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O PATRIMÓNIO É A NOSSA MEMÓRIA

9ºC Ano letivo de 2019/20


ESTE JORNAL, A TURMA DO 9.ºC DECIDIU FALAR DO PATRIMÓNIO LOCAL E CONCELHIO INTEGRADO NA DISCIPLINA DE PATRIMÓNIO. CADA TERRA TEM OS SEUS MONUMENTOS, PAISAGENS NATURAIS, COSTUMES, CONTOS E LENDAS, ARTESÃOS, GASTRONOMIA… PATRIMÓNIO É O QUE RECEBEMOS DAQUELES QUE VIVERAM ANTES DE NÓS. UMA CONSTRUÇÃO ANTIGA, UMA ÁRVORE CENTENÁRIA, UMA NORA, UM MOINHO, UM CASTELO SÃO EXEMPLOS DE PATRIMÓNIO.

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Índice

Pág.

Editorial e índice

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Palácios

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Pavilhão de Macau

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O Aqueduto de Santo Antão do Tojal

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Quintas

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Museu de Cerâmica de Sacavém

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Forte de Sacavém

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O Castelo de Pirescoxe

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Forte das Linhas de Torres Vedras

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Igrejas

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Convento da Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição

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Cruzeiro de Loures

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Bairros Operários

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Rio Trancão

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Moinho do Catujal

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Património Cultural

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Passatempo

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Palácio da Quinta da Abelheira

Cremos que a azulejaria da capela remonta a esta intervenção, uma vez que, apesar da manutenção do azul e branco, as molduras com concheados apontam para uma cronologia claramente rococó. O acesso à capela faz-se através de uma porta encimada por frontão triangular. Tendo funcionado como casa agrícola na segunda metade do século XVIII, a Quinta conserva algumas das dependências e anexos utilizados para este fim. Já no século XIX instalou-se aqui uma fábrica de papel - Fábrica de Papel da Abelheira -, mantendo-se em funções até 1970.

A Quinta da Abelheira pertencia, no século XVIII, a Inês de Castelo Branco e seu marido, João Guedes de Vilhegas. Foi no seguimento deste casamento que a casa e a capela conheceram profundas transformações, encontrando-se o casal sepultado nesta última, dedicada a Nossa Senhora do Socorro. Contudo, a permanência nesta área dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, do Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa , levou a que à Quinta da Abelheira se juntasse, em 1751, a Quinta dos Arrais, pertença da família Castelo Branco desde o último quartel do século XV. Os Cónegos de São Vicente terão levado a cabo uma nova campanha de obras na Abelheira, possivelmente após o terramoto de 1755, quando se mudaram para a Quinta.

Atualmente, encontra-se desocupada, sem utilização ou manutenção aparente. 3


Palácio dos Arcebispos da Mitra O Palácio da Mitra, vulgarmente conhecido como Palácio dos Arcebispos é uma antiga residência de veraneio, primeiro dos Arcebispos, e depois, dos Patriarcas de Lisboa, situandose na freguesia de Santo Antão do Tojal, em Loures.

Era uma quinta rural chamada Santo António do Tojal, que fora de Pedro Viegas, adquirida pelo bispo de Lisboa Domingos Anes Jardo. Já o primitivo palácio conhecido foi mandado construir pelo arcebispo D. Fernando de Vasconcelos, cerca de 1554 . Este palácio, por sua vez, veio substituir uma primitiva casa do século XIII e que pertencia à Mitra de Lisboa.

No século XVIII, o primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, mandou reconstruí-lo em estilo barroco, ao gosto da época. O Palácio inclui ainda dois pombais, um aqueduto com dois quilómetros destinado a abastecer dois chafarizes, um dos quais monumental, tudo construções também do século XVIII. 4


Palácio de Correio-Mor O palácio remonta à época de D. João IV e sofreu várias modificações. Segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, era anteriormente chamada Mata das Flores e era o solar dos Matas, conhecido como Mata do Correio-Mor, depois que D. Filipe II de Portugal conferiu a função de Correio -Mor do reino em Luís Gomes da Mata em 1606.

