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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE CURSO DE CIÊNCIAS CONTABÉIS

GEISA SACERDOTE DA SILVA

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE GERENCIAL: UMA ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO NAS EMPRESAS DO MUNICÍPIO DE PLANALTO-BA

VITÓRIA DA CONQUISTA-BA 2017


GEISA SACERDOTE DA SILVA

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE GERENCIAL: UMA ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO NAS EMPRESAS DO MUNICÍPIO DE PLANALTO-BA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para obtenção de titulo de bacharel em Ciências Contábeis à Faculdade Independente do Nordeste. Orientador: Prof. Msc. Josenaldo de Souza Alves

VITÓRIA DA CONQUISTA-BA 2017


GEISA SACERDOTE DA SILVA

FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE GERENCIAL: UMA ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO NAS EMPRESAS DO MUNICÍPIO DE PLANALTO-BA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel.

Aprovado em ____/____/____

Banca Examinadora:

Prof. Msc. Josenaldo de Souza Alves Orientador

Prof. __________________________ 2º membro

Prof. __________________________ 3º membro


FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE CONTROLE GERENCIAL: UMA ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO NAS EMPRESAS DO MUNICÍPIO DE PLANALTO-BA Geisa Sacerdote da Silva¹ Josenaldo de Souza Alves²

RESUMO Este trabalho teve objetivo verificar se as empresas utilizam o fluxo de caixa, como ferramenta da contabilidade gerencial, na tomada de decisão. Este estudo constitui uma pesquisa de campo realizada através da aplicação de questionário que busca identificar se há utilização do Fluxo de Caixa na tomada de decisão nas empresas comercias e prestadoras de serviço em Planalto – BA. Essa pesquisa é de natureza qualitativa-quantitativa e constitui uma pesquisa exploratória. Foi possível observar que a maioria das empresas pesquisadas possuem um controle de fluxo de caixa e elas têm a consciência da tamanha importância dessa ferramenta para o direcionamento correto de decisões. Conclui-se que esta ferramenta é de grande relevância para os proprietários e administradores, pois ela indica antecipadamente o valor necessário para cobrir os compromissos da empresa e assim poderem sondar o volume das possíveis receitas e despesas. Palavras-chave: Gestão do Fluxo de Caixa. Fluxo de Caixa nas empresas. Contabilidade Gerencial. ABSTRACT This work had the objective to verify if the companies use the cash flow, as tool of the managerial accounting, in the decision making. This study constitutes a field research carried out through the application of a questionnaire that seeks to identify if there is use of Cash Flow in the decision making in the commercial companies and service providers in Planalto - BA. This research is qualitative-quantitative in nature and constitutes an exploratory research. It was possible to observe that most of the companies surveyed have a cash flow control and they are aware of the importance of this tool to the correct direction of decisions. It is concluded that this tool is of great relevance to the owners and administrators, since it indicates in advance the value necessary to cover the company's commitments and thus be able to probe the volume of possible revenues and expenses. Keywords: Cash Flow Management. Cash Flow in companies. Management accounting.

¹ Discente do Curso de Ciências Contábeis pela Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR; email: geisinha24@msn.com ²Orientador. Professor do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR; e-mail: josenaldo1@yahoo.com.br.


