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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

ROSENE MOURA ARÁUJO MACEDO

A IMPORTÂNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO EMPRESARIAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA

VITÓRIA DA CONQUISTA - BA 2011


ROSENE MOURA ARÁUJO MACEDO

A IMPORTÂNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO EMPRESARIAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA

Artigo apresentado a Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR como exigência para conclusão do curso de Bacharel em Ciências Contábeis. Orientador: Prof. Flávio José Dantas da Silva

VITÓRIA DA CONQUISTA - BA 2011


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A IMPORTÂNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO EMPRESARIAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA Rosene Moura Araújo Macedo1 Flávio José Dantas da Silva2 RESUMO As micro e pequenas empresas podem ser definidas a partir de critérios variáveis tais como numero de empregados, faturamento ou receita bruta anual. A Controladoria na gestão empresarial torna-se suma importância para a micro e pequena empresa, pois é por meio dela que o gestor encontra o feedback para avaliar o seu desempenho e com isso soluções para os problemas da empresa. Neste sentido, propõe orientar e convencer os empreendedores, através de informações gerenciais de dados contábeis, de que o planejamento é a melhor ferramenta para a tomada de decisão, considerando o planejamento estratégico, planejamento operacional, programação, execução e controle. O objetivo geral deste artigo é analisar a influência da Controladoria na Gestão Empresarial da pequena e Micro Empresa, a fim de propor aos gestores condições de melhoria do processo decisório através da assessoria de planejamento e controle de gestão. Para tanto, foi utilizada a pesquisa bibliográfica, com exploração da fundamentação teórica através da leitura de livros e artigos sobre o tema. O método adotado foi o dedutivo, partindo de aspectos gerais da gestão empresarial para a análise direcionada de ferramentas adotadas na controladoria. PALAVRAS-CHAVE: Controladoria. Gestão Empresarial. Controller. ABSTRACT Micro and small enterprises can be defined based on criteria such variables as number of employees, turnover or annual gross revenue. The Comptroller in business management becomes very important for micro and small enterprises, because it is through her that the manager is the feedback to evaluate their performance and thus solutions to business problems. Here, we propose to guide and persuade entrepreneurs through information management accounting data, that planning is the best tool for decision making, considering the strategic planning, operational planning, programming, implementation and control. The purpose of this paper is to analyze the influence of the Comptroller in Business Management from the small and micro enterprise, to propose conditions to managers to improve decision making through advisory planning and management control. To this end, we used the literature, exploiting the theoretical foundation by reading books and articles on the topic. The method was deductive, starting from general aspects of business management for targeted analysis of tools used in control areas. KEYWORDS: Comptroller. Business Management. Controller. 1

Graduanda do Curso de Ciências Contábeis pela Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR), 2011. Email: rosene.romacedo@hotmail.com 2 Professor-Orientador. Email: fladantas1@yahoo.com.


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1 INTRODUÇÃO

Para gerenciar uma empresa é necessário plano estratégico e operacional, para conseguir atingir os objetivos com sucesso. Estes planos ajustam a direção na tomada de decisão possibilitando a empresa reagir à empresa reagir às mudanças que surgem com o que foi feito no passado presente e que fatalmente ocorreram no futuro. Este processo de gestão, que inclui o ciclo do planejamento, execução e controle, exige conhecimento do problema. O gestor requer informações que auxiliem na análise de um conjunto de alternativas e soluções. O fluxo de informação de uma empresa concentra-se na busca e transmissão da informação que seja capaz de adaptar-se às condições mutantes do ambiente, levando à tomada de decisões desejadas. O controller é o profissional capacitado para formalizar, por meio de relatórios contábeis legais e gerenciais, as alternativas que a empresa dispõe para sustentar a decisão a ser tomada. A controladoria dentro do âmbito da informação faz o acompanhamento e avaliação do desempenho, que num ambiente competitivo poderá ser o diferencial de uma organização bem sucedida. Logo ao surgir uma empresa ela esta sujeita as condições do mercado para obter sucesso. O empreendedor precisa estar atento a mudanças e as oportunidades de crescimento que acontece ao seu redor. As dificuldades vão surgindo e com a competição entre elas torna-se cada vez mais importante adotar técnicas de gestão especializadas. É necessário que o Empresário tenha conhecimento que através da utilização da controladoria como instrumento de apoio na gestão empresarial, a empresa poderá torna-se mais competitiva, pois o uso de todas as ferramentas disponíveis que possibilitem gerar informações úteis para a gestão dos negócios será decisivo para a permanência da empresa no mercado. Esta pesquisa analisa a possibilidade de minimizar os erros dos gestores, considerando o envolvimento da Controladoria nas rotinas administrativas e operacionais que reconhece que cada situação requer sua própria solução. A Controladoria é um órgão que zela pela continuidade da empresa, garantindo informações que se adéquam no processo decisivo e tem por finalidade


