Page 1

MUIRAQUITÃ

Aline Brandão Costa

Imergiu na busca do seu ser: Na finalidade de estar, rir, falar, cair, chorar, trabalhar, amar. Cravado em si mesmo, mas nunca valorizado; O desconhecido em cada um: injustiçado, pedinte ignorado.

Na imensidão de sua Amazônia interna Absorveu-se num encontro de águas Do sim e do não, da escuridão e do clarão O equilíbrio foi certeza, que desequilíbrio também equilibrava.

Perscrutou, emergiu, absorveu-se. E a natureza impulsionou-lhe, Como quem diz: - Ajudou-te, e o Céu te ajudará!...

Ouviu atentamente a voz que ecoava do desconhecido. Eram sonhos de guerreiros, forças de vencedores. Pulsavam. E gritavam. Estremeciam, e chacoalhavam.


No dealbar das รกguas, no jade da mata, queriam o lembrar...

Na histรณria das misturas que o compunham, Foi presenteado com a Vida e a certeza do ser. Encontrou um bem precioso para o que mais vinha: Brilhante, um sapo verde talhado para lembrar a paz e a forรงa que tinha, Muiraquitรฃ.

Muiraquitã  

Autor: Aline Brandão Costa