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Ano 03, edição nº 17, outubro-dezembro de 2011

Editorial O ano de 2011 parece que passou voando. Já estamos na Quadra Festiva de Natal e Réveillon, enquanto finalizamos as atividades acadêmicas do segundo semestre. Para uns é chegado o momento de virada da página para novos desafios acadêmicos ou no mercado de trabalho. A estes um abraço e desejos de boa sorte! Para outros, boas férias! Sobre o Boletim Informativo (BI), podemos dizer que ele continua a cumprir bem a sua missão originária: “Fazer circular de forma democrática e pluralista a informação no Curso e servir de elo com a comunidade universitária da Unisul, para a divulgação de nossas atividades e de assuntos relacionados à Psicologia”. Distribuímos exemplares do BI em colégios e nas principais bibliotecas da Grande Florianópolis. A divulgação de nossas atividades fora da Pedra Branca é uma boa ferramenta para atrair a atenção de potenciais candidatos a novos alunos do Curso de Psicologia da Unisul. Mais uma vez, o BI vai ficar fora de circulação durante as férias. Volta em março de 2012. O nosso muito obrigado a todas as pessoas que nos ajudaram a mantê-lo em circulação. Destacamos o empenho da Lívia da Cruz, que ainda encontra brecha nas suas funções de secretária administrativa da Coordenação do Curso para contribuir com artigos e fotos. A mensagem na página 12 é da autoria dela. Destacamos também a dedicação da acadêmica Gabriela Schmidt, secretária do Serviço de Psicologia (SP). Ela é o nosso ponto de contato no SP e tem contribuído com artigos e fotos – as que ilustram a matéria sobre as Semanas de Qualificação e de Defesa de TCC foram providenciadas por ela. Nossos agradecimentos à Carmem Eidelwein (monitora de Estágios Básicos). Ela é nossa ombudswoman informal – junto com a Lívia e a Gabriela. Além de colaborar com informações sobre os estágios, ela sempre teve a gentileza de ajudar a melhorar a qualidade e a correção do conteúdo publicado no Boletim.

Aconteceu ............................................................... 2 - 4 NEAQUE no Seminário Sobre Educação Medicalizada . 3 - 4 Fique Ligado ................................................................. 5 Semanas de Qualificação e Defesa de TCC ............... 6 - 7 Memórias de Mary Borges sobre o Curso ..................... 6 Geração Ritalina ...................................................... 8 - 9 Psicologia Estrelada .................................................... 10 NEAQUE em Palavras e Imagem ................................. 11 O Sermão da Montanha para Educadores ................... 11 Mensagem da Equipe de Coordenação do Curso ........ 12

Expediente Curso de Psicologia Pedra Branca Periodicidade: Trimestral Coordenador do Curso: Paulo Roberto Sandrini Jornalista Responsável: Pedro Santos Textos: Pedro Santos, Lívia da Cruz, Joyce de Oliveira e Mary Borges. Revisão: Paulo Sandrini e Jaci Gonçalves Diagramação: Moisés Botelho Colaboradores: Lívia da Cruz, Gabriela Schmidt, Anderson Silveira, Carmem Eidelwein e Camila Felipe. Impressão: WR Cópias E-mail para contato: bidapsi@gmail.com Acesso à versão eletrônica: http://inf.unisul.br/~jpsico/?page_id=2 Blog: http://bipsicologiaunisul.blogspot.com/

Curso: psicologia.gf@unisul.br psicologiapb@gmail.com Coordenação: 48 3279 1084 Serviço de Psicologia: 48 3279 1083

Sumário

Agradecemos também ao Anderson da Silveira, estudante da nona fase e funcionário da Unisul Virtual, pela manutenção do blog do BI criado em setembro do ano passado. Agradecemos da mesma forma à Camila Felipe, estudante da sétima fase, pelas prestimosas postagens no blog. O espaço está aberto à contribuição de toda a nossa comunidade acadêmica e pode ser acessado pelo seguinte link: http://bipsicologiaunisul.blogspot.com. Neste ano recebemos novas contribuições. Joyce Pereira de Oliveira, Elizete Branga e Mayara Bastos, acadêmicas da oitava fase, relataram e enviaram fotos sobre sua participação em julho no X Congresso de Psicologia Escolar e Educacional, na Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. Janaina Bosquetti de Souza, também da oitava fase, contribuiu com texto e fotos sobre a sua participação, junto com alguns colegas do Curso, da profª Ana Maria Lima da Luz e do prof. Silvio Serafim da Luz Filho (UFSC), no X Simpósio de Orientação Vocacional e Ocupacional e no III Congresso LatinoAmericano de Orientação Profissional também em julho, na Universidade de São Paulo (USP). Voltamos a contar com a contribuição da Joyce Pereira Oliveira nesta edição. Desta vez, ela relata a sua participação, da professora Simone e de estudantes do Núcleo de Estudos e Atendimento a Queixa Escolar (NEAQUE, texto sobre o Núcleo e foto da equipe podem ser conferidos na página 11) no II Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e Outros Supostos Transtornos”, realizado em São Paulo, de 11 a 14 de novembro. Textos e fotos sobre o evento também podem ser conferidos nas páginas três, quatro, oito e nove. A Coordenação do Curso e a Equipe de Redação do BI desejam a tod@s um merecido descanso, boas férias e um 2012 de paz, saúde e sucessos! Equipe de Redação


Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

Aconteceu • Dia 24 de setembro, no Stage Music Park, em Jurerê, Norte da Ilha de Florianópolis - Cerimônia de Colação de Grau dos formandos de 2011A. A solenidade, realizada em conjunto com formandos em Naturologia Aplicada e Fisioterapia, foi transmitida ao vivo pela internet. A cerimônia foi presidida pelo professor Paulo Sandrini, Coordenador do Curso de Psicologia. O Paraninfo das turmas foi o professor Júlio César de Oliveira. A aluna Gabriela Lemes de Souza foi a oradora das turmas. A turma da Fisioterapia levou o nome da professora Viviane Pacheco Gonçalves; a de Naturologia Aplicada, da professora Karin Katekaru; e a de Psicologia, da professora Carolina Bunn Bartilotti. Fotos: dIvulgação

Formandos de 2011A

*** • De 14 de outubro a 11 de novembro, sextas-feiras, no Campus Pedra Branca – Curso de extensão “Introdução à Técnica de Avaliação da Personalidade Palográfico” com foco no mercado ministrado pela professora Carolina Bunn Bartilotti. O curso foi destinado a acadêmicos e profissionais da Psicologia. *** • Dia 04 de novembro, na Ponte de Imaruim, Palhoça – Formatura de um grupo de idosos que recebeu de agosto a outubro treinamento na Oficina da Lembrança: inclusão digital, estimulação e reabilitação para idosos. A Oficina é um projeto de extensão do CNPq e é integrado por profissionais de Medicina, Fisioterapia e Psicologia. “A maioria dos idosos que entraram nas oficinas de inclusão digital, nunca havia tocado em um computador e saiu com as noções básicas de informática. Também estimularam a memória, criaram e trocaram e-mails e fizeram amigos”. As oficinas de inclusão digital foram conduzidas por acadêmicos de Psicologia. Inicialmente, eram atendidos idosos com mais de 60 anos, mas a procura foi tanta que esse limite de idade foi reduzido para os 50 anos e, agora, o foco é a prevenção. Hoje, cerca de 120 pessoas são atendidas nas três cidades: Tubarão, Florianópolis e Palhoça. Cerca de 350 idosos já passaram pelo projeto, segundo a acadêmica do curso de Psicologia, Lenemar Pedroso. E as alterações percebidas são positivas. Assim, ela conclui que a metodologia de inclusão digital pode ser utilizada para rastrear alterações cognitivas logo quando o problema surge. A origem desse trabalho é a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi aperfeiçoado na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e é desenvolvido há quatro anos na Unisul como projeto de Extensão e também como serviço privado, nas cidades de Florianópolis, Palhoça e Tubarão. Fotos: UnisulHoje

A inclusão digital na prática...

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... e na amizade entre os participantes e a equipe de apoio.


Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

Aconteceu Foto: UnisulHoje

As futuras estudantes da Unisul com um cicerone do Campus.

• Dia 04 de outubro – Visita de alunas do terceiro ano do ensino médio da Escola Irmã Maria Teresa à Unidade da Pedra Branca. Quatro amigas conheceram a Unidade e os cursos para os quais desejam prestar vestibular no final do ano. Duas visitantes, Andreza Steffen e Thiane Salgado disseram ter interesse em fazer Psicologia. Kamyla Auras gostou de Fisioterapia, enquanto que Gracy Amandio optou pela Nutrição. Sejam bem vindas! A Unisul agradece a preferência. Andreza e Thiane, nós do Curso de Psicologia da Unisul aguardamos vocês de braços abertos para uma formação de primeira qualidade. ***

Foto: UnisulHoje

• Dia 05 de outubro – Empossamento dos Coordenadores e vice-Coordenadores de Cursos para (novos) mandatos de dois anos. A Sessão Solene ocorreu em Tubarão e foi presidida pelo Reitor da Unisul, professor Ailton Nazareno Soares. Ele agradeceu aos gestores eleitos ou reeleitos no dia 14 de setembro, “pela coragem de iniciar neste mandato uma nova forma de trabalhar, com um desafio pela frente. E obrigado pelo o que ainda irão fazer ao longo dos próximos anos”. Cerimônia de Posse dos Coordenadores e Vice-Coordenadores.

