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30 de Setembro de 2009

PLANO DE ACÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES 2009-2013

AGRUPAMENTO VERTICAL PROF. DIAMANTINA NEGRÃO

Equipa das BE: Carla Ferreira Sofia Afonso Isabel Afonso Paula Cunha Sílvia Fernandes Tânia Baptista Teresa Guerreiro


ANÁLISE DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES E PLANO DE ACÇÃO 2009 -2013

30 de Setembro de 2009

Índice

PARTE I

1. Análise PEST das Bibliotecas Escolares …………........................................................... 2 1.1. Factores externos: ameaças e oportunidades ............................................................ 3 2. Domínios de gestão. Actuação a desenvolver ................................................................... 4 3- Situação actual das Bibliotecas Escolares ........................................................................ 5 4. Análise SWOT das BE …………………… ..................................................................... 6 4.1. Análise SWOT/ Domínios do Modelo de Auto-Avaliação da RBE ……... 7 Acções a implementar ........................................................................................................... 8

PARTE II

1. Redefinição das políticas de organização e gestão .......................................................... 10 2. Plano de acção 2009/13 ................................................................................................... 10

Considerações finais ............................................................................................................ 17 Referências Bibliográficas .................................................................................................. 18

ANEXOS

(Foto da capa: BE de Olhos de Àgua) 1


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PARTE I (Análise das Bibliotecas Escolares)

1. Análise PEST das Bibliotecas Escolares As BE que aqui analisamos estão inseridas num concelho (Albufeira) particularmente sensível a todas as transformações que ocorrem a nível mundial, caracterizada como uma comunidade diversificada, pelo contínuo fluxo migratório de famílias de diferentes nacionalidades: Países Europeus (Reino Unido, França, Holanda, Alemanha), Países de Leste (Moldávia, Ucrânia, Rússia), PALOP`s, Brasil e China. Uma comunidade multicultural que exige transformações educativas. Os factores externos, fora do controlo das instituições, influenciam os resultados e podem apresentar-se como obstáculos à consecução do Plano de Acção de uma BE. A análise PEST permite focalizar o impacto do ambiente externo, definindo-se através do acróstico: P – político; E – económico; S – social; T – tecnológico. Apresentam-se de seguida alguns factores externos (às BE e às Escola) que influenciam o desenvolvimento das BE na escola e na sociedade. Ambiente Externo – Nacional e Internacional •Documentos orientadores internacionais sobre Bibliotecas e Educação ao longo da vida; •Governo Português: ME. GRBE( legislação, orientações). PNL.

•Decréscimo da taxa de renovação populacional;

•Crise económica mundial/recessão; •Novo conceito económico: “Capital de Conhecimento”.

Factores Políticos

Factores económicos

Factores Socioculturais

Factores Tecnológicos

•Novo Paradigama Digital; •Alargamento do PTE.

•Diversidade multicultural; • Instabilidade familiar.

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1.1. Factores externos: ameaças e oportunidades

A identificação/delimitação de factores externos permite, por um lado prever as ameaças para a organização educativa, neste caso as BE, e por outro descobrir oportunidades de acção. A nível político, a eleição dos novos órgãos de gestão, a aprovação da portaria que regulamenta a designação de professores bibliotecários para as escolas e a legislação (Decreto-Lei n.º 75/2008) que define a participação dos serviços técnicopedagógicos no Conselho Pedagógico vem criar novas oportunidades de integração das BE nas escolas/Agrupamento. Os factores económicos enquadram-nos num panorama de crise, que pode afectar os orçamentos destinados às BE, no entanto, esta situação pode também abrir novas oportunidades. A descoberta de novos recursos (intangíveis) obriga-nos a avaliar os recursos (tangíveis) existentes na escola, mais especificamente nas BE, valorizando a diversidade de suportes e alternativas. Também os recursos humanos, como agentes de (in)formação, podem ser aproveitados para criação de comunidades de práticas, comunidades virtuais ou redes de aprendizagem. Faz, portanto, todo o sentido investir em auditorias de informação, procurando rentabilizar todos os recursos existentes e disponíveis, quer na BE, quer na escola e comunidade educativa. A nível sócio-cultural poder-se-iam referir diferentes factores, mas centramo-nos apenas naqueles que afectam mais directamente esta localidade: a diversidade multicultural, a instabilidade familiar e o envelhecimento da população activa, mais precisamente nos serviços de acompanhamento a crianças e jovens, o que se reflecte num apoio insuficiente na área das TIC. A BE e a sua equipa têm aqui um papel decisivo na formação de toda a comunidade educativa e na possibilidade de desenvolver parcerias e projectos com outras entidades (bibliotecas públicas, serviços sociais, empresas...). Com a abertura da BE à comunidade e com a disponibilização de uma colecção adequada e diversificada torna-se possível combater desigualdades sociais e promover a mobilidade social. O novo paradigma digital apresenta-se, nos factores tecnológicos, como força motora de todo o processo de modernização das escolas, das BE e a nível de formação na áreas das TIC. O Ministério da Educação (ME) apresenta-nos o Plano Tecnológico da 3


