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Cuenca

Ecuador,

S. .Am.

BIBLIOGRAFICO D I R E C T O E :

Cuenca, 20

Fr. V. Solano y Olmedo

de

Junio de

G. H u m b e r t o

1958

Mata

TÑT

19

Carta crítica sobre el poema intitulado, Victoria de Junio, canto a Bolívar, por J. J. de Olmedo

M i e s t i m a d o a m i g o : N o sé cual será su f u n d a o r i g i n a l inglés c o m o e n la traducción castellana p o r m e n t o para r e c u r r i r a mis escasas luces c o n el obM u n a r r i z , según el s e n t i r de b u e n o s críticos. Poco c o n o c i d o es el t r a b a j o de F r a y V i c e n t e j e t o de esclarecer sus dudas sobre el poema q u e se Lo p r i m e r o q u e o c u r r e al leer la Victoria S o l a n o ( 1 7 9 1 - 1 8 6 5 ) sobre « V I C T O R I A D E J U N I N i n t i t u l a V I C T O R I A D E J U N I N , C A N T O A B O de Junín, es el e n t u s i a s m o c o n q u e el poeta r o m C A N T O A B O L I V A R » p o r el poeta J o s é Joaquín L I V A R . S i n o conociese el carácter de V . diría q u e pe el s i l e n c i o y se a r r e b a t a i n m e d i a t a m e n t e a la de O l m e d o ( 1 7 8 0 - 1 8 4 7 ) . Inició su publicación en «Se- su p r e g u n t a era p o r b u r l a r s e de mí. P o r q u e si se inflamada esfera, según su e x p r e s i ó n . E n efecto, manario Eclesiástico: Periódico Relijioso, Político tratase de la I L I A D A , de la Eneida, de la Jerusa- el estro lírico, a v i s t a d e l g r a n d i o s o o b j e t o q u e y Literario» N ° 2, C u e n c a , D o m i n g o 31 de M a y o de len del Tasso, e t c . . . y o podría d e c i r a l g o c o n a c i e r t o ; iba a c a n t a r , n o permitía esta plácida introducción 1835. L u e g o lo c o n t i n u ó en « L A E S C O B A » N ú m . n o t u v i e r a o t r a cosa q u e hacer, sino c o p i a r a l g u n o s q u e o b s e r v a m o s en la Eneida: 18°, C u e n c a , E n e r o de 1857, c o n el t i t u l o " R e v i s t a de párrafos de t a n t o s l i b r o s buenos q u e h a y e n p r o y a l g u n o s h o m b r e s célebres de n u e s t r o siglo J - O l - en c o n t r a de a q u e l l o s poemas. Pero q u e r e r h a b l a r "lile ego, qui quondam gracili modulatus avena medo". c o n t i n o de u n a pieza o r i g i n a l , es p e d i r algo más Carmen E l D r . A n t o n i o B o r r e r o , biógrafo y a r r e g l a d o r de lo q u e p u e d e n m i s fuerzas, q u e jamás se h a n de las obras de S o l a n o , p u b l i c a esta c r i t i c a en " 0 - e j e r c i t a d o e n s e r v i r a las musas. Sea lo q u e f u e r e : Si esta p r i m e r a estrofa hubiese sido d i c t a d a O B R A S C O M P L E T A S " . / B a r c e l o n a , E s t a b l e c i m i e n t o V . me i n s t a , y v o y a d a r l e g u s t o , bajo la i n t e l i por el b u e n g u s t o , habría l l e g a d o al s u b l i m e ; p e r o T i p o g r á f i c o de " L a H o r m i g a de O r o " , 1 8 9 2 - 9 5 / mas, g e n c i a de q u e m i d i c t a m e n , b u e n o o m a l o , quizá d e s g r a c i a d a m e n t e n o lo es, c o m o se verá l u e g o . la a m p l i a a su g u s t o y sabor s i n i n d i c a r la p r o c e n u n c a verá la l u z . (1). L a conclusión del poema es d i g n a de a t e n d e n c i a p a r a a f i r m a r los añadidos. E n el c i t a d o p e Y o e n t r o sólo en este sendero; q u i e r o d e c i r , c i ó n , a la v e h e m e n c i a de los p r i m e r o s acentos suceriódico " L A E S C O B A " , N ú m . 3 2 , C u e n c a 20 de q u e n o he leído o t r a c r i t i c a q u e la de J . J . de M o de la c a l m a , y a esta c a l m a el r e c o n o c i m i e n t o de E n e r o de 1858, h a y el a r t i c u l o de Solano " L e n g u a ra, i n s e r t a e n el Correo Literario y Político de la musa q u e le ha i n s p i r a d o , aquí todo es n a t u r a l C a s t e l l a n a " d o n d e t r a t a de los arcaísmos de O l m e d o , L o n d r e s , n u m . 2 , que más b i e n debe llamarse u n en el p e n s a m i e n t o y e n los versos. párrafos éstos alterados p o r el D r . B o r r e r o a f i n de panegírico e x a g e r a d o q u e u n j u i c i o i m p a r c i a l . C u a n p r e s e n t a r u n a crítica e r u d i t a y rehecha l a b o r i o s a - do esto se hace c o n m é t o d o , ciencia y b u e n g u s t o , "Mas ¿cuál audacia te elevó a los cielos, m e n t e . I g n o r o de d o n d e habrá t o m a d o las demás i n - enseña m u c h o más que todos esos c e n t o n e s de H u m i l d e m u s a mía? ¡Oh! n o reveles crustaciones para dar c u e r p o al t r a b a j o de S o l a n o . obras didascálicas que p o r lo c o m ú n carecen de A los seres m o r t a l e s Este articulo — d e divulgación de una valiosa obra buenos ejemplos, sea p o r falta de d i s c e r n i m i e n t o e n E n débil c a n t o a r c a n o s celestiales, h a r t o d e s c o n o c i d a — me i m p i d e e x h i b i r m a y o r e s aná- el c o m p i l a d o r , o p o r estar d e s t i t u i d o s de bellos m o Y ciñan o t r o s la apolínea r a m a . lisis, e m p e r o preciso es h a c e r a l g u n a s breves a- delos e n el i d i o m a en q u e se escribe. T a l es, s i n cotaciones a la l a b o r c r i t i c a d e l i l u s t r e f r a i l e d u d a , el defecto de las Lecciones de B l a i r , asi en el cuencano. Y o volveré a m i flauta conocida S o l a n o i n d i c a a O l m e d o q u e si se tratase de L i b r e v a g a n d o p o r el bosque umbrío, h a b l a r de obras sobre las q u e h u b i e r e n j u i c i o s críticos le seria fácil, c o p i a n d o , p r o d u c i r él también el n o m i e n t a el t r a b a j o de los A m u n á t e g u i c i t a d o p o r Q u e matiza la m a r g e n de m i r í o " . s u y o ; q u e c o m o n o se ha e j e r c i t a d o c o m o poeta J . M. T o r r e s Caicedo y s e n t e n c i a q u e ' ' L a c r i t i c a n o puede j u z g a r c o n t i n o u n a pieza o r i g i n a l . ¿ E s de Amunátegui, n o merece la pena de ser c o n t e s t a Se n o t a en la m a y o r parte d e l c a n t o bastante q u e el crítico tiene que basarse en los p r o n u n c i a - da; pues se puede d e c i r en dos palabras, q u e h a elocuencia filosófica y m o r a l . T a l es, e n t r e otras, la bló c o n p r e o c u p a c i ó n , o no meditó lo que escribía''. m i e n t o s de otros antes que en el d i s c r i m e n personal? estrofa que c o m i e n z a : ¿ D e b e r á q u i e n o p i n e sobre piezas o r i g i n a l e s c e ñ i r - /Cf. L A E S C O B A , N ú m . 18, p. 3 / N o , asi no se hace c r i t i c a . T o d o j u i c i o de o t r o hay q u e r e v i s a r se a lo q u e ya se haya d i c h o antes? E n t o n c e s . . . no " L a s soberbias pirámides q u e al cielo puede haber, jamás, c r i t i c a i n d i v i d u a l . d e u n o . Este lo, s i n f a l l a r o m n í m o d a m e n t e ; p r e s e n t a r razones, E l a r t e h u m a n o osado l e v a n t a b a , ha sido el m a l de los críticos e c u a t o r i a n o s : todos e x p o n e r f u n d a m e n t o s antes de d i c t a m i u a r t a n i r r e f l e x i b l e m e n t e . L a c r i t i c a de los chilenos " J U I C I O S han ido p o r senderos t r i l l a d o s , r e m o l i é n d o l o sosteL u d i b r i o son del t i e m p o , q u e c o n su ala n i d o p o r los antecesores y , así, se ha maleado el g u s - C R I T I C O S D E A L C U N O S P O E T A S H I S P A N O A M E R I C A N O S " (aparecida en l i b r o seDébil, las t o c a , y las d e r r i b a al suelo to y se ha vedado el n a c i m i e n t o de u n c r i t i c o de v e r d a d , q u e o p i n e c o n los elementos y las reaccio- gún L u i s A l b e r t o S á n c h e z e n 1859 y según J u l i o A . L e g u i z a m ó n en 1861), es de m u c h o v a l o r , t a n t o nes de su p r o p i o c r i t e r i o sin a p o y a r s e en a n d a d e E n t r e la s o m b r a del e t e r n o o l v i d o , ras a n t e r i o r e s . J u a n León Mera fue crítico a u t ó n o - que Mera n o se d e s p r e c i ó de t o m a r l a en c u e n t a , ¡Oh de ambición y de m i s e r i a e j e m p l o ! refutándola en su "Ojeada Histór ico-critica sobre mo. D e n t r o del desvio de su g u s t o , su s e v e r i d a d sí E l sacerdote y a c e , el D i o s y el t e m p l o " . Ecuatoriana, desde su época más reh i z o m u c h o bien a la f l o r i c u l t u r a poética n a c i o n a l . la Poesía mota hasta nuestros días". / B a r c e l o n a , I m p r e n t a y Lástima fue q u e S o l a n o n o hubiese i n i c i a d o esa L a aparición d e l I n c a es u n a máquina poética Litografía de José C u n i l l Sala, 1893, p. 2 2 8 y sgts./ crítica. E f e c t i v a m e n t e : le faltaba poesia al alma de t a n h e r m o s a , q u e n o se e n c o n t r a r á cosa s e m e j a n t e , F r a y V i c e n t e S o l a n o , pero le sobraba erudición, c o n - Por supuesto que M e r a e s t u v o r e s e n t i d o c o n los según m i p e q u e ñ o m o d o de c o n c e b i r , n i en H o m e r o , c h i l e n o s p o r su s e v e r i d a d al j u z g a r unas poesías tracción y t a l e n t o s de bu', na l e y a u n q u e demasiado p u b l i c a d a s p o r él en 1858 y e x a g e r ó la defensa d e l n i en V i r g i l i o , n i en el Tasso, etc. Es u n a i m i t a ceñidos al " s e n t i m i e n t o r e l i g i o s o " , q u e le esrtobaba poeta g u a y a q u i l e ñ o . Mas, sí c o n s i d e r ó q u e d e c i - ción de la profecía de A n q u i s e s . en el l i b r o 6 d é l a para a d m i r a r las bellezas de la poesía de O l m e d o E n e i d a . P e r o esta imitación es s u p e r i o r al o r i g i n a l . bia ser c o n t e s t a d a . . . T e n g o m i s dudas respecto de en todo su e s p l e n d o r . D e haberse haberse q u i t a d o E l c a n t o r de E n e a s hace h a b l a r al p r i n c i p e t r o y a esta tara de c á n o n e s , F r . V . S o l a n o , p u d o j u z g a r q u e Solano c o n o c i e r a la " N O T I C I A D E L A V I C n o de las f u t u r a s g l o r i a s y c a l a m i d a d e s de los r o m a T O R I A D E J U N I N , Canto a Bolívar, por J . J . c o n más esclarecido tacto las estrofas q u e él cree nos, p a r a t o m a r de aquí ocasión de e l o g i a r a A u Olmedo. Reimpreso en Londres, 1 8 2 6 " , de B e l l o se o p o n e n e n t r e si, pero q u e no son sino la g r a d a g u s t o y a su j o v e n s o b r i n o M a r c e l o . Esta es u n a ción sucesiva d e l p o e m a p a r a , p o r c o n t r a s t e , p r e - /Cf. E L R E P E R T O R I O A M E R I C A N O . L o n d r e s , E n p u r a idea del poeta. E l cantor de Bolívar pone en la Librería de Bossange, Barthés y L o w e l l , 1826, t, i , sentar la h e r m o s u r a y f u e r z a de los versos d e n t r o boca de H u a i n a - C a p a c u n d i s c u r s o q u e , a e x c e p p. 5 4 6 1 / y a q u e todo lo q u e e m i t e sobre B e l l o es a t r a sus " h i n c h a z o n e s " y " f r i a l d a d e s " . . . vés, i l u m i n a d o p o r el c o l o m b i a n o a u t o r de " E N S A - ción de a l g u n o s periodos, es el m i s m o q u e p r o n u n c i a Solano se engríe en 1857 q u e T o r r e s C a i c e d o , Y O S B I O G R A F I C O S Y D E C R I T I C A L I T E R A R I A " . r o n Huáscar. A t a h u a l l p a y M a n c o - I n c a . V é a s e la de C o l o m b i a , hubiese e m i t i d o u n j u i c i o semejante al h i s t o r i a de G a r c i l a s o . E n u n a p a l a b r a , esta ficción Si la m a e s t r a o b r a d e l L i b e r t a d o r , g e o g r á f i c a m e n t e s u y o en el " C o r r e o de U l t r a m a r , núm. 185 y s i es la más verosímil e n t r e todas las a p a r i c i o n e s de d i g u i e n t e s " . A n t e s q u e el j u i c i o de T o r r e s t e n e m o s el más cerca, n o es c i t a d a p o r S o l a n o , la del v e n e z o v i n i d a d e s , f a n t a s m a s , f u r i a s , espectros, etc., de los lano allá e n L o n d r e s p u d o ser, quizás, del t o d o i g n o de Bolívar q u i e n , e n sus C a i t a s desde C u z c o , 27 poetas más famosos. P o r m a n e r a q u e el s e ñ o r 0 1 rada p o r p r o p i o y p e r s o n a l c o n o c i m i e n t o . de J u n i o de 1825 y el 12 de J u l i o , d e l miso

