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Administração Financeira, Seu Conhecimento e Importância: Uma visão sobre o prisma do gestor financeiro contábil. Danilo Ribeiro Rocha1

Resumo A sociedade vem sofrendo grandes mudanças, obrigando a adequação das instituições aos novos paradigmas que o capitalismo vem trazendo com a globalização, e para isso as organizações precisam sempre estabelecer conexões, maneiras para traduzir suas necessidades, onde o colaborador tem fundamental importância neste processo que envolve as finanças. É neste ambiente que o gestor financeiro contábil se destaca sendo generalista com uma visão sobre a instituição em um contexto operacional e estratégico. O planejamento financeiro tem que ter total seguridade, principalmente porque é o elemento que dará forma ao crescimento do organismo empresarial, sem deixar de destacar o papel do administrador, que demonstra seus conhecimentos em função desse estabelecimento de estratégias. Palavras-Chave: Administração Financeira . Colaborador . Contador . Finanças.

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Graduando do Curso de Ciências Contábeis da FAINOR – Faculdade Independente do Nordeste; Artigo apresentado como pré-requisito para obtenção do titulo de bacharel em ciências contábeis. Data do depósito: 22 de junho de 2009.


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1 Introdução

A administração financeira é um dos pontos mais importantes dentro da gama de conhecimentos assertivos que precisam ser aplicados ao se buscar verdades e paradigmas sobre a Administração geral e Contabilidade geral.

Podem-se definir a gestão das finanças, como a arte de administrar ou gerir fundos, a mola mestra e pedra angular do sistema empresarial. Praticamente todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem.

Faz-se necessário que também seja estruturado um estudo sobre análise de balanços que está intrínseco em uma gestão financeira, haja vista que o gestor contábil deve estar preparado para lidar com todas as necessidades empresariais.

A estrutura organizacional tende a crescer, ou mesmo a não se desenvolver de forma coerente se o profissional atuante na área de planejamento financeiro seja divergente ou omisso em pontos importantes dentro da gestão financeira.

Medeiros e Hernandes (1999, p. 48) apontam que existe uma busca incessante de novos conhecimentos pelo gestor contábil, e, por conta disso há a observação e interesse por novas descobertas tecnológicas que favorecem e determinam o sucesso do profissional. Um profissional em suas atribuições precisa de aparato tecnológico, bem como estar cercado de outros bons profissionais no seu auxílio. Essa busca faz-se necessária, pois o campo das finanças é relativamente complexo e sofre constantes mudanças em resposta a modificações das condições econômicas.

A função de gestão financeira geralmente é associada a um alto executivo da empresa, denominado freqüentemente diretor financeiro ou vice-presidente de finanças. O vice-presidente de finanças coordena as atividades do tesoureiro e do controlador. A tesouraria responsabiliza-se pela gestão do caixa e da área de crédito da empresa, por seu planejamento financeiro, e pelos gastos de investimento. Numa


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empresa menor, o tesoureiro e o controlador talvez sejam a mesma pessoa, não se encontrando dois departamentos distintos.

Segundo Cielo e Cielo (2007, p. 149) a administração financeira trata-se dos construtos relacionados a ações e procedimentos em que vise o controle das atividades financeiras, visando maximizar os resultados.

O que vem a ser corroborado por Martins (2000, p. 30) ao dizer que na Administração Financeira o controle é que maximiza e valoriza resultados, de maneira própria ao crescimento do organismo.

Isso nos permite entender que a administração é multifacetada, principalmente se vista pelo ponto de vista do cerceamento das possíveis manifestações negativas ao organismo empresarial. Dessa forma fica evidente também que o controle é de vital importância, pela previsibilidade que possa ter em trabalhar com finanças, um dos maiores sistemas instáveis.

Para isso, Cielo e Cielo dizem que não é necessário que haja somente um profissional de gestão financeira.

