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As alíquotas do ICMS são variáveis dentro do território nacional, fixadas de forma independente de acordo as legislações Estaduais e Distrito Federal, além de tornar uma espécie de incentivo para empresas, torna-se também uma competição entre os estados no recolhimento deste imposto. As alíquotas são definidas pelo Senado Federal conforme Art. 155 § 2º inciso IV e V da Constituição Federal de 88 na qual estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações, interestaduais e de exportação. E fica facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros; b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros; VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do disposto no inciso XII, g, as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais; (BRASIL, 2018)

No contexto apresentado, entende-se que o Senado Federal é o órgão responsável por estabelecer as alíquotas mínimas em operações internas e alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflitos que envolva interesses de Estados, estas alíquotas são bastante questionadas, por isso, veremos mais a frente o papel do DIFAL como forma de minimizar estes impactos no recolhimento do imposto em cada estado. Não cumulatividade O Princípio da não cumulatividade é uns das características mais relevantes do ICMS, pois seus efeitos ultrapassam os limites dos estados, em decorrência de que o imposto acompanham a mercadoria ou serviço até o consumidor final. A não cumulatividade foi um dos motivos para criação do ICMS, haja em vista que a cumutatividade do antigo imposto extrapolava a capacidade do contribuinte, conforme exporto por Sabbag,(2009), O ICMS será não-cumulativo, compensandose o que for devido em cada operação relativa a circulação de mercadorias e prestações de serviços de transporte interestadual ou intermunicipal e do serviço de comunicação com o montante cobrado nas operações anteriores pelo mesmo ou por outro Estado.

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Natanael Guimarães Cordeiro  

Monografia FAINOR

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