o

m o año y desde la m i s m a c i u d a d , dada a O l m e d o v e r d a d e r a e n s e ñ a n z a de Poesia, a la vez q u e ejercía Crítica sobre " V I C T O R I A D E J U N I N " . Y el L i b e r t a d o r c i t a b a a H o r a c i o , a B o i l e a u , L a Riada, la E n e i d a . . . y p r e s e n t a b a todas las características d e l escrito de S o l a n o . ¿ C o n o c i ó éste la c r i t i c a de Bolívar r e a l i z a d a q u i n c e a ñ o s antes q u e la suya? S o l a -

Con t o d o , la c r i t i c a d e l polígrafo a z u a y o es u n a p o r t e valioso p a r a el estudio d e l p o e m a del v a t e O l m e d o q u e d i s p a r a b a t i r o s d o n d e h u b o sólo c o m bate a l a n z a . L a publicaré c o m p l e t a e n los s i g u i e n tes n ú m e r o s de este B O L E T I N B I B L I O G R A F I C O . G. h . M .

( i ) A s í creía el a u t o r de esta c a r t a en otras c i r c u s t a n c i a s ; pero estas h a n variado a h o r a , y quizá l a l e c t u r a de e l l a n o será ent e r a m e n t e inútil. H a y a l g u n a s c r i t i c a s m i n u c i o s a s que en un país m u y i l u s t r a d o serían supérfluas; m a s en el n u e s t r o s o n n e c e s a r i a s , a fin de que los j ó v e n e s se aficionen a l a b e l l a l i t e r a t u r a .


) e n su poética: icta v o l u p t a t i s causa, sint p r ó x i m a v e r i s ; 3 aquí resulta a q u e l a p a s i o n a r s e el l e c t o r a m e n o de u n a m u l t i t u d de ideas, q u e le hace n a c e r visión respecto a su p a t r i a , m u c h o m e j o r q u e c u e n t o s de H o m e r o y el pasaje t a n patético de g i l i o : T u M a r c e l l u s e r i s . . ., q u e h i z o d e r r a m a r r i m a s a O c t a v i o y a su h e r m a n o A u g u s t o . L a versificación es, p o r lo c o m ú n , f l u i d a y p r o •cionada a l a s u n t o . Esto hace c o n o c e r q u e e n nde el uso y m e c a n i s m o de n u e s t r o v e r s o , n o .no a q u e l p e d a n t e de B o g o t á , q u e c o m p u s o u n tremés i n t i t u l a d o Las Convulsiones, en versos decasílabos pareados y estilo s a c r i l e g a m e n t e c h o r r e r a . A esta clase de obras l l a m a b a n los r o m a n o s medias t a b e r n a r i a s . ¿ Q u é idea tendría este b u e n m i b r e de n u e s t r a s c o m p o s i c i o n e s dramáticas? ¿ S e jdrá a p l i c a r l e estos versos de D e s p r e a u x ? " U n sot, e n e c r i v a n t fait t o u t a v e c plaisir, I I n'a p o i n t en ses v e r s l ' e m b a r r a s de c h o i s i r ; E t t o u j o u r s a m o r e u x de ce q u ' i l v i e n t d ' e c r i r e , R a v i d ' e t o n n e m e n t , en soi m e m e i l s ' a d m i r e " . Q u e imitaría

así:

U n e s c r i t o r tolodrón T o d o lo hace c o n p l a c e r A pesar de no t e n e r E n sus versos e l e c c i ó n , De amor propio en u n abismo Se t r a n s p o r t a p o r su e s c r i t o ; Contémplase de h i t o en h i t o , Y se r e m i r a en si m i s m o . P e r o la crítica i m p a r c i a l n o debe l i m i t a r s e a o b s e r v a r lo bueno y o c u l t a r los defectos. Estos son i n e v i t a b l e s e n todas las p r o d u c c i o n e s d e l espíritu h u m a n o ; y se puede d e c i r que los h a y n o t a b l e s a l a p a r de las bellezas de u n poema. H o m e r o , V i r g i l i o , M i l t o n , el Tasso, etc., no están exento¡; hasta d e l r i d i c u l o . B i e n es v e r d a d q u e el l e g i s l a d o r del b u e n gusto, c u y a a u t o r i d a d no debe causar t e d i o a u n q u e se r e p i t a v a r i a s veces en esta m a t e r i a , H o r a c i o , nos asegura q u e , c u a n d o h a y m u c h a s cosas estimables e n las poesías, n o debemos i n c u l c a r demasiado sob r e a l g u n a s faltas: se e n t i e n d e c u a n d o estas n o sean sustanciales. " V e r u m u b i p l u r a n i t e n t i n c a r m i n e , n o n ego paucis O f f e n d a r m a c u l i s , quas aut i n c u r i a f u d i t , A u t humana parum cavit natura". ¿Cuáles s o n , pues, e n la Victoria de Junín? Helas aquí, según m i m o d o de j u z g a r . L a p r i m e r a est r o f a , respecto de la s e g u n d a , es r e t u m b a n t e , h i n chada y fría. D i c e asi: " E l t r u e n o h o r r e n d o q u e en f r a g o r r e v i e n t a Y sordo r e t u m b a n d o se d i l a t a P o r la i n f l a m a d a esfera, A l D i o s a n u n c i a que e n el cielo i m p e r a . Y el r a y o q u e en Junín r o m p e y a h u y e n t a L a hispana muchedumbre.

