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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

DEISSON ALMEIDA LIMA

QUALIDADE NA GESTÃO CONTÁBIL E FINANCEIRA DAS ENTIDADES COOPERATIVAS

VITÓRIA DA CONQUISTA – BA 2017


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DEISSON ALMEIDA LIMA

QUALIDADE NA GESTÃO CONTÁBIL E FINANCEIRA DAS ENTIDADES COOPERATIVAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Independente do Nordeste de Vitória da Conquista – BA. Orientador: prof. Esp. Fabricio Couto

VITÓRIA DA CONQUISTA – BA 2017


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DEISSON ALMEIDA LIMA

QUALIDADE NA GESTÃO CONTÁBIL E FINANCEIRA DAS ENTIDADES COOPERATIVAS

Trabalho de Conclusão de Curso de Ciências Contábeis apresentado a Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel.

Aprovado em ___/___/___

BANCA EXAMINADORA

__________________________________________ Prof. Esp. Fabricio Couto Orientador

__________________________________________ 2° Membro

__________________________________________ 3° Membro


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QUALIDADE NA GESTÃO CONTÁBIL E FINANCEIRA DAS ENTIDADES COOPERATIVAS Deisson Almeida Lima1 Fabricio Couto2 RESUMO O presente artigo teve como principal objetivo identificar os modelos de gestão contábil/financeiro das entidades cooperativas que proporciona uma maneira eficaz de gerenciamento, e seus melhores métodos de se analisar os demonstrativos para embasar a tomada de decisão e as principais diferenças destas organizações das demais empresas comuns. A análise mostrada neste trabalho detectou o quanto é importante manter um controle detalhado gerencial, financeiro e econômico, para desta maneira enquadrar as entidades cooperativas de forma competitiva no mercado atual mesmo sem uma visão capitalista divergentes das empresas em gerais. Palavras-chave: Entidades cooperativas; Modelo de gestão; análise gerencial; cooperativismo. ABSTRACT The main objective of this article was to identify the cooperative-financial / management models of cooperatives that provides an effective way of managing and their best ways of analyzing the statements to support decision-making and the main differences of these organizations. other joint ventures. The analysis showed how important it is to maintain a detailed managerial, financial and economic control, in order to position the cooperative entities in a competitive way in the current market even without a divergent capitalist vision of the companies in general. Keywords: Cooperative entities; Management model; managerial analysis; cooperativism 1 INTRODUÇÃO Desde quando surgiu o modelo cooperativista na Inglaterra no século XIX, que as entidades cooperativas mantem uma crescente no cenário global, de acordo com o portal do cooperativismo, as cooperativas financeiras brasileiras apresentaram crescimento efetivo em 2016 mesmo em um cenário de retração econômica e 1

Graduando do Curso de Ciências Contábeis. Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR). 2017. Email: deisson19@gmail.com 2 Professor Especialista da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR).


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crise política, informações que demonstra o quanto que estas entidades ganham força no mercado atual. Essas organizações são associações de pessoas com interesses comuns que, além de visar à geração do bem estar social dos indivíduos, promove também um crescimento econômico com o objetivo de uma evolução pessoal e social dos cooperados e envolvidos. O modelo das entidades cooperativas surgiu basicamente como uma resposta a um padrão capitalista que visava sempre o lucro sem se quer pensar no bem comum, entretanto, veio às cooperativas com um ideal de união de forças, deixando de lado a necessidade de se submeter aos padrões das organizações empresariais tradicionais, que tinham como objetivo somente o próprio crescimento. Disciplinada pela lei 5.764/71 (Lei das Cooperativas), estas organizações cada vez mais ocupam o seu espaço e a sua importância diante do mercado econômico. As entidades cooperativas têm as suas peculiaridades que se diferenciam das demais entidades empresariais comuns, entres essas diferenças existem aquelas mais especificas relacionadas ao lucro, que mostra que estas empresas são organizações que tem como objetivo principal a prestação de serviço à sociedade e não visa somente um fim lucrativo, vale ressaltar também o número ilimitados de associados, controle democrático com votação através de assembleias ordinárias e extraordinárias, estes são alguns fatores que diversifica das organizações empresariais tradicionais, que na sua maioria tem uma visão capitalista, não existe um sistema democrático nas decisões da empresa e o seu objetivo principal é o lucro. Pode-se notar dentro do ambiente cooperativo a necessidade de um cuidado especial com esta entidade, e a sua importância perante a sociedade, e isso é especificada na própria Constituição Federal que traz em seu artigo 174 § 2º que: “A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo”. Sendo assim a legislação está de acordo com a necessidade de estimular estas entidades, por conta desse contexto, deve-se perceber o quanto é importante buscar o aperfeiçoamento profissional para manter uma qualidade na gestão, tanto contábil quanto financeira dentro dessas organizações. Ao tratar de gestão de qualidade contábil e financeira, as entidades cooperativas têm que ter acima de tudo informações confiáveis e, para isso o papel do profissional contador é fundamental no desenvolvimento operacional dessas organizações já que a contabilidade tem a característica principal de cuidar das variações patrimo-


