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A importância do fluxo de caixa para a saúde financeira das pequenas empresas – estudo de caso em uma empresa do segmento de informática Maria de Fátima dos Santos Rocha1

Resumo O fluxo de caixa é de fundamental importância e indispensável para manter uma gestão financeira eficiente, tendo como objetivo apresentar com antecedência à situação financeira futura da empresa, possibilitando aos administradores tomar decisões que aperfeiçoem os resultados desta. A importância de uma gestão financeira eficiente nas pequenas empresas, por meio do fluxo de caixa se faz necessária na medida em que garante estabilidade e crescimento das mesmas em um mercado altamente competitivo e exigente, como o atual. O planejamento e controle de todas as atividades operacionais da empresa são necessários, pois o mesmo proporciona eficiência na gestão financeira. Para validação desta pesquisa realizouse uma entrevista na empresa objeto de estudo, na qual reafirma a importância e a necessidade do fluxo de caixa na gestão financeira e para as tomadas de decisões. Este artigo demonstra a importância desta ferramenta para a saúde financeira das empresas. Para a pesquisa, foi utilizado um levantamento bibliográfico por meio de livros e revistas, e posteriormente um estudo de caso em uma empresa do segmento de informática. Palavras-chave: Gestão Financeira. Fluxo de Caixa. Planejamento. Controle.

1 Introdução

Em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, a exigência por maior eficiência na gestão dos recursos financeiros instigam as empresas a buscarem melhoria e eficiência na aplicação de seus recursos; com isso torna-se necessário o uso do fluxo de caixa, ferramenta indispensável à sobrevivência e continuidade das mesmas no mercado.

O fluxo de caixa é o controle de todas as entradas e saídas de dinheiro da organização, ele permite a empresa saber a quantidade de capital necessário para honrar seus compromissos diários, bem como alocar de forma segura os recursos para suprimento de caixa ou investimentos. Conforme Zdanowicz (2004, p.19) “o fluxo de caixa é o instrumento que

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Graduanda do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste – Fainor, Vitória da Conquista, Bahia. Artigo apresentado como pré-requisito para obtenção do título de Bacharela em Ciências Contábeis. Data do depósito: 17 de dezembro de 2008.


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permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de sua empresa para determinado período”.

Por meio desta ferramenta pode-se planejar o futuro dos recursos financeiros, organizando e controlando-os, a fim de evitar situações prejudiciais a organização; como insuficiência de caixa, interrupção nas entregas de produtos, entre outros tantos, que acabam causando uma série de descontinuidades nas operações, levando muitas empresas à falência.

Conforme Raza (2006, p.14) as pequenas empresas são administradas pelos seus proprietários, que geralmente, não tem formação administrativa na área de gestão, como conseqüência não tem um controle financeiro efetivo. Para essas organizações sobreviverem e se manterem em um mercado cada vez mais competitivo, é necessário que o administrador tome suas decisões fundamentadas em informações precisas e atualizadas, principalmente as informações financeiras.

Buscando responder de que forma o controle financeiro através do fluxo de caixa poderá contribuir para a saúde financeira de uma empresa, evidencia-se neste estudo, a necessidade deste instrumento no planejamento e controle dos recursos financeiros, a fim de fornecer ao gestor as informações necessárias para tomada de decisões.

Este artigo objetiva ainda, demonstrar a importância da gestão financeira para o processo de tomada de decisão e saúde financeira das empresas. Evidenciando quão importante e necessário se faz o controle dos recursos por meio do fluxo de caixa, pois é através dele que se mantém o controle financeiro de uma determinada organização, uma vez que, ele controla todas as entradas e saídas de recursos financeiros, fazendo antecipadamente um orçamento das contas tanto a pagar como a receber, posteriormente confrontando com o realizado para verificar o seu andamento.

Sem este instrumento a empresa se torna vulnerável ao imprevisto, podendo vir a recorrer a empréstimos bancários, desconto de duplicatas, e outros meios necessários para se manter ativa. Portanto, esta ferramenta visa manter a empresa em boa saúde financeira. No estudo,


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foram levantados os conceitos teóricos, através de referências bibliográficas, foi ainda, observado e registrado o funcionamento do fluxo de caixa de uma empresa.

Assim, o estudo evidencia a importância desse Fluxo de Caixa e como este instrumento pode mudar uma organização, levando-a a padrões mais elevados de gestão financeira. Para validar a pesquisa, foi feito um estudo de caso numa organização do segmento de informática, e ali demonstrando os efeitos da implantação do sistema de fluxo de caixa.

