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Escritos por alunos do 7.ยบ Ano, Turmas A, C e D Professora Elisabete Manata


A bruxa terrível e assustadora Era uma vez uma velhinha terrível que vivia num castelo, e dentro dele estavam as criancinhas raptadas por ela. A velha era horrorosa: cega de um olho, os dentes podres e tresandava a cebola. O seu único ponto fraco era uma faca que estava guardada no cimo da torre. Como a velha era cruel, de cinco em cinco dias ia buscar uma criança, cozinhava-a e comia-a. Certo dia, o rei anunciou á sua filha mais nova que, como já tinha quinze anos, deveria casar dentro de algum tempo. A princesa era rebelde e não queria casar. Para ela, todos os pretendentes eram gordos, feios ou burros. Até que o pai, farto das recusas da filha, lhe disse: - Está decidido, dentro de três dias, casarás com o duque de Caligosateia. - O quê? Aquele com 50 anos?! – perguntou desesperada. - Sim. E é o mais rico do reino! – justificou o rei. - Mas pai... – tentou, ainda, a menina. - Está decidido! – interrompeu o pai. Então nesse dia, á noite, a princesa reuniu armas e comida e partiu no seu cavalo. No dia seguinte de manhã a princesa passou por uma aldeia, onde todos choravam. A princesa perguntou-lhes o que se passava e eles disseram:


- É que a cada cinco dias, uma bruxa horrível rapta as nossas crianças para as comer. O último rapto foi ontem: levou as últimas três criancinhas que restavam. - E onde vive essa bruxa? - Naquele castelo lá ao longe, naquela colina. A princesa resolveu ir matar a bruxa e salvar as criancinhas. E então partiu para o castelo. Mal chegou lá a cima, viu a bruxa preparar-se para comer os miúdos. A bruxa lançou alguns feitiços, mas a princesa esquivou-se para o cimo da torre, onde encontrou a única faca que podia matar a bruxa espetou-lha no coração. A bruxa gritou: - Não!... - e desfez-se em fumo, sangue e pó. Quando as pessoas da aldeia lá chegaram, a princesa tinha matado a bruxa e, assim, as famílias ficaram com o castelo da bruxa, libertaram as crianças e levaram-nas às suas famílias. Ficaram todos felizes para sempre.

Trabalho realizado pelos alunos do 7.º D: Introdução: Tomás Pinto Desenvolvimento: Madalena Pinto Conclusão: Gonçalo Amadinho


A donzela e o menino da casa da árvore

Era uma vez um menino muito corajoso participava em muitas aventuras e que vivia na floresta, numa casa da árvore. Um dia encontrou uma menina que era princesa e, assim que a viu, ficou logo apaixonado. A princesa perguntou onde estava e afirmou que se tinha perdido. O menino percebeu que tinha oportunidade de ajudar a donzela. Indicou-lhe, pois, onde era a vila mais próxima e garantiu que a acompanhava até à entrada da vila. Pelo caminho, já perto da vila, apareceu à princesa um homem que, de repente, arrancou as suas jóias, mostrando-lhe ameaçadoramente o punhal que tinha no casaco... A princesa, que entretanto já se encontrava sozinha, começou a gritar muito alto e como o rapazinho, que ainda estava por perto, ouvia-a e foi imediatamente ajudá-la. Conseguiu, pois o homem, quando viu o menino a chegar, largou tudo e desatou a fugir. Logo de seguida apanharam-no e ele jurou que nunca mais o voltava a fazer. A menina deu um beijinho ao menino e agradeceu-lhe. Moral da história: É sempre bom ter um amigo por perto! Trabalho realizado pelos alunos do 7.º D: Iara Jesus João Afonso João Souza


A nova casa camponesa

Era uma vez um camponês que tinha quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas que tinham idade de viver sozinhos, mas o camponês não tinha dinheiro suficiente para lhes pagar uma casa a cada um. Um dia o camponês teve uma ideia que foi: cada dos filhos teria de arranjar um trabalho, a fim de comprar a sua própria casa. Então lá foram eles. A filha mais nova arranjou trabalho na agricultura, o filho mais novo na pecuária, a filha mais velha na pesca e o filho mais velho na criação de gado. Ganharam algum dinheiro mas, mesmo assim, não podiam pagar uma casa. O camponês sabia o quão árduo eram aqueles trabalhos e o muito que os filhos se esforçaram para conseguir dinheiro suficiente para pagar a renda da casa. Mas passado algum tempo, conseguiu arranjar uma nova casa, suficientemente grande, com o dinheiro ganho pelos filhos e com o dinheiro que ele havia guardado debaixo do colchão. E foi assim que nasceu a nova casa do camponês, onde moravam quatro irmãos e um pai muito felizes.

