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€ 3,70

Exemplo a ser seguido

Colônia de Férias

Secretaria da Educação de Pernambuco e MEC desenvolvem método de atendimento e avaliação que garante a qualidade do ensino inclusivo

Selecionamos os melhores acampamentos que atendem a todos com segurança e muita diversão

9 772316 338009

Atividades práticas para desenvolver em grupo e estimular o raciocínio lógico e os sentimentos dos alunos

Atividades para todos

Síndrome de Williams

Compartilhando história

Além do raciocínio lógico, as atividades trabalham a integração e os sentimentos dos alunos

O que é, as especificações, características, o diagnóstico e como trabalhar em sala de aula

Psicóloga relata suas experiências com jovem com e 1 mundo da deficiência inclusão visual os benefícios da inclusão

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www.edminuano.com.br

AMIZADE NA ESCOLA

SET/OUT 2015 46

R$ 7,90

ISSN 2238-9784

Ano 5 - nº 46

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Traga sua escola para a

Uma experiência educativa única!

SUCES

TERÇA A SEXTA

Das 09h às 19h

SO

ABS

O LU

TO

A KidZania é um espaço que mistura educação e entretenimento. Com conteúdo lúdico, reforçam-se as bases do ensino como: resolução de problemas, autonomia, capacidade artística, criatividade e convivência social.

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Editorial

Antes de começar a ler esta edição, queremos te propor uma reflexão ... é uma publicação bimestral da Editora Minuano

você consegue se lembrar do seu processo escolar? Conseguiria imaginar a escola sem seus amigos? Pois é, as amizades são fundamentais em todos os momentos de nossas vidas, e, na escola, isso não é diferente!

Av. Marquês de São Vicente, 1.011 Bairro: Barra Funda / CEP: 01139-003 - São Paulo / SP CX. Postal: 16.352 - CEP: 02515-970 Site: www.edminuano.com.br E-mail: minuano@edminuano.com.br Tel.: (0XX11) 3279-8234 DIRETOR-PRESIDENTE

Durante todos estes anos, nossa equipe esteve em diversas escolas das redes pública e privada da Grande São Paulo em busca de boas histórias de crianças e jovens que superam todas as dificuldades e se destacam no processo educacional (inclusive, se você souber de um caso de

Nilson Luiz Festa - nilson@edminuano.com.br

sucesso, manda pra gente!), e com isso, vimos lindos casos de amizade e

ASSESSORIA EXECUTIVA Natali Festa - natali@edminuano.com.br

companheirismo, além de ouvir relatos de profissionais da área destacando

Vera Lúcia Pereira de Morais - vera@edminuano.com.br FINANCEIRO Diretora: Claudia Santos Alexandra Testoni, Liane Bezerra e Luis Eduardo S. Marcelino COBRANÇA Diana de Oliveira - cobranca@edminuano.com.br RH Diego Liberato Priolo - rh@edminuano.com.br EDITORIAL

o quanto isso ajuda e influencia no bom rendimento escolar dos alunos.

Editora-chefe: Julliana Reis - julliana@edminuano.com.br Redação: Brida Rodrigues e Maira Isis Cardoso redacao@edminuano.com.br Editora de arte: Bianca Ponte - arte@edminuano.com.br Assistente de arte: Danielly Stefanie - arte@edminuano.com.br Revisora: Adriana Bonone - adriana@edminuano.com.br Colaboradores: Sandra Francisco (consultora educacional); Bianca Ponte (Fotos); Renata Fernanda Fernandes Gomes Dias (Palavra do Especialista); Mamary Lopes (Artigo).

por meio de ações inclusivas que podem – e devem – ser desenvolvidas

CIRCULAÇÃO

Por esses e outros motivos – que você confere a seguir –, nesta edição trazemos um material exclusivo que envolve uma matéria especial e atividades pedagógicas, para ajudar o educador na integração dos alunos com todos os alunos da turma. Além disso, trazemos nesta edição informações sobre a síndrome de Williams e a continuação do especial sobre Educação no Brasil, em que

Patricia Balan - circulacao@edminuano.com.br

estamos falando com todos os estados para saber um pouco mais sobre o

MARKETING Alda Mendes - alda@edminuano.com.br

trabalho realizado na área de inclusão escolar.

Ismael Bernardino Seixas Jr - ismael@edminuano.com.br Jacqueline Santos - marketing@edminuano.com.br Júlia Moretto - marketing2@edminuano.com.br PUBLICIDADE Diretor Comercial: Arnaldo Stein Gerente Comercial: Denis Deli Assistente Comercial: Sheila Fidalgo - publicidade@edminuano.com.br Executivos de Conta: Bernardo Laudirlan, Jussara Baldini, Kalinka Lopes, Marco Gouveia, Patrícia Cestari, Silvana Mendes e Stepan Tcholakian VENDAS Gerente: Marcos Rodrigues - marcosrodrigues@edminuano.com.br Gerente Depósito: Joel Festa - joel@edminuano.com.br Adriana Barreto - adriana.barreto@edminuano.com.br Alexandra Eleutério - alexandra@edminuano.com.br Sabino José dos Santos - vendas2@edminuano.com.br vendas@edminuano.com.br ASSINATURAS Tel.: (0XX11) 3279-8572 assinatura@edminuano.com.br ATENDIMENTO AO CLIENTE Amanda Barros - atendimento@edminuano.com.br Ingrid Bertolini, Isabella Tomé e Suelen Kelle Tel.: (0XX11) 3279-8571

Outra matéria super especial aborda a importância da música para o estímulo da mente e do corpo dos alunos, além de dicas de sites e blogs sobre deficiências, livros e filmes educacionais, e até uma programação incrível para as férias, com os melhores acampamentos. Mais uma vez, vocês estão convidados a acompanhar nosso site e nossas redes sociais, onde trazemos diversas novidades do setor, enquanto produzimos as edições da revista. Boa leitura e até a próxima edição!

Equipe Mundo da Inclusão redacao@mundodainclusao.com.br

DEPARTAMENTO DE WEB / DESIGN GRÁFICO Daniele Medeiros - daniele@edminuano.com.br Erick Rettozi - erick@edminuano.com.br Kelme Voltan - suporte@edminuano.com.br

PARA ANUNCIAR Tel.: (11) 3279-8516 publicidade@edminuano.com.br

IMPRESSÃO E ACABAMENTO: DIVISÃO GRÁFICA RESPONSABILIDADE AMBIENTAL Esta revista foi impressa na divisão gráfica do Diário de São Paulo, com emissão zero de fumaça, tratamento de todos os resíduos químicos e reciclagem de todos os materiais não químicos. Distribuída pela Dinap Ltda. – Distribuidora Nacional de Publicações, Rua Dr. Kenkiti Shimomoto, 1.678 – CEP: 06045-390 – Osasco – SP.

