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RELATOS DA PARTICIPAÇÃO


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Angela Emi Yanai

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O SNBU sediou a Reunião dos Repositórios Institucionais da Região Norte, no dia 17 de novembro, o evento contou com a apresentação do “Histórico e implantação dos Repositórios Institucionais na Região Norte” pela Diretora da Biblioteca Central da UFPA, Maria das Graças da Silva Pena, a “Caracterização das Instituições de Ensino e Pesquisa da Região Norte produtoras do conhecimento” pela Diretora da Biblioteca Central da UFAM, Célia Regina Simonetti Barbalho. O Diretor da Biblioteca Central da UFRR, Elton Neves, por sua vez, coordenou a mesa redonda que tratava da implantação dos RI na Região Norte. A reunião contou, ainda, com a presença Dra. Bianca Amaro, Coordenadora do Laboratório de Metodologias de Trat. e Disseminação da Informação do IBICT, que tem acompanhado as reuniões dos RI da Região Norte e tem apoiado a implantação dos RI no país. Definiu-se durante o evento que a próxima Reunião Norte seria na cidade de Macapá/AP em 2015, ficando sob a responsabilidade da Biblioteca da UNIFAP. No dia 18, ocorreu as Reuniões Técnicas do IBICT, que tiveram como pauta: 60 anos do Ibict, Novos Significados e Desafios, CCN e Comut, Bibliodata, Rede Cariniana de Preservação Digital, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e o Repositórios Institucionais (RI). Na ocasião, o IBICT lançou a TEDE2 (Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações), o novo TEDE é baseado no software DSpace, e possui customizações que também objetivam o correto armazenamento de informações relativas à Teses e Dissertações. A partir deste evento, foi possível iniciar a implantação do novo TEDE da UFAM em parceria com o CPD. Atualmente o projeto está em fase de teste para posterior divulgação e lançamento para a comunidade acadêmica.

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Célia Alexandre de Lira O SNBU 2014 oportunizou aos participantes conhecer as novas tendências e práticas na área de Ciência da Informação direcionadas para as bibliotecas universitárias. O Professor Dr. Juan Carlos Fernández Molina da Universidade de Granada, Espanha, proferiu a palestra “Contribuição da biblioteca universitária ao uso ético e legal da informação no meio acadêmico”, o qual discorreu sobre os direitos de autor, as poucas habilidades de professores pesquisadores e alunos sobre o uso ético e legal da informação em ambiente digital na academia. O palestrante destacou a importância das bibliotecas universitárias no sentido de orientar os usuários, entretanto, mostrou resultados de pesquisas as quais indicam que grande maioria dos profissionais que atuam nestes órgãos tem pouco conhecimento sobre as questões que envolvem os direitos autorais, mais precisamente no que se refere ao ambiente digital, tampouco são conscientes de que essas competências fazem parte de sua nova função profissional. Portanto, é de suma importância que haja um plano adequado de capacitação e conscientização dos profissionais a fim de que estes possam desempenhar este novo papel de ‘formadores/consultores’ e evitar que outros profissionais se apropriem desta função de conselheiros de questões éticas e legais da informação nas Universidades. Vale destacar a contribuição da UFAM para o evento, pois foram apresentados três trabalhos de Servidores do SISTEBIB, “Contribuição da Biblioteca Setorial da Faculdade de Direito - UFAM para a formação de seus usuários”, “Inteligência organizacional no contexto do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas” e “Padrões de recursos humanos para o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas”.

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Denise Costa No período de 16 a 21 de novembro de 2014 tive a oportunidade de, pela primeira vez, participar do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias – SNBU. Neste ano o evento foi realizado na cidade de Belo Horizonte, MG pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Com o tema “Bibliotecas universitárias e o acesso público à informação: articulando leis, tecnologias, prática e gestão” o evento foi de muito aprendizado e troca de saberes e informações, além da oportunidade de ampliar e agregar conhecimentos sobre o fazer bibliotecário no ambiente universitário. A conferência de abertura, realizada pelo historiador inglês Peter Burke, com o tema “Arqueologia do conhecimento e Arqueologia de bibliotecas” já iniciou o evento de forma animadora, acentuando o papel das bibliotecas juntamente com os bibliotecários no decorrer dos anos até a atualidade, pois mesmo com toda essa explosão de tecnologias que presenciamos, onde vez ou outra nossa profissão parece estar ameaçada, continuamos firmes na sociedade e no mercado de trabalho. Em todas as manhãs durante o evento, as conferências e mesas-redondas apresentaram temas bastante interessantes e que geraram bastantes perguntas e discussões, onde muitos desses temas nos deparamos diariamente nas bibliotecas, mas muitas das vezes não direcionamos nosso olhar crítico para essas questões, gerando assim certo comodismo. A partir de então, pude perceber o tamanho da importância do bibliotecário no meio acadêmico, bem como a necessidade que temos de trabalhar o nosso perfil para sermos profissionais mais atuantes, procurando nos adaptar as novas tecnologias e atuar em múltiplas atividades, como destacou Waldomiro Vergueiro em sua apresentação na Mesa Redonda do dia 20 de novembro: ü ü

- Profissionais do setor de Informação e Documentação estão em permanente mudança; - A profissão deixou de se limitar a um espaço concreto. E ainda sobre a profissão, Vergueiro apontou:

ü Misto entre técnicas tradicionais dos sistemas de informação e as novas tarefas que colocam o profissional como gerador de informação, intermediário nos processos de comunicação, responsável pela imagem e comunicação institucionais etc. O evento também tratou bastante sobre questões éticas em suas conferências, começando com Juan Carlos Fernández Molina, da Universidade de Granada – Espanha, que tratou sobre a “Contribuição da biblioteca universitária ao uso ético e legal da informação no meio acadêmico”. Em sua apresentação enfatizou a questão do direito autoral de alunos, professores e pesquisadores sobre qualquer que sejam suas criações no ambiente acadêmico, sem que haja a necessidade de registrá-las (o que até então acreditava que somente o que houvesse sido registrado oficialmente haveria a legalidade de direito autoral), bem como a distribuição e a reprodução de obras e no quê isso implica eticamente. No evento também pude prestigiar colegas bibliotecárias que apresentaram trabalhos provenientes da UFAM (elas com certeza foram incentivadoras para que nos próximos eventos eu também faça submissões), visitei vários estandes de editoras – o que possibilitou melhor conhecimento sobre as áreas do conhecimento que abrangem, bem como os serviços que disponibilizam –, de equipamentos de segurança e mobiliários (me encantei e sonhei com nossas bibliotecas melhor

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Denise Costa No período de 16 a 21 de novembro de 2014 tive a oportunidade de, pela primeira vez, participar do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias – SNBU. Neste ano o evento foi realizado na cidade de Belo Horizonte, MG pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Com o tema “Bibliotecas universitárias e o acesso público à informação: articulando leis, tecnologias, prática e gestão” o evento foi de muito aprendizado e troca de saberes e informações, além da oportunidade de ampliar e agregar conhecimentos sobre o fazer bibliotecário no ambiente universitário. A conferência de abertura, realizada pelo historiador inglês Peter Burke, com o tema “Arqueologia do conhecimento e Arqueologia de bibliotecas” já iniciou o evento de forma animadora, acentuando o papel das bibliotecas juntamente com os bibliotecários no decorrer dos anos até a atualidade, pois mesmo com toda essa explosão de tecnologias que presenciamos, onde vez ou outra nossa profissão parece estar ameaçada, continuamos firmes na sociedade e no mercado de trabalho. Em todas as manhãs durante o evento, as conferências e mesas-redondas apresentaram temas bastante interessantes e que geraram bastantes perguntas e discussões, onde muitos desses temas nos deparamos diariamente nas bibliotecas, mas muitas das vezes não direcionamos nosso olhar crítico para essas questões, gerando assim certo comodismo. A partir de então, pude perceber o tamanho da importância do bibliotecário no meio acadêmico, bem como a necessidade que temos de trabalhar o nosso perfil para sermos profissionais mais atuantes, procurando nos adaptar as novas tecnologias e atuar em múltiplas atividades, como destacou Waldomiro Vergueiro em sua apresentação na Mesa Redonda do dia 20 de novembro: ü ü

