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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE - FAINOR CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

CARLOS AUGUSTO MIRANDA GUSMÃO

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE APOIO À GESTÃO DE PEQUENAS EMPRESAS EM VITÓRIA DA CONQUISTA

VITÓRIA DA CONQUISTA 2011


CARLOS AUGUSTO MIRANDA GUSMÃO

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE APOIO À GESTÃO DE PEQUENAS EMPRESAS EM VITÓRIA DA CONQUISTA Artigo de conclusão de curso de Ciências Contábeis, apresentado a Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Ciências Contábeis. Orientador: Prof. Mestd. Dirlêi Andrade Bonfim

VITÓRIA DA CONQUISTA 2011


CARLOS AUGUSTO MIRANDA GUSMÃO

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE APOIO À GESTÃO DE PEQUENAS EMPRESAS EM VITÓRIA DA CONQUISTA

Aprovada em ____/____/____

BANCA EXAMINADORA / COMISSÃO AVALIADORA

______________________________________________ Prof. Mestd. Dirlêi Andrade Bonfim - Orientador FAINOR

_______________________________________________ Nome do componente FAINOR

_______________________________________________ Nome do componente FAINOR


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A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO DE APOIO À GESTÃO DE PEQUENAS EMPRESAS EM VITÓRIA DA CONQUISTA Carlos Augusto Miranda Gusmão* Dirlêi Andrade Bonfim** RESUMO Diante da grande mortalidade das Micro e Pequenas Empresas - MPE, em seus primeiros anos de existência e também a não valorização dos conhecimentos contábeis para a tomada de decisões, decide-se analisar a apropriação, bem como a utilização das informações contábeis nas pequenas empresas em Vitória da Conquista/Ba. Sabe-se que a maioria das empresas, em especial as micro e de pequeno porte, utilizam o conhecimento contábil apenas para facilitar sua regularização quanto a exigências burocráticas dos órgãos públicos ou para fazer apuração dos valores de tributos a serem pagos. Para a realização deste trabalho faz-se importante uma fundamentação através da entrevista aos gestores contábeis com uso de questionário e observação in loco dos aspectos que interferem direta e indiretamente, aos objetivos a serem atingidos por esta pesquisa, ou seja, identificar os problemas provocados pela não utilização racional dos conhecimentos contábeis, pelas MPE. De acordo com a amostra utilizada de diversos setores comerciais da cidade, desconhece a verdadeira razão de ser da contabilidade, ao ignorar todas as informações repassadas, nas demonstrações, que em sua maioria não refletem a realidade, já que são produzidas, bem distante do dia a dia da empresa, resultando muitas vezes no insucesso da mesma ou sucessos momentâneos sem bases sólidas.

THE IMPORTANCE OF ACCOUNTING AS A TOOL TO SUPPORT THE MANAGEMENT OF SMALL VITÓRIA DA CONQUISTA ABSTRACT Due to the great mortality of Personal computer and Small Companies - PCSC, in your first years of existence and also the non valorization of the accounting knowledge for the electric outlet of decisions, is decided to analyze the appropriation, as well as the use of the accounting information in the small companies in Vitória da Conquista-Ba. It is known that most of the companies, especially the personal computer and of small load, they just use the accounting knowledge to facilitate your regularization as to bureaucratic demands of the public organs or to do calculation of the values of tributes they be her paid. For the accomplishment of this work it is done important a foundation through the interview to the accounting managers with questionnaire use and observation in loco of the aspects that interfere direct and indirectly, to the objectives they be reached her/it by this research, in other words, to identify the problems not provoked by the rational use of the accounting knowledge, by MPE. In agreement with the used sample of several commercial sections of the * **

Graduando em Ciências Contábeis, Fainor, carlos.gusmao@hotmail.com Orientador. Mestd. Prof. do Curso de Ciências Contábeis, Fainor, dirleibonfim@gmail.com


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city, he/she ignores the true reason of being of the accounting, when ignoring all the reviewed information, in the demonstrations, that don't reflect the reality in your majority, since they are produced, very distant of the day by day of the company, resulting a lot of times in the failure of the same or momentary successes without solid bases.

