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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE – FAINOR. CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS MARCOS VAZ NEVES

CUSTOS PARA A FORMAÇÃO DE PREÇOS NA EMPRESA J BARRETO INSTALAÇÕES E SERVIÇOS LTDA.

VITORIA DA CONQUISTA-BA 2012


MARCOS VAZ NEVES

CUSTOS PARA A FORMAÇÃO DE PREÇOS NA EMPRESA J BARRETO INSTALAÇÕES E SERVIÇOS LTDA.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador:

Prof.

Josenaldo

de

Souza Alves.

VITORIA DA CONQUISTA-BA 2012 2


MARCOS VAZ NEVES

CUSTOS PARA A FORMAÇÃO DE PREÇOS NA EMPRESA J BARRETO INSTALAÇÕES E SERVIÇOS LTDA.

Aprovada em ___/____/____

BANCA EXAMINADORA /COMISSÃO AVALIADORA

Josenaldo de Souza Alves Fainor

2º Componente Fainor

3º Componente Fainor

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CUSTOS PARA A FORMAÇÃO DE PREÇOS NA EMPRESA J BARRETO INSTALAÇÕES E SERVIÇOS LTDA. Marcos Vaz Neves1 Prof. Josenaldo de Souza Alves 2

RESUMO A formação de preço é uma atividade vital para a empresa, quanto maior o conhecimento do assunto mais eficiência terá o gestor. Para que o levantamento dos custos seja fidedigno é preciso ter uma ampla análise de mercado, da economia, financeiro e da Contabilidade. A competitividade é muito relevante na formação de preço, por isso a constante atualização de mercado é sempre citada pelas fontes bibliográficas. A pesquisa de campo foi realizada por meio de entrevistas com o empreendedor e funcionários e observação sistemática para coleta de dados na empresa J Barreto Instalações e Serviços Ltda, o empreendedor é o responsável pelo registro dos custos do processo de instalação do produto e a empresa é optante pelo sistema de custos por absorção. Palavras - chave: custos, formação de preço, competitividade.

ABSTRACT The formation of price is a mean activity for business and how much greater is the knowledge about the subject more great is the manager’s efficiency. For gathering costs be trusted it needs to have a broad market analysis, economics, finance and accounting. The competition is very mean for the formation of price, therefore, the continuous market‘s actualization is always cited by the bibliographical sources. The field researcher was performed through interviews with the employer and employees for systematic observation to data collection in the J Barreto Instalações e Serviços Ltda Firm, the entrepreneur is the responsible for the registering the process’s costs of the product’s installation and the firm is opting by the system of costs by absorption. Key-words: Costs, Pricing, competition.

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Graduando do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste FAINOR, Vitória da Conquista – BA. 2 Professor orientador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR Vitória da Conquista – BA.

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1. INTRODUÇÃO Com o surgimento das máquinas e a partir da Revolução Industrial no século XVIII, a Contabilidade de custos se desenvolveu, período no qual quase só existia a Contabilidade Financeira e que era bem estruturada para servir as empresas comerciais. Nessa época apenas os levantamentos dos estoques físicos bastava para a apuração do resultado de cada período e para o balanço final. Segundo Santos (2009) a necessidade do controle fez com que a apuração de custos ganhasse importância desde o início do capitalismo. Era por meio da contabilidade de custos que o comerciante tinha resposta se estava lucrando com o seu negócio, pois bastava confrontar as receitas com as despesas do mesmo período. A competitividade comercial leva os gestores a buscar meios possíveis de enxugar suas despesas para gerar mais receitas e vencer o seu concorrente, já que a prestação de serviços se torna cada vez mais iguais. É preciso estar atento as mudanças e estratégias utilizadas pelos concorrentes para uma melhor formação de preços utilizando o melhor método possível para diminuição de custos e é claro saber onde alocar cada um. Este artigo apresenta um estudo de campo sobre os custos para a formação de preços da empresa J Barreto Instalações e Serviços Ltda, o intuito é demonstrar que qualquer valor que se aplica incorretamente deixa a empresa menos competitiva no mercado o que certamente a levará a uma possível falência. Com a finalidade de identificar as vantagens e desvantagens de atuar organizadamente com preços competitivos e sempre em busca de minimizar custos. O Objetivo geral deste artigo é verificar como estão sendo formados os preços na empresa J Barreto Instalações e Serviços Ltda, já os objetivos específicos são identificar, compreender e calcular algumas formas de realização de custos na formação de preços. Descrever as vantagens de se ter um levantamento fidedigno dos custos e a importância de se formar o preço corretamente e destacar as desvantagens existentes quando não se levanta os custos para a formação de preço.

