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potencia a introdução de doenças e de espécies exóticas de forma tão rápida que a maioria dos ecossistemas soçobra antes de se reequilibrar. Poluição química e radioactiva. Neste campo o homem tem vindo a criar e a usar substâncias sintéticas em tão grande escala que está a perder o controle dessas mesmas substâncias a nível do organismo humano e mesmo na biosfera. No que diz respeito à radioactividade, também esta uma novidade se pensarmos na nossa estada na terra, não está sob controle e tem vindo a provocar muitas mortes, não se tendo muita noção dos limites que pode vir a atingir o seu mau uso. Aumento exponencial do lixo, que tem crescido a um ritmo alucinante sobretudo em países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, proveniente de um consumo desenfreado que leva a uma taxa muito maior de consumo de matérias primas e ao mesmo tempo acarreta o problema acrescido de nos livrarmos dos seus resíduos, alguns deles com esperanças de vida de séculos sem que haja possibilidade de serem reciclados. Crescimento desgovernado e irreflectido da população. A falta do controlo de natalidade vai, se não houver inflexão nos números, conduzir a uma Terra ingovernável em que os recursos serão tão escassos e tão disputados que grandes horrores nos esperam. Por tudo o que se disse, e pelo que não foi dito mas se subentende, são grandes as responsabilidades do ser humano no estado calamitoso a que o nosso planeta chegou. Parece que o primeiro grande passo é admitirmos que assim é, para que possamos de forma inteligente, rápida, eficaz e sem recuos facultar à Terra tempo e capacidade de se reequilibrar e podermos participar (com ela) na construção de uma matriz ambiental onde os nossos descendentes possam ter uma vida relativamente humana, tal como a entendemos.

Frases do mês O Rotário mais informado pode ser mais actuante. “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa, in Mensagem)

“Se cada cidadão do mundo vivesse como um francês, seriam necessários mais dois planetas como a Terra” (Thierry Thouvenot, in L’ecologist)

Ficha Técnica Folha da Sub-comissão Preserve o Planeta Terra, da Comissão dos Serviços à Comunidade Responsável pela Sub-Comissão e pelos conteúdos: José Rodrigues (Rotary Clube de Sesimbra) Tel.: 21 084 16 64 • Email: jose.rodrigues.60@netvisao.pt

2 Julho 2003

Sites e livros de interesse www.naturlink.pt www.Iambiente.pt www.infoambiente.com www.ambientebrasil.com.br www.planetark.org

A poluição invisível (Mohamed Bouguerra)/Inst. PIAGET Estudos sobre contaminação ambiental na Península Ibérica (Ricardo Prego & outros)/Inst. PIAGET


Comissão

Sub-Comissão Preservar o Planeta Terra • N.º 1 - Julho

Serviços à Comunidade Distrito 1960

Tema: O Homem, factor de alteração ambiental

Editorial Intervenção do homem Pediu-nos o Companheiro Governador que promovêssemos, na opinião pública, a imagem de que o Rotary se preocupa com o Ambiente. Considerámos que para se poder atingir este desiderato teríamos de forçosamente, e em simultâneo com as acções para o exterior, de investir na discussão do tema no seio do movimento. Surgiu, então a ideia, que nos pareceu a melhor de entre outras, de promover e elaborar esta folha informativa: O canto do ambiente. Canto, físico, onde de forma continuada se vai poder falar das várias temáticas de que o Ambiente é formado, entendendo-o para o defender. O Canto, voz, de quem se interessa e aproveita o ensejo para deitar à discussão sobre tudo o que à Biosfera concerne. Contamos todos os meses chegar aos companheiros com um novo exemplar, e ambicionamos que este contribua para uma reflexão pessoal, familiar e de Clube Rotário. Queremos falar-lhes dos problemas que afectam a nossa Terra, e que urge tomar consciência, caso não queiramos deixar hipotecado o futuro dos nossos descendentes. Assim a Folha será constituída por um texto (ou dois) sobre o tema do mês. Um bloco com gráficos que pretendem dar uma ideia dos dados e da sua evolução no que concerne ao assunto abordado. Haverá lugar para um espaço de promoção das acções da Sub-comissão (e se necessário da Comissão) e por fim poremos à disposição algumas frases de reflexão e uma lista de livros e sites onde, quem deseje, pode aprofundar o tema. Esperamos que o trabalho que venhamos a desenvolver seja do agrado de todos, e estaremos sempre abertos a criticas e sugestões que levem a que o Canto do Ambiente cumpra de forma plena os propósitos para que foi criada.

no ambiente

Com a aparição do homo sapiens na terra, iniciou-se um processo de interferência dinâmica e progressiva que tem levado à degradação ambiental que vivemos nos tempos actuais. Primeiro milénio a milénio, depois com intervalos de séculos, e agora de décadas, a intervenção do homem no ambiente tem tido incrementos cada vez mais rápidos e agressivos. O impacto que se tem verificado não tem tido um progressão linear, tendo-se, isso sim, assistido a eventos fundamentais para a evolução do ser humano que tem acarretado consigo enormes saltos evolutivos, e com eles maior vandalismo ambiental: consumo de carne na alimentação; invenção da roda; invenção da escrita; primeira revolução energética e industrial, após a qual outras se têm sucedido em catadupa e avanços inusitados no âmbito da medicina. De uma coisa podemos estar certos: O desequilibro da biosfera acontece devido à intervenção massiva do homem nos ecossistemas onde se vai instalando, ou seja em todo o planeta, senão atente-se: Mudanças climáticas a nível global cuja causa são o lançamento na atmosfera de gases de efeito estufa provenientes das actividades humanas, especialmente Metano e Dióxido de Carbono; Escassez de água potável, que se tem gasto de forma desregrada e poluído as reservas, tornando-as impróprias para consumo de forma natural. Os rios têm vindo a ser fieis depositários de todos os tipos de lixos sobrantes; Impacto fortíssimo nos mares, devido a um excesso de pesca e a um grau de poluição insustentável das águas marinhas; Degradação dos solos, porque se desflorestou sem controle; para arranjar áreas de agricultura, para fazer exploração de madeiras sem repor as árvores cortadas; para se produzir pastagens ou, ainda, para disponibilizar solos para o crescimento das urbes que normalmente escolhem os locais de melhor qualidade para se instalarem. Do ponto de vista químico os solos agricultados, e não só, estão a ser severamente agredidos já que se usam fertilizantes e pesticidas sem regra, ao mesmo tempo que neles se depositam sem condições os lixos mais perigosos; Perda de Biodiversidade que tem vindo a acontecer a passos largos devido à eliminação progressiva de habitats, à eliminação ou introdução de espécies em ecossistemas de que o homem não faz a mínima ideia de como funcionam, nem que relações existem entre as espécies presentes. A Globalização também não é estranha a este processo de empobrecimento genético, já que a velocidade a que se fazem viagens e se transportam mercadorias entre terras tão distantes, que

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CARTA Distrito 1960 -O canto do ambiente - 1  

Pediu-nos o Companheiro Governadorque promovêssemos, na opinião pública,a imagem de que o Rotary se preocupacom o Ambiente.

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