Issuu on Google+

FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE - FAINOR CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AGROINDUSTRIAL ANDRÉ RICARDO OLIVEIRA MACÊDO

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO: Um Estudo na Coelba de Vitória da Conquista

VITORIA DA CONQUISTA-BAHIA DEZEMBRO - 2006


2

ANDRÉ RICARDO OLIVEIRA MACÊDO

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO: Um Estudo na Coelba de Vitória da Conquista

Monografia apresentada ao curso de Administração Agroindustrial da Faculdade Independente do nordeste - FAINOR, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Administração agroindustrial. Orientador: Prof Msc. Ana Lúcia Pellegrini Pessoa dos Reis Co-orientador: Prof.Msc. Fernando Faria Leite

VITORIA DA CONQUISTA - BA DEZEMBRO - 2006


3

FOLHA DE APROVAÇÃO ANDRÉ RICARDO OLIVEIRA MACÊDO

UM ESTUDO NA COELBA VITÓRIA DA CONQUISTA: Saúde, Segurança no Trabalho

Monografia aprovada como requisito parcial para obtenção do título de Graduado, no Curso de Administração Agroindustrial da Faculdade Independente do Nordeste, através de comissão formada pelos professores:

BANCA EXAMINADORA

Nome :______________________________________________ Assinatura: ___________________________________________

Nome :______________________________________________ Assinatura: ___________________________________________

Nome :______________________________________________ Assinatura: ___________________________________________


4

Ao meu filho Matheus, como mais um exemplo de que somente o esforço, o trabalho e a dedicação produzem resultados. A minha esposa Rosane Maria, que soube compreender minhas ausências. Meus pais, colegas e professores.


5

AGRADECIMETOS

Dedico esse trabalho á todos que acreditaram em mim, me incentivaram nessa jornada, essa é apenas uma etapa vencida de uma longa busca pelo saber, a professora Ana Lúcia que colaborou e me apoiou para que esse trabalho fosse realizado, ela que dedicou seu tempo e conhecimento no auxilio à construção desse trabalho.

Agradeço a empresa Coelba em nome do gestor Joe Luise, ao responsável pela segurança no trabalho Sr.Valdir Souza Ribeiro, aos quais foram sempre muito prestativos nos momentos em que foram consultados.

A minha orientadora, Profª. Ana Lúcia Pelegrini Nunes, pelo pragmatismo e objetividade.

Aos professores, em especial Maria Auxiliadora Cordeiro, que se dispôs a medida do possível prestar apoio para realização desse trabalho.

Ao professor Fernando Leite, por diversas vezes se dispôs a me auxiliar no que foi possível.

A todos os meus colegas, em especial, Cássia, Charlene e Marta Caracas, que fizeram dessa monografia uma belíssima experiência de vida, aos quais contribuíram de alguma forma ao meu aprendizado acadêmico, e pelas incentivas e inestimáveis contribuições.

Agradeço ainda a todos aqueles que, de alguma forma, direta ou indiretamente torceram para que este trabalho tivesse um bom resultado.


6

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”. (Sun Tzu, 2002)


7

RESUMO

Este trabalho apresenta os resultados coletados junto à Coelba de Vitória da Conquista acerca do trabalho desenvolvido quanto a saúde e segurança no trabalho dos seus colaboradores. Para tanto, a pesquisa se norteou em alguns aspectos como: verificar se na Coelba de Vitória da Conquista tem conseguido alcançar índices satisfatórios a acerca do tema. 2) analisar se os funcionários possuem conhecimento da importância de se buscar saúde e segurança no trabalho. 3) Aspetos que apontam obstáculos para que os funcionários atingam um grau de conhecimento adequado, em relação a saúde e segurança no trabalho. Para alcançar os objetivos propostos, foi utilizado o método indutivo empírico com a abordagem do estudo de caso e pesquisa exploratória e descritiva, aplicando-se um questionário com os funcionários da empresa. Os resultados obtidos demonstram que a maioria dos funcionários tem conhecimento das normas da empresa, e que ela busca insercantemente, mostrar para seus funcionários a importância e a efetividade, de se buscar desenvolver suas atividades da melhor forma possível, conhecendo e analisando seus comportamentos, causas e efeitos no intuito de buscar sempre evoluir enquanto profissional responsável e ser humano.

Palavras-chave: Características Individuais. Atos Inseguros. Doença Profissional .


8

ABSTRACT

This work presents the results collected together to the Coelba de Vit贸ria of the Conquest concerning the developed work how much the health and security in the work of its collaborators. For in such a way, the research if guided in some aspects as: to verify if in the Coelba de Vit贸ria of the Conquista has obtained to reach satisfactory indices concerning the subject. 2) to analyze if the employees they possess knowledge of the importance of if searching health and security in the work. 3) Aspetos that points obstacles so that the employees atingam a degree of adjusted knowledge, in relation the health and security in the work. To reach the considered objectives, it was used the empirical inductive method with the boarding of the case study and explorat贸ria and descriptive research, applying a questionnaire with the employees of the company. The gotten results demonstrate that the majority of the employees has knowledge of the norms of the company, and that it searchs insercantemente, to show for its employees the importance and the effectiveness, of if searching to develop its activities of the best possible form, knowing and analyzing its behaviors, causes and effect in intention to search always to evolve while professional responsible and human being.

Key-Words: Individual characteristics. Unsafe Acts. Ocupational disease.


9

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Estatística de acidentes da Previdência Social ....................................................22 Tabela 2 : Levantamento e Análise estatística dos dados pessoais ..................................... 31 Tabela 3 : Sexo .................................................................................................................... 32 Tabela 4: Grau de Instrução.. ..............................................................................................32 Tabela 5 : Idade .................................................................................................................. 32 Tabela 6: Tempo de Serviço................................................................................................ 32


10

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Importância da pesquisa ......................................................................................34 Figura 2: Utilização dos dados da pesquisa ........................................................................35 Figura 3: Conhecimento do Programa de Saúde e Segurança no trabalho..........................36 Figura 4: Nível de acertos das políticas de segurança no trabalho......................................37 Figura 5: Controle dos índices de acidentes de trabalho .....................................................37 Figura 6: Observação das normas e procedimentos de segurança e quanto sua punição referente aos descumprimentos ...........................................................................................38


11

LISTA DE SIGLAS

NOTES: Sistema de correio eletrônico, utilizado na intranet da COELBA. P&D: Pesquisa e desenvolvimento PLR: Participação nos Lucros e Resultados SIC: Sistema de informações Comerciais TARIFA: Preço da unidade de energia elétrica e/ou da demanda de potências UEN: Unidade estratégica de Negócio. Delimitação territorial de atuação de empreiteiras para prestação de serviço ABRADEE – Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica SAP/SIGA – Sistema de Informações Gerenciais Aplicadas CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos CHESF – Companhia de Eletricidade do São Francisco COELBA – Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia


12

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO ...........................................................................................................13

2 DELIMITAÇÃO .........................................................................................................16 2.1 Problema........................................................................................................................16 2.2 Hipóteses .......................................................................................................................16 2.3 Objetivos........................................................................................................................16 2.3.1 Objetivo Geral ............................................................................................................16 2.3.2 Objetivos Específicos..................................................................................................16 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................17 3.1 Principais Fundamentos Sobre saúde e Segurança no Trabalho ...................................17 3.1.1 Relação Trabalho x Saúde..........................................................................................17 3.1.2 O que são acidentes de trabalho ................................................................................19 3.1.3 Como são classificados os acidentes de trabalho ......................................................20 3.1.4 Condições favoráveis para o ambiente de trabalho ...................................................23 4

CARACTERIZAÇÃO E PERFIL DA EMPRESA..................................................26 4.1 Histórico da Empresa .............................................................................................26 4.2 Estrutura da Empresa..............................................................................................28 4.3 Filosofia da Administração ....................................................................................29

