Tradição e Ruptura - Sala Especial Fotografia (1984-1985) - Catálogo

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EXR)SIQD ~DIGO ERUPTU~ Coordenação Geral João Marino

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TOCDB~SILEIR) Cl~DEEQMRJ

Coordenação

Cristiano Mascaro Thomaz Farkas

Assessoria

Mareio Mazza

Assistência

Alexandre Fukumaru Rosana Sé

FUNDACÃO BIENALDESÃOPAULO

Patrocínio: KODAK BRL1SILEI~

Apoio:FOTOPTICA


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,.1a,passou a ge1ros Brasil através , azendo com que assem viagem extrn a ver de p rto no d nossa Ruptura· reúne, pela primeira vez e o grande número, peças do acervo que constitui a nossa própria nacionalidade cultural, valorizando o trabalho dos artistas br s1le1ros.a própria razão de ser da tr . Feita co d t m nação e muita vontad r e A ptura", é a nossa mar acr ditar no Brasil. Nós a ded1c com carinho, a todos os que for por ela em sua sens1b1lidade.

Roberto Muylaert Presidente Fundação Bienal de


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Quando tomei posse na Presidênciada Fundação Bienal de São Paulo,em fevereiro de 1984,fiz alusão ao ''visitante anônimo". Referia-meàquela parcela de público que, sem ser iniciado em arte, prestigiou sempre a Bienal Internacional, justificando, com sua presença, a própria existência da Instituição,em seus 33 anos. O que eu tinha em mente, na oportunidade, era animar a Bienal e oferecer-lhe alguma realizaçãode natureza mais didática, e essencialmenteligada à arte do Brasil. Alguma coisa que lhe permitisse elaborar um exercício de introspecção,que o preparasse melhor para-,agrande mostra internacionaldos anos ímpares. No início do dia-a-dia de trabalho, voltei a pensar no mesmo"'visitante anônimo'', mas já então rnul")idode dois dados importantes: a necessidadede támbém movimentar a Bienal nos anos pares e a importância de se promover uma exposi~ão-sínteseda arte brasileira. Para isto empregaríamosos mesmos recursos técnicos e administrativosque tornaram a Bienal de São Paulo um dos três acontecimentos mais importantesdo gênero, no mundo, ao lado oa Bienal de Venezae da Documenta de Kassel. Lançado o desafio, em pouco tempo o diretor João Marino reagiu a ele com a idéia da exposição retrospectiva,do "précabralino à década de 70' ·, o que lhe valeu a dura tarefa de tornar-se seu curador geral, acumulando a função de organizar o período colonial. A denominação " Tradição e Ruptura·· foi sugerida pelo Prof. Ulpiano Bezerra de Menezes,da Comissãode Arte e Cultura, para significar, ao longo dos séculos, uma arte que sofre rompimentosmas preserva elementos tradicionais. Imediatamentedepois surgiu a idéia da exposição de Fotografia,desenvolvidapor outro diretor da Bienal,Thomaz Farkas, e pelo professor Cristiano Mascaro, segundo um novo conceito de participação do público: fotografias enviadaspor profi~sionaisé amadores de todo o Brasil e, uma-vez recebidas, recriadas e combinadas,de modo a compor um "autoretrato do brasileiro··, na cidade e no campo. A área de Desenho Industrialteve a impulsioná-lao presidentedo nosso

Conselhode Administração,José Mindlin, que trouxe o competente Núcleo de Desenho Industrialda Federaçãodas Indústriasdo Estadode São Paulo,para a exposição. E, finalmente a Arquitetura, sob a responsabilidadedo IAB, desenvolveuuma das mais completas exposiçõesbrasileiras dos últimos anos, cobrindo uma parte histórica, outra contemporâneae uma terceira prospectiva. E para que a exposição tivesse uniformidadeem sua apresentação,foi elaborado um projeto detalhado, enfatizandoo conteúdo e.dando a máxima . atenção ao seu visitante em dois aspectos: na facilidade quanto ao entendimentoda mostra e na orientação e deslocamento dentro dela; A partir das definições preliminaresaté a montagem, inúmerasdificuldades foram superadas.A maior delas foi a falta de verba: ''Tradição e Ruptura··foi produzida com noventa por cento de recursos advindosda iniciativa privada, que não negou apóio ao empreendimento,unindo sua imagem institucionalao .impactode uma exposição inédita,de tão grande porte, e toda brasileira. Para criar e realizar a exposição, não foi suficiente o cumprimento do dever por parte dos funcionáriosda Bienal,,da Diretoria e dos colaboradoresem geral; foi necessário que todos se desdobrassemem empenho e entusiasmo,em proporção direta às dimensõesdo evento. A exposição,por sua importância,passou a interessar também aos estrangeiros tradicionalmenteligados ao Brasil através da Bienal Internacional,faiendo com que muitos deles programassemviagem extra ao nosso país, para ver de perto essa amostragem única de nossa arte e de nossa cultura. ''Tradição e Ruptura'' reúne, pela primeira vez em tão grande número, peças do acervo que constitui a nossa própria nacionalidadecultural, valorizandoo trabalho dos artistas brasileiros,a própria razão de ser da mostra. Feita com determinação e muita vontade, " Tradição e Ruptura" , é a nossa maneirél ·de acreditar no Brasil.•Nós a dedicamos, com carinho, a todos os que forem tocados por ela em sua sensibilidade.