1 INTRODUÇÃO

No decorrer das últimas décadas, o espaço em que as empresas operam tornou-se mais competitivo, com o crescimento dos clientes, o desenvolvimento da economia global, a rápida mudança na tecnologia e a pressão do retorno econômico, efeitos esses que devido a essas mudanças os administradores tiveram que encontrar novas maneiras para administrar seus negócios (ATRIL; MCLANEY, 2012). Diante deste cenário, os gestores das empresas passaram a identificar minuciosamente os devidos erros que venham acontecer nas entidades. Na finalidade de reduzi-los, é necessário que os desacertos sejam resolvidos de forma rápida e eficaz. Desta forma, é fundamental a utilização do fluxo de caixa, uma ferramenta da contabilidade gerencial, para a administração terem dados qualificados para executar em suas atividades e tomarem decisões seguras. Assim tratando da Contabilidade Gerencial, Atkinson (2015), relata sobre este conceito, como o fornecimento de informações relevantes, financeiras e não financeiras para os gerentes ou funcionários; para tomada de decisões, avaliação, alocação de recursos, entre outros. Garrison; Noreen; Brewer (2013), também tratam sobre a contabilidade gerencial em que atende às necessidades dos gestores dentro da própria organização, enfatiza as decisões que afetam o futuro, a relevância, o fazer as coisas em tempo hábil e a necessidade de dados. Portanto, Zdanowicz (2002, p.23) trata o conceito como um instrumento que relaciona o futuro conjunto de ingressos e desembolsos de recursos financeiros pela empresa [...] em determinado momento, prognosticando se haverá excedentes ou escassez de caixa. Desta maneira, o interesse pelo estudo sobre a utilização do fluxo de caixa, justifica se pela importância que o efeito desta tem no controle de entradas e saídas, e no direcionamento correto do processo decisório através de informações fidedignas e tempestivas a fim de orientar os gestores na tomada de decisão. Todavia, a busca e a curiosidade pelo conhecimento mais aprofundado acerca do assunto se devem, pois, no Brasil ainda é recente a utilização da ferramenta fluxo

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de caixa por parte das empresas e poucas entidades utilizam as informações gerenciais e outras não tem o conhecimento desta ferramenta. Diante do exposto, surge a seguinte questão: As empresas comercias e as prestadoras de serviços de Planalto - BA utilizam o fluxo de caixa, na tomada de decisão? A partir da questão citada, este estudo verificou se as empresas utilizam a ferramenta fluxo de caixa no controle e no momento da tomada de decisão, pois pressupõe-se que os gestores utilizam pouco ou não utilizam as informações da contabilidade gerencial.

2 OBJETIVOS

1.1.1. Objetivo geral Verifiquei se as empresas utilizam o fluxo de caixa como ferramenta da contabilidade gerencial, na tomada de decisão.

1.1.2. Objetivo específico 

Estudei se as empresas utilizam o Fluxo de Caixa como ferramenta

gerencial; 

Elaborei e apliquei questionário com as empresas de Planalto-BA;

Tabulei os dados coletados através da aplicação do questionário;

Analisei os resultados obtidos.

3 METODOLOGIA

Este estudo constituiu uma pesquisa de campo realizada através da aplicação de questionário contendo sete questões, sendo duas sobre as características da empresa e cinco sobre o controle financeiro, que buscam identificar se há utilização do Fluxo de Caixa na tomada de decisão nas empresas comercias e prestadoras de serviço em Planalto – BA. Essa pesquisa é de natureza qualitativa-quantitativa e tem como base de metodologia da pesquisa exploratória, que busca através de descrições precisas 6


verificar as relações existentes entre os elementos analisados. (CERVO; BERVIAN, 2002).

3.3 ESTRUTURA DO TRABALHO

O artigo está organizado em dois capítulos e quatro subcapítulos, que abordam temas relacionados ao Fluxo de Caixa para facilitar a compreensão dos leitores. No primeiro capítulo será tratada a definição do fluxo de caixa. No capítulo posterior, será tratada a análise dos resultados da pesquisa. Os subcapítulos serão tratados o objetivo, os fatores que afetam o fluxo de caixa, a elaboração e o modelo do fluxo de caixa. Por fim, a implantação do fluxo de caixa.