A gestão financeira não é função exclusiva do gestor da área financeira, mas de todos os gestores das diversas áreas de responsabilidade. Sob este enfoque, o estudo da gestão financeira entre os profissionais de contábeis tem ganhado espaço a partir do novo perfil delineado para este profissional que o transforma em assessor, gestor e empreendedor. (CIELO & CIELO, 2007, p. 156)

O entendimento desse cenário é verificado de forma a concretizar, então, a importância desse profissional de Contabilidade, que alia seus conhecimentos aos dos outros envolvidos no processo, confrontando recursos com necessidades e possibilidades.


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2 Metodologia

A informação age de forma intensa em nossas vidas. O mundo se transforma em uma economia globalizada e interdependente onde observamos grandes fluxos de informação. O processo administrativo que se baseia em informações consiste em: planejamento, liderança, controle e melhoria contínua. Sendo o planejamento usado para desenvolver os objetivos e converter os mesmos em planos de ação. Segundo (GITMAN, 1997, p.10), a dimensão e a importância da função da Administração Financeira dependem também do tamanho da empresa, onde o campo de finanças está estreitamente ligado ao da economia.

A fundamentação bibliográfica deste trabalho conduz-nos a análise concreta e relevante da direção administrativa e financeira, a respeito da gerência de pontos estratégicos de informação nas mesmas, visando permitir o desenvolvimento desse diagnóstico no dia–a–dia. Considerando os critérios administrativos de lucro/custo, análise de fluxo e planejamento financeiro.

A seqüência de trabalho que fora adotada tem por finalidade fazer um aporte bibliográfico, ao que concerne uma revisão teórica sobre a construção do processo de Administração Financeira, que reverte à empresa com o limiar do conhecimento técnico. Estas são hipóteses de trabalho. Com efeito, este método de analise esta se tornando tradicional nas ciências (administração, economia, política...). Quando algo não se verifica, não é que a hipótese esteja errada, presume-se que certos pressupostos não estavam corretos, ou que outros ainda não haviam sido especificados concernentemente (NETO, 2001, p.47).

Visto que nas postulações de Gitman, Cielo e Cielo, como também no conjunto de estudos de Grossklags a relevância maior da administração financeira circunda o rol de elementos que precisam estar em harmonia para que se concretize o ritmo correto da formatação primeva dessa gestão contábil. A pesquisa exploratória de caráter bibliográfico se fundamentou no estudo sistemático desses autores supracitados, além de constar o enfoque de outros


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estudiosos sobre a administração financeira, o que tornou o potencial deste trabalho maior.

A pesquisa exploratória tratou de se posicionar de maneira mais centrada na experiência do tema aplicado no coletivo ou no social, seguindo diretrizes coerentes mas também hipotéticas, mas que nem por isso imprecisas, inaplicáveis ou mesmo necessariamente vagas.

3 Atuação do gestor contábil na Administração Financeira

O gestor contábil é imprescindível na organização, pois atua de forma ampla; no planejamento orçamentário, na análise de custo, preparação de informações gerenciais e controles. Uma área em especial é tratada com atenção pelo profissional, pois demanda a ele estar constantemente atualizado, é a área fiscal. Devido a confusa e elevada carga tributária é dever do gestor contábil estar em busca de soluções e alternativas, principalmente nas pequenas e médias empresas.

Para se trabalhar com Administração Financeira é necessário que se faça uma tríade de conceitos que estabelecidos funcionam e fundamentam a atividade monetária da empresa, seja ela qual for, pois o sistema capitalista prevê mesmos processos de progressão.

Segundo Grossklags Júnior existem três subconjuntos que viabilizam esse processo de gestão, sendo então estabelecidos da seguinte maneira:

1) O primeiro subconjunto, que é a base, inclui a principal atividade da empresa, o mercado e a concorrência, elementos que medem a capacidade da empresa de gerar receita. 2) O inclui as operações e o desempenho, elementos que medem a capacidade da empresa de criar valor para clientes e acionistas, respectivamente. 3) Finalmente, a ponta da pirâmide contempla a gestão, o elemento que avalia a qualidade da liderança da empresa (GROSSKLAGS

JÚNIOR, 2001, p. 26).


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Essa afirmação traduz o que antes fora descrito, pois para que haja então verdadeiro enfoque ao perfil administrativo das finanças existe determinada exatidão a ser programada e trabalhada, entre os que estão envolvidos no processo. Em relação ao ponto três ao gestor contábil cabe a capacidade de liderança em seu setor, liderar também é orientar com qualidade os subordinados e a administração.