Y el c a n t o de v i c t o r i a Q u e en ecos m i l d i s c u r r e e n s o r d e c i e n d o , P r o c l a m a n a Bolívar en la t i e r r a A r b i t r o de la paz y de la g u e r r a " . P r e s c i n d i e n d o ahora de la cuestión sobre la n a t u r a l e z a de la poesía, si consta en la ficción, o n o ; d i g o , q u e la p r i m e r a estrofa es fría, p o r q u e debió p r e c i s a m e n t e , c o n relación a la s e g u n d a , t e n e r una ficción poética que la a n i m a s e . E l verso último, al Dios anuncia que en el cielo impera, es u n a v e r d a d t a n b r i l l a n t e c u a n t o son los ó r g a n o s por d o n d e ella se nos t r a s m i t e : la revelación y la razón. A h o ra b i e n : c o m p a r e m o s esta v e r d a d l u m i n o s a c o n los últimos versos de la s e g u n d a estrufa; y al leerlos se q u e d a y e r t o el l e c t o r c r i s t i a n o . Se dice q u e D i o s es d u e ñ o d e l r a y o celeste c o n i n d e p e n d e n c i a , y lo misino Bolívar del de la g u e r r a . Esto último es u n a ficción y ¡o p r i m e r o u n a v e r d a d . H e aquí puestas en p a r a l e l o dos cosas que p u g n a n e n t r e si, y se o p o n e n a todo s e n t i m i e n t o r e l i g i o s o . Esto, en b u e n castellano, se l l a m a b l a s f e m i a . L u e g o todo el p e n s a m i e n t o , q u e r i e n d o elevarse al s u b l i m e , se ha q u e dado h i n c h a d o y r e t u m b a n t e , s i n . ser capaz de ac a i o r a r u n a imaginación m e d i a n a m e n t e perspicaz. E l s u b l i m e no dista m u c h o del r i d i c u l o , se ha d i c h o r e p e t i d a s veces, i m i t a n d o este v e i s o de H o r a c i o : ' I n v i t i u n d u c i t c u l p a e f u g a , si c a r e t a r t e "

Y SU CRONOLOGIA DE CUENCA

Conocí al D r . Rolando en Quito, mientras hacía y o m i C u r s o de B i b l i o t e c o n o m í a en la U n i v e r sidad C e n t r a l . Y a g r a d u a d o , le traté m e j o r e n C u e n ca d o n d e , e n u n a c o n f e r e n c i a , hice su presentación e n c o m i a n d o su l a b o r de p r o f u n d o c o n o c e d o r de la b i b l i o g n o s i a a la q u e ha dedicado toda su v i d a : c o n fervor, con sacrificios y con vocación nunca declinante. G r a t a sorpresa f u e v e r l e en estos días, t r a y é n d o m e de G u a y a q u i l u n d a t o q u e le había s o l i citado p o r c a r t a . C o n s i g n o esto para h a c e r p a t e n t e la m u n i f i c e n c i a de su espíritu, la f r a t e r n i d a d i n t e l e c t u a l y la c o n c i e n c i a que él t i e n e de la misión d e l d i f u n d i d o r de C u l t u r a . Esta l a b o r de d i s p e n s a d o r de luces la ha e j e r c i d o desde hace más de m e d i o siglo, y a j u n t o a l m a e s t r o A l m i n a t e y y a solo en e n este c a m i n o t a n i n g r a t o y t a n i n c o m p r e n d i d o : puesto q u e n a d i e a q u i l a t a la misión de q u i e n r e c o g e datos, señala el o r d e n y la fecha de los sucesos escritos e n la i m p r e n t a , p r e s e n t a n d o u n a lista e x a c t a de p u b l i c a c i o n e s de u n d e t e r m i n a d o a u t o r o y a sea de u n pais, de u n tópico dado o de u n a c i e n c i a en p a r t i c u l a r . E l D r . R o l a u d o l l a m a a esto B I B L I O G R A F I A , d e l m i s m o modo q u e c u a n t o s esc r i b e n sobre este a s u n t o d a n esta clasificación q u e ha v e n i d o a c o n s t i t u i r a r t e de bibliografía a p l i c a d a , a n u l a d o r de la Bibliografía científica o p u r a . E l uso se ha i m p u e s t o p a r a e n t e n d e r p o r b i bliografía el m e r o s u m i n i s t r o m a n u a l de títulos de todo lo q u e rato ha establecía, d e j a n d o de lado el c o n s i d e r a r a d i c h a bibliografía en su esencia más p e r f e c t a e s p e c u l a n d o sobre el proceso crítico, sobre la o b s e r v a c i ó n , el análisis y la información del proceso i n t e l e c t u a l . T o d o s h a n r e a l i z a d o b i b l i o grafía m a t e r i a l , a p l i c a d a a la e n u m e r a c i ó n de l i b r o s q u e p r o v e a n de u n h o n t a n a r para u n a m a t e r i a o a la m i s m a f u e n t e de p r o d u c c i ó n i n t e l e c t u a l de u n a u t o r io q u e cae más d e n t r o de la c r o n o l o gía q u e de la bibliografía p u r a ; n o m e n c l a t u r a antes q u e el mapa e s p i r i t u a l de una o b r a . E m p e r o l a b o r útilísima p o i q u e abarca el índice g e n e r a l de todos los c o n o c i m i e n t o s q u e el espíritu ha c o n s i g n a d o en letra impresa. H e t e n i d o en mis manos la o b r a de R o l a n d o q u e me la ha hecho v i v i r a n t e m i admiración, p o r q u e este docto bibliógrafo, de los e l e m e n t o s c o n s i g nados en sus e n c a s i l l a m i e n t o s , p r e s e n t a el p a l p i t a n te interés d e l l i b r o , d e l f o l l e t o , de la hoja suelta c o n su h i s t o r i a e l o c u e n t e . Así, n o ha caído e n lo q u e M e n é n d e z y P e l a y o l l a m a b a al bibliógrafo: ár i d o " a c a r r e a d o r y faquín de la república de las l e t r a s " . . . P u i g b l a n c , según la Espasa, también d i z q u e t e n i a el m i s m o p e n s a m i e n t o ; cosa que salta a la v i s t a , pues eso vendría a ser el o r d e n a d o r de las obras p u b l i c a d a s : s i m p l e abacero q u e m u e s t r a e n estantes los p r o d u c t o s del saber h u m a n o .

Enseñada esta C R O N O L O G I A C U E N O A N A p o r su a u t o r , es u n a v e r d a d e r a guía de e s t u d i o del r e p e r t o r i o e s p i r i t u a l de C u e n c a : desde su más r e m o ta antigüedad hasta h o g a ñ o . E s p l e n d e en ella la p a ciencia del v e r d a d e r o a m a n t e de los libros q u e ha hecho de su b i b l i o f i l i a c u l t o de c a b a l l e r o s i d a d y de n o b l e z a , a más de su deleitoso m a r t i r i o q u e en el e n c u e n t r o l o g r a d o c i f r a su p a l m a de t r i u n f o . H e v i s t o a R o l a n d o d e s l u m h r a d o a n t e el h a l l a z g o de u n p a p e l r a r o , de u n a pieza p o r los demás desechada p e r o q u e para él ha sido u n a culminación. S u v o z le t i e m b l a de e n t u s i a s m o , su r o s t r o tórnase r a -

Así q u e , debió en la p r i m e r a estrofa decirse de esta m a n e r a , u otra s e m e j a n t e , sin p e r d e r m e t r o : " A J o v e i n d i c a q u e en el cielo i m p e r a ' ' . E n t o n c e s la explosión d e l t r u e n o v i e n e m u y b i e n a la ficción d e l p o d e r a b s o l u t o de Júpiter; e n tonces Bolívar puede d i v i d i r el s u y o c o n esta d i v i n i d a d quimérica, y ser a r b i t r o e n la t i e r r a ; en f i n , se hace u n a bella imitación de estos versos de V i r g i l i o en h o n o r de A u g u s t o . T o t a p l u i t nocte, r e d e u n t s p e c t a c u l a m a n e : D i v i s u m i m p e r i u m c u n J o v e Cesar h a b e t .

