Page 1

FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE - FAINOR CURSO DE FISIOTERAPIA

DARLEI SOUZA MOURA

FISIOTERAPIA NO ATENDIMENTO DOMICILIAR: ENFRENTAMENTO E DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS.

Vitรณria da Conquista- BA Dezembro/2017


DARLEI SOUZA MOURA

FISIOTERAPIA NO ATENDIMENTO DOMICILIAR: ENFRENTAMENTO E DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS.

Projeto de pesquisa apresentado á Faculdade Independente do Nordeste FAINOR como produto final da Disciplina TCC I, do curso de bacharelado em Fisioterapia. Orientador (a): Profª. Espª. Adna Gorette Ferreira Andrade

Vitória da Conquista – BA Dezembro/2017


RESUMO A Assistência Domiciliar é caracterizada como um aglomerado de ações hospitalares que permitem a realização dessas práticas em ambiente domiciliar. O presente estudo teve como objetivo verificar os enfrentamentos e desafios encontrados no atendimento domiciliar pelos fisioterapeutas. Trata-se de um estudo descritivo exploratório de caráter quantitativo. O levantamento dos dados se deu entre os meses de agosto e setembro de 2017 e foram coletadas informações de dezoito (18) profissionais de fisioterapia, integrantes das equipes do Home Care com especialização lato sensu, através de um questionário estruturado. Entre os profissionais avaliados, 66,7% são do sexo feminino e 33,3% masculino, com idade média de 31 anos. Entre os desafios enfrentados estão os meios de transportes, variados tipos de clientes, falta de reconhecimento, a remuneração, o cansaço físico e mental. Fica evidente a necessidade de promoção de melhores condições de trabalho à equipe multidisciplinar na assistência ao usuário em atendimento domiciliar, de modo que haja condições adequadas de atendimento à ele. PALAVRAS-CHAVE: Assistência Domiciliar. Fisioterapia. Limitações.


Abstract Home Care is characterized as an agglomeration of hospital actions that allow the accomplishment of these practices in a home environment. The present study had as objective to verify the confrontations and challenges found in the home care by physiotherapists. It is an exploratory descriptive study of quantitative character. Data were collected between August and September 2017 and data were collected from eighteen (18) physiotherapy professionals, members of the Home Care teams with lato sensu specialization, through a structured questionnaire. Among the professionals evaluated, 66.7% are female and 33.3% male, with a mean age of 31 years. Among the challenges faced are the means of transport, varied types of clients, lack of recognition, remuneration, physical and mental fatigue. It is evident the need to promote better working conditions to the multidisciplinary team in the assistance to the user in home care, so that there are adequate conditions to attend to him. KEY WORDS: Home Assistance. Physiotherapy. Limitations


LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Desafios referidos por profissionais..................................................................pág.16 Tabela 2: Cumprimento das orientações e desgaste físico................................................pág.17 Tabela 3: Localização/Residência e Falta de recurso........................................................pág.18


LISTA DE ABREVEATURAS E SIGLAS

COFFITO

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional

CREFITO

Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional

IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

TCLE

Termo de Consentimento Livre esclarecido

FAINOR

Faculdade Independente do Nordeste


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................12 2 METODOLOGIA................................................................................................................16 3 RESULTADOS.....................................................................................................................21 4 CONCLUSÃO......................................................................................................................24 RÊFERENCIAS......................................................................................................................27 ANEXO A................................................................................................................................29 ANEXO B.................................................................................................................................30 ANEXOC.................................................................................................................................31 APÊNDICE..............................................................................................................................32


FISIOTERAPIA NO ATENDIMENTO DOMICILIAR: ENFRENTAMENTO E DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS. Darlei Souza Moura1; Ingrid Silva Andrade 2; Bruno Batista Sousa da Hora 3; Ana Paula da Silva Prado Ferraz4; Andresson de Jesus Pereira 5; Juliana Braga Facchinetti 6; Adna Gorette Ferreira Andrade 7 Resumo ___________________________________________________________________________ A Assistência Domiciliar é caracterizada como um aglomerado de ações hospitalares que permitem a realização dessas práticas em ambiente domiciliar. O presente estudo teve como objetivo verificar os enfrentamentos e desafios encontrados no atendimento domiciliar pelos fisioterapeutas. Trata-se de um estudo descritivo exploratório de caráter quantitativo. O levantamento dos dados se deu entre os meses de agosto e setembro de 2017 e foram coletadas informações de dezoito (18) profissionais de fisioterapia, integrantes das equipes do Home Care com especialização lato sensu, através de um questionário estruturado. Entre os profissionais avaliados, 66,7% são do sexo feminino e 33,3% masculino, com idade média de 31 anos. Entre os desafios enfrentados estão os meios de transportes, variados tipos de clientes, falta de reconhecimento, a remuneração, o cansaço físico e mental. Fica evidente a necessidade de promoção de melhores condições de trabalho à equipe multidisciplinar na assistência ao usuário em atendimento domiciliar, de modo que haja condições adequadas de atendimento à ele.

