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Histรณria com Memรณria


Cruzeiro de Loures O cruzeiro manuelino de Loures, localiza-se diante da igreja matriz da cidade, formando um eixo axial com o seu portal principal, é uma das mais importantes peças de arquitetura religiosa do concelho e, simultaneamente, uma das mais antigas. A sua cronologia, ainda que desconhecido o ano exato de construção, coloca-se no que se convencionou chamar ciclo manuelino, datando, as primeiras décadas do século XVI.

Podemos ver que o cruzeiro é o resultado de uma reconstrução levada a cabo em 1939 por vontade do Padre Álvaro Proença, uma das mais importantes figuras que se dedicaram ao estudo da história local de Loures. Em 1848, e porque o cemitério da localidade era efetuado diante da igreja matriz, o cruzeiro foi deslocado para uma das extremidades do adro, por forma a facilitar e ganhar mais espaço para sepulturas.


Aqueduto de Santo Antão do Tojal Aqueduto construído pelo arquiteto italiano António Canevari, em 1728, foi construído antes do aqueduto das Águas Livres, em Lisboa. O aqueduto tem cerca de dois quilómetros de comprimento, indo a parte subterrânea desde a nascente, situada em Pintéus, até à colina de Santo Antão do Tojal. A parte a descoberto desce pela colina e atravessa a povoação até à Rua Padre Adriano, abastecendo o Chafariz dos Arcos, o Chafariz Monumental e o Palácio da Mitra com os seus jardins.

1960 - Restauro de dois arcos do aqueduto, junto ao chafariz dos arcos e a estrada que vai para Bucelas. 1978 - Restauro de mais três arcos do aqueduto.

1991 - Início do processo de intervenção, por parte de equipa técnica pertencente à DGEMN (Direção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais), tendo a 1ª fase começado em 1992 e a 5ª e última fase completa em 2000.


Igreja Matriz de Santo Antão do Tojal Foi fundada no século XIII e reedificada em 1554 pelo arcebispo de Lisboa, D. Fernando Vasconcelos e Menezes, e reconstruída em 1730 pelo primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida.

O interior é simples, pois sofreu muitos danos na I República. No interior, forrado a azulejo e mármores, o patriarca D. Tomás de Almeida mandou retirar as sepulturas do pavimento

Na fachada destacam-se, ao centro, a imagem de Nossa Senhora da Conceição e um frontão encimado pela cruz arquiepiscopal, do lado esquerdo a imagem da rainha Santa Isabel e, do lado direito, a de São Bruno. A torre sineira, coroada nos quatro lados, dispõe de três sinos do século XVIII. Na galilé pode observar o revestimento de azulejos setecentistas.


Igreja Matriz de Loures A Igreja Matriz Paroquial de Santa Maria de Loures foi edificada em meados do século XV no local onde outrora existiu uma igreja medieval que terá pertencido à Ordem dos Templários e da qual ainda restam algumas lápides sepulcrais, esculpidas com a Cruz do Templo, que atualmente estão colocadas no chão da matriz.

No entanto, a partir do século XVI a igreja sofreu transformações profundas. Esta igreja dispõe de três naves, divididas por arcos suportados por colunas toscanas com pinturas decorativas do século XVII. No teto de berço da nave central figura uma pintura, do mesmo século, do orago. A capela-mor, abobadada, possui um retábulo setecentista com colunas torsas e um sacrário com nichos concheados e grandes atlantes nus. Do lado da Epístola foi colocado o retábulo dedicado a Nossa Senhora da Conceição, executado por Diogo Teixeira cerca de 1575, e do lado do Evangelho situa-se o retábulo de Nossa Senhora da Graça, pintado por Simão Rodrigues entre 1595 e 1600. Do século XVII subsistem duas tábuas, colocadas nas naves laterais, uma de André Reinoso, identificada como A comunhão da Virgem , outra de Bento Coelho da Silveira, São Miguel e as Almas.