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2. REREFENCIAL TEÓRICO 2.1. CUSTOS Para Martins (2010) devido ao crescimento das empresas, com o conseqüente aumento da distância entre administrador e ativos e pessoas administradas, passou a Contabilidade de Custos a ser encarada como uma eficiente forma de auxílio no desempenho dessa nova missão, a gerencial. Custo é o gasto realizado na aquisição de um bem ou serviço que será utilizado na produção de outro bem ou serviço. O custo é aplicado de diversas formas custo direto é aquele que fácil se identifica no produto. Não utiliza critérios de rateio. Custo indireto é aquele que não se identifica no produto. A forma de aplicação de custo é determinante em uma organização, saber qual custo utilizar em cada fase da formação de preço auxilia na gestão e consequente em uma tomada de decisão mais correta. Para Koliver (2010) embora a Contabilidade não se ocupe com os mecanismos de formação dos preços, o contador de custos com formação adequada

deverá

dominar

os

mecanismos

examinados

na

análise

microeconômica e também os fundamentos da mercadologia; caso realize as análises que busca delimitar os preços de venda dos portadores finais dos custos, mais adequados à condição dos diversos mercados e ao objetivo da entidade. Após ter apurado os custos é adicionada uma margem para a formação final de preço denominada markup, nessa margem leva - se em conta tanto o lucro desejado como também os tributos e comissões incidentes. O contador de custos de posse das informações corretas e adequadas forma o preço com um markup real, além de examinar o mercado para determinar os custos de acordo a necessidade dos consumidores finais.

2.1.1. CUSTEIO POR ABSORÇÃO Este método de custeio considera todos os custos diretos e indiretos incorridos na produção para apurar o seu custo final. Segundo MARTINS (2000:41-42) custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de Contabilidade geralmente aceitos, 6


nascido da situação histórica mencionada. Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos. No método de custeio por absorção todos os custos da empresa são alocados nos produtos, sendo que alguns gastos administrativos podem ficar de fora do custeio e serem deduzidos na apuração do resultado, Para FLORENTINO (1983:37) no custeamento por absorção procurase descarregar ao máximo toda a gama de custos existentes na empresa, mas, assim mesmo, em certos casos, os gastos de caráter tipicamente de administração geral poderão ficar fora da absorção e ser levado ao resultado. Segundo Leoni (1996) as vantagens do custeio por absorção são: • Considera o total dos custos por produto; • Formação de custos para estoque; • Permite a apuração dos custos por centros de custos. Leoni (1996) também destaca as desvantagens do custeio por absorção: • Poderá elevar artificialmente os custos de alguns produtos; • Não evidencia a capacidade ociosa da entidade; • Os critérios de rateio são sempre arbitrários, portanto nem sempre justos; • Apresentar pouca quantidade de informações para fins gerenciais. (Leoni, 1996).