PALAVRAS-CHAVE: Assistência Domiciliar. Fisioterapia. Limitações. PHYSIOTHERAPY IN HOME CARE: COACHING AND CHALLENGES OF PROFESSIONALS. ___________________________________________________________________________ 1

Graduanda em Fisioterapia pela Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. E-mail: leymoura@hotmail.com ²Graduação em Fisioterapia pela Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. Vitória da Conquista/BA. Email: ingriidsilva@hotmail.com 3 Graduando em Fisioterapia pela Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. E-mail: brunosousa_555@hotmail.com 4 Graduanda em Fisioterapia pela Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. E-mail: ana.fysio@hotmail.com 5 Graduando em Enfermagem pela Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. E-mail: anderson05antunes@gmail.com 6 Graduação em Fisioterapia pela Universidade Católica de Salvador, especialização em Fisioterapia Dermato Funcional, atualmente é Docente da Faculdade Independente do Nordeste. Vitória da Conquista/BA. E-mail: julianafacchinetti@hotmail.com 7 Graduação em Fisioterapia pela Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC, especialização em saúde pública com ênfase em saúde da família, atualmente é Coordenadora e Docente do Curso de fisioterapia da Faculdade Independente do Nordeste, Vitória da Conquista/BA. E-mail: goretteandrade@gmail.com


Abstract ___________________________________________________________________________ Home Care is characterized as an agglomeration of hospital actions that allow the accomplishment of these practices in a home environment. The present study had as objective to verify the confrontations and challenges found in the home care by physiotherapists. It is an exploratory descriptive study of quantitative character. Data were collected between August and September 2017 and data were collected from eighteen (18) physiotherapy professionals, members of the Home Care teams with lato sensu specialization, through a structured questionnaire. Among the professionals evaluated, 66.7% are female and 33.3% male, with a mean age of 31 years. Among the challenges faced are the means of transport, varied types of clients, lack of recognition, remuneration, physical and mental fatigue. It is evident the need to promote better working conditions to the multidisciplinary team in the assistance to the user in home care, so that there are adequate conditions to attend to him. KEY WORDS: Home Assistance. Physiotherapy. Limitations


12

1. Introdução

A Assistência Domiciliar é caracterizada como um aglomerado de ações hospitalares que permitem a realização dessas práticas em ambiente domiciliar, mediante atuação de uma equipe multidisciplinar, fundamentada na realidade que o paciente se encontra e no diagnóstico apresentado. Esta modalidade, denominada também como Home Care, contribui para um estado de promoção, manutenção e a reabilitação a saúde. Ela pode ser classificada como particular ou publica possui benefícios como maior comodidade, sessão individualizada, não exige a locomoção do paciente (BENASSI et al., 2012). A atenção domiciliar tem fundamentação naquilo que a Lei Orgânica de Saúde n. 8080/90 que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS) estabelece como integralidade, que em seus princípios e diretrizes, propõe o atendimento integral aos cidadãos, por meio de uma visão humanizada dos indivíduos envolvidos no processo, havendo nestes casos um trabalho interdisciplinar da equipe de saúde por meio de ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde (BRASIL, 1990). Os autores Pereira e Gessinger (2014) consideram a eficácia do atendimento domiciliar está em atingir a população que se apresenta sem condições possíveis de acesso aos serviços de saúde, eles ainda pontuam que o fisioterapeuta tem total capacidade de atuação na promoção e prevenção da saúde, seja em caráter reabilitador, assistencial, educativo e/ou com vistas à vigilância em saúde. Atuando na assistência domiciliar contribuindo na prevenção do aparecimento de doenças que comprometem a saúde da família. A fisioterapia no atendimento domiciliar é caracterizada como uma assistência, onde cuidados fisioterápicos são realizados na própria residência do cliente, permitindo uma avaliação profissional quanto à realidade e dificuldades do mesmo, e a partir disso, elabora um plano de assistência que se adéque à realidade do paciente (BENASSI et al., 2012). A divulgação dos serviços de Home Care abre espaço para crescimento dos atendimentos em domicílio, mas requer o cuidado e atenção da análise sobre os principais aspectos e peculiaridades deste reduto familiar. Deve-se compreender que o espaço de trabalho e a sua dinâmica são imprescindíveis para o profissional que adentra o lar do paciente, sendo que a base para um bom trabalho no domicílio é a parceria entre os profissionais e a família/paciente (OLIVEIRA, 2011). Silva (2010) chama atenção para a necessidade de conhecer os confrontos e desafios percebidos pelos profissionais que prestam esse tipo de atendimento, alertando ainda que os


13 mesmos estão evolvidos na definição e organização dos serviços prestados, bem como nas atribuições dos cuidadores, familiares e demais profissionais. Considerando ainda, a integralidade do cuidado, a racionalidade econômica e financeira, os sujeitos do cuidado, a condição familiar e a articulação com os demais serviços de saúde. Entendendo-se que todos estes itens são relevantes para proporcionar a construção de novas relações mais articuladas e cooperativas. Dessa maneira, a identificação desses fatores pode auxiliar na elaboração de medidas de intervenção e prevenção, tanto no que diz respeito à atuação de profissionais que executam este tipo de atendimento, quanto do planejamento de políticas públicas. Diante disso, este estudo teve como objetivo verificar os enfrentamentos e desafios encontrados no atendimento domiciliar pelos fisioterapeutas, identificar o perfil socioeconômico desses profissionais, reconhecer as características profissionais dos entrevistados e descrever a auto percepção dos entrevistados.


