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MENSAGENS DO PAPA: DIAS DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E COMUNICAÇÕES SOCIAIS Páginas 14 e 15

CIRCULAÇÃO NACIONAL

Encontro no Colégio Santo André reúne 400 catequistas ABRIL/2014

JORNAL

ANO 16 Diocese de São José do Rio Preto/SP - EDIÇÃO REGIONAL -

Nº 194

MADRE ASSUNTA BEATA DE MIRASSOL Na Página 10 Diácono Carlos H. Carneiro dá os detalhes.

MARIANO DE LA MATTA 31º ano de sua morte. Página 7

JOSÉ DE ANCHIETA, JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II Detalhes no texto do Pe. José Eduardo Vitoretti. Página 13

D. Odilo, D. Tomé e dra. Hygia falam das canonizações

Três Santos envolvidos com as causas sociais Páginas 8 e 9

O cardeal de São Paulo publicou matéria no jornal O Estado de São Paulo sobre a canonização e a história do Padre José de Anchieta. O jornal Diocese Hoje traz a matéria. Veja nas páginas 2, 8 e 9.

Foto: DH

Semana Santa Acompanhe toda a programação da Semana Santa na Página 2.

Caminhada com Jesus em Bálsamo

Tradicional evento realizado anualmente na madrugada de Sexta-feira Santa na cidade de Bálsamo/SP. Página 6

Grupo de homens estão se reunindo às quintas-feiras para rezar o terço Veja essa matéria na edição de maio.

DIA DE ESPIRITUALIDADE QUARESMAL Dom Tomé recebe Dom Emílio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo. Página 6

Devotos de Santo Expedito em Uchoa PRESTAM HOMENAGEM AO PADROEIRO E QUEREM INAUGURAR CAPELA EM BREVE

DA REDAÇÃO Alguns dados da PARÓQUIA DE UCHOA E DA CONSTRUÇÃO DA CAPELA DE SANTO EXPEDITO. O Pe. Cândido Fernandes Perez está em Uchoa desde janeiro de 2008, portanto há 6 anos. Nossa Paróquia é Santa Izabel, rainha de Portugal, e conta com várias pastorais e movimentos, empenhados no desenrolar do PLANO DIOCESANO DE PASTORAL. Abrangendo também as capelas de São Miguel Arcanjo, situada no bairro do mesmo nome; de Santa Luzia, que fica no jardim Morumbi; de Santa Izabel, no jardim S. Izabel; de Nossa Senhora Aparecida no bairro Jardim Tropical, e agora a nova capela de Santo Expedito, no bairro SAHRA VIDA II. Quanto ao número de capelas de Santo Expedito na Diocese, conhecemos somente a de PAULO DE FARIA, esta de UCHOA, ambas construídas pelo nosso pároco Padre Cândido e a da cidade de CEDRAL. Paróquia, lembramos a do Padre Daria, em Rio Preto, mas pode sim haver outras na diocese... Santo Expedito é venerado por muitos devotos, foi comandante militar na ARMÊNIA no ano de 303. Fiel e temente a DEUS, foi executado sem demora. A rapidez com que tudo aconteceu tornou legendária a saga do oficial, rápido na oposição ao tirano, expedito (sem demora) no martírio. Até hoje a tradição cristã presta homenagem a esse oficial, sob o nome de Expedito, tal foi a presteza com que acolheu no seu coração o dom do Espírito Santo, que o fez protestar sem demora contra a injustiça e, no mesmo momento, dar a vida como testemunho da fé cristã. Aqui em UCHOA, cidade em expansão, depois de uma pesquisa entre

os paroquianos, surgiu então a ideia e o planejamento da construção de uma capela dedicada ao Santo. Isso se iniciou no segundo semestre do ano de 2012. A pedra fundamental foi instaurada no dia sete de dezembro de 2012, com a Santa Missa, rodeada de um grande número de devotos e autoridades da cidade. Daí o motivo da rapidez na construção da referida capela, com 300 metros, duas salas para a catequese, a qual favorecerá as crianças e a comunidade do bairro SAHRA VIDA II, como também de toda a vizinhança. Os devotos trabalharam e se empenharam nessa construção e, em menos de dois anos, estarão inaugurando a nova Capela. É claro que para o evento, ainda, não marcado, vamos agendar a presença do nosso querido bispo, Dom Tomé, com todos os paroquianos, devotos e autoridades locais. Desejamos a todos uma Santa Quaresma e uma Páscoa cheia de Luz e PAZ do SENHOR RESSUSCITADO! Dalva Ferreira da Silva - p/ Pe. Cândido Fernandes Perez Uchoa, 28/ março/2014. (Aniversário do município) PARABÉNS UCHOA!

Visita pastoral à paróquia São Francisco de Assis Com alegria e expectativa, a Paróquia S. Francisco de Assis de Rio Preto acolheu Dom Tomé para a sua visita pastoral que iniciou com a missa no dia 29/03 a 06/04. A visita nos trouxe muita animação nos trabalhos pastorais, nos ajudou no crescimento da fé e no fortalecimento no anúncio do Evangelho para sermos amigos de Cristo.

Dom Tomé se reuniu com os jovens e refletiram sobre a expectativa da Igreja com relação ao jovem no futuro, nas mídias sociais e a relação entre ciência e fé. Com a pastoral familiar, falou sobre os novos conceitos de família, orientou e incentivou os trabalhos existentes. Dedicou momentos com as crianças da catequese. Com a pastoral do dízimo,

inteirou-se e elogiou o funcionamento do mesmo. Com a pastoral da saúde e da solidariedade, visitou um enfermo, representando os demais que são acompanhados pela pastoral, levando a sua bênção, fé e esperança. Reuniu-se com o Conselho Administrativo e com o Conselho Pastoral Paroquial e salientou a importância de cada pessoa fazer a

experiência do encontro pessoal com Cristo, aceitar o convite do discipulado, para viver em comunhão e em missão. Também, lembrou-se a importância da santificação do domingo para o cristão. Dom Tomé teve contato com toda a comunidade, nas diversas missas celebradas na Igreja de São Francisco e nas capelas João Paulo II (Bosque Viven-

das), N. Sra. Carmo (Vila Azul) e São Brás (Estância S. Pedro). Sem dúvida, foram momentos de graça, estímulo e de confirmação da nossa caminhada. Obrigado Dom Tomé! Pe. Nilson de Paula Resende Pároco


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São José de Anchieta PALAVRA DO BISPO

Neste 3 de abril de 2014, o Santo Padre o Papa Francisco realiza a canonização, por decreto, do Padre Anchieta, o “Apóstolo do Brasil”. Agradecemos a Deus o dom de sua vida, santidade e ministério sacerdotal no nosso País, ainda nos primórdios do “descobrimento” e colonização. As origens: Padre Anchieta nasceu nas Ilhas Canárias, em 19 de março de 1534, de pai basco, Juan López de Anchieta, que ali se refugiara de perseguição política na Espanha, e de mãe natural das Ilhas, Mencía Díaz de Clavijo y Llerena. A vocação: Ainda adolescente, com 14 ou 15 anos, foi estudar em Portugal. Na Universidade de Coimbra, estudando filosofia, conheceu os jesuítas e se fez um deles em primeiro de maio de 1551. Ao tomar conhecimento da vida missionária dos confrades, desejou também tornar-se missionário. Destino missionário: Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, enviou o jovem noviço Anchieta, então com 19 anos, como missionário para o Brasil, chegando a Salvador em 13 de julho de 1553, juntando-se ao Padre Manuel da Nóbrega e outros companheiros. Com 32 anos, em Salvador, foi ordenado sacerdote. Um fundador de Igrejas: Acompanhado de outros jesuítas, Padre Anchieta tornou-se um fundador e consolidador de igrejas nascentes no Brasil: São Paulo, São Vicente, Rio de Janeiro e Vitória, entre outras. Percorreu o litoral brasileiro de São Paulo a Recife, com coração e ânimo missionário. Educador de índios e portugueses: À atividade religiosa, os jesuítas acresciam as atividades educativas direcionadas para indígenas e portugueses. Padre Anchieta foi estudioso da língua tupi e guarani, usando-as para escrever gramática e catecismo, bem como textos religiosos e culturais. Defensor dos índios: Padre Anchieta, como os demais jesuítas, se colocou contra o trabalho escravo dos índios, assistindo-os espiritual e materialmente nas enfermidades e advogando por eles nos conflitos

com os portugueses. Um estudioso do Brasil: Os relatos enviados pelo Padre Anchieta aos seus superiores na Europa, mostra um agudo senso de observação da vida dos índios, da fauna, flora, clima e território do Brasil, verdadeiros estudos antropológicos. Superior local dos jesuítas: De 1576 a 1587, Padre Anchieta foi feito Provincial dos jesuítas no Brasil, dedicando-se com afinco a viajar para alavancar as missões jesuíticas existentes no território brasileiro e apoiando as reduções do Paraguai. Saúde frágil: Padre Anchieta tinha saúde frágil, mas isso não se constituiu em obstáculo para sua ação missionária e educativa, andando longas distâncias para atender a doentes e empobrecidos. Homem de oração: Apesar do árduo trabalho cotidiano, Padre Anchieta usava boas horas do descanso noturno para dedicar-se à oração silenciosa, de onde hauria as forças necessárias para viver como um operário do Evangelho de Jesus Cristo. Amante da Virgem Maria: “Cultor” da Virgem Maria, escreveu em uma praia de Ubatuba, SP, o “Poema à Virgem Maria”, no mesmo período em que acompanhava o Padre Manuel da Nóbrega em uma negociação de paz entre portugueses e tamoios. A morte: Padre Anchieta morreu no dia nove de junho de 1597, na localidade de Reritiba, no Espírito Santo, e que hoje chama-se Anchieta. Seu corpo foi sepultado na cidade de Vitória. Padroeiro dos catequistas: A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil declarou o Padre Anchieta como padroeiro dos catequistas no Brasil, pela sua dedicação na transmissão e educação da fé. Um preito de gratidão aos jesuítas, aos bispos brasileiros e aos que se empenharam durante muitos anos para que a Igreja reconhecesse a santidade do Padre Anchieta, Apóstolo do Brasil. Que o exemplo do Padre Anchieta, agora com santidade reconhecida pela Igreja, nos faça recobrar o alegre ânimo missionário para que nenhum brasileiro fique privado do conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Divino Salvador, e do seu Evangelho de Salvação!

EXPEDIENTE

O Jornal “Diocese Hoje” é editado pela Fundação Mater Ecclesiae.