Moral da história: A união faz a força! Trabalho realizado pelos alunos do 7.º C Constança Mártires Filipe Rosário Maria Amélia Antunes


As irmãs sempre unidas

Era uma vez três irmãs que viviam numa aldeia. Elas tinham idades muito próximas e andavam juntas, nunca se largavam. Num dia de sol foram às compras e à feira e encontraram uma amiga que lhes disse uma mentira que lançou a discórdia entre as três irmãs. A partir desse dia, elas não se falavam. Um dia a mãe ficou muito doente, chamou-as e disse-lhes que se elas continuassem zangadas e desunidas, qualquer pessoa as podia vencer, mas, se estivessem unidas, ninguém as venceria. Elas foram para casa e pensaram bem no que a mãe lhes disse e nunca mais acreditaram em comentários que as pudessem desunir. A partir desse dia elas foram sempre amigas inseparáveis de novo. Quando lhes contavam falsidades, elas ignoravam-nas e continuavam amigas, sem desconfiarem umas das outras. E assim foi, até elas envelhecerem junto das pessoas que mais amavam, como a família e os amigos. Como todas as histórias têm uma moral, nunca se esqueçam desta: Aproveitem o tempo que têm, passando-o com as pessoas que vos fazem felizes! Trabalho realizado pelos alunos do 7.º C: Carolina Martins Matilde Salvado Sofia Nunes


O amuleto Era uma vez um vendedor que tinha quatro filhos. Um dia o vendedor disse aos filhos que já não conseguia vender nada, pois uma terrível maldição abatera-se sobre o seu negócio. Por isso, disse a cada um para trazerem um amuleto mágico para lhe dar sorte nas vendas da velha taberna. Os filhos ficaram na dúvida se conseguiam encontrar algo mágico, mas desde que ajudasse no negócio… Cada um saiu de casa à procura do amuleto. Os quatro irmãos concordaram em fazer a tarefa juntos. Eis que o irmão mais velho se lembrou de que havia uma espécie de loja de amuletos do outro lado do rio. Logo, tinham de atravessá-lo. Quando chegaram à loja, pediram o amuleto mágico para dar sorte e trouxeram-no com eles. Quando chegaram à taberna, o pai ficou muito contente por ver que os seus filhos traziam o amuleto. No dia seguinte, a taberna estava cheia, pois todo aquele trabalho valera a pena. Moral da história: É sempre bom ter o apoio da família e… alguma magia!

Este trabalho foi realizado pelos alunos do 7.ºA: Martim Neves Vasco Serina Margarida


O cavalo e a princesa

Era uma vez uma princesa muito aventureira e que gostava muito de animais. A princesa não vivia sozinha, vivia com o rei e a rainha e, como gostava muito de animais tinha cães, gatos, coelhos, galinhas, cavalos, patos, tartarugas e porcos. A princesa já tinha 19 anos, e com essa idade, queria um amor perfeito. Um dia o seu pai comprou um cavalo, que era muito bonito. Quando a princesa o viu, reparou que havia algo de diferente nele. Anoiteceu. Estava uma noite de tempestade muito forte. A princesa decidiu ir ao celeiro ver como estavam os seus cavalos. Quando lá entrou, ouviu o cavalo que o pai lhe tinha comprado, falar! Ficou muito surpreendida. Amanheceu e a princesa foi novamente ver o cavalo. Desde esse dia, passaram a ser amigos e, depois, melhores amigos. O tempo foi passando e entre a princesa e o cavalo cresceu uma enorme paixão… A princesa decidiu contar ao seu pai, ele aceitou aquele estranho amor entre o cavalo e a sua filha. Assim casaram, tiveram centauros e viveram felizes para sempre!