2.1.2. CUSTEIO VARIÁVEL OU DIRETO Nesse sistema de custeio, somente os custos que forem conseqüência da produção farão parte do cálculo do custo unitário do produto. Nesse sistema devem-se classificar os custos do produto e os custos fixos e variáveis, onde os custos variáveis serão apropriados ao custo do produto e os custos fixos serão diretamente lançados ao resultado do período em que ocorreram. Por esta definição constata-se que a diferença entre o custeio por absorção se dá quando se faz o levantamento dos custos de mercadorias e ou serviços vendidos. No primeiro, todos os custos relativos aos produtos aplicados no período são considerados para se fazer o resultado, já nesse, 7


apenas os custos de produtos vendidos no período são considerados, e os custos fixos não entram nesse cálculo, que são levados ao resultado como despesas fixas e não como custo de produção. Outra definição desse custeio foi feita por Martins (2000:216), no custeio direto, só são alocados aos produtos os custos variáveis, ficando os fixos separados e considerados como despesas do período, indo diretamente para o resultado, para os estoques só vão, como conseqüência, custos variáveis. Assim sendo entende-se que o custeio variável não se preocupa com a obtenção do custo unitário ao contrário do custeio por absorção. O custeio direto ou variável não é aceito pelo fisco, pelos auditores independentes nem por contadores, embora do ponto de vista gerencial é o que melhor mostra as variações, por tratar os custos fixos como despesa, deixando os custos variáveis mais visíveis para os gestores.

2.1.3. VANTAGENS DO CUSTEIO DIRETO Na concepção de BERTI (2002:92), o custeio direto possui várias vantagens em relação aos demais, conforme abaixo: - O impacto dos custos fixos nos resultados é salientado porque o total desses custos aparece no demonstrativo de resultados; - Os custos de manufatura e os demonstrativos de resultado pelo sistema de custeio direto refletem uma melhor apresentação do que pelo custeio por absorção, por essa razão a gerência entende mais facilmente os relatórios mostrados na forma do custeio direto. - O custeio direto adapta-se melhor aos instrumentos de controle da organização, tais como o custo-orçado e os orçamentos. - O custo dos produtos é medido objetivamente, pois, não sofrerá processos arbitrários ou subjetivos de distribuição dos custos comuns; - O lucro líquido não é afetado por mudanças de aumento ou diminuição de inventários; - Os dados necessários para a análise das relações custo-volume-lucro são rapidamente obtidos no sistema de informação contábil;

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- É mais fácil para os gerentes industriais entenderem o custeamento dos produtos sob o custeio direto; - O custeamento direto é totalmente integrado com o custo-padrão e com o orçamento flexível, possibilitando o correto controle de custos; - O custeamento direto constitui um conceito de custeamento de inventário que corresponde diretamente aos dispêndios necessários para manufaturar os produtos; - O custeamento direto possibilita mais clareza no planejamento do lucro e na tomada de decisões; - O custeio direto oferece mais informações úteis e relevantes para a tomada de decisão, principalmente por evidenciar, de forma clara e objetiva, a margem de contribuição que a instituição precisa ter para suportar determinado volume de atividade, de modo a absorver os seus custos fixos e gerar resultados favoráveis. Para Vartanian (2000), as vantagens do custeio direto são: - Necessidade de menor número de alocações ou nenhuma, reduzindo ou isentando a arbitrariedade e distorções; - Sempre apresenta coerência entre as vendas do período e o resultado, eliminando as flutuações do lucro quando a empresa trabalha com estoque; - A contribuição marginal facilita a análise do desempenho dos produtos, clientes etc., o processo de “planejamento do lucro”, tomada, de decisão de curto prazo, como preço de venda, investimentos etc.; - O custeamento direto facilita a preparação imediata de instrumentos de controle, tais como custos-padrão, análise de custo-volume-lucro e orçamentos flexíveis; - Alem de ter estreita relação com o caixa da empresa.

2.1.4. DESVANTAGENS DO CUSTEIO DIRETO Utilizando-se do mesmo autor (BERTI, Op. Cit), várias desvantagens também podem ser observadas no desenvolvimento desse método, tais como:

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- As dificuldades encontradas na separação entre custos fixos e custos variáveis são uma constante. Os erros ou inconsistências na classificação dos custos e ainda as mudanças dos custos variáveis torna este custeio limitado. - A exclusão dos custos fixos indiretos para valoração dos estoques causa a sua subavaliação, fere os princípios contábeis e altera o resultado do período; - Na prática, a separação dos custos fixos e variáveis não é tão clara como parece; - O custeamento direto é um conceito de custeamento e análise de custos para decisões de curto prazo. E segundo Vartanian (2000), as desvantagens do custeio direto são: - Difícil separação entre custos fixos e variáveis; - Nas considerações ligadas a valor econômico de ativos, os inventários tendem a ser subavaliados, pois o custeio variável pode não indicar toda a potencialidade de fluxos futuros de caixa; - Quando utilizado para fins de avaliação de desempenho de unidades de negócios ou linha de produtos, o não rateio de custos e despesas comuns significa afirmar nas entrelinhas que estes gastos comuns são igualmente utilizados por estes, sendo essencialmente desiguais; - Custos Ambientais, que estão em crescimento, normalmente serão fixos e indiretos, nestes casos o custeio variável e o direto apresentarão resultados parcias; - Deve-se ter cuidado ao aceitar propostas de produção que tenham uma margem de contribuição positiva, pois mesmo tendo margem positiva e capacidade ociosa, esta produção pode não gerar lucro mínimo desejado pela empresa.

2.1.5. CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES – ABC. Para SAKURAI, 1997 o ABC proporciona informação que pode ser usada na apuração do custo da produção, no controle de custos e em outras finalidades gerenciais. Isso o torna algo mais do que um sistema geral de razão contábil. Em seu conceito original, contudo, o ABC é mais um instrumento contábil, ou financeiro, do que um instrumento de engenharia.

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Esse método de custeio procura amenizar as distorções ocasionadas pelos rateios dos custos indiretos, abordadas nos métodos tradicionais de custeio como o de absorção e o direto. E também faz o rastreamento dos custos, enquanto que os métodos mais usados (absorção e direto) fazem rateio de custos. Segundo BORNIA (2002:125) a idéia principal do ABC é tomar os custos das várias atividades da empresa e entender seu comportamento, encontramos bases que representem as relações entre os produtos e essas atividades. O método ABC é diferente dos custos analisados de forma vertical, já na análise vertical os custos são apropriados aos bens e ou serviços, aos objetos de custeio, através das atividades realizadas em cada departamento. No ABC a análise horizontal entende-se que o processo define-se a partir de um conjunto de atividades subsequentes, que exerce os vários departamentos da empresa. Para COGAN (1994:66-67) a análise horizontal com precisão, a organização é cortada transversalmente pelos seus processos/subprocessos de negócios, cada um deles constituído de uma série de atividades, que por seu turno são compostos por grupos de tarefas. Porém método de análise horizontal não é muito utilizado devido as grandes dificuldades na realização do mapeamento das tarefas e/ou processos produtivos. É necessário conhecer a fundo o chão de fábrica para que o modelo de custeamento seja correto. Juntamente com este método a figura profissional do contador ou engenheiro de produção fazendo um efetivo conhecimento da empresa, o responsável pelos custos não poderá fazê-lo sem conhecer como se procede tal serviço ou tarefa. Surge assim o profissional com postura gerencial. Segundo MARTINS (2001, P. 304) destaca que a história do ABC pode ser dividida em duas etapas ou gerações. Na primeira, o objetivo era o custeio do produto para fins de avaliação de estoque feito de forma a atender as legislações fiscal e societária, permitindo a inclusão dos custos fixos estruturais no custo das atividades. A segunda geração ou versão do ABC foi concebida de modo a possibilitar a análise de custos sob duas óticas: 11


1) a visão econômica de custeio, que é uma visão vertical, no sentido em que os custos são apropriados aos objetos de custeio

por

meio

das

atividades

realizadas

em

cada

departamento; 2) a visão de aperfeiçoamento de processos, que é uma visão horizontal, no sentido da captação dos custos dos processos através das atividades realizadas nos vários departamentos funcionais; esta visão permite que os processos sejam analisados, custeados e aperfeiçoados através da melhoria de desempenho na execução das atividades.