*** • Dia 09 de dezembro, 42 meninos e meninas foram presenteados com roupa, calçado e brinquedo, e tiveram momentos de recreação e de lanches. O grupo Alunos da Alegria do Curso de Psicologia em Tubarão apadrinha as crianças da creche São Judinhas do bairro São Judas Tadeu em Tubarão. Fonte: UnisulHoje

***

NEAQUE no Seminário Sobre Educação Medicalizada A professora Simone Souza e um grupo de estudantes do Núcleo de Estudos e Atendimento a Queixa Escolar (NEAQUE) representaram o nosso Curso no II Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e Outros Supostos Transtornos”. O evento, realizado em São Paulo, de 11 a 14 de novembro, foi uma promoção conjunta do Conselho Regional de Psicologia (CRP) de São Paulo e do Rio de Janeiro, da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), da Universidade de Campinas (UNICAMP) e da Universidade Paulista (UNIP). O Seminário, que teve a participação de mais de mil pesquisadores, professores e estudantes, serviu para “discutir e divulgar controvérsias científicas sobre diagnósticos e tratamentos de supostos transtornos de aprendizagem, tendo como pano de fundo a medicalização da sociedade.”

Os nossos representantes deram o seguinte testemunho sobre o evento: Lá, fomos contagiados pelo TOI, transtorno de otimismo incorrigível, apresentado pela psicóloga argentina, Gisela Untoiglich, que o define como um transtorno que acomete um grupo de profissionais de diferentes especialidades (saúde e educação) unidos na luta contra a medicalização de crianças e adolescentes, capturados por antigos e novos supostos diagnósticos, tecidos na “Era dos Transtornos”. Detalhes sobre o Seminário podem ser conferidos no seguinte site: www.abrapee.psc.br. Informações sobre o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade podem ser acessadas no site: www.medicalizacao.com.br.

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Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

Aconteceu

O seminário em imagens Da esquerda para a direita: acadêmicas Sailin Thomaz, Joyce Oliveira e Profª Simone de Souza em pose no acesso ao Seminário Internacional.

Joyce Oliveira e Profª Simone de Souza (em primeiro plano) e Janine Brito (terceira à direita).

Profª Simone de Souza, Joyce Oliveira e Sailin Thomaz.

A partir da esquerda: Janine Brito, Sailin Thomaz, Joyce Oliveira e Profª Simone de Souza.

Joyce Oliveira, Maria Aparecida Moysés e Cecília Collares (UNICAMP livro Medicalização de Crianças e Adolescentes), Sailin Thomaz e Janine Brito.

Na segunda fileira: Janine Brito, Sailin Thomaz, Joyce Oliveira e Profª Simone de Souza

Janine Brito, Joyce Oliveira, Beatriz Souza (organizadora do livro Orientação a Queixa Escolar), Steven Lawrence Strauss (Franklin Square Hospital - USA) e Sailin Thomaz. Fotos: cortesia

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Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

Fique Ligado • Dia 22 de dezembro de 2011, cidade de São Paulo - Curso de Introdução à Terapia Cognitiva como um sistema integrado de psicoterapia, apresentando o modelo cognitivo de personalidade e de psicopatologia, e sua aplicação no tratamento e prevenção de transtornos emocionais. Contatos: telefone: (11) 4083-2555; e-mail: contato@itcbr.com; link: www.itcbr.com. *** • Dias 26 a 28 de abril de 2012, Palacio de la Magdalena, Santander, Espanha – Quinto Congreso Internacional e X Nacional de Psicología Clínica organizados pela Asociación Española de Psicología Conductual (AEPC), com a colaboração do Consejo General de Psicólogos da Espanha e da Sociedad Interamericana de Psicología (SIP). O Congresso contará com palestras de Suzanne Bennet Johnson, presidente da Associação Americana de Psicologia (the American Psychological Association, APA), Michael Eysenck, professor emérito de Psychology Royal Holloway da Universidade de Londres, Geoffrey M. Reed, da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre outros. Trabalhos científicos podem ser submetidos até dia 10 de fe v e re i ro d e 2 0 1 2 . Q u e r s a b e r m a i s , a c e s s e o s s e g u i n t e s l i n k s : h tt p : / / i s p c s . e s / xc o n g re s o ; http://www.ispcs.es/xcongreso/portugues/programacientificoP.html ou entre em contato com a secretaria do Congresso através do e-mail: congressoaepc@gmail.com A inscrição pode ser feita via: secretariacongreso@aepc.es. Importante: VAGAS LIMITADAS. *** • Dias 20 a 22 de setembro de 2012, na cidade de São Paulo – Segunda Mostra Nacional de Práticas em Psicologia. A Mostra faz parte das comemorações dos 50 anos da Psicologia como profissão no Brasil e será um grande espaço de intercâmbio sobre as práticas que estão sendo construídas e validadas todos os dias por psicólogas e psicólogos em todo o Brasil. A primeira Mostra aconteceu há onze anos e abordou o seguinte tema: Psicologia e Compromisso Social. Link: http://mostra.cfp.org.br. *** • Dia 19 de outubro de 2012, cidade de São Paulo – Primeiro Congresso do Saber Psicanalítico dos Sindicatos Brasileiros de Psicanálise. Contatos: Telefone: (11) 5575-2063; E-mail: sinpesp@sinpesp.com.br; Link:www.sinpesp.com.br *** Fique de olho no Cronograma de Monitorias para 2012. O processo de inscrição e seleção dos alunos candidatos à vaga de monitoria, bem como a publicação do resultado final, ocorrerá conforme o cronograma abaixo: 1ª Etapa Período para alunos se inscreverem diretamente com o professor responsável pela Monitoria.