Descendente de novos cristãos, ele foi originalmente chamado Luís Gomes de Elvas Coronel, mas em 1600, o mesmo monarca concedeu-lhe o uso do sobrenome de Mata, com direito a um brasão de armas e assumindo essa propriedade.

Finalmente, foi vendido ao grupo Miguel Quina, que o renovou completamente, sendo a decoração completada pela condessa da Covilhã, Maria Emília Calheiros. Pelo decreto 47508, de 24 de Janeiro de 1967, do Ministro da Educação Nacional Inocente Galvão Teles, o palácio foi classificado como propriedade de interesse público, juntamente com vários outros edifícios do país.

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Pavilhão de Macau O Pavilhão de Macau era o pavilhão da Expo '98 dedicado a esta área chinesa administrada por Portugal.

O pavilhão tinha como fachada uma réplica mais pequena da fachada da Igreja de S. Paulo, e passava pelas várias facetas de Macau, incluindo o jogo. No espaço central havia uma réplica de um jardim chinês.

O fim da visita continha um filme em ecrã panorâmico sobre a região. O pavilhão continuou a operar durante vários meses após a reabertura do recinto em Novembro como Parque das Nações. Posteriormente foi desmantelado, tendo a sua estrutura e respectiva fachada sido reconstruídas no Parque da Cidade, em Loures.

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Aqueduto de Santo Antão de Tojal O aqueduto de Santo Antão do Tojal está localizado na freguesia de Santo Antão do Tojal, no município de Loures. O aqueduto, com uma arcada de cerca de dois quilómetros de extensão, foi construído pelo arquiteto italiano António Canevari em 1728, antes do aqueduto de Águas Livres. O aqueduto, originário de Pintéus, fornecia água á Quinta e ao Palácio da Mitra, propriedade do Patriarcado de Lisboa.

É composto por arcos simples assentes em grossos pilares aparecendo, de quando em quando, olhais.

A obra foi de extrema importância para o desenvolvimento da povoação de Santo Antão do Tojal, visto o abastecimento de água se destinar também à população, daí a construção do Chafariz dos Arcos, mandado construir, tal como todo o conjunto pelo primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida.

A classificação deste monumento, integra-se no conjunto formado pelo Palácio da Mitra e outros anexos (antiga Igreja, Chafariz Monumental, Pombal decorado com azulejos, e Portão de entrada da quinta do Palácio).

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Quinta dos Remédios Quinta dos Remédios, situada na Bobadela, foi durante dois séculos, uma quinta de produção agrícola, com casa senhorial, tanque de rega, com laranjeiras, vinha, oliveiras, e terras de semeadura. A

Três séculos depois o Município de Loures e o Instituto Superior Técnico, abriram os portões da Quinta á comunidade. A abertura da Quinta dos Remédios em 2016, com uma área de cerca de 4,3 hectares corresponde à primeira fase de um amplo projeto.

O parque tem ainda uma rede tridimensional, em forma de pirâmide, para as crianças poderem brincar, e uma zona de merendas, com oito mesas, bancos de piquenique, papeleiras e bebedouro. Em breve, a Quinta dos Remédios, irá abrir um Centro de Ciências. Horário de funcionamento: Inverno (Novembro – Março) 07h00 – 17h00 Verão

(Abril – Outubro) 07h00 – 20h00 8


Quinta do Conventinho A Quinta do Conventinho, situase em Santo António dos Cavaleiros e nela encontra-se o Museu Municipal de Loures. Foi construído entre 1573 e 1575 e nele instalou-se o 13º convento dos Franciscanos Arrábidos.

