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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE ADMINISTRAÇÃO AGROINDUSTRIAL MÁRCIO ROGÉRIO SANTANA DO PRADO

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DA LIQUIDEZ NA EPRESA MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES

Vitória da Conquista, Ba Dezembro - 2006


MÁRCIO ROGÉRIO SANTANA DO PRADO

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DA LIQUIDEZ NA EPRESA MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES

Monografia apresentada ao Curso de Administração Agroindustrial da Faculdade Independente do Nordeste, como requisito para obtenção do título de Graduado.

Orientador(a): Prof°.: Edvaldo Pedreira Gama Filho

Vitória da Conquista, (Ba) Dezembro - 2006


FOLHA DE APROVAÇÃO DE MONOGRAFIA DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AGROINDUSTRIAL

MÁRCIO ROGÉRIO SANTANA DO PRADO

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DA LIQUIDEZ NA EPRESA MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES

Monografia aprovada como requisito parcial para obtenção do título de Graduado, no Curso de Administração Agroindustrial da Faculdade Independente do Nordeste. Aprovado em __/__/___. BANCA EXAMINADORA

Nome:__________________________________________________ Assinatura: _____________________________________________

Nome: __________________________________________________ Assinatura:______________________________________________

Nome: __________________________________________________ Assinatura:______________________________________________


A “Deus”, ser superior e fonte iluminadora da vida; Aos meus pais: João Pascoal e Claudenice; Aos meus familiares; E as pessoas que amo muito que já se foram.


AGRADECIMENTOS

Ao professor orientador Edvaldo Pedreira Gama Filho, pelo costumeiro apoio na construção desse trabalho, e a meus colegas e companheiros que contribuíram, direta ou indiretamente para a realização deste.


Os seres humanos São as coisas que mais me surpreendo na sociedade, Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, Depois perde todo esse dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, Esquecem do presente de tal forma, Que acabam por não viver nem o presente e nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... ...e morrem como se nunca tivesse vivido. DALAI LAMA


RESUMO A análise do Índice de Liquidez possui como fundamental preocupação revelar como está é situação da empresa, em determinado período, para fazer frente às suas obrigações. Por isso se torna de grande importância que seja verificado pela empresa a temporalidade em que estão disponíveis os recursos e também como a temporalidade que as obrigações deverão ser pagas. Este trabalho teve o objetivo de analisar como se encontra o índice de liquidez na empresa MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES. A metodologia empregada foi, além da pesquisa bibliográfica, um estudo de caso levantando dados qualitativos (Questionário). Na pesquisa bibliográfica foram utilizados vários autores renomados, como Brigham, Groppelli, Ross, etc., dando suporte ao tratamento do problema. Os resultados foram suficientes para se fazer uma análise da empresa no que se refere a analise de seu índice de liquidez.

Palavras Chave: Índice de Liquidez. Temporalidade. Pagamento. Recebimento.


ABSTRACT It analyzes it of the Liquidify ratio possesss as basic concern to disclose as this and situation of the company, in determined period, to make front to its obligations. Therefore if it becomes of great importance that is verified by the company the temporality where the resources are available and also as the temporality that the obligations will have to be paid. This work had the objective to analyze as if it finds the liquidify ratio in the company MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES. The employed methodology was, beyond the bibliographical research, a case study raising given qualitative (Questionnaire). In the bibliographical research some famous authors had been used, as Brigham, Groppelli, Ross, etc., giving it has supported to the treatment of the problem. The results had been enough to become an analysis of the company with respect to analyze of its liquidify ratio. Words Key: Liquidify ratio . Temporality. Payment. Act of receiving


LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Ciclo Financeiro; Figura 2: Aquisição das contas para pagamento a vista e a prazo; Figura 3: Distribuição do ativo da empresa; Figura 4: Distribuição do ativo circulante da empresa; Figura 5: Distribuição do passivo da empresa; Figura 6: Divisão dos recebimentos e pagamentos da empresa.


LISTA DE SIGLAS

-

ILC = Índice de Liquidez Corrente;

-

AC = Ativo Circulante;

-

PC = Pasivo Circulante;

-

ILS = Índice de Liquidez Seca;

-

ILI = Índice de Liquidez Imediato;

-

ILG = Índice de Liquidez Geral;

-

CF = Ciclo Financiero;

-

PRV = Periodo de Periodo de Recebimento das Vendas.


SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................................................................................. 14 1.1 Problema.......................................................................................................... 15 1.2 Objetivos .......................................................................................................... 16 1.2.1 Objetivo Geral............................................................................................... 16 1.2.2 Objetivos específicos.................................................................................... 16 1.3 Hipóteses......................................................................................................... 16 1.4 Variáveis .......................................................................................................... 17 1.5 Justificativa...................................................................................................... 17 2

REFERENCIAL TEÓRICO.............................................................................. 18

2.1 Considerações Gerais..................................................................................... 18 2.2 Liquidez e seus índices................................................................................... 20 2.2.1 Índice de liquidez corrente............................................................................ 24 2.2.2 Índice de liquidez seca................................................................................. 25 2.2.3 Índice de liquidez imediata........................................................................... 26 2.2.4 Índice de liquidez geral................................................................................. 27 2.3 Ciclo financeiro................................................................................................ 27 2.4 Ativo................................................................................................................. 28 2.5 Passivo............................................................................................................ 30 2.6 Fluxo de caixa.................................................................................................. 31 2.6.1 A importância do fluxo de caixa para os negócios....................................... 33 3

CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA............................................................... 35

3.1 Informações Gerais.......................................................................................... 35 3.2 Histórico da empresa....................................................................................... 35 3.3 Estrutura administrativa................................................................................... 35 4

METODOLOGIA.............................................................................................. 37

4.1 Procedimentos Metodológicos......................................................................... 37 4.2 Público-Alvo..................................................................................................... 37 4.3 Instrumento da pesquisa................................................................................. 38 4.4 Plano de amostragem...................................................................................... 38 4.5 Levantamento e Análise dos dados................................................................. 38


5

ANALISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.............................................. 39

6

CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................. 46

6.1 Comentários Finais.......................................................................................... 46 6.2 Limitações do estudo....................................................................................... 48 6.3 Recomendações.............................................................................................. 49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 50


1 INTRODUÇÃO O conceito teórico (e prático, também) de liquidez é a capacidade de um título ser convertido em moeda, ou seja, quanto mais rápido e em melhores condições o papel for negociado, maior é sua liquidez. O título de maior liquidez em uma economia é o papel-moeda, ou seja, o dinheiro nosso de cada dia. Por quê? Simples. Ele pode ser trocado a qualquer hora, por qualquer bem que tenha seu valor correspondente. A importância das demonstrações financeiras é notória para o processo de tomada de decisões, observando ainda que o setor administrativo da empresa não se aprofunda aos seus índices de liquidez e endividamento, tendo conhecimento apenas através do setor contábil e de maneira superficial, sob a forma de demonstrações contábeis, portanto os administradores não obtém uma forma de analisar a situação com mais critério, com isso não conseguem êxito nas informações. Fica sendo de responsabilidade da empresa exige o constante acompanhamento das operações, sendo a liquidez o medidor de recursos que a empresa disponibiliza no curto e longo prazo. Partindo desse pressuposto, podemos através de uma boa elaboração dos índices, identificar o índice de endividamento da empresa indicando o percentual que o capital de terceiros representa sobre o ativo total da empresa, tomando as devidas providências se esse representar mais do que o capital próprio através de uma aplicação de técnicas de administração financeira na empresa por meio desse projeto.