2 Metodologia

Para o desenvolvimento desta pesquisa foram levantados conceitos teóricos através de pesquisa bibliográfica, bem como a apresentação de uma fonte, por meio do estudo de caso para validar os conceitos apresentados.

A pesquisa bibliográfica realizou-se a partir do levantamento de referências teóricas analisadas e divulgadas, como livros e revistas sobre o conceito, os objetivos, a administração, a importância e o método de elaboração do fluxo de caixa, bem como a importância do planejamento e controle do mesmo.

No estudo de caso, foi feita uma investigação dentro de uma empresa do ramo de informática, buscando apresentar de forma prática o uso do fluxo de caixa e quais as conseqüências da implantação desta ferramenta. Segundo Brenner e Jesus (2007, p. 19) “o estudo de caso é a realização de uma pesquisa empírica sobre um fenômeno em seu contexto real [...]”

Na coleta dos dados foi utilizada a observação direta intensiva (observação e entrevista). Para Marconi e Lakatos (2003, p. 190) “a observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade.” Essa observação se deu de forma planejada a fim de registrar os fatos observados, ou seja, observando e anotando como funciona o fluxo de caixa da empresa, de forma a validar esta pesquisa.


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A entrevista realizou-se de forma estruturada, ou seja, seguiu um roteiro de perguntas préelaboradas. Foram feitas perguntas desde a implantação do fluxo de caixa até os resultados apresentados pelo mesmo.

3 Referencial Teórico

3.1 Conceito de Fluxo de Caixa

De acordo com Zdanowicz (2004, p. 19) para uma empresa sobreviver, é necessário que ela tenha uma eficiente gestão financeira. Assim, para que haja essa gestão é necessário um instrumento que controle todas as entradas e saídas de recursos de uma empresa, de forma a projetar um futuro e subsidiá-la na tomada de decisão.

Segundo Rosa e Silva (2002, p. 85)

A gestão financeira, para ser eficaz, precisa estar sustentada e orientada por um planejamento de suas disponibilidades. Para isso o gestor precisa de instrumentos confiáveis que o auxiliem a otimizar os rendimentos dos excessos de caixa ou a estimar as necessidades futuras de financiamentos, para que possa tomar decisões certas e oportunas. A sobrevivência e o crescimento da empresa são conseqüências de um planejamento que envolve volume de vendas com margens de lucros que remunerem de forma satisfatória o capital investido e um plano de recebimentos e pagamentos intercalados com boa margem de segurança do primeiro para o segundo, garantindo assim a viabilidade e a permanência da empresa no mercado.

O fluxo de caixa, ferramenta desta gestão, além de controlar a entrada e saída de dinheiro, conhece e adota efetivamente medidas acerca de problemas de caixa. Um bom fluxo evidencia as áreas que estão absorvendo mais dinheiro do que deveriam, permitindo medidas que enxuguem custos e aumentem lucros; aponta as inadimplências; e oferece uma visão real dos problemas com vendas e receita.


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Conforme Santos (2001, p. 57) “o fluxo de caixa é um instrumento de planejamento financeiro que tem por objetivo fornecer estimativas da situação de caixa da empresa em determinado período de tempo à frente”. Portanto, é uma ferramenta de planejamento que projeta o futuro financeiro das empresas dando estabilidade no mercado.

Permite determinar qual o volume de dinheiro precisa estar no caixa para que a empresa possa bancar suas despesas do dia-a-dia, evitando assim a falta de caixa que pode gerar dívidas com empréstimos e o excesso de caixa, um saldo de caixa muito alto que poderia estar aplicado em outros investimentos.

3.2 Objetivos do Fluxo de Caixa

Do ponto de vista de Zdanowicz (2004, p. 23-24) o fluxo de caixa tem como objetivo principal, a projeção das entradas e saídas de recursos financeiros de um período determinado, apontando as necessidades de captação ou aplicação desses recursos. Tem ainda outros objetivos, tais como: ajustar o levantamento de recursos financeiros necessários para operacionalização e transação econômico-financeiras da empresa; aplicar da melhor forma os recursos financeiros disponíveis na empresa; planejar e controlar os recursos financeiros; honrar os compromissos no vencimento; equilibrar as entradas e saídas de caixa; buscar as melhores fontes de créditos; evitar gastos altos em período de baixo dinheiro em caixa; controlar os saldos de caixa e dos valores a receber; e coordenar os recursos alocados.