- Profissionais do setor de Informação e Documentação estão em permanente mudança; - A profissão deixou de se limitar a um espaço concreto. E ainda sobre a profissão, Vergueiro apontou:

ü Misto entre técnicas tradicionais dos sistemas de informação e as novas tarefas que colocam o profissional como gerador de informação, intermediário nos processos de comunicação, responsável pela imagem e comunicação institucionais etc. O evento também tratou bastante sobre questões éticas em suas conferências, começando com Juan Carlos Fernández Molina, da Universidade de Granada – Espanha, que tratou sobre a “Contribuição da biblioteca universitária ao uso ético e legal da informação no meio acadêmico”. Em sua apresentação enfatizou a questão do direito autoral de alunos, professores e pesquisadores sobre qualquer que sejam suas criações no ambiente acadêmico, sem que haja a necessidade de registrá-las (o que até então acreditava que somente o que houvesse sido registrado oficialmente haveria a legalidade de direito autoral), bem como a distribuição e a reprodução de obras e no quê isso implica eticamente. No evento também pude prestigiar colegas bibliotecárias que apresentaram trabalhos provenientes da UFAM (elas com certeza foram incentivadoras para que nos próximos eventos eu também faça submissões), visitei vários estandes de editoras – o que possibilitou melhor conhecimento sobre as áreas do conhecimento que abrangem, bem como os serviços que disponibilizam –, de equipamentos de segurança e mobiliários (me encantei e sonhei com nossas bibliotecas melhor estruturadas), e ainda os de sistemas para automação de bibliotecas e estandes institucionais.

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Flaviano Lima de Queiroz Relato de experiências e conhecimentos obtidos na participação do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, com ênfase em assuntos tratados nas exposições orais e visitas aos stands. O tema tratado por profissionais da Universidade Federal do Ceará sobre a contribuição do Sistema Pergamum na gestão da política de desenvolvimento do acervo e do sistema de bibliotecas, constatou a importância deste produto no mercado de sistemas automatizados pelos resultados obtidos no armazenamento, controle e disseminação seletiva da informação, e especialmente na prestação de serviços aos usuários. O Pergamum é um produto com possibilidades de adequação às peculiaridades institucionais e às demandas que surgem com as inovações tecnológicas e científicas, o que tem potencializando a gestão do Sistema de Informação da Universidade Federal do Ceará e seu desenvolvimento de coleções. Considerando-se que há perspectivas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas em implantar um repositório institucional, e sendo este assunto abordado em diversos trabalhos orais no SNBU, passo a relatar sucintamente um apanhado dos dados colhidos nas pesquisas de instituições do ensino superior, tais como a UFLA-Universidade Federal de Lavras, UFRB-Universidade Federal do Recôncavo da Bahia eUNESP-Universidade Estadual Paulista. O IBICT-Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia vem ao longo dos anos desenvolvendo softwares para armazenamento e difusão do conhecimento científico, tecnológico e artístico produzido pelas Instituições de Ensino Superior. A expansão dos cursos de pós-graduação lato e stricto sensu e a explosão da produção científica, tecnológica e artística, tem impulsionado as instituições no investimento de tecnologias de ponta que propiciem a guarda segura e a ampla divulgação de seus produtos. O Repositório Institucional surge como uma eficiente ferramenta para este fim. A elaboração do projeto para implantação do Repositório Institucional deve contemplar etapas como: definição da missão, objetivos e equipe de trabalho, escolha do software, planejamento de custos, análise do contexto, desenvolvimento de políticas de funcionamento que contemplem normas específicas para o depósito, preservação do acervo, estratégias de difusão e avaliação de desempenho. O SNBU também promoveu conferências que foram proferidas por preletores de altíssimo nível, mesas redondas, reuniões técnicas, como a do Sistema Pergamum, exposição de produtos e serviços para uso de Sistemas de Bibliotecas nos stands. Propiciou interação e troca de experiências entre profissionais de diversas instituições de ensino superior, tanto públicas como privadas do Brasil.

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Ivana de Jesus Ferreira

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Ao participar do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, realizado em Belo Horizonte, MG, no período de 16 a 21 de novembro de 2014, estivemos envolvidas na exitosa campanha para captação do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias – 2016, a ser realizado em Manaus, pela UFAM, assistimos a palestras, apresentação de trabalhos e na interação com profissionais de várias partes de nosso país. Entre as várias apresentações de trabalhos técnicos que assistimos, cito a de Adriana A. Oliveira, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Inovação e disponibilização de serviços nas bibliotecas da Universidade Federal de Juiz de Fora. Neste trabalho ela conta a experiência de implantar o empréstimo de tablets e netbooks, disponibilização de rede WI-FI na Biblioteca Universitária (BU), aquisição de acervo digital, disponibilização dos scanners planetários, empréstimo de acervo impresso aos alunos de educação a distância, atendimento online e implantação do sistema para geração automática de ficha catalográfica para TCCs, Teses e Dissertações defendidos na UFJF. Em sua apresentação a autora pontuou os benefícios e as dificuldades encontradas durante a implantação dos serviços e os métodos utilizados. Pontuou ainda a necessidade de elaborar métodos para avaliação da aceitação e uso dos serviços pela comunidade acadêmica para análise dos próximos investimentos em acervo digital, bem como verificação de adequação; falou que a cada serviço implementado reforça o posicionamento de busca contínua de atendimento às necessidades dos usuários das Bibliotecas, gera confiança na equipe, demonstrando o retorno na capacitação contínua e comprometimento da mesma. O empréstimo de tablets e netbooks, disponibilização da rede WiFi na Biblioteca e dos scanners planetários contribuíram para o aumento de usuários no recinto, demonstrando que a comunidade universitária almeja e necessita de serviços que contribuam para o alcance do objetivo maior da UFJF: ensino, pesquisa e extensão.