Conheça também nossos canais on-line! www.mundodainclusao.com.br Revista Mundo da Inclusão MundodaInclusao

RESPEITE O DIREITO AUTORAL Reproduzir o conteúdo total ou parcial da revista em qualquer plataforma (digital ou física) é proibido por lei. O direito autoral é protegido por lei específica (lei nº 9.610/98) e sua violação constitui crime. Respondendo judicialmente o violador

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mundo da inclusĂŁo

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Foto Guilherme Calissi

Nesta edição A deficiência

Conheça mais

sobre a síndrome de Williams

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Especial

14

Educação no Brasil

16

Atividades

Atividades para integrar alunos com síndrome de Williams e

Pernambuco investe em

para melhorar a aprendizagem

das amizades no

programas de inclusão e

de ciências e matemática para

desenvolvimento

prioriza a qualidade na

todos os alunos da turma

escolar dos alunos

educação

Saiba a importância

21

Conheça a história de

22

amizade entre uma

a importância da música

Palavra do Especialista

psicóloga e um jovem com deficiência visual

Educação Adaptada

Profissionais falam sobre para o estímulo da mente e do corpo dos alunos

24

Tá na Web

Sites e blogs que vão ajudar a entender um pouco mais sobre as deficiências

28

Dica de livros para

26

pais e também para as

são uma ótima opção para

no desenvolvimento da

crianças

aproveitar as férias escolares

criança com deficiência

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Vitrine Livros

Hora do Recreio

Acampamentos inclusivos

Artigo

A importância do cuidador

30

Notas

Eventos para conhecer e participar

32

Vale Assistir

Conheça a Turma do Tuba, um projeto que tem inclusão como tema central

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Culinária na escola

E MAIS Encarte no meio

Receita fácil e rápida de

da edição com

brigadeiro de morango

atividades

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Desenvolvimento Gráfica laramara

Foto Guilherme Calissi

R

I N

A N T

UMA BRINCADEIRA EM CADA CANTO! Brinquedos e recursos pedagógicos para a criança com deficiência visual.

Propiciar às crianças cegas e com baixa visão, oportunidades para que se desenvolvam com alegria e ludicidade é o que motiva nosso trabalho. Colabore com essa equipe que acredita no potencial da pessoa com deficiência visual. PROjETOs sOCIAIs E CUlTURAIs Doe parte dos seus impostos e colabore com a inclusão de crianças e jovens da lARAMARA. Pessoas e empresas podem doar parte do ICMs e Imposto de Renda. saiba como - 11 3660.6434 - cgomes@laramara.org.br

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Rua Conselheiro Brotero 338 . Barra Funda . são Paulo,sP . www.laramara.org.br

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Especial

AMIZADE na escola A importância das amizades no desenvolvimento escolar Por: Maira Isis| Fotos: Bianca Ponte e Schutterstock

a personalidade amigável e uma alteração cardíaca conhe-

Q

cida como estenose valvar supra-aórtica (EVSA).

e aprendemos a respeitá-las. É muitas vezes na escola que

Descrita pela primeira vez em 1961, pelo cardiologista neozelandês John Williams, a síndrome de Williams-Beuren (SWB) tem como sinais mais comuns a face característica,

ual é a importância da amizade na educação de uma criança? O ambiente escolar é um local onde vivemos nossa primeira experiência relacionada à

vivência em sociedade, convivemos com pessoas diferentes

De acordo com artigo assinado pela geneticista Vera Lúcia

construímos as primeiras relações fora do grupo familiar e

Gil da Silva Lopes, chefe do departamento de Genética da

onde as crianças passam boa parte do seu dia.

UNICAMP, esta alteração se caracteriza por um estreita-

Essa convivência tem grande importância na for-

mento da porção que regula a saída de sangue do cora-

mação de um indivíduo e isso é visível no

ção pela artéria chamada aorta (valva aórtica), que leva o

comportamento cotidiano da criança. Pessoas que têm facilidade para fazer

sangue para a maior parte do corpo.

amizades na escola têm um estímu-

“Existem, ainda, outros achados clínicos, mas é importante lembrar que não é obrigatória a presença de todos os sinais

lo a mais para frequentar as aulas, pois

descritos para a confirmação do diagnóstico, que deve ser

ela vai aprender com o grupo em que faz

feito por um médico”, explica a profissional, que é voluntária da Associação Brasileira da Síndrome de Williams.

parte. O fato de não ter um amigo torna esse desenvolvimento educacional muito mais difícil já que

Ainda segundo a médica, estudos realizados em diversos

a amizade também serve como uma troca de conhecimentos

países mostram que a SWB aparece em diferentes regiões,

e experiências.

sem diferença entre sexo e cor. “O número de nascidos

Na escola, a criança tende a desenvolver interação, maior

com essa condição, em diferentes estudos varia entre

autonomia e passa a entender que existem opiniões diferentes.

1:10.000 a 1:25.000. Assim, de cada 10 a 25 mil bebês

A infância é a fase em que ela começa a desenvolver seu

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próprio pensamento sobre o mundo em que vive, aprender a trabalhar em grupo e a tomar decisões conjuntas. Na educação inclusiva essa questão tem grande importância, pois tanto as crianças

Professor,

nenhuma deficiência, aprendem com as

você pode ajudar!

diferenças e passam a respeitá-las, por ser

A integração dos alunos, em geral, acontece de maneira natu-

uma formação humanística que no futuro

ral. No entanto, quando isso não acontece, o professor pode

reflete em um adulto consciente, livre de

desenvolver algumas ações/atividades para estimular a troca de

preconceitos.

informações entre os alunos:

com deficiência, quanto as que não têm

A professora Daniela Dandalo, que dá aula em uma sala inclusiva para alunos do ensino fundamental, explica que a escola é o primeiro grupo fora de casa, longe do pai e da mãe, onde a criança estabelece a primeira relação de convivência com outro grupo. Ela, que já presenciou muitas experiências de crianças que tiveram sucesso pelo fato de o amigo estar do lado incentivando e elogiando seu trabalho, explica que em muitas vezes o incentivo, o olhar do amigo falando que um trabalho foi bem feito e que está bacana, faz mais diferença que a fala do professor. “Às vezes, quando um aluno está com muitas dúvidas, pedimos para um amiguinho ajudar porque a criança tem uma linguagem que nem sempre o professor consegue chegar e um amigo explicando pode ser mais fácil”, explica.

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Desenvolver atividades em duplas ou grupos, integrando alunos com e sem deficiência; Fazer com que a configuração da sala seja favorável para que as crianças possam estar sentadas em dupla; Colocar sempre os alunos próximos de colegas com os quais eles se identifiquem mais; Promover atividades extraclasse trabalhando a integração dos alunos (pode ser um piquenique no pátio da escola ou um passeio externo); Realizar outras atividades que desenvolvam a afetividade e a socialização dos alunos.

Obs.: nesta edição, temos entre as atividades o ‘Dominó dos Sentimentos’ (página 19) e o ‘Carinhograma’ (página 20)

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Especial

Gustavo e Matheus

“A escola é o primeiro grupo fora de casa, longe do pai e da mãe, onde a criança estabelece a primeira relação de convivência com outro grupo.” Daniela Dandalo

Segundo Daniela, a amizade na escola faz muita diferença. A professora acredita que todos os professores deveriam se utilizar das relações entre os alunos para acrescentar em sua prática pedagógica em sala de aula. Além da escola, Daniela vivencia essa experiência em casa, já que seu filho, Gustavo Dandalo, de 9 anos, tem síndrome de Russel Silver, uma deficiência rara que compromete seu crescimento e que lhe ocasionou uma hipotonia muscular, além de atrasar sua fala e dificultar seu caminhar. Daniela conta que quando Gustavo estava na pré-escola, ele fazia a lição correndo e saía praticamente ‘fugido’ da sala de aula para brincar com as crianças do jardim, série abaixo da sua, já que as crianças eram do seu tamanho. Com isso, ele não criou um vínculo com as crianças de sua idade. “Ele teve muitas dificuldades de interação e também para criar vínculos com amigos, mas quando conheceu o Matheus Taylor, de 11 anos, seu melhor amigo, em uma festa de aniversário, eles logo se entenderam. Pouco depois eles acabaram se encontrando na escola. Vale ressaltar que eles estudaram dois anos na mesma escola, mas em turmas diferentes”, explica. Para Patricia Taylor, mãe de Matheus, a identificação entre os meninos foi imediata, assim como sua identificação com