Fundador: Donizeti Della Latta Endereço: Avenida Constituição, 1372 - São José do Rio Preto/SP Diretor Responsável: Dom Tomé Ferreira da Silva Colaboradores: Pe. Benedito Mazeti, Pe. Rafael Dalbem, Pe. Jarbas e Pe. Irineu Vendrami Fone: (17) 2136.8699 E-mail: diocesehoje@bispado.org.br * Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores.

+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

Distribuição gratuita Distribuído nas cidades de Adolfo, Altair, Álvares Florense, Américo de Campos, Bady Bassitt, Bálsamo, Buritama, Cedral, Cosmorama, Floreal, Gastão Vidigal, Guapiaçu, Ida Iolanda, Jaci, José Bonifácio, Lourdes, Macaubal, Magda, Mendonça, Mirassol, Mirassolândia, Monções, Monte Aprazível, Nhandeara, Nipoã, Nova Aliança, Nova Granada, Nova Luzitânia, Onda Verde, Orindiúva, Palestina, Parisi, Paulo de Faria, Planalto, Poloni, Pontes Gestal, Potirendaba, Riolândia, São José do Rio Preto, Sebastianópolis do Sul, Tanabi, Turiúba, Ubarana, Uchoa, União Paulista, Valentim Gentil, Votuporanga e Zacarias.

CATEDRAL DE SÃO JOSÉ

Programação da Semana Santa 2014 13/04 - DOMINGO DE RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR 08h00: Santa Missa com Bênção dos Ramos e Procissão (presidida por Dom Tomé) 10h00: Santa Missa com Bênção dos Ramos 18h00: Santa Missa com Bênção dos Ramos 20h00: Santa Missa com Bênção dos Ramos 14/04 - SEGUNDA-FEIRA SANTA 07h00: Santa Missa 12h30: Santa Missa 15h00: Santa Missa e Novena pelas Almas 19h00: Procissão do Encontro de N. Sr. dos Passos e N. Sra. das Dores e Santa Missa (saída dos homens: em frente do salão de festas na Rua Tiradentes e mulheres em frente da Capela na Rua Siqueira Campos) e Encenação das “Sete Dores de Nossa Senhora” 15/04 - TERÇA-FEIRA SANTA 07h00: Santa Missa 12h30: Santa Missa 16h00: Santa Missa 19h30: Santa Missa e Celebração Penitencial com atendimento de confissões 16/04 – QUARTA-FEIRA SANTA 07h00: Santa Missa 12h30: Santa Missa 16h00: Santa Missa com bênção especial para os enfermos 19h30: Missa dos Santos Óleos 17/04 - QUINTA-FEIRA SANTA DIA DA INSTITUIÇÃO DA EU-

CARISTIA 19h30: Santa Missa e Cerimônia do Lava-pés (presidida por Dom Tomé) Após a missa Adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia: 21h00 às 22h00: Ministros da Eucaristia, Irmandade de S. José, Marianos Vicentinos, Grupo de Oração e Corais e Terço dos Homens 18/04 - SEXTA-FEIRA SANTA DIA DE JEJUM E ORAÇÃO - Adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia: 08h00: Apostolado da Oração e Irmandade de São Benedito 09h00: Catequese e Pastoral do Dízimo 10h00: Pastoral do Batismo, Pastoral da Família, Pastoral da Acolhida e Jovens 15h00: Adoração da Santa Cruz e distribuição da Sagrada Eucaristia (presidida por Dom Tomé) 19h00: Via Sacra e Procissão Luminosa do Senhor Morto 19/04 - SÁBADO SANTO 21h00: Vigília Pascal (presidida por Dom Tomé) 20/04 - DOMINGO DE PÁSCOA 08h00: Santa Missa 09h00: Batizados 10h00: Santa Missa 18h00: Santa Missa 20h00: Santa Missa (presidida por Dom Tomé) Foto e texto: Catedral


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DOm TOmÉ CELEbROu

Famerp e Usina Guarani em Olímpia Fotos: Maurício Martins

Visita e Missa na Usina Guarani A manhã do dia 27 de março foi dedicada a uma visita e celebração da Santa Missa na Usina Guarani, no município de Olímpia, SP. A celebração marcou o início da colheita da safra de cana do ano de 2014, reunindo prestadores de serviços, funcionários e diretores. A oração foi de gratidão a Deus pela fertilidade da terra, pelos avanços da ciência e tecnologia aplicados ao cultivo da cana e na produção do açúcar, etanol e energia, e uma humilde prece pedindo proteção para os trabalhos que se desenvolverão ao longo do ano já em curso. Centenas de pessoas presentes, com participação de Dom Tomé Ferreira da Silva, bispo de São José do Rio Preto/SP, Padre Ivanaldo, de Olímpia/SP, e José Vinci, de São José do Rio Preto/SP.

Missa realizada por Dom Tomé na Usina Guarani, Olímpia.

Missa na Faculdade de Medicina No começo da tarde deste 27 de março, na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto/SP, FAMERP, Dom Tomé celebrou a Santa Missa com estudantes, funcionários e professores das Faculdades de Medicina e Enfermagem, marcando o início do funcionamento do GOU, Grupo de Oração Universitária Águas Profundas, da Renovação Carismática Católica. Estavam presentes: Padre Silvio Roberto, da Paróquia Menino de Jesus de Praga, e o Dr. Aparecido Santana, Coordenador Diocesano da Renovação Carismática Católica. Parabéns aos jovens pela ousadia do testemunho e da iniciativa. Gratidão à direção da FAMERP por acolher a iniciativa. O GOU Águas Profundas se reunirá sempre às quintas-feiras, às 13 horas, em uma sala da faculdade, durante quarenta minutos.

Dom Tomé celebrando missa na Famerp.


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RiOLânDiA

Cavalgada reúne cerca de mil cavaleiros DA REDAÇÃO A 3ª Cavalgada Beneficente, em Riolândia, aconteceu dia 16 de março (domingo). Participaram cerca de mil cavaleiros de 40 cidades da região e do Triângulo Mineiro. “Foi um sucesso”, disse o presidente da comissão organizadora do evento, Diogo de Souza André. A renda da cavalgada deste ano, de R$ 9.759,00, foi destinada ao Hospital do Câncer, de Barretos. A cavalgada de 2013, com a presença de 862 cavaleiros, rendeu R$ 8.100,00. Esse dinheiro foi utilizado em obras na Paróquia Santo Antonio de Pádua, de Riolândia. “Recuperamos o relógio da igreja”, revelou Diogo. Iniciada por volta das 11 horas, no Recinto de Exposição, a cavalgada percorreu pelas ruas da cidade, e terminou no Recinto de Exposição, às 14h30, onde o novo pároco, padre Adão dos Reis da Silva, procedeu a bênção da comitiva. “Agradeço ao padre Rivaldo Celso Alves, à Comitiva Esperança e aos colaboradores por este gesto nobre de valorizar este evento”, disse o pároco padre Adão que assumiu, recentemente, a Paróquia de Riolândia. Ele atuou, por vários anos, como missionário da nossa diocese, em Rondônia. No preparo do almoço, trabalharam 12 pessoas. O cardápio: arroz, feijão, carne assada, mandioca cozida, vinagrete. “Após o almoço, houve sorteio de chapéus, camisas, botas, calças, bonés, e outros brindes”, disse Diogo de Souza. “Tivemos, na realização dessa cavalgada, apoio da Igreja, da comunidade, do vice-presidente, Marcos José de Oliveira, do Sindicato Rural, do deputado estadual Itamar Borges”, acrescentou. O evento ocorrido em Riolândia foi realizado pela equipe organizadora da Comitiva da esperança da qual participaram: Diogo de Souza, Marcos de Oliveira, Paulinho Albino, Valter Filho, Cássio Parpinello, Airton Zuchetto, Márcio Gilvan (Boca) e Naninho. INCENTIVO À CULTURA SERTANEJA O padre Rivaldo Alves, em entrevista, destacou o objetivo da cavalgada organizada em Riolândia pela Comitiva Esperança. “Para nós, da diocese de São José do Rio Preto, é um privilégio utilizar

Fotos: DH

Pe. Adão, de Riolândia, e Pe. Rivaldo, da Paróquia Sagrada Família e Santos Reis, de José Bonifácio.

39 comitivas participaram da Cavalgada em Riolândia.

a cultura sertaneja como meio de ação e de descontração e de propiciar renda (este ano, arrecadou-se fundos para o Hospital do Câncer, de Barretos)”, disse o sacerdote. Mesmo após assumir a paróquia Sagrada Família e de Santos Reis, de José Bonifácio, o padre Rivaldo continuou promovendo a cultura sertaneja. E anunciou, para a segunda quinzena de maio (a data está para ser definida), uma cavalgada, em Mendonça. A renda, também beneficente, irá para a creche, APAE e para a Paróquia da cidade. Padre Rivaldo revelou: “Para José Bonifácio, tenho um projeto para este ano: um evento que reunirá todas as comitivas da região bonifaciana e da nossa diocese”. Padre Rivaldo deixa uma mensagem aos organizadores desses eventos: “Nunca perder a alegria e o entusiasmo de fazer prosperar a cultura sertaneja, do povo simples e de fé profunda”. O seminarista Gabriel, de Parise, no 1° ano do Seminário Propedêutico, faz estágio pastoral com o padre Rivaldo. Ele acompanhou a cavalgada, em Riolândia. JOAQUIM MARQUES

KINGAGO RESSALTA TRABALHO DO ARCEBISPO MONTANARI Joaquim Marques Kingago, de 71 anos, foi vereador, vice-prefeito e prefeito de Sertãozinho e hoje mora em Paulo de Faria. Revela que é amigo do arcebispo Ilson de Jesus Montanari (também de Sertãozinho), que foi nomeado em outubro passado Secretário Geral da Congregação para os Bispos, no Vaticano. É um importante cargo, pois a Congregação supervisiona a escolha de novos bispos e a criação de dioceses. “Eu conheci o pai e a mãe dele, que eram moradores de Sertãozinho. Acompanhei o crescimento do Ilson. Quando assumi a Prefeitura, fizemos uma parceria (Montanari era pároco na cidade), em benefício do povo”, disse Kingago. “É com muita alegria que vejo o Sr. exercendo importante função no Vaticano, ajudando o Papa Francisco a impulsionar a evangelização em todo o mundo”, acentuou. O ex-prefeito de Sertãozinho assistiu, entusiasmado, a cavalgada de Riolândia. “Eu sou apaixonado por esses desfiles que lembram

Joaquim Marques.

o nosso passado. Emocionei-me muito ao ver uma junta de boi. Meu pai arava a terra com uma junta, em Sertãozinho”. Ele faz um convite: “De 2 a 6 de julho, estejam em Paulo de Faria. Faremos uma festa com a presença de várias comitivas. Haverá queima do alho e outras atrações. Temos o apoio de igrejas, principalmente a católica. A presença de Dom Tomé será muito importante”. Kingago diz que é devoto de Nossa Senhora Aparecida. “Minha promessa é fazer o bem”, declara.


