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Número 24 • Suínos

As últimas Six Ways novidades to Comna gestão do risco de bat Cellulitis in micotoxinas Broilers’

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Proteção Boostingdo Vaccines‘ fígado das Effectiveness fêmeas Suportando The prebiotic animais and saudáveis probiotic combo

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Uma revista da

Qual What’s é o probWrong lema With dos Mymeus Birds? suínos? Part 5: Carcass bruising Parte 3: Vômitos


Editorial Nova ferramenta para uma nova produção Em meio à produção na Europa, chegou a hora de esperar os resultados dos testes iniciais para as micotoxinas. No ano passado, muitos países de todo o mundo apresentaram elevadíssimas taxas de contaminação com micotoxinas, sobretudo no milho e outras commodities. Muitos de nós já tiveram a infelicidade de sofrer os impactos de rações contaminadas com micotoxinas nos. Muitos casos testemunharam uma drástica redução da ingestão de ração e um menor desempenho em termos de crescimento, mesmo que as dietas apresentassem reduzidas quantidades de milho. Mesmo reduzidas concentrações de micotoxinas podem provocar problemas nos animais que estão sob grande pressão, como é o caso das fêmeas nos dias de hoje. Desempenhos mais elevados representam maiores níveis de tensão para o fígado das fêmeas, tornando um fígado saudável ainda mais essencial para a taxa de sobrevivência e a rentabilidade dos leitões. Tal como muitos dos nossos clientes puderam constatar em visitas ao Centro de Pesquisa da BIOMIN, na BIOMIN fazemos significativos investimentos de capital na pesquisa científica com o intuito de ajudarmos os produtores a aplicarem as mais avançadas estratégias de desativação das micotoxinas disponíveis. Os resultados destes esforços levaram-nos a anunciar a quinta geração do nosso produto líder de desativação das micotoxinas, o Mycofix® 5.0, que combina descobertas científicas líderes para proporcionar uma total proteção. Com a ajuda de uma sólida gestão do risco de micotoxinas e o monitoramento adequado das matérias-primas com recurso aos métodos de detecção corretos, estamos aptos a proporcionar aos produtores as ferramentas necessárias para ultrapassarem períodos críticos, como foi o do ano passado. Manter a alta produção enquanto é realizado um controle de gastos depende disso. A manutenção de uma produção elevada mantendo um controle dos custos depende disso.

André van LANKVELD Diretor Técnico para Suínos

Science & Solutions • Número 24


Índice

MYCOFI

X

As últimas novidades na gestão do risco de micotoxinas

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Recentes descobertas levaram a criação do aditivo anti micotoxina mais efetivo até o momneto Por Verena Starkl DI (MSc)

A importância da proteção do fígado nas fêmeas

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Várias ações podem ajudar a proteger o fígado e a manter os animais saudáveis. Por André Van Lankveld Ing. (BSc) e Karin Nährer DI (FH)

Cut & Keep

Checklist

Qual é o problema dos meus suínos? Parte 3: Vômitos

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Uma lista de verificação útil para diagnóstico de sintomas, causas e soluções.

Science & Solutions é uma publicação mensal da BIOMIN Holding GmbH, distribuída gratuitamente aos nossos clientes e parceiros. Em cada número, Science & Solutionsapresenta temas sobre os mais recentes conhecimentos científicos em nutrição e saúde animal com destaque especial para uma espécie (aves, suínos ou ruminantes) em cada trimestre. ISSN:2309-5954 Se desejar obter uma cópia digital e mais informações, visite: http://magazine.biomin.net Se desejar obter cópias de artigos ou assinar Science & Solutions, contate-nos no e-mail: magazine@biomin.net Editora-chefe: Ryan Hines Colaboradores: Siyeong Choi, André Van Lankveld, Karin Nährer, Verena Starkl Marketing: Herbert Kneissl Gráficos: Reinhold Gallbrunner Pesquisa: Franz Waxenecker, Ursula Hofstetter Editora: BIOMIN Holding GmbH Erber Campus 1, 3131 Getzersdorf, Austria Tel: +43 2782 8030 www.biomin.net Impresso na Áustria por: Johann Sandler GesmbH & Co KG Impresso em papel ecológico: Austrian Ecolabel (Österreichisches Umweltzeichen) ©Copyright 2015, BIOMIN Holding GmbH Todos os direitos reservados. Nenhuma parte da presente publicação pode ser reproduzida sob qualquer forma para fins comerciais sem a autorização escrita do detentor dos direitos autorais, exceto em conformidade com as disposições da Copyright, Designs and Patents Act 1998 [Lei relativa aos Direitos Autorais, Desenhos e Patentes de 1998]. Todas as fotografias incluídas na presente publicação são propriedade de BIOMIN Holding GmbH ou foram usadas sob licença.