22/11 a 30/11/2011

Período para o professor realizar a pré-seleção dos alunos inscritos.

01/12 a 09/12/2011

Professor envia e-mail para Gepex informando os dados do aluno pré -selecionado. Gepex divulga o resultado dos alunos pré -selecionados, no endereço www.unisul.br/monitoria .

Até 09/12/2011 16/12/2011

2ª Etapa Período para os alunos pré -selecionados efetivarem sua inscrição no sistema MinhaUnisul.

30/01/2012 a 05/02/2012

Período para os professores finalizarem a seleção no sistema MinhaUnisul.

06/02/2012 a 10/02/2012

Gepex divulga o resultado final dos Monitores Selecionados para 2012/1, no endereço www.unisul.br/monitoria . Período para o aluno assinar o contrato de Monitoria, durante participação em Oficina (Art 23º). Início das atividades de Monitoria 2012/1. Prazo-limite para o professor -orientador enviar o Plano de Ação, elaborado juntamente com o monitor. A não entrega do Plano de Ação implicará o cancelamento da Monitoria.

20/02/2012 27/02/2012 a 02/03/2012 05/03/2012 19/03/2012

Lembrete: a inscrição dos alunos e a seleção na primeira etapa serão realizadas pessoalmente através do professororientador, não no sistema de acesso MinhaUNISUL. O sistema será usado somente na segunda etapa. Fique atento às mudanças ocorridas neste edital. Quer saber mais, acesse o seguinte portal: www.unisul.br/monitoria.

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Semanas de Qualifica Fantástico! Maravilhoso! Arrebentou! Estas foram apenas algumas expressões ouvidas após as qualificações de projetos de pesquisa (TCCI) e as defesas de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCII) do segundo semestre de 2011. As qualificações aconteceram entre os dias 14 e 18 de novembro e as defesas de monografias (TCC II) na semana seguinte, entre os dias 21 e 25. Não houve banca na manhã do dia 21 e na segunda hora (20h50-22h15) do dia 25. De fato, as defesas foram muito bem feitas. Isso não é novidade no Curso de Psicologia. Os TCC são cuidadosamente bem elaborados e defendidos com explanações e argumentações consistentes. O professor Iúri Luna tem razão quando disse há um ano que muitos TCC do Curso de Psicologia da Unisul reúnem padrão de qualidade de uma dissertação de mestrado. Foram 37 TCC bem elaborados e muito bem apresentados. Parabéns à Coordenação do Curso e do TCC, aos professores orientadores e aos estudantes que qualificaram ou defenderam seus trabalhos! Um registro especial sobre a participação da nossa comunidade acadêmica na apresentação de monografias (TCCII). Foram 225 participações, excluídos os nomes dos alunos que participaram em duas apresentações em um mesmo período. Um número fantástico, considerando que a participação foi voluntária.

O que é TCC em Psicologia? É o Trabalho de Conclusão de Curso realizado por alunos de nono e décimo semestres do Curso de Psicologia e avaliado por banca examinadora. Na defesa de seu trabalho, o aluno apresenta os resultados de sua pesquisa, sob a orientação de um professor do Curso. É um trabalho que deve apresentar contribuições relevantes para o conhecimento científico, para a comunidade, para a formação do aluno e para a promoção da iniciação científica no meio discente. Como característica principal do TCC em Psicologia, pode ser indicada sua relação direta com o trabalho de intervenção que o aluno desenvolve em seu estágio. Autoria: Coordenação do TCC

Memórias de Mary Borges sobre o Curso Fotos: cortesia

Mary Borges em pose de gala...

... e (segunda à direita) com professoras e colegas de turma.

Até onde minhas memórias podem alcançar, eu lembro de ter decidido ser psicóloga... Sempre achei que as coisas pudessem ir além da superfície e desde criança sempre fui fascinada pela maneira como pensam e a forma como agem os seres humanos, me intriga o enigma que envolve nossas escolhas e a profundidade do sentimento gerado pelas teias que criamos em torno de nós mesmos. As manifestações humanas me fascinam, e assim sendo, eu não teria como ter escolhido outro curso, senão a psicologia. Já escolhido o curso, restava-me decidir a universidade. Fiquei sabendo da existência do Curso da Psicologia da Unisul por meio de amigos; fiz uma pesquisa e descobri que o curso estava conceituado como sendo um dos melhores do estado; optei pela universidade, devido à abrangência do currículo, que proporciona aos alunos entrar em contato com diversas abordagens, coisa que muito raramente acontece em outras universidades. Vou guardar muitas lembranças boas da minha estada na universidade, aprendi muito, me apaixonei pela psicanálise, conheci pessoas maravilhosas... Entrei em contato com outros campos, com outras áreas e com diferentes visões... E isso, sinceramente, foi muito importante para mim. 06


Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

ção e Defesa de TCC Alguns momentos de TCC I...

