uma tendência já estabelecida em centros urbanos como Londres, Tóquio, Los Angeles e Nova York: empreendimentos que concentram várias funções em um único espaço. Chamados de mixed-use, eles agregam no mesmo

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condomínio escritórios, centros de compras, e até apartamentos residenciais. Tendo em vista a delicada questão da mobilidade nas grandes cidades, livrar-se das mazelas do trânsito, economizar tempo e sentir-se mais seguro são sonhos que se enquadram no estilo de vida proposto pelos mixed-use. “Quem opta por morar e trabalhar em um único lugar resolve ao menos dois problemas: o de trânsito e o de vaga para estacionar”, diz Eric Labe, sócio de uma construtora do Rio de Janeiro que lançará em 2014 um empreendimento de uso misto com 700 unidades: 400 residenciais e 300 comerciais.

DE OLHO NO FUTURO

Investidores imobiliários e rede hoteleira também se interessam por empreendimentos mixed-use Outro público atraído pelos complexos de uso múltiplo são os investidores, que enxergam o potencial de crescimento desse tipo de empreendimento e apostam no modelo inovador de conjugar lazer, serviços, trabalho e moradia em um único espaço. Além das opções comerciais e residenciais, muitos desses multicomplexos integram ainda redes hoteleiras, entrando com mais força no radar de quem busca alternativas para investir, principalmente levando em conta o alto movimento turístico que o país recebe e deverá receber nos próximos anos, sobretudo por conta dos eventos mundiais. Por falar em investimento, vale ressaltar que as unidades de um empreendimento mixed-use são geralmente mais caras que as tradicionais. Mas as construtoras garantem: o preço mais alto é compensado pela economia de dinheiro e tempo no trânsito, segurança e, claro, qualidade de vida.


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Aproveitamento do espaço urbano

sa proximidade impacta diretamente na frequência –

O conceito atrai um público extenso, in-

quem trabalha nos arredores acaba consumindo nos

teressado na segurança e na mobilida-

lugares mais próximos, o que gera fluxo tanto nas lo-

de da proposta. “Para os multicomple-

jas como nos restaurantes.

xos que mesclam unidades residenciais

Precisamente pela demanda, os estabelecimen-

e comerciais, o projeto privilegia salas

tos, no geral, são bem estruturados e preparados pa-

menores, para pequenas empresas, o

ra circulação muitas vezes acima da média, oferecen-

que acaba atraindo o público que tem

do, além do entretenimento, serviços que facilitam a

negócio próprio – profissionais liberais

rotina, como banco, correio, sapataria, papelaria, su-

como advogados e dentistas. Muitas

permercado, entre outros.

pessoas procuram por empreendimen-

Para quem trabalha vizinho a um shopping center,

tos assim, seja para abrir um escritório

ter tudo à mão também pode se tornar um benefício

mais próximo de casa ou para montar

essencial: é possível aproveitar os mais variados ser-

um negócio para a esposa ou para os fi-

viços e lazer no almoço ou pós-expediente, sem pre-

lhos”, conta Eric.

cisar enfrentar o trânsito da cidade.

Além de facilitar as idas e vindas dos cidadãos, os mixed-use têm como objetivo aproveitar da melhor forma o espaço urbano, otimizando a distribuição dos serviços no mesmo complexo. A localização também ganha novo status nesses projetos multifuncionais, uma vez que, ao conjugarem trabalho, residência, serviços e lazer em um só lugar, tar necessariamente nos grandes centros comerciais de uma cidade. Podem, inclusive, se encontrar em regiões mais afastadas, onde a qualidade de vida – leia-se: menos poluição e mais verde – pode ser melhor. A vez dos shoppings Para o setor de serviços, como shopping centers ou até mesmo centros de compras menores, o conceito mixed-use oferece uma vantagem indispensável: a garantia de movimento o tempo todo. Principalmente em empreendimentos que unem escritórios e shoppings, es-

Brunna Mancuso

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os empreendimentos não precisam es-


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Para todas as idades

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As opções de lazer nos shoppings só se multiplicam. Hoje em dia, os malls têm diversão para bebês, crianças, adultos, idosos... e até para os cães!

PAPAIS CINÉFILOS

VÁ CORRENDO

CULTURA NA SACOLA

BAILA COMIGO

Bebês têm espaço

Com distâncias menores

Apreciar (e comprar)

Muitas ações de lazer

cativo em sessões

que as tradicionais,

obras de arte também

para terceira idade têm

de cinema especiais

algumas corridas para

é um programa de

sido desenvolvidas nos

que acontecem nos

crianças ganham os

lazer no shopping. Com

shoppings brasileiros,

shoppings de todo

espaços de convivência

várias galerias de arte

sendo uma das mais

o país. A iniciativa,

dos shoppings. Neste

em um só ambiente,

populares as aulas de

chamada Cinematerna,

quesito até os pets

um famoso centro de

danças de salão. Além

cuida dos detalhes,

entram em cena: um

compras carioca caiu

de reunir esse público

como trocadores e

shopping criou uma

no gosto de adultos

nas dependências

ar-condicionado mais

“cãorrida”, para donos

que fazem, admiram

do centro comercial,

baixo, para que os

competirem ao lado

e/ou comercializam

projetos desse tipo têm

bebês possam ir ao

de seus animais

pinturas, gravuras,

como objetivo promover

cinema com os pais.

de estimação.

desenhos, esculturas...

saúde e bem-estar.

“Ganhando ou perdendo, vamos às compras depois da eleição.” Imelda Marcos (1929 – ), política filipina

“Quando você vai às compras, você esquece até de comer.” Jennifer Hudson (1981 – ), cantora americana “Ir às compras com as amigas e ajudá-las a encontrar coisas bonitas é tão recompensador quanto fazer compras para si própria.” Sophie Kinsella (1969 – ), escritora inglesa


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