Uma revista da BIOMIN

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As últimas novidades em gestão do risco de micotoxinas Por Verena

Starkl, Diretora de Produto, Gestão do Risco de Micotoxinas

Considerando a sensibilidade dos suínos às micotoxinas, as lesões causadas pela contaminação por micotoxinas representam todos os anos para a suinocultura global perdas de milhões de dólares. Recentes descobertas conduziram à criação do aditivo para ração mais eficaz para desativação das micotoxinas até o presente.

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Photo: Rawpixel Ltd

A

maioria dos produtores de suínos estão familiarizados com os prejuízos que as micotoxinas causam e reconhecem a necessidade de monitoramento e mitigação de um programa completo de gestão do risco de micotoxinas. Resultados do mais recente estudo sobre micotoxinas da BIOMIN indicam que a ração terminada e o milho contêm frequentemente micotoxinas nocivas em níveis que representam uma ameaça para a saúde e o desempenho dos leitões. Conforme se ilustra na Figura 1, o desoxinivalenol (DON), as fumonisinas (FUM) e a zearalenona (ZEN) foram as micotoxinas mais frequentemente encontradas em amostras, seguidas pelas aflatoxinas (Afla), toxina T-2 e ocratoxina A (OTA). As fumonisinas foram identificadas em três de quatro amostras de milho testadas e em metade dos casos, as concentrações ultrapassaram os limites de risco conhecidos. Na ração terminada, as fumonisinas foram identificadas em 60 % das amostras, e em 30 % desses casos, as concentrações médias ultrapassaram o limite de risco.

Figura 1. Prevalência das micotoxinas nos produtos alimentares para suínos

% de contaminação

80%

60% n Afla

40%

n ZEN n DON

20%

n T-2 n FUM n OTA

0% Ração terminada

Amido de milho

As barras indicam a percentagem de amostras cujo teste foi positivo para a presença de micotoxinas. Os pontos indicam a percentagem de amostras que registraram concentrações conhecidas por serem prejudiciais para a saúde ou o desempenho dos animais. Fonte: BIOMIN, 2015

Uma revista da BIOMIN

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As últimas novidades na gestão do risco de micotoxinas

Mycofix® 5.0 representa décadas de pesquisa científica na desativação das micotox

Onde há uma, há muitas e há problemas Graças a décadas de pesquisas sobre micotoxinas, sabe-se que elas tendem a ocorrer em grupos. Este fenômeno, designado co-exposição, não só é comum, mas também é mais perigoso para os animais. De acordo com a pesquisa sobre micotoxinas de 2014 da BIOMIN, as amostras analisadas continham em média 30 micotoxinas e metabólitos diferentes por amostra. A campo, isso pode acarretar maiores prejuízos globais para os animais devido a efeitos sinergísticos: quando as micotoxinas ocorrem em conjunto, as consequências de cada micotoxina (separadamente, frequentemente em laboratório) podem ser aumentadas.

Protegendo os suínos Considerando a variedade de micotoxinas que podem prejudicar a saúde e o desempenho dos suínos, é necessária uma abordagem multifacetada para proteção destes animais. Em 2015, a BIOMIN lança o Mycofix® 5.0, um aditivo para rações inovador e completo que recorre a três modos de ação — biotransformação, adsorção e bioproteção — para proporcionar uma proteção absoluta contra as micotoxinas.