Segundo Gitman (1997, p. 10) o ambiente dinâmico em que as empresas estão inseridas e as inter-relações existentes fazem com que seja imprescindível tomar decisões a todo o momento e de forma rápida, a fim de que não se percam oportunidades de investimento, formalizando um paralelo entre as diretrizes da pesquisa e os dados fundamentados na análise bibliográfica.

Tal área administrativa, possibilita o funcionamento de forma correta, sistêmica e sinérgica, passando o ritmo ou vida para os outros setores, sendo preciso circular constantemente, possibilitando a realização das atividades necessárias, objetivando o lucro, maximização dos investimentos, mas acima de tudo, o controle eficaz da entrada e saída de recursos financeiro podendo ser em forma de investimentos, empréstimos entre outros, mas sempre visionando a viabilidade dos negócios, que proporcionem não somente o crescimento mas o desenvolvimento e estabilização.

Trabalhar elementos que em essência não podem ser distintos do que é programado exige grande esforço por parte de quem executa tal função, e isso cada vez mais na atualidade vem sendo papel dos gestores, que aqui é visto pelo prisma do Contador, que está ocupando espaço de gestor das atividades empresariais, a partir das suas qualificações e lógico suas aptidões para o desenvolvimento dessa atividade, premente ao bom andamento dos negócios.

Através dos construtos de Antonik (2004, p. 36) a administração financeira também é fundamentada pela elaboração de estudos que concatenem estágios de desenvolvimento do que está sendo produzido ou comercializado. Ou seja, para que haja fomentação de progresso pela gestão ousa-se pensar que se trata de degraus que devem ser galgados de acordo as possibilidades, aliadas às condições.


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Inerente a isso, Antonik faz uma abordagem completa sobre a sustentabilidade financeira através do estudo de análise financeira. O ponto de equilíbrio no perfil de sustentabilidade também é discutido. Busca-se a estabilidade e avanço comercial e mercantil.

O sucesso de qualquer negócio é difícil de analisar, quando vistos rotineiramente são importantes ferramentas de orientação e controle. Esses demonstrativos relatam: a) os valores de competência de determinado período, (mês ou dia), ou seja, o faturamento real, (não os recebimentos); b) o custo da mercadoria vendida (CMV) em relação ao faturamento do mês; c) os custos fixos do mês, impostos relativos ao faturamento, comissões devidas; d) os resultados mensais obtidos, o lucro operacional e o lucro líquido, esse ultimo considerando as despesas com investimento e financeiras. Nesses demonstrativos, outro parâmetro importante é o ponto de equilíbrio, valor referente ao faturamento mínimo para cobrir os custos fixos e variáveis da empresa.( ANTONIK , 2004, p. 36)

No ponto de equilíbrio temos o lucro zero, o que passar dele é lucro, conseqüentemente o que faltar vira prejuízo. É o que a empresa precisa vender para cobrir os custos das mercadorias vendidas, os custos fixos (aquele que ocorre independente do ato produtivo) e variáveis (aqueles que ocorrem a medida que a produção se desenvolve. É importante também abordar sobre a margem de contribuição que é a diferença entre o preço de venda e o custo variável unitário do produto. O ponto de equilíbrio é calculado tomando os custos fixos sobre a margem de contribuição. O gestor contábil deve desde o planejamento empresarial estabelecer o quanto a empresa deve vender para ultrapassar o ponto de equilíbrio e ter lucro visando aumentar e sustentar o capital investido conforme percentual definido pela diretoria. Ele possibilita a empresa manter o equilíbrio em fluxo de ativos e passivos.

Por outro lado, entender que a Gestão está no cerne da questão é obrigatoriamente dizer que não existe progressão financeira sem antes haver intensificação das estratégias. O próprio Gitman (1997) define estratégias como meios para atingir os objetivos, assim como a determinação conceitual de Cielo e Cielo segue esse viés

A tomada de decisão dentro dos organismos empresariais não pode delimitar apenas aos dados contábeis, devendo interpretá-los e buscar explicações que,


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normalmente, transcendem a esfera da contabilidade, como flutuações econômicas e fatores que afetam a oferta e demanda na economia local, nacional ou internacional.