Keywords: Micro and Small Enterprises. Accounting Information. Bureaucratic. Accounting Managers.

Palavras-chave: Micro e Pequenas Burocráticas. Gestores Contábeis.

Empresas.

Informações

Contábeis.

1 INTRODUÇÃO

Um dos fatos que motivaram o tema deste trabalho foi a importância social e econômica que as Pequenas Empresas ocupam no cenário econômico nacional. As Pequenas Empresas vêm sendo há muito tempo alvo de atenção de analistas econômicos devido a seu potencial de geração de renda e de emprego. O presente trabalho surge da inquietação acerca da utilização, ou melhor, a falta de aproveitamento do potencial que a contabilidade é capaz de fornecer aos seus usuários. Sabe-se que a maioria das empresas, em especial as micro e as de pequeno porte, utilizam o conhecimento contábil apenas para facilitar sua regularização quanto às exigências burocráticas dos órgãos públicos ou para fazer a apuração dos valores de tributos a serem pagos. Observamos com certa freqüência que várias empresas, principalmente as pequenas empresas, tem falido ou enfrentam sérios problemas de sobrevivência. Segundo o Banco de Dados do SEBRAE com base em 2006, 50% das pequenas empresas fecham antes de completar um ano de atividades. Ouvimos empresários que criticam a carga tributária, os encargos sociais, a falta de recursos, os juros altos etc., fatores esses que, sem dúvida, contribuem para debilitar a empresa. Porém, baseado em pesquisas e relatos feitos, constatamos que, muitas vezes, a “célula cancerosa” não repousa nessas críticas, mas na má gerencia, nas decisões tomadas sem respaldo, sem dados confiáveis. Por fim observamos, nesses casos uma


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contabilidade irreal, distorcida, em conseqüência de ter sido elaborada única e exclusivamente para atender as exigências fiscais. E é por isso que buscamos no decorrer dessa pesquisa demonstrar a importância da Contabilidade como instrumento de apoio na gestão de pequenas empresas no município de Vitória da Conquista/BA. As pequenas Empresas de Pequeno Porte - EPP têm desempenhado um papel relevante na economia nacional, mas também têm enfrentado constantes desafios às dificuldades econômicas e administrativas. Os fatores econômicos têm sido apontados como razão mais freqüente para o fracasso de grande número das pequenas empresas, mas é possível que a fraqueza gerencial seja a principal causa subjacente. O contador da EPP deste novo cenário econômico tem que incluir ou manter, em seu portfólio de atividades, a consultoria, com o objetivo de suprir as necessidades gerenciais de seus gestores e, algumas vezes, terão o desafio de convencer a alguns proprietários-gerentes a deixarem de negligenciar a função da contabilidade como instrumento importante para a administração empresarial. Dessa forma cabe aos contadores auxiliarem os proprietários-gerentes a entenderem que superestimar a complexidade de um sistema bom e prático é subestimar sua contribuição ao desempenho administrativo. A partir do momento que o contador deixar de apenas cumprir as exigências da legislação das pequenas empresas e começar a oferecer relatórios financeiros e controles gerenciais que são indispensáveis para administração eficiente da empresa, eles estarão experimentando a oportunidade de mostrar como a contabilidade pode ser útil à gestão das mesmas, deixando de ser meros despachantes, passando a ser consultor de negócios, e exercendo, assim, a função da contabilidade que foi concebida segundo Guagliuardi (1992, p. 66) como instrumento

que

permitisse

ao

dono

do

empreendimento

acompanhar

o

desenvolvimento do seu negócio. O apoio gerencial para as pequenas empresas faz com que as mesmas se tornem competitivas e duradouras. A contabilidade é fundamental para orientar o gestor nas decisões que precisam ser tomadas. Por isso, se faz necessário uma conscientização da importância da contabilidade para as empresas em geral, independente do seu tamanho, como principal instrumento de defesa, controle e gestão do seu patrimônio.


