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FAIN FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AGROINDUSTRIAL CLIZIA CARDOSO BARBOZA

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO: Um estudo de caso na empresa Agroindústria Exportação Café Bahia S/A.

VITÓRIA DA CONQUISTA - BAHIA NOVEMBRO - 2006


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CLIZIA CARDOSO BARBOZA

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA AGROINDÚSTRIA EXPORTAÇÃO CAFÉ BAHIA S/A.

Monografia apresentada ao Curso de Administração Agroindustrial da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Administração Agroindustrial. Orientador: Profª. M.S.c.: Ana Lúcia Pellegrini Pessoa dos Reis. Coordenador: Prof. M.S.c.: Carlos Fernando Leite.

VITÓRIA DA CONQUISTA – BAHIA NOVEMBRO - 2006


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FAIN FOLHA DE APROVAÇÃO DE MONOGRAFIA DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AGROINDUSTRIAL

CLIZIA CARDOSO BARBOZA

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO: UM ESTUDO DE CASO NA EMPRESA AGROINDÚSTRIA EXPORTAÇÃO CAFÉ BAHIA S/A.

Administração Agroindustrial da Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR, como requisito parcial para a obtenção do titulo de Bacharel em Administração Agroindustrial. Aprovado em _____/_____/_____. BANCA EXAMINADORA

Nome: _______________________________________________ Assinatura: ___________________________________________ Nome: _______________________________________________ Assinatura: ___________________________________________ Nome: _______________________________________________ Assinatura: ___________________________________________


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Dedico este trabalho Ă s pessoas que me ajudaram durante toda a jornada e que sempre acreditaram em mim, sobretudo, na minha capacidade. Em especial dedico aos meus pais, meus irmĂŁos e toda a minha famĂ­lia.


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AGRADECIMENTOS

A Deus, que me deu o dom da vida e que sempre me iluminou, dando-me a oportunidade de iniciar este curso e forças para concluí-lo. Aos meus pais, que me deram a vida e estão sempre me apoiando em mais uma conquista de minha vida. Aos meus irmãos e familiares, que sempre estiveram ao meu lado me incentivando. Aos colegas e amigos, que me ajudaram de forma direta ou indiretamente. A minha orientadora, Ana Lucia Pellegrini Pessoa, pelas palavras certas, nos momentos certos, promovendo sempre força e motivação. Ao prof. Carlos Fernando Leite e profª. Maria Célia F. Neves, pelas dicas e conhecimentos valiosos transmitidos. Aos demais professores, com os quais tive a oportunidade e o prazer de aprender. A empresa Agroindústria Exportação Café Bahia, a qual tornou possível a realização deste estudo.


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“Não se preocupe com a distância entre sonhos e a realidade. Se pode sonhá-los, você pode realiza-los”. (Autor Desconhecido)


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RESUMO

Este trabalho apresenta os resultados coletados junto à empresa Agroindústria Exportação Café Bahia S/A acerca da higiene e segurança no trabalho, que teve como objetivo identificar e analisar os fatores que podem causar acidentes e riscos à saúde do trabalhador. Para tanto, a pesquisa buscou determinar, a freqüência de acidentes do trabalho e doenças relacionadas às atividades desenvolvidas; verificar a existência de medidas e procedimentos preventivos. Para alcançar os objetivos propostos, foi utilizado o método indutivo empírico com a abordagem do estudo de caso e pesquisa exploratória e descritiva, aplicando-se um questionário com os funcionários da empresa para, avaliar as condições de trabalho a que os trabalhadores estavam submetidos, abordando sobre a saúde do trabalhador, a freqüência de acidentes e ações preventivas. Através dos dados obtidos, foram constatados alguns problemas de saúde do trabalhador e casos de acidente de trabalho. Assim, conclui-se que é necessário à empresa implantar ações relativas a higiene e segurança no trabalho, proporcionando aos seus funcionários um ambiente mais seguro. Palavras-chave: higiene no trabalho, doença de trabalho, acidente de trabalho e segurança no trabalho.


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ABSTRACT

This work presents the results collected next to the Agroindústria e Exportação Café Bahia S/A concerning the hygiene and security in the work, that had as objective to identify and to analyze the factors that can cause accidents and risks to the health of the worker. For in such a way, the research searched to determine, the frequency of employment-related accidents and illnesses related to the developed activities; to verify the preventive existence of measures and procedures. To reach the considered objectives, it was used the empirical inductive method with the boarding of the case study and exploratory and descriptive research, applying a questionnaire with the employees of the company for, to evaluate the work conditions the one that the workers were submitted, approaching on the health of the worker, the frequency of accidents and injunctions. Through the gotten data, some problems of health of the worker and cases of industrial accident had been evidenced. Thus, the safest one is concluded that it is necessary to the company to implant relative actions to the hygiene and security in the work, providing to its employees surrounding. Key-words: hygiene in the work, illness of work, industrial accident and security in the work.


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LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1: Máquinas onde os trabalhadores realizam suas atividades ............................ 32 FIGURA 2: Treinamento para exercício da função.......................................................... 33 FIGURA 3: Ocorrência de acidentes ............................................................................... 34 FIGURA 4: Freqüência de acidentes sofridos.................................................................. 34 FIGURA 5: Plano de prevenção a acidente de trabalho ................................................... 35 FIGURA 6: Equipamento de proteção individual ............................................................ 35 FIGURA 7: Freqüência do uso do EPI ............................................................................ 36 FIGURA 8: Produtos químicos ....................................................................................... 36 FIGURA 9: Problemas de saúde relacionada ao trabalho desenvolvido ........................... 37


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LISTA DE SIGLAS

AECB: Agroindústria Exportação Café Bahia NR: Normas Regulamentadoras ARH: Administração de Recursos Humanos CLT: Consolidação das Leis do Trabalho PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes SESMT: Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho PPRA: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais EPC: Equipamento de Proteção Coletiva EPI: Equipamento de Proteção Individual H&ST: Higiene e Segurança no Trabalho


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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 13 Delimitação Do Problema ................................................................................ 14 1.1 Hipóteses........................................................................................................... 14 1.2 Objetivos........................................................................................................... 14 1.2.1 Objetivo Geral............................................................................................. 14 1.2.2 Objetivos Específicos .................................................................................. 14 1.3 Justificativa....................................................................................................... 15 2 HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO ...................................................... 16 2.1 Higiene do Trabalho......................................................................................... 17 2.1.1 Objetivos da Higiene do Trabalho ............................................................. 18 2.1.2 Doenças do Trabalho ................................................................................ 18 2.1.3 Condições Ambientais de Trabalho............................................................ 20 2.2 Acidente de Trabalho ....................................................................................... 21 2.2.1 Segurança do Trabalho ............................................................................. 22 2.2.2 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA (NR-5)..................... 23 2.2.3 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO (NR-7) ... 24 2.2.4 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR-9) ................. 24 2.2.5 Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT (NR-4)......................................................................... 25 2.2.6 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC................................................. 26 2.2.7 Equipamento de Proteção Individual – EPI (NR-6).................................... 26 3 ABORDAGEM E ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS.................................... 27 3.1 Abordagem ....................................................................................................... 27 3.2 População.......................................................................................................... 27 3.3 Técnicas e Procedimentos da Coleta de Dados................................................ 27 3.4 Análise dos Dados............................................................................................. 27 4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .................................................. 29 4.1 Caracterização da Empresa .............................................................................. 29 4.1.1 Caracterização do Trabalhador.................................................................. 31 4.1.2 Higiene e Segurança no Trabalho............................................................... 32 5 HAVALIAÇÃO DAS HIPÓTESES ....................................................................... 38 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 38 6.1 Recomendações .................................................................................................. 39 6.2 Limitações da Pesquisa....................................................................................... 39