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niais, informações estas que também é definido por Sá (2000, p. 96) “como a ciência que estuda os fenômenos patrimoniais sob o aspecto do fim aziendal”. As estruturas cooperativas diante do cenário mercadológico a cada dia ganha uma grande força, porém, nem todas as entidades conseguem manter uma qualidade na sua gestão contábil/financeira e no seu funcionamento, seguindo essa linha de raciocínio, as organizações que não seguem as principais ideias cooperativistas, que são; o padrão de qualidade, as normas cooperativistas, os princípios institucionais, são empresas que têm uma grande chance de não evoluir economicamente, o que exatamente surge um problema efetivo diante dessas empresas, como manter uma gestão de qualidade nas cooperativas atuais, e quais as principais ferramentas a serem utilizadas para que essas organizações mantem um crescimento econômico e financeiro de qualidade fazendo frente as demais entidades empresariais comuns? Para solucionar o problema diante da qualidade na gestão contábil e financeira das cooperativas, os aspectos do objetivo geral vai focar em analisar os modelos de gestão praticados pelas cooperativas em geral, fazendo um estudo bibliográfico de como que um bom planejamento pode afetar em uma evolução econômica e financeira para estas organizações, e quais as principais informações contábeis que irão ajudar no crescimentos dessas empresas. De forma mais especifica, as entidades cooperativas necessitam de um controle financeiro e contábil minucioso, obedecendo a legislação cooperativista e a lei que regulamenta estas organizações, o controle das reservas obrigatórias e como irá ocorrer a distribuição das sobras, e as maneiras de planejamentos que vão ajudar na evolução econômica e financeira destas empresas, estes serão os focos abordados.·. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi a descritiva, com procedimentos bibliográfico e documental, de análise quantitativa. A pesquisa utilizou como fonte para a coleta de informações os artigos e livros do tema proposto e sites e portais do cooperativismo, recolhendo informações que irão agregar no decorrer do trabalho. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Origem do cooperativismo


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O modelo cooperativista foi um surgimento associativo de pessoas que buscavam o bem comum, essa união de pessoas foi constituído como um movimento social que ganhou força no período capitalista, tendo seu inicio no século XVIII e XIX na cidade de Rochdale na Inglaterra. No ano de 1844 o inicio da entidade cooperativa se tornou um marco mundial. Segundo Polonio (2004, p. 28) afirma em sua obra “Os 28 tecelões de Rochdale constituíram cooperativas de consumo, com o objetivo de enfrentar a crise industrial da época, oferecendo gêneros de primeira necessidade aos associados, passando posteriormente, ás atividades de produção.” Assim, como até hoje é destacado que as cooperativas não tem uma visão economicamente lucrativa, na sua criação os pensamentos eram exatamente desta forma, a intenção principal destas organizações eram ajudar a sociedade, e manter um bem estar social por meio dos seus produtos ou serviços, no inicio do surgimento destas entidades existia uma gestão diferenciada das demais empresas capitalistas da época, de acordo Polonio (2004, p. 28) “Os preços eram fixados de forma a não produzir lucro. Nas assembleias cada cooperado tinha direito a um voto, independente da participação do capital social, características que predomina até os dias de hoje”. As entidades cooperativas surgiram com um intuito social, com a fundação dos Probos pioneiros de Rochdale houve uma expansão desta ideia cooperativa aos demais países da Europa, os países que ficaram marcado na história além da Inglaterra, foram a França e a Alemanha que teve um inicio não menos importante que o Inglês naquela época, segundo as ideias de Pinho (2004, p.262) “A Sociedade dos Probos desenvolveu-se rapidamente, em grande parte devido a intensa urbanização e à expansão das ferrovias nos países europeus que lideravam a industrialização na Europa”. Desta forma, pode-se afirmar que a grande força na criação das entidades cooperativas foram uniões de pessoas com o mesmo interesse e em busca de um cuidado social com fornecimento dos produtos e serviços da época. Com a evolução das cooperativa foram surgindo novas vertentes após o século XVIII, quando o movimento cooperativista começou a ganhar força com sofisticação de maquinas impulsionando assim a produção e geração de capitais, elevando o nível produtivo e de serviços. contudo era nítido uma evolução social da época, alavancando assim a geração de emprego, aumentava a concorrência com as demais entidades empresariais comuns, causando desta forma uma necessidade de


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controle e gestão destas entidades que vinha em uma crescente efetiva visando sempre o caráter social e não capitalista, assim como destaca Polonio (2004, p. 28): É de se perceber que, desses breves comentários, o caráter social que inspirou o surgimento das cooperativas. Estas não nasceram para fazer frente ao sistema capitalista, mas para reduzir os efeitos perniciosos que este exercia sobre os cidadãos

No Brasil a evolução cooperativista só teve um real inicio após a escravatura, durante do século XIX assim como afirma Pinho (2004 p.13): A história do cooperativismo formal no Brasil começa, de fato, com a fundação da Sociedade Cooperativas Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, em 27 de outubro de 1889, a mais antiga cooperativa que se tem notícia no Brasil. É a primeira iniciativas de trabalhadores livres, logo após a extinção do escravismo, para criar uma espécie de banco sob forma de sociedade anônima, mas prevendo sua expansão em caixa de auxilio e socorro, na reconstrução de casa para alugar ou vender aos sócios, além de outras atividades, muito semelhantes aos termos da Carta de Princípios divulgadas pelos pioneiros de Rochdale quando fundaram as cooperativa de consumo, mas que nunca passou de um grande ideal.