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Lúcia Martins

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O credenciamento foi rápido, o crachá com código de barras foi um grande facilitador como frequência nos eventos principais, a ameaça de pagar R$ 200,00 a quem o perdesse, era sem dúvida um incentivo para guardá-lo como preciosidade. Na solenidade de abertura tivemos como conferencista Peter Burke da Universidade de Cambridge-Reino Unido, falando sobre “Arqueologia do conhecimento e arqueologia de bibliotecas”, interessante todo conteúdo abordado, ressalto que intrigante foi perceber como um “idozinho” tem uma mente antenada, mais inovadora do que muito bibliotecário recém-formado, com questionamentos que nos fazem repensar a postura que estamos tendo diante do fazer profissional. Dentro do tema “Organização da informação, práticas colaborativas e redes de conhecimento: desafios à atuação Bibliotecária”, cujo eixo temático foi “Organização e serviços de informação”, na segunda-feira pela manhã, ouvimos o conferencista Juan Carlos Fernández Molina da Universidade de GranadaEspanha falar sobre “Contribuição da biblioteca universitária ao uso ético e legal da informação no meio acadêmico”. Já a Mesa redonda trouxe o tema “Organização da informação e do conhecimento em contextos colaborativos e integrados em rede” com Mariângela Fujita da Universidade Estadual Paulista, Simone Santos e Cristina Ortega da UFMG. Local com ótima estrutura, várias espaços para os eventos simultâneos, um dos quais participei foi a “Reunião do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções (CBDC)”, com ampla discussão sobre aquisição de material bibliográfico, principalmente de e-books. Ressalto um momento impar para a confraternização com os pares, além do coffee break, a hora do almoço, com várias opções, pontos acessíveis devido o local do evento ter em seu entorno o Mercado Central, restaurantes, shopping e feiras. O tema da terça-feira foi “Políticas de informação e autonomia científica: questões para reflexão” teve como eixo temático “Leis de acesso público à informação e gestão de bibliotecas universitárias” com Marie Pellen do Centre National de La Recherche Scientifique – OpenEdition ministrando sobre “OpenEdition: um portal para as ciências sociais e humanas em acesso aberto”. No mesmo dia Mesa Redonda, com tema “Acesso e gestão da informação em instituições superiores de ensino e pesquisa” com Hélio Kuramoto da UFMG, Rosaly Favero Krzyzanowski da Fapesp e Maria Aparecida Moura da UFMG. Nos diversos auditórios eram realizadas a “Comunicação Oral”, onde tivemos a representação da Ufam no artigo “Padrões de Recursos Humanos para o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas” de Raquel Lira, Milene Miguel e Célia Simonetti. Tivemos ainda a defesa de dois artigos em formato “Pôster”, sendo um intitulado “Inteligência organizacional no contexto do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas” das autoras Angela Emi Yanai, Cláudia Souza, Amanda Barbosa e Célia Simonetti que, de vermelho, apresentou com entusiasmo o conteúdo. O outro artigo “Contribuição da Biblioteca Setorial da Faculdade de Direito-Ufam para a formação de seus usuários” dos autores Raquel Santos Maciel, Raimundo Martins de Lima e Lúcia Martins, cuja apresentação arrancou dos poucos presentes questionamentos que enriqueceram ainda mais as ideias expostas.

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Lúcia Martins A quarta-feira inicia com o tema “Comunicação científica: padrões internacionais, diálogos e repercussões locais”, e Antônio Agenor Briquet de Lemos da UnB, dentro do eixo temático “Comunicação Científica” fala sobre “A comunicação científica nos dias atuais: do produto a comodity”. Pra finalizar os trabalhos pela manhã, tivemos a Mesa Redonda composta por Luís Paulo Bogliolo do Ministério da Cultura, Elenara Almeida da Capes e Kátia Cristina Vaz do Inep, que discutiram o tema “Comunicação científica, inovação e direito autoral”. Na noite deste mesmo dia houve o Baile de Confraternização que reuniu elegância e estilo em momentos de descontração e estreitamento de laços. Depois de uma noite dançante, a quinta-feira começa como tema “Bibliotecas universitárias: intermediação e produção do conhecimento em tempos de conexões digitais” com eixo temático “Tecnologia”. Ouvimos Murilo Bastos da Cunha da UnB falar sobre “A biblioteca universitária e a gestão de dados científicos”. A mesa redonda desta manhã põe em pauta “Novas agendas de atuação e os perfis profissionais em bibliotecas universitárias”, que reuniu Ricardo Soares da Fundação Dorina Nowill para cegos, Lilian Alvares da UnB e Ibict, e Waldomiro Vergueiro da Usp a debaterem o assunto. E pra fechar a semana ”Ética, conhecimento e cultura informacional: o papel das bibliotecas universitárias” na fala de Ladislau Dowbor da Puc-SP com a conferência “Ética da informação na era contemporânea: considerações sobre os dilemas éticos e as questões profissionais”, tema ainda apresentado por Lídia Alvarenga da UFMG com “Ética na sociedade e na Ciência da Informação”. A sessão de encerramento foi cheia de emoção, primeiro pelo pronunciamento do Presidente do XVIII SNBU e depois pela escolha da sede do XIX SNBU. O Maranhão mostra suas belezas e a Diretora da Biblioteca Central mostra a grandeza da Amazônia e suas possibilidades para encantar ainda mais o imaginário de quem ainda não conheceu este enorme pedaço do Brasil. Já não bastasse todo frisson em torno da votação para o local do próximo Seminário, Amazonas ou Maranhão, ainda vem em empate, nem lá nem cá. Depois de tantas idas e vindas para decidirmos pra onde levaríamos o povo bibliotecário do Brasil a discutir novos desafios, democraticamente opta-se por um sorteio. Quanta expectativa, desafio em acolher e descortinar para um público cheio de procuras, um cenário só nosso. Quem vence no sorteio? Ah, nosso Amazonas. Agora em nossas mãos o compromisso em fazer jus aos anseios dos bibliotecários que virão ouvir os palestrantes, discutir os mais diversos temas, envolver-se com assuntos que nascem nos mais diversos espaços por onde circula a informação. E que sejam todos bem vindos.

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Marilena Franco Gonçalves Tendo como tema “ O acesso público a informação “ com ênfase em leis,tecnologias ,práticas e na gestão, foi realizado em Belo Horizonte, no período de 16 à 21 de novembro/2014, a 18ª edição do SNBU, o evento foi promovido pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais, e contou com a participação de 18 bibliotecários do SISTEBIB/ UFAM. O historiador Peter Burke, participou da abertura do evento e relatou em inglês, com tradução simultânea, sobre os bibliotecários que fizeram história, entre eles Melvil Dewey, Paul Otlet e Henri La Fontaine. Durante o SNBU, os bibliotecários puderam compartilhar informações e e-mails com profissionais de diversas instituições, os contatos ocorreram nos intervalos das apresentações orais, de pôster e na hora do coffebreak . Não foi possível assistir a todas as apresentações, pois as mesmas estavam ocorrendo simultaneamente, portanto, foram escolhidas aquelas que estavam diretamente ligadas ao dia- dia da biblioteca setorial. Das apresentações que acompanhamos, destacamos o trabalho da Marina Yamashita da USP , “ O ABC DA CONSERVAÇÃO ” , que relatou como foi criada a campanha para conscientizar e sensibilizar os alunos para que repensassem suas ações enquanto usuários. Apresentou as principais características, de forma descontraída, de alguns tipos de usuários que frequentam a biblioteca, como por exemplo, o Pharmachemicus, Sujum, Stragus, Ocultum, Cansadus, Celularium , Desorientadus etc... E o trabalho da Francisca Nascimento da UFES, “ O GRAU DE SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFES EM RELAÇÃO AOS SERVIÇOS E INFRAESTRUTURA OFERECIDOS “ , Analisa a satisfação dos usuários da Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) ,com os serviços e a infraestrutura disponibilizada.Utiliza a pesquisa quantitativa, avalia a satisfação em 3 áreas de atuação da biblioteca : os serviços remotos, os serviços presenciais e a infraestrutura. Ao final do evento a cidade de Manaus foi eleita como sede do próximo SNBU. O evento será promovido pela Universidade do Amazonas com o apoio da Universidade do Estado do Amazonas e Instituto Federal do Amazonas.