...e TCC II

Fotos: Gabriela Schmidt / divulgação

Prof. Leandro Oltramari com as acadêmicas Carmem Eidelwein e Gabriela Schmidt.

Lúcio, lara e Kariny orientados pela profª Michelle Natividade.

Roberta Pochman com o prof. Paulo Sandrini, membro de sua banca e Coordenador do Curso de Psicologia.

Professora Deise e a acadêmica Betânia Pedroso.

Maria Lina (à direita) com a sua orientadora professora Carolina Bartilotti.

Girlane, Betânia, Zenha e Ariélly. Fotos: divulgação

Formandos 2011B

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Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

por Millos Kaiser*

Geração Ritalina

Relato de uma experiência clínica debatido no Seminário sobre Educação Medicalizada. Falta de atenção e foco virou doença. O nome? Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A suposta solução? O remédio tarja preta, do qual o Brasil é o segundo maior consumidor do mundo. Psiquiatras culpam o cérebro; outros, a sociedade. Nosso repórter ouviu os dois lados e passou uma semana sob o efeito da “droga da obediência”. “Bom, é o seguinte: você tem sinais de déficit de atenção e de ansiedade. Vou te prescrever um medicamento”, sentenciou o psiquiatra. O gravador escondido no bolso marcava exatos 23 min. de consulta – tempo suficiente para ele me diagnosticar com TDAH (...) e receitar três caixas de Ritalina. (...) Relatei que vez ou outra tenho dificuldade para me concentrar em coisas que não me interessam, que prazos podem ser um problema e que faz tempo que não leio um livro até o fim. O que foi? Identificouse com alguma coisa? Não se preocupe. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Americana de Psiquiatria, cerca de 4% dos adultos e de 5% a 8 % de crianças e adolescentes de todo o mundo sofrem de TDAH, “uma síndrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade”, antigamente chamada apenas de DDA (déficit de atenção). Em uma sala de aula com 40 crianças, por exemplo, estima-se que pelo menos duas sejam portadoras. E cada vez mais o destino delas é o mesmo que o meu: o consultório de um psiquiatra. Grande parte da psiquiatria vê o TDAH como uma doença neurobiológica, causada por um desequilíbrio químico no cérebro, tal qual a depressão. O diagnóstico é feito a partir de entrevistas, isto é, não há exames que detectem a doença. Seus “defensores”, por assim dizer, afirmam existir mais de 10 mil estudos relatando seus sintomas, os primeiros datando dos anos 1700. (...) Muitos profissionais, especialmente de outros ramos da medicina, questionam a causa, o diagnóstico, o tratamento com remédios e a utilização do transtorno como justificativa para desempenhos fracos na escola. Alguns, mais radicais, duvidam até da própria existência do TDAH. Muitos profissionais questionam a causa, o diagnóstico, o tratamento com remédios e a utilização do transtorno como justificativa para desempenhos fracos na escola. Mesmo assim, resolvi seguir as recomendações do meu médico. Durante uma semana, vivi sob o efeito do remédio tarja preta (leia o diário no fim do texto), apelidado por seus críticos de “droga da obediência”. Nem a Novartis, laboratório fabricante, nem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revelam os números de vendas. Mas previsões do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM) dizem que, em tese, nos últimos 11 anos, elas galoparam cerca de 3.200%. O número coloca o 08

Brasil como o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. A pesquisa não contempla o mercado negro, que, ao que parece, é bem movimentado. Bastou meia hora no Google para encontrar diversos anúncios de gente oferecendo o remédio “off label” (sem receita). Por telefone, acordei de encontrar um vendedor em uma estação de metrô na manhã do dia seguinte. Chegando lá, um motoboy me entregou em mãos um envelope pardo e pediu que eu conferisse o conteúdo: Ritalina 10 mg, 20 comprimidos, lacrada e dentro da validade. Valor: R$ 80. Nas farmácias, sai em média por um quarto do preço. (...) A “Rita” vem sendo usada também por estudantes e baladeiros que querem bombar a energia e espantar o sono. A moda teria surgido em clubs e colleges norte-americanos. O efeito de cada drágea de cloridrato de metilfenidato, nome verdadeiro da Ritalina, dura em média quatro horas. Assim como outras “inas” – a cocaína, a cafeína e as anfetaminas –, ela é considerada um psicoestimulante. Seu mecanismo de ação ainda não foi completamente elucidado. Mas acredita-se que ela aumenta a produção e o reaproveitamento da dopamina e da noradrenalina, neurotransmissores associados às sensações de prazer, excitação e ao estado de alerta do sistema nervoso. A bula alerta para a dependência física ou psíquica e série de reações adversas como nervosismo, dificuldade em adormecer, diminuição no apetite, dor de cabeça, palpitações, boca seca e alterações cutâneas. No FDA, órgão governamental dos Estados Unidos responsável por controlar alimentos e medicamentos, há 186 registros de óbito citando o uso prolongado do metilfenidato. Um dos nomes é o do jovem Matthew Smith – falecido aos 14 anos, metade deles fazendo uso da substância. Seus pais fundaram o Ritalindeath.com com a missão de “prover informações sobre a verdade oculta do TDAH e das drogas usadas em seu tratamento”. [...] “Ciência não se discute” – A psicóloga Iane Kestelman, atual presidente da ABDA, descobriu a organização quando seu filho, “sumariamente reprovado em todas as matérias na escola”, foi diagnosticado com o transtorno. “Nossa vida mudou, e para melhor. Meu filho iniciou o tratamento e passou na melhor faculdade de economia do país. Ele toma remédio há 12 anos e não virou nenhum robô, como dizem por aí”, ela conta, a voz embargada do outro lado do telefone. Orgulhosa do caso de sucesso na família, ela relativiza a epidemia do TDAH e o boom nas vendas da Ritalina: “É um bom sinal. Significa que estamos cumprindo nosso papel, que mais gente está conhecendo a doença e o tratamento adequado”. De acordo com uma pesquisa recente realizada por


Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

Geração Ritalina USP, Unicamp e Albert Einstein College of Medicine quase 75% dos jovens brasileiros que utilizam Ritalina ou similares não foram diagnosticados corretamente. Iane e doutor Paulo Mattos, porém, furtam-se a discutir uma possível fragilidade e/ou subjetividade no diagnóstico da doença. “Achamos isso ofensivo, inclusive. Ciência não se discute. Ela não está preocupada se você concorda com ela ou não”, diz a psicóloga. “Isso é um pseudodebate. Quem duvida da existência do TDAH nunca publicou nenhum artigo sobre o assunto, não tem qualificação. Você não vai chamar um pajé para discutir com um neurocientista”, engrossa o coro seu colega. “TDAH não existe” – Marilene Proença não é um pajé. É psicóloga, integrante do Instituto de Psicologia da USP, e opõe-se à razão de ser da ABDA. “TDAH não existe. O que existe são crianças diferentes, com formas de aprender diferentes. Algumas são mais focadas, outras mais dispersas. Não existe um padrão de aprendizado”, ela postula. Para Marilene, a solução não cabe em um comprimido branco de pouco mais de 1 cm de diâmetro: “Nenhum medicamento no mundo daria conta da complexidade que é o processo de atenção e aprendizado de uma criança. Ele envolve afetividade, desejo, representações que a criança cria”. Para os pais aflitos (...), ela acena um caminho, antes que eles decidam passar a bola para um psiquiatra: “A primeira coisa é ouvir a sua criança. O que ela tem a dizer sobre a escola? Os amigos a tratam bem? O professor escuta ela? Mudar para uma escola que entenda melhor a criança também deve ser levado em consideração”. O problema não estaria na cabeça das pessoas, mas na sociedade. É o que acredita Maria Aparecida Moyses, pediatra e professora da Unicamp: “Se tem tanta gente deprimida ou desatenta, temos que entender que elas estão sendo produzidas pelo modo que a gente vive. Nunca se tomou tanto remédio e nunca houve tantas pessoas doentes. Isso não pode estar certo. O que eles fazem é uma biologia de um corpo morto, de um cérebro sem vida, sem afeto, isolado do meio em que vive”. (...) Pergunto então se ela daria Ritalina para um filho seu. “Sou contra”, ela retruca. “Ficar parado é, na verdade, uma reação adversa dos estimulantes. Focar atenção é sinal de toxicidade, não é efeito terapêutico.” Mas então o que você daria para ele? “Ritalina nem pensar. Daria... Rita Lee.” Doente, eu? Pela primeira vez na vida, nosso repórter visitou um psiquiatra. A razão: averiguar o surto nos diagnósticos de TDAH. Para sua surpresa, deixou o consultório com uma receita para três caixas de Ritalina 10 mg. Na dúvida, resolveu acatar o doutor – mesmo que apenas por uma semana: Quarta-feira – Tomo o primeiro comprimido às 10h30. Meia hora depois, sinto um anestesiamento sutil,