Convento da Nossa Senhora dos Mártires da Conceição Atual Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres, situado na freguesia de Sacavém , no lugar de Sacavém de Baixo, assenta sobre o local onde outrora se achavam as ruínas de uma antiga ermida dedicada a Nossa Senhora dos Mártires, cuja fundação a tradição atribui a D. Afonso Henriques, logo após a mítica Batalha de Sacavém. Hoje em dia é a sede do Batalhão de Adidos do Exército Português. Em 1577, reinando de D. Sebastião fez doação da Ermida dos Mártires a Miguel Moura, seu escrivão da puridade e futuro membro do (no tempo de Filipe II de Espanha), que possuía uma quinta em Sacavém contígua ao terreno da ermida e que pedira ao soberano uma mercê a fim de edificar um convento de religiosas, em memória de um milagre que afirmou ter testemunhado. Com efeito, segundo as memórias do próprio Miguel de Moura, em dezembro do ano anterior, D. Sebastião partira em peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Guadalupe em Espanha acompanhando-o o seu secretário nessa viagem.


Palácio do Correio-Mor Este palácio do século XVIII, situado na freguesia de Loures, foi mandado construir por Luís Gomes de Elvas Coronel e desenhado pelo arquiteto italiano António Canevari. No piso térreo encontram-se as cocheiras, a cavalariça, a adega, o lagar e a cozinha velha, esta decorada com vários azulejos com desenhos peculiares de peças de caça, peixes e enchidos. Subindo a escadaria central, deparamo-nos com a Fonte da Boa Samaritana e um menino alado que segura um medalhão. No centro da fachada rosa, sobressaem dois elevados arcos destinados à entrada e saída de carruagens, existindo, entre estes, um gracioso bebedouro para cavalos. Na zona superior da fachada pode observar-se a imagem de Nossa Senhora da Oliveira. Dois arcos que marcam o sítio de entrada e saída das carruagens sobressaem-se na grande e vistosa fachada cor de rosa e entre estes ainda há um gentil. O nome deste palácio deve-se ao antigo proprietário Luís Gomes da Mata, que havia sido CorreioMor no tempo de Filipe II. No palácio Correio-Mor são realizados eventos, desde casamentos a eventos empresariais, tendo uma capacidade de 950 pessoas.

Para conhecer estas instalações, só mesmo visitando o Palácio do Correio-Mor, no Concelho de Loures.


Palácio da Quinta da Abelheira A Quinta da Abelheira, no século XVIII, pertencia a Inês de Castelo Branco e ao seu marido. Com o passar dos anos, o casal fez profundas transformações na quinta. Na Capela da Quinta da Abelheira, encontrase, até hoje, o casal sepultado. Em 1751, a Quinta da Abelheira juntouse à Quinta dos Arrais, que pertencia à família Castelo Branco desde finais século XV. O edifício foi objecto de sucessivas intervenções arquitectónicas e decorativas, mantendo, contudo, o seu traçado setecentista. Os alçados são compostos por vãos simétricos e regulares em ambos os pisos, cuja diferenciação é acentuada por um friso que percorre a casa, sendo que o alçado Sul contem dois lanços de escadas que convergem, no andar nobre, numa varanda alpendrada, assente sobre modilhões e o piso térreo possuí uma porta em arco de volta perfeita, com uma moldura. No interior da Capela, existe um conjunto de azulejos que reveste os panos murários e o retábulo, com uma tela que representa a padroeira, a Nossa Senhora do Socorro. Por ter funcionado como casa agrícola na segunda metade do século XVIII, a Quinta conserva algumas das dependências e anexos utilizados para este fim, e os jardins, apresentam um equipamento paisagístico próprio da época como: vasos e outros elementos escultóricos Já no século XIX instalou-se na Quinta uma fábrica de papel, a Fábrica de Papel da Abelheira, que se manteve em funcionamento até 1970 e atualmente está abandonada


