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Jornal Escolar - Ano XIII Nº 2— Março 2009

Escola E. B. 2,3 de Montenegro

à E A M O CA

GLÓRIA Depois do Inverno, morte figurada, A primavera, uma assunção de flores. A vida Renascida E celebrada Num festival de pétalas e cores. Miguel Torga


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FICHA TÉCNICA Editor: Jornal Escolar– B.E./C.R.E. Direcção Equipa Redactorial: Ana Paula St. Aubyn

João Paulo Matos

Colaboração Professor Cláudio Galego Equipa da BE/CRE

editorial Continuamos, infelizmente, num clima de grande desconforto e descontentamento ao nível das Escolas. Após tanta luta (embora ela continue!), a maioria de nós sente-se defraudada pela actuação do Ministério da Educação, do Governo e mesmo do Presidente da República que continuam cegos, surdos e mudos, perante a legítima exigência dos docentes em pôr um fim a este infeliz modelo de avaliação. No entanto, alguns progressos se verificaram. Os docentes e os Conselhos Executivos começaram a ser ouvidos quer pelos deputados da Assembleia da República, quer pelo Conselho Científico de Avaliação. No caso dos Conselhos Executivos, ficaram os senhores deputados surpreendidos com o conhecimento da lei demonstrado pelos presentes, bem como pela pertinência das questões colocadas, para as quais vieram, mais uma vez sem resposta. Quanto ao Conselho Científico de Avaliação, iniciou um périplo pelo país, para ouvir professores e membros dos Conselhos Executivos acerca das razões que nos opõem a este sistema de avaliação e que nos levam a continuar a pedir a sua suspensão. Reiteramos que os docentes se sentem enganados e defraudados por este governo que insiste nesta—que se tornou quase a última— sua bandeira eleitoral, já que a sua imagem se encontra tão desgastada noutras!

ENDEREÇO: Escola E.B.2,3 de Montenegro Rua José de Sousa Ferradeira Montenegro 8000-021-Faro 289818894 ¬289818896 Info@eps-montenegro.rcts.pt


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Camaleão

ientífico

Sabias que ... Cada tonelada de papel reciclado salva 17 árvores!?

Sabias que... Só num ano, teríamos lixo suficiente para encher uma fila de caixotes da Terra à Lua?

No dia 15 de Outubro de 2008 celebrou-se o primeiro dia Mundial de lavar as mãos, para que se lembrem de lavar bem as mãos com água e sabonete.

Sabias que... Na Hungria a decoração da árvore de Natal inclui sempre rebuçados recheados e embrulhados em papel brilhante?

Sabias que... A cor do fato do Pai Natal só começou a ser encarnada em 1930, data em que a Coca-Cola contratou um publicitário para criar uma campanha e este utilizou as cores da marca, ficando assim associadas à figura do Pai Natal?

Sabias que? O prato típico de Natal, na Alemanha, são salsichas e salada de batata

Sabias que... A quantidade de lixo que produzimos durante a nossa vida corresponde a 600 vezes o nosso peso na idade adulta?

Sabias que... Hoje em dia, numa casa comum, existem mais químicos do que num laboratório há 100 anos atrás?

Sabias que... Se dormirmos, em média, 8 horas por dia, aos 40 anos teremos dormido 13 anos? Por que razão é que os queijos Suíços têm buracos? Os buracos são formados pela expansão dos gases emitidos por uma bactéria. Estas bactérias são colocadas durante os primeiros estágios da produção do queijo e usam o ácido láctico do queijo para produzir dióxido de carbono, que se expande em bolhas de gás.

Sabias que... A floresta da Amazónia produz cerca de metade do oxigénio da terra? http://images.google.pt/images?rlz=1T4SUNA_enPT278PT292&hl=pt-PT&q=ci% C3%AAncia%20divertida&lr=lang_pt&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi


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Hoje vamos debruçar-nos sobre jovens, como tu, que fizeram algo na sua ainda curta vida e que são exemplo para todos. O primeiro destes é uma jovem escritora. Chama-se Inês Botelho e quem te vai falar dela é a tua colega Jéssica Jacinto, do 8º A, admiradora e leitora desta jovem talentosa.