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Maria Leonora Gomes de Souza Ao comentar importante evento, não podemos deixar de citar, a faraônica candidatura e efetivação de Manaus, como sede do SNBU 2016. A maioria das palestras, minicursos e apresentações de banners foi importante, e a maioria deixou ensinamentos que deveríamos colocar em prática em nossa Instituição de ensino, pois a Biblioteca Universitária é assunto global e está avançando patamares de estudo e inovações. Não daria para citar todas as apresentações que gostei, mas citarei a que mais se assemelha a este problema, preocupação que nos faz refletir e analisar procurando meios e recursos para que sejamos vistos e, não apenas isso, mas preocupados em sermos servidores de excelência para muitos, que se enquadram no processo chamado minoria. Realidade essa, que nos emparelha em muitas situações de conflitos e não preparação para receber usuários em todas as condições de acessibilidade. “A gestão dos serviços informacionais no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás: acessibilidade para pessoas com deficiência física, visual e auditiva” de autoria de Rita de Cássia Barbosa Pereira, Eunice Maria Nazarethe Nonato – Universidade Federal de Goiás. Segundo as autoras, a pesquisa permitiu entender a necessidade de providências pelos setores do Sistema de Bibliotecas, na obtenção de recursos financeiros para o desenvolvimento de projetos para acessibilidade aos serviços e produtos das bibliotecas pelos usuários com deficiência física, visual e auditiva. Acredita-se que os resultados da pesquisa, contribuem para a gestão da Biblioteca Universitária, na identificação de problemas relacionados a ausência de planos, os quais dificultam a gestão da acessibilidade nos serviços oferecidos aos usuários com deficiência. A maior contribuição se dá com o uso das funções administrativas: planejamento, organização, direção e controle. Assim pode oferecer subsídios aos gestores para adequação dos serviços através de planos, com enfoque na acessibilidade como principal fator que contribui com o direito de ingresso, permanência e utilização de todos os espaços e serviços por pessoa com deficiência, possibilitando a educação inclusiva no ensino superior. As autoras relataram com riqueza de detalhes a necessidade que se tem para planejarmos acessibilidade para os usuários com necessidades especiais que utilizam espaço de nossas bibliotecas. Deve-se refletir e colocar em prática os direitos existentes em nosso país, pois todos temos direito às condições que melhor se adequarem às nossas necessidades as leis relativas a acessibilidade pesquisas, cidadania começa do ponto de respeitarmos as limitações de cada um.

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Milene Miguel do Vale A Participação no XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014), no período de 16 a 21 de novembro de 2014 – “Bibliotecas Universitárias e o aceso público à informação: Articulando leis, tecnologias, práticas de gestão”, nos permitiu comparecer à palestras, conferências e reuniões referentes ao desenvolvimento das bibliotecas universitárias e seus serviços, bem como a apresentação de trabalhos orais e exposição de posters relativos ao tema do evento. Entre as conferências destaco a proferida pelo prof. Juan Carlos Fernández Molina (Universidade de Granada – Espanha) - “Contribuição da biblioteca universitária ao uso ético e legal da informação no meio acadêmico”, que nos apresentou os resultados de sua pesquisa, realizada com alunos, professores e bibliotecários na Universidad de Granada em 2009 O objetivo do professor foi mostrar a situação do uso da informação no meio universitário e verificar as habilidades de professores, alunos e bibliotecários sobre o tema. Segundo ele todas as obras criadas tanto pelos professores, como pelos alunos tem direitos autorais, não havendo necesidade de registrá-los. Mostrou que, a maioria dos bibliotecários tem um conhecimento muito limitado dessas questões, a grande maioria reconhece a sua ignorância do conteúdo básico das limitações a favor das bibliotecas e do ensino. Segundo o conferencista, eles não conhecem as novas tendências copyleft, tão útil para os novos projetos e repositórios digitais o uso ético e legal da informação é essencial no meio acadêmico, a maioria dos professores e alunos não têm as habilidades para fazê-lo corretamente. Para o professor, os bibliotecários devem assumir este novo papel de formadores/ consultores, Se não o fizerem, outros profissionais ocuparão esse espaço. O professor finalizou comentando, que o uso ético da informação no ambiente acadêmico é fundamental, destacou o baixo conhecimento do assunto pela comunidade e ressaltou o dever das bibliotecas de oferecer orientação. Paletta conclui que hoje em dia se conhece muita coisa sobre planejamento, aquisição, organização, controle e desenvolvimento de coleções, mas muito pouco sobre como as pessoas fazem uso dos sistemas ou para que fins e como a informação, que é a matéria-prima dos sistemas, está sendo utilizada.

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Milene Miguel do Vale Também merece destaque a apresentação oral de Francisco Carlos Paletta – “ Gestão de sistemas de informação em bibliotecas” – Neste trabalho Paletta afirma que o uso de tecnologias digitais esta evoluindo em direção a soluções abrangentes de gerenciamento de tecnologia da informação (TI) para que utilizem um único repositório e uma única interface, reduzindo radicalmente os custos e a complexidade do gerenciamento de seus recursos. Segundo ele, é fundamental automatizar, simplificar e integrar as funções de gerenciamento de TI a partir de um único console com base na Web. Entendendo que a Biblioteca não é provedora de TI, mas sim, responsável pelo seu gerenciamento, tendo como desafio aprender a utilização básica dos recursos tecnológicos devendo a seguir apropriar-se dos mesmos para gerar novos conhecimentos. Afirma ainda, que as mudanças ocasionadas pela tecnologia usada para gerar, disseminar, acessar e usar a informação demanda por habilidades e competências relacionadas ao acesso, uso e disseminação da informação, o que resulta no surgimento de um novo usuário da informação com novas demandas por recursos computacionais e novas capacidades em produzir novos conhecimentos. Paletta conclui que hoje em dia se conhece muita coisa sobre planejamento, aquisição, organização, controle e desenvolvimento de coleções, mas muito pouco sobre como as pessoas fazem uso dos sistemas ou para que fins e como a informação, que é a matéria-prima dos sistemas, está sendo utilizada.

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Rafael L. Medeiros Ferreira Entre os dias 16 e 21 de novembro de 2014, aconteceu na cidade de Belo Horizonte, o XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), este foi o primeiro evento científico que participei enquanto profissional. Participar do XVIII SNBU me permitiu adentrar às temáticas da biblioteca universitária além do conhecimento teórico. O encontro com outros profissionais propiciou o diálogo acerca do que realmente é biblioteca universitária, sua estrutura, serviços, problemas, responsabilidades e seu papel em dar suporte à pesquisa, ensino e extensão. Notou-se, a partir da integração com outros bibliotecários, que cada unidade de informação é única, com seus profissionais, usuários, estrutura, demandas, rotinas e dificuldades. Essa troca de informação foi válida no intuito de adotarmos novas práticas, conhecendo a realidade brasileira, seus pontos fortes e fracos e novos métodos de trabalho. Dentre os trabalhos apresentados, escolhi discorrer sobre o artigo escrito pelas bibliotecárias Patrícia Silva e Alex Salustino Silva da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), entitulado “Usando o blog para promover serviços na biblioteca universitária”. O texto relata a experiência das bibliotecárias em divulgar os serviços oferecidos pelo sistema de bibliotecas a partir das plataformas digitais, foi criado um blog para a biblioteca que além de divulgar os serviços ofertados, passou a realizar algumas atividades de referência como a divulgação de novas obras incorporadas ao acervo, confecção de citações, referências e orientação quanto à ABNT. Segundo uma das autoras, o blog foi a forma encontrada de investir no marketing institucional sem ônus para a instituição, e segundo ela, o blog foi bastante assertivo, pois foi capaz de alcançar

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Rafael L. Medeiros Ferreira Briquet de Lemos da Universidade de Brasília proferiu a conferência “A comunicação científica nos dias atuais: de produto a comoditty, a qual tratou de aspectos econômicos da comunicação científica e da informação como commodity. Murilo Bastos da Cunha da universidade de Brasília tratou da biblioteca universitária e a gestão de dados científicos. O conferencista Ladislau Dowbor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC -SP) discursou sobre ética da informação na era contemporânea abordando as considerações sobre os dilemas éticos e as questões profissionais. Cabe destacar que a minha participação no evento teve como principal objetivo a defesa oral da comunicação científica “Padrões de recursos humanos para o sistema de bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas” a qual apresentou resultado parcial do estudo realizado nas oito Bibliotecas Setoriais (BS) do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM) com o objetivo de definir padrões mínimos de recursos humanos para unidades de informação, visando garantir a qualidade dos serviços desenvolvidos por cada unidade. Vale ressaltar, que participei da campanha vitoriosa de Manaus como sede do XVIV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias a ser realizado em 2016.