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2 BREVE HISTÓRICO

Os primórdios da contabilidade resumem-se praticamente no homem primitivo contando (inventariando) seu rebanho. O homem, cuja natureza é ambiciosa, não se preocupa apenas com a contagem de seu rebanho, mas - o que é mais importante com o crescimento, com a evolução do rebanho e, consequentemente, com a evolução de sua riqueza. (Lopes de Sá - 1987) Com o passar do tempo (em épocas recentes), foram pensadas e estudadas as várias formas de registrar os fatos contábeis que davam origem a esses relatórios. Dessa maneira, evolui a contabilidade, partindo dos Inventários (relatórios contábeis), apurado a variação da riqueza e, por fim, imaginando as formas de registros contábeis.

2.1 A CONTABILIDADE E SUA EVOLUÇÃO

A contabilidade surgiu basicamente da necessidade de donos de patrimônio que desejavam mensurar, acompanhar a variação e controlar suas riquezas. Daí, poder-se afirmar que a contabilidade surgiu em função de um usuário específico, o homem proprietário de patrimônio, que, de posse das informações contábeis, passa a conhecer melhor sua “saúde” econômico-financeira, tendo dados para propiciar tomada de decisões mais adequadas. Hoje, temos uma contabilidade moderna, voltada para a entidade (como ponto central), entidades estas em rápido nível de crescimento. Essa nova contabilidade tem um papel fundamental na empresa, é dela a responsabilidade de coletar todos os dados econômicos, mensurando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões. Já não basta mais a Contabilidade elaborar as demonstrações contábeis obrigatórias ou se dedicar simplesmente ao fisco. A cada dia as empresas esperam dela alternativas para lidar da melhor forma possível do ponto de vista empresarial com temas que vem sendo discutidos diariamente em diversos lugares do mundo.


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As informações hoje ganharam uma velocidade muito grande com os avanços tecnológicos, e a Contabilidade enquanto social aplicada não poderá ficar alheia a tanta evolução. A profissão Contábil tem procurado acompanhar as mudanças e adaptar-se à nova realidade de mercado. (Araujo e Assaf Neto. 2003).

3 IMPORTÂNCIA DAS INFORMAÇÕES GERENCIAIS

A contabilidade é, sem dúvida, a maior fonte de informações sobre o patrimônio da empresa, permitindo conhecer, com facilidade, todos os fatos que ocasionaram alteração

qualitativa

ou

quantitativa,

servido

de

bússola

na

administração dos negócios e contribuindo para o alcance dos objetivos. A criatividade no tratamento dos dados processados pela escrituração contábil é, hoje, cobrada dos profissionais acusados de só trabalharem para atender ao fisco. Inúmeras demonstrações podem ser elaboradas a partir da escrituração, oferecendo uma gama de informações importantes para o gerenciamento do negócio. Evolução das receitas, custos, despesas e resultados, por exemplo, são as demonstrações que mais interessam ao empresário, e, com certeza, o profissional mais habilitado para elaborar, explicar e discutir essas informação é o Contabilista. O grande desafio da Contabilidade é que ela se torne cada dia mais próxima dos seus usuários, o que fará com que novos demonstrativos e métodos sejam desenvolvidos a fim de transmitir as informações desejadas. Isso acontece porque diferentes usuários precisam de informações diferentes. Dessa forma, Iudícibus (1997, p. 44) dispõe que, entender a evolução das sociedades, em seus aspectos econômicos, dos seus usuários da informação contábil, em suas necessidades informativas, é a melhor forma de entender e definir os objetivos da Contabilidade.

