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FACULDADE INDEPENDENTE DO NORDESTE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

WESKLEY BRAGA DE QUEIROZ

CUSTO DE ESTOQUES DE BAIXO GIRO: Um Estudo de Caso na Auto Peças Roni.

VITORIA DA CONQUISTA – BA JUNHO – 2009


WESKLEY BRAGA DE QUEIROZ

CUSTO DE ESTOQUES DE BAIXO GIRO: Um Estudo de Caso na Auto Peças Roni. Artigo apresentado ao curso de Administração da Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Administração. Orientador: Carvalho.

Prof.

VITORIA DA CONQUISTA – BA JUNHO – 2009

Francisco

dos

Santos


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CUSTOS DOS ESTOQUES DE BAIXO GIRO: Um Estudo de Caso na Auto Peças Roni Ltda. de Vitória da Conquista – Ba Weskley Braga de Queiroz1

RESUMO

Com o crescimento constante da concorrência no setor de reposição de peças para veículos, há uma demanda exigente por melhores processos e procedimentos dentro das organizações de auto peças, buscando sempre um diferencial que possibilite uma vantagem competitiva perante as outras empresas do ramo, que reduza o impacto dos custos, e consequentemente, aumenta a lucratividade. Na administração financeira de curto prazo, um destes procedimentos no qual uma empresa trabalha para melhorar o desempenho financeiro são o controle e administração de estoques, de fundamental importância para qualquer atividade econômica. O objetivo deste artigo é identificar que impactos têm trazido para os custos da empresa a obsolescência de itens com baixo giro na Auto Peças Roni. Para a busca das devidas informações, foi adotada uma metodologia com base no método em estudo de caso, através de entrevistas com 15 colaboradores e gerência, além de observações feitas no local de trabalho nos períodos de julho a novembro. Os resultados da pesquisa indicam que há um índice significativo de peças paradas com tempo prolongado em estoque, como conseqüência, os custos da empresa, mesmo que de forma imperceptível, têm ficado mais elevados por conta da sua manutenção e obsolescência. Palavras-chaves: Administração de estoques. Administração financeira. Custos dos estoques. Lucratividade.

ABSTRACT

Due to the Constant growth in vehicles replacement parts sector, there is a demand for better processes and procedures within organizations of auto parts, always seeking a differential which allows a competitive advantage against other businesses in the sector, reduces the impact of costs and, consequently, increases the profitability. In the short term financial administration, one of these procedures in which a company works to improve financial performance, is control and management of stocks, of fundamental importance to any economic activity. This article aims to identify which impacts the obsolescence of low flux items at Roni Auto Parts has brought to the costs of the business. To obtain the appropriate information, a methodology was adopted based on the method in case study, through interviews with 15 collaborators and management, as Autor¹: Weskley Braga de Queiroz, discente do 8º semestre do curso de Administração Geral, da Instituição FAINOR - Faculdade Independente do Nordeste – e-mail: kley05@hotmail.com


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well as comments made at the workplace in the period from July to November. The research results indicate that there is a significant number of stocked parts which have been in the stock room for a long time, as a consequence, the costs of the business, even though in an unperceivable way, have been higher due maintenance and obsolescence. Keywords: Administration of stocks. Financial administration. Cost of stock. Profitability.

1 INTRODUÇÃO

A administração financeira sempre foi uma das ferramentas utilizadas pelas organizações para melhor gerir seus recursos, mas ainda existem aquelas que insistem em não adequar suas atividades ao controle desta, que é uma das funções de maior importância no campo gerencial e administrativo. Em finanças, a administração financeira de curto prazo responde pelo gerenciamento do ativo e passivo circulante da empresa, o ativo circulante é representado pelo caixa, estoques e contas a receber, cada um com sua devida finalidade e relevância, enquanto que o passivo circulante responde pelas contas a pagar e duplicatas a pagar. O objetivo desta pesquisa tem como foco o trabalho de um destes ativos da Auto Peças Roni, que são os estoques. Ela visa analisar a administração de estoque da empresa, quais são seus procedimentos e características no controle e manutenção de estoques, quais os critérios de investimentos e compra dos produtos e principalmente, identificar quais desses produtos têm aumentado os custos da empresa, devido seu alto tempo de giro, e verificar os impactos causados nos resultados financeiros. A depender das características de trabalho de uma empresa, o estoque é uma área bastante ampla de trabalho, como é o caso das empresas varejistas de auto peças, por serem de um ramo de atividade em que, oferece produtos para varias linhas de veículos automotivos, aos consumidores finais, e tendo uma quantidade e variedade enorme de itens, realmente é preciso ter uma gestão de estoque bastante profissional, principalmente quando está relacionado à situação financeira da empresa, para que os investimentos não sejam elevados e os custos e percas, sejam os menores possíveis. A gestão eficiente das empresas deste segmento, no que diz respeito aos investimentos e