Nos dias atuais é de fundamental importância para a sobrevivência de qualquer entidade, o acompanhamento de suas tendências e do desempenho financeiro. Felizmente com o progresso da tecnologia e o surgimento da Globalização, a contabilidade evoluiu de tal modo, que tornou-se ferramenta importante para as empresas na tomada de decisão. A análise das demonstrações financeiras para toda a comunidade tornou-se essencial, pois é a partir dela que se pode verificar o sucesso dos negócios, suas deficiências e posteriormente uma solução viável. O analista tem o poder de interpretar as informações disponíveis, emitindo seu parecer para assim analisar com cautela as situações duvidosas, ocorridas pelo fato das informações não serem suficientemente claras, muito embora, deve-se salientar que a análise tem que


ser entendida dentro de suas possibilidades e limitações, sendo assim complementada pela Controladoria que supre todas as suas deficiências. Os analistas com o controle gerencial, transformaram-se em suportes importante indispensáveis, principalmente nas grandes empresas, que estão cercadas de riscos internos e externos. Competem aos empresários estarem atentos a todas essas mudanças e os profissionais da área administrativa financeira sempre estarem se atualizando , pois o mercado de trabalho e todas as suas necessidades estão cada vez mais exigentes.

A maior preocupação das empresas, atualmente, é com relação ao seu equilíbrio financeiro e sua estabilidade no mercado. Com a oscilação da Economia, as empresas, necessitam de um planejamento que interaja nas suas finanças e principalmente traga uma situação econômica - financeira aceitável, para assim poder competir com as concorrentes, principalmente as estrangeiras. A análise econômico-financeira sempre esteve ligada à necessidade de identificação da solidez e da performance das empresas, sendo assim de súbito interesse para os empresários, investidores, credores, concorrentes, Órgãos Governamentais, ou seja, a comunidade em geral.

Devido às limitações da análise, houve a necessidade de aprimorar este conhecimento, para que assim supra todas as necessidades capazes de não só analisar dados, como também apontar soluções. O objetivo deste trabalho é mostrar a importância de duas ferramentas indispensáveis da contabilidade para o sucesso das empresas: o Controle e a Análise das Demonstrações Financeiras, que não devem ser utilizadas separadamente, pois uma complementa a outra, por isso a grande importância e viabilidade de um projeto

que vise analisar e relatar as possíveis

mudanças para a empresa, no intuído de melhoras.

1.1 Problemática Não haver informações suficientes no que diz respeito ao Índice de Liquidez da empresa, através da falta de algum processo no sistema que a análise engloba


podendo proporcionar assim um estudo não muito eficiente da verdadeira realidade do comportamento financeiro da Minas Bahia Representações. Qual o comportamento da liquidez da Minas Bahia Representações?

1.2 Objetivos

1.1.1 Objetivo Geral

Avaliar o comportamento da liquidez da Minas Bahia Representações.

1.1.2 Objetivos Específicos

OE 1 – Identificar e estrutura do ativo e passivo; OE

2

– Observar a capacidade que a empresa tem em honrar seus compromissos,

como são feito os endividamentos e o êxito do controle desses feitos pelos gestores.

1.3 Hipóteses

H 1 - A Minas Bahia Representações tem uma liquidez ascendente; H

2 –

O comportamento da liquidez da Minas Bahia Representações é medida através

de instrumentos de controles financeiros;


1.4 Variáveis

A presença de uma análise minuciosa do índice de liquidez interfere nos resultados da empresa.

1.5 Justificativa

O índice de liquidez evidência a realidade financeira da empresa, procurando apontar quais são os melhores caminhos das decisões financeiras no que diz respeito a obtenção e aplicação de recursos financeiros e analisa também como se encontra o nível de endividamento desta.

É importante destacar que o sucesso de muitas empresas esta vinculada ao sucesso do controle feito sobre a sua administração financeira com objetivo de obter um equilíbrio na sua estrutura de capital, entre os recursos de terceiros e de recursos próprios através de um bom gerenciamento da mesma.

Com as afirmações acima, pode-se perceber a grande relevância do tema do estudo que impulsionou a busca incessante de conteúdo teórico para nortear a metodologia empregada, que foi o questionário técnico para coleta de dados. Assim, foi possível comparar teoria e prática, o que desencadeou numa geração maciça de conhecimento, tornando-se, portanto, inquestionável sua proeminência para todos os envolvidos no processo, como: acadêmico, empresa, sociedade e a Ciência. O trabalho está distribuído da seguinte forma: No primeiro capítulo localiza-se a introdução, contendo informações referentes a importância do tema, o problema da pesquisa, os objetivos, as variáveis, as hipóteses e a justificativa para o tema.


O segundo capítulo, diz respeito a Revisão da Literatura, com vários autores de renome, como, Gitmam, Brigham, Gropelli, Leite, Ralph M., Ross, entre outros, que com suas obras, deram suporte ao tratamento do problema. O terceiro capítulo, é constituído da Caracterização da empresa, contendo informações gerais sobre a empresa, capaz de possibilitar uma visualização do tamanho do empreendimento e o mercado em que atua. A metodologia utilizada para elaboração do estudo, está descrita no quarto capítulo, que por sua vez, foi a coleta de dados através de relatórios da empresa e de questionário com questões fechadas e aberta, visando compreender detalhadamente o problema. No capítulo cinco, encontra-se os resultados da pesquisa e as respectivas discussões.

No sexto e último capítulo é feito as considerações finais, destacando algumas sugestões e as limitações do estudo.


18

2 REFERENCAL TEÓRICO

2.1 Considerações Gerais

Segundo Roesch, a área financeira surgiu no século XX com um campo de estudo separado, porém ainda como parte da Economia. Este surgimento deveu-se, principalmente, ao movimento de fusões que teve início no final do século XIX nos Estados Unidos da América. O enfoque inicial de finanças concentrou-se nos instrumentos contratuais e na descrição das instituições participantes do mercado financeiro.

A cada período econômico nos Estados Unidos, a disciplina de finanças respondia com novos desenvolvimentos. Por exemplo: durante o grande processo tecnológico da década de 20 a área de finanças preocupou-se com o financiamento das empresas; durante o período recessivo que teve inicio na quebra da bolsa de 1929, houve concentração em análise econômico-financeira; no ano que surgiu à Segunda Guerra, o foco direcionou-se ao orçamento de capital e desenvolvimento de controles administrativo-financeiros, como fluxo de caixa, controle de duplicatas a receber e contas a pagar.

Foi durante a década de 50 que finanças passou a ser uma disciplina efetivamente autônoma. Harry Markowits escreveu em 1952 um artigo publicado no Journal of Finace sobre a escolha de carteiras de investimentos como base em duas premissas simples: (a) que, entre dois investimentos com o mesmo nível de risco, o investidor preferia aquele de maior retorno; (b) que, entre dois investimentos com o mesmo retorno, um investidor preferiria o de menor risco.

Harry Max Markowitz (n.24 de Agosto de 1927 – f. – de -) é um economista dos Estados Unidos da America. Foi premiado com o Prêmio de Ciências Económicas em 1990.


Markowits foi o divisor de águas entre a parte da disciplina de financeira que se preocupa com a empresa (administração de ativos e passivos) chamadas de finanças da empresa e o que se convencionou chamar simplesmente de Finanças (ou mercados de capitais), que trata da precificação de ativos em situação de risco. A área de Finanças da empresa concentra-se na questão na questão do gerenciamento financeiro da organização, sendo seus tópicos principais o planejamento e o controle financeiro, a analise financeira, a analise de investimentos, a gestão do capital de giro, o custo e a estrutura de capital e política de dividendos. A segunda subárea, de Finanças ou Mercado de Capitais, tem seu foco centrado no gerenciamento e precificação de ativos em situação de risco.