Esse aporte precisava ser referendado aqui, pois existe grande necessidade em configurar ao gestor contábil maior espaço dentre os profissionais que executam funções de Gestão, e assim, constituir maior respeitabilidade ao profissional que se disponha a desenvolver tais ações como diz:

Dessa forma, profissões que em virtude do advento da tecnologia corriam o risco de serem extintas [...] passaram a incorporar novos conhecimentos e ganharam uma roupagem moderna. Dentre estes novos atributos o conhecimento em gestão talvez tenha sido o maior ganho para a profissão. Passou-se de técnico para executivo e os domínios de gestão de pessoas foram incorporados passando em seqüência ao desenvolvimento de capacidades estratégicas gerenciais. (CIELO & CIELO, 2007, p. 152).

Gerir o comportamento administrativo das finanças não se trata de ação simples, ao contrário, pois existe o caráter funcional de cada atividade, e assim sendo, é preciso unilateralidade nos processos de gestão e planejamento empresarial, sobre a administração financeira.

Além disso, uma vez que as demonstrações financeiras simplesmente traduzem decisões e iniciativas para uma linguagem contábil, os analistas precisam evitar a armadilha comum de não ir além dos números. O Modelo de Análise Empresarial deve melhorar a capacidade do contador ou analista financeiro de interpretar os resultados de uma avaliação empresarial com exatidão.(

GROSSKLAGS JÚNIOR, 2001, p. 26). Claramente existe também a busca de foco para atuar, ou seja, verificar comportamento de mercado, da concorrência e previsão sobre as necessidades do cliente, que em suma é o maior dos fundamentos aos quais se pensa ao estabelecer estratégias de trabalho gestor.

Para ter êxito, um gestor financeiro precisa se envolver com as mudanças que ocorrem no mercado financeiro e adotar métodos que permitam um melhor planejamento num ambiente de crescente competitividade, lidando de forma eficiente com as mudanças que


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ocorrem dentro e fora dos limites das organizações. (CIELO & CIELO, 2007, p. 169).

O comportamento da economia global é altamente mutável e flexível tendo em vista que nada no campo comercial e financeiro possui paradigmas imutáveis, ou seja, o que gira é o capital, que oscila de acordo a uma série de fundamentos mercantis e comerciais de interesse dos investidores.

Em suma, a administração financeira é o ponto de partida para todas as atividades desenvolvidas dentro do ambiente empresarial, e para isso, o gestor contábil tem se destacado na administração dos negócios, evidenciando a multifuncionalidade desse profissional que no século XXI tem ganhado mais espaço e respeitabilidade no desenvolvimento das suas atividades.

3.1 Análises teóricas em Administração Financeira

A análise financeira avalia os resultados e possibilita a correção daquilo que não estava dentro do estabelecido pelo planejamento da empresa. A análise de balanço é feita para conhecer a real situação financeira de uma instituição e para fins gerenciais ou de financiamento, em função das variações patrimoniais. Nem sempre se vincula a normas legais e sim a seus próprios objetivos. Com base nela, fixa-se limite de crédito, valor de empréstimo a ser concedido, nega-se este ou se tomam decisões gerenciais. Se a escrita é irreal, falso é o resultado obtido. (FERRARI, 2004, p. 46).

Com o advento da informática, pode-se dispor de informações integradas rapidamente, recursos essenciais a gerência financeira. Ao profissional da organização é necessário fazer apontamentos relativos ao cenário econômico e suas prospecções embasadas no exame dos relatórios contábeis, indicações para a empresa tomar decisões corretas, em momento oportuno.

Para uma tomada de decisão deve-se estudar não apenas o passado, com base nos relatórios financeiros, mas utilizar técnicas para poder realizar também a análise


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prospectiva. Adequar os informativos a serem estudados na melhor forma, a fim de oferecer suporte necessário a tomada de decisão.