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Educação, referindo que este plano “constitui-se como um poderoso meio para atingir uma meta fundamental: a melhoria do desempenho escolar dos alunos, garantindo a igualdade de oportunidades no acesso aos equipamentos, contribuir para a modernização dos estabelecimentos de ensino, possibilitando que estes funcionem em rede e aumentando a segurança no seu interior.” (ME: 2008) O mesmo documento do ME refere que serão criadas “Academias TIC nas escolas: formação em tecnologias, equipamentos e aplicações para alunos, docentes, não docentes e para toda a comunidade educativa.” (ME: 2008). A análise dos factores externos permite-nos (re)descobrir a amplitude da missão das BE e perspectivar algumas formas de actuação que exigem uma gestão de mudança para adaptação a um novo paradigma.

2. Domínios de gestão. Actuação a desenvolver. Serviços a reestruturar É necessário desenvolver práticas sistemáticas de recolha de evidências,“EvidenceBased-Practice”, um conceito que Ross Todd (especialista e conferencista internacional na área das BE) associa ao impacto que as práticas da BE devem ter no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, muito além dos processos e recursos (inputs), importam cada vez mais os resultados, os outcomes. Em concordância com o Projecto de Intervenção1 apresentado pelo Director e com o Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas, procuramos definir alguns domínios e áreas de intervenção:  Desenvolvimento da colecção: dando primazia à construção de uma Política de Desenvolvimento da Colecção, com a elaboração de um inquérito dirigido a toda a Comunidade Educativa. Objectivo: dotar as BE de colecções adequadas às necessidades de (in)formação de toda a comunidade;  Gestão da BE: exige-se uma reestruturação da equipa da BE, das funções que cada elemento deverá assumir e dos serviços a desenvolver. Funcionando como um todo,

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O Projecto de Intervenção do Director refere no seu ponto 7 – Estratégias: “Dar continuidade ao trabalho desenvolvido no Centro de Recursos/Biblioteca Escolar de modo a permitir seleccionar, manter, organizar e proporcionar o acesso a colecções de documentos relevantes e pertinentes, incentivando nos alunos: - Uma cultura de informação, baseada no rigor e discernimento; - a aquisição de competências de tratamento de informação; - a aprendizagem autónoma; - o gosto pela leitura; - o espírito crítico; - a criatividade.”

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a equipa deverá reunir com mais frequência para analisar a sua acção, adequar os serviços, recolher evidências (Evidence-Based-Practice) e avaliar o impacto “qualitativo da biblioteca”.  Integrar a BE na escola e no processo de ensino aprendizagem, através de uma maior articulação com departamentos (definição de guiões de pesquisa) e na planificação e organização de actividades (promoção da leitura, literacia da informação, ética da informação, segurança na internet...) Com a afectação de dois professores bibliotecários a este Agrupamento de Escolas convém constituir uma equipa diversificada e distribuir responsabilidades/serviços. De acordo com as necessidades identificadas para intervenção, interessa começar por definir:  Quando (fases) e quem será responsável pela avaliação da colecção;  Quando e quem reunirá com os departamentos (J.I, 1º, 2º e 3 Ciclos), para apresentação e desenvolvimento das literacias;  Quem orientará a equipa na definição de estratégias “Inquiry based Learning” e “Evidence-based-Practice;