2.2 Liquidez e seus Índices

Uma empresa que pode ser considerada liquida, é aquela que muito facilmente pode satisfazer suas obrigações do curto prazo, no vencimento. A liquidez de uma empresa é medida pela capacidade para satisfazer suas obrigações de curto prazo, na data de vencimento. A liquidez refere-se à solvência da situação financeira global da empresa – a facilidade com o qual ela pode pagar suas contas. Gitman (1997,p.109)

Liquidez é a capacidade de um título ser convertido em moeda, ou seja, quanto mais rápido e em melhores condições for negociado maior sua liquidez. Para mostrar a situação financeira da empresa são utilizados índices para medirem essa. Tendo que tenha vencimentos em diferentes datas, uma duplicata que vença nos primeiros dias do ano pode ser igualadas as condições com uma que venha a vencer nos últimos dias do ano. Um aspecto importante que deve ser considerado é que a empresa precisa “repor” os ativos circulantes que converter em dinheiro, para não interromper sua atividade operacional. Nessas condições, os ativos circulantes passam a ter características permanentes. Portanto, os índices de liquidez são validos para as hipóteses em que a empresa é liquidada. (Masakazu Hoji, 2004: p.284 e 285)


Helio de Paula definiu liquidez como sendo a capacidade da empresa em pagar pontualmente seus compromissos financeiros. Seguindo o pensamento de Helio, uma empresa tem mede sua liquidez com o grau de capacidade em um período determinado, através da capacidade de ser honrar seus compromissos de curtos prazos observando os seus ativos e passivos circulantes. A “Administração de Liquidez” é, certamente, um dos problemas mais importantes enfrentados pelos administradores financeiro. Na realidade, esta administração dos Ativos e Passivos Circulantes está intimamente relacionada com o nível de riscos que a administração da empresa está disposta a enfrentar. Poderíamos colocar a questão em termos de possibilidade extremas. De um lado, quanto maior for a concentração de investimentos da empresa em ativos líquidos (caixa titulo de pronta liquidez etc.) em relação ao volume de suas dividas a curto prazo, maior será sua liquidez e, portanto, menor o nível de riscos que estará assumindo. Em outro extremo, teríamos o direcionamento do investimento para os ativos de longo prazo de realização, deixando uma proporção menor de ativos líquidos para a cobertura das dividas a curto prazo. (Helio de Paula, 1994: p. 68)

É contextualizada por Ross, Westerfield e Jaffe, que a liquidez é a facilidade e rapidez em que os ativos podem ser convertidos em dinheiro, os mais líquidos são os ativos circulantes estando dentro caixa e ativos que podem ser convertidos em caixa dentro do prazo de um ano a partir do balanço. Montantes ainda não recebidos de clientes corresponde as contas a receber referentes de venda de bens ou da prestação de serviços, conforme citação abaixo. A liquidez contábil refere-se à facilidade e velocidade com a qual os ativos podem ser convertidos em dinheiro. Os ativos circulantes são os mais líquidos, incluindo caixa e os ativos que podem ser transformados em caixa dentro do prazo de um ano a contar da data do balanço. As contas a receber correspondem a montantes ainda não recebidos de clientes, resultantes da venda de bens e da prestação de serviços a eles (depois de levar em conta possíveis perdas com clientes). (Ross, Westerfield e Jaffe, 2002 p. 39)

A liquidez de uma empresa, ou seja, sua solvência são medidas através de uma análise feita de seus índices.

As demonstrações financeiras mostra tanto a posição de uma empresa em um ponto como também suas operações de um período passado. De fato as demonstrações financeiras são utilizadas como ferramenta na ajuda para prevenir


lucros e dividendos futuros. Para Brigham (2001:p.97) “Os índices financeiros são calculados para ajudar a avaliar uma demonstração financeira.” Do ponto de vista de um investidor, prever o futuro é tudo o que a analise de demonstrações financeiras objetiva, enquanto do ponto de vista dos gestores, a analise das demonstrações financeiras é útil para ajudar a antecipar condições futuras e, mais importante, como um ponto de partida para planejar medidas que afetarão o curso futuro dos eventos. Eugene F. Brigham (2001:p.97)

A análise da liquidez por meio de índices para Masakazu Hoji (2004: p.280) “A técnica de análise por meio de índices consiste em relacionar contas e grupos de contas para extrair conclusões sobre tendências e situação econômico – financeira da empresa”

Os autores Brigham, Gaspenski e Ehrhardt, retratam que a principal finalidade da analise dos índices de liquidez de uma empresa, fazendo um comparativo direto entre os ativos circulantes com os passivos circulantes, se observando a habilidade que a empresa tem para honrar com as dividas adquiridas. Um ativo liquido pode ser negociado num mercado ativo e , como conseqüência, pode ser rapidamente convertido em caixa a um preço de mercado vigente, e a “posição de liquidez” de uma empresa lave em conta essa questão: a empresa será capaz de pagar suas dividas à medida que elas vencerem nos próximos anos e nos demais? Uma analise completa de liquidez exige o uso do orçamento de caixa, mas ao relacionar-se a quantia de caixa e outros ativos circulantes às obrigações correntes, a analise por meio desses índices oferece uma medida rápida e fácil de liquidez. (Brigham, Gaspenski e Ehrhardt, 2001: p.97)

A análise do índice de liquidez pode ser usada como uma estratégia competitiva, que venha agregar diferencias a uma empresa, pois esse índice pode se tornar uma “arma” a favor da empresa e contra os concorrentes. Podemos observar esta diferenciação na obra dos autores Brigham e Housto. A analise de demonstrações financeiras geralmente começa com o calculo de um conjunto de índices financeiros, construídos para revelar os pontos fortes e fracos de uma empresa em comparação com outra empresa do mesmo segmento. Os índices de liquidez mostram a relação de ativo circulante de uma


empresa com seu passivo circulante e, assim sua capacidade de honrar dividas que venham a vencer. (Brigham, 1999:p. 80)

Demonstrações financeiras e contábeis também servem para a construção dos índices de uma empresa – grandezas comparáveis obtidas a partir de valores monetários absolutos – destinados a medir a posição financeira e os níveis de desempenho

da

empresa

em

diversos

aspectos.

Como

afirmou

Zoratto

Sanvicente(1997:p.177).

Um ativo liquido pode ser negociado num mercado ativo, consequêntemente ser convertida rapidamente em caixa ao preço vigente do mercado e a posição de liquidez de uma empresa leva em conta se ela é capaz de honrar suas dividas a medida que forem vencendo. “Uma completa de liquidez exige o uso de orçamentos de caixa, mas ao relacionar-se a quantia de caixa e outros ativos circulantes às obrigações correntes, a analise por meio dos índices oferece uma medida rápida e fácil de liquidez.” Brigham (2001p.97).

O índice de liquidez de uma empresa , deve ser tratado como um termômetro , que serve para medir a estrutura do capital, levantando dados a profissionais responsáveis pela mesma, e ou a futuros investidores, pois esse índice e capaz de balancear a empresa, fazendo um levantamento de sua condição retratando a existência de riscos de falência, como podemos observar na obra de autoria de Grappelli e Ehsan. A analise de índice ajuda a revelar a condição global de uma empresa. Auxilia analistas e investidores a determinar se a empresa está sujeita ao risco de insolvência e se está indo bem em relação ao seu setor de atividade ou aos seus concorrentes. Os investidores consultam os índices para avaliar melhor o desempenho e crescimento da empresa. (Grappelli e Ehsan, 2002 :p. 356)


2.2.1 Índice de Liquidez Corrente (ILC)

Para Gitman (1997:p.100) “Índice de liquidez corrente é uma medida liquidez calculada dividindo-se o ativo circulante pelo passivo circulante da empresa”.

Para Gropelli, índice de liquidez corrente (ILC) se trata da relação entre o ativo circulante e o passivo circulante.

“O índice de liquidez corrente indica, aproximadamente, a margem de segurança disponível para a empresa satisfazer as dívidas de curto prazo. O índice pode variar, dependendo do setor de atividade e do tipo de campanha.” Gropelli (2002:p.357).