Segundo Brigham e Houston (1999, p.79) as demonstrações financeiras apresentam tanto a posição da empresa em um ponto no tempo como suas operações durante algum período passado. Entretanto, o valor real das demonstrações financeiras está no fato de que elas podem ser utilizadas para ajudar a prever os lucros e os dividendos futuros da empresa.

Uma das principais técnicas de análise é utilizando índices, com o desenvolvimento da ciência contábil criou-se índices-padrões e pesos que possibilita chegar-se a uma avaliação global da empresa analisada, principalmente para aqueles que não são técnicos em apreciação de balanços. Um índice apurado que fica abaixo do esperado é um sinal de alerta ao gestor contador. Não é importante ter muitos índices para apreciação, mas ter um conjunto que permita especificar a situação de determinado setor da empresa. Segundo Matarazzo (2003, p.149) a análise de empresas industriais, de serviços e comerciais através de índices tradicionais deve ter, no mínimo, 4, e não é preciso estender-se além de 11 índices.

A análise financeira tem como beneficiários os acionistas, dirigentes, bancos, fornecedores, clientes e outros.

Para Gitman (1997, p. 10) o ambiente dinâmico em que as empresas estão inseridas e as inter-relações existentes fazem com que seja imprescindível tomar decisões a todo o momento e de forma rápida, a fim de que não se percam oportunidades de investimento.

3.2 Fluxos de caixa

A gestão empresarial contábil conta com algumas ferramentas necessárias e definitivas para o bom andamento dos negócios, bem como para a expansão do


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mesmo. Assim, há a fundamentação dessas estratégias pela perspectiva estrutural embasa-se: As propostas para obtenção de vantagem competitiva, apesar das diferenças de ordem semântica, parecem caminhar para uma mesma direção: gestão estratégica de recursos humanos (Kamoche, 1996; Taylor, Beechler & Napier, 1996); gestão de competências (Prahalad & Hamel, 1990; Heene & Sanchez, 1997); gestão de desempenho (Edwards & Ewen, 1996); acumulação do saber (Arrègle, 1995; Wright et al., 1995); e gestão do capital intelectual (Stewart, 1998). Percebe-se nestas proposições a ênfase dada às pessoas como recurso determinante do sucesso organizacional. Em um ambiente dinâmico e turbulento, onde negócios mudam da noite para o dia e inovações tecnológicas se proliferam na forma de novos produtos e processos, a busca pela competitividade impõe às empresas a necessidade de contar com profissionais altamente capacitados aptos a fazer frente às ameaças e oportunidades do mercado. (BRANDÃO E GUIMARÃES, 2001, p. 16)

Nesse prisma é fundamental que se verifique ainda que os instrumentos de gestão não estejam somente atrelados ao fato de que desempenho, competitividade e recursos humanos, mas sim de maneira bastante ampliada verificar esses instrumentos (ferramentas) como princípios básicos de manutenção das estratégias de trabalho, como fluxo de caixa, gestão monetária e administração de recursos, pois com essa tríade de fundamentos estratégicos, pode-se enfim, construir a formatação generalista do perfil gestor, por meio de instrumentos ou ferramentas.

Assim a análise financeira possibilita meios para um a flexibilidade concernente às decisões de investimento que devem ser avaliadas sob o ponto de vista de seus retornos e riscos esperados e também sobre princípios éticos.

Para Gitman (1997, p. 68) as principais áreas de finanças podem ser relevantes às oportunidades de carreira; sendo o Serviço Financeiro vinculado às atividades múltiplas no setor de gestão, ou a Administração Financeira.

Serviço Financeiro é a área das finanças voltadas à concepção e à prestação de acessória, tanto quanto à entrega de produtos financeiros a indivíduos, empresas e governo. Já a Administração Financeira concerne as responsabilidades do administrador financeiro numa empresa, que vão ser analisadas sob aspectos ativos às finanças de todos os tipos de empresa, financeiras ou não, privadas ou públicas,


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etc, desempenhando atividades variadas como: orçamentos, previsões financeiras, administração do caixa, do crédito, análise de investimentos e captação de fundos dentre outros.