14

2. Metodologia

A fim de atender o objetivo central desse artigo, o método da pesquisa tratou-se de um estudo descritivo exploratório de caráter quantitativo, uma vez que, segundo Gil (2010), a pesquisa descritiva envolve a descrição das características de determinada população ou fenômeno e as técnicas exploratórias proporcionam uma visão geral do fato investigado. Já para Fonseca (2002) a pesquisa quantitativa direciona para a objetividade, sendo influenciada pelo positivismo, levando em consideração a realidade e a compreensão da análise dos dados brutos levantados através de instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa foi desenvolvida no município de Vitória da Conquista, localizada na Região Sudoeste da Bahia. O município ocupa a terceira maior economia do Estado e possuem uma população de 348.718 habitantes de acordo informações disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2017). Na cidade, está sediada a sub delegacia do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 7ª Região (CREFITO) onde os profissionais fisioterapeutas podem se registrar. Ainda em Vitória da Conquista, há 4 serviços de Home Care com equipes multidisciplinares, onde 30 fisioterapeutas estão inseridos. O levantamento dos dados se deu entre os meses de agosto e setembro de 2017 e foram coletadas informações de dezoito (18) profissionais de fisioterapia, integrantes das equipes do Home Care com especialização lato sensu, através de um questionário estruturado, contendo informações como; nome, gênero, idade, data de nascimento, área de especialização, tempo de formação, tempo de atuação neste tipo de serviço, carga horária semanal. Também foi questionado aos participantes da pesquisa sobre os desafios percebidos neste tipo de serviço, tais como: acesso a residência do paciente, compreensão das condutas do atendimento por parte dos familiares, espaço para realização de condutas, remuneração adequada e a não parceria dos outros profissionais de saúde que atuam na mesma equipe. Outro ponto que foi investigado se refere aos enfrentamentos encontrados pelos fisioterapeutas, bem como: localização da residência do paciente, colaboração nas condutas terapêuticas pelo paciente, falta de recursos/aparelhos para os atendimentos, valorização do serviço pela família, cumprimento das orientações repassadas para familiares/cuidadores e desgaste físico/mental. Foi interrogado também sobre à auto percepção dos profissionais fisioterapeutas, se os mesmos se sentem capazes, desafiados e realizados quanto à escolha profissional.


15 Os dados levantados foram submetidos à estatística descritiva, sendo as variáveis categóricas apresentadas por meio de frequência relativa e absoluta enquanto as contínuas em média e desvio padrão. Todas as análises foram realizadas no pacote estatístico SPSS versão 21. Os participantes foram informados quanto aos riscos, benefícios e objetivos da pesquisa, ficando livre para participarem ou não. Ao aceitarem, os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre esclarecido (TCLE) respeitando os princípios éticos estabelecidos pela Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde para que os dados possam ser utilizados e os resultados divulgados. Destaca-se que o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade Independente do Nordeste - FAINOR sob o número do CAAE: 70460617.9.0000.5578 e parecer 2.234.691.


16

3. Resultados

A exposição e apreciação dos dados coletados serão apresentados neste tópico. Para melhor compreensão das manifestações dos entrevistados, os resultados serão exibidos em forma de tabelas, gráficos e comentários, destacando-se as ocorrências que se mostrarem mais relevantes. As perguntas foram desenhas e de forma estratégica a fim de responder o problema de pesquisa, de modo que entre os avaliados, 66,7% são constituídos de profissionais do sexo feminino e 33,3% masculino, com idade média de 31 anos. Quanto aos aspectos laborais, a pesquisa apresentou que os fisioterapeutas possuem um tempo médio de formação acadêmica de seis anos, sendo que, apenas, 22,2% não têm especialização. Esses profissionais cumprem uma carga horária média de 34 horas semanais, tendo o mínino de 8h e o máximo de 60 horas, atendendo, aproximadamente 8 pacientes por dia, contudo, há de se levar em consideração as variações dos agentes que atendem somente 3 pacientes por dia e os que realizando 14 atendimentos diários. A pesquisa também abordou os aspectos quanto aos desafios enfrentados e relatados pelos profissionais, conforme demonstrado na tabela a seguir:

Tabela 1. Desafios referidos por profissionais. Vitória da Conquista. 2017 Variáveis

%

Acesso a residência Sim

33,3%

Não

66,7%

Compreensão das condutas Sim

50%

Não

50%

Espaço para condutas Sim

27,8%


17 Não

72,2%

Remuneração inadequada Sim

66,7%

Não

33,3%

Não parceria com outros profissionais inseridos na equipe multidisciplinar Sim

16,7%

Não

83,3%

Fonte: Elaboração dos autores, 2017.

A tabela 1 apresenta que 33,3% dos entrevistados têm dificuldade de acesso a residência dos pacientes, fato que necessita de uma melhor investigação a fim de compreender esses problemas e propor as intervenções. A compreensão das condutas foi outro ponto que apresentou respostas quanto a não compreensão das condutas, fato esse que representou 50% dos respondentes. A tabela ainda explicita que 27,8% dos respondentes não possuem espaço para desenvolver suas condutas e, quanto à remuneração, 66,7% das respostas sinalizaram que os honorários estão abaixo do ideal e/ou é inadequado e, 16,7% dizem não haver parceria com outros profissionais inseridos na equipe multidisciplinar. Outro fator de grande relevância está no enfrentamento vivenciado diariamente pelos fisioterapeutas quanto ao cumprimento das orientações e os desgastes físicos, conforme a tabela 2.

Tabela 2: Cumprimento das orientações e desgaste físico, Vitória da Conquista, 2017 Variáveis % Cumprimento das orientações Sim

39

Não

61

Desgaste físico Sim

44

Não

56

Fonte: Elaboração dos autores, 2017 Conforme a tabela acima ficam evidentes que 61% dos entrevistados não conseguem


18 cumprir as obrigações profissionais, de modo que, esse dado cria um vínculo direto com a resposta da tabela 1 quanto à compreensão da conduta, alinhada com o desgaste físico. Esses fatores geram uma equação que, juntos, tendem a pender para a insegurança tantos dos procedimentos básicos das obrigações quanto às condutas diante as patologias adversas. Os resultados encontrados na tabela 3 traz um dado que pode compreender melhor o desgaste físico, uma vez que 78% dos fisioterapeutas são residentes em áreas não estratégicas e/ou central, o que podem comprometer o seu deslocamento com as intempéries para tal até chegar à casa do paciente ou local de trabalho. Atrelado a imagem supracitada, destaca-se ainda que a falta de recursos por esses profissionais é escasso ou reduzido, de modo que esse dado representa 78% dos que responderam a pesquisa. Fica evidente que esses dois fatores podem comprometer o nível de satisfação e motivação dos técnicos da saúde motora.