Novidades Segundo Ursula Hofstetter, Diretora do centro de competência para micotoxinas, “o Mycofix® 5.0 representa décadas de pesquisa científica na desativação das micotoxinas e combina as mais recentes estratégias de mitigação de micotoxinas disponíveis mundialmente “. Esta quinta versão apresenta cinco características novas.

1. Espectro mais amplo de micotoxinas Vários componentes atuam de acordo com um de três modos de ação complementares para que o Mycofix® 5.0 atue contra o mais amplo leque de micotoxinas encontradas. Vários destes componentes funcionam de modos que são específicos (focados numa única micotoxina) e irreversíveis (não podem ser anulados) através de biotransformação. Além dos componentes do Mycofix® 5.0 que desativam os tricotecenos, a zearalenona, a ocratoxina A e as aflatoxinas, o FUMzyme® consiste numa enzima purificada patenteada que especificamente faz a clivagem das duas cadeias laterais do ácido tricarbalítico das moléculas da fumonisina. Esta hidrolisação torna as fumonisinas não tóxicas, protegendo os suínos dos problemas respiratórios relacionados à fumonisina, tais como o edema pulmonar porcino, e lesões hepáticas e enfraquecimento dos sistemas imunitários.

Figura 2. O FUMzyme® desintoxica as moléculas de fumonisina clivando as duas cadeias laterais de ácido tricarbalílico HO

Cadeias laterais

O

OH

OH

O

CH3 OH

CH3 CH3

CH3 HO

O

H2N

HO

O O OH O HO

Fumonisina B1 (FB1)

4

CH3

OH

OH

NH2

hidrolisada FB1 (HFB1)

OH

H3C

OH CH3

H3C

O

O

OH

O

FUMzyme® HO

O

HO OH

O

O HO

O

OH O

Ácidos tricarbalílicos

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Verena Starkl Diretora de Produto, Gestão de Riscos de Micotoxinas

xinas e combina as mais recentes estratégias de mitigação de micotoxinas disponíveis.”.

Figura 3. O Mycofix® 5.0 suporta a camada celular intestinal e o sistema imunitário

Figura 4. Adsorção de endotoxinas na 5a geração de Mycofix® mesmo na presença de aflatoxina 4000 ppb 100 Adsorção de Endotoxinas [%]

100 Integridade intestinal em %

80 60 40 20 0 n Controle n Mycotoxina n BIOMIN Mistura de Bioproteção + Micotoxina

90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 n Mycofix®

n Mycofix® + Afla

Fonte: BIOMIN, 2015

Fonte: BIOMIN, 2015

2. Segurança e eficácia comprovadas suportadas por três autorizações da UE O Mycofix® 5.0 contém os três únicos aditivos para rações autorizados pela UE comprovados em termos de adsorção das micotoxinas nocivas ou de biotransformação das micotoxinas em metabólitos não tóxicos (Regulamentos Nº 1060/2013, Nº 1016/2013 e Nº 1115/2014). Cada ingrediente do Mycofix® 5.0 foi avaliado em relevantes ensaios científicos e práticos a campo que visam garantir a segurança e a eficácia.

3. Bioproteção melhorada As micotoxinas afetam as células imunitárias, provocam lesões hepáticas e também afetam negativamente a função da barreira intestinal. A mistura de bioproteção na quinta geração do Mycofix® suporta o fígado e o sistema imune, além de melhorar a integridade da função da barreira intestinal. A eficácia desta mistura cientificamente comprovada de plantas e extratos de algas cuidadosamente selecionados pode ser constatada nos resultados de um teste TEER (resistência elétrica transepitelial). Este teste avalia a integridade das camadas celulares das células epiteliais intestinais suínas. As micotoxinas reduzem a resistência elétrica nestas células abrindo a camada celular,