Em uma grande maioria o ILC é levantado como o melhor indicador da capacidade de pagamento da empresa. Mas Hoji esclarece (2004:p.285) “Mas esse índice também é resultante de diversos valores correntes de diferentes datas.”

Para Zoratto (1997:p.177) “Este índice relaciona, através de um quociente, os ativos e passivos de mesmo prazo (curto) de vencimento, sendo uma das medidas mais usadas para avaliar a capacidade de uma empresa para saldar os seus compromissos em dia.”

ILC na visão de Helio de Paula Os índices de liquidez destinam-se a avaliar a capacidade da empresa, em determinado momento, de saldar seus compromissos a curto prazo (Passivo Circulante) através da realização de seus compromissos realizáveis a curto prazo (Ativo Circulante). O primeiro desses índices relaciona o Ativo Circulante com o Passivo Circulante, sendo conhecido como “Índice de Liquidez Comum ou Corrente”. Helio de Paula (1994:p.71).


2.2.2 Índice de Liquidez Seca (ILS)

O Índice de Liquidez Seca é calculada de forma que é eliminado circulantes menos líquidos, os estoques, e são concentrados em ativos mais rápidos a serem convertidos em caixa. Para Gropelli (2002:p.358) “O índice de liquidez Seca determina se uma empresa pode cumprir suas obrigações com credores, se as vendas caírem drasticamente”.

Para Gitman (1997:p.100) “Índice de liquidez seco é uma medida de liquidez calculada dividindo-se o ativo circulante menos os estoques pelo passivo circulante”.

Sendo os estoques o menos liquido dos ativos circulantes de uma empresa ele é deduzido e dividido pelo passivo circulante daí se acha o ILS. Os estoques tem uma probabilidade de da prejuízos de dá prejuízos em vaso de uma liquidação. Como ressalta

Brigham (2001:p.99)”Portanto, uma medida da habilidade da empresa em

pagar suas obrigações de curto prazo, sem recorrer à venda de seus estoques é importante”.

Para Zoratto Sanvicente (1997:p.178) “A formulação deste índice corresponde a uma tentativa de sanar as deficiências do índice de liquidez corrente, excluindo do ativo circulante o item “estoques”, ou seja, o ativo de realização mais problemático dentro dessa categoria”.

Sobre o ILC e o ILS, Gropelli lembra. O uso inteligente dos índices requer que sejam relacionados a outras informações. O índice de liquidez corrente não conta toda a historia. Devemos estudar o conjunto. Mesmo que duas empresas tenham o mesmo total de ativos circulantes, aquela com o maior concentração de ativos líquidos, como


caixa e títulos negociáveis, possui posição de liquidez melhor para atender às obrigações credoras de curto prazo”. Gropelli (2002:p358)

2.2.3 Índice de Liquidez Imediata

O Índice de Liquidez Imediata (ILI) indica o que a empresa disponibiliza de recursos imediatamente para ser liquidado compromissos de curto prazo. Como afirma Hoji (p.286, 2004) “As disponibilidades são recursos imediatamente disponíveis, mas as obrigações de curto prazo podem estar compostas por dividas que vencem em 15 dias, 30 dias, ou até 365 dias”.

Para se obter um melhor resultado sobre o ILI, o analista utiliza esse com base em relatórios de dividas separadas por vencimentos.

O ILI corresponde a uma tentativa de camuflar as deficiências do ILC, retirando do ativo circulante, o estoque.Segundo Zoratto (p.178, 1997) “Em condições normais os estoques são transformados em contas a receber, e estas em disponibilidades, após um processo até certo ponto prolongado e por isso, mesmo, de maior incerteza”.


2.2.4 Índice de Liquidez Geral

O ultimo índice a ser levantado é o índice a de liquidez geral que faz uma relação entre os ativos realizáveis da empresa de curto prazo e longo prazo e os exigíveis totais, somando o passivo circulante com o exigível a longo prazo.

Em resumo o ILG retrata quanto de dinheiro a empresa dispõe no realizável de curto e longo prazo para honrar o dinheiro de dividas adquiridas também no curto e longo prazos. Para Helio de Paulo (1994:p.77) “Este índice, também, pode ser altamente criticável pelo seu caráter estático e pelas intensas mudanças que podem ocorrer tanto no Ativo como no passivo de uma empresa ao longo do tempo. Entretanto, apesar das ressalvas que podem ser feitas em relação ao seu significado, este, também, é um instrumento extremamente popular entre os analistas”.

Segundo Zoratto (p. 178, 1997) “Este índice representa mais um passo na direção de uma medida mais satisfatória de liquidez de uma empresa, comparando as obrigações de vencimento a curto prazo com o que a empresa possui em dinheiro ou pode prontamente transformar em dinheiro”.

2.3 Ciclo Financeiro

O ciclo financeiro dá inicio assim que é feita o primeiro desembolso e finaliza com o recebimento da venda. Se houver pagamento de custos ou despesas em data posterior ao recebimento das vendas, fica sendo nesse momento que é encerrado o CF, como se pode observar através de Hoji (p.27, 2004) “O ciclo financeiro tem inicio


com o primeiro desembolso e termina, geralmente, com o recebimento da venda. Caso haja pagamento de custos ou despesas após o recebimento da venda, é nesse momento que se encerra o clico financeiro”.

Figura 01 – Ciclo Financeiro - Fonte: Hoji (p.28, 2004)

CF = do primeiro desembolso até o final do PRV.

2.4 Ativo

De forma clássica os itens que compreendem o ativo é a liquidez desses. Tal ordenação é extremamente conveniente para a interpretação do balanço patrimonial.

Helio de Paula contextualiza (p.19, 1994) “Diz-se que um ativo á mais liquido que outro quando o primeiro pode ser normalmente convertido em numerário mais rapidamente que o segundo. Portanto, o conceito de liquidez relaciona-se com a velocidade pela qual os ativos se transformam em caixa em condições normais”.

A conversão em caixa tenha que ser feita em condições normais é absolutamente valida, lavando em conta que as empresas, a priori, não possua prazo determinado de virar, ou seja, tenha suas vidas pautadas pela continuidade. Afirma “Excepcionalmente, faremos a hipótese de liquidação da empresa, o que corresponderia, efetivamente, à conversão imediata de todos os ativos em caixa aos respectivos valores reais de mercado, com a finalidade de resgatar todas as obrigações vigentes e distribuir o resíduo de caixa remanescente aos proprietários da empresa”. Helio de Paula (p.20, 1994)


Ao ser classificados os componentes do ativo de uma empresa deve existir a preocupação de diferenciar os graus de liquidez segundo a operação normal de empresa. “A velocidade qual cada um dos itens se transformará em caixa pela própria atividade normal da empresa” Helio de Paula (p.20, 1994).

Temos três classes distintas de liquidez dos ativos. A lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que dispôs sobre as sociedades por ações, em seu artigo 178 (§ 1º) consagrou definitivamente o critério da liquidez para a ordenação das contas do Ativo, ao declarar que “no Ativo as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registradas nos seguintes grupos: (a) Ativo Circulante; (b) Ativo Realizável a Longo Prazo; (c) Ativo Permanente”.

O Primeiro é a classe nomeada de Ativo Circulante que tem a maior e mais rápida liquidez. “O grupo de ativos de maior liquidez é classificado como “Ativo Circulante” e inclui, essencialmente, o Disponível, as Duplicatas e Contas a Receber a Curto Prazo, os Estoques (de produtos Acabados, de produtos em Fabricação e de Matérias-primas) e as Despesas Antecipadas”. Helio de Paula (p.22, 1994).

Tendo a segunda classe, através da analise da liquidez do ativo, tendo sua liquidez menor que a do ativo circulante, o realizável a longo prazo.