Inês Botelho é uma jovem de 23 anos que decidiu embarcar numa grande aventura, cheia de mistérios e maravilhas: a escrita. Desde tenra idade que se entendeu com as letras e se interessou pela música, tendo frequentado uma escola de música, onde aprendeu piano. Inês Botelho concluiu o 8º grau de formação Musical e Piano na Academia de Música de Vilar Paraíso. Quando era mais nova também se interessou pela arte de representação e pelo cinema. A sua professora de português, Maria Luísa Pinto, incentivou-a a participar no concurso de literatura juvenil “Triângulo Jota”, organizado pelas edições ASA, durante o primeiro semestre de 2002, no qual obteve o 9º lugar na categoria Ensino Secundário. O seu primeiro livro, “A filha dos mundos”, foi iniciado nas férias grandes de 2002, entre o seu 10º e 11º anos, sendo que este era o primeiro de uma intrigante e fascinante trilogia “ O ceptro de Aerzis”. A este primeiro livro seguiram-se “A senhora da noite e das brumas”, segundo livro da trilogia e “A rainha das trevas da luz”, último livro da trilogia. Estes livros foram escritos em 2003 e 2004. Em 2006, inicia um novo livro, “Prelúdio”, diferente da trilogia. Os seus livros foram publicados e chegaram à mão de muitos jovens leitores que se deliciaram com as suas sonhadoras histórias. Esta jovem escritora, a convite da Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, participou na palestra “O fantástico feminino” e”Fórum fantástico”, conduzindo também e apresentando uma conversa com o autor W. J. Maryson. Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, é fascinada por Ciências, mas decidiu seguir o caminho da literatura. Eu fui leitora da sua trilogia “ O ceptro dos Aerzis”, trilogia na qual me apaixonei por todas as personagens de todos os livros. Esta história fala da vida de três mulheres, fadas e elfos, cada uma com as suas características e com a sua missão. A trilogia tem lugar num mundo que se tornou distante para nós, humanos, o Mundo dos Sonhos, dos elfos e das fadas, onde superamos os nossos medos e descobrimos novas qualidades e sonhos. Pessoalmente, gostei muito de ler os seus três livros, porque me fizeram sonhar. Quanto a mim, estão muito bem escritos. A sua escrita é romântica e sensível, descrevendo os pormenores de tal forma como se os estivesse a ver. Toda a sua trilogia está envolvida numa atmosfera de ternura e sonho, que leva o leitor a partilhar as sensações e emoções das personagens em causa. Inês Botelho é uma jovem talento. Jéssica Jacinto, 8º A


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O radar do Camaleão Falar verdade a mentir

Desfile de Carnaval

No âmbito das disciplinas de Língua Portuguesa e Expressão Dramática, os alunos do 8º ano deslocaram-se a Lisboa, p a r a assistir à representação da peça de teatro “Falar verdade a mentir”, de Almeida Garrett. Na mesma viagem aproveitaram para visitar o Museu do Teatro, também em Lisboa. A viagem decorreu da forma prevista e, mais uma vez, os nossos alunos primaram pela boa educação e bom comportamento, o que só incentiva os professores a prosseguirem com estas iniciativas.

As turmas do 1º ciclo e do pré–escolar, com a voluntariosa ajuda dos seus professores, deram cor, alegria e entusiasmo, uma vez mais, às ruas de Montenegro. Os pequenos alunos resolveram vestir-se de acordo com os temas dos respectivos Projectos Curriculares de Grupo e Áreas de Projecto. Assim, apareceram disfarçados de “mágicos da paz”, cozinheiros, árvores com frutos, mesas; outros, com grandes cartolas pretas, pretendiam lembrar a protecção que devemos prestar à Natureza e também os cuidados a ter na estrada. Parabéns aos alunos que encheram as ruas de alegria e aos docentes que continuam a mostrar que ser professor é muito mais do que uma profissão!

Debate sobre Crise Económica No dia 15 de Fevereiro, no Anfiteatro da nossa escola, realizou-se um debate de ideias, entre alunos do nono ano, sobre a "Crise Económica". Esta actividade foi planificada no âmbito do concurso “EntrePalavras”, dinamizado pelo Jornal de Notícias e visava seleccionar os alunos que iriam representar a escola no referido concurso.