Tabela 3: Localização/Residência e Falta de recurso, Vitória da Conquista, 2017 Variáveis

%

Localização/Residência Sim

22

Não

78

Falta de recurso Sim

22

Não

78

Fonte: Elaboração dos autores, 2017 No gráfico abaixo retrata um nível elevado quanto à valorização do serviço prestado. Nesse caso, entende-se que seja uma porta para a continuidade de investimento quanto à valorização do esforço pessoal desprendido para contribuir para melhoria e qualidade de vida das pessoas. Essa, talvez, seja a mola propulsora da motivação em continuar se doando para fazer mais e melhor independente das circunstâncias adversas.


19

Gráfico 01: Valorização do serviço, Vitória da Conquista, 2017 Fonte: Elaboração dos autores, 2017 Conforme demonstrado, 78% dos respondentes são valorizados e/ou reconhecidos pelos serviços, como já mencionado, esse pode ser o canal mais rápido e fácil para impulsionar e reconhecer a importância dos serviços de fisioterapia. Também foi indagado aos entrevistados acerca de três questões quanto de valorização profissional. O gráfico abaixo traz essas dimensões de forma clara e direta. Quanto à questão de se sentirem desafiados, 61,10% responderam que se sentem estimulados e desafiados. No mesmo gráfico, 55,55% dos fisioterapeutas sentem-se realizados pelos serviços prestados e 94,45% sentem-se capacitados e treinados para prestar os devidos serviços que lhes são demandados.

Sente-

se desaf iado

Sente -se realiz ado

Sente -se capa citad o


20

Gráfico 02: Percepção profissional de fisioterapeutas acerca da sua atuação Fonte: Elaboração dos autores, 2017

Como podem ser percebidos, esses fatores possibilitam um estimulo pessoal para a continuidade de promover a saúde e o bem estar dos pacientes, mesmo diante das barreiras e dos desafios enfrentados a cada passo dado.


21

4. Discussão

Rios (2000) define-o como um estimulo, inspiração de desejo, uma provocação em se perseguir uma meta ou objetivo. Nessa seara, entende-se que a palavra desafio pode tomar caminhos tanto para o lado positivo quanto para o lado negativo, uma vez que, o autor ressalta que a palavra pode ser entendia como uma afronta, uma provocação ao adversário. Diante ao exposto, os desafios enfrentados constantemente pelos profissionais da fisioterapia, objeto de investigação, desde o momento que saem de suas residências, os meios de transportes, os mais variados tipos de clientes que são atendidos, a falta de reconhecimento, a remuneração, o cansaço físico e mental, entre tantos outros, contribuem para desencadear resistência motivacional no enfrentamento das mais variadas insurgências mercadológicas. A remuneração inadequada foi apontada pela maioria dos entrevistados deste estudo como principal desafio, segundo Cortella (2016), o salário não é a principal fonte de insatisfação de alguém, as pessoas querem ser reconhecidas e valorizadas. Cortella afirma que a atual chave da desmotivação pessoal está na ausência do reconhecimento. Devido a esses aspectos específicos ligados a saúde, pode-se compreender então que o fator remuneração por si só não é capaz de sensibilizar ninguém para uma prestação de serviços com uma motivação singular. Há diversos compostos, quando atendidos, contribuem para orientar os profissionais para uma ação de resultados, entre eles, sobressai o reconhecimento, (Cortella, 2016). Para Ribeiro (2015) o salário constitui-se em uma única fonte de renda capaz de satisfazer e atender suas necessidades básicas. Essa contraprestação reflete o quanto o colaborador é valorizado pela empresa e/ou contratante. Ainda Ribeiro, o salário é um poderoso meio de motivação pessoal, a final é com ele que se realizam as atividades na sociedade. O Autor afirma que o valor do salário ou a remuneração leva sempre em consideração o nível de conhecimento do profissional, a complexidade, a significância, o excesso ou a escassez da mão-de-obra. Quanto a “Compreensão da Conduta” por parte dos familiares/cuidadores também foi apontada como um desafio significante neste estudo. Diante de uma elevada sinalização do número de pessoas que não conseguem compreender os procedimentos mediante as interrogações que surgem a cada atendimento fisioterápico, fez-nos averiguar melhor esse percentual considerável, uma vez que esses técnicos são graduados e habilitados em suas