Moral da história: O amor não escolhe por quem nos apaixonamos. Trabalho realizado por do 7.ºD: Sofia Agra Vitória Miranda Inês Rio


O rei que queria aumentar os impostos

Era uma vez um rei muito mandão. Um dia mandou subir os impostos do povo e toda a gente ficou revoltada com ele. A revolta do povo foi tão grande que a segurança do rei acabou nesse dia. É que o povo, revoltado, chegou-se ao rei e manifestou-se: - Chega de tantos impostos! - disseram uns! - Ou melhorais o nosso estado de vida ou matar-vos-emos! – protestaram outros. Dito isto, o rei ficou assustado, pois sabia que os seus súbditos não brincavam com as palavras que diziam. O rei decidiu, então, descer o valor dos impostos para bem da sua segurança, e porque se apercebeu que não precisava de enriquecer mais à custa do povo, que já vivia mal devido ao elevado custo de vida.

Moral da história: Nunca devem os governantes menosprezar a força de um povo

Trabalho realizado pelos alunos do 7.º C: Jhovanna Silva João Veiga Nuno Almeida


O velho e as bagas

Era uma vez uma linda rapariga muito amável que vivia na floresta. Um dia, andava pela floresta a apanhar bagas para fazer um grande bolo para a sua mana que fazia anos nesse dia, quando avistou um velho feio, muito curvado que se lhe dirigiu e lhe disse: - Rapariga, que fazes aqui? - Estou a apanhar bagas para fazer um grande bolo para a minha mana. Ela faz anos hoje. - Hmm … Mas estou a ver que ainda te faltam algumas. Queres ajuda? – ofereceu o velho. - Pode ser, obrigada! – respondeu ela. E o velho lá continuou a ajudar, amavelmente, a menina na sua tarefa. Quando acabaram de colher as bagas, ela parou para descansar. Sentou-se, encostou-se a uma árvore e fechou os olhos. Ora assim que os fechou, o velho pegou no cesto das bagas e fugiu. A menina ouviu um barulho e, quando abriu os olhos, já só viu o velho a fugir lá ao fundo… Ficou muito triste com aquilo. Foi para casa de mãos a abanar e a sua mana disse-lhe: - Não faz mal, mana, desde que tu estejas comigo, nada mais importa, muito menos o bolo.

Moral da história: As aparências iludem!

Trabalho realizado pelos alunos do 7.º A: Ana Filipa Palma; Gonçalo Martins; Tomás Martins


Os oito irmãos Era uma vez oito irmãos: o mais velho era já um homem e o mais novo era ainda uma criança de quatro anos. Um dia o pai não se sentiu bem durante a noite e, no dia seguinte voltou a sentir muitas dores, mas desta vez foi muito pior e tiveram mesmo de chamar o curandeiro. Os oito irmãos, preocupados correram para casa, procurando o curandeiro e quando lá chegaram, foram logo ter com o pai, que não estava nada bem. Quando o viram, perceberam que a cara estava pálida. Então, o mais velho perguntou: - Pai, o que te aconteceu? Porque estás sempre com essas dores horríveis? - Não sei meu filho… Presumo que seja a minha hora... - O que estás para aí a dizer? – disse um outro filho. - Acho que vou morrer… Mas, por favor, não fiquem tristes porque eu vou para um sítio melhor. Antes, porém, vou-vos dar um conselho: nunca andem chateados uns com os outros. Vou dar-vos uma carta que eu escrevi para nunca mais se esquecerem disto nem de mim. Queridos filhos, - disse ainda - estejam sempre unidos e ninguém vai conseguir separar-vos. Agora, vão para casa e debaixo da minha cama, está a tal carta que vos falo. Leiamna juntos e pensem nas palavras. Enquanto os oito filhos foram a casa ler a carta, o pai morreu, mas eles sabiam que ele iria estar sempre de olho neles. Moral da história: Um bom exemplo, um exemplo de pai, é para levar a sério. Trabalho realizado pelos alunos do 7.º D: José Andrade Luís Costa Pedro Machado

Contos em Cadeia  

Contos escritos pelos alunos na aula de Português e publicados pela Biblioteca Escolar.