2.2 Legislação cooperativista Ao decorrer dos anos vários dispositivos legais regulamentaram as atividades cooperativistas no Brasil, desde 1903 quando surgiu o primeiro decreto nº 979 que regulava as atividades de cooperativas de produção e consumo até os dias atuais com a Lei 5.764/1971 que mostra a necessidade de um controle legislativo sobre esta atividade, pois com o seu surgimento várias empresas compõe a estrutura econômica do país, e para isso um regulamento legal é algo de extrema importância para uma evolução planejada das entidades cooperativas. Segundo Azevedo e Senne (2012, p.219): Diferente das demais sociedades, as cooperativas são regidas por uma legislação específica, qual seja, a Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, que as define como um contrato celebrado entre pessoas que reciprocamente contribuem com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivar o lucro

2.2.1 Definição e classificação das entidades cooperativas


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A Lei 5.764/71 instituiu um regime jurídico as cooperativas, que regula da sua criação até os seus funcionamentos operacionais, a Lei das Cooperativas traz em seu art. 4º a definição de cooperativas: Art. 4º As cooperativas são sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas a falência, constituídas para prestar serviços aos associados, distinguindo-se das demais sociedades pelas seguintes características: I – adesão voluntária, com número ilimitado de associados, salvo impossibilidade técnica de prestação de serviços; II – variabilidade do capital social representado por cotas-partes; III – limitação no número de quotas-partes do capital para cada associado, facultado, porém, o estabelecimento de critérios de proporcionalidade, se assim for mais adequado para o cumprimento dos objetivos sociais; IV – inacessibilidade das quotas-partes do capital a terceiros, estranhos à sociedade; V – singularidade de voto, podendo as cooperativas centrais, federações e confederações de cooperativas, com exceção das que exerçam atividade de crédito, optar pelo critério da proporcionalidade; VI – quórum para funcionamento e deliberação da Assembleia Geral baseado no número de associados e não no capital; VII – retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmente às operações realizadas pelo associado, salvo deliberação em contrário da Assembleia Geral; VIII – indivisibilidade dos fundos de Reserva e de Assistência Técnica Educacional e Social; IX – neutralidade política e indiscriminação religiosa, racial e social; X – prestação de assistência aos associados, e, quando previsto nos estatutos, aos empregados da cooperativa; XI – área de admissão de associados limitada às possibilidades de reunião, controle, operações e prestação de serviços.

De acordo com a OCB nº11/2003 “dispõe sobre o numero mínimo de fundadores para a constituição e registro de cooperativas, estabelecendo que permaneça exigível o concurso de no mínimo 20 pessoas para observância da estrita legal [...]” Assim como qualquer outra entidade empresarial comum, a entidade cooperativa necessita de um cuidado específico, um controle de gestão e normas a serem seguidas para um exercício eficaz, e estas organizações para manterem uma crescente efetiva devem seguir os princípios cooperativistas, tais princípios norteiam as decisões respaldado nos valores para uma criação ética e moral deste tipo de sociedade, conforme afirma Azevedo e Senne (2012, p.220): Além de todas especificidade, para o exercício eficaz do cooperativismo, tais sociedades deverão, ainda, seguir os princípios cooperativistas que são o conjunto de regras e a identificação dos valores que inspiram os conceitos éticos deste tipo societário e que são adotados internacionalmente.


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De acordo com o Portal do cooperativismo os princípios cooperativistas são: 1º Principio - ADESÃO LIVRE E VOLUNTÁRIA 2º Principio - GESTÃO DEMOCRÁTICA 3º Principio - PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA 4º Principio - AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA 5º Principio - EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO 6º Principio - INTERCOOPERAÇÃO 7º Principio - INTERESSE PELA COMUNIDADE

As sociedades cooperativas obedece uma legislação especifica como já foi abordado, e é especificado que as entidades cooperativas diferente das demais entidades empresariais comuns não visa o lucro, em detrimento destas condições, as entidades cooperativas tem algumas peculiaridades, como isenção nos atos cooperativos, tais atos são esclarecidos na Lei 5.764/71 art.79: Denominam-se atos cooperativos os praticados entre as cooperativas e seus associados, entre estes e aquelas e pelas cooperativas entre si quando associados, para a consecução dos objetivos sociais. Parágrafo único. O ato cooperativo não implica operação de mercado, nem contrato de compra e venda de produto ou mercadoria.