O fluxo de caixa está ligado ao fato de que os saldos finais de caixa no período 1 serão os Saldos Iniciais de Caixa no período 2, representados por dias, semanas ,meses, etc. Para planejar o Fluxo de Caixa, os Setores da empresa têm que elaborar os seus Orçamentos, fornecendo os dados ao Administrador Financeiro, ou seja:

• Orçamento de Produção – para empresas industriais; • Orçamento de Vendas, com prazos de recebimentos; • Orçamento de Custos e Despesas; • Orçamentos de Investimentos; • Orçamentos de Pagamento de Passivos.

O Planejamento Financeiro requer que a alta Administração da empresa se comprometa com o mesmo, e que os Sistemas existentes permitam o acompanhamento do Planejamento Financeiro – Orçado x Realizado.

Seguindo essa linha ainda podemos trabalhar com Custos e Lucros, onde os Custos Operacionais das empresas originam os principais itens de Desembolso no Fluxo de Caixa. Onde custo é a despesa associada à operação da empresa, todavia abaixo é feita uma consolidação desse postulado a partir das análises feitas pelo autor. •

Custo Industrial: Despesas com Matérias - Primas, Salários e Encargos diretamente ligados à produção.

Custo Comercial: Despesas com a Compra de Mercadorias para revenda, Frete e Impostos sobre estas compras.

Custo de Serviços: Despesas com Salários e Encargos diretamente associados ao objetivo da empresa, e outros pelos padrões tradicionais; e Lucro se enquadra na diferença entre as Receitas e os Custos. Sem o Lucro, dificilmente a empresa se mantém no Mercado onde atua.


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Conceito Atual: Como objetivo da empresa, o Lucro pode ser obtido independentemente dos valores financeiros tradicionais. Exemplos: uma ONG serve à Comunidade, mesmo que as Receitas sejam inferiores às Despesas; as Empresas que têm Prejuízos tradicionais, mas que respeitam o meio – ambiente têm uma Lucratividade não medida pelos padrões tradicionais.

Como nos fala Gitman (1997, p. 109) o que por síntese concede o aumento na administração do fluxo de caixa, onde após o seu Planejamento, implica na verificação dos Saldos de Caixas futuros, e na tomada de decisão sobre os Déficits ou Excessos de Caixa. Na hipótese de déficits de Caixa, obter Recursos internamente ou externamente à empresa, ou a combinação de ambos, englobando uma série de pré-requisitos que oscilam de acordo ao déficit, o que logo abaixo fica especificado de acordo ao exame minucioso desse estudo sobre administração financeira. •

Obtenção de Recursos Internos

Venda de Ativos Imobilizados: Máquinas e equipamentos que podem ser descartados, sem comprometer a operação da empresa;

Aporte de Recursos dos Sócios / Acionistas: Aumentando o Capital da empresa, obtendo assim Recursos para fazer face aos Desembolsos. • Obtenção de Recursos Externos • Empréstimos Bancários ou Factoring: Obter Recursos junto a estas instituições, sempre às menores Taxas possíveis do Mercado Financeiro. • Ingresso de novos Sócios / Acionistas: Através de um aumento de Capital. • Combinação de Recursos Internos e Externos: Desconto de Títulos, mesmo pagando Taxas Bancárias, reduzindo o Lucro Operacional, mas realizando Recebimentos de Caixa no tempo necessário. Na hipótese de Excesso de Caixa, aplicar estas sobras eficientemente, como exemplo: • Mercado Financeiro: seja em Poupança, Fundos de Curto Prazo e outros, às maiores Taxas possíveis do Mercado; • Compra de Matérias-Primas / Mercadorias: Negociar com Fornecedores, visando menores Preços Unitários de Compra, com maiores quantidades, e gerando mais Saldo de Caixa.


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• Investimentos: Adquirindo Máquinas e Equipamentos ou novas Tecnologias, aumentando a Produtividade, porém sem aumentar os Custos Operacionais.

Nos últimos anos, as organizações, cada vez mais conscientes de que seu sucesso será determinado pelas habilidades, aptidões, talentos e experiências de seus empregados, passaram a atribuir maior relevância à gestão estratégica de recursos humanos, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de competências profissionais, visto que em atividades como definição de fluxo de caixa, o conhecimento técnico/teórico tem vital importância.

