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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE- FAINOR CURSO DE FISIOTERAPIA

SAMILE SANTANA SANTIAGO

RELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS

VITÓRIA DA CONQUISTA – BA NOVEMBRO/2017


SAMILE SANTANA SANTIAGO

RELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Independente do NordesteFAINOR, para obtenção do titulo de Bacharel em Fisioterapia. Professora Orientadora: MsC. IsnandaTarciara da Silva.

VITÓRIA DA CONQUISTA - BA 2017


FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE

RELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR E O RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS

SAMILE SANTANA SANTIAGO

Trabalho apresentado como requisito necessário para obtenção de titulo de Bacharel em Fisioterapia da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em 27/11/2017

_____________________________________________ IsnandaTarciara da Silva Mestra em Ciências da Saúde Orientadora

_____________________________________________ Lucas Silveira Sampaio Mestre em Ciências da Saúde 1º Examinador

_____________________________________________ Kleyton Trindade Santos Mestre em Ciências da Saúde 2º Examinador


RELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR E O RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS

RESUMO O objetivo deste estudo foi correlacionar força muscular e risco de queda em idosos. Foi realizado no município de Vitória da Conquista, com indivíduos acima de 60 anos cadastrados na Unidade de Saúde da Família. As variáveis analisadas foram resultantes da aplicação do Mini Exame do Estado Mental, da escala Medical ResearchCouncil e o teste TimedUpandGo. Foram encontrados 158 idosos, apenas 115 realizaram o TimedUpandGo que correspondem à população final deste estudo. Para verificar a associação entre o risco de queda e a força muscular foi utilizado o teste de Anova, com ajuste de Bonferroni. Entre os idosos com alto risco para queda a maioria eram mulheres, da faixa etária de 80 anos ou mais, analfabetos, sem companheiro e com baixa capacidade cognitiva. Ao examinar-se a correlação entre a força muscular e o risco de queda evidenciou-se uma relação negativa moderada (r=-0,632). Idosos com comprometimento da força muscular e do cognitivo apresentaram maior risco de queda comparado com a população idosa em geral. Esse achado, aliado à associação entre o déficit de força muscular e o risco de queda, reforça a necessidade de ações de promoção e prevenção de saúde com ênfase no envelhecimento saudável e na funcionalidade. Palavras chave: Envelhecimento. Medical ResearchCouncil. Risco de quedas.Timed up and go. Velocidade de marcha.


RELATIONSHIP BETWEEN MUSCULAR STRENGTH AND RISK OF FALLS IN OLDER ADULTS

ABSTRACT This study aimed to correlate muscle strength and risk of falls in the elderly. It was carried out in the city of Vitória da Conquista, with individuals over the age of 60 enrolled in the "Unidade de Saúde da Família" (Family Health Unit). The analyzed variables were the results of the Mini Mental State Examination, the Medical Research Council scale and the Timed Up and Go test. There were 158 elderly individuals, but only 115 performed the Timed Up and Go that correspond to the final population of this study. In order to verify the association between fall risk and muscle strength, the Anova test was used, with Bonferroni adjustment. Among the older adults presenting high risk of falling, the majority were women, aged 80 years or older, illiterate, without a partner and with low cognitive capacity. When the correlation between muscular strength and risk of fall was examined, a moderate negative relation was observed (r = -0.632). Older adults patients with muscular strength and cognitive impairment presented a higher risk of falls compared to the elderly population in general. This finding, combined with the association between muscle strength deficit and fall risk, reinforces the need for health promotion and prevention actions with an emphasis on healthy aging and functionality. Keywords: Aging. Medical Research Council.Risk of falls. Timed up and go. Gait speed.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 Variação do MRC de acordo com os diferentes riscos de queda em idosos. Vitória da Conquista, 2017.

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LISTA DE TABELA

Tabela 1

Caracterização da amostra de idosos estudados de acordo com o risco para 14 queda. Vitória da Conquista, 2017.


LISTAS DE SIGLAS

CEP

Comitê de Ética e Pesquisa

CAAE

Certificado de Apresentação para Apreciação Ética

FAINOR

Faculdade Independente do Nordeste

IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

MEEM

Mini- Exame do Estado Mental

MRC

Medical ResearchCouncil

SABE

Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento

TCLE

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

TUG

Timed Up and Go


SUMÁRIO 1 FOLHA DE ROSTO...................................................................................................... 09 2 INTRODUÇÃO.............................................................................................................

10

3 MÉTODOS.....................................................................................................................

11

4 RESULTADOS..............................................................................................................

14

5 DISCUSSÃO................................................................................................................... 16 6 CONCLUSÃO................................................................................................................ 19 REFERÊNCIAS..................................................................................................................

20

APÊNDICE A......................................................................................................................

21

APÊNDICE B......................................................................................................................

24

ANEXO A............................................................................................................................