Atos cooperativos obedecem o disposto legal da legislação, o que significa que não tem incidência de alguns impostos sobre as suas atividades econômicas, exemplo dessa não incidência é o CSLL e o IRPJ, condições que estão destacadas conforme o art. 182 do RIR/1999 e artigos 39 e 48 da Lei 10.865/2004. Ato não cooperativo são aqueles decorrentes de serviços que não envolvem o associado e os processos não estão de acordo com o objetivo social da empresa, são ocasiões nas maiorias das cooperativas, pois acaba fugindo do foco principal de prestação de serviços, esses tipos condições incide os impostos diferentemente dos atos cooperativos. Segundo Azevedo e Senne (2012, p. 239): As sociedades cooperativas que obedecerem as regras dispostas na Lei nº 5.764/71, arts. 85, 86, 88 e 111, pagarão o imposto de renda e CSLL calculado sobre os resultados positivos das operações e atividades estranhas a sua finalidade (atos não cooperativos) Atos não cooperados são os atos previstos nos incisos I a III do art.183 do RIR/1999, cuja pratica o legislador considerou tolerável, por servirem ao propósito de pleno preenchimento dos objetivos sociais, mas os sujeita, por isso mesmo, à escrituração em separado e à tributação dos resultados obtidos.


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2.3. Modelo de gestão das cooperativas Com uma metodologia atual diferenciada e em um processo evolutivo, o mercado tem mostrado um efeito modificativo perante as empresas, forçando estas entidades a desenvolverem novos modelos de gestão. E as cooperativas com o seu avanço mercadológico, tem a necessidade de se mostrar diferenciada, e atendendo desta forma as expectativas do mercado em geral e os seus associados e cooperados, pois a administração destas organizações não é voltada somente em benefício próprio empresarial, mas sim de todas as pessoas que fazem parte da cooperativa. Para criar ou manter um modelo de gestão empresarial é necessário a entidade ter uma estrutura equilibrada, ou seja profissionais e controles que possam desenvolver um benefício econômico futuro para a organização, assim como ressalta Oliveira (2015, p. 42): Portanto, modelo de gestão pode ser conceituado como o processo estruturado, interativo e consolidado de desenvolver e operacionalizar as atividades de planejamento, organização, direção e avaliação dos resultados, visando ao crescimento e ao desenvolvimento da cooperativa.”

Dentro das entidades cooperativas, manter uma qualidade de gestão exige conhecimento técnico e uma análise das informações com base em componentes que traçam um perfil de qualidade, e para as funções administrativas serem direcionadas corretamente, (OLIVEIRA 2015) traz que é necessário planejamento, organização, direção e avaliação. Para o surgimento de uma cooperativa, existe uma necessidade mínima de associados de acordo a OCB nº11/2003 que são de 20 pessoas, esse tipo de exigência é caracterizado um modelo de gestão para as cooperativas de primeiro grau, que são aquelas que tem como função principal a prestação de serviços aos beneficiários e, fundamentando a forma de gerir estas entidades, é de extrema necessidade manter uma estrutura organizacional dentro da empresa, tal que de acordo Oliveira (2015, p.45) “é o delineamento interativo das responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões dos executivos e profissionais em cada unidade organizacional, da tarefa mais simples à abordagem mais ampla e importante [...]. Para as empresas cooperativistas começarem a pensar no modelo de gestão aplicado para dentro das entidades, é necessário pensar na operacionalização do


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processo, (OLIVEIRA 2015) uma aplicação deste estilo de administrar pode trazer benefícios e vantagens competitivas para a cooperativa, e desta forma pensar não somente de uma forma fechada para pequenas atividades, mas fazer uma analise global do modelo a ser aplicado. Diante disso, manter um planejamento estratégico, para permitir uma direção adequada a ser seguida pela organização, manter uma qualidade total, tanto do serviço quanto do produto, para assim satisfazer o mercado, pensar de forma dinâmica o marketing da entidade para assim conseguir explorar o mercado de forma satisfatória, tudo isso é uma maneira correta de se aplicar um modelo de gestão eficaz e produtivo (OLIVEIRA 2015). 2.3 Análise gerencial Dentro de qualquer entidade empresarial comum que preza pela qualidade na gestão, esta deve manter uma base de informações que possam direcionar os rumos da entidade, o papel do gestor está interligado com o papel do profissional contábil, pois as informações fidedignas que mostrará os problemas a serem resolvidos e os planejamentos a serem colocados em prática para assim buscar melhores soluções através de uma análise gerencial. Segundo Zdanowicz (2014, p. 63) “A análise gerencial é realizada para averiguar se os resultados obtidos pela cooperativa estão alinhados com sua atividade fim”. Através deste processo que a tomada de decisões é mantida de forma satisfatória, é conhecendo as partes e analisando o todo e buscando melhorias eficazes para um resultado ideal, essa análise gerencial tem um valor diferenciado dentro das cooperativas, pois esta entidade deve-se trabalhar com projeções táticas visando a estrutura por completa e de forma cooperativista, voltado prioritariamente para um planejamento estratégico em cima de informações e análises gerenciais. O processo decisório dentro das cooperativas são embasados em várias análises estruturais, a forma de gerenciamento mantém algumas maneiras analíticas de enxergar o quanto que a empresa está em crescimento. Zdanowicz (2014, p.64) traz em sua obra que para melhor análise no processo gerencial é preciso verificar que: a) análise econômica estuda o resultado obtido pela cooperativa decorrente de suas atividades fins; b) análise financeira avalia a situação de caixa, referindo-se as disponibilidades (caixa, bancos e aplicações financeiras) e ao capital circulante liquido da cooperativa;


