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Braga - 2012


ORAÇÕES

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ORAÇÃO AO AMANHECER: Já vejo a alma, já vejo o dia Este é o meu louvor à Santíssima Trindade Quem me protege a sua infinita bondade E entrego-me a Deus e à Virgem Maria. (João Nuno Gomes Alves, nº 16, 8º D) (Bruno e João Pereira, nº 6 e 15, 9ºC)

Rezo à Virgem Maria E a Nosso Senhor, meu Deus Para que ao começar este dia Nasça comigo a alegria E venha a esperança dos Céus. Venha Deus e os seus anjos E a todos hei-de adorar. Que o dia me corra bem E com vontade de trabalhar. (Bruno e João Pereira, nº 6 e 15, 9ºC)

Lá vem a luz do Sol. Senhor, eu confessar-me queria, Não vejo padre nem sacerdote. Confesso-me a Nosso Senhor, Que saberá quantos eles são, Dai ao meu corpo, penitência À minha alma salvação. (Maria Joana Rodrigues, nº21, 9ºC)

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Graças vos dou ó meu rei Divino. Imenso seja o vosso santo poder. Infinitas graças vos dou Por me deixares amanhecer. Vós ó meu rei celeste Alma e vida vos ofereço Dai-me um cantinho no céu Se vires que o mereço. Todos os passos que eu der Ajudai-me a acompanhar E se nalgum fraco cair Ajudai-me a levantar. Em louvor da honra da Virgem Maria. (Bruno e João Pereira, nº 6 e 15, 9ºC)

ORAÇÃO AO ABRIR A PORTA: Bons olhos me vejais Maus olhos não vejais Caia tudo em vós O mal que a mim desejais. (João Nuno Gomes Alves, nº 16, 8º D) (Bruno e João Pereira, nº 6 e 15, 9ºC)

QUANDO SE SAI DE CASA: Da minha casa vou sair A minha vida vou governar Tantos anjos me acompanhem Como passos eu vou dar.

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Deus comigo e eu com Deus, Deus diante e eu detrás Que Nossa Senhora me defenda Das tentações de Satanás. (Bruno e João Pereira, nº 6 e 15, 9ºC)

QUANDO SE COZE O PÃO: Depois de meter o pão no forno com a pá e com a porta do forno aberta, faz-se uma cruz na porta e reza-se: “cresça o pão no forno, a graça de Deus pelo mundo, vivam os lavradores e morram os malfeitores”. (Rui Avelino Sousa Vieira, nº23, 8º D) (Bruna Filipa Alves Silva, nº 6, 8º D)

Tanto cresça o pão no forno, Como a paz no mundo todo. Faça serviço a Deus e honra à Igreja E paz em casa de quem o comer. (Ana Carolina Esteves, nº 2, 6º B)

No momento em que se cose o pão deve fazer uma cruz e dizer a seguinte oração: “Deus te acrescente para muita gente”. (Magda Mendes Duarte, nº 11, 6ºA)

“Dai-me, Senhor, o pão nosso de hoje. Ajuda-me a mastigar o de ontem, antes que chegue o de amanhã. Dai-me, pois, esse pão

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mesmo que o encontre depois de muitos dias sobre as águas da existência. Ajudai-me a repartir esse pão abençoado que não é meu mas nosso, como se desse ao próximo um pedaço de mim mesmo como tu Te deste a nós mas todo”. (Daniel Jordão Costa Sá, nº 12, 6º E)

“S. Vicente acrescente, S. Vicente levede, na hora de Deus. Amén”. (Joana Rafaela Pereira Gomes, nº 9, 7º E)

“Deus te acrescente como ao milho da semente” - (três vezes). (Sara Faria Silveiredo, nº 18, 6ºA)

“Deus te acrescente - em nome do pai do filho e do espírito santo. Amén”. (Bárbara Badim Ferreira, nº 5, 6ºE) (Cristiana da Silva Ferreira, nº 8, 8º B)

“Deus te abençoe dentro do forno e fora do forno e por esse mundo todo!” (Andreia Filipa Pereira Fernandes, nº 4, 6ºE) (João Miguel Fernandes Sousa, nº 18, 6º E) (Ana Catarina Alves Pinto, nº 3, 8º B).

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Em louvor de S. Mamede, Deus te acrescente e te levede (três vezes). Em nome do pai do filho e do espírito santo. Amén. (Cátia Sofia Ferreira Oliveira, nº 8, 7º D)

BÊNÇÃO DO PÃO: Quando o pão já se encontrava dentro do forno, antes de fechar a porta do forno, benzia-se o pão com a pá e rezava-se: Deus te abençoe, dentro do forno e fora do forno e te acrescente por o mundo todo. (Marisa Alves Sousa, nº 18, 9ºB)

Deus o abençoe, dentro e fora do forno e os vizinhos que comam o cobro. (Pedro Miguel Oliveira, nº 11, 6º B)

“Quem rapa a panela, não se casa. Faz-se a cruz no pão para crescer”. (Marta Daniela Marcos Freitas, nº 12, 6º A)

“São Vicente te acrescente, São João te faça pão, Nosso Senhor te dê a divina bênção”. (Ana Francisca Pinho Cruz, nº 3, 7ºA)

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Colocava-se a massa na masseira, a massa deveria estar muito lisa e depois fazia-se o sinal da cruz dizendo: - S. Mamede te levede e S. Vicente te acrescente. Quando se deitava o sal, dizia-se: S. Salvador lhe ponha gosto e sabor, S. Gonçalo que não saia doce nem salgado. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amén. O Senhor abençoe tudo que lá dentro tem! Havia outras pessoas da freguesia que diziam: “Deus te abençoe e te faça crescente, para comer a gente” ou “Deus te abençoe dentro do forno, fora do forno te acrescente: Nós a comer, nunca chegamos a vencer.” (Ricardo José Fernandes Gonçalves, nº 19, 6º H)

“Deus te abençoe dentro e fora do forno e os vizinhos que comam um corno”. (Cristiana Filipa Carvalho Pereira, nº 6, 7º E)

“Fora do forno e dentro do forno, para as feiticeiras: um diabo e um corno. Em nome do pai do filho e do espírito santo”. (Joana Rafaela Pereira Gomes, nº 9, 7º E)

“Assim se amassa, assim se peneira. Assim se leveda o pão da masseira”. (Ângela Rodrigues Novais, nº 5, 8º D)

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“Com quantos grãos de trigo um pão se fez? Dez mil talvez? Dez mil almas, dez mil calvários e agonias, todos os dias, para insuflar alentos m’alma impuros duma só criatura! Homem levanta a Deus a oração ao ver o pão. Aí está em cima da mesa do teu amor; olha a mesa: um altar! Eis o vigor dos braços teus, o pão de Deus! Eis o sangue e a alegria, que teu peito robora e teu crânio alumia! Eis a fraternidade, a piedade, a humildade, a concórdia, a bem aventurança, a paz de Deus, tranquila e mansa! Comer é comungar. Ajoelha, orando, em frente desse pão, ou duro ou brando. Antes que o mordas, tigre carniceiro, ergue-o na luz, beija-o primeiro! Depois devora! O pão é corpo e alma. Em corpo e alma o comerás, tigre voraz. São dez mil almas brancas, cor de lua, transmigrando divinas para a tua”. (Bruno Daniel Ferreira da Silva, nº 8, 8º D)

A forma de saber se o pão, enquanto está no forno, está ou não cozido é conseguir meter a mão na porta do forno e conseguir rezar a “Salvé Rainha”. Se conseguir fazer essa oração mariana até ao fim significa que efetivamente o pão estão cozido. (Albino Ferreira da Costa, nº 2, 8º D)

ORAÇÃO PARA AS SEMENTEIRAS: “Deus te abençoe e que dês vinte rasas de pão”. (Joana Rafaela Pereira Gomes, nº 9, 7º E)

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ORAÇÃO PARA ENCONTRAR GADO PERDIDO: Numa capela ou igreja onde exista a imagem de Nossa Senhora de Fátima reza-se: “Nossa Senhora aparecida trazei-me o gado que perdi. Reza-se de seguida: dez vezes a Avé Maria, dez vezes a Santa Maria, cinco vezes o Pai Nosso” e deve ficar-se um dia de jejum. (Bruna Filipa Alves Silva, nº 6, 8º D)

ORAÇÃO PARA ENCONTRAR COISAS PERDIDAS: São Tomás de Vilas Novas Foste Bispo e Arcebispo Encontrai este (objeto) Pelas cinco chagas de Cristo. (Diana Silva Gomes, nº 5, 5ºA)

ORAÇÃO DA DESFOLHADA: Ao luar da meia noite Alumia cá pra baixo Eu perdi o meu amor Às escuras não o acho. (Cristiana Filipa Carvalho Pereira, nº 6, 7º E)

ORAÇÃO NAS VINDIMAS: Toma a laranjinha Toma lá, toma cá,

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Toma a laranjinha Que limão já não há. (Cristiana Filipa Carvalho Pereira, nº 6, 7º E)

ORAÇÃO NO PISAR DAS UVAS: Lavar bem o lagar onde se mete as uvas e lavar bem os cascos para não pôr gosto no vinho. Pois entre S. João e S. Judas já colhidas são as uvas. S. José em seus altares, Seus devotos corações Acolhe nossos cantares Ouve as nossas orações. (Ana Catarina de Araújo Conceição, nº 3, 8º D)

ORAÇÃO PARA ENCOMENDAR ALMAS: No tempo da minha avó, encomendavam-se as almas do purgatório, durante o mês de Novembro, à meia-noite. As pessoas subiam ao cimo de um penedo para que toda a freguesia ouvisse e rezava-se por elas. Cantavam assim: Louvado seja, nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvada nossa mãe Maria Santíssima. Ó irmãos meus, filhos de Jesus Cristo. Rezai um Padre Nosso e uma Avé Maria em louvor das benditas almas. Quem poder será por amor de Deus. Reza-se um Pai-Nosso e uma Avé Maria (repetir três vezes). No fim de cantar três vezes, as pessoas despediam-se e regressavam às suas casas. (Marisa Alves Sousa, nº18, 9º B)

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ORAÇÃO CONTRA FEITIÇOS: Deus te salve criatura E me dê d’aventura O que tu tens d’amargura (dizer três vezes esta oração). (João Maria Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB).