3.1 ENQUADRAMENTO TRIBUTÁRIO

A partir de 1997, com o advento da lei nº 9317, de 5 de dezembro de 1996, passou a vigorar o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições


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(SIMPLES), sendo definidas, a partir de então, as condições para que as Empresas de Pequeno Porte (EPP) possam se enquadrar no Sistema, em função do limite de faturamento, objetivo social, natureza jurídica, composição societária e outros aspectos legais. O SIMPLES veio proporcionar a essas empresas um tratamento tributário diferenciado, como determina a Constituição Federal de 1988, visando incentivar o seu desenvolvimento. (FABRETTI, 2003.) De acordo com a referida Lei, e alterações posteriores, o enquadramento dos pequenos empreendimentos dar-se-á em relação ao montante de sua receita no calendário anterior, considerando-se: a) EMPRESA DE PEQUENO PORTE – As sociedades ou firmas individuais com Receita Bruta anual superior a R$ 120.000,00, e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00. (BRASIL. Lei complementar 123/06).

3.2 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL

Qualquer tipo de empresa, independentemente de seu porte ou natureza jurídica, necessita manter escrituração contábil completa, inclusive do Livro Diário, para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente os seus negócios. Entretanto, não se trata, exclusivamente, de uma necessidade gerencial, o que já seria uma importante justificativa. A escrituração contábil completa está contida como exigência expressa em diversas legislações vigentes, como: Legislação Comercial,

Legislação

Tributário,

Legislação

Previdenciária

e

Legislação

Profissional. A adoção de Escrituração Simplificada para Pequenas Empresas levou em consideração os seguintes fatores: Utilização, no processo de escrituração e de elaboração dos Relatórios Contábeis, das regras emanadas dos Princípios Fundamentais e das Normas Brasileiras de Contabilidade; Redução dos procedimentos de Escrituração, sem que os mesmos firam as Normas Brasileiras de Contabilidade; Estímulo ao profissional da Contabilidade para que utilize, como fonte de informação para a escrituração contábil, os Livros Ficais, efetuando os lançamentos dos fatos discriminados nos mesmos, por Totais Diários ou Mensais,


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conforme a necessidade e a conveniência.

4 UTILIDADE FORMAL DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL

4.1 QUANTO AO ASPECTO LEGAL

A escrituração contábil habilita a empresa para enfrentar diversas situações, tais como: a) Concordata – Se a empresa enfrenta dificuldade financeira, tem o direito de pedir concordata, porém, um dos principais requisitos para a obtenção desse benefício é que apresente, em juízo, as Demonstrações Contábeis, Relação dos Credores e o Livro Diário escriturado até a data do requerimento, bem como um Balanço Especial elaborado para esse fim. b) Falência – Para que a falência não seja considerada fraudulenta, a empresa deve cumprir o mesmo ritual relativo à concordata. c) Perícias Judiciais – Principalmente em relação a questões trabalhistas, a empresa que não possui Contabilidade fica em situação vulnerável, diante da necessidade de comprovar, formalmente, o cumprimento de obrigações trabalhistas, pois o ônus da prova é da empresa que a fez mediante a constatação do registro no Livro Diário. d) Dissidências Societárias – As divergências que, porventura, surjam entre os sócios de uma empresa poderão ser objeto de perícia para apuração de direitos ou responsabilidades. A ausência da escrituração inviabilizará a realização desse procedimento técnico esclarecedor. e) Fiscalização da Previdência Social

– A legislação previdenciária exige

expressamente a escrituração do Livro Diário. (Martins – 2011)

4.2 QUANTO AO ASPECTO GERENCIAL

O empresário necessita de informações para a tomada de decisões. A Contabilidade oferece dados formais, científicos e universais, que permitem atender a essa necessidade. Pinheiro (1996) ao considerar depoimentos que tomam o