3.2 FLUXO DE CAIXA: ASPECTOS CONCEITUAIS De acordo com Santos (2001, p.57) o fluxo de caixa trata das “atividades que consiste em estimar a evolução dos saldos de caixa da empresa [...] e abrange as atividades de planejamento e controle”. Silva (2016, p.37) trata o conceito do fluxo de caixa, sendo: Uma ferramenta que controla a movimentação financeira (as entradas e saídas de recursos financeiros) de uma empresa, em um período determinado. [...] é um recurso fundamental para os gestores saberem com precisão qual a situação financeira da empresa e, com base no resultado, decidir os caminhos a seguir, ou seja: É o principal instrumento da gestão financeira que planeja, controla e analisa as receitas, as despesas e os investimentos, considerando determinado período projetado.

Zdanowicz (2002, p.23) também expõe que o fluxo de caixa pode ser conceituado como o instrumento utilizado pelo administrador financeiro para gerar prognostico se haverá excedentes ou escassez de caixa, em função do nível desejado pela empresa. Em relação ao tempo, ele pode ser elaborado como: curto prazo para atender as finalidades da empresa e longo prazo para fins de investimento para itens do ativo permanente. Para o CPC 03, é necessário que os administradores saibam as necessidades das informações do fluxo de caixa: 7


As informações sobre os fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa e possibilitam aos usuários desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor presente dos fluxos de caixa futuros de diferentes entidades.

O termo fluxo de caixa é também denominado como cash flow, mas outras denominações também são utilizadas: orçamento de caixa, fluxo de recursos financeiros, fluxo de capitais, fluxo monetário e movimento de caixa. (ZDANOWICZ, 2002, p. 25). Contudo, para se caracterizar como fluxo de caixa, é necessário conhecer quais são os tipos de recursos que, normalmente, ingressam no caixa e de que forma eles são desembolsados. Principais ingressos no caixa são: vendas à vista, recebimento de vendas a prazo, aumentos de capital social, vendas de itens do ativo imobilizado, receitas de aluguéis, empréstimos etc. Os desembolsos são: financiar o ciclo operacional da empresa, amortização os empréstimos ou financiamentos, investir em ativo permanente etc. (ZDANOWICZ, 2002, p. 26). Neste sentido, o fluxo de caixa é uma ferramenta que apresenta muitas informações a respeito da vida econômica da empresa, podendo controlar suas atividades e auxiliar o gestor na tomada de decisões mais precisas de investimentos futuros.

3.3 OBJETIVO

Conforme Silva (2016, p.52), o objetivo do fluxo de caixa é a visão geral de todas as atividades (entradas e saídas) diárias, do grupo do ativo circulante. Assim, há uma visão das disponibilidades, representando o grau de liquidez da empresa. “O fluxo de caixa é um instrumento de planejamento financeiro [...] capaz de traduzir em valores e datas os diversos dados gerados pelos demais sistemas de informação da empresa.” (SANTOS, 2001, p. 57). Zdanowicz (2002, p.24) também aborda sobre outros objetivos do fluxo de caixa, como:  Planejar e controlar os recursos financeiros da empresa, em termos de ingressos e desembolsos de caixa, através das informações constantes nas projeções de vendas, produção e despesas operacionais, assim como de dados relativos aos índices de atividades: prazos médios de rotação de estoques, de valores e de valores a pagar;

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 Saldar as obrigações da empresa na data do vencimento;  Buscar o perfeito equilíbrio entre ingressos e desembolsos de caixa da empresa;  Analisar as fontes de credito que oferecem empréstimos menos onerosos, em caso de necessidade de recursos pela empresa.

Portanto, “um dos principais objetivos do fluxo de caixa é aperfeiçoar a aplicação de recursos próprios e de terceiros nas atividades mais rentáveis pela empresa.” (ZDANOWICZ, 2002, p.42).

3.4 FATORES QUE AFETAM O FLUXO DE CAIXA

Verificam-se diversos aspectos que podem afetar o fluxo de caixa, são os fatores internos e externos, Silva (2016, p.40) “relata que esses aspectos podem ocasionar diferenças acentuadas entre o previsto e o realizado, comprometendo a eficácia do sistema, bem como a sua liquidez.” Fatores internos:      

Inexistência de um sistema de cobrança; Compras desnecessárias; Diferença entre o prazo de contas a pagar e a receber; Uso inadequado do capital de terceiro; Distribuição de lucro indevido; Elevado custo financeiro.