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7 REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 40 APÊNDICE 1. CARACTERÍSTICAS DOS TRABALHADORES DA AECB .......... 41 APENDICE 2. INSTRUMENTO UTILIZADO .......................................................... 42


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1 INTRODUÇÃO

O mundo do trabalho vem passando por profundas transformações. Temáticas como a globalização, flexibilização, competitividade, novas formas de organização do trabalho. Por outro lado, há articulistas, como Peter Drucker (apud CHIAVENATO, 1999), que sinalizam que a valorização das pessoas no ambiente de trabalho é mais aparente do que real. Onde as empresas focalizam na alta produtividade e em baixos custos, submetendo-se os trabalhadores a condições de trabalho precárias. As condições de trabalho vêm se constituindo, nas últimas décadas, em um dos principais problemas do país, face à elevada ocorrência de acidentes e doenças do trabalho. Entretanto, o número de doenças registradas não parece corresponder á realidade diante das informações conhecidas, o que leva a crer que possa estar havendo uma subnotificação desses eventos. Os subsistemas de manutenção de RH exigem condições de trabalho que garantam a saúde e o bem-estar. Por tanto, devem minimizar as condições de insalubridade e de periculosidade. O reconhecimento dos agentes e fatores que podem gerar acidentes e oferecer riscos para o trabalhador pode contribuir de forma efetiva como suporte técnico na tomada de decisões com intuito de melhorar a qualidade dos ambientes de trabalho, modificando produtos, processos, instalações, dentre outras medidas. Este estudo tem o objetivo reconhecer os agentes e fatores que podem gerar acidentes e oferecer riscos para saúde do trabalhador em indústria de torrefação de Vitória da conquista. A população em estudo constitui-se 21 trabalhadores, da empresa pesquisada. O estudo foi abordado inicialmente sobre higiene e segurança do trabalho, fazendo comentário sobre higiene do trabalho, os objetivos da higiene do trabalho com breve descrição das doenças relacionadas ao trabalho. Na seqüência foram apresentadas informações sobre segurança no trabalho e acidentes de trabalho, medidas de controle assim como metodologia utilizada nesta investigação. Por fim foram apresentados os resultados do reconhecimento dos agentes citados, bem como as doenças e acidentes relatados pelos trabalhadores. Conclui-se a avaliação das hipóteses levantadas e sugestões de medidas técnicas para melhorias das condições de trabalho na industria estudada.


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1.1 Delimitação do Problema Este tópico apresenta a delimitação do objeto de estudo, especificando o problema, as hipóteses, o objetivo geral e específico, assim como a justificativa. Problema Geral Quais os agentes e fatores que podem gerar acidentes e oferecer riscos à saúde do trabalhador na empresa Agroindústria Exportação Café Bahia S/A?

1.2 Hipóteses H1: O ambiente de trabalho propicia a causas de acidentes e doenças; H2: Há falta de programa de orientação sob prevenção de acidentes e doenças.

1.3 Objetivos 1.3.1 Objetivo Geral Identificar e analisar os fatores que podem causar acidentes e riscos à saúde do trabalhador na empresa Agroindústria Exportação Café Bahia S/A.

1.3.2 Objetivos Específicos •

Identificar a freqüência de acidentes do trabalho e doenças relacionadas às atividades desenvolvidas;

Verificar a existência de medidas e procedimentos preventivos;


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1.4 Justificativa À medida que se amplia o conhecimento da causalidade dos acidentes do trabalho, conseqüentemente alargar o alcance das ações preventivas, abordando o trabalhador em todos as suas dimensões, possibilitando uma melhor qualidade de vida no trabalho. Observa-se que a prevenção a doenças ocupacionais e acidente do trabalho é imprescindível à participação de todos desde o colaborador ao empresário. O problema abordado nessa pesquisa é em decorrência dos acidentes do trabalho sofridos pelos colaboradores da empresa. Estudando sobre esse tema, será possível identificar situações de risco no local de trabalho, conhecer a legislação em vigor e zelar pelo seu cumprimento, desenvolvendo ações de formação e informação no local de trabalho sobre Higiene, Saúde e Segurança, contribuindo assim com os colaboradores e para que eles tenham melhor qualidade de vida no trabalho e sejam conscientes de seus direitos.


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2 Higiene e Segurança no Trabalho

O presente capítulo começará abordando as atividades que envolvem a administração de recursos humanos em relação ao tema proposto. Logo em seqüência, buscou fazer um comentário breve sobre a higiene do trabalho, os objetivos da higiene do trabalho, doenças do trabalho, condições ambientais de trabalho, acidente de trabalho, segurança no trabalho e também apresenta algumas normas reguladoras como a NR-5; NR-7; NR-9; NR-4; NR-6. De acordo Chiavenato (2002), a Administração de Recursos Humanos - ARH envolve as atividades de suprimento dos recursos humanos necessário a organização: recrutamento e seleção de pessoal; sua aplicação em postos de trabalho: descrição e análise de cargos e avaliação do desempenho; sua manutenção dentro de um espírito construtivo e salutar: remuneração dentro de padrões objetivos, eqüitativos e inovadores; e, por fim, planos de benefícios sociais destinados a suprir uma cadeia de serviços e amenidades de infra-estrutura. Todas estas atividades, dentro do contexto organizacional, são importantes para obtenção, aplicação e manutenção de habilidades e atitudes capazes de assegurar a eficiência organizacional. Todas elas devem ser desenvolvidas sincronizadas continuamente. Outras atividades paralelas são também necessárias para assegurar as disponibilidades das habilidades e atitudes da força de trabalho. Os programas de segurança e de saúde constituem atividades paralelas importantes para a manutenção das condições físicas e psicológicas do pessoal. Do ponto de vista da Administração de Recursos Humanos, a saúde e a segurança dos empregados constituem uma das principais bases para a preservação da força de trabalho adequada. De modo genérico, Higiene e Segurança do Trabalho constituem duas atividades intimamente relacionadas, no sentido de garantir condições pessoais e materiais de trabalho capazes de manter certo nível de saúde dos empregados. Segundo o conceito emitido pela Organização Mundial de Saúde, a saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social e que não consiste somente na ausência de doença ou de enfermidade. (CHIAVENATO, 2002, p.430).

Zocchio (1992), também enfatiza que a segurança do trabalho demanda a participação de todas as pessoas e setores que compõem o organograma de uma empresa. Cada um tem um papel a cumprir e responsabilidade que determinam esse papel, já que a segurança do trabalhador além de ser uma obrigação legal para a empresa é também uma atividade de valor técnico, administrativo e econômico para a organização, e de inestimável beneficio para o empregados e para a sociedade.