d i a n t e y en sus ojos d i s c u r r e la l u z d e l i l u m i n a d o q u e c a r g a su f e l i c i d a d e n pedestal de l i b r o s q u e si la d a n i n m e d i a t a satisfacción más p r o y e c c i ó n t e n drá e n el f u t u r o , c u a n d o j a s g e n e r a c i o n e s v e n i d e r a s a p r e c i e n su l a b o r de p e r e n n e s a c r i f i c a d o para serv i r a la c o m p l e t a H i s t o r i a d e l L i b r o E c u a t o r i a n o . D e desear seria q u e las i n s t i t u c i o n e s de C u l t u r a en C u e n c a le f a c i l i t e n la edición de esta o b r a de v e r d a d e r a necesidad, n o sólo p a r a q u i e n e s v i v e n j u n t o a las d i s c i p l i n a s de! L i b r o sino a u n p a r a los s i m p l e s curiosos. E l n o m b r e de R o l a n d o , c o n o c i do e n todos los círculos i n t e l e c t u a l e s de A m é r i c a , es garantía de q u e su o b r a es de r e s p o n s a b i l i d a d e n su v a l e r , así c o m o sus l i b r o s p u b l i c a d o s a t e s t i g u a n d o están lo q u e él ha r e a l i z a d o : en hechos. Ahí su B i b l i o t e c a ' C A R L O S A . R O L A N D O " q u e en acc i ó n de h i j o cariñoso r e g a l a r a G u a y a q u i l . Las d i g nidades q u e los c e n t r o s de C u l t u r a le h a n a c o r d a d o hasta h o y r e f r e n d a n la c o n s a g r a c i ó n de su p e r s o n a l i d a d . M i s deseos son q u e c o n t i n ú e g o z a n d o de su g l o r i a en v i d a . . . y a u n q u e esto no f u e r a asi, q u i e nes e n el p o r v e n i r lean el n o m b r e de su B i b l i o t e c a le estarán h o n r a n d o , p o r ese s i m p l e h e c h o , en v e n e r a c i o n e s y respetos, p a r a s i e m p r e .

G. h. M.

Algunos Libros Ecuatorianos E l Azuay, Apunte para una Interpretación de su realidad social, p o r L u i s M o n s a l v e Pozo. C u e n c a , I m p r e n t a de la U n i v e r s i d a d , /s. a./ Historia de la Literatura Morlaca, por G. H u m b e r t o Mata.-Cuenca, Editorial Amazonas,"4957. Reflexiones sobre la Historia del Ecuador, por Gabriel Cevallos García.—Cuenca,— Editorial Casa de la C u l t u r a E c u a t o r i a n a h ú c l e o del A z u a y , 1958. Diccionario Quichua-Español, Español-Quichua, p o r L u i s C o r d e r o . Q u i t o , E d i t o r i a l ' d e la Casa de la C u l t u r a , 1955. E l Coronel Antonio Ver;a Muñoz, por M a n u e l María B o r r e r o . — C u e n c a , E d i t o r i a l G. M o l i n a , 1957. Un Centenario y una Infamia. E l Suicidio del Coronel Vega, p o r César P e r a l t a R o s a l e s . — Q u i t o , E d i t o r i a l Rumiñahui, 1956. Nuevo Diccionario Filosófico, por Hermógenes H e r r e r a . — C u e n c a , I m p r e n t a H e r m i g , 1955. E l Libro de Oro. Edición Conmemorativa de la Fundación Española de Cuenca, /s. p. i . / , 1957. E l Espadachín Zabala, p o r L u i s A . Moscoso V e g a . — C u e n c a , Casa de la C u l t u r a , N ú c l e o d e l A z u a y , 1958. E l Azuay y Cuñar, Desarrollo Económico, Situación Agraria y Forestal.— Q u i t o , 1956. Directorio Industrial.— M i n i s t e r i o de E c o n o mía, Q u i t o , 1957. V o l . I . Manabi: Prehistoria, Descubrimiento, por W i l f r i d o L o o r . — Q u i t o , E d i t o r i a l L a Salle, 1956. Indio, Cerebro y Corazón de América, por Segundo B. Maiguashca. — Q u i t o , E d i t o r i a l F r . J o doco R o c k e , 1949. La Música de los Incas, - p o r Segundo Luis M o r e n o . — Q u i t o , E d i t o r i a l Casa de la C u l t u r a E c u a t o r i a n a , 1957. Apuntaciones sobre Problemas Ecuatorianos, p o r J o r g e Reyes.— Q u i t o , E d i t o r i a l Casa de la C u l t u r a E c u a t o r i a n a , 1956. Thomas Marín y el Nuevo Humanismo, por A l f r e d o Pareja D i e z c a n s e c u . - Q u i t o , E d i t o r i a l Casa de la C u l t u r a E c u a t o r i a n a , 1956. Leyes, Estatutos y Reglamentos, Universidad de C u e n c a . — C u e n c a , I m p r e n t a de la U n i v e r s i d a d , 1957.

Este Boletín se distribuye gratuitamente.

(Continuará) C u e n c a : I m p r e n t a del G o b i e r n o , p o r M a n u e l C o r o n e l . Año 1835."

SOLICITELO.


por naiaei Maya en e l 1 eatro de Colon, con motivo de la Feria del L i b r o , el día 9 de Mayo de 1944.

^oiuerencia

lema

P e n e t r a d al r e c i n t o de u n a B i b l i o t e c a . Llegáis p r o b a b l e m e n t e d e l b u l l i c i o de la c a l l e , d e l afán de los negocios, de todas las citas d e l interés y de la l u c h a , c o n la cabeza en f i e b r e , los n e r v i o s e x a l t a d o s , la c o n c i e n c i a l l e n a de sordos e i n c o n f e s a b l e s r e s e n t i m i e n t o s , y e n los oídos el eco de todas las v a cuidades y t o r p e z a s q u e f l o t a n a m e r c e d de las c o n v e r s a c i o n e s ocasionales, en los sitios d o n d e el e g o í s m o , la r i v a l i d a d y la c o m p e t e n c i a se c i t a n para c o n f i r m a r el a p o t e g m a de que el h o m b r e es lobo . p a r a el h o m b r e ; el mal estado de los negocios, la s i tuación política de la p a t r i a , los p r o b l e m a s i n t e r n a cionales, en f i n , miles de p r e o c u p a c i o n e s os t i e n e n c o n el a l m a e n t e n e b r e c i d a ; habéis t r a b a j a d o m u cho, c o n poco éxito; habéis l u c h a d o p o r el p r e d o m i n i o de algún p a r t i c u l a r interés de que dependía b u e n a p a r t e de v u e s t r o b i e n e s t a r f u t u r o , y todo lia r e s u l t a d o a medias; el c a n s a n c i o es g r a n d e , ia p r e o c u p a c i ó n a b s o r b e n t e , y en t a l estado de alma penetráis en v u e s t r a b i b l i o t e c a . ¿ Q u é sucede? ¡Ah! Poco a poco v u e s t r o ánimo se c a l m a , la a n g u s t i a va c e d i e n d o a n t e el l e n t o a v a n c e de u n a serena t r a n q u i l i d a d q u e os e m b a r g a el a l m a , y los sentidos r e c o b r a n el e q u i l i b r i o de las horas en q u e fa máquina t o t a l de n u e s t r o o r g a n i s m o parece f u n c i o n a r c o n p e r f e c t a y s e g u í a cadencia. Es que la sola p r e s e n c i a m a t e r i a l de los l i b r o s t i e n e la v i r t u d del sosiego. Es benéfica c o m o la s o m b r a de u n árbol, s e g u r a com o la p r o t e c c i ó n de u n m u r o bien c i m e n t a d o , a l e gre c o m o el r u m o r de las aguas, fecunda c o m o la luz del s o l , íntima c o m o la t i b i e z a de los hogares. L a atmósfera q u e allí se r e s p i r a no tiene nada de c o m ú n con ese a i r e i n s a l u b r e de que h a b i t u a l m e n t e se a l i m e n t a n n u e s t r o s p u l m o n e s e n otros sitios. E l s i l e n c i o q u e allí r e i n a no es c o m p a r a b l e a n i n g u n o o t r o s i l e n c i o , n i s i q u i e r a al d e l c a m p o , q u e es u n s i l e n cio creador, p o r q u e a m p a r a los m i s t e r i o s de la f e c u n d a c i ó n u n i v e r s a l ; n i s i q u i e r a al s i l e n c i o de la n o c h e , q u e u n s i l e n c i o d i v i n o , p o r q u e todas las i n s p i r a c i o n e s d e l cielo d e s c i e n d e n e n t o n c e s a f e c u n d a r al s u e ñ o de los h o m b r e s . N o . E l s i l e n c i o de los l i b r o s es más alto, más p u r o , más sobrecogedor. O r denados p o r filas, c o m o los ejércitos de la t i e r r a , colocados en ó r d e n e s y jerarquías, c o m o las huestes angélicas, a p a r e n t e m e n t e mudos y fijos d e n t r o de su metódica repartición, c o m o las c o n s t e l a c i o n e s , los l i b r o s poseen u n a i n t e n s a v i d a i n v i s i b l e y d e s a l a n u n a a c t i v i d a d v e r d a d e r a m e n t e cósmica en el p e q u e ñ o r e c i n t o en que se h a l l a n g u a r d a d o s . E s c u c h a d el i m p e r c e p t i b l e r u i d o de las b i b l i o t e c a s . E s c u c h a d l o c o n a t e n c i ó n , y veréis q u e a l poco t i e m p o a q u e l p a c i f i c o r u m o r c o m o de c o l m e n a doméstica os a t r u e n a V ensordece t a n t o c o m o el e s t r u e n d o de las olas. E s q u e ha d e s p e r t a d o la v o z de todos los p u e b l o s , de todas las razas, de todas las edades. Es q u e allí se c a n t a , se i m p l o r a , se i m p r e c a , se g r i t a , se l l o r a , se i n q u i e r e , se blasfema, se reza, en todos los i d i o mas, en los más d i v e r s o s t o n o s , desde todos l o s ' l u g a r e s d e l m u n d o . Es allí escucháis el p r i m e r beso de amor q u e estalló e n la mañana del paraíso, el g e m i d o con q u e se i n i c i a el i n a c a b a b l e d r a m a h u m a no, la r u d a voz de los p a t r i a r c a s c o n d u c t o r e s de r e b a ñ o s , el e s t r u e n d o de las a r m a s c o n q u i s t a d o r a s , el g o l p e de las m u r a l l a s q u e se d e r r u m b a n , el j a d e o de los c o n s t r u c t o r e s de t o r r e s y fortalezas, los c l a r i nes m i l i t a r e s , los p r i m e r o s coros de las liras q u e cel e b r a n la a l i a n z a d e l h o m b r e c o n las d i v i n i d a d e s y los combates del cielo c o n la t i e r r a ; choques de r a zas y de pueblos; inflagración de c u l t u r a s : duelos de r e l i g i o n e s c o n t r a r i a s , celos de m o n a r c a s , a l i a n z a s de r e y e s , e x t e r m i n i o de ejércitos, v e n g a n z a de las m u l t i t u d e s i r r e s p o n s a b l e s , s i l e n c i o de los sabios y de los pensadores a n t e el espectáculo de la h i s t o r i a , a n t e las leyes de la n a t u r a l e z a , a n t e la m u d e z d e l u n i v e r s o , f e r v o r y s a c r i f i c i o de los santos, exaltación y v i c t o r i a de la m a l d a d y de la v i o l e n c i a , m i s t e r i o sa opresión a los buenos, p e r s i s t e n c i a de los h u m i l des y heroicos s a c r i f i c i o s , v i g e n c i a de la cólera e n diosada, r e n c o r de todas las v i n d i c t a s i m p o t e n t e s , g l o r i a de los d e s c u b r i m i e n t o s , sombría resignación de los fracasos, a f i r m a c i o n e s y dudas, i m p r e c a c i o nes y duelos, agonía c o n t i n u a y m u e r t e s e m p i t e r n a , todos los pasos, g r a d o s , actos, c a m b i o s y t r a n s i c i o nes de la t u m u l t u o s a escena histórica, c u y o d e c o r a d o es el c a m b i a n t e u n i v e r s o e n q u e nos m o v e m o s , y c u y o s actores y r e p r e s e n t a n t e s son la i n s a c i a b l e ap e t e n c i a del c o r a z ó n , la f u n d a m e n t a l miseria d e l o r g u l l o h u m a n o , y la t r e m e n d a v o r a c i d a d de la m u e r t e , q u e d i a r i a m e n t e r e d u c e a cenizas a q u e l f a n tástico t a b l a d o . Tal

