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Curso de

PSICOLOGIA Agora também na Unidade Florianópolis ‐ Trajano Campus Tubarão | Campus Grande Florianópolis Pedra Branca e Florianópolis

Ano 05, edição nº 21, 2º semestre de 2013

Sumário

Editorial Concluímos mais um semestre, mais um ano acadêmico. Notícias alvissareiras [Sua licença, professor Sandrini] não faltam: • 1) mantivemos as três estrelas na avaliação de cursos superiores realizada pelo Guia do Estudante da Editora Abril (Conferir no site: http://gevestibular.abril .com.br/ge/selos_ge2013.asp?CursoGra duacaoID=249863&opid=145411); • 2) conquistamos quatro pontos no Exame Nacional (Enade); • 3) recebemos autorização para oferecer aulas de Psicologia na Unidade IlhaCentro-Trajano, a partir do primeiro semestre de 2014; • 4) os TCC II passaram a ser apresentados em forma de artigo científico, a partir do primeiro semestre deste ano; e • 5) iniciamos, também no primeiro semestre de 2013, a implantação do novo “Sistema de Certificação Curricular”. Informações sobre o novo sistema podem ser conferidas nas páginas dois a cinco, e são uma generosa contribuição da Equipe de Coordenação (Paulo Sandrini, Coordenador do Curso; Juliane Viecili, Coordenadora de TCC; Ana Maria Lopes, Coordenadora de Estágios; e Carolina Bartilotti, Coordenadora do Serviço de Psicologia), junto com a estagiária Andressa Crespo Nunes. A professora Simone Vieira de Souza, com o apoio de estudantes e egressos do Curso, contribuiu mais uma vez com textos e fotos sobre as atividades desenvolvidas no Neaque (Núcleo de Estudos de Crianças com Dificuldade de Aprendizagem) e no Cineaque, vinculado ao Núcleo, e no Grupo de

Psicologia em Práticas de Atenção Psicossocial. A professora Simone coordena o Neaque e o Grupo. Tivemos também a contribuição da psicóloga Lívia da Cruz, também egressa do Curso e exsecretária da Coordenação, sobre as inquietações com relação a nossa atualidade, onde os contatos são norteados pelas tecnologias das redes sociais. E, para não perder a rotina de alta qualidade que nos consagrou nessas mais de duas décadas de atuação, formamos mais duas turmas em 2013, com novos profissionais preparados para os desafios da profissão. Ainda há algumas semanas, a turma da nona fase qualificou seus projetos de pesquisa (TCCI) e as da 10ª (a última matutina na Pedra Branca e a noturna) defenderam com sucesso os respectivos TCC II. Esta edição traz registros sobre os formandos de 2012-B com fotos e o discurso proferido pela Vitória Olivier Ramos Rodrigues, junto com Fabrício Bardança, formado em Nutrição, na cerimônia de colação de grau no dia 22 de fevereiro no Hotel Maria do Mar. Apesar da data, o conteúdo do discurso continua atualíssimo. Registramos depoimentos de sete formandos em 2013: Michele Henrique da Rosa, Ematuir Teles de Sousa e Maria Izabel Souza (primeiro semestre); e Suelen Lazaretti, Ana Cristina Souza, André Preuss e Elizete Branga (segundo semestre) sobre suas vivências e experiências no Curso e na Unisul. Equipe de Redação

Apresentando o Curso... de Cara Nova . ......................................................... 2-3 Aconteceu ....................................... 4-6 Fique ligado ....................................... 7 Novo Campo de Estágio na Pedra Branca ......................................................... 7-9 Neaque/Cineaque em Ação .......... 9-10 Reflexão Sobre Cineaque ............ 10-11 O Paraíso, a Infância e o Mito ..... 12-14 Formaturas de 2012-B e 2013 em Revista .............................................. 15 Mensagem dos Formandos de 2012-B ... ..................................................... 16-17 Unisul Fututo ................................... 17 Depoimentos Formandos 2013-A . 18-21 Depoimentos Formandos 2013-B . 21-25

Do Teclado ao Lápis Amarelo Os Caminhos das Relações Sociais .... 26-27 Mensagem de Natal ......................... 28

Expediente Curso de Psicologia Pedra Branca Periodicidade: Semestral Coordenador do Curso: Paulo Roberto Sandrini Jornalista Responsável: Pedro Santos Textos: Pedro Santos, Equipe de Coordenação, Simone Vieira, Fred Stapazzoli, Lívia da Cruz e Ematuir Sousa. Revisão: Paulo Sandrini e Jaci Gonçalves Diagramação: Moisés Botelho | Neon Comunicação E‐mail para contato: bidapsi@gmail.com Acesso à versão eletrônica: http://inf.unisul.br/~jpsico/?page_id=2 Blog: http://bipsicologiaunisul.blogspot.com/

Contato Curso: psicologia.gf@unisul.br psicologiapb@gmail.com Coordenação: 48 3279 1084 Serviço de Psicologia: 48 3279 1083


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Apresentando o Curso... de Cara Nova O Curso de Psicologia está de cara nova! Isso porque a estrutura curricular foi modificada. A partir A partir do 1º semestre de 2013 a estrutura curricular está dividida em certificações que são organizadas em ciclos de formação e constituídas por unidades de aprendizagem. A certificação é constituída por competências que necessitam ser desenvolvidas em um conjunto, de forma integrada. As certificações são apresentadas e organizadas em unidades de aprendizagem que se constituem em referenciais curriculares sob os quais serão elaborados os planos de ensino. Considerando que as matrículas ocorrem por certificações, este novo modelo curricular possibilita maior flexibilidade e autonomia na formação acadêmica uma vez que as certificações são independentes. O Curso é composto de diferentes tipos de certificações, sendo elas: Certificações eletivas; Certificações complementares; Certificações estruturantes e Certificações específicas. Uma vantagem dessa nova estrutura curricular é que ela permite que alunos egressos e profissionais de d i v e r s a s á r e a s p o s s a m c u r s a r, d e fo r m a independente, alguma certificação que tenham interesse. Dessa forma, é possível promover a formação continuada de profissionais de Psicologia e áreas correlatas. A carga horária do Curso está distribuída nas certificações conforme apresentado a seguir:

processo de formação em campos específicos. São elas:

As certificações complementares constituem um conjunto de competências que consolidam o processo de formação no sentido de ampliar e/ou focar conteúdos e habilidades trabalhadas nas Certificações Estruturantes. São elas:

Fonte: elaborada pela Profª Carolina Bunn Bartilotti.

As certificações específicas constituem um conjunto de atividades associadas a conteúdos e habilidades específicas e envolvem estágios, TCC e atividades complementares.

Carga horária do Curso de Psicologia.

As certificações estruturantes constituem um conjunto de competências fundamentais para o 02


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Apresentando o Curso...

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Já as certificações eletivas caracterizam um conjunto de competências entendidas como significativas pelos estudantes e que integralizam o currículo em função da dinâmica dos campos de saber e de atuação que surjam ao longo do Curso. Outro aspecto de destaque na alteração curricular é o aumento de horas na certificação eletiva, de 60 horas para 120 horas. Isso é destacado pelo fato dessa certificação ser escolhida e organizada pelo próprio acadêmico, a fim de buscar conhecimentos que possam agregar na sua formação e no seu interesse profissional e não constem na estrutura curricular ofertada. Com isso podem ser estimuladas, no profissional em formação, competências relativas ao aprimoramento contínuo. Vale lembrar que assim como o currículo que se encontra em curso, a organização dessa nova estrutura de currículo ocorreu em acordo com as Diretrizes Nacionais Para a Graduação em Psicologia (DCN) Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index .php?option=com_content&view=article&id=12991. A formação científica continua sendo enfatizada no Curso, por ser uma modalidade de formação básica para caracterizar um profissional de nível superior. A fim de promover e difundir o conhecimento sobre fenômenos psicológicos também foi revisado o modelo de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. O relatório de TCC foi modificado para ser apresentado na forma de artigo científico. Essa forma de apresentação de p e s q u i s a fa c i l i ta o co m p a r t i l h a m e nto d o conhecimento adquirido. E a novidade passou a vigorar no primeiro semestre de 2013. A Psicologia é a ciência que estuda o comportamento das pessoas, levando em conta seus aspectos biológicos, afetivos, cognitivos e

sociais. O psicólogo é responsável por diagnosticar, prevenir e tratar doenças mentais, distúrbios emocionais e de personalidade. O psicólogo formado na Unisul poderá atuar em clínicas, consultórios particulares, escolas, empresas, instituições públicas e privadas, hospitais geral e psiquiátrico, postos de saúde, organizações, esporte, comunidade, área jurídica, bem como no ensino e na pesquisa. Espera-se que os estudantes formados no Curso de Psicologia da Unisul estejam habilitados a executar as seguintes competências: 1) intervir em todas as categorias e em todos os ambientes sociais, inclusive entre os grupos e instituições que constituem as classes socioeconomicamente excluídas; 2) intervir criticamente nas realidades históricosociais com as quais se defrontam, garantindo o compromisso ético e social; 3) promover o bem-estar físico, social e emocional das pessoas, dos grupos e das organizações, bem como o desenvolvimento social, econômico e cultural das comunidades; 4) aprender de forma autônoma, contínua e crítica de modo a desenvolver permanentemente sua formação profissional; 5) intervir e pesquisar sobre fenômenos e processos psicológicos; 6) apreender e compreender a realidade social na qual se insere; 7) promover intervenções baseadas em perspectiva de trabalho interdisciplinar e multidisciplinar; 8) respeitar os princípios éticos e científicos de sua categoria profissional; 9) avaliar e programar estratégias de intervenção adequadas à melhoria das condições de vida das pessoas.

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Aconteceu Rescaldo do brilharete do Curso de Psicologia em eventos. Nossos professores e estudantes brilharam em diferentes eventos acadêmicos e profissionais realizados em 2013. Dia 18 de novembro – O Grupo de Estudos em Agamben do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e o Curso de Graduação em Psicologia (PPGCL) da Unisul organizaram o Simpósio sobre o filósofo italiano Giorgio Agamben com os professores Dr. Selvino José Asmann, da UFSC, e Dr. Sandro Luiz Bazzanela, da Universidade de Contestado. A complexidade e a amplitude da obra do filósofo italiano é o desafio que se coloca à leitura e à reflexão. Neste sentido, o Grupo de Estudos em Agamben do PPGCL propõe-se a abrir o Fonte: divulgação

As professoras Michelle e Carolina Bartilotti (duas últimas à direita) no clic do encerramento das atividades na disciplina de Psicologia e Trabalho Humano.