Em 1646 o convento recebeu 30 mil réis, de uma Maria de Castro e de seu marido Francisco Cirne da Silva. Esta quantia terá sido investida pelo convento em profundas obras de remodelação, sendo o edifício totalmente remodelado.

Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o convento e seus bens foram nacionalizados. O último proprietário privado do convento foi um Manuel Dias das Neves, que o comprou em 22 de Janeiro de 1980. Em 1988 a Câmara Municipal de Loures adquiriu o convento, e em 26 de julho de 1998, foi instalado o Museu Municipal.

Horário de funcionamento: Terça– feira a domingo: 10:00–13:00, 14:00–18:00 Segunda-feira: Encerrado 9


Museu de Cerâmica de Sacavém O Museu de Cerâmica de Sacavém situa-se na cidade de Sacavém, e está destinado a preservar o antigo núcleo da Fábrica de Loiça de Sacavém. Em 2002, o Museu foi galardoado com o Prémio Micheletti de Melhor Museu Europeu do Ano, na categoria de Património Industrial.

Após a falência da Fábrica de Loiça, em 1994, a Câmara Municipal de Loures decidiu construir um museu que contasse a história da dita fábrica e da sua produção cerâmica, situado nos terrenos onde outrora esta se situava. O Museu, situado no centro de Sacavém, foi inaugurado em 7 de Junho de 2000, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.

O museu também conta com um Centro de Documentação, baptizado com o nome do fundador da Fábrica de Loiça, Manuel Joaquim Afonso, um Auditório baptizado com o nome de um destacado operário e lutador antifascista António Ferreira, uma oficina de cerâmica baptizada com o nome do Mestre José de Sousa, uma loja e um café.

Horário de funcionamento: Terça– feira a domingo: 10:00–13:00, 14:00–18:00 Segunda-feira: Encerrado 10


Forte de Sacavém Localizado Monte Sintra, a cerca de 35 metros de altitude o forte de Sacavém ou Reduto do Monte Sintra. Foi erguido na segunda metade do século XIX, construída nas linhas de Torres a Vedras

O Forte de Sacavém é uma construção militar oitocentista construída no âmbito das obras de fortificação da capital, que formaram o Campo Entrincheirado de Lisboa, delineadas após o término da guerra civil. Este reduto apoiava os fortes de Almada e de São Julião da Barra, defendendo a linha de rio até Sacavém.

Na atualidade a face do Monte-Cintra virada a Norte, tem vindo a ser devastada tendo em vista a construção de novos imóveis de habitação virados para o Trancão.

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O Castelo de Pirescoxe O castelo de Pirescoxe tem as suas origens no ano de 1442 , localiza-se no centro do jardim da Praça Viscondes Castelo Branco. Nuno Vasquedes e a sua mulher Joana Zuzarte foram quem mandou erguer o morgadio em Pirescoxe.

Com pequenas dimensões, uma planta quadrada e muralha baixa remada por ameias, reforçada com três torres e uma arquitectura militar. No interior encontramos um pátio que se acedia a várias áreas do castelo.

Nos dias de hoje este monumento está aberto ao público, sendo um local de convívio e de estudo. No interior encontra-se um café e um local onde se pode organizar visitas de estudo e festas.

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Forte das Linhas de Torres Vedras No dia 20 de outubro de 1809,após duas invasões francesas a Portugal, ordenadas pelo Napoleão Bonaparte, o General Wellington, do exército inglês, mandou construir linhas de defesa da cidade de Lisboa, tendo o objetivo de impedir uma 3ª invasão.

No total foram construídas 152 fortes ligados a estradas militares ligando o rio Tejo ao Oceano Atlântico. Esta construção foi supervisionada pelos engenheiros reais britânicos com o apoio de quatro oficiais portugueses. O custo estimado desta construção foi cerca de 100 mil libras.