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Daniela, já que seu filho teve uma suspeita de ter a mesma síndrome de Gustavo. “Os dois tinham hipoglicemia, mesmo estando bem alimentados. A vivência e as coincidências no modo de tratar nossos filhos eram bastante parecidas e também tínhamos amigos em comum. Tudo isso nos aproximou”, explica Patricia. O diagnóstico de Matheus não se confirmou, mas a amizade entre eles permanece forte até hoje. “Eles tiveram muitos diagnósticos semelhantes como problemas de crescimento e dificuldades com a fala e no aprendi-

Pessoas que têm facilidade para

fazer amizades

na escola têm um

estímulo a mais para

frequentar as aulas.

zado. Eles fizeram dois anos de pré e no caso específico do Matheus, ele foi recusado em três escolas”, conta Patricia. Depois de procurarem escolas e tratamentos para seus filhos, Daniela e Patricia afirmam que o desenvolvimento dos meninos têm melhorado. Atualmente, Gustavo está em uma turma reduzida, o que está garantindo bons resultados de aprendizado. “Além disso, ele foi muito bem acolhido na escola e está com uma boa evolução na fala. Isso sem contar que ele sempre tem um amigo que o ajuda quando tem alguma dificuldade”, completa Daniela. Quanto ao Matheus, sua mãe garante que ele se socializa muito bem. “Ele tem algumas dificuldades na questão pedagógica, mas sempre conta com a ajuda dos amigos, inclusive para anotar a lição de casa”, conclui Patricia.

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A deficiência

Síndrome de Williams

Socialização, educação e música são fundamentais para pessoas com a síndrome Por: Julliana Reis | Foto: Reprodução Filme Embraceable

D

escrita pela primeira vez em 1961, pelo cardiologista

para o desenvolvimento de crianças com a síndrome, como

neozelandês John Williams, a síndrome de Williams-

realizar terapias de reabilitação, praticar exercícios físicos e

-Beuren tem como sinais mais comuns a face carac-

estar inserido na escola.

terística, a personalidade amigável e uma alteração cardíaca

Para Jô Nunes, fundadora e presidente de honra da ABSW,

conhecida como estenose valvar supra-aórtica (EVSA).

a associação nasceu do sonho por mais conhecimento sobre

De acordo com o artigo assinado pela geneticista Vera

a deficiência, frente à angústia pela falta de informações.

Lúcia Gil da Silva Lopes, chefe do departamento de Ge-

“As pessoas tinham um diagnóstico tardio, o que resultava

nética da UNICAMP, esta alteração se caracteriza por um

em um tratamento precário e não especializado”, conta Jô,

estreitamento da porção que regula a saída de sangue do

que teve uma filha com síndrome de Williams.

coração pela artéria chamada aorta, que leva o sangue

Segundo ela, que é reconhecida como uma das maiores

para a maior parte do corpo.

defensoras dos direitos das pessoas com a síndrome, a

“Existem outros achados clínicos, mas é importante lembrar

associação realiza inúmeras ações, como identificar e divulgar

que não é obrigatória a presença de todos os sinais descri-

serviços, profissionais e instituições de ensino e pesquisa

tos para a confirmação do diagnóstico, que deve ser feito

especializadas, divulgar informações relacionadas à educação,

por um médico”, explica a profissional, que é voluntária

organizando atividades científicas, sociais, educacionais e

da Associação Brasileira da Síndrome de Williams (ABSW).

desportivas para familiares e pessoas com a síndrome.

Ainda segundo a médica, estudos realizados em diversos

“Nosso foco é melhorar a qualidade de vida das pessoas,

países mostram que a síndrome aparece em diferentes

promovendo campanhas de esclarecimento quanto às

regiões, sem diferença entre sexo e que a cada 10 a 25 mil

reais possibilidades da pessoa com a síndrome, garantindo

bebês nascidos, 1 apresentaria a síndrome.

sua inclusão na rede regular de ensino, em cursos

No artigo, Vera Lúcia informa que a síndrome é causada pela

profissionalizantes e no mercado de trabalho, além de

perda de um ou mais genes do braço longo do cromossomo

estimular pesquisas em diversas áreas e dar apoio moral

7. Isso é chamado de ‘síndrome dos genes contíguos’.

e psicológico para as famílias com diagnóstico recente”,

A geneticista alerta ainda para alguns cuidados importantes

conclui Jô.

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Sinais clínicos . Face bastante característica, com o aumento do volume da região das pálpebras, nariz com ponta arrebitada e lábios grossos; . Problemas de coração e vasos; . Dificuldade de alimentação nos primeiros meses de vida; . Atraso de desenvolvimento neuromotor/deficiência intelectual; . Atraso de crescimento com baixa estatura na idade adulta. . Aumento do nível de cálcio no sangue (mais frequente no primeiro ano de vida); . Íris com padrão de estrela; . Ausência de alguns dentes, dentes pequenos e, às vezes, mau fechamento das arcadas dentárias; . Voz rouca; . Personalidade amigável; . Aumento da sensibilidade ao som.

Diagnóstico Em geral, o quadro clínico é suficiente para o diagnóstico. Ele pode ser confirmado por meio de um exame de sangue específico, o cariótipo nos glóbulos brancos do sangue (linfócitos), complementado pela técnica de hibridação in situ (FISH) para os genes da elastina (ELN) e da L1Mquinase, que costuma ser positivo em 90% a 96% dos casos. Como é um exame especializado e de alto custo, pode não estar disponível na maioria dos laboratórios. Considerando essa dificuldade, dependendo do quadro clínico, sua realização pode não ser solicitada.

Embraceable - Filme sobre a Síndrome de Williams Produzido e dirigido por Jon Kent, o filme aborda a síndrome de Williams sob um olhar íntimo e fascinante, destacando a socialização como característica marcante da síndrome e trazendo entrevistas com pesquisadores e outros profissionais envolvidos no tema. Estados Unidos | 2011

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Educação no Brasil

Pernambuco: recursos e avaliação da qualidade do ensino

Por: Brida Rodrigues | Foto: Divulgação

Além dos inúmeros programas de inclusão, estado prioriza a qualidade na educação

P

ara garantir os direitos educacionais previstos

cional Especializado (AEE) disponibiliza aos estudantes

na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com De-

serviços, recursos de acessibilidade e estratégias para

ficiência, a Secretaria de Educação do estado de

eliminar as barreiras na aprendizagem.

Pernambuco oferece serviços de apoio para a área da

Na área visual, o governo do estado de Pernambuco

educação especial, atendendo alunos com deficiência

criou o Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com

intelectual, visual, física, auditiva e surdez, além de

Deficiência Visual (CAP), que tem por finalidade apoiar

autismo, transtornos globais do desenvolvimento (TGD)

estudantes cegos, surdocegos e com baixa visão em sua

e altas habilidades.

formação escolar no Sistema Regular de Ensino. Isso

O sistema de ensino da secretaria visa a inclusão de

acontece por meio dos núcleos com atuações específicas

alunos com deficiência em salas de aula regulares e

que asseguram o desenvolvimento dos programas, como

oferece atendimento educacional especializado por

o Núcleo de Produção Braile, responsável por produzir e

meio da Gerência de Políticas Educacionais de Educação

oferecer materiais didáticos e pedagógicos como livros

Inclusiva, Direitos Humanos e Cidadania (GEIDH), setor

e textos editados nas modalidades braile, ampliações e

responsável por desenvolver um trabalho que prioriza

gravações que são distribuídos aos estudantes matricu-

a qualidade na educação dos estudantes de escolas

lados no Ensino Regular da Rede Estadual, e também às

públicas do estado.

bibliotecas e aos Centros de Atendimento Educacionais

A secretaria desenvolve, em parceria com o Ministério

Especializados (CAEEs).

da Educação (MEC), o Programa de Implantação de

Entre os programas e projetos oferecidos, destaque

Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). Em todo o

para a área auditiva com o Centro de Apoio ao Surdo

estado já foram implantadas 545 SRMs, equipadas com

(CAS), que foi criado com o objetivo de auxiliar esses

materiais adaptados e acessíveis. O Atendimento Educa-

estudantes por meio de suporte técnico à produção de

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materiais didáticos em vídeo, CD e DVD; e Língua de

e culturais.