ORAÇÃO ANTES DE COMER: Senhor obrigado por esta refeição E por isso estou contente Dá-me muito e satisfaz-me com pouco A mim e a toda a minha gente. (João Maria Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB).

ORAÇÃO PARA DEPOIS DA REFEIÇÃO: Graças vos damos Senhor Que me deste de comer, sem eu merecer Dai-me o céu, quando eu morrer. (José Alexandre Rodrigues, nº 9, 6ºB).

ORAÇÃO (para assados): Dentro do forno e fora do forno, as feiticeiras que comam um corno. (Eduardo Josué Borges e Sousa, nº 8, 5º C).

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Um cozido para os vizinhos Um assado para os filhinhos, Um pão para os netinhos E uma sopa para os velhinhos. (Ana Filipa Oliveira Rodrigues, nº3, 6ºB).

“Deus vos dê a virtude e a nós a saúde”. (Alexandra Gomes da Costa, nº1, 5ºB) (Bruno Alexandre Gomes Freitas, nº 7, 5ºB)

ORAÇÃO PARA A TROVOADA: “Santa Bárbara virgem se levantou e no seu livrinho de ouro pegou. O Senhor lhe perguntou: Para onde vais Santa Bárbara? Vou juntar trovoadas que andam pelo mundo espalhadas. Pois, Bárbara virgem vai e junta-as para onde não haja pão nem vinho, nem bafo de menino, nem galo a cantar, nem boi a urinar. Pela santa graça de Deus e da virgem Maria reza-se um Pai Nosso e uma Avé Maria”. (Adriana Dias da Silva, nº 1, 8º D)

Santa Bárbara se vestiu e se calçou A caminho se deitou Jesus Cristo a encontrou: - Bárbara onde vais tão apressada? Vou acalmar a trovoada Que anda por aí espalhada.

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Santa Bárbara s’alevantou Seu caminho caminhou O Senhor l’apreguntou Bárbara p’ra onde bais? Senhor, p’rau céu bou Pois bai Bárbara bai Abranda-me esses trubões Qandam muito assanhados Por esses mares e montes Leba-os p’ra campos marinhos Onde não haja papo de meninos e gente. Graças a Deus. (João Maria Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB).

ORAÇÃO PARA AMANSAR A IRA E O MEU GÉNIO: São Amanso t’amansa, Como amansou os bois bravos, P’ra quem descansa… (João Maria Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB) ORAÇÃO CONTRA O MEU-OLHADO: Deus me desacanhe De quem me acanhou Deus me desenfeitice De quem me enfeitiçou Com três palhas E três maravilhas. (João Maria Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB)

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ORAÇÃO PARA ACABAR COM OS CRAVOS DAS MÃOS: Senhor São Bentinho Aqui vos trazemos Este romeirinho Que vos prometemos. (João Mª Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB)

CÂNTICO À SENHORA DO SAMEIRO: A Virgem do Sameiro Dos campos linda flor Vamos render-lhe preito, Sagrar votos de amor. Não é só nas cidades Que filhos Ela tem Do campo os lavradores Seus filhos são também. No alto do Sameiro Roguemos com fervor Para as lides da lavoura As bênçãos do Senhor. De esperança mui forte Nós vamos implorar Do filho a compaixão Da mãe um terno olhar. Da grei vão os pastores Connosco em romaria Os mimos da pobreza Tributar Maria. 15


A Virgem do Sameiro Dos campos linda flor Vamos render-lhe preito Sagrar votos de Amor. (João Mª Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB).

ORAÇÃO DA NOITE: “Eu me fecho ó Senhor, dentro do teu coração, com as cadeias de humildade e o ato de contrição. Se vier o inimigo com alguma tentação: - vai-te embora inimigo, pois não tenho coração, já o tenho prometido a Jesus de Nazaré e à Virgem Maria - esposa de S. José”. (Sandra Filipa Antunes Macedo, 7º C)

Na sepultura da vida me deitei, Não sei se me levantarei… Confesso-me a Vós Jesus, Comungo na vossa lei. (João Mª Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB)

Com Deus me deito, Com Deus me levanto, Nossa Senhora me cubra, Com o seu divino manto. (José Alexandre Rodrigues, nº 9, 6ºB).

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Com Deus me deito, com Deus me levanto, Na graça do Pai e do Espírito Santo. Senhor cobri-me com o vosso manto: Se eu com ele coberto for, não tenho medo nem temor. Filho da Virgem Maria guardai-me por toda a noite e amanhã por todo o dia, Com prazer e alegria no corpo e na alma. (Maria Joana Rodrigues, nº21, 9ºC)

Obrigado Jesus, por este dia que passou, Perdoa as minhas maldades, tu bem sabes como eu sou. Um resto de uma semana descansada eu te peço ó Bom Jesus, Dá a todas as pessoas teu amor e tua luz. (Maria Joana Rodrigues, nº21, 9ºC)

ORAÇÃO AO DEITAR: Santo ou santa deste dia Que me guardou dos perigos e trabalhos. Que me acompanhou nos meus pensamentos E em todos os meus atos, Em tudo quanto fiz e quis fazer Me guarde de noite dos perigos e trabalhos, E me dê uma noite sossegada. Amén. (Mónica Fernandes, nº 23, 9ºC)

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Nesta caminha me deito Em lugar de Sepultura Não permiteis Senhor Qu’eu morra na noute escura Tantos se deitam Que não amanhecem Livrai-nos Senhor De tamanho mal Não permitais Senhor Qu’eu morra em pecado mortal São Pedro diz missa no céu Jesus Cristo l’a ouve S. João l’adora Bendita seja a alminha Que se deita agora. (João Maria Soares de Albergaria da Costa, nº 12, 9ºB).

Anjinho da guarda, Minha doce companhia, Me proteja sempre De noite e de dia! (Ana Nicole, nº 4, 9ºC)

Oh minha mãe Oh minha esperança Eu me acolho sobre o vosso manto Ai quero viver e morrer Livrai-me esta noite de todo o pecado E dai-me a vossa santa bênção. (Liliana Mendes, nº 17, 9ºC)

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Nesta cama me deitei (Reza-se ao deitar) Sete anjinhos Encontrei Três aos pés Quatro cabeceiras E nosso senhor Jesus Cristo A minha beira. Agora digo que adoro Jesus Cristo na custódia Minha alminha vai doente Se a cobro tal menta Os pecados que eu sabia Não os disse ao confessor Mas digo ao meu senhor Que os sabe quais eles são Neste mundo a penitência No outro a salvação. (Joana Gomes, nº 13, 9ºC)

PAI-NOSSO PEQUENINO: Quando deus era menino Pus os pés no seu altar O sangue a dar a dar Tente tente madalena Não me queiras limpar Estas são as cinco chagas Que eu tenho para passar Na rua da amargura e Na rua da artesoa

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Encontrei nossa senhora Com um livro ouro na mão Eu pedi-lhe um bocadinho Ela deu-me o seu cordão Que lhe desse duas voltas Em redor do coração Quinta-feira santa Santa pela luz Dizia quem faz Que prender a Jesus. (Joana Gomes, nº 13, 9ºC)

Tem a chave do paraíso Quem ta deu quem ta daria Foi o Filho da Virgem Maria. Cruz em montes, cruz em fontes Meus inimigos não me encontrem Nem de noite, nem de dia, Nem à hora do meio-dia. Já os galos pretos cantam, Já os anjos se levantam, Já Jesus subiu à cruz Para sempre ámen Jesus. (Carla Rodrigues, nº 7, 9ºC)

ORAÇÃO DO ESCUTA: Senhor Jesus, Ensinai-me a ser generoso a servir-Vos como Vós o mereceis a dar-me sem medida

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a combater sem cuidar das feridas a gastar-me sem esperar outra recompensa, senão saber que faço a Vossa vontade santa. Ámen (Carla Rodrigues, nº 7, 9ºC)

ORAÇÃO COMPOSTA POR S. BERNARDO: “Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastando pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela. Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria. Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria. Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria. Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso á vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despertar no abismo do desespero, pensa em Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão d´Ela, não negligencies os exemplos de sua vida. Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando n´Ela, evitarás todo o erro. Se Ela te sustenta, não cairás, se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim”. (Ana Catarina Rodrigues , nº 2, 9ºC)