5

ABORDAGEM E ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS ................................... 30 5.1 Abordagem da pesquisa .......................................................................................... 30 5.2 População e Amostra ...............................................................................................33 5.3 Coleta de Dados.......................................................................................................33 5.4 Tratamento e Análise dos Dados .............................................................................33

6

CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................38 6.1 Recomendações ...................................................................................................... 39 6.2 Limitações da Pesquisa ........................................................................................... 39

7

REFERÊNCIAS ..........................................................................................................40 APENDÍCE ............................................................................................................... 41 ANEXOS .................................................................................................... 43

Anexo (A) ............................................................................................. 44 Anexo (B) ............................................................................................. 45


13

1 INTRODUÇÃO

Desde o inicio do processo industrial o acidente de trabalho é uma realidade que acontece em todas as empresas do Brasil e do mundo. A saúde e a segurança dos empregados é uma das principais bases para a preservação da força de trabalho adequada. Tendências atuais apontam que as empresas precisam estar atentas a essas questões visto que a falta de investimentos em saúde, segurança no trabalho, além de gerarem perdas com afastamentos, também gera alto custos para indenizar possíveis acidentes, dessa forma esse estudo também busca mostrar que é mais barato investir em prevenção. Os acidentes geram perdas pessoais e financeiras, mas podem ser evitados com a adoção de um programa de segurança no trabalho seguido de orientação e fiscalização constante para que o programa obtenha o sucesso esperado. Fatores higiênicos também devem ser levados em consideração, pois podem alterar o comportamento dos funcionários e até mesmo dificultar ou facilitar sua atividade dentro da empresa, que tendo em vista o aumento da produção deve está atenta para esse fator que além disso torna-se responsável também pela saúde dos funcionários, visto que um ambiente de trabalho agradável pode melhorar o relacionamento interpessoal e a produtividade, assim como reduzir acidentes, doenças, absenteísmo e rotatividade do pessoal. Fazer do ambiente um local agradável para se trabalhar tornou-se uma verdadeira obsessão para as empresas bem-sucedidas. O terceiro quadro apresenta a abordagem de pesquisa e os procedimentos metodológicos utilizados, definindo a sua população e amostra, descrevendo os instrumentos utilizados para a coleta de dados e informando como foi feito o processo de aquisição e tratamento desses dados. O quarto capítulo apresenta a caracterização da empresa estudada na agência da Coelba em de Vitória da Conquista. O quinto faz algumas considerações finais e algumas recomendações à empresa. Este estudo está estruturado de forma objetiva onde são delimitados, pontos relativos ao objeto de pesquisa e suas hipóteses, onde esses estão especificados os problemas, os objetivos geral e específico, as hipóteses e as variáveis da pesquisa. Outro ponto abordado nesse trabalho são as fundamentações teóricas, que discorre sobre os conceitos que tratam de saúde, e segurança no trabalho, algumas das principais características da empresa, as políticas no trabalho em relação a medidas de prevenção, as formas existentes de trabalho individual e


14

em equipe, suas vantagens e desvantagens e a influência exercida pela tecnologia no trabalho em nos dias atuais. No Brasil são alarmantes as estatísticas de acidentes no trabalho, fatos esse, que vem fazendo com que as empresas invistam cada vez mais em equipamentos, políticas de educação e conscientização. Baseado nesses estudos busca-se com esse estudo detectar as principais causas que levam a esses acidentes, e sugerir idéias que busquem contribuir de alguma forma a diminuição desses números e dessas estatísticas. Mostrar que é mais viável tanto financeiramente, quanto para a vida desses profissionais, investirem em prevenção. Em geral essas prevenções decorrem através da eliminação das condições inseguras e redução dos atos inseguros. Os custos de acidentes são elevados por essa razão às organizações têm procurado adoção de programas que busque o bem-estar dos funcionários, por outro lado para que as organizações busquem eficiência, eficácia e lucros, elas precisam estar dispostas a investir recursos para criar condições que excedam as condições exigidas pela lei, exatamente para se manterem eficientes, eficazes e lucrativas. Com esse trabalho busca-se mostrar a importância quanto à prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Visa-se discutir e divulgar a NR-5 (Norma Regulamentadora), que trata da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), As empresas privadas e públicas e os órgãos governamentais que possuam empregos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ficam obrigados a organizar e manter em funcionamento, por estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). A partir desse pressuposto é que se pode afirmar que a gestão referente à saúde e segurança no trabalho, passa a ser de maior responsabilidade pela excelência das organizações bem sucedidas e pelo aporte de capital que representa e mais do que tudo, a importância do fator humano. A maior contribuição da área de Saúde e Segurança que avança para além dos aspectos de ordem legal e institucional tem sido a de auxiliar e promover no âmbito da Coelba, uma gestão de recursos que propicie o reconhecimento do empregado como componente ativo e principal para obtenção do êxito empresarial. A base de atuação fundamenta-se na compreensão de que a qualidade dos serviços prestados, taxas de produtividade satisfatórias, boa imagem perante a sociedade, confiança, respeito, fidelidade dos clientes e resultados satisfatórios aos acionistas depende, especialmente, de um ser humano comprometido,


15

reconhecido e valorizado. Para que haja disseminação de esforços há preciso que haja disposição em adotar práticas permanentes que busquem consolidar uma cultura prevencionista eficaz na organização, onde a responsabilidade pelo controle de riscos e doenças ocupacionais, seja de todos aqueles que têm relação direta ou indireta com os riscos, em todos os postos de trabalho da empresa. O acidente do trabalho é um ato indesejado e imprevisível, sendo assim a única maneira de evitá-lo é prevenindo. Acidente do Trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos chamados “segurados especiais” provocando lesão corporal ou perturbação funcional que causa a morte ou perda, ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. (art.19 da Lei n. 8.213/19). As empresas em geral dentre outros motivos busca reduzir custos com acidentes, no caso da Coelba ela procura dentro de uma conduta ética de valorização do seu capital humano. Buscar reduzir custos com acidentes em decorrência de medidas preventivas, há ganhos substanciais para ambos os lados, uma vez que, permite à organização investir em programas de, saúde e segurança, tornando o ambiente de trabalho propício ao prazer do desenvolvimento das tarefas com mais motivação. São esses fatores que serão revertidos em resultados, mostrando que esse trabalho de pesquisa realmente buscou os objetivos ora apresentados, tanto no quesito dos custos quanto o de tempo, já que nos modelos modernos de gestão reduzir custos e racionalizar tempo, é imprescindível em quaisquer atividades. Na Coelba questões como a analise dos seus funcionários e suas características individuais necessárias à execução das atividades com segurança, estão relacionados ás algumas questões como: educação; treinamento em habilidades, engenharia; mapeamento de riscos; proteção e regras de reforço. Conhecer e avaliar o comportamento dos empregados e quais causas leva as pessoas a não adotarem medidas preventivas de saúde, e segurança no trabalho.


16

2 Delimitação

Este capítulo apresenta a delimitação do objeto de estudo, especificando o problema, os objetivos geral e específico, assim como as hipóteses e as variáveis estudadas.

2.1 Problema • Qual a importância das políticas de saúde, e segurança do trabalho para os trabalhadores?

2.2 Hipóteses •

As condições ambientais da empresa favorecem a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho.

Existem medidas de prevenção de acidentes na empresa.

2.3 Objetivos

2.3.1 Objetivo Geral

Analisar a política de prevenção, saúde e segurança no trabalho na regional de Vitória da Conquista.

2.3.2 Objetivos Específicos •

Verificar na regional de Vitória da Conquista se o trabalho é realizado de forma que todos conheçam essas políticas.

Analisar se os funcionários possuem conhecimento quanto aos programas de saúde e segurança no trabalho.

• Conhecer e avaliar o controle dos índices de acidente no trabalho, e as formas de cumprimento das normas de segurança.