Para Santos (2001, p. 57-58) a principal finalidade é informar a capacidade que a empresa tem para liquidar suas dívidas a curto e longo prazo. Apresenta também outros objetivos como: • Projetar a contratação de empréstimos e financiamentos, pois a empresa necessita saber antecipadamente quando e quanto vai necessitar de recursos de terceiros; • Maximizar o ganho das aplicações das sobras de caixa, fazendo aplicações de longo prazo com taxas de juros mais altas;


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• Analisar o impacto financeiro de variações de custos, pois a empresa pode verse obrigada a não repassar aumentos de custos, assumindo as perdas para não perder mercado; • Analisar o impacto financeiro de aumento das vendas, pois a empresa deverá fazer a melhor destinação dos excessos de caixa gerados pelo aumento de preços ou de quantidades.

Os autores apresentam semelhanças em relação a como se planejar os recursos financeiros; buscando saber antecipadamente a necessidade da organização, como organizar as aplicações das sobras de caixa, procurando sempre as melhores alternativas, e ainda salientando que, os pagamentos devem ser feitos no vencimento.

O fluxo de caixa assim, nada mais é que a representação dinâmica da situação financeira da empresa, tendo como objetivo oferecer uma visão das atividades desenvolvidas e das operações financeiras realizadas diariamente, além de aperfeiçoar as aplicações de recursos próprios e de terceiros nas atividades mais rentáveis.

Ele detecta se o saldo final de caixa, obtido pela soma do saldo inicial com as entradas menos as saídas, de um determinado período proporcionará sobras ou faltas de recursos financeiros na empresa. Havendo excedentes consentirá ao administrador financeiro analisar a melhor forma de aplicação desse recurso, havendo faltas possibilitará captar nas fontes menos onerosas do mercado.

Na visão de Zdanowicz (2004, p. 35) “O fluxo de caixa é um instrumento útil ao processo de tomada de decisão, ou seja, através de prévias análises econômico-financeiras e patrimoniais, obtêm-se as condições necessárias para definir as decisões corretas.”

Assim, para que uma empresa possa ter uma boa saúde financeira é necessário que o gestor conheça a sua situação. Com isso o caixa necessita ser planejado e controlado diariamente, visto que os relatórios contábeis não demonstram o mesmo de forma real e instantânea, ou seja, suas informações sobre o caixa em determinados momentos já estão defasadas.


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3.3 Administração do Fluxo de Caixa

Para Hoji (2003, p. 113) “o tesoureiro, que é o executivo responsável pela administração do caixa, deve ter uma visão integrada do fluxo de caixa de sua empresa e interagir preventivamente junto a áreas geradoras de recebimentos e pagamentos.”

A gestão do caixa é necessária devido às incertezas das movimentações financeiras de recebimentos e pagamentos, por isso uma das suas finalidades é manter um saldo de caixa adequado para operacionalidade da empresa, a fim de não comprometer a continuidade da mesma. Assim deve-se planejar com maior eficácia o crescimento das atividades e resolver ocasionais oscilações do caixa.

O administrador financeiro deve planejar o ciclo do fluxo de caixa com precisão para não vir a ter que fazer empréstimos ou vendas dos ativos, a fim de obter caixa para saldar suas dívidas e manter suas operações. Caso contrário, terá que endividar e até ir à falência.

Segundo Brigham e Houston (1999, p.564)

[...] Assim, o objetivo do tesoureiro é de minimizar a quantia que a empresa precisa manter em caixa para utilizar na condução de suas atividades de negócios normais e, ao mesmo tempo, dispor de caixa suficiente para (1) obter descontos em pagamentos, (2) manter seu próprio crédito e (3) atender a necessidades inesperadas [...]

3.4 Importância do Fluxo de Caixa

Tal como o lucro, o fluxo de caixa é de extrema importância para a organização, uma vez que mantém a empresa funcionando adequadamente. Ele está relacionado com o lucro líquido, pois é o dinheiro que entra no caixa por meios das vendas e o que sai do caixa para pagamento dos custos e despesas. Na opinião de Hoji (2003, p. 113) “a administração eficiente do caixa (disponibilidades) contribui significativamente para a maximização do lucro das empresas.”


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Do ponto de vista de Longenecker, Moore e Petty (1997, p. 562)

[...] é imperativo que as pequenas empresas administrem seus fluxos de caixa tão cautelosamente quanto elas administram receitas, despesas e lucros. Do contrário, elas poderão tornar-se insolventes apesar de apresentar belos lucros no papel.