Dia 07 de Novembro – A professora Michelle Regina da Natividade e sua turma na disciplina de “Psicologia e Trabalho Humano II e III” inovaram no encerramento das atividades: apresentaram três revistas corporativas. O lançamento ocorreu no último encontro dos estudantes com a professora na graduação. “De acordo com a professora, os formandos e alguns estudantes da nona fase

diálogo com todos aqueles que, interessados em seus textos, possam contribuir para a elucidação de pensamento político contemporâneo. O Simpósio teve a participação de alunos e egressos do PPGCL, bem como pesquisadores e professores dos cursos de Psicologia, Cinema e Comunicação Social. O professor Mauri Heerdt, pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão, participou pelo interesse que tem pela filosofia e pelos estudos da atualidade. Fonte: Unisul online (25/11/2013).

demonstraram criatividade, dinamismo, inovação e muito comprometimento ao produzir uma revista como última atividade da disciplina. 'Competências bastante valorizadas no mercado de trabalho contemporâneo.'” Luana Lopes, formanda, disse que o principal desafio para produzir a revista foi pensar na empresa que seria representada, qual o seu tamanho, seu foco de atuação, entre outros. “Consideramos que muitas vezes a nossa turma da faculdade é semelhante a uma empresa, pensamos em fazer uma revista com a nossa história como plano de fundo. Tentamos fazer uma analogia entre a história de uma empresa e a nossa história ao longo da graduação”, completou. Para Carla Fernandes Garcia, formanda em 2014, “foi interessante redigir cada matéria da revista de maneira informal. 'Fugimos do modelo acadêmico ao qual estamos acostumados, porém sem perder de vista o vínculo teórico que foi exigido neste trabalho.'” Parabéns, professora Michelle e turma! Fonte: Unisul Hoje online (01/11/2013).

De 04 a 08 de novembro – Semana de Orientação de Carreira, nas Unidades Pedra Branca e Florianópolis. Organizada pelo Programa de Orientação de Carreira (POC) da Unisul, a Semana apresentou “ferramentas para que o aluno se destaque no competitivo mercado de trabalho.” 04


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Aconteceu Foram realizadas palestras e oficinas para estimular a estruturação de um planejamento de carreira, desde a graduação. “O professor Vanderlei Brasil, responsável pelo projeto, explicou que, além do planejamento e inserção no mercado, também há o desenvolvimento de ações que promovem o crescimento profissional do estudante.” Na Pedra Branca, na abertura do evento, foi ministrada a palestra, “A importância dos estágios para o desenvolvimento de carreira”. Os estudantes do POC “abordaram os direitos e deveres do estagiário, etiqueta profissional, comunicação e relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho, rede de relacionamentos, ética para o trabalho.” No dia cinco, na Unidade FlorianópolisTrajano, foi desenvolvida uma oficina de carreiras para Universitários, com foco na avaliação das

habilidades e competências pessoais frente às demandas da profissão e do mercado. Os temas que norteiam a atividade são: autoconhecimento, estabelecimento de objetivos, metas e estratégias profissionais, gestão do planejamento de carreira. No dia seis, foi a vez da oficina sobre a “Inserção no Mercado de Trabalho”, durante a qual os estudantes participantes receberam “informações sobre a elaboração de currículo e portfólio, além da participação em processos de seleção de pessoas.” No dia sete, último da Semana de Orientação, a oficina, “Técnicas de Estudo na Universidade” forneceu “subsídios para a melhoria de rendimento nos estudos”, com a abordagem de “temas como gestão do tempo, técnicas de estudo, interferência do estresse e das emoções nos estudos.” Fonte: Unisul Hoje online (01/11/2013).

Dia 24 a 26 de outubro – I Seminário de Justiça Restaurativa e Direitos Humanos. O professor Paulo Sandrini, Coordenador do Curso, e a professora Simone Vieira de Souza participaram do certame promovido pelo judiciário catarinense, na Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina (ESMESC), em Florianópolis. O evento contou com a participação de doutores de Portugal, Brasil e França. A palestra de abertura foi feita pelo português Mário Ferreira Monte, doutor em Ciências Jurídicas Criminais. Em seguida, o francês Jacques Faget, doutor em Direito, versou sobre a humanização na prática jurídica. A tarde, foi organizada uma mesa redonda sobre a Justiça Restaurativa e realizado um minicurso sobre a

“Mediação de Conflitos”. Os nossos professores não fizeram por menos. No dia 26, a professora Simone Souza coordenou o painel que retratou as atividades do Centro de Justiça Restaurativa da Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital. O professor Paulo Sandrini orientou o debate “Adolescente normal e patológico e o Judiciário”.

Setembro e outubro – Uberlândia (Minas Gerais) e Florianópolis. Professoras e estudantes e egressos do Curso vinculados ao Núcleo de Estudos e At e n d i m e n t o à Q u e i xa E s c o l a r ( N e a q u e ) participaram, nos dias 14 a 17 de agosto, no “XI Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional – Compromisso Ético com a Educação”, realizado na Universidade Federal de Uberlândia (MG). As acadêmicas Laura Detoni e Luana Antunes explanaram sobre “A psicologia escolar crítica, o

acompanhante terapêutico e o estudante: um novo possível na intervenção da queixa escolar”. A formanda Elizete Branga abordou “A autoeficácia como instrumento na conquista do ingresso ao Ensino Superior”. Três egressos recentes do Curso apresentaram também os respectivos trabalhos. O psicólogo Welton Azambuja falou sobre a “Trajetória profissional de trabalhadores com baixa escolaridade”. A psicóloga Joyce Oliveira abordou “Psicologia e educação: do desencontro ao encontro 05


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Aconteceu Fonte: divulgação

Elizete Branga na apresentação da sua comunicação no “Colóquio de Orientação Profissional...” .

Fonte: Unisul online

Elizete e Suzane posando ao lado do painel do Colóquio de Orientação Profissional, de Carreira e Aposentadoria

Psicologia em Atividade de Capacitação – Em fevereiro, ainda no início do primeiro semestre de 2013-A, Joyce Pereira, Camila Felipe e Welton Azambuja, egressos do Curso no segundo semestre do ano passado, foram fazer um dia de capacitação com professores, a convite da coordenadora pedagógica, da Escola Prof. Joaquim Santiago, no município de São José. A professora Simone Vieira de Souza auxiliou com o planejamento da capacitação. As temáticas trabalhadas foram: desenvolvimento e aprendizagem na perspectiva Histórico Cultural – Vygotsky e Medicalização da educação. 06

possível”. Ela fez outra apresentação conjunta da pesquisa sobre o “Ensino, pesquisa, extensão universitária e a psicologia escolar: delineamentos de uma prática”, com o psicólogo Ematuir Sousa, outro egresso do Curso, e com as professoras Deise Nascimento e Simone de Souza Vieira. A professora Simone, que coordena o Neaque, apresentou outras duas pesquisas: “O estudante (in)visível na queixa escolar visível: um estudo sobre a constituição do sujeito na trajetória escolar” e “O sofrimento éticopolítico vivido pelo estudante com queixa escolar”. Na primeira semana de setembro, duas estudantes e o professor Vanderlei Brasil retrataram as suas experiências no Programa de Orientação de Carreira (POC) no “Colóquio de Orientação Profissional, de Carreira e Aposentadoria” realizado em Florianópolis. Elizete Branga e Suzane Nienkötter falaram sobre “Orientação profissional com alunos de escola pública”. Elizete disse que se sentiu motivada na Unisul, porque “Estudar e aprendercom mestres, numa das melhores instituições de Ensino Superior, é o que me motiva a apresentar em público as competências que desenvolvi durante a minha estada neste ambiente, em especial no Programa de Orientação de Carreira da UNISUL. Foi neste projeto, coordenado pelo professor Vanderlei Brasil, que adquiri as habilidades necessárias para atuar profissionalmente com ética e responsabilidade na carreira que escolhi.” O professor Vanderlei conduziu um minicurso, uma mesa-redonda, e ministrou palestras. Fonte: Unisul online (18/09/2013) Fonte: divulgação

Instante fotográfico da capacitação em São José.


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Fique Ligado Esta é para você que ainda não sabia ou está para começar a elaboração do TCCI no próximo semestre. A partir do dia 08 de abril de 2013, a submissão de protocolos de pesquisa (cópia do projeto de pesquisa e documentos) ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP-Unisul) é feita totalmente pela ferramenta eletrônica Plataforma Brasil (ver link: http://aplicacao.saude.gov.br/plataforma brasil/login.jsf). Portanto, acabou a papelada para submissão de protocolos de pesquisa que envolva seres humanos para análise ético-metodológica. Sendo assim, o CEP‐Unisul não aceita mais protocolos de pesquisa submetidos pelo SAIAC e/ou na sua secretaria. Para realizar a submissão de protocolos de pesquisa o pesquisador responsável (professor de graduação e/ou alunos de pós-graduação) deve estar cadastrado na Plataforma Brasil. Após o cadastro, o pesquisador responsável poderá se desejar indicar um aluno (que também deverá estar cadastrado, no caso de graduando) c o m o a s s i s t e n t e p a ra a u x i l i a r n o c a d a s t ro d o projeto/protocolo. Os documentos que devem ser encaminhados (digitalizados e/ou anexados) pela Plataforma Brasil são os mesmos que estão no site do CEPUnisul. Apenas a folha de rosto da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), que será gerada automaticamente pela Plataforma Brasil durante o

cadastro, foi modificada. Na página da Plataforma Brasil (central de suporte) há vários itens como manuais, tutorial, e-mail e chat que podem auxiliar o pesquisador, em caso de dúvidas, durante o cadastro e a submissão de protocolos de pesquisa. Se, após a verificação destes documentos, ainda assim persistir a dúvida, o pesquisador deverá procurar auxílio através do telefone (48) 3621-3072, com a Andréia Cavaler. A Plataforma Brasil é uma base nacional e unificada de registros de pesquisas envolvendo seres humanos para todo o sistema CEP/Conep. Ela permite que as pesquisas sejam acompanhadas em seus diferentes estágios – desde sua submissão até a aprovação final pelo CEP e pela Conep, quando necessário – possibilitando inclusive o acompanhamento da fase de campo, o envio de relatórios parciais e dos relatórios finais das pesquisas (quando concluídas). O sistema permite, ainda, a apresentação de documentos também em meio digital, propiciando ainda à sociedade o acesso aos dados públicos de todas as pesquisas aprovadas. Pela internet é possível a todos os envolvidos o acesso, por meio de um ambiente compartilhado, às informações em conjunto, diminuindo de forma significativa o tempo de trâmite dos projetos em todo o sistema CEP/Conep.

Novo Campo de Estágio na Pedra Branca O Grupo de Psicologia em Práticas de Atenção Psicossocial é um campo de estágio vinculado ao Núcleo da Saúde do Curso de Psicologia da Unisul. O objetivo deste campo foi desenvolver habilidades e competências relativas aos diferentes tipos de intervenção pertinentes a atenção psicossocial. Enfatizou suas ações na promoção de saúde, entendida como a viabilização de relações sociais promotoras de desenvolvimento e emancipação do sujeito no exercício de sua humanidade. O grupo atuou durante o ano de 2013 em duas áreas específicas: Escola e Centro de Atenção Psicossocial – CAPS. Essas instituições estão localizadas no município de Palhoça, e evidenciam o compromisso social da universidade com o contexto onde estão inseridas – articulando no campo da formação, as dimensões estudo, pesquisa e extensão. O encontro dessas diferentes áreas no

mesmo campo de estágio foi possível pelo engajamento e movimento político/reivindicatório dos estudantes por uma formação que atendesse necessidades emergentes da profissão. A partir do interesse de alguns estudantes em atuar no âmbito escolar, foi produzido um documento encaminhado à Coordenação do Curso solicitando a possibilidade de estágio neste espaço. Nesse movimento, outro grupo de estudantes demonstrou interesse formal pela inserção no CAPS; a união dos dois interesses expressos resultou na abertura do novo campo de estágio: Grupo de Psicologia em Práticas de Atenção Psicossocial. A relação entre as duas áreas foi realizada partindo do pressuposto de uma atuação em Psicologia compromissada socialmente com públicos que vivem processos de exclusão. A intervenção em campos historicamente negligenciados pelo poder público e vítimas de 07


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Novo Campo de Estágio na Pedra Branca

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Fonte: divulgação

Fonte: divulgação

Fonte: divulgação

Três ilustrações do dia a dia do “Grupo de Psicologia em Práticas de Atenção Psicossocial”.