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PEDRA FunDAmEnTAL - JARDim Luz DE ESPERAnçA

Igreja dedicada ao Santo Padre João Paulo II fotos: Maurício Martins

No dia 2 de abril de 2014, foi celebrada a missa de lançamento da Pedra Fundamental desta futura Paróquia, presidida pelo Senhor bispo Dom Tomé Ferreira da Silva, às 8h30 no Bairro Jardim Luz de Esperança, no território Paroquial da Comunidade Nossa Senhora do Brasil. Contou com a presença de duzentas e cinquenta pessoas. Pedra Fundamental Eu te declaro “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). A Igreja, edificada sobre a fé e o testemunho da Comunidade, traz vida para as pessoas, esperança e alegria. Ela reúne famílias e destaca o poder da oração e da comunhão em Cristo. Dessa forma, o lançamento da pedra fundamental é importante para fortalecer a fé e cativar novos fiéis. O Papa João Paulo II destacava a importância da Igreja: “Sede contemplativos e amantes da Oração,

coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices de paz”. Assim, é inegável que, entre as grandes obras que o espírito Santo tem realizado, está a renovação e o impulso para continuar anunciando a palavra de Deus, com humildade e perseverança. É importante que os fiéis busquem a comunhão na Igreja, porque é nela que Deus se agrada em falar

conosco. É, na Igreja, que Deus concede Suas graças, manifesta os Seus dons. É a Igreja que vai apontar o melhor caminho ao povo e, acima de tudo, é a Igreja que vai acolher todos e resgatar aqueles que estiverem perdidos e afastados da Palavra. A Bíblia diz, no Salmo 100, 4-5 – “ Entrai pela suas portas com ação de graças, e em seus átrios com louvor; dai-lhe graças e bendizei o seu nome porque o Senhor é bom; a sua benignidade dura para sempre, e a sua fidelidade de geração em geração”. Lembremos que Cristo nos deu um forte motivo para nos associarmos com as multidões congregadas, quando disse: “Pois, onde há dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18,20). Para finalizar, agradecemos a Deus pela possibilidade de servir a Igreja que nos gera para a vida eterna, ao nosso bispo Dom Tomé, pela confiança, e a todos os que estão ajudando e nos ajudarão. Que Deus vos abençoe e guarde! Atenciosamente, Pe. Ernesto

ÁLvARES FLOREnCE

Paróquia São João Batista foto: DH

A paróquia São João Batista, município de Álvares Florence, está reformando a igreja matriz. Iniciamos a reforma no dia 21 de fevereiro de 2014. A necessidade da reforma é a conservação do prédio, há muitos anos as paredes recebem infiltração das águas das chuvas (telhado embutido com calhas), danificando a pintura das paredes e umedecendo o forro de madeira. Rotina nossa puxar água de chuva entre os bancos, água que descia pelas paredes, água contaminada com fezes de pombos. Esse problema é antigo. Há mais de três anos esse assunto era discutido com o Conselho Econômico e de Pastoral. Também ouvimos opinião de engenheiro, arquitetos colegas padres, outros profissionais da área. Visitamos muitas Igrejas com telhados embutidos; todas sofrem os mesmos danos. Observamos que as igrejas com telhados, com beiral, estão

mais conservadas. Depois de analisarmos os prós e contra, decidimos e estamos colocando o telhado com o beiral. Aproveitamos o madeiramento que tem mais de 15 anos, trocamos as ripas por ripões, as telhas estão sendo substituídas por telhas cerâmica portuguesa mesclada de Santa Catarina. O beiral é forrado, as primeiras telhas são parafusadas e são colocadas passarinheiras. Abaixo das telhas, está sendo colocada uma manta antitérmica de boa qualidade. Em razão dessas mudanças, houve modificação no estilo arquitetônico da igreja; no entanto, a fachada da frente não foi alterada. Os recursos são próprios, provêm de leilão de gado, quermesse, cavalgada, oferta mínima, a prefeitura tem colaborado. Na sequência, virá a pintura externa e interna e outros reparos necessários. Padre Luiz Vassalo


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DOm TOmÉ REúnE CLERO nA SÉ CATEDRAL

Dia de espiritualidade quaresmal Por Pe. Júlio No dia 10 de abril, houve o Encontro de Espiritualidade em preparação para a Páscoa na Catedral de São José das 8 às 14h. Participaram desse momento: Dom Tomé, padres, diáconos, religiosos (as) e comunidades de vida de nossa diocese. Desde 2013, Dom Tomé já havia proposto esse Encontro que tem por objetivo fortalecer a igreja diocesana nos seus ministérios específicos. É muito comum nesta época da quaresma, marcada pela penitência, pela oração, que os padres se unam em suas regiões pastorais para realizarem um mutirão de confissões, procurando manifestar a compaixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, para com seu povo e assim o povo reconciliando-se com Deus se prepara para celebrar a Páscoa. Nós padres, religiosos (as), diáconos e também o bispo, precisamos, também, nos preparar para celebrar a Páscoa e participar do Sacramento da Reconciliação como todo o povo de Deus. Esse dia, então, se torna este momento oportuno, o momento favorável, para acolhermos, em nossas vidas, o Dia da Salvação. Essa manhã de espiritualidade é composta pela oração da Laudes (oração da manhã); logo na sequência, um tempo de reflexão. Este ano, vamos refletir com Dom Emílio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo, o tema “A conversão na vida sacerdotal e religiosa”. Após a reflexão de Dom Emílio, rezaremos a Via-Sacra, encerrando com a exposição do Santíssimo Sacramento, Confissão individual e almoço já que a confraternização é o momento de fortalecer os laços não só da amizade, mas também da família diocesana.

fotos: DH

Caminhada com Jesus em Bálsamo Tradicional evento realizado anualmente na madrugada de Sexta-feira Santa na cidade de Bálsamo/ SP, no qual faz-se uma encenação da Paixão de Cristo em conjunto com uma caminhada penitencial de mais de 4 km. É uma experiência única de oração e de meditação da Paixão de Cristo, vale a pena participar! Nas últimas edições da Caminha-

da com Jesus, vem sendo realizada no início do evento, uma arrecadação de alimentos não-perecíveis que, posteriormente, são repassados a famílias carentes. Quando vier participar, colabore trazendo qualquer gênero e quantidade de alimentos não-perecíveis. Data: Sexta, 18 de abril de 2014 a partir das 3h da manhã. Local: Balsamo.


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EPiSTOLOgRAFiA

Pe. Mariano de La Mata Aparício Pe. Mariano estava com, aproximadamente, 40 anos de idade e perto de completar 15 de ordenação. Todas foram publicadas integralmente, pelo menos foi essa a informação que recebemos; fazem parte da correspondência ativa. Com relação à correspondência passiva, citamos um exemplo: na revista Jubileu Áureo da Vice-Província Agostiniana do Santíssimo Nome de Jesus - 1899-1949,² em carta de Dom Lafayette Libânio,

O 31º ano da morte do Beato Pe. Mariano de la Mata Aparício, ocorrida no dia 5 de abril de 1983, em São Paulo, ensejou-nos a oportunidade para comentar as cartas do padre agostiniano, docemente impregnadas do Amor Divino. Distruibuídas, cronologicamente, pelo Pe. Miguel Lucas Peña, OSA, em Cartas do Beato Pe. Mariano de la Mata,¹ num total de 22, abrangem o período que vai de 19 de outubro de 1945 a 2 de fevereiro de 1983 e podem ser agrupadas em dois núcleos: o religioso, com cinco, sendo quatro “Cartas-circulares e Ofícios”, a Padres e Irmãos da Vice-Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (19/10/1945, 23/1 e 5/6 de 1947, 31/5/1948) e uma “Carta ao Superior Provincial de Madrid”, Frei Manuel Álvarez (11/4/1947); e o familiar, de cunho pessoal, um conjunto de dezessete cartas (de 20/1/1960 a 2/2/1983) que têm, entre os destinatários, irmãos, sobrinhos, sobrinhas, alguns deles religiosos, e cunhado. A procedência, quando identificada, varia: “em nosso Colégio de São Paulo”; “em nossa residência de São Paulo”; “Rio de Janeiro”; “Engenheiro Schmidt”; “Residência de Padres Agostinianos Cadiz”, a única da Espanha; “Paróquia Santo Agostinho. São Paulo”; “Colégio Santo Agostinho São Paulo”, “São Paulo”. No núcleo religioso, assina as cinco como “Frei Mariano de la Mata Aparício” embaixo, Comissário Provincial (com exceção da quinta); no núcleo familiar, algumas vêm assinadas “Frei”, outras, “Pe.”. Na 12ª carta, aos irmãos e sobrinhos, acrescenta “Viva N. Sra. das Neves”. Escritas na fase adulta, quando

bispo de São José do Rio Preto, ao Pe. Benjamim Malho, Comissário Provincial da Comissaria do SS. Nome de Jesus (5/10/1949), ao exaltar o Pe. Jacinto Martinez, O.E.S.A.,³ o “iniciador” das obras do Ginásio São José, em Engenheiro Schmidt, reconhece, publicamente, que são “fruto da clarividência do Padre Mariano, a beneficiar também centenas e centenas de jovens de nossas famílias católicas (...)”.