2.1.6. PONTOS POSITIVOS E LIMITAÇÕES DO CUSTEIO ABC Ao implantar um sistema qualquer em uma determinada empresa é preciso que se conheça seus pontos positivos e suas limitações, é analisando suas vantagens e desvantagens que o gestor terá a capacidade de discernir se o sistema lhe terá ou não serventia para seu auxílio e consequentemente seu sucesso profissional dentro do mercado. Para CATELLI e GUERREIRO (2000, P. 51) indicam os seguintes pontos positivos e limitações do ABC em relação ao Sistema Tradicional de Contabilidade de Custos: a) enfoca o conceito de atividade ao invés de trabalhar somente com volumes de produção e vendas dos produtos; b) adota um procedimento teoricamente mais consistente alocando aos produtos todos os custos da empresa e não somente os custos indiretos de produção. Já as limitações são as seguintes: a) todo relacionamento de custos fixos das atividades com as unidades objeto de custeio, feito por meio de cost drivers está sujeito a fortes doses de subjetividades; b) a aplicação do ABC faz com que custos fixos se transformem em custos variáveis, pois sempre que se apura o custo fixo unitário é modificada a verdadeira natureza comportamental do elemento de custo, gerando informações distorcidas; 12


c) o ABC não utiliza conceitos avançados de mensuração, como valor econômico, custo de oportunidade, equivalência de capitais, custos correntes de reposição, dentre outros.

2.2. FORMAÇÃO DE PREÇOS DE VENDA Franco (1991) destaca que toda atividade econômica apresenta um custo (gastos para o exercício da atividade), produz um ingresso (receita decorrente da atividade) e disso deverá decorrer um resultado (lucro ou prejuízo decorrente da atividade). A formação do preço é feita com base nos custos agregados ao produto e ao mercado alvo, ou seja, apura – se todo o custo do produto, pesquisa - se o mercado em que ele será lançado e define com que margem será trabalhada. Martins (2010) diz que nesta forma de calcular preços – preços de dentro pra fora -, o ponto de partida é o custo do bem ou serviço apurados segundo um dos critérios estudados: Custeio por absorção, Custeio variável etc. Sobre esse custo agrega-se uma margem denominada markup, que deve ser estimada para cobrir os gastos não incluídos no custo, os tributos e comissões incidentes sobre o preço e o lucro desejado pelos administradores. É necessário que todos os setores, principalmente do setor de compras com o comercial estejam interligados para que não haja ruptura no estoque de mercadorias, pois ela é uma das grandes vilãs na alteração do preço. Se não houver um planejamento dentro da realidade das vendas acarretará na falta de mercadoria, o que na maioria das vezes levará a aquisição de mais mercadorias que se não foi bem planejado esse estoque será adquirido de um fornecedor qualquer e que poderá, como na maioria dos casos são preços acima do projetado. Para Leone (2010) o pessoal de compras é responsável pela variação de preço. Porém nem sempre ele é o verdadeiro responsável. Ações de outros setores podem ter causado as variações de preço. Falta de planejamento na área de produção pode ter acarretado a necessidade de compras apressadas, de fornecedores diferentes dos normais, cujos preços são naturalmente mais altos porque a compra é esporádica, não alcançando volume econômico.

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É preciso definir o mais específico possível os custos de cada produto vendido na empresa assim ficam mais fáceis identificar quando o produto ajudará ou prejudicará no lucro. Além de orientar aos gestores em qual produto poderá focar para um melhor desempenho comercial. Martins (2000) destaca que Margem de Contribuição, conceituada como diferença entre Receita e soma de custo e Despesas Variáveis, tem a faculdade de tornar bem mais facilmente visível a potencialidade de cada produto, mostrando como cada um contribui para, primeiramente, amortizar os gastos fixos, e, depois, formar o lucro propriamente dito.

3. METODOLOGIA 3.1. TIPO DE PESQUISA Esta pesquisa é de caráter exploratório e o objetivo é verificar através de informações relacionadas aos custos para a formação de preços na empresa J Barreto Instalações e Serviços Ltda. Para o levantamento dos dados foi utilizada a análise qualitativa, pois a quantitativa não auxiliaria no resultado pretendido.

