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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE – FAINOR CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

LOURISVALDO BARBOSA SILVA JUNIOR

A Importância do Sistema de Informação Contábil para tomada de decisão das Pequenas Empresas.

VITÓRIA DA CONQUISTA - BA 2012.


LOURISVALDO BARBOSA SILVA JUNIOR

A Importância do Sistema de Informação Contábil para tomada de decisão das Pequenas Empresas.

Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR, do Curso de Ciências Contábeis, como pré-requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel.

Orientador: Professor Mcs. Luciano Moura Costa Dória.

VITÓRIA DA CONQUISTA - BA 2012.


LOURISVALDO BARBOSA SILVA JUNIOR

A Importância do Sistema de Informação Contábil para tomada de decisão das Pequenas Empresas.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao colegiado do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste, como requisito obrigatório para obtenção do título de Bacharel Ciências Contábeis. Aprovado em ___/___/_____.

BANCA EXAMINADORA

____________________________________________ Luciano Moura Costa Dória, Ms - FAINOR Orientador

____________________________________________ FAINOR 2º Membro

____________________________________________ FAINOR 3º Membro


A Importância do Sistema de Informação Contábil para tomada de decisão das Pequenas Empresas. LOURISVALDO BARBOSA SILVA JUNIOR¹ LUCIANO MOURA COSTA DÒRIA²

Resumo Atualmente, no contexto empresarial, podem-se conceituar os sistemas de informação como aplicativos que organize os dados da empresa e os transformem em informações geradas em relatórios. A tecnologia da informação auxilia as empresas que desejam manterem-se competitivas, pois além dela propiciar produtos melhores e mais modernos, faz também da informação, um instrumento eficiente de gestão empresarial para a tomada de decisões. Com isso, esse trabalho teve como objetivo apresentar a importância sobre a utilização dos sistemas de informação contábil como componente de auxilio na tomada de decisão. Para o desenvolvimento deste trabalho foi utilizada a metodologia da pesquisa bibliográfica buscando apresentar estudos e divulgar sobre o sistema de informação contábil, sua importância na tomada de decisão, e apresentar as características das informações para os gestores. Palavras – chaves: Sistemas de Informações; Tomada de Decisão; Contabilidade. Abstract Currently, in the enterprise context, the systems of information can be appraised as applicatory that it organizes the data of the company and they transform them into information generated in reports. The technology of the information assists the companies whom they desire to remain itself competitive, therefore beyond it to propitiate better and more modern products, also makes of the information, one efficient instrument of enterprise management for the taking of decisions. With this, this work had as objective to present the importance on the use of the systems of countable information as component of I assist in the decision taking. For the development of this work the methodology of the bibliographical research was used searching to present studies and to divulge on the countable system of information, its importance in the decision taking, and to present the characteristics of the information for the managers. Key words: Systems of Information; Taking of Decision;

Accounting.

¹ Graduando e Ciências Contábeis pela Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. E-mail juniors.p.f.c@hotmail.com ² Mestre em Contabilidade pela Fundação Visconde de Cairu. Prof. da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. E-mail lucianomcdoria@globo.com


Introdução Este artigo tem como objetivo demonstrar a qualidade da informação contábil no processo decisório das organizações visto que se trata de um importante atributo para a contabilidade como profissão, a relação entre a confiança do usuário e a qualidade das informações propostas. A importância das pequenas empresas tanto na economia como na sociedade brasileira, é inegável, tendo em vista que estas representar uma parcela relativamente pequena na arrecadação de tributos diretos aos cofres públicos, são elas as responsáveis pela maior parte dos empregos formais, especialmente se tratando de postos de trabalho não especializados, chegando a representar, segundo Souza (2002), 65% da mão-de-obra no Brasil. Conforme André Lopes cita o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), (no seu artigo SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM ESCRITÓRIOS BRASILEIROS DE ASSESSORIA CONTÁBIL PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS: um estudo sob a ótica Neopatrimonialista). os principais fatores que justificam os altos índices de mortalidade prematura nas Micro e Pequenas Empresas (MPEs) são decorrentes de falhas gerenciais, as quais podem ser atribuídas à carência de informações produzidas pelos SICs desenvolvidos, em sua maioria, por escritórios de assessoria contábil terceirizado.