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c) análise patrimonial é o estudo realizado sobre a situação da cooperativa por meio da decomposição, comparação e interpretação dos dados constantes nas peças contábeis, em especial, no Balanço Patrimonial; d) análise interna compreende a avaliação pormenorizada dos dados gerenciais correspondentes a determinado período de tempo, procurando verificar a evolução e o clima organizacional da cooperativa; e) análise externa refere-se à pesquisa do comportamento do setor econômico em que a cooperativa está inserida, a fim de comparar com a media setorial, visando avaliar o progresso, a parada e/ou a perda de mercado.

A análise para se manter de forma confiável é necessário utilizar-se de informações contábeis de qualidade, recorrendo a valores nominais e a valores correntes retiradas dos demonstrativos e balanços contábeis, desta maneira se torna mais fácil uma visão dos indicadores para assim atribuir significados e aplicar ao ramo cooperativo que está se trabalhando e compará-lo aos demais concorrentes (ZDANOWICZ, 2014). Conforme Zdanowicz (2014, p.65) “análise gerencial avalia os aspectos internos, em termos, patrimoniais, econômicos e financeiros, apurando pontos fracos do operacional, aproveitando as oportunidades para evitar as ameaças externas”. Desta forma a análise gerencial traz um objetivo facilitar as informações para o público interno que são os gestores para assim traçar um melhor caminho para alcançar os objetivos traçados pela cooperativa. As cooperativas tem como um dos seus objetivos principais trabalhar com baixo custo para assim focar em uma busca contínua do seu crescimento, e investindo em pessoas, pesquisas, processos, máquinas e instalações, pois essa é uma das características destas organizações, não trabalhar somente em prol da entidade, mas sim buscando um fim social que anseia uma melhor condição de produto e serviço para todos (ZDANOWICZ, 2014). A maneira gerencial de se manter uma cooperativa está voltada para a análise informativa das demonstrações contábeis para a tomada de decisão, essa análise gerencial é relevante aos dirigentes, gerentes, conselheiros, associados. Essa informação extraída traz uma maneira simplificada dos dados para a sua interpretação analítica. Existe alguma condições básicas para se realizar a análise gerencial, entre elas pode-se destacar os teste feitos nas demonstrações financeiras para realmente saber se são autênticas e confiáveis, proceder a padronização das peças contábeis, verificar se estão de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos, dispor as demonstrações contábeis de dois ou mais exercício (ZDANOWICZ, 2014).


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Em explicação destas condições, traz em suas ideias que: Essas condições dão confiabilidade, em termos de avaliação da liquidez e rentabilidade no período da cooperativa. A padronização das peças contábeis na análise gerencial tem por objetivo principal: a simplificação das contas, pois de um exercício social para outro, elas podem desdobrar-se em outras ou ter muitas contas para se analisar.

Em resumo a análise gerencial vem com um enfoque de aprofundar nas demonstrações contábeis para uma simplificação desta informação para assim embasar as tomadas de decisão através de alternativas viáveis e que estão de acordo com o objetivo da cooperativa, analisando desta forma a liquidez e rentabilidade da organização, esta é uma maneira de se obter dados confiáveis para um planejamento adequado e traçar rumos que almejam o crescimento da empresa com fins de pensamento social e distribuição dos lucros que estão de acordo com o perfil do cooperativismo. 2.4 Análise financeira A análise financeira é a maneira de se enxergar na cooperativa de forma criteriosa os dados financeiros, de uma forma explícita e buscando as informações que afeta a entidade nas suas projeções. Esta analise é uma maneira de avaliar situações econômicas e financeiras da organização, por meio de estimativas do fluxo de caixa e elaboração de orçamentos para manter um investimento ativo na empresa. Nas cooperativas, todas as informações tem que ter uma estrutura bem definida para ser apresentado para o quadro politico da empresa, pois quando se trata de diretoria e informações externas, o fluxo financeiro é o que mais vai dar destaque para uma aprovação de investimentos e mudanças de processos. Ressaltando estas condições, a análise gerencial tem uma ligação com a analise financeira, pois ambas irá mostrar uma realidade da empresa, uma com uma visão mais voltada para análise de gerencias e setores de controle e a outra busca um publico externo, como investidores, diretores e acionistas, entretanto, ambas com suas respectivas importâncias, assim como afirma Zdanowicz (2014, p.75): Na verdade, o que interessa é a cooperativa ser administrada sob todos os aspectos de forma segura, eficiente e competente. As peças contábeis são ferramentas importantes que auxiliam a obter informações sobre a organi-


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zação, tendo como objetivo principal subsidiar a tomada de decisão do dirigente. É relevante destacar que se deve trabalhar sempre com informações de boa qualidade para se elaborar relatórios de análise que atendam aos fins propostos da diretoria, conselheiros, gerência e associados.