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controle do ativo, pode ser a grande diferença entre ter ou não grandes prejuízos, uma vez que os custos são altos, principalmente pela quantidade de produtos a serem oferecidos hoje no mercado, mas, também, sua falta pode gerar perdas significativas. A questão pertinente a esta pesquisa é qual o impacto dos custos de produtos de baixo giro na lucratividade da Auto Peças Roni? Não se sabe ao certo qual o impacto e o que caracteriza está perca financeira da Auto Peças Roni com relação à administração dos estoques, três fatores aparecem em destaque, a primeira, peças de carros muito antigos ou que já está em desuso no mercado, ainda permanecem na empresa por não terem nenhuma procura desde os primórdios da empresa aqui em Vitória da Conquista; segundo, algumas dessas peças, por serem antigas, e com pouca procura no mercado, ficaram com preços elevados, devido a fatores externos e internos, dificultando ainda mais a saída; e terceiro, o grande número de concorrentes na cidade conquistense, que a cada ano tem entrado e ainda continuam a virem empresas de peças de reposição, tornando o mercado muito disputado. O objetivo geral desse artigo é realizar uma pesquisa na administração financeira de curto prazo, mais especificamente na administração de estoques da empresa Auto Peças Roni Ltda., na busca de conhecer mais a fundo a forma como é gerido este setor no seu aspecto financeiro, identificando pontos positivos e negativos, e ao final poder oferecer sugestões ou recomendações de melhoria do trabalho na área. Os objetivos específicos deste trabalho são: a) Conhecer os procedimentos de administração de estoques da empresa pesquisada; b) Identificar quanto tempo em média esses produtos levam para serem vendidos e seu ciclo operacional; c) Avaliar quanto esses itens geram de custo na sua manutenção e perca na renda pelo capital ali investido; d) Analisar o que leva a empresa a manter tais produtos em estoque. Mostrar de forma clara e objetiva a gestão de estoques e sua influência na lucratividade da empresa, e porque à avaliação dele é importante para a Roni. Abordando o conceito de administração financeira de curto prazo com foco em administração de estoques, e encontrar formas de beneficiar o trabalho de tal setor.


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Todos esses conceitos fazem uma prévia análise para que se possa compreender as concepções e a importância das finanças e dos estoques para a organização. 2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Administração Financeira de Curto Prazo

Na administração financeira, o objetivo dos gestores de finanças é maximizar a riqueza dos sócios e acionistas da empresa, através do desenvolvimento de atividades e conhecimentos que abrangem setores estratégicos, como também decisões de suma importância, como a seleção de alternativas de investimentos e as decisões de financiamentos de longo prazo, além das operações de curto prazo – a qual atém-se este trabalho – como a administração do capital de giro, gestão de caixa, gestão de estoques, contas a receber, etc.. Está na administração de curto prazo, a tarefa de gerir os recursos aplicados nas atividades operacionais que dão movimentação aos ativos permanentes das organizações, por serem de curto prazo Junior, Rigo e Cherobim (2002, p. 412) dizem que “são recursos e fontes que necessitam de grande agilidade na sua gestão”. Uma das principais funções da administração financeira e uma das mais relevantes é a administração do capital de giro das empresas, é a que responde por uma grande parcela da utilização de financiamentos necessários para as operações das empresas. A administração do capital de giro abrange a administração das contas circulantes da empresa, incluindo ativos e passivos circulantes, além de ser um dos aspectos mais importantes da administração financeira considerada globalmente, já que os ativos circulantes representam cerca de 50% do ativo total, e perto de 30% dos financiamentos totais são representados pelo passivo circulante nas empresas industriais; uma empresa precisa manter nível satisfatório de capital de giro e os ativos circulantes das empresas devem ser suficientemente consideráveis, de modo a cobrir os seus respectivos passivos circulantes, garantindo-se assim, razoável margem de segurança”. (GITMAN, 2004, p. 259)

Segundo Assaf Neto e Silva (2007, p. 15) “a administração do capital de giro diz respeito à administração das contas do elemento de giro, ou seja, dos ativos circulantes e passivos circulantes, e as inter-relações entre eles”. Os itens que compõe o ativo


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circulante englobam os bens e direitos que a empresa pode converter em caixa dentro do prazo de um ano. Dentre estes bens estão: o próprio caixa, que é a reserva de capital disponível em contas correntes, ou em espécie; cheques pré-datados e duplicatas a receber, e estoques, que serão vendidos e recebidos dentro do período. Os passivos circulantes são todas as dívidas ou obrigações que a empresa deve pagar dentro do prazo de um ano. Entre estas obrigações estão pagamentos a fornecedores, salários, alugueis e despesas de manutenção. Os