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2.1 Higiene do Trabalho

A Higiene do Trabalho refere-se ao conjunto de normas e procedimentos que à proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. “A higiene do trabalho está relacionada com o diagnóstico e com a prevenção de doenças ocupacionais a partir do estudo e controle de duas variáveis: o homem e o seu ambiente de trabalho.” (CHIAVENATO, 2002, p.431). Segundo Chiavenato (2002), um plano de higiene do trabalho geralmente envolve o seguinte conteúdo: 1. Um plano organizado – envolve a prestação não apenas de serviço de médicos, como também de enfermeiros e auxiliares, em tempo integral ou parcial, dependendo do tamanho da empresa. 2. Serviços médicos adequados – envolve dispensário de emergência e primeiros socorros, se for o caso. Essas facilidades devem incluir: exame médico de admissão; cuidados quanto a injúrias pessoais, provocadas por moléstias profissionais; primeiros socorros; eliminação e controle de áreas insalubres; registros médicos adequados; supervisão quanto a higiene e saúde; relações éticas e de cooperação com as famílias dos empregados doentes; utilização de hospitais de boa categoria; e exame médicos periódicos de revisão e check-up. 3. Prevenção de risco à saúde: riscos químicos(como intoxicações, dermatoses, industriais); riscos físicos (como ruídos, temperatura extremas, radiações ionizantes e não ionizantes etc); riscos biológico(como agente biológicos, microorganismo patogênicos etc.). 4.Serviços adicionais – como parte do investimento empresarial sobre a saúde do empregado e da comunidade, incluindo: programa informativo para melhorar os hábitos de vida e esclarecer sobre assuntos de higiene e de saúde. Supervisores, médicos de empresa, enfermeiros, e especialistas, proporcionam informações no decorrer do seu trabalho regular; programa formal de convênios ou colaboração com entidades locais, para prestação de serviço de radiografia, recreativos, de ofertas de leituras, filme ect.; verificação interdepartamental – entre supervisores, médicos e executivos – sobre sinais de desajustamento, que implicam mudanças de tipo de trabalho, de departamento ou de horário; previsões de cobertura financeira para casos esporádicos de prolongado afastamento do trabalho por doença ou acidente, por meio de planos de seguro de vida em grupo, ou planos de seguro médico em


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grupo. Dessa maneira mesmo afastado do serviço, o empregado percebe o seu salário normal, que é completado por este plano; extensão de benefícios médicos a empregados aposentados, incluindo planos de pensão ou de aposentadoria.

2.1.1 Objetivos da Higiene do Trabalho

A higiene do trabalho envolve o estudo e controle das atividades de trabalho, que são as variáveis da situação que influenciam o comportamento humano. Entre os objetivos principais da higiene do trabalho, estão: eliminação das causas das doenças profissionais; redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos; prevenção de agravamento de doenças e de lesões; e manutenção da saúde dos trabalhadores e aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho. Para Baptista (apud CHIAVENATO, 2002), esses objetivos poderão ser obtidos através de: educação dos operários, chefes, capatazes, gerentes, etc., indicando os perigos existentes e ensinando como evita-los; constante estado de alerta contra os riscos existentes na fábrica; e estudos e observação dos novos processos ou materiais a serem utilizados. A higiene do trabalho ou higiene industrial, tem caráter eminentemente preventivo, pois objetiva a saúde e o conforto do trabalhador, evitando que adoeça e se ausente provisória ou definitivamente do trabalho. (CHIAVENATO 2002, p. 433).

2.1.2 Doenças do Trabalho

Miranda (2003), define doença profissional como sendo a entidade mórbida produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar á determinada atividade, enquanto que a doença de trabalho é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente. Cassou (1991), salienta que a relação entre o trabalho e a saúde é complexa, destacando três situações principais: 1ª situação: quando as condições de trabalho ultrapassam os limites toleráveis do


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organismo e a probabilidade de provocar uma doença no trabalhador é significativa. Neste caso, têm-se um doença profissional, que, no sentido restrito, é decorrente de fatores físicos, químicos, e biológicos bem determinado do meio de trabalho, como por exemplo a exposição a um nível elevado de ruído que gera uma perda auditiva nos trabalhadores expostos. 2ª situação: o meio profissional pode também ter um papel importante, porem, associado a outros fatores de riscos do ambiente fora do trabalho ou do modo de vida do trabalhador, gerando as doenças do trabalho. Diversos estudos mostram a ocorrência de perturbações digestivas, do sono, do humor em trabalhadores que tem a jornada em turnos alternados. Os horários deslocados, a dificuldade das tarefas efetuadas à noite, no momento de menor resistência do organismo, pode influenciar o desenvolvimento destas patologias. Outros fatores, não profissionais, ligados, por exemplo, a fatores genéticos, ao estado de saúde ou aos hábitos de vida (alcoolismo, tabagismo) tem também um papel importante na aparição e no progresso destas doenças. 3ª situação: quando o trabalho é bem adaptado ao homem, não só às suas atitudes e seus limites, mas também a seus desejos e seus objetivos, ele pode ser um trunfo á saúde do trabalhador. Neste sentido, o trabalho nem sempre significa algo patogênico. Ele tem muitas vezes, um poder estruturante em direção a saúde mental. Ao dar ao trabalhador a oportunidade de se realizar em seu trabalho, estar-se-á contribuindo para a sua satisfação e bem-estar. Segue descrição de algumas doenças profissionais, conforme Sobrinho (1995). a) as lesões por esforço repetitivo (LER), se constituem em um conjunto de doenças que atingem os músculos, tendões e nervos superiores e que tem relação com as exigências das tarefas, dos ambientes físicos e da organização do trabalho, é chamado de LER. São inflamações provocadas por atividades de trabalho que exigem movimentos manuais repetidos durante longo tempo. b) dermatoses ocupacionais, são alterações de pele, mucosa e anxos direta ou indireta causada, condicionada, mantida ou agravada por tudo aquilo que seja utilizado na atividade profissional ou exista no ambiente de trabalho. c) perda auditiva, é a mais freqüente doença profissional reconhecida desde a Revolução Industrial, sendo provocada, na maioria das vezes, pelos altos níveis de ruído. d) pneumonia por hipersensibilidade (PH) decorrem da sensibilidade por exposição recorrente a inalação de partículas antigênicas e materiais orgânico mofadas (como palha,


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feno, cana, grãos, cascas e poeiras). Pode gerar falta de ar, febre, tosse seca, mal-estar e fadiga, de algumas horas e poucos dias. e) alergias respiratórias provenientes de locais com ar-condicionado sem manutenção satisfatória, principalmente limpeza de filtros e dutos de circulação de ar. f) estresse, que nada mais é do que respostas do organismo a uma situação de ameaça, tensão, ansiedade ou mudança, seja ela boa ou má, pois o corpo esta se preparando para enfrentar o desafio. Isto significa que o organismo, em situação permanente de estresse, estará praticamente o tempo todo em estado de alerta, funcionando em condições anormais. De acordo (Dimenstein, 1993), a prevenção destas doenças implica em mudanças organizacionais e tratamentos individualizados. No plano organizacional recomenda-se incentivar a participação dos trabalhadores; flexibilidade dos horários; redução dos níveis hierárquicos. Já no plano individual sugere-se técnicas relaxamento; mudanças na alimentação exercícios físicos.

2.1.3 Condições Ambientais de Trabalho

Segundo Chiavenato (2002), O trabalho das pessoas é profundamente influenciado por três grupos de condições: condições ambientais de trabalho: como a iluminação, temperatura, ruído, etc.; condições de tempo: como duração da jornada de trabalho, horas extras, períodos de descanso etc.;condições sociais: como organização informal, status éticos etc. As condições inseguras são as falhas, efeitos, irregularidade técnicas, carência de dispositivos de segurança etc, que põem riscos à integridade física e/ ou a saúde das pessoas e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. (ZOCCHIO, 1992, p. 105). A higiene do trabalho ocupa-se do primeiro grupo: as condições ambientais de trabalho, embora não se descuide totalmente dos outros dois grupos. Por condições ambientais de trabalho queremos referir-nos às circunstâncias físicas que envolvem o empregado enquanto ocupante de um cargo, na organização. É o ambiente físico que envolve o empregado, enquanto ele desempenha um cargo.