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políticas pouco eficientes aos objetivos dessas instituições, revelou a necessidade de uma intervenção promotora de práticas que rompessem com paradigmas estigmatizantes. Buscou-se, portanto, uma atuação profissional potencializadora de protagonismo e empoderamento dos sujeitos no enfrentamento de suas dificuldades. No âmbito escolar, a proposta esteve pautada em uma perspectiva da Psicologia Escolar Crítica, que tem como objetivo envolver todos que estão implicados com este contexto, tais como: estudantes, pais, comunidade escolar (professores, gestores e colaboradores) e a comunidade como um todo; promovendo o envolvimento de todos aqueles que de uma forma ou de outra fazem parte da escola. As atividades desenvolvidas na escola passaram por dois momentos. O primeiro foi o processo de diagnóstico institucional com as pessoas que frequentam o espaço, com a observação e o levantamento de demandas e informações sobre o contexto escolar. O segundo momento foi de ela b o ra çã o e execu çã o d e est ratégia s d e intervenção. Essas estratégias foram: o mutirão da escola (envolvendo alunos, professores e pais); documentário sobre a escola (com estudantes representantes de turmas); implantação da rádio comunitária (com estudantes do Grêmio estudantil); r o d a d e c o n v e r s a ( c o m o s p r o fe s s o r e s ) ; desenvolvimento de conhecimentos sobre a realidade escolar (realização de pesquisas com estudantes e professores); participação da banda da escola em evento acadêmico (com estudantes da banda de fanfarra); e, integração entre universidade, escola, comunidade em geral e dispositivos da rede (CRAS, CREAS, NASF e CAPS). No âmbito do CAPS, o trabalho se propôs a atender as demandas emergentes dos usuários do serviço, com a escuta e ação que integrasse e contemplasse à saúde mental, reinserção social, o poder de contratualidade, autonomia, escolha, responsabilidade e decisão. A atividade mediadora desse processo foi a realização do grupo de Oficina de Mosaico, onde, através da produção artística, os usuários pudessem se expressar e compartilhar suas ideias e afetos frente às suas experiências, bem como se percebessem como sujeitos criativos,


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Novo Campo de Estágio na Pedra Branca

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produtores e com potencialidades. Esta oficina foi uma porta de entrada a um espaço onde se realizaram ações previamente planejadas, visando potencializar o protagonismo dos usuários através da elaboração de possibilidades de inserção na comunidade. Discutiram-se temas de seus interesses e planejaram-se atividades externas como caminho de visibilidade social do trabalho realizado nesse local, com o intuito de desmistificar o preconceito sobre a “loucura”, e da pessoa em sofrimento psicológico agudo. Tal proposta se

concretizou com a participação de usuários em eventos acadêmicos da Unisul e UFSC, em rodas de conversa com relato de experiência sobre suas vivências no serviço, e a relevância do trabalho da Psicologia no seu tratamento. Na experiência descrita se expressa a re l e vâ n c i a d e ste e s p a ço co m o m a i s u m a possibilidade de prática psi, e convida outros acadêmicos que, assim como nós, acreditam na construção de uma prática coletiva a partir de outras inspirações...

Neaque/Cineaque em Ação 2013 foi um ano intenso e muito produtivo para o Neaque. Além do atendimento a crianças com dificuldades de aprendizagem, carro‐chefe do Núcleo, destacamos também as atividades desenvolvidas no Cineaque: a exibição de filmes e a realização de debates com especialistas sobre os temas abordados nos audiovisuais concernentes. Três textos e várias fotos ilustram as realizações do Núcleo. O primeiro texto traz um apanhado geral das ações desenvolvidas no Neaque. O segundo é uma reflexão do psicólogo Ematuir Teles de Sousa, formado em 2013‐A, com impressões de quatros estudantes participantes no Cineaque no segundo semestre. O terceiro texto é uma comunicação do professor Fred Stapazzoli ao Cineaque em setembro deste ano. Fonte: divulgação

Fonte: divulgação

As fotos ilustram parte das atividades do Neaque.

O Núcleo de Estudos e Atendimento à Queixa Escolar (Neaque), modalidade do Serviço de Psicologia atende crianças e adolescentes com idade escolar encaminhadas para a avaliação e atendimento psicológico. No segundo semestre de 2013, o Neaque organizou suas atividades em três grupos diferentes atingindo um total de 28 crianças/adolescentes. Neste semestre, com uma diferença dos anos anteriores, o Neaque organizou um grupo exclusivo para os adolescentes. O novo grupo aconteceu as sextas-feiras no período vespertino sendo conduzido por três estagiários do Curso de Psicologia. Além dos encontros semanais com as crianças, o Neaque promove o “Grupo de Pais”, encontro mensal com os pais/responsáveis pelas crianças e adolescentes que frequentam o Núcleo. Nesse encontro são realizadas discussões acerca da infância e adolescência, concentrando-se nas temáticas que os pais/responsáveis sugerem como importantes. O Neaque também conta com a modalidade de estudo do Cineaque, que consiste em 09


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Neaque/Cineaque em Ação

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unir o grupo e o público que tenha interesse na temática da infância e adolescência para assistir a filmes em grupo e discuti-los. O Cineaque sempre traz um convidado especial que inicia o debate. Neste semestre foram os professores do Curso, Fred Stapazzoli, Deise do Nascimento e Paulo Sandrini, Coordenador, além dos membros da ONG Criação. O

Neaque é coordenado pela professora do Curso de Psicologia, Simone Vieira de Souza, e composto nesse semestre por 10 estagiários também curso de Psicologia e um ex-aluno do curso já formado. Texto enviado ao Boletim pela professora Simone Vieira

Reflexão Sobre Cineaque Ematuir Teles de Sousa* Fonte: divulgação

Estagiários do Neaque/Cineaque no segundo semestre de 2013‐B.

Fonte: divulgação

Capa de três filmes exibidos e debatidos no Cineaque.

O Cineaque configura-se como uma modalidade de estudos, debates e interação entre docentes, discentes e comunidade em geral. Iniciou no segundo semestre de 2012, com o propósito de promover discussões e questionamentos por meio do cinema. As discussões são ancoradas a partir de perspectivas que consideram a dimensão histórica e cultural constituintes da subjetividade. Visa 10

problematizar questões como o da medicalização da sociedade, os processos de normatização, normalização, patologização e judicialização da vida, o contexto educacional sob a égide da Psicologia Escolar Crítica e a prática d@s Psicólog@s nos mais variados contextos. Desde seu início, o Cineaque propõe reflexões sobre diferentes temáticas, a partir das problematizações realizadas por um@ convidad@. Já foram temas do Cineaque, Gênero e educação; Práticas pedagógicas e processos de subjetivação; Quando a inclusão pode ser uma forma de exclusão; Infância e trabalho, Dimensão histórico e cultural na aprendizagem e desenvolvimento da criança; Experiência precoce da punição e sua dimensão; e Cultura, gênero e processos de normatização da vida. Estiveram presentes nos encontros realizados, acadêmicos do Curso de Psicologia, Medicina, Naturologia, profissionais da Pedagogia, integrante do Conselho Tutelar, pais de crianças que estão em atendimento no Serviço de Psicologia da Unisul, iniciantes e egressos do Curso de Psicologia. Algumas narrativas de participantes das sessões propostas pelo Cineaque oferecem visibilidade sobre a experiência – na busca de garantir um espaço de diálogo, estudo e qualificação, como por exemplo: [...] rever o olhar sobre as crianças e seus comportamentos, compreendendo‐as com expressões naturais das diferenças humanas. É rico e paralelamente mágico o mundo que cada criança constrói subjetivamente, dando significados e sentidos a tudo que a cerca, tendo como base o que


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Reflexão Sobre Cineaque

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já aprendeu e desenvolveu. É uma atividade um tanto complexa: tentar compreender o mundo com tão pouco repertório. Mas as crianças, brilhantemente, conseguem realizá‐la utilizando‐se de métodos lúdicos, os quais enriquecem qualquer relação e ambiente nas quais elas se encontram. Recordo‐me do filme: Como Estrelas na Terra: Toda Criança é Especial, e permitam a brincadeira: As instruções estão no rótulo. A cada um dos filmes assistidos e debatidos me coloquei a pensar na seguinte indagação proposta pelo Neaque: ‐ Quais as possíveis estratégias de intervenção com uma escola que [tenta] dar uma resposta às necessidades prementes dos estudantes com queixa escolar, seus familiares e professores? Enfim, o projeto traz uma experiência riquíssima aos seus participantes e contribui com a compreensão dos processos de aprendizagem e desenvolvimento infantil, qualidade tão importante para os profissionais da Psicologia (José Lucas Martins, acadêmico da 2ª fase Curso de Psicologia). O Cineaque propicia reflexões e discussões que na maioria das vezes não são feitas em sala de aula, sendo um espaço de troca entre os participantes a partir de questionamentos e estranhamentos sobre a infância. Esse conhecimento compartilhado possibilitou a mim outros olhares para a vida, e consequentemente, para atuação como profissional da Psicologia no contexto da infância e da educação (Andressa Crespo Nunes, acadêmica da 9ª fase do Curso de Psicologia). [...] um espaço de desenvolvimento, um momento que ultrapassa os contextos artificiais da sala de aula. O Cineaque é um espaço de trocas mútuas de conhecimento, onde por meio da sessão de cinema pode‐se refletir sobre diversos temas pertinentes e pouco discutidos na sociedade. Ao fim das sessões os debates promovidos ampliam os olhares sobre os temas discutidos, proporcionando aos espectadores reflexões importantes que talvez em outros espaços sejam impedidas de acontecer (Matheus Sant'Ana Vieira, acadêmico da 6ª fase do Curso de Psicologia). Como egresso do Curso de Psicologia que se propõe continuar com as participações no

Neaque/Cineaque, as palavras dos participantes fazem-me recordar a trajetória acadêmica e revisitar os primeiros momentos no Núcleo. O que me mobiliza a estar neste espaço, é que as reflexões oriundas das participações de seus integrantes são munidas de alegria, interação e “vontade” de aprender criticamente. O interessante é que a cada semestre é comum o envolvimento de novos integrantes e saídas de participantes, entretanto, as características que se revelam nos diferentes grupos me fazem ter a impressão que o grupo não mudou. Embora os rostos sejam diferentes, há um movimento que permanece – o exercício de alteridade, compreensão, envolvimento e criticidade. Percebo que o Cineaque possui as mesmas características, recordo-me que esta proposta iniciou-se de uma conversa de um grupo de acadêmicos com a professora Simone Vieira de Souza. O que estava em questão era pensar em outras propostas que objetivassem aprendizados e reflexões, diferentes dos modelos tradicionais de ensino-aprendizagem e que envolvessem a comunidade acadêmica e seus entornos. Da ideia ao ato, foi um passo! Talvez seja por isso que a proposta do Cineaque vai para o seu 4º semestre, pois, como bem afirmaram os entrevistados, o que se sente nesta proposta, é que o aprendizado ultrapassa os limites da sala de aula. Para finalizar, assim como o acadêmico José Lucas Martins, rememoro o primeiro filme que estreou o Cineaque – Como Estrelas na Terra: Toda Criança é Especial, este filme tocante demonstra que o olhar do outro faz parte do processo de subjetivação que pode apagar ou acender e manter acesso o “brilho” do outro. Isso diz sobre o modo como o grupo pensou o Cineaque, como prática de aprendizado e reflexões. Sem delongas, digo que o exercício que a proposta me incita é a de evidenciar o “brilho” do outro, ouso afirmar que isso acontece nos espaços de interação, configurando-se numa re l a çã o d e t ro ca , o n d e to d o s p o s s u e m a oportunidade de “brilharem” uns com os outros! *Egresso do Curso de Psicologia 2013/01, com a colaboração dos acadêmicos do Neaque e supervisão da professora Simone Vieira.

