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Faculdade de Psicologia | Instituto da Educação UNIVERSIDADE DE LISBOA

Sugestão de Leitura

~ Educação

CARR, Nicholas – The big switch: rewiring the world, from Edison to Google. New York, London: W.W. Norton & Company, 2009, 288 p.

Revisão e Arranjo gráfico Tatiana Sanches, Divisão de Documentação imagem Microsoft

Sugestão de Leitura—Educação Uma iniciativa da Divisão de Documentação Fevereiro de 2013 Faculdade de Psicologia | Instituto de Educação Faculdade de Psicologia | Instituto de Educação

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É interessante como este livro responde a certas questões, que conduzem o leitor a situações semelhantes às que o autor experienciou. Trata-se de seguir uma direção consultada no GoogleMaps, em que o autor encontrou dificuldades de localização. Parecia muito fácil no mapa mas, no terreno, as distâncias não foram tão fáceis de calcular. Ao entrar num site da Web, um indivíduo depara-se com um caminho infindável de informação contida em centros de dados colocados algures, graças à expansão do uso da eletricidade, padronizada e familiarizada com toda a espécie de tecnologias, desde as aplicações domésticas tais como os dínamos, as linhas de força e a própria corrente elétrica, à fibra ótica por cabo. Ao nível económico, as semelhanças entre a eletricidade e a tecnologia de informação são marcantes. Ambas podem ser distribuídas de modo eficaz, a partir de uma grande distância através de uma rede, tal como a rede de distribuição elétrica de Edison, que iluminou as ruas de Nova York com filamentos em bolbos de vidro. Antes, a eletricidade tinha mais vantagens do que o gás como fonte de iluminação, embora o gás fosse mais fácil de controlar, mais limpo e seguro de usar, com o inconveniente de sugar o oxigénio dos quartos, lançando fumos tóxicos, escurecendo as paredes e as cortinas, podendo causar explosões. Apresentam-se factos comprovativos do desenvolvimento após a revolução industrial com a grande tecnologia, a máquina a vapor, que transformou a energia em energia mecânica a partir da água a ferver, de modo a criar vapor que empurrasse um pistão ou fizesse girar uma turbina. Este sistema era muito dispendioso, porque exigia o uso de grandes quantidades de carvão ou madeira. As fábricas continuavam a construir os seus próprios sistemas para fornecimento de energia. Poucas consideravam comprar eletricidade de estações centrais mais pequenas. A General Electric e a Westinghouse facilitaram a aquisição dos sistemas elétricos e motores elétricos mais fiáveis. Surgiram tecnologias mais desenvolvidas, tais como a turbina a vapor do engenheiro Charles Parson, o sistema de distribuição de eletricidade do sérvio Nikola Tesla. Após experiências que testaram os sistemas elétricos AC na execução de animais foi, pela primeira vez, usado na execução do prisioneiro William Kemmler, condenado à pena de morte na cadeira elétrica, a 6 de Agosto de 1890. Para além disto, a eletricidade começou a ser usada nas luzes, na maquinaria industrial e nos (carros) elétricos. A aplicação da eletricidade estendeu-se a outros campos. Em 1880 surgiu uma máquina de tabulação de cartão perfurado, inventado pelo engenheiro Herman Hollerith, destinada à armazenagem da informação sobre o censo americano. Começou, deste modo, a era dos millwork digitais, no escritório de Eckert e Mauchly, no qual se instalou o primeiro computador comercial UNIVAC, construído por volta de 1940, quando Cyrus Rowlett Smith lançou um projeto para construir um sistema automático de reserva de voos na American Airlines (1959). Seguiu-se a indústria dos bancos com as transa-

Sugestão de Leitura ções bancárias. Depois a maquinaria industrial virou-se para a tecnologia de informação, que se banalizou com os minicomputadores e PC’s pessoais e linguagens de programação cada vez mais simples. Surgiu em cena Bill Gates (1975) que, com o seu colega Paul Allen da escola secundária, fundaram a empresa Micro-Soft e um novo software escrito para os PC’s. Com o novo sistema operativo e o desktop virtual tornou-se o mais poderoso no negócio automatizado, fazendo da Microsoft o papel que desempenha atualmente na Tecnologia da Informação. Mas, os tempos começaram a mudar para Bill Gates, com o aparecimento da comunicação por cabo ótico e com ela, a banda larga da Internet. Eric Schmidt, chefe executivo da Google com os Sun Microsystems, o processamento espalhou-se em redes, que podem estar em qualquer parte a difundir informação para os quatro cantos do mundo, como um software open-source. A computação é mais modular do que a geração da eletricidade, porque nem só pode ser fornecida por utilidades diferentes mas até por blocos de construção de computação básicos, tais como a armazenagem de dados, o processamento de dados, a transmissão de dados, que podem ser divididos em serviços diferentes de localizações diferentes por empresas diferentes. Ao longo das páginas seguintes, o autor enaltece as maravilhas da Internet, mas realça um facto curioso. Os utilizadores julgam estar inscritos anonimamente, sendo registados e conhecidos por números, que escondem toda a vida de um utilizador da web. A privacidade das pessoas está exposta a quem quiser entrar na conta do site de alguém. A Internet não liga apenas máquinas de processamento de informação, mas pessoas. A transferência da inteligência para as máquinas permite relacionar as pessoas, conversas entre computadores na Internet e, particularmente o software TextRunner permite identificar as relações entre palavras ou frases. Do mesmo modo, é possível ensinar as máquinas a ver, para o qual os investigadores estão a desenvolver um sistema para os computadores interpretarem fotografias e outras imagens, reconhecer uma árvore e muitas outras funcionalidades. Compara-se o aparecimento e uso da Internet ao da luz elétrica inicialmente com o uso de velas, pavio e a lâmpada incandescente, feito com um filamento de metal brilhante, antes da invenção da eletricidade por Edison. A obra termina com um appendix, no qual se registam as datas do aparecimento dos principais programas informáticos: a Google (2004), a “Cloud 20” que surgiu em janeiro de 2008, a Cisco Systems que oferece o software Webex (2008), a Citrix systems que, embora fundada m 1989 desenvolveu o software XenSource (2007), um programa de opensource virtualization, a aplicação Facebook (2007), o browser Chrome da Google (2008), o programa Big Cloud da IBM (2007), entre outros. Recensão de Edma Satar, Bibliotecária


13-02 ed folheto big switch