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ANEXO B............................................................................................................................. 32


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RELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR E O RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS RELATIONSHIP BETWEEN MUSCLE STRENGTH AND THE RISK OF FALLS IN ELDERLY Samile Santana Santiago: samile_santiago@hotmail.com; Bruna Santos Amaral: brunasantos11@hotmail.com; Maria Alzira Calasans Costa Santos: mariacalasans@hotmail.com; Naiara Rodrigues de Oliveira: naioliveira93@hotmail.com. RESUMO O objetivo deste estudo foi correlacionar força muscular e risco de queda em idosos. Foi realizado no município de Vitória da Conquista, com indivíduos acima de 60 anos cadastrados na Unidade de Saúde da Família. As variáveis analisadas foram resultantes da aplicação do Mini Exame do Estado Mental, da escala Medical ResearchCouncil e o teste TimedUpandGo. Foram encontrados 158 idosos, porém 115 realizaram o TimedUpandGo que correspondem à população final deste estudo. Para verificar a associação entre o risco de queda e a força muscular foi utilizado o teste de Anova, com ajuste de Bonferroni. Entre os idosos com alto risco para queda a maioria eram mulheres, da faixa etária de 80 anos ou mais, analfabetos, sem companheiro, com baixa capacidade cognitiva e parcialmente dependente. Ao examinarse a correlação entre a força muscular e o risco de queda evidenciou-se uma relação negativa moderada (r=-0,632). Idosos com comprometimento da força muscular e do cognitivo apresentaram maior risco de queda comparado com a população idosa em geral. Esse achado, aliado à associação entre o déficit de força muscular e o risco de queda, reforça a necessidade de ações de promoção e prevenção de saúde com ênfase no envelhecimento saudável e na funcionalidade. Palavras chave: Envelhecimento. Medical ResearchCouncil. Risco de quedas.Timed up and go.Velocidade de marcha. ABSTRACT The aim of this study was to correlate muscle strength and risk of falls in the elderly. It was carried out in the municipality of Vitória da Conquista, with individuals over 60 enrolled in the Family Health Unit. The variables analyzed were the results of the Mini State Mental Examination, the Medical Research Council scale and the Timed Up and Go test. There were 158 elderly individuals, but 115 performed the Timed Up and Go that correspond to the final population of this study. To verify the association between the risk of fall and muscle strength, the Anova test, with Bonferroni adjustment, was used. Among the elderly people at high risk for falling, the majority were women, aged 80 years or older, illiterate, without partners, with low cognitive and partially dependent capacity. When the correlation between muscular strength and risk of fall was examined, a moderate negative relation was observed (r = -0.632). Elderly patients with muscular and cognitive impairment presented a higher risk of falls compared to the elderly population in general. This finding, coupled with the association between muscle strength deficit and fall risk, reinforces the need for health promotion and prevention actions with an emphasis on healthy aging and functionality. Keywords: Aging. Medical Research Council.Risk of falls. Timed up and go. Travelspee


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INTRODUÇÃO Segundo o censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a chamada transição demográfica foi resultante do aumento progressivo da expectativa de vida e da proporção de idosos em relação aos demais grupos etários, ou seja, o país em desenvolvimento como o Brasil está mudando de uma pirâmide populacional composta basicamente por jovens e passa a se apresentar com crescimento do número de pessoas idosas. No Brasil, o número de idosos passou de 3 milhões em 1960, para 7 milhões em 1975 e 14 milhões em 2002. Estima-se que alcançará a marca de 32 milhões de indivíduos com mais de 60 anos em 20201. O processo de senescência populacional é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea, no qual ocorrem modificações fisiológicas, hormonais e morfológicas em todos os níveis do organismo2. Estas mudanças têm início precoce, sendo mais perceptíveis no decorrer do envelhecimento, levando a uma redução da capacidade de respostas ao estresse ambiental e na capacidade fisiológica, ocasionando a um aumento da vulnerabilidade e suscetibilidade a doenças3. Diante das mudanças que ocorrem nas capacidades físicas estão as alterações do sistema neuromuscular, que significativamente têm um maior impacto negativo na capacidade funcional e na mobilidade do idoso4, sendo que a força e a resistência muscular são mais importantes à medida que envelhecemos por serem fundamentais para todos os indivíduos5. A perda da força e da massa muscular favorece a limitações funcionais aos idosos, podendo gerar processos patológicos6. Sabe-se também que durante o envelhecimento há diminuição do equilíbrio e da mobilidade funcional4. Estas modificações podem fazer com que haja maior propensão a quedas, fato este demonstrado pela estatística de que cerca de um terço dos idosos caem uma vez ao ano7. As


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quedas podem trazer fraturas e escoriações, dentre outros agravos, além do aumento da imobilidade e depressão, uma vez que podem gerar medo de cair novamente8. Diante do exposto, torna-se necessária a realização deste estudo buscando compreender a relação entre força muscular e o risco de quedas visando que as quedas podem estar associadas à diminuição de força muscular que é característica do processo de senescência. Torna-se importante avaliar este fator de modo a elucidar sua relação com episódios de quedas em idosos, já que tais episódios podem torná-los fragilizados e susceptíveis a eventos incapacitantes, afetando a qualidade de vida desta população9. Sendo assim este estudo tem como objetivo correlacionar força muscular e risco de quedas em idosos.


