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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

MISLENE SOUSA SANTOS

A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS COMO INSTRUMENTO DE DECISÃO GERENCIAL.

VITÓRIA DA CONQUISTA 2007


MISLENE DE SOUSA SANTOS

A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS COMO INSTRUMENTO DE DECISÃO GERENCIAL.

Monografia apresentada ao Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador: Prof. Paulo Fernando de Oliveira Pires

VITÓRIA DA CONQUISTA 2007


RESUMO

Considerando as inter-relações do mundo globalizado e a forma rápida dos acontecimentos, exige-se a cada momento que as empresas estejam bem organizadas, planejadas e mais ágeis no processo de tomada de decisões. Para que isso ocorra de forma transparente, a Contabilidade utiliza às informações produzidas a partir das análises oriundas das Demonstrações Contábeis. A análise das demonstrações contábeis, dentre outras utilidades, visa obter informações financeiras e econômicas nas tomadas de decisões dentro de uma organização. Dessa forma, o conteúdo e a forma de apresentação das demonstrações devem atender às necessidades da análise dessas mesmas demonstrações, que são apuradas nas empresas. Dentre as Demonstrações Contábeis apresentadas neste trabalho temos: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstração das Origens e Aplicação de Recursos e Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. A metodologia aplicada foi através de um estudo teórico-empírico, fundamentando-se em uma pesquisa bibliográfica sobre a importância da análise das demonstrações financeiras como ferramenta de apoio na tomada de decisões, por meio de alguns autores tais como: Marion (2002); Assaf Neto (2002); Franco (1997); Iudicíbus (1998); IBRACON; Crepaldi (1999). Palavras-chave: Informação contábil, Confiabilidade, Resolução, Relatórios e tomada de decisões.


ABSTRACT

Considering the inter-relationships of the globalize world and how fast the events, calls up every time that companies are well organized, planned and more agile in the decision-making process. To be done in a transparent manner, the accounting uses the information produced from analysis from the Demos Accounting. The analysis of the accounting, among other utilities, aims to obtain information on financial and economic decision-making within an organization. Thus, the content and form of presentation of the analysis meet the needs of these demonstrations, which are established in enterprises. Among the demonstrations Accounting presented in this work are: Balance Sheet, demonstration of the results for the year, Demonstration of the equity change, Demonstration of Origins and Application of Resources and Demonstration of Gains or Losses Accumulates. The methodology was applied through a theoretical and empirical study, basing itself on a literature search on the importance of analysis of the financial statements as a tool to support decisionmaking, by some authors such as: Marion (2002); Assaf Neto (2002), Franco (1997); IudicĂ­bus (1998); IBRACON; Crepaldi (1999). Keywords: Information accounting, Reliability, resolution, reports and decisionmaking.


LISTA DE SIGLAS

IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil D.R.E – Demonstração do Resultado do Exercício D.O.A.R – Demonstração das Origens e Aplicação de Recursos D.M.P.L – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido B.P. – Balanço Patrimonial C.V.M – Comissão de Valores Imobiliários C.C.L. – Capital Circulante Líquido D.L.P.A. – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados E.V.A - Valor Econômico Adicional C.F.C – Conselho Federal de Contabilidade N.B.C.T’s - Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas C.V – Código Civil Brasileiro


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...................................................................................................8 1.1 Tema................................................................................................................ 9 1.2 Problema..........................................................................................................9 1.3 Objetivos.......................................................................................................... 9 1.3.1 Objetivo Geral............................................................................................... 9 1.3.2 Objetivos Específicos....................................................................................10 1.4 Hipóteses......................................................................................................... 10 1.5 Justificativa...................................................................................................... 10 2. REFERENCIAL TEÓRICO................................................................................ .12 2.1 Contabilidade como fonte gerencial de informações....................................... 12 2.2 Demonstrações Contábeis.............................................................................. 13 2.2.1 Conceituação................................................................................................ 13 2.2.2 Publicação.................................................................................................... 14 2.2.3 Base Legal.................................................................................................... 15 2.2.4 Principais Demonstrações Contábeis........................................................... 17 2.2.4.1 Balanço Patrimonial................................................................................... 17 2.2.4.2 Demonstração do Resultado do Exercício................................................ 19 2.2.4.3 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido................................ 21 2.2.4.4 Demonstração das Origens e Aplicação de Recursos.............................. 21 2.2.4.5 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados................................. 23 2.3 Metodologia e Prática das Demonstrações Contábeis.................................... 25 2.3.1 Análise Vertical e Horizontal......................................................................... 27 2.3.2 Alavancagem Operacional e Financeira....................................................... 28 2.3.3 Indicadores de Liquidez................................................................................ 28 2.3.4 Análise Econômico-Financeira (Capital de Giro).......................................... 28 2.3.5 Método Fleuriet............................................................................................. 29 2.3.6 Fator de Solvência de Kanitz........................................................................ 29 2.3.7 Valor Econômico Adicional (EVA)................................................................ 29 2.4 A Informação Contábil e o seu Poder no Processo de Tomada de Decisão... 30 3. METODOLOGIA................................................................................................ 32


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................. 33 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 34


1 INTRODUÇÃO

Segundo a afirmação de Marion (2002, p.32), “A contabilidade é tão antiga quanto à origem do homem. Tendo como objetivo somente controlar seu patrimônio e analisar a evolução de sua riqueza, o mesmo começou a utilizar métodos rudimentares de controle, que ao longo do tempo, transformaram-se nos controles contábeis utilizados atualmente”.