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ORAÇÃO A S. TOMÁS DE AQUNO (para os estudantes): Criador inefável! Vós sois a fonte verdadeira da luz e da ciência, derramai sobre as trevas da nossa inteligência um raio da vossa claridade. Dai-nos inteligência para compreender, memória para reter, facilidade para aprender, subtileza para interpretar. Ensinai-nos no progresso e auxiliai-nos no fim. Vós que viveis e reinais por todos os séculos. Assim seja. (Vítor Daniel Costa Fernandes, nº 25, 8º D)

ORAÇÃO DE S. BRÁS (festa que acontece na freguesia de Gualtar com muita devoção por parte dos seus habitantes, havendo romaria associada à festividade): “Ó prodigioso S. Brás auréola de Sebaste e Capadócia, assombro de inocência e mansidão, verdadeira pureza e santidade, vós que convertestes e batizastes tantos infiéis, curastes milagrosamente tantos enfermos e a quem a Santa Igreja invoca hoje como o Santo auxiliar nas doenças do peito e garganta, vós que desprezastes os ídolos e depois de participar abundantemente dos sofrimentos de Cristo nos mais atrozes tormentos conquistastes gloriosamente a palma do martírio; olhai benignamente para este vosso servo que implora a vossa proteção e fazei, que livre das doenças do peito e garganta, possa cantar entre as tribulações desta vida a glória de Deus, para um dia gozar convosco nas alegrias do céu. Assim seja. S.Brás Bendito, santo protetor, rogai por nós, santo do Senhor”. (Alice Gomes Cunha Pereira, nº 1, 6º E) (Eduardo Vieira Silva, 6º E)

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PADRE ABÍLIO GOMES CORREIA: O P.e Abílio Gomes Correia nasceu em Padim da Graça, em 9 de Fevereiro de 1882. Nomeado em 21 de julho de 1907 pároco de S. Mamede de Este, permaneceu nesta freguesia, com duas interrupções, até à data da sua morte, em 29 de junho de 1967. Por ocasião do III congresso Nacional do Apostolado de Oração, efetuado em Braga de 15 a 19 de maio de 1957, conseguiu estender a toda a Arquidiocese Bracarense o Lausperene, que tinha instituído em S. Mamede. Realizava-se, nesta freguesia, cada mês, durante a noite de sábado para domingo, mantido pelos homens, enquanto as mulheres adoravam o Senhor, ao menos durante três horas, na tarde desse mesmo dia. Notabilizou-se também pela devoção ao Coração Eucarístico de Jesus, em cuja honra fez erigir no monte Chamor. Durante a sua permanência em S. Mamede de Este, o P. Abílio realizou também consideráveis obras materiais: restaurou a igreja paroquial, em cuja capela-mor mandou colocar seis painéis de azulejos alusivos à Ceia do Senhor, ao Santo Cura d’Ars, à comunhão frequente dos adultos e à comunhão precoce das crianças; e construiu a residência paroquial, que consagrou ao Coração de Jesus na festa de Cristo Rei de 1938; enriqueceu a igreja com uma estátua de S. Pio X, em pedra de Ançã, com metro e meio de altura. A piedade dos fiéis transladou-a, depois, para campa do seu pastor, no cemitério paroquial. (Ana Gabriela Gonçalves, nº 3, 8º E)

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LENDAS

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O lugar de Estrada Velha, da freguesia de Gualtar, está relacionado com a "Geira", antiga estrada da Península Ibérica, uma das antigas vias romanas que ligavam Braga a Astorga. (Ana Rita Silva Reis Dourado, nº 3, 6º E)

Há muito, muito tempo atrás quando D. Afonso Henriques ainda era o rei de Portugal, conta-se que este monarca terá ido a pé desde a Sé de Braga até ao castelo da Póvoa de Lanhoso. Este rei terá passado pela rua da rola (rua onde moro) para mostrar à população a sua fortaleza e o seu poder. (José Miguel Barros Oliveira, nº 17, 8º D)

Conta-se que o Padre Abílio Gomes Correia (pároco de S. Mamede) foi o padre que pela primeira vez introduziu na paróquia o louvor ao sagrado lausperene (este ano celebra-se 100 anos). Este devoto pároco também terá feito alguns milagres. (José Miguel Barros Oliveira, nº 17, 8º D).

A origem do nome Sobreposta, deve-se ao facto de no Monte da Pena desta terra, existirem sete pedras sobrepostas. A lenda que diz que há muitos anos, uma tempestade destruiu Sobreposta inteira, mas as sete pedras do Monte da Pena, mantiveram-se no mesmo lugar e a partir daí, as pessoas começaram a dizer que aquelas pedras eram mágicas. (Ana Margarida Martins, nº 2, 5º C) (Adriana Catarina Esteves Rodrigues, nº 1, 8º F)

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Palmeira: Sem qualquer tipo de explicação, ouve-se dizer que em horas avançadas da noite, um piano existente no clube palmeirense era tocado por mãos estranhas. Por isso, não se poderia passar enquanto não houvesse a luz do sol. (Teresa Maria da Cunha Prazeres Silva, nº24, 8º B)

Figueiredo: Pensa-se que se uma pessoa estiver no cemitério durante o toque dos sinos da igreja, aparece o diabo e leva-as com ele para a campa dos mortos que foram visitar. (Ana Clara Rodrigues Ferreira, nº 2, 7º E)

Pedralva: Esta freguesia antes de se chamar Pedralva era denominada de pedra alva, devido à abundância de pedras brancas (pedras alvas). À medida que os anos foram passando, juntaram-se as duas palavras ficando a chamar-se de Pedralva. (Joana Patrícia da Silva Vieira, nº 14, 7º C) (Bruno Miguel Antunes Ferreira, nº 8, 7º C) (Flávia Rafaela da Costa Vieira, nº 10, 7º C)

Lenda de S. Mamede: O povo de Paralela e das aldeias vizinhas tem grande devoção por São Mamede, que tem uma capelinha num cabeço com o seu nome. E conta a história de São Mamede assim: O pai do santo, ainda ele não tinha nascido, estava na cadeia. Um dia a mãe foi lá visitá-lo e ia grávida, já no fim do tempo. Por isso o bebé nasceu com ela lá dentro, ao pé do marido. Mas como não tinha

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quem lhe acudisse no parto e não havia lá parteiras, a mulher acabou por morrer. E o homem, como desgosto, morreu também. Ficaram os dois ali, um lado do outro. Acontece que o menino sobreviveu, por milagre, claro, e andava a gatinhar por cima dos pais, com eles mortos no chão. Neste meio tempo, uma mulher chamada Imia, teve em sonhos a visão de que aquele menino estava ali sozinho e sem ninguém. Pegou, foi lá mal amanheceu, e viu aquele cenário. Pagou então a quem sepultasse os pais e levou o bebé com ela para o criar. E não só o criou e educou como ainda lhe deixou tudo quanto tinha, pois era uma pessoa rica. E ele, com os bens que herdou, mandou fazer a ermida no lugar onde está, em Paradela. (Paulo Ricardo Fernandes Vilaça, nº 24, 6ºE)

A lenda de São Longuinhos de Braga: Há uma curiosa tradição em Braga, pela festa de São João, envolvendo a estátua de São Longuinho e o Santuário do Bom Jesus do Monte. Nesta época, algumas raparigas namoradeiras andam à volta da estátua de granito, proferindo orações, com objetivo de apressar o seu casamento. De acordo com uma antiga lenda local, um lavrador muito rico, de nome Longuinhos vivia nos arredores da cidade, perto do Bom Jesus. Solteiro e recatado, era estimado por todos na comunidade. As raparigas solteiras não lhe eram indiferentes, uma vez que entreviam nele um excelente partido, embora nenhuma o impressionasse particularmente. Certo dia, Longuinhos apaixonou-se por uma rapariga chamada Rosinha, e entendeu que era o momento de partilhar a sua fortuna. Para esse fim, informou-se quem era o pai dela, e procurou-o. Identificou-se e comunicou-lhe as suas intenções, pedindo a mão dela em casamento. O pai dela, entretanto, mostrou-se um negociador difícil, e apenas cedeu quando

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Longuinhos lhe prometeu uma pensão. Pedro, era esse o nome do pai de Rosinha, chamou-a e comunicou-lhe que Longuinhos pedira a mão dela em casamento e que ele, como pai, a dera. A rapariga ficou lívida, pois amava outro rapaz, de nome Artur, e diante do altar do Bom Jesus, havia lhe prometido casamento. O velho pai, com medo de perder o negócio que fizera, armou tal espalhafato que, a filha, apavorada, acabou por dizer-lhe que casava com Longuinhos. Saiu a tremer de ao pé do pai e recolheu-se ao seu quarto, onde, chorosa, começou a orar, apelando a São João. Eis que, de súbito, ouve uma voz dentro de si que lhe dizia que tivesse calma, que tudo se arranjaria. A voz era a de São João, que dali foi ter com Longuinhos, que também se encontrava em meditação. Dirigindo-se ao lavrador, São João argumentou que, se Longuinhos era tão seu amigo, não seria capaz de estragar a felicidade dos dois jovens que tanto se amavam. Reparou ainda a Longuinhos a desastrosa maneira de falar com o pai de Rosinha, tentando-o com dinheiro. Longuinhos então caiu em si e compreendeu que, se a rapariga amava outro, e era correspondida, ele não tinha o direito de destruir a felicidade de ambos. Assim o disse ao santo, que ficou muito contente, e acrescentou: "- Se me consentes, São João, eu próprio serei o padrinho desse casamento! Sei que precisam de um bom começo de vida e eu me encarregarei disso. Quanto ao meu amor, cá o entreterei até que se desvaneça!" O santo correu então a avisar a rapariga, para que preparasse a boda com Artur, pois arranjara-lhe um bom padrinho. O velho Pedro foi quem ficou a perder, mas lá se consolou como pôde. (Luís Filipe Silva Machado, nº 19, 8º D) (Camila Barroso dos Santos, nº 5, 5º C)