Curiosidades:  Com as invasões os habitantes enterraram alguns dos seus bens antes de abandonarem as suas Vilas.  Com as queimas que as invasões provocaram cerca de 50 mil portugueses morreram à fome.  As primeiras tropas francesas avistaram as linhas de torres em 11 de outubro e perceberam que seria impossível ultrapassar o obstáculo sem reforços.

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Igreja Matriz de Loures A Igreja Matriz Paroquial de Santa Maria de Loures localiza-se no extremo da cidade de Loures, no Distrito de Lisboa, em Portugal, Trata-se de um templo construído em meados do século XV (no local onde existiu a anterior igreja medieval que, segundo as investigações de Eduardo Brazão, se sabe ter pertencido aos Templários.

Na segunda metade do século XVIII, após o terramoto de 1755, foi deixada ao abandono, mas no século seguinte foi sujeita a obras de restauro. Tendo sido declarada monumento nacional pelo decreto de 16 de Junho de 1910.

Possui três naves, assentando os arcos que as sustentam em colunas de ordem toscana. Na capela-mor, um retábulo do Sec. XVIII realça esta obraprima do barroco português.

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Igreja de Santo Antão do Tojal A primeira referência que se tem de Santo Antão do Tojal data de 1291, quando o arcebispo D. Fernando de Vasconcelos e Meneses compra a quinta a Pero Viegas. Tendo a Igreja três naves. No Sec. XVI, D. Fernando de Meneses Coutinho de Vasconcelos, manda reconstruir a igreja, agora com uma nave. Tendo construido um palácio com jardins para a sua residência de Verão.

A fachada restruturada tem frontispício em toda a largura da igreja que acaba num frontão triangular com óculo oval no tímpano, iluminando o coro no interior da igreja. As pilastras formam três corpos, tendo as laterais um nicho e uma janela cada uma delas.

A igreja apresenta planta longitudinal, nave única, após a reconstrução em 1554. Com capela-mor retangular, tem ao lado esquerdo a torre sineira que está recuada em relação à fachada. A cobertura do telhado é de duas águas.

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Convento da Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição Convento Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres esta situado na freguesia de Sacavém, no lugar de Sacavém de Baixo, assenta sobre o local onde se achavam as ruínas de uma antiga ermida dedicada a Nossa Senhora dos Mártires, cuja fundação a tradição atribui a D. Afonso Henriques, logo após a Batalha de Sacavém.

Em 1577, reinando D. Sebastião, fez o monarca doação da Ermida dos Mártires a Miguel Moura, seu escrivão da puridade e futuro membro do conselho de governadores do reino (no tempo de Filipe II de Espanha), que possuía uma quinta em Sacavém. Em 1834, na extinção das ordens religiosas (na sequência dos decretos de Joaquim António de Aguiar, dito O Mata-Frades), os rendimentos do convento ascendiam a 2 875 700 réis. Embora o mosteiro não tenha sido de imediato nacionalizado (ao contrário do que sucedeu com os conventos masculinos), foi proibida a admissão ao noviciado de novas freiras, o que, a longo prazo, ditou a sua extinção.

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Cruzeiro de Loures O cruzeiro manuelino de Loures, localizado diante da igreja matriz, é uma das mais importantes peças de arquitetura religiosa do atual concelho e, simultaneamente, uma

das mais antigas.

Ainda é desconhecido o ano exato da construção. Tendo arquitetura manuelina supõe-se ser das primeiras décadas do século XVI. Esteticamente, trata-se de uma obra com algumas ideias de monumentalidade. No perfil octogonal dos três degraus e do reconstruído fuste da coluna, a que se deve juntar a decoração da base e do capitel.

O cruzeiro foi restaurado no Sec. XX. No ano 2009 foi furtada a cruz, tendo sido unicamente deixada a base, assente nos degraus.

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Bairro da Covina A Companhia Vidreira Nacional, situada em Santa Iria da Azóia, no concelho de Loures, foi fundada a 19 de setembro de 1936, fruto da fusão de sete fábricas que se dedicavam à produção de vidro.