17

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Este capitulo apresenta sa o referencial teórico estudado a respeito da saúde, e Segurança no trabalho dentro das empresas, discorrendo sobre os principais fundamentos que se referem à saúde, e segurança no trabalho. Segundo MARRAS (2000,p.208): As questões que envolvem saúde e segurança no trabalho, que antes de tudo, busca conscientizar o trabalhador a proteger sua própria vida e a dos companheiros por meio de ações mais seguras e de uma reflexão constante sobre a descoberta a priori , de condições inseguras que possam provocar eventuais acidentes no trabalho. Dessa forma tornam-se ações mais voltadas a programas educativos, de constância e de fixação de valores do que um programa necessariamente técnico. Nesse contexto, cita que os programas de prevenção devem estar sustentados sob dois aspectos: “O humano”: a preocupação está centrada no bem estar e na preservação da vida humana do trabalhador no seu horário de trabalho; e o econômico: o número de faltas ao trabalho causado por acidentes, ou doenças ocupacionais, e o custo respectivo para a empresa são tamanhos que a prevenção é, sem dúvida, o melhor caminho a percorrer, em busca de estimular a conscientização das pessoas, desenvolverem técnicas para o trabalho com segurança e inibir acontecimentos indesejáveis são formas de preservar o nosso maior patrimônio: a vida. Baseado nessas questões objetiva-se despertar no empregado a importância dele, possuir o devido conhecimento relativo as formas de como a empresa desenvolve controle dos riscos, a prevenção dos acidentes, a melhoria contínua das condições de trabalho e a preservação do meio ambiente e todas as ações que são realizadas.

3.1 PRINCIPAIS FUNDAMENTOS SOBRE SAÚDE E SEGUANÇA DO TRABALHO

3.1.1 Relação trabalho versus saúde

A relação trabalho, versus saúde tem alcançado nova concepção no campo profissional, hoje às pessoas e organizações em geral têm percebido a importância de investir em políticas de prevenção, a fim de se obter mais prazer para que as pessoas possam executar suas tarefas. As modificações dos processos de trabalho em nível "macro" (terceirização da economia), e "micro" (automação e informatização), acrescentados à eliminação dos riscos


18

nas antigas condições de trabalho, provocam um deslocamento do perfil de morbidade causada pelo trabalho: as doenças profissionais clássicas tendem a desaparecer, e a preocupação desloca-se para as outras "doenças relacionadas com o trabalho" (work related diseases). Passam a ser valorizadas as doenças cardiovasculares (hipertensão arterial e doença coronariana), os distúrbios mentais, o estresse e o câncer, entre outras. Desloca-se, assim, a vocação da saúde ocupacional, passando esta a se ocupar da "promoção de saúde", cuja estratégia principal é a de através de um processo de educação, modificar o comportamento das pessoas e seu "estilo de vida”. O objeto da saúde do trabalhador pode ser definido como o processo saúde e doença dos grupos humanos, em sua relação com o trabalho. Representa um esforço de compreensão deste processo - como e porque ocorre - e do desenvolvimento de alternativas de intervenção que levem à transformação em direção à apropriação pelos trabalhadores, da dimensão humana do trabalho, numa perspectiva teleológica. Nessa trajetória, a saúde do trabalhador rompe com a concepção hegemônica que estabelece um vínculo causal entre a doença e um agente específico, ou a um grupo de fatores de risco presentes no ambiente de trabalho e tenta superar o enfoque que situa sua determinação no social, reduzido ao processo produtivo, desconsiderando a subjetividade. Chiavenato em sua obra gestão de pessoas, lançada em 1999, p.388, destaca um ponto relevante onde é dado destaque ao reforço positivo, que seria programas de saúde e segurança baseados no reforço positivo podem melhorar esses indicadores. Objetivos de redução de acidentes devem ser formulados em conjunto com os funcionários e com ampla divulgação e comunicação dos resultados. Muitas empresas adotam o lema zero em acidentes, e passam a ostentar cartazes com o nº de dias sem acidente. Na Coelba, são realizadas reuniões periódicas com grupos de empregados para discussão de casos e exemplos para que façam distinção entre comportamentos certos e errados em situações de perigo. Concordando com Dejours (1986), Zanelli (Apud, SOUZA 2002, p.09), salienta que: Do ponto de vista social, o trabalho é o principal regulador da organização da vida humana; horários; atividades relacionamentos pessoais são determinadas conforme as exigências do trabalho. Como tem sido visto, dificulta às pessoas preocuparemse consigo mesma. Entretanto ao perderem o emprego, muitas pessoas ficam desorientadas, desestruturam-se emocionalmente, sentem-se inúteis, sem nenhuma contribuição a dar. Passam a procurar em outras coisas substitutivas inadequadas para aquilo que o emprego proporcionaria.


19

Entende-se que, de alguma forma, o trabalho é importante na vida do ser humano, pois segundo Dejours (1986), (Apud SOUZA 2002), o indivíduo adoece pelo fato de não fazer nada. Então se o desejo de se tiver um trabalho é bom para o indivíduo, e se esse trabalho for também bom para ele, consequentemente favorecerá a sua saúde, o que é um ponto positivo para o trabalhador. O trabalho tornou-se, então, um elemento central na explicação da saúde-doença, porque se entende que os homens ao mesmo tempo em que se relacionam com a natureza e com os outros homens, desempenhando atividades concretas que garantem a sua sobrevivência objetivo-subjetiva, produzem coletivamente também, o processo de desenvolvimento/desgaste das suas potencialidades biológicas, psicológicas e sociais. (SCOPINHO, 2003). Relevante posicionamento de Dejours (Apud, SOUZA 2002, p.10), considera a interrelação trabalho/saúde, quando ele diz que:

(...) a atividade trabalho apresenta papel significante na preservação e nos prejuízos à saúde mental do trabalhador. Saúde mental expressa dinâmica de produção de identidade social dos indivíduos. O trabalho contribui para a produção de identidade social diretamente sobre o trabalhador e indiretamente, isto é, mediada pelo trabalhador na infância dos filhos. Nossa construção como indivíduos e como elementos sociais, através do trabalho, mostra-se particularmente clara na moderada sociedade industrial e liberal (...).

Portanto, o trabalho, atividade tão específica do homem funciona como fonte de construção, realização, satisfação, riqueza, bens materiais e serviços úteis à sociedade humana. Porém em contrapartida, o trabalho também pode significar escravidão, exploração, sofrimento e doença. (SELIGMANN, Silva apud SOUZA, 2002). De fato SELIGMAN, pode estar correto em sua afirmação, contudo as empresas em geral tem procurado adotar a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, a redução dos riscos ambientais e a otimização da qualidade de vida dos seus empregados, como diretrizes empresariais permanentes.

3.1.2 O que são Acidentes de Trabalho

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define acidente de trabalho como: “um fato não premeditado no qual resulta dano considerável”.

Para Chiavenato (2002), essas

definições caracterizam-se por considerar o acidente sempre uns fatos súbitos, inesperados,


20

imprevistos (embora muitas vezes previsível) e não premeditado ou desejado que cause dano considerável embora não especifique que se trata de um dano econômico (prejuízo material) ou dano físico às pessoas (sofrimento, invalidez ou morte).