RobertoMuylaert Presidente FundaçãoBieí;lalde São Paulo


Desde o seu surgimento, no século passado, a fotografia tem cada vez mais se popularizado, permeando no decorrer desses anos, praticamente, todas as camadas sociais e culturais dos mais diferentes povos. Não há hoje, talvez, uma unica pessba no mundo que não tenha fotografado ou sido fotografada, o que tem feito da imagem fotográfica um dos mais universais meios de expressão visual. Devido a este fenômeno, a fotografia está presente em todos os campos da atividade humana. Tanto aparece estampada, carimbada ou grampeada sobre um documento de identidade, quanto nas mais intrincadas experimentações científicas em tempo de guerra ou de paz. Exatamente entre esses dois exemplos extremos, o de simples registro de uma fisionomia e o da imagem a ser analisada por um computador, é que o homem desenvolveu, talvez, a mais fascinante atividade permitida pela fotografia: a eterna observação do seu semelhante e a fixação de sua imagem sobre um pedaço de papel. Desde que a humanidade viu-se de posse dessa caixa mágica capaz de aprisionar a realidade, jamais cessou de perseguir e enquadrar, sob infinito ângulos e nas mais diversas situações, sua própria imagem,

mergulhando fundo .em sua alma, na tentativa incansável de um auto-reconhecimento. Assim, após mais de século e meio de intensa e incansável atividade, a fotografia tornou-se um dos mais agudos instrumentos de análise do espírito humano, observadora sensível do nosso mundo . Foi o reconhecimento desse mágico poder que fez surgir a idéia de uma exposição a respeito do homem brasileiro e dos seus ideais de vida, riqueza e felicidade, onde quer que ele se encontre, na cidade ou no campo . Para desincumbir-se do projeto, foi convocado o próprio homem brasileiro, única figura capaz de realizar o que se imaginou ser um censo visual do nosso país. Esta exposição, portanto, é um auto-retrato da nossa gente, tirado pelo pr~rio homem brasileiro, isto é, por você, seu vizinho, seu amigo ou seu parente; por fotógrafos conhecidos ou por desconhecidos habitantes dos pontos mais distantes do Brasil. O resultado aí está, livre, espontâneo, fundamentalmente verdadeiro. Podemos aqui, todos nós brasileiros, observar atentamente nossas próprias fisionomias, alegres ou tristes, bonitas ou feias .

Cristiano Mascaro Coordenadorda exposiçãode fotografia "auto-retratodo brasileiro"



























Além daqueles que enviaram espontaneamente seus trabalhos, foram convidados a participar da exposição auto-retrato do brasileiro - cidade e campo os segtJintes fotógrafos:

• Abelardo BernardinoAlves Neto • Adelina Maria S. Faria • Adolfo Gerchmann • AguinaldoAraujo Ramos. • Alberto TetsuoMurayarria • Alcides Luciano Vicioni • Américo Dias Vermelho • André Dusek • Antonio Augusto Sales Fontes • Artus David Florêncio • Beatriz do Carmo DominguesCorrêa • Bernardo Tavaresda Silva Magalhães • Caiubida Silva Costabile • Carlos EdmundoFadon Vicente • Carlos Francisco Amorim de Carvalho • ClarissaMartins Lambert • CláudioRoberto Larangeira • David da Silva RegoJr • Dulce SoaresMagalhães • EduardoBentes Monteiro • EduardoLongman • ElizabethCosta Gomesda Cruz • EstevamCesarde FigueiredoNeto • Frederico Mielenhausen • Gilda Joaquim de Lima • GustavoLuís Vieirade Lima • Hugo Denizart • Janine Decot • João RobertoColovatti • João RobertoRipper Barbosa Cordeiro • João Urban • Jorge Araújo • José Alberto de Boni • José Augusto Varei/aNeto • José EduardoMarelim Vianna • José LéopoldoPlente • José Marcelo Ribeiro • José Marcos Brando Santilli

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Josemar Gonçalves José Ricardo Oliva Hernandes Júlio Cesar Bernardes Juvenal EustáquioPereira Kenji Ota Kim-lr-Sen Pires Leal Leonardo Crescenti Neto Leopoldoda Silva Luigi Mamprin Luís Humberto Miranda Martins Pereira Luiz Monforte Maria Beneditada Silva Rosa Betting Miguel Rio Branco Orlando-Brito Milton Roberto Monteiro Ribeiro Luís Lopes Crispino Marcelo Prates Márcio Stanziani Maurício Pavan Orlando Manuel Monteiro de Azevedo Paula Simasde Andrade Paulo VieiraLeite Paulo Kawa/1de Vasconcellos Pedro Agilson Ribeirode Mattos Pedro José Martinelli PlínioInácio Gouveia Borges RaimurildoJosé Argolo Machado Raul Augusto Garcez Pereira Reinaldo FernandoMartins Renata Falzoni Renato Martins Versianidos Anjos Rómulo Fialdini SebastiãoSalgado Sérgio Jorge Vi/maLuiza Slomp Vigtor Hugo Meléndezde La Fuente Walter Carvalhoe Silva Walter Sanchez



queles que enviaram pontaneamente seus trabal convidados a participar da e auto-retrato do brasileiro os seguintes fotógrafos·

• Abelardo Bernardma • Ade/ma Maria S F.. • Adolfo Gerchm • Aguinaldo Ar • Alberto Ti 1 • Alc1des •Amér • An

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