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MÉTODOS Trata-se de um estudo descritivo, analítico e censitário, de delineamento transversal com caráter epidemiológico de base domiciliar e abordagem quantitativa.O estudo foi realizado no Bairro Patagônia na cidade de Vitória da Conquista - BA, com indivíduos acima de 60 anos cadastrados na Unidade de Saúde da Família. Como critério de inclusão foram idosos de ambos os sexos, que aceitassem participar voluntariamente do estudo e que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e os critérios de exclusão foram idosos que não tenham marcha independente, acamados e deficientes auditivos. Foram encontrados 158 idosos. Com base nos critérios estabelecidos para este estudo, 115 realizaram o TimedUpandGo (TUG) e, portanto, correspondem à população final deste estudo. Previamente à coleta de dados foi realizado um encontro com os profissionais de saúde que atuam na unidade local para explicitar os objetivos, riscos e benefícios desta pesquisa. Foi realizada a padronização da equipe de coleta de dados, com o objetivo de tornar o levantamento de dados mais uniforme com todos os participantes. Esta equipe foi composta por 4 discentes do curso de Fisioterapia da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR, e a coleta dos dados aconteceu 5 vezes por semana. Com o intuito de planejar a logística da coleta e assim otimizar o tempo de levantamento dos dados foi realizado o mapeamento do bairro pelo Google Earth, onde foi possível a visualização de todas as ruas a serem visitadas. Com o planejamento realizado, a próxima etapa foi a busca ativa dos idosos nas ruas mapeadas. Neste momento foram explicados aos idosos os objetivos do projeto, os riscos e benefícios, bem como os procedimentos da coleta de dados. Aqueles que aceitaram participar do estudo foram convidados a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Somente após a assinatura do TCLE foi iniciada a aplicação do questionário. Inicialmente foi aplicado o questionário sociodemográfico retirado do Estudo SABE10, que


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abrange vários aspectos da vida do idoso. Foram utilizadas variáveis sexo, idade, sabe ler e escrever, grau de escolaridade, estado civil, pessoas com quem reside, ocupação e renda. Posteriormente foi realizada a avaliação cognitiva, com a aplicação do Mini Exame do Estado Mental (MEEM) Folsteinet al11, que aborda questões referentes à memória recente e registro da memória imediata, orientação temporal e espacial, atenção, cálculo, linguagem e habilidade. Os valores mais altos do escore indicam maior desempenho cognitivo. Foi utilizado o ponto de corte criado para idosos brasileiros, proposto por Bertolucci et al.12, que considera o grande número de idosos analfabetos no país: 13 para idosos analfabetos, 18 para idosos com baixa e média escolaridade e 26 para idosos com alta escolaridade. O teste de força muscular foi mensurado pela escala Medical ResearchCouncil (MRC), que varia de 0 a 60 pontos a depender da capacidade do paciente realizar os movimentos, onde foram avaliados os seguintes movimentos em ambos hemicorpos: abdução de ombro, flexão de cotovelo, extensão de punho, flexão de quadril, extensão de joelho e dorsiflexão de tornozelo. Cada movimento varia de 0 a 5 pontos13. Para avaliar o risco de quedas foi realizado o teste TimedUpandGo (TUG), que avalia o equilíbrio e as transferências de sentado para a posição em pé e a estabilidade na deambulação14. O tempo foi cronometrado no momento em que o paciente se levantou da cadeira e foi parado quando ele se assentou novamente na cadeira. O teste permitiu que os idosos fossem classificados de acordo com o tempo de realização da tarefa: até 10 segundos – sem risco de quedas; 11 a 20 segundos – baixo risco de quedas; acima de 20 segundos – alto risco de quedas14. Este estudo tem como variável dependente o risco de quedas, avaliado pelo TUG e como variáveis independentes, as variáveis sociodemográficas, a avaliação cognitiva pelo MEEM e avaliação da Força Muscular pelo MRC.


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Os dados obtidos neste estudo foram inseridos em dupla digitação no software EpiData v.3.1, com o objetivo de excluir os possíveis erros de digitação. Para apresentação das variáveis categóricas foram utilizadas frequências absolutas e relativas. A diferença entre as proporções das variáveis independentes e o desfecho (i.e. risco de queda) foi testada por meio do teste de qui quadrado. A análise de correlação de Pearson foi utilizada objetivando avaliar o comportamento do escore de risco de queda (TUG teste) e a força muscular. Para verificar a associação entre o risco de queda (nenhum, baixo, alto) e a força muscular (MRC) foi utilizado o teste de Anova, com ajuste de Bonferroni. Para todas as análises foi utilizado o software estatístico SPSS versão 21 com nível de significância de 5% para todas as análises. Todas as etapas da pesquisa foram realizadas em consonância com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde e foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade Independente do Nordeste – CEP/FAINOR, sob o parecer 2.234.718. CAAE 70471517.0.0000.5578.