No contexto que envolve patrimônio da empresa, gerenciamento, processo de produção, etc., a contabilidade acompanha tudo bem detalhado. A contabilidade é utilizada como conexão aos negócios da empresa, ou seja, está interligada diretamente as operações realizadas dentro da mesma. Dentro de tudo que a contabilidade pode oferecer para favorecer as operações da empresa, as demonstrações contábeis fornecem um grupo de informações para serem examinadas. No mundo em que vivemos, onde a concorrência e a competitividade tomam conta do mercado, notamos que muitas empresas entram em dificuldades ou até mesmo são excluídas do meio por não conseguirem ofertar o que o mercado demanda. Podemos perceber através de alguns dados, que um dos principais motivos de ocorrer tal fato é que muitas empresas não sabem administrar seus recursos financeiros. A análise das demonstrações contábeis faz com que a contabilidade venha a ter um teor mais analítico, tendo como se obter conclusões econômicas e financeiras de uma empresa, através dessa análise. Segundo Matarazzo (2003, p. 39), “a análise das demonstrações visa extrair informações para a tomada de decisão. O perfeito conhecimento do significado de cada conta facilita a busca de informações precisas”. Dessa forma, o conteúdo e a forma de apresentação das demonstrações atendem às necessidades da análise das demonstrações contábeis, que são apuradas nas empresas. São sinônimas as expressões: análise de balanços, análise das demonstrações/demonstrativos contábeis, relatórios financeiros. Segundo Assaf Neto (2002, p. 48):


A análise de balanços visa relatar, com base nas informações contábeis fornecidas pelas empresas, a posição econômicofinanceira atual, as causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras.

Assim sendo, tem-se que a análise é um elemento de utilidade nas transações que a empresa for fazer como: as operações a prazo de compra e venda de mercadorias; quando for avaliar a eficiência administrativa, a comparação com concorrentes e, por fim, avaliar a situação econômico-financeira. Todas as demonstrações contábeis podem ser analisadas, entre as principais destacam-se: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (ou mutações do Patrimônio Líquido), Demonstração do Fluxo de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado. O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício são as principais demonstrações e são elas que serão destacadas nessa pesquisa pela forma são evidenciadas. A primeira demonstração é observada em um aspecto mais econômico, diferentemente da segunda que transparece a situação financeira. 1.1 Tema A importância da Análise das Demonstrações Contábeis como Instrumento de Decisão Gerencial. 1.2 Problema Qual a importância da análise das demonstrações contábeis como instrumento fornecedor de informações na tomada de decisões empresariais? 1.3 Objetivos 1.3.1 - Objetivo Geral Avaliar a importância e de que forma as demonstrações contábeis auxiliam os gestores na tomada de decisão e no gerenciamento operacional das empresas, visando melhorar o desempenho econômico e financeiro.


1.3.2 - Objetivos Específicos •

Analisar se as demonstrações contábeis, enquanto ferramenta de apoio colaboram na tomada de decisão nas organizações;

Analisar as demonstrações contábeis identificando o desempenho nas organizações.

1.4 Hipóteses H1 – As demonstrações contábeis existem para facilitar a tomada de decisões dentro das empresas. H2 – A análise das demonstrações contábeis é uma ferramenta utilizada nos processos de tomada de decisão, pois apresenta, em forma de valores, a expressividade e realidade funcional da organização. 1.5 Justificativa Em toda e qualquer organização, grandes, pequenas e micro-empresas, não importa o tamanho, todas têm necessariamente como instrumento de informação, avaliação, análise e controle uma unidade administrativa denominada contabilidade. A contabilidade, de acordo com Franco (1997, p. 19) “tem a função de mensurar e registrar os fenômenos ocorridos no patrimônio das empresas, para informar aos interessados nesse patrimônio a sua situação, seja econômica, financeira ou física”. Neste contexto a contabilidade é útil a toda sociedade, pois pode avaliar se as atitudes da empresa são condizentes com o desenvolvimento da comunidade onde está inserida, despertando grande interesse no que tange às informações produzidas

pelas suas

técnicas,

considerando que o mundo empresarial

contemporâneo cada vez carece de instrumentos que lhe garantam confiabilidade nas informações sobre lucros (principal fonte de sustentabilidade), capazes de levar a organização a um processo de continuidade do investimento feito. O fornecimento de dados seguros e tempestivos é de grande relevância para a tomada de decisão dos administradores, economistas, enfim, dos gestores em geral, levando-se em conta ainda a interdependência entre os diversos conhecimentos para que a entidade seja administrada de forma mais eficiente.


A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões [...] A Contabilidade é linguagem dos negócios. Mede os resultados das empresas, avalia o desempenho dos negócios, dando diretrizes para tomadas de decisões (MARION 2003, p. 23 e 24).

A análise dos dados fornecidos pela contabilidade permite uma gestão mais eficaz do negócio, proporcionando também melhoria no desempenho das funções dos gestores, como racionalização de custos, certeza em investimentos, elevação de lucros e melhor planejamento tributário. A contabilidade dedica-se a oferecer alternativas descritivas e prescritivas de modo que as suas informações possam ser utilizadas para o planejamento estratégico. Imerso neste contexto, o profissional de contabilidade

agindo

com

integridade,

ética,

responsabilidade,

experiência,

competência e conhecimento integral das rotinas inerentes à sua formação, destacase não apenas em fazer corretamente a escrituração contábil com o exato registro nas contas certas ou inquestionáveis cálculos tributários e trabalhistas, mas principalmente em saber explicar aos proprietários e gestores como interpretar tais informações ou ainda compartilhar com os gestores sobre as informações que terão influência significativa nas tomadas de suas decisões.


2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 – Contabilidade como Fonte Gerencial de Informações De acordo com Crepaldi (1999), a Contabilidade é uma ciência que tem como objetivo principal registrar, coletar, resumir, informar e interpretar dados e fenômenos que afetam as situações patrimonial, financeira e econômica de qualquer entidade. Ou seja, a contabilidade tem por objeto o patrimônio das entidades, seu objetivo é proporcionar através de informações obtidas, interpretações e orientações sobre a composição e variação patrimonial. O objetivo principal da contabilidade, portanto, conforme a Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade é o de permitir a cada grupo principal de usuários a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras (MARION, 2003, p.31).

Ou seja, a contabilidade, enquanto ciência factual capta dados econômicos registrando toda movimentação da empresa e apresentando em forma de relatórios que contribuem com os gestores no processo de tomada de decisão. Marion (1997, p.24) ressalta que, “A Contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa. Ela é muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a tomarem a decisão”. Ainda segundo Marion (1997), as técnicas contábeis se dividem em: Escriturações contábeis, demonstrações, auditoria e análise de balanços. De grande relevância para conhecer a situação econômico-financeira de uma empresa, é fundamental para os gestores a análise das demonstrações contábeis, comentada por Iudícibus da seguinte maneira: A necessidade de analisar demonstrações contábeis é pelo menos tão antiga quanto a própria origem de tais peças. Nos primórdios da contabilidade, quando esta se resumia, basicamente, à realização de inventários, já o ‘analista’ se preocupava em anotar as variações quantitativas das várias categorias de bens incluídos em seu inventário. É muito provável que já realizassem algum tipo de análise horizontal ou vertical (IUDICÍBUS, 1998, p.17).