3- Situação actual das Bibliotecas Escolares As três Bibliotecas Escolares de 1º Ciclo2, actualmente em funcionamento (E.B.1 de Brejos; E.B.1 de Olhos de Água e E.B.1 de Vale Carro) e a biblioteca da E.B. 2,3 estão dotadas de colecções que tem vindo a crescer, falta no entanto definir uma Política de Desenvolvimento da Colecção. No caso das BE de 1º Ciclo, a autarquia oferece anualmente documentos impressos e electrónicos, sem que antes exista uma avaliação das necessidades dos utilizadores. Os documentos são registados em livro próprio pela equipa da BE e são tratados (classificação, indexação, catalogação...) com apoio da Biblioteca Municipal. É, no entanto, necessário comunicar atempadamente à autarquia as necessidades de forma a delimitar/melhorar as aquisições que são feitas anualmente. Só assim se pode desenvolver uma colecção com documentos “relevantes e pertinentes”, indo ao encontro do Projecto Educativo do Agrupamento. 2

Existe uma quarta BE, recentemente construída na E.B.1 de Fontaínhas, está actualmente em fase de organização (mobiliário, equipamentos e fundo documental).

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A equipa das BE conta actualmente com duas professoras bibliotecárias, 4 assistentes técnicas e uma educadora, as suas áreas de formação são bastante diferentes sendo necessário criar espaços/tempos de formação (comunidades de práticas). A direcção do Agrupamento teve em consideração as orientações da RBE e distribuiu alguns tempos (2/3 tempos) a 4 professores de áreas diversificadas (TIC, EVT, Expressão Musical). Estes elementos são imprescindiveis para a equipa da BE, já que podem participar mais activamente em projectos de colaboração com as diferentes áreas disciplinares e não disciplinares. A acção das BE tem sido bastante positiva na promoção da leitura e na procura de parcerias que apoiem estas actividades, falta no entanto um maior envolvimento da equipa na identificação de problemas, na recolha, avaliação e interpretação de evidências, para delinear acções futuras de articulação com os docentes, na planificação de actividades associadas às literacias e apoio ao desenvolvimento curricular.

4. Análise SWOT das BE

Para definir as acções a implementar convém realizar uma análise mais concreta da situação actual de cada BE. Com a análise SWOT3 pretende-se avaliar os recursos e as capacidades internas (Pontos Fortes e Pontos Fracos) e os factores externos à organização (Oportunidades e Ameaças). (ver análises em anexo 1) Esta análise permite descobrir as áreas de sucesso, mas, também, identificar as áreas prioritárias de intervenção, para desenvolvimento de uma planificação estratégica e definição de linhas de acção. A análise das quatro BE, nos vectores seleccionados, revela-nos quatro situações relativamente distintas, mas encontramos, também, algumas Fraquezas, Forças, Ameaças e Oportunidades, bastante próximas, conforme se apresenta no quadro seguinte:

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O termo SWOT é o acrónimo das palavras inglesas Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças)

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FORÇAS - Uso da colecção pelos utilizadores principais (alunos); - Informatização das colecções; - Espaços, Mobiliário e Equipamentos tecnológicos.

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FRAQUEZAS - Colaboração da BE com os docentes em actividades curriculares; - Avaliação do impacto qualitativo da BE; - Desenvolvimento da colecção.

ANÁLISE SWOT OPORTUNIDADES

AMEAÇAS

- Apoio da direcção do Agrupamento;

- Adequação da equipa às necessidades da BE; -Falta de colaboração no desenvolvimento de competências de informação

- Apoio das Redes Locais de BE; - Colaboração com a BM;

Pelos Mapas de Posicionamento SWOT podemos constatar que as quatro BE se encontram situadas no “quadrante das instituições fortes”. Podemos, no entanto salientar que a BE da Escola Sede e a BE de Vale Carro estão próximas da linha do “quadrante das instituições frágeis mas com potencial de recuperação”. A BE de Brejos aproxima-se do quadrante das “instituições fortes, que se encontram sob ameaça”. A BE que tem uma posição mais confortável “com potencial de continuação de sucesso” é a de Olhos de Água, onde a equipa tem mantido alguma continuidade e regularidade no desenvolvimento de actividades com toda a comunidade educativa.