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RESULTADOS Entre os idosos avaliados a prevalência do baixo risco de queda foi de 43,5% e do alto risco de 9,6%. Entre os idosos com alto risco para queda a maioria eram mulheres, da faixa etária de 80 anos ou mais, analfabetos, sem companheiro e com baixa capacidade cognitiva.

Tabela 1. Caracterização da amostra de idosos estudados de acordo com o risco para queda. Vitória da Conquista, 2017. Risco de queda Nenhum N

%

Baixo N

%

Alto N

p % 0,410

Sexo Feminino

36

66,7

37

74,0

6

54,5

Masculino

18

33,3

13

26,0

5

45,5 0,000

Faixa Etária 60-69

33

61,1

11

22,0

3

27,3

70-79

15

27,8

20

40,0

3

27,3

80 e mais

6

11,1

19

38,0

5

45,5 0,602

Escolaridade Analfabeto

41

75,9

39

78,0

7

63,6

Alfabetizado

13

24,1

11

22,0

4

36,4 0,113

Situação Conjugal Sem companheiro

25

46,3

33

66,0

7

63,6

Com companheiro

29

53,7

17

34,0

4

36,4 0,000

Capacidade cognitiva Baixa cognição

9

16,7

24

48,0

7

63,6

Boa cognição

45

83,3

26

52,0

4

36,4

Fonte: Dados da pesquisa.


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A média da MRC foi de 52,8 (±5,8), oscilando de um mínimo de 24 a um máximo de 60. Ao examinar-se a correlação entre a força muscular e o risco de queda evidenciou-se uma relação negativa moderada (r = -0,632). A figura 1 abaixo retifica tal informação uma vez que a maior média de MRC foi encontrada nos indivíduos sem risco de queda 56,13, seguido dos de baixo risco 50,82 e por fim pelos de alto risco 46,00.

Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 1. Variação do MRC de acordo com os diferentes riscos de queda em idosos. Vitória da Conquista, 2017.

Por fim, além de reafirmar a correlação foi testada a associação entre os diferentes estágios do risco de queda e os valores do MRC. A análise ratificou que as diferenças nas médias postas na figura 1 são estatisticamente significantes (p<0,05) para todas as categorias de risco, mesmo após o ajuste de Bonferroni.


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DISCUSSÃO

Os resultados obtidos no presente estudo demonstraram que entre os idosos com alto risco para quedas a maioria era composta por mulheres, representando 54,5% da população, na faixa etária de 80 anos ou mais, analfabetas, sem companheiro e com baixa capacidade cognitiva. Segundo Ferreira et al.15, as quedas em idosos podem ser consideradas eventos comuns e há diversos fatores associados a essa prevalência de quedas em mulheres idosas. Esta situação pode ser explicada devido ao fato que as mulheres têm maior propensão a quedas por apresentarem redução da força muscular, menor quantidade de massa magra, maior fragilidade, maior número de doenças crônicas e exposição às atividades domésticas, assim como apresentam idade avançada e uso de drogas psicotrópicas. Silva et al.16, ressaltam que as mulheres são mais propensas a limitações funcionais, ou seja, são afetadas em sua autonomia para atividades cotidianas por serem frequentemente portadoras de doenças crônicas como a depressão, artrose, artrite, entre outras. Também relatam que as múltiplas tarefas que realizam no domicílio levam-nas a ter um maior risco para sofrer quedas por conta da fragilidade óssea que pode ser progressivamente incapacitante no decorrer de suas vidas. O estudo de Ferretti et al.17, reforça o achado deste trabalho e afirma que idosos com idade superior a 80 anos sofreram mais quedas por eles progredirem mais em relação à incapacidade funcional, o que demanda maiores cuidados e, assim, custos mais elevados para a sociedade. Expondo-se a riscos de lesões e fraturas decorrentes das quedas do que idosos com idade inferior. O estudo de Leite et al.3, corrobora com o presente estudo pois ele ressalta que as quedas em idosos com comprometimento cognitivo são frequentes e pode ser explicado pelo declínio cognitivo, como função executiva, atenção e a memória.


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Considerando que os sistemas motor e sensorial estão diretamente ligados por processos neurológicos, o idoso com déficit cognitivo pode apresentar déficits de mobilidade, lentificação de movimentos, alterações comportamentais e menor tempo de reação frente aos desequilíbrios, predispondo-o a quedas, além de ocasionar o medo de cair novamente e finda um comprometimento psicológico18. A associação do declínio cognitivo com a ocorrência de quedas ainda não é objeto frequente de estudo, o que justifica a importância deste trabalho. Os episódios de quedas podem fazer com que o idoso desenvolva a chamada “Síndrome de pós-queda”, que consiste em problemas de saúde, gerando mudanças físicas, funcionais, psicológicas e sociais na vida desses indivíduos por medo de sofrer nova queda, além das escoriações e lesões que estão propensos19. Os resultados do estudo permitem inferir que a maioria da população de idosos estudada possui propensão a maior risco de queda avaliado pelo teste TimedUpandGo (TUG) e evidenciou que esta predisposição tem relação com a força muscular mensurada pela escala Medical ResearchCouncil(MRC), ou seja, quanto menor o resultado do MRC, maior o risco de quedas. O estudo de Fechine e Trompieri4 corrobora com o presente estudo, tornando evidentes as modificações no sistema musculoesquelético com o processo de senescência, como a diminuição no comprimento, na elasticidade e no número de fibras, sendo notória a perda de massa muscular, elasticidade e da viscosidade dos fluidos sinoviais levando a uma diminuição de força muscular. De acordo com Rosa5, ocorrem importantes alterações que se traduzem numa tendência para atrofia muscular, conhecida por sarcopenia, e se manifestam numa redução de capacidades como a força máxima, a potência, a velocidade, a flexibilidade ou a precisão dos movimentos. Porém aquela que sofre maior declínio com a idade é a força muscular no sexo feminino.