22 áreas de atuação. A Resolução COFFITO Nº 424 de julho de 2013, traz alguns procedimentos de conduta e ética do profissional de fisioterapia que pode auxiliar no dia a dia de suas ações. Contudo há situações de procedimentos que esses profissionais enfrentam a ponto de se verem em situações indelicadas, como por exemplo, aplicar um plano de tratamento mediante as patologias incomuns. Evidente que, nenhum profissional em qualquer que seja suas profissões sabem ou conhecem o todo, são experiências e estudos que são adquiridas ao longo de suas carreiras. Desse modo, imagina-se que o elevado percentual pode ser explicado pelo tempo de atuação do agente em sua área e/ou no seu nível de conhecimento e informações antecipadas do problema. A própria Resolução COFFITO nº 424/2013 no Capítulo IV, orienta que o profissional deva auxiliar outros colegas, mantendo a ética, o respeito envidando esforços para o desenvolvimento de um trabalho de harmonia na equipe. Para Vale (2017), o cansaço físico e metal podem comprometer o desempenho de qualquer profissional tanto no trabalho quanto nas relações pessoais do dia a dia, tornando o que era prazeroso em obrigações desgastantes e chatas. Como pode ser percebido, o gráfico 02 apresentar um elevado desgaste físico desses profissionais, chegando a 56% dos entrevistados. Em sintonia com os desafios encontrados pelos profissionais de fisioterapia, têm-se os enfrentamentos das variáveis externas e internas. Nesse quesito, Lazarus & Folkman (1980) desenvolveu quatro estratégias de enfrentamento, que envolve o ambiente, a condução da situação estressora, a mente e o esforço do indivíduo. As estratégias de enfrentamento segundo Lazarus & Folkman, indica que: O enfrentamento é uma interação que se dá entre o indivíduo e o ambiente e sofre influências consideradas estressantes, podendo se configurar como prejudiciais ao indivíduo, como: danos físicos, materiais e emocionais, entretanto, pode ser superadas através de exercícios cognitivos e comportamentais; As ações antes de ir para o campo material, primeiramente acontece na mente do indivíduo. Portanto, os processos implicam na avaliação de como o fenômeno é percebido, interpretado e cognitivamente representado na mente da pessoa;  A estratégia do esforço implica na compreensão desse valor de forma


23 cognitiva e comportamental para administrar a situação estressora quanto às demandas internas ou externas que surgem da sua interação com o ambiente. Evidente que as estratégias acima exigem uma sequência lógica de respostas e comportamento pessoal, uma vez que cada ponto elucidado depende de alguns fatores como a natureza do evento, dos recursos e dos fatores pessoais. Diante dos questionamentos realizados sobre os enfrentamentos no que tange a localização a residência, falta de recursos não foram pontuados como relevantes. Tais questões podem ser explicadas pela capacidade e facilidade que os profissionais de saúde têm para sobressair diante as dificuldades e barreiras enfrentadas, (percepção informal). Na pesquisa também foi questionado aos entrevistados se eles se sentiam desafiados, realizados e capacitados, a maioria respondeu “sempre” para todas as preposições. Segundo Shiwa, Schmitt; João, (2016) A identificação do perfil profissional permite direcionar as atuações futuras dos Sindicatos e Conselhos de Classe em procura do contentamento, reconhecimento e valorização profissional, e possibilitar ainda uma de orientação às Instituições de Ensino Superior em relação ao mundo do trabalho contemporâneo e às urgências da profissão para a formação de profissionais mais qualificados na assistência em saúde. O contentamento profissional é responsável pelo progresso de aumento pessoal e organizacional e decorre no momento em que o profissional é incentivado. Portanto, mesmo diante da maratona de entraves e questões desmotivadoras, ainda sim esses profissionais são cada dia desafiados e encorajados em continuar se doando em pró de seus pacientes e realizados no instante que recebem os feedbacks positivos de suas condutas e ações que promovem a cura e/ou alívio. As limitação do presente estudo foram decorrentes a não disponibilidade por parte de alguns profissionais para responderem aos questionamentos, a não compreensão de algumas perguntas o que desencadeou em respostas incorretas levando a exclusão de dados.


24

5.

Conclusão Em relação aos aspectos supracitados e elencados por meio deste estudo, é notório a

necessidade de promoção de melhores condições de trabalho à equipe multidisciplinar na assistência ao usuário em atendimento domiciliar, de modo que haja condições adequadas de atendimento à ele. Os desafios e enfrentamentos do Atendimento domiciliar são propiciados por meio de uma gestão ineficiente dos serviços de saúde nas unidades em que essa prática é presente, sobretudo ao que diz respeito à remuneração dos profissionais de fisioterapia, atores protagonistas nesse processo, bem como a falta de recursos disponíveis para execução das ações. Assim, exige-se a atenção dos gestores para que o cenário do Atendimento Domiciliar seja possibilitado e atue na contribuição ao cliente que necessita desta atenção, de modo eficiente.


25

Referências

BENASSI, Victor et al. Perfil epidemiológico de paciente em atendimento fisioterapêutico em Home Care no Estado de São Paulo. J Health Sci Inst, São Paulo, v. 4, n. 30, p.395-398, 2012. BEZERRA, M. I. C.; LIMA, M. J. M. R.; LIMA, Y. C. P. A visita domiciliar como ferramenta de cuidado da fisioterapia na estratégia saúde da família. Sanare, Sobral, Ceará, V.14, n.01, p.76-80, jan./jun. – 2015. BORGES, Andrea Maria Pinheiro et al. A Contribuição do Fisioterapeuta para o Programa de Saúde da Família: uma revisão da literatura. Uniciências, v. 1, n. 14, p.69-82, 2010. BRASIL, Ministério da Saúde. Lei n. 8080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 20 set. 1990. Disponível em: <http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1990/8080.htm>. CORTELLA, Mário Sérgio. Reconhecimento é a melhor forma de estimular alguém. Disponível em: <http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/08/reconhecimento-emelhor-forma-de-estimular-alguem.html>. Acesso em 02 de novembro de 2017. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Disponível em: < http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf>. Acesso em 01 de novembro de 2017. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa.10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSITCAS - IBGE. Bahia - Vitória da Conquista. Disponível em: < https://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=293330>. Acesso em 01 de novembro de 2017. LAZARUS, R. S. & Folkman, S. Na analysis of coping in a middle-aged community sample.Journal of Health and Social Behavior, 1980. Stress, appraisal and coping. New York: Springer Publishing Company. OLIVEIRA, I.B. Domicílio: espaço privado e privativo. Rev Brasileira de Homecare, p.72:8, 2001. PEREIRA, B. M.; GESSINGER, C. F. Visão da equipe multidisciplinar sobre a atuação da fisioterapia em um programa de atendimento domiciliar público. O Mundo da Saúde, São Paulo, v. 2, n. 38, p.210-218, 2014. PEREIRA, P. B. A. Atenção domiciliar e produção do cuidado: apostas e desafios atuais. 2014. 134 p. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Faculdade de Saúde Pública,