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Nem todas as autorizações são iguais O Regulamento da Comissão Europeia (CE) Nº 1831/2003 determinou as regras que regem a autorização da UE para aditivos para uso em nutrição para amimais. Os aditivos enquadram-se em diversas categorias e grupos funcionais. As “substâncias para a redução da contaminação da ração por micotoxinas” pertencem ao grupo funcional (m) da categoria “aditivos tecnológicos para rações” (1). Outros grupos funcionais de aditivos tecnológicos incluem agentes anti sedimentantes, ligantes, conservantes, etc. Apenas os produtos autorizados pela UE na categoria/grupo funcional “1m” têm base legal para reivindicações oficiais relativas relacionadas à desativação de micotoxinas e foram sujeitos a escrutínio pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar em relação à segurança e à eficácia dos produtos.

tornando-as mais permeáveis —permitindo a entrada de agentes patogênicos com maior facilidade para a corrente sanguínea. O Mycofix® 5.0 reduz a permeabilidade, suportando a camada celular e a função da barreira intestinal dos suínos (Figura 3).

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As últimas novidades na gestão do risco de micotoxinas

Tabela 1 - Preparação do ensaio Controle Fase 1 (dias 1 – 14)

Contaminação por micotoxinas

Número de leitões

30

30

DON (ppb)

3800

3800

ZEN (ppb)

200

200

FUM (ppb)

2500

2500

--

1

DON (ppb)

2200

2200

ZEN (ppb)

100

100

FUM (ppb)

2600

2600

--

1

Mycofix® Plus (kg/tonelada de ração) Fase 2 (dias 15 – 56)

Contaminação por micotoxinas

Mycofix® Plus (kg/tonelada de ração)

As endotoxinas, também designadas lipopolissacarídeos (LPS), fazem parte da membrana externa da parede celular de todas as bactérias Gram-negativas (p. ex., E. coli, Salmonella, Shigella, Pseudomonas) podem potencializar fortes respostas imunes, e prejudicandar o desempenho. Resultados mostram que 0,05 % da quinta geração do Mycofix® adsorvem mais de 90 % das 500 unidades de endotoxinas por mililitro. Além disso, a estrutura de folha intercamadas da bentonita contém locais de ligação suficientes para se conseguir um nível semelhante de capacidade de ligação na presença de 4000 partes por bilhão (ppb) de aflatoxina B1 (Figura 4). A estratégia de bioproteção proporciona mais suporte.

5. Fórmula nova e otimizada A quinta geração do Mycofix® consiste numa fórmula totalmente renovada da linha de produtos Mycofix®. Ela foi otimizada para alavancar a eficácia a campo. Realizou-se um ensaio a campo com 60 leitões desmamados que receberam uma dieta naturalmente contaminada com micotoxinas por 56 dias (Tabela 1). No final do ensaio, os leitões tratados com Mycofix® Plus apresentavam um peso final de 32,3 kg em comparação com 30,6 kg do grupo de controle (Figura 5). Uma análise econômica baseada na diferença de peso entre os dois grupos revelou o benefício global do Mycofix® com um retorno sobre o investimento (ROI) de 7,42 com base nos preços da ração e do peso dos leitões vivos com base no preço médio na Europa em junho de 2015.

6

Figura 5. Peso final médio por leitão ao dia 56 33

32.3b

32 [kg/animal]

4. Proteção contra endotoxinas

Mycofix® Plus

32 31 31

30.6a

30 30

n Controle

n Mycofix® Plus

Nota: a,b iindica uma diferença significativa (p<0,05) Fonte: BIOMIN, 2015

Conclusão Os riscos que as micotoxinas representam para os suínos são bem conhecidos e determinam significativas perdas econômicas para os produtores. O Mycofix® 5.0 representa uma inovação genuína no combate às micotoxinas de cinco maneiras. Primeiro, atua contra um maior leque de toxinas. Segundo, contém os três únicos aditivos para rações autorizados na UE comprovados na desativação das micotoxinas. Terceiro, proporciona uma bioproteção melhorada. Quarto, proporciona proteção contra endotoxinas. Para terminar, resultados de ensaios a campo demonstram a respectiva eficácia e capacidade para gerar um significativo retorno do investimento.