Mensagens da Terra e do Céu Nas referidas cartas, organizadas pelo Pe. Miguel Lucas, o incansável Vice-Postulador da causa da Beatificação (5/11/2006) e da causa da Canonização, interrompida por sua própria morte, em São Paulo (19/9/2011), selecionamos pensamentos e reflexões que revelam facetas da personalidade do Beato Mariano de la Mata Aparício, traduzidas em religiosidade, humildade, lucidez e santidade: Unamos nossos esforços, levantemos o coração a Deus, doador de todas as graças, e ponhamos mãos à obra das vocações, porque o fruto será certo e compensador de todos nossos trabalhos. (p. 25) Eu me dedico a ser ajudante da Igreja, e coroinha se é necessário, para que nada falte nesta bonita Igreja Santo Agostinho. (pp. 61-62) 2 Estou operado e agora necessito de um tempo para recuperação, um ou mais meses. Deus é o Senhor da saúde e da vida: em suas mãos, toda a esperança. (p. 69) Deus nos ama e nos protege sempre que a Ele acudimos. Seja a luz que ilumina os caminhos planos e pedregosos que prepare para nós na vida, e procuremos sempre sua companhia. (p. 78) Profa. Dra. Hygia Therezinha Calmon Ferreira Membro da União Brasileira de Escritores - SP Membro da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura Membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de São José do Rio Preto

Notas 1. Dados do livro de bolso que a Profa. Dra. Hygia Ferreira recebeu, de presente, do Pe. Miguel Lucas, juntamente com Beato Pe. Mariano de la Mata, Protetor das Crianças, dos Pobres e dos Esportistas (Ordem de Santo Agostinho, Vicariato do Brasil, São Paulo, s/d, respectivamente, 79 e 64 páginas), no dia da Missa de Beatificação, na Catedral de São José do Rio Preto, em 10 de novembro de 2006. 2. São Paulo: Editora Ave Maria Ltda., 1949, p. 48. Na citação, foi mantida a ortografia original. Acervo Hygia Ferreira. 3. Fundador do Ginásio São José, em Engenheiro Schmidt. Foi beatificado em Roma, no dia 28 de outubro de 2007. (Fonte: Diário da Região, São José do Rio Preto, 4/11/2007).

vOCAçÕES Diácono Hallison Parro

hallisonparro@hotmail.com

A vida dos presbíteros A partir deste artigo e nos próximos meses, nós estudaremos o que o Concílio Vaticano II (19621965), no decreto Presbyterorum Ordinis, apresenta como modelo de santidade presbiteral. Ser santo não é uma exclusividade dos ministros ordenados. Todos os fiéis, pelo sacramento do Batismo, têm o encargo de buscarem a perfeição evangélica, cujo modelo é o próprio Cristo. O apóstolo Paulo, na carta aos Filipenses, exorta os cristãos a terem os mesmos sentimentos do Senhor (Fl 2,5). Todos os santos, que a Igreja nos apresenta como exemplo de vida, foram pessoas de intimidade com a Palavra e a Eucaristia. Para eles, Jesus não era simplesmente uma ideia ou um modelo de conduta ética, mas o Senhor Ressuscitado presente nos irmãos e na Igreja, pela força do Espírito Santo. O mundo tem necessidade de pessoas santas, pois elas concretizam, na história, a presença de Deus. Na opção pelos pobres e pelos enfermos, na luta por uma sociedade mais justa, no amor à Igreja, os santos questionam a mentalidade de querer construir um mundo sem Deus ou de reduzir a existência humana aos bens materiais. Esses cristãos foram tomados por uma “santa loucura”. Eles ficaram embriagados com a doçura do Espírito Santo e com o poder da Palavra de Cristo. Nesse sentido, Paulo afirma: “o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1,25). Nenhum sacerdote consegue manter-se fiel a Cristo, se ele não fizer, do fundo do coração, uma escolha diária pelo Evangelho. O padre está sujeito a diversas tentações. Talvez, elas sejam piores do que aquelas que as pessoas comuns enfrentam no dia a dia, pois a quem muito foi dado, muito será cobrado (Lc 12,42-48). Se o presbítero se conforma com a mentalidade do mundo (Rm 12,2), ele se torna um sino ruidoso (1Cor 13,1). Ele não servirá a Deus, mas se servirá de Deus e da fé das pessoas para obter prestígio, poder e dinheiro.

O Papa Francisco, em suas homilias diárias, afirma que os corruptos fazem mal à Igreja, pois eles adoram a si mesmos. Vivem de forma hipócrita e distorcem a Palavra ou se utilizam dos conhecimentos teológicos para justificarem o próprio comportamento. Por outro lado, o Papa reconhece que os presbíteros são pecadores como qualquer batizado. Por isso, é preciso buscar a misericórdia do Coração de Jesus e abraçar a cruz de Cristo. O fundamental é aproximar-se de Deus com um coração livre e com um sincero desejo de trilhar a escola da santidade evangélica: “chefes da comunidade, cultivem a ascese própria dos pastores de almas, renunciando às próprias comodidades, buscando não aquilo que lhes é útil a si, mas a muitos, para que se salvem, aperfeiçoando-se sempre cada vez mais no desempenho do seu múnus pastoral, dispostos a tentar novas vias, onde for necessário, guiados pelo Espírito de amor, que sopra onde quer”. (PO 13) Apesar de a eficácia da graça de Cristo, presente nos sacramentos, não depender do grau de santidade do ministro ordenado, isso não o autoriza a viver de qualquer jeito, pois ele age na pessoa do próprio Cristo. Um sacerdote pecador, com desejo e atitudes de santidade, é um tesouro precioso para a Igreja e para o mundo, já que, por meio de seu fecundo ministério, haverá de libertar muitas pessoas e famílias da escravidão do pecado e do poder do mal. As nossas comunidades devem conservar a prática de rezarem pela santificação do clero. Padres santos, cristãos santos são fermento de um mundo novo! Neste mês de abril, à luz da canonização dos Papas João XXIII e João Paulo II, imploremos a sua intercessão por todos os sacerdotes, a fim de que, cada vez mais, tenhamos santos pastores e dignos ministros no serviço da Santa Igreja, a Esposa fiel de Cristo. Hallison Henrique de Jesus Parro Seminarista - 4º ano de Teologia


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JOSÉ DE AnChiETA, JOÃO XXiii E JOÃO PAuLO ii

Pe. José de Anchieta escreve poema à Virgem Maria na areia da praia de Iperoig. (Fonte: Fleury, Renato Sêneca Anchieta. 3. Ed. S. Paulo: Edições Melhoramentos, s/d, p. 36. Ilustração de Seth).

a necessidade de mudança na Igreja. Para a canonização do Papa João XIII, Papa Francisco dispensou a exigência de milagre. A data já está marcada, será em cerimônia conjunta com o Papa João Paulo II. KAROL JÓZEF WOJTYLA nasceu em Wadowice, Polônia, em 18 de maio de 1920, e morreu em Roma, Itália, em 2 de abril de 2005. Foi ordenado padre, em 1 de novembro de 1946. Estudou em Roma; quando terminou a licenciatura, doutorou-se em Teologia. Escreveu obras religiosas – como o livro Amor e Responsabilidade, de cunho filosófico -, várias encíclicas, poesia e peças teatrais. Tinha 42 anos de idade, quando participou do Concílio Vaticano II (1962). Nessa e em outras ocasiões, esteve

e nele enraizada, soube estimular um crescimento e um desenvolvimento capazes de integrar essa mesma mentalidade e costumes – naquilo que eles tinham de autenticamente humano, e, portanto, querido por Deus – na vida das pessoas e da comunidade civil e cristã. (...) A união com Deus, profunda e ardente; o apego vivo e afetuoso a Cristo crucificado e ressuscitado, presente na Eucaristia; o terno amor a Maria: aí está a fonte de onde jorra a riqueza da vida e da atividade de Anchieta, autêntico missionário, verdadeiro sacerdote. O Papa Bento XVI ignorou o prazo de 5 anos da morte de João Paulo II, necessário para o início do processo de sua beatificação, aberto em 28 de junho de 2006. No dia 19 de dezembro de

Mateus, 25. Profa. Dra. Hygia Therezinha Calmon Ferreira Membro da União Brasileira de Escritores - SP Membro da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura Membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de São José do Rio Preto

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Em 1652, foi declarado Servo de Deus. Uma a uma, as outras etapas, para tornar-se santo, foram sendo cumpridas. Em 1736, passou a ser Venerável. Em 1980, o Papa João Paulo II veio ao Brasil e declarou-o Beato, mesmo sem o reconhecimento oficial de um milagre,

devoção, até o último de seus dias. Foi e será sempre Exemplo de Virtude, como o foram o Papa João XXIII e o Papa João Paulo II. PAPA JOÃO XXIII, o segundo a ser canonizado, em abril, nasceu em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo, Itália. Foi batizado com o nome de Angelo Giuseppe Roncalli. Morreu, em Roma, em 3 de junho de 1963. Se, cronologicamente, muitos séculos separam Sua Santidade de S.José de Anchieta, é em Mater et Magistra (Roma, 15 de maio de 1961),² uma das encíclicas do Pontificado de João XXIII, que encontramos a confirmação de que ambos comungam das mesmas ideias. Referimo-nos, principalmente, às Diretrizes Pastorais, de onde destacamos dois tópicos “2 - Deus, Fundamento Ne-

Estampa com autógrafo, entregue, pessoalmente a Dom José de Aquino Pereira, bispo Diocesano de São José do Rio Preto, durante 2ª Visita Pastoral ao Brasil, de 12 a 21/10/1991, e presenteada à escritora Hygia Ferreira por Dom José.

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Neste abril de 2014, o catálogo dos Santos passa a contar com três ínclitos representantes da Igreja Católica, admirados e consagrados continuadores da obra de Cristo. O espírito missionário norteava seus passos, cada vez mais lentos, por causa da doença que o acometera, porém, sempre corajosos e decididos. O êxito alcançado foi reconhecido por seus pares, Superiores e pelos próprios indígenas, que o chamavam de Pagé- guassú.

Papa João Paulo XXIII (Fonte: N.S. - Nosso Século, Revista de Atualidades e Cultura, Sociedade Editora Paranoá, julho de 1963. Capa sem autoria).