3.1.3 Como são classificados os acidentes de Trabalho.

Para Chiavenato (1999,p.382), acidente é um fato não premeditado do qual resulta dano considerável. Ainda segundo o autor os acidentes podem ser classificados em: Acidente sem afastamento e com afastamento. Sem afastamento é quando após o acidente o empregado continua trabalhando sem qualquer seqüela ou prejuízo considerável. Este tipo de acidente não provoca o afastamento do trabalho nem é considerado para fins de cálculos dos coeficientes de freqüência (CF), e de gravidade (CG), embora deva-se ser investigado e anotado em relatório, além de exposto nas estatísticas mensais. Com afastamento É quando provoca o afastamento do empregado do trabalho. Esse tipo de acidente subdivide em: incapacidade temporária, incapacidade parcial permanente, incapacidade permanente total, morte. O acidente-tipo 1 é o acidente propriamente dito, um acontecimento repentino e imprevisto, causador de dano. Ocorre pelo exercício do trabalho, provocando a morte ou a redução da capacidade de trabalho. • Por ano, 120 milhões de pessoas sofrem acidentes de trabalho em todo o mundo. • 220 mil pessoas estão morrendo anualmente em decorrência de acidentes de trabalho. • A cada três minutos morrem vitimas de acidentes no local de trabalho. • A cada segundo pelo menos quatro trabalhadores sofrem lesões. • 605 pessoas morrem e 300 mil ficam feridas todos os dias devido a condições insalubres. Os números são grandes e esse é o principal motivo que leva as organizações a investirem de forma sistemática na prevenção de acidentes, já que esse é um ato não premeditado e que pode gerar perdas pessoais enormes e ainda financeiras, além da queda de produção.


21

Segundo a revista especializada no assunto o anuário brasileiro de proteção, publicado em 2005, dados colhidos junto a Previdência Social através do Comunicado de Acidente de Trabalho - CAT (Tabela 1) mostra que a preocupação por parte das empresas e a conscientização por parte dos empregados, tem havido proporcionalmente uma diminuição quanto aos afastamentos provocados por acidentes de trabalho, mas é preciso lembrar que elas não representam o universo de trabalho do país. Nelas não estão contabilizados todos aqueles que trabalham em regime diferente da CLT como os funcionários públicos estatutários e outros segmentos, e muito menos quem está no mercado informal. Há ainda problemas de sub-notificação dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho, nem sempre registradas pelas empresas que muitas vezes omitem este tipo de informação ou não representadas a totalidade dos dados, estes resultados são importantes para ação preventiva. É com base neles que se busca traçar as prioridades para melhorar os ambientes de trabalho. Eles não são absolutos, mas servem de termômetro para que governos, trabalhadores e empresas, busquem enfrentar o desafio da redução de acidentes e mortes. Também para que fiquemos atentos ao aumento dos números, geralmente decorrentes de alterações nos processos produtivos como os sobrecargas de trabalho em função da redução do número de empregados. Segundo MARRAS (2002, p.212). A Organização Mundial de Saúde, em relatório gerado em maio de 1997, em Genebra, Informa, entre outras, as seguintes estatísticas:

Tabela 1

Fonte: Previdência Social – (INSS)


22

Ainda de acordo a revista anuário brasileiro de proteção, o Brasil ocupa hoje a 5º colocação com 79.251.000, em relação aos acidentes de trabalho com mortes ocorrido no mundo, ficando atrás da Indonésia com 91.647.000. Percebemos que hoje sem sombra de dúvidas as empresas têm aumentado sua preocupação em relação à saúde e segurança no trabalho, aliado a esse aumento de conscientização onde diretamente influencia na imagem institucional da empresa perante seus colaboradores, assim como a sociedade. Percebemos que as empresas certificadas com sistemas de gestão em Segurança e Saúde no Trabalho ganham visibilidade. Algumas revistas especializadas no assunto mostram que um acidente de trabalho custa pelo menos quatro vezes mais do que o custo do segurado quando esse recolhe o dinheiro do tratamento e indenização para a previdência. É preciso que empresa e trabalhador tenha o conhecimento de que doença do trabalho é uma doença atípica, que pode ou não estar relacionada com o exercício do trabalho, dependendo das condições especiais em que é executado e da avaliação médica em cada caso. Numa abordagem jurídica define-se da seguinte forma: nas doenças do trabalho, portanto as profissionais, não se presumem de antemão o nexo de causalidade entre o trabalho e a doença. (Lei 8.213/91, art.20, II). Dentre as doenças do trabalho estão, por exemplo, as perturbações auditivas, ou males da coluna vertebrais decorrentes de posições viciosas ou esforço repetitivo. Para MARRAS (2000, p.211), noventa por cento dos acidentes estão diretamente relacionados a motivos que levam o trabalhador a se envolver num acidente, são eles: excesso de confiança, cansaço, preocupação, falta de experiência e inadaptação ao trabalho. Nesse contexto é preciso diferenciar as doenças ocupacionais e as preexistentes, existem vários tipos de doenças que podem ter contribuído para acidentes e cada um apresenta uma característica, dentre eles destacam-se o acidente de trabalho por equiparação: são aqueles em que o trabalho não é a causa única do dano, é o que podemos chamar de causa indireta, como no caso da moléstia preexistente da coluna vertebral, agravada, porem, pelo tipo de trabalho realizado pelo obreiro. Existe algum caso particular que fazem parte dos acidentes por equiparação, certos casos em que o trabalho, por si, não causou dano algum, nem agravou em nada a saúde do trabalhador. A exemplo o dano estético, não é indenizável se não houver redução da capacidade funcional.


23

Dessa forma baseado na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, o acidente de trabalho, em qualquer uma de suas modalidades, só é indenizável se causar a morte ou a redução da capacidade de trabalho.

3.1.4 Condições favoráveis para o ambiente de trabalho

Alguns autores como Marras (2002), acredita que a saúde e segurança no trabalho, é um setor da organização, que é relativamente responsável pelos colaboradores da empresa, atuando na área de prevenção quanto na de correção, em estudos e ações constantes que envolvam acidentes no trabalho e a saúde do trabalhador. Todos esses fatores combinados e outras ações conjuntas podem promover índices satisfatórios quanto o a saúde dos trabalhadores e redução do número de acidentes de trabalho.

Para Marras (2000 pg.113): “A preocupação está centrada no bem-estar e na preservação da vida humana do trabalhador em seu ambiente de trabalho. O econômico: o número de faltas ao trabalho causado por acidentes no trabalho e o custo respectivo para a empresa são tamanhos, onde a prevenção passa a ser, sem dúvida, o melhor caminho a percorrer”.

Há algumas décadas percebemos um avanço na legislação e na consciência da maioria tanto dos empresários quanto dos trabalhadores, quanto às questões em que as empresas expõem seu funcionário ao risco, ou seja, a condição em que o trabalho está sendo desenvolvido, nesse contexto insere-se a participação importante e atuante dos sindicatos, aonde muito vem lutando com a finalidade de garantir esses direitos ao empregado, e a coletividade é o ponto crucial desse processo. É com essa arma que as mudanças necessárias para tornar o local de trabalho seguro e sadio podem ser mais bem alcançadas. O trabalho realizado sob condições desfavoráveis, ou seja, ambiente sujo, insalubre, perigoso entre outros é uma violação sobre esse direito que de ser priorizado. As condições de segurança e saúde no trabalho fazem parte hoje dos assuntos mais discutidos no âmbito empresa, governo e comunidade. São vários os motivos que levam as organizações a considerarem as questões de segurança como estratégicas em seu negócio: o elevado custo na reparação dos danos causados por acidentes e doenças no trabalho, o aumento da produtividade em ambientes seguros e saudáveis, o diferencial competitivo em mercados cada vez mais exigentes quanto a desempenho ambiental.


24

De acordo com a Abradee (2005), nos últimos anos, um número crescente de organizações nacionais e multinacionais vem investindo no desenvolvimento de sistemas integrados de gestão, meio ambiente, saúde e segurança, baseados nas normas BSI 8800 e OSHAS 18001 como forma de demonstrar sua responsabilidade sócio-ambiental, fortalecer e ampliar sua posição no mercado globalizado. De acordo com Dejours (1986, p.04), ao discutir sobre a importância do trabalho aliado as suas condições favoráveis na vida do homem, ressalta um aspecto muito importante desta relação. Ele diz que o trabalho pode ser perigoso e causar várias doenças, se for visto como causa de sofrimento, mas afirma que é preciso compreender que o não trabalho, ou seja, a falta de trabalho é igualmente perigosa ao indivíduo. O autor complementa que:

“O fato de não trabalhar pode desencadear uma porção de doenças. Apressamo-nos a dizer que há uma espécie de discurso completamente falacioso, que consiste em pensar que quando as pessoas lutam contra certos aspectos perigosos, nocivos ao trabalho, de fato, elas só têm uma idéia: a de querer fazer nada. A psicopatologia do trabalho mostra que isso não é verdadeiro. O objetivo das pessoas não é o de não fazer nada e, geralmente para um psiquiatra, quando as pessoas não fazem nada e podem manter-se num estado de inatividade total, é sinal de que estão muito doentes”.