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fornecer informações ao gestor tornando-o mais eficiente ao gerenciar os interesses empresariais. Nesta perspectiva, este estudo tem por objetivo geral analisar a importância da gestão empresarial para as micros e pequenas empresas; e por objetivos específicos analisar o papel do Controller em manter o gestor conhecedor do desempenho empresarial, também mostrar os métodos e procedimentos usados na controladoria para produzir informações aos gestores. Trata-se de um artigo de pesquisa bibliográfica, que traz discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. Foram utilizadas como fontes livros introdutórios, artigo via internet, dicionários, obras de referências, manuais. Lakatos e Marconi (2008, p.185) conceituam pesquisa bibliográfica como sendo aquela que “oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas onde estes problemas não se cristalizaram [...]”. 2 CONTROLADORIA – CONSIDERAÇÕES INICIAIS A controladoria surgiu no início do século XX nas grandes corporações norteamericanas, com a finalidade de realizar rígido controle de todos os negócios das empresas relacionadas, subsidiárias e / ou filiais. Um significativo número de empresas concorrentes, que haviam proliferado a partir da revolução industrial, começaram a se fundir no final do século XIX, formando grandes empresas, organizadas sob forma de departamentos e divisões, mas com controle centralizado. O crescimento vertical e diversificado desses conglomerados exigia, por parte dos acionistas e gestores, um controle na central em relação aos departamentos e divisões que rapidamente se espalhavam nos Estados Unidos e em outros países. Esses três fatores (a verticalização, a diversificação e a expansão geográfica das organizações) e o consequente aumento da complexidade de suas atividades, aliados às tendências de descentralização da gestão das empresas, exigiram a ampliação das funções do controller, bem como o surgimento dessa figura, também, nas diversas divisões da organização, além do lotado na administração central da companhia.


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Conforme destaca Frezatti (2009), a controladoria tem a finalidade de garantir informações adequadas ao processo decisório dos gestores, colaborando assim para a busca pela eficácia da empresa e de suas subdivisões, levando-se em conta o aspecto econômico. Segundo Mosimann, Alves e Fisch (2003) a Controladoria consiste em um corpo de doutrinas e conhecimentos relativos à gestão econômica. Pode ser visualizada sob dois enfoques: a) como um órgão administrativo com uma missão, função e princípios norteadores definidos no modelo de gestão do sistema empresa; e b) como uma área do conhecimento humano com fundamentos, conceitos princípios e métodos oriundos de outras ciências. Ainda neste contexto, Heméritas (2005) destaca que a Controladoria não é uma ciência, é um conjunto de conhecimentos e funções relacionados com a gestão econômica da empresa. Ou seja, através de seus princípios e métodos específicos ela ajuda a ciência contábil na geração e mensuração dos resultados das operações, garantindo assim, informações úteis ao processo decisório, além de colaborar com os gestores na busca da eficácia gerencial. Como funções básicas, a Controladoria está diretamente integrada com os sistemas de informação, coordenação, avaliação, planejamento e acompanhamento da organização. Enquanto ramo do conhecimento, apoiada na Teoria da Contabilidade e numa visão multidisciplinar, a controladoria é responsável pelo estabelecimento das bases teóricas e conceituais necessárias para a modelagem, construção e manutenção de Sistemas de Informações e Modelo de Gestão Econômica, que supram adequadamente as necessidades informativas dos Gestores e os induzam durante o processo de gestão, quando requerido, a tomarem decisões ótimas ressalta Mendes (2001). De acordo com Oliveira, Perez e Silva (2004, p.10), “o processo decisório é influenciado