Em um ambiente competitivo, a organização deve buscar uma forma para que possa alcançar seus objetivos. Observar-se que através do Sistema de Informação Contábil (SIC), é possível usufruir do grande potencial de cada dado / informação. Através das informações uma organização com controle estará preparada para a tomada de decisão e competição do mercado. Segundo Padoveze (2010, p.46) o valor da informação reside no fato de que ela deve reduzir incertezas na tomada de decisão, ao mesmo tempo que procura aumentar a qualidade da decisão. Uma informação passa a ser valida quando a utilização aumenta a qualidade decisória diminuindo a incerteza do gestor no ato da decisão. Tendo em vista que quanto mais informação a disposição do gestor maiores chances de reduzirmos a incerteza na tomada de decisão. Porém, sabe-se que qualquer informação tem um custo, assim, é possível que o volume ideal de informações para determinada tomada de decisão exija um custo muito alto para


obtenção dessas informações. Dessa forma, é necessário encontrarmos uma relação adequada. O enfoque dado ao papel da informação e dos sistemas de informações dentro das organizações tem variado bastante ao longo do tempo. A corrida pela qualidade e a busca por uma posição sólida no mercado leva os profissionais a buscarem planejamentos realmente eficientes. Neste contexto, o novo paradigma do gerenciamento é a visão holística (macro) e estratégica da gerência. Para este fim são utilizados recursos inusitados para garantia da sobrevivência e prosperidade da organização. Este é o caso das informações e dos sistemas de informações. Nas últimas décadas tem havido uma revolução no modo como as organizações usam estes recursos, sendo agora considerados tão importantes quanto o capital e o trabalho. Estes mesmos sistemas de informações provocam uma instabilidade no ambiente do mercado. E, maior velocidade das mudanças faz com que as organizações necessitem de uma grande agilidade para acompanhar este ritmo. Esta instabilidade pode gerar grandes problemas gerenciais que podem fazer sumir uma organização em pouco tempo. Quando não bem adaptada à organização desta nova tecnologia pode causar apenas frustração e prejuízos. . O objetivo geral deste artigo é mostrar o Sistema de Informação Contábil e o seu papel como ferramenta na tomada de decisão das pequenas empresas. Tendo em vista que o mundo globalizado exige cada vez mais rapidez nas decisões e o gestor da atualidade precisa ser rodeado por todos os tipos de informações que lhe ajudem a optar sempre pela melhor alternativa na hora de tomar decisões. Os objetivos específicos terão que identificarem quais são as informações necessárias para tomada de decisão das pequenas empresas e Verificar o grau de qualidade na geração de informação para tomada de decisão nas pequenas empresas. Os sistemas de informações utilizados atualmente, incorporando qualidade de informação

como

disponibilidade,

precisão,

atualizações

em tempo

hábil,

apontamento de problemas e oportunidades, e formatos adequados, sem dúvida, proporcionam vantagens competitivas no mercado, uma vez que promove melhorias no controle gerencial, decisões e planejamentos estratégicos. Devemos dizer que,


as melhorias devam ser contínuas, com o desenvolvimento de soluções inovadoras nesta área. Para alcançar os objetivos propostos utilizou-se de estudo bibliográfico e explicativo, usando como fontes livros e artigos. Segundo Marconi e Lakatos (2002, p. 71) a pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias, abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico, até meios de comunicação orais: rádio, gravações em fita magnéticas e audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo que foi escrito, dito ou filmado por determinado assunto, inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas quer gravadas.