Apesar das empresas estarem investindo cada vez em equipamentos que protege os empregados no exercício das atividades profissionais, ainda é bastante comum encontrar pessoas que não fazem uso de equipamentos de segurança, mesmo sabendo da importância do uso desses equipamentos para a sua integridade física, e por esse motivo a educação desses profissionais é de extrema importância para a organização que não tem o menor interesse em perdas pessoais ou financeiras. De acordo com Chiavenato (2002), a no trabalho refere-se ao conjunto de normas e procedimentos que visam à proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-os dos riscos à sua saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. A saúde do trabalho esta relacionada com o diagnostico e com a prevenção de doenças ocupacionais a partir do estudo e controle de suas variáveis: o homem e seu ambiente de trabalho. Entre os determinantes da saúde do trabalhador compreendermos neste estudo os condicionantes sociais, econômicos, tecnológico e organizacional responsáveis pelas condições de vida e os fatores de risco ocupacionais – físicos, químicos, biológicos, mecânicos e aqueles decorrentes da organização laboral presentes nos processos de trabalho.


25

Nesse contexto, as ações e políticas de saúde do trabalhador têm como foco as mudanças dos processos de trabalho que contemplem as relações saúde-trabalho em toda a sua complexidade, por meio de uma atenção multi profissional, inter disciplinar e inter setorial. Baseado em alguns autores citados no trabalho, as políticas de saúde e segurança no trabalho, antes de serem implantados necessitam de uma formatação de base de dados consistentes, que alcance ao máximo as características individuais necessárias à execução das atividades com segurança, assim como conhecer e avaliar o comportamento dos empregados e quais causas leva as pessoas a não adotarem medidas preventivas de saúde, e segurança no trabalho.


26

4 Caracterização e Perfil do locus da Pesquisa: Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia S/A.

Este capitula apresenta a empresa onde foi feito o estudo de caso, a COELBA, identificando as suas características gerais, traçando um breve histórico sobre a empresa e descrevendo o seu processo produtivo e as políticas gerenciais.

4.1 Histórico da Empresa

A COELBA procura disseminar seus valores através de princípios de valorização dos seus colaboradores, clientes e fornecedores, assim como a sociedade em geral e o meio ambiente. Outra questão a qual a Coelba está pautada refere-se a valores quanto à responsabilidade social a exemplo da “Tarifa Social de Baixa Renda”, beneficiando cerca de 1,7 milhões de consumidores de energia elétrica em todo o Estado da Bahia. Deve, também, cumprir a Lei 10.438/02 e a Resolução 233/03 da ANEEL, que estabelece um prazo para fornecimento de energia elétrica a todos esses clientes, sem ônus para o mesmo (ligação à rede secundária). No caso da COELBA, isto envolve um custo de cerca de R$ 1,5 bilhões até 2013. A COELBA tem uma longa história de ação social e de preocupação com o meio ambiente. Essa cultura ficou explícita no planejamento empresarial elaborado em 2002, através da Estratégia: “Ser Empresa Cidadã” que, além de englobar e alinhar uma série de ações que já aconteciam de forma isolada, veio a estabelecer novas ações nesse sentido. No planejamento para 2004 esse aspecto ganhou ainda maior importância, passando a ser uma Macro estratégia (permeando todas as ações da empresa) apesar de também haver um programa de responsabilidade social inserido nesse planejamento. Há uma forte preocupação por parte da organização no que concerne as Diretrizes Gerais de Comportamento Ético, no ambiente organizacional, onde essas diretrizes atuam com toda a força de trabalho, onde estão definidas no seu Código de Ética que são discutidas e melhoradas no âmbito do Comitê de Clima Organizacional. Nele são apresentados e comentados: Missão e Visão da COELBA, Princípios Básicos e Valores, Normas Gerais de Conduta Profissional (citando as principais Políticas da Empresa), e os Aspectos Éticos nos Relacionamentos da COELBA (com clientes, fornecedores, concorrentes, acionistas e sociedade) e, ainda, aspectos de Comunicação, Divulgação e Avaliação do Código de Ética,


27

assim como Regime Disciplinar, Vigência e Aceitação. Para as empresas fornecedoras, em cada contratação é encaminhado o “Compromisso Ético dos Contratantes”, como parte integrante das “Condições Gerais de Fornecimento”. Desta forma, trata-se de uma condição contratual. Em 2004, o premiado Programa Jovem Cidadão (Top RH 2003, pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH-BA), ficou entre os três melhores programas do Prêmio Fundação Coge, na categoria “Capacitação e Desenvolvimento de Pessoas”. A COELBA atua no setor de comercialização e distribuição de energia elétrica, onde a grande parte do que é comercializado é adquirido através da CHESF-Companhia Hidroelétrica do São Francisco, Inicia-se com o dimensionamento do mercado. Este planejamento é fundamental para o estabelecimento e controle dos contratos de compra, venda e intercâmbio de energia, otimizando preços e disponibilidade, em consonância com o marco regulatório vigente e com a estratégia da Empresa. Em janeiro de 1999 foi constituída a Itapebi Geração S.A, onde uma pequena parte da energia comercializada também é produzida pelo grupo Neoenergia S/A. O ambiente competitivo e os desafios estratégicos, O mercado brasileiro de distribuição de energia elétrica é atendido por 64 concessionárias de serviços públicos, estatais ou privadas, que abrangem todo o país. A distribuição e a transmissão são típicos monopólios naturais, com intensa regulamentação pelo poder concedente. A tarifa é regulada, com reajustes anuais e revisões com períodos definidos. Os geradores CHESF e a BRASKEM fornecem energia para os Pólos Petroquímicos de Camaçari, que optou pela modalidade “parcialmente livre”, ou seja, a COELBA fornece parte da energia consumida. Os Clientes livres utilizam a rede da COELBA e respondem pelo respectivo pedágio. O Novo Modelo do Setor Elétrico e a universalização do serviço de energia elétrica são as principais mudanças no ambiente externo. É com o seu Planejamento Estratégico que a COELBA trabalha seus focos estratégicos, o que permite agilidade quando de mudanças. Definido em quatro perspectivas – Resultado Econômico, Percepção do Cliente, Processos e Facilitadores, as Estratégias alinham causas a resultados, buscando o reconhecimento dos Clientes e da Sociedade, eficiência na universalização, apoiando o desenvolvimento econômico e social da Bahia, com o objetivo de rentabilizar a Coelba. As Estratégias são desdobradas em Iniciativas e respectivos Planos de Ação. A implantação do Balanced Scorecard, em 2002, veio a facilitar o acompanhamento de indicadores, iniciativas e planos de ação definidos no Planejamento Estratégico e, consequentemente, a consecução da Visão da Empresa. Em outubro de 2003, foi iniciada a revisão do Planejamento Estratégico do


28

ciclo 2004-2008, quando, a partir da análise do novo cenário interno e externo, em especial o Novo Modelo do Setor Elétrico, foram incorporadas mudanças estratégicas, designados Clientes Livres, passaram a ter o direito de escolher seu fornecedor e negociar livremente a alta tensão, onde inexiste rede de distribuição da COELBA. O principal insumo para a COELBA é a energia elétrica em alta tensão. A contratação é fortemente regulada pelo poder concedente. Atualmente, a legislação estabelece que, no mínimo, 95% da energia requerida pelos Clientes estejam previamente contratada e que, contratos adicionais somente podem ser realizados com antecedência de seis meses à requisição da energia.