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O Paraíso, a Infância e o Mito Prof. Fred Stapazzoli* Fonte: divulgação

Professor Fred

Entrarei pela via do paraíso, pois é lá que eu gostaria de estar. Agora mesmo, quando sentei em frente ao computador – e isso é sexta-feira, dia 6 de setembro –, depois de trilhar pela casa algumas vezes antes de escrever – e olha que trilho pela casa pensando neste texto desde segunda-feira –, estou achando um pouco estranhas as coisas que me passam pela cabeça. Vocês, talvez, verão o resultado disso no próprio texto; e eu, inclusive, pois não sei o seu fim. Agora mesmo é isso que me vem à cabeça: não estou conseguindo dar conta do “tom acadêmico” que eu esperei para este encontro. Confessarei algo a vocês: antes de escrever, o texto já está quase pronto na ideia. Quando sento para escrever – acabei de errar na digitação, escrevi sente, quando sente para escrever –, o texto já está quase pronto. Acho que o meu lapso já disse de antemão o ponto em que me encontro: não conseguindo dar c o n ta d o “ to m a c a d ê m i c o ” 12

desejado, não consegui ir além do que sinto para este encontro do Neaque. Isso também compõe meu horizonte destes meus últimos dias não tão fáceis. O passado sempre volta a bater à nossa porta. O passado volta. O passado constitui um presente que nos é muito caro – e percebam o sentido destas duas palavras: presente e caro. Temos, no mínimo, duas acepções possíveis aí: um presente cronológico, o passado que se presentifica por intermédio da memória, e o presente como dádiva, dom, aquilo que se recebe gratuitamente. E caro porque é importante. Mas caro também por nos custar um preço muito alto. Aqui está em jogo tanto o dinheiro quanto as lágrimas. O sofrimento psíquico, seja de qual espécie for, está aí para nos dizer isso. E não precisamos ler isso nos livros, muito embora nós aqui tenhamos feito uma opção por essa via. E digo que não precisamos ler isso nos livros porque nem todo saber está por aí disponível, pois quem já se apaixonou, quem já experimentou a morte, sabe do que estou falando. O saber que daí advém, isso diz respeito apenas ao sujeito que passou por estes acontecimentos. É um tipo de saber, um tipo de conhecimento que constitui, que altera um modo de ser. É neste sentido que ele não está nos livros. É como o saber do inconsciente, no âmbito da psicanálise, ou o saber da ascética no contexto da espiritualização do saber filosófico, no âmbito do

estoicismo dos séculos I e II de nossa era. Tanto num quanto noutro, o que está em jogo é uma ética. Mesmo sendo um leitor de orelha – a dos livros –, digamos assim, diria que a Gestalt-terapia coloca este tipo de saber em jogo; u m s a b e r q u e i m p l i ca u m a modificação ontológica no ser mesmo do sujeito. Isso está para além da letra morta da ciência. Vejam vocês o lugar do qual eu falo, então, já que não consegui dar o “tom acadêmico” que imaginei ao texto, esse delírio socialmente consentido. Nessa tentativa de fazer as pazes, digo a mim mesmo que cada letra escrita deve trazer um pouco da matéria que transpiro, respiro. Trata-se de uma verdade minha que certamente não passa pelo crivo da lógica, mas sim pelo crivo da ética. Empenho aqui as palavras, mas elas trazem nada mais nada menos que todo meu corpo e convicção atuais. E isso se me revela terapêutico – prestem atenção à ambivalência dessa palavra: o custo disso é muito alto, pois não apenas dinheiro está em jogo, o pagamento é feito com a própria carne. Este texto, possível p e l o co nv i te q u e vo c ê s m e fizeram, lança-me nessa direção: não me sentindo capaz de fazer tudo aquilo que diz respeito ao que se espera do professor, eis o pouco que do professor restou. Estou me deparando, junto de vocês, por um lado, com as migalhas de um passado recente, mas por outro, no meio dos cacos, resta alguma coisa; uma matéria


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O Paraíso, a Infância e o Mito

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ainda informe que com dificuldade chamamos Fred. Para quem ouve com a escuta patética criticada pelos estoicos, talvez fique apenas o tom confessional, entretanto àqueles que escutam, àqueles que treinam uma escuta ativa, que para mim é fundamental na clínica, no trabalho que o Neaque realiza, aí sim é possível se ver o acontecer de uma ética, coisa intimamente ligada a uma dimensão terapêutica. Isso tem a ver com o passado, com aquilo que no título desta nossa atividade chamou-se dimensão histórica. E por certo que diz respeito à cultura, claro, pois somos falantes; a linguagem perverteu o que nos restou de natureza pura. Sem a dimensão cultural não poderíamos sequer imaginar a dimensão histórica. Não há passado sem memória, esta última possível pela via da linguagem. Ainda é preciso dizer que esta dimensão ética da qual falava, intimamente ligada a uma dimensão terapêutica, tem a ver também com isso que suponho ser o d e s e n v o l v i m e n t o . Vo c ê s entenderão porque suponho. O desenvolvimento que está em jogo aqui é o da criança, aquele serzinho que nos seduz e que também nos tira do sério. Aquele serzinho lá, a criança. Aquela fase lá, distante, a infância. Não é assim que costumamos dizer? Mas não estou convencido disso. Os filhos do paraíso me fizeram pensar noutra coisa. Aquilo que nos parece distante é tão próximo e tão presente que não conseguimos escutar nem olhar. É a górgona grega. A medusa que

petrifica. E creio que o olhar e a escuta quase se paralisam porque a cultura, a história e a infância são estruturantes – deixemos o problema do desenvolvimento para depois. Desde que eu me recordo, sempre tive uma péssima sensação ao pisar neste mesmo chão do pagamento de contas. Sempre imaginei um pequeno deslocamento pela via da poesia para poder viver as convocações cotidianas da vida civil, da vida do co nt r i b u i nte . O E sta d o e a sociedade inteira nos cobram isso. E a poesia é uma tentativa difícil, p o i s a h i s t ó r i a n o s m o s t ra Sócrates, Diógenes Laércio, Oscar Wilde, Caio Fernando Abreu, todos eles, pagarem com a própria carne as suas poesias. Mas eis aí uma possibilidade. Em função desta inclinação que imagino que em certa altura das aulas de ética e psicanálise lá na PUCPR, ministrada pelo professor Rogério Almeida, que vocês tiveram a oportunidade de conhecer em um encontro sobre saúde mental promovido há alguns [tempos] atrás, aqui na Unisul, algo me chamou a atenção. Pois bem, ao falar do real lacaniano, aquilo que se oferece à linguagem, entretanto impossível de se simbolizar, ao tratar dos símbolos, enfim, Rogério mencionou o problema de nossa origem. Todos nós sabemos que isso dá azo aos inúmeros mitos; tanto os mitos sociais quanto os mitos individuais de nós todos, aqueles da miséria neurótica. Mas vejamos: por um lado, o lado da ciência, nós temos o big bang, teoria que professa a

origem do universo de uma massa de energia concentrada que em determinada ocasião explodiu; por outro, agora do lado da religião, o lugar do paraíso, prestem atenção a isso, temos o seguinte: No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz (Gênesis 1:1‐3). E o mundo foi criado pela força do verbo, da fala. Não pretendo fazer uma pregação. Falo apenas de poesia. O que pretendo dizer a vocês é que entre uma massa concentrada que por determinada razão explode, algo tão bruto, que nos fere o senso estético, participo da opinião de Rogério: fico com o lirismo do texto bíblico. O triunfo da religião talvez resida aí, justamente na criação e na poesia diante do horror do não-saber. É necessário poesia para lidar com isso, como é necessário poesia na relação entre pais e filhos, entre os amantes, diante da morte. Parece-me que os filhos do paraíso souberam fazer poesia. Eles souberam arrancar os pés do chão, literalmente, correndo, ora descalços, ora dividindo um único par de sapatos. Além disso, somente os filhos do paraíso poderiam criar em torno da falta – o sapato foi perdido, e justamente em torno deste vazio é que toda a relação entre aqueles irmãos se engendrou. 13


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O Paraíso, a Infância e o Mito

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Ainda tratando do horror do não-saber em relação à origem, pela via da poesia contida no mito, aí também encontramos o paraíso. No Gênesis, está lá escrito: E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado (Gênesis 2:7‐8). Eis que neste livro encontramos o mito do Jardim do Éden, o lugar onde tudo que se planta dá frutos, mas lugar do perigo também, representado por uma certa interdição ao conhecimento – eis aí o fruto proibido, do lado bíblico, o mito de Prometeu e Pandora, com o furto do fogo do Olimpo, mito talvez anterior ao mito bíblico. Vejam vocês aí a série contida nos mitos: horror da origem, a falta, a interdição do saber e a punição daí advinda. Para lidar com isso, somente criação, poesia; eis aí a função do mito. No Filhos do paraíso, parece-me que estas questões é que são colocadas também em jogo. O título do filme não fora dado inadvertidamente, mas, no meu entendimento, de um modo muito sagaz, pois nos revela justamente todos esses nossos fantasmas. Entretanto, se aproximarmos a poesia do mito à poesia fílmica, nesta última entrevemos, não sem sofrimento, poesia, ética e criação diante da falta representada no par de sapatos. É a função do 14

símbolo, o symballein grego, que significa união, que lembra justamente a ausência de algo; a ausência que se faz presença. Na mesma medida em que representa o objeto perdido, torna-o presente justamente porque faltante. Eis os exemplos: n'O pequeno príncipe, a raposa lembra do menino a partir do trigal, tão amarelo quanto os seus cabelos; na missa, a hóstia lembra o corpo de Cristo; a lápide das sepulturas, morto; a escrita, como neste texto que leio e nos reúne, uma ausência de pensamento; como o significante, que representa um sujeito para outro significante. Para finalizar, gostaria ainda de dizer que isso que nos parece distante, a infância, a criança, como essas que experimentam a ética, a criação e a poesia no filme, à primeira vista pode nos parecer distante. Pela via do mito e da poesia, ainda, poderíamos tratar do desenvolvimento. Deixando de lado a questão biológica da maturação de um organismo, calcemos o pé no lirismo. A infância, segundo Agamben, não diz respeito à idade cronológica do homem, mas uma espécie de condição que marca toda vez que fazemos a entrada na linguagem. Entre o silêncio e a possibilidade de falar, temos o infante. Se isso é condição, e requeiro de vocês agora um pouco de poesia, quem de nós deixou de ser criança, à medida que o somos em todo momento que tomamos a palavra? Por esse mesmo motivo é que em determinada altura do

texto afirmei que a criança e a infância não estão distantes, não se trata de fase, mas sim, a partir do mito, condição, algo que diz respeito à gênese – mesmo sem encontrar o marco zero da criação, nosso impossível –, algo estruturante. Para quem for possível, que crie, então, com poesia e ética, assim como os filhos do paraíso. É surpreendente viver pensando que na brincadeira irmãos podem ser papai e mamãe, um pauzinho pode virar um revólver e, numa competição, o prêmio maior é o segundo lugar para ganhar um par de sapatos. Somente crianças podem reverter to d a s a s re g ra s e to d a s a s convenções. Somente crianças, como todos nós. *Comunicação feita no Cineaque, em 12 de setembro de 2013, a partir do filme Filhos do paraíso (1998), de Majid Majidi. Prof. Fred é psicanalista e professor dos Cursos de Psicologia e Naturologia Aplicada da UNISUL.