Consta que em Gualtar um simples homem tirou da garganta de uma criança uma espinha, salvando-lhe a vida. Depois deste

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acontecimento ficou conhecido como o célebre S. Brás e hoje é festejado com um dia em sua honra. Também originou a existência dos rebuçados S. Brás para a garganta. (Beatriz Pinto Soares, nº 4, 7º E)

Lendas de São Brás: O monte, o espinho e o porco… São Brás foi um santo que viveu na Armênia, entre os séculos III e IV. Ele era um médico religioso, porém quando pediu a graça do batismo poderes sobrenaturais passaram a aparecer nele. O problema é que naquela época o imperador Licínio perseguia os cristãos e por isto passou a perseguir Brás, que costumava meditar num monte. Neste lugar, o místico vivia numa caverna junto com os mais fortes animais, como leões e tigres, que nada faziam de mal lhe faziam. Mesmo morando no meio da floresta, pessoas e animais procuravam São Brás, quando ficavam doentes, para pedirem cura. Um certo dia, quando o místico estava rezando nas montanhas, os soldados de Licínio prenderam este homem para o executar em praça pública. No caminho para a execução, uma mãe desesperada parou a escolta na rua e exclamou: - São Brás, salve meu filho! - Ele engasgou-se com uma espinha de peixe e não consegue mais respirar! Então o santo rezou para o alto, fez o sinal da cruz no pescoço do garoto, colocou a mão na garganta dele e retirou a espinha, salvando a criança. Assim, ele continuou o caminho com a escolta. Porém, outra vez, no meio da escolta uma pobre camponesa dirigiu-se a São Brás dizendo: - São Brás, por favor, acuda-me! - Um lobo selvagem roubou o único bem precioso que tenho: meu porco!

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Desta maneira o místico fez o sinal da cruz e disse: - Já abençoei a sua alma e por isto quando chegar a casa verá o seu animal de volta. A moça andou em direção à sua residência, que ficava perto dali. De repente, ela correu gritando, com o porco nas mãos: - Obrigada, São Brás! - Pois meu bicho voltou! São Brás cura a dor de garganta e até a gripe suína: Por causa da estória da espinha de peixe que São Brás tirou da garganta do menino, falam que ele cura os problemas da garganta e gripes. Reza a lenda que quando alguém tosse, devemos bater no ombro desta pessoa e exclamar: - Tira esta tosse, São Brás... E devolva a saúde e a paz! Recentemente surgiram boatos de que o santo cura até a gripe suína, como no relato: “Em julho de 2009, na época do surto mundial da Gripe H1N1, dona Maria notou que sua neta, Renata, estava com os sintomas desta doença: febre alta, diarreia, cansaço, dores de cabeça e garganta. Desta forma dona Maria procurou um posto de saúde, que estava lotado. Então a enfermeira explicou: - Não temos como diagnosticar que tipo de doença é! - Mas o resultado, do exame, sai em dez dias. A mulher preocupada, voltou para casa, acendeu uma vela para a imagem de São Brás e orou: - Por favor, meu bondoso e Santo São Brás... Não deixe que a gripe suína que tira a paz... Leve a minha neta pequena... Tão doce e serena! Meia hora depois a menina levantou-se da cama e começou a brincar. Pois a sua febre baixou e as dores passaram. Os resultados do exame chegam passados dez dias: - a menina estava com gripe suína, mas por causa da oração para São Brás, a menina foi curada. As Velas de São Brás:

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Quando São Brás ficou preso, uma devota o procurou com alimentos e uma lamparina cara para que o místico pudesse escrever suas orações, sem estragar a vista, naquela cela escura. Assim o místico falou: - Obrigada pela lamparina! - Estou muito agradecido e por isto toda a pessoa que deixar uma vela acesa em meu nome, em alguma igreja, terá a vida próspera e iluminada. Desta forma nasceu a tradição da vela de São Brás. Os Dois Adolescentes Infratores: São Brás morreu enforcado ao lado de dois adolescentes marginais, que foram condenados a mesma pena. O adolescente da direita exclamou: - Por favor, São Brás, estou arrependido! - Por favor, perdoe-me dos meus pecados! O jovem da esquerda disse: - Eu não estou arrependido! - Quero que você e o velhote aí, morram no Inferno! Reza a lenda que o garoto que pediu perdão foi para o céu e o jovem que blasfemou foi para o Inferno. (Alice Gomes Cunha Pereira, nº 1, 6º E) Diz-se que em Sobreposta terá existido um homem que, como tantos outros, foi para a guerra. Porém, este homem tinha a particularidade de ser muito religioso. Quando chegou o dia da partida para a guerra levou consigo um crucifixo. Nas lutas e disparos, normais como em qualquer guerra, foi atingido por um bala disparada pelo inimigo. Porém, a bala acerta no crucifixo e a sua vida salva-se da morte certa. Após a sua chegada são e salvo da guerra, como forma de agradecer mandou construir o “Bom Jesus dos Milagres”. Ainda hoje nesta freguesia existe o “Bom Jesus dos Milagres”, assim como o crucifixo que levava consigo. (Bárbara Alexandra da Silva Duarte, nº 7, 7º C)

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Já desde tempos muito remotos que se conta que a pedra sobreposta está naquela posição desde o dilúvio. Após as prevaricações dos homens, querendo Deus castigar o mundo das maldades fez cair sobre a terra tal quantidade de água que tudo foi levado pelas cheias. Nada nem ninguém conseguira fazer parar as chuvas e as torrentes que tudo arrasavam. Foi nessa ocasião que um grande penedo, vindo com a água ficou em cima de um outro. Assim, em virtude do sucedido esse local passou a chamar-se de Sobreposta. Depois do dilúvio ficou ali para sempre como memória para que as pessoas não se esqueçam do poder de Deus. (Maria Carolina Marques Sousa Martins, nº 18, 8ºB)

ESTE S. MAMEDE: Esta história já tem pelo menos quatro gerações (já se dizia no tempo da minha bisavó que se fosse viva teria 106 anos de idade). Em S. Mamede viviam duas irmãs solteiras e moucas que eram muito devotas da igreja. Como não conseguiam ouvir, tinham um cão que, quando tocava o sino, as puxava pelo avental para irem à missa. Este ritual era ainda frequente no que respeita a outras tarefas diárias como cozer o pão ou preparar a comida… Quando morreram, passado muito tempo, uma delas foi encontrada e desenterrada. O caixão e o corpo estavam intactos. Esse corpo ainda hoje se encontra na igreja de S. Mamede. (Carlos Daniel Mota da Costa, nº 9, 8º D).

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O Monte Chamor é uma colina localizada na freguesia de São Mamede de Este, em Braga, Portugal. Monumento ao Coração Eucarístico de Jesus: No topo da colina encontra-se um monumento em honra do Coração Eucarístico de Jesus, com mais de 20 metros de altura, mandado erigir pelo padre Abílio Gomes Correia e benzido em 4 de Agosto de 1957. A estátua de mármore do Sagrado Coração de Jesus segura na mão direita, ao alto, um cálice e uma hóstia, enquanto a esquerda aponta para o coração. Inscrições no Monumento: Na base do monumento podemos encontrar as seguintes inscrições: Face 1 - "Ao coração eucarístico de Jesus esta freguesia penitente pelos pecados cometidos e agradecida pelas graças recebidas, prostra-se os vossos pés suplica proteção. Consagrase a vós e ao Coração Imaculada de Maria e clama em uníssono! Queremos que vós reineis 01-11-1947". Face 2 - "Homenagem de eterna gratidão, prestada por esta pobre freguesia, ao ex.mo Sr. José Pereira, homem justo e bom, e a sua ex.ma esposa Isabel da Silva, da cidade de Braga, pela oferta d´este grandioso monumento, e todas as suas grandes benemerências que só Deus poderá retribuir condignamente. 048-1957". Face 3 - "Tributo perpétuo de gratidão d´esta pobre freguesia ao ex.mo Sr. Fransisco Antunes e a sua ex.ma esposa Dª Laurinda P. Antunes naturais d´esta freguesia, e residentes no Brazil pelo pagamento das despesas feitas com o levantamento deste monumento 04-08-1957". Face 4 - "O levantamento deste grandioso monumento ao Coração Eucarístico de Jesus o primeiro e único em Portugal e a realização d´um pensamento divino do pobre vigário desta freguesia P.e Abilio Gomes Correia concebido há muitos anos e efectivado no cinquentenário da sua vida paroquial nesta

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freguesia para todos os que o ajudaram e se sacrificaram o seu eterno agradecimento 04-08-1957". (Cristiano Filipe Mouta Fernandes, nº 6, 8º F)