por Millos Kaiser* como se uma película me separasse do entorno. Enquanto preparo a quentinha que levarei para almoçar, meu pai fala sobre uma passeata pró-Amazônia. Tenho que parar mais de uma vez para entendê-lo, como se não conseguisse fazer duas coisas ao mesmo tempo. Sinto uma pressão na cabeça. Assim que ponho os pés na rua, percebo que esqueci a quentinha. A caminhada do ponto de ônibus até a redação, coisa de 5 min, me dá uma sede surreal. Ninguém nota nada de diferente em mim. Quinta-feira – Acordei várias vezes durante a noite, algo incomum para mim. Sonhei que estava na escola e que entregava uma prova de matemática em branco. Desperto com uma espinha na testa e uma enxaqueca fortíssima, que dura até a hora em que tomo o comprimido do dia. Não percebo nenhum upgrade na atenção, mas meus editores se espantam quando entrego um texto de duas páginas ainda no meio do dia – nenhum recorde, mas sem dúvida um episódio inédito na minha carreira. Relendo- o, porém, não gosto tanto do resultado. Não lembro da última vez que bocejei, mesmo sem tomar um gole de café há dois dias. Sexta-feira – Hoje o negócio bateu de verdade. Sinto o maxilar travado. Estou ansioso. E a pressão na cabeça voltou. Tomar banho, esperar o elevador, pegar o ônibus e demais atos corriqueiros parecem mais enfadonhos que o normal. Estranhamente, fico doido para chegar à redação e trabalhar. Meu chefe diz que estou com uma cara estranha. De fato sinto os músculos da face meio paralisados, as expressões limitadas. Fico abespinhado sempre que algo ou alguém me interrompe. Sinto-me mais concentrado, mas percebo que só consigo focar uma coisa por vez. Sábado e domingo – Como o doutor disse que o medicamento só deveria ser ingerido quando a atenção fosse exigida e que ele não combina muito com os prazeres mundanos da vida, resolvo suspender o uso pelos dois dias. Segunda-feira – Estou introspectivo. Sinto os mesmos efeitos colaterais de antes – pressão na cabeça, ansiedade, irritação –, porém mais fortes e acompanhados de uma sudorese nas mãos. O pensamento embaralhou, passo o dia todo escrevendo e deletando na mesma proporção. No fim do expediente, um saldo mísero de um parágrafo. Não sinto fome na hora do almoço – outro episódio inédito. Me forço a comer uma torta de frango, que deixo pela metade. Fico preocupado. Terça-feira – Por conta do rendimento pífio de ontem, estou atrasado para escrever esta matéria. Dado o revertério do dia anterior, decido não arriscar e ficar clean por hoje. Doeu, mas consegui parir o texto. Concluo que, no meu caso, nada melhor do que um prazo e um editor à espreita para acertar o foco e fazer o que deve ser feito. *Matéria publicada na edição do dia 21 de setembro da revista TRIP e foi muito comentada pelos conferencistas do II Seminário Internacional “A Educação Medicalizada...”

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Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

Psicologia Estrelada Trinta cursos da Unisul receberam estrelas do Guia do Estudante da Editora Abril, nas mais diversas áreas de conhecimento. A edição Profissões Vestibular 2012 circula por todo o Brasil desde o dia 6 de outubro. A publicação, voltada para vestibulandos, é um indicador de qualidade dos cursos oferecidos pela universidade. Em Tubarão 12 cursos foram bem avaliados, com destaque para Administração e Ciências Contábeis com quatro estrelas. Em Palhoça, também com 12 cursos em evidência, Educação Física, Naturologia e Pedagogia receberam quatro estrelas. Três cursos ganharam estrelas em Florianópolis, dois em Araranguá e um em Braço do Norte. De acordo com o Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão, Mauri Heerdt, “para a Unisul, consideramos a avaliação com uma dimensão imprescindível. Sem avaliação, jamais teremos a noção das nossas forças e fraquezas. A avaliação da Editora Abril está demonstrando que estamos avançando e qualificando nossa universidade ano após ano. Lembro do tempo em que comemorávamos as estrelas de um curso. Hoje estamos comemorando já um grande conjunto de cursos. Isso é formidável e todos os cursos estrelados merecem muitas felicitações”. O Pró-Reitor ainda comentou que o resultado positivo deve ser trabalhado como sendo a opinião de um grupo respeitado de consultores e avaliadores e destaca a importância de integrar esta avaliação a outras existentes na universidade e aos coordenados pelo Ministério da Educação (MEC) e Conselho Estadual, especialmente o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Confira os cursos estrelados:

O sucesso do Curso de Psicologia não vem só da sala de aula, dos estágios e da extensão... Fotos: arquivo

... Vem também de encontros com especialistas que atuam no mercado de trabalho,...

... da participação da nossa comunidade acadêmica em eventos...

... e da qualidade comprovada dos Trabalhos de Conclusão de Curso.

Tubarão Curso Administração Ciências da Computação Ciências Contábeis Direito Educação Física Farmácia Odontologia Pedagogia Psicologia Publicidade e Propaganda Química Relações Internacionais Pedra Branca - Palhoça Administração Ciências Contábeis Educação Física

Estrelas 4 3 4 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4

Enfermagem Engenharia Ambiental e Sanitária Engenharia de Produção Engenharia Elétrica Fisioterapia Naturologia Pedagogia Psicologia Serviço Social Araranguá Administração Ciências Contábeis Florianópolis Direito Relações Internacionais Sistema de Informação Braço do Norte Administração

3 3 3 3 3 4 4 3 3 3 3 3 3 3 3 Fonte: UnisulHoje

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Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

NEAQUE em Palavras e Imagem Foto: divulgação

Texto Introdutório.