Ali (em destaque na foto acima) corre para ganhar um par de tênis para a sua irmã com quem ele brinca com bola de sabão (foto em baixo).


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Formaturas de 2012-B e 2013 em Revista Dado que o Boletim Informativo não circulou no primeiro semestre deste ano e para homenagear de forma isonômica todas as turmas, reconhecemos os formandos de 2012‐B e as duas de 2013. A homenagem contempla fotos, depoimentos e discurso proferido pela então formanda Vitória Olivier Ramos Rodrigues, com Fabrício Bardança, formando em Nutrição. Os formandos do segundo semestre de 2012‐B dividiram‐se em dois grupos para a colação de grau. Um grupo organizou a cerimônia no dia 23 de fevereiro deste ano, no Maria do Mar Hotel, junto com as turmas de Nutrição e Gastronomia. Outro grupo fez a colação de grau no Auditório C, da Unidade Pedra Branca. Fonte: divulgação

Vanessa, Larissa, Ana, Joyce e Vitória.

Fonte: divulgação

A formanda Joyce Pereira com as professoras Lilian, Simone e Deise Nascimento.

Fonte: divulgação

Estagiários do Neaque/Cineaque no segundo semestre de 2013‐B.

Fonte: divulgação

Turma de 2011

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Mensagem dos Formandos de 2012-B Com alegria, cumprimentamos as autoridades nominadas pelo protocolo. Acreditamos que todos nós já somos vitoriosos, pois cada um de nós conhece o caminho trilhado e que nos trouxe a esse ponto. Steve Jobs, em discurso na Universidade de Stanford, delegou-nos esse ensinamento grandioso: “Se você não pode ligar os pontos olhando para frente, você só pode ligá-los olhando para trás, então você precisa crer que de alguma forma os pontos ligam você ao futuro. Você precisa confiar em algo, seja em sua garra, seja em Deus, seja no destino, na vida, não importa. Acreditar que os pontos se ligarão estrada afora lhe dará a confiança para seguir o seu coração, mesmo que ele lhe leve longe do caminho esperado, e isso fará toda a diferença”. Como falar sobre o que já se foi nessa trajetória acadêmica, ou sobre o novo ciclo que desponta no horizonte, que ainda virá. Como escolher um ponto de partida que contemple o todo? Diversidade: somos tão diferentes e tão semelhantes, tal qual estrelas que brilham no céu em uma noite de verão. Diversidade essa que tornou tudo tão desafiador e atraente ao longo desses anos de graduação e que trouxe a luz, o entendimento da alteridade. Todas nós presentes aqui hoje, em um determinado momento de nossas vidas, fizemos uma escolha: ingressar na Faculdade. Durante esse percurso construímos laços de amizades verdadeiras, que ficarão para sempre em nossas vidas, quantas trocas e quantos aprendizados, quantos choros e risos, quantas brincadeiras, momentos de afeto, de reconhecimento, de amadurecimento, tantos exemplos que levaremos conosco guardados em um cantinho precioso de nossas memórias. Presenciamos momentos de alegrias, como o momento que recebemos elogios por uma apresentação bem feita, a nota de uma prova com pontuação acima do que esperávamos e comemorações no final dos semestres por mais uma aprovação. Momentos também de tristezas, lágrimas por uma nota baixa, pela despedida de algum colega querido. Descobrimos, no entanto, muito mais sobre nós mesmos do que acreditávamos ser. Descobrimos que não somos somente o corpo, assim como não somos somente a mente. Descobrimos que somos um conjunto de sensações, percepções, emoções, motivações e memórias que, neste momento, optamos por chamar de “força”, uma força que 16

permite que nosso corpo viva, que nossa mente sonhe. Nós somos essa força que é a vida. Aprendemos que, para chegarmos aos resultados esperados, é preciso viver, aprender e muitas vezes lágrimas escorrem, sejam estas de alegria ou de tristeza. Como dizia Clarice Lispector: “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”. A vida é um labirinto de escolhas. Estar aqui, hoje, quer dizer que escolhemos trabalhar com as funções mentais, com o comportamento humano, com pessoas e suas relações, com seres únicos, finitos e dependentes uns dos outros. Trabalhar com seres humanos exige acima de tudo dedicação, amor à profissão e humanização, para que possamos ser a diferença e também sermos a diferença para todas as pessoas que passarem por nós. Sabendo que mergulharíamos no desconhecido quando escolhemos nossas respectivas graduações, alguns levaram tempo para se sentirem seguros quanto ao curso escolhido, outros já entraram na certeza, mas todos nós aqui sabemos da importância, do valor e da responsabilidade que teremos enquanto profissionais. Concluímos, pois, um longo ciclo, nas palavras de Sartre, “o fim, que tudo transforma, já está presente. Para nós, o sujeito já é o herói da história, sua vida, alegrias e tristezas, são bem mais preciosas do que as nossas: doura-o a luz das paixões futuras”. Rogamos para que sejamos capazes de ouvir e sermos ouvidos, para que possamos nos fazer entendidos, através de nossa fala, de nosso olhar sem preconceitos, e que, por nossos pequenos gestos, sejamos engajados, cuidadosos, prudentes e éticos. Que sejamos críticos em relação a nós mesmos e que possamos ter a capacidade de perceber a importância de nosso papel enquanto profissionais. Que estejamos abertos para reconhecer as mudanças que nosso trabalho é capaz de promover nas pessoas, em suas histórias de vidas, e em nós mesmos. Conta Eduardo Galeano, grande jornalista e escritor latino americano, que um dia, “um homem do povoado de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir alto no céu e na volta contou que tinha contemplado, lá de cima, a vida humana. E disse que somos um mar de foguinhos. O mundo é isso, revelou: um monte de gente, um mar de foguinhos. Não


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Mensagem dos Formandos de 2012-B

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existem dois fogos iguais. Cada pessoa brilha com luz própria, entre todas as outras. Existem fogos grandes e fogos pequenos, e fogos de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem fica sabendo do vento, e existe gente de fogo louco, que enche o ar de faíscas. Alguns fogos, fogos bobos, não iluminam nem queimam. Mas, outros, outros ardem a vida com tanta vontade que não se pode olhá-los sem pestanejar, e quem se aproxima se incendeia.” A g ra d e c e m o s , e m n o m e d e to d o s o s Formandos, aos nossos pais, às nossas famílias e aos amigos queridos, que não mediram esforços para que, hoje, pudéssemos estar aqui. Que acompanharam nossa trajetória, sempre retribuindo nosso amor com palavras de apoio e com o mais sincero desejo da realização de nossos sonhos. Aos nossos Amores um agradecimento especial, sempre ao nosso lado, seja para nos amparar, motivar, corrigir, instruir, e também para escutar muitas vezes nossos desabafos, medos, receios, inseguranças, e ali continuaram firmes e fortes ao nosso lado. E aos que partiram e que estão em plano divino, nossa homenagem perene de amor e agradecimentos. Que todo o orgulho que invade nossas famílias e que sentimos em nós, possa também alcançá-los. As sementes foram plantadas e estamos certos de que irão gerar muitos e bons frutos. Agradecemos aqueles que nos instruíram durante toda essa jornada, aos nossos queridos Professores, por nos guiarem ao conhecimento e nos prepararam para a vida profissional, relembrando as palavras de João Guimarães Rosa: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”. Queridos colegas e amigos, desejamos, do fundo de nossos corações, que tenhamos sucesso, seja ele entendido da maneira que nos convier. Que esse novo ciclo que se inicia hoje, venha com a convicção de que somos merecedores de uma caminhada brilhante e que cada passo dessa caminhada seja uma nova oportunidade rumo ao nosso crescimento. Parabenizamos todos os colegas formandos por mais uma etapa de nossas vidas que se completa hoje. E para finalizar façamos nossas as palavras de Clarice Lispector: “Sonhe com aquilo que você quiser. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la

doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos”. Parabéns pela nossa graduação. Viva as Turmas de Formandos em Nutrição, Psicologia e Gastronomia. Nosso Muito Obrigado!!!

Unisul Futuro: “Vi outros cursos,  mas Psicologia atraiu-me” Fonte: divulgação

Alunos do Colégio Bom Jesus a receber orientação de Manuela Vieira, da Equipe do Complexo Aquático na Pedra Branca.

Estudantes do Ensino Médio do Colégio Bom Jesus e da Escola Municipal Ivo Silveira visitaram a Unidade Pedra Branca em setembro no âmbito do “Passe Livre”, atividade do Programa Unisul.Futuro, que acolhe e orienta prospectivos estudantes sobre os ambientes de aprendizagem disponíveis na Unisul. Antes do tour pelas unidades, eles confraternizaram-se na praça de alimentação durante o café. Uma estudante em particular encantou-se com o nosso Serviço de Psicologia. “Ainda não conhecia a Unisul, muito legal. Pretendo cursar Engenharia Civil, mas foi bacana aprender um pouco sobre a Psicologia”, disse a estudante Larissa de Sousa, referindo-se à Clínica-Escola que funciona no SP no Bloco J. Imagina quando a Larissa descobrir as atividades oferecidas no Curso, em sala, nos estágios e em projetos. Seguramente, estará envolvida de corpo e alma. Fonte: Unisul Online, setembro de 2013. 17


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Depoimentos Formandos 2013-A Fonte: divulgação

Novos psicólogos da Turma de 2013‐A

Psicologia: a Realização de Um Sonho de Criança Como uma grande parcela da atual p o p u l a ç ã o florianopolitana, eu também não sou natural da Grande Florianópolis. Nasci no município de Criciúma, mas também saí de lá Michele Henrique da Rosa. muito cedo. Com apenas três anos de idade nos mudamos (eu, minha mãe e meu irmão caçula) para o município de Lauro Muller, um lugarejo pequeno, com pouco mais de 14 mil habitantes, ambos localizados no sul do estado. Sempre estudei em escolas públicas, comecei o Ensino Médio na cidade de Lauro Muller e terminei na cidade de Palhoça (onde moro atualmente) no Colégio Governador Ivo Silveira. Quando terminei o “Terceirão”, fiz curso pré-vestibular e tentei o vestibular em universidade pública, não passei e fiquei seis anos sem estudar. Em 2006, a Unisul ofertou uma bolsa (O Passaporte Unisul), que o estudante pagaria somente 50 por cento do valor do Curso. Consegui a bolsa e graças a essa oportunidade realizei meu sonho de fazer uma faculdade. Dentre os cursos oferecidos estava o de Psicologia, era um dos que eu tinha interesse. Escolhi a Psicologia, pois Fonte: cortesia

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sempre gostei do contato com pessoas, sempre fui muito empática com o outro, e também gosto muito de ouvi-los. Outro motivo para escolha do Curso é minha dificuldade com as ciências exatas, não sei fazer contas (risos). Estou há sete anos na Unisul. Nesse tempo conheci muitas pessoas que se formaram, outras que chegaram agora. Com certeza, além do conhecimento que levarei comigo para a vida, levarei também amizades significativas, pessoas que acompanharam minha trajetória no Curso, e que sabem das dificuldades que vivi para realizar o sonho de estar formada. Venho de uma família humilde, meus pais não tiveram a oportunidade de estudar. Quando entrei para faculdade não tinha nenhuma noção do que era o ambiente acadêmico, ou de diferenças entre universidades. Quando passei a compreender, entendi que estava numa universidade muito reconhecida, e o Curso de Psicologia também, um dos melhores da região o que me motivou mais ainda a continuar e me dedicar cada vez mais. Recomendo o Curso de Psicologia da Unisul, pois oferece um currículo sempre atualizado, os professores são super capacitados, além do diferencial dos estágios básicos desde as fases iniciais, o que possibilita ao aluno experimentar‐se


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Depoimentos Formandos 2013-A

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desde cedo no Curso. Assim como cada pessoa que passa por nós, deixa marcas em nossa vida, levarei comigo, muitas marcas boas desse contato com os professores da Unisul. Finalizo esse depoimento, confesso que ao escrevê-lo me fez lembrar de muitas coisas que passei durante o Curso, mas o espaço é pequeno

(risos), me sinto emocionada, tenho certeza que estive no Curso certo, amo a Psicologia e vou fazer sempre o meu melhor. Quero aproveitar esse espaço para agradecer a todos que estiveram presentes durante essa trajetória, principalmente ao meu marido Rafael, que sempre me apoiou e teve muita paciência (risos).