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Essas observações estão de acordo com Pedro e Amorim20, que afirmam que as quedas são resultados da perda de força muscular e equilíbrio, que consiste em não conseguir reagir aos distúrbios da postura. A perda de força muscular é caracterizada como a responsável pela deterioração na mobilidade e capacidade funcional. A fraqueza em membros superiores tem sido correlacionada com a independência funcional destes indivíduos e fraqueza de membros inferiores, por sua vez, tem sido associada com a diminuição no andar e prognóstico de risco de incapacidade física9. Considerando o exposto, a perda de massa, força e resistência muscular relacionada à idade avançada são fatores determinantes na funcionalidade do idoso. Deste modo, afeta esses indivíduos levando ao risco de quedas, além de comprometer a realização de tarefas como levantar de uma cadeira, subir degraus e deambular e também nas atividades básicas e instrumentais de vida diária21. Na análise do conjunto de informações desta pesquisa identificaram-se limitações que não interferiram na validade dos resultados apresentados, mas podem contribuir para ampliar a compreensão dos mesmos, tais como as possíveis informações relacionadas a doenças crônicas como: diabetes, hipertensão, entre outras, bem como as medicações administradas no dia-a-dia dos idosos. Pode se configurar como outra limitação os idosos que não foram encontrados em sua residência após três tentativas em dias e horários diferentes e idosos que se recusaram a participar da pesquisa sem motivos óbvios. Embora sejam limitações do estudo, esses indivíduos que não participaram são representados pela população deste, e demandam cuidado assim como os outros, ou seja, precisam de serviços sociais e de saúde para um envelhecimento saudável e funcional.


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CONCLUSÃO A análise foi estatisticamente significante, ou seja, obteve correlação entre a força muscular e o risco de queda evidenciando uma associação entre os diferentes estágios do risco de queda e os valores do MRC.Conclui-se que devido ao caráter multifatorial das quedas, a intervenção preventiva é de extrema importância, envolvendo profissionais capacitados que possam intervir com medidas importantes como a realização da prática de exercícios, modificações ambientais e a educação do paciente e da comunidade. Ou seja, planejar ações de promoção, prevenção e intervenção de forma individual ou coletiva com o objetivo de prevenir, manter ou restaurar a capacidade funcional para mantê-lo independente e autônomo, para uma velhice digna e de qualidade.


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REFERÊNCIAS 1. Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Estimativa dos municípios 2015.Estimativa dos municípios 2015. Disponível: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=293330. Acessoem 04 de abril de 2017.

2. Berlezi, EM. et al. Analysis of the functional capacity of elderly residents of communities with a rapid population aging rate. Rev. bras. Geriatria e gerontologia, 2016; v. 19, n. 4, p. 643-652.

3. Leite, LEA. et al. Envelhecimento, estresse oxidativo e sarcopenia: uma abordagem sistêmica. Rev. bras. Geriatria e gerontologia, 2012; v. 15, n. 2, p. 365-380.

4. Fechine, BRA, Trompieri, N. O processo de envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. Rev. Cientifica internacional, 2015; v. 1, n. 20.

5. Rosa, SPB. Envelhecimento, força muscular e atividade física: uma breve revisão bibliográfica. Rev. Científica FacMais, 2012; v. 2, n.1.

6. Maciel, MG. Atividade física e funcionalidade do idoso. Motriz, 2010; v. 16, n. 4, p. 102432.

7. Alfieri, FM et al. Relações entre equilíbrio, força muscular, mobilidade funcional, medo de cair e estado nutricional de idosos da comunidade. São Paulo: Rev. Kairós Gerontologia, 2016. v. 19(2) p. 147-165.

8. Rebelatto, J.R. et al. Manual, duração sobre a força muscular. Influência de um programa de atividade física de longa duração sobre a força muscular manual e a flexibilidade corporal de mulheres idosas. Rev. Bras. de fisioterapia, 2006; v. 10, n. 1, p. 127-132.

9. Albino, ILR. et al. Influência do treinamento de força muscular e de flexibilidade articular sobre o equilíbrio corporal em idosas. Rio de Janeiro: Rev. Bras. Geriatr. Gerontol, 2012. v. 15(1). p. 17-25.