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TRÊS SANTOS ENVOLVIDOS COM AS CAUSAS SOCIAIS

1. Fonte: Folheto O Venerável P. José de Anchieta da Companhia de Jesus – “Notícias Biographicas do Ven. P. José de Anchieta”. Imprimatur São Paulo, 24 de Janeiro de 1924. Monsenhor E. Teixeira – Vigário Geral. Na citação, foi respeitada a ortografia original. 2. Fonte: Foi publicada, originalmen-


bem próximo do Papa João XXIII. Em 1964, recebeu o título de arcebispo de Cracóvia, do Papa Paulo VI; o de cardeal, três anos depois. Foi eleito papa, no segundo dia do Conclave, iniciado em 14 de outubro de 1978. Sucedeu a João Paulo I, que foi papa por apenas 33 dias. Da posse, em 23 de outubro de 1978, até a sua morte, foram quase 27 anos de pontificado. No dia 3 de julho de 1980, quando veio ao Brasil, pela primeira vez, tinha uma missão especial: beatificar o Pe. José de Anchieta, espanhol, de nascimento, brasileiro, por adoção. Em sua Homilia, durante a Missa em “Homenagem ao Bem-Aventurado José de Anchieta em São Paulo”, explicita, logo no seu início, o motivo da viagem apostólica: “confirmar os irmãos na fé”.³ Diz Sua Santidade: O Padre Anchieta conseguia compreender a mentalidade e os costumes da vossa gente. Com a sua ação social prudente, inspirada pelo Evangelho

2009, foi proclamado Venerável e teve reconhecido o primeiro milagre. O Papa João Paulo II foi beatificado no dia 1 de maio de 2011, em Roma, também pelo Papa Bento XVI. Ficou conhecido como Mensageiro da Paz. Sua canonização acontecerá no dia 27 de abril de 2014, junto com a do Papa João XXIII. Encerramos este breve comentário, com uma passagem bíblica, de JÚBILO E HONRAS, PARA SAUDAR OS TRÊS ELEITOS DE DEUS, S. José de Anchieta, S. João XXIII, e S. João Paulo II: 34. Então dirá o rei aos que hão de estar à sua direita: Vinde, benditos de meu pai possuí o reino que vos está preparado desde o princípio do mundo. 35. Porque tive fome, e destes-me de comer: tive sede, e destes-me de beber: era hóspede, e recolhestes-me: estava nu, e cobristes-me: estava enfermo, e visitastes-me: estava no cárcere, e viestes ver-me.

te e na íntegra, no jornal L’Osservatore Romano, da Santa Sé. Consultamos a encíclica Mater et Magistra, na tradução de Luis José de Mesquita, com prefácio do Cardeal D. Carlos Carmello Motta e introdução de Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde). Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1963, pp. 117 a 122. Outras duas encíclicas, que antecederam a esta, Rerum Novarum, Leão XIII, 1891, e Quadragésimo Anno, Pio XI, 1931, já tinham obtido grande alcance social. 3. Fonte: Pronunciamentos do Papa no Brasil – Texto integral segundo a CNBB. 3ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1982, pp. 90,92. Em 1980, no Vaticano, rezei no túmulo do Papa João Paulo XXIII, a quem sempre adnirei. Nessa mesma oportunidade, com muita emoção, eu e um grupo de amigos brasileiros fomos recebidos, em audiência, pelo Papa joaão Paulo II, que nos abençoou.

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cessário de uma Ordem de Justiça (215 – 217)”; “4 - Formação Doutrinal dos Cristãos e Difusão da Doutrina (222239)” e os subtópicos, que enfatizam: “b - Educação, Segundo os Princípios Sociais Cristãos (226-230)”, “c - Formação não Apenas teórica, mas Prática (231-232)”, “e - Sentido Cristão da Vida (234-235)” e “g - O Problema do Contacto com os Não-Cristãos (239)”. A vida e a obra de S. José de Anchieta, e de tantos outros evangelizadores que se aproximaram dos gentios, que aprenderam sua língua para ensinar-lhes os preceitos de Deus, confortando-os em suas necessidades, com palavras, gestos e orações, podem ter servido como ponto de partida. Eleito papa em 1958, João XXIII ficou conhecido como O Bom Pastor, O Missionário. Produziu outras cartas encíclicas como Pacem in Terris (Roma, 11 de abril de 1963), sobre o bem comum, em amplitude universal. Realizou o Concílio Vaticano II, em 11 de outubro de 1962, anunciando

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apesar de já existir mais de um. Consta que o adiamento se deu, pelo fato de que os padres jesuítas, próximos à expulsão do Brasil, em 1759, pelas leis do Marquês de Pombal, teriam enviado o fêmur (osso da coxa) de Anchieta para Roma, “envolto num pedaço de seda”, e que “parte desta seda” teria sido “remetida ao Pe. Guido Del Tóro S.I. (da Egreja de S. Gonçalo, S. Paulo)”. Este, por sua vez, realiza a retalhação e distribuição da mesma “aos fiéis”, com a intenção de “alcançar de Deus milagres, e apressar deste modo a Beatificação” ¹ do grande missionário. Passados 417 anos de sua morte, acompanhamos a canonização de José de Anchieta pelo Papa Francisco, também jesuíta, no dia 3 de abril pp., em Roma, e a Missa de Ação de Graças, celebrada por Sua Santidade, na Igreja Santo Inácio de Loyola. O Apóstolo do Brasil já ocupa, portanto, seu merecido lugar nos Altares da Glória Eterna, por praticar a doutrina social, com amor e

Quem foi o padre José de Anchieta? DOM ODILO P. SCHERER - O Estado de S.Paulo -

de sua saúde, nunca boa, empreendeu constantes viagens, percorrendo o litoral desde Cananeia até o Recife, para acompanhar as várias missões que os jesuítas já possuíam no Brasil. Foi também com a sua colaboração que tiveram início as reduções do Paraguai, com sede inicial em Assunção e que se estenderam para o território da Argentina e do sul do Brasil, ao longo dos Rios Paraguai, Paraná e Uruguai. A essa altura, já trabalhavam, no vasto território brasileiro, 140 missionários da Companhia de Jesus, os quais Anchieta visitava duas vezes por ano, dando origem a novas iniciativas missionárias, mesmo no interior do Brasil, fundando escolas e colégios. No Rio de Janeiro, em 1582, iniciou a construção da Santa Casa de Misericórdia, destinada a assistir os doentes e as vítimas das frequentes epidemias. Anchieta foi sempre um religioso profundamente interessado nas pessoas, dando especial atenção aos pobres e aos doentes - percorria grandes distâncias para visitar algum enfermo -, mas também aos grupos indígenas ameaçados e aos negros escravizados. À noite, principalmente, passava longas horas em oração e seu desejo era levar a todos a luz do Evangelho de Cristo. A educação era parte integrante de seu trabalho missionário; ele soube respeitar e valorizar os elementos culturais dos povos originários do Brasil.

Em 1587, deixando o cargo de superior provincial, respondeu por vários anos, como reitor, pelo colégio de Vitória. Ali começou a sentir mais fortemente a doença que o levaria à morte em 9 de junho de 1597, enquanto se encontrava em Reritiba, uma localidade no Espírito Santo por ele mesmo fundada e que recebeu, mais tarde, o nome de Anchieta. Seu corpo foi levado para Vitória para os solenes funerais, durante os quais ele já passou a ser reconhecido como o “Apóstolo do Brasil”. DOM ODILO P. SCHERER Cardeal-Arcebispo de São Paulo

* NOTA DA REDAÇÃO

Dom Odilo P. Scherer, Cardeal-Arcebispo de São Paulo celebrou, dia 3, missa para cerca de duas mil pessoas em homenagem a Padre José de Anchieta, na Catedral da Sé, transmitida pela TV Cultura.

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nada fácil e de contínuos riscos para sua vida, Anchieta escreveu nas areias de uma praia de Ubatuba seu Poema à Virgem Maria. Uma vez conseguida a chamada Paz de Iperoig, ele se dedicou às missões de São Vicente e de São Paulo, sempre atento à educação, à saúde e à assistência religiosa de indígenas e portugueses. Em 6 de junho de 1566 recebeu, na Catedral de Salvador, a ordenação sacerdotal. Tinha então, quase 32 anos de idade. Em janeiro de 1567 partiu com o padre Manuel da Nóbrega para o Rio de Janeiro, para fundar o colégio local, que também regeu como reitor entre 1570 e 1573. Nos anos seguintes, foi o responsável pela missão de São Vicente, onde se dedicou sobretudo à catequese entre os índios tapuias. Enquanto isso, escrevia longos relatos aos superiores da Companhia de Jesus sobre as suas atividades missionárias. Fino observador dos usos e costumes indígenas, suas cartas estão repletas de elementos preciosos para os estudos antropológicos dos primeiros habitantes do Brasil. Mas também são muitas as suas anotações sobre a flora, a fauna, a geografia e o clima da terra brasileira. José de Anchieta pode ser considerado um dos primeiros antropólogos e naturalistas do Brasil. Em 1576, tornou-se o quinto provincial da Companhia de Jesus no Brasil, ocupando esse cargo até 1587. Apesar

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Nos primeiros dias de abril deste ano, o papa Francisco proclamará “santo” o padre José de Anchieta, um missionário que marcou profundamente o Brasil nos seus inícios. Anchieta nasceu em San Cristóbal de la Laguna (Canárias), em 19 de março de 1534. Seu pai, Juan López de Anchieta, vinha de importante família basca e foi opositor político no País Basco do imperador Carlos V, da Espanha. Juan López acabou encontrando refúgio nas Canárias para escapar das perseguições sofridas. A mãe, Mencía Díaz de Clavijo y Llerena, era natural das ilhas. Enviado para estudar em Portugal quando tinha 14 ou 15 anos de idade, durante seus estudos de Filosofia na Universidade de Coimbra teve contato com os jesuítas, apenas fundados como ordem religiosa; em 1.º de maio de 1551 entrou na Companhia de Jesus. Enquanto na comunidade local eram lidas as cartas dos primeiros missionários jesuítas no Oriente, entre os quais São Francisco Xavier, nasceu em José de Anchieta o desejo de também seguir o mesmo caminho missionário. Mas foi enviado para o Brasil pelo próprio Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus; em Salvador, de fato, já estavam em ação o padre Manuel da Nóbrega e alguns companheiros.