4.2 ESTRUTURA DA EMPRESA:

3.2.1 Nome da Empresa: C&A DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA – S/A 3.2.2 Forma Jurídica: Empresa regida sob o regime se sociedade anônima (S/A). 3.2.3 Ramo de Atividade: Prestação de serviço no segmento geração e comercialização de energia elétrica. 3.2.4 Faturamento: A empresa em 2005 obteve resultados de forma expressiva, com um lucro líquido de R$ 581 milhões, cerca de 69% acima do realizado em 2004. O EBITDA, que é o resultado operacional antes dos impostos, taxas e depreciação, a margem operacional, a margem líquida, a alavancagem operacional, o fluxo de caixa, a rentabilidade, o giro dos ativos, a alavancagem financeira, o capital de giro, os índices de cobertura/endividamento, as taxas das aplicações financeiras, a liquidez, os prêmios de seguros, as ações de proteção cambial (hedge), estrutura de capital, etc. A Coelba conseguiu um excelente desempenho no que se refere a geração operacional de caixa, registrado no período de 2005, rompeu a barreira de R$ 1bilhão, alcançando a marca histórica de R$ 1,134 bilhão. 3.2.5 Atividade principal: Compra e venda de energia elétrica 3.2.6 Atividade Secundária: .Comercialização de energia elétrica e serviços correlatos. 3.2.7 Produto (s) que comercializa: Energia elétrica 3.2.8 Total de Empregados : 2.772 em todo estado da Bahia. 3.2.9Total de empregados setor: Regional Vitória da Conquista aproximadamente. 3.2.10 Capital Social: Em 31 de dezembro de 2004 o capital social autorizado da Coelba era de R$1.300.000.000,00 (um bilhão e trezentos milhões de reais) e o capital social


29

integralizado de R$1.068.297.400,82 (um bilhão, sessenta e oito milhões, duzentos e noventa e sete mil quatrocentos reais e oitenta e dois centavos), representado por 18.817.733.916 ações, sem valor nominal, divididas em 10.930.451.658 ações ordinárias (58,1%), 1.955.755.644 ações preferenciais Classe A (10,4%) e 5.931.526.614 ações preferenciais Classe B (31,5%). 3.2.11 Composição Acionária: É composta da seguinte forma: Neoenergia 87,8%, Iberdrola 8,5%, Previ 2,3%, Outros 1,4%. (Figura 1) 3.2.12 Sócios Gerentes: Grupo neoenergia com 87,8%, que detém o controle acionário da empresa. (Figura 1). 3.2.13 Endereço da Matriz: A sede da COELBA, localizada em Salvador, no bairro de Narandiba ocupando uma área total de cerca de 130.000 m2. Regionalmente, a empresa mantém sedes em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Barreiras e Itabuna. 3.2.14 Política com os investidores: A Coelba mantém como foco alcançar o seu justo valor no mercado. Para isso, zela pelo relacionamento com acionistas, analistas de mercado, instituições financeiras, agências de rating e instituições reguladoras de mercado, proporcionando informações atualizadas e relevantes sobre a empresa, sempre de acordo com as boas práticas de governança corporativa.

4.3 Filosofia da Administra��ão:

A Coelba possui uma preocupação em adotar modelos de gestão corporativa, procurando integrar cada vez mais seus colaboradores. Nesse contexto observamos que a filosofia da administração adotada pela empresa é participativa e aberta. Nessa filosofia de administração, há uma inter-relação com o estilo de administração baseada na teoria y, onde predomina o respeito às pessoas e às suas diferenças individuais. A empresa procura criar caminhos em que o colaborador sinta-se comprometido com a organização e passe a gostar daquela atividade que executa, ou seja, tornar o trabalho agradável, dessa forma tornar as pessoas motivadas e criativas. Nessa perspectiva a vida organizacional é estruturada de modo a proporcionar condições para auto-realização e a satisfação das pessoas. A ordem natural seria baseada numa democracia onde todos teriam condições de expressar suas opiniões e até contribuir na formulação dos objetivos da organização.


30

5 ABORDAGEM E ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS

Neste capítulo será apresentada a abordagem de pesquisa e os procedimentos metodológicos utilizados, definindo a sua população e amostra, descrevendo os instrumentos utilizados para a coleta de dados e informando como foi feito o processo de aquisição e tratamento desses dados. Esse trabalho terá uma característica qualitativa e quantitativa, onde serão enfocados níveis de satisfação quanto à saúde, segurança, números, estatísticas de acidentes, aplicação de conhecimento quanto a normas e regras para o uso adequado dos equipamentos de segurança, assim como programas de ergonomia, campanhas educativas, etç. Foi realizado um estudo descritivo de natureza qualitativa e quantitativa, do tipo estudo de caso, realizado em duas etapas. Na primeira etapa (qualitativa), foi realizada a caracterização da empresa em estudo, e na segunda (estudo quantitativo) foram avaliados os objetivos específicos descritos na Introdução.

5.1 – ABORDAGEM DE PESQUISA

Os dados foram tabulados, a partir da aplicação de um questionário, onde foram analisadas algumas variáveis, referente ao perfil dos funcionários, e uma outra parte do questionário, questões ligadas diretamente as atividades elaboradas pêlos funcionários e que de alguma forma impactam nas questões de saúde e segurança no trabalho. Constatamos dentre outras coisas, que o setor onde foi desenvolvido o estágio e consequentemente a pesquisa, é predominante o público masculino. Isso não significa mencionar que a empresa adota a prática de contratar mais homens, o que detectamos é o fato das funções a serem desempenhadas nos setores operacionais exigem um certo esforço físico inadequado para pessoas do sexo feminino. Com as políticas de incentivo adotadas pela empresa ao longo da útlima década. No campo da educação, incentivou bastante os colaboradores elevar seu nível de conhecimento, onde foi constatado que a maioria dos colaboradores, possuem entre 2º grau e nível superior, no setor pesquisado o índice de funcionários sem nenhum nível de instrução é (zero).


31

Observa-se que no quesito tempo de serviço, o “turnower”, baixo, isso indica um baixo índice de rotatividade, onde as maiorias dos colaboradores possuem acima de onze anos de empresa, fato que pode ser observado pela satisfação dos colaboradores, provavelmente pelo ambiente favorável a permanência das pessoas na organização, aliado ao respeito que é dado a cada empregado, outro ponto observado foi o fato da empresa oferecer oportunidades de crescimento aos colaboradores, dentre outros benefícios. Os dados referente a idade, apontam para funcionários com faixa etária acima dos 36 anos, fato esse que pode demonstrar alguns problemas a curto prazo, uma evz que as atividades operacionais requerem um esforço físico considerável. Contudo a empresa desenvolve programas e campanhas que contribuem para prevenção de doenças ocupacionais, etç. Por outro lado a empresa possui em sua maioria colaboradora com bastante experiência profissional, fato esse que tende a reduzir taxas de acidentes, decorrente às vezes da falta de experiência dos colaboradores.