A segunda classe de ativos é o “Realizável a Longo Prazo”. Neste grupo estão classificados “os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes do lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objetivo da companhia”, conforme estabelece o artigo 179, II, da Lei nº 6.404.

A ultima classe dos ativos é a dos ativos que deverão permanecer por um longo tempo na empresa, nomeado de Ativos Permanentes.


Uma máquina, por exemplo, em principio, deverá permanecer na empresa enquanto não for esgotado a sua vida útil. Podemos imaginar várias situações onde esta permanência não ocorre (absoletismo, por exemplo), mas, de forma geral, há ativos que, pela própria operação da empresa, devem integrar o Ativo da empresa enquanto durem. Tais são os Ativos Permanentes.

Sob a Lei nº 6.404 no artigo 179 os Ativos Permanentes são divididos em Investimentos, Imobilizados e Derefido.

Investimentos: (art. 179 – III ), A lei estabelece que deverão estar classificadas “as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante e que não se destinem à manutenção da companhia ou da empresa”.

Imobilizados: (art. 179 – IV) essa lei estabelece que serão classificados “os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa, ou exercidos com essa finalidade, inclusive os de propriedade industrial ou comercial”.

Diferido: (art. 179 – V) “As aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social, inclusive os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o inicio das operações sociais”.

2.5 Passivo

Para Helio de Paula (1994, p.24) “O passivo corresponde à listagem das obrigações da empresa, que financiaram as aplicações demonstradas no Ativo, e à


especificação dos recursos próprios da empresa, que estão envolvidos nestas aplicações”.

Na lei nº 6.404 (Art 180) Diz “as obrigações da companhia, inclusive financiamentos para inclusão de direitos do Ativo Permanente, serão classificados no Passivo Circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no Passivo Exigível a Longo Prazo, se tiverem vencimento em prazo maior, observando o disposto no parágrafo único do art.179”.

2.6

Fluxo de Caixa

Não podemos fazer um levando sobre o índice de liquidez em falar sobre o fluxo de caixa que é uma ferramenta que possibilita o administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros da empresa por um certo período.

Sendo o fluxo de caixa uma ferramenta de suma importância para se gerir de forma controlada e segura uma empresa, através das movimentações financeiras ocorridas nesta, por meio de planilhas que são geradas a partir de entradas, saídas e saldos de recursos, a analise de fluxo de caixa se torna uma aliada os gestores nas tomadas de decisões pois demonstra a real situação da empresa em determinado período, como afirma Zdanowicz (2002, p.41) “Programar os ingressos e os desembolsos de caixa, de forma criteriosa, permitindo determinar o período em que deverá ocorrer carência de recursos e o montante, havendo tempo suficiente para as medidas necessárias”

Quando são programadas as necessidades financeiras e determinadas as fontes onde serão captados os recursos, parti-se daí o dever de distribuir esses de forma


inteligente e com segurança nos diversos ativos da empresa pelo administrador financeiro. Toda a administração do ativo é importante, pois se deve ter em mente os objetivos simultâneos da administração financeira: liquidez e rentabilidade. Para que seja possível um pronto pagamento das obrigações de curto prazo, é necessário manter um saldo de adequado de caixa, proceder as cobranças de valores a receber, dimensionar convenientemente os estoques e avaliar os demais itens do ativo, para que se tenha o autofinanciamento do ciclo operacional da empresa. ( José Eduardo Zdanowicz, 2002, p. 20)

Por isso a ligação direta entre fluxo de caixa e índice de liquidez, pois o alto giro de valores a receber e circulação dos estoques resultam na melhor liquidez da empresa, que por meio das vendas poderá se projetar um maior lucro e direcionar aplicações adequadas em ativos. O fluxo de caixa se trata de uma ferramenta indispensável para uma boa administração dos recursos e também para o sucesso da empresa para ter o controle financeiro da empresa através de planejamentos.

O fluxo de caixa se permite obter uma visão de todas as atividades desenvolvidas, assim como sobre as operações financeiras realizadas diariamente do ativo circulante, dentro das disponibilidades e que representam o grau de liquidez da empresa. Programar os ingressos e os desembolsos de caixa, de forma criteriosa, permitindo determinar o período em que deverá ocorrer carência de recursos e o montante, havendo tempo suficiente para as medidas necessárias; Permitir o planejamento dos desembolsos de acordo com as disponibilidades de caixa, evitando-se o acúmulo de compromissos vultosos em época de pouco encaixe: Determinar quanto de recursos próprios a empresa dispõe em dado período, e aplica-los de forma mais rentável possível, bem como analisar os recursos de terceiros que satisfaçam as necessidades da empresa; Projetar um plano efetivo de pagamento de débitos. José Eduardo Zdanowicz, (p. 41, 2002)


2.6.1 A Importância do Fluxo de Caixa para os negócios

Numa realidade de disponibilidades escassas é muito difícil gerar riquezas com demonstrações contábeis irreais. Caso uma organização demonstre altos lucros, mas não gere caixa, provavelmente não possui nenhum lucro. As empresas não falem por causa de baixa lucratividade, mas por falta de dinheiro no caixa.

A necessidade de desenvolvimento dos Demonstrativos de Fluxo de Caixa decorre do crescimento da complexidade das atividades operacionais. A inflação, legislação e modificações estruturais na economia provocam, também, a necessidade destes demonstrativos, uma vez que essas influências externas afetam mais rapidamente os Fluxos de Caixa.

“Entende-se como Fluxo de Caixa o registro e controle sobre movimentação do caixa de qualquer empresa, expressando as entradas e saídas de recursos financeiros ocorridos em determinados períodos de tempo” Campos Filho (1997, p. 27). O fluxo de caixa assume importante papel no planejamento das empresas. Num exercício dinâmico, que deve ser constantemente revisto, atualizado e utilizado na tomada de decisões. Normalmente a analise é realizada através de indicadores específicos, de acordo com cada projeto, orçamento ou situação analisada.

O objetivo central do fluxo de caixa é basicamente as projeções e controle das entradas e saídas dos recursos financeiros da empresa para determinado período de tempo no intuito de planejar a necessidade de buscar empréstimos ou fazer aplicações de excedentes de caixa em operações que através da analise do administrador financeiro da empresa resultarão rentabilidade para a empresa. Planejar e controlar os recursos financeiros da empresa, em termos de ingressos e desembolsos de caixa, através das informações constantes nas projeções de vendas, produção e despesas operacionais, assim como de dados relativos aos índices de atividades: prazos médios de rotação de estoques, de valores a receber e de valores a pagar;


Saldar as obrigações da empresa na data do vencimento. ( José Eduardo Zdanowicz, (2002, p. 24)

O fluxo de caixa constitui ferramenta fundamental para a administração e avaliação das empresas. A sua utilização possibilita um ótimo controle dos recursos financeiros, evitando situações de insolvência ou falta de liquidez que representam serias ameaças à continuidade das organizações. “Se você tiver o suficiente, então o fluxo de caixa não é importante. Mas se você não tiver, nada é mais importante. É uma medida de sobrevivência. Fique acima da linha e tudo bem. Fique abaixo e você está morto”. Campos Filho (1999, p. 45,46).

A adoção e boa utilização desta ferramenta o conhecimento do grau de independência financeira, com base na avaliação do potencial para geração de recursos e saldar compromissos. Alem disso, pode medir a capacidade de pagamento e retorno às aplicações de seus de seus investidores. Viabiliza ainda, a avaliação da capacidade de financiamento de capital de giro, permitindo conhecer a capacidade de expansão com recursos próprios, aferir o potencial efetivo das organizações para implementar decisões de investimentos e distribuição de lucros e/ou pagamento de dividendos. Gera indicadores do momento ideal para a realização de empréstimos ou captação de recursos externos, tanto para a cobertura de eventuais situações de déficits, como para implementar decisões que dependem de aportes adicionais, ainda orienta as aplicações dos excedentes de caixa, superávits, no mercado financeiro, possibilitando maiores ganhos para a organização e melhor compatibilização dos prazos.