Sinais. Entre outras ações, o CAS orienta os professores

Para os estudantes com deficiência intelectual, o estado

sobre o uso dos jogos e brinquedos pedagógicos em Li-

dispõe de profissionais especializados que atendem

bras, equipamentos de informática, acervo de softwares

nas SRM e CAEEs. Assim, são considerados o nível de

e vídeos específicos para a educação dos estudantes.

desenvolvimento a ser alcançado pelo estudante com

Além disso, a secretaria dispõe de um Núcleo de Apoio

deficiência intelectual que irá depender não só do grau

Didático/Pedagógico, que coloca à disposição de es-

de comprometimento da deficiência, mas também da

tudantes, de professores e da comunidade um acervo

sua história de vida, apoio familiar, assistência à saúde e

com materiais e equipamentos de apoio e orientação.

as oportunidades de interação sociais vivenciadas. Todo

O estado oferece ainda cursos de atualização, aperfei-

o esforço é concentrado para o pleno desenvolvimento

çoamento e capacitação na área de Tiflologia (estudo

das potencialidades desses estudantes.

acerca da instrução intelectual e profissional dos cegos).

No sentido de subsidiar os municípios do estado de

Para promover a independência das pessoas com de-

Pernambuco no atendimento aos estudantes com de-

ficiência visual, o CAP ampara por meio do acesso e

ficiência, a secretaria instituiu o programa ‘Pacto pela

utilização das tecnologias modernas a produção de

Inclusão’. O objetivo do programa é orientar e acom-

textos, realização de estudos, desenvolvimento de pes-

panhar as ações desenvolvidas pela rede municipal de

quisas e geração de outros instrumentos importantes

ensino, referente às implementações necessárias para

para a formação social, política e intelectual do indiví-

a oferta dos serviços do AEE, bem como o processo

duo. No CAP existe também o Núcleo de Convivência

de inclusão no ensino regular. Dos 185 municípios do

que foi planejado para favorecer o convívio, a troca de

estado, 142 já aderiram ao referido programa e outros

experiências, a manifestação de expressões artísticas

estão buscando a adesão.

Perfil do secretário de Educação de Pernambuco Formado em Administração pela Universidade de Pernambuco e em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, Frederico da Costa Amancio tem pós-graduação em Economia Aplicada à Gestão Fiscal, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo e MBA em Gestão de Negócios em Petróleo e Gás, pela FGV do Rio de Janeiro.

Atualmente o estado atende na rede pública estadual 6.801 estudantes com deficiência no ensino regular e em classes especiais.

Centro de Apoio ao Surdo - CAS . Cursos de Libras; . Curso de formação para intérprete de Libras; . Curso de formação para instrutores surdos; . Cursos de português como segunda língua.

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Atividades

ATIVIDADES Por: Sandra Francisco | Imagens: Shutterstok

Nesta edição, trazemos atividades variadas que vão desde a apresentação de estratégias para ensinar crianças com síndrome de Williams-Beuren, até jogos que trabalham os sentimentos dos alunos.

1

Integração educativa do aluno com síndrome de Williams

Autores como Ríos ou Arráez estabelecem que as relações socioafetivas e comunicativas supõem um ponto básico na inclusão do aluno com qualquer deficiência, que carecem de estratégias, habilidades e competências para estabelecer relações sociais com seus colegas. No caso de alunos com síndrome de Williams-Beuren, algumas atitudes simples podem fomentar seu aprendizado e garantir sua inclusão no meio escolar.

Confira abaixo algumas sugestões:

● Fomentar atividades de cooperação e reciprocidade; ● Realizar atividades lúdico-recreativas com o objetivo de conseguir metas e objetivos comuns a todos os alunos; ● Participar de experiências extraescolares; ● Eliminar barreiras arquitetônicas; ● Realizar atividades que melhorem a competência social; ● Ensinar e dotar os alunos para facilitar a interação social com o colega com deficiência; ● Proporcionar informação sobre aspectos relacionados com a síndrome, enfatizando as semelhanças entre os alunos com ou sem deficiência.

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Considerações metodológicas

2

Corpo humano (Ciências)

Objetivo: Reconhecer a própria individualidade, o corpo ● Explicações precisas e claras, apoiadas nas

humano e incorporar hábitos de higiene, além de facilitar

distintas vias de comunicação, e, se possível,

situações para explorar e sentir o próprio corpo.

com meios audiovisuais; ● Se possível, um colega-tutor;

Modo de aplicar: No corpo há partes que vemos e partes

● Introdução de materiais alternativos;

que não vemos, porque estão debaixo da pele. A atividade

● Atividades complementares e de reforço;

consiste em apresentar as partes do corpo humano para os

● Respeitar o ritmo de aprendizagem do

alunos. O professor pode

aluno;

trabalhar canções que falam

● Simplificar as atividades;

sobre o corpo humano e usar

● Delimitar e adaptar o espaço para

materiais para criar partes do

compensar possíveis dificuldades de

corpo. Em um papel grande,

movimento;

trace o contorno dos alunos.

● Uso de jogos como elemento de motivação

Eles mesmos podem colorir,

e interesse;

incluindo olhos, nariz, cabelos,

● Trabalhar as capacidades físicas básicas,

boca, pernas e braços. Outra

atendendo às limitações patológicas e as

opção de atividade é fazer

capacidades de coordenação;

o autorretrato em pratos

● Trabalhar o conhecimento e aceitação

de papel utilizando giz de

do esquema corporal e da própria imagem;

cera. Aproveite e explique

● Potenciar os hábitos de cuidado e higiene

sobre higiene e alimentação

pessoal;

saudável.

● Habilidades de comportamento individual

Realize jogos que envolvam

e social;

partes do corpo como

● Desenvolver a autonomia e independência;

o ‘Simon diz’, que é uma

● Uso de atividades e jogos que potenciem

brincadeira divertida. Outra

atitudes de cooperação, ajuda solidária;

sugestão é criar um bingo, ou

Realização de atividades de superação

ainda, ler com os alunos livros

pessoal e melhora da autoestima.

como ‘Corpo humano’, de Jo Connor (Editora Girassol) e ‘Os cinco sentidos - criança

BIBLIOGRAFIA ARRÁEZ, J. M. (1997). ¿Puedo jugar yo? El juego modificado. Propuesta para la integración de niños y niñas con necesidades educativas especiales. Granada: Proyecto Sur; RÍOS HERNÁNDEZ, M. (2005). Manual de Educación Física adaptada al alumno con discapacidad. Barcelona: Paidotribo.

curiosa’, de Adele Ciboul (Editora Salamandra).

Atenção! A continuidade desta atividade está no encarte!

Asociación Síndrome de Williams www.aswa.es

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Atividades

3

Para gostar de matemática

Objetivo: Classificar os números naturais até o 99,

está cheia de oportunidades para aprender matemática.

seguindo diferentes critérios: ‘maior que’ e ‘menor que’.

Dê exemplos práticos falando da economia doméstica ou das medidas de uma receita de bolo, por exemplo. A

Modo de aplicar: Para muitos não é fácil aprender a resolver

atividade também pode ser feita com objetos da sala de

exercícios de matemática, por isso, o ideal é trabalhar

aula, perguntando aos alunos qual o menor e o maior objeto

a aprendizagem dos números em atividades divertidas.

da sala, ou ainda, explicando que uma barrinha vale uma

Para isso, deve-se ter materiais variados que ajudem a

dezena, sendo composta por 10 cubinhos/10 unidades,

expressar de modo concreto o que muitas vezes é abstrato

fazendo agrupamentos e trocas de unidades por dezena

para os alunos. Comece mostrando aos alunos que a vida

e a dezena por centena.