2.2

Acidente de Trabalho


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Acidente de trabalho conforme o conceito estabelecido pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Lei 8.213, de 25 de julho de 1991, é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviços da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause à morte ou perda, ou redução (permanente ou temporária) da capacidade do trabalhador. A Organização Mundial da Saúde também define acidente como “um fato não premeditado da qual resulta dano considerável”. O National Safety Council define acidente como “uma ocorrência numa série de fatos que, em geral e sem intenção, produz lesão corporal, morte ou dano material”. Baptista (apud CHIAVENATO 2002), lembra que “essas definições caracterizam-se por considerar o acidente sempre como um fato súbito, inesperado, imprevisto (embora algumas vezes previsível) e não premeditado ou desejado; e, ainda, como causador de dano considerável, embora não especifique se trata de dano econômico (prejuízo material) ou de dano físico às pessoas (sofrimento, invalidez ou morte)”. De acordo Marras (2000), os acidentes de trabalho classificam em: 1- Acidentes sem afastamento: são aqueles em que o empregado, após ser medicado ou atendido, retorna imediatamente ao seu posto de trabalho. 2- Acidentes com afastamento: são aqueles em que o trabalhador, devido à natureza do ferimento, deve deixar as suas funções para submeter-se ao tratamento de recuperação. Esses acidentes podem produzir: 2.1 Incapacidade temporária: é a perda total da capacidade para o trabalho durante o dia do acidente ou que se prolongue por período menor que um ano. 2.2 Incapacidade permanente parcial: é a redução permanente e parcial da capacidade para o trabalho durante o dia do acidente ou que se prolongue por período menor que um ano. 2.3 Incapacidade total permanente: é a perda total, em caráter definitivo, da capacidade de trabalhar (por exemplo, perda total da visão; perda da visão de um olho com redução em mais da metade da visão do outro olho; lesões orgânicas que ocasionem a perda de ¾ ou mais da capacidade de trabalho etc.). 2.4 Morte: é ao falecimento do trabalhador como resultado direto do acidente.

2.2.1 Segurança do Trabalho


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De acordo Chiavenato (2002), Segurança e Higiene do Trabalho são atividades interligadas que repercutem diretamente sobre a continuidade da produção e sobre o moral dos empregados. Segurança do Trabalho é o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer instruindo ou convencendo as pessoas da implantação de práticas preventivas. Seu uso é indispensável para o desenvolvimento satisfatório do trabalho. É cada vez maior o número de empresas que criam seus próprios serviços de segurança. Dependendo do esquema de organização da empresa, os serviços de segurança têm a finalidade de estabelecer normas e procedimentos, pondo em prática os recursos possíveis para conseguir a prevenção de acidentes e controlando os resultados obtidos. Muitos serviços de segurança não obtêm resultados, e até mesmo fracassam, porque não estão apoiados em diretrizes básicas delineadas e compreendidas pela direção da empresa ou porque não foram devidamente desenvolvidos em seus vários aspectos. A segurança do trabalho propõe combater, também dum ponto de vista não médico, os acidentes de trabalho, quer eliminado as condições inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas, essa sendo uma preocupação fundamental. (PACHECO JR, 1995, P.77).

O programa deve ser estabelecido partindo-se do princípio de que a prevenção de acidentes é alcançada pela aplicação de medidas de segurança adequadas e que só podem ser bem aplicadas por meio de um trabalho de equipe. A rigor, a segurança é uma responsabilidade de linha e uma função de staff. Em outros termos, cada chefe é responsável pelos assuntos de segurança de sua área, embora exista na organização um órgão de segurança para assessorar as chefias em relação a este assunto. A segurança busca minimizar os acidentes do trabalho. Podemos conceituar acidentes do trabalho como decorrente do trabalho, provocando, direta ou indiretamente, lesão corporal, perturbação funcional ou doença que determine a morte, a perda total ou parcial permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. A palavra acidente significa ato imprevisto e perfeitamente evitável na maioria dos casos. As estatísticas de acidentes do trabalho, por lei, englobam também os acidentes de trajeto, ou seja, aqueles que ocorrem no trajeto do emprego de sua casa para a organização, e vice-versa. “A teoria dos acidentes do trabalho funda-se no pressuposto de que o empregador deve responder civilmente pelo dano sofrido pelo empregado em conseqüência do trabalho” (GOMES, 2001, p.265). A segurança no trabalho no Brasil é regida pala própria Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, que no seu artigo 163 dispõe o seguinte:


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Art. 163. Será obrigatória a constituição da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA – de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do trabalho, nos estabelecimentos ou locais de obra nelas especificadas. Parágrafo único. O Ministério do trabalho regulamentará as atribuições, a composição e o funcionamento das CIPAS ( MARRAS, 2000, p.200).

A regulamentação citada no caput do artigo 163 está consubstanciada no conjunto de normas conhecido como Normas Regulamentadoras - NR. Totalizando 29 normas, elas representam, na verdade, uma legislação complementar que rege todas as ações no campo da higiene e segurança e medicina no trabalho. A CLT e as NR do Ministério do trabalho (2001), orientam para a importância da implantação do Serviço Especializado em Engenharia de segurança em medicina do Trabalho - SESMT, a criação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO. O programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA e a Comissão Interna de Prevenção de Acidente – CIPA, pois estes constituem parte integrante de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde dos trabalhadores. Estas normas juntas e articuladas entre si privilegiam o instrumento clinico – epidemiológico na abordagem de relação entre a saúde e o trabalho. Estes aspectos são complementados pelas medidas de prevenção, controle de acidentes e doenças do trabalho.

2.2.2 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA (NR-5)

Toda empresa privada ou pública, que tenha mais de l9 empregados regidos pela CLT são obrigados a constituir um CIPA - comissão interna de prevenção de acidentes com representante dos trabalhadores e do empregador. As empresas que possuem menos de l9 funcionários também devem eleger um representante, que será responsável pelo cumprimento da NR – 5. Entre outras funções, a CIPA tem o dever de observar e relatar as condições de riscos nos ambientes de trabalho; solicitar medidas para reduzir ou eliminar os riscos existentes; discutir os acidentes ocorridos; encaminhamento ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e ao empregador o resultado da discussão e solicitar medidas preventivas; orientar os demais trabalhadores quanto a prevenção de acidentes; investigar as causas de circunstâncias dos acidentes e doenças ocupacionais; promover anualmente a Semana Interna de Prevenção Acidentes do Trabalho (SIPAT) e


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realizar inspeções de segurança.

2.2.3 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO (NR-7)

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, objetiva promover e preservar a saúde do conjunto dos trabalhadores das empresas ou instituições, e sua execução devem obedecer aos parâmetros mínimas e diretrizes gerais estabelecidas pela NR7. O PCMSO tem caráter de prevenção, rastreamento e diagnostico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, alem de constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis á saúde dos trabalhadores. São considerados os exames médicos de realização obrigatória: exame admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudanças de função e demissional. Também é objetivo do PCMSO, orientar o empregador quando a necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho e definir a obrigatoriedade do estabelecimento em possuir material necessário á prestação de primeiros socorros, considerados as características da atividade desenvolvida, mantendo em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.