Lenda de Pedralva: No que diz respeito à etimologia, “Pedralva” é designação que derivará do predomínio de rochas de tom esbranquiçado, conhecido pelos habitantes da mesma como “ Pedra Alva”. “ Alvar”, nome de um lugar da freguesia, cuja etimologia beberá nas mesmas raízes. João de Barros nas suas “Antiguidades de Braga”, diz que S. Dâmaso, que foi um dos mais prestigiados e cultos Papas no século IV, nasceu em Pedralva. Em 1853 passou a pertencer ao concelho da Póvoa de Lanhoso, regressando ao concelho de Braga dois anos depois. Como curiosidade, refere-se que Camilo Castelo Branco se escondeu na Quinta da Eira, nesta freguesia quando se refugiava das perseguições da justiça a que estava sujeito no Porto. Colosso de Pedralva: Tem quase três metros de altura e foi adquirida por Martins Sarmento em 1892. Atualmente, a estátua «Colosso de Pedralva» está localizada na Alameda Dr. Mariano Felgueiras, entre o Hospital de Guimarães e a grande superfície comercial ali existente. Estátua colossal, constituída por três peças de granito, representa uma figura viril, sentada e com o braço direito levantado. Desconhece-se a significação desta figura, talvez ligada ao culto fálico, que na Lusitânia teve certa expansão, nos tempos proto-históricos. Conta-se que atualmente os habitantes mais velhos na freguesia dizem que esta imagem foi a que deu origem ao nome Pedralva,

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sendo ela feita de pedra alva e permaneceu durante muitos anos na freguesia no lugar das Eiras. Não sabendo o porquê dela ter sido levada pelos vimaranenses para o local onde permanece até à data de hoje. (Márcia Filipa Rodrigues Magalhães, nº12, 6ºH) (Patrícia Raquel Antunes Pimenta, nº 19 , 5º E)

Lenda do Castelo de Faria (Braga): A já desaparecida fortaleza medieval conhecida por Castelo de Faria, nos arredores de Barcelos, foi palco de uma história desencadeada pelo amor entre o rei D. Fernando e a bela Leonor Teles. Na verdade, estava D. Fernando para desposar a filha do rei de Castela quando se apaixonou por Leonor Teles, quebrando o compromisso que tinha assumido. Despeitado, o rei castelhano desencadeou uma guerra contra Portugal, cercando Lisboa e muitas outras terras. O Minho foi invadido pelo adiantado da Galiza, D. Pedro Rodriguez Sarmento, que se bateu com D. Henrique Manuel, tio do rei português, nos arredores de Barcelos. Os portugueses foram derrotados e entre os reféns ficou D. Nuno Gonçalves, alcaide-mor do Castelo de Faria. No seu cativeiro, receava D. Nuno que o seu filho entregasse o Castelo de Faria logo que visse o pai refém dos castelhanos e, por esse motivo, urdiu um estratagema que o evitasse. Pediu então ao galego D. Pedro que o levasse até aos muros do castelo para convencer o filho a entregar a fortaleza sem resistência. Chegados ao castelo, D. Nuno pediu para falar com o seu filho, D. Gonçalo, e exortou-o a defender-se a custo da própria vida, amaldiçoando-o se não cumprisse as suas ordens. Os castelhanos, vendo-se traídos, mataram logo ali o velho alcaide e atacaram o castelo. A luta foi renhida e dolorosa para os portugueses que perderam muitos dos seus homens, mas D. Gonçalo, lembrando-se da maldição do pai, resistiu orgulhoso,

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levando os inimigos a desistir. D. Gonçalo, apesar de premiado pela sua coragem, pediu ao rei D. Fernando autorização para abandonar o cargo de alcaide e tornou-se sacerdote. (Madalena Cecília Marcos Freitas, nº14, 9ºE)

Em Sobreposta existe uma tradição muito antiga relacionada com a “festa do Senhor”. Ao longo do ano é preparado um grande arco (pelos mordomos) que depois em julho (último fim de semana do mês), altura em que esta festa se realiza, é levantado por todos os homens da freguesia como sinal de união. (Margarida Marques Gonçalves, nº 19, 8º F)

Na noite de 30 de Abril para 1 de Maio (celebra-se o dia do trabalhador) é tradição colocar umas flores amarelas (maias) nas portas das casas para sair a preguiça de todas as pessoas que nelas habitam. (Raquel Vaz Eusébio Rodrigues, nº 22, 8º D)

Antigamente quando as pessoas ficavam velhinhas, quase para morrer, os filhos levavam-nas ao monte até que a morte viesse. Certo dia um filho levou o pai ao monte, pois estava para morrer e com ele deixou uma manta para cobrir o pai. Quando o filho se preparava para regressar a casa o pai disselhe: - Filho vais levar metade da manta para quando os teus filhos te deixarem aqui. Com estas palavras do pai, o filho refletiu e pensou no seu futuro, acabando por trazer o pai de volta.

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A partir dessa altura, nunca mais ninguém levou os velhinhos ao monte. (Ana Carolina Guilherme Esteves, nº 2, 6ºB)

Há muitos anos atrás, na minha freguesia, viviam duas irmãs que eram surdas. Essas senhoras tinham uma cadelinha que as chamava quando tocava o sino para a missa, a cadela batia-lhes com o rabo nas pernas e assim elas percebiam o que ela queria dizer. Na hora da missa, deixavam o forno a arder e o pão amassado e quando chegavam a casa, o forno continuava a arder e o pão a levedar. Diziam que era milagre pois, quando as senhoras chegassem a casa, o forno já deveria estar apagado e o pão estragado, pois já tinha levedado de mais. (Marisa Alves Sousa, nº 18, 9º B)

Na memorável e cruel primeira Guerra Mundial, o Sr. José Antunes Sá, combateu heroicamente desde as três horas da madrugada, até às seis horas da tarde, entre fogos e assaltos ferozes do inimigo, no meio de uma pavorosa chuva de balas, granadas, canhões, metralhadoras e gases asfixiantes. Por último veio uma bala de metralhadora bater contra si, no meio do peito, do lado do coração, furando o fato e a camisa, parando em presença de um crucifixo, cuja haste superior cortou. Esta bala seria fatal, se não fosse a intervenção de Deus, pois parece que de propósito, chegou a queimar a pele naquele lugar, para ficar bem assinalado o favor de Jesus e da Virgem Mãe Imaculada. (Bruno Daniel Sá Pereira, nº3, 6ºH)

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Antigamente, as pessoas eram analfabetas e escolhiam para padrinhos dos filhos alguém de quem gostassem muito. Por vezes, os padrinhos não sabiam rezar o credo corretamente. Quando assim era, os afilhados vinham a sofrer as consequências. Quando atingiam uma certa idade, tinham que fazer um sacrifício uma vez por mês, durante sete anos. Quando chegassem à idade certa, involuntariamente, tinham que encontrar um espolinhadouro, para se poderem transformar no animal a que correspondia o espolinhadouro. Durante a noite as pessoas transformadas em animais, tinham que correr sete freguesias, sete encruzilhadas, sete fontes e sete pontes. Para se libertarem desse fado (destino) era preciso que as famílias se apercebessem e esperassem que eles passassem numa encruzilhada para os ferirem. Quando isso acontecia, ficavam livres e nunca mais se transformavam. (Marisa Alves Sousa, nº 18, 9º B).

Lenda da Serra da Estrela: Conta a lenda que havia um pastor pobre que vivia numa aldeia triste e tinha por única companhia um cão. Este sonhava em um dia viajar para além das montanhas que envolviam a sua aldeia. Numa noite de luar, o pastor olhava para o céu estrelado quando desceu até ele uma estrela pequenina, com um rosto de criança, e lhe falou do seu desejo. Estava ali por vontade de Deus para guiá-lo até onde desejasse ir. A partir daí, a estrela nunca mais o abandonou, sorrindo-lhe do céu, noite após noite. A certa altura, o pastor tomou a decisão de partir e chamou a estrela para lhe fazer companhia. Caminhou durante anos, sempre em busca do seu destino. Um dia, o chegou à serra mais alta que conseguiu encontrar e declarou com voz de profeta que daí em diante aquela serra se

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chamaria "Serra da Estrela". Como ficava mais perto do céu, e consequentemente da sua estrela, resolveu ficar ali a viver. A lenda diz que ainda hoje é possível ver da Serra da Estrela uma estrela que brilha mais que as outras, cheia de saudade e de amor por um pastor. (João Pedro Caçador Ferreira, nº13, 8ºA) (Miguel António de Almeida Barbosa, nº 22, 8º A)