pela

atuação

da

Controladoria

através

das

informações

de

planejamento e controle”. As informações de planejamento e controle exigem sistemas de informações que suportam essas decisões. A missão da Controladoria é aperfeiçoar os resultados econômicos da empresa por meio da definição de um modelo de informação baseado num modelo de gestão. O papel da controladoria, portanto, é assessorar a gestão da empresa, fornecendo mensuração das alternativas econômicas, através da visão sistêmica, integrar informações e reportá-las para facilitar o processo decisório. Diante disso, o


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Controller exerce influência a organização á medida que norteia os gestores para que mantenham sua eficácia e da organização. No planejamento estratégico, cabe ao Controller assessorar o principal executivo e os demais gestores na definição estratégica, fornecendo informações rápidas e confiáveis sobre a empresa, quanto ao planejamento operacional, cabe a ele desenvolver um modelo de planejamento baseado no sistema de informação atual, integrando-o para a otimização das análises. Segundo Oliveira, Perez Jr. e Silva (2004), a Controladoria serve como órgão de observação e controle da cúpula administrativa, preocupando-se com a constante avaliação da eficácia e eficiência dos vários departamentos no exercício de suas atividades. É ela que fornece os dados e as informações, que planeja e pesquisa, visando sempre mostrar a essas mesma cúpula os pontos de estrangulamento presentes e futuros que põem em perigo ou reduzem a rentabilidade da empresa. De acordo com Nakagawa (2003), as principais atribuições da Controladoria, compreendem: Estabelecer, coordenar e manter um plano integrado para o controle das operações; medir a performace entre os planos operacionais aprovados e os padrões, reportar e interpretar os resultados das operações dos diversos níveis gerenciais; prover proteção para os ativos da empresa. Isso inclui adequados controles internos e cobertura de seguros; analisar a eficiência dos sistemas operacionais; sugerir melhorias para a redução de custos; verificar sistematicamente o cumprimento dos planos e objetivos traçados pela organização; analisar as causas de desvios e sugerir correção desses planos ou dos instrumentos e sistemas de controle; e analisar a adequação na utilização dos recursos materiais e humanos da organização. 3 A UTILIDADE DA CONTROLADORIA COMO ELEMENTO DE APOIO A GESTÃO EMPRESARIAL A acelerada evolução do ambiente econômico e tecnológico tem dificultado o entendimento e a gestão dos negócios, sendo necessário gerar informações que auxiliem os administradores na tomada de decisão. Os avanços tecnológicos supõem mudanças de todo tipo, tanto na especificação do produto como na filosofia das organizações, quer sejam industriais, comerciais ou de serviços, obrigando-as a um redimensionamento da sua


