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AIDS: Uma Luta Contra Preconceitos


AIDS: Uma Luta Contra Preconceitos

Ao longo da História da Humanidade muitas catástrofes ocorreram, guerras tsunamis, tempestades, genocídios, enfim coisas horríveis consideradas pelos seres humanos como desumano. No entanto, ainda hoje no que consideramos como mundo moderno muitos fatos perpassam os séculos deixando marcas e cicatrizes que nem o tempo pode apagar. A partir de agora abordaremos uma história que não envolve somente a ciência, mas o social, o psicológico e também o sentimental.

Alana S. dos Santos 1

Aline M. S. do Nascimento1 Ariane N. Evaristo1

Franciéli R. Varaschini1

Pricila F. de S. Bianchini1 Raquel de Mello¹

1 Acadêmicas da 8ª fase do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza. Material Didático proposto pelo Componente Curricular do Projeto Integrador 2014.


'Um pouco de de história...

...um pouco de ciência....

...e um pouco da ciência na história da vida real...

1977 e 1978

heterossexual.

•Primeiros casos nos EUA, Haiti e África

•Homossexuais usuários de drogas são considerados os difusores do

Central, descobertos e definidos como aids, em

fator para os heterossexuais usuários de drogas.

1982, quando se classificou a nova síndrome.

•Relato de casos em profissionais de saúde.

1980

•Focaliza-se a origem viral da aids. •Primeiro caso no Brasil, em São Paulo, também 1984 só classificado em 1982.

•Estruturação do primeiro programa de controle da aids no Brasil, o

1981

Programa da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. •Primeiras preocupações das autoridades de 1985 saúde pública nos EUA com uma nova e

•Fundação do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA), primeira

misteriosa doença.

ONG do Brasil e da América Latina na luta contra a aids.

1982

•O primeiro teste anti-HIV é disponibilizado para diagnóstico. •Adoção temporária do nome Doença dos 5 H,

•Descoberta que a aids é a fase final da doença, causada por um

representando os homossexuais, hemofílicos,

retrovírus, agora denominado HIV (Human Immunodeficiency Virus,

haitianos, heroinômanos (usuários de heroína

em inglês), ou vírus da imunodeficiência humana.

injetável) e hookers (nome em inglês dado às

•Primeiro caso de transmissão vertical (da mãe grávida para o bebê).

profissionais do sexo).

1986

•Conhecimento do fator de possível transmissão

•Criação do Programa Nacional de DST e Aids, pelo ministro da

por contato sexual, uso de drogas ou exposição

Saúde Roberto Santos.

a sangue e derivados.

1987

•Primeiro caso decorrente de transfusão

•Criação do Primeiro Centro de Orientação Sorológica (COAS), em

sanguínea .

Porto Alegre (RS).

•Primeiro caso diagnosticado no Brasil, em São

•Início da utilização do AZT, medicamento para pacientes com câncer

Paulo.

e o primeiro que reduz a multiplicação do HIV.

1983

1988 •Relato de caso de possível transmissão

•No Brasil, uma portaria assinada pelo ministro da Saúde, Leonardo


Santos Simão, passa a adotar o dia 1º de

a aids de mãos dadas com a vida.

dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a 1993 Aids.

•Brasil passa a produzir o AZT (coquetel que trata a aids).

•O Ministério da Saúde inicia o fornecimento de 1994 medicamentos para tratamento das infecções

•Estudos mostram que o uso do AZT ajuda a prevenir a transmissão

oportunistas.

do HIV de mãe para filho durante a gravidez e o parto.

1989

1995 •Morre de aids o ator da TV Globo Lauro

•Pesquisa demonstra que o tratamento precoce das DST, com

Corona, aos 32 anos.

consequente redução no tempo de evolução das doenças e de suas

•Ativistas forçam o fabricante do AZT,

complicações, faz com que o risco de transmissão e aquisição do HIV

Burroughs Wellcome, a reduzir em 20% o preço

diminuam. Com isso, a incidência do HIV reduz em 42%.

do remédio.

1996

1990

•Disponibilização do AZT venoso na rede pública. •O cantor e compositor Cazuza morre, aos 32

•Queda das taxas de mortalidade por aids, diferenciada por regiões.

anos, em decorrência da aids.