Fatores externos:      

Inflação e aumento da taxa de juros; Diminuição das vendas; Novos concorrentes; Aumento de impostos e carga tributária; Aumento de inadimplência; Diminuição de novos contratos e clientes. (SILVA, 2016).

Diante dos fatores abordados, torna-se fundamental o planejamento do fluxo de caixa, pois medidas preventivas são tomadas para evitar que os aspectos internos e externos venham afetar a entidade.

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3.5 ELABORAÇÃO E MODELO DO FLUXO DE CAIXA “Elabora-se o fluxo de caixa a partir das informações recebidas dos diversos departamentos, setores, seções da empresa, de acordo com o cronograma anual, mensal ou diário de ingressos e desembolsos.” (ZDANOWICZ, 2002, p. 129). As informações enviadas para o fluxo de caixa devem ter seriedade e confiabilidade dos dados, elas são transmitidas através do administrador financeiro e normalmente originam dos departamentos de vendas, compras, RH, estoque, cobrança, entre outras. Porém, para obter resultados positivos, é necessário que a empresa atenda alguns aspectos, como: controlar o caixa, ter liquidez, comprometer o mínimo do caixa e maximização do lucro. (SILVA, 2016). Desta maneira, para obter uma visão ampla das informações que deve conter no fluxo de caixa, a seguir na Figura 1, está posto o fluxograma do fluxo de caixa.

Figura 1: Fluxograma dos elementos do fluxo de caixa. Fonte: ZDANOWICZ, 2002; p.130.

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Conforme abordado, o fluxo de caixa é construído através de todas as informações de entradas e saídas de caixa da empresa. Ele pode ser diário, semanais, mensais ou anuais, porém, recomenda-se que o planejamento seja diário para assim, ter um controle eficaz e informações fidedignas. A Tabela 1 apresenta um modelo de Fluxo de Caixa adequado à utilização.

Tabela 1: Apresentação do modelo de Fluxo de Caixa

Fonte: Adaptado de Zdanowicz, 2002.

Os valores, recebidos e pagos, deverão ser descriminados detalhadamente, para assim, melhor se obter o controle das transações financeiras. No modelo esboçado a seguir, é abordado três colunas, o dos valores projetados, realizados e 11


defasagens positivas ou negativas. Os itens principais são: o ingresso é as entradas no caixa; os desembolsos são as saídas; diferença do período é a apuração; o saldo inicial de caixa é o saldo anterior; disponibilidade acumulada é o resultado da diferença do período apurada, mais o saldo inicial de caixa; nível desejado de caixa é a projeção disponível para o período seguinte; empréstimos ou aplicações de recursos financeiros a partir das disponibilidades deve-se saber qual decisão seguir, o de empréstimos ou aplicações; amortizações ou regastes das aplicações e saldo final é o nível desejado de caixa. (ZDANOWICZ, 2002).

3.6 REQUISITOS PARA IMPLANTAÇÃO

A implantação do fluxo de caixa estrutura a unidade monetária em dois itens: o planejamento de ingresso e o planejamento de desembolso, subdivididos em fluxo operacional e fluxo extra operacional, sendo assim, o ciclo operacional compõem-se de itens da atividade fim da empresa, os ingressos são: vendas à vista, recebimento, descontos etc., e os desembolsos são: matéria-prima a vista e a prazo, salários custos indiretos, despesas administrativas etc., já o ciclo extra operacional compreende os ingressos e desembolso que não estão relacionados à atividade principal da empresa, são eles: imobilizados, vendas de itens do ativo permanente, receitas financeira, alugueis, amortizações etc. (ZDANOWICZ, 2002). Sendo assim, Silva; Ferreira (2007, p. 4), apontam os requisitos para a implantação do fluxo de caixa.  Apoio de cúpula diretiva da empresa;  Organização de estrutura funcional da empresa com definição clara dos níveis de responsabilidade de cada área;  Integração dos diversos setores e ou departamento da empresa ao sistema do fluxo de caixa;  Definição do sistema de informações quanto à qualidade e aos funcionários a serem utilizados, calendários de entrega dos dados (periodicidade) e os responsáveis pela elaboração das diversas projeções;  Treinamento do pessoal envolvido para implantar o fluxo de caixa no caixa da empresa;  Criação de um manual de operações financeiras;  Comprometimento dos responsáveis pelas diversas áreas, no sentido de alcançar os objetivos e as metas propostos no fluxo de caixa;