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A importância da proteção do fígado das fêmeas Por André

Van Lankveld, Diretor Técnico para Suínos e Karin Nährer, Diretora de Produto, Gestão de Riscos de Micotoxinas

O fígado das fêmeas está geralmente sob tensão. Diversas ações podem ajudar a proteger o fígado e a apoiar animais saudáveis.

C

om a maior exigência de energia associada ao parto e aumento da produção de leite, o fígado desempenha um papel fundamental (Figura 1). Esta maior necessidade de energia provoca um aumento da mobilização gordura do corpo e da mobilização proteica, que pode resultar em perturbações metabólicas. O

são provocadas pela ingestão oral de alimentos e rações contaminados com micotoxinas pelos animais. Micotoxinas específicas afetam vários órgãos e tecidos, tais como o fígado, os rins, o cérebro, bem como as membranas mucosas dos sistemas gastrointestinal, respiratório e genital. O quadro das micotoxicoses pode ser agudo,

Figura 1. Mais exigências para as funções hepáticas das fêmeas Metabolismo hormonal Anabolismo e catabolismo dos lipídeos

Desintoxicação

Metabolismo de energia

Reservatório de sangue Armazenamento de vitaminas

fígado está frequentemente sob tensão devido a problemas como o síndrome de fígado gorduroso e má utilização de nutrientes. É frequentemente evidenciado em leitões fracos no parto, baixo peso ao nascer, problemas no aparelho locomotor e baixa de produção de leite. É importante manter o leite o mais saudável possível e evitar a tensão adicional das toxinas, p. ex., micotoxinas, endotoxinas, antibióticos, doenças como infecção de Circovírus Porcino 2 (PCV2) e rações com elevadas concentrações de gordura ou proteína. Dados recentes da pesquisa da BIOMIN sobre micotoxinas revelam que 80 % de todas as amostras testadas continham pelo menos uma micotoxina. As micotoxicoses Uma revista da BIOMIN

Photo: Lepas

Anabolismo e catabolismo da proteína

Digestão de lipídeos

subagudo ou crônico, dependendo de diversos fatores, como a presença de outras substâncias tóxicas e práticas de gestão da exploração. Os surtos agudos de micotoxicoses são pouco freqüentes na produção animal moderna. Os animais são frequentemente expostos a outros fatores que interagem a campo. Portanto, o impacto das micotoxinas é subclínico e afeta, por exemplo, o sistema imune (titulações de anticorpos após vacinação, atividade de fagócitos, imunoglobulinas, linfócitos), sistemas antioxidantes (ácido úrico, enzimas antioxidantes, vitaminas) e bioquímica sanguinea (enzimas hepáticas, proteínas totais, taxa albumina/globulina).

Dados recentes da pesquisa sobre micotoxinas da BIOMIN revelam que 80 % de todas as amostras testadas continham pelo menos uma micotoxina. 7


A importância da proteção do fígado nas fêmeas

Tabela 1 - Micotoxinas selecionadas que afetam principalmente o fígado e os respectivos sintomas básicos Mycotoxinas

Possíveis efeitos

Aflatoxinas

Doenças hepáticas (hepatotóxicas, hepatocarcinogênicas); efeitos carcinogênicos e teratogênicos; hemorragias (trato intestinal, rins); taxa de crescimento reduzida; diminuição do desempenho, supressão imunitária

Ocratoxinas

Nefrotoxicidade; efeitos carcinogênicos; lesões hepáticas leves; enterite; efeitos teratogênicos; má conversão dos alimentos; taxa de crescimento reduzida; supressão imunitária