Partiu de Lisboa em 8 de maio de 1553 e desembarcou em Salvador no dia 13 de julho seguinte, ainda noviço e com apenas 19 anos de idade. Após um breve período de adaptação, Anchieta acompanhou o padre Nóbrega à nova missão de Piratininga, aonde chegaram em 24 de janeiro de 1554. No dia seguinte, festa litúrgica da conversão do apóstolo São Paulo, foi celebrada a primeira missa nessa missão, que recebeu o nome de São Paulo em homenagem ao apóstolo missionário. Essa data é reconhecida oficialmente como marco histórico da fundação da cidade de São Paulo. Anchieta desempenhou ali intenso trabalho no colégio, o primeiro dos jesuítas na América. Ensinou a língua portuguesa aos filhos de índios e portugueses, mas também estudou a língua dos indígenas e compôs a primeira gramática da língua tupi; no mesmo idioma dos índios escreveu um catecismo, várias peças de teatro e hinos. E ainda compôs poemas e escreveu obras em português, latim e tupi e guarani. Nos primeiros meses de 1563, acompanhou o padre Nóbrega na negociação da paz entre portugueses e tamoios - estes ameaçavam a colônia de São Vicente. Para dar provas de sinceridade na proposta de paz, Anchieta entregou-se como refém aos índios, ficando mais de seis meses entre eles, enquanto Nóbrega e seus companheiros negociavam com a Confederação dos Tamoios. Nesse mesmo período,


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DiOCESE DE SÃO JOSÉ DO RiO PRETO

Madre Assunta Marchetti, a beata de Mirassol Dados Biográficos 15/08/1871 – Nasce em Lombrici di Camaiori, Itália. 25/10/1895 – Em Piacenza, emite os votos religiosos, nas mãos do Bem-aventurado Dom João Batista Scalabrini, apóstolo dos imigrantes. 27/10/1895 – Embarca no porto de Gênova, Itália, rumo ao Brasil, como missionária para os imigrantes. 08/12/1895 – Inauguração do Orfanato Cristóvão Colombo, em São Paulo no bairro do Ipiranga, sendo sua primeira missão no Brasil. 01/01/1912 – Irmã Assunta e suas companheiras pronunciam os votos perpétuos. Ela é nomeada, depois de alguns meses, superiora geral do pequeno Instituto das Irmãs de São Carlos. 16/04/1914 – O bispo de São Paulo aprova as novas constituições

das Irmãs de São Carlos. 26/09/1915 – Irmã Assunta funda a missão de Bento Gonçalves, a primeira no Rio Grande do Sul. 09/09/1918 – Ao término do seu tempo de superiora, Assunta é enviada a Bento Gonçalves/RS, e depois a Guaporé, mas não recebe boa acolhida em ambas as comunidades. 01/03/1919 – Irmã Assunta torna-se superiora da nova comunidade de Nova Bréscia. 1921 – Em fevereiro, é transferida para Nova Vicenza (Farroupilha), e exerce a função de cozinheira. 1922 – Vai para São Paulo por causa do agravamento do estado de saúde de sua mãe, que havia regressado ao Brasil há algum tempo.

Irmã Assunta não retorna ao sul. É enviada, como superiora, ao Asilo de Mendicidade de Jundiaí/SP. 14/05/1924 – Está como superiora da Santa Casa de Misericórdia de Monte Alto/SP, quando recebe a notícia da crise entre “carlistas” e “clementinas” que será solucionada com a intervenção da Santa Sé. 13/01/1934 – Pio XI aprova as constituições das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, “scalabrinianas”. 30/06/1935 – Irmã Assunta pas-

sa a ser superiora da Santa Casa de Misericórdia de Mirassol/SP. Permanece aí até 12 de setembro de 1947, quando é obrigada a ir se tratar em São Paulo. 12/09/1947 – Primeira internação no hospital Umberto I de São Paulo: sofre de erisipela e úlceras de varizes nas pernas. A ferida, que a atormenta desde muito tempo, é transformada em gangrena. 09/03/1948 – Nova internação: amputam-lhe o dedão esquerdo, a gangrena piora. Não mais poderá andar. 01/07/1948 – Falece aos 76 anos de idade, no Orfanato Cristóvão Colombo, na Vila Prudente em São Paulo, estando ainda no meio dos órfãos. 12/06/1987 – Abertura de seu Processo de Beatificação, na Ar-

quidiocese de São Paulo. 21/07/1991 – Translado de seus restos mortais para um nicho próprio, na capela do Orfanato na Vila Prudente, em São Paulo. 17/09/2010 – A Congregação para a Causa dos Santos, depois de longos estudos sobre sua vida e missão, reconhece suas Virtudes Heroicas. 19/12/2011 – O Papa Bento XVI promulga o decreto de reconhecimento das Virtudes Heroicas da Serva de Deus, Madre Assunta Marchetti, declarando-a Venerável. Nos próximos meses, traremos para os leitores um pouco da história da Venerável Ir. Assunta Marchetti, que será beatificada em outubro deste ano, e que residiu em nossa diocese por doze anos. Diácono Carlos Henrique Carneiro

Comissão de Liturgia da Diocese e a escola de liturgia Por Harley Pacola A Diocese de São José do Rio Preto, por meio da Comissão Diocesana de Liturgia, realizará no dia 12 de abril, sábado, das 7h às 13h, no salão da paróquia Nossa Senhora do Carmo, mais uma etapa da Escola de Liturgia do ano letivo de 2014. A paróquia fica localizada na rua Cristóvão Colombo, 935, no Jardim América. O tema dessa etapa será “Ciclo da Páscoa - Tríduo Pascal e Tempo Pascal” e a aula terá assessoria do Padre Rogério Correia da paróquia São João Apóstolo e Nossa Senhora das Dores. A taxa de participação é de R$ 30,00. Os interessados devem enviar suas inscrições pelos e-mails madamaceno@hotmail.com ou ci-

dinhadamaceno@ig.com.br. Mais informações pelos telefones (17) 3224-7250 ou 99115-1326 Podem participar da escola as Equipes de Liturgia e de Celebração, as Equipes de Canto, membros da Pastoral da Catequese, Pastoral do Batismo, Pastoral das Exéquias, ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, Acólitos, ministros da Palavra, coordenadores de Pequenas Redes de Comunidades e todos aqueles que se interessam pelo assunto. De acordo com Cidinha Damaceno, coordenadora da comissão de liturgia, neste encontro será feita uma reflexão sobre o Ano Litúrgico, em que se celebra a morte e ressurreição de Jesus, a realização plena do Pai

por nós, a perfeita glorificação de Deus, por meio do Mistério Pascal de Cristo, e também o Tempo Pascal. Pastoral Familiar realiza momento de oração em Talhado A Pastoral Familiar Diocesana convida a todos os fiéis para participar de um momento de oração e reflexão quaresmal no dia 12 de abril, sábado, a partir das 16h, na paróquia São Sebastião, de Talhado. Logo após o encontro, às 17h30, haverá uma celebração eucarística presidida pelo Padre Rafael Dalbem Ferrarez (assessor diocesano da Pastoral Familiar). Evento aberto à população. Mais informações pelo fone (17) 98112-7766, falar com José Roberto.


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DiOCESE DE RiO PRETO

Aniversário do Lar São Vicente de Paulo Foto: Departamento de Comunicação dos Vicentinos

PASTORAL DA FAmíLiA

Retiro Espiritual das Equipes de Nossa Senhora

Dom Tomé na visita do Lar São Vicente de Paulo, em Rio Preto.

Por Victório Vidoto e Ismênia França Costa Era uma vez... , há setenta e oito anos..., e a história continua... No local onde está instalado o Lar São Vicente de Paulo de São José do Rio Preto, era para ser construído um colégio dos padres Beneditinos, pois eles retornaram ao seus país de origem, a Áustria. A iniciativa da construção do Lar São Vicente de Paulo foi de Dom Lafayette Libânio, então bispo diocesano da época, da Sociedade de São Vicente de Paulo, das Conferências Vicentinas, da sociedade e apoio da Prefeitura Municipal. Nem mesmo todas as dificuldades que passamos de infraestrutura, de falta de recursos financeiros e de falta de experiência na área, serviram de obstáculos para continuarmos a empreender esforços na realização de nossos objetivos. E assim tem sido até os dias atuais. Hoje, o Lar São Vicente de Paulo abriga 78 idosos e idosas, sendo 46 em regime de internato, 50% dos mesmos têm comprometimento físico e mental, necessitando de cuidados especiais 24 horas por dia. Mantém, ainda, 32 idosos no setor centro-dia, que funciona de segunda à sexta-feira das 8h às 18h, quando os idosos retornam ao convívio familiar. Suas atividades iniciaram-se em 11 de março de 1936, e sua função primordial e características fundamentais são as de amparar os idosos carentes de ambos os sexos, sem distinção de cor, raça, política e religião, sendo que a administração

do Lar São Vicente de Paulo foi oferecida às Irmãs da Providência de GAP. No salão do Lar São Vicente de Paulo, existe uma galeria de fotos de todos os presidentes que ajudaram a dar continuidade a este trabalho de amor ao próximo. Para comemorar essa data tão importante, nosso bispo diocesano, Dom Tomé Ferreira da Silva, Padre Marcos Chiquetto – Assessor Espiritual do Lar São Vicente de Paulo, Claudinei Mereles da Silva – Presidente do Conselho Central da Sociedade de São Vicente de Paulo da Diocese de São José do Rio Preto, Nelson Junio Santos Rodrigues – Coordenador de Normas e Orientações das Obras Unidas (Asilos, Creches e Hospitais) do Conselho Metropolitano (Dioceses de Barretos, Jales, Catanduva e São José do Rio Preto) da Sociedade de São Vicente de Paulo de São José do Rio Preto, Ismênia França Costa – Presidente do Lar São Vicente de Paulo de São José do Rio Preto, os Internos do Lar, Funcionários, Vicentinos e convidados, no dia 29 de Março de 2014, reuniram-se nas dependências do Lar para visitas e celebração da Santa Missa. Dom Tomé visitou todos os setores do Lar São Vicente de Paulo, incluindo o setor Núcleo, local onde se encontram os internos acamados, debilitados e totalmente dependentes de auxílio especial durante 24 horas, por equipe técnica de enfermagem, além de terapia ocupacional, fisioterapia, assistência social, psicóloga e nutricionista. Neste local, com afeto, zelo e

generoso sentimento de amor ao próximo, Dom Tomé conversou com os internos. Por volta das 16h, auxiliado pelo Padre Marcos Chiquetto, iniciou a celebração da Santa Missa. Em sua homilia, Dom Tomé expôs, com riquezas de detalhes, dizendo que a Eucaristia ilumina nossa vida e as trevas que querem nos envolver. A religião nos dá condições de ver e julgar as realidades do mundo com os olhos da Fé. Reconheceu o trabalho vicentino, que antes de qualquer coisa deve ser seguir Jesus que teve misericórdia de quem gritava por saúde ou padecia de fome. Ao término da Santa Missa, o confrade Victorio agradeceu a visita de Dom Tomé, dizendo que a vocação vicentina possui dois lados: o lado dedicado aos pobres e o lado religioso, e que o Lar São Vicente de Paulo tem suas raízes fundamentadas na Igreja Católica, como pregava nosso fundador beato Antonio Frederico Ozanam. Não basta se dizer Vicentinos, a vocação vicentina se expressa por orações, devoções e comunhão Eucarística, com as quais Cristo se apresenta vivo e presente no nosso apostolado. Ao concluir, o confrade Victorio disse que é fundamental a presença da Igreja nas obras de caridade vicentinas ou similares, sendo a base de sustentação das entidades vicentinas. A seguir, a Consócia Ismênia França Costa, Presidente do Lar São Vicente de Paulo de São José do Rio Preto, convidou os presentes para um lanche de confraternização.