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Raquel Maciel A Bibliotecária Raquel Santos Maciel apresentou, em formato Pôster, o trabalho intitulado “Contribuição da Biblioteca Setorial da Faculdade de Direito-UFAM para a formação de seus usuários”, o qual é resultado da avaliação do acervo de livros da Biblioteca Setorial da Faculdade de Direito-UFAM (BSFD-UFAM). Tendo como orientador o Prof. Dr. Raimundo Martins de Lima, do Departamento de Arquivologia e Biblioteconomia da Universidade Federal do Amazonas, o trabalho ainda contou com a prestimosa contribuição da Bibliotecária Lúcia Martins Pereira de Oliveira e teve como objetivo subsidiar a elaboração da Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções para o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIBUFAM). A pesquisa teve como categorias de análise: cobertura dos assuntos, média de duplicação, idade das obras e satisfação dos usuários. Iniciou-se com a consulta ao acervo de livros para a coleta de informações acerca da cobertura, média de duplicação e idade das obras. Depois, elaborou-se o questionário para detectar a satisfação dos usuários acerca dos serviços de consulta local e empréstimo domiciliar. Este questionário também contou com uma indagação em relação à contribuição da Biblioteca Setorial da Faculdade de Direito para a formação de seus usuários: se a contribuição estava mais ligada ao espaço físico ou ao acervo de livros. O referencial teórico foi pautado pelos estudos acerca do comportamento ético na prestação de serviços, da natureza jurídica das bibliotecas e dos processos de formação e desenvolvimento de coleções, focalizado, especialmente, nos autores: Francisco das Chagas de Souza (2013), José Ortega y Gasset (2006), Simone da Rocha Weitzel (2006), Ana Cristina Mischiati e Marta Lígia Pomim Valentim (2005) e Suzana Mueller (1984). A questão da ética na prestação de serviços está ligada ao comportamento livre de preconceitos e de individualizações, ou seja, o indivíduo, revestido em sua profissão, busca o conhecimento do outro e da instituição onde está inserido, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da sociedade como um todo e não apenas do atendimento de seus interesses pessoais. A natureza jurídica das bibliotecas diz respeito à dependência das bibliotecas à instituição que a criou, levando-nos ao entendimento de que seus produtos e serviços devem ser elaborados com base nos objetivos institucionais e seu atendimento.

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Raquel Alexandre de Lira O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (SB/ UFMG) sediou o XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), com o tema “Bibliotecas universitárias e o acesso público à informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão”. O seminário trouxe reflexões sobre o novo papel das bibliotecas e dos profissionais da informação, diante da produção contemporânea do conhecimento e do olhar da sociedade civil, destacou a importância da informação no contexto social em função da edição de vários dispositivos legais, dentre os quais a Lei de Acesso a Informação. O Seminário é conhecido como um dos maiores fóruns de debate e reflexão na área de biblioteconomia e ciências da informação, a XVIII edição foi organizada em vários eixos temáticos como: Gestão da Informação e Conhecimento; Leis de Acesso Público à Informação; Gestão de Bibliotecas Universitárias; Comunicação Científica e Tecnologia. As temáticas possibilitaram refletir sobre as práticas bibliotecárias, conhecer novas tecnologias e tornou o ambiente propício para troca de experiências. A palestra de abertura com o título “Arqueologia do conhecimento e arqueologia de bibliotecas” proferida por Peter Burke da Universidade de Cambridge explanou acerca do papel dos bibliotecários e das bibliotecas na história do conhecimento. O pesquisador enfatizou a importância desses profissionais e das bibliotecas no atual contexto de informação fragmentada e da crescente inovação tecnológica. A programação do evento teve cinco conferências magnas e quatro mesas redondas, além de diversas apresentações orais e em formato pôster. O conferencista Juan Carlos Fernándes Molina da Universidade de Granada palestrou sobre a contribuição da biblioteca universitária e o uso ético e legal da informação no meio acadêmico. Enquanto Marie Pellen do Centre National da La Recherch Scientifique (CNRS) tratou do OpenEdition como um portal para as ciências sociais e humanas em acesso aberto. Os estudos sobre a formação e o desenvolvimento de coleções evidenciam a imprescindibilidade de uma Política que apresente critérios e princípios para o desempenho dos processos de seleção, aquisição e avaliação de acervos, além do envolvimento dos diversos segmentos institucionais nessas atividades. No que diz respeito à cobertura dos assuntos, os resultados evidenciaram um total de 5.435 títulos da área de Direito e 38% deles sendo da classe 347 – Direito Civil; com baixa cobertura nas demais classes.

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Raquel Alexandre de Lira A média de duplicação ficou em 1,66 exemplares por título, considerada extremamente baixa para atender um quantitativo de 126 vagas disponibilizadas anualmente para o Curso de Direito. A pesquisa sobre a idade das obras revelou que a maioria dos títulos, 36%, são da década de 2000, o que pode sugerir que as obras são atualizadas. A segunda etapa da pesquisa foi caracterizada pelo envio, por e-mail, de questionário (com perguntas abertas, fechadas e de múltipla escolha) aos usuários regularmente matriculados no Curso de Direito-UFAM. Do universo de 692 alunos regularmente matriculados, enviou-se o questionário a 555 alunos que possuíam endereço de e-mail cadastrado junto à Pró-Reitoria de Graduação (PROEG), desses obteve-se 15% de respostas. Os alunos foram questionados sobre o seu turno de estudo: divididos entre os turnos vespertino e noturno (43% e 42%, respectivamente). Sobre sua frequência à BSFD-UFAM: 1 vez por semana, em sua maioria. Sobre a recuperação física: de dez (10) livros procurados na BSFD a maioria respondeu que recupera dois (02) livros e as causas apontadas são a inexistência do título no acervo e a baixa média de duplicação. Sobre a adequação de conteúdo: dos dois (02) livros recuperados a maioria apontou que a adequação ficou entre dois (02) e um (01) livros adequados aos objetivos de busca, sendo a causa da inadequação a desatualização e o pouco aprofundamento dos assuntos. O questionamento acerca da maior contribuição da BSFD-UFAM para a formação de seus usuários, foi apontado o “espaço físico” como o mais importante nesse contexto, pois a referida biblioteca recebe muitos alunos que desejam utilizar seu espaço para ler seus próprios livros. Por último, comparou-se as referências bibliográficas do Projeto Pedagógico do Curso de Direito com o acervo de livros e constatou-se que dos 759 títulos a base do Pergamum-UFAM conta com 389 títulos ou 51,25%. Isso pode explicar os resultados coletados in loco e as respostas dos usuários ao questionário da pesquisa. Concluiu-se que pela falta de uma Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções, documento que deve apresentar os critérios para os processos de seleção, aquisição e avaliação dos acervos, e, consequentemente, pela aleatoriedade como esses processos foram desempenhados por um longo período de tempo, pode-se explicar os resultados negativos. Dessa forma, após a reconfiguração do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas (SISTEBIB/UFAM) e a institucionalização da Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções para o SISTEBIB/UFAM, busca-se maximizar as atividades de seleção, aquisição e avaliação dos acervos envolvendo toda a comunidade universitária nesse processo: docentes, discentes e bibliotecários, por meio das Comissões de Seleção e Avaliação de Acervos (CSAA). Por fim, considera-se que esta pesquisa muito contribuiu tanto para o objetivo inicialmente proposto como para meu trabalho a frente da Divisão de Seleção e Aquisição (DSA), pois ampliou meus conhecimentos acerca de um determinado acervo e como proceder para a adequação dos acervos aos objetivos institucionais.