Fumonisinas

Edema pulmonar; nefrotoxicidade; hepatotoxicidade; supressão imunitária

As micotoxinas afetam o fígado

de desintoxicação

Sabe-se que as principais micotoxinas, como as aflatoxinas, ocratoxina A e fumonisinas, e as menos conhecidas, tais como a esporidesmina, rubratoxinas e fomopsinas causam significativas lesões hepáticas nos suínos. A Tabela 1 disponibiliza um resumo dos impactos negativos das principais (mais conhecidas) micotoxinas nos suínos. Entre elas, as aflatoxinas são as toxinas potentes para o fígado e os animais expostos a estas toxinas evidenciam sinais de doença hepática aguda ou crônica. A toxicidade da aflatoxina aguda provoca significativas alterações bioquímicas no fígado, resultando em hemorragias ou necrose das células do parênquima. As aflatoxinas são rapidamente transformadas no fígado em vários metabólitos. O metabolismo da AfB1 tem sido extensivamente analisado (IARC, 1993; IARC, 2002 e Eaton et al., 2010). A AfB1 no fígado e em outros tecidos é metabolizada pelas enzimas citocromos P450 em aflatoxina P1, aflatoxina M1, ou aflatoxina Q1 e AfB1-8,9-epóxido (Riley e Voss, 2011).

e transportam as

Modo de ação

As fêmeas que já apresentam o fígado gorduroso têm menos capacidade

diferentes toxinas para o exterior do organismo. Portanto, é fundamental manter as fêmeas no estado certo e evitar a tensão dos problemas hepáticos e das toxinas. 8

As aflatoxinas entram para a célula e são metabolizadas via monoxigenases no retículo endoplásmico em metabólitos hidroxilados. São então metabolizados em glucuronida e conjugados de sulfato ou oxidados para o epóxido reativo que passa por hidrólise para a AfB1-8,9-dihidrodiol e se liga a proteínas, resultando em citotoxicidade. O epóxido pode reagir com o ADN ou proteína, ou ser desintoxicado por uma glutationa S-transferase induzível para glutationa-conjugado.

Resíduos de micotoxinas no fígado Foram relatados diversos casos de contaminação cruzada de aflatoxina em suínos, tendo sido encontrados resíduos no fígado e tecidos musculares dos suínos. A OTA costuma acumular-se nos rins, fígado e tecidos musculares, mas também no soro sanguíneo e, por conseguinte, representa um perigo potencial na cadeia alimentar humana (Battacone et al., 2010). Foram relatados resultados semelhantes para as fumonisinas. A contaminação cruzada de fumonisinas no leite das fêmeas e na carne dos suínos só pode ocorrer após um elevado nível de exposição durante um período mais longo, acumulando-se no fígado e nos rins (Völkel et al., 2011; Meyer et al., 2003).

Efeitos sinergísticos Em muitos casos, observou-se que as fêmeas obesas têm dificuldades para enfrentar, até mesmo baixos níveis de toxinas. As fêmeas que já apresentam o fígado gorduroso têm menos capacidade de desintoxicação e transportam as diferentes toxinas para o exterior do organismo. Portanto, é fundamental manter as fêmeas no estado certo e evitar a tensão dos problemas hepáticos e das toxinas.

Prevenção e estratégias de mitigação Alguns nutrientes e aditivos para rações podem ajudar o fígado a suportar o ciclo do ácido cítrico com algumas vitaminas B, cloreto de colina, L-carnitina e extratos de plantas. Dependendo da situação, estes podem ser adicionados nas dietas de aleitamento, transição ou mesmo gestação. É fundamental uma gestão do risco de micotoxinas adequada, combinando várias estratégias que proporcionem uma proteção comprovada contra as principais micotoxinas relevantes para a agropecuária (aflatoxinas, tricotecenos, zearalenona, fumonisinas, ocratoxina A e alcaloides de ergot). Além disso, deve incluir uma mistura de plantas e extratos de algas cientificamente estudados e criteriosamente selecionados que combatam os efeitos negativos causados pelas micotoxinas, suportando o sistema imunitário, reduzindo o risco de inflamação e protegendo o fígado de lesões hepáticas.