2.2.4 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR-9)

Os empregados e instituições devem, obrigatoriamente, elaborar e implementar o programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, visando á preservação da saúde e integridade dos trabalhadores através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos que existam ou venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Tem como objetivo reduzir, controlar e/ou neutralizar, de forma gradativa e sistemática, os riscos existentes no ambiente de trabalho, além de estar em completa conformidade com a NR-9, da portaria 3214/78 do Ministério de Trabalho (2003). Procura-se estudar o ambiente de trabalho junto com a descrição do processo operacional a fim de identificar as possíveis operações unitárias e os locais com potencial de exposição crítica. Estuda como os trabalhadores se relacionam com o processo industrial e


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com os agentes presentes neste processo, quais são as atividades executadas por essas pessoas, com qual freqüência e duração e conhecer com detalhes as características toxicológicas e as conseqüências sobre exposição associada a cada um dos agentes presentes no ambiente de trabalho. O PPRA tem a seguinte estrutura: a) documento – base: este documento é o elemento gerenciador do programa e contem os seguintes aspectos estruturais: planejamento anual, com estabelecimento de metas; prioridades e cronogramas; estratégia e metodologia de ação; forma de registro; manutenção e divulgação dos dados; periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do programa; responsabilidade; articulação com outros programas. b) desenvolvimento: fase onde ocorre a implantação do programa e inclui etapas de antecipação e reconhecimento dos riscos; estabelecimento de prioridade e metas d avaliação e controle; avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores; implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia; monitoramento da exposição aos riscos; registro e divulgação dos dados. À medida que as etapas do desenvolvimento forem executadas, serão gerados relatórios que deverão ser anexados ao documento – base e o conjunto que é dinâmico, é que denominamos de PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. O PPRA deverá ser avaliado anualmente com o objetivo de medir sua eficácia, observando se foram cumpridas todas as metas descritas no planejamento anual e se as medidas de controle adotadas realmente eliminaram, neutralizaram os riscos e/ou se houve o aparecimento de novos riscos no ambiente de trabalho.

2.2.5 Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT (NR-4)

Também o SEMT, objetiva proteger a saúde e a integridade do trabalhador no local de trabalho. O SESMT é formado pelo Medico do Trabalho, Engenheiro do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Técnico do trabalho. A NR – 4 da portaria 3.214/78 do Ministério do trabalho 2003 estabelece a obrigatoriedade da existência de SESMT em todas as empresas privadas e publicas, órgãos públicos da administração direta e indireta a dos poderes Legislativos e judiciário que possuam empregados regidos pela consolidação das Leis Trabalhistas – CLT. Para que o funcionamento dos SESMT atinja seus objetivos, é necessário que a política de saúde do trabalhador seja bem definida e garantida pelo apoio da


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administração e pela conscientização de cada elemento da empresa em todos os níveis hierárquicos. O SESMT é dimensionado dependendo da quantidade de funcionários e grau de riscos da empresa. As micros – empresas, não se faz necessário à formação da SESMT devido ao numero d funcionário, independente do risco. O dimensionamento do SESMT é feito com empresas acima de 50 funcionários. (Manual d Legislação Atlas, 2003).

2.2.6 Equipamento de Proteção Coletiva – EPC

O Equipamento de proteção Coletiva – EPC, deve ser priorizado em relação as medidas de proteção individual – EPI. A proteção coletiva apóia-se quase que exclusivamente na área de atuação do trabalhador e nas máquinas que ali funcionam. Caso as medidas coletivas alcancem os resultados esperados, o trabalhador exercerá suas atividades em ambiente agradável, seguro, sem repercussão para saúde e sem ter que utilizar equipamentos que geram desconforto e irritabilidade.

2.2.7 Equipamento de Proteção Individual – EPI (NR-6) Para fins de aplicação desta Norma Regulamentadora, considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Não havendo possibilidade de se tornar coletiva á proteção, o uso de proteção individual se faz obrigatório. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho; enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; para atender as peculiaridades de cada profissional., como exemplo de EPI temos luvas, óculos, e outros.

3 ABORDAGEM E ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS


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Neste quarto capítulo será apresentados a abordagem de pesquisa e os procedimentos metodológicos utilizados, definindo a sua população e amostra, descrevendo os instrumentos utilizados para a coleta de dados e informando como foi feito o processo de aquisição e tratamento desses dados.

3.1 Abordagem Foi realizado um estudo descritivo de natureza qualitativa e quantitativa, do tipo estudo de caso, realizado em duas etapas. Na primeira etapa (qualitativa), foi realizada a caracterização da empresa em estudo, e na segunda (estudo quantitativo) foram avaliados os objetivos específicos descritos na Introdução.

3.2 População Devido ao fato da pesquisa ser direcionada ao setor de produção e administrativo possuindo apenas 21 funcionários, optou-se pelo estudo de toda a população, sendo a amostra, portanto, censitária.

3.3 Técnicas e Procedimentos de Coleta de Dados A coleta de dados foi realizada em duas etapas. Na primeira, foi realizada a caracterização da empresa, onde foi avaliada a sua estrutura e a sua forma de organização por meio da avaliação de documentos institucionais. A segunda etapa constituiu-se da aplicação de um questionário semi-estruturado composto de doze questões com os funcionários da empresa a fim de responder aos objetivos específicos propostos pela pesquisa.

3.4 Análise de Dados Na primeira etapa da pesquisa, os dados colhidos foram confrontados com a literatura para a realização do diagnóstico. Após o término da coleta de dados da segunda etapa, fez-se uma triagem e uma tabulação dos questionários. Todas as informações obtidas nesses instrumentos foram dispostas em gráficos, possibilitando maior facilidade na verificação dos


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resultados. Depois da descrição dos dados, procederam-se a análise dos resultados e sua discussão.


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4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Este capítulo tem como principal objetivo apresentar a caracterização da empresa estudada e os aspectos relativos à higiene e segurança no trabalho.

4.1 Caracterização da Empresa A realização da pesquisa foi na empresa Agroindústria Exportação Café Bahia (AECB) é dona de uma marca que se destaca há mais de 30 anos no mercado nordestino. A empresa foi adquirida por um grupo de empresários brasileiros, detentores de grande knowhow na produção de cafés finos em Vitória da Conquista no sudoeste da Bahia. A partir de 2003, um grupo de empresários Italiano tornou-se também acionistas, detentores na Itália de um grande prestígio na comercialização e no desenvolvimento de tecnologia industrial na área do café, os quais são donos da Magazzine del Caffé. Hoje a empresa Italiana possui 100% da AECB, sociedade brasileira que produz e exporta café cru. A grande experiência brasileira no cultivo e na lavoura do café é complementada com a excelência italiana em seleção e torra do próprio café. A marca Café Bahia durante estes 30 anos no mercado, já passou por 6 donos diferentes contando com o atual, o qual comprou a empresa em maio de 2003, praticamente em falência e com uma série de problemas. Neste momento, foi realizado um trabalho de infra-estrutura e investimentos para ressaltar a qualidade dos produtos e a personalidade da marca. Hoje, a empresa atua praticamente na Bahia inteira, São Paulo e Europa especificamente na Itália, com sua sede em Vitória da Conquista e mais três filiais uma em Encruzilhada, uma em Salvador e outra em São Paulo, que formam um sistema de ampla capilaridade. E mais duas fazendas próprias, onde é produzido o café. A Agroindústria Exportação Café Bahia é uma empresa voltada para produção, beneficiamento, rebeneficiamento, classificação eletrônica de grãos, torrefação e moagem de café de produção própria e adquirida de terceiros, já que sua produção não supri as necessidades. A mesma, efetiva a compra do café, que depois de industrializado é vendido no mercado interno e externo sob a forma de café cru no estado natural ou torrado e moído, primando sempre pelo seu objetivo principal: a missão da empresa é levar ou trazer a qualidade do café ao consumidor interno da mesma forma do externo.