Percebe-se que a infecção aumenta entre as mulheres, dirige-se para os

1991

municípios do interior dos estados brasileiros e aumenta •Inicia-se o processo para a aquisição e distribuição

gratuita

de

significativamente na população de baixa escolaridade e baixa renda.

antirretrovirais 1997

(medicamentos que dificultam a multiplicação

•Implantação da Rede Nacional de Laboratórios para o

do HIV).

monitoramento de pacientes com HIV em terapia com antirretroviral,

•O jogador de basquete Magic Johnson anuncia

com a realização de exames de carga viral e contagem de células CD4

que tem HIV.

(células que fazem parte do sistema de defesa do organismo ou

1992

sistema imunológico). •Pesquisa aponta a importância das doenças 1998 sexualmente transmissíveis (DST) como cofator

•Rede pública de saúde disponibiliza, gratuitamente, onze

para a transmissão do HIV, podendo aumentar

medicamentos.

o risco de contágio do HIV em até 18 vezes.

•Pesquisas detectam o HIV em gânglios linfáticos, medula e partes do

•A sociedade brasileira indigna-se quando a

cérebro de muitos soropositivos que apresentam cargas virais

menina Sheila Cartopassi de Oliveira, de cinco

indetectáveis pelos exames.

anos, tem a matrícula recusada em uma escola

•Lançamento das campanhas “Sem Camisinha não Tem Carnaval” e

de São Paulo, por ser portadora de HIV.

“A Força da Mudança: com os jovens em campanha contra a aids”

•Lançamento da campanha Vamos todos contra1999


•Mortalidade dos pacientes de aids cai 50% e

aumentem seus esforços para conter a doença.

qualidade de vida dos portadores do HIV 2004 melhora significativamente.

•Morrem duas lideranças transexuais, a advogada e militante Janaína

•Pacientes desenvolvem efeitos colaterais aos

Dutra e a ativista Marcela Prado (ambas grandes colaboradoras do

remédios.

Programa Nacional de DST e Aids).

2000

2005 •A 13ª Conferência Internacional sobre Aids, em

•Makgatho Mandela (filho do ex-presidente Nelson Mandela) morre

Durban, na África do Sul, denuncia ao mundo a

em consequência da aids, aos 54 anos.

mortandade na África. Dezessete milhões

•O tema do Dia Mundial de Luta Contra a Aids no Brasil aborda o

morreram de Aids no continente, sendo 3,7

racismo como fator de vulnerabilidade para a população negra.

milhões crianças. Estão contaminados 8,8% dos 2006 adultos. O Presidente da África do Sul, Thabo

•À noite no dia Mundial de Luta contra a Aids, em uma ação inédita,

Mbeki, escandaliza o mundo ao sugerir que o

a inscrição da RNP+ “Eu me escondia para morrer, hoje me mostro

HIV não causa a aids.

para viver” foi projetada em raio laser nas duas torres do Congresso

2001

Nacional, que ficou às escuras, como forma de lembrar os mortos pela •Implantação da Rede Nacional de Laboratórios

doença.

para Genotipagem.

•Brasil reduz em mais de 50% o número de casos de transmissão

•Brasil ameaça quebrar patentes e consegue

vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho, durante a

negociar com a indústria farmacêutica

gestação, o parto ou a amamentação.

internacional a redução no preço dos 2007 medicamentos para aids. 2002

•O Programa Nacional de DST/AIDS institui Banco de Dados de violações dos direitos das pessoas portadoras do HIV.

•O Fundo Global para o Combate a Aids,

•Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, cujo tema são os

Tuberculose e Malária é criado para captar e

jovens, é lançada no Cristo Redentor.

distribuir recursos, utilizados por países em 2008 desenvolvimento para controlar as três doenças

•Inauguração da primeira fábrica estatal de preservativos do Brasil e a

infecciosas que mais matam no mundo.

primeira do mundo a utilizar látex de seringal nativo. A indústria

•Um relatório realizado pelo Unaids, programa

encontra-se em Xapuri (AC).

conjunto das Nações Unidas para a luta contra

•Prêmio Nobel de Medicina é entregue aos franceses Françoise Barré-

a aids, afirma que a aids vai matar 70 milhões

Sinoussi e Luc Montagnier pela descoberta do HIV, causador da aids.

de pessoas nos próximos 20 anos, a maior parte 2009 na África, a não ser que as nações ricas

•Ministério da Saúde bate recorde de

distribuição de preservativos.


