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Práticas de Modelos de Auto-Avaliação das BE – DREN3 O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas escolares: metodologias de operacionalização Tarefa da 6.ª Sessão: Análise e comentário crítico à presença de referências a respeito das Bibliotecas escolares em relatórios de avaliação externa Este comentário tem como suporte as informações presentes nos relatórios de avaliação externa de 33 escolas da Zona Norte, no ano lectivo de 2007/07 e no relatório nacional da IGE, referente também a 2006/07. No que diz respeito ao relatório nacional, focalizou-se a atenção na análise realizada pelo IGE ao conteúdo das asserções incluídas nas considerações finais dos relatórios de avaliação externa de 100 escolas/agrupamentos, no ano lectivo de 2006/07. A análise realizada pelo IGE estrutura-se em torno de aspectos tais como: pontos fortes e debilidades, oportunidades e constrangimentos. Na secção dos pontes fortes, assinalados pelos avaliadores, constatamos que apenas no domínio Organização e Gestão Escolar há uma referência à Biblioteca Escolar e é feita no factor de gestão dos recursos materiais e financeiros através da asserção “A organização e dinamização da BE/CRE”. Na secção das debilidades, não se verificam referências à Biblioteca Escolar, tal como não se verifica nem na secção das oportunidades, nem na dos constrangimentos. Relativamente aos relatórios de avaliação externa das 33 escolas da Zona Norte, apresentam-se algumas das referências encontradas: a) uma escola/agrupamento – em Parcerias, protocolos e projectos apenas é referido que “A biblioteca instalada na EB 2/3 insere-se na Rede Nacional de Bibliotecas Escolares”; b) uma escola/agrupamento – em Caracterização da unidade de gestão “a Biblioteca da Escola (BE) foi alargada dando origem à BE/Centro de Recursos Educativos (CRE)”; em Gestão dos Recursos Humanos “realça-se a atribuição de tarefas de maior complexidade na gestão e apoio aos alunos na sala de estudo, na BE/CRE e na realização dos trabalhos de casa”; em Parcerias, Protocolos e Projectos “projecto Theka, projecto de promoção da leitura, da escrita, da oralidade…”; c) uma escola/agrupamento – em Abrangência do Currículo e Valorização dos Saberes e das Aprendizagens “há uma valorização das actividades culturais e da Biblioteca da


Escola sede tem-se constituído como um pólo promotor e aglutinador dessas actividades. Vários escritores e outras entidades têm vindo realizar palestras…”; d) uma escola/agrupamento – em Prestação do Serviço Educativo “Há uma valorização das actividades culturais e a Biblioteca tem-se constituído como um pólo promotor e aglutinador dessas actividades. Dentre as actividades mais inovadoras, para além da formação de utilizadores e do apoio à pesquisa na Internet e de outras actividades propostas pelos professores de várias disciplinas, podem enumerar-se o “Ler consigo”(…). Também interessante é o encaminhamento dos pais e encarregados de educação para a biblioteca, enquanto aguardam para ser recebidos pelo director de turma, podendo ler os jornais ou requisitar livros e vídeos para casa”.

Os relatórios, de uma forma geral, não dão conta da importância que a Biblioteca escolar assume no apoio ao desenvolvimento curricular, nem sequer no âmbito de apoio a projectos, no âmbito da leitura ou mesmo de gestão de recursos humanos e equipamentos. A noção de Biblioteca Escolar como local de construção de conhecimento e, desta forma, concorrente para o sucesso educativo está longe de ser transmitida. Não se verificam muitas referências à relação existente entre os Projectos Educativos e o trabalho realizado na e pela Biblioteca Escolar. Qualquer que seja o leitor destes relatórios, não estando por dentro do trabalho que as Bibliotecas Escolares, integradas na RBE, têm desenvolvido ao longo destes últimos anos, não obterá a informação suficiente para fazer uma caracterização do perfil das BE, nem sequer verificará qual a importância e mais valia da existência desta valência nas escolas/agrupamentos. Quando, em alguns relatórios, se evidencia que a população aumentou os índices de leitura e de valorização dos livros, não se relaciona esse aumento com a BE, nem mesmo quando se aborda projectos de leitura (maletas-livros de volta). Numa outra referência a articulação e participação das autarquias, é abordada a ideia de catálogo colectivo e de RIBE, mas não se relaciona essa ideia com a Biblioteca Escolar e essa referência é feita num conjunto de outras ideias tais como: transporte de alunos, manutenção de equipamentos, entre outras. É de salientar que a amostra seleccionada diz respeito a um ano lectivo em que o Modelo de Auto-Avaliação das BE não estava ainda implementado. Talvez por essa razão não fosse ainda percebida, por diversos agentes educativos, a importância da BE no seio da comunidade escolar. De facto, as acções incluídas e relativas aos diferentes


domínios e sub-domínios do Modelo de Auto-Avaliação das BE, não estão reflectidas neste relatórios.

Fátima Carla Carvalho Fernandes

Comentário  

Comentário aos relatórios das escolas sobre a presença da BE

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