1. Pequenas Empresas Apesar de todas as discussões e do esforço governamental e social, no sentido de favorecer o surgimento de mais pequenas empresas, são poucas as pessoas que conseguem definir e entender o seu conceito. Até mesmo em vários países e em suas instituições internas, é comum a variedade de critérios para sua classificação. Isto se deve ao fato de que a definição pode variar conforme interesses específicos. De acordo com Resnik (1990, p.8) o que caracteriza de forma especial a uma pequena empresa (além da exigência fundamental de que o proprietário-gerente administre e mantenha controle total sobre todos os aspectos da empresa) são os seus recursos muito limitados. Em relação a seu conceito, Resnik (1990) diz não existir nenhuma definição realmente precisa de “pequena” empresa. Nos EUA a maioria apresentam vendas anuais inferiores à $5 milhões e menos de 75 empregados. No Brasil existem diversos parâmetros para a definição de empresa de pequeno porte. Destacam-se as definições no âmbito da Lei Geral da MPE (Micro e da Pequena Empresa), que visa definir as empresas que podem ser beneficiadas pela Lei; do BNDES para fins de apoio financeiro pelo banco; além dos critérios utilizados pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e as Pequenas Empresas) para definição do público-alvo.


1.1. Aspectos econômicos e sua Importância. Nas economias capitalistas, as empresas têm um papel relevante no que se refere à geração de emprego e de renda e possui uma série de vantagens, dentre as quais a sua maior capacidade de flexibilidade e agilidade para se adaptarem às mudanças. No Brasil, a importância econômica das pequenas empresas também pode ser demonstrada através dos números. Segundo o SEBRAE, as pequenas e médias empresas representam 98,5% do total de empresas do país, atua no setor industrial, comercial, e de serviços; ocupam 60% da oferta de emprego; e geram 21% do PIB (Produto Interno Bruto). Nas economias capitalistas, estas empresas têm um papel relevante no que se refere à geração de emprego e de renda e possui uma série de vantagens, dentre as quais a sua maior capacidade de flexibilidade e agilidade para se adaptarem às mudanças. De acordo com Souza (2002), várias são as justificativas para as contribuições econômicas das pequenas empresas:  Estímulo à livre iniciativa e à capacidade empreendedora;  Relação capital/trabalho com mais harmonia;  Contribuição para a geração de novos empregos e absorção de mão-de-obra,  Manutenção de certo nível de atividade econômica em determinadas regiões;  Efeito amortecedor das distorções na atividade econômica;  Efeito amortecedor dos impactos do desemprego;  Potencial de assimilação, adaptação, introdução e, algumas vezes, geração de novas tecnologias de produto e de processo, etc. Inicialmente, para que as mesmas tragam a real importância econômica para as economias dos países, são necessários vigor e coragem para criá-las. Segundo Daniel Fonseca Costa no seu artigo O Controle e a Informação Contábil no Planejamento Tributário de uma Pequena Empresa para Redução dos Tributos e Otimização dos Lucros “As pequenas empresas têm um papel importante na economia brasileira, embora não possuam controles e informações contábeis capazes de auxiliar os pequenos empresários em suas decisões”. Costa (2004), em sua pesquisa, constatou que um dos maiores problemas por elas enfrentado é a


falta do conhecimento dos pequenos empresários sobre o que são controles e informações.

