Page 1

Tecnologia e Sociedade O uso da tecnologia pela sociedade moderna provoca alterações econômicas, sociais e  políticas. Observá­se mudanças de comportamento das pessoas em todos os segmentos  sociais. As pessoas são avaliadas pelas roupas que vestem, pelos símbolos exteriores e bens  materiais que possuem, pelo seu comportamento e tom de voz, além de seu aspecto físico. O movimento acelerado da rotina urbana impossibilita o autoconhecimento, o  conhecimento de sua história, provocando crises de identidade e individualidade. Todos  vivem sem terem tempo para os outros e para si mesmos. Em um mundo mais acelerado, o aumento da percepção visual possibilita que as pessoas  evitem riscos, causados pelas novas maquinas, reagindo a eles. Com isso elas passam a  compreendê­los melhor e tirar um bom proveito deles. A ampliação da capacidade da  imaginação também foi uma conseqüência desse aumento da percepção visual. Com as transformações tecnológicas e as mudanças na estrutura da sociedade, grupos  artísticos começaram a produzir novas formas de entretenimento, como o cinema e o  parque de diversões, em geral para divertir as classes trabalhadoras, tornando­se um grande  investimento com um bom retorno financeiro. Ubirajara de Almeida Galvão Como os veículos de comunicação trabalham com nossa Identidade? Os veículos de comunicação geralmente trabalham evitando questionamentos, e nem  sempre levam o sujeito a pensar e criar o seu próprio ponto de vista sobre determinado  assunto. A notícia vem pronta para ser consumida, influenciando a formação da  subjetividade. Em termos de comunicação de massa, percebemos que, tudo é para todos, não há diferença  entre crianças, adolescentes e adultos. As crianças hoje têm acesso a tudo, e o espaço para  construir a fantasia e criar teorias está cada vez menor. Observamos que os meios de comunicação principalmente a TV e internet nos  bombardeiam com notícias e propagandas, onde os problemas íntimos das nossas vidas,  estão sendo convertidos em matéria de destaque e domínio público. Estamos nos acostumando a buscar um ideal de vida que não é único, de cada sujeito, mas  sim um ideal de massa, um ideal que já vem pronto, construído pela propaganda, por  Reality Shows, pelas novelas e sites. No Reality Show, Caso de Família do SBT, os assuntos do privado, do individual, são  debatidos de forma deprimente e humilhante, levando os telespectadores a uma postura  parcial em relação às pessoas envolvidas. As notícias produzidas pelos telejornais, embora sejam tomadas como verdadeira pelos  telespectadores, podem ser tendenciosas, beneficiando ou prejudicando indivíduos, grupos,  instituições ou empresas. Ainda não esquecemos o caso Nardoni. Em nome da audiência o caso ocupou grande parte 


do tempo de praticamente todos os canais de TV. O fato era repetido inúmeras vezes por  várias semanas, arrastando dezenas de pessoas para a porta da casa dos envolvidos.  Vivemos numa sociedade das imagens. As mídias são colocadas em cada vez mais espaço  pelos quais circulam os consumidores. Novos e tradicionais meios de comunicação como  internet, celulares, televisores, telefones, revistas e jornais, bem como, técnicas mais  pitorescas, como a colocação de anúncios em edifícios, fachadas de prédios, transportes  coletivos, banheiros, e universidades, de forma a impossibilitar que o consumidor deixe de  observá­las. Nas campanhas eleitorais, o volume de cartazes, panfletos, carros de som, entre outras  coisas, é exagerado. A forma de divulgação feita pelos jornais do resultado de pesquisas  eleitorais também é feita de uma forma em que o candidato seja aprovado pelos  telespectadores, como também pode ser odiado por estes. Os meios de comunicação persuadem as pessoas fazendo com que elas não tenham opinião  própria, induz ao preconceito com relação às situações e pessoas, e, conseqüentemente,  provoca uma crise de identidade. Ubirajara de Almeida Galvão A viagem As aulas As férias A alegria As malas O roteiro O carro A estrada O lanche A câmera As fotografias A praia O sol As pessoas O mar As semanas O retorno


As aulas Ubirajara de Almeida Galvão Espelho, espelho, meu... Será que existe uma relação entre o espelho e a vida das pessoas? O espelho é o retrato do  dia­a­dia ou um objeto de decoração localizado no quarto? Podemos dizer que nossa  imagem é igual a do espelho? Diariamente vemos pessoas que adotam uma outra identidade ou um visual novo para ser  aceito em um certo grupo ou comunidade. Casos como esses acontecem geralmente em  escolas, na qual o aluno muda suas atitudes para ser aceito em turmas, que, na maioria das  vezes são de alunos mal comportados. Muitas pessoas também criam uma outra realidade ao encarar sua imagem refletida nessa  espécie de vidro. Fazem isso como forma de esquecer os problemas e/ou achar uma solução  em um pensamento imaginário. O espelho é também uma passagem para uma Matrix  individual de cada cidadão. Diferentemente de uma realidade imaginária, o objeto também é utilizado para despertar a  fantasia e a imaginação saudável em contos de fadas, crônicas, entre outros. Na série de  livros Harry Potter, o espelho é um objeto mágico e indispensável para a trama , fazendo os  leitores se divertirem com os mistérios que giram em torno dele. Além disso, o espelho pode mostrar apenas a imagem física de uma pessoa, mas não  consegue revelar a interna. É como em uma foto. As pessoas riem, fazem caretas, e  ninguém pensa que elas tem problemas. Uma pessoa pode achar­se séria, adulta, mas  fisicamente é uma garota com um pouco mais de 10 anos de idade, ou vice­versa. O objeto em questão tem, portanto, uma influência marcante na travessia das pessoas por  este mundo. Ele denuncia marcas do tempo, resultados de dietas e exercícios físicos,  perfeições ou imperfeições de traços genéticos...E é evidente que esta imagem condiciona  sentimentos, emoções, comportamentos...No entanto amigo de uns, inimigo de outros,  jamais terá a competência para denunciar, absolver ou aplaudir o mundo interior de quem o  encara...  Ubirajara de Almeida Galvão RESENHA CRÍTICA “ARTEMIS FOWL O MENINO PRODÍGIO DO CRIME”