es el p r o f u n d o s i g n i f i c a d o de una b i b l i o -

teca. Así c o m o las capas g e o l ó g i c a s son" u n a h i s t o ria de ¡a t i e r r a , distribuía en capítulos q u e se s u p e r p o n e n los u n o s a los o t r o s , asi las filas de l i b r o s son la h i s t o r i a verídica d e l p e n s a m i e n t o h u m a n o o r d e n a d o de a c u e r d o c o n la dinámica aparición de las c u l t u r a s históricas. S i pudiéramos p e n e t r a r u n a intuición g e n i a l e n a q u e l l a s páginas, y d i s t r i b u i r , com o e n u n p l a n o i n m e n s o , todas las m a t e r i a s allí t r a t a d a s , y t e n e r de todo ello* u n a c o m p r e n s i ó n t o t a l y simultánea, el p e n s a m i e n t o h u m a n o se o f r e cería a n u e s t r a i n t e l i g e n c i a a s o m b r a d a c o n más a m p l i t u d , v a r i e d a d y h e r m o s u r a q u e los p l a n o s de las g r a n d e s ciudades, q u e las cartas g e o g r á f i c a s q u e las topografías de t i e r r a , q u e las mismas t r a n s c r i p c i o n e s gráficas d e l cielo e s t r e l l a d o . ¡Qué e x a c t a y d e s c o m u n a l cosmografía d e l espíritu h u m a n o ! P e ro lo más s o r p r e n d e n t e de t o d o ello seria a d v e r t i r cómo hay u n principio común que rige y a r m o n i z a tan asombrosa v a r i e d a d . D e n t r o de ese p l a n o v e ríamos q u e a la postre todas las cosas c o n v e r g e n hacia u n ideal c o m ú n , y los f e n ó m e n o s más c o n t r a d i c t o r i o s se r e c o n c i l i a n d e n t r o de u n a l e y q u e los e x p l i c a u m v e r s a l m e n t e , y las leyes t i e n d e n h a cia la sencillez, implicándose las unas en las otras, y los p r i n c i p i o s hacia su i d e n t i d a d esencial, y los seres hacia f i n a l i d a d e s idénticas, y las ideas hacia categorías s u p e r i o r e s en q u e se a b s o r b e n , b u s c a n do cada vez más las síntesis t o t a l , t o d o ello c o m o c o n s e c u e n c i a de esa i r r e s i s t i b l e t e n d e n c i a a la u n i dad, q u e es la l e y s u p r e m a de las almas y de los seres. U n i d a d c u y a p e r c e p c i ó n p a r c i a l a l c a n z a n a l g u n a s veces los espíritus s u p e r i o r e s , f o r j a n d o e n tonces esas s u p r e m a s síntesis q u e son los g r a n d e s sistemas filosóficos o poéticos, o realizándola d e n t r o de sí mismos p o r una íntima y misteriosa a r monía e n t r e todos los i m p u l s o s y t e n d e n c i a s de la p e r s o n a l i d a d . C u a n d o ese s e n t i d o de lá u n i d a d se r o m p e , s o b r e v i e n e n las é p o c a s de c u l t u r a especializada y atómica c o m o la q u e a l c a n z a m o s , y el p r e d o m i n i o de caracteres f r a g m e n t a r i o s , en q u e la i n t e g r i d a d h u m a n a se r o m p e para d a r n a c i m i e n t o , d e n t r o de u n a m i s m a persona, a m u c h o s sujetos paradojales q u e riñen c o n s i g o mismos, p o r q u e su p e n s a m i e n t o ofrece aspectos c o n t r a d i c t o r i o s , al r e flejarse en los espejos de u n a c o n c i e n c i a despedazada. Pero los l i b r o s i m p r e s o s son apenas u n a i m a gen v i s i b l e de lo q u e es el l i b i o , e n t e n d i d o en su recóndita esencia. L i b r o es t o d o e n el u n i v e r s o . L i b r o son n u e s t r o s rostros, y los caracteres en él impresos c o n s t i t u y e n los títulos de las esperanzas o los l a r g o s párrafos d e l i n f o r t u n i o . Más r e c ó n d i t o l i b r o son n u e s t r a s almas, escritos unos en c a r a c t e teres c o r r i e n t e s y otros en e s c r i t u r a c i f r a d a q u e necesita interpretación. Q u i e n e s se habiiúau ha estos signos y les a r r a n c a n su v e r d a d e r a significación son de hecho los g r a n d e s p s i c ó l o g o s , los analistas i n t e r i o r e s , los c o n s u m a d o s maestros de la i n t r o s p e c -

Pl'BLICAMES

P e r o h a y , f i n a l m e n t e , o t r o l i b r o más i m p o r t a n t e que los a n t e r i o r e s . Es el l i b r o de n u e s t r a v i da. Y1\ más v a r i a d o y e x p r e s i v o de todos ellos. C a da m i n u t o es u n a línea q u e e s c r i b i m o s e n él, de m o d o q u e su caligrafía es l a b o r i n c e s a n t e . Es c u e n t o , m a d r i g a l , fábula, d r a m a , poema h e r o i c o , h i s t o r i a n o v e l e s c a o c r ó n i c a i n s i g n i f i c a n t e , según sea el est i l o en q u e se r e d a c t e . Puede t e n e r u n a u n i d a d a b soluta, o estar c o n c e b i d o en frases d i s c o r d a n t e s . L o e s c r i b i m o s c o n todo n u e s t i o ser y n u e s t r a a m b i c i ó n n o d e j a r m á r g e n e s blancas p a r a q u e en él q u e p a t o d a la h i s t o r i a de n u e s t r o paso p o r la t i e r r a , pues hay i n e v i t a b l e m e n t e u n m o m e n t o en q u e la m a n o de la m u e r t e se i n t e r p o n e y d i b u j a el p u n t o a p a r te. E l capítulo que sigue n o lo e s c r i b i m o s en la tierra.