Dica!

Dica: Os alunos poderão trabalhar em pares, sempre colocando aquele que tem mais dificuldades com aquele que tem menos dificuldades.

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4

Dominó dos sentimentos Objetivo: Ampliar o vocabulário das emoções, experimentar o benefício da cooperação frente à competitividade, trabalhando a educação emocional e a cooperação dos alunos. Modo de aplicar: Formar grupos de 4 ou 5 alunos. A cada grupo é dado um jogo de dominó. Depois, explique aos alunos que este jogo é similar ao clássico dominó. Cada ficha tem duas entradas que coincidem com uma ficha para a esquerda e outra para a direita. Para saber se fizeram corretamente, o jogo de fichas termina sobre si mesmo e não sobra nenhuma peça. Dica: Atividade indicada para alunos a partir do 6º ano.

Atenção!

A continuação desta atividade está no encarte!

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Atividades

5

Carinhograma

Objetivo: A atividade trabalha a socialização, e desenvolve

a atividade, é preciso um painel ou um espaço fixo da sala

habilidades emocionais de autoconhecimento e expressão

(parede ou parte da lousa), envelopes individuais com o

emocional. Descobrir as atitudes e qualidades próprias e dos

nome dos participantes, informação resumida dos exemplos

demais colegas e colocá-las para se manifestarem por meio

de agradecimento, felicitação ou pedidos de desculpas. Uma

de felicitações, agradecimentos e pedidos de desculpas.

vez preparado o painel com os envelopes de cada aluno, peça que cada um deles escreva em um papel a informação que

Modo de aplicar: A atividade pode ser desenvolvida na

queira dar a outro colega. Pode-se fazer de forma anônima

escola ou em casa. Será estabelecido um momento para

ou com identificação pessoal.

que cada aluno exponha seus sentimentos. Para realizar

Obrigada

Felicitação

Agradecimento

Pedir desculpas

● Um trabalho realizado

● Uma ajuda recebida

● Pelos erros cometidos

● Saber ceder

● Por detalhes concretos

● Gritar para resolver um

● Ajudar outra pessoa

de amizade

conflito

● Solucionar algo sem acusar

● Porque nos escutam

● Culpar

● Participar na classe

e nos compreendem

● Não reconhecer os erros

● Perguntar e apontar ideias

● Porque nos esperam

● Utilizar um vocabulário

● Qualidades pessoais

sem se queixar

inapropriado

● Saber escutar

● Por uma palavra amável,

● Não respeitar o ritmo dos

● Saber intervir

amigável

demais colegas

● Ver o lado positivo

● Por um sorriso

● Não saber esperar

das pessoas, das coisas

● Por um gesto de carinho

● Deixar-se levar pelos

e das situações

● Porque se interessam

pensamentos negativos

● Saber dizer não

por nossa pessoa

● Não escutar

● Ser coerente

● Porque contam contigo

● Interromper alguém

● Ser responsável

● Porque te felicitam

que esteja falando,

● Ter iniciativa

● Pelas atividades que realizamos

trabalhando, desfrutando,

● Ter identidade própria

● Por ser coerentes

em espaço pessoal

● Falar sempre de

● Outros

forma positiva ● Outros

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Palavra do Especialista

Compartilhando histórias Saiba por que a inclusão é uma via de mão dupla, quando ela acontece todos se beneficiam mutuamente Por: Renata Fernanda Fernandes Gomes Dias*

H

á um tempo, tive um encontro

dificuldade visual. A partir dali, ela orien-

ao longo de sua trajetória escolar, des-

muito especial com um jovem

tou que a família buscasse atendimento

de o ensino fundamental até o ensino

cego chamado Reginaldo.

médico especializado.

superior, em decorrência da falta de

Naquele momento, na con-

Aos 7 anos, com o agravamento das difi-

acessibilidade e de adequação às suas

dição de psicóloga da Apae de Frutal (MG),

culdades, as causas da deficiência ainda

necessidades educacionais específicas.

nossa relação se restringia ao âmbito dos

não haviam sido esclarecidas. Reginaldo

Atualmente, graduado em pedagogia,

atendimentos psicossociais. Hoje, posso

permanecia na sala de aula, sem apoio e

ele trabalha no setor educacional com

considerá-lo como um amigo e parceiro

sem entender o que acontecia consigo

enfoque no apoio a pessoas com defici-

de trabalho, pois continuamos ligados às

próprio. Para acompanhar o conteúdo

ência e continua trilhando os caminhos

questões da inclusão.

escolar, ele precisava levantar da carteira

da inclusão.

Ele me fez enxergar outros modos de

e caminhar até a lousa para copiar a lição.

ver e sentir a vida e fez também com

E assim concluiu o ano letivo. Vale men-

que eu percebesse a mim mesma de

cionar que ele precisou de ‘recuperação’,

outros ângulos. Pelo meu tom de voz,

pois confundia e trocava as letras.

ele conseguia perceber meus estados

Já na 5ª série, ainda sem diagnóstico pre-

de ânimo e espírito. Ele me ‘olhou’ de

ciso, substituiu o levantar e ir ao quadro

uma forma mais profunda e verdadeira.

por sentar-se ao lado de um colega para

Sou grata a ele por isso e por muitas

que o mesmo ditasse o que estava escrito

outras aprendizagens.

na lousa, perdendo paulatinamente todo

Assim, esta história demonstra que

o contato visual. Com o passar dos anos

a inclusão não beneficia somente as

e com a perda progressiva da visão, o ato

pessoas com deficiência, mas também

de copiar se tornou quase impossível. So-

aquelas que estão no entorno, que

mente no início do ensino médio, devido

convivem com elas, e compartilham o

a dificuldades de ordens distintas, recebeu

desejo de conquistar um mundo mais

o diagnóstico de Retinose Pigmentar, res-

humano, justo e solidário.

ponsável por ocasionar sua perda da visão.

Reginaldo descobriu a deficiência visual

Depois de muito sofrimento e ao sa-

aos 5 anos, no início do processo de

ber das limitações que a doença lhe

escolarização, e durante uma atividade

acarretaria, Reginaldo buscou apoio

é psicóloga, especialista em educação

lúdica que tinha como objetivo colorir a

em instituições especializadas e, nesse

especial e inclusiva e mestre em psicolo-

bandeira nacional, ele inverteu as cores.

momento, nos encontramos.

Com isso, a professora percebeu sua

Reginaldo superou inúmeras barreiras

Renata Fernanda Fernandes Gomes Dias

gia pela UNESP/Assis-SP

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Educação Adaptada

Música e educação A educação musical para o estímulo da mente e do corpo Por: Maira Isis Cardoso | Fotos: Bianca Ponte e Shutterstock

A professora Isabel com sua assistente Marcela

Q

uando trabalhadas juntas, música e educação podem garantir um trabalho fantástico para educadores. Isso porque o aprendizado musical desenvolve o conhecimento além de estimular a mente e o corpo. Referência no atendimento a pessoas com deficiência visual, o Instituto de Cegos Padre Chico desenvolve um trabalho diferenciado no que se refere à musicalização de seus atendidos. Para a professora Isabel Bertevelli, que, além de dar aulas de música, atua como coordenadora do instituto, os resultados são surpreendentes. “A ideia é que a música faça parte da

vida de todos os alunos, pois, além de estimulá-los, a música integra as pessoas”, explica a professora que desde o ano passado conta com a assistência de Marcela Trevisan, ex-aluna do instituto, que é cega. Ela, que se formou em pedagogia, se destaca como uma grande pianista. Há 5 anos, a escola de música atende crianças com deficiência visual, com deficiências múltiplas e também sem deficiência, com idade entre 6 e 14 anos. Juntas, Isabel e Marcela trabalham com os alunos de forma a respeitar sua faixa etária. Desta forma, os mais novos aprendem de forma lúdica, e com