1.2. Classificação e Definição de Pequenas Empresas no Brasil No Brasil, as pequenas empresas têm enorme importância para a sociedade e a economia, já que o caráter empreendedor do negócio lhe oferece uma maior flexibilidade para se adaptar ao fenômeno conhecido como globalização e que tem adquirido uma maior conotação a partir dos anos 90, além de ser as empresas que empregam a maior parcela dos trabalhadores locais. Segundo Chér (2002), “existem muitos parâmetros para definir as pequenas empresas, muitas vezes dentro de um mesmo país, como no Brasil”. Isso mostra que nenhuma definição que se possa ter a respeito de micro e pequenas empresas serão algo absoluto, mas apenas limitado a determinados pontos de vista, ou órgãos aos quais essas definições estão vinculadas. O principal critério para definir e classificar o “tamanho” de uma empresa, ou seja, se ela é micro, pequena, média ou grande é o faturamento ou receita anual bruta. Segundo o SEBRAE (2012), “existem duas esferas para definição do porte: a federal e a estadual.” No âmbito federal, é considerada empresas de pequeno porte, as que têm faturamento superior a R$360 mil e igual ou inferior a R$ 3 milhões e 600 mil. Cada estado pode, a seu critério, flexibilizar esses valores como forma de beneficiar as empresas para fins de recolhimento de tributos estaduais. Essas empresas, dependendo do segmento em que atuam, podem estar aderindo ao Imposto Simples (sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das empresas de pequeno porte), possuindo legislação própria. Existe, ainda, um critério baseado no número de funcionários, que varia segundo diferentes autores. Na indústria, as pequenas empresas possuem até 99, já no comércio e nos serviços esses limites são de até 49 funcionários. (SEBRAE apud SANTOS 2012). Há hoje, no Brasil, mais de quatro milhões de pequenas e médias empresas formais. Elas são responsáveis por mais de 50 % dos empregos, por 70 % das vendas e participação na ordem de 25 % do PIB nacional (SEBRAE, 2012). Esses números dão a dimensão da importância das micro e pequenas empresas.


Outro fato de destaque no Brasil é o excesso de impostos e obrigações acessórias que as empresas estão obrigadas a fornecer ao governo durante sua existência. A Constituição Federal em seu artigo 179 já determinava tratamento diferenciado a micro e pequena empresa com a finalidade de simplificar os processos e as obrigações acessórias inerentes ás pessoas jurídicas.

1.3. Mortalidade das Pequenas Empresas. Em pesquisa realizada no primeiro trimestre de 2004, o SEBRAE levantou as taxas de mortalidade de empresas no Brasil, a partir de dados de amostras de empresas constituídas e registradas nas Juntas Comerciais Estaduais nos anos de 2000, 2001e 2002. O levantamento das taxas de mortalidade em % revelou que: 49,9% das empresas encerraram as atividades com até 2 anos de existência;56,4% com até 3 anos;59,9% com até 4 anos. Em relação às pequenas empresas que fecharam e não conseguiram sobreviver ao mercado competitivo, na pesquisa do SEBRAE, dentre os principais riscos e problemas enfrentados, podem-se destacar os seguintes: a deficiência no planejamento prévio à abertura da empresa; a má gestão dessa empresa; problemas particulares; problemas com sócios; dificuldades conjunturais, por exemplo, mercado consumidor retraído, acirramento da concorrência, pressão de custos, etc. O primeiro fator de encerramento da empresa, segundo o SEBRAE, é muito comum e acontece com frequência, pois os empresários não têm o hábito de planejar e estabelecer metas para serem atingidas. Além disso, não dedicam tempo para um levantamento de dados referentes aos aspectos constituintes da empresa, por falta de preparo técnico do empreendedor ou mesmo por falta de estrutura da empresa para comportar os produtos ou serviços, pois não houve anteriormente planejamento do local mais apropriado para a instalação ou desconhecimento de que investimento inicial iria precisar devido à ausência de um plano financeiro. Assim, o empresário geralmente abre a empresa de “olhos fechados”, sem saber onde vai chegar com a ela. O segundo fator explicativo é que muitos microempresários não reconhecem sua incapacidade de gerir empresas e, por sua vez, não contratam sequer um profissional da área que possa auxiliá-lo nessa atividade de gestão. Esse fato


implica no fechamento da empresa por incompetência administrativa, falta do controle do fluxo de caixa e/ou falta de atenção para com as necessidades dos clientes, e, segundo SEBRAE, “a falta de dedicação exclusiva do proprietário à condução da empresa é um fator importante, principalmente, no primeiro ano de atividade da mesma”. O terceiro fator está ligado aos problemas pessoais do proprietário, o que pode acarretar para a empresa muitos problemas podendo gerar um desequilíbrio financeiro. “Nas MPEs, a figura da empresa se confunde muito com o dono da empresa. Qualquer problema pessoal mais forte com o dono da empresa (ou com seus sócios) pode ser determinante para o futuro da mesma” (SEBRAE).