Science & Solutions • Número 24


Cut & Keep

Checklist

Qual é o problema dos meus suínos? Parte 3: Vômitos

N

ão se deve confundir vômitos com regurgitação. Os vômitos consistem na ejeção do conteúdo do estômago pela boca. A regurgitação consiste em alimentos ingeridos que não chegam ao estômago e que são expelidos pela boca. Em caso de dúvidas sobre a ocorrência de vômitos ou regurgitação, é possível esclarecê-las avaliando o pH do material expelido. O vômito tem um pH ácido e o material regurgitado é alcalino. Os vômitos nos suínos são um sintoma de várias doenças próprias da espécie.

Causa potencial

Lista de verificação

Ação de correção

MYCOTOXINS

Causas nutricionais dos vômitos nos suínos. Os sinais clínicos e sintomas de deficiência subclínicos para vários nutrientes constituem uma grande variação no tempo que decorre antes de os sintomas de deficiência de nutrientes começarem a serem evidenciados. Certas deficiências de nutrientes são mais comuns e têm consequências mais graves do que outras atualmente nos suínos. Por exemplo, a deficiência de algumas vitaminas como a niacina, riboflavina, tiamina (vitamina B1), piridoxina (vitamina B6), vitamina D e zinco pode causar vômitos nos suínos. Por outro lado, um excesso de vitamina D e B1 pode, por vezes, causar vômitos.

• Desoxinivalenol, toxina T-2

 Positivo em matérias-primas (ELISA) ou rações (HPLC)

 Previne bolores, comprar matéria-prima limpa

 Histórico de contaminação na origem das matérias-primas

 Usar Mycofix® a uma taxa de inclusão adequada

PATHOGENS

Causas patogênicas dos vômitos nos suínos. Os vômitos são um importante sinal clínico de encefalomielite hemaglutinante (HEV), diarreia epidêmica porcina (DES), e gastroenterite transmissível (GET). São também um sintoma clínico de febre suína africana (FSA), febre suína clássica (FSC) e doença de Aujeszky. Os leitões mais jovens são mais suscetíveis a infecção viral, tal como os leitões mais velhos. Para realizar diagnósticos diferenciados, verifique os principais sintomas e sistemas de órgãos que serão afetados pelos agentes patogênicos, depois inicie o controle da doença.

Causas toxigênicas dos vômitos nos suínos. O desoxinivalenol (DON), também designado vomitoxina, e, em casos raros, toxina T-2, pode causar vômitos nos suínos. A vomitoxina é uma micotoxina tricoteceno isolada e foi caracterizada em 1973 como um importante emético e fator de recusa de ração nos suínos. Pode ser encontrada no milho e nos grãos de cereais contaminados no terreno principalmente por Fusarium graminearum.

Virus:

 Epidemiologia

 Biossegurança

• GET, DES, doença de Aujeszky, FSA, FSC, HEV

 Isolamento do vírus

 Vacinação

 Necropsia  Histopatologia

 Bons procedimentos de higiene

 PCR, RT-PCR

 Anti-helmíntico

Parasites: • Strongyloides spp., Ascaris suum

 ELISA

OTHERS

 IHC • Corpo estranho

 Analisar amostras de ração

• Deficiência de vitamina (Niacina, B1, B6, D) • Excesso de vitamina D

 Remover corpo estranho  Ajustar fórmula da dieta  Verificar requisito de nutrientes

• Toxicidade dos microelementos (arsênico, fluorina, selênio, etc.) • Deficiência de zinco References are available on request

Para mais informações, visite www.mycotoxins.info

ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE: Esta tabela inclui conselhos gerais sobre os assuntos relacionados a suínos que afetam com maior frequência os suínos e podem estar relacionados à presença de micotoxinas na ração. As doenças e os problemas dos suínos incluem, entre outros, os que são indicados nesta tabela. A Biomin não aceita qualquer responsabilidade ou responsabilização resultante de ou de algum modo associada à utilização desta tabela ou do respectivo conteúdo. Antes de agir com base no teor desta tabela, você deverá obter os conselhos diretamente do seu veterinário.

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Science & Solutions #24 Suínos (Português)  

Neste volume: As últimas novidades na gestão do risco de micotoxinas; A importância da proteção do fígado nas fêmeas; Qual é o problema dos...