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Renée Rosanne Vaz Nina Participei da campanha de captação para o próximo SNBU 2016 ocorrer em Manaus, o que foi conseguido pelo esforço e empenho coletivo junto às colegas da Universidade do Estado do Amazonas e Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Compareci a algumas palestras sobre Pergamum, acessibilidades, gestão de bibliotecas e serviços entre outras, que trataram de assuntos diretamente relacionados ao processamento técnico da informação, como: indexação, vocabulário controlado, acervo especial e representação descritiva e temática. Entretanto, foi a palestra do trabalho de Derlita Machado Silva et al., sob o título Acessibilidade no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Bahia – SIBI/UFBA: uma análise do atendimento ao usuário pessoa com deficiência - PCD, sobre a acessibilidade na biblioteca e o atendimento ao usuário, que mais me impressionou. Foi apresentado o estudo de caso realizado por meio de questionários como instrumento de coleta de dados, aplicados a uma amostra constituída por 10 servidores gestores, em 10 das 22 bibliotecas do SIBI/UFBA. Dentre os objetivos específicos foram destacados elementos necessários para acessibilidade do usuário PCD, como: estacionamento, rampas de acesso; iluminação, estrutura física adequada à circulação (sem barreiras), com corrimão, sinalização no piso, distância entre as estantes e as portas para cadeiras de rodas, mobiliário com altura e profundidade apropriadas e quantidade suficientes; terminais de consulta adaptados a pessoa com deficiência motora e visual; quantidades de obras em braile e materiais audiovisuais; telefones públicos para surdos, sinalizações e informações dos produtos/ serviços específicos a esses usuários. Também verificaram a existência de capacitação dos servidores para o atendimento diferenciado e da inclusão do desenvolvimento e formação de coleções das bibliotecas com acervo em braile, falados e áudio livros. A conclusão do estudo foi que as bibliotecas não prestam um atendimento satisfatório ao usuário PCD, pois foi constatado que há falta de infra estrutura adaptada e pessoal e serviços qualificados para o atendimento desse usuário PCD.

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Renée Rosanne Vaz Nina Muito embora, essa conclusão represente a realidade do SIBI/ UFBA, amplamente pesquisada em seus elementos variados, uma crítica ao estudo aqui é levantada: há falta de coleta de dados sobre usuários PCD reais existentes na UFBA, além de suas específicas deficiências. Esses dados confirmariam a real necessidade de treinamentos de pessoal e adaptações de serviços, instalações, mobiliários, equipamentos e materiais. Serviriam como fortes argumentos às modificações e qualificações que o ambiente exige no seu dia a dia. Essa sempre foi uma preocupação pessoal e profissional. E não há ação alguma ocorrendo nas unidades da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) para sanar os problemas ou constrangimentos causados pela falta de acessibilidade para a PCD. A maioria das unidades da UFAM não possui rampa de acesso ao segundo andar dos prédios, nem sinalização horizontal ou vertical eficazes para auxiliar e/ou não constranger a PCD. Isso impede o acesso de cadeirantes ou pessoas com alguma deficiência física ou obesa às instalações da UFAM, ou, no mínimo, causa constrangimentos a essas pessoas. Há uma rampa para acesso ao segundo andar em um prédio da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF), mas, a porta, no alto da rampa está sempre trancada, então, para quê a rampa? Muito menos há ações nas bibliotecas para minorar esses problemas. A Biblioteca Setorial do Setor Norte (BSSN) possui suas salas de leitura no segundo andar sem nenhum acesso por meio de rampa ou elevador. Não há iniciativa nas nossas as bibliotecas para atendimento, por meios não convencionais, a essas pessoas que necessitam ter acesso às bibliotecas, informações e ao conhecimento. Assim, não há acervo em Braille ou sonoro ou pessoas treinadas ou equipamentos ou qualquer facilidade para PCD.

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Rosana G. do Amaral Este pequeno relato diz respeito a nossa participação do Seminário SNBU 2014, ocorrido em Belo Horizonte, no período de 16 a 21 de novembro de 2014, o qual foi muito bem planejado pela Direção do Sistema de Bibliotecas – SISTEBIB/UFAM, como também pela Divisão de Bibliotecas Setoriais- DBS. Foi de grande relevância participar desse espaço de reflexão e debates na área da Biblioteconomia que acontece a cada 02 anos. Com o tema “Bibliotecas universitárias e o acesso público à informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão”, o Seminário me proporcionou reflexões, um novo olhar sobre o novo papel das bibliotecas e dos profissionais da informação diante da produção do conhecimento. Nos levando a reflexão sobre as práticas bibliotecárias, novas tecnologias e propiciando a troca de experiências, no contexto do acesso a informação e a disseminação do conhecimento. Primeiro dia 16/11/2014. O Conferencista Peter Burke, Universidade de Cambridge Reino Unido, Palestrou sobre a Arqueologia do Conhecimento e Arqueologia de Bibliotecas, demonstrando toda sua experiência na área. Segundo dia 17/11/2014. Juan Carlos F.Molina Univ. Granada na Espanha em sua Conferência enfatizou a contribuição da biblioteca universitária ao uso ético e legal da informação no meio acadêmico nos apresentou as Atividades de professores e estudantes universitários: questões legais e éticas no ambiente digital, e suas habilidades necessárias para lidar com essas questões como também o Papel da biblioteca universitária. Terceiro Dia 18/11/2014. O Conferencista: Marie Pellen, Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) – OpenEdition na Conferência: OpenEdition: um portal para as ciências sociais e humanas em acesso aberto. Demonstrou a internacionalização do portal open Edition, na Alemanha, Itália, Portugal, promovendo o livre a cesso através de 4 plataformas: Revues.org, Open Edition Books, Calenda e Hypotheses, visando a melhoria das citações. A Mesa Redonda: Acesso e gestão da informação em instituições superiores de ensino e pesquisa Rosaly Favero Krzyzanowski, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) , visando o acesso público a informação em C&T. Quarto Dia 19/11/2014. Assistimos a Mesa Redonda: Comunicação científica, inovação e direito autoral Luís Paulo Bogliolo Piancastelli de Siqueira, Secretaria-Executiva do Ministério da Cultura (MinC) levando a diminuição dos custos de editoração e distribuição, a facilidade para a publicação independente, e a ampliação do acesso, diminuição do preço, maior acessibilidade, preservação, empréstimo, cópia privada, leitura, etc.