2. Informação (I) Informação é todo dado coletado e que depois de ser dotado de relevância e propósito transforma-se em algo útil para a tomada de decisão. Quando trata de informação a vê com uma visão holística, acrescentando que quem dota os dados de relevância e propósito são os seres humanos, através de análise e interpretação (BIO, 1996). Do ponto de vista de Padoveze (1996, p.34) “A informação deve ser desejada, para ser necessária. Para ser necessária, deve ser útil”. Do mesmo modo Stair (1998, p.5) afirma que “o valor da informação esta diretamente ligada á maneira como ela ajuda os tomadores de decisão a atingirem as metas”. A informação portanto não tem valor intrínseco. Seu valor é determinado por aqueles que dela necessitam. O propósito básico da informação é o de habilitar a empresa a alcançar seus objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis e a eficiência na utilização do recurso da informação é medida pela relação do custo para obtê-la e o valor do benefício do seu uso. Outro aspecto importante que diz respeito ao valor da informação esta ligado á quantidade de informações repassadas. “Em geral, um sistema de informações pode gerar uma quantidade considerável de informações. O excesso de informação é tão prejudicial quanto á falta das mesmas se não houver um tratamento adequado” (ROSA e VOESE, 2008).


Também é muito importante a oportunidade e a prioridade da informação. Uma informação produzida que não seja transmitida a tempo, perde seu sentido. Sua capacidade de reduzir incertezas esta ligada com a oportunidade de sua distribuição, assim como a identificação das prioridades que é a base para seu sucesso. As pequenas empresas usam as informações contábeis para darem apoio às suas metas. O uso bem sucedido destas informações contábeis envolve a identificação de áreas decisivas para o sucesso, empenho para melhorar a produtividade, ênfase ao aperfeiçoamento contínuo e desenvolvimento de sistemas que podem oferecer vantagem competitiva. Os fatores críticos de sucesso podem ser definidos como os fatores-chave críticos para o sucesso de uma organização. Uma vez identificados os fatores críticos de sucesso, os processo que tem impacto sobre eles podem ser avaliados, juntamente com quaisquer informações que sejam parte do processo. As informações devem ser coletadas, armazenadas e processadas de forma operacional, isto significa que todos os que trabalham com a informação contábil devem saber e sentir que estão operando com dados reais, significativos, práticos e objetivos, conseguidos, armazenados e processados de forma prática e objetiva.

2.1. Sistemas (s) De acordo com Batista (2006), “Sistema pode ser o conjunto estruturado ou ordenado de partes ou elementos que se mantêm em interação, ou seja, em ação recíproca, na busca da consecução de um ou de vários objetivos.” Assim um sistema se caracteriza, sobretudo, pela influência que cada componente exerce sobre os demais e pela união de todos (globalismo ou totalidade), para gerar resultados que levam ao objetivo esperado. De maneira mais sucinta, podemos definir sistema como o conjunto de elementos interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo. Existem diversos tipos de sistemas, os do ponto de vista empresarial, que vamos abordar, podem ser classificados de acordo sua forma de utilização e o tipo de retorno dado ao processo de tomada de decisão.


Sendo assim podemos definir como sistemas empresariais básicos, todos aqueles utilizados para realizar as tarefas rotineiras da empresa, essenciais para conduzi-las. Atendendo o nível mais elementar da empresa, aumentando o controle das atividades diárias. Esses sistemas são responsáveis pelo próprio funcionamento da organização, pois implementam as transações que desenvolve a sua atividade.