4.1. Análise SWOT/ Domínios do Modelo de Auto-Avaliação da RBE

Considerando os domínios do Modelo de Auto-avaliação (RBE) como orientações de acção, a equipa deve intervir prioritariamente nas seguintes áreas (indicadores): Apoio ao desenvolvimento Curricular

- Articulação curricular da BE com as estruturas pedagógicas e os docentes; - Parceria das BE com os docentes responsáveis pelas novas áreas curriculares não disciplinares (NAC) e docentes responsáveis pelos apoios educativos;

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- Promoção do ensino em competências de informação; - Trabalho articulado da BE com departamentos e docentes e com o exterior, no âmbito da leitura. Projectos, Parcerias - Apoio à aquisição e desenvolvimento de métodos de trabalho e de estudo autónomos; e Actividades Livres (AEC) - Dinamização de actividades livres, de carácter lúdico e cultural; Leitura e Literacia

- Apoio às actividades de enriquecimento curricular (AEC), conciliando-as com a utilização livre das BE; - Envolvimento das BE em projectos desenvolvidos em parceria, a nivel local e mais amplo; - Participação em reuniões com outras entidades (BM/SABE, DREALG, GTBECA). Gestão da Biblioteca Escolar

- Resposta das BE às necessidades da escola e dos utilizadores; - Adequação da equipa em número e qualificações às necessidades de funcionamento das BE e às solicitações da comunidade educativa; - Gestão da Colecção; - Alargamento da colecção aos recursos digitais online; - Organização da informação. Informatização da colecção; - Gestão cooperativa da colecção; - Difusão da informação

5. Acções a implementar

Pontos Fracos / Ameaças

Acções a Desenvolver pela equipa da BE

BE

- Integração da BE na Escola/ Agrupamento

- Colaborar na elaboração dos documentos orientadores da escola/Agrupamento.

Todas as BE

- Cooperação da BE com os órgãos pedagógicos de gestão intermédia, na escola/Agrupamento

- Integrar o Conselho Pedagógico e a equipa responsável pelas TIC.

Todas as BE

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- Colaboração da BE com os docentes em actividades curriculares

- Colaborar com os departamentos na planificação das actividades curriculares e extracurriculares.

Todas as BE

- Promoção do ensino em contexto de competências de Informação.

- Decidir com todos os docentes a implementação/aplicação de um guião de pesquisa de informação.

Todas as BE

- Produção de instrumentos de recolha de evidências

- Produzir diferentes grelhas e instrumentos para recolha de evidências.

Todas as BE

- Avaliação dos impactos da - Implementar o Modelo de Auto-Avaliação das BE (RBE) e comunicar os resultados. BE

Todas as BE

- Adequação da equipa às necessidades de funcionamento da BE;

- Negociar com o órgão de gestão e docentes Todas as interessados acções de formação na área das BE BE.

- Planeamento da Colecção de acordo com as necessidades dos utilizadores;

- Elaborar uma política de desenvolvimento da colecção para o Agrupamento e avaliar as colecções da BE (colecção multicultural).

Todas as BE

- Alargamento da Colecção aos recursos digitais online.

- Incluir no catálogo da BE recursos electrónicos de interesse para a comunidade Educativa

Todas as BE

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PARTE II (Plano de Acção 2009/13)

1. Redefinição das políticas de organização e gestão. As bibliotecas escolares devem definir a sua política de gestão organizando um plano de acção e um programa anual comum a todas as BE do Agrupamento, estabelecendo a ligação com os objectivos do Agrupamento (Projecto de Intervenção, Projecto Educativo, Projecto Curricular), visando sempre o desenvolvimento das aprendizagens e do sucesso educativo dos alunos.

2. Plano de acção 2009/2013 Este Plano de Acção para as Bibliotecas Escolares do Agrupamento Vertical Prof. Diamantina Negrão apresenta as linhas de acção estratégicas a desenvolver ao longo de quatro anos e procura, após a análise e avaliação dos pontos fortes e fracos, estabelecer áreas de intervenção prioritárias a curto e média prazo. Domínios/ Áreas

Apoio ao desenvolvimento Curricular

Acções

Objectivos

- Promover a participação periódica da BE nas reuniões de planificação dos diferentes órgãos pedagógicos da Escola/Agrupamento.

-Apoiar as actividades lectivas de ensino – aprendizagem (NAC, AE, OPTE)

2009 2013 2009/13

- Formar a Equipa da BE e fomentar a participação de professores colaboradores. 2009/13 - Organizar acções informais de formação sobre a BE junto do pessoal docente e não docente. - Fazer o levantamento periódico com os docentes das oportunidades de colaboração com a BE, de acordo com as planificações, os planos curriculares das turmas e os planos de aula, de modo a integrar a utilização da BE nos tempos lectivos.

- Melhorar os serviços de apoio das BE

2009/13 - Avaliar as actividades e os recursos

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- Apresentar aos docentes sugestões de trabalho conjunto em torno do tratamento das diferentes aprendizagens.