A poesia passou por aqui...e está por toda a parte!

De 16 a 28 de Março de 2009 decorre, na nossa escola, a exposição interactiva "Aventuras no País da Matemática", composta por 17 módulos e que tem como objectivo principal divulgar, promover e estimular o gosto pela Matemática. Pretende também mostrar o lado mais lúdico e experimental desta ciência e a importância do seu contributo para a evolução da sociedade. Ao longo desta exposição será incentivada a curiosidade dos visitantes, sendo apresentados diversos quebra-cabeças, enigmas, truques de magia, jogos e experiências.

Afonso Dias apresentou dois recitais de poesia sextafeira, 20 de Fevereiro, na Biblioteca da nossa Escola, para os alunos do 6º ano de escolaridade. Comunicador nato, captou os olhares e a atenção dos nossos alunos, transportando-os nas asas do sonho e na magia da poesia!


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Grande reportagem

cansados de tanta actividade só para ocupar. Além disso, a nossa autoridade dentro da sala de aula sofreu um grande revés: somos agora vistos como “amas-secas”, que ocupam os alunos quando estão desocupados e não como professores...”. Inquiridos alguns E. de Educação, estes têm opiniões divergentes: “Como E. de Educação sou a favor porque prefiro saber que o meu filho está ocupado a que tenha horas livres, sem supervisão superior.”. Já outro nos diz: “Acho que, na maior parte das vezes, estas não têm qualquer proveito para os alunos, porque as actividades que lá se desenvolvem são apenas para ocupar o tempo e privam os alunos de um saudável convívio, que tanta falta lhes faz para um crescimento saudável e para a percepção e interiorização de regras de convívio.”. Porque a história desta polémica não foi apenas feita pelos que a vêem “por dentro”, procurámos na imprensa o que foi dito por alguns “especialistas” que se debruçam sobre o ensino e que podem ajudar à reflexão: Autor do Livro «Escola e Cidadania - Contributo para repensar o ensino em Portugal» e mestre em Educação, José Manuel Gonçalves considera que os «malefícios das aulas de substituição são deveras mais intensos do que os benefícios. Apesar de ter alguns benefícios, como os alunos estarem quase sempre ocupados, poderem estudar ou tirar dúvidas, estas aulas acarretam um aspecto negativo: os jovens deixarem de ter tempo para conviver.». Acrescenta ainda: «Para quando fica a socialização entre alunos, a coesão de grupo? Para os míseros cinco ou dez minutos dos intervalos das aulas?».

Um outro especialista, o mediático psicólogo Eduardo Sá acrescenta: (As aulas de substituição)“Não têm ponta por onde se lhes pegue. Porque razão os alunos não têm direito ao feriado?”. Destaca a importância da hora livre e do recreio, acrescentando que os alunos têm “imenso tempo de aula, são atropeladas com TPC e castigadas com trabalhos. Esta ideia de educação já morreu. Nos outros países não consta que haja aulas das 8h às 8h. Porque é que têm que estar tanto tempo na escola? As crianças aprendem a odiá-la.”. Acrescenta ainda que “O sucesso na escola passa também por ter sucesso no recreio, na relação com os amigos. O Ministério da Educação procura, com esta medida, diminuir o insucesso escolar e promover a qualidade do ensino.