10. Lebrão, ML, Laurenti, R. Saúde, bem-estar e envelhecimento: o estudo SABE no Município de São Paulo. Rev. Bras. de epidemiologia, v. 12. p. 127, 2005.


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11. Folstein, MF.;Folstein, SE.; Mchugh, PR. “Mini-mental state”: a practical method for grading the cognitive state of patients for the clinician. Journal of psychiatric research, 1975; v. 12. p. 189-198. 12. Bertolucci PHF. et al. O miniexame do estado mental em uma população geral. Impacto da escolaridade. ArqNeuropsiquiatr 1994; v. 52(1).

13. Jonghe B. et al. Critical illness neuromyopathy. ClinPulm Med. 2005;12(2). p. 90-6.

14. Karuka, AL. et al. Análise da concordância entre instrumentos de avaliação do equilíbrio corporal em idosos. Brazilian Journal of Physical Therapy, 2011; p. 460-466.

15. Ferreira, LMBM et al. Prevalência de quedas e avaliação da mobilidade em idosos institucionalizados. Rev. Bras. de Geriatria e Gerontologia, 2016; v. 19, n. 6.

16. Silva, CS. et al. Relação dos testes timedupand go e velocidade de marcha nos estágios do envelhecimento. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, 2017; v. 8, n. 2.

17. Ferretti, F. et al. Causas e consequências de quedas de idosos em domicílio. Fisioterapia em Movimento, 2013; v. 26, n. 4, p. 753-762.

18. Cruz, DT. et al. Associação entre capacidade cognitiva e ocorrência de quedas em idosos. Cadernos Saúde Coletiva, 2015; v. 23, n. 4.

19. Fhon, JRS et al. Quedas em idosos e sua relação com a capacidade funcional. Rev. LatinoAmericana de Enfermagem, 2012 v. 20, n. 5.

20. Pedro, EM; amorim, DB. Análise comparativa da massa e força muscular e do equilíbrio entre indivíduos idosos praticantes e não praticantes de musculação. Conexões, 2008; v. 6.

21. Bessa, RS. Barros, NV. Impacto da sarcopenia na funcionalidade de idosos. 2009.


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APÊNDICE A FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE - FAINOR Credenciada pela Portaria MEC n.o 1.393, de 04 de julho de 2001 Publicado no DOU de 09 de julho de 2001 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE. Prezado(a) Senhor(a), sou Samile Santana Santiago e estou realizando juntamente com minha orientadora IsnandaTarciara da Silva, o estudo sobre RELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS. O Sr. (a) está sendo convidado (a) a participar, como voluntário (a), desta pesquisa. Para participar deste estudo o Sr (a) não terá nenhum custo, também não receberá qualquer vantagem financeira. Suas dúvidas referentes a esta Pesquisa serão esclarecidas e estará livre para participar ou recusar-se a participar. Poderá retirar seu consentimento ou interromper a participação a qualquer momento. A sua participação é voluntária e a recusa em participar não acarretará qualquer penalidade ou modificação na forma em que é atendido pelos pesquisadores, que tratarão a sua identidade com padrões profissionais de sigilo. Os resultados da pesquisa estarão à sua disposição quando finalizada. Seu nome ou o material que indique sua participação não serão liberados sem a sua permissão. Se houver necessidade, as despesas para a sua participação serão assumidas ou ressarcidas pelos pesquisadores. Este Termo de Consentimento livre e Esclarecido – TCLE encontra-se impresso em duas vias originais de mesmo teor, sendo que uma será arquivada pelo pesquisador responsável, e a outra será fornecida ao senhor. Os dados e instrumentos utilizados na pesquisa ficarão arquivados com o pesquisador responsável por um período de 5 (cinco) anos, e após esse tempo serão destruídos. Os pesquisadores tratarão a sua identidade com padrões profissionais de sigilo, atendendo a Resolução Nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, utilizando as informações somente para os fins acadêmicos e científicos. Esta pesquisa tem por objetivo: correlacionar à força muscular e risco de quedas em idosos. Após o idoso aceitar participar da pesquisa, assina o TCLE para o preenchimento dos questionários. O questionário SABE, o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) para avaliar o déficit cognitivo, a escala de Medical ResearchCouncil(MRC) para avaliar a força muscular e o teste de TimedUpandGo (TUG) para avaliar o risco de quedas em idosos. Este material será posteriormente analisado e será garantido sigilo absoluto referente aos dados pessoais. Considerando que toda pesquisa oferece RISCOS e BENEFÍCIOS, nesta pesquisa os mesmo podem ser avaliados como:


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RISCOS: Toda pesquisa que envolve seres humanos pode ocasionar riscos, entretanto esta pesquisa pode ter desvantagens mínimas por se tratar de um trabalho não invasivo com aplicação de questionário, escala e teste. Esta pesquisa poderá causar desconforto ou constrangimento aos voluntários por conter questões de cunho pessoal e vazamento de dados. Como forma de diminuir os riscos, as perguntas serão realizadas na residência do participante para que sinta conforto e segurança durante a entrevista. Além disso, os pesquisadores serão treinados quanto aos cuidados no manuseio dos prontuários e mantendo sigilo por questões éticas e de respeito aos voluntários das informações. Outro risco ao qual o participante pode estar exposto é o de cair durante a realização do TimedUpandGo. Para prevenir esse risco, a avaliação será realizada em um local seguro, estável e sem irregularidades. BENEFÍCIOS:Como benefício esta pesquisa traz a possibilidade de avaliar a força muscular e o risco de quedas em indivíduos idosos, ou seja, observar qual a correlação entre eles. As identificações desses fatores poderão nortear tanto os pesquisadores quanto os profissionais que atendem esses idosos, podendo utilizar os dados resultantes desta pesquisa para desenvolver ações integradas e multiprofissionais visando atuar diretamente nos aspectos relacionados ao risco de quedas e força muscular, incentivando assim, melhorar sua qualidade de vida e desenvolvimento social. Minha colaboração se fará de forma anônima, por meio de entrevista e coleta de dados. O acesso e a análise dos dados coletados serão realizados apenas pelos pesquisadores envolvidos. Os resultados gerais obtidos nesta pesquisa serão utilizados apenas para alcançar os objetivos propostos, incluindo a publicação dos resultados desta pesquisa em congresso científicos e em revistas cientificas especializada. Por este meio, AUTORIZO o uso dos meus dados neste Projeto de Pesquisa.

CONSENTIMENTO DA PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COMO VOLUNTÁRIO(A)

Eu,__________________________________________________, abaixo assinado, após a leitura (ou a escuta da leitura) deste documento e de ter tido a oportunidade de conversar e ter esclarecido as minhas dúvidas com o pesquisador responsável, concordo em participar deste estudo RELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS como voluntário(a). Fui devidamente informado(a) e esclarecido(a) pelos pesquisadores sobre a pesquisa, os procedimentos nela envolvidos, assim como os possíveis riscos e benefícios decorrentes de minha participação. Foi-me garantido que posso retirar o meu consentimento a


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qualquer momento, sem que isto leve a qualquer penalidade (ou interrupção de meu acompanhamento/assistência/tratamento) e que se houver necessidade, as despesas para a minha participação serão assumidas ou ressarcidas pelos pesquisadores.

Impressão Datiloscópica ________________________________________ Assinatura do Participante

____________________________ IsnandaTarciara da Silva

_____________________________ Samile Santana Santiago

(73) 99158-2718

(77) 99184-4110

isnanda@fainor.com.br

samile_santiago@hotmail.com

ENDEREÇO INSTITUCIONAL DOS PESQUISADORES: Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. Av. Luis Eduardo Magalhães, 1035 Candeias - Vitória da Conquista - BA CEP: 45000 - 000 Telefone: (77) 3161 – 1000

ENDEREÇO DO COMITÊ DE ÉTICA: Av. São Luiz, n° 31 – Núcleo de Pós-Graduação, Pesquisa Extensão 2º Andar. Vitória da Conquista - BA CEP: 45055-080 Telefone: (77) 3161-1071 E-mail: cep@fainor.com.br


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APÃ&#x160;NDICE B


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ANEXO A FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE COLEGIADO DE FISIOTERAPIA Projeto de pesquisa: RELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS Número do Questionário:_______ Nome do Entrevistador:________________ Entrevistado:_________________________________________________________ Endereço:_________________________________________Telefone:___________ I – ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS 1. Sexo do Entrevistado 1. Masculino 2. Feminino 2. Quantos anos o(a) Sr.(a) tem? ________ anos 998. N.S./N.R 3. O(a) Sr.(a) sabe ler e escrever? 1. Sim 2. Não (Vá para Q. 4 e marque N.A. na Q. 3a.) 8. N.S./N.R. 3a. Qual é sua escolaridade máxima completa? 1. Nenhuma 2. Primário 3. Ginásio ou 1º grau 4. 2º grau completo (científico, técnico ou equivalente) 5. Curso superior 7. N.A. 8. N.S./N.R. 4. Atualmente qual é o seu estado conjugal? Entrevistador: Marque apenas uma alternativa 1. Casado/morando junto 2. Viúvo (a) (Vá para Q. 5 e marque N.A. na Q. 4a.) 3. Divorciado(a) / separado (a) (Vá para Q. 5 e marque N.A. na Q. 4a.) 4. Nunca casou (Vá para Q. 5 e marque N.A. na Q. 4a.) 8. N.S./N.R. 4a. Há quanto tempo o(a) Sr.(a) está casado(a)/morando junto?