2.2. Sistema de Informação (SI) Um sistema de informações é definido por Nunes (2009) como “um conjunto de elementos, relacionados entre si, atuando num determinado ambiente com a finalidade de alcançar objetivos comuns e, com capacidade de auto controle”. De igual modo, Padoveze (2008, p.46) define o sistema de informações contábeis como sendo um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma seqüência lógica para o processamento de dados e tradução em informações, possibilitando ás organizações o cumprimento de seus objetivos principais. Pode-se afirmar que uma empresa se torna mais dinâmica, mais agressiva e mais atuante do que outras à medida que possua melhores sistemas de informações e, evidentemente, pessoal de alta e média administração, capacitado e motivado a se utilizar destas informações para as suas tomadas de decisões (CASSARRO, 2003, p. 26). Com a dinâmica verificada nos relacionamentos comerciais, provocadas por invenções de máquinas e ferramentas, novos processos industriais e gerenciais, novos meios de comunicação e de transportes, modificações culturais, a informação contábil,

derivada

e

influenciada,

também

aumentou

sua

abrangência

e

necessidades a atender. De acordo com Brien (2004, p. 18) os sistemas de informação fornecem a uma organização apoio às operações, à tomada de decisão gerencial e a obtenção de vantagem estratégica. É de grande importância o sistema de informação, principalmente para tomada de decisão, de curto, médio e longo prazo. Segundo Laudon (2001, p. 44):


Os sistemas de informação podem ajudar as empresas a alcançar suas metas de qualidade, ajudando-as a simplificar produtos ou processos, atingindo padrões de benchmarking, fazendo melhorias baseadas em solicitações de clientes, reduzindo tempo de ciclo e aumento a qualidade e a precisão de projeto e de produção.

É importantíssimo um bom sistema de informação, para auxiliar os gestores à alcançar qualidade dos produtos e serviços. Entretanto, segundo algumas pesquisas, a maioria dos escritórios de contabilidade, não possui a sua disposição um sistema de informação contábil estruturado para fornecer a empresários que procuram auxílio na gestão de seus empreendimentos a base informacional necessária para a tomada de decisão (LÓPES, 2010).

2.3. Sistema de informação gerencial (SIG) Sistema de Informação Gerencial (SIG) é o processo de transformação de dados em informações que são utilizadas na estrutura decisória da empresa, proporcionando, ainda, a sustentação administrativa para otimizar os resultados esperados (OLIVEIRA, 1993, p. 39). Este é um sistema planejado para colher, processar e armazenar e disseminar informação, de modo a permitir a tomada de decisões eficazes pelos gerentes envolvidos. O sistema de informação ocupa um papel importante no desempenho dos gerentes, principalmente nas tarefas de planejamento e de controle. Sob o aspecto específico de controle, o SIG deve proporcionar informação oportuna e relevante para que os gerentes possam fazer uso do controle antecipado em relação à ação, permitindo à organização uma vantagem competitiva quanto a seus concorrentes. Como a empresa precisa de informações precisas e confiáveis para tomada de decisão, a busca de mecanismos que auxiliem os profissionais a definirem a melhor maneira de estudar as informações é de fundamental importância para os proprietários e administradores de empresas (BATISTA, 2006, p. 20).

2.4. Sistema de Informação Contábil (SIC) De maneira simplista, um sistema de informação contábil visa, através da correta utilização de seus recursos e de um processo de entrada, saída e feedback,