Nos dias 22 e 23 de março de 2014, 126 casais das Equipes de Nossa Senhora viveram momentos fortes de graça, com o retiro espiritual, conduzido por nosso bispo Dom Tomé, que proporcionou aos casais vivenciarem momentos de reflexão com o Tema: Família Missionária, à Luz do Concílio Vaticano II. Como as famílias são chamadas para ser missionárias das luzes e sombras que pairam sobre os seres humanos hoje no contexto familiar? Para sermos família ou casal missionário na nossa sociedade, na qual o que impera é a negação da moralidade em todos os aspectos, temos que ter em nós o amor do crucificado, olhar nos olhos e fixá-los de tal modo a contemplar o seu mistério a ponto de nos crucificar com Ele e o encontrar na ressurreição. Esse retirar-se nos leva a buscar... “O progresso na vida espiritual exige recolhimento, silêncio, aplicação das faculdades (inteligência, consciência, memória, vontade, imaginação...). Mas não se pode dizer que seja fruto de nossa técnica. É GRAÇA. É dom.” O Retiro, ou seja, o fato de isolar-se para sair de si e ir ao encontro com o Absoluto era uma atividade constante do programa de vida de grandes santos: São João da Cruz, São Francisco de

Assis, Santa Teresinha, Santo Inácio de Loyola, os padres do deserto... E o que dizer do jovem de Nazaré? Em sua caminhada, não poucas vezes, afastava-se das multidões que o seguiam e retirava-se para um lugar ermo onde pudesse entregar-se à contemplação. Lembramos o seu recolhimento no deserto por quarenta dias e quarenta noites, e foi tentado pelo demônio. Quando precisava conversar com seus discípulos ao voltarem da missão, igualmente, retirava-se com eles para que pudessem, na solidão, estar a sós com Deus e orar ao pai. No Antigo Testamento, como é linda a imagem de Elias, quando, esperando escutar Deus, sente-o na suavidade de uma brisa! Na contemplação, os profetas, em recolhimento, sentiram o chamado e deixaram-se impregnar pelo Espírito, adquirindo forças para sua missão. Silêncio e solidão, dois instrumentos imprescindíveis para se fazer a experiência de encontro com Deus. Quando a palavra de Deus se faz “o murmúrio de uma brisa suave”, ela é capaz de transformar os nossos corações. A tempestade de Monte Sinai abria fendas nos rochedos, mas a palavra silenciosa de Deus é capaz de quebrar corações de pedra. Vivemos hoje num mundo de muitas solicitações. Não temos tempo para nada, tal o volume e velocidade de informações. Somos desviados pelas imagens e cultura para as concupiscências alheias ao espírito. Então o retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças negativas e nos realizarmos como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus. Marlene e Luís Antonio

Casal Responsável pela Região SP Norte II Equipes de Nossa Senhora


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SEbASTiAnóPOLiS

Fiéis lutam pela construção da nova Igreja fotos: DH

bíbLiA Pe. Rafael Dalbem

Segundo livro de Samuel 2 Samuel é o nome do segundo de dois livros (1 e 2 Samuel) dos Livros históricos do Antigo Testamento da Bíblia, e um único livro na Bíblia Hebraica (Tanak), sendo que não estavam separados no cânon hebraico original.Acredita-se que esse livro formava originalmente uma só obra com I Samuel, I e II Reis. A primeira parte teria sido escrita por Samuel, mas o restante por Natã e Gade. O enorme tamanho deste único rolo, composto por um dos escritores, deve ter levado à sua divisão arbitrária em quatro partes, num tamanho de mais fácil manuseio. Assim, tanto a Septuaginta grega como a Vulgata latina o chamam de I e II Samuel ,I e II Reis, respectivamente.Junto com I Samuel abrange um período de, aproximadamente, 140 anos (cerca de 1180 a 1040 a.C.) e foi escrito algum tempo depois de 960 a.C.Possui 31 capítulos.O Livro de 2Sm não identifica o seu autor. Não pode ser o profeta Samuel, já que ele morreu em 1Sm. Possíveis escritores incluem Natã e Gade (cf. 1 Cr 29,29). 2Sm conta a história de Israel a partir da morte de Saul (2Sm 1-20) e o subsequente reinado de Davi, com um suplemento no final.(2Sm 21-24). Em outras palavras, abrange, com seu livro irmão (I Sm), o período que vai desde o estabelecimento de uma monarquia formal até o fim do reinado de Davi. Inclusive um período de guerra civil, o transporte da Arca da Aliança a Jerusalém, o relato do pecado

de Davi, um cântico de ação de graças, e a promessa de Deus sobre a descendência do rei. Quase todas as emoções humanas da vida real são retratadas em linguagem viva e muito expressiva em 2Sm. Assim, os resultados desastrosos da ambição, da represália (3,27-30), do desejo ilícito de possuir o cônjuge de outrem (11,2-4, 15-17; 12,9-10), de atos traiçoeiros (15,12; 17,23), do amor baseado somente na paixão (13,10-15), do julgamento precipitado (16,3-4; 19,25-30) e da falta de respeito pelos atos de devoção de outrem constituem fortes avisos para nós (6,20-23). Mas, tiramos proveito muito maior de Segundo Samuel, examinando-o de um ângulo positivo e seguindo seus numerosos e excelentes exemplos de boa conduta e boas ações. Davi é um modelo de alguém que demonstrou devoção exclusiva a Deus (7,22), foi humilde diante de Deus (7,18), enalteceu o nome de Deus (7,23-26), teve atitude correta na adversidade (15,25), arrependeu-se sinceramente do pecado (12,13), foi fiel à sua promessa (9,1-7), manteve o equilíbrio sob prova (16,1112), teve confiança contínua em Deus (5,12-20) e demonstrou profundo respeito pelas providências tomadas por Deus e pelas designações feitas por Ele (1,11-12). Pe. Rafael Dalben Ferrarez

Paróquia São Sebastião - Talhado Assessor Diocesano da Pastotal Familiar padredalben@gmail.com

A Igreja da paróquia São Sebastião de Sebastianópolis do Sul está em construção desde Abril de 2011, quando o Pe. Leandro Luis Bernardes assumiu a administração paroquial. A Igreja antiga foi demolida, pois não comportava mais adequadamente os fiéis; estava com muitos defeitos, estrutura do teto completamente comprometida e paredes trincadas. Então, o padre reuniu a comunidade e houve o consenso em demolir a obsoleta igreja matriz. O bispo diocesano D. Paulo aceitou a demolição e autorizou a construção da nova. Desde então, a paróquia realiza quermesses, leilões, eventos e conta hoje com um carnê de ajuda à construção, que os fiéis contribuem mensalmente. “A iniciativa foi dos fiéis que apresentaram o desejo de uma Igreja nova. Eu acatei o desejo deles e estamos trabalhando bastante para a efetivação desse sonho”, diz o Pe. Leandro, que enfatiza que a Igreja é

o Corpo de Cristo, que é uma edificação espiritual (Ef 2,22), e que nós somos a Igreja viva, somos “pedras vivas” como diz S. Paulo; portanto, a Igreja material é sinal de uma realidade maior, da Igreja que não se limita a um lugar apenas. “Para nós católicos, o edifício “Igreja” é muito importante, pois é nela que celebramos os mistérios da fé, principalmente a Eucaristia, que como dizia o Beato João Paulo II: “faz a Igreja”, declara o administrador paroquial. Muitas etapas já foram execu-

tadas e, atualmente, a Igreja está toda rebocada, coberta e com a torre levantada e pronta para receber a cúpula e o sino. “A próxima etapa é a execução da fiação interna para depois partirmos para o Espaço Litúrgico, que é o mais importante para a Igreja: o presbitério com o altar, ambão e sédia. Também iremos construir um Batistério no estilo da Igreja Primitiva, com uma fonte batismal para o batismo por imersão”, afirma Pe. Leandro. Pe. Leandro Luis Bernardes


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DOm TOmÉ REuniu 400 CATEquiSTAS nO COLÉgiO SAnTO AnDRÉ

Pastoral Bíblico-Catequética fotos: Maurício Martins

Para a minha surpresa e grata satisfação, em julho de 2013, Dom Tomé me nomeou como assessor da Pastoral Bíblico-Catequética de nossa diocese. Sou o mais novo integrante da equipe, formada por representantes das regiões pastorais e a coordenação. Com alegria e vontade de servir,respondi prontamente a esse serviço para nova evangelização. Desde então, juntamente com a Irmã Rosângela,coordenadora Pastoral Bíblico-Catequética, e

toda equipe diocesana, tenho participado dos diversos momentos realizados pela Pastoral e que de fato são de suma importância para a caminhada catequética: a EBICAT (Escola Bíblico-Catequética), de grande importância para o ser (espiritualidade), o saber (diversos conhecimentos), o saber-conviver (relacionar-se) e o saber-fazer (metodologia) dos catequistas, Escola que já formou 05 Turmas e é realidade na diocese desde 2007; a Semana Catequética, marcada pela formação e atualização dos catequistas, que este ano tornou-se realidade em todas as regiões pastorais; a Abertura diocesana do Ano Catequético, que envia os catequistas para a missão; o Dia Nacional dos Catequistas, que celebra o dia dos educadores da fé e que, neste ano, será em José Bonifácio. A Pastoral Bíblico-Catequética tem uma presença expressiva na diocese, graças a uma equipe

forte e estruturada, bem formada e eficiente, dinâmica e comprometida com a causa do Reino. Aqui deixo expressa minha gratidão à Ir. Rosângela e a toda equipe, pelo dinâmico trabalho realizado. Não poderia deixar de citar aqui o Encontro diocesano de catequistas de Crisma, que aconteceu no dia 30 de março, no Colégio Santo André, em São José do Rio Preto. O encontro teve início às 8h e o seu término às 16h. Contamos com a presença de mais de 400 catequistas que retornaram para as comunidades animados e cheios de alegria pela atenção dada à catequese de Crisma. Dividimos o encontro em duas partes: no período da manhã, foi vivenciada a oração inicial, a palestra do diácono Hallison, com o tema do Espírito Santo, a Celebração Eucarística, presidida por Dom Tomé e o almoço. No período da tarde, contamos com a ajuda do Pe. Rafael Dalben, que refletiu sobre o sacramento da Crisma e, por fim, houve um momento com Dom Tomé, orientando acerca da parte prática e litúrgica do sacramento. O encontro atingiu o seu objetivo, conforme avaliação positiva dos próprios catequistas. Nossa gratidão a todos que participaram e ajudaram na realização desse evento. Já estamos nos preparando para o Pentecostes com crismandos, que vai acontecer em Jaci, no dia 08 de junho e também para o Dia Nacional dos Catequistas, que será no dia 24 de agosto, na cidade de José Bonifácio. Pe. José Eduardo Vitoreti Pastoral Bíblico-Catequética