O conhecimento pode ser descrito como uma espécie superior de informação e seu gerenciamento, como processo de captura, distribuição e garantia de uso efetivo, como se fosse um processo para facilitar o fluxo de informação, conhecimento e aprendizado.

(ANGELONI, 2002, p. 158).

3.3 Planejamentos institucionais

A gestão monetária se encarrega de através do gestor contábil verificar quais possibilidades de aplicação financeira, assim como concentrar esforços para concretizar todos os níveis da expansão da organização, pois é nesse sentido que o mercado capitalista traz os seus recursos e vieses de trabalho.

O propósito fundamental do planejamento financeiro através da gestão monetária deve ser o de dar vida à estratégia da organização. Mesmo assim, muitas empresas ainda geram o seu planejamento como um número apenas, baseado nas variações cambiais ou baseado em um incremento sobre o ano anterior, com pouca ou nenhuma ligação com as definições estratégicas para o futuro da empresa

A previsão de entradas e saídas de recursos monetários, por um determinado período deve ser feita com base nos dados levantados nas projeções econômico-


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financeiras atuais da empresa, levando, porém em consideração a memória de dados que respaldará essa mesma previsão, fundamentando o planejamento orçamentário. O principal objetivo dessa previsão é fornecer informações para a tomada de decisões, tais como: prognosticar as necessidades de captação de recursos bem como prever os períodos em que haverá sobras ou necessidades de recursos; aplicar os excedentes de caixa nas alternativas mais rentáveis para a empresa sem comprometer a liquidez objetivada nesse planejamento.

Notoriamente há uma inter-relação entre ambos os instrumentos, pois de maneira global, para se administrar uma organização é imprescindível que se tenha à mão, o poder em estabilizar gastos, através da gestão monetária, tenha-se controle dos recursos financeiros que entram e que saem constantemente através do fluxo de caixa, e não menos importante a administração dos recursos, que aqui se vislumbra pelo viés do RH (recursos humanos), tão fundamental num organismo empresarial quanto o próprio dinheiro.

4 Considerações Finais

O estudo feito para a construção deste artigo cientifico trouxe importantes conceitos para mim sobre o perfil do gestor de uma maneira geral, mas principalmente em se tratando do contador, fundamental na execução das ações de trabalho, como também na estruturação do plantel que atua significativamente no desenvolver de metas à administração financeira.

Foi de grande relevância estabelecer através deste estudo um paralelo preponderante no que concerne a formação de bons profissionais e a manutenção dos mesmos por parte das organizações, uma vez que o profissional não pode estar alheio à cerca do mundo e suas alterações exigindo que tenha ações pró-ativas, como as citadas, e que desenvolva competências e habilidade necessária para atender essa nova demanda de profissional.


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Pôde-se aqui instituir importantes discussões diretivas aos profissionais atuantes na área de Gestão Financeira, pois vincula de forma objetiva todos os profissionais, sejam eles administradores ou gestores contábeis. Para o acadêmico a realização de tal atividade constitui grande afluência no que diz respeito o configurar de diretrizes a serem buscadas na formatação do perfil de atuação no mercado.

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Financial Management, Knowledge and Its Significance: An insight into the perspective of financial accounting manager.

Abstract The company has undergone major changes, forcing the adequacy of institutions to new paradigms that capitalism has brought with globalization, and that organizations need to always establish connections, ways to translate their needs, where the employee has fundamental importance in this process involving finance. It is in this environment that the manager carrying out financial and general practitioner with a vision of the institution in a strategic and operational context. The financial planning has to have total security, mainly because it is the element that will shape the growth of the body corporate, while highlighting the role of administrator, who reveal their knowledge according to the establishment of strategies. Key Words: Board of directors Finacial . Collaborated . Accounting . Finance.

5 Referências Bibliográficas

ANGELONI, Maria T. Organizações do conhecimento. São Paulo: Saraiva, 2002. ANTONIK, Luís Roberto. A administração financeira das pequenas e médias empresas. Revista FAE Business, n°08. São Paulo: 2004. BARROS, Aidil Jesus da Silva. Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo: Makron Books, 2000.


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