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aspecto gerencial das MPME’s como fator importante para eficácia de seu desempenho sugere um questionamento quanto à real contribuição de certas ações governamentais e, também, de iniciativas privadas, que se julguem pretensamente direcionadas ao desenvolvimento das empresas do setor. Com o fenômeno da globalização da economia, a informação contábil, além de ser utilizada dentro de todo o território nacional, poderá ser utilizada, também, em outros países. A decisão de investir, de reduzir custos, de modificar uma linha de produtos, ou de praticar outros atos gerenciais deve se basear em dados técnicos extraídos dos registros contábeis, sob pena de se pôr em risco o patrimônio da empresa. Desse modo, a contabilidade gerencial surge como uma ferramenta indispensável a qualquer tipo de negócio, um suporte sobre o qual se apoiará o micro e pequeno empresário em suas decisões gerenciais. As micro e pequenas empresas muitas vezes são desprovidas de apoio contábil em sua administração, já que os contadores, em sua maioria apenas cumprem as obrigações fiscais e assessórias que a legislação impõe, mas pouco ou nada fazem para auxiliar a administração dessas empresas com informações úteis ao seu planejamento. Conforme destaca Chér (1991, p. 36), "a contabilidade tem sido encarada como instrumento tão somente para se atender a uma série de exigências legais e burocráticas, e não encarada como instrumento de apoio à administração”. Os pequenos empresários, frequentemente, não dão o devido valor à contabilidade como instrumento de apoio, mas devido ao excesso de burocracia e obrigações acessórias que suas empresas têm de cumprir, vêem o contador como a pessoa que cuida de tudo isso, mas não como um suporte a administração.

4.3 QUANTO AO ASPECTO SOCIAL

A Contabilidade, nesta abordagem, é julgada por seus efeitos no campo sociológico. É uma abordagem do tipo “bem-estar social” (welfare), no sentido de que os procedimentos contábeis e os relatórios emanados da Contabilidade deveriam

atender

a

finalidades

sociais

mais

amplas,

inclusive

relatar

adequadamente ao público informações sobre a amplitude e a utilização dos poderes das grandes companhias.


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A falta de escrituração contábil é uma das principais dificuldades para se avaliar a economia informal, o que distorce as estatísticas no Brasil. O desconhecimento da realidade econômica nacional gera decisões complementares dissociadas das necessidades das empresas e da sociedade em geral e, sem dúvida, tem causado prejuízos irrecuperáveis ao País. O registro contábil é importante para, entre outros aspectos, analisar-se as causas que levam um grande número de pequenas empresas a fecharem suas portas prematuramente. (CFC / SEBRAE – 2002)

5 O PAPEL DA CONTABILIDADE NA REDUÇÃO DO ÍNDICE DE MORTALIDADE DAS PEQUENAS EMPRESAS

Às pequenas empresas é facultada, pela Lei n.º 9317/96, a opção pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições (SIMPLES). A medida simplificou a apuração dos impostos e contribuição das empresas, mas não as desobrigou de continuares atentas a outras variáveis que podem ser mensuradas pela escrituração contábil. (LC nº 9.317 de 05/12/1996) As micro e pequenas empresas sentem grande dificuldade de organizar suas prioridades devido a falta de uma estratégia de negócio eficiente, o que, por vezes, pode levar a entidade a rumos incertos. Grande parte das vezes os empresários não se sentem preparados a tomarem decisões que envolvem principalmente às questões financeira com medo de adquirir dívidas e não saber as condições adequadas de pagamento, pois tem consciência de que esse tem sido um dos maiores motivos para o encerramento das atividades de grande parte das micro e pequenas empresas no Brasil. Apesar da ótima correlação existente entre a importância das micro e pequenas empresas para o país e as taxas de empreendedorismo, o Brasil ainda hoje apresenta um índice alto de mortalidade para empreendimentos com até quatro anos de existência (ANHOLON et al., 2007, p. 89).

A contabilidade tem um papel de oferecer ao administrador a certeza, os meios para decidir ou pleitear e justificar, para estabelecer prioridades, para planejar, para programar, para demonstrar os resultados de suas atividades e fiscalizar a regularidade das operações, especialmente as mutações que ocorre no patrimônio de pequena empresa.