3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

3.1 Informações Gerais

Nome da empresa: MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES Forma jurídica: Minas Bahia Representações Ltda. Ramo: Representações de materiais agropecuários e para construção civil. Total de empregados: 06 Sócios-Gerentes Principais: Jorge Maciel dos Santos Lima e Lucia Maria Saldanha dos Santos Lima Endereço e Telefone: Rua Jacy Santos Flores, nº 10, Bairro Candeias – Cep:45.055.090, Vitória da Conquista – Ba PABX (77) 3424-3722

3.2 Histórico da empresa

A empresa Minas Bahia Representações Ltda., é uma empresa que atua há mais de 15 anos com representações comerciais, atendia a principio toda região da Bahia e Norte de Minas Gerais, mas atualmente tem seu leque de atendimento apenas a Bahia. Muito longa foi a caminhada, muito difícil, foi necessária uma boa dose de paciência, tolerância, aperfeiçoamento, qualidade e treinamento pessoal e profissional para consolidar a empresa Minas Bahia que é hoje.

3.3 Estrutura Administrativa

A empresa possui setores de compras, de tele marketing, cobranças, tesouraria, contas a pagar, dentre outros, mas se tratando de uma empresa de prestação de serviços atuando na área de representações, o setor com mais ênfase, e que dá sustentabilidade ao negocio - tendo sua atenção quase toda voltada a ele - é o setor de


vendas, onde são executadas diversas funções alem da venda, como cadastro, controle de expedição, e um ótimo atendimentos aos seus clientes.

O prédio que abriga a empresa, se trata de um ótimo espaço, se tratando de um escritório de representações tem uma excelente estrutura, uma construção nova com boas acomodações e diversos espaços para diferentes atividades. São feitos alguns treinamento quando existe alguma alteração nos sistemas operacionais das empresas representadas, e geralmente são feitos nas cidades onde estão constituídas as fábricas.

Os salários são pagos nos primeiros dias de cada mês. Os vendedores externos recebem comissão por suas vendas e os internos têm salário fixo. Existe para os vendedores internos uma gratificação para metas batidas. Os colaboradores da empresa não tem outro tipo de auxilio de renda. O desempenho da empresa e medida através de metas estipuladas e qual foi o índice atingido dessa.

Existe nas instalações da empresa extintores contra incêndios e sanitário individuais para cada sexo dos colaboradores com uma ótima estrutura e higiene. Há uma política interna que tem como objetivo o bom andamento da instituição de modo que se possam atingir os seus objetivos principais.

As políticas gerenciais são baseadas na transparência, valorização das pessoas e principalmente na satisfação dos clientes, colaboradores e empresas representadas, buscando sempre a satisfação de todos.


4 METODOLOGIA

4.1 Procedimentos Metodológicos

A pesquisa origina de um problema, que posteriormente receberá um tratamento científico, tendo o objetivo principal de responder ao problema.

O estudo realizado, de acordo com os objetivos estabelecidos, evidencia o caráter exploratório da pesquisa.

A metodologia empregada na elaboração do presente estudo, além da pesquisa bibliográfica, foi um estudo de caso simples levantando dados qualitativos (questionários, entrevista direta). A pesquisa foi feita no próprio estabelecimento (MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES), no mês de junho do ano de 2006, tendo resposta no mesmo momento.

O estudo foi centrado na área financeira, tendo como título “ANÁLISE DE COMO SE COMPORTA A LIQUIDEZ DENTRO DE UMA EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, MINAS BAHIA REPRESENTAÇÕES”, coletando também, as informações dos relatórios desenvolvidos.

4.2 Público-Alvo

A população compreende de acordo com Lakatos (2003, p. 223) “o conjunto de seres animados ou inanimados que apresenta pelo menos uma característica comum”. A pesquisa foi composta por seis pessoas, colaboradores e gestores da empresa Minas Bahia Representações, sendo dois deles sócios.


4.3 Instrumentos da Pesquisa

A pesquisa foi realizada através de questionário aplicado aos colaboradores e gestores da empresa.

4.4 Plano de Amostragem

A pesquisa foi realizada com 06 pessoas, que são colaboradores e responsáveis pela administração da empresa. Obtendo o retorno de todas as questões levantadas no ato da pesquisa.

O universo segundo Richardson (1999, p. 103) “é o conjunto de elementos que possuem determinadas característica. [...] Em termos estatísticos, uma população, pode ser um conjunto de indivíduos que trabalha em um mesmo lugar, ou freqüentam um mesmo lugar”.

4.5 Levantamento e Análise dos Dados

A coleta de dados foi realizada através de documentação indireta com levantamento de dados, informações colhidas junto à empresa. Foi feito também um levantamento através de documentação direta. Sendo aplicado um questionário direcionado ao gerente responsável pela administração da Minas Bahia. Os questionários foram aplicados pessoalmente, permitindo com isso o esclarecimento das dúvidas, quanto ao preenchimento do instrumento de pesquisa, os quais foram analisados partindo do ponto de vista qualitativo.


5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Questionário Pergunta 1: Como é feita a contabilidade da empresa? Resposta: Nossa contabilidade é feita por uma empresa terceirizada, que fica responsável por todos os nossos encargos que são gerados, impostos, FGTS... “que por sinal são muitos”, em fim toda contabilidade da empresa é feita por fora.

Essa resposta mostra que a empresa optou por terceirizar toda sua contabilidade, o que apesar de gerar um custo, traz segurança a respeito dos pagamentos dos aspectos tributários e uma certa tranqüilidade aos gestores. Essa resposta mostra que a contabilidade é voltada para o aspecto fiscal e não gerencial.

Pergunta 2: Como você é feito o controle financeiro da empresa? Somente por meio da contabilidade?

Resposta: Não, a contabilidade é uma parceira que fica responsável pelos encargos trabalhistas, impostos, fgts...Esses tributos, mais as outras contas a pagar e as contas a receber são feitas aqui pelo escritório. Como na primeira resposta, podemos observar que a empresa utiliza o serviço da contabilidade como parceira, mas, os demais processos financeiros são feitos pelo próprio escritório.

Pergunta 3: A empresa opta por pagamento das contas à vista ou prazo? Em que proporção?

Resposta: Tenho preferência por pagamentos das contas à vista, mas para poder se construir um nome com boas referências comerciais adquirimos algumas contas para serem pagas com 30 dias, e muito raramente são adquiridas para pagamentos em mais


vezes. Posso dividir as contas que pagamos na proporção de 70% desta com pagamento à vista e 30% para pagamento a prazo.

30% À VISTA A PRAZO 70%

Figura 02 – Aquisição das contas para pagamento à vista e a prazo- Fonte: Pesquisa de campo / 2006

Para a empresa fica mais interessante optar por contas com pagamentos à vista, mas se utiliza de contas com vencimentos posteriores para, como foi falado pelo gestor, se obter a formação de informações de bom pagador e conseguir conceitos positivos na concessão de créditos.

Pergunta 4: Porque a empresa não faz um controle das finanças com maior rigor, elaborando um sistema financeiro dentro da empresa, com acompanhamentos diários? Resposta: A Minas Bahia é uma empresa de representações e não tem contato direto com o dinheiro, efetuando as vendas por meio de intermediação , onde as empresas que representamos entregam os produtos através de suas logísticas, lançam os boletos que são pagos pelos clientes, e somente depois dessa execução em um determinado dia de cada mês recebemos as comissões referentes, por isso não vemos a necessidade da implantação de um controle financeiro diario.