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A empresa sempre investe em modernização, trabalhando com sistema atualizado no seu processo de produção. O ponto forte e principal da empresa é trabalhar com toda cadeia do café, desde a produção do grão até o consumidor final (interno/externo), de forma exclusiva perante os concorrentes. Buscando continuamente adequar custos entre os diversos setores e obter um poder de barganha maior. Quando é elaborado o plano de investimento, procura priorizar esses pontos fortes constando no buget (orçamento) anual, que é decidido numa reunião com os acionistas. Os pontos fracos da empresa são não ter um grande poder de barganha, face ao montante de capital de giro empregado, ficando vulnerável neste sentido. Embora os gestores venham procurando identificar e corrigir tal aspecto. A visão da empresa não esta ainda formalizada, mas espera daqui a 20 anos estará sólida com mais credibilidade nos produtos oferecidos, conseqüentemente com crescimento de 20% a cada ano. Considera, portanto que todos estejam envolvidos no processo para ter sucesso. Tem como base os seguintes valores: Relacionamento com os subordinados, relacionamento com os colegas, relacionamento com os superiores, disciplina e capacidade de delegar oportunidade, responsabilidade e liderança, lealdade e identificação com a empresa, Iniciativa, criatividade e capacidade de assumir riscos, capacidade de administrar conflitos, estabilidade emocional, capacidade de adaptação a situação, capacidade de trabalhar em equipe, capacidade de decisão, capacidade de conviver com pressões, capacidade de comunicar, motivação e capacidade de motivar-se. A empresa Agroindústria Exportação Café Bahia produz um leque variado de produtos, sendo que cada tipo tem detalhamento maior (tamanho, peso, sabor, embalagem...), totalizando 11 itens. A seguir, listamos os produtos genéricos da empresa: Café Bahia 250g, Café Losango 250g, Café Rio Branco 250g, Café Losango 100g, Café Torrado Grão 10kg, Café Pelourinho 250g, Café Pelourinho Espresso 1kg, Café Bahia Gourmet 250g, Café Bahia Espresso 1kg, Café Bahia Espresso Bar (sachê), Café Pelourinho 500g. Para garantir a qualidade de seus produtos é feito um acompanhamento rigoroso em todas as etapas do processo produtivo. A empresa Agroindústria Exportação Café Bahia desenvolve toda a cadeia produtiva, sendo esta uma das principais vantagens competitivas, constata que entre os concorrentes, nenhum deles tem o ciclo tão completo, participando apenas de algumas etapas, neste sentido a empresa busca seu espaço no mercado buscando ampliar-se.


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As empresas concorrentes da Empresa Agroindústria Exportação Café Bahia são: Unicafé, Maratá, Café Jequié, Café Sempre Viva, Café Da gente, entre outros.

4.1.1 Caracterização do Trabalhador O conhecimento das características geral dos trabalhadores é de grande importância para o desenvolvimento de trabalhos referente a treinamento, orientação e interferência no ambiente de trabalho, entre outros. Em um programa de treinamento é indispensável o conhecimento do perfil especifico do trabalhador, que inclui entre outros aspectos, o grau de escolaridade e a experiência na profissão, indicativos para delinear a forma de abordagem dos temas durante o treinamento. As informações levantadas referem tanto ao conhecimento e experiência na profissão a aspectos da saúde e segurança do trabalho. Os quadros 1 e 2 (apêndice), representam os valores médios de características de 21 trabalhadores da empresa Agroindústria Exportação Café Bahia S/A. Dos 21 trabalhadores entrevistados todos são do sexo masculino, sendo que 50% são casados e 50% são solteiros. A faixa etária variou entre 18 a 50 anos, sendo que 67% dos trabalhadores têm de 18 a 30 anos. A função dos trabalhadores, a maioria 50% auxiliar de produção e os outros 50% fica distribuído entre 8% conferente, 16% operador de máquina, 8% torrador, 8% auxiliar de serviços gerais e 8% gerente de produção. O turno de trabalho 75% diurno e 25% noturno. De acordo com os dados encontrados verificou-se que 67% dos entrevistados têm até 1 ano de empresa. De acordo os dados levantados, 75% possuem uma renda de 1 salário mínimo mês e apenas 25% possuem renda media 2 salários mês. Entre os entrevistados, 67% afirmaram fazer uso de bebidas alcoólicas, somente nos fins de semana, feriados e datas comemorativas e 8% afirmaram fazer uso do fumo. Entre os entrevistados não foram encontrados analfabetos. Porém foi verificado que 17% dos trabalhadores encontra-se classificados no primeiro seguimento incompleto e 8% completo no primeiro segmento completo (alfabetização ate 4ª serie). Este dado nos mostra 25%, dos entrevistados têm carência de conhecimentos fundamentais, gerando assim dificuldade no aprendizado sobre saúde e segurança no trabalho e até mesmo para qualificação da função que atua. Com o avanço tecnológico, este trabalhador terá dificuldade em participar do desenvolvimento da empresa, correndo o risco de estar fora do mercado.


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Dos 21 trabalhadores entrevistados, todos possuem registros em carteira de trabalho, onde seus direitos são assegurados por lei, entre eles: férias, remuneração, auxilio acidente, aposentadoria, trabalho de 8 horas diárias, etc.

4.1.2 Higiene e Segurança no Trabalho De acordo Chiavenato (2002), a higiene e segurança no trabalho prevêem em primeiro lugar uma política clara que reflita a preocupação da cúpula da empresa com relação ao assunto. Um sistema de procedimentos que regulamente em detalhes as diretrizes dessa política. Com a reforma industrial e o avanço tecnológico, as máquinas passaram a ter um espaço fundamental no processo operacional das industrias.

M á q u in a s O p e r a d a s 7 6 5 4 3 2 1

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Figura 1 - Máquinas onde os trabalhadores realizam suas atividades.

Fonte: Pesquisa de Campo, 2006. As máquinas representadas na Figura 1 realizam as seguintes atividades: - Torrador: é um forno onde torra o café cru. - Moinho: é a máquina responsável pela moagem do café. - Catador de Pedra: utilizado principalmente, para retirar as pedras e resíduos do café antes do processo de torra. - Enfardadeira: é a máquina responsável pela fabricação do café almofada, após o processo de torra e moagem do grão do café é passado para esta máquina a qual empacota os pacotes de café de 250g e libera os fardos de 20 Kg de café prontas na banca.


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- Empacotadeira: esta máquina é utilizada na fabricação do café gourmet a vacuo sendo destinada para empacotar os pacotes de 250g. - Seladora: máquina utilizada para sela os fardos de café em grau. O processo de fabricação adotado pela empresa foi de automação, onde usam tecnologias avançadas, a partir do momento que o café vai ser torrado é o primeiro e último contado direto que o funcionário tem com o café, pois eles saem nas respectivas máquinas empacotados. Onde o funcionário acompanha o processo, operando as máquinas e manuseando o produto. Exercendo mais de uma função nesse processo. Neste processo é essencial o treinamento dos trabalhadores, para operar as máquinas, o qual requer habilidades ou atitudes relacionados diretamente à execução de tarefas . De acordo George (2000), treinamento é um processo sistemático para promover a aquisição de habilidades, regras, conceitos ou atitudes que resultem em uma melhoria da adequação entre as características dos empregados e as exigências dos papeis funcionais.