BE PERMANENTE INGRESO

Poctry—\o\. 8 8 , N ú m . 1, 3, 4.'.5, 6, V o l . 8 9 , N ú m . 1, 3, 4, 5, 6, V o l . 9 0 , N ú m . 2, 3, 4, 5, 6. V o l . 9 1 , N ú m . 2, 3 , 4 , 1 9 5 6 - 1 9 5 8 — P u b l i s h e d m o n t h l y . E d i t o r i a l offices. 1018, N . S t a t e S t r e e t , C h i c a g o 10 lihnois. Revista {Javerian a.—Tomo X L I V , al X L X , N ú m . 2 2 0 , 2 2 2 , 2 2 3 , 2 2 4 . 225, 2 2 6 , 227, 2 2 8 , 2 2 9 , 238, 2 3 1 , 2 3 2 , 2 3 3 , 2 3 4 , 235, 2 3 6 , 2 9 7 , 2 3 8 , 2 3 9 , y 240, de 1956-1957, B o g o t á C o l o m b i a , E d i t o r i a l Paz. Vida Universitaria.—Año V I al V I H Núm. 6 1 , 6 2 , 6 3 . 6 4 . 7 5 , 5 5 , 6 7 , 6 8 , 69,., 70. 7 1 , 72, 73, 74, 75, 76, 7 7 , 7 8 , 79, 8 0 , 8 1 , 8 2 , 8 2 , 1955-1957, L a H a b a n a , C u b a , i m p r e n t a de la U n i v e r s i d a d de la H a b a n a . Boletín de la Unesco para las Bibliotecas.— V o l . I X al X I I , N ú m . 11-12, 2-3, 4, 5, 6, 7, 8 . 9 , 10. 1956. N ú m . I , 2. 3, 4, 7, 8, 9, 1 1 , 12, 1957. 1, 1958. París-Francia, I m p r e n t a U n i ó n París. Revista de Sociedad Boiivariana de Venezuela.<-Vo\. X V , N ú m . 4 8 , 4 9 , 1955, V o l . X V I , N ú m . 50, 5 1 , 5 2 , 5 3 , de 1956. C a r a c a s - V e n e z u e l a , Imp. Nacional. Educación.—Etapa I I , N ú m . 79, 8 1 , 8 2 , 8 3 , 84, 8 5 , 1956. C a r a c a s - V e n e z u e l a . I m p r e n t a d e l M i n i s t e r i o de E d u c a c i ó n . Revista dova.—Año

c i ó n . T a m b i é n los e n a m o r a d o s suelen estar e n el secreto de ese a b e c e d a r i o s i m b ó l i c o . I n m e n s o l i b r o es la t i e r r a . Allí cada l e t r a t i e n e su l a r g a h i s t o r i a y c o n s t i t u y e p o r si sola u n capítulo. Ese g r a n o de a r e n a , d e p o s i t a d o e n e l c a u c e de u n r i o , t i e n e u n a t r a y e c t o r i a v i v a más i n t e r e s a n t e q u e la e x i s t e n c i a de A l e j a n d r o . Es f r a g m e n t o de las g r a n d e s c o n v u l siones g e o l ó g i c a s q u e h a n s a c u d i d o el v i e n t r e de esta g e n e r o s a t i e r r a q u e nos cría y a l i m e n t a , y e n sus d i m i n u t a s p r o p o r c i o n e s v a l e t a n t o c o m o los astros, desde e l p u n t o v i s t a de t r a g e d i a c ó s m i c a . ¿ Y quién será capaz de c o n d e n s a r en pocos r e n g l o n e s la h i s t o r i a d e ese río, c o n t e m p o r á n e o d e l m u n d o y en c u y a s o r i l l a s fangosas f u e r o n a m o r i r los a n i m a l e s g i g a n t e s de la é p o c a prehistórica? Y él continúa f l u y e n d o , i n a g o t a b l e m e n t e , y si c o n templásemos p r o f u n d a m e n t e sus aguas, v e r í a m o s reflejadas e n ellas todos los s e m b l a n t e s de la f á b u la. U n a h o j a de h i e r b a es u n a v e r d a d e r a e p o p e y a p a r a q u i e n sabe c o n t e m p l a r las cosas d e n t r o de la u n i d a d u n i v e r s a l . L a v i d a y la m u e r t e de 'os h o m bres n o resulta t a n i n t e r e s a n t e c o m o el a g o t a m i e n to y el f l o r e c e r de los c a m p o s . L a s montañas s o n los apartes más i n t e r e s a n t e s de ese l i b r o , y e q u i v a l e n , d e n t r o de esa l i t e r a t u r a g e o g r á f i c a a las obras excelsas d e l i n g e n i o h u m a n o . Son U f a d a s , D i v i n a s Comedias. Novenas Sinfonías, Q u i j o t e s , C a t e d r a l e s G ó t i c a s , S u m a s T e o l ó g i c a s q u e el g e nio de la t i e r r a ha e s c r i t o c o n a n t e r i o r i d a d a l a aurora del pensamiento h u m a n o , y que seguramente habrán de s o b r e v i v i r a sus h e r m a n a s , las creadas por el g e n i o l i t e r a r i o de los h o m b r e s , pues c u a n d o los poemas h o m é r i c o s y las obras del trágico i n glés se h a y a n deshecho e n p o l v o , todavía a s i s t i r e mos a la e p o p e y a de los v o l c a n e s y de las n u b e s y al t r e m e n d o d r a m a de la v i d a y la m u e r t e de la n a t u r a l e z a . ¿ Y q u é página más h e r m o s a h a n p o d i d o c o n c e b i r los h o m b r e s q u e esa d e l cielo e s t r e l l a d o , c o n las g r a n d e s i n i c i a l e s de las c o n s t e l a c i o n e s y e l a p r e t a d o t e x t o de la l u z q u e n a r r a la h e r m o s u r a de Dios?.

de la Universidad Nacional de CórX L I I . N ú m . 1, 2, 3, 4, 5, A ñ o X L I I I 1,

3. 1956. C ó r d o b a - A r g e n t i n a , I m p r e n t a de la U n i v e r s i d a d N a c i o n a l de C ó r d o b a . Agricultor Venezolano.—Año X X - X X I , Núm e r o s 180. 1 8 1 , 183, 188, 189. 190, 192, 194, 196, Caracas, V e n e z u e l a , 1957, y 5 8 , I m p r e s o e n R o t o g r a b a d o p o r G r a b a d o s N a c i o n a l e s , C. A . Caracas. Boletín de la Academia Nacional de Historia. T o m o X X X V I I I y X X X I X , N ú m . 149, 150, 152, 153. 1 5 4 155, 156, 157, 158, 159. Curacas, V e n e z u e l a , 1956-1957. I m p r e n t a N a c i o n a l . Revista Nacional de Cultura — Núm. 111, 112, 1 1 3 , 1 1 4 , 115 116, 117, 118, 119, 120. 1 2 1 , 122, 123, 1956-1957, C a r a c a s - V e n e z u e l a . I m p r e n t a d e l M i n i s t e r i o de E d u c a c i ó n . Boletín del Instituto Folklore.—Vol. I Núm. 5, V o l . I I , N ú m . 4, 5, 7, 8, 1 9 5 5 - 1 9 5 6 , C a r a c a s , V e nezuela. Cultura Universitaria. - Núm. 50, 5 1 , 5 2 , 54, 55, 5 6 , 57, 58, 5 9 , 6 0 , 6 1 , 62, 6 3 . 1955-1957, C a r a c a s - V e n e z u e l a , E d i t o r i a l S u c r e , Caracas. Faro a Colón.-Año V I . N ú m . 12, 13, 14, 15, 1 6 . 1 8 , 1955-1957, C i u d a d T r u j i l l o , R. D . I m p r e sora D o m i n i c a n a . Anales de la Universidad de Chile.—Año C X X I I I ' N ú m . 9 9 , 100, 1 0 1 , 102, 103, 104, 105. 1956-1957, Santiago de Chile.