Lenda da padeira de Aljubarrota: Brites de Almeida não foi uma mulher vulgar. Era feia, grande, tinha o cabelo crespo e muito, muito forte. Não se enquadrava nos típicos padrões femininos e tinha um comportamento masculino, o que se reflectiu nas profissões que teve ao longo da vida. Nascida em Faro, com uma família pobre e humilde, mas envés de ajudar os pais na taberna de donde estes tiravam o sustento diário, preferia vaguear e andar à pancada. Aos vinte anos ficou órfã, vendeu os poucos bens que lhe ficaram e meteuse a caminho, andando de lugar em lugar e conviveu com todo o tipo de gente. Aprendeu a manejar uma espada com tal mestria que depressa alcançou fama de valente. Apesar da sua temível reputação houve um soldado que, encantado com as suas proezas, a procurou e propôs-lhe casamento. Ela, que não estava interessada em perder a sua independência, impôs-lhe a condição de lutarem antes do casamento. Como resultado, o soldado ficou ferido de morte e ela fugiu de barco para Castela com medo da justiça. Mas o barco foi capturado por piratas e foi vendida como escrava. Com a ajuda de dois outros escravos portugueses conseguiu fugir para Portugal numa embarcação que, apanhada por uma tempestade, veio dar à praia da Ericeira. Procurada ainda pela justiça, cortou os cabelos, disfarçou-se de homem e tornou-se almocreve. Um dia, cansada daquela vida, aceitou o

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trabalho de padeira em Aljubarrota e casou-se com um honesto lavrador (provavelmente tão forte quanto ela). O dia 14 de Agosto de 1385 acordou com os clamores da batalha de Aljubarrota e Brites não conseguiu resistir. Pegou na primeira arma que achou e juntou-se ao exército português que naquele dia derrotou o invasor castelhano. Chegando a casa cansada mas satisfeita, despertou com um estranho ruído: dentro do forno estavam sete castelhanos escondidos. Brites pega na sua pá de padeira e mata-os logo ali. Conta a história que Brites acabou os seus dias em paz junto do seu lavrador mas a memória dos seus feitos heróicos ficou para sempre como símbolo da independência de Portugal. A pá foi religiosamente guardada como estandarte de Aljubarrota por muitos séculos, fazendo parte da procissão do 14 de Agosto. (Carolina Castro Oliveira, nº9, 6ºF).

Lenda do peregrino de Compostela: Certa vez, há muitos anos, três cavaleiros da província de Entre-Douro-e-Minho resolveram ir em peregrinação a Santiago de Compostela. Possuíam apenas os seus cavalos e parcos recursos, para que todos os contratempos que pudessem surgir, o Santo os levasse em conta dos seus pecados. Quando iam já a meio do caminho, viram uma mulher carregando às costas um grande saco, e caminhando com dificuldade. Dois dos cavaleiros nem deram pela penosa aparição. O mais novo, porém, reparou no peso da carga que a mulher transportava, e parou o cavalo, perguntando: - Para onde ides, mulher? A custo a mulher parou, atirou com a carga ao chão e disse: - Vou para Compostela.

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- Com essa carga? - É a minha penitência. - Mas assim não podereis lá chegar. Morrereis pelo caminho! A mulher olhou o cavaleiro e perguntou, curiosa: - Vindes do Minho? - Venho, sim. - Bem me disse o Apóstolo! - Que vos disse ele? - Que levasse esta carga até encontrar um cavaleiro vindo do Minho. Ele me ajudaria depois. - Como podereis dizer que o Santo vos falou? - Foi em sonho. Esta noite dormi em casa de uma pobre velha que nunca tinha visto. Mas ela viu-me tão carregada… Ofereceume comida e agasalho. Foi lá que o Apóstolo me apareceu em sonhos. Os outros dois cavaleiros, ouvindo o que a mulher dizia, desataram a rir. Mas D. João – assim como se chamava o mais novo - impôs-lhes silêncio. - De que vos rir? Porque não há-de ter o Santo falado com esta mulher? Oiçamo-la e ajudemo-la. Afinal, todos somos peregrinos. Os outros sorriram mas já não responderam. Então o cavaleiro mais novo desmontou, pegou no saco e colocou-o sobre o cavalo, dizendo para a mulher: - Caminharemos os dois a pé. O cavalo levará a carga. Como os outros companheiros ficaram admirados, D. João recomendou: - Não espereis por mim. Encontrar-nos-emos no Santuário. Daqui a oito dias, a esta mesma hora, ver-nos-emos junto ao túmulo do Apóstolo. Quatro dias passaram. Os peregrinos caminhavam em grupos, descansando aqui, comendo além. Na manhã do quinto dia, D. João encontrou caído na estrada um pobre homem. Debruçou-se sobre ele e perguntou: - Que tendes, irmão?

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O homem, mal podendo falar, explicou: - Já sou velho e venho de muito longe, a pé. - Foi talvez um esforço em demasia. O velho meneou a cabeça. - Sou um pecador e pouco tempo mais terei de vida. Que ao menos Deus me leve em conta a esta jornada, como penitência! - Mas estais muito enfermo. Como podereis continuar? O velho sorriu. - Não sei. Talvez me possais aconselhar sobre o que deva fazer. E se mais não me for permitido… que parta hoje mesmo para a presença de Deus. D. João olhou o cavalo. O enfermo iria bem ali. Mas o saco da mulher que carregara nele? Sorriu, encolheu os ombros e disse alto: - Seja o que Deus quiser! Depois, voltando-se para o homem: - Podereis seguir viagem, seguro no meu cavalo? O homem teve um olhar luminoso. Talvez, meu bom senhor. Mas o que fareis daquele fardo? O cavaleiro respondeu prontamente: - Eu o levarei. E juntando a ação à palavra, retirou o saco do cavalo e ajudou o velho enfermo a montar. Depois ligou-o bem, não fossem as forças faltar-lhe e ele cair. Feito isto, seguiram viagem. À frente ia a mulher, depois o cavalo com o enfermo, e logo atrás D. João, com o saco às costas e agarrado ao bordão do velho peregrino. O sol era escaldante. O pó acumulava-se nos lábios dos peregrinos. O suor e o cansaço dominava-os. Dia a e meio depois, D. João começou a sentir os efeitos de uma grave enfermidade. Mas ofereceu a Deus a sua doença como penitência dos seus pecados – pois alguns se contavam na sua turbulenta juventude. Hora a hora, sentia agravar-se o seu mal. Pedia apenas ao bom Apóstolo que o deixasse chegar ao pé do lugar santo e voltar a ver os seus amigos.

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No dia aprazado chegaram ao santuário. Já lá estavam, esperando-o, os outros dois cavaleiros. Mas D. João perder a fala. Vendo-o assim tão mal, os amigos quiseram chamar um padre para lhe dar os últimos sacramentos. Bem os ouvia D. João, mas não podia responder-lhes, nem confessar-se. Desaparecera a mulher e o enfermo com quem viajara. Estava só com os dois companheiros. Sentia a morte aproximar-se e só o afligia morrer sem confissão, embora em pensamento ele pedisse a intercessão de Santiago, logo que chegasse à presença de Deus. Mais um dia passou. O peregrino parecia ter chegado ao fim da sua jornada sobre a Terra. Os dois amigos entreolharam-se, espreitando o momento em que D. João iria exalar o último suspiro. De súbito, porém, o enfermo soergue-se do leito improvisado onde o tinham estendido e exclamou: - Finalmente! Graças a Deus e a Santiago que me vi livre deles! Os dois cavaleiros olharam-se surpreendidos. Um deles perguntou: - A quem vos referis? - Aos demónios! Os outros julgaram que ele delirava. Mas ele continuou: - Sim! Os demónios ataram-me a língua para que não me confessasse! - E agora? - Agora… foi Santiago! Não viste o Santo? Os cavaleiros voltaram a surpreender-se. - Não… não vimos. - Pois estais enganados! - Nós? - Sim! Sabeis que ele era? A loucura de D. João parecia aumentar. Aflitos, os amigos fingiam acreditar nas suas palavras. - Não, não sabemos… Dizei-nos quem era… Sorrindo, D. João explicou: - Era o peregrino doente!

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Os dois amigos não puderam evitar a dúvida. - Não! Não pode ser! - Era, sim! Bem o vi agora. E vós não o vistes? - Não. Agora nem passou por aqui ninguém. - Pois esteve junto de mim. Veio buscar o seu bordão. Depois disse-me: «João, carregaste aos ombros as tuas culpas, emprestaste-me o teu cavalo e caminhaste encostado ao meu bordão. Deus levará em conta tudo isso quando, em breve, chegares à sua presença.» Os amigos deixaram de lhe falar como se fala a uma criança. Havia algo de grandioso nas suas palavras. Algo de sublime no seu olhar. Um deles perguntou: - E como foi que Santiago afastou os demónios? D. João sorriu: - Se vissem! Alçou o bordão como se fosse uma lança e correu com todos eles num instante! Depois, sorriu-me e afastou-se. Os dois cavaleiros ficaram estupefactos. Já não queriam duvidar do que ouviam. Mas era tudo tão estranho, tão imprevisto… D. João conversou com eles durante meia hora. Confessou-se e comungou. Parecia feliz. Pediu aos companheiros que distribuíssem o seu dinheiro pelos pobres, depois de dar algum a pessoas que ele julgava ter prejudicado. Também enviou uma palavra de amizade aos seus familiares e pediu que o enterrassem em Compostela. Assim fizeram os cavaleiros. Mas antes de saírem de Compostela foram ainda visitar o túmulo do Santo Apóstolo e pediram perdão de não o terem reconhecido. (João Pedro Caçador Ferreira, 8ºA, Nº13)

Lenda de Viana do Castelo: Para os lados de Viana, havia um enorme castelo. Toda a gente admirava a sua grandeza e até a simples pedra com que tinha