Tabela 2

FONTE: PESQUISA DE CAMPO 2005

Grau de Instrução: A= Sem instrução B= 1º grau

C= 2º grau D= 3º grau

Tempo de Serviço: A= Menos de 1ano B= 1 a 5 anos

C= 6 a 10 anos

D=

acima de 10 anos Idade: A= 18 a 25 anos

B= 26 a 35 anos

C= acima de 36 anos


32

Tabela 3 Sexo Homens

-

8

-

80%

Mulheres

-

2

-

20%

Fonte: Pesquisa de Campo 2005

Tabela 4 Grau de Instrução Sem Instrução-

0

-

0%

1º Grau

-

2

-

20%

2º Grau

-

6

-

60%

3º Grau

-

2

-

20%

Fonte: Pesquisa de Campo 2005

Tabela 5 Idade Menos de um ano- 0

-

0%

1 a 5 Anos

-

1

-

10%

26 a 35 Anos -

2

-

20%

Acima de 36 Anos- 7

-

70%

Fonte: Pesquisa de Campo 2005

Tabela 6 Tempo de Serviço 18 a 25 Anos -

0

-

0%

1 a 5 Anos

-

1

-

10%

6 a 10 anos

-

2

-

20%

7

-

70%

Acima de 10 anos-

Fonte: Pesquisa de Campo 2005


33

5.2 População e Amostra A base para esse trabalho será a população de empregados da Coelba de Vitória da Conquista, e para amostragem serão utilizados 20 empregados no total em diversos setores. Sendo que o setor em que a pesquisa foi dado maior ênfase foi o operacional ligado diretamente aos eletricistas, onde percebemos um maior grau de exposição a riscos.

5.3 Coleta de Dados

A coleta de dados foi realizada em duas etapas. Na primeira, foi realizada a caracterização da empresa, onde foi avaliada a sua estrutura e a sua forma de organização por meio da avaliação de documentos institucionais. A segunda etapa constituiu-se da aplicação de um questionário semi-estruturado composto de onze questões com os funcionários da Coelba a fim de responder aos objetivos específicos propostos pela pesquisa.

5.4 Tratamento e Análise dos Dados

Os dados colhidos serão tratados, devidamente tabulado e analisado, através de gráficos, médias aritméticas simples e ponderado, análise de regressão de correlação. Posteriormente serão textualmente apresentados e comentados. Os empregados em sua maioria 60%, (figura 1) tem interesse em conhecer e demonstrar os verdadeiros objetivos dessa pesquisa, dessa forma a organização, poderá explorar de forma mais freqüente dados estatísticos utilizando-se de técnicas de pesquisa.

Figura 1 – Realização da pesquisa como iniciativa verdadeira para conhecer os empregados P e sq u isa so b re S a ú d e e S e g u ra n ça n o T ra b a lh o

10%

CONCORDO TOTA LMENTE CONCORDO EM PA RTE

0%

DISCORDO 30% 60%

Fonte: Pesquisa de campo 2005.

DISCORDO TOTA LMENTE


34

A análise dessa questão foi importante para a pesquisa, visto que é necessário que as tenha de fato o conhecimento do trabalho que está sendo desenvolvido através de uma pesquisa, dessa forma, um esclarecimento a respeito dos fatos, consequentemente apontando a importância de uma pesquisa, como mecanismo de conhecer características pessoais. De acordo com Chiavenato (1999), o processo de reconhecimento são créditos concedidos a uma pessoa ou equipe que proporcionaram contribuições extraordinárias à organização. Dessa forma é preciso que as pessoas e empresa desenvolvam uma relação de troca, capazes de agregar ganhos bilatérais.

Na figura 2, a metade dos entrevistados, ou seja, 50% acreditam que através das informações colhidas na pesquisa servirão para que a empresa aperfeiçoe ou melhore as políticas de segurança no trabalho, esse percentual mostrou que mesmo a maioria confiando na pesquisa como forma de conhecê-los, uma boa parte dos empregados, ainda vê com ressalvas o instrumento de pesquisa como forma de aperfeiçoamento das políticas de saúde e segurança no trabalho. Além dos aspectos citados acima. Para Marras (2000), os parâmetros de exigência e atingi mento da relação meta-resultado não estão determinados em termos numéricos, mas, sim, por propriedades ou valores que, uma vez alcançados, definem a aceitação daquilo que foi pré-fixado. Figura 2 – Informações servirão de base para aperfeiçoamento das políticas Peaquisa sobre Saúde e Segurança no Trabalho

20%

0% CONCORDO TOTALMENTE CONCORDO EM PARTE 50%

30%

DISCORDO DISCORDO TOTALMENTE

Fonte: Pesquisa de campo 2005.

A figura 3 aponta que 70% dos entrevistados são conhecedores dos programas de saúde e segurança no trabalho, o que demonstra que a empresa dissemina esses programas a todos seus colaboradores, divulgar através das suas ferramentas de gestão, em contra partida, também nos mostra que os empregados tem interesse em conhecer essas políticas, um ponto


35

que foi observado é que os 20% que discordaram, está diretamente associado ao fato de que ficam pouco no ambiente da empresa, pelo fato das constantes viagens e atividades em campo, essa análise possui uma interrelação com a questão dos comportamentos das pessoas no sentido de procurar o conhecimento. Para Marras (2000), os valores, as atitudes e os comportamentos do empregado, estão correlacionados como andamento da trajetória da bagagem cognitiva do empregado. Nesse campo, avalia-se geralmente o grau com que o empregado assimila e atinge o volume de informações.

Figura 3 - Você conhece os Programa de Saúde e Segurança no Trabalho Pe squisa sobre Sa úde e Se gura nça no Tra ba lho

10%

0% CONCORDO TOTA LMENTE

20%

CONCORDO EM PA RTE DISCORDO 70%

DISCORDO TOTA LMENTE

Fonte: Pesquisa de campo 2005.

Para Mikovich, (2000), afirma que o planejamento seria uma coleta e utilização de informações para apoiar as decisões sobre estratégias, onde esse conceito inclue-se os objetivos futuros, as tendências e as diferenças entre os resultados atuais e aqueles desejados. Pensando nisso, foi perguntado aos funcionários se as políticas de segurança no trabalho são acertadas. Foi demonstrada na figura 4 uma tendência de necessidade por parte da empresa em melhorar suas campanhas e políticas de segurança no trabalho, visto que apenas 40% dos entrevistados consideram-se completamente satisfeitos com estas campanhas e políticas. O fato de que nenhum dos entrevistados ter informado que discorda totalmente, mostra uma tendência de que a empresa tem se empenhado em desenvolver de forma acertada suas políticas de segurança.


36

Figura 4 - Considero acertadas as campanhas e políticas de segurança do trabalho na empresa

Pe squisa sobre Saúde e Se gurança no Trabalho

0% 40%

CONCORDO TOTA LMENTE CONCORDO EM PA RTE DISCORDO

60%

DISCORDO TOTA LMENTE

Fonte: Pesquisa de campo 2005

Para Caravantes (2005, p.532), a medida que cresce a escala e a complexidade das empresas modernas, aumenta também o problema do controle nessas empresas. Portanto os futuros gerentes necessitam ter a experiência de trabalho com a essência da função de controlar. A figura 5 indica que metades dos entrevistados acreditam que a empresa controla constantemente os índices de acidente no trabalho, fato esse que pode estar relacionado a questões de divulgação que torne a informação conhecida pela ampla maioria, uma vez que em contato com setor de segurança da empresa em Vitória da Conquista, verificamos que há de fato controles eficientes e precisos, quanto aos índices de acidente no trabalho.

Figura 5 - A sua empresa controla constantemente os índices de acidente no trabalho Pesquisa sobre Saúde e Segurança no Trabalho

20%

0% CONCORDO TOTALMENTE CONCORDO EM PARTE 50%

30%

Fonte: Pesquisa de campo 2005

DISCORDO DISCORDO TOTALMENTE


37

Ao fazermos essa pergunta aos funcionários percebemos que o fato da punição está diretamente relacionado a questões culturais, onde cada individuo reage de forma diferente a questão da punição, para Marras (2000, p.289), ao tratarmos com indivíduos dizemos que cada pessoa tem sua própria cultura e a sua própria personalidade, características que os diferenciam dos demais. Dessa forma define-se um padrão de procedimentos que melhor se adeqüei a maioria, uma vez que não seria possível para uma empresa de grande porte, desenvolver métodos punitivos para cada funcionário que descumprir normas e procedimentos de segurança.Na figura 6, observamos que atingiram uma conscientização quanto a importância nas observações das normas de segurança no trabalho, o que demonstra um ponto positivo para ambos os lados. A maioria também concorda totalmente ou em parte que funcionários que descumprem procedimentos de segurança, devem ser punidos pela empresa.