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Contabilidade Gerencial, que é a disciplina que se ocupa fundamentalmente de gerar informações para tomada de decisões e controles relacionados a todos os seus processos internos. As organizações precisam enfrentar essas mudanças de maneira natural e estabelecer normas para enfrentá-las. Não basta uma única mudança para enfrentar uma determinada e específica situação. Elas precisam estar preparadas para esse novo desafio, que é constante, e procurar entender que é necessário uma mudança de mentalidade na forma de tratar as informações geradas no dia-a-dia da empresa. Cada vez mais o sucesso pode durar pouco e a vantagem conseguida pode ser dissipada rapidamente. As organizações, bem como as pessoas, têm que aprender a lidar com essas mudanças e aí é que surge o auxílio da Contabilidade Gerencial, que, de importância relevante para a administração da empresa, se encaixa de maneira válida e efetiva na geração de informações para suporte na tomada das decisões. Com base no conhecimento das situações passadas ou presentes, a Contabilidade Gerencial passa a constituir-se em estimativa válida daquilo que poderá acontecer no futuro. A Controladoria é uma consequência da evolução, tanto qualitativa como quantitativa, das várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na Contabilidade Financeira e na Contabilidade de Custos, que, por sua vez, quando agrupadas, permitem uma perspectiva mais analítica e diferenciada constituindo-se em uma ferramenta de extrema importância no auxílio das decisões gerenciais. A Controladoria é um instrumento de apoio na gestão dos negócios que poderá contribuir significativamente para a eficiência operacional da organização, pois auxilia as empresas a coletar, processar e relatar informações para uma variedade de decisões operacionais e administrativas. A contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controle permanente do Patrimônio. Registra, estuda e interpreta (analisa) os fatos financeiros e/ou econômicos que afetam a situação patrimonial de determinada pessoa, física ou jurídica, apresentando resultados através de demonstrações contábeis tradicionais e relatórios específicos para determinadas finalidades. A Controladoria experimentou a partir de 1980, uma mudança bastante significativa em virtude das transformações sociais e tecnológicas, principalmente pela implantação de programas de melhoria da qualidade, dentre os quais, o sistema de estoques Just-in-time (JIT), a Gestão da Qualidade Total (TQM - Total Quality


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Management), a Teoria das Restrições (TOC – Theory of Constraints), todos estes visando fortalecimento da qualidade, redução de custos, aumento da produção, com objetivo final de maximização dos lucros. O

conteúdo

das

responsabilidades

da

controladoria

foi

crescendo

gradativamente devido às pressões exercidas na obtenção de informações para a tomada de decisões. Para que isso ocorresse de forma mais correta e com o menor risco possível ela passou de uma mera quantificação do custo do produto a uma racionalização deste. Com esse desenvolvimento gradativo, acabou incorporando às suas responsabilidades a organização do processo produtivo; a otimização da capacidade existente; a utilização dos meios disponíveis; o fator humano; a administração e controle das operações correntes e futuras das várias áreas da empresa; a análise dos desvios ocorridos em relação aos objetivos predeterminados e a atribuição de responsabilidades etc. A contabilidade gerencial pretende servir de orientação ou base de referência para todo tipo de decisões internas na empresa dentro de um horizonte temporal de curto ou longo prazo (VEIGA, 2003). Não apenas as grandes organizações devem se preocupar com o planejamento e utilizar-se das ferramentas gerenciais que a contabilidade pode fornecer. A sua eficácia depende fundamentalmente de informações precisas, oportunas e pertinentes sobre o ambiente em que a empresa atua, e o seu desempenho dependerá das atitudes de seus funcionários e gerentes, que são cruciais ao sucesso da organização. É vital para a sobrevivência da empresa, inserida num ambiente competitivo e diante de um cenário de incertezas, que seus gestores estejam assessorados e recebam informações que antevejam os problemas, que subsidiem decisões racionais, ao invés de apenas demonstrações estáticas que revelam dados passados. 4 O PROFISSIONAL DA CONTROLADORIA Segundo Figueiredo e Caggiano (2006) a importância do profissional, será medida muito mais por sua contribuição para a administração geral da organização do que pela correção com que são feitos os conjuntos das demonstrações contábeis que relatam puramente aspectos financeiros da gestão. O controller é o gestor encarregado do departamento de Controladoria, seu papel é, por meio de gerenciamento de um eficiente sistema de informação, zelar pela continuidade da