R e c e b e u tr e in a m e n to p a r a e x e r c e r a fu n ç ã o 8%

N ão S im

92% Figura 2 – Treinamento para exercício da função. Fonte: Pesquisa de Campo, 2006. Observa-se que os trabalhadores exercem várias atividades durante o processo de industrialização do café, a maioria deles não recebe treinamento para exerce as atividades, os quais simplesmente recebem instruções básicas para realizar as tarefas. Como vimos na Figura 2, somente a minoria recebe treinamento externo em casos específicos, exemplo: (aprender a operar uma máquina nova). Eles informaram também que após o treinamento fica responsável em repassar para demais.


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A preferência dos trabalhadores por determinadas atividades desenvolvidas pode ser utilizada como instrumento para realizar a rotatividade das tarefas e com isso obter uma maior satisfação, segurança no trabalho e maior produtividade, minimizando os acidentes.

A c id e n t e s d e T r a b a lh o 19%

81% J á s o fr e r a m a c i d e n t e s d e t r a b a l h o N u n c a s o fr e r a m a c i d e n t e s d e t r a b a l h o Figura 3 – Ocorrência de acidentes. Fonte: Pesquisa de Campo, 2006. Verificou-se, na Figura 3, que grande parte dos trabalhadores nunca sofreu nenhum tipo de acidente de trabalho. E na Figura 4, as freqüências de acidentes sofridas individualmente pelos trabalhadores são baixas, porém o ambiente não é totalmente seguro. O qual a empresa conta com o fator sorte para estes índices estarem baixos. Segundo Marras (2002), acidente de trabalho é um acontecimento involuntário resultante tanto de um ato inseguro quanto de uma situação sui generis que possa causar danos ao trabalhador e a organização que o abria.

F r e q u ê n c ia d e A c id e n t e s S o f r id o s 20%

0%

N en h um a vez U m a vez

5%

75% Figura 4 – Freqüência de acidentes sofridos. Fonte: Pesquisa de Campo, 2006.

D u a s a tr ê s vez es M a is d e q u a tr o v e z e s


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Segundo Marras (2002), a prevenção de acidentes no trabalho é um programa de longo prazo que objetiva, antes de tudo, conscientizar o trabalhador a proteger sua própria vida e a dos companheiros por meio de ações mais seguras e de uma reflexão constante sobre a descoberta a priori de condições inseguras que possam provocar eventuais acidentes de trabalho. A

e m p r e s a te m p la n o d e p r e v e n ç ã o à a c id e n te d e tr a b a lh o 0 %

S im N ão

1 0 0 %

Figura 5 – Plano de prevenção à acidente de trabalho. Fonte: Pesquisa de campo, 2006. De acordo com que foi observado na Figura 5 e confirmado pelos trabalhadores, à empresa não tem nenhum programa de prevenção á acidente de trabalho, onde um ato inseguro pode ficar sem ações de correção, sendo um ambiente de risco para o trabalhador. Com isso, a empresa demonstrando um ambiente propiciou a acontecer acidentes de trabalho.

E q u ip a m e n to d e P r ote ç ã o

42%

40%

6%

8%

6%

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a

ot Pr

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r. ..

Figura 6 – Equipamento de proteção individual. Fonte: Pesquisa de campo, 2006.

Os equipamentos de proteção individual em referencia na Figura 6, como (máscara, óculos, luva, protetor auricular, dentre outros), os quais são necessários para realização de


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determinada atividade, são fornecidos pela empresa, todos em perfeito estado como manda a lei. Visando, o bem-estar e a preservação da vida humana do trabalhador no seu horário de trabalho.

A empresa repassa para os funcionários os equipamentos, porem não oferece

nenhum tipo de treinamento quanto o uso e à manutenção adequada do EPI.

E P I u s a c om f r e q u ê n c ia 5% 35%

30%

N u n ca A lg u m as vezes Q u a n d o é c o b ra d o S e m p re

30%

Figura 7- Freqüência do uso do EPI. Fonte: Pesquisa de campo, 2006. Como mostra a Figura 7, o uso do EPI ainda tem resistência por boa parte dos funcionários, alguns acham que o equipamento incomoda e faz uso somente quando é chamado à atenção. Sendo um agravante a saúde e segurança no trabalho.

P r o du to s Q u ím ic o s

0%

S im N ão

100%

Figura 8 – Produtos químicos. Fonte: Pesquisa de campo, 2006. Como foi observado na figura 8, durante as realizações das atividades o funcionário não são expostos a nenhum tipo de produto químico, sendo mais fácil o controle a doenças adquiridas no trabalho.


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P r o bl e m a de S a ú de 13%

0%

0%

25%

S u rd e z A le rg ia D o r d e O u v id o Irrit a ç ã o n o s o lh o s

13% 49%

P n e u m o n ia Ler O u t ra s

Figura 9 – Problemas de saúde relacionada ao trabalho desenvolvido. Fonte: Pesquisa de campo, 2006. Como vimos na Figura 9, quase a metade dos funcionários 49% mencionou irritação nos olhos, durante a torra do café devido a fumaça da lenha. E, 13% queixaram-se de dor de ouvido, devido o ruído das máquinas. Também eles alegaram alergia ao pó do café. A empresa não possui nenhum Programa de Controle Medico e Saúde Ocupacional – (PCMSO), com isto, não são avaliados a saúde dos seus colaboradores. Como lembra Marras (2002), toda empresa passou a ser obrigada a elaborar um Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional – (PCMSO), com o objetivo de preservar a saúde dos seus trabalhadores, coordenada por um médico do trabalho pertencente ou não ao quadro de funcionários da empresa.


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5 AVALIAÇÃO DAS HIPÓTESES 1- O ambiente de trabalho propicia a causas de acidentes e doenças. Sem dúvida, através dos resultados da pesquisa na empresa estudada foram verificadas condições propicias à ocorrência de acidentes e possíveis doenças do trabalho. Foram observados fatores que contribuem para causas de doenças aos funcionários como, a presença do agente físico ruído, e também muita fumaça durante o processo de fabricação do produto. Outra questão também foi os ricos de acidente, os quais raramente ocorrem, porém não deixa de existir. 2- Há falta de programa de orientação sob prevenção de acidentes e

doenças. Os resultados da pesquisa demonstram que não há nenhum tipo de prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Fica claro, que a falta dessas medidas contribui para a ocorrência de acidentes de trabalho e doenças. A empresa, não possui nenhum plano de ação e nem medidas preventivas que reduza e corrija os fatores que podem gerar acidentes e riscos a saúde do trabalhador, ficando vulnerável a essas situações.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este capítulo apresenta os comentários finais deste estudo, com base na fundamentação teórica desenvolvida no trabalho, em harmonia com os resultados apresentados. Constatou-se por intermédio dos resultados encontrados, que o trabalho na empresa em estudo é realizado sob condições adversas à segurança e a saúde dos trabalhadores. Onde o trabalhador não conta com nenhum programa de prevenção a doenças e acidente de trabalho, ficando vulnerável a situações de riscos. Alguns índices ainda são baixos relacionados a situação que a empresa se encontra. A qual, precisa investir em medidas de


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prevenção a doenças e acidentes de trabalho, buscando proporcionar um ambiente mais seguro para o trabalhador. Os resultados do presente estudo indicam a necessidade de sistemas que possam apoiar os trabalhadores nas questões de higiene e segurança no trabalho, pois o impacto social e econômico da doença ou acidente do trabalho é prejudicial tanto para o trabalhador como para toda sociedade.