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Quinto Dia 20/11/2014. O Conferencista: Murilo Bastos da Cunha, Universidade de Brasília (UnB), em sua conferencia : A Biblioteca Universitária e a gestão de dados científicos nos permitiu a refletir sobre como tratar essa proliferação de dados os quais nos trariam novos problemas com armazenamento, indexação e preservação desses dados tais como:Instrumentos de medidas, experimentos/ observações, imagens, vídeo e áudio, documentos textuais, planilhas, bases de dados, dados quantitativos, resultados de levantamentos, transcrições de entrevistas, dados de simulação, modelos, software, slides, artefatos, espécimes, amostras, diários, livros de laboratório, desenhos, etc. A mesa redonda: Novas agendas de atuação e os perfis profissionais em Bibliotecas Universitárias, Ricardo Lemos Soares, Fundação Dorina Nowill para Cegos (FDNC) , nos trouxe a reflexão sobre a era da informação no Mundo Globalizado; Informações digitais, conexões; o direito e a democratização da informação; o acesso a informação para pessoas com deficiência visual. Inclusão e cidadania. Participamos também dos treinamentos Pérgamum e portal da CAPES e os demais treinamentos da Bases de Dados Evolution , DOTLIB entre outras. Assistimos ainda as apresentações oral da biblitoecárias: Raquel Lira e Angela Nagai na apresentação de Pôster, as quais representaram a contribuição da Universidade Federal do Amazonas, com temas pertinentes ao eixo temático do Evento. Quanto as visitas Técnicas programadas não foram possíveis de acontecer, porém conseguimos visitar ainda a Biblioteca Central da UFMG. Sexto Dia 21/11/2015. O Conferencista: Ladislau Dowbor, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Conferência: Ética da informação na era contemporânea: considerações sobre os dilemas éticos e as questões profissionais e seus desdobramentos na área da Biblioteconomia Digital A Conferencista: Lídia Alvarenga, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Conferência: Ética na Sociedade e na Ciência da Informação na era da informação digital. Agradecemos a Vice- Reitoria na pessoa do prof. Dr. Hedinaldo Narciso Lima na concessão de passagem e diárias. A profa. Dra. Célia Regina Simonetti Barbalho na condução de todo processo. Enfatizamos que este Seminário foi o de maior representação efetiva em número de bibliotecários participantes. Pela primeira vez no Sistema de Bibliotecas – SISTEBIB o grupo de profissionais teve sua inscrição garantida por meio da Reitoria no Evento. Agradecemos o empenho da profa. Dra. Célia Regina Simonetti Barbalho, diretora do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas- SISTEBIB/UFAM no sentido de articular com maestria a presença maciça no Evento dos profissionais bibliotecários da capital e do interior do Estado do Amazonas, e parabenizá-la no empenho em trazer o XIX SNBU - 2016 o qual terá de forma pioneira como Sede: Manaus, o qual também foi disputado estado do

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Destaques das palestras, mesas redondas e exposições orais relevantes para o desenvolvimento do conhecimento científico e aplicabilidade, com as adequações necessárias, na execução das tarefas do profissional da informação. A abertura do evento com a palestra “ARQUEOLOGIA DO CONHECIMENTO E ARQUEOLOGIA DE BIBLIOTECAS”, proferida por Peter Burke, relatou a história social do conhecimento com ênfase na organização dos suportes informacionais desde a Idade Média até a contemporaneidade. Destacando a atuação de Auguste Comte, Paul Otlet e Henri de La Fontaine. Traçou o caminho da informação na Biblioteca de Alexandria e bibliotecas do Reino Unido, e a atuação de profissionais como o filósofo Gottfried Wihelm Leibniz, que contribuiu com a filosofia, lingüística comparativa e história. Preparou um catálogo da biblioteca de um duque, em tempo de guerra, incluindo novos assuntos como mecânica e economia. Outro personagem mencionado foi Anthony Panizzi, que destacou-se em sala de aula em uma universidade italiana, sendo contratado para exercer a função de bibliotecário assistente. Propôs um sistema de catalogação, considerado por muitos o primeiro que a história relatou, intitulado 91 Regras de Panizzi. Em seus relatos destacou a atuação fundamental de Melvil Dewey, que ajudou a fundar a American Library Association (ALA), instituição que continua contribuindo para o reconhecimento do profissional bibliotecário. Seu fanatismo por eficiência transpôs o taylorismo das fábricas para dentro das bibliotecas. Sistematizou o conhecimento em categorias dando origem a Classificação Decimal de Dewey (CDD). Otlet e La Fontaine, responsáveis pelo Mundaneum, posteriormente criaram a Classificação Decimal Universal (CDU). Depois surgiu Memex, organizando a informação por associação. Vannevar Bush realizou o sonho tecnológico atual, após a criação da WWW por Tim Berners-Lee. Finalizou seus relatos com a questão: O que significa ser bibliotecário no Séc. XXI? O professor Juan Carlos Fernández Molina da Universidade de Granada palestrou no tema “Contribuição da biblioteca universitária ao uso ético e legal da informação no meio acadêmico”. Mostrou a situação do uso e criação da informação no meio acadêmico, através de professores, alunos e bibliotecários, ressaltando o direito autoral independente de registro em órgãos de propriedade intelectual. Direito que traz consigo a reprodução, distribuição, comunicação ao público, transformação, paternidade e integridade, previstos na lei autoral brasileira, com destaque aos artigos 29 e 107. Ressaltou o uso dos recursos digitais e suas implicações legais e éticas, e a necessidade de um programa de formação, promovido pela biblioteca, sobre a lei de direitos autorais e o Código Penal brasileiros entre os personagens do meio universitário. Após as palestras abriu-se uma discussão (mesa redonda) em torno do assunto “Organização da informação e do conhecimento em contextos colaborativos e integrados em rede”. Abordaram-se assuntos relativos à importância da política de indexação com procedimentos sistematizados de catalogação para recuperação de assuntos. Política que deve objetivar a especificidade e exaustividade, oferecendo uniformidade e segurança ao catálogo. O uso constante da tecnologia disponível na busca da informação nas bibliotecas e em outros ambientes presenciais e virtuais, justificam a necessidade de atualização constante dos bibliotecários no uso de ferramentas de busca e adequação das bibliotecas para a eficiência na recuperação da informação. Outro assunto exposto de grande relevância na atualidade é a necessidade de elaboração e implantação de políticas de desenvolvimento de acervo eletrônico e digital. A implementação desta política viabilizará a otimização dos recursos disponíveis e evitará o crescimento desordenado do acervo.