Só em 2009, foram 465,2 milhões de unidades

•Brasil anuncia produção nacional de dois novos medicamentos para

distribuídas em todo o país.

aids - atazanavir e raltegravir - por meio de Parcerias Público-Privadas

2010

e versão genérica do tenofovir, indicado para aids e hepatites. •Governos do Brasil e da África do Sul firmam

•Crianças de 2 a 6 anos podem utilizar o medicamento de resgate

parceria inédita para distribuir 30 mil

Tipranavir.

camisinhas e folders sobre prevenção da aids e 2012 outras DST durante a Copa do Mundo de

•Ministério da Saúde inclui a possibilidade de antecipação do início do

Futebol.

tratamento entre parceiros sexuais fixos sorodiscordantes.

•Lançada a campanha de carnaval de combate

•Nevirapina é ministrada em recém-nascidos expostos ao HIV.

à aids. É a primeira campanha com dois momentos: antes e durante, que estimula o uso

O tema HIV/AIDS se constitui numa perspectiva social de grande

da camisinha, e depois, que incentiva arelevância para a sociedade. Nele estão entrelaçados questões num âmbito testagem.

cultural, econômico, de gênero, político e educacional além de histórico.

2011

Dizer sim ao preservativo é dizer não ao amor ? Em nossos dias atuais lidar com a AIDS não é uma tarefa muito fácil, mas com certeza já foi muito pior na década de 90 quando os pré conceitos e a violência exercida contra os portadores eram bem maiores. Com o decorrer dos anos, a história e divulgação da AIDS pela mídia contribuíram para o aumento do preconceito com os portadores da síndrome e com o tema. Além disso, parte que pensava estar isenta da contaminação por não ser um grupo de risco acabou tendo consequências graves. Por ser uma questão de saúde a AIDS é estudada nas escolas, mas ainda se tem muitos aspectos que não são discutidos quando se trata de educação. Educação para todos, educação para a saúde, educação preventiva, educação conscientizadora que possibilite aos professores e estudantes estarem bem informados, para que possam desta forma se posicionar e defender sua opinião crítica sobre o assunto.


O Instituto Emílio Ribas de São Paulo fez uma campanha para a luta contra a AIDS, afirmando que a AIDS não perde uma balada.Face a isso uma situação será apresentada para pensarmos onde estão os verdadeiros valores e como a AIDS se máscara por dentro de nossa sociedade. •

Hoje é noite de sábado e a balada está lhe esperando, você se prepara toda com sua melhor roupa, capricha na maquiagem, festinha com os amigos obá!!!. Você e sua melhor amiga chegam na festa arrasando, logo de cara você recebe um olhar chamativo do cara mais lindo da festa, seu corpo exalta de alegria e sua alto estima sobe nas alturas. Após algum tempo que você está dançando, o mesmo cara que te lançou o olhar comprometedor, chega até você, vocês conversam e decidem ir para um local mais tranquilo. Ao som de uma música baixa um clima começa a rolar, assim como também muitos beijos e amassos. A relação entre vocês dois esquenta e ele te diz “você é tão linda, não precisa camisinha eu confio em você, além perderemos muito tempo achando e colocando ela”. Diante da situação qual sua atitude, o que você faria? Várias são as questões e o que podemos discutir através da situação sugerida. Mas pensamos também

em: •

Por que a Aids é tão temida?

E as outras DSTs não trazem tamanho perigo tanto quanto a AIDS?

Por que as pessoas ainda hoje temem em falar sobre o assunto, ainda é um tabu discutir sobre HIV ou AIDS?

Quais as consequências de um ato não pensado ou feito por impulso, como por exemplo não usar preservativo feminino ou masculino?

Evitar uma gravidez indesejada é importante, mas evitar ser portador e transmissor de um vírus não o é?

As pessoas ainda julgam por aparência?


Será que só as pessoas pobres seriam possíveis portadores de HIV? Temos que pensar que AIDS e HIV não tem preferência por cor, raça, credo ou posição social. O que vai diferenciar cada um é o comportamento que adquire em relação a sua sexualidade, seu corpo a sexualidade e corpo do seu parceiro.

AIDS e Educação O uso de imagens, filmes, jogos, documentários e sítios da Web, são algumas das muitas estratégias para se utilizar no ensino ou em rodas de conversa sobre o tema AIDS. Alguns exemplos a seguir serão apresentados.