26 Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. RIBEIRO, Antonio de Lima. Salário e Remuneração. Disponível em: <http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/salrio-e-remunerao/>. Acesso em 04 de novembro de 2017. RIOS, Dermival Ribeiro. Minidicionário escolar da língua portuguesa. São Paulo: DCL, 2000. SHIWA, Sílvia Regina; SCHMITT, Ana Carolina Basso; JOÃO, Sílvia Maria Amado. O fisioterapeuta do estado de São Paulo. Fisioter Pesqui. 2016;23(3):301-10

SILVA, Kênia Lara et al. Atenção domiciliar como mudança do modelo tecnoassistencial. Rev Saúde Pública, v. 44, n. 1, p.166-176, 2010. VALE, Natalia do. Estafa: entenda seus sintomas e veja como tratar esse problema. Disponível em: < http://www.minhavida.com.br/saude/materias/10488-estafa-entenda-seussintomas-e-veja-como-tratar-esse-problema>. Acesso em 01 de novembro de 2017.


27 ANEXO A – NORMAS PARA SUBMISSÃO DA REVISTA DIRETRIZES PARA AUTORES Preparo dos manuscritos - título (conciso em até 15 palavras, porém, informativo, excluindo localização geográfica da pesquisa e abreviações); - nome do(s) autor(es) por extenso, categoria profissional, maior título universitário, nome da unidade e instituição aos quais o estudo deve ser atribuído, endereço eletrônico, cidade, estado e país; - nome, endereço postal, e-mail, os números de telefone/fax do autor responsável por qualquer correspondência sobre o artigo; - fonte(s) de apoio na forma de financiamentos, equipamentos e fármacos, ou todos esses; - agradecimentos - nome de colaboradores cuja contribuição não se enquadre nos critérios de autoria, adotados pela Revista, ou lista de autores que ultrapassaram os nomes indicados abaixo do título - consultoria científica - revisão crítica da proposta do estudo - auxílio e/ou colaboração na coleta de dados - assistência aos sujeitos da pesquisa - revisão gramatical - apoio técnico na pesquisa; - vinculação do artigo a dissertação e tese, informando os títulos em português, inglês e espanhol e a instituição responsável em que foi obtida; - o resumo deverá conter até 150 palavras, incluindo o objetivo da pesquisa, procedimentos básicos (seleção dos sujeitos, métodos de observação e analíticos, principais resultados) e as conclusões. - incluir de 3 a 6 descritores que auxiliarão na indexação dos artigos. Arquivo do artigo O arquivo do artigo também deverá apresentar, na primeira página, o título, o resumo e os descritores, nessa sequência, no idioma português. 27 Não utilizar abreviações no título e no resumo. Os termos por extenso, aos quais as abreviações correspondem, devem preceder sua primeira utilização no texto, a menos que sejam unidades de medidas padronizadas. Documentação obrigatória No ato da submissão dos artigos deverão ser anexados no sistema on line a cópia da aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa ou Declaração de que a pesquisa não envolveu sujeitos humanos, em formato PDF, com tamanho máximo de 1Megabyte cada um, o comprovante do depósito bancário da taxa de submissão e o arquivo do artigo a ser avaliado (em formato .doc).

Formatação obrigatória - Papel A4 (210 x 297mm). - Margens de 2,5cm em cada um dos lados. - Letra Times New Roman 12. - Espaçamento 1,5 em todo o arquivo. - As tabelas devem ser elaboradas utilizando a ferramenta do word e estarem inseridas no texto,