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Alguns estudos traçaram o perfil do profissional da informação na era da web. Ressaltou-se a necessidade de mudança e adequação dos currículos ao mercado de trabalho. O desenvolvimento de habilidades e competências que preencham os campos diversos de atuação. Outro requisito é o domínio no uso de ferramentas e serviços disponíveis, assim como nas tecnologias de informação. A lei de acesso à informação (LAI) e sua importância foram amplamente esplanadas no seminário. As duas grandes conferências deste evento foram a de abertura com Peter Burke, e a proferida por Antônio Agenor Briquet de Lemos, sob o título “A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA NOS DIAS ATUAIS: DE PRODUTO A COMODITTY. Eloqüente na exposição sem script, Briquet fez uma viagem no tempo e no espaço com a comunicação científica interposta com história profissional. A comunicação científica até meados do Séc. XX era mais bem organizada e condicionada pelas sociedades científicas, especialmente pela Royal Society da Inglaterra. Nos anos 50, com a Big Science, novos conhecimentos surgiram e a necessidade de uma nova forma de trabalho. Surge então a figura do revisor, que entre outras formas de pagamento por seus serviços recebia separatas de artigos, consolidando um modelo econômico para periódicos. Nos anos 60 a expansão do conhecimento científico é considerada como produto da sociedade, passando a ser visualizado como comoditty, ou seja, mercadoria produzida em grande escala, destinada a processamento posterior e transformado em produto acabado. Nos últimos 30 anos o custo dos periódicos cresceu muito, tendo em vista que as editoras e sociedades científicas perceberam que trazia mais lucro do que os livros. No pós 2ª Guerra Mundial o pesquisador marxista J. D. Bernal criticou o modelo de assinatura, propondo a comunicação científica baseada na unidade do artigo, por considerá-la mais justa. O conferencista comentou que quando trabalhava como correspondente da então Reuters, no Rio de Janeiro, tomou conhecimento do serviço de solicitação de artigos microfilmados à Biblioteca do Exército (atual NLM), e dos campos de guerra no Vietnã, os médicos também solicitavam artigos. Modelo que foi aperfeiçoado e expandido no final da guerra, passando as editoras a oferecer atrativos para as associações científicas, mercantilizando o conhecimento. Remonta aos anos 30 o pagamento que os autores realizam para publicar. Critica o Qualis e demais indicadores de avaliação, por não serem suficientes para impedir a proliferação das revistas denominadas por ele de “picaretas” que se difundem em larga escala nos países subdesenvolvidos. Briquet afirma que este fato não é novo, e que no Brasil as editoras sempre assumiam todos os custos. Questiona o comportamento maléfico para o processo da comunicação científica de alguns autores e editores que pagam para ter uma avaliação mais rápida. A mesa redonda que se seguiu discutiu o direito autoral e a comunicação científica, a crise do periódico pelos altos custos de aquisição/assinatura com foco nas bibliotecas universitárias e a concentração de mercado. O futuro do livro, relacionando o impresso e o digital, e a lei autoral brasileira que é a quinta mais restritiva do mundo, por não prever exceções e limitações para bibliotecas e arquivos, além de outros impeditivos. Apontam a solução através de propostas de reforma da lei que teve início em 2007 mas, que só serão validadas mediante mudanças legislativas e políticas no cenário autoral brasileiro. A relevância do SNBU está na consistência apresentada através do conhecimento científico e suas aplicações, a visita aos stands com as novidades tecnológicas, o reencontro com colegas de profissão que atuam em outros estados e a troca de experiências que nos ajudam nas tomadas de decisão.

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II REUNIÃO NACIONAL DO COMITÊ BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES – CBDC Bibliotecários da UFRGS, UNIRIO, USP e UFRJ idealizaram a criação de um comitê nacional que pudessem tratar de assuntos referentes à formação e ao desenvolvimento das coleções. Após algumas reuniões regionais e uma nacional, esta última ocorrida em Campinas/SP no dia 19 de agosto de 2014, era preciso reunir os bibliotecários interessados no tema para que o comitê fosse aprovado e consolidado.

Participou desta Reunião e fez este relato, a Diretora da Divisão de Seleção e Aquisição, Bibliotecária Raquel Maciel

No XVIII SNBU, no dia 19 de novembro de 2014, bibliotecários das mais diversas regiões do país reuniram-se para ouvir as propostas e aprovar a criação do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções, o qual conta com representantes em todas as regiões do país e tem como intuito tratar sobre os processos de seleção, aquisição e avaliação de acervos; coletando dúvidas, experiências e apresentando soluções. Além da aprovação do Comitê e de seus respectivos conselheiros, a reunião ocorrida no SNBU 2014 objetivou organizar Grupos de Trabalho (GT’S) para desenvolver estudos diversos como, por exemplo, sobre as questões relativas à aquisição de livros eletrônicos e as peculiaridades da aquisição de livros impressos, dentre outros.

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SISTEBIB/UFAM & SNBU O XVIII SNBU, que privilegiou a discussão sobre as Bibliotecas Universitárias e o acesso público à informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão, trouxe para a reflexão das práticas deste tipo de unidades de informação, o novo papel das bibliotecas e dos profissionais da informação diante da produção contemporânea do conhecimento e do olhar da sociedade civil, apontando pata a importância da informação no contexto social em função da edição de vários dispositivos legais, dentre os quais a Lei de Acesso a Informação. A delegação da Universidade Federal do Amazonas, em ampla representação no evento, foi composta por 14 profissionais que atuam em Manaus e três que trabalham nas unidades instaladas no interior do Estado. Entretanto, não só a UFAM , mas todo o Amazonas, se fez amplamente representado e participe das temáticas que foram postas em debates. A energia que propiciou a participação de todos, levou ao êxito a proposta de realizar, em 2016, o XIX SNBU em Manaus, proposta esta articulada pelo Fórum de Gestores das Bibliotecas Universitárias do Estado do Amazonas e apoiada por todas as instituições públicas de ensino superior instaladas na Região Norte do país. Esta será uma oportunidade impar para todos os bibliotecários amazonenses constituíres suas redes de relacionamento e colaborar para o fortalecimento desta área em nosso Estado. Parabéns a todos os bibliotecários da UFAM que, na sua quase maioria, investiram recursos próprios para participar do evento e consolidaram conhecimentos para qualificar suas práticas profissionais. Dentre as atividades que a Direção do Sistema de Bibliotecas participou, se destacam a inserção na Reunião dos Repositórios Institucionais da Região Norte, onde a UFAM atua em parceria com demais instituições regionais visando constituir uma rede colaborativa para oferecer visibilidade a produção cientifica amazônica e na Reunião da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias – CBBU, quando a Diretora do SISTEBIB foi aclamada Diretora de Planejamento e Marketing da CBBU.

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BIBLIOTECÁRIOS DO ESTADO DO AMAZONAS


APRESENTAÇÃO E VOTAÇÃO DA CANDIDATURA DO AMAZONAS PARA SEDIAR O XIX SNBU


Representação da UFAM no XVIII SNBU Angela Emi Yanai Biblioteca Central

Célia Alexandre de Lira Biblioteca Central

Celia Regina Simonetti Barbalho Biblioteca Central

Cristhiane Martins Lima Biblioteca Setorial do IEAA - Humaitá

Denise Costa Biblioteca Setorial do ISB - Coari

Ednelza Sarmento Garcia Biblioteca Setorial do IEAA - Humaitá

Flaviano Lima de Queiroz Biblioteca Central

Ivana de Jesus Ferreira Biblioteca Central

Lúcia Martins Biblioteca Setorial de Ciências Exatas e Engenharias

Marilena Franco Gonçalves Biblioteca Setorial do Setor Sul

Maria Leonora Gomes de Souza Biblioteca Central

Milene Miguel do Vale Biblioteca Central

Rafael L. Medeiros Ferreira Biblioteca Central

Raquel Maciel Biblioteca Central

Raquel Alexandre de Lira Biblioteca Central

Renée Rosanne Vaz Nina Biblioteca Central

Rosana G. do Amaral Biblioteca Central

Siméia Ale Girão Biblioteca Central

Snbu 2014 - Relatos  

Apresenta os relatos de participação dos bibliotecários do SISTEBIB UFAM no XVIII SNBU, ocorrido em Belo Horizonte em novembro de 2014.

Snbu 2014 - Relatos  

Apresenta os relatos de participação dos bibliotecários do SISTEBIB UFAM no XVIII SNBU, ocorrido em Belo Horizonte em novembro de 2014.

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