Segundo Zdanowicz (2014, p.75): “A analise financeira deve ser aplicada para avaliar a situação da organização, identificando os problemas, as ameaças de mercado e as fontes de recursos mais atrativas para o crescimento da cooperativa.” Essa é uma maneira de observar como estas informações são importantes no processo de tomada de decisão e como o conjunto de indicadores que são conduzidos junto com a análise financeira podem mostrar um desempenho auxiliando desta maneira uma qualidade na condução destas informações. Uma das melhores maneiras para se trabalhar em uma análise financeira, é utilizar ferramentas contábeis com este perfil, entre este instrumento contábil/financeiro está o fluxo de caixa. De acordo Marion (2012, p.54) “A Demonstração dos Fluxos de Caixa evidencia as modificações ocorridas no saldo de disponibilidades (caixa e equivalentes de caixa) da companhia em determinado período, por meio de fluxos de recebimentos e pagamentos”. A analise financeira é algo de extrema relevância dentro das cooperativas, entretanto não se pode limitar as informações da empresa somente a estes indicadores, pois existe uma serie de fatores que podem causar um efeito no

desempenho

econômico patrimonial da entidade (ZDANOWICZ, 2014). Diante disto, manter informações confiáveis é uma peça chave para uma condução de qualidade no processo decisório, a falta da informação correta e não fidedignidade informativa acarreta em desvantagens para a entidade cooperativa, assim como afirma Atril, (2014, p.37): Embora o escopo dos relatórios de contabilidade financeira tenha aumentado ao longo do tempo, temores em relação à perda de vantagem competitiva e a ignorância dos usuários quanto à confiabilidade de dados preditivos têm levado as empresas a demonstrar alguma resistência no fornecimento, a estes últimos, das mesmas informações detalhadas e genéricas que lhes estão disponíveis.

Uma organização cooperativa bem estruturada mantém um controle de liquidez em dias, esta liquidez é a capacidade financeira da cooperativa ter de pagar su-


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as dividas, é uma maneira de satisfazer suas obrigações a curto prazo na data do vencimento (ZDANOWICZ, 2014) Conforme Zdanowicz (2014, p.76) define liquidez como: A liquidez pode ser identificada pelos itens do Ativo, principalmente, do Circulante como caixa, bancos, aplicações financeiras, créditos realizáveis e os estoques transformáveis para o pagamento de dívidas ou aquisição de bens e direitos, no período. No conceito de disponibilidade imediata (caixa) consideram-se os recursos disponíveis para honrar as obrigações de curto prazo pela cooperativa. Assim, o quociente é um dos instrumentos da análise de liquidez que é utilizado pela cooperativa para avaliar a sua capacidade financeira no período.

O controle desta liquidez demonstra o quanto que a entidade cooperativa consegue manter as suas contas em dias, honrando seus compromissos e mantendo um fluxo de caixa favorável para tomar rumos decisivos nos processos operacionais da empresa, para assim atender as demandas e continuar uma organização com base sólida. Essa analise de solvência das entidades cooperativas são baseados em suas capacidades financeiras, desta maneira é a capacidade dos ativos suprirem as obrigações do passivo, mantendo uma solvência sobre suas dividas. Em algumas cooperativas, principalmente ligadas a saúde que tem determinações da ANS, as organizações tem que manter uma margem de solvência sobre o capital aplicado pelos cooperados, para assim garantir que o capital requerido deve ser suficiente para contrabalançar os diversos riscos que podem afetar negativamente os resultados das operadoras. Quando se trata de análise financeira, não se pode engessar uma maneira única de utilização das informações, dentro da análise de liquidez, existem vários indicadores para uma boa utilização dessa ferramenta, entre estas estão a análise de liquidez imediata, liquidez seca, liquidez corrente, liquidez total, solvência geral, grau de endividamento, garantia aos capitais de terceiros, grau de imobilização dos capitais próprios (ZDANOWICZ, 2014). Em resumo, as entidades cooperativas para manterem uma qualidade na gestão Contábil e financeira, deve-se aprofundar nas maneiras mais concretas de extrair estas informações, sabendo que a relevância destas analises que elevam os patamares cooperativos tornando estes mercados mais competitivos diante dos cenários empresariais.


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2.5 Análise econômica Análise econômica é a maneira mais adequada de avaliar o quanto esta empresa está lucrando, verificar o seu índice de rentabilidade através das ferramentas contábeis, é a forma de identificar o quanto que a entidade cooperativa está utilizando os seus recursos investidos, para essa análise acontecer de forma precisa, devese levar em conta as informações da contabilidade extraídas através do; balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício e balancetes. Para Zdanowicz (2014, p.115): Para se realizar a análise econômica sob o enfoque gerencial é preciso definir três conceitos essenciais, a saber: a) margem ou lucratividade é o acréscimo adicional resultante de cada unidade monetária investida que retorna ao caixa da cooperativa em determinado período; b) rotação ou giro é o número de vezes em que cada unidade monetária investida na massa patrimonial ativa da cooperativa volta no período; c) taxa de retorno sobre o investimento ou rentabilidade é o produto da margem pela rotação de cada produto (serviço), linha de produção (área), posto de atendimento ao cooperado ou o todo, no período.