A análise das demonstrações contábeis através de índices é um instrumento de controle gerencial que, utilizado no processo de gestão, permite ao gestor visualizar de maneira objetiva situações muitas vezes obscuras nas entrelinhas de


um Balanço Patrimonial ou de qualquer outra demonstração contábil. Através da análise, é possível obter tendências e efetuar as ações que previnam os problemas, e não apenas mostrar um passado que não pode ser alterado. Percebe-se, então, a importância da contabilidade como fonte de informações e como elemento que agrega valor através de seus relatórios para a gestão das empresas. Essas informações divulgadas nos demonstrativos tais como: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, são elaboradas para determinar as diretrizes que serão apreciadas para aperfeiçoar seus resultados Portanto a ciência contábil acompanhada dos seus relatórios é sem dúvida uma ferramenta gerencial extremamente útil para qualquer tipo de empresa (IUDÌCIBUS, 1998, p. 20). 2.2 - Demonstrações Contábeis 2.2.1 – Conceituação São peças produzidas pela contabilidade e que proporcionam uma base objetiva de informações para a correta gestão dos negócios, apresentados periodicamente e de forma resumida, elaborados de acordo a necessidade dos usuários, com observância dos princípios fundamentais e das normas brasileiras de contabilidade. Resultando no produto final apresentado pelo contador, as demonstrações contábeis são um dos principais instrumentos de informações que auxiliam os gestores a tomar decisões e são geralmente elaborados ao final do exercício social. Para IUDÍCIBUS (2003, p. 29), as demonstrações contábeis é o conjunto de informações que deve ser divulgada pelas empresas representando sua ”prestação de contas”. Muito mais importante que registrar os fatos econômicos através da escrituração e da auditoria contábil, para leigos, gestores e contadores as análises e demonstrações contábeis evidenciam muitos aspectos econômicos, financeiro e patrimonial das empresas intrínsecos no balanço patrimonial que se torna


imprescindível o seu conhecimento. Igualmente, de forma bastante elucidativa, Silva, conceitua: A Análise das Demonstrações Contábeis é uma técnica que consiste na coleta de dados constantes nas respectivas demonstrações, com vistas à apuração de indicadores que permitem avaliar a capacidade de solvência (situação financeira), conhecer a estrutura patrimonial (situação patrimonial) e descobrir a potencialidade da entidade em gerar bons resultados (situação econômica) (SILVA, 2007, p. 4).

Entretanto mesmo sendo uma das melhores ferramentas contábeis para que os gestores possam avaliar e gerir uma empresa ou entidade, além da tomada de decisão, não tem como, ainda ser totalmente precisa os índices que possam ser extraídos para representar a totalidade e precisão de análise. Para tanto, a conceituação de IUDÍCIBUS (1998, p. 20-21 apud. SILVA, 2007, p. 04) ressalta claramente esta condição que não pode ser aqui descartada: [...] arte de saber extrair relações úteis, para o objetivo econômico que tivermos em mente, dos relatórios contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamentos, observando que, apesar da análise e suas extensões se basearem na apuração de índices e quocientes já consagrados, não existe forma científica ou metodologicamente comprovada de relacionar tais índices de maneira obter um diagnóstico preciso.

2.2.2 – Publicação A contabilidade, através das Demonstrações Contábeis, permite aos administradores entender a estrutura patrimonial das empresas por reunir relevantes informações necessárias para se administrar com competência suas atividades operacionais. Essas demonstrações contábeis, quando publicadas, permitem ao público avaliar a situação das empresas, observando a qualidade da gestão por elas realizada bem como se a empresa realiza trabalhos de responsabilidade social. Por outro lado, existem empresas que publicam apenas o balanço patrimonial, deixando de lado as demais peças contábeis, sonegam informações essenciais para que os usuários possam avaliar a consistência dos atos praticados e como estes estão sendo administrados. Essa “ocultação” de informações pode trazer conseqüências para a empresa tanto a médio quanto longo prazo, principalmente em relação ao Fisco.


2.2.3 – Base Legal As demonstrações contábeis obrigatórias são aqueles exigidos por lei. A Lei das Sociedades por Ações (6.404) de 15/12/1976 as denominou de demonstrações financeiras, estabelece que, ao fim de cada exercício social (ano), a Contabilidade fará elaborar com base na escrituração contábil, as seguintes demonstrações contábeis, que deverão exprimir com clareza a situação patrimonial e as variações ocorridas no exercício: •

Balanço Patrimonial

Demonstração do Resultado do Exercício

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos

Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

Notas Explicativas.

Além da Lei das Sociedades por Ações (6.404/76), a Contabilidade e conseqüentemente o exercício do profissional contabilista, bem como a escrituração das demonstrações contábeis, existe o Código Civil que também contribui nas orientações e determinações legais do sistema contábil. O artigo 1.179 do Código Civil brasileiro determina: “O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico”. Outro artigo do Código Civil é o 1.188 que determina: “O balanço patrimonial deverá exprimir, com fidelidade e clareza, a situação real da empresa e, atendidas as peculiaridades desta, bem como as disposições das leis especiais, indicará, distintamente, o ativo e passivo”. Existe também a Lei nº. 11.101/2005, que trata da recuperação judicial e extrajudicial, bem como da falência do empresário e da sociedade empresária, determina:


“Art. 51. A petição inicial de recuperação judicial será instruída com: I-... II – as demonstrações contábeis relativas aos 3 (três) últimos exercícios sociais e as levantadas especialmente para instruir o pedido, confeccionadas com estrita observância da legislação societária aplicável e compostas obrigatoriamente de: balanço patrimonial; demonstração de resultados acumulados; demonstração de resultado desde o último exercício social; relatório gerencial de fluxo de caixa e de sua projeção”.

