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atrimónio é a nossa memória

Ano letivo de 2019/20

9ºE


Rio Trancão e Rio Tejo O Rio Trancão situa-se geograficamente na parte oriental da freguesia de Sacavém e é um afluente do Rio Tejo.

Desde meados do século XX, o Trancão tornou-se célebre pelas descargas poluentes efetuadas por fábricas de ambas as margens do rio, ao longo de toda a sua extensão, que fizeram dele um rio moribundo e de odor nauseabundo.

F

oi reabilitado na sequência da Exposição Internacional de 1998, partindo da ideia de restabelecimento da qualidade ambiental na frente do rio Tejo. Então, no seguimento do projecto da Expo 98, foi contemplada a sua completa despoluição, processo que se vem verificando desde então e que passou, nomeadamente, pela construção de uma ETAR em Frielas, tendo em vista a sua reabilitação. Hoje é considerado um modelo a seguir na despoluição dos cursos aquíferos.


Fauna do Rio Trancão

D

evido à sua localização ribeirinha é bastante apropriado para observar aves sendo, atualmente, o local mais perto de Lisboa para encontrar algumas aves aquáticas como: limícolas, corvos-marinhos, garças e até flamingos. É um dos melhores sítios para observar aves junto a Lisboa. Aves aquáticas: marrequinha, corvo-marinho-de-faces-brancas, garça-branca-pequena, garça-real, garça-vermelha, colheiro, flamingo, pernilongo, alfaiate, tarambola-cinzenta, maçarico-debico-direito, fuselo, pernavermelha-comum, maçarico-dasrochas, guincho-comum.


Lavadeiras

C

onstruíram, durante grande parte do Séc. XX, um importante contributo para o sustento das suas famílias e ocuparam lugar de destaque. Existiu um significativo número da mão-de-obra feminina, a par das enceleiras de bilhas de barro e das mulheres que trabalhavam na lavoura. Fizeram parte de uma certa revolução de hábitos e costumes, pelas oportunidades que o ofício que exerciam lhes proporcionava, no contacto com outros meios sociais, em resultado das regulares deslocações . Progressivamente, os lavadouros deixaram de ter a característica presença das lavadeiras, o que contribuiu decisivamente para a sua degradação e consequente desaparecimento, por via de melhoramentos entretanto realizados, do crescimento urbanístico ou simplesmente fruto do abandono.


Saloios

O

saloio é um habitante da região a norte e oeste de Lisboa. Até ao fim do século XX os habitantes viviam da agricultura e do comércio de produtos agrícolas (eram vendidos nos mercados de Lisboa e por toda a cidade). Os produtos agrícolas eram de excelência, a gastronomia era bastante variada e rica (as receitas mais comuns eram as de coelho, as de porco e aves). O queijo fresco ainda hoje é muito apreciado. A maneira de se vestirem era muito própria, incluía um barrete e um colete, que até há poucos anos ainda era usado por pessoas mais velhas nas aldeias . Não se sabe ao certo a origem destes habitantes, mas atualmente a teoria mais aceite é que vieram das comunidades mouras, que saíram da cidade de Lisboa para as zonas rurais após a Reconquista Cristã (1147). Nos dias de hoje a região saloia foi bastante descaracterizada, alguns concelhos deixaram a ruralidade, tornando-se zonas urbanas (Amadora, Odivelas e Loures). As tradições foram-se perdendo ao longo dos anos.


Moinho de vento do Catujal

O

Moinho do Catujal é um moinho de vento do tipo mediterrânico, que utiliza a energia do vento para a tradicional moagem dos cereais. Este foi recuperado em 1998 e novamente em 2006. Contudo, no verão de 2017, existiu um incêndio onde todo o sistema de varas que suporta as velas ficou destruído e o moinho inoperacional. Recentemente, no dia 27 de Outubro de 2018, o Executivo da Junta de Freguesia de Camarate, Unhos e Apelação, liderado pelo Presidente Renato Joaquim Alves, inaugurou o renovado moinho do Catujal, que se encontra, atualmente, em pleno funcionamento. Trata-se de uma iniciativa com o principal objetivo de requalificar e dinamizar um espaço muito querido na União de Freguesias através da requalificação da tradição de outrora. No dia em que foi inaugurado o renovado Moinho do Catujal, a Junta de Freguesia apresentou também o Estudo de Viabilidade para a concretização da “Casa do Pão”. Mais do que preservar memórias e manter viva esta tradição, o objetivo da “Casa do Pão” será o de implementar as técnicas tradicionais de produção. A concretização do ambicioso projecto “Casa do Pão” encontra-se, somente, pendente da aprovação da Câmara Municipal de Loures, para que se concretize num futuro próximo.