Os seus fundadores são: Lúcio Tomé Feteira, Artur Cupertino de Miranda e João Bordalo. A Covina introduziu em Portugal um fabrico de vidro plano, tendo para esse fim inaugurado novas instalações fabris. Em 1991, a designação de “Covina Companhia Vidreira Nacional” passou a ser denominada “St.Gobain Glass Portuugal”. Em 2005 a empresa faturou 58 milhões de euros. Foi esta empresa que produziu os vidros para a pirâmide do Louvre, Centro Cultural de Belém e Gare do Oriente. Em 2007 a empresa colocou ecofiltros para respeitar as regras ambientais da União Europeia.

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Bairro Olaio A 16 de setembro de 1886, José Olaio, abriu uma oficina de marcenaria na Rua de Atalaya, em Lisboa, que mais tarde, em 1893, se transformou num armazém e loja de móveis novos e usados. Foi nessa altura que deu início à grande história dos móveis Olaio.

A partir de 1918, José Olaio criou uma nova firma com o seu filho, Tomáz José Olaio. Nesse ano abriram várias fábricas de marcenaria no Bairro Alto. A partir da década de 30, começam a emprestar móveis a filmes e começam a ter os seus movéis em hospitais, escolas, universidades etc. Durante a década de 50, a fábrica “Móveis Olaio” começou a trabalhar com empresas do estrangeiro tais como: “Lundia” (empresa sueca) e “Lifa” (empresa dinamarquesa”. Em 1998 a empresa declara falência. Em 2004, o neto e bisneto do fundador da fábrica, decidiram criar uma nova fábrica de raíz em Torres Vedras, para a qual recrutaram antigos operários.

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Bairro da Petrogal

A SACOR escolheu Cabo Ruivo, na zona oriental de Lisboa, e que era tradicionalmente a zona industrial da capital, para instalar a sua refinaria, que foi oficialmente inaugurada a 11 de Novembro de 1940. Os problemas com o transporte do petróleo tinham já sido alvo da atenção do estado português, que através do Instituto Português de Combustíveis tinha adquirido quatro petroleiros .

A SACOR foi a primeira empresa petrolífera portuguesa a dominar todo o seu processo. Foi fundada a 28 de julho de 1937 por romenos radicados em França. Durante a guerra, como engenheiros no ramo petrolífero, pediram ao governo português para se instalar uma refinaria em Lisboa. Após algumas trocas de ideias a resposta foi “sim”.

As empresas petrolíferas e o Estado iriam em 13 de Junho de 1947 constituir a Soponata para ultrapassar essas dificuldades. A SACOR detinha metade do capital da nova empresa. Em 1953 foi criada a ANGOL, seguida da MOÇACOR em 1957 para a distribuição dos seus produtos, respectivamente, em Angola e Moçambique. Em 1959 a SACOR criou a sua própria empresa de navegação, a SACOR MARITÍMA. No pós 25 de Abril, a empresa foi nacionalizada e foi integrada na actual Galp e actualmente subsiste o seu ramo marítimo (Sacor Marítima SA). 20


Bairro Manuel Dinis As únicas imagens guardadas do Bairro Manuel Dinis são de 1964 e nelas podemos observar que este era um dos poucos bairros existentes na altura. Manuel e Albano Diniz começaram a construir casas neste bairro para os seus operários muito antes de estrearem a sua fábrica.

Os dois irmãos vinham de uma família de pequenos proprietários rurais que viviam da lavoura e do ganho obtido com confecções feitas pelas mulheres em teares manuais e vendas em feiras. Em 1919, com apenas 26 anos, Manuel Diniz, comprou a fábrica têxtil onde trabalhava e começou a trabalhar com o irmão. Atentos às novas tecnologias, Manuel e Albano, compram na Suíça maquinaria para aprimorar a fábrica.