Diante de tanto respaldo legal, a contabilidade tornou-se e continua se tornando a cada dia uma profissão de importância estratégica no desenvolvimento das empresas e, para o exercício de suas competências, o contabilista deve estar atento às constantes mudanças e, especialmente, à legislação da profissão. Dentre as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas, destacam-se as NBC’s T2 e T3, as quais tratam da Escrituração Contábil e do Conceito, do Conteúdo, da Estrutura e da Nomenclatura das Demonstrações Contábeis. As Normas Brasileiras de Contabilidade estabelecem regras de conduta profissional e procedimentos técnicos a serem observados quando da realização dos trabalhos previstos na Resolução CFC n° 560/83, de 28.10.1983, em consonância com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Além das NBC’s, existem as Resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC): CFC 563/1983 e 597/1985, que tratam da Escrituração Contábil; e a CFC 686/1990 que trata do Conceito, Conteúdo, Escrituração e Nomenclatura das Demonstrações Contábeis. Em se tratando da inexistência de documentação contábil obrigatória, implicações de natureza penal, tanto para o empresário como para o profissional contábil podem ocorrer. De acordo com o Artigo 14 do Código Civil: “O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos." Parágrafo 4º: "A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa." Desta forma, pelo que se extrai das normas trazidas pelo Novo Código Civil e pelo que dispõe o Código de Defesa do Consumidor a responsabilidade do contabilista está vinculada a teoria subjetiva." Estas referências a alguns outros aspectos legais contábeis, além de atestar a obrigatoriedade da escrituração contábil e a importância do profissional de


Contabilidade, destacam como os demonstrativos contábeis são benéficos e indispensáveis para as empresas. 2.2.4 Principais Demonstrações Contábeis 2.2.4.1 Balanço Patrimonial (BP) O termo balanço deriva do latim Bi + Lancis (Bi: dois, duas; Lanx, Lancis: prato côncavo ou largo, travessa), ou seja, Balança (SCHRICKEL, 1999, p. 50). Os princípios relacionados a qualquer balanço são o da exatidão, clareza e técnica, que, de certa forma, é auto-explicativo. Por isso, é que o balanço patrimonial é o demonstrativo contábil mais importante gerado pela contabilidade. Destinado a evidenciar resumidamente, o patrimônio da entidade, quantitativa e qualitativamente em um determinado momento, devendo compreender todos os Bens e Direitos, tanto tangíveis (materiais) como intangíveis (imateriais), as Obrigações e o Patrimônio Líquido da entidade, levantados a partir dos resultados contábeis do seu livro Razão. A Lei nº. 6.404/76, em seu artigo 178, determina: ”No balanço, as contas serão classificadas segundo elementos do patrimônio que restringem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a analise da situação financeira da companhia”. O Balanço Patrimonial, conforme estabelecem os artigos 178 a 185 da LSA, deve representar de forma quantitativa e qualitativamente a posição financeira e patrimonial da empresa, a qual é composta por bens, direito e obrigações em um determinado momento. Na sua elaboração, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e análise da situação financeira da companhia, ou seja: Ativo, Passivo, e patrimônio Líquido (SILVA, 2007, p. 27).

De

acordo

com

Crepaldi

(1999)

o

Balanço

Patrimonial,

enquanto

demonstração contábil é um demonstrativo contábil estático e sintético dos registros contábeis que espelham o patrimônio da empresa, pois se refere a um determinado dia. A análise atenta e prudente de uma série de balanços de determinada empresa, em conjunto com outros demonstrativos e informações, pode oferecer ao analista a percepção de uma tendência que pode ser-lhe extremamente valiosa na formulação de conclusões acerca de seu desempenho passado e futuro, em potencial.


Segundo Schrickel: A grande importância do Balanço reside na visão que ele dá das aplicações de recursos feitas pela empresa (Ativos) e quantos desses recursos são devidos a terceiros (Passivos). Isto evidencia o nível de entendimento, a liquidez da empresa, a proporção do capital próprio (Patrimônio Liquido) e outras análises a serem verificadas (SCHRICKEL, 1999, p.51).

De acordo com Assaf Neto (1998), o balanço patrimonial compõe-se de três partes essenciais: ativo, passivo e patrimônio líquido. Cada uma dessas partes apresenta suas diversas contas classificadas em “grupos”, os quais, por sua vez, são dispostos em ordem decrescente de grau de liquidez. No ativo relacionam-se todas as aplicações de recursos efetuadas pela empresa. Já o passivo identifica as exigibilidades e obrigações da empresa, cujos valores encontram-se investidos nos ativos. Por fim, o patrimônio líquido, que é representado pela diferença entre o total do Ativo e do Passivo em determinado momento. A liquidez é comumente utilizada como parâmetro. A lei brasileira classifica os ativos dos mais líquidos aos menos líquidos. Os europeus costumam fazer o contrario. A adoção de agrupamentos padronizados e oficiais é útil, porque facilita a preparação das demonstrações, análises interpretações, comparações e estudos estatísticos. De acordo com Schrickel (1999, p. 53), “o balanço patrimonial permite distinguir quatro aspectos fundamentais em sua informação: Econômico, Financeiro, Patrimonial e Específico”. Para que isso aconteça, é imprescindível que as contas sejam classificadas de forma ordenada e uniforme para permite aos usuários uma adequada análise e interpretação da situação patrimonial e financeira. Iudícibus (1998, p.40) concorda, afirmando que o Balanço Patrimonial "reflete a posição das contas patrimoniais em determinado momento, normalmente no fim do ano ou de um período prefixado". Conforme Fávero, et al (1997, p.60), o Balanço Patrimonial "é a demonstração de maior utilização pelas empresas e tem como finalidade demonstrar a posição de bens, direitos e obrigações da empresa em determinado momento, evidenciando a situação líquida".


2.2.4.2 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Silva (1999) afirma que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) visa fornecer, de maneira esquematizada, os resultados (lucro ou prejuízo) auferidos pela empresa em determinado exercício social, os quais são transferidos para contas do patrimônio líquido. Outro conceito dado por Marion é o seguinte: A demonstração do resultado do exercício é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período, normalmente 12 meses. É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo) (MARION,1998, p. 81).