Rua António Sérgio, Bairro do Moinho, Apelação.


Cruzeiro de Loures

O

cruzeiro manuelino de Loures, localizado diante da igreja matriz da cidade, formando um eixo axial com o seu portal principal, é uma das mais importantes peças de arquitetura religiosa do atual concelho e, simultaneamente, uma das mais antigas. A sua cronologia, ainda que desconhecido o ano exato de construção, inscreve-se no que se convencionou chamar ciclo manuelino, datando, por isso, das primeiras décadas do século XVI. Descrição: Sobre soco formado por três degraus octogonais escalonados de focinho boleado, assenta base oitavada com plinto e escócia facetada com anéis. O fuste é constituído por coluna prismática octogonal lisa, seguida de fino astrágalo e capitel de folhagem relevada. O remate é uma cruz latina, com hastes sensivelmente denteadas no perímetro exterior e com remates arredondados de elementos naturalistas, com folhagem estilizada.


Igreja Matriz de Loures A formação da primitiva Igreja Matriz de Loures é atribuída à Ordem dos Cavaleiros do Tempo, da qual apenas restam algumas lápides, com a Cruz do Tempo gravada no chão da Igreja. Na segunda metade do século XVIII, após o terramoto de 1755, foi votada ao abandono, mas no século seguinte foi sujeita a obras de restauro. Em Junho de 1910 foi declarada monumento nacional. Foi reconstruída após o terramoto de 1755, A Igreja da Nossa Senhora da Assunção, que surge representada numa pintura seiscentista, no teto da nave central. É um templo com três naves e teto de madeira, sob a forma em abóbada de berço. De destacar os retábulos dos altares laterais, do lado da Epístola, o retábulo é dedicado a Nossa Senhora da Conceição e foi executado por Diogo Teixeira cerca de 1575, e do lado do Evangelho, o retábulo é dedicado a Nossa Senhora de Graça, pintado por Simão Rodrigues, entre 1595 e 1600. Subsistem ainda duas tábuas do século XVII, colocadas nas naves laterais.


Igreja Matriz de Santo Antão do Tojal

A

primeira referência que se tem de Santo Antão do Tojal data de 1291, quando o arcebispo D. Fernando de Vasconcelos e Meneses compra a quinta a Pêro Viegas, reconstruindo a igreja e construindo um palácio com jardins para a sua residência de Verão. Na traça medieval a igreja era composta por três naves, com colunas a separá-la. No séc. XVI a igreja já se encontrava em ruínas, sendo reedificada em 1554, pelo arcebispo D. Fernando de Meneses Coutinho de Vasconcelos. Já no séc. XVIII, em 1730/31, D. Tomás de Almeida manda reconstruir a igreja ao arquitecto italiano António Canevari que construi-o uma nova fachada de inspiração barroca, e amplia a igreja, enriquecendo-a.


Convento de Nossa Senhora dos Mártires da Conceição

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atual Convento de Nossa Senhora dos Mártires da Conceição, situado na freguesia de Sacavém, no lugar

de Sacavém de Baixo, assenta sobre o local onde outrora se acharam as ruínas de uma antiga ermida dedicada a Nossa Senhora dos Mártires. Foi construído no século XVI, por indicação de Miguel de Moura, escrivão de D. Sebastião, em pleno reinado de D. Afonso Henriques. Hoje em dia é a sede do Batalhão de Adidos do Exército Português. São de destacar os belíssimos exemplares de azulejos que ainda se encontram no interior do convento, designadamente os do século XVI patentes na Sala do Capítulo, e os dos séculos XVII e XVIII, que existem nas paredes do claustro, com um enorme valor artístico e cultural.


Quinta do Conventinho A Quinta do Conventinho foi construída em 1573,nele se instalou o convento dos Franciscanos Arrábidos. Em 1834,com a extinção das ordens religiosas, o convento e os seus bens foram nacionalizados. O convento foi adquirido em 1988 pela Câmara Municipal de Loures, aí se instalando o Museu Municipal em 20 de Julho de 1988.