28 numeradas consecutivamente com algarismos arábicos, na ordem em que foram citadas no texto e não utilizar traços internos horizontais ou verticais. Recomenda-se que o título seja breve e inclua apenas os dados imprescindíveis, a localização e ano, evitando-se que sejam muito longos, com dados dispersos e de valor não representativo. As notas explicativas devem ser colocadas no rodapé das tabelas e não no cabeçalho ou título. - Figuras (compreende os desenhos, gráficos, fotos, quadros, etc.) devem ser desenhadas, elaboradas e/ou fotografadas por profissionais, em preto e branco. Em caso de uso de fotos os sujeitos não podem ser identificados ou então possuir permissão, por escrito, para fins de divulgação científica. Devem ser numeradas consecutivamente com algarismos arábicos, na ordem em que foram citadas no texto. Serão aceitas desde que não repitam dados contidos em tabelas. Nas legendas das figuras, os símbolos, flechas, números, letras e outros sinais devem ser identificados e seu significado esclarecido. As abreviações não padronizadas devem ser explicadas em notas de rodapé, utilizando os seguintes símbolos, em sequência:*,†,‡,§,||,¶,**,††,‡‡. - Ilustrações devem ser identificadas como figuras e estarem suficientemente claras para permitir sua reprodução em 7,2cm (largura da coluna do texto) ou 15cm (largura da página). 28 Para ilustrações extraídas de outros trabalhos, previamente publicados, os autores devem providenciar permissão, por escrito, para a reprodução das mesmas. Essas autorizações devem acompanhar os artigos submetidos à publicação. - Tabelas, figuras, ilustrações e quadros devem ser limitados a 5, no conjunto. - Utilize somente abreviações padronizadas internacionalmente. - Notas de rodapé: deverão ser indicadas por asteriscos, iniciadas a cada página e restritas ao mínimo indispensável. - O número máximo de páginas inclui o artigo completo, com os títulos, resumos e descritores, as ilustrações, gráficos, tabelas, fotos e referências. Artigos originais em até 17 páginas. Recomenda-se que o número de referências limite-se a 25. Sugere-se incluir aquelas estritamente pertinentes à problemática abordada, atualizadas, de abrangência nacional e internacional e evitar a inclusão de número excessivo de referências numa mesma citação. - Artigos de revisão em até 20 páginas. Sugere-se incluir referências estritamente pertinentes à problemática abordada, atualizadas, de abrangência nacional e internacional e evitar a inclusão de número excessivo de referências numa mesma citação. - Depoimentos dos sujeitos deverão ser apresentados em itálico, letra Times New Roman, tamanho 10, na sequência do texto. Ex.: a sociedade está cada vez mais violenta (sujeito 1). Citações ipsis litteres usar apenas aspas, na sequência do texto. - Referências – de acordo com normativas da ABNT. Como citar os artigos publicados na Revista Latino-Americana de Psicologia Corporal: Modelo de referências Referências: Os autores são responsáveis pela exatidão das referências citadas no texto. As referências deverão seguir as normas da ABNT NBR 6023/2002 (Quando houver mais de três autores, apresentar o primeiro nome, seguido de “et al.”). Ao final do trabalho, as referências devem ser apresentadas e ordenadas alfabeticamente pelo sobrenome de todos autores. Conforme exemplos:


29 ANEXO B


30 ANEXO C


31 APÊNDICE

FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE - FAINOR Credenciada pela Portaria MEC n.o 1.393, de 04 de julho de 2001 Publicado no DOU de 09 de julho de 2001

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE.

Prezado (a) Senhor (a), sou Darlei Souza Moura e estou realizando juntamente com Adna Gorette Ferreira Andrade, o estudo sobre Fisioterapia no Atendimento Domiciliar: enfrentamento e desafios dos profissionais. O Sr. (a) está sendo convidado (a) a participar, como voluntário (a), desta pesquisa. Para participar deste estudo o Sr (a) não terá nenhum custo, também não receberá qualquer vantagem financeira. Suas dúvidas referentes a esta Pesquisa serão esclarecidas e estará livre para participar ou recusar-se a participar. Poderá retirar seu consentimento ou interromper a participação a qualquer momento. A sua participação é voluntária e a recusa em participar não acarretará qualquer penalidade ou modificação na forma em que é atendido pelos pesquisadores, que tratarão a sua identidade com padrões profissionais de sigilo. Os resultados da pesquisa estarão à sua disposição quando finalizada. Seu nome ou o material que indique sua participação não serão liberados sem a sua permissão. Se houver necessidade, as despesas para a sua participação serão assumidas ou ressarcidas pelos pesquisadores. Este Termo de Consentimento livre e Esclarecido – TCLE, encontra-se impresso em duas vias originais de mesmo teor, sendo que uma será arquivada pelo pesquisadores responsáveis, e a outra será fornecida ao senhor. Os dados e instrumentos utilizados na pesquisa ficarão arquivados com o pesquisador responsável por um período de 5 (cinco) anos, e após esse tempo serão destruídos. Os pesquisadores tratarão a sua identidade com padrões profissionais de sigilo, atendendo a Resolução Nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, utilizando as informações somente para os fins acadêmicos e científicos.


32 A Pesquisa tem por objetivo:verificar os enfrentamentos e desafios encontrados no atendimento domiciliar pelos fisioterapeutas, onde após a aprovação deste trabalho pelo Comitê de Ética e Pesquisa os dados serão coletados em bairros distintos e em dias e horários estabelecidos, de acordo os atendimentos fisioterapêuticos domiciliares realizados. O pesquisador assistente acompanhará o fisioterapeuta durante seus atendimentos, ou agendará conforme sua disponibilidade fazendo a escolha de um ambiente tranquilo e calmo para que não ocorra interferências na aplicação dos questionários. Trata-se de um estudo relevante não só para os profissionais de saúde que atuam no serviço de fisioterapia mas para toda a comunidade, pois, poderá dispor de ferramentas capazes de orientar melhor sobre as condutas e procedimentos a serem realizados, bem como os acessórios que podem auxiliar e compor o serviço do profissional. O acesso e a análise dos dados coletados se farão apenas pelo (a)


33 APÊNDICE INTRUMENTO DE COLETA Tema

do

trabalho:

FISIOTERAPIA

NO

ATENDIMENTO

DOMICILIAR:

ENFRENTAMENTO E DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS.

NOME: __________________________________________________ GENERO: MASCULINO ( ) FEMININO ( ) IDADE:______________ DATA DE NASCIMENTO: ________________________ TEMPO DE FORMAÇÃO:______________________________ ESPECIALIZAÇÃO:____________________________________ CARGA HORÁRIA SEMANAL:______________ NUMERO DE ATENDIMENTOS POR DIA:____________________

TEMPO DE ATUAÇÃO NO SERVIÇO DOMICILIAR: (

) entre 3 meses e 1 ano

(

) 2 anos a 5 anos

(

) > 5 anos

DESAFIO: ato de desafiar.