É um facto que algum deste insucesso pode ser atribuído a alguns professores reincidentes nas faltas, que, por causa disso mesmo, têm prejudicado a aprendizagem dos alunos. No entanto, como todos sabemos, o problema do insucesso é muito mais vasto e complexo e não se resolve apenas com o fim das faltas dos professores. Fazendo um ponto da situação, constatamos que o Ministério fez uma lei, não deu orientações para que esta se cumprisse e gerou, por um tempo, o caos nas escolas. Aplicar a lei como ela surgiu não fazia muito sentido, uma vez que era (e ainda é!) questionável colocar, por exemplo, um professor(a) de Matemática a substituir um outro de Língua Portuguesa ou um professor(a) de Francês a substituir outro de Educação Física. Nestas situações, os professores estão a fazer o papel de auxiliares de acção educativa, a ocupar os alunos. Já terá utilidade se o professor for da mesma área disciplinar, uma vez que pode reforçar ou rever conteúdos leccionados. Assim, o Ministério, vendo o ridículo da questão, adaptou a lei e hoje as escolas têm, no seu horário, um professor disponível, para todas as horas do dia, de modo a “tapar o furo” que possa acontecer. Não é, na maior parte das vezes, o professor da disciplina e o docente apenas vai servir de “ama-seca” e ocupar os alunos. Para dignificar a função e de modo a ter utilidade prática para os alunos, algumas escolas (como a nossa) têm uma “bateria” de aulas que cada professor disponibiliza, para serem leccionadas pelo professor substituto, em caso do primeiro faltar. Estas “actividades de substituição”, como agora o Ministério lhes chama, são, planeadas com antecedência e podem ser úteis para o sucesso dos alunos. Resta esperar pelos resultados, para saber se estas aulas aumentam, de forma clara, o sucesso escolar (se este não for inflacionado por outras vias…), como tem sido, ao longo destes últimos tempos, apregoado pelo Ministério, até à exaustão. Longe vão os tempos em que os “furos” eram espaços de crescimento e de brincadeira nos recreios, de crescimento no relacionamento interpessoal, onde se aprendia a conhecer os colegas, as regras, os namoros, as manhas e artimanhas para se singrar na vida. Talvez por isso, e apesar das vicissitudes da vida, nos pareça que estamos mais preparados afectivamente, para enfrentar as contrariedades da vida e para gozar aqueles pequenos/grandes momentos de felicidade. E eles estarão um dia?...


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Li te rá ri

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Desentendimento existe Inocentes sofrem Agressão na escola

Desesperam com medo Angústia sentimos

No nosso dia-a-dia Ajuda e compreensão necessitamos Ontem, hoje e amanhã Violência NÃO! Intriga NÃO! Obsessão NÃO! Luta NÃO! Exploração NÃO! Nunca desistam Chantagem NÃO! Impedir a Violência Afastemos o bullying da nossa vida Poema do 6º E

GLÓRIA Depois do Inverno, morte figurada, A primavera, uma assunção de flores. A vida Renascida E celebrada Num festival de pétalas e cores. Retirado de “Árvore da Pesia” Miguel Torga

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Texto de opinião “Desigualdade, uma realidade” Desde que a humana gente existe, a desigualdade existe, especialmente em termos monetários e de qualidade de vida. Desde sempre que se ouve falar na existência de pobres e ricos de gente que trabalha exaustivamente para comer, mas que nunca sai do buraco e de gente que explora e vive às custas dos outros, sem preocupação do que lhe vão servir para o jantar. Hoje em dia essa desigualdade é uma realidade cada vez mais presente e assustadora e que deve ser travada. Nós não escolhemos em que tecto nascemos ou sequer se temos um tecto! Mas, de facto, alguns afortunados acabam por nascer, por vezes, debaixo de mais do que um! A sociedade presentemente pode até ser dividida em pessoas que exploram e explorados, pessoas que enriquecem e pessoas que empobrecem, diabos e anjos de papéis trocados. Falam em travar a realidade presente, mas falar é barato (principalmente para quem é rico!). O mundo precisa de acções e é neste tempo de crise, em que a humanidade é posta à prova, que as acções devem tomar forma. Estes contrastes são imensamente negativos e só provocam descontentamento. São precisos sacrifícios! É preciso esforço! É preciso vontade! Sem isto, nada vai mudar. Está na hora de chamar o bom senso e fazer alguma coisa por quem necessita. Nuno Guerra, nº13, 9º A


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14 De Fevereiro de 2009 Querido Sol