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Entrevistador: A pergunta se refere ao casamento atual __________ (número de anos) 97. N.A. 98. N.S./N.R 5. Quantas pessoas vivem com o(a) Sr.(a) nesta casa? ________ pessoas 00. Entrevistado(a) mora só. (Vá para Q. 6 e marque N.A. na Q. 5a.) 98. N.S./N.R. 5a. Quem são essas pessoas? Entrevistador: Para cada categoria de pessoas indicada pelo entrevistado marque a resposta SIM. SIM NÃO NA NS/NR 1. Esposo(a) / companheiro(a) 1 2 7 8 2. Pais 1 2 7 8 3. Filhos 1 2 7 8 4. Filhas 1 2 7 8 5. Irmãos/irmãs 1 2 7 8 6. Netos(as) 1 2 7 8 7. Outros parentes 1 2 7 8 8. Amigos 1 2 7 8 9. Empregado(a) 1 2 7 8

6. Que tipo de trabalho (ocupação) o(a) Sr.(a) teve durante a maior parte de sua vida? Entrevistador: Anote o tipo de trabalho ............................................... 01. Nunca trabalhou (Vá para Q. 7 e marque N.A. na Q. 6a.) 02. Dona de casa (Vá para Q. 7 e marque N.A. na Q. 6a.) 98. N.S./N.R. 6a. Por quanto tempo? Número de anos:................ 97. N.A. 98. N.S./N.R. 7. Em média, qual é a sua renda mensal? Entrevistador: Caso haja mais de uma fonte, anote a soma destes valores. (Atenção: valor líquido) _____________ Rendimento mensal 80008. N.S./N.R.


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II – AVALIAÇÃO COGNITIVA Neste estudo estamos investigando como o(a) Sr(a) se sente a respeito de alguns problemas de saúde. Gostaríamos de começar com algumas perguntas sobre sua memória. 1. Como o(a) Sr(a) avalia sua memória atualmente? (leia as opções) (1) Excelente (2) Muito boa(3) Boa (4) Regular (5) Má (8) NS

(9) NR

2. Comparando com um ano atrás, o(a) Sr.(a) diria que agora sua memória é melhor, igual ou pior? (1) Melhor(2) Igual (3) Pior (8) NS (9) NR 3. Por favor, me diga a data de hoje (Pergunte mês, dia, ano, e dia da semana. Anote um ponto em cada resposta correta). Códigos: Correto Segunda feira 01 Mês |___|___| ( ) Terça feira 02 Dia do mês |___|___| ( ) Quarta feira03 Ano |___|___|___|___| ( ) Quinta feira04 Dia da semana|___|___| ( ) Sexta feira 05 Total( ) Sábado 06 Domingo 07 4. Agora vou lhe dar o nome de três objetos. Quando eu terminar lhe pedirei que repita em voz alta todas as palavras que puder lembrar, em qualquer ordem. Guarde quais são porque vou voltar a perguntar mais adiante. O Sr(a) tem alguma pergunta? (Leia os nomes dos objetos devagar e de forma clara somente uma vez e anote). Se o entrevistado não acertar as três palavras: 1) repita todos os objetos até que o entrevistado os aprenda, máximo de repetições: 5 vezes; 2) anote o número de repetições que teve que fazer; 3) nunca corrija a primeira parte; 4) anota-se um ponto por cada objeto lembrado e zero para os não lembrados ÁRVORE ( MESA ( CACHORRO ( Total: (

) ) ) )

(1) Lembrou (0) Não lembrou NÚMERO DE REPETIÇÕES: ___

5. "Agora peço-lhe que me diga quantos são 30 menos 3 e depois ao número encontrado volta a tirar 3 e repete assim até eu lhe dizer para parar". (1 ponto por cada resposta


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correta. Se der uma errada, mas depois continuar a subtrair bem, consideram-se as seguintes como corretas. Parar ao fim de 5 respostas) 27_ 24_ 21 _ 18_ 15_ Total: ( ) 6. Vou lhe dar um papel e quando eu o entregar, apanhe o papel com sua mão direita, dobre-o na metade com as duas mãos e coloque-o sobre suas pernas (Passe o papel e anote 1 ponto para cada ação correta). Pega o papel com a mão direita ( ) Ação correta: 1 ponto Dobra na metade com as duas mãos ( ) Ação incorreta: 0 Coloca o papel sobre as pernas ( ) Total:( ) 7. Há alguns minutos li uma série de 3 palavras e o Sr.(a) repetiu as palavras que lembrou. "Veja se consegue dizer as três palavras que pedi há pouco para decorar". (1 ponto por cada resposta correta). ÁRVORE ( ) MESA ( ) CACHORRO ( ) Total: ( )

Lembrou- 1 Não lembrou-0

8. Por favor, copie este desenho. Entregue ao entrevistado o desenho com os círculos que se cruzam. A ação está correta se os círculos não se cruzam mais do que a metade. Anote um ponto se o desenho estiver correto.

Correto: ( )

Total:

( )


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III – Medical Research Council MEMBROS SUPERIORES Abdução de ombro Flexão de cotovelo Extensão de punho

DIREITO

ESQUERDO

MEMBROS INFERIORES Flexão de quadril Extensão de joelho Dorsiflexão de tornozelo

DIREITO

ESQUERDO

Total: __________ Classificação do MRC: ____________________________

IV – TIMED UP AND GO 1ª Tentativa: ________________ 2ª Tentativa: ________________ 3ª Tentativa: ________________ Classificação do TUG:______________________________

Obrigada pela participação!


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ANEXO B


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Samile Santana Santiago  

Monografia FAINOR

Samile Santana Santiago  

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