Com já foi dito anteriormente, por se tratar de uma empresa de representações e não existindo a entrada e saída de dinheiro dia-a-dia, só acontecendo isso em um determinado dia de cada mês, não fica sendo necessário ter um controle financeiro diário.


Pergunta 5: Não existindo um sistema financeiro, como é feito o controle das contas a pagar? E você vê a necessidade da implementação deste?

Resposta: Nosso controle financeiro é feito por meio de planilhas elaboradas mês a mês, relacionando todas as contas que deverão ser honradas no mês referente. Não vejo, dentro da nossa empresa a necessidade da implantação de um sistema mais minucioso de controle financeiro, pois devera demanda custos, alem de que as empresas a qual representamos, fazem os pagamentos referentes as nossas comissões em apenas um dia do mês, o que facilita bastante o controle financeiro feito por nos.

Pergunta 6: O controle financeiro atente as necessidades gerenciais da empresa?

Resposta: Como já havia dito anteriormente – na resposta anterior – o nosso controle financeiro é bastante simples, temos nossas datas de recebimentos referentes a cada empresa que representamos e partindo desses alocamos os recursos necessários para pagarmos as contas no decorrer do mês, que se trata de nosso controle financeiro e atende, até o momento, nossas necessidades gerenciais muito bem.

Observamos que, mesmo um simples controle financeiro, feito através de uma planilha de contas a receber e a pagar atende as necessidades gerenciais da empresa.

Pergunta 7: O setor financeiro acompanha a liquidez da empresa? Em que periodicidade?

Resposta: Não o setor financeiro da empresa, pois não temos esse especificamente, mas nos, gestores, acompanhamos a liquidez da empresa sim, observando nossos recebimentos com as contas a pagar. Se liquidarmos todas com recursos próprios, tivemos uma boa liquidez, mas se for preciso recorrer a recursos de terceiros nossa liquidez não foi boa. Esse acompanhamento é feito todos os meses.


A liquidez da empresa é acompanhada pelos gestores, observando mês a mês as contas a receber em relação as contas a pagar, o que é correto, se houver a quitação das contas com recursos próprios e considerada boa, mas se precisar recorrer a recursos de terceiros é ruim.

Pergunta 8: Quais os relatórios e técnicas utilizadas?

Resposta: Não é utilizada nenhum tipo de técnica, sofisticada, para medirmos nossa liquidez, apenas usamos uma planilha, bem simples, como relatório mensal das contas a pagar e a receber.

Pergunta 9: Como esta a liquidez da Minas Bahia Representações no últimos dois anos?

Resposta: Nos últimos dois anos nossa liquidez esta muito bem, honramos nossos compromissos sempre em dias, fizemos vários investimentos em melhorias para nosso escritório, nosso ambiente de trabalho, e em incentivos para os funcionários, tendo nesse período somente dois meses, se muito, que nossa liquidez não foi satisfatória.

Apesar de não termos meios para medirmos a liquidez da Minas Bahia, observamos através das repostas de seu Diretor que essa esta muito bem na empresa.

Pergunta 10: A liquidez acima relatada é compatível com o porte da empresa e com o ramo de atividade?

Resposta: A liquidez de nossa empresa é bem compatível com o porte da nossa empresa, e em relação ao nosso ramo de atividade estamos bem compatíveis ou até mesmo acima, pois representações proporciona uma boa liquidez.


Pode-se ver que o ramo de atividade da Minas Bahia tem uma liquidez, uma rentabilidade, bem favorável, o que é acompanhada também pela empresa.

Pergunta 11: Pode ser melhorada? De que maneira?

Resposta: Temos uma boa liquidez, mas sempre podemos melhorar, e cada vez mais buscamos isso, aumentando nossa área de atuação, nossa forma de atendimento e como sempre diminuir os custos da empresa.

Muitas vezes é associada liquidez com rentabilidade, não sendo errado, e para se melhorar essa dentro da empresa se visa aumento de atuação, melhora em atendimento e diminuição de custos.

Pergunta 12: Você teria como nos informar como estão distribuídos os recursos no ativo da empresa?

Resposta: Como não temos um meio, uma forma para demonstrar essa alocação, distribuo 70% no Ativo Circulante e 30% no Ativo Permanente.

30% Ativo circulante Ativo permanente 70%

Figura 03 – Distribuição do Ativo da empresa - Fonte: Pesquisa de campo / 2006


Como é de se esperar de uma empresa de representações, um prestadora de serviços, o ativo se concentra em grande parte no ativo circulante.

Pergunta 13: Como está dividido o Ativo Circulante?

Resposta: Disponível 90%, Duplicatas 9% e Estoque 1%

9,00% 1,00% DISPONÍVEL DUPLICATAS ESTOQUE

90,00%

Figura 04 – Distribuição do Ativo Circulante da empresa - Fonte: Pesquisa de campo / 2006

Pergunta 14: E como está dividido o Passivo?

Resposta: 50% no passivo circulante e os outros 50% no patrimônio liquido.

50,00%

PASSIVO CIRCULANTE

PATRIMÔNIO LIQUIDO 50,00%

Figura 05 – Distribuição do Passivo da empresa - Fonte: Pesquisa de campo / 2006


Pergunta 15: De que maneira é acompanhado o fluxo de caixa ?

Resposta: Fluxo de caixa ao “pé da letra” não temos, mas tenho uma planilha para controle e planejamento de como comprometeremos as nossas entradas de recursos.

Pergunta 16: A empresa apresenta recebimentos e pagamentos uniformes? Em que periodicidade?

Resposta: A Minas Bahia não apresenta recebimentos e pagamentos uniformes, pois assim como vários outros ramos de atividade temos sazonalidade de, um pouco baixa mas temos. Devido a essa temos distribuídos na seguinte proporção por período: 1º Trimestre 16%, 2º Trimestre 28%, 3º Trimestre 28% e no 4% Trimestre 28%. Temos essa baixa porcentagem no 1º trimestre devido ao mês de fevereiro que puxa a media para baixo, mas nos demais meses temos uma uniformidade nas vendas e nos recebimentos.

28,00%

28,00%

28,00%

1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE 4º TRIMESTRE

16,00%

Figura 06 – Divisão de recebimentos e pagamentos da empresa - Fonte: Pesquisa de campo / 2006


6 CONSIDERÇÕES FINAIS

6.1 Comentários finais

O objetivo geral deste estudo se consistiu em analisar se existe e como se encontra dentro de uma empresa de representações o controle financeiro e uma analise do índice de liquidez. Essa análise iniciou durante o período de estágio, no qual o acadêmico pode conviver no ambiente da empresa, e posteriormente, através do questionário aplicado, coletando informações essenciais para alcançar os objetivos do estudo. O Referencial Teórico facilita a compreensão do leitor e atende as necessidades da pesquisa, pois através de diversos autores que abordam os principais aspectos relacionados ao índice de liquidez.

Durante todo o processo de elaboração deste estudo, pode-se criar uma visão de como a empresa guia o negócio. A gestão da empresa é muito mais baseada na experiência dos gerentes e funcionários do que em métodos gerenciais modernos. Assim, preocupa-se muito mais com o “financeiro” do que com o “econômico”, não tendo a visão de controladoria, de certa forma, o método que é utilizado pela empresa atende bem as suas necessidades, proporcionando aos seus gestores um bom controle e uma visão da real situação desta, como foi possível observar na análise dos resultados.

Desta forma, a pesquisa levantada, observou que não utiliza técnicas modernas para uma analise mais minuciosa de seu índice de liquidez, como se pode perceber com as divergências identificadas nos questionários.