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Rio Trancão

Fauna e Flora Num pequeno percurso com 6km , entre a Torre Vasco da Gama e o rio Trancão, caminhamos por uma das zonas mais interessantes de Lisboa. O interesse vem da união de paisagens, da flora e da variedade de aves que podemos encontrar. O contraste do rio com a sua margem arborizada, um espaço verde a pensar nas pessoas e com uma diversidade de espécies, podem ser observadas com facilidade.

O rio Trancão foi em tempos chamado rio de Sacavém, não só por ser a localidade mais importante da região envolvente, como também pelo facto de a freguesia abarcar as duas margens do rio, verificando-se a separação de São João da Talha apenas em 1387.

Desde meados do séc. XX, o rio Trancão tornou-se célebre pelas descargas poluentes efectuadas pelas fábricas existenses nas suas margens que fizeram dele um rio moribundo e de odor desagradável.

Moinho do Catujal O Moinho do Catujal é um moinho de vento do tipo mediterrânico que utiliza a energia do vento para a tradicional moagem dos cereais. Este moinho foi reconstruído entre 1998 e 2006 . Contudo, no verão de 2017, na sequência de um incêndio, todo o sistema de varas que suporta as velas ficou destruído. Recentemente, no dia 27 de Outubro de 2018, o presidente da Junta de Freguesia do Catujal liderado pelo Presidente Renato Joaquim Alves, inaugurou o renovado moinho do Catujal, que se encontra, atualmente, em pleno funcionamento. 22


Património Cultural SALOIOS—designa-se como saloio o habitante natural das zonas rurais do termo de Lisboa. Quando foram incorporados no Reino de Portugal desenvolveram uma cultura própria. A região saloia compreende vários concelhos, sendo os seus limites discutíveis. Até ao final do século XX os seus habitantes viviam da agricultura, do comércio de produtos agrícolas em mercados e na cidade de Lisboa. Atualmente situa-se nesta região o mercado que mais carne de bovino fornece à capital, a Feira da Malveira.

LAVADEIRAS — eram mulheres que lavavam a roupa própria e de outras pessoas em tanques, poços, rios e lavadouros. No princípio do século, eram muito frequentes as lavadeiras, elas vinham de Lisboa buscar e trazer a roupa às mulheres que habitavam nas freguesias. As Lavadeiras viviam geralmente em Caneças e em Loures e andavam com grandes trouxas na cabeça, tratavam-nas por saloias.

Uma olaria , cerâmica, oficina de oleiro ou oficina de ceramista é um local destinado à produção de objetos que utilizam o barro ou argila como matéria-prima. Quanto a produção destes em grande quantidade, podemos denominar olaria, como sendo uma fábrica. Existe pouca diversidade de peças ou objetos fabricados em uma olaria e, salvo exceção correspondem normalmente tijolos, manilhas, telhas e louças.

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Passatempo Jogo da Forca

_______ Este jogo da forca é para jogar a pares. Escolhe uma das seguintes definições e adivinha a palavra, que tem sempre sete letras. Boa sorte! Chave: 1– Casa vasta e sumptuosa , onde geralmente residem ou residiam monarcas, chefes de Estado, etc. oıɔálɔd 2– Estabelecimento onde se fabrica alguma coisa ou se prepara algum produto. ɔɔıɔqáɔ 3- Tipo de estrutura fortificada construída na Idade Média pelos nobres Europeus. olɔɔsɔɔ 4– Complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano. ɔɔnɔlnɔ 5- Recordação que a posteridade guarda. ɔıɔóɔɔɔ 6- Povoação portuguesa do concelho de Loures, poucos quilómetros a Nordeste da capital do País, Lisboa. ɔéɔɔɔɔs

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O património é a nossa memória - 9ºC  

Jornais elaborados pelas turmas do 9º ano do Agrupamento de Escolas da Bobadela, a partir do trabalho de investigação realizado na disciplin...

O património é a nossa memória - 9ºC  

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