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Neste vazio escuro e infinito do espaço, tu és a minha luz! És o centro do Sistema Solar, todos os planetas giram à tua volta. Neste vazio escuro e cheio de estrelas, tu destacas-te de todas elas, porque para mim és a mais brilhante de todas. Sei que existem estrelas muito mais brilhantes do que tu e muito maiores, mas tu foste o único que me iluminou. Foste o único a dar luz a uma Lua cinzenta e cheia de crateras. Somos opostos, eu represento a noite, tu o dia; eu sou cinzenta, tu incandescente, tu tens luz própria e eu sou iluminada… mas os postos atraem-se! Esta é a metáfora perfeita para este amor. Um amor inocente, profundo, verdadeiro e puro. Uma Lua triste que descreve uma órbita em torno de um planeta azul, apercebeu-se que também descreve uma enorme órbita em torno do Sol. Quando penso em ti, todos os meus mares gelam e ficam mais brilhantes do que nunca, as crateras enchem-se de poeiras misteriosos e a cor cinza passa a azul. Quando penso em ti, sinto-me uma estrela verdadeira e não um astro sem luz própria. Amo-te, Sol! Amo-te, porque dás vida e fazes com que eu reflicta luz para outras pessoas; amo-te, porque contigo descobri o melhor que havia em mim e amo-te, porque deixaste de lado a aparência e percorreste o meu interior. O meu amor por ti é tão grande, que só podia ser comparado a algo tão grandioso como Sol e a Lua. Decerto que conheces o eclipse… É esse sentimento que para mim é o amor; quando duas pessoas parecem uma só e mesmo estando afastadas são fundamentais um para o outro. É esse eclipse breve e silencioso que faz toda a diferença; pode acontecer durante pouco tempo, mas não é indiferente e é um fenómeno astronómico! E porque não acontecem eclipses todos os dias? A Lua e o Sol são muito distintos… Por vezes, as pessoas não conseguem lidar com as diferenças e estas constituem uma barreira para o amor. As diferenças não devem ser barreira para o amor, por vezes são… O amor consegue voar mais alto do que qual quer obstáculo que cruze o seu caminho. Foi este voo que o nosso amor deu… Amo-te Sol! Para sempre tua iluminada, Lua P.S: Agradece a Mercúrio! a Aentrega da carta foi com uma rapidez incrível! Jéssica Jacinto 8º A Carta vencedora do Concurso Literário “A mais linda carta de amor”, 3º ciclo, prosa.


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O Camaleão Linguarudo

O site da nossa BE/CRE está lindíssimo e todos os dias há novidades, sobretudo ao nível da sala de estudo, que continua a produzir a bom ritmo ou, como diriam os nossos alunos, a “bombar”! A sua Coordenadora, a professora Luísa Lima, está muito feliz com a eficiência dos seus “subordinados”, diríamos mesmo “completamente babada”! A necessitar de formação e informação sobre a Plataforma Moodle estávamos bastantes, tanto que nos inscrevemos na d i t a acção ministrada pelo professor Manuel Mil-Homens! O certo é que nem o próprio está feliz com a mesma, já que os impedimentos motivados pelo tal prometido “choque tecnológico” e do qual só temos um carregamento de cabos a adornar o átrio da escola, são de facto desesperantes. Ele é a lentidão no acesso à Internet, ele são os computadores que não estão carregados, ele são os ratos que não funcionam... Enfim, a maior parte do tempo TENTAMOS trabalhar, mas assim é difícil! O professor Chimeno tem-se revelado um aluno muito aplicado e exemplar e já sabe importar imagens de hominídeos e colocá-las na Plataforma! Falha nossa, que já no primeiro jornal devíamos ter feito referência à nova disposição da Secretaria da nossa Escola. Agora passeamo-nos muito mais facilmente entre os vários sectores e o acesso é muito mais fluido. Para além disso, temos um contacto mais directo com as caras bonitas e simpáticas que nos atendem. Outro aspecto muito positivo é, de facto, a decoração que valorizou muito o espaço, tornando-o mais arejado e mais alegre, com cores vistosas e vibrantes. Agora até apetece frequentar o espaço!