Ao término de cada exercício social a contabilidade deverá apresentar entre outras demonstrações contábeis, a demonstração do resultado do exercício, que serve como fator determinante para a observância da eficiência da organização (lucro ou prejuízo). Comparando o resultado do exercício apresentado e o valor aplicado pelos investidores (proprietários) é que pode avaliar o sucesso da gestão. De acordo com Schrickel (1999, p.61), “a Demonstração de Resultado do Exercício está regulada pelo art. 187 da Lei nº. 6.404, cuja apresentação é feita pela forma dedutiva, partindo-se da Receita Bruta de Vendas e Serviços, até atingir o Lucro Líquido ou se for o caso, Prejuízo do Exercício”. Segundo Assaf Neto (1998, p.76) define, "A demonstração de resultados do exercício visa fornecer, de maneira esquematizada, os resultados (lucro ou prejuízo) auferidos pela empresa em determinado exercício social, os quais são transferidos para contas do patrimônio líquido". Da mesma forma, Favero, et al (1997, p.84) afirma que "A Demonstração do Resultado do Exercício caracteriza-se por um relatório contábil que procura demonstrar o resultado obtido pela entidade em determinado período de tempo através da confrontação entre as receitas e despesas desse mesmo período". A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) busca demonstrar o resultado alcançado pela empresa em determinado período, geralmente de 12 (doze) meses, confrontando as receitas obtidas e as despesas realizadas neste período.


Todas as receitas e despesas são apresentadas na DRE, ordenadas conforme a natureza de cada uma, fornecendo informações importantes para a empresa. Através desta demonstração também é possível evidenciar o que acarretou o resultado final das operações da empresa, pois ela representa em sua estrutura as receitas, despesas, custos relativos ao período em questão. De acordo com a Lei 6.404/76 – Lei da S/A, artigo 187: A demonstração do resultado do exercício discriminará: I – a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendido se o lucro bruto; III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV – o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; V – o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o imposto; VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados; VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social;

Iudícibus afirma que: A contabilidade, com os dois relatórios, o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício, um completando o outro, atinge a finalidade de mostrar a situação patrimonial e econômicofinanceira da empresa. Com os dois relatórios, qualquer pessoa interessada nos negócios da empresa tem condições de obter informações, fazer análises, estimar variações, tirar conclusões de ordem patrimonial e econômico-financeira e traçar novos rumos para futuras transações (IUDÍCIBUS, 1998, p.145-146).

Assim como o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) também tem suas peculiaridades na atuação como ferramenta de apoio na tomada de decisões. Dentre as informações que a Demonstração de Resultado do Exercício pode fornecer temos: •

A entidade é lucrativa?

As receitas superam as despesas?

Em geral quanto maior o lucro melhor o desempenho da entidade.


É importante salientar que na DRE não contém informação sobre o destino do resultado alcançado, ele é apenas visualizado. 2.2.4.3 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, de acordo com Favero, et al (1997, p.88), "é um relatório que demonstra a composição do Patrimônio Líquido e as alterações ocorridas durante determinado período de tempo". Sobre a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, FIPECAFI (2003, p. 376) afirma que: “esta demonstração também não tem conteúdo formal específico ou rígido a ser demonstrado, dependendo dos eventos e complexidades de cada caso”. Ou seja, sua análise oferece, basicamente, informações sobre a forma dos eventuais aumentos de Capital (se com reservas ou com recursos em espécie) e a distribuição de dividendos. Para fins de análise, a demonstração das mutações do patrimônio líquido é mais informativa e mostra as movimentações ocorridas com os lucros ou prejuízos acumulados e as movimentações ocorridas nas demais contas que integram o patrimônio líquido (SILVA, 1999, p.81).

Também Favero, et al (1997, p.88) afirmam que esta demonstração "trata-se de uma peça contábil que facilita o trabalho daqueles que irão analisar e interpretar as variações do Patrimônio Líquido". Para os analistas, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido também é de grande importância, pois facilita a análise das movimentações de todas as contas pertencentes ao Patrimônio Líquido. É um demonstrativo que a CVM torna obrigatório para as empresas que realizam transações de suas ações na Bolsa de Valores. 2.2.4.4 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), ainda não é compreendida pela maioria dos usuários e, mesmo sendo obrigatória às empresas, é pouco utilizada. Porém, é muito importante e de grande utilidade para a análise, por


evidenciar as variações ocorridas no Capital Circulante Liquido (CCL) durante o exercício, evidenciando a origem dos recursos e onde eles foram aplicados. Segundo a Lei 6.404/76 tornou obrigatória essa demonstração para todas as companhias, conforme disposto seu art.176, item IV. Todavia, o § 6º do mesmo artigo elimina a obrigatoriedade de elaboração e publicação para as companhias fechadas com patrimônio líquido igual ou inferior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), limite este atualizado pela Lei nº. 9.457/97. Conforme Assaf Neto: A demonstração das origens e aplicações de recursos é simplistamente a comparação de dois balanços consecutivos, os quais identificam as variações ocorridas na estrutura financeira da empresa durante o período considerado, permitindo melhores critérios para a análise financeira (ASSAF NETO, 1998, p.94).

A DOAR procura apresentar todas as origens e aplicações de recursos da empresa que modificam o capital circulante líquido (CCL), assim fazendo a comparação de um ano para o outro. Para o analista, a DOAR é muito importante, pois o auxilia em suas conclusões sobre a variação que ocorreu no capital circulante líquido, visto que também evidencia quais as operações que provocaram tal modificação. Para Silva (1999, p.83) "A DOAR é um instrumento valioso para o analista. Mostra a movimentação dos recursos em termos de variação do capital circulante líquido, detalhando as diversas fontes e aplicações de recursos que o afetaram". O analista deve conhecer a estrutura da DOAR e suas formas de elaboração, para melhor entendê-la e utilizá-la assim podendo realizar uma análise mais eficaz e eficiente. Sobre a finalidade desta demonstração, Assaf Neto (1998, p.89) destaca que a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) "visa melhor identificar os fluxos dos recursos dentro da empresa, seja da forma como foram gerados (recursos próprios ou captados de terceiros), ou como foram aplicados". Também Favero, et al (1997, p.89) afirma que a DOAR "tem por finalidade básica fornecer aos usuários informações sobre as modificações na posição financeira, relacionadas com as operações de financiamentos e investimentos ao fim de cada exercício social".