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 Utilização do fluxo de caixa para avaliar com antecedência os efeitos da tomada de decisões que tenham impacto financeiro na empresa;  Fluxograma das atividades na empresa, ou seja, definir as atividades fins.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

A pesquisa foi realizada no ambiente empresarial do Município de Planalto-BA, através de questionário aplicado para sócio, administrador ou gerente financeiro, nele se buscou identificar se as empresas utilizam o fluxo de caixa para o controle financeiro dessas empresas. O questionário foi aplicado com uma amostra de 12 empresas, considerada as maiores desse município. Primeiramente, foram dirigidas duas perguntas sobre as características da empresa e posteriormente cinco perguntas sobre o controle financeiro. Como mostra a Figura 2, em relação ao ramo da atividade empresarial, 92% é comércio, em que a economia do município esta centrada nesta atividade e 8% é serviço. Não foi possível pesquisar nenhuma empresa com o ramo da indústria, pela ausência desta na cidade, porém isso reflete negativamente na geração de emprego para as pessoas economicamente ativa do município e impede o crescimento do fluxo de capital da mesma.

Figura 2: Atividade da empresa. Fonte: Autor da pesquisa.

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Ainda na primeira etapa, foi verificada a classificação do faturamento anual das entidades, sendo que, de acordo com a Figura 3, as Microempresas - ME representam 92% da amostra e apenas 18% da amostra trata-se de empresa classificadas como Microempreendedor Individual – MEI e Empresa de Pequeno Porte – EPP.

Figura 3: Classificação da empresa. Fonte: Autor da pesquisa.

Já na segunda fase da pesquisa, observa-se através da questão do gráfico na Figura 4, que todas as empresas pesquisadas têm o controle do recebimento e pagamento. Desta forma, verifica-se que os proprietários e administradores estão dando a real importância no gerenciamento adequado para a entidade, acarretando em um controle minucioso e possibilitando a identificação de falhas e despesas desnecessárias.

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Figura 4: Controle de recebimento e pagamento. Fonte: Autor da pesquisa.

Observa-se no gráfico da Figura 5, que 67% das empresas são totalmente informatizadas, com sistema integrado, 33% parcialmente informatizada e nenhuma empresa trabalha com fichas manuscritas. Portanto, para obter uma excelente gestão, as empresas devem informatizar a mesma. Impactando assim, um controle mais rigoroso, economia de tempo e relatórios precisos.

Figura 5: Informação sistema gerencial. Fonte: Autor da pesquisa.

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Conforme Zdanowicz (2002, p. 127), sabe-se que com uma ferramenta “o administrador financeiro estará apto a planejar com a devida antecedência, [...] e é de vital importância para a eficácia econômico-financeira e gerencial das empresas.” É nessas palavras que se considera relevante adotar uma ferramenta de planejamento de controle na entidade. Diante dos dados expostos no gráfico da Figura 6, 92% das empresas consultadas adotam ferramenta e apenas 8% não possui a mesma, por algum motivo particular. Pode se dizer que o mundo se encontrar mais globalizado, ainda assim, existem empresas que não adere a algum tipo de ferramenta de planejamento financeiro e a inexistência desta ferramenta nas empresas de Planalto-BA possibilita a incapacidade de determinar metas financeiras de curto e longo prazo, ausência da segurança dos dados, informações infiéis etc.