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Os alunos continuam a não saber estar e comportar-se dentro da BE/ CRE! Confrontada com o procedimento pouco correcto de uma turma, a sua Coordenadora, professora Luísa Lima, teve esta frase brilhante: - Oh meninos, não consigo ouvir o meu pensamento e quando isso acontece... é grave!!! Na cantina, para além da barulheira infernal, que apenas abranda quando a professora Lisette Costa Lima lá aparece, os alunos continuam a ignorar ostensivamente o balde com saco de lixo azul, colocado no meio dos outros com sacos de lixo pretos, que deveria servir para a reciclagem de papel! Será que os meninos são simplesmente ignorantes ou não sabem mesmo ler? Apesar de todas as promessas do “choque tecnológico” feitas pelo Eng. Sócrates, na nossa escola só se for o da instalação eléctrica, que de vez em quando resolve disparar e deitar abaixo o trabalho que se está a realizar! A não ser que, pela proximidade da Ria Formosa, tenham confundido com os chochos mesmo... Esses preferimos com tinta! Depois de tantas sessões de esclarecimento, palestras e demais “sermões” por parte dos professores e directores de turma, num apelo aos valores de cidadania e respeito pelo próximo, o comportamento discriminatório por parte de alguns alunos em relação aos “outros”, como lhes chamam, apenas chama a atenção para a sua mediocridade enquanto seres humanos e para a sua pequenez de espírito. Coitados!...


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s a i g o l O N TEC Scratch Programação para crianças

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Scratch é uma nova linguagem gráfica de programação, inspirada no Logo, que possibilita a criação de histórias interactivas, animações, jogos e músicas e a partilha dessas criações na Web.

Destinada a ser utilizada por crianças a partir dos seis anos, o trabalho com esta aplicação informática é fácil e intuitivo, permitindo às crianças promover a sua criatividade e, ao mesmo tempo, desenvolver a aprendizagem de conceitos matemáticos e de lógica. Esta aplicação possui, no entanto, potencialidades de programação muito complexas, que podem servir de suporte a uma grande diversidade de projectos sem limite de idades ou de níveis de ensino. “Portugal vai ser o primeiro país no mundo a ter uma aplicação local do Scratch, a ser distribuída gratuitamente através do Portal Sapo, já durante o mês de Janeiro, pelo que pode ser utilizado em todos os países de língua oficial portuguesa.” (retirado de http://www.cienciahoje.pt/) Com o scratch podes criar um jogo, uma apresentação interactiva, fazer animações em fotos dos teus amigos e isto tudo sem dificuldade nenhuma. A adaptação do Scratch na língua portuguesa vai ser instalada no "Magalhães" e está inserida no novo "Sapo Kids", canal dedicado a crianças dos quatro aos dez anos, que disponibiliza conteúdos de entretenimento, informação e educação. Par instalar o Scratch no teu computador basta acederes à página da Biblioteca da tua escola e seguires as instruções existentes na secção notícias. Podes visualizar e utilizar os trabalhos desenvolvidos por crianças portugue- s a s no site: http://kids.sapo.pt/scratch/ No youtube existem imensos vídeos onde podes ver todas as funcionalidades deste software.


CAMALEÃO DIVERTIDO Metro cúbico Quantos cubos pequenos faltam para completar o cubo

Confusão de Moradas Quatro irmãos chamados António, Simões, Carlos e Duarte vivem no mesmo prédio. O António vive no sexto andar. O Simões mora quatro andares abaixo do António. O Carlos não tem ninguém a morar por cima. O Duarte é vizinho do Carlos e do António. Em que andar vive cada um? Partilhar

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reparis amigos e s s o e di-d odo hã o que preju De que m em que nenhum fi ,s única tir o bolo a maneira m u á H ? cado a? sta partilh m igual de fazer e dos quere to e u q Lembra-te e cobertura! ed quantidad as querem Dica: seis pesso e s e u q a s a grupo Pen então cad uma , lo o b r e co m h ar irá partil de três metade.

A escada Uma pessoa encontra-se no degrau do meio de uma escada. Sobe 5 degraus, desce 7, volta a subir 4 e depois mais 9 para chegar ao último. Quantos degraus tem a escada?

8º C radas: 7º D arlos u 6º A arte n 2º Si tónio mõe Pa s http: rtilhar: vê //ww w.m a solu a t . uc.p ção em: t/zef iro/

de de lado.

ine outros c O Zéfiro m os quere co amig s um bolo tre ele dividir en , co m chocolate e d ra u rt e co m c o b etros a forma 18 centím m o c o b u um c


Jornal Camaleão  

Jornal escolar da Escola EBIJI de Montenegro

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