3.2. LOCAL A pesquisa foi realizada na empresa J Barreto Instalações e serviços Ltda situada no endereço Rua E, nº 21, bairro Boa Vista que adquiriu em 2005 a marca Dglass a qual já existia a mais de 20 anos. Composta por dois sócios, a DGlass vem se consolidando no mercado com destaque como uma das principais no segmento de divisórias e outros serviços e tem como foco o bom atendimento, rapidez na execução dos serviços e boas práticas de comércio.

3.3. POPULAÇÃO E AMOSTRA Os participantes dessa pesquisa foram os funcionários que exercem cargos ligados ao conteúdo da pesquisa, sendo a amostra representada por 4 participantes.

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3.4. INSTRUMENTOS Podem-se identificar algumas fontes úteis à coleta de dados (Yin, 1984): ·documentação: material escrito, desde memorandos até relatórios formais; ·arquivos gravados: gráficos da organização, registros financeiros, pessoais ou de serviço; ·entrevistas: podem ser abertas ou focadas; ·observação direta: observação e notas de detalhes, ações e sutilezas do ambiente; ·equipamentos físicos: mecanismos, ferramentas. Os instrumentos utilizados nessa pesquisa foram entrevistas verbais e acompanhamento de coleta dos dados passo a passo. Conforme autorizado pelo empresário os dados coletados e transcritos.

3.5. PROCEDIMENTOS 3.5.1 DA SELEÇÃO DOS PARTICIPANTES OU FONTES DE INFORMAÇÃO Para a realização da pesquisa responderam as perguntas os quatro funcionários que exercem cargos ligados ao conteúdo da pesquisa. A quantidade de participantes foi escolhida de forma aleatória pelo pesquisador, conforme levantamento realizado com o auxilio desses participantes foi possível identificar todas as despesas da empresa, conforme o quadro abaixo demonstra. Despesas estas que serão deduzidas da receita na realização da demonstração do resultado do exercício (DRE).

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Tabela 1: Levantamento das despesas DESPESAS Depreciação

78,00

Aluguél

500,00

Água e Luz

100,00

Telefone

150,00

Pró- Labore

545,00

Material de escritório

20,00

Despesas Bancária

24,00

Contabilidade

250,00

Ajuda de custo

130,00

Manutenção das máquinas

25,00

Total

1.822,00

Fonte: O próprio autor do artigo No setor de produção a empresa poderá verificar se existe mão-deobra ociosa, se o consumo de matérias primas esta acima do que é necessário, verificar se o consumo de energia esta alto. Portanto a empresa utilizado o custeio corretamente só lhe trará benefícios em diversas áreas: econômicas financeiras. A empresa J Barreto Instalações e serviços Ltda utiliza do método de custo por absorção. Custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos (considerado o método de custeio tradicional). De acordo com Martins (2000, p. 41), resume-se este no critério em que se apropriam todos os custos de produção quer fixos ou variáveis, quer diretos ou indiretos, e tão somente os custos de produção, aos bens elaborados. Todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos.

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4. ANÁLISE DOS DADOS Para a realização de uma análise real é preciso identificar, compreender e calcular algumas formas de realização de custos para a formação de preços na empresa J Barreto Instalações e serviços Ltda. Sobre custo por absorção Martins (2000, p. 41), resume-se este no critério em que se apropriam todos os custos de produção quer fixos ou variáveis, quer direto ou indireto, e tão somente os custos de produção, aos bens elaborados. Todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos. Segue demonstrativo com cálculos de custo variável unitário (CVU) e custo fixo unitário (CFU), que a empresa J Barreto Instalações e serviços Ltda realiza para a sua formação de preço. O levantamento destes custos é de suma importância para a empresa, pois conhecendo os custos dos produtos facilita para o gestor formar um preço competitivo e lhe auxilia na tomada de decisões como, por exemplo, diminuir ou aumentar matéria-prima, interferência no processo de produção etc. Tabela 2: Custo variável unitário Para instalação de 200m2/mês a R$ 50,00 m2 (200 x 50,00 = 10.000,00) CUSTO VARIÁVEL UNITÁRIO – CVU Matéria-prima m2 (6.000,00 / 252) Mão-de-obra (10% m2) Total