estoques

são

ativos

circulantes

necessários,

que

possibilitam

o

funcionamento do processo de vendas com um mínimo de distúrbio, mesmo sendo o ativo circulante para o setor financeiro de menor liquidez. Braga (1989) diz que “os estoques de mercadorias pra revenda constituem a base das operações das empresas comerciais”. A administração de estoques envolve o controle dos ativos circulantes que são usados nos processos de produção e/ou comercialização para serem vendidos no curso normal das operações da empresas. Portanto, a administração de estoques deve procurar estabelecer ações e procedimentos para saber: Quanto comprar e produzir; em que momento comprar ou produzir; quais itens do estoque merecem maiores atenções. A visão da administração financeira, com relação à administração de estoques, é diferente dos responsáveis de outras áreas da empresa, como marketing e compras. Gitmam (1997, p.15) fala que “O ponto de vista do administrador financeiro é no sentido de manter os níveis de estoques baixos, para que o capital de giro não seja comprometido em grande parte dos seus recursos”. A área de compras tem sua atenção focada na aquisição de matérias-primas, insumos e componentes nas empresas industriais e comerciais em mercadorias, a área de produção ao utilizar as partes dos produtos em fabricação, tem a tendência de desejar grandes volumes de estoque para atender bem as suas atividades, quanto maior for o ciclo de produção, maiores serão os volumes de estoques. A ênfase do setor de marketing é maior em produtos acabados e seus gestores têm grandes interesses em manter estoques suficientes para que as vendas não sejam prejudicadas por falta de estoques. Já a área de finanças tende a demandar esforços com o objetivo


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de minimizar todos os tipos de estoques, partindo do pressuposto de que os estoques requerem recursos financeiros importantes na composição dos ativos circulantes. A administração dos estoques deve ser uma preocupação constante para o administrador financeiro. Os estoques representam, na maioria das empresas, uma parcela considerável do ativo circulante, os quais provocam custos financeiros e despesas operacionais, a depender dos seus níveis de estocagem, Braga (1989) diz “o administrador financeiro deve exercer um controle rígido sobre os níveis de estoques, visando preservar a capacidade de solvência da empresa e maximizar o retorno dos recursos investidos”. Conseguir proporcionar o produto certo, no tempo exato para o consumidor, sem que a empresa necessite da manutenção do mesmo nos estoques é praticamente impossível para o ramo de comércio varejista. Manter um certo nível mínimo de estoques torna-se necessário para a empresa (BALLOU, 1993). Contudo, a manutenção dos estoques tem a incidência de custo de armazenagem ou manutenção física e custo financeiro do investimento do capital de giro. Por isso é necessário um processo de gestão eficiente dos mesmos Ballou (1993) considera que “uma boa administração de estoques deve aplicar o conceito de custo total às atividades de suprimento, de modo a obter vantagens, ou seja, o objetivo da administração de estoques é prover o material certo, no local e instante corretos e em condições de serem utilizados ao custo mínimo”. Arnold (1999) diz que “um dos aspectos mais importantes da gestão de estoques é o gerenciamento dos custos associados”. Diz ainda que, “manter um estoque que supera as necessidades atuais só é bom se a manutenção implica em menor custo que a sua falta”. Portanto, deve-se voltar as atenções para o gerenciamento dos custos associados aos estoques. Um nível reduzido de estoques pode acarretar graves problemas à produção ou vendas; por outro lado, se este nível for elevado pode ocasionar problemas financeiros, como capital parado, aumento de custos na manutenção dos produtos, etc. O objetivo principal no gerenciamento desse tipo de ativo é controle e a possibilidade de redução no seu investimento sem, contudo, retardar a produção por falta de matérias-primas ou perder vendas por falta de produtos acabados. Para Braga (1989, p. 101):


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A administração de estoques busca o equilíbrio entre os aspectos operacionais e financeiros e isto também pode significar a constante solução de conflitos de interesse entre a área financeira e as demais áreas envolvidas com os estoques.

Sanvicente(1997), afirma que investimento em estoque é função do volume de vendas futuras e portanto dinâmico. O seu volume depende de quatro fatores: (a) “rapidez” com que o item pode ser obtido; (b) “duração do ciclo de produção”, sendo o estoque diretamente proporcional a este ciclo; (c) “hábitos de compra dos clientes”, quanto mais previsíveis as encomendas, menor os investimentos em estoque; (d) “durabilidade dos itens estocados”. O volume de investimento nesse tipo de estoque varia de uma empresa para outra em função, principalmente, de suas características básicas e peculiaridades operacionais e administrativas. Arruda (2003, p. 31) diz o seguinte sobre volume dos estoques: O montante de estoques é influenciado, principalmente, pelo comportamento e volume previstos da atividade da empresa (produção e vendas) e pelo nível de investimentos exigidos. Necessidades por determinado produto forem altas, espera-se normalmente que o volume estocado seja também elevado. Pequenas necessidades, por outro lado, justificam um volume baixo de estoques.

Diante do propósito de atender a todos os seus clientes, a administração de estoques tem uma tarefa difícil, que é a de estabelecer níveis adequados de produtos estocados para tal atendimento, mas muitas vezes, a venda de alguns produtos não acontece, acarretando em custos para as organizações. Com relação à lucratividade de uma empresa na venda de seus produtos, ela acontece de duas maneiras, através da margem de lucro ou do giro dos estoques que Sucupira (2003) define a gestão de estoques no varejo como sendo a procura do constante equilíbrio entre oferta e demanda, e diz ainda que este equilíbrio deve ser auferido sistematicamente por meio de alguns indicadores e dentre os mais importantes cita: o giro dos estoques, a cobertura dos estoques e o nível de serviço ao cliente. Para Sucupira (2003) o giro dos estoques, também chamado de rotação ou rotatividade dos estoques, indica o número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado por meio das vendas. Normalmente, o giro dos estoques tem


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base anual e tem a característica de representar o que ocorreu no passado. Este índice é obtido através da divisão do custo das mercadorias vendidas - CMV pelo custo do estoque médio do período. Sucupira (2003) alerta que, para que a empresa varejista tenha um bom resultado em função do aumento do giro dos seus estoques, é necessário que a margem (valor recebido na venda menos o custo da mercadoria vendida) seja positiva. E conclui que o giro dos estoques é fundamental para a obtenção de lucro num ambiente cada vez mais competitivo, onde as margens tendem a ser cada vez menores.