Quinta dos Remédios A Quinta dos Remédios , situada na Bobadela é uma quinta de produção agrícola, tendo sido aberta à comunidade em 2016 com uma área de 4,3 hectares. O parque da Quinta dos Remédios permite observar a fauna. O Jardim de Ciência oferece oportunidades únicas para um contacto próximo com os desafios tecnológicos. O Parque tem ainda uma rede tridimensional em forma de pirâmide de uma zona de piqueniques. O parque esta aberto todos os dias , no inverno das 07h até às 17h e no verão das 7h da manhã até às 20h.


Palácio da Mitra

O

Palácio da Mitra, vulgarmente conhecido como o Palácio dos Arcebispos, é uma antiga residência de veraneio, primeiro dos Arcebispos, e depois, dos patriarcas de Lisboa, situando-se na freguesia de Santo Antão do Tojal, em Loures, a praça monumental barroca, sem termo comparativo na arquitetura portuguesa, composta pelo palácio dos Arcebispos, a Igreja Matriz, a fonte monumental e o Aqueduto. Todos os edifícios foram construídos ou remodelados, no século XVIII pelo arquiteto de D. João V, o italiano António Canevari,

que se fixou em Portugal a pretexto da obra no Aqueduto das Águas Livres.


Palácio do Correio-Mor

O

Palácio do Correio Mor situa-se na freguesia portuguesa de Loures, foi mandado construir por Luís Gomes de Elvas Coronel e desenhado pelo arquiteto italiano António Canevari. Este palácio reveste-se de uma enorme importância devido à sua decoração em estuques, azulejos com desenhos peculiares e pinturas. O nome deste palácio deve-se ao antigo proprietário Luís Gomes da Mata, que havia sido Correio-Mor no tempo de D. Filipe II. Mais tarde , o palácio foi classificado como imóvel de interesse publico por parte do Ministro da Educação Nacional, Inôcensio

Galvão Teles. A partir da revolução de 25 de abril de 1974 , a quinta passou a ser gerida pelo Estado. Hoje em dia, no Palácio do Correio-Mor, são realizados eventos, desde casamentos a eventos empresariais. Foi também palco de gravações de série de televisão “O Processo dos Távoras ” em 2001.


Bairro da Petrogal O Bairro Dr. Oliveira Salazar, assim denominado até meados de 1959 altura em que passou a ser mais conhecido por Bairro da Sacor, encontra-se localizado na freguesia da Bobadela, concelho de Loures. Mais tarde, após a nacionalização e integração da empresa na atual GALP, em 1974, o seu nome sofreu uma nova alteração que persiste até hoje, passando a ser denominado por Bairro da Petrogal. O Bairro da Petrogal constitui um exemplo típico de uma urbanização de alojamento operário das décadas de 50/60 do século passado ,constituído quase unicamente por moradias de reduzidas dimensões, com logradouros que terão sido inicialmente pensados como espaço de jardinagem ou cultivo, enquadrando-se assim, juntamente com o coberto vegetal existente no local, no que se poderá chamar de um Bairro com características de “cidade jardim”.

Antes

Depois


Bairro Manuel Dinis Os patrões, Manuel e Albano Diniz,

construíram o bairro para os seus operários muito antes de estrearem a fábrica. Em 1919, com apenas 26 anos, Manuel Diniz comprou a fábrica têxtil onde trabalhava e chamou o irmão para o seu lado. Manuel Diniz, foi também presidente da Câmara de Castanheira de Pêra, local onde havia nascido, ainda em 1930, por três anos. Mas é a indústria que lhe interessa. Com a morte precoce do pai, outros desaires e a revolução de Abril de 1974, acabou por vender rapidamente a Antes

Atualmente


Museu de Cerâmica de Sacavém

A

Fábrica de Loiça de Sacavém foi uma célebre unidade industrial de produção cerâmica fundada em 1850 e situada na freguesia de Sacavém, tendo marcado profundamente o quotidiano da povoação e celebrizandoa, não apenas dentro de Portugal, como também fora dele – de tal forma que a frase «Sacavém é outra loiça!» se tornou o expoente máximo dessa fama. Hoje em dia é sede do Museu de Sacavém. A fábrica situava-se na Quinta do Aranha, junto da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, uma superfície de 70 000 m²; a essa implantação não era alheia a construção do primeiro ramal de comboio em Portugal (ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém), que viria a ser inaugurado em 1856, permitindo assim uma mais fácil expedição das mercadorias e matérias-primas.