DENTRE OS DESAFIOS APONTADOS ABAIXO, ASSINALE NO MAXIMO DUAS ALTERNATIVAS: Acesso a Residência do Paciente ( ) Compreensão das condutas do atendimento por parte dos familiares ( ) Espaço para realização de condutas ( Remuneração adequada (

)

)

A não parceria dos outros profissionais de saúde que atuam na mesma equipe ( ) ENFRENTAMENTO: ato ou efeito de enfrentar.

DENTRE OS ENFRENTAMENTOS APONTADOS ABAIXO, ASSINALE NO MAXIMO DUAS ALTERNATIVAS: Localização da Residência do Paciente ( ) Colaboração nas condutas terapêuticas pelo Paciente ( ) Falta de recursos/aparelhos para os atendimentos ( ) Valorização do serviço pela família ( ) Cumprimento das orientações repassadas para familiares/cuidadores ( )


34 Desgaste Físico/mental ( )

AUTO PERCEPÇÃO PROFISSIONAL ( os questionamentos abaixo deverão ser relacionados apenas no que se refere ao serviço de atendimento domiciliar)

Pergunta Você se sente um profissional capacitado? Você se sente realizado pela escolha profissional? Você se sente desafiado pela área de atuação?

Sempre

Quase Sempre

Às vezes

Nunca


35 pesquisador (a) e/ou orientador(a). Os resultados gerais obtidos nesta pesquisa serão utilizados apenas para alcançar os objetivos propostos, incluída sua publicação em (informar, se for o caso, onde mais pretende expor os resultados desta pesquisa como congresso, em revista cientifica especializada ou outras possíveis situações onde o trabalho possa ser publicado). Considerando que toda pesquisa oferecer RISCOS e BENEFÍCIOS, nesta pesquisa os mesmo pode ser avaliado como: RISCOS: O presente estudo apresenta como risco, o constrangimento em decorrência do teor dos questionamentos, desconforto pelo tempo exigido e desgaste físico. Para redução do constrangimento, a pesquisadora será bem treinada e estará à disposição para esclarecimentos de dúvidas, e a aplicação do questionário será realizada em uma sala reservada, mantendo o sigilo das informações. Os dados serão guardados em um computador próprio e serão utilizados somente para esta pesquisa e excluídos após cinco anos, manuseados apenas pela pesquisadora. BENEFÍCIOS: Compreender a percepção dos fisioterapeutas sobre os enfrentamentos e desafios no atendimento domiciliar é uma necessidade existente no âmbito da saúde. Assim, perceber a forma como os mesmos entendem o atendimento domiciliar contribui para o aprimoramento dos serviços prestados, na qualidade das intervenções daqueles profissionais que já prestam estes serviços ou pretendem atuar nesta área. Sua colaboração se fará de forma anônima, por meio de questionarios e onde os objetivos são estritamente acadêmicos. Por

este

meio,

______________________________________,

AUTORIZO o uso dos meus dados neste Projeto de Pesquisa, após a leitura (ou a escuta da leitura) deste documento e de ter tido a oportunidade de conversar e ter esclarecido as minhas dúvidas com os (as) pesquisadores (as) envolvidos (as), concordo em participar deste estudo como voluntário (a). Fui devidamente informado (a) e esclarecido (a) pelo (a) pesquisador (a) sobre a pesquisa, os procedimentos nela envolvidos, assim como os possíveis riscos e benefícios decorrentes de minha participação. Compreendo que não irei receber qualquer incentivo financeiro ou ter qualquer ônus em troca, e participarei com a finalidade exclusiva de colaborar para as conclusões acadêmicas e científicas da mesma. Foi garantido que posso retirar o meu consentimento a qualquer momento até a publicação dos dados, sem que isto


36 leve

a

qualquer

penalidade

(ou

interrupção

de

meu

acompanhamento/

assistência/tratamento) e que se houver necessidade, as despesas para a minha participação serão assumidas ou ressarcidas pelos pesquisadores.

Impressão Datiloscópica

________________________________________ Assinatura do Participante ____________________________ ADNA GORETTE FERREIRA ANDRADE PESQUISADOR RESPONSÁVEL TEL. (77) 99174 4506 goretteandrade@gmail.com

_____________________________ DARLEI SOUZA MOURA PESQUISADOR ASSISTENTE/PARTICIPANTE TEL. (77) 9 8803 3408 ley-moura@hotmail.com

O que é CEP/FAINOR? O CEP/FAINOR é um colegiado interdisciplinar e independente, com “munus público”, isso é, uma obrigação de acordo com lei, de caráter consultivo, deliberativo e educativo. Foi criado para defender os interesses dos participantes da pesquisa em sua integridade e dignidade. Além disso, tem, também, o propósito de contribuir no desenvolvimento da pesquisa, dentro de padrões éticos. ENDEREÇO INSTITUCIONAL DOS PESQUISADORES: Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR. Av. Luis Eduardo Magalhães, 1035 - Candeias Vitória da Conquista - BA CEP: 45000 - 000 Telefone: (77) 3161 – 1000

ENDEREÇO DO COMITÊ DE ÉTICA: Av. São Luiz, n° 31 – Núcleo de PósGraduação, Pesquisa Extensão 2º Andar. Vitória da Conquista - BA CEP: 45055-080 Telefone: (77) 3161-1071 E-mail: cep@fainor.com.br Horário de Funcionamento: Segunda a sexta, em horário comercial.


37

Darlei Souza Moura  

Monografia FAINOR

Darlei Souza Moura  

Monografia FAINOR

Advertisement