A análise econômica da empresa deve ser feita de forma cautelosa, ressaltando que mesmo que a cooperativa mantém um lucro apurado no ano, não significa necessariamente que a mesma tenha uma condição favorável para quitar suas dividas, existem casos que as entidades apuram um resultado considerável, entretanto os seus índices de liquidez e de solvência estão baixas, considerando que podem ocorrer análises com dados separados. Quanto aos elementos necessários para se realizar a análise econômica, são: a receita operacional liquida; o valor do ativo ou o ativo operacional liquido ou o valor do ativo médio; e o patrimônio liquido, dependendo do tipo e da profundidade de análise que o dirigente deseja realizar na cooperativa (ZDANOWICZ, 2014). De forma sucinta, a análise econômica em uma cooperativa tem o objetivo de analisar os indicadores para conseguir identificar a alocação dos recursos da entidade, e como esta maneira de gestão da cooperativa está guiando os resultados da organização para uma distribuição dos cooperados e envolvidos. Como as entidades cooperativas trabalha com uma visão mais social, as suas diferenças estratégicas para gerar um crescimento econômico tem que ser peculiar,


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como por exemplo, uma cooperativa de crédito que está capitalizada poderá́ operar com baixo spread em suas operações de curto prazo junto aos associados. Essa opção deriva de uma estratégia a ser definida pelos dirigentes na gestão dos negócios, desta forma estudando a melhor maneira para aumentar as sobras a serem distribuídas na cooperativa. (ZDANOWICZ, 2014). A maneira econômica de analisar a entidade cooperativa consiste em envolver o todo com a utilização de instrumentos contábeis em que se possa confiar, e todo esse planejamento tem que ser baseado em uma informação para um parâmetro de tomada de decisão correto com estratégias de aumento na lucratividade da cooperativa. Segundo Morante (2008, p. 5): Todo planejamento deve ser amparado por princípios científicos, práticos e éticos. Planejar não é apenas trabalhar com modelos matemáticos e financeiros. É imperioso reconhecer que as pessoas têm fundamental importância no processo e que planejar não é uma atitude absolutamente previsível, resultante da aplicação de algumas fórmulas e modelos matemáticos, bastando modificar as variáveis das diversas equações que configuram o modelo.

O que significa que a análise econômica tem que ter um planejamento que envolve a cooperativa como um todo para que alcança os resultados traçados. A diferença entre as cooperativas pra uma entidade empresarial comum com fins lucrativos é exatamente esta, trabalhar em prol de um todo através de união de forças e buscas de crescimento efetivo e distribuição das sobras. 2.6 Planejamento estratégico das entidades cooperativas O planejamento estratégico voltado para as cooperativas estão ligados diretamente na otimização dos processos com direcionamentos corretos e procedimentos sistemáticos e estipulando alternativas viáveis para serem tomadas. Segundo Oliveira (2015, p.77) “Planejamento estratégico é a metodologia administrativa que permite estabelecer a direção otimizada a ser seguida pela cooperativa, visando ao maior grau de interação com os fatores externos, os quais não são controlados pela cooperativa”. É uma consolidação dos fatores internos que podem ser controlados dentro da entidade, com os fatores externos que não podem ser controlados buscando


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sempre novas alternativas, sendo necessariamente analisado a estrutura cooperativista como um todo. De acordo Morante (2008, p.11) “Um plano estratégico requer, pela própria característica, todos os aspectos de formalidade possíveis. Para permitir sua viabilidade”. Quando analisado um planejamento tático dentro da entidade cooperativa, é a maneira de considerar a parte mais delineada da organização para estruturar uma estratégia a ser tomada, assim como afirma Oliveira (2015, p.78): Planejamento tático é a metodologia administrativa que tem por finalidade otimizar determinada área de resultado da cooperativa, proporcionando sustentação para a cooperativa direcionar-se a uma situação futura desejada estabelecida no plano estratégico.

Através do plano estratégico a cooperativa irá direcionar o plano de ações que será determinado dentro do plano estratégico, podemos considerar uma cooperativa que deseja implantar um novo serviço ou produto, esta organização necessita fazer determinações estratégicas, como penetrar esse produto no mercado, qual a melhor forma de desenvolver este produto e se o segmento da cooperativa está de acordo com nova aplicação desta mercadoria no mercado e quais os riscos que pode afetar as estruturas da entidade, esta é uma maneira de começar a se organizar estrategicamente as ideias da entidade cooperativa como um todo, e acabar indo de encontro com o planejamento estratégico operacional. Existe algumas afirmações de acordo Oliveira (2015, p. 78): Planejamentos operacionais quanto necessários para o adequado processo administrativo da cooperativa. Por exemplo, o planejamento tático de marketing pode subdividir-se em planejamento operacional de produtos, planejamento operacional de distribuição, planejamento operacional de promoção. O planejamento tático de finanças pode dividir-se em planejamento operacional de caixa, planejamento operacional de investimentos, planejamento operacional orçamentário.