Forno, museu de cerâmica de Sacavém

Entrada do museu


Fortaleza de Sacavém O Reduto do Monte-Cintra vulgarmente conhecido como Forte de Sacavém, localiza-se no concelho de Loures, distrito de Lisboa. Situado na margem direita do rio Trancão, no chamado Monte Sintra onde lhe foi dado o nome, a escassos 800 metros da sua confluência com o rio Tejo, a sua construção remonta ao início do século XIX. O Forte foi projetado porSanches de Castro e Eugénio de Azevedo em 1873 e foi inaugurado em 1892. O proprietário da fortaleza de Sacavém, atualmente é o governo da república portuguesa. Segue a tipologia das fortificações voltadas para o interior do recinto, fazendo do terrapleno interior o centro de todas as atividades desenvolvidas no reduto e pelo qual se articulavam os três principais núcleos construtivos. No interior possui, no piso térreo, compartimentos acasamatados, dispostos paralelamente, os frontais virados ao terrapleno interior, com pilares centrais, e os posteriores integrando vários paióis, circundados por corredores de distribuição, em falsa abóbada de berço, com elevadores de comunicação e, nos extremos laterais do edifício, dois outros corredores transversais que comunicam com o edifício sob a esplanada.


Castelo de Pirescoxe Pirescoxe é uma das seis localidades (aldeias) que integra desde 2013 a “União das Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela”. Atendendo à complexidade do vocábulo, a povoação aparece com várias denominações, mormente “Pirescouxe”, “Pirescoche”, “Piriscouxe”, “Periscoxe” e popularmente como “Pires Coche”.Comecemos pela origem da toponímia que ainda hoje não é pacífica. Efetivamente há historiadores que dizem que o lugar se pretende referir a Pero Escouche (seja Pedro Paes da Silva, o Escachia); contudo outros afirmam que a designação provem de um indivíduo que por aqui se terá instalado, que tinha como apelido Pires” e um defeito motor (era coxo), daí Pires Coxo. O Castelo de Pirescoxe localiza-se nesta aldeia, situando-se numa posição dominadora num promontório de onde se vislumbra o rio Tejo. De facto, trata-se de uma mansão senhorial, do tipo acastelado, muito típica da nobreza portuguesa nos finais da Idade Média. Já no nosso século, ou seja, em 2001, a Câmara Municipal de Loures, com a colaboração do IPPAR, procedeu a obras de consolidação, recuperação e revitalização do conjunto que veio a ser requalificado como espaço cultural e que pode ser visitado livremente.


As Linhas de defesa de Torres Vedras As Linhas de Torres Vedras foram um sistema militar defensivo, erguido a norte de Lisboa, entre 1809 e 1810. O antigo duque de Wellington, traçou uma estratégia de defesa que consistiu em fortificar os pontos colocados no topo de colinas, para controlar os caminhos de acesso à capital de Portugal. A norte do Tejo foram organizadas três linhas defensivas. Ao todo eram 153 fortificações que, estando completamente guarnecidas, implicavam a utilização de 39.475 homens e 628 bocas de fogo de artilharia. Este conjunto de três linhas estava dividido em 8 distritos, cada um com o seu comando militar.

A Rota Histórica das Linhas de Torres é constituída por um conjunto de seis percursos de visita e estende-se entre o oceano Atlântico e o rio Tejo, atravessando o território de seis concelhos (Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira). Na proximidade de Lisboa, a RHLT integra um património militar de referência para a História da Europa. Os sítios e equipamentos que a constituem estão disponíveis ao visitante e contam a história da construção de um dos sistemas de defesa mais eficazes do mundo.


Índice

Pág.

Rio Trancão e Rio Tejo

2

Fauna do Rio Trancão

3

Lavadeiras

4

Saloios

5

Moinho de vento do Catujal

6

Cruzeiro de Loures

7

Igrejas

8

Convento da Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição

10

Quintas

11

Palácios

12

Bairros Operários

14

Museu de Cerâmica de Sacavém

16

Fortaleza de Sacavém

17

Castelo de Pirescoxe

18

As Linhas de defesa de Torres Vedras

19

Índice

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Património é a nossa memória - 9ºE  

Jornais elaborados pelas turmas do 9º ano do Agrupamento de Escolas da Bobadela, a partir do trabalho de investigação realizado na disciplin...

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