2.2 Contabilidade de custos

Os custos dos estoques são compostos por todos os gastos relacionados às aquisições, conservação manutenção, dentro da cadeia de qualquer segmento de mercado. Eles são inerentes a todas as empresas desde o inicio de suas atividades, eles estão inseridos por toda a organização, e a ferramenta utilizada, para quantificar e organizar os determinados parâmetros dos dados relacionados a eles, é chamado de contabilidade de custos, definida por Leone (2001, p. 18) como: É um ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos dos estoques, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição pra determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisões e planejamento.

Voltando a administração de estoques, alguns custos como de encomendas e manutenção tem levado os estoques a se tornarem caros, fazendo com que as empresas tomem medidas para reduzir os níveis de estocagem, mas é claro sem deixar de atender aos clientes. Slack, et.al (1997, p. 385) chama a atenção para o fato de que os “gerentes envolvidos no processo de decisão de reposição dos estoques devem levar em conta os custos que serão afetados pela sua decisão de “quanto pedir”, ou seja, o volume de ressuprimento, isto é, “quando pedir”, o momento de reposição”


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A partir do aumento desses custos, a rentabilidade das organizações é diminuída, o que incorrem em risco para empresa, um dos custos que deve mais afetar nos itens é o de manutenção do estoques que Gitman (1997, p. 717) diz. São os custos variáveis unitários da manutenção de um item em estoque durante um período determinado. Esses custos são definidos por unidade, por período e incluem componentes como custos de armazenagem, custos de seguros e custos de obsolescência.

Outros que, com certeza, afetam a estrutura econômica – financeira são os custos de capital que, segundo Braga (1989) “Correspondem aos recursos investidos nos materiais e produtos estocados, nas instalações e nos equipamentos utilizados na movimentação física e armazenagem”. E o custo de oportunidade, fator característico na hora de decidir onde vão ser empregados os recursos financeiros para que não aja perca muito grande de lucratividade, devido o capital parado, principalmente quando se referem à compra de estoques, no que diz respeito ao ramo de reposição de peças automotivas, onde itens de carros e caminhões que saem de linha já não têm a mesma vendagem, acarretando em perda para a empresa, com a obsolescência de produtos. Para Martins (1996, p. 433), “Custo de oportunidade significa o quanto alguém deixou de ganhar por ter adotado uma alternativa em vez de outra”, ou seja, se alguém escolheu investir em peças para carros importados, deixando de, com isso investir na compra de mais peças para carros nacionais, que era a segunda melhor alternativa existente na época, diz-se que o custo de oportunidade da decisão de investir na primeira hipótese é o quanto se deixou de ganhar por não se investir na segunda situação. Ainda segundo o mesmo autor, a comparação do custo de oportunidade tende a ser difícil em função do problema do risco. O custo total é a soma de todos os gastos envolvidos nesse trabalho que Gitman (1997) fala que “o custo total de estoques é definido como a soma dos custos de pedir e de manter estoques”.

2.3 Controle de Estoques

O controle de estoques passa a ser uma ferramenta utilizada pela administração financeira e de materiais, como forma de minimizar seus custos e ter uma boa


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manutenção dos estoques de matérias-primas e ou produtos acabados, Arruda (2003, p. 30) fala o seguinte: O controle de estoque pede suma importância para a empresa, sendo que se controla o desperdício, desvios, apuram-se valores para fins de análise, bem como apura o demasiado investimento, o qual prejudica o capital de giro. Os objetivos dos departamentos de compras, de produção, de vendas e financeiro, deverão ser conciliados pela administração de controle de estoques, sem prejudicar a operacionalidade a empresa.