Filmes: Cazuza, o tempo n達o para

Philadelphia

Holding Trevor


A FamĂ­lia de Kelvin

Kids

Anjos na AmĂŠrica

A Cura

Meu Querido Companheiro

Carandiru

As Testemunhas


Jogo: Cadeia de Transmissão Objetivo: Reconhecer comportamentos vulneráveis; identificar a cadeia de transmissão; refletir sobre a vivência sexual responsável; facilitar a compreensão de transmissão sexual do HIV e das DSTs. Duração: 40 minutos. Material: Aparelho de som e fichas de papel com desenhos Desenvolvimento: 1. Distribuir uma folha com um desenho para cada participante. 2. Enquanto estiver tocando a música, todos devem caminhar pela sala. Quando a música parar, devem se aproximar de um colega e copiar todos os desenhos da folha do seu colega. 3. Colocar novamente a música e quando ela parar, todos devem se aproximar de outro colega e copiar todos os desenhos da ficha do colega. 4. Repetir esta operação por 3 a 5 vezes e depois apresentar ao grupo a legenda. 5. Ao lado da legenda, colocar o nº de pessoas: 6. Promover uma reflexão sobre: autocuidado, vivência sexual prazerosa e responsável, comportamento de risco e cadeia de transmissão. Legenda das Figuras •Portador HIV (Uma única ficha – triângulo verde). •Fez uso de Preservativo (Metade do número de participantes – circulo vermelho). •Não fez uso de preservativo (Metade do número de participantes –

quadrado azul). Reflexão após jogo Quem fez uso do preservativo, entrou em contato com a


situação de risco, mas estava protegido. Quem não usou, correu risco. Algumas pessoas não usaram preservativo e não tiveram contato com o portador do HIV, mas estão em uma situação de risco em relação à AIDS e tiveram sorte. Todas as vezes que a música parou, é como se tivéssemos trocado de parceiro(a) sexual. Quando copiamos os desenhos do colega, são os relacionamentos anteriores que acompanham os novos relacionamentos. O único portador do HIV, colocou “x” pessoas em risco. Perguntas para reflexão: • Quem têm na sua folha pelo menos um triângulo? Significa que contraiu o HIV. • Quem iniciou com a ficha que tinha um círculo e depois copiou pelo menos um triângulo? Significa que usou o preservativo e pode estar livre de outras doenças sexualmente transmissíveis, mas que contraiu HIV de alguma outra forma, por contato com agulhas usadas como no caso de usuários de drogas, etc. •

Quem iniciou com a ficha que tinha a estrela azul e depois copiaram pelo menos um triângulo? Significa que você não se cuidou, e que recebeu o vírus do HIV.


Histórias Reais O blog HIV em Pauta traz alguns exemplos de jovens portadores do HIV, e mostram não somente o quanto é difícil a síndrome mas também o preconceito exercido sobre estes, apresentada a seguir:

“JOVENS INFECTADOS PELO HIV CONTAM COMO LIDAM COM A AIDS E COM O PRECONCEITO A infecção por HIV entre jovens de 13 a 19 anos está se espalhando pelo Brasil. De 1991 a 2009, aumentou em 53% o número de municípios com casos da doença nessa faixa etária. São dados de uma pesquisa que será divulgada na quarta-feira, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, pelo Ministério da Saúde. O número foi obtido com exclusividade pelo. O governo vai lançar também nessa data uma campanha de conscientização voltada à discriminação sofrida por jovens com o vírus. A iniciativa busca evitar situações como a vivida pela paulista Natasha Braz, 17, que nasceu com a doença. “Um grupo de meninas da escola começou a gritar para ninguém ficar perto de mim, para não pegar Aids”, diz. O vírus, porém, não é transmitido por proximidade física, e, sim, por sexo desprotegido ou por transfusão de sangue contaminado. O paranaense Fabrício Stocker, 20, foi infectado pelo vírus no ano passado, ao transar sem camisinha. “Eu achava que não aconteceria comigo”, diz. “A gente assume os riscos, pensa que é o Superman.” O baiano Oséias Cerqueira, 22, também contraiu o vírus aos 19 anos, por sexo. Na época, ele decidiu não contar a todos sobre a doença. “As pessoas não estão preparadas para saber, culpam você por ter HIV”, diz. O HIV é frequentemente associado a homossexuais com muitos parceiros, apesar de os dados oficiais mostrarem que há mais infecções entre jovens heterossexuais. “Não precisa contar para transar, desde que você use camisinha”, afirma Oséias. “É uma coisa do foro íntimo.” Amanda Cristina, 18, age diferente com os namorados. “Deixo claro desde