- Produzir e partilhar materiais

- Promover reuniões da BE com os docentes associados à OPTE (Ocupação Plena dos Tempos Escolares) e AE (Apoios Educativos).

- Melhorar a difusão da informação.

- Incluir na Equipa da BE elementos provenientes de áreas disciplinares variadas ou com formações diferenciadas.

- Apoiar as actividades lectivas de ensino – aprendizagem.

- Produzir e partilhar materiais utilizados noutras escolas e bibliotecas.

- Divulgação de instrumentos existentes de forma a autonomizar o mais possível professores e alunos (Manual do Utilizador da BE, CDU-lista de assuntos).

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2009/13

- Melhorar a comunicação entre a BE e os docentes.

- Formar os utilizadores para a utlização das BE do Agrupamento.

2009/13

- Realizar actividades, no início do ano lectivo, dando a conhecer o espaço, organização e funcionamento da BE. 2009/13 Promoção da Literacia de Informação

- Estabelecer um plano articulado e progressivo para o desenvolvimento das competências de informação. - Introduzir uma política no Agrupamento orientada para o ensino sistemático e em contexto curricular de competências tecnológicas e de informação. - Incentivar a formação dos docentes e das equipas das BE na área das TIC e da Literacia da Informação (formação em pesquisa e ética da informação). - Adoptar um modelo de pesquisa de informação uniforme para todas as escolas do agrupamento (produzir guiões e outros instrumentos de apoio à pesquisa). - Planear antecipadamente com os docentes o trabalho de pesquisa a realizar na BE. - Incentivar a formação dos docentes e das

- Apoiar alunos e professores em actividades de pesquisa de informação

- Instituir a BE como centro de formação e de aprendizagem

2009/13

- Criar um código de conduta, coerente e de 2009/10 aplicação generalizada.

- Desenvolver competências de

2009/13

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equipas das BE na área da literacia da informação. - Reforçar a articulação da BE com as Áreas de Projecto e outras áreas de carácter transversal que fomentem a utilização contextualizada das TIC. - Implicar a BE nos projectos, planos e políticas existentes na escola na área das TIC e da gestão de informação. - Realizar uma “Auditoria de Informação” que oriente a Comunidade Educativa para o uso responsável dos recursos de informação.

Leitura e Literacia

literacia de informação ao longo dos ciclos de ensino(JI - 1ºC - 2ºC 3ºC).

- Incluir os uso das TIC nas diferentes áreas curriculares.

2009/13

- Conhecer, difundir e utilizar os recursos de informação existentes no Agrupamento.

2011/12

- Envolver os alunos na vida da BE, criando um grupo de monitores ou “amigos” da biblioteca.

- Promover a utilização das BE e conhecimento das suas potencialidades

- Programar, com regularidade, visitas dos elementos da equipa à BM e às livrarias para conhecimento de novidades editoriais.

- Conhecer a evolução editorial.

- Utilizar a WEB e outras fontes de informação na prospecção e identificação de materiais do interesse das crianças e dos jovens.

- Identificar e analisar diferentes recursos educativos.

- Realizar avaliações periódicas da colecção, no sentido de identificar limitações.

2009/10

- Conhecer a colecção e as necessidades.

- Promover actividades de leitura em voz alta, de leitura partilhada ou animações que cativem as crianças e os jovens e induzam comportamentos de leitura. - Criar grupos ou comunidades de leitores que partilhem gostos e leituras.

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2009/13

- Desenvolver as competências da leitura.

- Reforçar o trabalho articulado com departamentos, docentes a abertura de projectos externos. - Reforçar a formação dos elementos da equipa 12


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nas áreas da literatura infantil e juvenil e da sociologia da leitura.

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- Investir na formação da equipa da BE.

- Encontrar/reforçar as parcerias com a BM e outras instituições. - Convidar especialistas; organizar um colóquio ou seminário sobre a leitura, a literacia e o papel das BE.

- Dialogar com os alunos com vista à identificação de interesses e necessidades no campo da leitura e das literacias.

- Descobrir parcerias e meios de colaboração. - Envolver toda a Comunidade Educativa em momentos de formação. - Incentivar a participação dos alunos.

- Distribuir o horário da equipa de forma a assegurar o mais possível a presença de um professor na BE (2º,3º Ciclo).

- Garantir serviços e apoio a toda a Comunidade Educativa.