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o passar dos anos vão aprendendo de forma mais sólida os ritmos e as notas musicais. Na escola do Instituto de Cegos Padre Chico existe ainda um centro de recursos adaptados, onde professora e assistente estudam vários materiais para construir novos métodos de ensino para os alunos, atendendo às mais variadas especifidades. As profissionais também seguem o padrão internacional de musicografia braile para que os alunos aprendam a ler e a escrever as partituras. “Alguns alunos têm uma percepção rítmica muito

boa e com o tempo eles são estimulados. Isso gera muitas trocas, perguntas, curiosidades e cada criança tem um plano de desenvolvimento individual, o trabalho é feito de acordo com a necessidade de cada um”, explica Isabel. Elas afirmam ainda que o trabalho que realizam busca que os alunos tenham outros recursos além de um software de computador, buscando desenvolver também com os alunos cegos estímulos corporais, de lateralidade e de convivência com os colegas, dentro e fora do instituto.

Espaço Pedagógico de Artes (EPA) Coordenado pela professora de música, pesquisadora e pianista Viviane Louro, o Espaço Pedagógico de Artes (EPA) é o resultado de um trabalho desenvolvido por ela há alguns anos, baseado nos princípios da neurociência e da psicomotricidade. Aliando aspectos do desenvolvimento geral da criança com o foco da educação musical, o EPA trabalha de forma a unir a aprendizagem musical e o desenvolvimento global do indivíduo. No espaço, atuam os professores Alaor Neves, Ednaldo Santos e Gisele Masotii, além do secretário executivo Marcilio Miranda. A empresa Atimo é apoiadora do projeto e subsidia o estudo de alguns alunos. O projeto consiste em trabalhar a musicalização dos alunos, de forma que eles tenham contato com vários instrumentos, aprendendo a manipular todos eles. As aulas trabalham as propriedades do som, a coordenação motora e a leitura de partituras. No local, são atendidos alunos com todos os tipos de deficiência, e atualmente entre os alunos estão crianças com autismo, síndrome de Down, síndrome de West e também alunos sem deficiência. Para montar um plano pedagógico individual, cada aluno passa por uma sondagem detalhada onde são avaliados os aspectos do desenvolvimento dos alunos como comportamento, cognição, psicomotricidade e habilidades musicais. As aulas podem ser ministradas

de forma individual ou em grupos, e têm duração de 30, 45 ou 60 minutos. Viviane explica que a música traz muitos benefícios e mudanças na educação, e também ajuda no desenvolvimento pedagógico. “São muitos os benefícios e tenho casos de alunos que passaram a falar melhor, a se comunicar melhor e a se alfabetizar. Outros alunos apresentaram melhor controle de tronco e um desenvolvimento cognitivo significativo, além de aprender a gostar muito de música”, finaliza Viviane.

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Tá na web

e sites s blog

Muito além do on-line! Nesta seção trazemos dicas de blogs informativos que ajudam na compreensão do dia a dia das pessoas com deficiência e auxiliam a tirar dúvidas sobre educação inclusiva e outras experiências.

Guia Inclusivo

www.guiainclusivo.com.br

Associacão Brasileira da Síndrome de Williams swbrasil.org.br

A Associação Brasileira da Síndrome de Williams tem por

O blog visa ajudar a sociedade a enxergar as pessoas com deficiência com outros olhos, ressaltando que, mesmo com restrições, essas pessoas podem viver uma vida plena e feliz. Diversos segmentos da inclusão social são retratados, como educação, acessibilidade e políticas públicas.

objetivo orientar sobre a importância dos testes para diagnosticar com segurança a síndrome, além de realizar avaliações e testes pedagógicos e neuropsicológicos.

Cantinho dos Cadeirantes cantinhodoscadeirantes.blogspot.com. br

Blog do Deficiente Físico

O blog traz conteúdo especializado sobre temas rela-

www.deficientefisico.com

cadeirantes. Além de conteúdos sobre os direitos das

Idealizado com o intuito de esclarecer as dúvidas das

pessoas com deficiência, o blog traz ainda textos e

pessoas com deficiência, o blog traz notícias gerais e

informações sobre educação, novidades do setor e

outras informações sobre direitos e educação inclusiva.

tratamentos.

cionados à deficiência física, especialmente, pessoas

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Vitrine Livros

Muito mais conhecimento! Por: Brida Rodrigues | Fotos: Divulgação

Mãe coragem – Convivendo com a síndrome de Williams Baseado em uma história real, a obra emociona a todos com o depoimento verdadeiro de Jô Nunes. Fundadora da Associação Brasileira da Síndrome de Williams (ABSW), Jô conta sua luta em prol da inclusão de sua filha Jéssica após o diagnóstico da síndrome. Escrito por Jô Nunes e Cristina Loddi. Editora Scortecci | 180 páginas Como encontrar uma linda princesa Por meio de uma história de fantasia, a obra busca aproximar os pequenos leitores de temas importantes à sua formação: aceitar as diferenças do próximo. No livro, a diferença ganha a forma de uma manchinha no rosto da princesa. As ilustrações coloridas transportam o leitor para um universo mágico, com direito a todos os elementos fantásticos que as crianças tanto adoram: um feiticeiro, uma bruxa má e o príncipe encantado. Editora Gaivota | 32 páginas

Júlia e seus amigos Júlia é uma menina de oito anos que está preocupada, pois irá sair da escola de educação especial que frequenta desde o acidente que a obriga a usar Série de livros Rodrigo

muletas, e irá para uma escola

A série de livros ‘Rodrigo enxerga tudo’, ‘Rodrigo na era

cheia de crianças não deficien-

digital’ e ‘Rodrigo bom de bola’, conta as aventuras de um

tes. O que ela não sabe é que a professora e as outras

menino cego que enfrenta e supera, com bom-humor, os

crianças ficarão apreensivas e curiosas com sua chegada.

desafios para se integrar à sociedade. Nas histórias, ele

Para promover a interação entre as crianças, a professora

demonstra aos amigos que pessoas cegas podem praticar

Rosa cria a ‘ Lista de talentos’ que dará início a um processo

diversas modalidades esportivas além de brincar.

de conhecimento e aceitação que trará fases interessantes

Editora Nova Alexandria | 32 páginas (cada volume)

e emocionantes para Júlia e seus novos amigos. Editora Nova Alexandria | 32 páginas

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Hora do Recreio

Colônia de

Férias Muito mais que recreação, acampamentos inclusivos garantem socialização e aprendizado para pessoas de todas as idades Por: Julliana Reis | Fotos: Arquivo Pessoal e Schutterstock

C

om a proximidade das férias,

em Atividade Física Adaptada e Saúde,

sempre surgem inúmeras dúvidas

já coordenou 11 acampamentos e

quanto ao melhor programa para

acantonamentos de férias, feriados e finais

tanto para os pais quanto para os filhos”,

aproveitar ao máximo os dias de recesso

de semana. “Trabalhei durante muitos

explica Ivan.

escolar. Para garantir dias de muita diversão

anos em uma ONG e lá coordenei alguns

De acordo com o profissional, toda a

e lazer, as colônias de férias estão ofere-

acampamentos que a associação promovia.

programação é trabalhada com cuidado,

cendo cada vez mais opções de atividades

Foi aí que resolvi criar meu próprio

atendendo a cada um de forma muito

em programas que já atendem, com total

acampamento para atender pessoas com

específica. “São muitos os cuidados que

segurança, pessoas com deficiência de

deficiência”, conta ele, que esclarece ainda:

devem ser levados em consideração, como

todas as idades.