transformar dados em informações e, posteriormente, em conhecimento (LÓPES, 2010). Segundo Lopes (2010), o sistema de informações contábeis deve incluir todas as áreas que forneçam dados passíveis de registro pela contabilidade, pois somente assim o sistema irá produzir informações abrangentes sobre o fenômeno patrimonial que realmente contribuam para o alcance da eficácia. A coleta destes dados pode ser feita através de visitas periódicas às empresas ou por meio eletrônico. Uma informação originada no SIC pode contribuir para o processo decisório quando evidencia dados financeiros e operacionais sobre atividades, processos, unidades operacionais, produtos, serviços e clientes da empresa, por exemplo, o custo calculado de um produto, de uma atividade ou de um departamento relativo a um período de tempo recente. Segundo Magalhães (2000, p. 35): Para que as informações contábeis sejam utilizadas no processo de administração, é necessário que seja desejável e útil aos responsáveis pela administração da entidade. Diante desses pressupostos básicos, para que a informação contábil seja útil a ação administrativa e torne-se um instrumento gerencial, é mister a construção de um Sistema de Informação Gerencial. Em outras palavras, é possível fazer Contabilidade Gerencial, dentro de uma empresa, desde que se construa um Sistema de Informação Contábil.

Em muitos aspectos, a contabilidade em si é um sistema de informações. Ela é um processo comunicativo que coleta, armazena, processa e distribui informações para os que precisam delas. Sistema de informações contábeis (SIC) é o subsistema de informações dentro de uma organização que acumula informações de vários subsistemas da entidade e comunica-se ao subsistema de processamento de informações. O subsistema de processamento de informações pode ser um departamento separado na entidade organizacional, responsável pelo equipamento e pelos programas de computação (MOSCOVE, 2002, p. 24). O SIC tradicionalmente se concentrava na coleta, no processamento e no fornecimento de informações de cunho financeiro para partes externas à companhia (investidores, credores e órgãos de receitas) e partes internas. Entretanto, atualmente este sistema de informações está interessado tanto em dados financeiros como não financeiros. Cada área funcional da organização, como marketing, produção, finanças e recursos humanos, mantém um subsistema de


informações separado. Todas essas informações são canalizadas para a função de processamento de informações da entidade. De acordo com Moscove (2002), o SIC é hoje, um sistema de informação que cobre a empresa, focalizando os processos de negócio. A visão do SIC como um sistema de informações para toda a empresa considera as ligações entre os sistemas de informações gerenciais e a contabilidade. O objetivo de um Sistema de Informação Contábil é prover informações financeiras e não financeiras aos diversos usuários e servir como peça fundamental do Sistema de Informação Gerencial (SIG) da empresa, segundo Riccio e Padoveze (1998, p. 115). As premissas conceituais da contabilidade ainda não alcançaram em sua plenitude uma base teórica constituída, diferentes variáveis e hipóteses referentes à mensuração, de forma objetiva, de fatos patrimoniais que proporcionem informações não financeiras. Estas informações evidenciam fatores físicos, como quantidade e qualidade dos funcionários, quantidades e aspectos estratégicos dos estoques, benefícios da terceirização de processos, entre outras.

3. Analise Para que um bom sistema de informações funcione de forma satisfatória é importante à existência de um banco de dados, para atender as necessidades. Pode-se dizer que, informação é o dado trabalhado que permite ao gestor tomar decisões. “A informação seria o resultado da análise da capacidade de produção, custo de venda de produtos, produtividade dos funcionários, ou seja, informação é o produto do estudo dos dados existentes na organização, devidamente registrados e organizados, para transmitir conhecimentos necessários, correspondendo à matériaprima para o processo de tomada de decisão” (ROSA e VOESE, 2008). Ao serem utilizadas pelos gestores, podem afetar ou modificar o comportamento existente na empresa,

bem

como

o

relacionamento

entre

as

suas

várias

unidades

organizacionais. “A informação sempre foi instrumento essencial em qualquer atividade humana. No entanto, quando se vive em uma economia globalizada, na qual o nível de concorrência é cada vez mais acirrado e complexo, e considerando-se a sofisticação a que o homem chegou nas comunicações, o estar correto e


