21ª Bienal de São Paulo (1991) - Catálogo Geral / General Catalogue

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Pintura de telõesj Backdrop painfing: Alejandro Ferrari, Sandro Loria, José Carvalho (gouache), Cica Morais, Júlio Barreto (recortesj carvings), Cláudio Ramalho (Ietrasjleftering), Libero Malavoglia (quadrinhosj comic sfrips), Jaime "Jaimito" Prades

Realização: Divisão de Pesquisa do Centro Cultural São Paulo - CCSP/Museu de Cultura Popular A Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo trabalha para constituir um Museu de Cultura Popular que funcione de maneira itinerante através de exposições transitórias. Este museu não tem um espaço fixo nem um acervo estático, mas persegue um objetivo constante: revisitar manifestações culturais populares que não são reconhecidas como artísticas ou codificadas pela cultura erudita. "São Paulo em Revista: Uma Viagem ao Umbigo da Cidade" é a primeira exposição do museu. O teatro de revista paulistano foi eleito como tema por ser um caso típico de arte popular, inferiorizada pelo julgamento da crítica erudita. Sua existência foi abafada pelos preconceitos e sua história ficou restrita à memória dos artistas que a protagonizaram. Nas décadas de 50 e 60 foram produzidas, em São Paulo, centenas de revistas. Muito inferiores às cariocas em luxo e exuberância, mas com características e virtudes próprias. Em teatros pequenos, como o Alumínio-Bandeiras e o Natal, autores, vedetes e cômicos paulistanos, ajudados e influenciados por artistas cariocas em busca de um novo mercado, reinventaram a revista de Bolso do Rio de Janeiro e criaram uma revista de Garagem. A exposição apresenta a história do teatro de revista paulistano em duas faces. Nas paredes externas estão os documentos recolhidos na pesquisa, vestígios, marcas apagadas, pistas, reminiscências. No ambiente interno, é proposto um jogo com a dinâmica da própria revista. O cenário, inspirado em brinquedo de parque de diversão, é formado por quatro bocas de cena, cada qual com

urdimento capaz de movimentar dez telões. Nos fundos de cada um dos lados deste cubo cênico, há cicloramas e, na frente, cortinas que correm horizontalmente. O público ocupa o centro da cena e observa, ao longo de cada sessão, a movimentação dos telões como alegorias da narrativa sonora. Do lado de fora, expostos, maquinistas movimentam as varas. Viagem ao umbigo da cidade. Mergulho num imaginário fragmentado, onde cada imagem é um centro propagador de referências. Passeio no marco zero de um universo renegado. Paródia de enredo tecida à base de estilhaços. Poética invisível das ruas. Sexualidade das cabeças. Duplo sentido em múltiplas direções. Miragem. Um teatro de Garagem. NandoRamos The Research Department of the São Paulo Cultural Center is engaged in the work to set up an itinerant Museum of Folk Culture, with transitory exhibits. This museum is not intended to retain a permanent space ar a static collection, but pursues a consistent goal: to review the expressions of popular culture not acknowledged as artistic ar coded by scholarly culture. "São Paulo in Review: A Voyage to the Navel of the City" is the first exhibition prepared by the Museum. The vaudeville theater of the city of São Paulo has been chosen as the main theme, since it is a typical instance of popular art, deemed inferior by the judgement of scholarly criticism. Its existence has been hushed up by prejudice and its history has remained restricted to the memory of its former artists. In the 50's and 60's, hundreds of vaudevilles were staged in São Paulo. Somewhat meager if compared to those of Rio de Janeiro, ín terms of luxury and pep, but with its own features and virtues. In small theaters, e.g. Alumínío-Bandeiras and Natal, the São Paulo authors, stars and comedians, assisted and influenced by their Rio de Janeiro counterparts in search for a new

market, reinvented the Pocket vaudeville of Rio de Janeiro and produced their own vaudeville, Garage. The exhíbit presents the history of the São Paulo vaudeville in two segments. Gn the externai walls are documents collected under the research, vestiges, halfwiped marks, traces, remíniscences. Inside, a game is proposed incorporating the dynamics of vaudeville itself. The scenery, inspired on amusement park equipment, ís made up of four front stages, each with chains capable of moving ten large screens. At the back part of each side of this scenic cube, there are cycloramas and, ín front, curtains drawn sideways. The public fills the center of the scene and observes, in the course of each session, the movement of the screes as allegoríes of sound narrative. Gutside, clearly exposed, mechanics move the rods. A voyage to the navel of the city. A plunge into a fragmented imagery, in which each image is a center which irradiates references. Walks at the zero mílestone of a despised universe. Parody of a plot woven from splinters. Invisible poetics of the streets. Sexualíty of the minds. Double meaning in multiple directions. Mirage. A theater of Garage. Obra ApresentadajWork in fhe Exhibifion São Paulo em Revista: Uma Viagem ao Umbigo da Cidade, 1991 Instalação cenográlica: sistema de telões maquinado em urdimentos, slides, luz (27 telões e 9 recortesl/scenographie installation: a system 01 gridiron·designed sereens, slides, light (27 screens and 9 elippings), 180 m'

VARIAÇÕES PREVISTAS GRUPO ASTERISCO PONTO ASTERISCO Antônio Rentes, Artemis Moroni, Carlos Bottesi, Denise Garcia Costa, José Augusto Mannis, Josué Guimaráes Ramos, Maria Yolanda Costa, Paulo Gomide Cohn, Paulo Laurentiz, Sílvia Laurentiz