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Trabalhador incansável, que faz frutificar os dotes de seu gênio criador, Luiz Diaz, quer beber em tôdas as fontes da Arte. No reino do abstrato, depois de suas esculturas, de sua tentativa de integração na arquitetura "Terra-Habitantes", apresenta hoje uma original delimitação de volumes evidentemente à sua maneira nas vivendas do ano 2. 000. Dentro da corrente da néo-figuração, o mais jovem dos participantes, Rolando Ixquiac Xicara, procura, com mão segura, o seu "alfabeto pessoal". Começou com letras muito pretas. Confiamos em seu talento que descobrirá para deleite nosso, tôdas as côres do arco-íris. Margot Fanjul, com sua série Asta 104, apresentada em sala especial, defende a estética da austeridade férrea. Seu intelecto leva, pela mão, sua criação, em ritmo sistemático. Afirma que sua obra pretende demonstrar que: "não há incompatibilidade entre a tecnologia mais elevada e o primitivo, no homem, entre as entranhas dos mais complexos computadores e os elementos da natureza. Suas obras atuais evocam circuitos fechados, onde o homem cercado procura mas não consegue encontrar-se. Mas, reagimos ante os seus "Pessoa", "Lotus", "Totem", gigantescas decalcomanias inspiradas' em visões de algum poderosíssimo microscópio, partes integrantes do vai e vem do homem entre o alfa e o omega. Certamente, não é fácil travar um diálogo entre o consciente e o inconsciente, mas transparece que os severos traços da exigente sacerdotisa não estão desprovidos de alma, de uma alma que talvez não consiga comunicar-se com todos por causa da barreira da geometria rítmica de sua plástica, mesmo quando, cada uma de suas obras tem credencial de legitimidade artística. Querendo dar valor verdadeiro à sua expressão plástica, Fanjul, escolhe com esmêro as côres puras que realçarão os enormes ex-votos de formas equilibradas, com os quais desejaria cobrir todos os muros que levantamos para nos entendermos menos. Sete artistas, ou seja, sete motivos de esperança que possibilitam à Guatemala sentir-se mais à vontade no concêrto da plástica universal. Tasso Hadjidodou

Una olimpiada plástica como la Décima Bienal sin duda alguna inyecta optimismo en el cuerpo a veces agotado de Dofina Cultura. AI márgen de los mercados comunes económicos, las artes, por motivos obvios, no siguen el mismo ritmo de intercambio por lo que la mayoría de los visitantes, no pueden recurrir a su Museo Imaginario a lo Malraux y el mejor intencionado de los mini-textos corre el riesgo de confundir en lugar de presentar. La pujanza de tres pintores dió a luz en 1968 aI grupo VERTEBRA cuyos cimientos descansan sólidamente sobre una guatemalidad cada día más consciente. Desde un mismo punto de partida, Roberto Cabrera, Marco Augusto Quiroa y Elmar René Rojas siguieron caminos muy distintos para volverse a encontrar y, sin sacrificar su libertad, afirmarse en um "neofigurativismo crítico, cortante, humano, apasionado, real, catártico, directo" y todo "dentro de la inquietud deI hombre contemporáneo". Cabrera hace pensar en un iconoclasta, de los que rompen las imágenes, los objetos vueItos culto y el hombre mismo, y que después, como arrepentidos recogen uno por uno los pedazos de civilización y de ilusiones, los colocan sobre el lienzo vírgen y siguiendo aquí los pasos deI Bosco ventaja de cada accidente. Hoy cubre sus "collages" con colores sacados deI libro abierto deI trópico, tales como "morado-pitaya" o "verdes-selva-del-Péten". En el mundo mágico de los Mayas, la poesía de Miguel Angel Asturias dialoga en voz alta con los momentos cumbres de la plástica, diseíiada con soberbia por Cabrera. Ojos, espejos, llaves, parecen fIotar en el fondo misterioso de los mares de un planeta que sabemos nuestro pera que somos reacios en aceptar. De la carne viva de los arrabales, es decir deI corazón mismo deI pueblo;" QUIROA capta seres rodeados de objetos que forman el horizonte exiguo que el progreso ha tenido a bien concederles. Sobre su tela de fondo siempre brillante sabe fijar en un trazo sencillo el instante más oportuno para su propósito. En la serie de fotos en blanco y negro de la rutina cotidiana, inserta sorpresivamente una transparencia a colores. Sabe que en la madeja de la vida hay cantos de cumpleaiíos, ceremonias de cofra-

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10ª Bienal de São Paulo (1969) - Catálogo I  

Primeira parte do Catálogo da 10ª Bienal de São Paulo (1969).

10ª Bienal de São Paulo (1969) - Catálogo I  

Primeira parte do Catálogo da 10ª Bienal de São Paulo (1969).

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