O NEAQUE é um projeto de extensão universitária, vinculado ao Serviço de Psicologia da Unisul, Campus Pedra Branca, criado no primeiro semestre de 2010, sob responsabilidade da professora Simone Vieira de Souza. O Núcleo atende estudantes da rede pública de ensino da região metropolitana de Florianópolis, encaminhados com queixa escolar. O NEAQUE ancora seus estudos e intervenções nas discussões provenientes da perspectiva histórico-cultural, assim como das pesquisas que configuram a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), onde se destacam pesquisadores de referência nacional, como: Marilene Proença, Beatriz de Paula Souza, Adriana

Da esquerda para a direita: Jéssica, Carolina, Janine Brito, Sailin Thomaz, Vébora, Profª Simone de Souza, Joyce Oliveira, Ana, Flávia, Célia e Renata.

Marcondes Machado, Aparecida C. Moysés e Cecília Collares. O Núcleo encerrou suas atividades no dia 28 de novembro com a contação de histórias, promovida pela biblioteca da UNISUL, Campus Pedra Branca. Neste semestre, participaram do NEAQUE as acadêmicas: Ana, Carolina, Célia Raquel, Flávia, Janine Brito, Jéssica, Joyce Oliveira, Renata, Sailin Thomaz e Vébora. Contribuição: Joyce Pereira Oliveira, Janine Brito, Sailin Thomaz e Profª Simone de Souza.

O Sermão da ontanha para Educadores Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: -Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles... Pedro o interrompeu: -Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André perguntou: -É pra copiar? Filipe lamentou-se: -Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: -Vai cair na prova? João levantou a mão: -Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotes resmungou: -O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: -Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: -Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo? Tiago Maior indagou: -Vai valer nota? Tiago Menor reclamou:

-Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: -Mas por que é que não dá logo a resposta e pronto?! Mateus queixou-se: -Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão, nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: -Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para o levantamento dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: -Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: -Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular...

Sobra

Fonte: Amanda Gurgel / marliborges.blogspot.com

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Informativo de Psicologia, ano 03, nº 16

Lívia da Cruz e

Gabriela Schm idt, colab

oradoras do BI . Ob

rigado, meninas !

Informativo de Psicologia, ano 03, nº 17

Feliz Natal

Ufa! Mais um ano encerrando e mais um momento de preparação para as comemorações e reflexões que a época sugere. Qual o seu pedido para 2012 ou quais promessas você se desafiou a cumprir no Ano Novo? E como está se encaminhando o encerramento do semestre 2011/2 no Curso de Psicologia? Registrem-se as Semanas de Defesas de TCC I e II, com a apresentação de diversos temas, como: saúde mental, hanseníase, medicalização de adolescentes, comunidades virtuais, gênero, transexualidade, profissionais do sexo, âncoras de carreira, frentistas, mediação familiar, dependência química, suicídio, hospital geral, sujeitos surdos, o fashion e contos de fadas. No grupo que qualificou os trabalhos, temos as amigas e colaboradoras do Boletim Informativo: Carmem Andréia Dutra Eidelwein e Gabriela da Silva Schmidt. Parabéns às duas! Mas esperamos continuar a contar com a colaboração delas. Nossos parabéns vão também para os outros alunos que apresentaram TCC I e II. Nossos agradecimentos a todos os professores orientadores e aos que constituíram as bancas, de modo especial aos professores convidados da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Leandro C. Oltramari e Sílvio S. da Luz Filho e à professora Regina I. Bragagnolo e à senhora Vanessa de A. Manoel, colaboradora do Programa de Acessibilidade da Unisul. A sua participação enriqueceu as bancas. Também tem-se a finalização de atividades, provas, estágios junto as diversas turmas do grupo e as reuniões de planejamento do próximo semestre da Coordenação com os professores e as professoras. Registramos os movimentos, naturais e outros tantos, ocorridos nesse início de primavera. As cinzas do vulcão que ‘cobriram’ o céu da região, o frio deslocado e os protestos dos alunos e das alunas sobre o aumento das mensalidades. O aumento aconteceu, mas o protesto resultou na alteração da porcentagem divulgada. Será que tem algum tufão chegando? Será que mais algum grupo deveria ‘bater as panelas’? De movimentos e acontecimentos vamos recheando as diversidades culturais, teóricas, relacionais e existenciais que envolvem o ambiente acadêmico democrático e o Curso de Psicologia. Que o próximo semestre possa iniciar com o empenho e comprometimento da comunidade acadêmica. Que o movimento de compartilhamento de experiências, bem como suportes teóricos dos professores e das professoras, continue ativo. Que tod@s desfrutem de um ‘final’ de ano com tranquilidade, abert@s a novas propostas de mudança! Aproveitem as festas e ‘curtam’ as amig@s, os familiares e caprichem nos fogos. E os pedidos para o semestre de 2012, quais são?

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outubro-dezembro de 2011