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sido construído. As pessoas gostavam de passar em frente do famoso castelo simplesmente para observar. Até que começaram a reparar que de vez em quando surgia uma princesa numa das janelas do castelo. Era uma linda rapariga, de faces rosadas, olhos claros e uns longos cabelos loiros com duas tranças. A princesa era tímida, pois não era fácil observá-la na janela. Quando pressentia alguém na estrada, escondia-se. Era portanto um privilégio ver a princesa na janela do castelo e todas as pessoas que o conseguiram, vinham logo contar o sucedido: Eu vi Ana no Castelo! Assim, se originou o nome da célebre cidade chamada Viana do Castelo. (Miguel António de Almeida Barbosa, nº 22, 8º A)

Lenda de S. Sebastião: Reza a lenda, que há muitos, muitos anos... houve em Portugal um ano de fome e peste, que atingiu uma grande parte da população. Foram tantos os mortos que os mais crentes apelaram a São Sebastião para que os protegesse de tal flagelo. Se a doença se afastasse, se os doentes melhorassem e os animais escapassem, prometiam realizar anualmente a 20 de Janeiro, uma festa onde não faltasse pão e carne para quantos a ela comparecessem. Como o Santo não faltou, cumpriu-se o prometido e assim se fez ao longo dos tempos. Mas, com o passar dos anos, o povo foi ficando esquecido e mal agradecido e, um ano não se sabe bem porque motivo, a festa não se realizou. O povo ficou assim sem a protecção do Santo, advogado da fome, da peste e da guerra... ...Conta ainda a lenda, que em 1809 (ano em que Napoleão, Imperador da França, mandou invadir pela segunda vez Portugal) as tropas entraram pelo norte a caminho do Porto. A má fama dos invasores já tinha chegado à população de muitos povoados,

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que aterrorizados pela iminente invasão e suas consequências (pilhagens, mortes e violações), saíram às ruas com a imagem de São Sebastião e acolhendo-se à sua protecção renovaram a promessa: Se os invasores não entrarem nas nossas aldeias faremos todos os anos no dia 20 de Janeiro, uma festa em tua honra onde não faltará comida a toda a gente que a ela vier. Diz a lenda que caiu tal nevão em volta de algumas aldeias que obrigou os invasores ao desvio do seu caminho deixando em paz essas populações. Lenda ou não, a verdade é que se tem mantido a tradição e todos os anos depois de 20 de Janeiro os habitantes das aldeias que veneram o Mártir São Sebastião renovam a promessa. (Bruna Catarina Gomes Ferreira, nº 8, 6º F)

Sobre o convento de Mafra: Diz-se que os ratos gigantes que habitavam nos subterrâneos do Convento, durante a noite saiam para comer tudo aquilo que apanhavam mesmo cães, gatos, e até pessoas, afirmam algumas pessoas. (Hugo Costa, nº 12, 9ºC)

Na região do Algarve, as pessoas mais antigas falam no espírito da “Costureirinha”. Supostamente, quando se está sozinho em casa começa-se a ouvir um barulho de uma máquina de coser, daquelas muito antigas. Ouve-se alguém a dar ao pedal e a máquina a funcionar. É um som muito baixo e de curta duração. (Liliana Araújo, nº 18, 9ºC)

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SUPERSTIÇÕES

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Quando uma pessoa tem bruxedo na sua própria casa deve ler-se esta oração três dias seguidos. A reza deve ser acompanhada com alecrim, folha de eucalipto, incenso e faúlha a arder (num recipiente de ferro) para o diabo sair da casa. Como nossa senhora deformou seu amado filho para cheirar, eu deformo esta casa para todo o mal dela se afastar em louvor da Virgem Maria. (reza-se de seguida um Pai Nosso e uma Avé Maria). (Maria Eduarda Fernandes da Cunha, nº 20, 8º D)

Conta-se que uma casa velha em S. Pedro d’Este está assombrada, devido ao facto de um rapaz se ter matado porque amava uma rapariga, que pertencia a uma família rica. Esta família não consentia que sua filha namorasse com alguém que fosse pobre. Um dia esse rapaz, cansado de esperar e estando impossibilitado de namorar com sua amada enforcou-se no quarto. A partir deste momento aquela casa ficou assombrada. (Fátima Isabel Machado da Silva, nº 8, 8º C)

Dizia-se que quem passar em frente à igreja depois das duas horas da madrugada, se a pessoa fosse crente, via uma procissão de velas. (Ana Filipa Monteiro Pereira, nº 2, 7º D)

Dizem os antigos de minha terra que quando nascem os bebés as mães devem comprar “figuinhas” para que os bebés não sejam sujeitos ao mau olhado e fiquem protegidos. Além disso, também não ficam aguados. (Inês da Costa Oliveira, nº 12, 8º F)

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Reza a lenda que se alguém passar para lá do antigo cruzeiro, e for merecedor, as bruxas soltam os seus lindos cavalos brancos, podendo ver tais cavalos sempre a cavalgar em círculo… mas cuidado é apenas um estratagema para as bruxas apanharem as pessoas… (Ana Rita Lopes Vieira, nº 2, 8º C)

Conta-se, em Pedralva, que quando se passava, depois da meianoite junto ao carvalho - na rua das carvalheiras, aparecia uma bruxa. (Cátia Marisa Silva Alves, nº 5, 8º C)

Há pessoas que colocam rude ou uma ferradura nos objetos que encontram para que as outras pessoas não virem com inveja. (Cristiana da Silva Ferreira, nº 8, 8º B)

MAU OLHADO: Coloca-se um punhado de sal em água e esconde-se em algum sítio. Isto serve para afastar o mau olhado e as coisas mais indesejáveis. (Irina Daniela da Silva Vieira, nº 13, 8º B) Coloca-se sal na água e passa-se nas frentes das casas (varandas e portas). Depois deita-se água fora. Isto serve para proteger as casas do mau olhado e de outras coisas ruins. (Irina Daniela da Silva Vieira, nº 13, 8º B)

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Contam os antigos que quem passasse pelo olival em Namatalho, a partir da meia-noite, aparecia uma leiteira com um cântaro no seu braço muito brilhante. (Jorge Luís Mota Fernandes, nº 20, 6º E)

Colocar o alecrim, a rude e o alho - trincado pelo próprio dono do carro, num saco e esconder. Isto serve para proteger o carro (mau olhado, acidentes…). Porém, quando o carro começar a dar problemas muitas vezes seguidas, deve tirar-se o saco e colocar outro. (Irina Daniela da Silva Vieira, nº 13, 8º B)

Quando as crianças se aproximam de um poço, devem recuar imediatamente porque pode haver falta de segurança mas principalmente porque, ouve-se, a Maria Gancha. (Catarina Isabel Alves Couto de Abreu, nº 7, 8º B)

Transformação do homem em lobisomem (sensivelmente desde 1950): Conta-se que para acontecer a transformação de um homem em lobisomem é necessário que o homem espere dez noites de lua cheia. Na décima primeira noite de lua cheia o homem tem que bater à porta de três casas e nessas três casas têm que existir três mulheres viúvas. Após isto, o homem tem que ir para o monte onde tem que arrancar, com os seus próprios dentes, uma pedra da grossura de uma unha e, seguidamente, tem que

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subir à árvore mais alta da freguesia onde uma coruja o espera para o coroar. Só depois pode transformar-se em lobisomem. (Vítor Rafael Novais Salgado Gomes, nº 17, 7º E)

Conta-se que existe uma planta que tem uma estreita relação com o mau olhado e diz-se que se alguém entrar na casa de uma pessoa e pretenda fazer algo de prejudicial a quem vive na casa onde entrou essa mesma planta inclina as folhas para baixo, como forma de dar a conhecer que quem entra naquela casa pretende fazer qualquer coisa de prejudicial. (Cristiana Filipa Carvalho Pereira, nº 6, 7º E)

Pai Nosso, rilha tu que eu não posso. (Cláudia Isabel Durães da Silva nº 11, 6º E)

Diz-se que quando no dia de S. Brás o santo chora - significa que estão prestes a chegar os dias de verão. (João Vieira da Silva, nº 14, 7º F)

Dizem que quando se houver necessidade de sair com algum bebé à noite, se ainda não tiver sido batizado, deverá levar a roupa interior vestida ao contrário para que o demónio não possa entrar no corpo do bebé. (Mariana Borges de Macedo Guerra, nº 20, 8º F)

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Dizem que quando uma coruja canta (pia) em cima de uma casa é sinal que naquela casa ou nas suas proximidades alguém está perto da morte, assim como quando um cão uiva muito tempo seguido. (Márcio Daniel Gomes da Silva, nº 18, 8º F) (José Filipe Monteiro Mota, nº 15, 7º D)

Dizem muitas pessoas que existem estradas em Portugal onde é possível um automóvel desligado e em ponto morto começar a subir sozinho. Duas dessas são em Sintra e em Braga. Uns dizem que são estradas com uma enorme carga magnética, outros que é ilusão de ótica e os mais crentes dizem que está sobre uma poção mágica. As superstições sobre os gatos pretos, estimula-se de um animal pedinte e pobre. Os olhos penetrantes que iluminam as noites contribuíram provavelmente para que o gato fosse associado como um espírito diabólico. A cor preta é a cor do mal e das trevas. (Liliana Araújo, nº 18, 9ºC) “Gato é coisa do Diabo. Cão é de Deus“, as pessoas dizem que é por causa da sua independência. Eles podem fazer o que quiserem. Eles se auto domesticaram. No cão foi o contrário, fomos nós, e eles precisam de nós, podem até morrer por nós e o gato não. “Andar ao contrário ensina o caminho ao diabo” “Vestir uma peça de roupa ao contrário afasta a bruxaria” (Hugo Costa, nº 12, 9ºC)