Há ainda os riscos referentes à deterioração, obsolescência e queda nos preços de mercado, é preciso que os estoques mantenham-se em giro constante, o que é muito difícil de acontecer para alguns produtos. O giro dos estoques resulta na continuidade da liquidez das empresas. As modernas técnicas de administração de estoques têm sido desenvolvidas no sentido de reduzir ao mínimo o investimento nesse ativo. As principais técnicas encontradas na literatura são: sistema ABC, Lote Econômico de Compras (LEC), Just in time (JIT) e Material Requeriment Planning (MRP). No sistema ABC, a empresa classifica seus estoques em três grupos A, B e C. Essa classificação é feita com base na representação que estes produtos têm relativos à quantidade e valor no estoque. O grupo A inclui os itens que requerem maior cuidado. O controle desse grupo deve ser mais intensivo, devido ao elevado investimento, seria recomendável o uso de registros permanentes. O grupo B consiste de itens que representam o menor investimento do que o A. Segundo Braga (1995), normalmente “consistem em 35% dos itens, e 35% do valor representativo total”. São freqüentemente controlados por meio de retificações periódicas de seus níveis. O grupo C consiste, em geral, de um grande número de itens, cujo percentual em valor é relativamente pequeno. Segundo Braga (1995) “consistem em 50% dos itens em estoque, e 5% do valor total”. Por representarem valor pequeno podem, ser controlado por meio de procedimentos rudimentares. O Lote Econômico de compra (LEC) é um modelo comumente utilizado para determinar a quantidade ótima de compra de um item de estoque. Ele leva em consideração os vários custos operacionais e financeiros envolvidos na aquisição de mercadorias, objetivando determinar a quantidade do pedido que minimiza os custos totais de estocagem.


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O Just in Time (JIT) é um sistema de administração de estoques que minimiza o investimento nesses itens do ativo, através do recebimento dos insumos de produção no exato momento em que são requeridos na produção. O administrador da empresa coordena sua produção com o recebimento de materiais de seus fornecedores. Assim, são evitados custos desnecessários de estocagem de matéria-prima. Operando satisfatoriamente, o sistema JIT é a eficiência na produção. Portanto, é preciso que a administração financeira esteja interada junto com os outros setores da organização para que possam constituir boas políticas de aplicação e administração do capital de giro, principalmente no que envolve investimentos em materiais e estoques.

3 METODOLOGIA

Esta pesquisa está fundamentada pelo método de Estudo de Caso, O Método do Estudo de Caso " [...] não é uma técnica especifica. É um meio de organizar dados sociais preservando o caráter unitário do objeto social estudado" (GOODE; HATT, 1969, p.422). De outra forma, Tull (1976, p 323) afirma que "um estudo de caso referese a uma análise intensiva de uma situação particular" e Bonoma (1985, p. 203) coloca que o "estudo de caso é uma descrição de uma situação gerencial". Quanto ao fim – este estudo é do tipo investigação exploratória e descritiva, porque objetiva esclarecer de que forma os custos dos itens de baixo giro estão onerando ainda mais os estoques da empresa, além de apresentar os trabalhos de manutenção e controle do ativo em questão. Aplicada, porque busca propor uma alternativa para o problema dos estoques; quanto ao meio, para condução da pesquisa, foram utilizadas ferramentas especificas para o estudo como, entrevista com o gerente geral da Auto Peças Roni, “esta é uma das fontes de dados mais importantes para os estudos de caso, apesar de haver uma associação usual entre a entrevista e metodologia de 'survey'” (YIN, 1989). Esta entrevista serviu de suporte para definir parâmetros e estruturar o questionário informal, sendo este outra fonte de informação utilizada.


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A entrevista, dentro da metodologia do Estudo de Caso, pode assumir várias formas: a entrevista aberta-fechada, entrevista focada e a entrevista do tipo “survey”, a forma usada neste estudo de caso foi a entrevista focada, observação direta na empresa, e pesquisa documental, que segundo Yin (1989), “eles não podem ser aceitos como registros literais e precisos dos eventos ocorridos e seu uso deve ser planejado para que sirva para corroborar e aumentar as evidencias vindas de outras fontes”., e bibliográfica. A observação, por se tratar de dados coletados no local onde ocorre o fenômeno, documental, pois fará uso de documentos oficiais da empresa em estudo. Esta pesquisa terá como universo os gestores, na pesquisa mais formal, e os colaboradores dos setores funcionais da empresa Auto Peças Roni, de maneira informal. A coleta de dados foi feita entre os dias 01 a 15 de abril de 2009, através de uma pesquisa de campo, onde se utilizou da observação, da aplicação de entrevistas formais e informais com pessoas específicas dos setores diversos existentes na empresa.

4 ANÁLISE DE RESULTADOS

4.1 Administração Financeira

A partir da entrevista com o gestor da Auto Peças Roni e de relatórios, foi identificado que ela já vem fazendo uso de um planejamento para seus controles financeiros, como previsão e controle de vendas, um sistema de compras - uma vez que não sendo atendido pela matriz, que é quem fornece semanalmente a filial conquistense - são feitas compras com fornecedores mensalmente, isto intimamente ligado à área de vendas. A política financeira da Roni, de acordo com as palavras do gestor, é uma política flexível, uma vez que ela mantém um saldo de caixa e bancos considerável para suprir as necessidades momentâneas, concessão de crédito mais liberal,


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resultando num nível significativo de contas a receber, mas com políticas de crédito prédeterminadas, e um elevado investimento em estoques. Como critério de vendas para os clientes que compram os produtos, os que pagam à vista, neste caso, é concedido um desconto de 10 %, ou parcelam as compras em ate 120 dias, mas sem desconto.