Figura 6: Informação da evolução da empresa. Fonte: Autor da pesquisa.

A informação apresentada no gráfico da Figura 7 constata-se que 100% dos administradores conhecem o Fluxo de Caixa, porém, 83% das empresas adotam essa ferramenta para a tomada de decisão e apenas 17% não utiliza o fluxo de caixa como gerenciamento, mas não busca inclui-lo. Considera-se valoroso esse dado, pois é neste resultado que se apresenta o índice da utilização do fluxo de caixa 16


pelas empresas. Contudo, a inexistência pelo conhecimento e a não utilização deste sistema, impacta negativamente na correta tomada de decisão.

Figura 7: Grau de conhecimento do Fluxo de Caixa. Fonte: Autor da pesquisa.

Santos (2001, p. 57) considera o fluxo de caixa importante porque ele tem a finalidade de “informar a capacidade que a empresa tem para liquidar seus compromissos financeiros [...], planejar a contratação de empréstimos [...], maximizar o rendimento e avaliar os impactos financeiros.” Com isso, na Figura 8, observa-se no gráfico que somente 17% consideram importante e 83% acham muito importante o fluxo de caixa no processo decisório.

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Figura 8: Grau de importância do Fluxo de Caixa. Fonte: Autor da pesquisa.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pôde-se identificar, neste estudo que o Fluxo de caixa é um instrumento utilizado nas entidades, que planeja as entradas e saídas do caixa, com a finalidade de controlar e auxiliar o líder na tomada de decisão adequada. Desta forma, foi surpreendente o resultado alcançado, em que apresentou mais de 80% das empresas aderem essa ferramenta para o controle da entidade, pois, sabe-se que para manter a sobrevivência de uma empresa é necessário o controle de pagamento e recebimento da mesma. Portanto, com os principais resultados abordados demonstraram que os objetivos gerais e específicos foram alcançados, onde os proprietários e administradores desenvolvem as atividades do fluxo de caixa nas entidades para assim, obterem as informações geradas para tomarem as decisões correta. Com o termino deste estudo, conclui-se que esta ferramenta é de grande relevância para os proprietários e administradores, pois ela indica antecipadamente o valor necessário para cobrir os compromissos da empresa e assim poderem sondar o volume das possíveis receitas e despesas.

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6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ATKINSON, A. A.; KAPLAN, R. S.; YOUNG, S. M.; MATSUMURA, E. M. Contabilidade Gerencial: informação para tomada de decisão e execução da estratégica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 448 p. ATRILL, P.; MCLANEY, E. Contabilidade Gerencial para tomada de decisão. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. 544 p. CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 176 p. CFC- Conselho Federal de Contabilidade: Comitê de Pronunciamento Contábeis 03. Demonstração

dos

Fluxos

de

Caixa.

Disponível

em:

<http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/183_CPC_03_R2_rev%2004.pdf>. Acesso em: 24 nov. 2017. GARRISON, R. H.; NOREEN, E. W.; BREWER, P. C. Contabilidade Gerencial. 14. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. 751 p. GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2010. 200 p. SILVA, J. B. da.; FERREIRA, A. A importância do Fluxo de Caixa como ferramenta fundamental na média e pequena empresa. Revista Científica eletrônica de administração. São Paulo: FAEF, ano VII, n. 12. Semestral. ISSN: 1676-6822, 2007. SANTOS, O. Dos. Administração Financeira da Pequena e Média empresa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 256 p. SILVA, E. C. da. Como administrar o fluxo de caixa das empresas. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2016. 416 p. ZDANOWICZ, J. E. Fluxo de Caixa. 9. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2002. 335 p.

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Geisa sacerdote da silva  

Monografia FAINOR

Geisa sacerdote da silva  

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