A Minas Bahia Representações, em partes, tem a liquidez como objetivo financeiro, fazendo referencia a primeira hipótese. Toda e qualquer empresa busca


liquidez, não sendo diferente com a MBR, no entanto essa se dá a partir das vendas, onde são geradas as comissões referentes e todos os custos com instalações, funcionários, telefone, internet, despesas de viagem, operacionais... E no final desse período, 30 dias, se verifica se todas as dividas forma sanadas dentro do prazo correto e qual foi o lucro, sendo esse um dos objetivos centrais dela.

Quanto à segunda hipótese, a empresa utiliza instrumentos, onde se pode observar através do questionário aplicado ao seu diretor geral, Jorge Maciel, que a Minas Bahia Representações não tem e nem se aplica nenhum tipo de técnica avançada para fazer seu controle de sua liquidez. Temos na empresa técnicas simples para fazer esse controle financeiro, utilizando planilhas que são elaboradas no intuito de se observar, mês a mês, quanto se gerou de receita e quais as dividas adquiridas que serão sanadas no mês corrente. Apesar de não ser aplicado nenhum método moderno sobre liquidez na empresa, fica claro que o controle que é feito pelos gestores tem sido favorável, pois ela tem uma excelente liquidez – observado pelas resposta do entrevistado, onde faz o cruzamento das contas a pagar com os recursos disponíveis que a empresa gera – em que pouquíssimas vezes, ou quase nunca, é necessário se utilizar dos recursos de terceiros. Observa-se que mesmo tendo uma boa liquidez, sempre existe a busca por melhoras, tentando diminuir os custos da empresa.

O trabalho ficou um pouco limitado, pois a Minas Bahia Representações é isenta da realização do balanço patrimonial, por se tratar de uma pequena empresa de prestação de serviço. Por não termos a peça fundamental para a construção desse trabalho, o balanço da empresa, nosso estudo ficou um pouco restrito a informações geradas somente pelos questionários aplicados, deixando-nos a mercê dessas informações, superficiais, sobre seus ativos e passivos, que foram insuficientes para atender as expectativas que tínhamos sobre esse trabalho monográfico. Mesmo com as limitações encontradas, o trabalho foi construído com base em bom referencial teórico, atendeu não completamente as expectativas, mas fluiu muito bem, de forma a constatarmos que a empresa possui uma liquidez favorável ao seu ramo de negócio, o método utilizado para o seu controle financeiro atende as suas necessidades e não é


descartada a possibilidade da implantação, no futuro, de um método de controle financeiro mais moderno que atendas as necessidades da empresa.

6.2 Limitações do estudo

Quando se fala em estágio em pequenas e médias empresas, principalmente quando se refere à área financeira, surge à primeira limitação, que é o receio dos empresários em fornecer relatórios, julgando-os confidenciais demais, no caso da Minas Bahia Representações esses não foram fornecidos pois a mesma é isenta da realização do balanço patrimonial e DRE. Outra limitação diz respeito à qualidade das informações que foram fornecidas, de forma bem superficial, além de serem limitadas, já que a empresa é uma prestadora de serviço na área de representações trabalhando somente com simples relatórios feitos em planilhas mensais para controle interno do que a empresa tem a receber e as contas a serem pagas, sendo elaborada nos primeiros dias de cada mês e feita mensalmente. A ultima limitação a ser levantada, trata da forma como o estagiário - fazendo um trabalho dessa grandeza - é visto pela empresa, muitas vezes não recebendo a devida atenção, o que prejudica a formulação da visão crítica sobre esta, em especial sobre o problema estudado.


6.3 Recomendações

As recomendações a serem feitas são baseadas nas limitações da pesquisa, e é de grande valia para a empresa e para outros estagiários que possa vir a estagiar na área financeira. São elas: Æ Utilizar relatórios mais detalhados, pois quanto mais informações melhor será o diagnóstico, para nortear as decisões. Para isso, seria necessário profissionalizar a gestão; Æ Observar, antes de qualquer coisa, qual o ramo de negocio a empresa atua, colhendo informações superficiais e que será de grande importância, sobre o tema que será estudado na mesma; Æ Demonstrar para os responsáveis pela empresa, a importância que o trabalho terá para ela e os resultados e vantagens que ela terá após uma boa realização desse; Æ Ter precisão nas informações que vão ser lançadas, pois a área financeira é de suma importância para a sustentabilidade da empresa, por isso, essas não são geradas com facilidade pelos responsáveis já prevendo uma vulnerabilidade desses dados.


REFERÊNCIAS

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GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. São Paulo: Harbra, 1997.

HOJI, M. Administração financeira: uma abordagem prática. São Paulo: Atlas, 2004.

LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia cientifica. São Paulo: Atlas, 2003.

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LEMES JÚNIOR, Antônio Barbosa. Administração Financeira: fundamentos e práticas brasileiras – Rio de Janeiro: Elsevier, 2002.

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SANVICENTE, Antônio Z. Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 1987.

ROCHA BRAGA, Hugo. Análise das demonstrações financeiras: uma iniciação. São Paulo: Atlas, 1982.

ROSS, Stephen; WESTERFIELD, Randolph. W.; JORDAN, Bradford D. Princípios da Administração financeira. São Paulo; Atlas, 2000.

ROSS, Stephen; WESTERFIELD, Randolph. W.; JAFFE, Jefrrey. F. Administração financeira. São Paulo; Atlas, 2002. VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios em administração–5ª edição – São Paulo: Atlas 2004. ZDANOWICZ, José Eduardo. Fluxo de Caixa: Uma decisão de planejamento e controle financeiro.- 9ª edição – Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2002.


ANEXOS


ANEXO A

Deposito

Sala de Palestras Sala de Reuniões

Cozinha

Sala da Gerência

WC Masculino

WC Feminino

Arquivo

Sala de Vendas

Recepção


ANEXO B

EMPRESAS REPRESENTADAS

GERENCIA MINAS BAHIA

GERENCIA MINAS BAHIA

VENDEDOR

VENDEDOR

VENDEDOR

VENEDOR

EXTERNO

EXTERNO

INTERNO

INTERNO


APÊNDICE


APÊNDICE A Questionário para ser utilizado como ferramenta de pesquisa na elaboração da Monografia do acadêmico Márcio Rogério Santana do Prado.

1 - Como é feita a contabilidade da empresa? 2 - Como você é feito o controle financeiro da empresa? Somente por meio da contabilidade? 3 - A empresa opta por pagamento das contas à vista ou prazo? Em que proporção? 4 - Porque a empresa não faz um controle das finanças com maior rigor, elaborando um sistema financeiro dentro da empresa, com acompanhamentos diários? 5 - Não existindo um sistema financeiro, como é feito o controle das contas a pagar? E você vê a necessidade da implementação deste? 6 - O controle financeiro atente as necessidades gerenciais da empresa? 7 - O setor financeiro acompanha a liquidez da empresa? Em que periodicidade? 8 - Quais os relatórios e técnicas utilizadas? 9 - Como esta a liquidez da Minas Bahia Representações no últimos dois anos? 10 - A liquidez acima relatada é compatível com o porte da empresa e com o ramo de atividade? 11 - Pode ser melhorada? De que maneira? 12 - Você teria como nos informar como estão distribuídos os recursos no ativo da empresa? AC_______%

AP_______%

13 - Como está dividido o Ativo Circulante? DISP._______% DUP. A RECEBER_______% ESTOQUES_______% OUTROS_______% 14 - E como está dividido o Passivo? PC______%

PL_______%

15 - De que maneira é acompanhado o fluxo de caixa ? 16 - A empresa apresenta recebimentos e pagamentos uniformes? Em que periodicidade? 1º TRI_______%

2ºTRI_______%

3ºTRI_______%

4ºTRI_______%


M0271  

FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE ADMINISTRAÇÃO AGROINDUSTRIAL MÁRCIO ROGÉRIO SANTANA DO PRADO Vitória da Conquista, Ba Dezembro - 2006 io...