Saudades e Lições Que Aprendi na Unisul Sou Ematuir Teles de Sousa, 24 anos de idade, filho de Pedro T. de Sousa Neto e de Fátima Aparecida de Sousa. Sou natural da cidade de Rio do Sul – SC, localizada no Alto Vale do Itajaí. Casado Ematuir Teles de Sousa. com Fabio Junior Bitencourt, e residente há três anos na cidade de São José – Grande Florianópolis. Sempre estudei em escola pública, terminei o Ensino Médio no ano de 2006 na Escola Estadual de Ensino Básico Paulo Zimmermann – Cidade de Rio do Sul. Antes de ingressar na UNISUL, iniciei o Ensino Superior de Psicologia no 2º semestre de 2007 em outra Instituição de Ensino (IES), na época conhecida co m o U N I DAV I ( U n i ve rs i d a d e p a ra o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí). Após cursar três semestres, ao final de 2008, decidi vir morar em Florianópolis e pedi transferência para a UNISUL (ficam aqui os meus agradecimentos à Salomé Pires, amiga do coração que me acolheu na época). O desejo de morar em Florianópolis culminou em pesquisas de instituições de ensino superior da região da Grande Florianópolis. A Escolha pela UNISUL se deu após verificar o destaque que o Curso de Psicologia possui na região (Grande Florianópolis). Lembro-me que mesmo em Rio do Sul o Curso de Psicologia da UNISUL já era muito bem visto pela sua ênfase em pesquisa. Muito embora saiba avaliar hoje que este não seja u m b o m c r i t é r i o p a ra a e s c o l h a d e u m a profissão/curso (e resgato aqui os “retidos” das Fonte: cortesia

aulas de orientação profissional do professor Vanderlei Brasil). Resumo a decisão da continuidade da graduação como um “encontro”, do campo do sentir, do pensar e do escolher, fui tornando-me psicólogo. Recomendo o Curso de Psicologia da U N I S U L , esta graduação está munida de profissionais engajados na “arte” do ensinar, e isso faz diferença no profissional que vai se tornar. As experiências no Curso foram importantes para o meu crescimento profissional e pessoal, guardarei com carinho no coração e memória muitos momentos vivenciados no decorrer da graduação. Destaco alguns destes momentos: as participações em projetos de extensão, as práticas de monitoria das aulas das professoras Zuleica Pretto (Psicologia Fenomenológica Existencialista) e Deise Maria do Nascimento (Estágio Básico de Psicologia Social), as práticas de intervenções no Núcleo de Estudo e Atendimento à Queixa Escolar (NEAQUE) e em estágio no Serviço de Psicologia – sob orientação da Professora Simone Vieira de Souza, as experiências como mediador nos Fóruns Desembargador Eduardo Luz e São José, as viagens e apresentações em eventos científicos da Psicologia e, por último, as produções acadêmicas finais (TCC) sob orientação da Professora Ana Maria Pereira Lopes. Registro aqui os meus agradecimentos por todo acompanhamento, atenção, carinho e dedicação destas professoras queridas que contribuíram na minha trajetória acadêmica, um pouco de cada uma de vocês eu “roubei” e somei a uma parte do “mim” pessoal, acadêmico e profissional da Psicologia. Obrigado! Agradeço também a participação e apoio de meus familiares nesta etapa da vida, em especial aos 19


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Depoimentos Formandos 2013-A

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meus pais Fátima e Pedro que orientam e me ensinam sempre, ao Fábio que além de meu companheiro se tornou meu confidente e por quem eu tenho profunda admiração, e aos meus amigos e amigas. Tenho consciência de que posso contar com todos/as nos mais variados aspectos da vida. Vocês são especiais e importantes para mim. Finalizo deixando registrados os sentimentos que tenho tido desde o início da 9ª fase. Termino o Curso com satisfação e contentamento pelo que aprendi, com o desejo e a vontade de continuar nos “trilhos” do mundo acadêmico, com a determinação de que fiz a escolha certa, com a alegria dos amigos e amigas que conquistei, com os princípios de empatia e alteridade que consolidei, com a criticidade necessária para uma ética profissional, com a

sensação de que ainda se tem muito para aprender, com a certeza de que nas escolhas que fazemos podemos contar com o “outro” e que podemos ser este “outro”, e com o sentimento de saudade – Título de um poema que fiz e que compartilho com os leitores deste Boletim Informativo: SAUDADE Eu sinto... E estou sentindo agora! E agora? Dissipar o que se sente ou o agora? Como nenhum vai embora, O que se sente e o agora! Apenas sentirei... Até que ambos percam-se no tempo... Ematuir Teles de Sousa ‐ 13/05/2013.

Psicóloga Que Dialoga Ciência Com Fé Meu nome é Maria Izabel Souza, tenho 35 anos, sou natural de Palhoça, Educadora Social no Conselho Comunitário da Ponte do Imaruim, coordenadora da Pastoral da Juventude Acadêmica Maria Izabel Souza. na paróquia em que participo e apaixonada por música, principalmente violão. Fiz o Ensino Médio no Centro Educacional Maria Vargas e após concluir fiz uma experiência na Congregação das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus. Desde criança eu tinha um desejo: ser psicóloga. Confesso que meu entendimento era bem “senso comum”. Sempre quis ser psicóloga porque gosto de ajudar e ouvir as pessoas e sempre gostei dessa parte de formação humana. Hoje, claro que percebo que a Psicologia é mais que isso. Meu aprendizado no Curso me levou a muitas descobertas e a cada semestre eu tinha a sensação “estou no lugar certo”. Em 2008, fiquei sabendo do Programa Universidade para Todos – PROUNI. Realizei a prova Fonte: cortesia

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do ENEM e me inscrevi no PROUNI escolhendo a Unisul como primeira opção, por indicação de amigas que me falaram que o Curso tinha um conceito muito bom e os professores excelentes. Foi assim que conheci a Unisul e comecei a realizar um grande projeto de vida que era cursar Psicologia. Durante esses anos muitas coisas aconteceram. Posso afirmar que foram muito especiais e que levarei sempre comigo. Destaco principalmente o aprendizado, não somente do conteúdo da Psicologia, mas das vivências com cada professor, com cada colega de turma. Levo no c o ra ç ã o a s a m i za d e s q u e c o n q u i ste i , a s experiências maravilhosas aprendidas principalmente na vivência que estou tendo no estágio de Psicologia Hospitalar com cada paciente, com a Equipe de Enfermagem e os ricos aprendizados com as professoras orientadoras, bem como com as entrevistas realizadas para construção do Trabalho de Conclusão de Curso. Diante disso, posso dizer que tenho muito a agradecer. Quem me conhece sabe a importância que este Curso de Psicologia tem para mim, das lutas enfrentadas com fé e das alegrias em cada conquista. Assim agradeço a Deus por me dar força e sabedoria e aos colegas de turma e tantas outras


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Depoimentos Formandos 2013-A

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pessoas que conheci nesses cinco anos. Um agradecimento especial aos que foram meus e minhas professores(as), com os quais tanto aprendi e se tornaram fundamentais na minha formação, sempre levarei comigo o aprendizado recebido.

Enfim... está acabando... e saudades... é... sentirei muitas saudades de todos esses momentos especiais, mas guardarei todas essas coisas no coração e vou na alegria de estar concluindo esta etapa tão desejada por mim!

Depoimentos Formandos 2013-B Fonte: divulgação

Formandos de 2013‐B

Escolhi Psicologia Pela Qualidade e Por Identificação Fonte: cortesia

1. Quem é você (de que cidade é, onde fez o Fundamental e o Médio, fez outra faculdade antes da Psicologia)? Meu nome é Ana Cristina, sou natural de Santo Amaro Acadêmica Ana Cristina de Souza da Imperatriz, local onde resido até hoje. Sempre frequentei as escolas da região. Durante o

Ensino Fundamental, cursei a Escola Básica Municipal Professora Lourdes Garcia (em Santo Amaro). Como na referida escola não havia Ensino Médio, fui estudar numa escola estadual no mesmo município, Escola de Educação Básica Nereu Ramos (onde cursei todo o Ensino Médio). 2. Como conheceu a Unisul e por que escolheu cursar Psicologia? Já tinha ouvido algumas pessoas falarem que estudaram ou estavam estudando na Unisul. Como sou bolsista do Prouni deveria me inscrever em alguma instituição a qual pretendia cursar. Escolhi a 21


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Depoimentos Formandos 2013-B

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Unisul por já ter escutado relatos de que era uma boa instituição de ensino, e por ser a Universidade mais próxima da região que ofertava o curso de Psicologia. Escolhi o Psicologia ao ler mais aprofundadamente sobre alguns cursos que a princípio me interessavam, achei que dentre eles o de Psicologia se encaixa no meu perfil e que seria uma profissão que gostaria de exercer/dedicardurante minha vida. 3. Suas experiências na Unisul e no Curso. Boas e más recordações, se houverem. Ganhei muita experiência no transcorrer do Curso, vários professores trouxeram ensinamentos que levarei para minha vida profissional. Tenho ótimas lembranças do projeto de extensão Neaque (Núcleo de Estudos e Atendimento à Queixa Escolar), onde permaneci por dois anos. No referido campo, aprendi a ter um olhar mais humanizado à criança, evitando por rótulos e estigmas nelas. Além disso, durante o percurso acadêmico encontrei grandes amigos como Ana Jakellyne, Célia Raquel, Flavia, Mariana, que me instigaram e fizeram com que

esses cinco anos fluíssem harmonicamente e também grandes professores, podendo citar as professoras Ana Luz (clínica), Simone (orientadora de TCC), Maria Ângela, Ana Lopes e Gabriela (supervisoras do estágio hospitalar), com quem tive um contato mais aproximado nos últimos dois semestres devido ao estágio hospitalar, à clínica e ao Trabalho de Conclusão de Curso. Elas conduziram todo o processo de forma dinâmica e com uma leveza que o aprendizado foi adquirido/repassado de uma forma tranquila. Neste sentido, gostaria de agradecer a todos os professores que acresceram de sua maneira conhecimento durante minha trajetória acadêmica. 4. Recomendaria a Psicologia da Unisul a algum prospectivo calouro? Sem dúvidas nenhuma, o Curso de Psicologia da Unisul conta com os melhores professores e os mesmos têm muito a ensinar aos seus alunos através de suas experiências acadêmicas e profissionais. Acho o Curso excelente, não tenho o que reclamar.