4.2 Administração e Controle dos Estoques O gestor diz que o estoque é uma das áreas que mais recebe aplicação de recursos financeiros da Roni e sua administração é uma das mais importantes dentro da empresa, por conta do seu grande volume de itens e do mercado competitivo atual. Novos métodos são sempre estudados, e o estoque revisto, com a utilização de tecnologia como software para gestão e sistema de informação, treinamentos de equipes para conhecimento dos produtos e processos, para com isso melhorar procedimentos na estocagem e manutenção. Não ficando restrito somente aos estoquistas, mas para os vendedores também, com isso minimizar os custos de estocagem e aumentar o desempenho da área de vendas, através disso trabalhar os investimentos conscientemente, para que não haja prejuízos posteriores. O gerenciamento financeiro e físico com relação aos estoques da Auto Peças Roni é informatizado, tanto em valores financeiro como em quantidade físicas em estoques, averiguando e atualizando constantemente. O gerente fala que este recurso é para melhoria no controle e ter informações mais rápidas sobre seus produtos estocados, como estoque máximo e mínimo, estoque atual, quantidades vendidas e compras em determinados períodos, seu correto gerenciamento tem sido essencial para que atuar de forma eficaz e eficiente. Com a observação, pôde-se verificar que a Roni tem uma gestão e controle de estoques bastante rigoroso, para que não haja desvios ou erros, principalmente no fornecimento aos clientes e estar regularizado com o Fisco, o que diz respeito à entrada e saída de peças. A equipe se enquadra a forma de trabalho da empresa, em que os vendedores estipulam, com base na política da empresa e na demanda, a quantidade ideal a ser mantida, claro que nem sempre sai como a empresa deseja, na qual


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algumas vezes, ocorre uma quantidade grande em estoques e não tem saída, e uma quantidade pequena acaba havendo muita procura. Observando e analisando os procedimentos e rotina de trabalho dentro da empresa, do recebimento até a colocação em estoques, as peças chegam à empresa, são colocadas em prateleiras próprias para o tipo de estocagem destes produtos, em posições ou códigos específicos da empresa, para identificação de determinado item dentro do estoque pelos vendedores, e são mantidas em manutenção até sua venda.

4.3 Custos

Através da entrevista, percebeu-se que o gestor da empresa Auto Peças Roni avalia que, os custos de estocagem de itens de baixo giro não influenciam mais nos resultados da empresa, pois acredita que, por já ter pago os fornecedores e os impostos, os produtos não irão incorrer mais custos nos estoques, uma visão errônea do gestor, uma vez que os gastos com os estoques não se remetem somente a aquisição, mas também a conservação e manutenção do mesmo dentro da empresa, além de perca com o capital ali empatado, inviabilizando o investimento em produtos mais rentáveis e com retorno mais rápido para a organização. Os itens de baixo giro na empresa são muitos, implicando num aumento considerável dos custos de manutenção e armazenamento há alguns anos. Produtos que já tinham mais de 3 anos em estoques, onde seu custo de obsolescência e manutenção, como é caso de parabrisas, borrachas de portas e peças de engrenagem de carros antigos, etc. são alguns exemplos de itens identificados que tiveram seus preços elevados, o que ficaria impossível de vender com a concorrência vendendo a preços muitos mais baratos, foram então enviados para outras lojas da rede, para ver se tem saída em outro ambiente.

4.4 Investimentos Com base na entrevista e na observação feita na empresa, a Roni tem uma política de investimento em estoques, em que prioriza a quantidade em consequência


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da demanda existente. Quando há uma procura considerável, o estoque é pautado nos termos do mercado, se houve uma queda nas vendas ou na procura de determinado item, ele tem sua quantidade em estoque reduzida, e excluída, caso não haja nenhuma procura, como afirma Sanvicente(1997, p. 07) A empresa adota como modelo de gestão de estoque, o “Estoque para Demanda”, descrito por Ching (1999), como uma simplificação do método de empurrar, no qual se busca manter os níveis de estoque proporcionais à sua demanda. O fluxo se inicia com a previsão de vendas que é a base para os programas de compra e reposição. Esta política influenciou na redução de investimentos em estoques, e com isso, pôde reduzir os custos financeiros que a empresa tem arcado. Foi observado na empresa que a atividade de venda de peças automotivas requer um investimento considerável não só em estoques, mas também na sua estrutura física, para comportar todos os produtos oferecidos há grande variedade de veículos existentes no mercado. A Roni tinha como ponto negativo o espaço físico da empresa, que mesmo sendo muito amplo, já não suportava mais de forma organizada a quantidade enorme de peças que tem e as novas que surgem no mercado, mas desde agosto de 2008, com investimento feito com capital próprio, financiou a compra de um imóvel maior, ampliando sua estrutura física, melhorando as condições de armazenamento e manutenção das peças, como também as condições de trabalho para os funcionários, podendo assim, reduzir os custos dos estoques. Embora que, com este novo imóvel, a Roni agora tem o problema da capacidade ociosa para armazenamento, aumentado assim o seu custo de capital e período de tempo ou payback de retorno deste novo investimento.