o começo.” A garota, que adquiriu o vírus da mãe, conta que usa camisinha inclusive para sexo oral. Ao esconder a doença, Oséias não podia explicar aos colegas da faculdade o real motivo dos vômitos durante as aulas, causados pelo tratamento para controlar o vírus e manter alta a resistência de seu organismo. A combinação de remédios necessária é apelidada de “coquetel” e pode causar também diarreias e dores de cabeça. Essas reações podem desmotivar jovens a se tratar. “É muito difícil tomar os medicamentos, e você pode ter de usá-los pelo resto da vida”, diz Kleber Mendes, 27, soropositivo e idealizador da Rede Nacional de Jovens Portadores de HIV. “Isso nos torna mais responsáveis do que a maior parte dos jovens.” “Precisa de vontade para continuar o tratamento”, diz José Rayan, 18, de Manaus. “Sofri muito, mas meu organismo se adaptou.” Usar as medicações foi uma questão de sobrevivência para Hugo Soares, 23, de Belém. Após passar anos com a saúde debilitada, ele fez exame de sangue aos 21 anos. Descobriu ter Aids. “Meus pais me diziam que era besteira fazer o teste”, afirma o rapaz, que acredita ter sido infectado por volta dos 16 anos. “Resolvi fazer por contra própria”, diz. Hoje, após aderir ao tratamento, Hugo está com a saúde estável. Mas o vírus ainda o afeta de outras maneiras. “Eu estava concorrendo a uma vaga de emprego e apareci em um jornal local como portador de HIV”, diz. “De repente, não havia mais vaga”.

Finalizando o pensamento Em nosso dia a dia todas as variantes possíveis da vida se confrontam com dificuldades e dúvidas de como se posicionar sobre algo que demande de um pouco mais de sutileza e delicadeza ao tratar. Deste modo, nos dias atuais falar sobre AIDS dentro da educação


sexual demanda de um pouco mais de atenção dos sujeitos principalmente ao abordar o tema com estudantes de Ensino Fundamental e Médio. Acreditamos que estudar sobre sexo, doenças sexualmente transmissíveis, AIDS, perda da virgindade, sexualidade é um assunto extremante importante e necessário para os professores conversarem abertamente e que os estudantes assim como nós futuras docentes têm curiosidade de saber e discutir. Muito se preocupa em difundir as causas, prevenção, contaminação, medicamentos, origem, mas esquece-se de apresentar e mostrar como a vida pode ser vivida com qualidade sendo ou não portador de uma síndrome como a AIDS. É superabundante discutir e mostrar meios e caminhos para manobrar os contratempos que ocorrem aos portadores de AIDS e não aumentar o preconceito, as diferenças e o medo. Face a isso cabe a todos nós como seres humanos alertarmos os estudantes do porquê estudar sobre Sexualidade, AIDS, DSTs, Sexo Seguro, dentre outros termos que podem e devem entrar em constante conflito. A vida continuará existindo apesar de todos os contratempos e peças da história, sendo que a AIDS não é motivo para que a vida não seja celebrada, como dizia Cazuza o tempo não para.

AIDS… Vida Qualidade de Vida

Saúde Sexo Seguro


HIV

Ciência Liberdade Drogas

Respeito

Amor

Classe Social

Referências BRASIL. “Direitos Sexuais e Reprodutivos na Integralidade da Atenção à Saúde de Pessoas com Deficiência” MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas EstratégicasBrasília – DF 2009. BRASIL. História da AIDS. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Saúde/Ministério da Saúde. Disponível em:<http://www.aids.gov.br/pagina/historia-da-aids>. Acesso em 25 de Jan de 2013. BRASIL. AIDS: ela não perde uma balada. Instituto Emílio ribas de São Paulo governo do estado de são paulo. Secretaria de Estado da Saúde. Disponível em:<http://www.saude.sp.gov.br/ses/noticias/2011/novembro/saudefara-campanha-em-baladas-contra-a-aids>. Acesso em 25 de Jan de 2013. HIV EM PAUTA. Jovens Infectados Pelo Hiv Contam Como Lidam Com A Aids E Com O Preconceito. Blog. Disponível em:<http://hivempauta.wordpress.com/>. Acesso em 25 de Jan de 2013.


Imagens. Crédito a Google Imagens. LISTA DE 10. 10 Filmes sobre a AIDS. Blog. Disponível em:<http://listasde10.blogspot.com.br/2009/12/10filmes-sobre-aids.html>. Acesso em 26 de Jan de 2010.

AIDS: Uma Luta Contra Preconceitos  

Esta é uma proposta de Material Didático desenvolvido para trabalhar com estudantes do Ensino sobre AIDS.

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