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REVISTA

Edição Especial – Julho 2012

SOCIALYMPICS OS PRIMEIROS JOGOS OLÍMPICOS DA ERA DAS MÍDIAS SOCIAIS


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A VIDA COMO ELA É Por Arthur Tavares Quem é o recordista de medalhas? Qual a sensação de um atleta de ponta minutos antes de descarregar adrenalina na prova final? Parte dessas respostas sobre a Olimpíada que começa oficialmente nesta sexta-feira, dia 27, em Londres, as pessoas saberão pelos canais da mídia clássica, mas outras histórias significativas serão divulgadas pelos próprios participantes nos seus veículos de redes sociais. Tweets, posts no Facebook, comentários em blogs, fotos no Instagram e vídeos no Youtube funcionarão como uma cobertura paralela do que acontece na capital inglesa. Não à toa, a competição já foi batizada de “Socialympics”.

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No Olympic Athlete’s Hub, site integrado com as redes sociais, mais de 2 mil atletas inscritos serão responsáveis relatar a rotina dos jogos e da vila olímpica. Um guia foi divulgado para os atletas explicando o que eles podem tornar público. São recomendações essenciais para preservar a imagem de colegas, equipes e para não atropelar o trabalho da imprensa. A ideia é que, até 2016, todos estejam na melhor forma para a disputa por cliques, Curtir, retweets e novos seguidores – em pleno espírito esportivo. Duas grandes diferenças separam Londres 2012 de Pequim 2008. A primeira delas é em torno da massificação do uso das redes sociais. Nos últimos quatro anos, veículos como o Facebook cresceram de maneira exponencial e já chegam a quase 1 bilhão de usuários no planeta. Em Londres, os atletas também experimentarão algo que não foi possível em Pequim: a liberdade total de uso e acesso à Internet.”Assistiremos à primeira Olimpíada das Redes Sociais”, afirma o professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Coutinho.

Pequim

2008

| 4 0

100 6

milhões milhões

Londres

2012

900 140

milhões milhões

Cobertura pela mídia tradicional

2008: 2.500 2012: 5.530 todos os eventos serão transmitidos ao vivo pela primeira vez


Berlim: Primeira edição a receber cobertura extensiva do rádio. 2.500 emissoras em 28 diferentes idiomas transmitiram os jogos

1936| 02|

Atlanta: primeira Olimpíada com páginas na rede dedicadas a notícias, fotos, resultados e vendas de ingressos.

1964|

(rádio)

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(TV)

2012|

(internet)

(redes sociais)

Tóquio: primeira cobertura ao vivo do evento foi transmitida para 40 países.

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Londres: pela primeira vez haverá cobertura nas redes sociais e interação com atletas pelo Athlete’s Hub.

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Bites nas Olimpíadas milhões de fãs

Roger Federer

11,1

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Rafael Nadal*

11

milhões de fãs

* machucado,não vai participar dos Jogos

Neymar

10,7

milhões de fãs

Bites vai acompanhar de perto o que acontece nos Jogos de Londres. Diariamente, os perfis no Twiter (@_bites), Facebook (bitesbr) e o blog (www.bites.com.br) publicarão notas, insights e números sobre a primeira Socialympics. Com o Sistema Bites de Apuração e Repercussão será possível mergulhar nos detalhes das redes nesse evento. Ainda em agosto, Bites divulgará um estudo sobre como as redes sociais impactaram Londres para 2012 e quais as lições para o Rio 2016.

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Fotos: Divulgação

milhões de fãs


TERRITÓRIO

EM

EXPLORAÇÃO

Por Enrico Stievano e Francisco Loureiro Por ano, os 12 patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos de 2012 desembolsam juntos US$ 1 bilhão para ter sua imagem associada ao desempenho dos atletas e ao show em torno da competição. Do ponto de vista offline, eles utilizaram em plenitude os recursos disponíveis em campanhas na TV, jornal e revistas, mas não se apropriaram de todo o potencial de uso das redes sociais e ninguém apostou de maneira intensiva na conquista de novos consumidores com a ajuda do Twitter, Facebook ou Youtube. “Esse universo ainda é encarado como novidade pelas marcas, um terreno de experimentações”, explica Carolina Terra, doutora em Interfaces Sociais da Comunicação e professora da Universidade de São Paulo (USP).

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Dos patrocinadores oficiais, apenas seis estenderam a sua estratégia de marketing para as redes sociais: Coca-Cola, McDonald’s, Procter&Gamble, Visa, General Electric e Panasonic. A GE e a Visa, por exemplo, criaram campanhas específicas para Internet, mas o site oficial dos Jogos Olímpicos, a uma semana da abertura, ainda remetia para as páginas institucionais dessas empresas. E a GE desenvolveu ainda uma ação exclusiva para identificação de seus negócios em saúde com o esporte: com página no Facebook (http://bit.ly/QdoN0g) que mostra aos consumidores à dieta de atletas, desafiando-os a uma rotina mais saudável. A fan page da Visa, por sua vez, tentava levar o apoio do público aos competidores (http:// bit.ly/O0BcSN). A campanha da Coca-Cola, que tem 45 milhões de fãs no Facebook, só conseguiu engajar 5 mil deles ao aplicativo (http://on.fb.me/LvF2z6) que adivinha quais são os ritmos e os esportes preferidos do usuário. Isso prova que, em termos de redes sociais, as empresas estão em aquecimento para 2016 e ainda precisam entender melhor como inserir as suas marcas na lógica do Socialympics. “As redes sociais do ponto de vista econômico podem ser tão efetivas na propagação de uma mensagem quanto a mídia clássica”, afirma o economista José Carlos Cavalcanti, da Universidade Federal de Pernambuco.