LiTuRgiA Pe. Benedito Mazeti

Hino de Louvor O Hino de Louvor é chamado de “doxologia maior” em contraposição com a “doxologia menor” que é o “Glória ao Pai”. Trata-se de um hino antiquíssimo, iniciando com o louvor dos anjos na noite do Natal do Senhor (Lc 2,14). Desenvolveu-se antigamente no Oriente, como homenagem a Jesus Cristo. No Ocidente, inicialmente era proclamado somente pelo Papa em Roma; depois, no dia da Páscoa, pelos Presbíteros em sua Missa primicial. Aos poucos, começou a ser cantado em dias solenes, como grande doxologia, desdobramento do Kyrie. Não constitui uma aclamação à Santíssima Trindade. É um hino pelo qual a Igreja, reunida no Espírito Santo, entoa louvores ao Pai e dirige súplicas ao Filho, Cordeiro e Mediador. Deve ser cantado solenemente por toda a assembleia. Deve-se estar atento na escolha dos cantos para o momento do glória. Ideal seria cantar o texto mesmo, tal como nos foi transmitido desde a antiguidade, que se encontra no Missal Romano, ou, pelo menos, o mesmo texto em linguagem mais adaptada para o nosso meio e também a versão da CNBB, musicado por muitos compositores (como já existe!). Evitem-se, portanto, os “glorinhas” trinitários! O hino de louvor (glória) não de caráter Trinitário e sim Cristológico, isto é, os louvores

se concentram na Pessoa do Filho. Infelizmente, está surgindo outra interpretação distorcida do sentido Glória por parte de comentaristas e mesmo por presidentes da assembleia eucarística. Terminado o “Ato penitencial”, o presidente ou comentarista proclama alto e com entusiasmo: “Agora, reconciliados com Deus e obtido o perdão, podemos cantar o glória dando graças pelo perdão recebido; entoemos, pois, o canto de glória”. Nada mais distorcido e errado. Essa não é hora de antecipar a ação de graças (Oração Eucarística). Depois, o Glória constitui grande doxologia. Na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Um hino como o Glória, no seu gênero literário, difere de um canto. O hino não possui refrões e deve ser cantado integralmente. Pe. Benedito Mazeti

Assessor Diocesano de Liturgia


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XLVIII Dia Mundial das Comunicações Sociais Fonte e fotos: Santa Sé

“Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro” Domingo, 1 de Junho de 2014 Queridos irmãos e irmãs, Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximos, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas econômicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas. Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a

aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isso é uma coisa boa, é um dom de Deus. No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e econômicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído. Esses limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto, haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isso requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência

humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimônio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros. Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E - para nós, discípulos do Senhor - que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Essas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba - isto é, um comunicador - pôs a Jesus: “E quem é o meu próximo?” (Lc 10, 29 ). Essa pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a “proximidade” no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir esse poder da comunicação como “proximidade”. Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não veem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.

Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais. Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de autorreferencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar. Entre essas estradas, estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver essa vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é preciso uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas. Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus. Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.

Franciscus


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51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações 11 DE MAIO DE 2014 - IV DOMINGO DE PÁSCOA Vocações, testemunho da verdade Amados irmãos e irmãs! 1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe” (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que “a messe é grande”. Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a ação eficaz, que é causa de “muito fruto”, deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um desses “colaboradores de Deus”, trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: “Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo” (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele. 2. Muitas vezes rezamos estas palavras do Salmista: “O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho” (Sal 100/99, 3); ou então: “O Senhor escolheu para Si Jacob, e

Israel, para seu domínio preferido” (Sal 135/134, 4). Nós somos “domínio” de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, “porque o seu amor é eterno!” (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adotada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo - “vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Batismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O “com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças” (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige

sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É “um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs” (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de Maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Ped 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projeto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração. 3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles

que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que “são espírito e são vida” (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: “Fazei o que Ele vos disser!” (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que “por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35)? 4. Amados irmãos e irmãs, viver esta “medida alta da vida cristã ordinária” (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a

boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas essas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cômodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. “Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!” (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, “exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja” (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja “boa terra” a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com esses votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica. Vaticano, 15 de Janeiro de 2014

Franciscus


MENSAGENS DO PAPA: DIAS DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E COMUNICAÇÕES SOCIAIS Páginas 14 e 15

CIRCULAÇÃO NACIONAL

Encontro no Colégio Santo André reúne 400 catequistas ABRIL/2014

JORNAL

ANO 16 Diocese de São José do Rio Preto/SP - EDIÇÃO REGIONAL -

Nº 194

MADRE ASSUNTA BEATA DE MIRASSOL Na Página 10 Diácono Carlos H. Carneiro dá os detalhes.

MARIANO DE LA MATTA 31º ano de sua morte. Página 7

JOSÉ DE ANCHIETA, JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II Detalhes no texto do Pe. José Eduardo Vitoretti. Página 13

D. Odilo, D. Tomé e dra. Hygia falam das canonizações

Três Santos envolvidos com as causas sociais Páginas 8 e 9

O cardeal de São Paulo publicou matéria no jornal O Estado de São Paulo sobre a canonização e a história do Padre José de Anchieta. O jornal Diocese Hoje traz a matéria. Veja nas páginas 2, 8 e 9.

Foto: DH

Semana Santa Acompanhe toda a programação da Semana Santa na Página 2.

Caminhada com Jesus em Bálsamo

Tradicional evento realizado anualmente na madrugada de Sexta-feira Santa na cidade de Bálsamo/SP. Página 6

Grupo de homens estão se reunindo às quintas-feiras para rezar o terço Veja essa matéria na edição de maio.

DIA DE ESPIRITUALIDADE QUARESMAL Dom Tomé recebe Dom Emílio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo. Página 6

Devotos de Santo Expedito em Uchoa PRESTAM HOMENAGEM AO PADROEIRO E QUEREM INAUGURAR CAPELA EM BREVE

DA REDAÇÃO Alguns dados da PARÓQUIA DE UCHOA E DA CONSTRUÇÃO DA CAPELA DE SANTO EXPEDITO. O Pe. Cândido Fernandes Perez está em Uchoa desde janeiro de 2008, portanto há 6 anos. Nossa Paróquia é Santa Izabel, rainha de Portugal, e conta com várias pastorais e movimentos, empenhados no desenrolar do PLANO DIOCESANO DE PASTORAL. Abrangendo também as capelas de São Miguel Arcanjo, situada no bairro do mesmo nome; de Santa Luzia, que fica no jardim Morumbi; de Santa Izabel, no jardim S. Izabel; de Nossa Senhora Aparecida no bairro Jardim Tropical, e agora a nova capela de Santo Expedito, no bairro SAHRA VIDA II. Quanto ao número de capelas de Santo Expedito na Diocese, conhecemos somente a de PAULO DE FARIA, esta de UCHOA, ambas construídas pelo nosso pároco Padre Cândido e a da cidade de CEDRAL. Paróquia, lembramos a do Padre Daria, em Rio Preto, mas pode sim haver outras na diocese... Santo Expedito é venerado por muitos devotos, foi comandante militar na ARMÊNIA no ano de 303. Fiel e temente a DEUS, foi executado sem demora. A rapidez com que tudo aconteceu tornou legendária a saga do oficial, rápido na oposição ao tirano, expedito (sem demora) no martírio. Até hoje a tradição cristã presta homenagem a esse oficial, sob o nome de Expedito, tal foi a presteza com que acolheu no seu coração o dom do Espírito Santo, que o fez protestar sem demora contra a injustiça e, no mesmo momento, dar a vida como testemunho da fé cristã. Aqui em UCHOA, cidade em expansão, depois de uma pesquisa entre

os paroquianos, surgiu então a ideia e o planejamento da construção de uma capela dedicada ao Santo. Isso se iniciou no segundo semestre do ano de 2012. A pedra fundamental foi instaurada no dia sete de dezembro de 2012, com a Santa Missa, rodeada de um grande número de devotos e autoridades da cidade. Daí o motivo da rapidez na construção da referida capela, com 300 metros, duas salas para a catequese, a qual favorecerá as crianças e a comunidade do bairro SAHRA VIDA II, como também de toda a vizinhança. Os devotos trabalharam e se empenharam nessa construção e, em menos de dois anos, estarão inaugurando a nova Capela. É claro que para o evento, ainda, não marcado, vamos agendar a presença do nosso querido bispo, Dom Tomé, com todos os paroquianos, devotos e autoridades locais. Desejamos a todos uma Santa Quaresma e uma Páscoa cheia de Luz e PAZ do SENHOR RESSUSCITADO! Dalva Ferreira da Silva - p/ Pe. Cândido Fernandes Perez Uchoa, 28/ março/2014. (Aniversário do município) PARABÉNS UCHOA!

Visita pastoral à paróquia São Francisco de Assis Com alegria e expectativa, a Paróquia S. Francisco de Assis de Rio Preto acolheu Dom Tomé para a sua visita pastoral que iniciou com a missa no dia 29/03 a 06/04. A visita nos trouxe muita animação nos trabalhos pastorais, nos ajudou no crescimento da fé e no fortalecimento no anúncio do Evangelho para sermos amigos de Cristo.

Dom Tomé se reuniu com os jovens e refletiram sobre a expectativa da Igreja com relação ao jovem no futuro, nas mídias sociais e a relação entre ciência e fé. Com a pastoral familiar, falou sobre os novos conceitos de família, orientou e incentivou os trabalhos existentes. Dedicou momentos com as crianças da catequese. Com a pastoral do dízimo,

inteirou-se e elogiou o funcionamento do mesmo. Com a pastoral da saúde e da solidariedade, visitou um enfermo, representando os demais que são acompanhados pela pastoral, levando a sua bênção, fé e esperança. Reuniu-se com o Conselho Administrativo e com o Conselho Pastoral Paroquial e salientou a importância de cada pessoa fazer a

experiência do encontro pessoal com Cristo, aceitar o convite do discipulado, para viver em comunhão e em missão. Também, lembrou-se a importância da santificação do domingo para o cristão. Dom Tomé teve contato com toda a comunidade, nas diversas missas celebradas na Igreja de São Francisco e nas capelas João Paulo II (Bosque Viven-

das), N. Sra. Carmo (Vila Azul) e São Brás (Estância S. Pedro). Sem dúvida, foram momentos de graça, estímulo e de confirmação da nossa caminhada. Obrigado Dom Tomé! Pe. Nilson de Paula Resende Pároco


Diocese hoje abril 2014