6.1 Recomendações Sugiro que a empresa proporcione a seus colaboradores melhores condições de trabalho, visando tanto á redução de custos como o bem-estar do trabalhador, para obter uma melhor qualidade de vida no trabalho: •

Crie um setor especifico de Recursos Humanos, para servir de apoio aos trabalhadores;

Contratar uma empresa responsável para implantar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA;

Realize treinamento dos funcionários sobre H&ST, para que possam desenvolver comportamentos preventivos;

Desenvolver novos estudos para aprofundar questões relativas a H&ST.

Contratar os serviços de saúde e segurança no trabalho para elaborar programas de prevenção de riscos ambientais;

6.2 Limitações da Pesquisa Apesar da pesquisa ter se desenvolvido de maneira tranqüila, sem complicações que impedissem o seu andamento, existiram algumas limitações: •

O número reduzido de participantes, considerando que se trata de uma abordagem de natureza quantitativa;

O tratamento estatístico dos dados, limitando-se ao uso de percentagens e distribuição percentual;

Avaliar outros aspectos relativos à saúde e segurança no trabalho.


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7 REFERÊNCIAS

CASSOU, B. Travail et santé: um couple infernal. In: Santé et Travail, 1991. CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: edição Compacta. São Paulo: Atlas, 2002. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 1999. DIMENSTEIN, G. Desgaste no trabalho afeta economia, diz OIT. São Paulo: Folha de São Paulo, 1993. GOMES, Orlando e Élson Gottschalk. Curso de Direito do trabalho: Rio e janeiro: Forense, 2001. MARRAS, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos: do operacional ao estratégico. São Paulo: Futura, 2000. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria Geral da Administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada. São Paulo: Atlas, 2000. NORMA REGULAMENTADORA- Segurança e Medicina do trabalho. Coordenação e Supervisão da equipe Atlas, Composição Style UP. 53ed. São Paulo: Atlas, 2003. PACHECO JR, Waldemar. Gestão da Segurança e Higiene do Trabalho. São Paulo: Atlas, 1995. ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projeto de estágio e de pesquisa em administração: guia para estágios, trabalhos de conclusão, dissertação e estudos de caso. São Paulo: Atlas, 1999. SOBRINHO, O. S. Temas de Ciências Sociais: In: Medicina básica do trabalho. Curitiba: Gênesis, 1995. ZOCCHIO, Álvaro. Prática da prevenção de acidentes: ABC da segurança do trabalho. São Paulo: Atlas, 1992.


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APÊNDICE 1. CARACTERÍSTICAS DOS TRABALHADORES DA AECB Variáveis Analisadas - Trabalhadores Masculino Casado Estado Civil Solteiro 18 a 30 anos 31 a 39 anos Idade 40 a 49 anos Mais de 50 anos Gerente de Produção Aux. de Produção Aux. de Serv Gerais Função Conferente Operador de Máquina Torrador Até 1 ano Tempo de Empresa 3 a 2 anos Mais de 8 anos 8 as 18 horas Jornada de Trabalho 17 as 22 horas Diurno Turno de Trabalho Noturno 1 salário mês Faixa Salarial 1 a 2 salário mês Bebida Alcoólica Hábitos Cigarro Não tem Beneficio que recebe Vale transporte 1º grau Incompleto 1º grau Completo Escolaridade 2º grau Incompleto 2º grau Completo Registro em carteira Sexo

APÊNDICE 2. INSTRUMENTO UTILIZADO

Valores % 100% 50% 50% 67% 17% 8% 8% 8% 50% 8% 8% 16% 8% 67% 25% 8% 75% 25% 75% 25% 75% 25% 67% 8% 25% 100% 17% 8% 42% 33% 100%


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Este questionário tem a finalidade, coletar dados para embasamento do trabalho de pesquisa da Monografia cujo tema. “Higiene e Segurança no trabalho: Um estudo de caso na empresa Agroindústria Exportação Café Bahia S/A”, para conclusão do curso de Administração da FAINOR. Carteira assinada ( ) sim ou ( ) não 1.Sexo: 2.Estado Civil: 3.Idade: 4.Tempo empresa: 5.Jornada de trabalho: 6.Turno de trabalho: 7.Faixa Salarial: 8.Beneficio que recebe: 9.Hábitos:

10.Escolaridade:

Qual sua função? ______________________

A

B

( ( ( ( ( ( ( ( ( ( (

( ( ( ( ( ( ( ( ( ( (

) Masculino ) Casado ) até 18a ) até 1a ) 8 as 18hs ) Diurno ) de 1 sm ) Vale transporte ) Cigarro ) 1ºgrau incomp. ) 2ºgrau incomp.

) Feminino ) Solteiro ) 18 a 30 ) 2 à 5a ) 17 as 22 hs ) Noturno ) 1 a 2 sm )Plano Saúde ) Álcool )1ºgrau comp. )2ºgrau comp.

C

D

E

( ( ( (

) Separado ) 31 a 39 ) 5 à 8a ) outras

( ) Viúvo ( ) 40 a 49 ( ) mais 8a

( ) mais de 50

( ( ( ( (

) 2 a 3 sm ) Ticket ) Cartas )Prim comp )Prim incop.

( ( ( (

) 3 a 5 sm ) Outros ) Outros ) Outros

11- Antes de iniciar na profissão você recebeu algum curso de formação? ( ) Sim ( ) Não 12- Já recebeu treinamento durante o tempo de exercício da função? ( ) Sim ( ) Não 13- Qual (s) maquina (s) você trabalha na empresa? ( ) Seladora ( ) Enfardadeira ( ) Moinho ( ) Empacotadeira ( ) Catador de pedra ( ) Torrador

( ) Outras

14- Trabalha com algum produto químico? ( ) Sim ( ) Não Qual_______________ 15- Você tem algum problema de saúde? ( ) Sim ( ) Não Se sim, quais? ( ) Surdez ( ) Ler ( ) Dor de ouvido

( ( (

) Alergia ) Irritação no olhos ) Pneumonia

( ) Outros

16- Você acha que essas doenças tem a ver com o trabalho desenvolvido? ( ) Sim ( ) Não 17- Você já sofreu algum tipo de acidente de trabalho? ( ) Sim ( ) Não 18- Quantas vezes você já se acidentou? ( ) Nenhuma ( )2a3

( ) mais de 5 ( )Não recebe ( )Não tem


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( ) 1 vez

( ) mais de 4

19- Durante a realização da atividade de trabalho você utiliza algum equipamento de proteção? ( ) Sim ( ) Não Se sim, quais? ( ) Luva ( ) Máscara ( ) Óculos ( ) Protetor auricular ( ) Outros 20- Você usa com que freqüência? ( ) Nunca ( ) Algumas vezes ( ) Quando é cobrado ( ) Sempre 21- Você tem dificuldade no uso desses equipamentos? ( ) Sim ( ) Não Se sim, qual?______________________ 22- Recebeu treinamento para o uso e manutenção adequados desses equipamentos? ( ) Sim ( ) Não 23- Acha importante o uso desses equipamentos como medida de proteção contra acidentes e doenças do trabalho? ( ) Sim ( ) Não


M0073