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empresa, viabilizando as sinergias existentes, fazendo com que as atividades desenvolvidas conjuntamente alcancem resultados superiores aos que alcançariam se trabalhassem independente. O Controller tem como tarefa manter o executivo principal da companhia informado sobre os rumos que ele deve tomar, aonde pode ir e quais os caminhos que devem ser seguidos. Figueiredo e Caggiano (2006) ressaltam que o controller pode ser visto ao mesmo tempo como protagonista e coadjuvante de uma mudança comportamental importante sem precedentes na história da contabilidade e da administração. Conforme Perez Jr, Pestana e Franco (2007), o controller contribuirá para o progresso de gestão empresarial exercendo suporte informacional ao planejamento, execução e controle, por meio de um sistema de informação eficaz e sinérgico entre os gestores, zelando pela maximização do resultado da empresa. Diante das diversas áreas de atuações da controladoria nas organizações fica quase impossível uma mensuração exata de suas atividades dentro das organizações, conforme aponta Padoveze (2003, p.56): A determinação das funções da controladoria é uma tarefa quase impossível, considerando as várias atividades desempenhadas por este departamento. Essas tarefas têm dependência direta do tamanho da entidade, da sua forma constitutiva e de vários outros fatores, que, direta ou indiretamente, impactam nas funções da controladoria.

A fim de desenvolver sua função básica, que é orientar o principal executivo da empresa sobre o posicionamento atual das atividades e o direcionamento a que estas estão conduzindo a empresa, o controller deve ter amplo conhecimento do ramo de negócios em eu a empresa está situada, bem como um domínio das informações financeiras e operacionais da organização. O Controller deve possuir conhecimentos de gestão, para que possa compreender e participar do processo de planejamento e controle. O domínio de conceitos de contabilidade, custos e despesas, tributos tecnologia de informação etc. è fundamental, além disso, noções básicas e fundamentais de sociologia, economia e estatística também ajudam no desempenho das funções. Segundo Oliveira (2004), nas maiores empresas que operam no Brasil a formação acadêmica da maior parte dos controllers é, pela ordem, ciências Contábeis, Administração, Economia e Engenharia.


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Dentre os requisitos necessários para o desempenho da função da Controladoria podemos elencar: a) Um bom conhecimento do ramo de atividade ao qual a empresa faz parte, assim como dos problemas e das vantagens que afetam o setor. b) Um conhecimento da historia da empresa e uma identificação com seus objetivos, suas metas e suas políticas assim como com seus problemas básicos e suas possibilidades estratégicas; c) Habilidade para analisar dados contábeis e estatísticos que são a base direcionadora de sua ação e conhecimento de informática suficiente para propor modelos de aglutinação e simulação das diversas combinações de dados; d) Habilidade de bem expressar se oralmente e por escrito e profundo conhecimento dos princípios contábeis e das implicações fiscais que afetam o resultado empresarial. O profissional responsável pela controladoria deve ter espírito de liderança, ser capaz de motivar seus subordinados, saber e gostar de trabalhar em equipe, saber comunicar-se tanto oralmente como escrito e esta atualizado não só com o que acontece na sua empresa como também com o que ocorre no mundo e cultivar a capacidade de adaptarem-se as mudanças. Dentre os principias requisitos para um Controller, têm-se: Iniciativa, visão econômica,

comunicação

racional,

síntese,

visão

voltada

para

o

futuro,

oportunidade, persistência, cooperação, imparcialidade, persuasão consciência das limitação.

5 MICRO E PEQUENAS EMPRESAS As mudanças provocadas pelos avanços tecnológicos e a globalização das atividades socioeconômicas, juntamente com a terceirização, o crescimento no setor de serviços e o alto índice de desemprego, impulsionaram o surgimento de novos negócios. As micro e pequenas empresas (MPEs) são as maiores geradoras de emprego e renda e contribuem para o desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas. Dai a sua importância para o desenvolvimento econômico e social de um país.