Palácio da Mitra O Palácio da Mitra, também conhecido como Palácio dos Arcebispos, é uma antiga residência de Verão e situa-se na freguesia de Santo Antão do Tojal em Loures. O primitivo Palácio da Mitra foi mandado construir pelo arcebispo D.Fernando de Vasconcelos, em 1554 (sendo este arcebispo também o responsável pela construção da Igreja Matriz de Santo Antão do Tojal). No século XVIII, o primeiro patriarca de Lisboa, D.Tomás de Almeida, mandou reconstruir o Palácio em estilo barroco, ao gosto da época e o arquiteto responsável foi o italiano Canevari em 1732. O edifício apresenta forma de U. Na fachada, de estilo italiano, encontram-se três mármores de Carrara, representando as estátuas de São Bruno de Colónia, da Rainha Santa Isabel e da Imaculada Conceição. No interior, a típica azulejaria portuguesa, em azul e branco, caracterizada pela riqueza temática e grande qualidade pictórica. Alguns dos azulejos foram mais tarde trasladados para o Paço Patriarcal de São Vicente de Fora e encontram-se hoje no Museu Nacional de Arte Antiga. O Palácio inclui ainda dois pombais, um aqueduto com dois quilómetros (destinado a abastecer dois chafarizes). Ao longo do século XX o Palácio tem vindo a sofrer várias obras de restauro organizadas pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e atualmente as instalações da Casa do Gaiato encontram-se no Palácio da Mitra.


Esta quinta fica na pequena vila da Bobadela, no concelho de Loures, e já existe desde o século XVIII.

Quinta dos Remédios

Foi uma quinta para fins agrícolas, durante dois séculos e tinha uma casa senhorial, um lagar, um poço com nora e um tanque de rega, com várias espécies de árvores diferentes. Por conta do Município de Loures e do Instituto Superior Técnico, três séculos depois a quinta abriu as portas ao público, em 2016, com uma área de cerca de 4 hectares. A abertura, em 2016, do parque de recreio e lazer da Quinta dos Remédios, com uma área de cerca de 4,3 hectares, corresponde à primeira fase de um amplo projeto previsto para a quinta. Este

Parque permite desfrutar o olival e apreciar as vistas do Tejo e da Ponte Vasco da Gama, observar a fauna ou, simplesmente, caminhar. O Jardim de Ciência, que se encontra ao lado da Quinta dos Remédios, é vocacionado para atividades lúdicas e oferece oportunidades únicas para desafios tecnológicos. Os entusiastas da atividade física têm ao seu dispor um circuito pedonal para jogging e diversos equipamentos desportivos de ginática ao ar livre. A Quinta dos Remédios localiza-se na Rua D. Afonso Henriques, Bobadela, e está aberta ao público durante todo o ano


Quinta do Conventinho

A Quinta do Conventinho, situa-se em Santo António dos Cavaleiros, em Loures e nela encontra-se o Museu Municipal de Loures. Esta quinta foi construída de Muitos anos depois, 1573 a 1575. com a extinção das ordens religiosas, o Convento e os seus bens foram nacionalizados. Nesse mesmo ano Convento deixou de pertencer ao Estado, sendo adquirido por 621 mil réis por Theresa Bernardo de Jesus. Nos anos seguintes a Quinta foi vendida enumeras vezes. Em 1988 o Convento foi adquirido pela Câmara Municipal de Loures, onde 10 anos depois, a 26 de Julho de 1998, se instalou o Museu Municipal, que está em funcionamento até hoje. A coleção de Arqueologia, que se encontra no Museu, tem artefactos que vierem da recolhas de superfície e de escavações de vários períodos.

A coleção de Etnografia apresenta peças de Artes Plásticas do contemporâneo, dos século XIX e XX e inclui têxteis, mobiliário, transportes, cerâmica, peças artesanais, entre outros. Perto do Museu encontra-se o Viveiro Municipal do Conventinho, que é utilizado para a produção de espécies vegetais.


Castelo de Pirescoxe Não se conhece a origem do seu nome, alguns afirmam ligar-se ao nome de Pero Escouche (provavelmente Pedro Pais da Silva, chamado Pedro Pais Escachia ou simplesmente Pedro Escachia) e, outros, a um indivíduo de apelido Pires, que coxo, era conhecido como "Pires Coxo".