Para que o fluxo de caixa possa alcançar resultados é necessário que todos os setores envolvidos estejam comprometidos no processo, aperfeiçoando o desempenho da empresa.

3.5 A Importância do planejamento e controle do Fluxo de Caixa

O processo de planejamento é necessário para a projeção do fluxo de caixa, que deverá ser controlado com freqüência para detectar as falhas e os problemas imprevistos. Esse planejamento consiste numa estimativa da evolução dos saldos de caixa, devendo estar presente em todas as empresas, especialmente naquelas que apresentam dificuldades financeiras. A informação da evolução dos saldos de caixa é essencial para a tomada de decisões.

É utilizado ainda, para manter o sistema de informações das futuras entradas e saídas de caixa na empresa. Podendo ser de curtos ou longos períodos, a depender do tamanho e ramo de atividade da empresa, bem como de suas finalidades. Através dele o administrador financeiro poderá antecipadamente prevê as necessidades financeiras para honrar os compromissos em dia.

De acordo com Zdanowicz (2004, p.50)

A experiência tem comprovado que as dificuldades financeiras, especialmente as que embaraçam as micros e pequenas empresas, parecem decorrer das ausências do planejamento e do controle de suas atividades operacionais. Não se quer com isso afirmar que todos os fracassos possam ser evitados única e exclusivamente através de planejamento e controle financeiros, porém muitos os seriam com certeza.


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Deste modo, para a tomada de decisão é necessário que a empresa tenha um controle financeiro eficiente e uma participação constante de todas as áreas. Necessita que todas as necessidades financeiras sejam programadas e as fontes de recursos determinadas pelo administrador financeiro, para serem alocadas de forma segura.

Um bom planejamento financeiro é aquele que proporciona um autofinanciamento do seu ciclo operacional. Para isso, é necessário ter políticas adequadas estabelecidas pelo administrador financeiro, que deve conferir e avaliar os resultados das mesmas, fazendo correções e aplicando medidas saneadoras.

O administrador financeiro deverá controlar o desempenho dos planos orçado com o realizado mensalmente ou em períodos mais curtos, fazendo as revisões e atualizações necessárias. Estes controles se fazem necessários, pois detecta os pontos fortes e fracos e sugere correções, além de enfatizar todos os fatores que contribuíram para um bom ou mau desempenho do fluxo de caixa. Conforme Zdanowicz (2004, p. 178) “[...] o controle do fluxo de caixa permitirá que se tomem providências em tempo hábil, permitindo assim a escolha de alternativas mais viáveis à empresa [...]”

3.6 Método de elaboração do Fluxo de Caixa

Para elaborar um fluxo de caixa é necessário que se defina o prazo de cobertura, o período de informação, nível de detalhamento das entradas e saídas de caixa, nível de precisão, funções do fluxo de caixa, item diversos e dinâmica do prazo de cobertura. O fluxo de caixa importa dados financeiros das diversas áreas da empresa como setor de vendas, contas a receber, dentre outros.

Na opinião de Santos (2001, p. 65-66) os principais dados são as projeções de receitas de vendas, incluídas de acordo com o prazo de cobertura e previstas com base nas vendas físicas e nos preços; projeções de recebimentos da cobrança; projeções de desembolsos com compras e serviços; projeções de despesas com pessoal que são as despesas menos sujeitas a


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improbabilidades, pois a quantidade de pessoal é relativamente estável e o valor dos salários pode ser previsto; e as despesas financeiras correspondente aos pagamentos do principal e dos juros dos empréstimos e financiamentos consolidados.

O fluxo de caixa pode ser montado, através de planilhas de Excel, softwares de gestão financeira ou até manualmente. Varia de empresa para empresa, sendo assim poderá ser elaborado de modos diferentes. Seja qual for à forma, é importante ficar atento a alguns procedimentos, como, por exemplo, registrar separadamente as entradas e saídas previstas e efetivas, discriminando a origem das receitas e o destino das despesas. Deve fazer também a distinção das diversas formas de recebimento nas entradas de caixa.

4 Estudo de Caso

A empresa objeto de estudo é uma microempresa, situada na cidade de Vitória da Conquista – BA. Tem como ramo de atividade, a venda de equipamentos e a prestação de serviços de informática. Para coleta dos dados realizou-se uma entrevista com um dos proprietários, ao qual foram feitas algumas perguntas sobre o fluxo de caixa.