“o termo correto seria ‘acantonamento’

em relação ao uso de medicamentos e o

Profissional com mais de dez anos de

porque não ‘acampamos’ em barracas”.

treinamento dos recreadores.”

atuação na área de recreação e lazer, o

Segundo ele, a receptividade por parte dos

Para realizar os acampamentos, a Es-

educador físico Ivan Ferreira dos Santos,

pais e responsáveis das crianças e jovens

peciales conta com profissionais das

criou em 2011, o acantonamento inclusivo

que participam das atividades do Especiales

áreas de educação física, fisioterapia,

Especiales, um dos pioneiros no atendi-

é muito boa. “Para eles este é o momento

enfermagem, pedagogia e psicologia

mento de pessoas com deficiência.

em que os filhos podem aproveitar ao má-

entre outros.

Desde então, Ivan, que é mestre em

ximo e com segurança momentos de lazer

Sobre a importância dos acampamentos

Ciências da Educação e tem especialização

com seus amigos e isso é muito importante

para crianças e jovens, Ivan garante que

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estes eventos vão além da recreação. “Após

acampamento é um local libertador, no qual

anos atuando com este público e suas famílias

eles podem realmente aproveitar o seu dia de

consegui visualizar e perceber o quão impor-

forma lúdica e prazerosa. É uma mistura de

tante são os acampamentos, pois fica claro

sentimentos, que envolve, inclusive, a saudade

no sorriso estampado no rosto de alguns,

de casa, o que geralmente acontece já nos

um olhar, um gesto de carinho e algumas

últimos dias e percebemos a felicidade deles

melhoras sociais, cognitivas e educacionais

por terem vivenciado momentos tão especiais

que são relatadas por seus familiares. Como,

com a alegria de saber que em breve voltarão

por exemplo, o acampante que volta pra casa

para suas casas”, completa Ivan.

comendo de garfo e faca ou mais carinho-

Os acampamentos da Especiales são rea-

so com seus pais”, completa ele, que deixa

lizados em sítios, chácaras, hotéis fazenda

um convite aos pais: “o receio e medo do

e na praia e tem duração média de dois a

‘novo’ é muito natural, mas essa experiência

oito dias. Já os acantonamentos duram de

é transformadora, pois os familiares terão um

dois a quatro dias. Informações sobre os

momento especial em suas vidas, em que

próximos passeios podem ser obtidas no

poderão quebrar ou diminuir seus medos e

site: www.especiales.com.br.

ainda estarão contribuindo para o desenvolvimento de seus filhos, pois, para muitos, o

RECOMENDAÇÃO Com experiência em inclusão em casa, o educador físico e pe-

mentais e promovem um estímulo e um desenvolvimento

dagogo Gildson de Lima Cavalcante tem atuado há sete anos

cognitivo para os participantes. Tem também a questão

como recreador de acampamentos. Ele, que tem um irmão com

dos relacionamentos, que eles podem desenvolver seja

síndrome de Down, começou a entender muito cedo que não

em novas amizades ou até mesmo em uma paquera”,

há diferença quando o assunto é inclusão. “Nossa diferença

conclui Gildson.

de idade é pequena e desde criança eu frequentava a escola onde meu irmão estudava e sempre fomos muitos próximos”, relembra Gildson. Ele, que tem pós-graduação em Educação Especial com ênfase

ACAMPAMENTOS INCLUSIVOS

em deficiência intelectual e especialização em atividade física

Especiales: www.especiales.com.br

para pessoas com deficiência, garante que a participação e

Paiol Grande: www.paiolgrande.com.br

a inclusão deste público é única e de suma importância para

Cia - Esporte e Lazer: cia-esportelazer.blogspot.com.br

seu desenvolvimento. “Desde o momento da entrega dos res-

Programa Realizza: programarealizza.wordpress.com

ponsáveis até a finalização, a gente percebe a expectativa e a

Projeto Independente: projetoindependente.wix.com/acampamentos

ansiedade por parte dos participantes e dos pais”, conta ele,

Apabb: www.apabb.org.br

que destaca ainda a socialização entre os participantes.

Colônia de Férias Tempo Feliz: balneariocamboriu@apaebrasil.org.br

“Do ponto de vista pedagógico, posso dizer que o ‘sair da rotina’ conhecendo pessoas e ambientes diferentes são funda-

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Artigo

A GARANTIA DO NOVO ATOR NA INCLUSÃO ESCOLAR Por: Mamary Lopes*

U

m tema polêmico é discutido nas escolas e universidades. Dentre os ajustes e discussões de melhorias para efetivação da inclusão escolar,

visualiza-se a presença de mais um profissional para acompanhar o aluno com deficiência que necessite de um apoio individualizado para dar suporte nas atividades diárias e escolares que não consegue realizar sozinho, exigida pelas escolas e famílias com resultados satisfatórios. Garantido na Política da Educação Especial (MEC, 2008), o cuidador tem sido motivo de conflito na escola particular por transferir a responsabilidade de custeio e orientações para a família do aluno. Além de constar na Lei Brasileira de Inclusão 13.146/2015, na realidade do estado da Bahia, lugar onde trabalho com consultoria em Educação Inclusiva, em 2013 foi publicado uma recomendação 001/2013 pelo Ministério Público da Bahia, onde descreve as obrigações das escolas na inclusão escolar, e dentre elas é citado a impossibilidade de cobrar taxa adicional para família por ter um filho com deficiência, ou arcar com o custo do cuidador. Na realidade pública, trago como exemplo a cidade de Lauro de Freitas, que possui aproximadamente 600 alunos público-alvo da educação especial matriculados na rede de ensino (EDUCACENSO/2014), 180 alunos são assistidos por cuidadores nas salas de aula, uma garantia oferecida pela Secretaria de Educação Municipal. A função do cuidador, além do cuidar, é promover a participação do aluno de forma efetiva independente da sua limitação junto ao professor e atender aos seus cuidados como higienização, locomoção, alimentação, comunicação e comportamento, essa é a definição utilizada pelo município citado acima que promove formação continuada para os cuidadores. Percebo claramente a necessidade e eficácia desse novo ator no

* Mamary Lopes é pedagoga, consultora de educação inclusiva e blogueira. E-mail: relevoconsultoria@hotmail.com

processo de inclusão escolar, saliento ainda que nem todos os alunos com deficiência necessitem desse suporte, cada caso deve ser avaliado.

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Professor, A Mundo da Inclusão pos

um material com ativid

sui

ades

didáticas voltadas para

todos os aluno. Torne a

sala de

aula um ambiente mais

inclusivo e estimulante.

ASSINE JÁ www.mundodainclusao.

com.br

mundo da inclusão

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29

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Notas

Notas

Notas Notas

MATEMÁTICA INCLUSIVA

Os alunos com deficiência da rede municipal de ensino

de Jequiá da Praia realizaram, no início de agosto, uma expo-

sição dos jogos do projeto Matemática Inclusiva. A exposição aconteceu no pátio da Escola Municipal de Educação Básica

José Calazans de Medeiros, e todos os jogos apresentados foram confeccionados pelos alunos, com uso de materiais

recicláveis, e são usados nas aulas de matemática das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) com o auxílio das profes-

soras especializadas e intérpretes de Libras do Atendimento Educacional Especializado (AEE). De acordo com a coordena-

dora da Educação Especial, Monalisa Albuquerque, o projeto tem por objetivo desenvolver a habilidade dos alunos no

conhecimento dos números, a relação entre quantidade e

numeral, classificação, agrupamento, as formas geométricas e o raciocínio lógico matemático. Além da criação dos

jogos, os estudantes também foram responsáveis, com as professoras, por desenvolver suas regras. “O projeto, com a

confecção dos jogos feita pelos nossos alunos, vem contribuindo, de forma lúdica, na aprendizagem da matemática

dos alunos. Com os jogos, os estudantes conseguem ver a matemática de forma concreta, com exemplos práticos”, explica a coordenadora.