oportunamente informado é a única possibilidade de manter-se de pé e crescer de acordo com os objetivos estabelecidos”(ROSA e VOESE, 2008). As informações contábeis devem incluir todas as áreas que forneçam dados passíveis de registro pela contabilidade, pois somente assim o sistema irá produzir informações abrangentes sobre o fenômeno patrimonial que realmente contribuam para o alcance da eficácia. As pequenas empresas usam as informações contábeis para darem apoio às suas metas. O uso bem sucedido destas informações contábeis envolve a identificação de áreas decisivas para o sucesso, empenho para melhorar a produtividade, ênfase ao aperfeiçoamento contínuo e desenvolvimento de sistemas que podem oferecer vantagem competitiva. Os fatores críticos de sucesso podem ser definidos como os fatores-chave críticos para o sucesso de uma organização. Uma vez identificados os fatores críticos de sucesso, os processo que tem impacto sobre eles podem ser avaliados, juntamente com quaisquer informações que sejam parte do processo. O estudo baseou se nas pesquisas bibliográficas, qualitativa sobre A Importância do Sistema de Informação Contábil para tomada de decisão das Pequenas Empresas. RESUMO DAS EVIDÊNCIAS DAS PESQUISAS. PROPOSTO

CONSEGUIDO

Objetivo Geral: mostrar o Sistema

Com o presente estudo, tentei

de Informação Contábil e o seu papel mostrar como que o SIC poderia ser um como ferramenta na tomada de decisão auxiliador para tomada de decisão nas das pequenas empresas.

pequenas empresas. SIC é hoje, um sistema de informação que cobre a empresa, focalizando os processos de negócio. O objetivo de um Sistema de Informação Contábil é prover informações financeiras e não financeiras aos diversos usuários e servir como peça fundamental do Sistema de Informação Gerencial (SIG) das empresas.


Objetivos Específicos 1. Identificar

quais

1. Conforme os autores pesquisados, são

as

deve incluir todas as áreas que

informações necessárias para

forneçam

tomada

registro pela contabilidade, pois

de

decisão

das

pequenas empresas. 2. Verificar o grau de qualidade na

geração

de

informação

somente

dados

assim

passíveis

o

sistema

de

irá

produzir informações abrangentes sobre o fenômeno patrimonial que

para tomada de decisão nas

realmente

contribuam

para

pequenas empresas.

alcance da tomada de decisão.

o

2. É de suma importante no que diz respeito ao valor da informação, está estar ligado á quantidade de informações repassadas. Em geral, um sistema de informações pode gerar uma quantidade considerável de informações para que possa tomar decisões mais confiáveis. Sua

capacidade

incertezas

esta

de ligada

reduzir com

a

oportunidade de sua distribuição, assim como a identificação das prioridades que é a base para seu sucesso.

4. Considerações Finais O trabalho apresentado procurou contribuir para a importância do Sistema de Informação Contábil na gestão empresarial de pequenas empresas, uma vez que hoje, a informação tem um valor altamente significativo e pode representar grande poder para quem a possui. Através desse trabalho, bem como na oportunidade obtida para adquirir mais conhecimentos diante da pesquisa bibliográfica realizada buscou-se transmitir aos seus leitores que os Sistemas de Informações Contábil, estão presentes de forma


efetiva nas pequenas empresas, de certa forma, esses sistemas já se tornaram indispensáveis na gestão da organização. Foram vistos os conceitos de Sistemas de Informação de uma forma mais generalizada, onde se buscou expor de forma simples as finalidades e utilidades dos Sistemas de Informação dentro das organizações, assim como seu auxílio às decisões gerenciais. Deu-se ênfase no Sistema de Informação Contábil (SIC), tendo em vista que este gera informações utilizadas por vários setores das pequenas empresas e ao mesmo tempo se utiliza de informações vindas de outros departamentos, numa troca simultânea de informações, que leva ao melhor andamento administrativo da empresa. O Sistema de Informação Contábil/Gerencial representa hoje uma ferramenta importantíssima na tomada de decisão, cuja sua ausência pode incutir em informações lentas, imprecisas e de difícil acesso, num momento em que o mundo está cada vez mais ágil e flexível.

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DE

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