A DOAR é uma demonstração integral, onde revela informações relevantes sobre as condições de receita e despesa proveniente de transações que as empresas realizam. Deste modo, o fluxo dos recursos é melhor visualizado tanto a curto, médio e longo prazos. Segundo a Lei 6.404/76 – Lei da S/A, artigo 188 reconhece os critérios de apresentação e o conteúdo dessa demonstração como segue: A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia, discriminando: I – as origens dos recursos, agrupadas em: lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros; realização do capital social e contribuições para reservas de capital; recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. II – as aplicações de recursos, agrupadas em: dividendos distribuídos; aquisição de direitos do ativo imobilizado; aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido; redução do passivo exigível a longo prazo. III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações, representando aumento ou redução do capital circulante líquido. IV – os saldos no início e no fim do exercício, do ativo e passivo circulantes, o montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício.

Enfim, a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos tem a finalidade de identificar as variações financeiras ocorridas no capital circulante líquido da empresa em determinado período, evidenciando as operações (origens e aplicações de recursos) que levaram as variações deste. Isto permite ao analista melhores condições na avaliação da situação econômico-financeira de uma empresa. 2.2.4.5 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) Segundo Assaf Neto (1998, p.89), "A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados retrata as movimentações ocorridas na conta de lucros acumulados do patrimônio líquido, fornecendo explicações sobre seu comportamento ao longo do exercício social".


A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) busca apresentar as mudanças ocorridas na conta de lucros ou prejuízos acumulados, mostrando as operações que causaram tais mudanças. FIPECAFI (2003, p.368) afirma que "Esta demonstração possibilita a evidenciação clara do lucro do período, sua distribuição e a movimentação ocorrida no saldo da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados". Isto porque: A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados apresenta os lucros obtidos em exercícios anteriores devidamente ajustados, incorporando-se o resultado do período e excluindo as transferências de modo a apresentar o saldo acumulado dos lucros retidos na entidade (FAVERO et al, 1997, p.87).

Através desta demonstração, a empresa verifica o lucro ou prejuízo do período e as movimentações da conta de lucros ou prejuízos acumulados, pois apresenta o saldo inicial com os ajustes de exercícios anteriores, acrescentando o resultado do período e excluindo as transferências para reservas, obtendo-se o saldo no final do período. Sobre a estrutura desta demonstração o artigo 186 da Lei 6.404/76 – Lei da S/A estabelece: A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao final do período.

Segundo a Lei nº. 6.404/76, no § 2º do art. 186, a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados pode ser substituída pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, se ela for elabora e divulgada pela companhia. Porém, de acordo com Favero, et al (1997, p.87), "deve-se tomar o cuidado para escolher o relatório que melhor evidencie o reflexo das operações ocorridas no período sobre a situação líquida da empresa". Portanto é de grande valia para a análise essa demonstração, pois possibilita a verificação mais aprofundada na conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados.


Dentre as informações que a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados pode fornecer temos: •

Como é a política de dividendos da entidade?

Verificar se a entidade apresenta uma política de distribuição de

resultados conservadora ou não.

• A análise depende da situação. Entidades com possibilidades de crescimento devem evitar a distribuição excessiva. Nesse caso, verificar a relação entre dividendos e lucro do exercício. 2.3 Metodologia e Prática das Demonstrações Contábeis De acordo com Assaf Neto (1998), através das demonstrações contábeis levantadas por uma empresa, podem ser extraídas informações a respeito de sua posição econômica e financeira. Nesse contexto, a análise de balanços é desenvolvida com base nas demonstrações contábeis formalmente apuradas pelas empresas. Os diversos aspectos básicos dos objetivos da análise de balanços, as diferentes expectativas de seus usuários e a descrição das técnicas científicas mais adotadas, fazem com que essa análise seja de suma importância para uma empresa que pretende se evoluir, pois através dela pode-se obter informações importantes sobre sua posição econômica e financeira. São os analistas que tiram conclusões através de dados relevantes como se a empresa analisada em um determinado momento merece crédito ou não, se a mesma tem capacidade de pagar suas obrigações, se vem sendo bem administrada, se sua atividade operacional oferece uma rentabilidade que satisfaz as expectativas dos proprietários de capital e se irá falir ou se continuará operando, entre outros fatores. Segundo Assaf Neto: Em verdade, a preocupação do analista centra-se nas demonstrações contábeis da sociedade, das quais extrai suas conclusões a respeito de sua situação econômico-financeira, e toma (ou influencia) decisões com relação a conceder ou não crédito, investir em seu capital acionário, alterar determinada política financeira, avaliar se a empresa está sendo bem administrada, identificar sua capacidade de solvência (estimar se irá falir ou não), avaliar se é uma empresa lucrativa e se tem condições de saldar suas dívidas com recursos gerados internamente etc 9ASSAF NETO, 2002, p.48).


Assim sendo, a análise de balanços visa relatar, com base nas informações contábeis fornecidas pelas empresas, a posição econômico-financeira atual, as causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras. Segundo Assaf Neto, distinguem-se em obrigatórios e não obrigatórios: a) os relatórios obrigatórios são aqueles definidos pela legislação societária, sendo mais conhecidos por demonstrações contábeis ou financeiras, como o Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, e b) Os relatórios não obrigatórios não fazem parte da estrutura básica das demonstrações contábeis que devem ser elaboradas para efeitos de divulgação, sendo normalmente destinados ao uso gerencial interno, como fluxos de caixa e projeções de vendas (ASSAF NETO, 2002, P.49).

É bom ressaltar que a linguagem utilizada pela análise de balanços deve ser a corrente, sem fatores que compliquem os usuários dos relatórios contábeis. Quando for possível, pode-se usar de tabelas ou gráficos para auxiliar na interpretação, facilitando, assim, o entendimento de quem dela faça uso. Segundo Matarazzo: Ao contrário das demonstrações financeiras, os relatórios de análise devem ser elaborados como se fossem dirigidos a leigos, ainda que não o sejam, isto é, sua linguagem deve ser inteligível por qualquer mediano dirigente de empresa, gerente de banco ou gerente de crédito. É claro que isto não acontece com as demonstrações financeiras, que, aliás, não têm nenhuma preocupação nesse sentido. As demonstrações financeiras apresentam-se carregadas de termos técnicos e suas notas explicativas são feitas exclusivamente para técnicos, a tal ponto que permitem freqüentemente manipulações (MATARAZZO, 2002, p.17).