SORRISO SEDIA

SEMINÁRIO

Entre os dias 17 e 22 de agosto, o Ministério da Educação (MEC), por meio de

sua Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com secretarias municipais de Educação do Mato Grosso, promoveu o Seminário Regional de Educação Inclusiva. Com o tema ‘Direito

à Diversidade’, o evento reuniu 200 gestores e educadores de 22 municípios do Estado, no Centro de Eventos Ari José Riedi, na cidade de Sorriso (MT).

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ENCONTRO NACIONAL DA SÍNDROME DE WILLIAMS

Entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, acontece,

em São Paulo (SP), o 7º Encontro Nacional da Síndrome de

Williams, com a realização do 1º Workshop Internacional, promovido pela Associação Brasileira de Síndrome de Williams.

O encontro terá palestras de oito convidados interna-

cionais, de cinco países diferentes, que irão discursar sobre

os temas de suas pesquisas envolvendo a SWB. Também participam do evento representantes de mais de 15 associações internacionais e de 25 associações estaduais.

No terceiro dia do evento, serão realizadas 12 oficinas e

um grande debate com os pais sobre suas preocupações e dúvidas. O encerramento será marcado por uma grande festa de confraternização.

O evento será realizado no São Paulo Expo Exhibition

& Convention Center, o antigo Centro de Exibições Imigrantes. Outras informações podem ser obtidas no site: swbrasil.org.br

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Vale Assistir

Por: Brida Rodrigues | Foto: Divulgação

A

Turma do Tuba é um projeto de desenho animado que tem a inclusão como tema central. A propos-

ta da animação, criada pela psicopedagoga Talita Muellas, é construir alguns valores morais de forma natural e muito divertida

Cacá: Um caranguejo asiático muito comportado, sério e detalhista;

i vistainclu ww w.re

Tuba: Um tubarão mais velho que lidera a turma por ser corajoso; Lola: Uma foca muito vaidosa que sempre usa acessórios diferentes

s

todo

ser trabalhado em sala de aula.

rock e de rap. Comanda a turma com o parceiro Tuba;

ce de

tou em um material pedagógico que pode

Bob: Um polvo baterista que é afrodescendente e gosta muito de

alcan

personagens e as músicas. O projeto resul-

mais bonita da turma;

- ao IncluiR

de Rodolfo Carvalho para desenvolver as

Teca: Uma tartaruga marinha convencida e popular, que se acha a

revista

nas crianças. Talita contou com a parceria

Conheça as personagens

QUE DE C

para chamar a atenção;

Sepa mon de m

Marina: Uma estrela-do-mar cadeirante, ela é sempre muito alegre

ven eo la

O

NATA

e adora ajudar os amigos;

CHE YAMA

Turma do Tuba www.turmadotuba.com.br

Mário: O leão-marinho que usa óculos é muito inteligente e sempre ajuda os amigos; Kinho: O golfinho é brincalhão e está sempre animando os amigos.

32 mundo da inclusão

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A falta de informação faz com que pensem que eles são incapazes E nós, viemos para provar o contrário! ww w.e

br no.com. dminua

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Ano 5

R$ 14,90 € 5,00

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r

revista - ao IncluiR alcan ce de revista IncluiR - ao alcance de todos

Estilista cria

34

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MELHOR IDADE

em e fala lidade r femini mulhe aula de eitos da dade less dá sobre os dir l e vai do top siva a sexua Musa ao ta exclu ra, vid acesso so site carrei , entrevis tem cia nos or ficiên ile, o leit íntegra em com de em bra Conheça o a na revist código tir do escrito da A par iod do aud conteú

34

Musical

PROJETO DESTACA A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS

projeto que auxilia pessoas com deficiência a encontrar trabalho, lazer, saúde e cultura

www.revistaincluir.com.br

nas periferias 36 ISSN: 2176-6134

terceira idade ativa

que não há barreiras para Exemplos de idosos mostram ias sonhos e viver novas experiênc

JUN/JUL 2015

aproveitar a vida, realizar

36

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Há 5 anos lutando pela inclusão

Educação

Informação para você

ao braile, o leitor tem acesso A partir do código em em nosso site to da revista na íntegra conteúdo audiodescri

9 772176 613018

falta de acessibilidade ABR/MAI para pessoas com 2015 deficiência visual 134

CHE YAMA

marca de roupas inclusivas com estilos para todos os gostos

Nathalia Rodrigues, do Esquenta, fala sobre o preconceito racial e

30 76 61

NATA

las! as ma

pleto a com Um gui se lugare com os is os ma passei eis do acessív te nordes iro brasile

Tá na Moda!

Entrevista

so de O proces nas ula to matríc s e o rela m escola s que luta de pai cação pela edu s filhos de seu

Prepare

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O DIREIT É SEU!

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mais Muito rapia! que te

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21 9 77

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OCAR QUER TR O? DE CARR as s o que

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Culinária na Escola

Por: Cozinha Nestlé | Foto: Divulgação/Shuttersotck

Combinação dos deuses, a receita de brigadeiro com morango (ou morango com brigadeiro) tem tudo para agradar a todos. Como sobremesa no dia a dia ou docinho de festa, este brigadeiro de panela com morango fica incrível!

INGREDIENTES

DICAS

1 lata de leite condensado Moça®

Seque bem os morangos antes de envolvê-

3 colheres (sopa) de chocolate em pó Dois

-los com a massa de sua receita de brigadei-

Frades®

ro. A validade desse docinho é de 24 horas.

1 colher (sopa) de manteiga

Se desejar, reserve os cabinhos dos moran-

25 morangos

gos para decorar sua diferente receita de

1 xícara (chá) de chocolate granulado

brigadeiro de panela.

manteiga para untar Rendimento: 25 docinhos

MODO DE PREPARO

Tempo de preparo: 20 minutos

Em uma panela, coloque o leite condensado Moça com o chocolate em pó e a manteiga. Misture bem e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até se desprender do fundo da panela (o que corresponde a cerca de 10 minutos). Retire do fogo, passe para um prato untado. Com as mãos untadas, envolva os morangos com o brigadeiro e passe-os no granulado. Sirva em forminhas de papel.

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JUSTICE LEAGUE: TM & © DC Comics. THE LOONEY TUNES SHOW: TM & © Warner Bros. Entertainment Inc.

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Todos juntos fazem um trânsito melhor. A Honda Automóveis do Brasil Ltda. reserva-se o direito de modificar equipamentos ou especificações técnicas sem prévia notificação. Garantia de 3 anos sem limite de quilometragem válida na rede de concessionárias Honda. Assistência 24h. Consulte a disponibilidade de itens de acordo com as versões. Fotos ilustrativas. O sistema de impressão sobre o papel não reproduz com absoluta fidelidade a cor real do veículo, servindo apenas como referência. Consumo de combustível (km/l) para o Honda Fit 1.5 CVT: 8,34 km/l (etanol) e 12,27 km/l (gasolina) em ciclo urbano (cidade) e 9,90 km/l (etanol) e 14,14 km/l (gasolina) em ciclo rodoviário (estrada). Classificação no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular: A. Consulte a disponibilidade dos itens de acordo com as versões.

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A Honda oferece o programa Honda Conduz, que conta com concessionárias e equipes de venda preparadas para atender clientes especiais, com agilidade no atendimento, rapidez na entrega, além de garantir total conveniência e tranquilidade na hora de adquirir e conduzir o Novo Honda Fit 2016 até sua garagem.

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Mundo da Inclusão  
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