“Artemis Fowl O Menino Prodígio do Crime” é o primeiro livro de uma série de, até então,  seis livros. Foi originalmente criada pelo escritor e professor irlandês Eoin Colfer, também  autor dos livros: “Colin Cosmo e os Supernaturalistas” e “A lista dos desejos”. Artemis é  um garoto de 12 anos, e herdeiro do famoso Clã Fowl. Há dois anos seu pai desapareceu  misteriosamente junto com parte da fortuna de sua família. Disposto a recuperar o dinheiro  e descobrir o que aconteceu com seu pai, acaba tomando conhecimento da existência do  Povo das Fadas, e, enganando uma delas, consegue o livro sagrado do povo, intencionando  de roubar­lhes a farta reserva de ouro. Para Artemis, isso não era o suficiente, por isso de  forma ousada, seqüestra Holly Short, capitã da Unidade LEPrecom. O exército de fadas e  outros mágicos com armas avançadas o cerca a fim de resgatar a capitã e impedir que o  segredo fosse espalhado. A história é narrada em terceira pessoa. O narrador possui uma perspectiva onisciente, ou  seja, conhece toda a história, manipula o tempo e principalmente, revela o que os  personagens sentem e pensam. Isso fica evidente nos pensamentos de Artemis em relação  ao ouro das fadas: “Ninguém disse nada. Artemis imaginou que, em algum lugar, a Abertura 1812 estaria  tocando. O ouro estava ali, empilhado em fileiras brilhantes. Parecia ter uma aura, um  calor, mas também um perigo inerente. Havia muita gente disposta a morrer ou matar pela  riqueza inimaginável que aquele ouro podia trazer...” O ambiente descrito é físico, é nele que os fatos acontecem. O espaço é real onde os  personagens movimentam­se e desenvolve­se a trama. Isso fica evidente nos trechos  transcritos a seguir: “O beco se estreitava até virar uma ruela esburacada. Os esgotos e as calhas iam direto para  a superfície enlameada. Aleijados e mendigos se amontoavam em ilhas formadas por  esteiras de palha de arroz. A maioria dos moradores não tinha nada para dar.” O tempo é considerado psicológico porque há uma inversão da ordem temporal, recorrente  à analepse ( recuo nos acontecimentos passados). Podemos perceber isso em: “A busca de Artemis tinha começado há 2 anos, quando começou seu interesse por navegar  na internet... Há também pequenas interrupções na história, dando lugar a descrições ou divagações,  como podemos notar em: “Hora de apresentar um novo personagem à nossa peça do outro mundo. Bom pra falar com  exatidão, não exatamente um novo personagem. Nós já o encontramos, na fila de registro  de ocorrência da LEP. Sendo preso mais de uma vez por delitos numerosos:Palha  Escavador, o anão clepitomaníaco. Um indivíduo dúbio, até mesmo para os padrões de  Artemis Fowl.” Artemis Fowl é considerado como anti­herói. É um personagem plano, pois comporta­se da  mesma forma previsível ao longo de toda a narrativa. Até o final do livro, Artemis busca  uma maneira de conseguir o ouro das fadas e em nenhum momento muda seu objetivo.  Vemos isso em uma de suas falas: “Eis como eu vejo a situação. Eu tenho meios de revelar sua existência subterrânea, e vocês  não têm poder para me impedir. Então, basicamente, o que eu peço é um pequeno preço a  pagar. O livro é a sexta produção de Eoin Colfer. É recomendado para as pessoas por ser um  romance de ficção que mistura várias cenas de ação, diversos seres encantados, lendas 


celtas e um anti­herói que apresentado de uma forma que leva o leitor a simpatizar com ele. Ubirajara de Almeida Galvão

O QUE É SER UM BOM PROFISSIONAL? “Super­Homem”. Essa palavra é um exemplo do conceito encontrado em muitos manuais,  artigos e alguns livros que descrevem como devem ser o perfil de cada profissional. Esse  modelo pressupõe funcionários incansáveis, com inúmeras funções, que saibam trabalhar  em equipe e tenham relações interpessoais positivas, entre outras... Essas características definem apenas um tipo de trabalhador, que seria uma pessoa que  atendesse todas as necessidades do mercado, que é cheio de ambiguidades e necessidades  que se contrariam uma com a outra. Assim como Frankenstein, ou outra criatura irracional, um profissional que atende somente  a esse modelo acaba tornando­se um ser sem personalidade, manipulado pela empresa em  que se encontra, cumprindo a ordens e fazendo tarefas sem ao menos perguntar ou  raciocinar. Um bom funcionário realmente tem que seguir as ordens solicitadas em seu local de  trabalho, mas também que mostrar competitividade, autonomia e iniciativa. Tem que pensar  mais em si mesmo e em qual formação é a mais adequada para ele, não para o mercado. Todos tem direito a uma escolha que lhe agrada, independente do que é ser ou não um  “bom profissional”. Devemos ser incomum e fazer a escolha que tem haver com nossos  desejos e interesses.


Jovem Brilhante  

Pequenas criações e textos, sobre cinema, poesia, profissionalização, cultura, entre outras.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you