Corroborando com Matarazzo (2003), Iudícibus (1998) partilha a idéia de que a análise de balanços é uma arte, pois, apesar das técnicas desenvolvidas, não há nenhum critério ou metodologia formal de análises válidos nas diferentes situações e aceitos unanimemente pelos analistas. Dessa maneira, é impossível sugerir-se uma seqüência metodológica ou um instrumental científico capazes de fornecer diagnósticos sempre precisos das empresas. Em verdade, a preocupação do analista centra-se nas demonstrações contábeis da sociedade, das quais extrai suas conclusões a respeito de sua situação


econômico-financeira, e toma (ou influencia) decisões com relação a conceder ou não crédito, investir em seu capital acionário, alterar determinada política financeira, avaliar se a empresa está sendo bem administrada, identificar sua capacidade de solvência, avaliar se é uma empresa lucrativa e se tem condições de saldar suas dívidas com recursos gerados internamente, entre outras. Para

essas

conclusões

e

decisões,

a

análise

de

balanços

é

fundamentalmente dependente da qualidade das informações (exatidão dos valores registrados, rigor nos lançamentos e princípios contábeis adotados, etc.) e do volume de informações disponíveis ao analista (ASSAF NETO, 1998, P. 48). Conforme Assaf Neto (1998), a análise das demonstrações contábeis de uma empresa pode atender a diferentes objetivos consoantes aos interesses de seus vários usuários ou pessoas físicas ou jurídicas que apresentam algum tipo de relacionamento com a empresa. Nesse processo de avaliação, cada usuário procurará detalhes específicos e conclusões próprias e, muitas vezes, não coincidentes. Dentre os usuários mais importantes da análise das demonstrações contábeis de uma empresa temos os fornecedores, clientes, intermediários financeiros, acionistas, concorrentes, governo e seus próprios administradores. Segundo Neves & Viceconti (2000, p.76) as técnicas mais utilizadas para a análise das demonstrações contábeis são: “Análise Vertical e Horizontal; Alavancagem

Operacional

e

Financeira;

Indicadores

de

Liquidez;

Análise

Econômico-Finanaceira (capital de giro); Método Fleuriet; Fator de Solvência de Kanitz e o Valor Econômico Adicional (EVA)”. 2.3.1 Análise Vertical e Horizontal Segundo Assaf Neto (1998, p.110), a análise vertical é um processo comparativo, expresso em porcentagem, que se aplica ao se relacionar uma conta ou grupo de contas com um valor afim ou relacionável, identificado no mesmo demonstrativo. Já Schrickel (1999, p. 132) ressalta que, “permite, inicialmente, que o analista avalie a estrutura do Balanço Patrimonial e DRE, denominando de lógica de balanço”. Em outras palavras, é a proporcionalidade dos diferentes componentes patrimoniais e de resultados que se mantém ao longo dos anos.


Em relação à análise horizontal, Assaf Neto (1998) relata que é a comparação que se faz entre os valores de uma mesma conta ou grupo de contas, em diferentes exercícios sociais. É basicamente um processo de análise temporal, desenvolvido por meio de números-índices. 2.3.2 Alavancagem Operacional e Financeira A alavancagem operacional é possível pela presença de custos e despesas fixas na estrutura de resultados de uma empresa. Permite que se conheça a viabilidade de uma empresa, identificando-se as causas que determinaram eventuais variações nos resultados. A expressão do grau de alavancagem operacional (GAO) é obtida dividindo-se a variação no lucro operacional pela variação no volume de atividade da empresa. O GAO funciona nos dois sentidos, demonstrando maior alavancagem dos lucros e também dos prejuízos (ASSAF NETO, 1998). Já a alavancagem financeira resulta da participação de recursos de terceiros na estrutura de capital da empresa. Em outras palavras, é a capacidade que os recursos de terceiros apresentam de elevar os resultados líquidos dos proprietários. A expressão do grau de alavancagem financeira (GAF) é obtida dividindo-se o lucro operacional pela diferença entre lucro operacional menos despesas financeiras. 2.3.3 Indicadores de Liquidez Os indicadores de liquidez evidenciam a situação financeira de uma empresa frente a seus diversos compromissos financeiros. Além do capital circulante líquido, o estudo tradicional da liquidez inclui outros indicadores financeiros tais como: Liquidez Imediata; Liquidez Seca; Liquidez Corrente; e Liquidez Geral (ASSAF NETO, 1998). 2.3.4 Análise Econômico-Financeira (Capital de Giro) O capital de giro constitui-se no fundamento básico da avaliação do equilíbrio financeiro de uma empresa. O seu comportamento é extremamente dinâmico, exigindo modelos eficientes e rápidos de avaliação da situação financeira da empresa. Dentre os indicadores utilizados na avaliação da estrutura financeira de


uma empresa, o mais utilizado é o que mensura a diferença entre o ativo cíclico e o passivo cíclico, o NIG. Um confronto entre o capital circulante líquido – CCL e a necessidade de investimento em giro – NIG é essencial para se avaliar o equilíbrio financeiro da empresa, ou seja, a maturidade de seus investimentos e financiamentos (ASSAF NETO, 1998). 2.3.5 Método Fleuriet O Método Fleuriet consegue demonstrar seu poder de evidenciação através do enfoque dinâmico das variáveis Capital Circulante Líquido (CCL), Investimento Operacional em Giro (IOG) e Saldo de Tesouraria (ST). É um instrumento de gestão financeira cujas particularidades remetem a reformulação do balanço patrimonial e classificação em determinadas rubricas conforme sua relação com as operações da empresa. Os valores dos indicadores acima são reflexos de decisões consensadas pelos gestores, envolvendo assuntos como vendas, volume de estoques, prazos de fornecedores, que possuem impactos diretos na situação econômico-financeira, explicitando sua capacidade de honrar compromissos com credores e acionistas (SCHRICKEL, 1999). 2.3.6 Fator de Solvência de Kanitz É o modelo que permite determinar previamente, com razoável grau de segurança, o grau de insolvência, o qual tem por objetivo descobrir, nos demonstrativos das empresas, sinais de insolvência (SCHRICKEL, 1999). 2.3.7 Valor Econômico Adicional (EVA) O EVA é uma medida de desempenho empresarial, que difere da maioria das demais, ao incluir uma cobrança sobre o lucro pelo custo de todo o capital que uma empresa utiliza. Mede a diferença, em termos monetários, entre o retorno do capital da empresa e o custo deste capital. É similar a outros indicadores contábeis de lucro, porém com uma importante diferença: EVA considera o custo de todo capital (MARION, 2002).


