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Projecto de Animação Comum

Vida e Obra de Almeida Garrett

Peças de Teatro escritas por A. Garrett existentes na BMAG

Um auto de Gil Vicente 821-2 GARAa Frei Luís de Sousa 821-2 GARRf A sobrinha do Marquês 821-2 GARAs Catão 821-2 GARAc Mérope 821-1 GARAm Obras póstumas 821-2 GARAo O Alfageme de Santarém 821-2 GARAa O Impromptu de Cintra” 821-2 GARAi Garrett e uma cadeira em S. Bento 821-1 GAR Alguns dramaturgos do passado e do presente Abel Neves Alfredo Cortes António Ferreira António José da Silva António Patrício Augusto Abelaira Bernardo Santareno Gil Vicente Jacinto Lucas Pires, Jaime Salazar Sampaio Jorge Ferreira de Vasconcelos Jorge Silva Melo, José Cardoso Pires José Maria Vieira Mendes José Régio. Júlio Dantas Lídia Jorge, Luís Francisco Rebelo Luís de Sttau Monteiro. Luísa Costa Gomes. Maria Velho da Costa, Mário de Carvalho, Paulo José Miranda, Pedro Eiras Raul Brandão

Teatros Nacionais

Almeida Garrett 1799-1854 “O teatro é um grande meio de civilização, não prospera onde não há. (…) Para principiar, pois, é mister criar um mercado fictício.” (…) “Depois de criado o gosto público, o gosto público sustenta o teatro…” GARRETT, 1999, p.1320

Garrett atribuía ao Teatro uma alta função civilizadora, e empenhou-se intensamente na sua renovação. Queria uma produção nacional de qualidade, passível de elevar o gosto e a cultura do público. O que veio a conseguir plenamente. Desejava que a relação escritores, actores e público fosse estável. A ausência de público e de um espaço físico seriam inequívocas da decadência do teatro. “Garrett fez-se um grande dramaturgo, sabedor do seu ofício, dirigiu segundo um critério preconcebido a sua obra escrita, tornou-se homem de acção para a defender, e deixou os seus contemporâneos…”

Andrée Crabbé Rocha, in: O teatro inédito de Garrett, p. 25 Coimbra, 1954

Teatro Nacional D. Maria II (dirigido por); Teatro Nacional de S. Carlos Teatro Nacional de S. João (dirigido por )

Dia do Teatro - 27 de Março SABE—Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Desdobrável sobre Almeida Garrett


Nº4/2011 - Almeida Garrett e 0 Teatro

Almeida Garrett e o Teatro Passos Manuel (1801-1862)ao assumir as rédeas do governo, encarrega Almeida Garrett de pensar o teatro português em termos globais e incumbi-lo de apresentar sem perda de tempo, um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa. A. G.t ficou igualmente encarregue de criar a Inspecção-Geral dos Teatros e Espectáculos Nacionais e o Conservatório Geral de Arte Dramática, instituir prémios de dramaturgia, regular direitos autorais e edificar um Teatro Nacional em que decentemente se pudessem representar os dramas nacionais. O seu primeiro trabalho é organizar uma companhia de declamação que vai funcionar no velho teatro da rua dos Condes (…) o curso é dividido em componentes: Recta pronúncia e linguagem, rudimentos literários e aula de dança “para desplante do corpo e desembaraço dos movimentos”

Teatro NacionalD. Maria IIl, Lisboa

Ruínas do Palácio dos Estaus.

Conservatório Nacional, Lisboa

Alguns dramaturgos contemporâneos a Garrett Alexandre Herculano Alguns dramaturgos que influenciaram Garrett Esquilo Shakespeare Almeida Garrett levado à cena nos nossos dias Frei Luís de Sousa, Jangada Teatro, na sala deTeatro Ribeiro Conceição em Lamego, 15 Jan 2011 Falar verdade a mentir, e, Improptu de Sintra,Teatro Municipal de Almada, 16 Mar 2011 Falar Verdade a mentir, Companhia de teatro—Arte d’encantar, em Castro Marim, 25 Março 2011 Breve História dos Teatros Nacionais O Teatro Nacional D. Maria II foi inaugurado a 13 de Abril de 1846, ano em que se comemorava o 27 aniversário de Maria II (1819-1853) daí o seu nome estar-lhe associado. Obra neoclássica, projectada pelo Arquitecto Fortunato Lodi, ficou situada no topo no topo norte da Praça do Rossio. No dia da inauguração foi levada à cena o drama histórico em cinco actos O Magriço e os Doze de Inglaterra, da autoria de Jacinto Aguiar de Loureiro. Entre 1836, data da criação legal do teatro, à sua inauguração, em 1846, funcionou um provisório teatro

Projecto de Animação Comum

nacional no Teatro da Rua dos Condes (mais tarde transformado em cinema Condes). O local escolhido para instalar o definitivo Teatro Nacional foram os escombros do palácio dos Estaús, antiga sede da Inquisição e que, também em 1836, tinha sido destruído por um incêndio. O interior ardeu em 1964, tendo sido reconstruído posteriormente, reabrindo ao público em A tarefa de reconstrução demorou 14 anos, reabrindo, finalmente, as portas ao público na noite de 11 de Maio de 1978. A história deste Teatro, contudo começou dez anos antes da sua inauguração. Teatro Nacional de S. João Adquirido pelo estado em 1992, o S. João Cine é inaugurado como Teatro Nacional nesse mesmo ano. Foi seu director Eduardo Paz Barbosa. Na época a programação era marcada por peças de cariz musical. Sofreu obras de restauro entre 1993 e 1995. Reabriu em Setembro com Ricardo Pais e de José Wallenstein. Em 2003 o Teatro de Carlos Alberto, antigo Auditório Nacional, tornou-se a segunda casa do TNSJ. Em 2007 é integrado no sector empresarial do estado, recebendo a designação de entidade publica empresarial. Apresenta então uma motivação formativa, associando-se a criadores de gerações e provenientes de diferentes disciplinas: do desenho à escrita para cena, da sonoplastia às artes gráficas. Curiosidades “ O drama é a expressão literária mais verdadeira do estado da sociedade: a sociedade de hoje ainda se não sabe o que é, o drama ainda se não sabe o que é: a littertura actual é a palavra, é o verbo ainda balbuciante de uma sociedade indefinida, e comtudo já influe sobre ella; (…) os poetas fizeram cidadãos, tomaram parte na cousa pública como sua; (…) Os sonetos e os madrigais eram para as assembleias perfumadas dessas damas que pagavam versos a surrisos; (…) Os leitores e os espectadores de hoje querem pasto mais forte, menos condimentado e mais substancial: é povo, quer verdade. Dae-lhe a verdade do passado no romance e no drama histórico, - no drama e na novella da actualidade offereceilhe o espelho em que se mire a si e ao seu tempo, a sociedade que lhe está por cima, a baixo, ao seu nível, - e o povo hade applaudir, porque intende: é preciso intender para appreciar e gostar”. Almeida Garrett, Memória ao Conservatório, in Frei Luís de Sousa

Sugestões de leitura REBELO, Luís Francisco, 1924. 100 anos de teatro português (1880-1980) BPMP– cota LA 79REBEa

Dia do Teatro - 27 de Março

Desdobrável da BMAG (teatro)  

Desdobrável da Biblioteca Municipal Almeida Garrett sobre teatro (2011)

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