23,81 5,00 28,81

Fonte: O próprio autor do artigo No custeamento por absorção, todos os custos de fabricação, tantos os fixos quanto os variáveis, são alocados aos produtos fabricados em um dado período de tempo. O custeio por absorção tem algumas vantagens que esta de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos e com a legislação fiscal. Este método de custeio considera todos os custos diretos e indiretos incorridos na produção para apurar o seu custo final. Para FLORENTINO (1983:37) no custeamento por absorção procurase descarregar ao máximo toda a gama de custos existentes na empresa, mas 17


assim mesmo, em certos casos, os gastos de caráter tipicamente de administração geral poderão ficar fora da absorção e ser levado ao resultado.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Através deste artigo que apresenta um estudo de campo sobre os custos para a formação de preços da empresa J Barreto Instalações e Serviços Ltda, é possível demonstrar que qualquer valor que se aplica incorretamente deixa a empresa menos competitiva e que a competitividade comercial leva os gestores a buscar meios possíveis de enxugar suas despesas para gerar mais receitas e vencer o seu concorrente, já que a prestação de serviços se torna cada vez mais iguais. Considerando que a forma de aplicação de custo é determinante em uma organização, e que saber qual custo utilizar em cada fase da formação de preço sabendo de suas vantagens e desvantagens, esse conhecimento auxilia na gestão e consequente em uma tomada de decisão mais correta e que é necessário que todos os setores, principalmente o setor de compras com o comercial estejam interligados para que não haja ruptura no estoque de mercadorias, pois ela é uma das grandes vilãs na alteração do preço. O presente artigo demonstra que a empresa opta pelo método de custo por absorção, alegando que tal método apresenta algumas vantagens que esta de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos e com a legislação fiscal. E este método de custeio considera todos os custos diretos e indiretos incorridos na produção para apurar o seu custo final.

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6. REFERÊNCIAS DUTRA, Rene Gomes. Custos uma abordagem prática – 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2009. LEONE, George Sebastião Guerra. Custos: Planejamento, implantação e controle – 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2000. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos – 10 ed. São Paulo: Atlas, 2010. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos: inclui o ABC 7 – 10 ed. São Paulo: Atlas, 2000. LEONE, George Sebastião Guerra, LEONE, José Guerra. Curso de Contabilidade de Custos – 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2010. KOLIVER, Olívio. Contabilidade de custo. Curitiba: Juruá, 2008. YIN, R.K. Case Study Research, Design and Methods. California, Sage Publications, 1984. BACKER, Norton, JACOBSEN, Lyle E. Cost accounting: a managerial approach. New York: McGraw-Hill, 1964. BERLINER, Callie, BRIMSON, James A. Gerenciamento de custos. São Paulo:T.A. Queiróz, 1992. IBRACON e Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo. Curso sobre contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 1989. ATKINSON, Anthony A. et al. Contabilidade gerencial.2. ed. São Paulo: Atlas,2000. IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de custos. São Paulo: Atlas, 1988. Site de pesquisas:www.googleacademico.com.br, acessado em 25 de maio de 2012. CATELLI, Armando (Coordenador). Controladoria - Uma Abordagem de Gestão Econômica – GECON. São Paulo: Atlas, 1999. GUERREIRO, Reinaldo. Os Princípios da Teoria das Restrições Sob a Ótica da Mensuração Econômica. Caderno de Estudos, São Paulo, FIPECAFI, janeiro a julho, 1996’. LEONI, George S.G. Planejamento, Implantação e Controle. São Paulo: 2 ed; Atlas, 1996. VARTANIAN, Grigor Haig. O método de custeio pleno: uma análise conceitual e empírica. São Paulo 2000, SP. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo – USP, 205 p. 19

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