Leído

en la Real Academia e n Za noche

(Fragmentos) Q U E ES E L L I B R O V e a m o s , a n t e t o d o , q u é es el l i b r o ; q u é es u n l i b r o . P a r a el a n t i g u o l e x i c ó g r a f o d o n Sebastián de C o v a r r u b i a s , «llamamos l i b r o v u l g a r m e n t e q u a l q u i e r v o l u m e n de hojas o de papel o p e r g a m i n o l i g a d o e n c u a d e r n o s y c u b i e r t o » . Pero esto n o es c l a r a m e n t e el l i b r o q u e deseamos v e r d e f i n i d o . N i a u n este o t r o q u e d e f i n e la edición décimaquinta de n u e s t r o Diccionario, a u n q u e en lo m a t e r i a l y e x t e r n o , a m i j u i c i o , no deje q u e desear: « R e u n i ó n de m u chas hojas de p a p e l , v i t e l a , etc. . . » Mas a los l i b r o s de que y o me p r o p o n g o t r a t a r m e j o r c o n v i e n e , a u n siendo f o r m a l m e n t e a l g o defectuosa, la definición que nos dejó A l e j o V e n e g a s en su Primera parte de las diferencias de libros que ay en el uniuerso. Díjolo así: " L i b r o es u n arca de depósito en q u e , p o r n o t i c i a esencial, o p o r cosas, o p o r f i g u r a s , se d e p o s i t a n aquellas cosas q u e p e r t e n e c e n a la i n f o r m a c i ó n e c l a r i d a d del e n t e n d i m i e n t o " . M i r a n d o más al c o n t e n i d o que al c o n t i n e n t e , el m a e s t r o V e negas nos ha d^do u n a definición m u y a c o m o d a d a a c u a n t o de los l i b r o s hemos de d e c i r . ¿COMO S E D E B E L E E R ? Para h a l l a r en la l e c t u r a toda la e n s e ñ a n z a y todo el d e l e i t e de u n l i b r o p u e d e d a r de sí, se ha de leer despacio, saboreándose i n t e l e c t u a l m e n t e c o n cada bocado, c o m o se saboreaban aquellos p e r e g r i n o s alemanes, c o m p a ñ e r o s de R i c o t e , c o n q u i e n e s t o p ó y c o m i ó S a n c h o Panza acabada de a b a n d o n a r su ínsula. Ciertas aves, c u a n d o b e b e n , cacjp vez q u e m e t e n el pico en el a g u a e l e v a n la cabeza y m i r a n h a cia a r r i b a , para q u e el a g u a pase p o r la g a r g a n t a . Pues asi, mutatis mutandis, se debe l e e r a p e q u e ños sorbos, a p a r a d i t a s f r e c u e n t e s ; d e t e n i é n d o s e a m e d i t a r sobre lo leído, n o sólo para a s i m i l a r b i e n lo que c o n v e n g a de ello, sino a s i m i s m o para p e n e t r a r lo q u e el l i b r o s u g i e r e s i n d e c i r l o p o r m a n e r a e x presa; p o r q u e todo l i b r o t i e n e implícitamente y com o e n t r e r e n g l o n e s a l g o y a u n m u c h o q u e no llegó a ser e s c r i t o , n i quizás pensado, p o r su a u t o r , y así el b u e n l e c t o r c o l a b o r a c o n él, y a l u z del e n t e n d i m i e n t o v a sacando lo escondido y tácito de su o b r a . M a l sabe l e e r el q u e no a c i e r t a a h a l l a r en u n l i b r o sino lo q u e le dice la l e t r a de m o l d e . E s p i n e l , en el p r ó l o g o de su Marcos de Obregón, indicábalo c o n estas palabras: " D e no leer los a u t o r e s m u e r tos n i a d v e r t i r en los v i v o s los secretos q u e l l e v a n e n c e r r a d o s en lo q u e p r o f e s a n nace no darles el aplauso que m e r e c e n ; q u e n o es sola la c o r t e z a lo q u e se ha de m i r a r , sino pasar c o n los ojos de la consideración más a d e n t r o " . P o r d e s d i c h a , el l e e r de esta m a n e r a n o es el c o m ú n estilo de h o y , c u a n d o casi n a d i e hace nada, p e r o casi todos t i e n e n m u c h a p r i s a , y son, p o r t a n t o , más de a c t u a l i d a d q u e lo f u e r o n en el p r i m e r t e r c i o del siglo X V I I aquellas palabras de f r a y Joseph G a l l o , en su Historia y diálogos de Job: " H a y a l g u n o s q u e h a n l e y d o m u c h o s l i b r o s , y q u e apenas h a n c o m e n z a d o p o r el p r ó l o g o , q u a n d o y a le t i e n e n p o r la t a b l a , y cada día c o n l i b r o n u e u o , a u n les falta qué hazer; y es que m i r a n de p o r j u n t o y leen a b u l t o , s i n dar l u g a r al pensam i e n t o q u e r u m i e y piense en cada razón de p o r sí. E l b u e y c o m e d e n t r o de poco rato m u c h o ; p e r o v a l o después r u m i a n d o poco a poco; y assi, a u e r i a D i o s más que le sacrificassen los a n i m a l e s r u m i a o d r e s q u e n o los q u e en t r a g a n d o la y e r u a no saben q u é es lo q u e c o m i e r o n " . E l maestro M e n é n dez y P e l a y o , en la estatua que t i e n e en la B i q l i o t e c a N a c i o n a l — y éste fue u n a c i e r t o más del i l u s t r e escultor C o u l l a u t V a l e r a — , n o está p r e c i s a m e n t e l e y e n d o , sino m e d i t a n d o a l i b r o a b i e r t o en lo q u e lee. D i c e l o m u y a la c l a r a la posición en q u e tiene libro. A la m a l a y casi g e n e r a l c o s t u m b r e de leer c o n precipitación debe a t r i b u i r s e , siquiera p o r p i e d a d c r i s t i a n a , la i g n o r a n c i a de que a veces d a n m u e s t r a a l g u n a s personas q u e , a u n p o r sus deberes p r o f e sionales, n o habían de estar a y u n a s de c i e r t a s especies, hasta r u d i m e n t a r i a s , e s t r e c h a m e n t e r e l a c i o n a das c o n ellos. Y o c o n o c i y traté a u n c a b a l l e r o q u e n u n c a se persuadió de q u e los relieves de u n a n t i g u ó a m u l e t o q u e uso p o r a n i l l o r e p r e s e n t a n los doce signos del zodiaco. Pues t a n t o m e i m p o r t a b a su n e g a c i ó n c o m o su asenso, y es bobería d a r l e c c i o nes a los q u e p o r maestros se d i p u t a n , jamás q u i se d e m o s t r a r l e que tales signos, usadísimos p o r los astrólogos j u d i c i a r i o s para l e v a n t a r f i g u r a , y q u e y a se c o l u m b r a b a n en la famosa representación z o diacal e g i p c i a de D e n t e r a , f u e r o n y son cosa h a r t o c o n o c i d a p o r los h o m b r e s c u l t o s , y es, p o r t a n t o , poco airoso el i g n o r a r l a . Poco airoso, y a u n i n v e r o símil; pues s i , p o r ser a n t i g u o s y estar en latín, este

£.spánma, con moi-ivo uc del 7 de octubre de 1926. t a l sujeto no c o n o c í a l i b r o s c o m o el Libellvs de anni ratione, de Sacrobosco (París, 1538), y el t r a t a d o anulis antiqvis, del genovés L i c e t i ( V t i n i , M D C X L V ) , y la Dacthyliotheca de A b r a h a m Gorleo ( M D C X C V ) , que le habrían h e c h o v e r c l a r o : su e r r o r , ¿ c ó m o n o le s a t i s f i c i e r o n , e n t r e otros que están e n l l a n o r o m a n c e y son m o d e r n o s , y hasta v u l gares d e n t r o de lo p r o f e s i o n a l , la p a r t e p r i m e r a de la Astronomía náutica de d o n Agustín Canellas ( B a r c e l o n a , 1 8 1 6 ) , y el t o m o p r i m e r o de la de F e r n á n d e z F o n t e c h a (Cádiz. 1875), en c u y a s páginas 1 4 1 , y 9 0 - 9 1 , r e s p e c t i v a m e n t e , se ve r e p r e s e n t a d o el z o d i a c o c o n las mismísimas f i g u r a s q u e en el m e n c i o n a d o anulo? Esto, s i n c o n t a r los d i c c i o n a r i o s e n c i c l o p é d i c o s , c o m o el de B e r t h e l o t , y los especiales de antigüedades, c o m o el de D a r e m b e r g y S a g l i o . Y es lo más p e r e g r i n o del caso q u e a q u e l buen señor, q u e s i e m p r e t u v o p o r " s e n c i l l a s e n t e n cia á r a b e " — l e n g u a que a s i m i s m o i g n o r a b a — los signos de m i a m u l e t o , ¡había e x p l i c a d o geografía astronómica en u n a escuela o f i c i a l ! P e n s a n d o c o n v e n e v o l e n c i a , es de p r e s u m i r q u e , h a b i t u a d o a leer a p r i s a , c i e n veces pasarían p o r d e l a n t e de sus ojos esos m a l a v e n t u r a d o s signos, y n i s i q u i e r a u n a p a ró la atención en ellos, a u n siendo t a n llamativas sus f i g u r a s . Cámara fotográfica es el c e r e b r o h u m a n o : tiene p o r o b j e t i v o el a p a r a t o v i s i a l , y c u a n d o se lee c o n r a p i d e z , sin i r d a n d o a lo q u e se lee el t i e m po de expansión necesario, o las especies no q u e d a n fijadas, o se fijan b o r r o s a m e n t e — q u e es p e o r — e n la placa del e n t e n d i m i e n t o , mal que n o puede r e m e d i a r el r e v e l a d o r de la m e m o r i a , p o r falta de m a t e ria revelable. APOLOGIA D E LOS L I B R O S L a b o r m u y d i l a t a d a , y n o discurso c o m o e l p r e s e n t e , requería el d e b i d o e n c a r e c i m i e n t o de las e x c e l e n c i a s de esta i n a p r e c i a b l e o b r a del h o m b r e , a c u y a formación c o n c u r r e n de c o n s u n o las tres p o t e n c i a s d e l a l m a c o n lo m e j o r q u e t i e n e n , y de ia cual puede c o n v e r d a d decirse q u e apenas habrá h a b i d o algún e s c r i t o r que n o le d e d i q u e frases de f e r v o r o s a a l a b a n z a . G ó m e z M a n r i q u e e x h o r t a b a a su r e y e n estos términos: M i consejo p r i n c i p a l es, g r a n señor, q u e leáis, p o r q u e , sabiendo, sepáis d i s c e r n i r el bien y el m a l . Q u e si la s a b i d u i i a es a todos c o n v e n i e n t e , más a la g r a n señoría de los q u e h a n de ser guía y g o b e r n a l l e de g e n t e . Del grande amor que Montaigne tuvo siempre a sus libros salen p o r abonadas fiadoras estas p a l a bras de sus geniales Ensayos: " E l t r a t o c o n los l i b r o s — d i c e — costea todo el curso de m i v i d a y m e asiste en todo m o m e n t o : consuela m i vejez y m i soledad; d e s c á r g a m e del peso de una ociosidad o n e r o sa; m e l i b e r t a s i e m p r e de las c o m p a ñ i a s q u e me f a s t i d i a n y d e b i l i t a las a c o m e t i d a s del d o i o r c u a n d o no es e x t r e m a d o y no m e d o m i n a e n t e r a m e n t e . Para d i s t r a e r m e de u n a imaginación i m p o r t u n a n o hallo cosa c o m p a r a b l e a echar m a n o a los l i b r o s , q u e se a p o d e r a n de m i y me la a r r e b a t a n " . C e r v a n t e s , e n el Persiles, o b s e r v a b a c o n su p e c u l i a r a g u d e z a de i n g e n i o : " L a s lecciones de los l i b r o s m u c h a s veces hacen más c i e r t a e x p e r i e n c i a de las cosas q u e n o la t i e n e n los mismos q u e las h a n v i s t o , a causa q u e el que lee c o n atención repara una muchas veces en lo q u e va l e y e n d o , y el q u e m i r a sin ella n o r e p a r a en n a d a ; y c o n esto, excede la lección a la v i s t a " . L o p e de V e g a , a q u i e n los l i b r o s d e b e n m u c h o más q u e él les d e b i ó , c o n deberles t a n t o , hacía d e c i r a u n o de los personajes de su com e d i a La Viuda valenciana: Es c u a l q u i e r l i b r o d i s c r e t o (que si cansa, de h a b l a r deja) u n a m i g o que aconseja y que r e p r e n d e en secreto. C é s p e d e s y Meneses, en E l Soldado Píndaro, n o se q u e d a c o r t o e n la a l a b a n z a . " L o s l i b r o s — d i c e — m u e s t r a n en poco t i e m p o lo q u e c o n g r a n t r a b a j o enseña la e x p e r i e n c i a e n m u c h o s años... S i el q u e los t r a t a es j u s t o , c o n ellos es más santo; si d i s c r e t o , más sabio; si e n t e n d i d o , más c u e r d o ; y si b u e n o , m e j o r ; p o r q u e su lección y discurso refresca la m e m o r i a , d e s p i e r t a el j u i c i o e i n f l a m a los deseos para s e g u i r á la v i r t u d y c a m i n a r a d e l a n t e c o n e l l a " . Y en c i e r t a o b r a casi desconocida h o y , p e r o que debía a n d a r en m a n o s de todos — r e f i é r o m e a la q u e se t i t u l a E l Desengañado ( 1 6 6 3 ) — , dice su a u t o r d o n F r a n c i s c o de M i r a n d a y Paz: " N o son los l i b r o s a l h a -