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Atualmente, há duas leis federais que definem microempresa e empresa de pequeno porte, a saber: • O Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei nº 9.841/99), que estabelece incentivo através da simplificação de suas obrigações administrativas, previdenciárias e creditícias e pela eliminação ou redução destas por meio de lei, assim as define: Microempresa é a pessoa jurídica com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 433.755,14; e Empresa de pequeno porte é de R$ 433.755,15 a R$ 2.133.222,00. • A Lei do Simples Federal (Lei nº 9.317/96), que dá benefícios do ponto de vista tributário e fiscal, as define desta forma: Microempresa, aquela que tem faturamento anual de até R$ 240.000,00; e Empresa de pequeno porte a que fatura até R$ 2.400.000,00. As micro e pequenas empresas podem ser classificadas de acordo com o número de empregados e com o faturamento bruto anual. Elas assumem características próprias de gestão, competitividade e inserção no mercado. Segundo Perez Jr, Pestana e Franco (2007), em países como o Brasil onde há alto desequilíbrio regional, micro e pequenas empresas podem apresentar um importante papel para a descentralização industrial. Oliveira (2004) menciona que as micro e pequenas empresas possuem características próprias e exclusivas que são: contribuição na geração do produto nacional, absorção de mão - de- obra, geração de renda, flexibilidade de localização e composição do capital de forma predominantemente nacional.

6 DISCUSSÃO De acordo com Nakagawa (2003), os controllers que buscam a eficiência e eficácia necessitam de informação precisa e oportuna para a gestão e mensuração do desempenho de suas atividades. Padoveze (2003) comenta a importância de uma entidade ter o apoio da Controladoria na administração de seus negócios, pois segundo ele, se houver dentro dessa entidade pessoas que consigam traduzir conceitos contábeis em ações práticas, a contabilidade estará sendo um instrumento para a administração. Iudícibus (2008) considera que a Controladoria procura suprir informações que se encaixem de maneira válida e efetiva no modelo decisório do administrador,


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levando em conta cursos de ação futuros. Informação é uma poderosa ferramenta de gestão a disposição da organização, podendo-se traçar um planejamento estratégico adequado a partir dessas informações. Segundo Corbett (2007), a Controladoria deve fazer a conexão entre as ações locais dos gerentes e a lucratividade da empresa, para que estes possam saber que direção tomar. Para Veiga (2003), a Controladoria é um importante instrumento no processo de decisão das organizações e deve ser utilizada no processo de gestão estratégica, como elemento de suporte para a competitividade. Os dados contábeis são matérias-primas de informações, que devem ser tratados, para que gerem informações úteis e representem um instrumento gerencial para o processo decisório de forma a alcançar uma vantagem competitiva sustentável. As informações geradas pela Contabilidade Gerencial podem auxiliar os gestores a melhorar a qualidade das operações, reduzir custos operacionais e aumentar a adequação das operações às necessidades dos clientes. 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A Ciência Contábil ou de Controladoria tem conseguido acompanhar adequadamente a evolução do ambiente dos negócios, bem como compartilhar das novas tendências e conceitos administrativos, ajustando continuadamente seu papel dentro das entidades. Apesar de críticas a alguns modelos contábeis e de controladoria, esta função tem cumprido o papel que lhe cabe na gestão das empresas. Também como uma ciência sempre em evolução, tem apresentado novos modelos de gestão, bastante evoluídos, como os modelos de gestão dos eventos econômicos, que ainda não foram totalmente assimilados pelas empresas, em decorrência do alto grau de conteúdo inovador. Pode-se também dizer que, de fato, em razão deste novo ambiente, há um novo paradigma para o desempenho da função de Controladoria que é a necessidade de subsidiar todo o processo de gestão, desde o planejamento estratégico até a execução e controle. Este paradigma implica que a Controladoria tem que apoiar a empresa e todos os seus gestores em todas as etapas do processo de gestão, instrumentalizando as teorias, conceitos e critérios de avaliação


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dentro dos subsistemas de informações de contabilidade e controladoria, fundamentais para a tomada de decisão. As pequenas empresas podem e devem utilizar todos os conceitos e instrumentos de Controladoria. A função de Controladoria não é exclusiva de empresas de médio e grande porte. Assim como as pequenas empresas também devem ter, por exemplo, planejamento estratégico, elas também devem aplicar todos os conceitos de Controladoria. O fato de serem menores as necessidades de informações implica apenas que deverá ser feita uma adequação dos instrumentos para essas necessidades. Podemos afirmar, então, que a importância da Controladoria para pequenas empresas é a mesma para as empresas de maior porte.


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REFERÊNCIAS

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