US$1bi

é o volume total pago por ano pelos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos

6 empresas estenderam a campanha tradicional às redes sociais


Pesquisa da Techbargains, site de varejo americano, aponta que 7 em cada 8 telespectadores devem usar redes sociais para comentar as provas: 53% pretendem torcer para atletas específicos via redes sociais ou enviar mensagens durante os jogos 77% planejam se relacionar com outros fãs das Olimpíadas via Facebook 31% pretendem usar o Twitter durante as Olimpíadas

12 patrocinadores

Fonte: Techbargains

“Esse universo ainda é encarado como uma novidade pelas marcas, um terreno de experimentações” Carolina Terra, doutora em Interfaces Sociais da Comunicação

A Coca-Cola tem

de fãs no Facebook, mas engajou apenas 5 mil ao aplicativo olimpíco (http://on.fb.me/LvF2z6)

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45 milhões


TRILHAS DE OPORTUNIDADE Por Angélica Macedo e Rony Marques Mesmo quem não pagou pelas cotas de patrocínio do Comitê Olímpico Internacional vai tentar associar sua marca aos jogos nos próximos dias – inclusive pelas redes sociais. A Nike, por exemplo, vai lançar anúncios da grife Jordan pelo Twitter (@Jumpman23), durante os jogos do time americano de basquete. A empresa vai tuitar, entre um lance e outro, conteúdo e links focados na mensagem de superação #riseabove. O objetivo é estimular não seguidores a compartilhar suas citações sob impacto emocional das partidas. E o Instagram também faz parte da campanha, com fotos inspiradas no slogan. Outras empresas que aproveitam a oportunidade dos jogos são Ralph Lauren (http://on.fb. me/AytzT3) e Macy’s (http://on.fb.me/l5J6q6). As duas mantêm em suas páginas no Facebook um aplicativo que permite mandar textos e fotos com mensagens de apoio aos atletas. No caso da Ralph Lauren, o conteúdo gerado pelos usuários da rede social serão apresentados aos atletas que passarem pela Casa dos Estados Unidos em Londres.

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No Brasil, a campanha do portal Terra, que tem os direitos de transmissão dos jogos pela Internet, optou por algo mais emocional. A ação “Sonho Olímpico” pede a participação dos usuários, compartilhando a história pelo Facebook e o Twitter, para levar a Londres três meninos que vivem na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. A uma semana dos jogos, faltava pouco para que o projeto fosse bem-sucedido. Para saber se eles conseguiram, acesse o Facebook (http://on.fb.me/MJK5MD).


RUMO A 2016 Por João Leiva*

* João Leiva é diretor da J. Leiva Cultura & Esporte e está em Londres.

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Antes mesmo de os jogos começarem, Londres já deixou claro que as Olimpíadas desse século têm tudo para deixar de ser apenas um grande evento esportivo. Além da disputa por medalhas em 26 modalidades, a capital inglesa também abriga desde o dia 21 de junho, as Olimpíadas Culturais. Palcos, lonas, teatros, centros culturais e casas de cultura espalhados pela cidade devem receber milhares de artistas das mais variadas tendências e países até setembro. Apenas uma das iniciativas do Brasil em Londres, batizada de “Occupation”, reúne desde o dia 8 de julho cerca de 30 jovens artistas para um processo de intercâmbio e intervenções artísticas na cidade. O encontro entre esporte e cultura ganha nova dimensão por ser essa a primeira Olimpíada com a presença efetiva de alguns dos fenômenos dos últimos anos nas redes sociais, como Youtube, Twitter, Facebook, Flickr e Instagram. A reunião de representantes de mais de 200 países em uma única cidade será transmitida ao vivo e em cores para todo o mundo não apenas pelos profissionais de comunicação, mas por uma multidão de portadores de celulares, tablets e notebooks. A presença das redes sociais nos grandes eventos ajuda a reforçar a importância de um tema que tem marcado as discussões culturais nos últimos anos: a diversidade, o multiculturalismo. Há quatro anos, na China, as redes sociais eram mais fracas e o ambiente político era desfavorável. Hoje, os jogos acontecem na cidade que popularizou o termo “indústrias criativas” e a cultura ganhou ares olímpicos. Em 2016, no Rio, esporte e cultura estarão ainda mais próximos. E as redes sociais muito mais fortes.

Revista Bites - Edição Olimpíadas  

As Olimpíadas de Londres ganham uma nova ferramenta de divulgação: as redes sociais. Saiba mais aqui como serão as Socialympics.

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