- Reforçar a articulação com as Áreas de Estudo Acompanhado/Apoio ao Estudo. Projectos, Parcerias e Actividades Livres de Abertura à Comunidade

- Aumentar a participação das bibliotecas na dinamização de actividades culturais nas escolas. - Melhorar os mecanismos de Promoção e Marketing da BE, divulgando junto da Comunidade Educativa os programas de animação cultural. - Solicitar o envolvimento e colaboração dos pais e da comunidade na organização e financiamento de enventos.

- Divulgar o programa cultural da BE.

- Incentivar os pais e a comunidade a investir na formação cutural.

2009/13

- Solicitar à BM o empréstimo de documentos. - Programar com os docentes a utilização da BE no âmbito das AEC. - Promover reuniões de trabalho entre BE, Escolas e Agrupamentos do Concelho (comunidades de práticas). - Organizar visitas a BE e BM.

- Reforçar a colecção das BE. - Promover a utilização da BE. - Partilhar práticas, aprendizagens e actividades. 13


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- Articular os Planos Anuais de Actividades das BE e da BM. - Desenvolver programas de promoção leitura com envolvendo as famílias e toda a comunidade educativa (Feira do livro; Projecto Leitura-a-par; Projecto Ler+…). - Estudar a possibilidade de alargamento do horário das BE (Fontaínhas, Olhos de Água) para além do horário escolar.

- Colaborar na revisão dos documentos orientadores e reguladores da vida na escola (PE, RI, PC) e proceder às alterações necessárias. - Promover reuniões com todas as escolas do Agrupamento.

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- Rentabilizar as acções previstas de interesse comum. 2009/13 - Incentivar as famílias a partilhar momentos diários de leitura.

- Contribuir para uma gestão mais eficiente da BE .

- Colaborar na elaboração do Plano Anual de Actividades da Escola, e apresentar/ divulgar o Plano Anual de Actividades das BE.

2009/13

Gestão da BE

- Definir e discutir os objectivos e missão da BE em Conselho Pedagógico e Conselhos de docentes/departamentos.

- Integrar a BE nas escolas/Agrupamento.

- Manter um diálogo constante com o órgão de gestão partilhando dificuldades e sucessos. - Divulgar recursos e sugerir aquisições, projectos e actividades junto da Direcção e departamentos de docentes. - Elaborar um plano de marketing que reforce o valor da BE.

- Promover a BE

- Promover exposições, divulgar trabalhos, promover encontros, envolver os encarregados de educação. - Distribuir a equipa de forma a garantir uma abertura alargada das BE, rentabilizando as acções de cada um dos elementos. - Propor a realização de uma Auditoria de

- Organizar os recursos humanos

- Rentabilizar os 14


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Informação, no sentido de actualizar e adequar os recursos às necessidades. - Inventariar as necessidades de manutenção e actualização do hardware e software utilitário existente nas BE.

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recursos (materiais e humanos) de informação.

2009/11

- Desenvolver os serviços da BE

2009/13

- Melhorar as condições de instalação e equipamentos das BE, inventariando necessidades de actualização. - Organizar em colaboração com a BM a itinerância de fundos documentais entre escolas/bibliotecas do Agrupamento.

- Promover a cooperação com o exterior.

- Dinamizar actividades conjuntas com outras instituições locais (museus, Associações Culturais…) e organizar visitas a outras BE. - Incentivar os membros da equipa a procurar formação formal junto de Universidades e Centros de Formação (formação presencial e ambientes digitais), participação em reuniões/formação com o SABE e outros especialistas.

- Constituir uma equipa capaz de responder às necessidades de (in)formação da Comunidade Educativa.

- Apresentar candidaturas/inscrições a Programas e concursos específicos (RBE/PNL/DREALG).

- Promover as competências dos alunos.

- Elaborar a Política de desenvolvimento da colecção comum a todas as BE do Agrupamento. Gestão da Colecção

- Estabelecer e aplicar um conjunto de princípios de política documental adequados às escolas/ Agrupamento.

- Elaborar um Plano de desenvolvimento da Colecção (decidir classes prioritárias para avaliação.)

- Detectar pontos fracos da colecção.

- Aplicar questionários sobre as necessidades de informação a docentes e alunos.

- Descobrir necessidade de informação.

- Planificar e afectar verbas (solicitar uma verba anual para reforço da colecção).

- Adequar a colecção às necessidades da população que serve.

2009/11

2009/13

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- Proceder à conservação e restauro de obras. - Recolher pedidos e sugestões de aquisição de documentos junto da comunidade.