Características De pequenas dimensões, com planta quadrada, embora aparente externamente uma arquitetura militar, conhece-se apenas em suas linhas gerais a disposição interna do conjunto, de uso civil. Uma muralha baixa, rematada por ameias, envolve todo o conjunto, reforçada por três torres, também de planta quadrada, ameadas, com apenas dois pavimentos. Estas torres, assimetricamente dispostas, são flanqueadas por matacães sobre modilhões.

Lenda

A tradição local afirma que se oculta, nas caves do castelo, o tesouro de D. Sebastião (1557-1578), afirmando-se ainda que a última proprietária do imóvel mudou-se por não suportar mais ser incomodada, durante a noite, por curiosos em busca dessa riqueza. António Godinho, um historiador local, afirma que pode haver um fundo de verdade na lenda, uma vez que um dos antigos proprietários do castelo acompanhou aquele soberano na fatídica batalha de Alcácer Quibir.


Linhas de defesa de Torres Vedras As Linhas de Torres Vedras são constituídas por um conjunto de 152 fortificações e outros trabalhos defensivos, construídas entre 1809 e 1812, situados na península de Lisboa.

Construção das Linhas de Torres O oficial do exército de Wellington responsável pelos trabalhos de engenharia era o Coronel Richard Fletcher. No dia 20 de Outubro de 1809, Wellington entregou-lhe um memorando em que especificava a estrutura das Linhas de Torres Vedras.

Utilização das Linhas de Torres O exército anglo-luso entrou nas linhas entre 9 e 11 de Outubro de 1810. No dia 11 todas as tropas encontravam-se ao abrigo deste sistema defensivo. As tropas de milícias e também de ordenanças guarneceram as diferentes obras de defesa e aí receberam treino de manobras defensivas. Nos quartéis-generais, onde se encontrava o comando de cada Distrito, foram estabelecidos depósitos de abastecimento.


Fábrica de Cerâmica de Sacavém Foi com Manuel Joaquim Afonso que se lançaram as bases para a construção de uma fábrica em Sacavém . Manuel Joaquim Afonso foi um conhecido industrial vidreiro com atividades em Lisboa, a Vieira de Leiria e à Marinha Grande, mas também conhecedor das técnicas de “porcelana artificial”, de faiança, de que já possuía uma fábrica em Lisboa e, a partir de 1856, outra em Sacavém.

Será com John e William Stott Howorth, os segundos proprietários da Fábrica de Sacavém, sob a sua direção que se designa fábrica de louça de Sacavém

Nas mãos dos ingleses, a fábrica diversifica os seus espaços de produção, aumenta os fornos, moderniza-os, aposta grandemente na comercialização, e na rede de distribuidores. No principio do século XX, a fábrica de louça de Sacavém produz azulejos, mosaico cerâmico , loiça sanitária, loiça domestica, material de hospital e de farmácia.


Forte de Sacavém Situado na margem direita do rio Trancão, junto à sua foz, no cimo do pequeno morro designado Monte Cintra, a cerca de 35 metros de altitude, o Forte de Sacavém, ou Reduto do Monte Cintra, é uma construção militar oitocentista edificada no âmbito das obras de fortificação da capital, que formaram o Campo Entrincheirado de Lisboa, delineadas após o término da guerra civil. Detentor de uma posição estratégica privilegiada, este reduto apoiava os fortes de Almada e de São Julião da Barra, defendendo a linha de rio até Sacavém, bem como o vale de Odivelas e a serra de Monsanto. Apresenta uma planta pentagonal irregular rodeado por fosso, com contraescarpa e esplanada, de acentuada pendente para o exterior, que, formando duas massas de terra sobrepostas, encobrem grande parte da sua construção, criando a ilusão de um pequeno outeiro o que o torna quase invisível quando visto de uma altitude mais baixa. O Forte de Sacavém guarda atualmente dois dos maiores arquivos de património cultural e de arquitetura do país: o do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) com um espólio documental composto por mais de 7 quilómetros de prateleiras de processos administrativos, 500 mil peças desenhadas e 300 mil fotografias de edifícios.