Es r e a l m e n t e el l i b r o todo esto, y m u c h o más todavía: es c o m i d a q u e satisface y n o h a r t a , v i s i t a q u e n o se enoja si la despedimos, v e l a s i e m p r e e n c e n d i d a , de c u y a l u m b r e , s i n m e n o s c a b a r l a , p u e d e n t o m a r l u z m u c b o s e n t e n d i m i e n t o s . E l l i b r o esperará sin p a c i e n c i a a q u e le i n t e r r o g u e n , y t a m p o c o la tendrá p a r a q u e le d e j e n ; él, s i e m p r e dócil a n u e s t r o deseo, os aconsejará c u a n t a s veces le preguntéis; él triunfará c o n t i n u a m e n t e en la p r o d i g i o s a e m p r e s a de haceros a c t u a l lo más r e m o t o ; p o n i é n d o l o a n t e v u e s t r o s ojos c o m o v i v o y p a l p i t a n t e , pues ¿ q u é t e legrafía s i n hilos de más m a r a v i l l a q u e c o m u n i c a r , l e y e n d o , no solo c o n q u i e n e s están m u y lejos de n o s otros en c u a n t o a l espacio, sino también c o n q u i e nes están apartadísimos e n c u a n t o al t i e m p o , p o r q u e p a g a r o n hace diez, v e i n t e o más siglos el i n e x c u sable t r i b u t o de la m u e r t e ? A d e m á s , la b u e n a l e c c i ó n , c o m o la haza de copiosa mies, da g r a n o para el p a n de cada día y dalo también para s e m b r a r e n t r a n d o q u e sea el o t o ñ o . D e b e m o s a g r a d e c e r a l l i b r o c o m o a l i m e n t o a c t u a l lo q u e p a l m a r i a m e n t e nos dice; per o n o menos le a g r a d e z c a m o s la almáciga de los p e n s a m i e n t o s q u e nos sugirió y que s i n su l e c t u r a n o habrían n a c i d o . " ¡ O h l i b r o s ! — e x c l a m a b a a r r e b a t a d a m e n t e V i c e n t e E s p i n e l — ¡Oh l i b r o s , fieles c o n s e j e r o s , a m i g o s s i n adulación, d e s p e r t a d o r e s d e l e n t e n d i m i e n t o , maestros d e l a l m a , g o b e r n a d o r e s d e l c u e r p o , g u i o n e s para b i e n v i v i r y c e n t i n e l a s p a r a b i e n m o r i r ! ¡Cuántos h o m b r e s de oscuro suelo h a béis l e v a n t a d o a las c u m b r e s más altas del m u n d o ! Y ¡cuántos habéis s u b i d o a las sillas del c i e l o ! " M u c h a s veces discurrí q u e e n todo l e c t o r de buenos libros puede c o l u m b r a r s e u n Ecequiela. quien D i o s ha d i c h o , c o m o a l p r o f e t a de este n o m b r e : Comede volumen istud et vadens loquere ad filios Israel. Y c u a n d o este l e c t o r ha e n r i q u e c i d o su a l m a c o n la e x c a l e n t e d o c t r i n a , parece q u e a l e x p o n e r y d i v u l g a r t o d o lo q u e a p r e n d i ó y las m u c h a s cesas q u e el e s t u d i o le ha s u g e r i d o , puede d e c i r lo q u e d i j o E c e q u i e l : Et comedí illud, et factum est in ore meo sicut mel dulce. Por la n o b l e ansia de n o d e j a r de g u s t a r estas ricas m i e l e s , a ningún o t r o m a n j a r h u m a n o c o m p a r a b l e s , el i n s i g n e m a e s t r o M e n é n d e z y P e l a y o , q u e t a n t o había leído, e x c l a m a b a c o n p r o f u n d a t r i s t e z a e n los p o s t r e r o s instantes de su g l o riosa v i d a : " ¡ M o r i r m e , c u a n d o t a n t o me q u e d a b a q u e l e e r . . .!" "UN LIBRO Y U N AMIGO..." L o s q u e sintiéndose asqueados de las m e n t i ras y v a n i d a d e s d e l m u n d o a n h e l a r o n h a b i t a r lejos de sus e n g a ñ o s o s oropeles, suelen a l u d i r a la h u m i l de m e d i d a de sus n u e v a s a m b i c i o n e s . Q u i e n c o m o f r a y L u i s de L e ó n , p r o c l a m a b a , s i g u i e n d o los p a sos d e l poeta de V e n u s a : A mí u n a p o b r e c i l l a mesa, de a m a b l e paz b i e n abastada, m e basta. . . Q u i e n , c o m o el a n t e q u e r a n o P e d r o E s p i n o s a , en su r e t i r o de a n a c o r e t a , r e p r o b a b a la l u j o s a o s t e n tación del siglo, p r e g u n t a n d o : ¿ Q u é i m p o r t a q u e sea p a r d a la escarlata, pues n o es de menos ánimo b i z a r r o usar del b a r r o cual si fuese p l a t a q u e usar de plata c u a l si fuese b a r r o ? Y o t r o s , en f i n , p a r a v i v i r a p a r t a d o s del b u llicio d e l m u n d o , sólo pretendían r e s e r v a r s e dos p r e seas: u n l i b r o y u n a m i g o . A s i , p o r e j e m p l o , el a u t o r de la i n s u p e r a b l e Epístola moral a Fabio: U n ángulo me basta e n t r e mis lares; u n l i b r o y u n a m i g o : u n sueño b r e v e q u e n o p e r t u r b e n deudas n i pesares. Y a u n muchos pensaron que, por circunstancias d i v e r s a s , v a l e más el p r i m e r o que el s e g u n d o . " E s t a ventaja —dice Mateo Alemán— hacen por e x c e l e n c i a los libros a los a m i g o s : q u e los a m i g o s n o s i e m p r e se a t r e v e n a d e c i r lo q u e s i e n t e n y sab e n . . . , y en los l i b r o s está el consejo d e s n u d o de t o d o g é n e r o de v i c i o " . P e r o c o m o el n ú m e r o de los buenos l i b r o s es, s i n d u d a a l g u n a , m u c h o m a y o r q u e el de los b u e n o s a m i g o s , p o r q u e , según la sabiduría p o p u l a r , " A m i g o leal y f r a n c o es m i r l o b l a n c o " y " A m i g o s b u e n o s , u n o e n t r e c i e n t o , y si m e j o r lo he de d e c i r , u n o e n t r e m i l " , más h a b r e mos de c o n f i a r en la lealtad de u n b u e n l i b r o q u e en la d e l a m i g o m e j o r , q u e al cabo, a u n siéndolo h o y , podrá, c o m o el m e j o r v i n o , r e p u n t a r s e y t o r c e r se mañana. A d e m á s , del b u e n l i b r o p o d r e m o s d e c i r e n el s e n t i d o l i t e r a l y c o n t o d a certeza lo q u e sólo t r o p o l ó g l c a m e n t e y c o n g r a n riesgo de e q u i v o c a r nos solemos a f i r m a r de t a l o c u a l p e r s o n a : " ¡ A ése le t e n g o y ó en el b o l s i l l o ! " ; p o r q u e en el b o l s i l l o , c u a n do salimos a pasear, podemos l l e v a r n a d a menos q u e aun Séneca, a u n Plutarco, a u n Cervantes, para d e l e i t a r n u e s t r o espíritu c o n su c o m u n i c a c i ó n .


Boletin 1958 no 19