4.5 Ativo Circulante

Questionado sobre como está dividido o ativo circulante da empresa nos dias de hoje, o gerente geral, através de dados e relatórios, apresentou os seguintes percentuais:


16

30,00%

ESTOQUES 10,00%

CONTAS A RECEBER

DISPONIVEL

60,00%

Gráfico 1 – divisão do ativo circulante Fonte: pesquisa de autor

Dos valores aplicados no ativo circulante, 60% está em estoques, 30% em contas em receber e 10% em caixa, o que demonstra um investimento elevado, mas o gestor justifica que está dentro dos padrões do segmento de trabalho e o porte e estrutura atual da empresa, que é de grande empresa, para atender a demanda existente. O valor dos passivos circulantes (fornecedores) representa 30% do valor do ativo, e as outras despesas são pagas com capital próprio. Atualmente, a empresa encontra-se em uma situação boa, pois parte significativa de seu ativo circulante aplicada em estoques, que ainda não foram vendidos, mas já foram pagos.

4.5 Giro dos Estoques e Lucratividade

Com base nos relatórios da empresa, hoje a Roni tem o percentual de itens na empresa com baixa rotatividade de 63% dentro dos estoques, com peças que chegam ter entre três meses a um ano sem saída, ficando este último com a quantidade maior de itens, cerca de 42%, embora alguns destes produtos se caracterizam mais seus ganhos pela margem de lucro do que pelo giro. A sua maior lucratividade fica por conta dos outros 37%, quem tem giro de vendas. Como é visto no relatório feito mensalmente abaixo. Tabela 1 - Listagem de giro de mercadorias Quant. itens % Tempo de giro no mês 2.156

11,31

Peças com 1 venda no mês

Custo médio total 274.380,42

% 12,23


17

1.553

8,14

Pecas vendidas entre 2 e 5 vezes

223.437.47

9,96

183

0,96

Peças vendidas entre 6 e 10 vezes

31.983,67

1,43

30

0,16

Peças vendidas entre 11 e 20 vezes

12.698,85

0,57

21

0,11

Peças com mais de 20 vendas mês

6.498.98

0,29

3.943

20,68

Total de peças com alto índice de giro

%

Tempo de giro no mês

41,34

Peças sem giro há mais de 1 ano

274.380,42

12,23

1.961

10,28

Peças sem giro há mais de 6 meses

223.437.47

9,96

2.121

11,12

Peças sem giro há mais de 3 meses

31.983,67

1,43

3.161

16,58

Peças sem giro há mais de 1 meses

12.698,85

0,57

15.125

79,32

Total de peças com baixo índice de giro

Tabela 2 Quant. Itens 7.882

548.999,39

Custo médio total

1.695.071,93

24,46

%

75,54

O valor atual dos custos totais dos produtos é de 2.334.856,52 (dois milhões trezentos trinta e quatro mil, oitocentos e vinte seis reais e cinqüenta e dois centavos). Através das tabelas acima se pode identificar que a empresa tem itens que giram em media duas vezes num ano. Com base nas informações obtidas anteriormente, pode-se calcular o giro dos estoques, através do CMV (custo de mercadoria vendida) divido pelo valor residual dos itens estudados, além do ciclo operacional e financeiro da empresa. CO = IME + PMC

Onde:

CO = 180 + 60

CO = Ciclo Operacional

CO = 240 dias

IME = Idade Média dos Estoques PMC = Prazo Médio de Cobrança

CC = CO – PMP

Onde:

CC = 240 - 60

CC = Ciclo de Caixa


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CC = 180 dias

CO = Ciclo Operacional PMP = Prazo Médio de Pagamento

O ciclo de caixa para os itens de baixo giro é de 180 dias. Nesse período, a empresa utiliza para financiar seu capital de giro, o capital próprio, essa alternativa é a que a empresa tem usado para não aumentar seus custos. A lucratividade da Roni com isso teve impacto com relação a tais peças sem saída em estoque, o percentual é hoje reduzido em 3 pontos percentuais, caindo para 19% os lucros da empresa. Conclui-se, a partir dessas informações, que a empresa precisaria converter 65% os estoques de baixo giro em caixa ou, no mínimo, em contas a receber em um prazo compatível às contas a pagar, para recuperar o capital e a lucratividade, além de manter a situação financeira da Roni saudável. Fazendo uma síntese dos resultados da pesquisa dos custos de estocagem os gestores acreditam que a empresa apresenta um nível bom quanto à manutenção dos produtos de baixo giro, que, mesmo tendo seus custos mais elevados que os itens de maior giro, vem compensando no momento das vendas para clientes específicos e uma margem de lucro considerável, e porque os outros itens que tem o giro muito alto de vendas, através dos lucros, suprem à falta de vendas dos outros, um pensamento errado da empresa, não percebendo que está tendo outra perca, o custo de oportunidade do capital investido, que está desperdiçando algo que possa ser mais rentável e que traga retorno para empresa.