Bairro dos Móveis Olaio Olaio, a marca que mobilou o país Nos anos 60, uma marca de mobília portuguesa era tão conhecida que chegou a fazer cadeiras para a Ikea. A sua história conta-se na exposição "Móveis Olaio Produção. Inovação. Qualidade", em Sacavém. Entre meados da década de 30 e final dos anos 80, os móveis construídos na fábrica da Bobadela estavam não só dentro de casa mas também nos Correios, nos hospitais, nas escolas, nos ministérios, nas repartições públicas, nos hotéis, nos teatros, nos cafés, nos filmes portugueses e até no Parlamento. Uma parte da história do país senta-se nas cadeiras e poltronas da empresa fundada por José Olaio ainda no século XIX.


Bairro da Sacor A SACOR é um símbolo nostálgico para os amantes do clássicos, foi a primeira empresa petrolífera portuguesa a dominar todo o processo, da importação, transporte, refinação e distribuição dos produtos petrolíferos. Foi fundada em 28 de Julho de 1937. A SACOR escolheu Cabo Ruivo, na zona oriental de Lisboa, e que era tradicionalmente a zona industrial da capital, para instalar a sua refinaria, que foi oficialmente inaugurada a 11 de NoveA SACOR foi uma marca querida do povo, com os jovens da época a ambicionar cadernetas onde se colavam selos das bombas de diferentes localidades onde os pais abasteciam os veículos, tipo passaporte de viagem e variados objetos que hoje vemos como objetos de colecionismo e automobilismo. No pós 25 de Abril, a empresa foi nacionalizada e foi integrada na atual Galp e atualmente subsiste o seu ramo marítimo . mbro de 1940.


Bairro Covina “Covina - Companhia Vidreira Nacional, S.A.R.L.’” Situada em Santa Iria da Azóia no concelho de Loures, foi fundada em 19 de Setembro de 1936, fruto da fusão de sete fábricas, que se dedicavam à produção de vidro plano pelo processo manual do cilindro soprado. Seus fundadores foram Lúcio Tomé Feteira, que se associou com Artur Cupertino de Miranda, (Banco Português do Atlântico), e com João Bordalo (Lusomundo). A Covina introduziu em Portugal o fabrico mecânico de chapa de vidro plano, tendo para tal inaugurado novas instalações fabris, do outro lado da Estrada Nacional, a 4 de Outubro de 1969. Nos finais dos anos 30 do século XX já tinha terminado em Portugal o fabrico manual de chapa de vidro. Era defeituosa a sua produção e desumanos os processos pelo esforço que exigiam aos seus trabalhadores. Foi construído um bairro para os seus 1200 trabalhadores, e uma estação de cargas e descargas por caminhos-deferro.


Bairro Manuel Dinis Para além dos problemas relativos à posse e titularidade das casas que fizeram com que muitos moradores tenham abandonado o Bairro e que os restantes vivam numa constante pressão para deixar as casas, os moradores do Bairro vivem ainda confrontados com o completo abandono a que a Câmara de Loures e a Junta de Freguesia da Bobadela têm votado o Bairro. Assim, a Junta de Freguesia não faz a limpeza urbana, não faz a manutenção e conservação das ruas, nem faz qualquer arranjo exterior e/ou zona verde, criando nos moradores um sentimento de pertencerem a um território de ninguém e serem cidadãos de segunda, sem direito ao mesmo tratamento de outros moradores da freguesia da Bobadela Os moradores têm a necessidade de estarem atentos e interventivos na defesa dos seus direitos, pois o que parece estar em jogo é o apetite imobiliário pelos terrenos do bairro, com a total e ativa conivência da Câmara e Junta de Freguesia.