- Manter o Fundo Documental actualizado e organizado.

- Seleccionar novos recursos impressos e electrónicos (digitais). - Explorar e difundir o uso de recursos online e incentivar o recurso a dispositivos da web para produzir e difundir informação. 2009/11 - Promover a incorporação na BE de materiais produzidos no âmbito da actividade da escola.

- Difundir os recursos.

- Manter os livros de registo actualizados. - Elaborar/actualizar listagens de documentação existente na BE para as diferentes áreas e conteúdos programáticos. - Implementar uma estratégia de promoção e difusão da informação (Checklist). - Divulgar novidades e recensões de leituras, pelos alunos, nos Blog das escolas; - Disponibilizar a consulta do catálogo informatizado das BE. - Solicitar apoio técnico à Biblioteca Municipal (tratamento do fundo documental das BE de 1º Ciclo). - Definir uma política de empréstimos no Agrupamento e com outras BE e BM. - Formalizar estratégias de circulação documental entre as BE do Agrupamento.

- Criar instrumentos de recolha e registo sistemático de dados referentes à utilização e impacto da BE (evidências). Avaliação da BE

- Divulgar novas aquisições. - Informar todos os docentes sobre a colecção (recursos) da BE. - Incentivar a participação crítica dos alunos - Permitir que as colecções das diferentes BE do Agrupamento possam circular.

- Responder a necessidades dos utilizadores.

- Melhorar a BE e os seus serviços.

- Manter dossiers organizados com toda a documentação da BE. 2009/13 16


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- Implementar o Modelo de Auto-avaliação da RBE:  Domínio A - Apoio ao Desenvolvimento Curricular (2010/13)  Domínio B - Leitura e Literacias (2010/11)  Domínio C – Projectos e Parcerias e Actividades Livres de Abertura à Comunidade (2011/12)  Domínio D – Gestão da Biblioteca Escolar (2009/10)

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- Divulgar os resultados da Autoavaliação da BE a toda a comunidade.

- Definir prioridades, objectivos e planos de acção.

3. Identificação/Justificação dos domínios a avaliar Pela descrição da situação actual das quatro BE (em funcionamento) e considerando a nova BE que está a “nascer”, convém iniciar o processo de auto-avaliação4, seguindo a calendarização acima definida. Com o novo contexto das BE no Regulamento Interno do Agrupamento e a participação da PB no Conselho Pedagógico é necessário definir os processos de articulação da BE com a Escola/Agrupamento, definir os serviços que vão ser prestados, avaliar e gerir os recursos humanos e materiais (Domínio D); mas é também imprescindível definir a articulação curricular da BE com as estruturas pedagógicas e os docentes para desenvolvimento das competências da Leitura e da Literacia (Domínio B). Estes serão, assim, os primeiros Domínios a avaliar: Domínio D – Gestão da Biblioteca Escolar – 2009/10; Domínio B - Leitura e Literacias – 2010/11.

Considerações finais

Um Plano de Acção, como instrumento orientador, deverá ser reestruturado anualmente, de acordo com os resultados do processo de Auto-Avaliação das BE.

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Domínios seleccionados de acordo com o Modelo de Auto-avaliação da RBE.

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30 de Setembro de 2009

Referências Bibliográficas

Análise Externa – PEST, http://www.uma.pt/fcf/IMG/pdf/Trab_ICEMP_07_completo1.pdf [10/09/2009] Ano Lectivo 2008/09: 20 medidas de política para um novo ano lectivo. http://www.minedu.pt/ [09/09/2009] Izidoro, Paulo; e outros (2007). Análise SWOT (Adaptada a bibliotecas escolares) http://www.uniweb.pt/uniweb/Analise_SWOT_ITSY.xls [08/09/2009] Todd, Ross (2002). “School librarian as teachers: learning outcomes and evidence-based practice”. 68th IFLA Council and General Conference August. http://www.ifla.org/IV/ifla68/papers/084-119e.pdf [09/09/2009] Documentos orientadores e reguladores consultados do Agrupamento de Escolas: - Projecto de Intervenção, Candidatura ao lugar de Director. Dominique Nunes Palma (2009) - Regulamento Interno do Agrupamento Vertical Prof. Diamantina Negrão (em fase de aprovação) - Projecto Educativo do Agrupamento (aprovado a 08-09-2009)

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Plano de Acção 2009-2013