Verificou-se que na empresa existe um administrador financeiro com formação em engenharia e MBA em Gestão Empresarial. Esse administrador é o diretor administrativo, que possui conhecimentos sobre o sistema de fluxo de caixa. Ele acredita que a mesma é uma ferramenta essencial à boa gestão financeira, e que por meio dela possui meios para detectar com antecedência uma possível falta ou excesso de recursos financeiros.

Em 2005 a empresa passou a adotar o fluxo de caixa, com o objetivo de ter um controle financeiro. Esse controle foi implantado por sugestão de uma empresa de consultoria, e não por desejo dos proprietários acerca dos benefícios. Antes da implantação desta ferramenta a empresa funcionava de forma desorganizada, não tinha um planejamento e controle financeiro, as decisões eram tomadas de forma aleatória, como conseqüência quase entrou em


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falência. A empresa decidiu implantá-la para ter um acompanhamento da real situação e para prever com antecedência a situação financeira futura da mesma.

A empresa possui um controle periódico dos recebimentos e pagamentos, bem como dos estoques, que propicia a exata noção dos fluxos de entradas e saídas de recursos. Ela também realiza um planejamento mensal de receitas, custos e despesas (orçamento de caixa).

Através do software Money a empresa realiza o controle das entradas e saídas de recursos financeiros. Por meio deste programa são feitos todos os lançamentos das contas a pagar e a receber, bem como dos bancos e do próprio caixa, etc. O controle financeiro da empresa é feito de forma prudente, na qual antes de tomar uma decisão o administrador financeiro consulta o fluxo de caixa do Money.

A implantação desta ferramenta ocorreu através de uma consultoria externa, na qual teve como conseqüência, a melhoria da situação financeira da empresa e um planejamento e cumprimento dos orçamentos, reduzindo ao mínimo as situações de emergência.

Ao final, foi confirmado que na empresa existe um planejamento e um controle financeiro, onde as decisões são tomadas com base nas informações constantes do fluxo de caixa; esse controle garante estabilidade e crescimento para a mesma.

5 Considerações Finais

O fluxo de caixa é o instrumento que evidencia as operações financeiras que serão desempenhadas pela empresa, facilitando a análise e a decisão. Pode ser organizado de várias maneiras de acordo com as necessidades ou conveniências de cada empresa. Esta ferramenta auxilia o administrador a identificar os problemas futuros, podendo ficar prevenido de qual caminho percorrer para atingir os melhores resultados.


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Percebe-se uma consistência entre o estudo de caso e o referencial teórico, pois no estudo demonstrou-se o conhecimento e a utilização do fluxo de caixa, podendo prever os problemas financeiros e solucioná-los com antecedência. Conforme demonstrado no estudo de caso, para a sobrevivência de uma empresa, especialmente as de pequeno porte (objeto da pesquisa), é necessário uma eficaz gestão dos recursos financeiros, que se faz por meio de um planejamento e de um controle efetivo obtido com fluxo de caixa, de forma a propiciar uma tomada de decisão mais acertada.

Baseando-se nas informações coletadas na entrevista pode-se comprovar a importância deste instrumento no qual garante eficácia econômico-financeira. Por isso, quando todos os administradores fizerem uso deste importante e indispensável instrumento , garantirá estabilidade e crescimento das empresas no mercado e terá uma boa saúde financeira.

Vale salientar que, a implantação desta ferramenta é fácil e simples, pois é elaborada a partir das informações recebidas dos diversos departamentos da empresa, compreendendo todas as receitas e despesas e podendo ser feita até manualmente; entretanto, necessita do comprometimento de todos os setores envolvidos para o sucesso das empresas.

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The importance of the cash flow for the financial health of the small companies – case study in a company of the computer science segment

Abstract The cash flow is of basic importance and indispensable to keep efficient a financial management, having as objective to present with antecedence to the future financial situation of the company, making possible to the administrators to take decisions that improve the results. The importance of an efficient financial management in the small companies, trough the cash flow becomes necessary in a way that guarantees stability and growth of the companies in a competitive and highly demanding market, as the current one. The planning and control of all the operational activities of the company are necessary, therefore it provides efficiency in the financial management. For validation of this research an interview was carried in the study object company, which reaffirms the importance and the necessity of the cash flow in the financial management and for the decision taking. This article demonstrates the importance of this tool for the financial health of the companies. For the research, it was used a bibliographical survey by means of books and magazines, and later a case study in a company of the computer science segment.


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Key-words: Financial management. Cash Flow. Planning. Control.

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M0643  

Monografia FAINOR

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