Rio Tejo O rio Tejo, em castelhano Tajo, e em aragonês Tacho) é o rio mais extenso da Península Ibérica. A sua bacia hidrográfica é a terceira mais extensa na Península, atrás do rio Douro e do rio Ebro. Nasce em Espanha - onde é conhecido como Tajo a 1 593 m de altitude na serra de Albarracim, e após um percurso de cerca de 1 007 km, desagua no oceano Atlântico formando um estuário em Lisboa. É o segundo rio mais importante da Península Ibérica depois da do rio Ebro. Nas suas margens ficam situadas localidades espanholas como Toledo, Aranjuez e Talavera de la Reina. As portuguesas são Abrantes, Santarém, Salvaterra de Magos, Vila Franca de Xira, Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, Sacavém, Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro, Seixal, Almada e Lisboa.


Rio Trancão Pequeno rio português (cerca de 29km), no distrito de Lisboa. O rio Trancão é, ele mesmo, um afluente do Tejo, vindo desaguar no seu largo estuário, no mar da palha. Desde os meados do século XX , o Trancão tornou-se tristemente célebre pelas descargas poluentes efetuadas por fábricas de ambas as margens do rio e que fizeram dele um rio moribundo e de odor nauseabundo. No seguimento do projeto Expo 98, foi completada a sua Etar em Frielas, tendo como objetivo a reabilitação do rio Trancão. Esta Estação de Tratamento de Águas Residuais entrou em funcionamento em 1999.

Segundo a organização não governamental de ambiente, cerca de 5900 kg de resíduos plásticos são transportados anualmente para a foz do rio Trancão, servindo como mais uma origem de lixo, para o Rio Tejo e consequentemente o Oceano Atlântico.


Os Saloios e as Lavadeiras Designava-se por ‘’ Saloio’’ todas as pessoas que habitavam no meio rural. Até ao final do século XX, os habitantes tinham um modo de vida muito ligado à agricultura. Trabalhavam nas hortas e pomares, e no comércio, vendendo produtos agrícolas nos mercados e na cidade de Lisboa. Há várias informações sobre a sua origem mas, diz-se que vieram das comunidades mouricas e que, após a Reconquista Cristã, saíram de Lisboa para as zonas rurais da Amadora, Odivelas, Loures, Sintra, Mafra e Torres Vedras. Todas estas cidades são então localidades de exemplo desta cultura “saloia”. Já as mulheres que costumavam lavar as roupas nos rios eram conhecidas como ‘’ lavadeiras ‘’.Estas mulheres lavavam roupas caseiras, suas ou alheias em tanques, poços, rios, lavadouros. No princípio do século era frequente encontrar muitas Lavadeiras que vinham a Lisboa buscar e trazer a roupa às freguesas.


Passatempo Efetue a correspondência correta:

Castelo de Pirescoxe

Forte de Sacavém

Fábrica de Cerâmica de Sacavém

Linhas de defesa de Torres Vedras


Índice

Pág.

Cruzeiro de Loures

2

Aqueduto de São Antão do Tojal

3

Igrejas

4

Convento da Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição

6

Palácios

7

Quintas

10

Castelo de Pirescoxe

12

Linhas de defesa de Torres Vedras

13

Fábrica de Cerâmica de Sacavém

14

Forte de Sacavém

15

Bairros Operários

16

Rio Tejo

20

Rio Trancão

21

Os Saloios e as Lavadeiras

22

Passatempo

23

Índice e webgrafia

24

Webgrafia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_da_Purifica% C3%A7%C3%A3o_(Sacav%C3%A9m) http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx? id=3069 http://www.e-cultura.sapo.pt/patrimonio_item/2418 http://www.e-cultura.sapo.pt/patrimonio_item/2083 https://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/igreja-matriz-de-loures-a-quem-cabe1197185

https://ncultura.pt/profissoes-de-antigamente-as-lavadeiras/

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História com memória - 9ºD  

Jornais elaborados pelas turmas do 9º ano do Agrupamento de Escolas da Bobadela, a partir do trabalho de investigação realizado na disciplin...

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