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A Contabilidade não é tudo em um organismo econômico, mas dela quase tudo depende, para verificar durante a maior parte do ano, prejuízos sucessivos, em função de sua produção constante e vendas relativamente baixas, aquém do necessário para gerar fluxos de caixa positivos, o que acontece somente nos três últimos meses do ano, chamado de período sazonal. Buscamos com isso provar que a sobrevivência de uma empresa nos dias de hoje está relacionada à capacidade de antever cenários adversos ou favoráveis e realizar mudanças rápidas de rumo para se adaptar à nova realidade. Nessas circunstancias, a contabilidade é fundamental para orientar o gestor nas decisões que precisam ser tomadas. Por isso se faz necessário uma conscientização da importância da contabilidade para as empresas em geral, independente do seu tamanho ou da forma de tributação a que estejam sujeitas. Com tudo, nota-se que é possível tornar as pequenas empresas competitivas e duradouras, através da informação contábil, oferecendo dados formais, científicos e universais que possam atender as necessidades e auxiliar no processo de tomada de decisões por parte dessas empresas. A Bahia tem hoje mais de 317 mil micro e pequenas empresas. Só este ano, quase seis mil fecharam as portas. Mas outras 26 mil foram abertas entre os meses de janeiro a setembro. A maioria, cerca de 80% delas, são na área de comércio e serviços, como gastronomia e pequenos consertos domésticos (SEBRAE-BA, 2009).

6 METODOLOGIA

6.1 O TIPO DE PESQUISA

Realizou-se uma pesquisa exploratória descritiva. Essa pesquisa engloba a técnica da pesquisa bibliográfica, que se baseou no estudo de obras já existentes para desenvolver o presente artigo, e citação de autores sobre o que é pesquisa exploratória. A pesquisa é descritiva, elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos, e material disponibilizado na internet através do qual foi feita uma abordagem da micro e pequena empresa, da contabilidade gerencial, e mostrou a importância da contabilidade para esse tipo de empresa, que na maioria das vezes não a utiliza. O trabalho teve como foco as


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pequenas empresas do setor de comércio varejista, sendo esta sua delimitação. Neste trabalho, a fim de apreender a complexidade do nosso objeto de estudo, utilizamos entrevistas semi-estruturadas. Esta técnica nos permitirá "enumerar de forma mais abrangente possível às questões que o pesquisador quer abordar no campo, a partir de suas hipóteses ou pressupostos, advindos, obviamente, da definição do objeto de investigação". (MINAYO, 1994, p.121).

6.2 LOCAL

O local de estudo foi a Empresa Alba Gusmão Consultoria Contábil ME, que exerce a atividade de contabilidade comercial, situada no município de Poções/BA.

6.3 POPULAÇÃO E AMOSTRA

A população deste estudo foi representada por todos os funcionários da empresa, desde o proprietário ao funcionário com a menor função, num total de 9 (nove), sendo incluída como amostra 6 (seis) participantes.

6.4 INSTRUMENTO

Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário, junto à amostra do estudo.

6.5 PROCEDIMENTOS

Os questionários foram aplicados pelo autor em momentos agendados previamente com os funcionários, de forma individual.

6.6 ANÁLISE DOS DADOS

O presente artigo é composto de uma pesquisa básica pautada no objetivo de


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gerar conhecimento à comunidade acadêmica o entendimento da Gestão da Contabilidade junto a Pequenas e Médias Empresas. Recorremos também a uma abordagem qualitativa e uma pesquisa explicativa para tornar claras as estratégias de polidez que são recursos verbais visando diminuir uma melhor a discordância entre falante e ouvinte. Os dados foram analisados de maneira descritiva e apresentados na forma de Questionários.

7 RESULTADOS

Todos os entrevistados acham que a contabilidade é importante na gestão de sua empresa, tendo em vista que fornece as informações que acrescentam ao corpo administrativo da empresa, transformando em uma ferramenta indispensável para gestão e sucesso dos pequenos empreendedores. No gráfico 1, representado por 100% da alternativa Sim, a contabilidade é como um instrumento de análise, gerência e decisão. Utiliza-se de suas demonstrações para ajudar no planejamento e gerenciamento estratégico, informando aos administradores à situação econômico financeira da empresa. O profissional de Contabilidade mais do que um contador é um consultor, planejador e orientador de empresas ajudando o gestor a tomar decisões que viabilize lucros para a organização. Gráfico 1 - Importância da contabilidade na gestão da empresa.