5 CONCLUSÃO

Como conclusão, a Auto Peças Roni precisa criar meios para dar saída nos estoques de baixo giro, que comprometem o desempenho financeiro, que de acordo dados se apresenta num nível bom, mas é algo que precisa ser revisto. Analisando os fatos e através das informações obtidas, a Roni, mesmo com o problema de alguns itens sem giro, demonstra ter posto em prática uma gestão financeira de forma profissional, principalmente na área de estoques, muito disso em virtude do aumento da concorrência entre as empresas e das exigências do mercado


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consumidor. Fazendo uso de ferramentas de controle e gestão entre outros, onde numa empresa de seu porte, sua grande quantidade de produtos em estoques implica em custos. Mesmo elaborando planos financeiros, procurando meios para redução desses custos aos patamares mínimos, sem que haja comprometimento das atividades normais da empresa e prejuízo pelo capital investido, ela ainda tem retardos com relação à saída de alguns itens do estoque, e consequentemente, amplia o tempo de retorno do investimento. A Roni tem nos estoques uma parcela significativa dos seus investimentos totais, e para que este investimento seja vantajoso para a empresa, é necessária a utilização de algumas técnicas e abordagens da gestão de estoques para obter melhores resultados. A Auto Peças Roni mesmo sendo uma empresa jovem no mercado, colocou métodos profissionais nas suas tarefas e as pessoas envolvidas nelas, a gestão da empresa, principalmente na área de estoques. Tomar decisões conscientes de em que, como, quando e quanto investir em produtos para vendas e estocagem, sabendo visualizar o que o mercado e os consumidores necessitam, reduziu significativamente os custos de manutenção de itens em estoques, permanecendo ainda um nível alto de itens com baixa rotatividade. Em relação à pesquisa, cabe salientar que foi realizado um estudo junto aos colaboradores da base, de modo informal, e com o topo da pirâmide hierárquica, visando levantar os pontos mais importantes da administração financeira e gestão dos estoques, onde está o problema levantado. Os custos de estocagem da Roni são elevados devido a sua enorme quantidade de peças com pouca saída, cerca de 70%, causando redução nos lucros em torno de 3 pontos percentuais, e custos de oportunidade em investimentos com retornos mais rápidos. Mesmo ela apresentando muitas técnicas e abordagens de gestão e controle de estoques e sistema de informações, que ajudam a reduzir um pouco estes custos de estocagem, ainda será necessário muito trabalho. Dentro da empresa, peças estocadas que chegam há mais


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de dois anos sem terem saído, é capital parado que poderia está investido em alguma outra aplicação com um retorno maior e mais rápido. Devido à importância que o estudo sobre Administração estoques sob o aspecto financeiro deu para a empresa Auto Peças Roni, levando em conta o ponto de vista dos gestores e colaboradores e com o que foi auferido na pesquisa, mesmo com a qualidade e o profissionalismo da empresa na gestão dos seus diversos setores, principalmente na área financeira, seria muito interessante à empresa dar inicio a um planejamento financeiro, para visualizar os caminhos que a empresa deve seguir no mercado de peças para veículos automobilísticos e no mercado da cidade de Vitória da Conquista e região, ambos em constante mudança. Como recomendação para pesquisas futuras tem-se o aperfeiçoamento do método sugerido neste trabalho para identificar os custos dos itens de baixo giro das empresas, visto que não se abordou a elaboração do questionário de pesquisa, nem sua tabulação e definição do tamanho da amostra, limitando-se a estabelecer informações necessárias a serem levantadas, que são política de investimentos em estoques, custos de estocagem, gestão estratégica e tecnológica, controle dos estoques e lucratividade. É necessário uma elaboração mais acurada de pesquisa, principalmente na utilização do método quantitativo e através de outros métodos, que possam esclarecer mais sobre este campo de trabalho da administração, que é administração de estoques.


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APÊNDICE - QUESTIONÁRIO DA PESQUISA

Para coleta dos dados foi realizada entrevista com o gerente geral. Essa entrevista foi auxiliada por um questionário, onde aspectos relativos à administração financeira e a gestão de estoques foram abordados. Este questionário encontra-se constituído de perguntas abertas, cada uma abordando um aspecto relativo à empresa.

Questões norteadoras:

- Quem é o responsável pela administração das finanças da empresa Auto Peças Roni? - Qual a política utilizada pela empresa para investir o capital de giro nos estoques? - Quais os aspectos levam a Roni tal política de investimentos e administração dos estoques? - Existe algum tipo de controle de estoques? - É conhecida ou utilizada alguma ferramenta técnica ou administrativa pra medir os níveis de estoques? - Há algum treinamento ou preparo da equipe para realizar as atividades de controle dos estoques? - Quais são os procedimentos e rotina de trabalho da equipe para a manutenção e controle dos estoques? - como são os procedimentos e rotina de trabalho nos estoques?. - O gerenciamento financeiro e físico com relação aos estoques é informatizado? - Quais são os itens mais vendidos e os de pouca rotatividade? - Qual o percentual de itens da empresa que tem baixa rotatividade? - Qual impacto destes itens de baixo giro nos custos e na rentabilidade de empresas? - O que leva a empresa a manter tais itens de baixo giro? - Qual o percentual do capital de giro empregado em estoques hoje na empresa? - A Roni tem que tipo de política de investimentos em estoques? Alta ou baixa? - O que é feito para ela conseguir um equilíbrio entre estoques em excesso ou faltas de produtos?


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