Figura 6 – Observação dos empregados quanto a punição pelo descumprimento de normas Pesquisa sobre Saúde e Segurança no Trabalho

10% CONCORDO TOTALMENTE

20%

CONCORDO EM PARTE 50% 20%

Fonte: Pesquisa de campo 2005

DISCORDO DISCORDO TOTALMENTE


38

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este capítulo apresenta os comentários finais deste estudo, com base na fundamentação teórica desenvolvida no trabalho, em harmonia com os resultados apresentados. Sabe-se hoje que as empresas têm procurado a cada dia maximizar seus lucros, contudo muitas também têm procurado valorizar seu capital humano. Baseado nos resultados obtidos demonstra em geral que os processos sempre estão em evolução, que o papel das pessoas é decisivo no sucesso de todo o grupo. Seu resultado final depende, portanto, da liberação dos recursos para a "amarração" dos programas, assim como da participação de todos no processo, visto que as pessoas ao serem consultadas, com os processos já implantados, incorrem-se no fato delas – as pessoas – desconhecerem todo ou parte do seu conteúdo, influenciando assim, na definição dos resultados, o interresante seria estabelecer co-relações no ambiente ora pesquisado ampliando-se dessa forma os “leques” de uma série de interessantes produtos de pesquisa, ou pode também produzir uma proposta que tenha a possibilidade de vir ao encontro das necessidades da empresa, que a pesquisa se propôs a enfrentar. Como contribuição importante que esse trabalho se propôs a realizar, destaca-se o fato de ter sido debatido o tema de forma sustentada e profundamente enraizada nas questões que afetam de fato as empresas quanto a questão da saúde e segurança no trabalho. E é imprescindível que todos os indivíduos da organização tenham a conscientização de que o aperfeiçoamento contínuo é necessário e que só assim a qualidade e a eficiência almejadas serão alcançadas.


39

6.1

Recomendações

Como já foi dito, o trabalho em saúde e segurança no trabalho na Coelba em Vitória da Conquista tem sido desenvolvido de forma eficaz, entretanto ainda faltam alguns cuidados, por parte da empresa, mas também principalmente por parte dos empregados, tais como: •

Maior preocupação da empresa no sentido de informar melhor os funcionários em relação à importância de se adotar medidas preventivas quanto a desenvolver suas atividades profissionais de forma segura.

Divulgar em campanhas aos colaboradores de que eles precisam cria uma consciência de que preservar sua vida de forma responsável, o principal interresado seria ele mesmo, afinal ele precisa proteger seu maior patrimônio que é sua vida.

Desenvolver, entre os membros, valores de cooperação, compartilhamento, respeito às individualidades, e doação e compromisso com o próximo.

6.2 Limitações da Pesquisa

Apesar de a pesquisa ter se desenvolvido de maneira tranqüila, sem complicações que impedissem ou atrasasse o seu andamento, existiram algumas limitações: •

O número reduzido de participantes, dado a dificuldade de encontrá-los visto que a maioria desenvolve atividades de campo.

O tratamento estatístico dos dados, limitando-se ao uso de percentagens e distribuição percentual.


40

VII – REFERÊNCIAS

Segurança e Medicina do Trabalho, Lei nº6.514, de 22 de Dezembro de 1977, Manuais de Legislação Atlas, 48ª Edição, Ed.Atlas S.A – 2001, São Paulo-SP. Anuário Brasileiro de Proteção, edição especial da revista proteção, Editora MPFPublicações Ltda, Novo Hamburgo – R.G. Sul 2005 CHIAVENATO, Idalberto, Gestão de Pessoas; o novo papel dos recursos humanos nas organizações / Idalberto Chiavenato – Rio de Janeiro: Ed.Elsevier, 1999. PRESTES, Maria Luci Mesquita, A pesquisa e a construção do conhecimento científico – 1ª edição – São Paulo: Ed.Respel, 2002. SANTOS, Fernando César Almada. Estratégia de Recursos Humanos: Dimensões Competitivas. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 1999. CARVALHO, Antônio Vieira de. Recursos Humanos: desafios e estratégias.1ªed. São Paulo: Pioneira, 1989. CHIAVENATO, Idalberto, Introdução à Teoria Geral da Administração – 6ª edição, ed.Campus, Rio de Janeiro-R.J. OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de, Sistemas de Informações gerenciais: estratégias, táticas, operacionais – 8 ed. – São Paulo: Atlas, 2002. CARAVANTES, Geraldo R. – Administração: Teorias e Processos – Geraldo R.Caravantes, Claúdia C.Panno, Mônica C. Kloeckner – São Paulo/SP: ed.Pearson Prentice Hall, 2005 FARAH, Flavo, mestre em administração de empresas e autor do livro “Ética na gestão de Pessoas: uma visão prática”, São Paulo: Edições Inteligentes –: Ed.Ediouro 2004. DEJOURS, Cristophe -

Por um novo conceito de saúde. Revista Brasileira de

Saúde Ocupacional. São Paulo, v.;14, nº54, p.01-05; Abril/Junho 1986. SCOPINHO, Rosimeire Alcantara. et.al. – Vigiando a vigilância : saúde e segurança no trabalho em tempos de qualidade total. São Paulo: Annablume: Fapesp 2003. GEORGE, T.Milkovich, John W. Boudreau – Administração de recursos humanos, tradução Reynaldo C. Marcondes – São Paulo: Atlas, 2000. MARRAS, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos Do operacional ao estratégico 6a ed. São Paulo: Futura 2000.


41

APÊNDICE: QUESTIONÁRIO

QUESTIONÁRIO PARA AVALIAR O ÍNDICE DE SATISFAÇÃO QUANTO A SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

EMPRESA: COELBA A) DADOS PESSOAIS:

1 – Grau de Instrução: (

) Sem Instrução

(

) 1º Grau

) Masculino

(

) Feminino

(

) 2º Grau

(

) 3º

Grau

2 – Sexo: (

3–Função(descrever o cargo) : _________________________________________

4 – Tempo de serviço: (

) Menos de 1 ano (

) 1 a 5 anos (

) 6 a 10 anos (

) acima de 11 anos

5 – Idade: (

) 18 a 25 anos (

) 26 a 35anos (

) acima de 36 anos

B) PESQUISA: 6) Considero a realização da pesquisa uma iniciativa positiva para conhecer a verdadeira opinião dos empregados:

(

) Concordo totalmente

(

) Concordo em parte

(

) Discordo

(

) Discordo totalmente


42

7) Acredito que as informações contidas nesta pesquisa servirão de base para o aperfeiçoamento das políticas de segurança no trabalho.

(

) Concordo totalmente

(

) Concordo em parte

(

) Discordo

(

) Discordo totalmente

C) SEGURANÇA NO TRABALHO:

8) Você sabe o que é um Programa de Saúde e Segurança no Trabalho ?

(

) Concordo totalmente

(

) Concordo em parte

(

) Discordo

(

) Discordo totalmente

9) Considero acertadas as campanhas e políticas de segurança do trabalho na empresa:

(

) Concordo totalmente

(

) Concordo em parte

(

) Discordo

(

) Discordo totalmente

10) A sua empresa controla constantemente os índices de acidente no trabalho:

(

) Concordo totalmente

(

) Concordo em parte

(

) Discordo

(

) Discordo totalmente

11) Os empregados que realizam atividades sem observar as normas e procedimentos de segurança no trabalho devem ser punidos pela empresa.

(

) Concordo totalmente

(

) Concordo em parte

(

) Discordo

(

) Discordo totalmente


43

ANEXOS


44

ANEXOS: A

(Foto 1 - Agência da Coelba em Vitória da Conquista)

(Foto 2) Placas de Sinalização de Segurança


45

ANEXOS: B - ORGANOGRAMA

Fonte: Site Coelba


46


M0079