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LENGALENGAS

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Pico, pico, maçarico Ó menino, não se pique... Pica a abelha Pica o galo e a galinha Pica a mosca e o mosquito Pica o ouriço-cacheiro Pica o ouriço-do-mar Pica a espinha do peixe (Pica mais o peixe-agulha) Pica a pulga Pica o azevinho Pica o cardo Pica a gilbardeira Pica a laranjeira Pica o ouriço da castanha Pica a pita Pica a rosa Pica a silva das amoras... Pico, pico, maçarico! Ó menino, não se pique... (João Esteves, nº16, 9ºC)

Varre, varre, vassourinha Varre bem esta casinha Se varreres bem Dou-te um vintém Se varreres mal Dou-te um rei (Carla Rodrigues, nº 7, 9ºC)

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Um-peru Dois-bois Três-inglês Quatro-arroz de pato Cinco-Maria do Brinco Seis-Maria dos Reis Sete-vira a folha ao canivete Oito-dá cá um biscoito Nove-dá esmola ao pobre Dez -vai lavar os pés (Helena Rodrigues, nº 20, 9ºC)

Pelo sinal Do bico real, Comi toucinho Não me fez mal, Se mais me desses Mais comia… Adeus compadre Até outro dia! (Helena Rodrigues, nº 20, 9ºC)

Um-dó-li-tá Cara de amendoá Um segredo colorido Quem está livre Livre está (Carla Rodrigues, nº 7, 9ºC)

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Tenho um macaco Dentro de um saco Não sei que lhe diga Não sei que lhe faça Dou-lhe um pau Diz que é mau Dou-lhe um osso Diz que é grosso Dou-lhe um chouriço Isso, isso, isso! (Carla Rodrigues, nº 7, 9ºC)

O tempo perguntou ao tempo Quanto tempo, o tempo tem O tempo respondeu ao tempo Que o tempo tem tanto tempo Quanto o tempo o tempo tem (Carla Rodrigues, nº 7, 9ºC)

Esta burra torta trota Trota, trota, a burra torta. Trinca a murta, a murta brota Brota a murta ao pé da porta. (Margarida Pereira, nº 19, 9ºC)

A história é uma sucessão sucessiva dos sucessos que se sucedem sucessivamente. (Margarida Pereira, nº 19, 9ºC)

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Um ninho de mafagafas Com sete mafagafinhos Quando o mafagafa gafa Gafam os setes mafagafinhos. (Margarida Pereira, nº 19, 9ºC)

Percebeste? Se não percebeste, faz que percebeste para que eu perceba que tu percebeste. Percebeste? (Margarida Pereira, nº 19, 9ºC)

Onde estás? Na tabuleta. O que comeste? Sopa seca. O que bebeste? Água do mar. Encosta para lá que eu vou-me encostar! (Manuel Orlando Silva, nº22, 5ºC)

Tenho um colarinho muito bem encolarinhado. Foi o colarinhador que me encolarinhou

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este colarinho Vê se és capaz de encolarinhar tão bem encolarinahdo como o encolarinhador que me encolarinhou este colarinho. (Margarida Pereira, nº 19, 9ºC)

A chover A trovejar E as bruxas A dançar A chover A fazer sol E as bruxas Comem pão mole. Assim se amassa Assim se peneira Assim se dá volta Ao pão da masseira. (Cláudio Gonçalves Silva, nº9, 5º B) Mário Mora foi a Mora com intenções de vir embora mas, como em Mora demora; diz um amigo de Mora: - Está cá o Mora? - Então agora o Mora mora em Mora? - Mora, mora (Margarida Pereira, nº 19, 9ºC)

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PROVÉRBIOS

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Quem não é bom para comer, não é bom para trabalhar; Fraco trabalhador, nenhuma ferramenta serve; Quem não chora, não mama; O trabalho do menino é pouco, mas quem o poupa é louco; Quem tem vergonha, passa mal; Filho és, pai serás como fizeres assim encontrarás; Velhos mudados, são velhos arrumados. (Gabriela Ferreira de Bárbara, Nº5, 6º A)

Boas palavras, custam pouco e valem muito. A palavras loucas, razões poucas. A espada vence e a palavra convence. Palavra que escapou, à boca não voltou. Uma palavra antes, vale por mil depois. Uma ferida se cura, mas a má palavra sempre dura. Árvore mudada, árvore matada. O maior carvalho, saiu de uma bolota. Á árvore caída, todos vão buscar lenha. As árvores morrem de pé. Lua nova calada, porta trancada. A lua alumia, mas não aquece. Lua cercada, terra molhada.

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Abril molhado, sete vezes trovejado. O vinho em Abril é gentil. (Tatiana Carvalho Baptista, nº27, 5ºC)

Quem tem calma, sofre na alma. Maio frio e Junho quente: bom pão e vinho valente. (Catarina Inês Costa Novais, nº6, 5º C)

Quem muito dorme, pouco aprende. O que não tem solução, solucionado está. (Beatriz Dias Rodrigues, nº 3, 5º C)

A preguiça morreu à sede andando a nadar! Agarram-se os pássaros pelo bico e os homens pela língua! Não serás amado se de ti não tens cuidado! Orvalho de S. João, tira o vinho e não dá pão. Em fevereiro chuva, em Agosto uva. Vento de março, chuva de abril, fazem o maio florir. (Helena Rodrigues, nº 20, 9ºC)

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A casamento e a batizado, não vás sem ser convidado. A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha. A ocasião, faz o ladrão. Ovelha que berra, bocado que perde. Casa de pais, escola de filhos. Pão proibido, abre o apetite. Pelo S. Martinho, deixa água para o moinho. Quem semeia ventos, colhe tempestades. Peneiremos, amassemos, minha mão que nos viremos. (Tatiana Gonçalves Silva, nº 19, 5º B).

Burro velho, não aprende línguas. (Inês Daniela Rodrigues Cunha, nº 12, 5ºB)

Laranja, de manhã é ouro, ao meio-dia é prata, à noite mata. (Pedro Miguel Oliveira, nº11, 6ºB) Diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és. Quem semeia ventos colhe tempestades. Cada um deita-se na cama que fez. Apanha-se mais rápido um mentiroso do que um coxo. Deus dá nozes a quem não tem dentes. Amor com amor se paga. 63


Fia-te na virgem e não corras. (Mónica Fernandes, nº 23, 9ºC)

Quem não arrisca não petisca! Nós a comer vós a cozer, abondai quem vos comer! (reza do pão) Em tempo de guerra mentiras por mar mentiras por terra! São Barzinho do Couto engasgaste-me a mim, agora vai engasgar outro! Bem ao Diabo em escolha! Quem semeia ventos colhe tempestades! Quem desdenha quer comprar! Não há uma fome que não traga uma fartura! Só tinha quem é tinhoso! Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar! Dos Santos ao natal é um passo de pardal! Fui ao vizinho envergonhei-me, cheguei a casa remediei-me! Entre marido e mulher ninguém mete a colher! Quem muito quer muito perde! (Stefani Araújo, nº 27, 9ºC)

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Água mole em pedra dura bate, bate até que fura Diz o Sr. Carvalho que não troque caminho por atalho Quem muito dorme pouco aprende Quem semeia ventos colhe tempestades Não há rosas sem espinho O hábito faz o monge A cavalo dado não se olha o dente Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo Depressa e bem, não faz ninguém Depois da tempestade vem a bonança De pequenino se torce o pepino Nem tudo o que brilha é ouro Os homens não se medem aos palmos Quem tudo quer, tudo perde Quanto mais alto se sobe, maior é a queda Quem vê caras, não vê corações Quem boa cama fizer, nela se deitará Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita Guarda que comer, não guardes que fazer Mais fere a palavra, que a espada afiada (Teresa Martins, nº 28, 9ºC)

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Laranja de manhã é prata, de tarde é ouro e de noite mata; A casamento e batizado, não vás sem ser convidado; A culpa morreu solteira; Barriga cheia, companhia desfeita; Burro velho, não aprende línguas; Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo; Mais vale cair em graça, do que ser engraçado; Mais homens se afogam num copo do que no mar; Calças brancas em janeiro, sinal de pouco dinheiro; O bom filho à casa torna; Há males que vêm por bem; Há mar e mar, há ir e voltar; Fala pouco e bem, ter-te-ão por alguém; Água mole em pedra dura, tando dá até que fura; Depressa e bem há pouco quem; Pouco e em paz muito se faz; Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar: Quem te avisa teu amigo é.

(Joana Esteves, nº 14, 9ºC)

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Recolha de textos elaborada de forma coletiva pelos alunos da Escola do Ensino Básico de Gualtar – Braga

Realizado na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

Ano letivo 2011/2012

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Sabedoria Popular AEG  

Recolha de orações, lendas, superstições, lengalengas e provérbios realizada pelos alunos da EB de Gualtar do AEG - Braga na disciplina de E...

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