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No gráfico 2, representado por 100% da alternativa Sim, via de regra o micro e pequeno empresário desconhece a legislação comercial e tributária, levando-os a prejuízos em programas de incentivos fiscais. Com a assessoria de, um gestor contábil isso viabiliza o funcionamento das micros e pequenas empresas, fomentando empregos e renda para o País. A contabilidade ajuda o empresário a tomar decisões com mais segurança, mantendo-o informado de toda sua movimentação, possibilitando um melhor desenvolvimento dos negócios e ajudando na sobrevivência da empresa. Gráfico 2 - A contabilidade como um instrumento de gestão para as pequenas empresas.


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8 CONCLUSÃO

Diante do trabalho exposto chegamos à conclusão que: Com a intensa concorrência e com o mercado em constante mutação, o empresário de pequenas e micro empresas, não podem mais tomar suas decisões baseadas na experiência que acredita ter. É necessário adequar-se as novas tecnologias, as novas mudanças impostas pela sociedade a fim de acompanhar as necessidades colocadas a cada dia. A contabilidade, em especial a Contabilidade Gerencial está mais presente do que nunca nas decisões e no cotidiano das empresas.


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REFERÊNCIAS ANHOLON, R. et al. Características administrativas de micro e pequenas empresas: confronto entre a teoria e a prática. São Paulo: Metrocamp Pesquisas, 2007. BRASIL. Lei nº 9317/96. Brasília, 1996. BRASIL. Projeto de Lei da Câmara (PLC), ajuste Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. (Lei Complementar 123/06). CHÉR, R. A gerência das pequenas e médias empresas: o que saber para administrá-las. 2. ed. São Paulo: Maltese, 1991. GUAGLIUARDI. 1992, p. 66. In: CIA, J. N. de S.; SMITH, M. S. J. O papel da contabilidade gerencial nas PMES (pequenas e média empresas): um estudo nas empresas de calçados de FRANCA-SP. CONGRESO DEL INSTITUTO INTERNACIONAL DE COSTOS, 7.; CONGRESO DE LA ASSOCIACIÓN ESPAÑOLA DE CONTABILIDAD DIRECTIVA, 2., 2001. Leon, España. IUDÍCIBUS, S. de. Serviço de apoio a pequenas e médias empresas. São Paulo: Atlas, 1997. p. 44. MINAYO, M. C. de S. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. PINHEIRO, P. C. Necessidade de informações gerenciais na gestão das MPE’S. 1996, p.13. SEBRAE. Comércio e serviços. 2009. Disponível em: <www.sebrae.com.br>. Acesso em: out. 2011. DOMINGUES, J. C. Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Brasília, 2010. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Estatística, economia da microempresa. Disponível em: <www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/microempresa>. Acesso em: out. 2011. IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da contabilidade. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009. KASSAI, S. As empresas de pequeno porte e a contabilidade. São Paulo: FEA/USP, 1997. FABRETTI, Láudio Camargo. Prática tributária da micro e pequena empresa. 4ª ed. São Paulo: Atlas. 2003. P. 85 ARAUJO, Adriana Maria Procópio de: ASSAF NETO, Alexandre. A Contabilidade Tradicional e a Contabilidade Moderna. Revista Contabilidade & Finanças, São Paulo, n. 33, p. 16 – 32, 2003 MARTINS, Manoel Carmo Filho: Contabilidade Comercial I – UFAM/ Manaus – AM, p. 9 – 2011.


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CFC/SEBRAE: Manual de Procedimentos Contábeis para Micros e Pequenas Empresas – 5ª ed. 2002 SÁ, Antônio Lopes de, Introdução à Ciência da Contabilidade – São Paulo, Tecnoprint, 1987

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Monografia FAINOR