Sonhou Ser Aeromoça, Cursou Filosofia, Mas a Psicologia Seduziu-a Meu nome é Elizete Branga, sou n a t u ra l d e A l f r e d o Wagner. Minha família mudou-se para a cidade de Palhoça no ano de 1970, eu tinha apenas 8 meses. Cursei o Ensino Fundamental na EEB Formanda Elizete Branga Irmã Maria Teresa que ficava bem perto da minha casa, no bairro Ponte do Imaruim. A escola para mim, sempre foi um lugar agradável, admirava os professores e sempre dava o meu melhor. Sonhava em ser aeromoça. Por questões particulares parei de estudar e só entrei no Ensino Médio em 1995. Fiz um supletivo que me acrescentou pouco conhecimento e esta escolha caracterizou meu Ensino Médio como particular, o que me impediu de pleitear alguns mecanismos ofertados pelos governos estadual e federal para Fonte: cortesia

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alunos oriundos de escolas públicas cursarem a Educação Superior. Mas o sonho de ingressar na faculdade batia cada vez mais forte em meu coração, tentei quatro vestibulares. Em 2002 ingressei no curso de filosofia na UFSC, que não era concorrido na época, cursei dois semestres. O curso era interessante, com alguns professores muito bons, mas eu não me sentia bem, eu não desejava dar aulas de filosofia. Entretanto, estava na faculdade e isso ninguém me tirava. Cansada da correria do trabalho e do trânsito para chegar até a UFSC tranquei o curso. Entrei num curso pré-vestibular popular, em 2003, para então tentar ingressar no Curso de Psicologia. Por que Psicologia? Conhecia uma pessoa extraordinária para quem prestei alguns serviços, sua profissão: Psicóloga. Investiguei um pouco mais no caderno de cursos da UFSC e achei que realmente Psicologia tinha muito a ver comigo. Uma escolha quase sem critério nenhum, levada a sorte, mas não passei.


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Depoimentos Formandos 2013-B

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No ano de 2006, prestei vestibular para pedagogia na Faculdade Municipal de Palhoça, não passei, pois me esqueci de dar um título para a redação. Neste mesmo ano, subi o morro da Pedra Branca com um grupo de amigos e lá de cima apontando para a Unisul, então eu disse: “ano que vem estarei estudando ali”, eles riram de mim. Então dei uma guinada de 360º graus na minha vida e em 2007 me matriculei no curso que mudou a história da minha vida. Enfim, estava cursando Psicologia na Unisul, orgulhosa da minha teimosia e feliz com a escolha que a cada dia se concretizava. Agora sim, me sentia em casa. Nesta mudança de “vida”, perdi alguns privilégios, abri mão de muitos confortos, mas estava encantada com tudo, não foi fácil, reescolhia todos os dias este sonho, senão acabaria desistindo, pois a idade avançada, a falta de condições financeiras, entre outras dificuldades tornavam o processo por vezes penoso. Desde o início do curso pleiteei a bolsa de estudos do Art. 170, que financiava metade das minhas mensalidades, com a condição de eu desenvolver vinte horas de trabalho voluntário, assim escolhi me inscrever no Projeto Terapeutas da Alegria, coordenado pela Professora Rosiléia Rosa, onde permaneci por cinco anos e aprendi muito. Já na primeira fase do curso, na aula de História da Psicologia, conheci o Professor Vanderlei Brasil, um mestre que enxergou as potencialidades que nem eu mesma percebia. Ele me orientou direta e indiretamente, por convite dele entrei no Núcleo de Pesquisa Trabalho e Subjetividade (NPTS), espaço onde desenvolvi várias pesquisas em grupo e minha primeira pesquisa individual, orientada pelo Professor Iúri Novaes Luna, aprendizado intenso, esta pesquisa foi premiada no IV Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho (CBPOT) em 2010. Assim, fui fazendo amigos e aprendendo cada vez mais sobre a Psicologia. Mas por questões particulares tive que sair deste projeto. A turma que eu estudava era o máximo, éramos mais de 50 alunos em 2007/1, a formatura deles foi em 2011/2 e fui escolhida amiga da turma, dia inesquecível! Pessoas que trago no meu coração. E m 2 0 1 1 / 1 , e nt re i n o P ro g ra m a d e Orientação de Carreira da UNISUL (POC), onde

Fonte: divulgação

Elizete (ao meio) com algumas colegas formandas de 2011‐B.

desenvolvi trabalhos em escolas, aí sim me encontrei, pois orientar profissionalmente jovens de escolas públicas foi uma experiência indescritível, me via neles e a razão era óbvia. Continuo desenvolvendo este trabalho sob a coordenação do Professor Vanderlei Brasil, que para minha sorte também foi meu orientador no trabalho de conclusão de curso, que discutiu os motivos da escolha de jovens concluintes do Ensino Médio das escolas públicas de Palhoça que não desejam cursar a Educação Superior, neste trabalho também contei com o apoio dos Professores Luciano Bitencourt e Pedro Santos, pessoas extraordinárias. Foi o Professor Daniel Izidoro, figura genial, coordenador do Espaço Hipermídia, quem fez esta ponte entre mim e o Luciano. Participei durante dois anos do projeto Game Mobilidade, também coordenado pelo Professor Daniel e por meio deste trabalho conheci pessoas incríveis e inesquecíveis. Durante a graduação participei de quatro congressos. E hoje prestes a receber o certificado de que estou apta a desempenhar minha Profissão, sinto uma imensa alegria, e afirmo que eu não poderia passar por esta vida sem ter passado por esta experiência. Contei com o apoio de muitas pessoas, abri mão de muitas coisas, mas agora estou colhendo os frutos. Não sei se fiz o caminho certo, m a s t r i l h e i u m c a m i n h o p o s s í ve l . S e m e perguntarem se eu escolheria outro curso, respondo com certeza que não! Não me imagino fazendo outra coisa, amo o que faço, sou uma profissional 23


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Depoimentos Formandos 2013-B

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realizada. Recomendo esta instituição para quem deseja ser profissionalizar e obter além do diploma conhecimento e crescimento pessoal, seja em qualquer curso, pois a instituição quem faz também é o estudante e o mais importante é aproveitar

tudo o que ela tem para oferecer, desde que se esteja disponível para apreender e ensinar o que se sabe. Respeito e aprendizado mútuo, afinal ninguém consegue nada sozinho!

Psicologia Pelo Desenvolvimento e Contra Injustiças Sociais 1. Quem é você (de que cidade é, onde fez o Fundamental e o Médio, fez outra fa c u l d a d e a n te s d a Psicologia)? Sou André Preuss, tenho 31 anos, sou natural de Venâncio André Preuss Aires, Rio Grande do Sul . (RS). Realizei todo meu Ensino Básico em escola pública, o Ensino Médio, com algumas desistências e retomadas, levei cinco anos para finalizá-lo. Entrei na Psicologia aos 24 anos a partir do fundamental incentivo de alguns amigos. Estudei dois anos numa Universidade do RS – a UNISC, até entrar na Unisul, onde estou há cinco anos. 2. Como conheceu a Unisul e por que escolheu cursar Psicologia? Conheci a Unisul por meio da inscrição na Bolsa do Prouni, sendo escolhida como segunda opção depois de não conseguir a bolsa na Universidade onde já estudava Psicologia. A escolha pela Unisul foi pela localização (próxima de uma capital), pelo tamanho da instituição que possui polos em várias regiões de Santa Catarina, e por informações da Internet sobre sua atuação acadêmica. Escolhi Psicologia pelo interesse em contribuir de alguma forma para o desenvolvimento da condição humana e contra as desigualdades sociais. A possibilidade de relacionar os conhecimentos da Filosofia (que eu já tinha interesse), com os saberes da Psicologia (com o interesse de atuação na prática), foram dispositivos importantes de motivação nesse longo percurso da formação acadêmica. 3. Suas experiências na Unisul e no Curso. Boas e más recordações, se houverem. Entre as várias experiências que tive nesses Fonte: cortesia

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cinco anos de Unisul, destaco a primeira e mais a segunda fase. Foi quando, sem conhecer absolutamente nada de pesquisa científica, pedi ao professor que mais tinha afinidade na época (falecido Prof. Beto de Antropologia), uma orientação para tentar uma bolsa de pesquisa. Ele se prontificou imediatamente, sendo muito solícito e atencioso com minhas iniciativas acadêmicas, disponibilizando até horário de seu intervalo e adentrando sua aula para me orientar naquele esboço de projeto. No final, ao me perceber pouco capacitado ainda para trabalhar com pesquisa, resolvi desistir do projeto naquele momento. Entretanto, retomei-o em parte dentro do meu Trabalho de Conclusão de Curso, quando estudei as temáticas escola e educação. A postura acolhedora e empática do professor Beto naquela situação foi muito marcante para mim, pois, jamais na minha experiência como estudante havia vivenciado uma ação desse tipo. E esse fato hoje se tornou uma referência ética para a minha atuação como psicólogo. 4. Recomendaria a Psicologia da Unisul a algum prospectivo calouro? Com certeza recomendaria o Curso de Psicologia da Unisul para um calouro, tendo em vista, a referência de já ter estudado em outra instituição de Ensino Superior. Em que, na comparação entre elas, percebo que o Curso da Unisul, representado nos professores, apresenta uma visão de ser humano e sociedade muito mais crítica e complexa, facilitando um conhecimento mais amplo e dinâmico sobre a realidade em que vivemos e intervimos como profissionais. 5. Outras memórias da sua vida acadêmica, se houverem. Como memórias, posso destacar as aulas do início do Curso, as quais geravam intensos debates com professores e colegas que iam para além da sala de aula, e se estendiam para outros espaços de convívio. E


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Depoimentos Formandos 2013-B

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também destacar as práticas dos estágios no final do Curso que me possibilitaram a construção de grandes vínculos de amizade e companheirismo com professores e colegas, algo fundamental nessa minha

formação em Psicologia. Gostaria de agradecer a todas as pessoas, que de uma forma ou de outra, contribuíram para a minha constituição do ser psicólogo.