Os executivos das cooperativas devem verificar quais são os vazios que existem em seu processo de planejamento global e começar a desenvolver todos os tipos de planejamentos – estratégico, táticos e operacionais – necessários e faltantes (OLIVEIRA 2015). E quando envolve uma maneira cooperativista de enxergar a entidade, o planejamento estratégico se torna algo ainda mais eficaz, ressaltando que o cooperati-


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vismo entre todos os representantes da organização é uma maneira eficaz de ir em busca de resultados de qualidade para a empresa. Perante a ideia de Oliveira (2015, p.79): Verifica-se que o planejamento estratégico torna-se mais importante ainda no contexto do cooperativismo, pois, nesse caso, a propriedade é compartilhada pelos diversos cooperados e, portanto, a busca de resultados comuns apresenta um contexto mais amplo.

O planejamento estratégico é um processo sistemático que visa melhorar uma situação cooperativa desejada de maneira eficaz e eficiente usando da melhor maneira os recursos da organização, em muitas vezes é confundido com projeção, diferenças Djalma (2015, p.4): O planejamento não deve ser confundido com previsão, projeção, predição, resolução de problemas ou plano, pois: • previsão: corresponde ao esforço para verificar quais serão os eventos que poderão ocorrer, com base no registro de uma série de probabilidades. • projeção: corresponde à situação em que o futuro tende a ser igual ao passado, em sua estrutura básica. • predição: corresponde à situação em que o futuro tende a ser diferente do passado, mas a empresa não tem nenhum controle sobre seu processo e desenvolvimento. • resolução de problemas: corresponde a aspectos imediatos que procuram tão somente a correção de certas descontinuidades e desajustes entre a empresa e as forças externas que lhe sejam potencialmente relevantes. • plano: corresponde a um documento formal que se constitui na consolidação das informações e atividades desenvolvidas no processo de planejamento; é o limite da formalização do planejamento, uma visão estática do planejamento, uma decisão em que a relação custos versus benefícios deve ser observada.

Em resumo o planejamento estratégico é um desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes do gestor que busca através de informações atuais fazer uma proporção futura, diminuindo as incertezas de desenvolvimento da cooperativa aumentando desta maneira as condições de alcançar as metas estipuladas, sendo destacado que não é um ato isolado mas sim um uma inter-relação de vários aspecto para se formar uma ideia concreta a ser tomada. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS As entidades cooperativas vêm ganhando espaço diante do cenário econômico brasileiro, estas condições mostram o quanto que a sua gestão eficiente causa


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um efeito favorável no seu ambiente empresarial. Com intenção da geração do bem estar social e visão sem fins lucrativos, estas organizações mostraram que tem uma perspectiva de evolução econômica visando os seus cooperados e os demais envolvidos que tem a intenção de ser beneficiado pelo sistema cooperativista. O principal foco de se trabalhar voltado ao estudo das entidades cooperativas é identificar como essas organizações podem manter uma estrutura administrativa competitiva e organizada, ressaltando os seus pontos principais de gestão cooperativista, detalhando as análises primordiais para um crescimento efetivo da estrutura abordada, sendo regulamentada pela Lei 5.764/71, mostrando assim as principais diferenças destas entidades das demais organizações empresariais comuns e o quanto uma gestão contábil/financeira de qualidade traz benefícios econômicos e financeiros para as cooperativas. Os índices analisados para identificar o processo de gestão das entidades cooperativas, foram baseados nas necessidades de cada organização, quando consideramos que estas empresas mantêm alguns benefícios fiscais comparados com as demais companhias que visam o lucro, necessitando desta forma, de um controle gerencial mais aplicado, quando deparamos com um modelo de gestão diferenciado é nítido identificar, que para uma evolução empresarial em uma empresa que visa o bem social e não o lucro deve se modelar a sua administração para fazer frente a uma vantagem competitiva. O processo decisório nas entidades cooperativas são tomados baseados em informações fidedignas que são levantadas por um sistema contábil eficaz, a analise gerencial como destacado analisa os aspectos internos das organizações, traçando informações econômicas e financeiras para um resultado adequado, com isto esta análise, junto com a análise financeira e econômica é o que demonstra a projeção e o quanto que estas entidades estão sendo geridas de acordo com o esperado, fazendo frente as demais concorrentes e mostrando a sua importância perante o mercado econômico e a estrutura social. Contudo, os índices e as análises verificadas demonstra a estruturação das entidades cooperativas, sendo assim diferenciada das demais organizações empresariais comuns, e destacando que o planejamento estratégico e a maneira de gestão de uma empresa bem estruturada começa com uma gestão contábil/financeira de qualidade.


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Deisson Almeida Lima  

Monografia FAINOR

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