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LINA E OS RAIOS DE SOL

Hist贸ria traduzida e formatada por Maria Jesus Sousa (Juca) , a partir de http://www.waece.org/cuentoscortos/CUENTOSCORTOS/itzelina.htm


Lina era uma menina muito curiosa, que se levantou muito cedo uma manhã, com a intenção de apanhar todos os raios de sol só para ela.


Um pequeno esquilo, que brincava de árvore em árvore, disse-lhe lá de cima: - Onde vais, Lina? E a menina respondeu: - Vou lá acima à montanha, apanhar com a minha rede todos os raios de sol, para assim ficar com eles só para mim.


- Não sejas má, Lina – disse o esquilo – deixa ficar alguns raios para que me iluminem o caminho e possa encontrar alimento! – Está bem, esquilo, não te preocupes, terás todos os dias alguns raios de sol também para ti.


Lina continuou a caminhar, pensando nos raios de sol quando uma enorme árvore lhe perguntou: - Porque vais tão contente, Lina? - Vou lá cima à montanha, apanhar com a minha rede todos os raios de sol, para assim ficar com eles para mim e para o meu amigo esquilo.


E a árvore, muito triste, respondeu: - Também eu te peço, amiga Lina, que partilhes comigo alguns raios de sol, para que possa continuar a crescer e os passarinhos possam morar nos meus ramos. - Claro que sim, amiga árvore, não fiques triste, também guardarei alguns raios de sol para ti – disse Lina.


Lina comeรงou a caminhar mais rรกpido, porque estava a chegar a hora em que o sol se levantava e ela queria chegar mesmo a tempo de apanhar os primeiros raios que ele lanรงasse.


Passou então por um galinheiro e um galo que lá estava cumprimentou-a: Olá Lina, onde vais com tanta pressa? - Vou lá acima à montanha, apanhar com a minha rede todos os raios de sol, para assim ficar com eles para mim, para o meu amigo esquilo e para a minha amiga árvore.


- Eu também te peço alguns raios de sol, para saber todas as manhãs a que horas devo cantar, senão os adultos chegam atrasados ao trabalho e as crianças chegam tarde à escola… disse o galo. - Claro que sim, amigo galo, também partilharei contigo alguns raios de sol – respondeu Lina.


E seguiu o seu caminho, pensando como eram importantes os raios de sol para os esquilos, para os pássaros, para as plantas, para os galos e para as crianças. Entendeu que se alguma coisa serve para todos, uma pessoa não deve guardála só para si, pois isso é egoísmo.


Lina chegou lá acima à montanha, pousou a sua rede, sentou-se a esperar o sol e deu-lhe os bons dias. Ali, sentada e sem se mexer, viu como, lentamente, as árvores, os animais, as casas, os lagos e as crianças se iluminavam e enchiam de cor, graças aos raios de sol que são de todos!


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