Psicologia a Serviço da Sociedade Fonte: divulgação

Sou Suelen Lazaretti, estudante concluinte do Curso de Psicologia da Unisul Pedra Branca. Tenho 24 anos e algumas experiências a compartilhar. Nasci em Guaporé/RS e lá fiquei Suelen Lzaretti até os 18 anos. Meus pais estudaram até a 4ª série, mas sempre incentivaram seus três filhos ao estudo. Sou a filha do meio. Fiz o Ensino Fundamental e Médio em escola pública, sempre conciliando com o trabalho. Ao terminar o Terceirão, pensei que tudo acabaria, porque as condições financeiras de nossa família não eram suficientes para arcar com os custos de uma Graduação. Fiquei sem estudar durante um ano, e foi através do ENEM que consegui uma bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (PROUNI), para o Curso de Psicologia em Santa Catarina. Sempre tive vontade de estudar o ser humano, e de alguma forma auxiliá-lo a se compreender. Inquietava-me com a situação social de muitos (e a minha) e como isso, às vezes, era ignorado, era negligenciado. Queria mudar o mundo de alguma forma, e naquela época, não tinha ideia como faria isso, justamente por ser uma utopia. Prossegui, sempre acreditando que iria conseguir de alguma maneira. Como dizem na minha terra, “Me mudei de mala e cuia” sem conhecer nada e ninguém. Foi assim que parei na Psicologia! Comecei, como todo calouro começa: meia apavorada, meia confusa com tanta coisa nova, mas com uma grande vontade de apreender. A sala cheia de meu primeiro semestre (2008-2) aos poucos foi diminuindo, mas minha vontade de apreender e minha paixão pela Psico só aumentavam. E assim fui me inserindo nos projetos de extensão, nos estágios obrigatórios e nas constantes

trocas proporcionadas nas disciplinas. Fui bolsista de Iniciação Científica (PUIC), onde aprofundei meus conhecimentos em pesquisa e o gosto por ela. Durante o curso, fiz também alguns estágios extracurriculares: trabalhei como monitora em um projeto do Instituto Guga Kuerten e em outro do Centro Cultural Escrava Anastácia no qual fiquei em contato com crianças e adolescentes e cujo aprendizado foi extremamente importante para minha prática profissional. Também fui estagiária de Pesquisa e da Coordenação de Psicologia por cerca de 2 anos e meio, local este que me proporcionou uma visão sobre a gestão do Ensino, além do contato com outros alunos do curso e com os professores. Sou Grata a essa troca cotidiana que me fez ser Psicóloga. A Psicologia me proporcionou escolher o rumo que gostaria de seguir, e na 9ª fase optei pela interface da Psicologia com a Justiça, na qual realizei os estágios em mediação familiar e com adolescentes em conflito com a lei, e foi assim que tive contato com a Justiça Restaurativa. Esse campo de atuação, me fascinava e me desafiava a concretizar a utopia que eu desejava no início, quando optei pela Psicologia. Foi assim que no meio ao Curso, eu e mais um grupo de colegas: Cayo, Helo, Ematuir, Vébora, Taís, Bethania, Rafael, Gabriela, pensando em potencializar nossa atuação e criar novos sentidos, fundamos a ONG CRIAÇÃO, cujo público alvo de nosso trabalho e projetos são crianças e adolescentes e que hoje conta com a colaboração de outros membros, muitos deles também estudantes do Curso. Durante a minha formação, conheci muitas pessoas especiais, amigos, professores, companheiros da jornada, pessoas que me proporcionaram momentos únicos e inesquecíveis e essenciais! Sou extremamente grata a elas. Agradeço as alegrias vivenciadas, os medos pré- avaliação, os momentos de descontração, os perengues que passamos, enfim, sou grata a tudo que vivenciei e experienciei no curso. Como diz a canção do Rappa “Valeu a pena”. 25


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Aceitando o nosso convite para continuar a contribuir com o Boletim Informativo, a Lívia da Cruz encaminhou o seguinte texto que representa um pouco das inquietações com relação a nossa atualidade, onde os contatos são norteados pelas tecnologias das redes sociais.

Do Teclado ao Lápis Amarelo Os Caminhos das Relações Sociais Lívia da Cruz* ‐Acabei de chegar à confeitaria! Muitos quitutes para provar, aceita um pedaço de torta??? Olha a Carol passando na rua, ela está usando um colar espetacular... Bom, 'olhando' assim, esse trecho inicial do texto é sem graça e, por alguns instantes, causa estranheza. Mas, que tal ler mais uma vez?! Tenho a impressão de que nessa segunda leitura você encontrará algo de familiar nos comentários. Quer tentar?! E agora, está um pouco mais claro? O primeiro parágrafo representa, de modo sutil, o que vivenciamos nas relações sociais na atualidade. Essas relações reforçam a influência das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) que norteiam o nosso dia a dia, e estão presentes no aparelho celular, no notebook, no tablet, no acesso a internet 3G, na televisão portátil, dentre outros elementos. Mas e o simples lápis amarelo também seria uma dessas tecnologias? Sim, afinal ele é resultado do desenvolvimento de experiências tecnológicas, consideradas inovadoras na época em que ele e outros recursos foram criados, e que serviram de base para as conquistas no século XXI e que com certeza influenciarão as criações nos próximos anos e séculos. Aproveitando a deixa do lápis amarelo, alguém se lembra da história dos diários, dos cadernos de recordação, dos álbuns de fotos, e outros recursos que eram usados para registrar algo que simbolizava uma conquista, um momento especial, a lembrança de uma paquera da escola ou mesmo as anotações que guardavam a decepção em relação à amiga do bairro. Será que sobrou um pedaço desse papel por aí? Era com esses recursos que nós 'conversávamos' há algum tempo atrás e,

dependendo da situação, os registros eram muito bem guardados, para que nenhum irmão curioso ou o desafeto da escola pudesse ler uma linha ou ver o pedaço do papel de bala guardado. Continuamos assim hoje, querendo preservar a nossa intimidade, guardar segredo, ter medo de ser descoberto/a? Para algumas pessoas esse clima de mistério persiste, mas para outras o momento é outro. Estamos na fase do compartilhar, do interagir, da interatividade. De acordo com Mattar (2012)¹, “[...] a interação estaria associada às pessoas, enquanto à interatividade, à tecnologia e aos canais de comunicação” (p. 25). A interação pode ocorrer com ou sem os recursos midiáticos, mas a interatividade se fundamenta na exploração desses recursos. Quando a nossa amiga registra os passos do seu dia a dia em um blog, no twitter, no facebook, ou espaços similares, que tipo de relação ela está estabelecendo com as demais pessoas, de sigilo ou de 'livro aberto'? Concordamos que é a segunda opção. Mas ela tem certeza de que do outro lado da tela (seja do monitor ou do aparelho celular) tem alguém que está esperando a próxima postagem dela? Que garantias ela tem de que as pessoas 'certas' lerão esse comentário? E, o principal, para que ela precisa que outra pessoa ou várias pessoas saibam que o colar da Carol é espetacular? Que relação estamos cultivando com nossos/as amigos/as, familiares, paqueras, vizinhos/as, professores/as.... As obrigações diárias muitas vezes nos afastam dos momentos de conversa com nossos/as amigos/as, nos privam de viajar o final de semana, limitam as idas ao cinema e dificilmente conseguimos escutar uma música sem estar fazendo outra tarefa.

¹ MATTAR, João. Interação e interatividade. In: MATTAR, João. Tutoria e interação em educação a distância. São Paulo: Cengage Learning, 2012. p. 23 – 50. (Série Educação e Tecnologia). 26


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Do Teclado ao Lápis Amarelo

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[...] Pouco a pouco, nossa jornada de trabalho parece cada vez mais insuficiente. Quando carregamos um aparelho portátil, o mundo digital (e as pessoas) vai junto. A vida doméstica também está mais sobrecarregada. Muito do que era chamado de tempo livre foi colonizado por uma miríade de obrigações em rede – portanto, não é mais livre (POWERS, 2012, p. 16). Nesse ritmo, algumas pessoas acabam explorando as facilidades da interatividade e compartilham as suas frustrações, as conquistas, a dúvida com relação a algum livro, nesses espaços de comunicação, podendo receber o retorno de alguém amigável ou mesmo de uma pessoa que nem conhece a verdadeira cor de seus olhos. Olhos, mas o que é o olhar mesmo?? O conjunto de informações compartilhadas de modo constante pelas redes sociais, em algumas situações, pode contribuir para o distanciamento do contato direto entre as pessoas, a perda do abraço amigo, de poder dividir aquele pedaço de bolo, de poder apoiar com a mão quando a amiga não consegue subir as escadas com facilidade. Alguém já escutou o comentário de uma amiga que pediu um copo de água para o irmão pelo Skype!? Mas as linhas que compõem esse texto, que pretendem compor um espaço no Boletim Informativo do Curso de Psicologia e que buscam chamar a atenção dos/as leitores/as estão sendo co n st i t u í d a s e m q u e e s p a ço ? O q u e e l a s representam? A interação e a interatividade estão presentes nas diferentes atividades do nosso dia a dia, seja de um modo descontraído ou formal. Mesmo que sem o comentário dos quitutes da confeitaria, essa colaboradora do Boletim quis compartilhar algo. Talvez o receio de que as pessoas fiquem mais distantes, o protesto por não possuir um perfil numa das redes sociais e ser cobrada por isso ou por, em alguns momentos, desejar abrir o seu diário e expressar as inquietações com determinados acontecimentos na comunidade. Compartilhe acontecimentos, olhe nos olhos das

pessoas que te rodeiam, reser ve os seus sentimentos mais íntimos à página lacrada do diário, acolha aquele/a que prefere a sua companhia na mesa da confeitaria e curta as pequenas conquistas da vida. Alguém se dispõe a resgatar o lápis amarelo... Fonte: divulgação

O que é mais confortável: Mamma Tech ou conversa no batente da porta?

Fonte: divulgação

Onde está o meu lápis amarelo nesse mundo multimidiático?

²POWERS, William. O BlackBerry de Hamlet: uma filosofia prática para viver bem na era digital. Tradução de Daniel Abrão. São Paulo: Alaúde Editorial, 2012. (Introdução – p. 15 – 19). 27


Informativo de Psicologia, ano 05, nº 21

Mensagem de Natal e Final de Ano Existe um ditado popular que diz, uma andorinha sozinha não faz verão, essa é uma metáfora que se aplica perfeitamente ao nosso Curso, principalmente neste ano que agora finda. Começamos a implantação do novo sistema de certificações, depois de longas e exaustivas jornadas de discussões. A partir do primeiro semestre, nossos formandos apresentaram os respectivos TCCII em forma de artigo científico e no segundo demos os primeiros passos pela adoção das normas técnicas (Estilo) da APA. Conseguimos, finalmente, autorização para oferecer Psicologia na Trajano. Participamos de mil e uma atividades em fóruns, hospitais, instituições de ensino, eventos profissionais e acadêmicos. Realizamos nossas próprias atividades, como Orientação de Carreira, exibição de filmes e debates, atendemos crianças com dificuldades de aprendizagem, observamos o Dia do Psicólogo... Chegado ao fim do ano, podemos dizer como prazer: Ufa, conseguimos! Mais um ano de sucesso. Mas, só conseguimos triunfar graças ao nosso já comprovado espírito de EQUIPE de professores, secretárias e estudantes devotados aos nossos objetivos comuns: QUALIDADE e MÉRITO em tudo que fazemos. As estrelas do Guia dos Estudantes, os pontos do Enade, o sorriso de satisfação das pessoas que atendemos no SP e em nossos estágios e, acima de tudo, o brilhantismo dos nossos estudantes dizem muito. Por isso, a Equipe de Coordenação do Curso aproveita esse momento especial do ano, para agradecer e desejar um bom descanso a tod@s vocês que dedicaram seu tempo e sua energia ao Curso. Gostaríamos de compartilhar as seguintes mensagens de FELIZ NATAL e PRÓSPERO ANO NOVO com vocês, na expectativa de um 2014 de novos sucessos (Também na Copa do Mundo! Claro, com devida licença requerida aos que não se empolgam com o futebol). “A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.” (Luis Alves – www.esoterikha.com) “Feliz Ano Novo! Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade.” (Albert Einstein ‐ www.esoterikha.com )

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Boletim informativo 2013  

Boletim Informativo. Psicologia. 2013. 2º Semestre.

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