2.4 – A Informação Contábil e o seu Poder no Processo de Tomada de Decisão Na atual conjuntura social, econômica e financeira em que o Brasil se encontra as organizações, enquanto parte integrante dessa atual realidade necessita de informações mais seguras tanto em nível contábil quanto administrativa. Essas informações devem acompanhar as mudanças tecnológicas e mercadológicas, ou seja, precisam assumir um papel decisivo para o desenvolvimento das entidades tanto interna como externamente. Iudicíbus (2003) relata que, levando em conta o momento de dificuldades econômicas, só a experiência dos administradores não são mais fatores determinantes para o bem estar da empresa, exige-se uma gama de informações reais, que servem como base para estas decisões, sendo que suas informações não se limitam apenas aos interesses da organização, como também a instituições financeiras, mercado de capitais, investidores, bancos, sócios, gerentes dentre outros. São as informações precisas, principalmente as provenientes da análise das demonstrações contábeis, que dão dinamismo à estrutura organizacional, que, por sua vez, configuram, de certa forma, o desempenho econômico e financeiro da organização, apoiando na tomada de decisões. Dentro das organizações, é a Contabilidade, por meio do registro e controle do patrimônio, que fornece aos gestores as informações necessárias sobre a situação patrimonial e econômica da entidade. Esse controle é feito através das demonstrações contábeis, onde os dados registrados precisam ser analisados e interpretados de forma minuciosa, servindo de apoio na tomada das decisões administrativas. Segundo Padoveze: O poder da informação contábil para se superarem as dificuldades enfrentadas pelas organizações é inquestionável, em particular, nos pequenos empreendimentos, como um recurso que pode servir para solucionar várias questões. Todavia, uma informação só adquire utilidade para os gestores se proporcionar condições menos inseguras no contexto decisório. Desse modo, a informação agregará valor e proporcionará uma decisão qualitativamente superior, que contribua para que a organização alcance seus objetivos. (PADOVEZE, 2000, p.60)


Ou seja, a informação contábil oriunda da análise das demonstrações contábeis tem uma forte influência na tomada das decisões, principalmente nos momentos mais críticos das organizações. Para que uma informação seja considerada satisfatória, deve preencher vários requisitos, entre os quais: conteúdo, atualidade, relevância, confiabilidade, oportunidade e adequação à decisão. Quando determinado usuário utiliza informações contábeis contidas no balanço patrimonial em conjunto com as informações da demonstração de resultado do exercício, ele terá subsídios suficientes e seguros para ajudar na toma de decisão. Como exemplo disso, podemos citar os índices de atividade econômica e financeira. Para que a informação contábil, principalmente a gerada por meio da análise das demonstrações contábeis, seja usada no processo de administração, é necessário que essa informação seja desejável e útil para as pessoas responsáveis pela administração da entidade. A informação contábil não pode custar mais do que ela pode valer para a administração da entidade (PADOVEZE, 2000, p.41). Diante desses pressupostos básicos para a informação contábil, fica evidente o caminho a ser adotado para que a contabilidade se transforme em ferramenta de ação administrativa e se torne um instrumento gerencial na tomada de decisões. Ou seja, a necessidade da informação é determinada pelos usuários finais dessa informação, por seus consumidores. Assim, a informação deve ser construída para atender a esses consumidores e não para atender aos contadores.


3 METODOLOGIA A metodologia utilizada nesse trabalho está em concordância com o escopo de estudo, através dos meios mais adequados no intuito de ser atingido o objetivo, seguindo um conjunto de etapas planejadas previamente. Conforme Salomon (1999, p.150), “em seu sentido mais geral, o método é a ordem que deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado ou um resultado desejado”. Já consoante Salomon (1999, p. 152), “o termo pesquisa será genericamente assumido como trabalho empreendido metodologicamente, quando surge um problema, para qual se procura a solução adequada dessa natureza científica”. Assim sendo, essa pesquisa foi realizada através de estudo teórico-empírico que teve como ponto de partida uma pesquisa bibliográfica sobre a importância da análise das demonstrações contábeis, baseado em livros especializados nessa área, artigos, revistas de contabilidade entre outros. A pesquisa bibliográfica foi baseada em alguns autores tais como: Marion (2002); Assaf Neto (2002); Franco (1997); Iudicíbus (1998); IBRACON; Crepaldi (1999).


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Como foi observado ao longo deste trabalho, tanto a Contabilidade como as Demonstrações Contábeis cumprem um papel de relevância junto à administração das empresas, no sentido de colaborar como ferramenta de apoio na tomada de decisões. A Contabilidade, enquanto gerenciadora das informações contábeis, não serve apenas para fazer o controle patrimonial das empresas, mas deve funcionar também como ferramenta gerencial nas empresas. Ou seja, o analista, uma vez de posse das informações produzidas pela contabilidade, poderá realizar análises contundentes que podem ajudar a empresa a tomar determinadas decisões que porventura venham a desenvolvê-la tanto econômica como financeiramente falando. Por outro lado, a importância das Demonstrações Contábeis enquanto ferramenta de apoio na tomada de decisões está ligada aos usuários interessados nas informações produzidas por esses relatórios gerenciais. Cabe,

então,

aos

profissionais

contabilistas

responsáveis,

elaborar

demonstrações contábeis fidedignas, que expressam a verdadeira situação da empresa seja quanto aos seus lucros, sua situação financeira e situação patrimonial, de forma que o usuário tenha acesso com facilidade de entendimento. Por fim, a análise das Demonstrações Contábeis não pode ser considerada como

a

solução

dos

problemas

empresariais,

apesar

de

que

no

seu

desenvolvimento a seleção de indicadores adotados poderá demonstrar mais problemas do que soluções, entretanto, se esses mesmos indicadores forem usados de forma consciente, poderão se transformar num verdadeiro controle gerencial para o acompanhamento dos usuários internos e externos.


REFERÊNCIAS

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e

interpretação

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